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Faculdade Latino Americana de

Teologia Integral
Aluna: Juliana O. Gamarra

Disciplina: Discipulado II

Professor: André Botelho

Livro: Trabalho, descanso e dinheiro- Timóteo


Carriker- Ed. Ultimato

1) O que o autor quer dizer por espiritualidade mundana?


Exemplifique.

R: Timóteo Carriker não relaciona a espiritualidade mundana no


sentido de ser pecaminosa. Sua intenção é relacioná-la com a
execução de uma incumbência dada por Deus aqui neste
mundo, para que vivamos de modo que contribua para um
mundo melhor. Essa prática pode ser exercida através da
missão integral, que envolve o ser humano como um todo.

2)Defenda teológicamente o envolvimento do Cristão


com a ecologia.

R: O ser humano, enquanto parte da criação e dela


dependente, é também seu modormo. A criação fornece
recursos materiais, sustento e também contribui para o
desenvolvimento espiritual e intelectual. Porém, a preocupação
do cristão com o meio ambiente não se resume apenas no bem
estar futuro da humanidade, mas o louvor e a glória devidos a
Deus. Nosso alvo é criar ou recriar o mundo de tal forma que
satisfaça e glorifique seu criador e dono.

3)Defina o que é “mandato cultural” e suas


implicações.

R:” Mandato cultural” refere-se à postura de administração que


o ser humano deve exercer sobre a criação por ser crado à
imagem de Deus, ou seja, ser responsável com a terra e com
toda forma de vida.

A imagem de Deus no homem abrange três áreas de


responsabilidade e administração: Sua experiência social e
familiar( “multiplicar”, encher”, “dar nome”), sua experiência
econômica e ecológica (“sujeitar”, “cultivar”, “guardar”), e o
governo ou a área política( “dominar”, “dar nome”). Todos os
homens tem o direito e a responsabilidade de participar em
toda a administração deste mundo para assegurar a
permanência e o equilíbrio da criação.

4) O trabalho é um castigo divino? Explique.

R: O trabalho é parte de um papel positivo que exercemos em


relação ao mundo criado por Deus. Toda atividade humana é
dádiva de Deus e deve servi-lo e glorificá-lo. O trabalho deve
ser encarado como uma extensão da nossa espiritualidade. As
escrituras valorizam o trabalho e o considera como parte do
galardão divino, e não do seu castigo.

5) Como a “parábola dos talentos” ( Mt 25, 14-30) se


encaixa neste conceito de espiritualidade?

R: A parabola dos talentos, coincide com o conceito de


espiritualidade exposto pelo autor, pois refere-se a fé e
capacidades que Deus concede aos crentes, que implicam em
uma compreensão do amor de Deus revelado em Cristo e suas
consequentes implicações. Os dons de Deus multiplicam-se se
os ultilizarmos, pois transformam nossas vidas, de tal maneira
que ficamos em condições de receber muito mais da plenitude
que o Senhor nos oferece. O servo que não fez uso do seu
talento não quis arriscar-se e fazer o dom circular. Preferiu a
neutralidade e isentar-se da responsabilidade.

6) Fale sobre o conceito do autor de “vocação” no Reino


de Deus.
R: O desempenho da vocação profissional de cada um deve
refletir os valores do Reino, valores de paz e de justiça. Nossa
vocação principal na vida é do domínio de Deus neste mundo.
Nossa profissão, embora seja importante, é apenas parte dessa
vocação maior.

7) Segundo o autor, qual o conceito bíblico sobre


descanso?

R: O descanso e o trabalho podem envolver atividades


semelhantes, porém realizadas com perspectivas diferentes. O
descanso também está ligado à fé. A Bíblia relaciona a falta de
descanso à desobediência e incredulidade. O descanso requer o
conhecimento da nossa própria insuficiência e uma entrega
descrita como descanso. O descanso não pode se transformar
em consumismo, mas deve fluir de uma fé viva no Salvador,
que assume nosso fardo.

8) No que o conceito bíblico difere do conceito popular


sobre descanso?

R: O descanso no conceito bíblico se difere do conceito popular,


pois não se refere à falta de esforço físico ou mental, mas exige
empenho para permanecer na dependência de Deus, entregar
ansiedades, preocupações e toda a auto- suficiência a Ele. Esse
descanso compete à paz, o contentamento e a segurança
revelados em Jesus.

9) Quais são os principios que aprendemos, analisando a


prática do dízimo no Antigo Testamento?

R: A prática do dízimo no Antigo Testamento não era


considerada como uma obrigação sistemática, mas como uma
expressão espontânea. O dízimo estava ligado à idéia das
prímicias da terra, como uma oferta anual levada ao lugar
designado, onde filhos, servos e levitas faziam um banquete
das primicias diante do Senhor e festejavam alegres. Com o
surgimento dos problemas sociais de Israel, as comunidades
locais passaram a acumular o dízimo durante três anos e esse
dízimo passou a ser destinado para o suprimento das
necessidades dos levitas, órfãos, estrangeiros e das viúvas.
Depois, com o crescimento do número de levítas e sacerdotes ,
o dízimo recolhido era usado como um imposto para sustentar
os sacerdotes e a casa de Deus. No entanto, no principio o
dízimo significava o reconhecimento de que tudo pertence a
Deus, em consequência disso, o dízimo passou a ser uma
expressão de gratidão a Deus pela sua generosidade. Com o
tempo sua finalidade incluía o sustento daqueles que cuidam da
casa de Deus e o suprimento dos pobres e finalmente, dar o
dízimo resultava em benção divina, enquanto retê-lo trazia
maldição.

10) Quais são os princípios para a contribuição deixados


por Paulo em II Co 9,6-15?

R: Paulo propõe que a contribuição não deve ser feita por


obrigação, mas por alegria, como sendo uma oportunidade e
privilégio de expressarmos de modo material, nossa gratidão e
louvor a Deus.

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