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Esclarecimentos Biblicos

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9 de set de 2012
Hamartiologia e Cristologia com o Pr. Dennis Priebe.

Autor: Pr. Dennis E.Priebe PH. D.


Tema 1: Escritos de Ellen White - o seu papel e a função
Foi tudo o que ela escreveu inspirado? Ela tem autoridade
doutrinária? O que é bom e o que é impróprio na utilização de seus
escritos? É fundamental que entendamos o lugar próprio do
ministério de Ellen G. White da Igreja Adventista do Sétimo dia.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita que Deus deu a
inspiração a Ellen G. White. Temos de ser justo e avaliar as
reivindicações que são feitas pelo requerente para um ministério
profético.
Ellen White disse: “Esta obra é de Deus ou não o é. Deus nada faz
de parceria com Satanás. Minha obra ou traz o cunho de Deus ou o
cunho do maligno. Não há meio-termo neste caso. Ou os
Testemunhos procedem do Espírito de Deus ou do diabo.
Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 286.
“Não imagineis que podeis analisá-los de modo a acomodá-los às
vossas próprias idéias, pretendendo que Deus vos deu perícia para
discernir o que é luz do Céu e o que é mera sabedoria humana. Se
os Testemunhos não falarem de acordo com a Palavra de Deus,
rejeitai-os. Cristo e Belial não se unem. Testemunhos Seletos, vol. 2,
pág. 302.
Tudo de Deus?
"Eu falo do que tenho visto, e que sei que é a verdade." (Carta 4,
1896)
Não escrevo expressando meramente minhas próprias idéias. Eles
são o que Deus me expôs em visão - os preciosos raios de luz que
brilham do trono. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 27.
"A irmã White não é a originadora destes livros. Eles contêm a
instrução que durante o trabalho de sua vida Deus tem estado a
dar-lhe. Contém a preciosa, confortadora luz que Deus,
graciosamente, deu a Sua serva para ser dada ao mundo. De suas
páginas, esta luz deve brilhar no coração de homens e mulheres,
guiando-os ao Salvador. O Senhor declarou que estes livros devem
ser espalhados através do mundo. Neles há uma verdade que, para
o que a recebe, é um cheiro de vida para vida. Eles são silenciosas
testemunhas de Deus." O Colportor Evangelista, pág. 125.
"Nessas cartas que escrevo nos testemunhos que sou portadora,
comunico-vos aquilo que o Senhor me apresentou. Não escrevo um
artigo sequer, na revista, expressando meramente idéias minhas.
São o que Deus me revelou em visão" Testemunhos Seletos, vol. 2,
pág. 26.

Ela pediu-nos para julgar seu trabalho e, em seguida, atribuí-lo a


Deus, ou Satanás, e acredito que devemos aceitar seu desafio.
Ellen White disse que “O último engano de Satanás será
exatamente anular o testemunho do Espírito de Deus. "Não
havendo profecia, o povo se corrompe." Prov. 29:18. Satanás
trabalhará engenhosamente, por diferentes maneiras e por
instrumentos diversos, para perturbar a confiança do povo
remanescente de Deus no testemunho verdadeiro.” Mensagens
Escolhidas, vol. 2, pág. 78.
“Quando os Testemunhos, nos quais se acreditava anteriormente,
são postos em dúvida e rejeitados, Satanás sabe que as pessoas
enganadas não pararão aí; e ele redobra os seus esforços até lançá-
las em rebelião aberta, que se torne irremediável e termine em
destruição.” Eventos Finais, pág. 178.
Devemos rejeitar os testemunhos no seu todo, não apenas aquelas
partes que não gostamos, porque Cristo e Satanás não podem estar
unidos.
"Em nenhum caso apresentei meu próprio critério ou opinião.
Tenho o suficiente para escrever do que me foi mostrado, sem
recorrer a minhas próprias opiniões." Por favor, note "Em nenhum
caso tenho dado o meu próprio julgamento ou opinião".
Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 70.
Ao escrever para uma orientação individual, ela disse: "Eu não
estou na liberdade de escrever para os nossos irmãos sobre seu
trabalho futuro... Eu não recebi nenhuma instrução sobre o lugar
onde você deve localizar... Se o Senhor me dá instrução definitiva
que lhe dizem respeito, eu a darei a você, mas eu não posso levar
comigo as responsabilidades que o Senhor não me dá para
suportar." (Carta 96, 1909)
Ela poderia falar somente quando o Senhor tinha dito.
O mesmo princípio que se aplica a ela se aplica aos escritores da
Bíblia.
Se João e Paulo foram inspirados, então os seus escritos eram
totalmente inspirados, e trouxeram-nos mensagens diretamente de
Deus. Não há graus de inspiração ou revelação. Se Ellen G. White é
inspirada, então os seus escritos são totalmente inspirados, e suas
mensagens vêm diretamente de Deus.
Se Ellen White não foi inspirada por Deus, então o movimento que
ela guiou - a Igreja Adventista do Sétimo Dia - também é suspeito
por causa de seu enorme impacto sobre este movimento. Neste
caso, esse movimento não é a igreja remanescente.
Se você encontrar alguma coisa em seus escritos o que contradiz a
Bíblia, é de sua responsabilidade para rejeitá-la como uma
mensageira de Deus.

Dirigindo-se a pessoas que aceita como inspirados seus escritos


somente o quanto lhes convém Ellen White disse: “Vós que vos
tendes estado a educar a vós mesmos e aos outros no espírito de
crítica e acusação, lembrai-vos de que estais imitando o exemplo de
Satanás. Quando serve ao vosso desígnio, tratais os Testemunhos
como se neles crêsseis, citando trechos deles para reforçar
qualquer declaração em que desejais prevalecer. Como é, porém,
quando o esclarecimento é dado para corrigir-vos os erros? Aceitais
a luz? Quando os Testemunhos falam contrariamente às vossas
idéias, então os tratais com desprezo.” Mensagens Escolhidas v 1
pág. 43.
E ela continua: “Não fica bem a pessoa alguma soltar uma palavra
de dúvida aqui e ali, a qual opere como veneno em outros espíritos,
abalando-lhes a confiança nas mensagens que Deus tem dado, as
quais têm ajudado a pôr o fundamento desta obra, e a tem
assistido até ao presente, com reprovações, advertências,
correções, e encorajamentos. A todos quantos se têm colocado no
caminho dos Testemunhos, eu quero dizer: "Deus deu uma
mensagem a Seu povo, e Sua voz será ouvida, quer ouçais, quer
não. Vossa oposição não me tem causado dano; vós, porém, tendes
de prestar contas ao Deus do Céu, que tem enviado essas
advertências e instruções para guardar Seu povo no caminho certo.
Tereis de responder-Lhe, a Ele, por vossa cegueira, por serdes uma
pedra de tropeço no caminho dos pecadores. Mensagens
Escolhidas v 1 pág. 43.
"Vi que batendo contra as visões eles não batiam contra o verme -
o débil instrumento pelo qual Deus falava - mas contra o Espírito
Santo. Vi que era pequena coisa falar contra o instrumento, mas
que era perigoso menosprezar as palavras de Deus. Vi que se eles
estavam em erro e Deus preferia mostrar-lhes seus erros mediante
visões, e eles desconsideravam os ensinos de Deus por intermédio
delas, seriam deixados a seguir sua própria direção, e correr no
caminho do erro, e pensar que estavam direitos, até que o
verificassem quando fosse tarde demais." Mensagens Escolhidas v
1 pág. 40.
"A Palavra de Deus é clara, mas muitas vezes erramos ao aplicá-la a
nós mesmos. Há a possibilidade de nos enganarmos, julgando que
suas advertências e repreensões não se referem a nós. "Enganoso é
o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente
corrupto; quem o conhecerá?" Jer. 17:9. A autolisonja pode
insinuar-se nas emoções e no zelo cristão. O amor e a confiança em
si mesmo podem dar-nos a certeza de que estamos certos, quando
na verdade estamos longe de cumprir as exigências da Palavra de
Deus." Testimonies, vol. 5, pág. 332.
"Os testemunhos do Espírito de Deus são dados para dirigir os
homens a Sua Palavra, que tem sido negligenciada. Ora, se suas
mensagens não são ouvidas, o Espírito Santo é excluído da
alma.Que outro meio tem Deus em reserva para atingir os errantes,
e mostrar-lhes sua verdadeira condição?" Mensagens Escolhidas v 1
pág. 46.
Ela disse que Deus enviou essas mensagens para levar-nos à Bíblia.
Assim, sua função não é ser outra Bíblia. Sua função é conduzir-nos
a Bíblia, para que possamos compreender melhor as mensagens
contidas nas Escrituras.
"Não se trata de apresentar outras verdades; mas, pelos
Testemunhos, Deus simplificou importantes verdades já reveladas,
pondo-as diante de Seu povo pelo meio que Ele próprio escolheu, a
fim de despertar e impressionar com elas o seu espírito, para que
todos fiquem sem desculpas." Testemunhos Seletos, v 2, págs. 280
e 281.
Ela entende seu papel de ser o de fazer mais clareza as verdades já
contidas na Bíblia, e simplificando as grandes verdades já dadas.
Seu propósito é levar a Bíblia como base de toda a verdade.
Mas ela também diz: "Em tempos antigos Deus falava aos homens
por boca dos profetas e apóstolos. Hoje em dia lhes fala pelos
Testemunhos de Seu Espírito. Jamais houve tempo em que Deus
instruísse Seu povo mais fervorosamente do que os instrui hoje,
acerca de Sua vontade e do procedimento que Ele deseja que
sigam. Mas aproveitarão eles os Seus ensinos? Receberão as Suas
repreensões e acatarão as Suas advertências? Deus não aceitará
obediência parcial; não abonará nenhuma contemporização com o
próprio eu." Testemunhos Seletos, v 1, pág. 488.
Assim, luz menor não significa luz menos importante, não confiável,
não se refere a uma qualidade inferior de inspiração. As mensagens
que vieram através de Ellen White eram tanto a palavra de Deus
como as mensagens que vieram através de Isaías ou Ezequiel.
“Sou instruída a dizer às nossas igrejas: Estudai os Testemunhos.
Eles são escritos para nossa admoestação e encorajamento, de nós
outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Se o povo de
Deus não estudar estas mensagens que lhes são enviadas de
quando em quando, são culpados de rejeitar a luz. Regra sobre
regra, preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco ali, Deus
está enviando instruções a Seu povo. Atendei à instrução; segui a
luz. Mensagens Escolhidas v 3 pág. 358.
“Se já houve um povo que necessitasse atender ao conselho da
Testemunha Verdadeira à igreja de Laodicéia, para que seja zeloso
e se arrependa perante Deus, é o povo diante do qual foram
expostas as estupendas verdades para este tempo e que não tem
vivido à altura de seus elevados privilégios e responsabilidades.
Temos perdido muita coisa por não viver de acordo com a luz das
solenes verdades em que professamos crer. Review and Herald, 4
de junho de 1889.
Quando estudamos qualquer assunto, temos de ir primeiro aos
testemunhos, comparando coisas espirituais com coisas espirituais
para ver o que Deus revelou a sua serva Ellen White. Assim não
formaremos opiniões equivocadas sobre a vontade de Deus sobre o
tema em estudo. Devemos levar em conta o contexto geral, por
quê?
“Alguns há que apanham da Palavra de Deus e também dos
Testemunhos parágrafos ou sentenças destacados que podem ser
interpretados de maneira a se ajustarem a suas idéias, e nelas se
detêm, e apóiam-se em suas próprias posições, quando Deus não
os está dirigindo. Aí está o vosso perigo.” Mensagens Escolhidas v 1
pág. 179.
Não coloquemos nossas opiniões antes de estudar a Bíblia
juntamente com os testemunhos.
“O inimigo tem envidado seus magistrais esforços para abalar a fé
de nosso próprio povo nos Testemunhos... Isto é exatamente como
Satanás tencionava que fosse, e os que têm preparado o caminho
para o povo não dar atenção às advertências e repreensões dos
Testemunhos do Espírito de Deus verão surgir uma torrente de
erros de toda a espécie. Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 83.
O plano de Satanás é enfraquecer a fé do povo de Deus nos
Testemunhos. Em seguida vem o ceticismo no tocante aos pontos
vitais de nossa fé, as colunas de nossa posição, depois as dúvidas
acerca das Escrituras Sagradas, e então a caminhada descendente
para a perdição. Quando os Testemunhos, nos quais se acreditava
anteriormente, são postos em dúvida e rejeitados, Satanás sabe
que as pessoas enganadas não pararão aí; e ele redobra os seus
esforços até lançá-las em rebelião aberta, que se torne
irremediável e termine em destruição. Testimonies, vol. 4, pág. 211.
Alguns crentes professos aceitam certas porções dos Testemunhos
como mensagens de Deus, ao passo que rejeitam outras que
condenam suas inclinações favoritas. Essas pessoas estão
contrariando a própria prosperidade, bem como a da igreja.
Consolhos Sobre Regime Alimentar, pág. 37.

Tema 2: Que é pecado?


Um grupo diz que nascemos condenados por causa do pecado de
Adão, nascemos pecadores. Então, se diz que temos dois tipos de
pecado em nossas vidas:
(1) que nós somos culpados por nosso nascimento, e (2) de que
somos culpados por causa dos nossos próprios pecados. Assim,
embora haja dois aspectos do pecado, estamos condenados por
causa de nosso nascimento, antes de nossas decisões.
João Calvino define o pecado original como “uma depravação e
corrupção hereditária de nossa natureza, difundida em todas as
partes da alma, que primeiramente nos torna sujeitos à ira de Deus
e depois também produz em nós aquelas obras que a Escritura
chama de ‘obras da carne”, Institutas da Religião Cristã, Livro II,
capítulo 1 º pág. 8.
Por causa desse entendimento a Igreja Católica, Martinho Lutero
e João Calvino viu a necessidade de batizar crianças.
Se de fato é culpado por natureza, é essencial que seja
batizado imediatamente quando
nasce para ser livre desse pecado e ser limpos da culpa de ter
nascido.
Lutero e Calvino receberam o entendimento do pecado original de
Agostinho.
Lutero e Calvino recebeu de Agostinho também, a doutrina
da predestinação, que acredita que Deus predestinou todos
os homens, sejam salvos ou condenados.
Martinho Lutero e João Calvino seguiu seus passos e construiu
a doutrina da justificação pela fé na hipótese de predestinação. O
pecado original se encaixa muito naturalmente com a doutrina da
predestinação.
Há uma outra dimensão, na crença de que o pecado é inerente
(herdado) na natureza. Quando Adão pecou, ele perdeu a
capacidade de viver sem pecar, então tudo o que restava era a
capacidade de pecar; e nós, como membros da raça humana
pecadora, tudo o que somos capazes de fazer é pecar, e o que Deus
somente pode fazer é perdoar nossos pecados.
A teoria do pecado original, que se tornou a norma para a doutrina
cristã do homem, desde o tempo de Agostinho, é
completamente estranho ao pensamento bíblico.
Sabemos que Adão escolheu pecar voluntariamente. Sabemos
que ele se tornou culpado
sobre a sua decisão. Mas e nós? Somos culpados pelo pecado de
Adão, porque nascemos como descendentes dele? Somos culpados
porque herdamos a natureza caída?
Ou somos culpados porque decidimos repetir o pecado de Adão?
O que deve perdoar o Evangelho? Pelo que uma pessoa iria
morrer nas chamas se Deus não perdoar?
Acreditamos que na natureza original de Adão não havia nada
que estava em rebelião contra Deus. Mas com a queda,
algumas coisas mudaram na natureza de Adão.
A queda trouxe a Adão uma tendência para o mal. Sua
natureza estava torcida, agora Adão queria fazer o que uma vez lhe
repugnava. Agora Adão era inclinado para o pecado.
Assim, quando dizemos que nós herdamos uma natureza caída de
Adão, temos que entender o que isso significa.
Ao herdar a fraqueza de Adão. Queremos fazer o
mal. Desejamos agir contra Deus.
O egoísmo esta na raiz de nossas vidas, propondo coisas que
sabemos que não devemos fazer. A diferença entre essa
definição e a definição acima do pecado é que não herdamos a
culpa ou condenação.
Herdamos as tendências, as fraquezas, os desejos, e nascemos de
uma forma que realmente Deus não escolheu que o
homem nascesse. Mas essa definição diz que o pecado é pessoal.
A culpa não é, por natureza, mas quando decidimos nos rebelar
contra a luz e o conhecimento do dever, então passamos a ser
culpados.
Devemos admitir que a natureza fraca, torna mais fácil cair em
tentação, que são decisões pecaminosas. Mas o ponto que
eu quero enfatizar é que somos culpados quando tomamos essas
decisões, e não antes.
Então eu entendo que temos que distinguir cuidadosamente entre
o conceito do mal e da culpa. Fizemos um esboço das duas
definições básicas do pecado.
Dependendo da definição do que dizemos acreditar, a justificação
pela fé é visto de uma maneira diferente. As decisões que
tomamos sobre a justificação e santificação serão diferentes,
dependendo da decisão que tomamos sobre a natureza do pecado.

Há muito mal no mundo hoje, mesmo no reino animal. Mas


podemos imputar a culpa de todo o mal em nosso mundo hoje aos
animais?
Uma de minhas ilustrações favoritas é a do gato.
Alegramo-nos com gatos deitar-se sobre os nossos pés, eles gostam
de ser tocados e vem procurando seu prato de leite.
Mas às vezes nos esquecemos de que há outro aspecto em animais
de estimação.
Já notamos que os gatos não são misericordiosos com os ratos que
agarram para sua próxima comida! Quando agarra um rato, não
mata rapidamente, mas tortura até que o rato fique
fisicamente impossível de escapar e finalmente desiste.
O que você diria de um ser humano que tortura um ser
humano desse jeito?
Nós consideramos culpados do mais terrível de todos os crimes e
colocaria na prisão para o resto de sua vida. Mas o que acontece
com o animal que fez isso, nosso gato? Dizemos que é parte da sua
vida.
Assim, vemos que há alguns atos que são vistos como maus, mas
eles são parte natural dos resultados do pecado, e outros como
maus atos pelos quais uma pessoa pode ser considerada culpada.
Se estivermos enterrando um poste e pedir a um
amigo para segurar para que possamos enterrá-lo mais fácil, e
se você inadvertidamente der-lhe em seu dedo em vez de dar no
poste. O dedo vai doer, e vai levar algum tempo para cicatrizar,
mas o nosso amigo provavelmente não vai nos acusar de culpa
pessoal. Considerando que foi um acidente infeliz.
Se uma criança pequena com uma arma atira em um cão, será
julgada como inocente.
Mas se um jovem de 20 anos faz a mesma coisa nós imediatamente
perguntaríamos por quê?
Então, há uma diferença entre os conceitos de mal e da culpa.
A culpa é aplicado à responsabilidade moral e pessoal para os maus
desígnios ou ações.
O que estou dizendo é que se a presença do mal pode ser
designada como pecado, as árvores e os animais estão cheios
de pecado o que não faz sentido, pois eles não
têm conhecimento dos valores morais.
Culpa exige conhecimento prévio e rebelião intencional.
A condenação de Deus é sempre baseada no conhecimento
prévio que o homem tem. "quem sabe fazer o bem e não o faz,
é pecado" Tiago 4:14.
Quando Adão pecou, ele trouxe dois tipos de mortes para o
planeta, a primeira e a segunda.
Pela a segunda morte a pena foi paga por Jesus Cristo.
“Assim que Adão pecou, o Filho de Deus ofereceu-Se como penhor
em favor da humanidade, com tanta espontaneidade para desviar
a condenação pronunciada sobre o culpado, como quando morreu
na cruz do Calvário. Adão e Eva sentiram profunda dor e
arrependimento pela sua culpa. Creram na preciosa promessa de
Deus, e foram salvos da completa ruína.” SDA Bible Commentary,
vol. 1, pág. 1.084.
Adão Sinceramente se arrependeu de seu pecado, confiando nos
méritos do Salvador prometido, e morreu (primeira morte) na
esperança de uma ressurreição. O Grande Conflito, pág. 647.
Adão havia compreendido que a pena da segunda morte tinha sido
pago. Mas a maldição e as conseqüências reais que o pecado
trouxe incluindo a primeira morte permaneceram.
"O salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Rom. 6:23. Ao passo
que a vida é a herança dos justos, a morte é a porção dos ímpios.
Moisés declarou a Israel: "Hoje te tenho proposto a vida e o bem, e
a morte e o mal." Deut. 30:15. A morte a que se faz referência
nestas passagens, não é a que foi pronunciada sobre Adão, pois a
humanidade toda sofre a pena de sua transgressão. É a "segunda
morte" que se põe em contraste com a vida eterna. Em
conseqüência do pecado de Adão, a morte passou a toda a raça
humana. Todos semelhantemente descem ao sepulcro. E, pelas
providências do plano da salvação, todos devem ressurgir da
sepultura. "Há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos
como dos injustos" (Atos 24:15); "assim como todos morrem em
Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo." I Cor.
15:22. Uma distinção, porém, se faz entre as duas classes que
ressuscitam. "Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E
os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que
fizeram o mal para a ressurreição da condenação." João 5:28 e 29.
Os que foram "tidos por dignos" da ressurreição da vida, são "bem-
aventurados e santos". "Sobre estes não tem poder a segunda
morte." Apoc. 20:6. Os que, porém, não alcançaram o perdão,
mediante o arrependimento e a fé, devem receber a pena da
transgressão: "o salário do pecado". Sofrem castigo, que varia em
duração e intensidade, "segundo suas obras", mas que finalmente
termina com a segunda morte. Visto ser impossível para Deus, de
modo coerente com a Sua justiça e misericórdia salvar o pecador
em seus pecados, Ele o despoja da existência, que perdeupor suas
transgressões, e da qual se mostrou indigno. O Grande Conflito,
pág. 544.
Qualquer que tropeça em um só ponto da lei, se torna culpado.
(Tiago 2:10)
Quando a pessoa aceita a Cristo como seu salvador não há mais
nenhuma condenação, (Rom 8:1) mesmo assim ela ainda é punida
com a primeira morte.

Cristo disse: "quem ouve a minha palavra e crê naquele que me


enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte
para a vida" João 5:24.
Passou de qual morte? Primeira, ou segunda? Segunda!
Cristo disse: "se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte,
eternamente" João 8:51.
Não verá qual morte? Primeira, ou segunda? Segunda!
Cristo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em
mim, ainda que morra, viverá" João 11:25.
Ainda que morra qual morte? Primeira, ou segunda? Primeira!

Vamos dividir a idéia básica em colunas separadas.


A coluna da esquerda é chamada A coluna da direita é
de mal e inclui todas as chamada falha.
coisas que são inerentes. E esta coluna leva à segunda
Todo esse mal leva à primeira morte ou juízo final, que é
morte, sofrimento, e todos os o castigo para o pecado.
acontecimentos
negativos que vemos ao nosso
redor.
Então, realmente temos duas conseqüências do pecado, que os
seres humanos, animais e natureza na experiência geral e leva à
primeira morte. Por outro lado temos a culpa, o que leva a
penalidade do pecado, que é a segunda morte, que foi pago por
Jesus. Se aceitarmos a Jesus como a nosso salvador, não seremos
punidos com a segunda morte.
É verdade que a expiação abrange todas as conseqüências do
pecado inclusive nos céus. (Efésios 1:10; Colossenses 1:20)
O trabalho da expiação trará restauração a todas as coisas mas não
perdoa essas coisas que estão na coluna da esquerda.
Apenas perdoa a pena de pelo pecado da coluna á direita.
Assim, os termos justificação, perdão, salvação, evangelho,
justiça, e santificação, são aplicadas na coluna da direita. Estes
termos têm a ver com punição, culpa e juízo final.
Há uma diferença fundamental entre a primeira e a segunda morte.
Condenação, e justificação pela fé tem a ver com a segunda morte.
Se à primeira morte tivesse a ver com a culpa, ao Jesus nos perdoar
os pecados e nos purificar de toda injustiça (I João 1:9) não
morreríamos.
Em João 9:1-3 diz: "Enquanto ele ia, ele viu um homem cego de
nascença. E seus discípulos lhe perguntaram: "Rabi, quem pecou,
este homem ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: nem este homem pecou, nem seus pais, mas para
que as obras de Deus se manifestem nele."
Mais uma vez Jesus estava dizendo que a sua cegueira, a
maldição com a qual ele havia sido afligido, não foi o resultado
de pecado pessoal, nem de seus pais, mas causada por
uma deficiência herdada. Jesus faz a diferença entre culpa pessoal
e os efeitos inerentes ou resultados do pecado de Adão.
Outro texto importante é João 5:24. Que diz: "Em verdade, em
verdade, eu digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me
enviou tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas
passou da morte (a segunda) para a vida. "
A menos que façamos uma distinção entre a primeira
morte e segunda morte, estamos em uma contradição sem
esperança. Se a primeira morte fosse evidencia de que nascemos
condenados ao Jesus nos perdoar os pecados e nos purificar de
toda injustiça (I João 1:9) não morreríamos.
Jesus está dizendo que nele somos libertos da punição
da culpa. Estamos livres de morrer a segunda morte, que é a pena
para o pecado. Com exceção dos que serão transferidos sem
experimentar a morte, vamos morrer a morte chamada de primeira
ou sono. Mais tarde, vamos ouvir a voz do Filho de Deus e
vamos subir a partir do sono da primeira morte.
Assim, mesmo aqueles que são perdoados e recebe a promessa da
vida eterna
morrerão como resultado da maldição do pecado de
Adão. Morremos, porque
estamos em um mundo que está morrendo. A primeira morte não
pode ser a pena para o pecado, porque aqueles que possuem a vida
eterna também morrem a primeira morte. Simplesmente, a vida
eterna significa que não há segunda morte, que é a pena para o
pecado.
Outro texto que expressa claramente este pensamento é I João
5:11-13, onde somos informados de que temos vida em Cristo hoje,
agora, no entanto, sabemos que vamos morrer.
Acho que temos boas evidências nas Escrituras que há duas
diferentes conseqüências do pecado. Primeiro, a maldição do
pecado que é a primeira morte. Em segundo lugar, o salário do
pecado é a segunda morte.
Em Rom. 7:7-9, Paulo fala sobre a lei e nossa relação com ela. Paulo
diz: "O que vamos dizer então? Que a própria lei é pecado? É claro
que não! Mas foi a lei que me fez saber o que é pecado. Pois eu não
saberia o que é a cobiça se a lei não tivesse dito: "Não cobice".
Porém o pecado se aproveitou dessa lei para despertar em mim
todo tipo de cobiça. Porque, se não existe a lei, o pecado é uma
coisa morta. Pois houve um tempo em que eu não conhecia a lei e
não sentia condenado. Mas, quando fiquei conhecendo o
mandamento, o pecado mostrou que eu estava condenado a
morte."
Se a pessoa não conhece a lei, realmente não tem qualquer
conhecimento ou entendimento do pecado. Paulo continua a dizer
que sem a lei pecado está morto. Pecamos quando entendemos e
optamos por ser contra Deus.
Em João 15:22 e 24, Jesus disse aos seus discípulos, pouco antes de
sua morte: " Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não
teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado... Se eu não
tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado
não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também
odiado, tanto a mim como a meu Pai."
Por conhecer a Jesus e o que Ele havia feito, eles foram
responsáveis pela forma como recebeu Jesus. Pelas as evidencias
que Deus lhes deu, eles eram culpados por haver rejeitado.
Em João 9:41, Jesus responde a algumas críticas dos fariseus. Ele
diz: "Se fôsseis cegos, não teríeis pecado: mas agora dizeis: nós
vemos, a sua culpa permanece."
Isto é, se você não tivesse conhecimento, então não seria culpado
de pecado. Mas você diz, vemos então você é culpado de pecado.
Parece claro aqui que o pecado e a culpa estão intimamente ligados
ao conhecimento, compreensão e luz.
Tiago 4:17 diz: "Quem sabe o que deve fazer e não faz peca”.
Mais uma vez o conhecimento e a culpa estão intimamente ligados.
“Cornélio não tinha uma fé inteligente em Cristo, embora cresse
nas profecias e estivesse aguardando o Messias por vir. Mediante
seu amor e obediência a Deus, foi trazido para perto dEle, e
preparado para receber o Salvador quando Ele lhe fosse
revelado. A condenação vem pela rejeição da luz concedida.”
História da Redenção pág. 282.
Mas ninguém deverá sofrer a ira de Deus antes que a verdade se
lhe tenha apresentado ao espírito e consciência, e haja sido
rejeitada. O Grande Conflito pág.605.
Em Ezequiel 18:2-4 refere-se a um provérbio usado em Israel
dizendo: "Os pais comeram uvas verdes, e dentes das crianças é
que se embotaram? Eu vivo, diz o Senhor, que nunca terá que usar
deste provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas: como
a alma do pai, também a alma do filho é minha: a alma que pecar,
essa morrerá. No verso 20 Ezequiel enfatiza o princípio bíblico: "A
alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará os pecados do pai
nem o pai levará a maldade do filho. "
A responsabilidade individual por decisões individuais. A liberdade
individual de escolha.
Agora, o que Deus faz com aqueles que estão praticando o mal
por ignorância?
Paulo diz em Atos 17:30: "Mas Deus não levou em conta o tempo
da ignorância, anuncia agora a todos os homens em toda parte se
arrependam".
Em tempos de ignorância homens estão fazendo o mal. Eles estão
fazendo o que não está em harmonia com a vontade de Deus.
Como Deus lida com esse problema? De acordo com este versículo,
ele ignora o tempo da ignorância. Mas quando a luz e o
conhecimento vêm, então o mal se torna culpa. A partir do
momento em que vem o conhecimento, o pecador deve se
arrepender e pedir perdão.
A declaração do Senhor em Mateus 11:21-24, é um pouco mais
clara com esse entendimento: " Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres
que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido
com pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo,
haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras. Tu,
Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao
inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres
que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.
Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para
com a terra de Sodoma do que para contigo."
A condenação foi maior para Cafarnaum Porquê? Cafarnaum
teve mais luz.
Salmo 87:4-6, sugere que o Senhor toma nota em que lugar a
pessoa nasce. Ele deve julgar com base em que o homem é, que o
passado foi, e o entendimento da vontade de Deus.
“Se a luz e a verdade estão ao nosso alcance e negligenciamos o
privilegio de ouvi-la e vê-la virtualmente as rejeitamos; estamos a
escolher as trevas ao invés da luz.” O Grande Conflito pág.597
“O descrente será condenado não por ser descrente, mas porque
não aproveitou os meios que Deus colocou ao seu alcance para
habilitá-lo a se tornar cristão.” Testemunhos para Ministros, pág.
437
Ellen White faz algumas declarações importantes sobre o pecado e
a culpa: "É inevitável que os filhos sofram as conseqüências das
más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não
ser que participem de seus pecados... Por herança e exemplo os
filhos se tornam participantes dos pecados de seus pais. As más
tendências, apetites pervertidos, moralidade depravada, assim
como doença e degeneração física, são transmitidos como um
legado de pai para filho até a terceira e quarta geração" Patriarcas
e Profetas: 306.
Observe o que é transmitido como um resultado do pecado
de Adão.
Más tendências, apetites pervertidos, depravação moral, assim
como doença e degeneração física. Tudo isso que recebemos
de nossos pais e antepassados. Mas também devemos olhar para a
declaração muito importante que diz: "As crianças não são
punidos pela culpa de seus pais, a não ser que pratique os mesmos
pecados" Esta é uma prova bastante conclusiva sobre a doutrina do
pecado e da culpa que vem porescolha à luz do conhecimento do
bem e do mal.
"Nós não seremos responsáveis pela luz que não chegou a nossa
percepção, mas pela a que temos rejeitado e resistido." "Um
homem não pode aprender uma luz que nunca foi apresentada, por
esta razão não pode ser condenado pala a luz que nunca foi
apresentada". Ninguém será condenado por não seguir a luz e o
conhecimento que ele nunca teve. SDABC v 5 pág. 1145.
Culpa é pessoal e reivindicada unicamente com base na luz e no
conhecimento. Não estamos condenados pelas coisas que
fazemos até que chegamos a compreender, até certo grau de
conhecimento que essas coisas estão erradas.
"A luz manifesta e condena os erros que se ocultavam nas trevas; e,
ao chegar a luz, a vida e o caráter dos homens devem mudar
correspondentemente, para com ela se harmonizarem. Pecados
que eram outrora cometidos por ignorância, devido à cegueira do
espírito, já não podem continuar a merecer condescendência sem
que se incorra em culpa." Obreiros Evangélicos pág. 162.
Uma vez que sabemos que nossas ações são ruins, tornamo-
nos culpados se entrar nestes pecados.
"Havia ainda muitos entre os judeus que eram ignorantes do
que tinha sido o trabalho e o caráter de Cristo. E as crianças
não tiveram as oportunidades ou visto a luz que seus pais haviam
rejeitado... As crianças não foram condenadas pelos pecados de
seus pais, mas quando, sabendo plenamente a luz que foi dada
a seus pais, rejeitou a luz adicional que a eles mesmos fora
concedida, em seguida, tornou-se cúmplices dos pecados dos pais e
cheio a medida de sua iniqüidade" O Grande Conflito, pág. 28.
Por causa de seu envolvimento pessoal, a culpa foi imputada a eles.

"O pecado de falar mal começa com o acariciar maus


pensamentos... Tolerado um pensamento impuro e o
desejo acalentado não santificados, e a alma está contaminada,
comprometendo a integridade "5T: 177.
Por favor, note a diferença. É a tolerância de pensamento impuro,
acariciando desejo que constitui poluição e pecado. É errado dizer
que não existe pecado no desejo de pecar, se esse desejo é
rejeitado imediatamente?. Não!
"Nenhum homem pode ser forçado a transgredir. É preciso
primeiro obter seu próprio consentimento; a alma tem de propor-
se a praticar o ato pecaminoso, antes de a paixão poder dominar a
razão, ou a iniqüidade triunfar sobre a consciência. A tentação, por
forte que seja nunca é desculpa para o pecado." Mensagens aos
Jovens, pág. 67.
As inclinações naturais do coração não são em si pecado, até
que eles apreciem. Ao consentir com maus pensamentos cruzaram
a fronteira entre o mal e a culpa. A inclinação é ruim, mas não
somos culpados até que escolhamos a inclinação para agir de
acordo com ela.
Tiago 1:15 diz: "Então, depois de desejo, tendo concebido, dá à luz
o pecado. E o pecado sendo consumado gera a morte" Aqui vemos
um desenvolvimento da concupiscência (desejo) para chegar ao
pecado. O pecado não é necessariamente o desejo em si. Pecado
não é o que provoca esse desejo. O pecado é a satisfação desse
desejo.
"Há pensamentos e sentimentos sugeridos e despertados por
Satanás que afetam até mesmo os melhores homens. Mas se eles
não são apreciados e se são rejeitados como odioso, a alma não é
contaminada com culpa e nenhum outro é contaminada por sua
influência "RH, 27 de março de 1898. MCP v 2 pág. 432
“A tentação não é pecado; o pecado consiste em ceder. Para a
pessoa que confia em Jesus, tentação significa vitória e força ainda
maior.” Cristo Triunfante pág. 217.
Estes pensamentos e sentimentos, sugeridos e despertados por
Satanás são conhecidos como tentação; se não
for valorizado não polui com culpa. A tentação não é pecado; o
pecado consiste em ceder.
“A menos que haja a possibilidade de ceder, a tentação não é
tentação. Ela é resistida quando o homem é
fortemente influenciado a cometer uma má ação; e, sabendo que
pode praticá-la, resiste, pela fé, com firme apego ao poder
divino. Foi esta a provação pela qual Cristo passou. Ele assumiu a
natureza humana, com suas debilidades, com suas deficiências,
com suas tentações. ... Foi "tentado em todas as coisas, à nossa
semelhança". Heb. 4:15. Não exerceu em Seu próprio benefício
nenhum poder que o homem não possa exercer. Enfrentou a
tentação como homem, e venceu na força que Lhe foi concedida
por Deus. Ele nos dá um exemplo de perfeita obediência. Tomou
providências para que nos tornemos participantes da natureza
divina, e nos assegura que podemos vencer como Ele venceu. Sua
vida testificou que com a ajuda do mesmo poder divino que Cristo
recebeu, é possível ao homem obedecer à lei de Deus. Mensagens
Escolhidas,v,3 pág. 132
A pessoa é tentada quando influenciada a cometer uma má ação
mas a tentação não é pecado o pecado consiste em ceder.

Tema 3. Com que natureza Jesus veio a esta


terra e como ele viveu?

Deixemos que a evidência fale para que possamos compreender o


que Deus está nos dizendo de seu Filho Jesus Cristo e que o Filho do
Pai está dizendo.
Se você acredita que o pecado e a culpa vêm como resultado da
natureza terá certas conclusões sobre a Justificação pela Fé. Se o
pecado vem pela natureza, que o homem é culpado ou
condenado por causa da natureza com a qual ele nasceu (seja
por herança, imputada, separação de Deus no nascimento), então
é absolutamente necessário que Jesus Cristo não tenha
nascido como nós. Se ele tivesse nascido assim como nós,
herdando a culpa ou a ser acusado como culpado ou separado de
Deus, então ele seria culpado e não poderia ser nosso
Salvador, porque o Salvador tem que ser impecável. Se você tomar
a posição que o pecado é, por natureza, e que estamos
condenados ou culpado por causa dessa natureza,
então tomamos a posição de que Jesus tomou a natureza de
Adão antes da queda. É assim que a decisão tomada sobre a
natureza do pecado determina como Jesus nasceu.
Agora, se nós tomarmos a posição que diz que nós
herdamos tendências, que a nossa natureza tende a se mover na
direção errada, mas não somos culpados, por natureza, até
que optamos por exercer essa natureza em rebelião contra
Deus,então há a possibilidade de que Jesus pode ter nascido da
mesma forma que você e eu nascemos. Ele poderia ter recebido a
herança sem escolher a ceder ao que a natureza que em rebelião
contra Deus reclama. Somente com o entendimento do pecado
como uma decisão, é que esta opção é válida. Portanto, há uma
diferença crucial entre acreditar que o pecado é; por
natureza ou por escolha. Isto irá determinar as conclusões que nós
fazemos em relação à humanidade de Jesus Cristo.
Deixemos a prova com a Bíblia e Espírito de Profecia.
Do que se despojou Jesus?
Vamos começar com Filipenses 2:6-9, onde Paulo descreve como
Jesus tornou-se homem. Este capítulo descreve a descida de Jesus
Cristo a Terra e sua ascensão ao céu. O versículo seis diz que
ele não considerou a igualdade com Deus como algo que não
pudesse ser desprendido. Este versículo expressa a igualdade de
Jesus com Deus Pai, antes de vir a esta terra. Seu status como pré-
encarnado. Ele não se apegou à sua igualdade com Deus, porque
ele era Deus.
O verso sete descreve a encarnação, “mas se esvaziou, assumindo
a forma de servo e tornando-se semelhante aos homens.” A palavra
grega kenoo traduzida como esvaziou significa privar de força,
tornar vão, inútil, sem efeito, anular, e esvaziar. Para se tornar um
homem, Jesus teve que derramar algumas qualidades divinas que
ele exercia livremente na sua qualidade de Deus pré-encarnado.
Primeiro de tudo, teve que colocar de lado a sua
onipotência. Se Jesus estava indo para viver e agir realmente como
um homem não poderia agir como Deus Todo-Poderoso de uma
forma que era possível para o homem. Jesus descreve seu
relacionamento com o Pai: "Eu não posso fazer qualquer coisa por
mim, como ouço, assim julgo, e o meu julgamento é
justo, porque não busco a minha vontade mas a vontade
daquele que me enviou o Pai " João 5:30.
"Não posso fazer nada por mim", não é uma declaração de
que Jesus faria antes de sua encarnação. Aqui Jesus está
dizendo algo que de Deus não se espera dizer.
Em João 14:10, ele acrescenta: “O Pai que habita em mim faz as
obras” Novamente, isto não é característica de Deus. Deus não
depende de alguém. Isto sugere que
Jesus voluntariamente suspendeu o exercício dos seus poderes.
Após a ressurreição Jesus disse: “Toda a autoridade me foi dada no
céu e na terra.” (Mateus 28:18). Isso só pode ser dito por alguém
que estava desprovido de toda autoridade. Ora Deus não pode
dizer isso.
Jesus também deixou para trás a lembrança de sua pré-
existência. Lucas 2:52 diz que ele cresceu em sabedoria e
estatura. Para crescer em sabedoria, é preciso estar desprovido da
mesma. Então, Jesus, como homem, não poderia ter
sido onisciente, sabendo todas as coisas, para crescer em
sabedoria.
“As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe
agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe.” DTN, pág. 70.
" Antes de vir à Terra, o plano jazia perante Ele, perfeito em todos
os seus detalhes. Ao andar entre os homens, porém, era guiado
passo a passo pela vontade do Pai." DTN, pág.147.
Isso significa que ele não conseguia lembrar o que sabia antes de
vir para a terra.
Em Marcos 13:32, Jesus diz: "Mas daquele dia e hora ninguém sabe,
nem os anjos no céu, nem o Filho senão o Pai". Enquanto na
terra, ele não sabia quando ele voltaria, porque o Pai não havia
revelado.
Durante sua vida na terra, Jesus não sabia o futuro, exceto o que o
Pai revelava.
"Cristo em sua vida terrena, nenhuma agenda pessoal foi
desenhada. Ele aceitou o plano de Deus para ele e dia após dia o
Pai se desenrolava " A Ciência do Bom Viver, pág. 479.
" O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro.
A esperança não Lhe apresentava Sua saída da sepultura como
vencedor, nem Lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do
Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que Sua
separação houvesse de ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há
de experimentar o pecador quando não mais a misericórdia
interceder pela raça culpada. Foi o sentimentodo pecado, trazendo
a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo
tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de
Deus. O Desejado de Todas as Nações, pág. 753.
É claro que Jesus deixou para trás sua onisciência, quando ele veio
a esta terra.
“Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte
em pessoa.” DTN pág. 669.
Obviamente, Jesus deixou para trás sua onipresença. Ele, como
homem, estava em um lugar de cada vez.
“agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive
junto de ti, antes que houvesse mundo” João 17:5.
Ele deixou para trás a sua glória. Isa. 53:2 diz que não havia nada
de especial na aparência.
Como Deus, Cristo não poderia ser tentado a pecar. (VSA 157) Tiago
1:13.
Quando, porém, Cristo humilhou-Se e assumiu a natureza humana,
colocou-Se sob a tentação. (VSA 157) Hebreus 4:15.
Deus não morre; mas, tornando-Se homem, Cristo podia
morrer. (Exaltai-o pág. 346), I Timóteo 6:16; Filipenses 2:8.
Em suma, Jesus deixou de lado vários aspectos da Divindade. Ele
não poderia usar os aspectos de sua divindade.
...Muitos dizem, porém, que Jesus não era como nós, que Ele não
era como nós somos no mundo, que era divino, e que não podemos
vencer como Ele venceu. Mas Paulo escreve: "Pois Ele,
evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de
Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se
tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel
sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus, e para fazer
propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo
sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são
tentados." Heb. 2:16-18. ME, v.3 p. 197

Tomou Cristo nossa natureza caída?


Muitos debates foram realizados sobre se Jesus assumiu a nossa
natureza caída ou a natureza de Adão antes da queda. Embora isso
possa parecer um ponto especulativo, ele realmente tem enormes
implicações para o tipo de vida que vivemos diariamente. Então,
vamos examinar a evidência.
Romanos 8:3, é uma das frases clássicas de Jesus tornando-se
homem: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava
enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em
semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com
efeito, condenou Deus, na carne, o pecado" O que significa
"semelhança da carne do pecado"? Ouvimos que a semelhança não
significa igualdade.
Já estudamos algumas das evidências bíblicas sobre a humanidade
de Jesus. Ele foi destituído das coisas que caracterizam como Deus.
Filp. 2:7 diz: "Tomando a forma de servo e tornando-se semelhante
aos homens." A palavra grega (homoioma) é usada em ambos os
textos. Em Rom. 8:3 é a "semelhança da carne do pecado". Eu creio
que todos concordam que, quando Jesus Cristo veio a esta terra se
tornou um homem real. Na verdade, o docetismo, uma das
primeiras heresias da Igreja cristã, ensinava que Jesus não se
tornou realmente o homem, apenas parecia ser um homem. Eles
acreditavam que toda matéria era má, então Jesus não poderia ter
um corpo físico. Foi em resposta a essa heresia que João disse que
devemos crer que Jesus Cristo veio em carne e osso, que ele era um
homem de verdade (1 João 4:2). Alem disso a palavra grega schema
que é traduzida por figura, significa forma ou aparência, que
engloba tudo o que numa pessoa afeta os sentidos, a forma, o
comportamento, o discurso, ações, forma de vida, etc.
Se semelhança com o homem significa homem "real", como, então
devemos dizer de Rom. 8:3, onde encontramos a expressão "em
semelhança da carne do pecado"?
Jesus era carne de pecaminosa realmente?
Os editores da NTLH traduziram Rom. 8:3 da seguinte maneira:
"Deus fez o que a lei não pôde fazer porque a natureza humana era
fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o
seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa
a fim de acabar com o pecado."
Se interpretarmos semelhança de Filp. 2:7 como a nossa verdadeira
natureza humana, então devemos interpretar Rom. 8:3 como carne
realmente pecaminosa.

Qual seria a opinião de Ellen White sobre este assunto?


A declaração mais definitiva está no DTN, pág. 49 onde ela diz:
"Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus,
revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia
em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou
a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro
mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os
resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que
estes resultados foram manifesta-se na história de Seus ancestrais
terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar de nossas
dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida impecável. "
Aqui nós temos a informação substancial sobre como e por que
Jesus se fez homem. "Jesus aceitou a humanidade quando a
espécie foi enfraquecida por quatro mil anos de pecado." Como ele
aceitou a humanidade? "Como qualquer filho de Adão, aceitou os
resultados da grande lei da hereditariedade". As questões lógicas
são: Como funciona essa lei? Quais são os resultados do trabalho
dessa lei? A oração seguinte ajuda-nos a esclarecer este assunto.
"O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus
ancestrais terrestres." Sabemos de alguns de Seus ancestrais
terrestres. O que eles herdaram? Acho que sabemos a resposta
para essa pergunta. A frase seguinte diz: "Ele (Jesus) veio com um
legado." Jesus veio com o legado que Davi era seu pai Davi era
terrestre. Jesus aceitou o trabalho da grande lei da herança da
mesma forma como seus ancestrais. Esta declaração não é só uma
forte afirmação declarando a forma como nascemos é como Jesus
nasceu em termos de herança.
Talvez ajudasse saber exatamente o que se entende por herança.
"Pai e mãe transmitem aos filhos suas características, mentais e
físicas, e suas disposições e apetites." PP, 561. "O mal, inclinações,
apetite pervertido, depravação moral, assim como doença e
degeneração física, são transmitidos como um legado de pai para
filho" PP, 306. "A mãe que é hábil professora de seus filhos deve,
antes de seu nascimento, formar hábitos de abnegação e domínio
próprio; pois transmite-lhes suas próprias qualidades, seus próprios
traços de caráter, fortes ou fracos." Conselhos Sobre o Regime
Alimentar, pág. 219.
"Ao passo que Adão foi criado sem pecado, à semelhança de Deus,
Sete, como Caim, herdou a natureza decaída de seus pais... Pela
graça divina serviu e honrou a Deus; e trabalhou, para volver a
mente dos homens pecadores à reverência e obediência a seu
Criador." PP, 80.
É claro que nós, como indivíduos herdamos características,
tendências e traços de caráter na natureza decaída que recebemos
de nossos pais, e se Jesus aceitou o trabalho da grande lei da
hereditariedade, a única conclusão possível é que Jesus herdou
natureza caída. Não existe evidência para sugerir que Jesus só
herdou os resultados físicos da queda, como a fome, fraqueza,
sede, e mortalidade, mas não herdou os traços disposições. Estas
áreas não podem ser separadas. Se o direito de herança estava
operando, então era totalmente operacional. Se recebermos traços
de caráter de nossos pais, então, Jesus recebeu traços de caráter de
sua mãe, porque ela era plenamente humana. Não há evidências
que sugerem que a cadeia de herança quebrou entre Maria e Jesus.
Se por possuir uma natureza humana caída Cristo estivesse debaixo
da condenação de Deus, seria verdade mesmo que a percentagem
da natureza decaída fosse 100%, ou 50% ou 10%.

A Evidência da Bíblia e do Espírito de Profecia indica que a sua


herança era igual a nossa.
"O Filho Unigênito de Deus veio a nosso mundo como homem, para
revelar-nos que o homem pode observar a lei de Deus. Satanás, o
anjo caído, declarara que nenhum homem seria capaz de guardar
a lei de Deus após a desobediência de Adão. A fim de provar a
falsidade dessa alegação, Cristo deixou Seu elevado comando,
tomou sobre Si a natureza do homem e veio a Terra para colocar-
Se à testa da raça caída,com o objetivo de demonstrar que a
humanidade poderia enfrentar as tentações de Satanás." A
Verdade Sobre os Anjos pág.155.
Se ele fosse qualquer coisa diferente da raça caída não poderia
provar a falsidade da alegação de Satanás.
"Ele tinha que entender tudo sobre a fraqueza do homem, a força
das tentações de Satanás. Ele tomou a humanidade sobre Si, e
suportou todas as tentações do diabo, e sabe o que todo homem
tem que suportar. Considerai a piedade de Cristo pelo homem. Ele
sabe exatamente como nasceram. Sabe exatamente como
passaram a infância." Manuscrito 174, 1901.
" Aqui, a prova de Cristo foi muito maior que a de Adão e Eva, pois
Cristo assumiu nossa natureza, caída, mas não corrupta, e não se
corromperia a menos que recebesse as palavras de Satanás em
lugar das palavras de Deus. " Manuscrito 57, 1890 (Manuscript
Releases, vol. 16, págs. 180-183).
Aqui Ellen White menciona dois tipos de naturezas uma caída e
outra corrompida, a caída é aquele que recebemos por herança e a
corrompida é a que passamos a ter quando recebemos as palavras
de Satanás em lugar das palavras de Deus.
"NEle não houve engano nem pecado. Sempre foi puro e sem
contaminação. Contudo, tomou sobre Si a nossa natureza
pecaminosa. Vestiu a Sua divindade com a humanidade, a fim de
associar-Se com a humanidade caída. " Review and Herald, 15 de
dezembro de 1896.
"Em Cristo uniram-se o divino e o humano - o Criador e a criatura. A
natureza de Deus, cuja lei tinha sido transgredida, e a natureza de
Adão, o transgressor, encontraram-se em Jesus - o Filho de Deus e
o Filho do homem. " (Exaltai-o pág. 346)
"Ele tomou sobre Sua natureza sem pecado a nossa pecaminosa
natureza, para saber como socorrer os que são tentados. "
Medicina e Salvação pág. 181.
"E quando chegou a plenitude dos tempos, desceu de Seu alto
trono, depôs Suas vestes reais e Sua coroa real, vestiu Sua
divindade com humanidade, e veio a esta Terra para exemplificar o
que a humanidade deve fazer e ser para vencer o inimigo e sentar-
se com Seu Pai em Seu trono. Vindo na forma em que o fez, como
homem, para enfrentar e estar sujeito a todas as más tendências
das quais o homem é herdeiro, operando de toda maneira
imaginável para destruir a sua fé, tornou possível ser atacado pelas
agências humanas inspiradas por Satanás, o rebelde que foi expulso
do céu. "- Carta K-303, 1901.
Temos provas da Bíblia e do Espírito de profecia para dizer que
Jesus Cristo nasceu como nós nascemos com as tendências e
atitudes que recebemos.
Sem propensões pecaminosas?
Jesus não era exatamente como nós, porque ele não tinha um pai
humano e porque ele tinha uma preexistência divina.
Ellen White descreve algumas precauções importantes: "Nunca, de
forma alguma, devemos deixar a mais leve impressão nas mentes
humanas de que uma mancha ou inclinação
para corrupçãorepousou em Cristo... Que cada ser humano seja
advertido para não fazer de Cristo tão humano, como um de nós,
porque não pode ser. " SDA Bible Commentary 5: 1128-1129.
"Ele é um irmão em nossas fraquezas, (Natureza Herdada) mas não
tem paixões similares. (Natureza cultivada)" Testemunhos Seletos
v,1 pág. 220.
Devemos analisar o uso que Ellen White faz das palavras
"tendência", "propensão" "inclinação". A evidência indica que ela
usou a palavra com diferentes significados em diferentes
contextos.
"É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se
o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito
como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e
cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. "
(O Desejado de todas as nações pág.671)
"Ao participarmos da natureza divina, as tendências herdadas e
cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados
uma força viva para o bem. Aprendendo sempre do divino Mestre,
participando diariamente de Sua natureza, cooperamos com Deus
no vencer as tentações de Satanás." SDABC vol. 7, pág. 943.
"Os que põem em Cristo a confiança não devem ficar escravizados
por nenhumatendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em
lugar de ficar subjugados em servidão à natureza inferior, devem
reger todo apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar com o mal
em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem
nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos
vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar."
(A Ciência do bom viver pág. 175)
"A prova de Cristo foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois o
Salvador tomou nossa natureza decaída mas não corrompida, a
qual não se perverteria a menos que Ele atendesse às palavras de
Satanás em lugar das palavras de Deus. Supor que Cristo não
pudesse ceder à tentação, coloca-O onde Ele não pode ser um
perfeito exemplo para o homem. " Cristo triunfante MM 2002 pág.
207.

Para Ellen White há dois tipos de naturezas; uma caída e outra


corrompida ou pervertida. Assim como há dois tipos de
propensões; uma herdada e outra cultivada.
Para que a natureza herdada se torne corrompida é necessário
atender às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus.
Assim para a propensão herdada se tornar cultivada é necessário
atender às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus.

"A menos que sejam corrigidas pelo Santo Espírito de Deus, nossas
tendências naturais encerram em si mesmas os germes da morte. A
menos que nos ponhamos em uma ligação vital com Deus, não
podemos resistir aos profanos efeitos da satisfação própria, do
amor de nós mesmos e da tentação para pecar." (CBV, 455)
" É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se
o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito
como um poder divino paravencer toda tendência hereditária e
cultivada para o mal." (DTN pág.671)
"A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava
habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito
Santo. E veio para nos tornar participantes da natureza divina.
Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá
domínio sobre nós." DTN, pág. 123.

Ellen White também utiliza a palavra paixão de diferentes


maneiras.
"Conquanto sentisse Ele (Cristo) toda a força da paixão da
humanidade, jamais cedeu à tentação de praticar um único ato
que não fosse puro, edificante e enobrecedor." Manuscrito 73. Nos
Lugares Celestiais, pág. 157.
Aqui, paixão refere-se á tendência herdada; enquanto que ceder a
tentação seria tendência cultivada.

"É um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas


paixões. Sendo sem pecado, Sua natureza recuava do mal."
Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 220.
Aqui, fraquezas refere-se á tendência herdada; enquanto que
paixões referem-se á tendência cultivada.
"Tenham as crianças em mente que o menino Jesus tomara sobre Si
a natureza humana, e estava na semelhança da carne do pecado, e
era tentado por Satanás como todas as crianças são. Foi habilitado
a resistir à tentação de Satanás por Sua confiança no poder divino
de Seu Pai celeste, visto ser-Lhe sujeito à vontade, e obediente a
todos os Seus mandamentos. É dever e privilégio de toda criança
seguir os passos de Jesus." (Filhos e filhas de Deus, pág. 128)
"Enoque representa os que ficarão sobre a Terra e serão
trasladados sem experimentarem a morte. Representa o grupo que
deverá viver entre os perigos dos últimos dias, aqueles que serão
rodeados de toda corrupção, vileza, pecado e iniqüidade, mas
ainda assim se manterão imaculados." Review and Herald, 19 de
abril de 1870. VSA pág. 68.
"São poucos em cada geração desde Adão os que têm resistidoaos
seus (Satanás) artifícios e permanecido como nobres
representantes daquilo que o homem em seu poder é capaz de
fazer e ser, enquanto Cristo coopera com os esforços humanos para
ajudar o homem a sobrepujar o poder de Satanás. Enoque e Elias
são representantes corretos do que a vida pode ser, por meio da fé
em nosso Senhor Jesus Cristo. Satanás ficou grandemente
perturbado porque estes homens nobres e santos eram imaculados
no meio da corrupção que os cercava, formando caráter
perfeitamente justo e sendo considerados dignos da trasladação
para o Céu. Ao permanecerem firmes em poder moral, na justiça
enobrecedora,vencendo as tentações de Satanás,ele não podia
colocá-los sob o domínio da morte." No Deserto da tentação pag.
31,32.
Como estes poucos, Cristo, Enoque e Elias permaneceram firmes
em poder moral, na justiça enobrecedora, vencendo as tentações
de Satanás?
"Estavam habilitados para o conflito, mediante a presença interior
do Espírito Santo." DTN, 123
Como eles permitiram que o poder do Espírito Santo conduzisse
suas vidas desde o nascimento, eles não desenvolveram os padrões
de hábitos pecaminosos ou tendências que se desenvolvem a partir
do nascimento.
Se a obediência de Jesus foi baseada no controle de sua vida pelo
Espírito Santo, então eu também posso escolher o Espírito para
controlar minha vida e eu posso viver uma vida de obediência
completa. Eu posso ter essa "vantagem". Veja Mateus 26:41.
Hereditariedade não nos torna culpados, mas a decisão de exercer
a nossa natureza caída produz culpa.

"Enoque era um profeta que falava ao ser movido pelo Espírito


Santo. Era uma luz entre as trevas morais... um homem que andava
com Deus, sendo obediente à lei de Deus - aquela lei à qual
Satanás se recusara a obedecer, a lei que Adão transgrediu e à qual
Abel obedeceu, tendo sido morto por essa obediência. E agora
Deus demonstraria ao Universo a falsidade da acusação de
Satanás, segundo a qual os seres humanos não podem guardar a
lei de Deus. Ele demonstraria que, a despeito de terem os seres
humanos pecado;poderia de tal modo relacionar-se com Deus que
teriam a mente e o espírito de Deus e seriam símbolos
representativos de Cristo. Esse santo homem foi escolhido por
Deus para denunciar a impiedade do mundo e tornar evidente que
é possível a uma pessoa guardar toda a lei de Deus. Enoque foi um
homem representativo, mas não é louvado, não é exaltado; ele
simplesmente fez aquilo que todo filho e toda filha de Adão
podem fazer." (Cristo triunfante pág. 51)
As falsas acusações de Satanás
Alguns afirmam que a acusação de Satanás não tinha nada a ver
com o homem caído, só tinha a ver com o homem perfeito.
Eles afirmam que Satanás alegou que o homem perfeito
não poderia obedecer á lei de Deus.
No entanto, as seguintes citações são muito claras e nos
diz exatamente o oposto.
" Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia
guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão. Ele
alegava que toda a humanidade estava sob o seu domínio." ME v 3
pág. 136.
"O Filho Unigênito de Deus veio a nosso mundo como homem, para
revelar-nos que o homem pode observar a lei de Deus. Satanás, o
anjo caído, declarara que nenhum homem seria capaz de guardar a
lei de Deus após a desobediência de Adão." Manuscript Releases,
vol. 6, pág. 334.
Sobre o que estava focando sua acusação? No homem caído, os
filhos e filhas de Adão. A afirmação foi feita em referência à nossa
capacidade de guardar a lei.
Ellen White continuou: "A vida de obediência do Salvador manteve
as reivindicações da lei; provou que a lei pode ser observada pela
humanidade, e mostrou a excelência de caráter que a obediência
havia de desenvolver. Todos quantos obedecem como Ele fez,
estão semelhantemente declarando que a lei é "santa, justa e boa".
Rom. 7:12. Por outro lado, todos quantos transgridem os
mandamentos divinos, estão apoiando a pretensão de Satanás de
que a lei é injusta, e não pode ser obedecida. Apóiam assim os
enganos do grande adversário, e desonram a Deus. São filhos do
maligno, o qual foi o primeirorebelde contra a lei do Senhor.
Admiti-los no Céu, seria aí introduzir novamente elementos de
discórdia e rebelião, e pôr em risco o bem-estar do Universo.
Ninguém que voluntariamente despreze um princípio da lei entrará
no Céu." DTN, pág. 309
"Muitos que estão deliberadamente espezinhando a lei de Jeová
dizem ser possuidores de santidade de coração e santificação de
vida. Mas não têm um conhecimento salvador de Deus ou de Sua
lei.Encontram-se nas fileiras do grande rebelde. Ele está em guerra
com a lei de Deus, a qual é o fundamento do governo divino no Céu
e na Terra. Esses homensestão fazendo a mesma obra que seu
mestre efetuou ao buscar tornar sem efeito a santa lei de
Deus. Nenhum transgressor dos mandamentos pode ter permissão
para entrar no Céu; pois aquele que era outrora um puro e exaltado
querubim cobridor foi expulso de lá por rebelar-se contra o
governo de Deus." (Fé e obras pág.29)
Se as alegações de Satanás era que o homem caído não
poderia obedecer á lei de Deus, então a única maneira que
Jesus poderia demonstrar a falsidade das acusações de Satanás era
ser testando como homem caído e guardar a lei de Deus.
" Tende em mente que a vitória e a obediência de Cristo são as de
um verdadeiro ser humano. Em nossas conclusões, cometemos
muitos erros devido a nossas idéias errôneas acerca da natureza
humana de nosso Senhor. Quando atribuímos a Sua natureza
humana um poder que não é possível que o homem tenha em seus
conflitos com Satanás, destruímos a inteireza de Sua humanidade."
(ME, v 3 pág. 139)
"Cristo guardou a lei, provando acima de qualquer coisa que o
homem pode guardar" RH, 7 de maio de 1901.
"Ele veio a este mundo para ser tentado em todos os pontos como
nós, para provar ao mundo que, neste mundo de pecado os seres
humanos podem viver uma vida que Deus aprova" Herald, 9 de
março de 1905.
A acusação de Satanás e a resposta de Cristo tem a ver com a
natureza decaída. Se a natureza de Cristo fosse a de Adão antes da
queda não havia refutado a acusação de Satanás. Cristo teve
que tomar a natureza decaída para refutar a acusação de Satanás.
Como foi tentado Jesus?
A bíblia em Hebreus 4:15, nos diz que Jesus foi tentado como nós,
mas sem pecado.
Ellen White diz: "Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo
não houvesse suportado, Satanás havia de apresentar o poder de
Deus como nos sendo insuficiente... Sofreu toda provação a que
estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito poder
algum que nos não seja abundantemente facultado. Como
homem, enfrentou a tentação, evenceu-a no poder que Lhe foi
dado por Deus." DTN pág. 24.
"Não temos que suportar coisa nenhuma que Ele não tenha
sofrido." DTN pág. 117.
"Ele tinha que entender tudo sobre a fraqueza do homem, a força
das tentações de Satanás... Considerai a piedade de Cristo pelo
homem. Ele sabe exatamente como nasceram. Sabe exatamente
como passaram a infância." Manuscrito 174, 1901.
"Aqui passou Jesus pelo deserto da tentação, onde Lhe foi imposta
uma prova cem vezes mais difícil do que a trazida sobre Adão e Eva
no Jardim do Éden." Cristo Triunfante pág. 210.
"Em favor da humanidade, com as fraquezas do homem caído
sobre Si, enfrentou as tentações de Satanás em todos os pontos em
que o homem podia ser assaltado... Que contraste o segundo Adão
apresentava quando Ele entrou no sombrio deserto para sozinho
enfrentar a Satanás! Desde a queda, a raça humana havia
diminuído em estatura e força física e decaído cada vez mais na
escala do valor moral, até ao período do primeiro advento de Cristo
a Terra." No Deserto da Tentação pág. 39.
"Antes de sua queda, Adão estava livre dos resultados da maldição.
Quando foi assaltado pelo tentador, não pesava sobre ele nenhum
dos efeitos do pecado. Foi criado perfeito no pensamento e na
ação. Mas cedeu ao pecado e caiu de sua elevada e santa posição.
Cristo, o segundo Adão, veio em semelhança de carne pecaminosa.
Em benefício do homem, tornou-Se sujeito à tristeza, ao cansaço, à
fome e à sede. Era sujeito à tentação, mas não cedeu ao pecado."
(ME, v,3 pág. 141)
"Talvez alguém pense que Cristo, em virtude de ser o Filho de Deus,
não tinha tentações como as crianças têm agora. “As Escrituras
dizem que Ele foi tentado em todos os pontos como nós somos
tentados." ME, v, 3 pág. 134
"A menos que haja a possibilidade de ceder, a tentação não é
tentação. Ela é resistida quando o homem é
fortemente influenciado a cometer uma má ação; e, sabendo que
pode praticá-la, resiste, pela fé, com firme apego ao poder
divino. Foi esta a provação pela qual Cristo passou. Ele assumiu a
natureza humana, com suas debilidades, com suas deficiências,
com suas tentações... Foi "tentado em todas as coisas, à nossa
semelhança". Heb. 4:15. Não exerceu em Seu próprio benefício
nenhum poder que o homem não possa exercer. Enfrentou a
tentação como homem, e venceu na força que Lhe foi concedida
por Deus. Ele nos dá um exemplo de perfeita obediência.Tomou
providências para que nos tornemos participantes da natureza
divina, e nos assegura que podemos vencer como Ele venceu. Sua
vida testificou que com a ajuda do mesmo poder divino que Cristo
recebeu, é possível ao homem obedecer à lei de Deus." ME,v,3 pág.
132
"Há pensamentos e sentimentos sugeridos e despertados por
Satanás, os quais molestam mesmo o melhor dos homens; mas se
eles não são acalentados, se são repelidos como odiosos, a mente
não se mancha com culpa, e nenhuma outra pessoa é desonrada
por sua influência." MCP, v II pág. 432
"Nenhum homem pode ser forçado a transgredir. É preciso
primeiro obter seu próprio consentimento; a alma tem de propor-
se a praticar o ato pecaminoso, antes de a paixão poder dominar a
razão, ou a iniqüidade triunfar sobre a consciência. A tentação, por
forte que seja, nunca é desculpa para o pecado. "Os olhos do
Senhor estão sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos ao seu
clamor." Sal. 34:15. Clama ao Senhor, alma tentada! Lança-te,
desamparada, indigna, sobre Jesus, e invoca-Lhe a promessa. O
Senhor ouvirá. Ele sabe quão fortes são as inclinações do coração
natural, e ajudará em cada ocasião de tentação." (M.J, pág. 67)
"Coberto nas vestimentas da humanidade, o Filho de Deus desceu
até o nível daqueles a quem veio salvar. NEle não houve engano
nem pecado. Sempre foi puro e sem contaminação. Contudo,
tomou sobre Si a nossa natureza pecaminosa. Vestiu a Sua
divindade com a humanidade, a fim de associar-Se com a
humanidade caída." – Review and Herald, 15 de dezembro de
1896.

Como venceu Jesus?


"Tenham as crianças em mente que o menino Jesus tomara sobre Si
a natureza humana, e estava na semelhança da carne do pecado, e
era tentado por Satanás como todas as crianças são. Foi habilitado
a resistir à tentação de Satanás por Sua confiança no poder divino
de Seu Pai celeste,visto ser-Lhe sujeito à vontade, e obediente a
todos os Seus mandamentos. Ele próprio foi criança, e já esteve
sujeito a todas as provas, decepções e perplexidades a que crianças
e jovens estão sujeitos." (Filhos e Filhas de Deus pág. 128)
"Desde mui tenra idade, começara Jesus a agir por Si na formação
de Seu caráter, e nem mesmo o respeito e o amor aos pais O
podiam desviar de obedecer à Palavra de Deus. "Está escrito", era
Sua razão para cada ato que destoasse dos costumes domésticos.
DTN pág. 86.
"Em toda tentação, Sua arma de guerra era a Palavra de
Deus." DTN pág. 120.
"Não exerceu em Seu próprio benefício nenhum poder que o
homem não possa exercer. Enfrentou a tentação como homem,
e venceu na força que Lhe foi concedida por Deus. Ele nos dá um
exemplo de perfeita obediência. Tomou providências para que nos
tornemos participantes da natureza divina, e nos assegura que
podemos vencer como Ele venceu. Sua vida testificou que com a
ajuda do mesmo poder divino que Cristo recebeu, é possível ao
homem obedecer à lei de Deus." ME,v,3 pág. 132
"Quando Cristo Se via mais tenazmente assaltado pela
tentação, não comia nada. Confiava-Se a Deus, e mediante
fervorosa oração e perfeita submissão à vontade de Seu Pai, saía
vencedor. CSRA pág. 52.
"Ele não consentia com o pecado. Nem por um pensamento cedia à
tentação. O mesmo se pode dar conosco. A humanidade de Cristo
estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito,
mediante a presença interior do Espírito Santo. E veio para nos
tornar participantes da natureza divina. Enquanto a Ele estivermos
ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós." DTN,
pág. 87.
"Foram tomadas amplas providências para que o homem finito e
decaído possa estar tão ligado com Deus que, por meio da
mesma Fonte pela qual Cristo venceu em Sua natureza humana,
ele consiga resistir firmemente a todas as tentações, como Cristo o
fez." ME, v 3, pág. 130
"A Majestade do Céu empreendeu a causa do homem e, com os
mesmos recursos que o homem pode alcançar, resistiu às
tentações de Satanás, como o homem tem de a elas resistir." ME, v
1, pág. 252.
"Jesus resistiu às tentações de Satanás do mesmo modo que toda
alma tentada pode resistir: chamando-lhe a atenção para o relato
inspirado e dizendo: "Está escrito." ME, v 3, pág. 136.
"Era nas horas de oração solitária que Jesus, em Sua vida terrestre,
recebia sabedoria e poder." Educação pág. 259.
"Vivia, meditava e orava não para Si mesmo, mas para os outros.
Depois de passar horas com Deus, apresentava-Se manhã após
manhã para comunicar aos homens a luz do Céu.Cotidianamente
recebia novo batismo do Espírito Santo." Parábolas de Jesus pág.
139.
"Como uma pessoa identificada conosco, participante de nossas
necessidades e fraquezas,dependia inteiramente de Deus, e no
lugar oculto de oração buscava força divina, a fim de poder sair
fortalecido para o dever e provação." DTN, pág.363

Esse entendimento da natureza de Cristo, tem implicações


definitivas para nós.
"temos de vencer, como Cristo venceu.” Para conhecê-lo pág.
304.
"A obediência de Cristo ao seu Pai era a mesma obediência
exigida do homem... Ele não veio ao nosso mundo para a
obediência de um Deus menor a um Deus maior, mas como um
homem a obedecer à lei santa de Deus e dessa forma é o nosso
exemplo. O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o
que um Deus deve fazer, mas o que um homem pode, pela fé no
poder de Deus para ajudar em qualquer emergência" SDA Bible
Commentary v 7 pág. 929.
"De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos abaixar a
norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal,
tendências herdadas ou cultivadas.Precisamos compreender
queimperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de
caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e
todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o
privilégio de possuir estes atributos." (Parábola de Jesus pág. 330).
"É nosso privilégio ser participantes da natureza divina, tendo
escapado à corrupção que há no mundo pela concupiscência.Deus
tem declarado objetivamente que requer que sejamos perfeitos; e
por requerer isto, Ele fez provisão para que pudéssemos ser
participantes da natureza divina.Somente assim podemos obter
êxito em nossa luta pela vida eterna. O poder é concedido por
Cristo. "A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus." João 1:12. Carta 153, 1902.
"A fé genuína apropria-se da justiça de Cristo, e o pecador é feito
vencedor com Cristo; pois ele se faz participante da natureza
divina, e assim se combinam divindade e humanidade." Fé e obras
pág. 94
"Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a
salvação, ela conduzirá a perfeita conformidade com a lei de
Deus."Fé e Obras pág. 52.
"Não precisamos conservar uma propensão pecaminosa... Ao
participarmos da natureza divina, as tendências herdadas e
cultivadas para o mal são separadas do caráter, e somos tornados
uma força viva para o bem. Aprendendo sempre do divino Mestre,
participando diariamente de Sua natureza, cooperamos com Deus
no vencer as tentações de Satanás." SDA Bible Commentary, vol. 7,
pág. 943.
"Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão
com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível. Como Cristo viveu
a lei na humanidade, assim podemos fazer, se nos apegarmos ao
Forte em busca de força." (DTN, p. 668)

Nosso Salvador e Senhor é o nosso substituto e nosso exemplo. Ele


nos dá a certeza do perdão e poder para viver sem pecado. Tem
sido demonstrado que não precisamos continuar vivendo em
rebelião. Jesus provou que com Deus o impossível é possível. A
encarnação foi o maior risco de Deus, e a maior vitória no conflito
cósmico com Satanás. Por isso o nosso futuro brilha com
esperança. Graças à vitória de Cristo em nossa natureza decaída, o
caminho está preparado para que Deus faça o impossível em nós.
A impossibilidade do Homem é a Possibilidade de Deus
Perfeição parece ser uma palavra pesada nos últimos dias. O que
significa isso? O que não significa? A primeira coisa a dizer é que a
perfeição é o resultado final da justificação pela fé. É a conclusão
do processo de justificação esantificação.
Alguns acreditam que falar de impecabilidade ou perfeição é
perigoso, pois desvia a glória de Cristo.
Supondo-se que nascemos com pecado, o que torna impossível
para nós fazer mais do que o pecar até que Cristo apareça pela
segunda vez. A conclusão final é a de que a perfeição só será
possível quando a nossa natureza pecaminosa foi alterada por
ocasião da segunda vinda. Como pecadores por natureza, não
poderíamos deixar de pecar nesta vida.
Você vê como as decisões tomadas sobre a natureza do pecado e
de Cristo, afetam as decisões em todas as áreas da justiça pela fé?
É crucial definirmos pureza, pecado e perfeição tão
cuidadosamente quanto possível.
Se somos pecadores ao nascer neste mundo. Ou se nos tornamos
pecadores por as escolhas que fazemos depois de ser capaz de
escolher entre o bem e o mal.
Se o pecado é a nossa natureza, não temos controle sobre isso. Se o
pecado é o nosso caráter, nós certamente temos controle sobre as
escolhas que fazemos, e somos pecadores por escolha.
Na mesma base, se a impecabilidade significa uma natureza pura,
então realmente só na segunda vinda de Cristo ficaríamos livres,
porque mantemos a nossa natureza pecaminosa, até esse
momento. No entanto, se a impecabilidade significa que um caráter
puro, isto é possível se não escolher o pecado. Nossa definição de
pecado é o fator determinante. Se estivermos nos referindo á
natureza quando usamos a palavra pecado, a perfeição não pode
existir até a segunda vinda de Cristo. Se estivermos nos referindo
ao caráter quando se utiliza o termo pecado, então a
impecabilidade é uma possibilidade antes da segunda vinda.
Com estas definições em mente iremos analisar a palavra perfeição.
Existem pelo menos quatro definições de perfeição que são
relevantes aqui.
A primeira é a perfeição absoluta. Esta condição refere-se apenas a
Deus.
"A perfeição angelical falhou no céu. A perfeição humana falhou no
Éden" Nossa Alta Vocação: 45.
Quando Lúcifer começou a sugerir pela a primeira vez que Deus era
injusto, quase metade dos anjos ouviram e pensaram que ele
poderia estar certo. Veja a história da Redenção a partir da pág.18.
Em seguida, fez um conselho celestial, que estabeleceu a verdade
sobre Jesus Cristo, Deus mostrando que a alegação de Lúcifer era
infundada. Veja PP: 36-37. Após o conselho, cerca de um terço dos
anjos com Lúcifer e foram expulsos do céu. TS v 2 pág.103.

Conseqüentemente, não podemos usar o termo perfeição absoluta


para descrever esses anjos, que mudaram suas idéias a respeito de
Deus e Lúcifer. Na verdade, "Para os anjos e os mundos não caídos,
o brado: "Está consumado" teve profunda significação. Fora em seu
benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da
redenção. Juntamente conosco, compartilham eles os frutos da
vitória de Cristo.
Até a morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda
claramente revelado aos anjos e mundos não caídos. O arqui-
apóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os
santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram
claramente a natureza de sua rebelião." DTN pág. 758. "Sua
simpatia por Satanás terminou na cruz." DTN, pág. 761.
A segunda definição de perfeição é a natureza perfeita e ela será
concedida somente na segunda vinda de Cristo, após a qual não
haverá sugestões pecaminosas de dentro.
No entanto, se as nossas definições do pecado e da impecabilidade
foca no caráter, então certamente podemos discutir significados de
perfeição acessíveis para nós hoje.
Há pelo menos dois aspectos do caráter que pode ser descrito pelas
palavras perfeito ou perfeição. A primeira é que: "Mediante o
perdão do pecado e a justiça imputada de Cristo, o homem pecador
e caído pode tornar-se perfeito em Jesus." Mensagens aos Jovens,
pág. 137.
"Deus deu Cristo ao nosso mundo para que Se tornasse o substituto
do pecador. No momento em que é exercida verdadeira fé nos
méritos do custoso sacrifício expiatório, reivindicando a Cristo
como Salvador pessoal, nesse próprio momento o pecador é
justificado diante de Deus, porque está perdoado." ME, vol. 3, pág.
195.
"Os pecadores só podem ser justificados por Deus quando Ele lhes
perdoa os pecados, suspende a punição que eles merecem e os
trata como se realmente fossem justos e não houvessem pecado,
dispensando-lhes o favor divino e tratando-os como se fossem
justos." ME v 3 pág. 194
Isso ocorre no momento da conversão, quando damos a nossa vida
completamente a Cristo. A nossa perfeição é total no momento,
mas estamos apenas começando a carreira cristã.
Mas há um outro conceito que devemos examinar, o
amadurecimento do caráter. Se acreditarmos que o pecado está na
base da escolha, também devemos acreditar que podemos escolher
não pecar.
"A fé em Cristo como nosso Salvador pessoal dará resistência e
solidez ao caráter. Os que têm fé genuína em Cristo serão sóbrios,
lembrando-se de que os olhos de Deus estão sobre eles, que o Juiz
de todos os homens está pesando os valores morais, que os seres
celestes estão esperando para ver que espécie de caráter se está
desenvolvendo." (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes,
pág. 223)
"Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a
salvação, ela conduzirá a perfeita conformidade com a lei de
Deus... A lei de Deus é a única norma correta de santidade. É por
essa lei que deve ser julgado o caráter." (Fé e Obras pág. 52)
"Quem não tem suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode livrá-
lo de pecar, não tem a fé que lhe dará entrada no reino de Deus."
ME, v.3 p. 360
"Todos os que por fé obedecem aos mandamentos de Deus,
alcançarão um estado de perfeição no qual vivia Adão antes de
sua transgressão." Signs of the Times, 23/07/1902.
"Quando uma alma recebe a Cristo, recebe também o poder de
viver a vida de Cristo." Parábolas de Jesus, pág. 314.
"De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos abaixar a
norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal,
tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender
queimperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de
caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e
todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o
privilégio de possuir estes atributos." Parábola de Jesus pág. 330
"Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que,
acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer
nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da
imortalidade. Quando Ele vier, não nos há de purificar de nossos
pecados, remover de nós os defeitos que há em nosso caráter, ou
curar-nos das fraquezas de nosso gênio e disposição. Se acaso esta
obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente antes
daquela ocasião.Quando o Senhor vier, os que são santos serão
santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o espírito em
santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final
da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos,
assim permanecerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por
eles para lhes tirar os defeitos, e dar-lhes um caráter santo."
Conselho Sobre Saúde pág. 44.
"Quando Cristo vier, nosso corpo vil deverá ser transformado, e
feito segundo Seu corpo glorioso, mas o caráter vil não se tornará
santo então. A transformação do caráter precisa ocorrer antes de
Sua vinda. Nossa natureza precisa ser pura e santa; importa possuir
a mente de Cristo, de modo que Ele veja com prazer Sua imagem
refletida em nossa vida." Nossa Alta Vocação pág. 276; Signs of lhe
Times, 11/11/1886.
“O caráter não pode ser mudado quando Cristo vier, nem
justamente quando o homem está prestes a morrer. A edificação
do caráter deve realizar-se nesta vida. Tememos que tarde demais
venha o arrependimento à alma manchada e condescendente
consigo mesma. Algumas resoluções, algumas lágrimas nunca
anularão uma vida culpada que passou, nem apagarão dos livros
dos Céus as transgressões, os pecados voluntários conhecidos dos
que tiveram a preciosa luz da verdade e podem explicar as
Escrituras aos outros, enquanto o pecado e a iniqüidade são
sorvidos como águas roubadas. Como se fossem escritos com pena
de ferro, podem-se encontrar gravados na rocha para sempre.”
Testemunho para Ministros, p. 431.
Se Jesus Cristo realmente vive em nós através dos processos de
justificação e santificação, então ele controla nossas vidas, e nós
não pecamos. Quando pecamos, estamos escolhendo o controle de
Satanás, estamos permitindo que ele a domine nossas vidas. Não
podemos ter Cristo e o pecado reinando no trono da vida ao
mesmo tempo. O que estamos fazendo é concentrar no que Deus
pode fazer, não o que o indivíduo não pode. Podemos falar por
horas sobre a impossibilidade de o homem caído, mas porque não
falar sobre as possibilidades de Deus? Por que não posso falar do
que é possível?
Em relação às nossas definições, por natureza nós estaremos
pecaminosos, até que Cristo venha, mas em relação ao caráter
poderemos não estar escolhendo contra a vontade de Deus. Isso é
termos um caráter perfeito em uma natureza pecaminosa.
Aqui vemos a importância vital de uma compreensão correta da
natureza de Cristo. Se Cristo venceu os impulsos de sua carne,
através do controle do Espírito Santo, então o mesmo método é
válido para nós. Mas se Cristo não têm a nossa natureza, então ele
não pode ser nosso exemplo.
É importante lembrar aqui que a culpa não é imputada a nós por
causa da nossa natureza, mas apenas por causa das escolhas feitas
e o caráter posterior desenvolvidos.

Perfeição na Bíblia
O que Cristo pode fazer na vida do crente?
"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e
apresentar-vos irrepreensíveis,com alegria, perante a sua glória" Jd
1:24.
Assim, tropeçar e ser repreensíveis não é uma realidade inevitável
para nossas vidas. Em Fil. 4:13, encontramos: "Com a força que
Cristo me dá, posso enfrentarqualquer situação."
2 Pedro 2:9 diz: "O Senhor sabelivrar da provação os piedosos" Ele
irá fornecer uma rota de fuga. 1 Coríntios. 10:13, acrescenta: "Não
veio sobre vós tentação, que na seja comum ao homem, mas Deus
é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças;
pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá
livramento, de sorte que a possais suportar." Isto significa que
com toda a tentação também é concedido um caminho de
libertação. 1 Pedro 2:21-22 afirma: "Porquanto para isto mesmo
fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso
lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual
não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca"
Cristo é o nosso exemplo, convidando-nos a seguir seus passos.
1João 3:2-9 é uma passagem significativa em relação à nossa
posição após a conversão. "Amados, agora, somos filhos de Deus, e
ainda não somos o que haveremos de ser. Sabemos que, quando
Cristo voltar, seremos semelhantes a ele, e haveremos de vê-lo
glorioso como ele agora é. E assim como Cristo é puro a si mesmo
se purifica todo o que nele tem esta esperança.Todo aquele que
pratica o pecado transgride a lei, porque o pecado é a transgressão
da lei. Sabeis também que Cristo se manifestou para tirar os
pecados, e nele não existe pecado. Aquele que permanece em
Cristo não vive pecando; aquele que vive pecando não está nele.
Filhinhos, não vos deixeis enganar; é justo aquele que pratica a
justiça , assim como Cristo. Aquele que pratica o pecado pertence
ao diabo, porque o diabo vive pecando desde que começou. E o
Filho de Deus veio para destruir as obras do diabo. Todo aquele que
é de Deus não vive pecando; pois o que permanece nele é o Espírito
Santo; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de
Deus."
É simples, se estamos em Cristo, não estamos em rebelião contra
ele, e o pecado é rebeldia.
Em 2 Cor.10:4,5 Paulo diz: " Porque as armas da nossa milícia não
são carnais, e sim poderosas em Deus,para destruir fortalezas,
anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o
conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à
obediência de Cristo"
O ideal de Deus para nós é levar todo pensamento cativo a Cristo.
Em Gal. 5:16 encontramos: "Andai em Espírito e não satisfareis à
concupiscência da carne." Em Romanos 8:7-9 acrescenta: "o
pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei
de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne
não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas
no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se
alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele."
Se o Espírito Santo está no controle, não iremos sucumbir aos
desejos da nossa natureza. A promessa das Escrituras é que
podemos superar e podemos obter vitórias sucessivas na batalha
contra a carne.
Em Apoc. 2:11, encontramos: "Quem tem ouvidos, ouça o que o
Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano
da segunda morte." Pergunto, o que é necessário vencer? Apoc.
21:8, responde: "Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos
abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos
idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no
lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte."

Perfeição no espírito de profecia


" Aqueles que são verdadeiramente convertidos a Cristo devem
guardar-se constantemente para não aceitar o erro em lugar da
verdade. Os que pensam não ser importante se crêem na doutrina,
contanto que creiam em Jesus Cristo, encontra-se em terreno
perigoso. Alguns acham que serão tão aceitáveis diante de Deus se
obedecerem a alguma outra lei que não seja a lei de Deus... Na
união com Cristo acham-se tomadas as providências para a nossa
perfeição." Cristo triunfante pág. 234.
Deus somente aceitará os que estão decididos a ter um alvo
elevado. Coloca cada agente humano sob a obrigação de fazer o
melhor. De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos
abaixar a norma de justiça com o fim de acomodar à prática do
mal, tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender
que imperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos
de caráter habitam em Deus como um todo perfeito e
harmonioso, e todo aquele que aceita a Cristo como Salvador
pessoal, tem o privilégio de possuir estes atributos. Parábola de
Jesus pág. 330
"Se permanecerdes sob a bandeira ensangüentada do Príncipe
Emanuel, fazendo fielmente o Seu serviço, nunca precisareis ceder
à tentação; pois está ao vosso lado Alguém capaz de guardar-vos
de cair." Nossa Alta Vocação pág 17.
Que verdade maravilhosa! Nós não precisamos ceder a qualquer
tentação.
"Não há desculpa para o pecado ou para a indolência. Jesus vai à
frente e quer que sigamos os Seus passos. Ele sofreu, Ele Se
sacrificou como nenhum de nós pode fazê-lo, para que pudesse
colocar a salvação ao nosso alcance. Não precisamos ficar
desalentados. Jesus veio a nosso mundo trazer poder divino ao
homem, para que por meio de Sua graça possamos ser
transformados à Sua semelhança. Se está no coração obedecer a
Deus, se são feitos esforços nesse sentido, Jesus aceita esta
disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e supre a
deficiência com Seu mérito divino. Ele não aceitará os que alegam
ter fé nEle e no entanto são desleais ao mandamento de Seu Pai."
Fé e Obras Pág. 50
"A influência do tentador não deve ser considerada desculpa para
qualquer má ação. Satanás rejubila quando ouve os professos
seguidores de Cristo apresentarem desculpas quanto à sua
deformidade de caráter. São essas escusas que levam ao
pecado.Não há desculpas para pecar. Uma santa disposição, uma
vida cristã, são acessíveis a todo filho de Deus, arrependido e
crente." O Desejado de Todas as Nações, pág. 311.
O ideal de Deus para Seus filhos é para sermos perfeitos, Deus
quer que sejamos completamente livres do poder de Satanás.
"Não; é a fé genuína que diz: "Sei que estou em pecado, mas que
Jesus me perdoa. "Qualquer que permanece nele purifica-se a si
mesmo, como também Ele é puro.I João 3:3. Tem em sua vida um
princípio permanente, que o habilita a vencer a tentação." Filhos
e filhas de Deus pág.297.
"Quem não tem suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode
livrá-lo de pecar, não tem a fé que lhe dará entrada no reino de
Deus."M.E, v.3 p. 360.
"Ele (Cristo) não consentia com o pecado. Nem por um
pensamento cedia à tentação. O mesmo se pode dar conosco. A
humanidade de Cristo estava unida à divindade;estava habilitado
para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo. E
veio para nos tornar participantes da natureza divina. Enquanto a
Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio
sobre nós." O Desejado de Todas as Nações, pág. 123.
Não temos que ceder à tentação, nem por um pensamento, se
estamos sendo controlados por Jesus.
"A vida que Cristo viveu neste mundo podem também viver os
homens e mulheres, por meio do Seu poder e sob Suas
instruções. Em seu conflito com Satanás podem eles receber todo
auxílio que Cristo tinha. Poderão ser mais do que vencedores por
Aquele que os amou e por eles Se entregou. A vida dos professos
cristãos que não vivem a vida de Cristo é um escárnio para a
religião." TS v 3, pág. 291.
Cristo não teve acesso a algo diferente do que podemos exigir. O
poder de Cristo emanava do controle de sua vida pelo Espírito
Santo e nós podemos ter esse poder se submeter a Deus como ele
fez.
"Deus honrará toda pessoa de coração sincero, fervorosa, que
está buscando andar diante dEle na perfeição da graça de Cristo.
Jamais deixará ou desamparará uma alma humilde e tremente."
Manuscrito 96, 1902.
"O Senhor estará conosco durante esta vida se permitirmos que
Seu Espírito nos conduza e se não negligenciarmos glorificar Seu
nome." Manuscrito 11, 1901.

Estas declarações deixam claro que:


(1) a lei de Deus pode ser obedecida. (2) que a obediência só é
possível através do poder dinâmico de Deus. (3) que a escolha é
nossa.

As declaração a seguir indica um dos propósitos da encarnação


de Cristo.
"Cristo veio a esta terra e viveu uma vida de perfeita obediência,
para que homens e mulheres, por sua graça, também possa viver
uma vida de obediência perfeita. Isso é necessário para a salvação
de todos" RH 15 de Março de 1906.
Ellen White, afirma que a causa de nossas falhas e pecados é a
nossa própria vontade em vez de nossa natureza humana fraca.
"A vontade é o poder que governa a natureza do homem, pondo
todas as outras faculdades sob seu comando. A vontade não é o
gosto nem a inclinação, mas o poder que decide, o qual opera nos
filhos dos homens para obediência a Deus, ou para a
desobediência." Mensagens aos Jovens, pág. 151.
" Nenhum homem pode ser forçado a transgredir. Seu próprio
consentimento deve ser primeiramente obtido; a alma tem de
querer praticar o ato pecaminoso antes que a paixão domine a
razão ou a iniqüidade triunfe sobre a consciência. Tentação,
embora forte, nunca é desculpa para pecar." Mensagens aos
Jovens, pág. 67.
"O tentador jamais nos poderá compelir a praticar o mal. Não
pode dominar as mentes, a menos que se submetam a seu
controle. Mas todo desejo pecaminoso que nutrimos lhe
proporciona um palmo de terreno. Todo ponto em que deixamos
de satisfazer à norma divina, é uma porta aberta pela qual pode
entrar para nos tentar destruir. E todo fracasso ou derrota de
nossa parte, dá-lhe ocasião de acusar a Cristo." O Desejado de
Todas As Nações pág. 125.
Se a tentação é removida pela vontade, submetida a Cristo, então
o resultado inevitável é não pequeis.

O conceito de viver sem pecado é justamente o foco das


seguintes afirmações.
"Não vos assenteis na poltrona de Satanás, dizendo que não
adianta, que não podeis deixar de pecar, que não há em vós poder
para vencer. Não há poder em vós, separados de Cristo, mas
tendes o privilégio de ter Cristo permanentemente em vosso
coração pela fé, e Ele pode vencer o pecado em vós, quando com
Ele cooperardes." Nossa Alta vocação pág. 74.
"Qualquer um que se rendem totalmente a Deus é dado o
privilégio de viver sem pecado, em obediência à lei do céu". "Deus
exige de nós perfeita obediência" RH, 27 de Setembro de 1906.
Ellen White enfatiza que os que vivem pecando é porque não têm
relação pessoal com o Salvador.
"Muitos há que dizem servir a Deus, mas não têm o conhecimento
experimental dEle. O desejo de fazer Sua vontade baseia-se em
suas próprias inclinações, e não na profunda convicção efetuada
pelo Espírito Santo. Seu procedimento não está em harmonia com
a lei de Deus. Professam aceitar a Cristo como seu Salvador,
contudo não crêem que lhes dará forças para vencer o pecado.
Não têm relação pessoal com o Salvador vivo e seu caráter revela
faltas herdadas e cultivadas." (PJ, Pág. 48)
"Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão
da lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de
Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao
mesmo tempo continua em pecado" ME, v. 1, p. 213.
" É impossível para Deus, de modo coerente com a Sua justiça e
misericórdia salvar o pecador em seus pecados, Ele o despoja da
existência, que perdeu por suas transgressões, e da qual se
mostrou indigno". O Grande Conflito pág. 544.
"Que ninguém vos engane com a crença de que Deus os perdoará
e abençoará enquanto estão transgredindo uma de Suas
exigências. Cometer voluntariamente um pecado conhecido
silencia a voz testemunhadora do Espírito, e separa a pessoa de
Deus." Cuidado de Deus, pág. 101.
" Muitos se perderão enquanto esperam e desejam serem cristãos,
não fizeram porem nenhum esforço sincero, portanto serão
pesados na balança e achados em falta." Testemunhos Seletos Vol.
1 Pág. 243.
"Algumas pessoas tornam sua vida religiosa um fracasso porque
estão sempre vacilando e não tem determinação, chegam quase a
ponto de fazer a entrega de tudo a Deus, mas deixando de chegar
ao ponto. Enquanto nesse estado a consciência vai se
endurecendo e ficando cada vez menos susceptíveis as impressões
do Espírito santo." Testemunhos Seletos Vol.1 Pág. 240.
"Não te enganes. De Deus não se zomba. Coisa alguma senão a
santidade te preparará para o Céu. Unicamente a piedade sincera,
experimental, pode dar-te um caráter puro, elevado, e habilitar-te
a entrar à presença de Deus, que habita na luz inacessível. Não te
iludas de que virá tempo em que poderás fazer mais facilmente
um diligente esforço do que agora." Testemunhos Seletos Vol. 1
Pág. 245.
"Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que,
acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer
nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da
imortalidade. Quando Ele vier, não nos há de purificar de nossos
pecados, remover de nós os defeitos que há em nosso caráter, ou
curar-nos das fraquezas de nosso gênio e disposição. Se acaso
esta obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente
antes daquela ocasião. Quando o Senhor vier, os que são santos
serão santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o
espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o
toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não
santificados e sujos, assim permanecerão para sempre. Nenhuma
obra se fará então por eles para lhes tirar os defeitos, e dar-lhes
um caráter santo." Cuidado de Deus pág. 365. Testemunhos
Seletos, vol. 1, pág. 182.
Estas declarações prova que o povo de Deus não peca até a
segunda vinda de Cristo, como alguns afirmam.

Por que é importante a perfeição?


O objetivo da perfeição de caráter não é para ser salvo. A salvação
foi alcançada por ocasião da justificação. Perfeição tem a ver com
o poder divino necessário para obedecer á lei perfeitamente e a
reivindicação do caráter de Deus.
" Satanás trabalhará para apresentar falsamente o caráter de
Deus, a fim de poder, "se possível fora", enganar "até os
escolhidos". Mat. 24:24. Se já houve um povo necessitado de luz
sempre crescente do Céu, é o povo que, nesse tempo de
perigo, Deus chamou para serem depositários de Sua lei, e
reivindicar Seu caráter perante o mundo." TS v 2 pág. 343.
"Desde o início do grande conflito no Céu, tem sido o intento de
Satanás subverter a lei de Deus. Foi para realizar isto que entrou
em rebelião contra o Criador; e, posto que fosse expulso do Céu,
continuou a mesma luta na Terra. Enganar os homens, levando-os
assim a transgredir a lei de Deus, é o objetivo que
perseverantemente tem procurado atingir. Quer seja isto
alcançado pondo de parte toda a lei, quer rejeitando um de seus
preceitos, o resultado será finalmente o mesmo." GC, pág. 582.
"A vida de obediência do Salvador manteve as reivindicações da
lei; provou que a lei pode ser observada pela humanidade, e
mostrou a excelência de caráter que a obediência havia de
desenvolver. Todos quantos obedecem como Ele fez, estão
semelhantemente declarando que a lei é "santa, justa e boa".
Rom. 7:12. Por outro lado, todos quantos transgridem os
mandamentos divinos, estão apoiando a pretensão de Satanás de
que a lei é injusta, e não pode ser obedecida. Apoiam assim os
enganos do grande adversário, e desonram a Deus. São filhos do
maligno, o qual foi o primeiro rebelde contra a lei do Senhor.
Admiti-los no Céu, seria aí introduzir novamente elementos de
discórdia e rebelião, e pôr em risco o bem-estar do Universo.
Ninguém que voluntariamente despreze um princípio da lei
entrará no Céu." O Desejado de Todas as Nações, pág. 309.

Assim, o caráter perfeito desenvolvido pelo povo de Deus é


crucialmente importante para a resolução final da grande
controvérsia entre Cristo e Satanás.
Deus está afirmando que dará poder para que a obediência total
seja possível.
Satanás está afirmando que obediência total é impossível.
Quem está dizendo a verdade?

Porque caráter perfeito?


"Nenhum de nós jamais recebera o selo de Deus enquanto o
caráter tiver uma nódoa ou macula sequer, cumpre-nos remediar
os defeitos de caráter, purificar de toda contaminação o templo da
alma." Testemunhos Seletos v,1 pág. 69.
"Ninguém diga: não posso remediar meus defeitos de caráter, se
chegardes a esta decisão, deixareis de alcançar a vida eterna."
Mensagens aos jovens pág. 99.
"O senhor não desculpará os que conhecem a verdade, se não
obedecem aos seus mandamentos por palavras e ações."
Testemunhos Seletos v 1 pág. 548.

Um conceito importante, é que perfeição nunca é estática.


Como homem, Jesus era perfeito, e, todavia cresceu em graça.
(Luc. 2:52). Mesmo o mais perfeito cristão pode crescer
continuamente no conhecimento e no amor de Deus. (II Ped. 3:14
e 18).
A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia. É
um contínuo crescimento na graça. Não sabemos um dia qual será
nossa luta no dia seguinte. Satanás vive e está ativo, e precisamos
cada dia clamar fervorosamente a Deus por auxílio e força para
resistir-lhe. Enquanto Satanás reinar, teremos de subjugar o
próprio eu, teremos assaltos a vencer, e não há lugar de parada,
nenhum ponto a que possamos chegar e dizer que atingimos
plenamente. (Filip. 3:12). A vida cristã é uma constante marcha
avante. Jesus coloca-Se como refinador e purificador de Seu povo;
e quando Sua imagem estiver perfeitamente refletida neles, eles
estarão perfeitos e santos, e preparados para a trasladação. Exige-
se do cristão uma obra perfeita. Somos exortados a purificar-nos
de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando na
santidade no temor de Deus." Testemunhos Seletos, vol. 1,
pág.114.
"A verdadeira santificação significa perfeito amor, perfeita
obediência, perfeita conformidade com a vontade de Deus".
(Atos dos Apóstolos, pág. 565).

"A santificação não é obra de um momento, de uma hora, de um


dia, mas da vida toda. Não se alcança com um feliz vôo dos
sentimentos, mas é o resultado de morrer constantemente para o
pecado, e viver constantemente para Cristo. Não se podem corrigir
os erros nem apresentar reforma de caráter por meio de
esforçosdébeis e intermitentes. Só podemos vencer mediante
longos e perseverantes esforços, severa disciplina e rigoroso
conflito. Não sabemos quão terrível será nossa luta no dia seguinte.
Enquanto reinar Satanás, teremos de subjugar o próprio eu e
vencer os pecados que nos assaltam; enquanto durar a vida não
haverá ocasião de repouso, nenhum ponto a que possamos atingir
e dizer: "Alcancei tudo completamente". A santificação é o
resultado de uma obediência que dura a vida toda". (Atos dos
Apóstolos págs. 560 e 561).
"Não há fim ao conflito do lado de cá da eternidade. Mas ao passo
que há constantes batalhas a ferir há também preciosas vitórias a
alcançar." (Mente Caráter e Personalidade. Vol. 1 Pág. 346)
Haverá muito mais a aprender sobre Deus. O desenvolvimento será
um processo contínuo, mesmo por toda a eternidade.

"Cristo fez toda a provisão para a santificação da sua igreja. Ele fez
provisão abundante para cada alma tem tanta graça e força que é
mais do que vencedor na batalha contra o pecado... Ele veio a este
mundo e viveu uma vida sem pecado, que em seu poder, o seu
povo pudesse viver uma vida santa. Ele quer que eles pratiquem os
princípios da verdade, mostrar ao mundo a graça de Deus tem
poder para santificar o coração "RH, 1 de Abril de 1902.
Note-se que o contexto desta declaração é a santificação e a
batalha sendo travada contra o pecado. Neste tempo de
preparação antes do encerramento da liberdade condicional,
durante o processo de santificação, podemos viver uma vida sem
pecado. Ellen White não tem medo de dizer claramente que nós
podemos viver uma vida sem pecado, como Jesus viveu uma vida
sem pecado na terra. Novamente, isso pressupõe uma definição de
caráter impecável.

Deus proverá sua graça para obter qualquer coisa que esperar de
seus filhos. Nosso Salvador não requer impossibilidades de
qualquer alma. Ele não espera nada de seus discípulos que não
esteja dispostos a dar-lhe graça e força para fazê-lo.
Alguns se perguntam por que a discussão sobre a natureza de
Cristo deve tomar o tempo e energia dos estudantes da Bíblia hoje.
Talvez estas declarações mostram a importância desta questão.
Deus exige perfeição de caráter dos seus filhos.
"Como Cristo viveu a lei na humanidade, assim podemos fazer, se
nos apegarmos ao Forte em busca de força." DTN pág. 668.
"Deus nos convida a alcançarmos a norma da perfeição, e põe
diante de nós o exemplo do caráter de Cristo. O Salvador mostrou,
por meio de Sua humanidade consumada por uma vida de
constante resistência ao mal, que, com a cooperação da Divindade,
podem os seres humanos alcançar nesta vida a perfeição de
caráter. Esta é a certeza que Deus nos dá de que também nós
podemos alcançar a vitória completa. Perante o crente é
apresentada a maravilhosa possibilidade de ser semelhante a
Cristo, obediente a todos os princípios da lei." Atos dos Apóstolos,
531.
"Tão perfeito é o caráter apresentado como devendo pertencer ao
homem a fim de ser discípulo de Cristo, que os incrédulos dizem
não ser possível que qualquer criatura humana o alcance. Mas não
deve ser apresentada norma em nada inferior por todos os que
professam ser filhos de Deus. Não sabem os incrédulos que é
provido auxílio divino a todos os que o buscam, pela fé. Todas as
providências foram tomadas em favor de toda pessoa que procure
ser participante da natureza divina e ser completa em Jesus Cristo.
Todo defeito deve ser descoberto e removido do caráter, com uma
decisão que a nada poupe." Nos Lugares Celestiais pág. 201.

Alguém já conseguiu esta perfeição de caráter?


Ellen White diz: "O Senhor amavaEnoque porque Ele firmemente O
seguia, aborrecendo a iniqüidade, e fervorosamente buscava
conhecimento celestial, para fazer com perfeição a Sua vontade.
Anelava unir-se ainda mais estreitamente a Deus, a quem temia,
reverenciava e adorava." VSA, pág. 67.
" Enoque representa os que ficarão sobre a Terra e serão
trasladados sem experimentarem a morte. Representa o grupo que
deverá viver entre os perigos dos últimos dias, aqueles que serão
rodeados de toda corrupção, vileza, pecado e iniqüidade, mas ainda
assim se manterão imaculados. Podemos proceder como Enoque.
Foi tomada provisão em nosso favor." VSA, pág. 68.
"São poucos em cada geração desde Adão os que têm resistido
aos seus (Satanás) artifícios e permanecido como nobres
representantes daquilo que o homem em seu poder é capaz de
fazer e ser, enquanto Cristo coopera com os esforços humanos
para ajudar o homem a sobrepujar o poder de Satanás. Enoque e
Elias são representantes corretos do que a vida pode ser, por meio
da fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Satanás ficou grandemente
perturbado porque estes homens nobres e santos eram imaculados
no meio da corrupção que os cercava, formando caráter
perfeitamente justo e sendo considerados dignos da trasladação
para o Céu. Ao permanecerem firmes em poder moral, na justiça
enobrecedora, vencendo as tentações de Satanás,ele não podia
colocá-los sob o domínio da morte." No Deserto da tentação pag.
31,32.
"Esse santo homem (Enoque) foi escolhido por Deus para denunciar
a impiedade do mundo e tornar evidente que é possível a uma
pessoa guardar toda a lei de Deus. Enoque foi um homem
representativo, mas não é louvado, não é exaltado; ele
simplesmente fez aquilo que todo filho e toda filha de Adão podem
fazer." (Cristo triunfante p. 51)
A vida justa de Enoque estava em assinalado contraste com o povo
ímpio que o cercava. Sua piedade, sua pureza, sua
incondicionalintegridade, eram o resultado de seu andar com Deus,
ao passo que a impiedade do mundo era o resultado de andarem
com o enganador da humanidade. Nunca houve nem há de haver
uma época em que a escuridão moral seja tão densa como
quando Enoque viveu uma vida de irrepreensível justiça.SDA Bible
Commentary, vol.1, pág. 1.088.
Devemos afirmar perfeição?
A resposta de Ellen White a esta pergunta é muito clara. "Quanto
mais perto vos chegardes de Jesus, tanto mais cheio de faltas
parecereis aos vossos olhos; porque vossa visão será mais clara e
vossas imperfeições se verão em amplo e vivo contraste com Sua
natureza perfeita." CC pág. 64.
"Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, e quanto mais
claramente distinguirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claro
veremos a excessiva malignidade do pecado, e tanto menos
nutriremos o desejo de nos exaltar a nós mesmos." AA, p, 561.
"Quanto mais ardentes nossos próprios esforços para manter a
santidade do coração e da vida, tanto mais aguda nossa percepção
do pecado, e mais decidida nossa desaprovação de qualquer desvio
do direito. Precisamos guardar-nos contra a indevida severidade no
trato com os que erram; mas precisamos também ser cuidadosos
para não perder de vista a excessiva malignidade do pecado." AA,
p, 503.
" Os que realmente procuram aperfeiçoar um caráter cristão não
condescenderão com o pensamento de que são sem pecado.
Quanto mais o seu espírito se demora no caráter de Cristo, e
quanto mais se aproximam de Sua imagem divina, mais claramente
discernem Sua imaculada perfeição e sentem mais profundamente
suas próprias fraquezas e defeitos." E Recebereis Poder pág. 97.
"Não podemos dizer "estou sem pecado", antes que este vil corpo
seja transformado segundo a semelhança de Seu corpo glorioso. Se,
porém, buscarmos constantemente seguir a Jesus, será nossa a
bendita esperança de nos apresentar ante o trono de Deus sem
mácula, ou ruga ou coisa semelhante; perfeitos em Cristo,
revestidos de Sua justiça e perfeição." Para Conhecê-lo pág. 362.
" Quando vierem os tempos de refrigério pela presença do Senhor,
então os pecados da alma penitente que recebeu a graça de Cristo
e venceu pelo sangue do Cordeiro serão removidos dos registros
celestiais e colocados sobre Satanás, o bode emissário, o originador
do pecado, e para sempre não virão mais à lembrança contra ela.
Quando terminar o conflito da vida, quando a armadura for
deposta aos pés de Jesus, quando forem glorificados os santos de
Deus, então, e só então, será seguro afirmar que estamos salvos e
sem pecado." ME v 3 pág. 356.
Por favor, note que o último parágrafo citado diz que só quando
estivermos glorificado podemos garantir que somos salvos e sem
pecado.
Podemos estar agora salvo, de modo que se morrermos tenhamos
essa certeza?
Eu acredito que a Bíblia nos assegura que podemos confiar em
Cristo e somos salvos agora.
Por salvos e sem pecado Ellen White quis dizer que após a vinda de
Cristo estaremos alem da possibilidade de pecar. Portanto, há uma
diferença entre estar seguro e proclamar que somos.
Note que Ellen White diz que somente; “Quando vierem os tempos
de refrigério pela presença do Senhor, então os pecados da alma
penitente que recebeu a graça de Cristo e venceu pelo sangue do
Cordeiro serão removidos dos registroscelestiais”.
Mas ela acreditava que: “Justificação é o perdão total do pecado.
No momento em que o pecador aceita a Cristo pela fé, ele é
perdoado. A justiça de Cristo lhe é imputada, e ele não mais deve
duvidar da graça perdoadora de Deus. Cuidado de Deus pág. 325.
“Por meio de fé viva, por meio de fervorosa oração a Deus
econfiando nos méritos de Jesus, somos revestidos de Sua justiça
e somos salvos. Fé e Obras pág. 71.
“Nem um momento mais preciso ficar sem me salvar. Ele morreu,
e ressurgiu para minha justificação, e me salvará agora. Mensagens
Escolhidas v 3 pág. 356.
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos
perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:9.
Todos quantos se arrependem têm a afirmação: "Tornará a
apiedar-Se de nós; subjugará as nossas iniqüidades, e lançará todos
os nossos pecados nas profundezas do mar." Miq. 7:19. DTN, pág.
806.
Agora é o tempo da graça. Agora é o dia da salvação. Agora, sim
agora é o tempo de Deus. Testimonies, vol. 2, pág. 102.
“Quando tivermos uma certeza viva e clara de nossa própria
salvação, manifestaremos animação e alegria adequada a todo
seguidor de Jesus Cristo. Para Conhecê-lo pág. 49.

Fechamento da porta da graça


Se realmente acredito que haverá um fim da graça, e que Deus irá
mostrar algo especial após este evento, então parece que também
temos de acreditar na plena maturidade de caráter, o que significa
viver sem ceder aos desejos pecaminosos.
"Quando Jesus sair do santuário, os que são santos e justos serão
santos e justos ainda; pois todos os seus pecados estarão apagados,
e eles selados com o selo do Deus vivo. Mas aqueles que forem
injustos e sujos, serão injustos e sujos ainda; pois não haverá então
sacerdote no santuário para apresentar seus sacrifícios, confissões
e oraçõesperante o trono do Pai. Portanto, o que se há de
fazer para livrar as almas da tormenta vindoura da ira,deve ser
feito antes que Jesus saia do lugar santíssimo do santuário
celestial. PE, pág. 48.
" Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária,
esperando que o tempo do "refrigério" e da "chuva serôdia" os
habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista.
Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam
negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam
receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver
à vista de um Deus santo. Os que recusam ser talhados pelos
profetas, e deixam de purificar o espírito na obediência da verdade
toda, e se dispõe a crer que seu estado é muito melhor do que
realmente é, chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e verão
que necessitam ser esculpidos e preparados para a edificação. Não
haverá, porém, tempo para o fazere nem Mediador para pleitear
sua causa perante o Pai. Antes desse tempo sairá a declaração
terrivelmente solene de que: "Quem é injusto faça injustiça ainda; e
quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e
quem é santo seja santificado ainda." Apoc. 22:11. Vi queninguém
poderia participar do "refrigério" a menos que obtivesse a vitória
sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, amor ao mundo, e sobre
toda má palavra e ação.PE, 71.
"Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de
Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar
em pé na presença do Deus santo.Suas vestes devem estar
imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão.
Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem
eles ser vencedores na batalha contra o mal." O Grande Conflito,
pág. 425.

Que Cristo completou a obra de intercessão significa que não há


mais o perdão dos pecados. Então temos de acreditar na plena
maturidade de caráter, o que significa viver sem ceder aos desejos
pecaminosos.
Pessoalmente, eu creio que a razão primária para um período
sem intercessão antes da vinda de Cristo é para dramatizar a
realidade do poder de Deus sobre na vida daqueles cujas vontades
se unem totalmente a sua; perante o universo.
As pessoas que anteriormente haviam concordando com Satanás
que era impossível obedecer a lei de Deus, finalmente, irão ver que
não há realmente nenhuma desculpa para o pecado.
Se levarmos a sério as advertências bíblicas para superar, devemos
levar a sério a verdade de viver sem pecado. Nosso foco precisa
estar na justificação e santificação, já que este é o método de
receber a salvação.
Ellen White e enfática: "Embora a fé verdadeira confie
inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá a perfeita
conformidade com a lei de Deus... É perigoso confiar nos
sentimentos ou impressões, pois são guias que não merecem
confiança. A lei de Deus é a única norma correta de santidade. É
por essa lei que deve ser julgado o caráter." Fé e Obras pág. 52
"Quem não tem suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode
livrá-lo de pecar, não tem a fé que lhe dará entrada no reino de
Deus." M.E, v.3 p. 360.
Jesus perdoa os nossos pecados. Ele entra em nossas vidas com
poder e vitória.
"Deus somente aceitará os que estão decididos a ter um alvo
elevado. Coloca cada agente humano sob a obrigação de fazer o
melhor. De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos
abaixar a norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal,
tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender que
imperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de
caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e
todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o
privilégio de possuir estes atributos." PJ, pág. 330.
"Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão
com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível. Como Cristo viveu a
lei na humanidade, assim podemos fazer, se nos apegarmos ao
Forte em busca de força." DTN, 668.

Como um atleta correndo em uma pista centra-se no metro


próximo, lembrando que a faixa está no final da corrida, o cristão
centra-se na sua relação com Cristo hoje, sempre tendo em mente
que há uma meta no final da corrida.
Portanto, “desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que
tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira
que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e
Consumador da fé, Jesus” Hb 12:1,2.

Resumo de perfeição bíblica


Acho que a maioria das objeções à doutrina da perfeição, são
baseadas em mal entendidos. Perfeição não significa uma falta de
liberdade ausência de fraqueza ou de tentação.
O termo perfeccionismo tem uma conotação negativa em muitas
mentes. Estritamente falando, não deve haver nada de negativo
sobre a palavra, pois descreve apenas a crença na perfeição. Mas
em muitas mentes, perfeccionismo descreve uma perfeição
distorcida e extrema. Neste sentido negativo, se concentra em um
poder do homem independentemente da presença de Cristo
habitando no coração.
Nós não cremos no perfeccionismo extremo, pois é um legalismo
egoísta, que coloca a si no trono do coração, uma vez que depõe a
Cristo do controle da vida.
Também não cremos na doutrina de que a pessoa não pode
guardar a lei de Deus, e que será salva mesmo em transgressão.
“Não; é a fé genuína que diz: "Sei que estou em pecado, mas que
Jesus me perdoa. "Qualquer que permanece nele purifica-se a si
mesmo, como também Ele é puro. I João 3:3. Tem em sua vida um
princípio permanente, que o habilita a vencer a tentação." Filhos e
filhas de Deus pág. 297.

"Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não


permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem
tanto o Pai como o Filho." (2Jo 1:9), "não que, por nós mesmos,
sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós;
pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus" (2Co 3:5),"porque
Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar,
segundo a sua boa vontade." (Fp 2:13), "vos aperfeiçoe em todo o
bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é
agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para
todo o sempre. Amém!" (Hb 13:21).

Perfeição significa estar em uma relação tão íntima, tão perto de


Cristo que o indivíduo deixa de responder aos gritos para o pecado,
seja ele interno ou externo. Perfeição significa a plena cooperação
com Cristo significa uma morte contínua a si mesmo e negação de
suas inclinações. A perfeição é uma rejeição total de egoísmo e
orgulho, é uma união da vontade do homem com a de Cristo é o
Espírito Santo no controle total e final. A perfeição é um exercício
contínuo de fé que mantém a alma pura de pecado. Perfeição
refere-se ao estilo de vida dinâmico, aumentando na pessoa que
reflete a vida de Jesus, para não mais render à rebelião, ou desejos
pecaminosos.
Se a perfeição é entendida corretamente, vamos ver em termos de
maturidade de caráter, o que significa que vivemos em harmonia
com a vontade de Cristo. Ele habita em nós e essa realidade vai
impedir os desejos do pecado. Cristo vai controlar o que por si só
não é possível. Embora esta doutrina esteja clara na bíblia e nos
escritos de Ellen White, há alguns que continuam a abrigar o
pensamento de que Deus não espera perfeição, pureza e ausência
total de pecado.
"Se os que escondem e desculpam suas faltas pudessem ver como
Satanás exulta sobre eles, como escarnece de Cristo e dos santos
anjos, pelo procedimento deles, apressar-se-iam a confessar seus
pecados e deixá-los. Por meio dos defeitos do caráter, Satanás
trabalha para obter o domínio da mente toda, e sabe que, se esses
defeitos forem acariciados, será bem-sucedido. Portanto, está
constantemente procurando enganar os seguidores de Cristo com
seu fatal sofisma de que lhes é impossível vencer." GC, 489.
Este erro começa com um mal-entendido de que Cristo teve a
natureza de Adão antes da queda e que por isso ele não pecou.
Como não temos essa natureza então pecamos. Mas Jesus não era
apenas substituto do homem, mas também seu exemplo.

Para silenciar a dúvida de alguns de que talvez Jesus não tivesse


transgredido a lei porque Ele era Deus, veja o que Ellen White
disse:
"Como Deus, Cristo não poderia ser tentado a pecar, assim como
não fora tentado a quebrar Seu concerto no Céu. Quando, porém,
Cristo humilhou-Se e assumiu a natureza humana, colocou-Se sob a
tentação." A Verdade Sobre os Anjos Pág.157.
"O homem não pode vencer as tentações de Satanás sem
combinar o poder divino com a sua habilidade. Assim foi com Jesus
Cristo: Ele podia lançar mão do poder divino. Ele não veio ao nosso
mundo para prestar a obediência de um Deus inferior a um
superior, mas como homem, para obedecer à Santa Lei de Deus, e
desta maneira Ele é nosso exemplo." ME, v 3 pág. 140.
"Cristo assumiu a humanidade e suportou o ódio do mundo para
que pudesse mostrar aos homens e mulheres que eles podiam viver
sem pecado, que suas palavras, suas ações, seu espírito podiam ser
santificados a Deus. Podemos ser cristãos perfeitos se
manifestarmos em nossa vida esse poder" MCP v 2 pág. 527.
Aceitaremos este desafio?

Tema 4. Polemica do Livro Questões Sobre doutrina.


O Dr. Walter Martin e o Dr. Donald Gree Barnhouse tinham
baseado a sua avaliação do Adventismo do Sétimo Dia em uma
variedade de literatura ASD. Os lideres ASD, Dr. Leroy Edwin Froom,
Elder Roe Allen Anderson, Elder W. E. Read, Elder T. E. Unruh, e o
Dr. Edward Heppenstall, argumentaram que estes não eram uma
representação oficial da doutrina ASD. Eles ainda alegaram que os
escritos de Ellen G. White não era uma representação justa de
ensino ASD. Todos eles foram denunciados pelo desdenhosamente
Dr.Leroy Edwin Froom, como o adventismo "lunático"!
Este encontro resultou na publicação do livro Questões sobre
Doutrina em 1957.

Considere a seguinte declaração de Walter Martin no seu livro


Reino das Seitas:
"Em 1957, a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
lançou a primeira explicação definitiva e abrangente da sua fé, um
volume intitulado Perguntas sobre Doutrina. Este livro apresenta
verdadeiramente a teologia e a doutrina que os líderes do
adventismo do sétimo dia afirmam que eles têm sempre ensinado.
É, portanto, injusto citar qualquer escritor adventista um ou um
grupo de escritores como representando a posição dessa
denominação na área da doutrina da igreja e interpretação
profética." (Reino das Seitas, pág. 369).
Os lideres ASD, convidaram ao pastor Francis David Nichol para se
unir ao grupo, porem quando ele protestou contra o que estavam
fazendo, lhe removeram. O respeitado teólogo adventista, pastor
Milian Lauriz Andreasen também se opôs ao que estavam fazendo,
argumentou que as questões defendidas no livro Questões sobre
Doutrina estava levando a igreja a uma apostasia da fé adventista.
Ele atacou tanto a igreja que a liderança decidiu retirar o livro de
circulação e suspender sua credencial de pastor e seu sustento.
Por causa da polêmica despertada pelo livro Questões sobre
Doutrina, Walter Martin tornou-se um pouco cético sobre o que
realmente estava acontecendo no adventismo, então entrou em
contato com a Associação Geral após a conferência de 1980. Ele
quis saber se a declaração oficial da Igreja reafirmava ou negava a
validade das posições tomadas no livro Questões sobre Doutrina. O
Dr. Richard Lesher, um vice-presidente da Conferência Geral
respondeu: "Você pergunta se os adventistas do sétimo dia ainda
estão na mesma posição dada às suas perguntas em 1957. A
resposta é sim." (Reino das Seitas, edição de 1985, p. 410) Neste
livro, Martin discute o adventismo sob o título "O Enigma do
adventismo do sétimo dia."
A questão permanece:
Todos os adventistas concorda com este sutil engano de Satanás
desencadeado no adventismo?

Justificação pela fé
Os que concordam com o livro Questões sobre Doutrina, crêem que
mediante a fé, Cristo justifica o pecador e este pecador por sua vez
continua pecando até o fim de sua vida, mas, se ele continua tendo
fé então sua salvação está garantida. Cristo faz tudo pelo pecador,
inclusive a fé, o pecador nada faz. Adventist Review maio de 1997.
Compare essa posição com a dos adventistas tradicionais:
“A fé em Cristo que salva a alma não é o que muitos imaginam que
ela é. "Crede, crede", é o seu brado; "tão-somente crede em Cristo,
e sereis salvos. É tudo que tereis de fazer." Embora a fé verdadeira
confie inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá a
perfeita conformidade com a lei de Deus.” Fé e Obras pág. 52.
“Quem não tem suficiente fé em Cristo para crer que Ele pode
livrá-lo de pecar, não tem a fé que lhe dará entrada no reino de
Deus.” Mensagens Escolhidas, v.3 pág. 360.
‘Ensinam muitos que tudo quanto é necessário à salvação, é crer
em Jesus; mas que diz a palavra da verdade? — “A fé sem obras é
morta.” Tiago 2:26. Devemos militar “a boa milícia da fé”, tomar
“posse da vida eterna”, tomar a cruz, negar o próprio eu, combater
contra a carne, e seguir diariamente os passos do Redentor. Erro
fatal é pensardes que não tendes nada a fazer para alcançar a
salvação. Tendes de cooperar com os instrumentos celestes. Todo
aquele que possui certo senso de compreensão do que significa ser
cristão, purificar-se-á de tudo quanto enfraquece e contamina.
Todos os hábitos de sua vida serão colocados em harmonia com as
reivindicações da Palavra da verdade, e ele não somente crerá, mas
realizará sua salvação com temor e tremor, enquanto se submete
ao processo de aperfeiçoamento pelo Espírito Santo.’ Review and
Herald, 6 de março de 1888. Cuidado de Deus, pág. 143.
O evangelho dos tradicionais e o dos liberais está em oposição
direta.
Os liberais chegaram a sugerir que Davi não estava em condição de
perdido, quando cometeu adultério com Bate-Seba e assassinou de
seu marido.
Os tradicionais afirmam que:
“O novo nascimento consiste em ter novos motivos, novos gostos,
novas tendências. Os que são gerados para uma nova vida, pelo
Espírito Santo, tornam-se participantes da natureza divina, e em
todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua ligação com
Cristo.” E Recebereis Poder pág. 53.
"Mas a história de Davi não fornece defesa ao pecado. Era quando
ele andava no conselho de Deus que era chamado homem segundo
o coração de Deus.Pecando, isto cessou de ser verdade com
relação a ele, até que pelo arrependimento voltasse ao Senhor."
Patriarcas e Profetas pág. 723.
Os liberais dizem que estou em um estado de salvação, enquanto
eu estou pecando, contanto que o pecado não seja habitual.
Enquanto que os tradicionais dizem que “não basta que o pecador
creia em Cristo, para obter o perdão dos pecados; deve, pela fé e
obediência, permanecer nEle. ‘Porque, se pecarmos
voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da
verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa
expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os
adversários” (Hb 10:26, 27; Patriarcas e Profetas, pág. 517).
Os liberais por causa de um falso evangelho, sustentado por
equívocos de Romanos 7 dizem que estamos salvo,
enquanto estamos praticando pecados conhecidos.
Enquanto que os tradicionais dizem:
“Que ninguém vos engane com a crença de que Deus os perdoará
e abençoará enquanto estão transgredindo uma de Suas exigências.
Cometer voluntariamente um pecado conhecido silencia a voz
testemunhadora do Espírito, e separa a pessoa de Deus.” Signs of
the Times, 30 de novembro de 1882.
“A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a
lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da lei de Deus é um
pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado
conhecido.” Fé e Obras pág. 30.
Note o quão diferente é a perspectiva de Ellen White sobre a
questão da salvação, enquanto pecando.
“A guarda diligente do coração é essencial para o robusto
crescimento na graça. O coração em seu estado natural é habitação
de pensamentos maus e paixões pecaminosas. Quando levado à
submissão a Cristo, ele precisa ser purificado pelo Espírito, de toda
contaminação. Isso não se pode efetuar sem o consentimento da
própria pessoa. Quando o coração foi purificado, é dever do cristão
guardá-lo sem mancha. Muitos parecem pensar que a religião de
Cristo não requer o abandono dos pecados de cada dia, o
rompimento com os hábitos que têm mantido a pessoa em
servidão.” Cuidado de Deus pág. 118.
O único remédio para o pecado é a confissão e abandono do
mesmo.
“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o
que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Prov. 28:13.
“Ninguém diga: Não posso remediar meus defeitos de caráter. Se
chegardes a esta decisão, certamente deixareis de alcançar a vida
eterna. A impossibilidade está em nossa própria vontade. Se não
quiserdes não vencereis. A dificuldade real vem da corrupção de
um coração não santificado, e do desejo de não se submeter à
direção de Deus.” Mensagens aos Jovens pág. 99.
A Natureza Humana de Cristo
No livro questões sobre doutrina está esta declaração: "Apesar de
ter nascido em carne, Ele era isento das paixões herdadas e
poluições que corrompem os descendentes naturais de Adão." (P.
383)
No entanto, livros e artigos escritos nos últimos anos que lidam
com a natureza de Cristo reconhecem que Cristo não era isento de
todo o processo hereditário, e assim eles selecionam certas partes
da natureza de Cristo, que foram herdadas e outros aspectos que
não foi afetado. Hoje é muito popular dizer que Jesus foi afetado,
mas não infectado pelo pecado. Hoje é moda dizer que Cristo
aceitou nossas fraquezas (fome, dor, tristeza, etc), mas não as
nossas tendências ao egoísmo, orgulho, ciúme, raiva e todos os
outros aspectos negativos de uma natureza caída. A linha inferior é
que Cristo tomou uma natureza parcialmente caída e parcialmente
intacta. Esta é atualmente a posição "oficial" em nossas faculdades
e universidades.
Perguntamos, quanto da natureza caída de Adão está condenada?
100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10%

Os tradicionais sempre defenderam que:


“Como qualquer filho de Adão,aceitou os resultados da operação
da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram
manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres.” O Desejado
de Todas as Nações, pág. 49
“Coberto nas vestimentas da humanidade, o Filho de Deus desceu
até o nível daqueles a quem veio salvar. NEle não houve engano
nem pecado. Sempre foi puro e sem contaminação.
Contudo, tomou sobre Si a nossa natureza pecaminosa. Vestiu a
Sua divindade com a humanidade, a fim de associar-Se com a
humanidade caída.” – Review and Herald, 15 de dezembro de 1896.
Em Cristo uniram-se o divino e o humano - o Criador e a criatura. A
natureza de Deus, cuja lei tinha sido transgredida, e a natureza de
Adão, o transgressor, encontraram-se em Jesus - o Filho de Deus e
o Filho do homem. (Exaltai-o pág. 346)
Ele tomou sobre Sua natureza sem pecado a nossa pecaminosa
natureza, para saber como socorrer os que são tentados. Medicina
e Salvação, pág. 181.
O não Adventista, Dr Harry Johnson, em seu livro A Humanidade do
Salvador, diz que a natureza humana caída é aquela com a qual
nascemos. E foi assumida pelo Filho de Deus na Encarnação. E que
a natureza humana corrompida ou pervertida é aquela que
passamos ter quando escolhemos pecar. A qual Cristo nunca teve
por ter um relacionamento contínuo com Deus. (p. 27)
Ele realmente se tornou nosso irmão mais velho e nosso parente
próximo. Esta é a posição que os adventistas criam e ensinavam até
a década de 1950, quando começamos a procurar maneiras de
escapar do rótulo de ser uma seita.
Houve uma ruptura ou alteração na hereditariedade entre Maria e
Jesus?
Se Deus operou por um sistema para que houvesse uma ruptura ou
alteração na hereditariedade entre Maria e Jesus, e se somente
assim alguém pudesse nascer sem condenação e pudesse viver sem
pecar, Deus poderia ter operado pelo mesmo sistema em todos os
descendentes de Adão, e não haveria necessidade de Cristo ter
morrido. Esta linha de pensamento coloca Deus como culpado.
O adventismo pré-1950 não concorda que houve uma ruptura ou
alteração na hereditariedade entre Maria e Jesus e que esta
hereditariedade não condena ninguém a segunda morte. O
adventismo era muito confortável.
Com a conclusão de que não houve interrupção na linha hereditária
de Cristo. Para a pergunta: "Será que Cristo recebe uma herança
normal de Maria?" a resposta Adventista sempre foi "Sim".

Tema 5. Que é essencial ou desnecessário?


Nós experimentamos muita discussão e debate sobre o tema da
humanidade de Cristo.
Muitos dizem:
É hora de se concentrar no essencial - revelando um espírito de
Cristo para as pessoas ao nosso redor. Os editores do Ministério da
Adventist Review pediram um fim ao debate sobre a natureza de
Cristo.
Em agosto de 1989, o Instituto de Pesquisa Bíblica da Conferência
Geral emitiu um apelo pela unidade da Igreja. Neste documento diz
o seguinte: "As igrejas do mundo nunca viu esses temas (natureza
de Cristo, a natureza do pecado) como essenciais para a salvação,
nem são para a missão da igreja remanescente... Não pode haver
unidade forte dentro igreja remanescente de Deus, desde que
esses pontos de vista vocalizar e agite-os tanto na América do
Norte como em divisões no exterior. Essas questões terão de ser
postas de lado e insistir com o nosso povo com questões
essenciais."
Muitos de nós gostaríamos de seguir este conselho. Nós também
estamos cansados do debate aparentemente interminável. É
desanimador testemunhar para o povo de Deus de um tema sobre
o qual havia unidade essencial para os primeiros cem anos de nossa
existência.
É um pouco irônico que os que fizeram tais recomendações dentro
do adventismo, usam métodos de comunicação (sermões, livros,
artigos, fitas), defendendo seus pontos de vista.
Ironia à parte, a pergunta diante de nós é simples. O assunto da
humanidade de Cristo deve ser colocado de lado em prol da
unidade? É o tema "essencial" para a missão da igreja
remanescente? Na verdade, o sucesso ou fracasso do cristianismo
em si está diretamente ligado a este assunto.
A questão da humanidade de Cristo é significativa por dois aspectos
vitais da obra redentora de Cristo. A primeira é se a morte de Cristo
poderia funcionar como um sacrifício substitutivo pelos pecados
dos homens. O segundo aspecto tem a ver com a relação de sua
vida à minha vida diária. Cristo não só como nosso substituto, mas
como nosso exemplo.
Cristo enfrenta o desafio de Satanás?
Quando Jesus veio a Terra, sua tarefa mais importante era revelar o
caráter de Deus aos seres caídos e não caídos.
“No início do grande conflito, declarara Satanás que a lei divina
não podia ser obedecida” DTN 761.
“Satanás, o anjo caído, declarara que nenhum homem podia
guardar a lei de Deus depois da desobediência de Adão.” ME v 3 p
136.
“A fim de provar a falsidade dessa alegação, Cristo deixou Seu
elevado comando, tomou sobre Si a natureza do homem e veio à
Terra para colocar-Se à testa da raça caída, com o objetivo de
demonstrar que a humanidade poderia enfrentar as tentações de
Satanás.” Olhando Para o Alto, pág. 166.
“Para os anjos e os mundos não caídos, o brado: "Está consumado"
teve profunda significação. Fora em seu benefício, bem como no
nosso, que se operara a grande obra da redenção.” DTN 758.
“Que alegria entre os anjos! Todo o Céu triunfou na vitória do
Salvador. Satanás foi derrotado, e sabia que seu reino estava
perdido.” DTN 758.
"Satanás declarou que era impossível para os filhos e filhas de Adão
para guardar a lei de Deus e, portanto, em Deus havia falta de
sabedoria e amor. Se eles não podiam guardar a lei, então a culpa
era do Legislador. Os homens que estão sob o controle de Satanás
repete essas mesma acusações contra Deus, ao afirmar que não
podem guardar a lei de Deus. Jesus humilhou-se, vestiu Sua
divindade com a humanidade, a fim de ficar como o cabeça e
representante da a família humana, e tanto por preceito e exemplo
condenar o pecado na carne, e desmentir acusações de Satanás."
Signs of the Times, 16 de janeiro de 1896
Deve-se notar que Jesus se humilhou voluntariamente para o nível
onde ele poderia refutar as acusações de Satanás.
“Satanás alegava ser impossível para os seres humanos guardarem
a lei de Deus. A fim de provar a falsidade dessa alegação, Cristo
deixou Seu elevado comando, tomou sobre Si a natureza do
homem e veio a Terra para colocar-Se à cabeça da raça caída, com
o objetivo de demonstrar que a humanidade poderia enfrentar as
tentações de Satanás. Ele tornou-Se a Cabeça da humanidade para
ser assaltado com tentações em todos os pontos em que a caída
natureza humana seria tentada, para que pudesse saber como
socorrer a todos que são tentados.” Olhando Para Alto 166.
Observe novamente que acusação de Satanás se relaciona com os
seres humanos neste mundo de pecado. Parte da missão de Cristo
consistiu em "revelar ao universo celestial, a Satanás e a todos os
filhos caídos e filhas de Adão que através de Sua graça a
humanidade pode guardar a lei de Deus.
" Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica
justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor.
As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter."
(DTN 26)
Se Jesus tivesse a natureza caída do homem, apenas parcialmente,
teria refutado as acusações de Satanás? Teria provado que os filhos
e filhas de Adão podem realmente guardar a lei de Deus e viver
sem pecado? Seria perfeito exemplo para os filhos e filhas de
Adão?
A natureza decaída de Cristo era essencial para sua missão de
refutar acusações de Satanás.
“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo
chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela
escada houvesse deixado de chegar a Terra, por um único degrau
que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco
onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que,
revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. O
Desejado de Todas as Nações, pág. 311.
Conseguirá o homem obedecer a Lei de Deus perfeitamente?
Apocalipse 14:5 descreve a última geração, com estas palavras:
“Eles nunca mentiram, nem cometeram nenhuma falta.”
Aqueles que ensinam que Cristo tomou uma natureza superior ao
humano chega á conclusão lógica de que é impossível para o resto
da humanidade obedecer á lei do Senhor perfeitamente nesta vida.
Nesse caso, o cumprimento de Apocalipse 14:5 é irreal.
“Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o
estado de inocência no qual Adão viveu antes de sua transgressão.
Signs of the Times, 23 de julho de 1902.

De todos é requerido perfeição moral. Nunca devemos abaixar a


norma de justiça com o fim de acomodar à prática do mal,
tendências herdadas ou cultivadas. Precisamos compreender que
imperfeição de caráter é pecado. Todos os justos atributos de
caráter habitam em Deus como um todo perfeito e harmonioso, e
todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o
privilégio de possuir estes atributos. (Parábola de Jesus pág. 330).
Tende em mente que a vitória e a obediência de Cristo são as de
um verdadeiro ser humano. Em nossas conclusões, cometemos
muitos erros devido a nossas idéias errôneas acerca da natureza
humana de nosso Senhor. Quando atribuímos a Sua natureza
humana um poder que não é possível que o homem tenha em seus
conflitos com Satanás, destruímos a inteireza de Sua humanidade.
(Mensagens Escolhidas, v 3 pág. 139)

Gilvan Carvalho às 10:04

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