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A LEI DA MENTE

1. Em primeiro lugar consideremos o fato de que o


funcionamento da mente, em certo sentido, tem a ver com o
que introduzimos nela e com o que ocupamos o nosso
pensamento.
 Em certo sentido, a mente funciona semelhantemente a um
computador. O computador tem um banco de memórias que
armazena tudo aquilo que colocamos ali, e também só nos
fornece o que foi previamente colocado.
 O mesmo se dá com a nossa mente. Ela nos serve com as
informações que previamente recebeu. Se essas informações
são valiosas, corretas, edificantes, será isso que ela nos
devolverá. Entretanto, ela nos servirá com informações sem
valor, incorretas e não edificantes se foram estas com as quais
ela foi ocupada.
 É importante, portanto, que sejamos cuidadosos na seleção
daquilo que permitimos introduzir-se em nossa mente, e, como
é impossível que em meio a muitas coisas boas não se introduza
algumas coisas ruins, é importante nos vigiarmos quanto àquilo
para o quê desviamos o nosso pensamento. O em quê
exercitamos nosso pensamento também introduz informações
em nossa mente.
2. Em segundo lugar, consideremos alguns fatores que nos
impedem de manter a nossa mente concentrada apenas
naquilo que é bom.
a) Três são estes fatores:
1) A Mídia – A mídia talvez seja a influência mais forte que a
mente enfrenta. Por mídia queremos dizer cinema, revistas,
músicas... mas principalmente a televisão. Por que a televisão?
Porque ela está presente de uma maneira mais forte e mais
abundante em nossa vida.
2) A mídia tem uma capacidade muito grande de gravar em nossa
mente imagens, pensamentos e valores que às vezes marcam
profundamente e permanentemente o nosso espírito. Ela tem a
capacidade de ser um canal de bênção, mas também de ser um
canal de maldição. Tudo dependerá do cuidado e da disciplina
com que selecionamos aquilo que permitiremos que, através
dela seja introduzido em nossa mente.
3) A maior parte é lixo. Até mesmo naquilo que é aparentemente
bom, ou neutro, quase sempre há lixo misturado.
b) Os nossos pensamentos interiores – Dependendo do em quê, ou
com o quê ocupamos os nossos pensamentos, podemos
acumular coisas edificantes ou lixo em nossa mente.
 Se nos disciplinarmos a nutrir pensamentos retos, mesmo que
algo ruim penetre em nossa mente, poderemos anulá-lo. Por
outro lado, se permitirmos à nossa mente divagar em
pensamentos errôneos, poderemos destruir aquilo de positivo
que porventura queira entrar.
 Precisamos estar alertas a essas três vias que nos podem
abençoar ou nos prejudicar, e usá-las apenas para o bem. Nossa
habilidade em administrá-las é que fará a diferença.
 Se enchermos a nossa mente de imagens e pensamentos
lascivos (sensuais), dela só sairão pensamentos lascivos. Se
nela introduzirmos só pensamentos materialistas, será isso que
virá dela. Se nossa mente é cheia de orgulho, nossos
pensamentos também o serão. Se alimentarmos o nosso espírito
com sentimentos de vingança, de ressentimento, de
imoralidade, com pensamentos autodestrutivos, com atitudes
de derrota, com falta de esperança, raiva e medo, esse é o
produto que colheremos dela.
 Todavia, se introduzirmos nela pensamentos espirituais,
pensamentos de paz, de amor, de ânimo e de perdão, será isso
que colheremos.
 É claro que esse equilíbrio nunca é tudo ou nada. Até mesmo a
pior pessoa do mundo, vez por outra tem um bom pensamento.
E a mais espiritual também tem pensamentos pecaminosos.
Mas qual é a proporção?
 É impossível evitar todas as más influências do mundo. Elas
estão em todo lugar. Você as vê num outdoor, numa revista
respeitável, num telejornal. Você passa e vê, ouve, e por aí vai.
O diabo faz de tudo para que sempre estejamos cercados de
influência negativas, especialmente aquelas às quais somos
mais susceptíveis. Por isso precisamos contrabalançá-las com
influências positivas.
3. Em terceiro lugar, consideremos sobre como vamos preservar
ao máximo a nossa mente.
 O que fazer?
 De maneira resumida, o que fazer já foi dito: Temos que, se
quisermos manter uma certa pureza da mente, fazer uma
seleção cuidadosa daquilo que permitimos introduzir-se nela e
daquilo com o quê ocupamos os nossos pensamentos.
 Em romanos 12.1-2 lemos: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela
compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto
racional. E não vos conformeis com este mundo, mas
transformai-vos pela renovação do vosso entendimento [ou da
vossa mente], para que experimenteis qual seja a boa, agradável
e perfeita vontade de Deus.”
 Mas como é que vamos renovar a nossa mente? Uma das
maneiras é fechando-a às influências negativas e abrindo-a às
positivas.
 Suponhamos, por exemplo, que você encontre dificuldades em
controlar seus pensamentos lascivos. Quando você menos
espera, está tendo problemas com isso. A primeira coisa a fazer
(depois de arrepender-se, orar e firmar um compromisso com
Deus) é identificar qual a razão de isso ter se tornado um
problema. Em geral a razão está no fato de o indivíduo permitir
a entrada do erótico em seu “computador humano”. E, se foi
isso que entrou, é isso que vai sair, ou vai lhe ser servido.
 Uma dos fatores que enche a nossa mente de imagens sensuais
é a televisão. Os filmes estão cheios de imagens sensuais; as
novelas também; os programas de auditório também; as
propagandas também; os programas jornalísticos às vezes
também as têm; e até os programas infantis. (falar sobre a
mensagem subliminar)
 O agravamento do problema pode estar então no fato de que
estamos nos detendo tempo demais à frente da TV, permitido
que essas imagens encham a nossa mente. E, se entra lixo, lixo
é o de quê somos servidos.
 Há outros fatores, como o que lemos, o que vemos, aquilo que
se nos apresenta via Internet, mas penso que em nosso
contexto, esse é o principal fator.
 Se a pessoa não se disciplinar nessa questão, e não passar a se
vigiar e a renunciar alguns hábitos, não fechar a sua mente para
essa influências negativas, ela pode até não desejar, mas não
terá como evitar os maus pensamentos. Encontra-se sob um
cativeiro espiritual do qual terá que se libertar antes que
sucumba completamente.
 Esse é só um exemplo, mas em qualquer caso o mesmo
princípio se aplica. A nossa dificuldade é o materialismo?
Precisamos vigiar para ver o que está entrando em nossa mente
e que esta ajudando a alimentar isso, e não permitirmos mais.
A nossa dificuldade é aquela irritação que nos leva sempre a
fazer tempestade em copo d’água? Vamos cortar os
pensamentos, as conversas com amigos, as atitudes que
alimentam em nossa mente essa irritabilidade.
 Será fácil? Não! Será muito difícil! É mais um caso que exigirá
muita disciplina de nossa parte. Mas, se quisermos manter a
nossa mente livre desses lixos que a contaminam e a tornam
impura, precisamos nos dedicar a essa disciplina.
 Depois disso, ou melhor, junto a isso, temos que abrir a nossa
mente às influência positivas. Se a deixarmos vazia, o lixo
encontrará uma maneira de penetrá-la.
 Precisamos nos dedicar mais à leitura da Bíblia e de bons
livros, boas revistas, conversar sobre coisas edificantes... e
manter os nossos pensamentos voltados para coisas boas.
Filipenses 4:8 diz: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que
é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há
alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.
 Essa é a lei da mente. Dela sai aquilo que permitimos entrar. Se
queremos que saiam coisas boas precisamos introduzir coisas
boas, e isso requer muita disciplina e muita vigilância.