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CURSO ON-LINE – DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS

PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL


PROFESSOR PEDRO IVO

AULA 04 – PROVA – PARTE III / BUSCA E APREENSÃO

Futuro (a) Aprovado (a)

Nossa aula de hoje se dividirá em 03 partes: Primeiramente, finalizaremos o


assunto “PROVA” e trataremos da busca e apreensão.
Posteriormente, devido à extensão do tema, apresentarei um resumo com os
principais tópicos abordados.
Por fim, apresentarei 50 exercícios comentados a fim de que você teste o
aprendizado e localize suas dúvidas.

Bons estudos!
*******************************************************************************************************

4.1 PROVA DOCUMENTAL

Segundo o Código de Processo Penal em seu artigo 232, “consideram-se


documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou
particulares”. Este conceito, porém, atualmente, vem sendo ampliado,
passando a ser considerado documento em sentido amplo (documento
“lato sensu”) tudo aquilo que é capaz de retratar uma situação.
O conceito de documento em sentido amplo vem sendo considerado o gênero
de duas espécies, quais sejam:

• INSTRUMENTO  Segundo o Professor Fernando Capez, são os


escritos confeccionados já com a finalidade de provar determinados
fatos. Pode ser público, quando constituído frente a autoridade
pública (Exemplo: Instrumento público de procuração), ou particular.
• DOCUMENTO STRICTO SENSU (EM SENTIDO ESTRITO)  É todo
o documento que não foi elaborado com a finalidade de tornar-se
prova em um processo. Sua utilização como instrumento probatório é
casual. Pode também ser público ou particular.

Do exposto, podemos esquematizar:

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DOCUMENTO EM
SENTIDO AMPLO

PAPEL, FILMAGEM, CD DE ÁUDIO, DVD COM VÍDEOS, ETC

DOCUMENTO EM INSTRUMENTO
SENTIDO ESTRITO

CRIADO NÃO ESPECIFICAMENTE CRIADO PARA SERVIR DE PROVA


PARA SER PROVA

PÚBLICO PARTICULAR PÚBLICO PARTICULAR

Carteira de Reportagem Procuração do réu Declaração firmada


Identidade. Jornalística para o advogado. por testemunha

4.1.1 MOMENTO DA APRESENTAÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL

Os documentos, regra geral, de acordo com o CPP, podem ser apresentados


em qualquer fase do processo, desde que, obviamente, não tenham sido
obtidos de maneira ilícita. Observe:

Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão


apresentar documentos em qualquer fase do processo.
Art. 233. As cartas particulares, interceptadas ou obtidas por
meios criminosos, não serão admitidas em juízo.

Entretanto, perceba que o artigo 231 é iniciado com a expressão “salvo os


casos expressos em lei”. Assim, fica claro que existem exceções para esta
regra. Uma delas encontra-se prevista no artigo 479 do CPP, e diz respeito
à apresentação de documentação ao Tribunal do Júri. Veja:

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Art. 479. Durante o julgamento não será permitida a leitura de


documento ou a exibição de objeto que não tiver sido juntado aos
autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis, dando-
se ciência à outra parte.

Segundo a doutrina, a produção de documentos pode ser espontânea,


quando a exibição, leitura ou juntada se faz pela parte no processo, ou
provocada, no caso previsto no artigo 234 do CPP:

Art. 234. Se o juiz tiver notícia da existência de documento


relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa,
providenciará, independentemente de requerimento de qualquer
das partes, para sua juntada aos autos, se possível.

4.1.2 A UTILIZAÇÃO DA CARTA ENVIADA CONTRA O REMETENTE

O CPP vem trazer expressamente a possibilidade de a carta enviada ser


utilizada como meio de prova. Observe:

Art. 233
[...]
Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo
respectivo destinatário, para a defesa de seu direito, ainda que
não haja consentimento do signatário.

Mas quando ela poderá ser usada em juízo? Em qualquer situação? E se


Tício envia uma carta para Mévio e Caio furta a carta, poderá ser utilizada
como prova? Vamos analisar os possíveis casos e responder a estes
questionamentos:

CASO 01  ENVIO DE CARTA CONFIDENCIAL DE MÉVIO PARA TÍCIO

CARTA CONFIDENCIAL

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CASO 02  ENVIO DE CARTA NÃO CONFIDENCIAL DE MÉVIO PARA


TÍCIO

CASO 03  ENVIO DE CARTA CONFIDENCIAL DE MÉVIO PARA TÍCIO


E ENTREGUE POR TÍCIO PARA CAIO

CARTA CONFIDENCIAL

CASO 04  ENVIO DE CARTA NÃO CONFIDENCIAL DE MÉVIO PARA


TÍCIO E ENTREGUE POR TÍCIO PARA CAIO:

CARTA CONFIDENCIAL

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4.2 INDÍCIOS

O conceito de indício é encontrado no artigo 239 do CPP nos seguintes termos:

Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e


provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução,
concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.

O professor Fernando Capez conceitua indício como ”toda circunstância


conhecida e provada, a partir da qual, mediante raciocínio lógico, pelo método
indutivo, obtém-se a conclusão sobre outro fato. A indução parte do particular
e chega ao geral. Assim, nos indícios, a partir de um fato conhecido, deflui-se
a existência do que se pretende provar.”

4.2.1 CONTRA-INDÍCIOS

Imagine que em um processo existe o indício de que Tício estava no local


do delito, pois foi encontrada sua carteira de identidade. Tício, buscando
evitar sua condenação, apresenta um álibi (Mévio) e este confirma que
estava com Tício naquele dia e hora. Neste caso, o acusado apresentou um
contra-indício buscando invalidar os indícios inicialmente colhidos.

4.2.2 PRESUNÇÕES

Não podemos confundir o conceito de presunção com indícios.


As presunções são estabelecidas pela própria lei e não decorrem de um
efeito lógico como nos indícios. Para exemplificar bem a diferença,
imaginemos que Mévio, maior, tem relações sexuais com Tícia de 13 anos.
Neste caso, há um indício ou uma presunção de crime contra a liberdade
sexual? Há uma presunção, pois a lei define que há crime,
independentemente do que for alegado por Tícia ou Mévio.
É importante ressaltar que as presunções podem ser relativas ou absolutas.
As dizemos relativas quando comportam prova em contrário e absolutas
quando terão que ser aceitas sem questionamentos. Exemplificando, a
inimputabilidade do menor de 18 anos é uma presunção ABSOLUTA,
diferentemente a do maior de 18 anos, por doença mental, por exemplo,
que é relativa, comportando prova em contrário.

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4.3 BUSCA E APREENSÃO

O vocábulo "busca" indica o ato ou o efeito de procurar algo que se pretende


encontrar.
A palavra "apreensão" designa o ato ou o efeito de segurar, agarrar, pegar,
prender, apropriar judicialmente de alguma coisa ou pessoa.
Destarte, a busca e apreensão pode ser inicialmente conceituada como uma
providência jurídica de procura de coisas ou pessoas a serem apropriadas em
virtude de ordem emanada de algum órgão jurisdicional.
Nas palavras de GARRIDO DE PAULA, “a busca e apreensão consiste no
assenhoramento de coisa ou pessoa a ser encontrada, em razão de pedido
formulado por quem tenha interesse em ter materialmente a coisa ou estar
com a pessoa sob sua companhia e guarda.”
THEODORO JÚNIOR afirma que a busca sempre vem ligada ao seu
complemento que é a apreensão da coisa buscada, de modo que não existe
separação ou autonomia entre os dois atos, os quais se fundem em uma única
medida jurisdicional. Porém, em cima das lições de ROMEU BARROS, MARCOS
DESTEFENNI sustenta que a busca e a apreensão envolvem duas providências
distintas porque nem sempre o objeto procurado é encontrado para apreensão
ou mesmo porque a apreensão pode ocorrer sem ser precedida da diligência de
busca.
Seja como for, é certo que a legislação brasileira não prevê a busca separada
da apreensão. Embora distintas e realizadas de modo isolado, ambas ostentam
uma nítida relação de complementaridade porque a busca visa à apreensão e
normalmente a apreensão só é consumada porque antes se buscou com êxito
a coisa ou a pessoa objeto da medida jurisdicional. Aliás, o próprio OVÍDIO
BAPTISTA admite que o conceito de busca e apreensão sofreu uma espécie de
fusão semântica para formar um conceito unitário, tal qual ocorreu com a
expressão perdas e danos, que hoje simboliza a concepção de uma realidade
jurídica especial.

4.3.1 BUSCA E APREENSÃO DOMICILIAR

Uma das primeiras coisas que tomamos conhecimento em direito


constitucional é que a casa é o asilo inviolável do indivíduo. Assim,
aprendemos que a Carta Magna defere que a regra dentro do nosso país é a
inviolabilidade do domicílio, podendo ser violado somente mediante
mandado judicial, desde que durante o dia, ou em situações excepcionais, à
noite (flagrante delito, desastre e prestar socorro). Tal regramento é
apresentado nos seguintes termos:

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Art. 5º[...]
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo
penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de
flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante
o dia, por determinação judicial;

Mas qual a verdadeira amplitude do conceito “casa”? Segundo Manoel


Gonçalves Ferreira Filho, “É todo local, delimitado e separado, que alguém
ocupa com direito exclusivo e próprio, a qualquer título. O ponto essencial
da caracterização está na exclusividade em relação ao público em geral.
Assim, é inviolável como domicílio tanto a moradia quanto o
estabelecimento de trabalho, desde que este não esteja aberto a qualquer
um do povo, como um bar ou restaurante.”
Assim, vamos verificar alguns casos:

É INVIOLÁVEL?

ESTABELECIMENTO SIM NÃO OBSERVAÇÕES

VEÍCULOS Abrange também:


-ônibus de passageiros.

BOLÉIA DO CAMINHÃO - Não tem aplicabilidade no


VIAGEM PROLONGADA caso de blitz.

HOTEL / MOTEL STF – RHC 90.376 (Abaixo


reproduzido)

TRAILERS

BARRACA DE CAMPING

REPARTIÇOES PÚLICAS -Deve ser feita uma


requisição, se desatendida
será cabível a ação de busca
e apreensão.

BAR OU MERCADO

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ESCRITÓRIO EM UM
SUPERMERCADO

Por fim, observe o elucidativo julgado:

STF - RECURSO EM HABEAS CORPUS: RHC 90376 RJ


Para os fins da proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI,
da Constituição da República, o conceito normativo de "casa"
revela-se abrangente e, por estender-se a qualquer aposento de
habitação coletiva, desde que ocupado (CP, art. 150, § 4º, II),
compreende, observada essa específica limitação espacial, os
quartos de hotel. Doutrina. Precedentes

Sem que ocorra qualquer das situações excepcionais


taxativamente previstas no texto constitucional (art. 5º, XI),
nenhum agente público poderá, contra a vontade de quem de
direito ("invito domino"), ingressar, durante o dia, sem mandado
judicial, em aposento ocupado de habitação coletiva, sob pena
de a prova resultante dessa diligência de busca e apreensão
reputar-se inadmissível, porque impregnada de ilicitude
originária. Doutrina. Precedentes (STF).

4.3.1.1 RESTRIÇÃO AO HORÁRIO

As buscas e apreensões, via de regra, só podem ser realizadas durante o


dia, conforme deixa claro o texto constitucional. Mas e se houver
consentimento do morador para que seja realizada no período noturno?
Neste caso, não há problema. Assim, se cair na sua prova que a busca e
apreensão NUNCA poderá ser realizada no período noturno, você dirá
que a resposta estááááá... INCORRETA, pois existe tal possibilidade
quando do consentimento do morador.
Mas o que quer realmente dizer a palavra DIA?
Existe grande divergência doutrinária e jurisprudencial. Até pouco
tempo, a fim de suprir esta lacuna, era empregado o conceito da lei
8.952/94 que dizia ser dia o período compreendido das 06 às 20 horas.

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Entretanto, esta interpretação vem sendo superada e PARA SUA PROVA


deve ser utilizado o conceito do STF que define a expressão dia como o
período compreendido entre a aurora e o crepúsculo.

4.3.1.2 NECESSIDADE DE ORDEM JUDICIAL

Art. 241. Quando a própria autoridade policial ou judiciária não a


realizar pessoalmente, a busca domiciliar deverá ser precedida da
expedição de mandado.

Já vimos que, regra geral, para que possa ser realizada uma busca e
apreensão há necessidade de mandado judicial.
O que não estudamos é que esta ordem judicial, quando tratar de busca
e apreensão domiciliar, sempre deve conter as chamadas “fundadas
razões” que autorizam a ação.
Essas fundadas razões são consideradas aquelas externadas por meio da
motivação concreta quanto à ocorrência e amparadas por indícios
convincentes com relação à necessidade da medida.
Para ficar mais claro, imaginemos que uma busca e apreensão foi
realizada e, nesta ação, foi obtida uma prova. Ao ser verificado o
despacho do juiz concedendo a ordem, lá constava simplesmente:
“expedir mandado de busca e apreensão”. Pergunto: Esta prova será
aceita no processo?
A resposta é negativa, pois não foi demonstrada pela autoridade as
razões para que a medida fosse considerada necessária. Logo, sem as
fundadas razões, é considerada medida incabível e, consequentemente,
macula a prova. Neste sentido se pronunciou recentemente o STJ:

Ausente qualquer fundamentação na decisão que


decretou a busca e a apreensão, determinando-se
simplesmente a "expedição do mandado solicitado", é
de se reconhecer a ilicitude da prova produzida com a
medida (STJ, HC 51.586/PE, 05.05.2008).

O mandado de busca e apreensão deverá cumprir os requisitos definidos


no CPP:

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Art. 243. O mandado de busca deverá:


I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será
realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou
morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa
que terá de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem;
II - mencionar o motivo e os fins da diligência;
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade
que o fizer expedir.
§ 1o Se houver ordem de prisão, constará do próprio texto do
mandado de busca.

4.3.1.3 CABIMENTO DA MEDIDA

O Código de Processo Penal trouxe em seu texto as hipóteses de


cabimento da busca e apreensão domiciliar. São elas:

1. Prender criminosos;
2. Apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
3. Apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e
objetos falsificados ou contrafeitos;
4. Apreender armas e munições, instrumentos utilizados na
prática de crime ou destinados a fim delituoso;
5. Descobrir objetos necessários à prova de infração ou à
defesa do réu;
6. Apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou
em seu poder, quando haja suspeita de que o conhecimento
do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato;
7. Apreender pessoas vítimas de crimes;
8. Colher qualquer elemento de convicção.

O CPP traz uma restrição para a execução de mandados de busca e apreensão


que se refere aos documentos que estiverem de posse do defensor do
acusado. Tal regra só poderá ser excepcionada se o objeto da apreensão
constituir elemento do corpo de delito. Veja:

Art. 243
[...]

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§ 2o Não será permitida a apreensão de documento em poder


do defensor do acusado, salvo quando constituir elemento do
corpo de delito.

4.3.1.4 PROCEDIMENTOS PARA A VIOLAÇÃO DO DOMICÍLIO

Segundo o CPP, comparecendo a autoridade ou seus agentes ao local da


busca, deverá declarar sua condição bem como o objetivo da diligência.
Seria algo do tipo:

“Boa tarde, sou Policial, estou aqui com um mandado de


busca e apreensão que determina a apreensão de todos
os livros de contabilidade da empresa. Você pode
entregá-los para mim, por favor?”

Art. 245. As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o


morador consentir que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na
casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a
quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta.

§ 1o Se a própria autoridade der a busca, declarará previamente sua


qualidade e o objeto da diligência.[...]

§ 5o Se é determinada a pessoa ou coisa que se vai procurar, o morador


será intimado a mostrá-la

Em caso de desobediência, autoriza o Código de Processo Penal (art.


245, § 2°) o ingresso forçado na casa. Se for necessário, inclusive
poderá ser arrombada a porta.

“Olha, meu amigo, paciência tem limite... Não vai abrir?


OK...PESSOAL...VAMOS ARROMBAR!!! Aêêêêêêêêêêê!!!!
BOOOOMM!!!! (Este é o barulho da porta abrindo, ou
melhor, caindo!!!)”

§ 2o Em caso de desobediência, será arrombada a porta e forçada a


entrada.

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Uma vez ingressando na casa, pode acontecer que haja a recalcitrância


do morador em permitir que seja vasculhado o ambiente pelos
executores da busca. Nesse caso, quando o morador tenta impedir as
buscas, será possível o emprego da força com vistas ao cumprimento da
diligência.

“O senhor poderia, por favor, abrir os cadeados e sair da


frente deste armário? O quê??? Não posso procurar
nada? Não vai abrir os cadeados do armário? Sem
problemas...Policiais...Podem usar a força!!!”.

§ 3o Recalcitrando o morador, será permitido o emprego de força contra


coisas existentes no interior da casa, para o descobrimento do que se
procura.

Mas digamos que o morador esteja ausente. Terá a autoridade que


esperar ele chegar?

“O que? Esperar? Tá brincando... Não conhece o CPP?


Vamos arrombar logo esta porta e, caso possível, chamar
o vizinho para assistir a diligência!!!”

É possível, nesse caso, o arrombamento de portas e emprego de


violência contra coisas (armários, gavetas etc.) com vistas à
concretização da busca.

§ 4o Observar-se-á o disposto nos §§ 2o e 3o, quando ausentes os


moradores, devendo, neste caso, ser intimado a assistir à diligência
qualquer vizinho, se houver e estiver presente

Por cautela, determina o Código de Processo Penal que, se possível, um


vizinho seja intimado a acompanhar a diligência, o qual, salvo motivo
justo, não poderá se recusar, já que a intimação para assistir ao ato
configura ordem legal. Ao fim da diligência será lavrado auto
circunstanciado que deverá ser assinado por duas testemunhas.

§ 7o Finda a diligência, os executores lavrarão auto circunstanciado,


assinando-o com duas testemunhas presenciais, sem prejuízo do disposto
no § 4o.

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4.3.2 BUSCA PESSOAL

É o tipo de busca realizada diretamente na pessoa, em suas roupas ou


objetos que tenha consigo. Diferentemente do que verificamos na busca
domiciliar, aqui não será necessário fundadas razões, bastando apenas
fundadas suspeitas de que o indivíduo esteja portando algo proibido.
Observe:

Art. 241
[...]
§ 2o Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada
suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos
mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior.

A busca pessoal, regra geral, dependerá de mandado, sendo esta


necessidade excepcionada nas hipóteses previstas no artigo 244 do Código:

Art. 244. A busca pessoal independerá de mandado, no caso de


prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa
esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que
constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada
no curso de busca domiciliar.

Finalizando, vale citar importante regra prevista no artigo 249, segundo a


qual a busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar
retardamento ou prejuízo da diligência. Veja:

Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não
importar retardamento ou prejuízo da diligência.

4.3.3 BUSCA EM TERRITÓRIO PERTENCENTE A OUTRA JURISDIÇÃO

Regra geral, segundo o preceituado no CPP, a busca deve ser realizada


pelas autoridades no território de sua própria jurisdição.
Não obstante, o art. 250 do CPP possibilita que a autoridade ou os seus
agentes penetrem no território de jurisdição distinta quando estiverem em
atitude de seguimento de pessoa ou coisa. Nesse caso, exige a lei, por
cautela, que, antes ou depois de realizada a apreensão, apresentem-se os
executores à autoridade competente do local.

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Art. 250. A autoridade ou seus agentes poderão penetrar no


território de jurisdição alheia, ainda que de outro Estado, quando,
para o fim de apreensão, forem no seguimento de pessoa ou
coisa, devendo apresentar-se à competente autoridade local,
antes da diligência ou após, conforme a urgência desta.
§ 1o Entender-se-á que a autoridade ou seus agentes vão em
seguimento da pessoa ou coisa, quando:
a) tendo conhecimento direto de sua remoção ou transporte, a
seguirem sem interrupção, embora depois a percam de vista;
b) ainda que não a tenham avistado, mas sabendo, por
informações fidedignas ou circunstâncias indiciárias, que está
sendo removida ou transportada em determinada direção, forem
ao seu encalço.
§ 2o Se as autoridades locais tiverem fundadas razões para
duvidar da legitimidade das pessoas que, nas referidas
diligências, entrarem pelos seus distritos, ou da legalidade dos
mandados que apresentarem, poderão exigir as provas dessa
legitimidade, mas de modo que não se frustre a diligência.

******************************************************************************

Agora, antes dos exercícios, passemos a uma análise dos


principais pontos tratados no que diz respeito a prova. Trata-se
de um resumo a fim de que você relembre pontos importantes e
esteja preparado para resolver as 50 questões.

***************************************************************

PROVA

1. Prova: é o conjunto de elementos que serão apresentados pelas partes


a fim de convencer o Magistrado quanto a fatos, atos e circunstâncias
2. Objeto da prova: são fatos no processo penal que precisam ser
provados por gerarem dúvida ao Juiz.
3. Não necessitam de provas:
a) Fatos axiomáticos: São aqueles em que pesam certeza absoluta,
inquestionável. São os fatos evidentes, intuitivos sob os quais não recaem
questionamentos. Exemplo: um ciclista é atropelado e seu corpo é divido em

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pedaços. Dispensa-se o exame cadavérico interno, pois a causa da morte é
evidente.
b) Fatos intuitivos: São os fatos que encontram embasamento no
conhecimento que faz parte da cultura de uma sociedade. Exemplo: em um
processo contra a honra do Presidente, ninguém precisa provar em juízo que ele
é o Chefe do Executivo Federal.
c) Presunções legais: São juízos de certeza que decorrem da própria lei e que
se classificam em:
I) Absolutas (jure et de jure): Não aceita prova em contrário. Exemplo:
inimputabilidade do menor de 18 anos.
II) Relativas (jure tantum): É cabível prova em contrário. Opera-se a
inversão do ônus probatório. Exemplo: a imputabilidade do maior de 18 anos
pode ser questionada no caso de doença mental.
d) Inúteis: São os que não possuem pertinência/relevância com a causa.
Exemplo: o time do sujeito acusado de roubo.
4. Fatos incontroversos: São aqueles sobre os quais não houve
contestação ou admitidos expressamente pela outra parte.
5. Como o processo penal visa a verdade real, não estão dispensados de
prova.
6. Para que seja aceita a prova deve ser:
a) Admissível;
b) Pertinente;
c) Concludente;
d) Possível.
7. O juiz não poderá indeferir pedido de exame de corpo de delito. (art.
184)
8. Classificação das provas:
a) Quanto ao objeto:
I) Diretas: são aquelas que por si só e com certeza demonstram um fato
controvertido (Ex: testemunha que presenciou o fato).
II) Indiretas: são aquelas que exigem um raciocínio lógico para que se
deduza determinada circunstância. A prova não encontra ligação direta com o
fato, mas mediatamente permite conclusões. (Ex: álibi).
b) Quanto ao efeito ou valor:
I) Plenas: são provas em que pesam um alto grau de certeza podendo ser
utilizadas como elemento principal de convencimento do Magistrado (Ex:
prova documental).
II) Não Plenas: servem para reforçar o convencimento do magistrado, não
podendo funcionar como elemento principal de convicção (Ex: indícios).
c) Quanto ao sujeito:

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I) Reais: são aquelas que não resultam, diretamente, de pessoas e sim de
eventos externos (Ex: arma do crime).
II) Pessoais: são aquelas obtidas através de PESSOAS (Ex: testemunha).
d) Quanto à forma ou aparência:
I) Testemunhal;
II) Documental;
III) Material;
9. Princípios da prova:
a) Princípio da comunhão ou aquisição: a prova não pertence à parte que a
gerou. Uma vez produzida, passa a integrar o processo podendo ser utilizada por
qualquer dos intervenientes, seja o juiz, sejam as demais partes.
b) Princípio da auto-responsabilidade das partes: em um processo não há
OBRIGAÇÃO das partes em produzir provas, mas sim o direito à ampla defesa e
ao contraditório. Desta forma as partes assumem as conseqüências por sua
inércia, negligência, erro ou inatividade.
c) Princípio do contraditório: toda prova produzida por uma das partes
admite a produção de uma contraprova. Não há no processo penal provas
“secretas”.
d) Princípio da não auto-incriminação (nemo tenetur se detegere):
Ninguém será obrigado a produzir prova contra si.
e) Princípio da oralidade: como forma de celerizar o processo penal busca-se
a utilização do procedimento oral em substituição ao escrito. Deste princípio
decorrem outros dois:
I) Princípio da concentração: deve-se, sempre que possível, concentrar
a produção de provas na audiência. Tal princípio restou-se fortalecido com o
advento da lei nº. 11.719/08 e as novas regras atribuídas ao procedimento
comum, ordinário e sumário.
II) Princípio da publicidade: primando-se pela oralidade garante-se de
uma forma mais ampla a aplicação da publicidade tendo em vista que o
cidadão terá acesso à produção de provas no momento em que elas surgirão
(audiência).
10. Sistemas de apreciação das provas:
a) Sistema legal, tarifado ou formal: caracteriza-se pelo fato de a lei impor
ao juiz estrito acatamento a determinadas regras preestabelecidas, não
conferindo qualquer margem de liberdade ao magistrado. Este sistema vigora
como exceção no Brasil.
b) Sistema da íntima convicção ou certeza moral: em oposição ao sistema
legal, é caracterizado por conferir uma total margem de liberdade ao juiz na
apreciação das provas, não estando o magistrado submetido a qualquer regra.
c) Sistema do livre convencimento ou verdade real: É um equilíbrio entre
os dois sistemas acima mencionados, ou seja, neste sistema o Juiz forma seu
convencimento através da livre apreciação da prova, mas deve fundamentar sua
decisão. Tal sistema foi acolhido pelo Código de Processo Penal (art. 155). Duas

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conseqüências surgem a partir da adoção do sistema do livre convencimento pelo
ordenamento jurídico brasileiro:
I) Inexistência de limitação com relação aos meios de prova: o CPP
não cria uma lista taxativa de provas. Isto significa que sendo lícitas e
legítimas poderão ser admitidas.
II) Inexistência de hierarquia  quanto à valoração das provas não
existe um valor prefixado.
11. O juiz não pode fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não
repetíveis e antecipadas. Essa ressalva refere-se provas que se aguardarem o início
da ação penal estão passíveis de perecimento.
12. É possível a utilização de declarações de testemunhas colhidas na fase do
inquérito policial sem observância do contraditório, desde que verificado que a
condenação se baseia, outrossim, em depoimentos de testemunhas colhidos em
juízo, sob o crivo contraditório. (STF, HC 68.010/MS, DJ 22.04.2008)
13. Ônus da prova (art. 156): A prova da alegação incumbirá a quem a
fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício:
a) Ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de
provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade,
adequação e proporcionalidade da medida
b) Determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização
de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante
14. Provas ilegais: são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por
meios ilícitos (CF/88, art. 5º, LVI).
15. Por força do princípio da proporcionalidade a prova ilícita poderá ser
admitida em favor do réu. Assim, a prova ilícita não serve para condenar,
mas pode ser utilizada para absolver.
16. A constituição, quando utiliza a expressão “provas obtidas por meios
ilícitos”, trata do gênero provas ilegais que pode ser subdividido nas
seguintes espécies: ilícitas, ilegítimas e ilícitas por derivação.
17. Provas ilícitas: são as obtidas em violação a normas constitucionais
ou legais (art. 157). Exemplo: interceptação telefônica obtida sem
autorização judicial,
18. Provas ilegítimas: são as que afrontam direito processual. Exemplo:
Perícia realizada por apenas um perito NÃO-OFICIAL.
19. Provas ilícitas por derivação - teoria da árvore dos frutos
envenenados (“fruits of the poisonous tree”): Provas lícitas em sua
essência, mas que trazem em seu bojo uma contaminação advinda de prova
ilícita produzida anteriormente. Exemplo: apresentação de testemunha
obtida com base em interceptação telefônica realizada sem as formalidades
legais.
20. Prova emprestada: é caracterizada pela utilização de uma prova
produzida em determinado processo em outro.

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21. É admitida utilização de prova emprestada em processo penal, desde


que sobre ela ambas as partes sejam cientificadas, a fim de que possam
exercer o contraditório. (STF, HC 95186/SP, 26.5.2009).
22. EXAME DO CORPO DE DELITO (arts 158 a 184).
23. Conceito: é o procedimento através do qual a perícia busca
informações relacionadas ao delito efetuando a análise do corpo de delito.
Classifica-se em:
a) Direto: quando o exame é realizado diretamente no corpo de delito
b) Indireto:  advém de um raciocínio lógico, indutivo através de informações
colhidas com o ofendido ou com testemunhas.
24. Corpo de delito: é o próprio fato criminal, sobre cuja análise é
realizada a perícia criminal a fim de determinar fatores como autoria,
temporalidade, extensão de danos, etc.
25. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de
corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do
acusado (art. 158).
26. Em caso de lesões corporais a falta de exame complementar poderá ser
suprida pela prova testemunhal. (art. 168, § 3o )
27. Competência: o exame de corpo de delito e outras perícias serão
realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior (art.
159).
28. Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas
idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área
específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a
natureza do exame. (art. 159, § 1o).
29. Após a realização das perícias, os peritos deverão elaborar laudos no
prazo máximo de dez dias, sendo possível a prorrogação.
30. Divergência entre os peritos: o juiz nomeará um terceiro; se este
divergir de ambos, a autoridade poderá mandar proceder a novo exame por
outros peritos. (art. 180);
31. Não-vinculação do magistrado: O código de processo penal adotou
o chamado sistema liberatório de apreciação da prova pericial no qual o Juiz
não é obrigado a aceitar o que foi atestado pelo perito. Tal sistema opõe-se
ao chamado sistema vinculatório.
32. Momento da perícia: qualquer dia e hora, sem restrições quanto a
feriados, domingos, período noturno, etc.
33. Exceção: a autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito,
salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa
ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto.
34. Autópsia (art. 162): é o exame interno do cadáver. Pode ser
dispensada nas seguintes situações:
a) Morte violenta sem que haja infração penal a ser apurada.

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b) Quando, mesmo havendo infração a ser apurada, as lesões externas


permitam determinar a causa da morte. Ex: Decaptação.
35. Exumação (art. 163): é o ato de retirar o cadáver da sepultura.
Exige-se autorização judicial e demonstração de justa causa.
36. Lesões corporais graves pela incapacidade para as ocupações
habituais por mais de trinta dias (art. 168, § 2º): logo após o término
do prazo deverá ser realizado exame complementar visando atestar que a
vítima ficou, efetivamente, incapacitada no período.
37. Exame por precatória: a nomeação dos peritos far-se-á no juízo
deprecado (aquele que recebe a carta precatória).
38. Exceção: no caso de ação penal privada, havendo acordo das partes,
essa nomeação poderá ser feita pelo juiz deprecante.
39. INTERROGATÓRIO DO RÉU (arts. 185 a 196).
40. Conceito: é o ato judicial no qual o juiz ouve o acusado sobre a
imputação contra ele formulada. É ato privativo do Magistrado e
personalíssimo do acusado.
41. Natureza Jurídica: o interrogatório é concomitantemente meio de
prova e meio de defesa, pois enquanto o acusado se defende, não deixa de
ministrar ao Juiz elementos úteis à apuração da verdade, seja pelo confronto
com provas existentes, seja por circunstâncias e particularidades das
próprias declarações que presta. ( STJ, HC 42.780/PR, DJ 12.02.2007)
42. Características:
a) Oralidade: como regra o interrogatório deverá ser realizado através de
perguntas e respostas orais. Exceções:
I) Interrogatório do surdo;
II) Interrogatório do mudo;
III) Interrogatório do surdo-mudo; e
IV) Interrogatório do estrangeiro
b) Obrigatoriedade: O interrogatório do réu no curso de um processo penal é
imprescindível, sob pena de nulidade processual.
c) Ato personalíssimo do imputado: o imputado é que deve ser interrogado,
não sendo cabível qualquer substituição ou representação.
Obs.: Se o acusado não possuir condições mentais de ser interrogado há que se
verificar o momento em que surgiu a incapacidade para a determinação das
consequências:
I) Incapacidade após a infração: o processo ficará suspenso até que o
acusado se restabeleça
II) Incapacidade já existente no momento da infração: o processo
criminal transcorre normalmente com a presença de um curador, mas este
restará prejudicado se no momento previsto para o interrogatório o réu não
possuir condições de se expressar validamente.
d) Publicidade: Regra geral, o interrogatório será público. Tal regra não é
absoluta, pois há a possibilidade, nos casos em que puder resultar em escândalo,

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perturbação da ordem pública ou inconveniente grave, do Magistrado optar por
realizar o interrogatório com as portas fechadas.
e) Individualidade: havendo mais de um acusado, serão interrogados
separadamente.
43. Obrigatoriedade de advogado (art. 185): o acusado que
comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do processo penal,
será qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou
nomeado
44. Direito de entrevista reservada (art. 185, § 1º): antes da
realização do interrogatório, o juiz assegurará o direito de entrevista
reservada do acusado com seu defensor.
45. Direito ao silêncio (privilégio nemo tenetur se detegere): O
acusado será informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do seu
direito de permanecer calado e de não responder perguntas que lhe forem
formuladas (art. 186).
46. Interrogatório por meio de videoconferência: Com o advento da
Lei nº 11.900/2009, o CPP passou a autorizar que o interrogatório judicial do
preso seja realizado mediante o sistema de videoconferência ou de outro
recurso de transmissão de sons e imagens em tempo real.
47. A realização de qualquer ato processual por videoconferência é
excepcional. Em regra, o ato deve ser realizado com a presença física do réu
no local do próprio ato (ou no presídio ou no fórum).
48. Requisitos:
a) Decisão fundamentada;
b) Intimação das partes com no mínimo 10 (dez) dias de antecedência do
interrogatório; e
c) Ocorrência de uma das seguintes hipóteses:
I) Prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de
que o preso integre organização criminosa;
II) Prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de
que o preso possa fugir durante o deslocamento;
III) Viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja
relevante dificuldade para seu comparecimento em juízo, por enfermidade ou
outra circunstância pessoal;
IV) Impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima,
desde que não seja possível colher o depoimento destas por videoconferência;
V) Responder à gravíssima questão de ordem pública.
49. CONFISSÃO (arts. 197 a 200).
50. Conceito: é o reconhecimento feito pelo imputado a respeito da
veracidade dos fatos que lhe são atribuídos e capazes de lhe ocasionar
conseqüências jurídicas desfavoráveis.

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51. Se confessar a autoria, será perguntado sobre os motivos e


circunstâncias do fato e se outras pessoas concorreram para a infração, e
quais sejam (art. 190).
52. Valoração: a confissão possui valor relativo, ou seja, para a sua
apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo,
verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância.
53. Classificação:
a) Quanto ao momento:
I) Confissão Extrajudicial: é aquela que não ocorre perante o juízo.
Apresenta pouco valor probatório não podendo servir como fonte principal de
convencimento do magistrado.
II) Confissão judicial: é aquela realizada perante o juiz.
b) Quanto ao conteúdo:
I) Confissão simples: quando o confitente se limita a atribuir a si a
autoria da infração penal.
II) Confissão qualificada: ocorre quando, embora reconhecendo a
autoria do fato, alega também o réu qualquer outro fato ou circunstância que
exclua o crime ou o isente de pena.
c) Quanto à natureza:
I) Confissão real: é aquela realizada por manifestação da vontade do
confitente.
II) Confissão ficta: não é admitida como prova no direito processual penal
brasileiro. É aquela que resulta como sanção devido à recusa da parte, cujo
depoimento foi requerido, a comparecer ou a depor. Ex: confissão devido ao
silêncio do réu.
54. Retratabilidade e divisibilidade: A confissão será divisível e
retratável, sem prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no exame
das provas em conjunto (art. 200).
55. A confissão é divisível, visto que o Juiz, ao julgar, pode levar em conta
apenas uma parte da confissão.
56. É também retratável, contanto que se justifique a negação da confissão
anteriormente feita como, por exemplo, a possibilidade do réu mostrar que,
ao confessar inicialmente, incidiu em erro ou não se encontrava em plenas
condições de saúde.
57. DO OFENDIDO (art. 201).
58. Conceito: é a pessoa que é efetivamente titular daquele interesse
específico e concreto que o crime nega.
59. Não se confunde ofendido com testemunha, pois enquanto esta é um
terceiro desinteressado, aquele é um terceiro interessado que pode,
inclusive, habilitar-se como assistente da acusação e compor a relação
jurídica processual.

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60. Oitiva do ofendido: Sempre que possível, o ofendido será qualificado


e perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou presuma ser
o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-se por termo as suas
declarações.
61. Se, intimado para esse fim, deixar de comparecer sem motivo justo, o
ofendido poderá ser conduzido à presença da autoridade.
62. O ofendido será comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso
e à saída do acusado da prisão, à designação de data para audiência e à
sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem.
63. O juiz tomará as providências necessárias à preservação da intimidade,
vida privada, honra e imagem do ofendido, podendo, inclusive, determinar o
segredo de justiça em relação aos dados, depoimentos e outras informações
constantes dos autos.
64. Valor probatório da palavra da vítima: é relativo, devendo o Juiz
avaliá-lo à luz das demais provas produzidas, em conformidade com o
sistema do livre convencimento.
65. PROVA TESTEMUNHAL (arts. 202 a 225).
66. Conceito: a testemunha, em sentido próprio, é uma pessoa diversa
dos sujeitos principais do processo (um terceiro desinteressado) que é
chamada em juízo para declarar, positiva ou negativamente, e sob
compromisso, a respeito de fatos que estejam relacionados ao julgamento
do mérito da ação penal, a partir da percepção que sobre eles (os fatos)
obteve no passado.
67. Compromisso: a testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa
de dizer a verdade do que souber e Ihe for perguntado, devendo declarar
seu nome, sua idade, seu estado e sua residência, sua profissão, lugar onde
exerce sua atividade, se é parente, e em que grau, de alguma das partes,
ou quais suas relações com qualquer delas, e relatar o que souber,
explicando sempre as razões de sua ciência ou as circunstâncias pelas quais
possa avaliar-se de sua credibilidade. (art. 203)
68. Espécies:
a) Testemunha direta: é aquela que sabe dos fatos porque os viu
diretamente, os presenciou sensorialmente.
b) Testemunha indireta: é aquela que declara ao magistrado não sobre o que
presenciou, mas soube ou ouviu dizer. Teoricamente, em que pese tenha o
magistrado liberdade na formação de sua convicção, trata-se de testemunha
mais frágil, impondo-se, portanto, certa reserva ao magistrado na valoração de
seu depoimento.
c) Testemunha própria: é aquela chamada para ser ouvida sobre o fato
objeto do litígio, seja porque os tenha presenciado, seja porque deles ouviu
dizer.
d) Testemunha imprópria: é a que depõe sobre a regularidade de um ato, ou
seja, são as testemunhas que confirmam a autenticidade de um ato processual
realizado. Depõem, portanto, sobre a regularidade de atos que presenciaram,

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não sobre os fatos que constituem o objeto principal do julgamento. É o caso,
por exemplo, da testemunha que presenciou a apresentação de um preso em
flagrante e comparece em juízo para depor sobre tal situação. (art. 304, § 2°);
e) Testemunha referida: é aquela que, embora não tenha sido arrolada nos
momentos ordinários (denúncia ou queixa, para acusação; resposta à acusação,
para o réu), poderá ser inquirida pelo juiz ex officio ou a requerimento das partes
em razão de ter sido citada por uma outra testemunha, chamada de referente
(art. 209, § 1.°).
f) Testemunha judicial: é aquela inquirida pelo juiz independentemente de ter
sido arrolada por qualquer das partes ou de ter sido requerida a sua oitiva. Neste
caso, a inquirição ex officio fundamenta-se no poder-dever que assiste ao
magistrado de, buscando a verdade real, determinar as providências necessárias
para esclarecer as dúvidas que porventura tiver.
g) Testemunha numerária: é a testemunha que presta compromisso ou
juramento (art. 203).
69. Testemunha não compromissada ou informante: é aquela dispensada do
compromisso (art. 208).
70. Testemunhas não sujeitas ao compromisso:
a) Doentes mentais;
b) Menores de 14 anos;
c) Ascendentes e descendentes;
d) Pai, mãe e irmão;
e) Cônjuge (ainda que separado judicialmente);
f) Afins em linha reta;
g) Filho adotivo;
71. Características:
a) Oralidade: O depoimento será oral. Exceções:
I) Possibilidade de realizar a testemunha breve consulta a apontamentos
(nome de uma rua ou de uma localidade, sobrenome de uma pessoa, marca
de um carro, um itinerário percorrido, etc.).
II) Opção conferida ao Presidente da República e seu vice, Presidente do
Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal entre a
prestação de depoimento oral ou escrito.
III) Testemunha surda, ou muda, ou surda-muda, à qual as perguntas e/ou
respostas serão feitas por escrito.
IV) Testemunha em crime de abuso de autoridade, que poderá optar pela
prestação de depoimento por escrito (Lei 4.898/1965, art. 14, § 1°).
b) Objetividade: a testemunha deve falar apenas sobre os fatos percebidos por
seus sentidos e objeto da demanda, sem emitir sua opinião pessoal.
c) Retrospectividade: a testemunha é chamada para reproduzir fatos
passados, acontecimentos pretéritos conhecidos, e nunca para fazer previsões

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para o futuro. A testemunha depõe sobre o que assistiu e por isso é sempre
retrospectivo.
d) Judicialidade: tecnicamente, só é prova testemunhal aquela produzida em
juízo.
e) Individualidade: as testemunhas serão inquiridas cada uma de per si, de
modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das outras, devendo o
juiz adverti-las das penas cominadas ao falso testemunho (art. 210).
f) Obrigatoriedade de comparecimento: Uma vez regularmente notificada
para depor, a testemunha tem a obrigação de comparecer a juízo sob pena de
condução coercitiva, pagamento das despesas da condução, multa e, até mesmo,
processo criminal por desobediência (arts. 218 e 219 do CPP). Exceções:
I) Pessoas que, em razão de doença ou idade, estiverem impossibilitadas
de comparecer ao Juízo, caso em que deve o juiz deslocar-se e ouvi-las no
lugar onde estiverem (art. 220 do CPP)
II) Presidente e Vice-Presidente da República, os senadores e deputados
federais, os ministros de Estado, os governadores de Estado, os secretários de
Estado, os prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios, os deputados
estaduais, os membros do Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais
de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal bem como os do Tribunal
Marítimo, aos quais confere a lei o direito de agendar, previamente, o dia, a
hora e o local em que deverão ser ouvidos (art. 221).
Obs.: Idêntica prerrogativa possuem os membros do Ministério Público (Lei
8.625/1993, art. 40, I).
g) Obrigatoriedade da prestação do depoimento: A testemunha não poderá
eximir-se da obrigação de depor (art. 206).
Obs.: São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério,
ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte
interessada, quiserem dar o seu testemunho (art. 207).
72. Contradita e arguição de defeito: são formas processuais adequadas
para argüir a suspeição ou a inidoneidade da testemunha.
a) Contradita: é ato pelo qual uma das partes envolvidas no processo requer a
impugnação da oitiva de uma testemunha, por entender que esta é impedida de
depor. A contradita deve ser utilizada:
I) Em relação à testemunha que não deva prestar compromisso:
são os doentes mentais, os menores de quatorze anos e as pessoas
enumeradas no art. 206 (cônjuge, ascendentes, descendentes, irmãos e afins
em linha reta do réu). Acolhida, em relação a eles, a contradita, o efeito é
serem dispensados do compromisso.
II) Em relação à pessoa que seja proibida de depor: são aquelas que
têm ciência do fato imputado ao réu em razão da função, profissão, ofício ou
ministério (advogado, padre, psicólogo etc.). Acolhida a impugnação, o efeito
é a exclusão da testemunha, ou seja, não deve ser tomado o seu depoimento
pelo juiz.
Obs.: a contradita deve ser levantada logo após a qualificação da testemunha,
podendo ser argüida até o momento imediatamente anterior ao início do

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depoimento. Iniciado este, estará preclusa a faculdade de contraditar a
testemunha.
b) Arguição de defeito: é ato pelo qual uma das partes envolvidas no processo
argui circunstâncias ou defeitos, que tornem a testemunha suspeita de
parcialidade, ou indigna de fé. São casos que não impedem necessariamente o
depoimento das testemunhas e tampouco a prestação de compromisso, mas que
devem ser consignados no termo de audiência para que possam ser considerados
pelo juiz quando da valoração das provas.
73. Número máximo de testemunhas: É variável de acordo com o
procedimento:
a) Oito testemunhas:
I) Procedimento comum ordinário (art. 401, § 1o).
II) Procedimento do júri (art. 406, §§ 2o e 3o).
III) Procedimento dos crimes de responsabilidade de funcionário
público (art. 518).
IV) Procedimento dos crimes contra a honra (art. 519).
V) Procedimento dos crimes contra a propriedade imaterial (art.
524).
VI) Procedimento dos crimes de competência dos tribunais regionais
federais e tribunais superiores (Lei nº. 8.038/90, art. 9º).
VII) Procedimento dos crimes eleitorais, quando punidos com pena
máxima igual ou superior a 4 anos.
b) Cinco testemunhas:
I) Procedimento comum sumário (art. 532).
II) Procedimento dos crimes falimentares (Lei nº. 11.101/05, art.
185 c/c art. 532 do CPP).
III) Procedimento dos juizados especiais criminais (analogia com o
art. 532).
IV) Procedimento previsto na lei de drogas (Lei nº. 11.343/06, arts.
54 e 55 § 1o).
V) Procedimento dos crimes eleitorais, quando punidos com pena
máxima inferior a 4 anos.
c) Três testemunhas:
I) Procedimento do crime de abuso de autoridade (Lei nº. 4.898/65,
art. 2º, parágrafo único).
74. No número máximo de testemunhas não se compreendem as que não
prestem compromisso, as referidas, as judiciais e as que nada souberem que
importe à decisão da causa.
75. Falso testemunho: é o ato de fazer afirmação falsa, ou negar ou calar
a verdade, como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em

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processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral


(CP, art. 342).
76. Se o juiz, ao pronunciar sentença final, reconhecer que alguma
testemunha fez afirmação falsa, calou ou negou a verdade, remeterá cópia
do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito( art.
211).
77. O delito de falso testemunho consuma-se com o encerramento do
depoimento prestado, quando se faz a afirmação falsa, embora a retratação
possa ser efetivada até a prolação da sentença no feito em que o ilícito teria
sido cometido.
78. A eventual absolvição do réu pelo Tribunal não afasta a consumação do
delito, mesmo que tal testemunho não tenha influído no resultado do
julgamento, pois a ação que viola a lei é o próprio depoimento prestado com
o fim de subverter a verdade dos fatos, causando dano à Justiça.
79. Não é imprescindível a sentença, no feito principal, para o início da
ação penal por crime de falso testemunho, ainda que se faça a ressalva de
que a decisão sobre o perjúrio não deve preceder à do feito principal (STJ,
HC 73.059/SP, DJ 29.06.07).
80. Carta precatória: a testemunha que morar fora da jurisdição do juiz
será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência, expedindo-se, para esse
fim, carta precatória, com prazo razoável, intimadas as partes (art. 222).
81. A expedição da precatória não suspenderá a instrução criminal, ou
seja, é possível a prolação de sentença, antes da devolução da precatória,
sem que tal ato importe em cerceamento de defesa (STF, AI 747.537, DJ
01.02.2010).
82. Intimada a defesa da expedição da carta precatória, torna-se
desnecessária intimação da data da audiência no juízo deprecado (STJ,
súmula 273).
83. É relativa a nulidade do processo criminal por falta de intimação da
expedição de precatória para inquirição de testemunha (STF, súmula 155).
84. Videoconferência: a oitiva de testemunha poderá ser realizada por
meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de
sons e imagens em tempo real, permitida a presença do defensor e podendo
ser realizada, inclusive, durante a realização da audiência de instrução e
julgamento (art. 222, § 3o).
85. Testemunho dos militares, funcionários públicos e preso:
seguem normas diferenciadas no tocante a forma de intimação:
a) Militares: deverão ser requisitados à autoridade superior. Se o requisitado
não comparecer, nova solicitação deve ser feita. Se novamente não atender, o
superior será intimado para que apresente o subordinado sob pena de
desobediência (art. 221, § 2o).
b) Funcionários públicos: deverão ser intimados pessoalmente, devendo,
entretanto, haver comunicação concomitante ao Chefe da Repartição.

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c) Preso: Será intimado pessoalmente, mas o diretor do estabelecimento


deverá ser comunicado
86. Formulação de perguntas pelas partes: serão formuladas pelas
partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou
importarem na repetição de outra já respondida (art. 212).
87. Procedimentos para a inquirição da testemunha:
a) Comparecendo para depor, será a testemunha identificada.
b) Identificada, deverá prestar compromisso, salvo as exceções tipificadas
em lei, e será advertida da possibilidade de incidir no delito de falso
testemunho.
c) Em seguida as partes poderão fazer uso da argüição de defeito e,
ainda, contraditar a testemunha.
d) Na audiência de instrução, serão inquiridas pelo Juiz, primeiramente,
as testemunhas de acusação e depois será dado o direito de realizar
perguntas às partes, iniciando com quem arrolou a testemunha (neste
caso, a acusação).
e) Posteriormente, as testemunhas de defesa serão inquiridas pelo
Magistrado, e, em seguida, será dado o direito de realizar perguntas às
partes, iniciando com quem arrolou a testemunha (neste caso, a defesa).
f) Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação,
temor ou sério constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo
que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição por
videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, determinará
a retirada do réu, prosseguindo na inquirição, com a presença do seu
defensor.
88. RECONHECIMENTO DE PESSOAS (arts. 206 a 208).
89. Conceito: é meio processual de prova, eminentemente formal, pelo
qual alguém é chamado para verificar e confirmar a identidade de uma
pessoa ou coisa que lhe é apresentada com outra que viu no passado.
90. Quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimento de pessoa,
proceder-se-á pela seguinte forma:
a) A pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a
pessoa que deva ser reconhecida.
b) A pessoa, cujo reconhecimento se pretender, será colocada, se possível, ao
lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem
tiver de fazer o reconhecimento a apontá-la (STJ, REsp 538.362, DJ
02.02.2004).
c) Se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento,
por efeito de intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da
pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade providenciará para que esta não
veja aquela.

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d) Do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado, subscrito pela


autoridade, pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas
testemunhas presenciais.
91. ACAREAÇÃO (arts. 229 e 230).
92. Conceito: também conhecida como acareamento, é uma técnica
jurídica que consiste em se apurar a verdade no depoimento ou declaração
das testemunhas e das partes, confrontando-as frente a frente e levantando
os pontos divergentes, até que se chegue ás alegações e afirmações
verdadeiras.
93. Sujeitos da acareação (art. 229): a acareação será admitida entre:
a) Acusado e testemunha;
b) Acusado e outro acusado;
c) Acusado e ofendido;
d) Ofendido e outro ofendido;
e) Ofendido e testemunha;
f) Testemunha e outra testemunha.
94. Se ausente alguma testemunha, cujas declarações divirjam das de
outra, que esteja presente, a esta se darão a conhecer os pontos da
divergência, consignando-se no auto o que explicar ou observar.
95. Se subsistir a discordância, expedir-se-á precatória à autoridade do
lugar onde resida a testemunha ausente, transcrevendo-se as declarações
desta.
96. DOS DOCUMENTOS (arts. 231 a 238).
97. Conceito: Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos
ou papéis, públicos ou particulares. Dividem-se em duas espécies:
a) Instrumento: são os escritos confeccionados já com a finalidade de
provar determinados fatos.
b) Documento stricto sensu: é todo o documento que não foi elaborado
com a finalidade de tornar-se prova em um processo. Sua utilização como
instrumento probatório é casual.
98. Momento para a apresentação: salvo os casos expressos em lei, as
partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo (art.
231).
99. INDÍCIOS (art. 239).
100. Conceito: toda circunstância conhecida e provada, a partir da qual,
mediante raciocínio lógico, obtém-se a conclusão sobre uma outra situação.
A indução parte do particular e chega ao geral. Assim, nos indícios, a partir
de um fato conhecido, chega-se a existência do que se pretende provar
101. Contraindícios: são circunstâncias que invalidam, em
determinadas circunstâncias, os indícios obtidos contra alguém. Exemplo:
álibi.

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102. BUSCA E APREENSÃO (arts. 240 a 250).


103. Conceito: é uma providência jurídica de procura de coisas ou
pessoas a serem apropriadas em virtude de ordem emanada de algum órgão
jurisdicional.
104. Busca e apreensão domiciliar: é cabível para:
a) Prender criminosos;
b) Apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
c) Apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos
falsificados ou contrafeitos;
d) Apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou
destinados a fim delituoso;
e) Descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu;
f) Apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder,
quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à
elucidação do fato;
g) Apreender pessoas vítimas de crimes;
h) Colher qualquer elemento de convicção
105. Momento: serão executadas de dia, salvo se o morador consentir
que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores
mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o represente,
intimando-o, em seguida, a abrir a porta.
106. Considera-se dia o período compreendido entre o nascer e o pôr do
sol, independentemente do horário (CPC, art. 172).
107. O mandado de busca deverá (art. 243):
a) Indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a
diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de
busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a
identifiquem;
b) Mencionar o motivo e os fins da diligência;
c) Ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer
expedir.
108. Busca pessoal: é o tipo de busca realizada diretamente na
pessoa, em suas roupas ou objetos que tenha consigo.
109. Diferentemente do que verificamos na busca domiciliar, aqui não
será necessário fundadas razões, bastando apenas fundadas suspeitas de
que o indivíduo esteja portando algo proibido.
110. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar
retardamento ou prejuízo da diligência (art. 249).
111. Mandado judicial: regra geral, será necessário para que se
considere válida a busca pessoal.

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112. Independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver


fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de
objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for
determinada no curso de busca domiciliar.
113. Busca em território pertencente a outra jurisdição: A
autoridade ou seus agentes poderão penetrar no território de jurisdição
alheia, ainda que de outro Estado, quando, para o fim de apreensão, forem
no seguimento de pessoa ou coisa, devendo apresentar-se à competente
autoridade local, antes da diligência ou após, conforme a urgência desta.
(art. 250)
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Futuro (a) aprovado (a),

Finalizamos mais um importante tema e, embora o volume de informações


seja grande, lembre-se que o conhecimento dos temas até aqui apresentados
será um grande diferencial no dia da tão esperada PROVA.
Não deixe de rever os pontos sobre os quais ficaram dúvidas e pratique com os
exercícios.
Motive-se, pois cada aula finalizada é mais um importante passo dado para
que em breve você atinja seu objetivo e alcance seu sonho. Depende só de
você!!!

Abraços e bons estudos,

Pedro Ivo

Quatro coisas para o sucesso:


Trabalhar e orar, pensar e acreditar.
Dr. Norman Vincent Peale

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PRINCIPAIS ARTIGOS TRATADOS NA AULA

DOS DOCUMENTOS
Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar
documentos em qualquer fase do processo.
Art. 232. Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou
papéis, públicos ou particulares.
Parágrafo único. À fotografia do documento, devidamente autenticada, se
dará o mesmo valor do original.
Art. 233. As cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios
criminosos, não serão admitidas em juízo.
Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo
destinatário, para a defesa de seu direito, ainda que não haja consentimento
do signatário.
Art. 234. Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto
relevante da acusação ou da defesa, providenciará, independentemente de
requerimento de qualquer das partes, para sua juntada aos autos, se possível.
Art. 236. Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada
imediata, serão, se necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta,
por pessoa idônea nomeada pela autoridade.

DOS INDÍCIOS
Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo
relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou
outras circunstâncias.

DA BUSCA E DA APREENSÃO
Art. 240. A busca será domiciliar ou pessoal.
§ 1o Proceder-se-á à busca domiciliar, quando fundadas razões a autorizarem,
para:
a) prender criminosos;
b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;
c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos
falsificados ou contrafeitos;
d) apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou
destinados a fim delituoso;
e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu;

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f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder,


quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à
elucidação do fato;
g) apreender pessoas vítimas de crimes;
h) colher qualquer elemento de convicção.
§ 2o Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada suspeita de que
alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e
letra h do parágrafo anterior.
Art. 241. Quando a própria autoridade policial ou judiciária não a realizar
pessoalmente, a busca domiciliar deverá ser precedida da expedição de
mandado.
Art. 243. O mandado de busca deverá:
I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a
diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de
busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a
identifiquem;
II - mencionar o motivo e os fins da diligência;
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir.
Art. 244. A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou
quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma
proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a
medida for determinada no curso de busca domiciliar.
rt. 245. As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o morador
consentir que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os
executores mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o represente,
intimando-o, em seguida, a abrir a porta.
§ 1o Se a própria autoridade der a busca, declarará previamente sua
qualidade e o objeto da diligência.
§ 2o Em caso de desobediência, será arrombada a porta e forçada a entrada.
§ 3o Recalcitrando o morador, será permitido o emprego de força contra
coisas existentes no interior da casa, para o descobrimento do que se procura.
§ 4o Observar-se-á o disposto nos §§ 2o e 3o, quando ausentes os moradores,
devendo, neste caso, ser intimado a assistir à diligência qualquer vizinho, se
houver e estiver presente.
§ 5o Se é determinada a pessoa ou coisa que se vai procurar, o morador será
intimado a mostrá-la.
§ 6o Descoberta a pessoa ou coisa que se procura, será imediatamente
apreendida e posta sob custódia da autoridade ou de seus agentes.

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§ 7o Finda a diligência, os executores lavrarão auto circunstanciado,


assinando-o com duas testemunhas presenciais, sem prejuízo do disposto no
§ 4o.
Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar
retardamento ou prejuízo da diligência.
Art. 250. A autoridade ou seus agentes poderão penetrar no território de
jurisdição alheia, ainda que de outro Estado, quando, para o fim de apreensão,
forem no seguimento de pessoa ou coisa, devendo apresentar-se à
competente autoridade local, antes da diligência ou após, conforme a urgência
desta.

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EXERCÍCIOS

1. (CESPE / Analista Processual - MPU / 2010) No tocante aos


sistemas de apreciação das provas, é correto afirmar que ainda existe
no ordenamento jurídico brasileiro procedimento em que o julgador
decide pelo sistema da íntima convicção, não se impondo o dever
constitucional de motivar a decisão proferida.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: No ordenamento jurídico brasileiro, o sistema da íntima
convicção somente é aplicado no julgamento proferido pelos jurados no
Tribunal do Júri, por expressa disposição constitucional. Portanto, a regra é o
sistema do livre convencimento motivado; enquanto a exceção é o sistema da
íntima convicção.

2. (TJ-RS / Juiz Substituto - TJ-RS / 2009) São admitidas provas


derivadas das ilícitas quando não evidenciado o nexo de causalidade
entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por
uma fonte independente das primeiras.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Para acertar este tipo de questão basta que o candidato
tenha lido atentamente o CPP, pois o enunciado reproduz o art. 157, parágrafo
1º:

Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do


processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em
violação a normas constitucionais ou legais
§ 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas,
salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas
e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma
fonte independente das primeiras.

3. (CESPE / Promotor de Justiça- MPE-RN / 2009) Segundo


entendimento doutrinário, quando a norma afrontada tiver natureza
processual, a prova vedada deve ser chamada de ilícita; afrontando
normas de direito material, deve ser chamada de ilegítima

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GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: É exatamente o contrário. Norma de natureza processual -
ILEGÍTIMA / Norma de natureza penal (material) – ILÍCITA

4. (CESPE / Delegado de Polícia – PC-PB / 2008) No exame por


precatória, a nomeação dos peritos é feita no juízo deprecante,
qualquer que seja a natureza da ação penal.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Contraria o Art. 177 tentando confundir o candidato com a
hipótese de ação penal privada em que, por acordo entre as partes, a
nomeação poderá ser feita pelo juiz deprecante.

Art. 177. No exame por precatória, a nomeação dos peritos far-


se-á no juízo deprecado. Havendo, porém, no caso de ação
privada, acordo das partes, essa nomeação poderá ser feita pelo
juiz deprecante.

5. (CESPE / Agente de investigação Escrivão de Polícia / 2009) Poderá


o juiz, de ofício, ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a
produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Segue o Art. 156 do CPP:

Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo,


porém, facultado ao juiz de ofício:
I - ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção
antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes,
observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da
medida;

6. (CESPE / Agente de investigação Escrivão de Polícia / 2009) Nos


casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver,
ainda que haja infração penal a apurar.

GABARITO: ERRADA

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COMENTÁRIOS: Contraria o Art. 162, parágrafo único, pois quando houver


infração a apurar NÃO bastará o exame externo.

Art. 162. A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do
óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte,
julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que
declararão no auto.
Parágrafo único. Nos casos de morte violenta, bastará o simples
exame externo do cadáver, quando não houver infração penal
que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a
causa da morte e não houver necessidade de exame interno para
a verificação de alguma circunstância relevante.

**** No que se refere à prova testemunhal, julgue os itens abaixo:

7. (CESPE / OAB-SP / 2009) As testemunhas serão inquiridas uma de


cada vez, de forma que umas não saibam nem ouçam os depoimentos
das outras, devendo o juiz, na ocasião da oitiva, adverti-las das penas
cominadas ao falso testemunho.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Reproduz, quase que literalmente, o art. 210 do CPP.
Observe:

Art. 210. As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si,


de modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das
outras, devendo o juiz adverti-las das penas cominadas ao falso
testemunho.

8. (CESPE / OAB-SP / 2009) As perguntas devem ser formuladas pelas


partes, por intermédio do juiz e não diretamente à testemunha.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: No atual sistema processual as perguntas efetuadas pelas
partes são feitas diretamente a testemunha (art. 212 do CPP).

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9. (CESPE / OAB-SP / 2009) Admite-se que as partes formulem


perguntas que possam induzir a resposta das testemunhas.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: A questão contraria o art. 212 do CPP. Veja:

Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes


diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa
ou importarem na repetição de outra já respondida.(grifei)

10. (CESPE / OAB-SP / 2009) São admissíveis perguntas que não


tenham relação com a causa.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Mais uma questão que exige o conhecimento do art. 212 do
CPP:

Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes


diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que
puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa
ou importarem na repetição de outra já respondida.(grifei)

11. (CESPE / Delegado de Polícia - PC/PB-2008) Não sendo possível o


exame de corpo de delito por haverem desaparecido os vestígios, a
prova testemunhal pode suprir-lhe a falta. Em caso, todavia, de exame
complementar, a prova testemunhal não supre a falta do exame,
devendo o crime, se for o caso, ser desclassificado.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Contraria o § 3o do Art. 168, pois a falta de exame
complementar poderá ser suprido pela prova testemunhal.
Art. 168. Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame
pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame
complementar por determinação da autoridade policial ou
judiciária, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, do
ofendido ou do acusado, ou de seu defensor.
§ 3o A falta de exame complementar poderá ser suprida pela
prova testemunhal.

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12. (CESPE / Agente de investigação Escrivão de Polícia / 2009)


Quando encontrados em posição diversa, os cadáveres deverão ser
colocados em posição horizontal para serem fotografados.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS:Os cadáveres não devem sofrer alteração de posição.

13. (CESPE / Perito Criminal - PC – PI / 2008) Como prova documental


não serão aceitas fotografias de documentos, em hipótese nenhuma.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Salvo com relação as provas ilícitas, não há restrições
quanto a possibilidade de utilização de fotografias e documentos para que algo
seja provado

14. (CESPE / Agente - Polícia Civil–ES / 2009) O sistema da livre


convicção, método de avaliação da prova concernente à livre valoração
ou à íntima convicção do magistrado, é inaplicável no processo penal
pátrio, porquanto afasta a necessidade de motivação das decisões
judiciais.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: A convicção do magistrado é o fundamento principal da
valoração de provas no nosso país, vigorando este sistema com base no art.
155.

Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da


prova produzida em contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadas.

15. (CESPE / Agente - Polícia Civil – ES / 2009) Caso uma indivíduo


tenha sido gravemente ferido por disparo acidental de arma de fogo,
resultando-lhe sérios danos à integridade física com lesões de
natureza grave, nessa situação e considerando que a infração penal,
conforme descrita, deixa vestígios materiais, será indispensável o
exame pericial, direto ou indireto, sob pena de nulidade.

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GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Exige o conhecimento do art. 158 do CPP:

Art. 158 Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o


exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-
lo a confissão do acusado.

16. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-AL / 2008) Ainda que devidamente


intimado, se o ofendido deixa de comparecer à audiência de instrução
e julgamento, não pode o juiz determinar sua condução coercitiva,
considerando que não se trata de testemunha compromissada.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: O ofendido será obrigado a comparecer, cabendo a condução
coercitiva.
Art. 201. Sempre que possível, o ofendido será qualificado e
perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou
presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-
se por termo as suas declarações.
§ 1o Se, intimado para esse fim, deixar de comparecer sem
motivo justo, o ofendido poderá ser conduzido à presença da
autoridade. (grifo nosso)

17. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-AL / 2008) O ofendido terá de ser


comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do
acusado da prisão, à designação de data para audiência e à sentença,
bem como a respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Questão que exige do candidato a simples leitura do código.
Reproduz o parágrafo 2º do artigo 201.

§ 2o O ofendido será comunicado dos atos processuais relativos


ao ingresso e à saída do acusado da prisão, à designação de data
para audiência e à sentença e respectivos acórdãos que a
mantenham ou modifiquem.

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18. (CESPE / Delegado - PC-ES / 2008) A lei processual garante ao


acusado a possibilidade de confessar, negar ou silenciar a respeito da
imputação que lhe é atribuída, sem que haja qualquer prejuízo à sua
defesa. Assim, no momento do interrogatório, é permitido ao acusado
o silêncio em resposta às perguntas de natureza identificatórias ou de
qualificação pessoal.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: O direito ao silêncio não abrange a fase de qualificação.
Observe:
Art. 186. Depois de devidamente qualificado e cientificado do
inteiro teor da acusação, o acusado será informado pelo juiz,
antes de iniciar o interrogatório, do seu direito de permanecer
calado e de não responder perguntas que lhe forem formuladas.

19. (OAB-RJ / 2007) Na disciplina da valoração da prova instituída


pelo Código de Processo Penal brasileiro, foi adotado o sistema

A) da íntima convicção;
B) de provas legais;
C) do livre convencimento motivado;
D) de provas legais, exceto no tribunal do júri, que adota o sistema do livre
convencimento motivado.

GABARITO: C
COMENTÁRIOS: O CPP adota o princípio do livre convencimento motivado
segundo o qual o juiz não ficará adstrito aos laudos, mas deve motivar sua
decisão.

20. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-DF / 2008) O juiz penal não está
obrigado a admitir como verdadeira a confissão do réu.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Adotamos no país o sistema da livre apreciação das provas
por parte do Magistrado. Sendo assim, o próprio código deixa claro o valor
relativo da confissão.

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Art. 197. O valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados


para os outros elementos de prova, e para a sua apreciação o juiz
deverá confrontá-la com as demais provas do processo,
verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou
concordância.

21. (CESPE / Juiz Substituto TJ-DF / 2008) O juiz penal, quando julgar
necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas
partes, bem como pessoas por elas referidas.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: O enunciado da questão trata da testemunha judicial e da
referida e tal possibilidade encontra-se plasmada no CPP nos seguintes
termos:

Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras


testemunhas, além das indicadas pelas partes.

22. (CESPE / Juiz Substituto TJ-DF / 2008) Aos menores de 18


(dezoito) anos quando testemunhas, não se defere o compromisso
legal.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: A lei fala em menores de quatorze anos e não 18. Muito
cuidado com esse item na hora da prova.

Art. 208. Não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203


aos doentes e deficientes mentais e aos menores de 14
(quatorze) anos, nem às pessoas a que se refere o art. 206.

23. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-RS / 2009) A previsão do


interrogatório do réu por videoconferência afastou a possibilidade de
tomada do depoimento das testemunhas por essa metodologia de
busca da prova.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Verificamos durante nossos estudos que a videoconferência é
cabível para qualquer ato processual conforme o parágrafo 8º do artigo 185 do
CPP. Relembre:

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Art. 185
[...]
§ 8o Aplica-se o disposto nos §§ 2o, 3o, 4o e 5o deste artigo, no
que couber, à realização de outros atos processuais que
dependam da participação de pessoa que esteja presa, como
acareação, reconhecimento de pessoas e coisas, e inquirição de
testemunha ou tomada de declarações do ofendido.

24. (CESPE / Agente - Policia Civil / 2009) Considere que Angélica,


imputável, tenha sido arrolada como testemunha de acusação nos
autos de uma ação penal, tendo sido notificada pessoalmente da
audiência para a sua oitiva. Sem justificativa, Angélica faltou à
audiência e, mesmo novamente notificada, não compareceu em juízo.
Neste caso, poderá o juiz determinar a condução coercitiva de
Angélica, sem prejuízo do processo penal por crime de desobediência.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: A questão está em total consonância com o Código de
Processo Penal, deixando claro a obrigatoriedade da presença da testemunha,
podendo esta, inclusive, responder por crime de desobediência, no caso de
falta injustificada.

25. (CESPE / Analista judiciário - TJ-AC / 2007) O silêncio do acusado,


durante o processo, não pode ser interpretado em seu desfavor.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Na época do concurso, esta questão foi considerada
incorreta, mas, conforme vimos em nossa aula, atualmente o entendimento é
outro, ou seja, exatamente o dito no exercício.

Art. 186
[...]
Parágrafo único. O silêncio, que não importará em confissão, não
poderá ser interpretado em prejuízo da defesa.

26. (CESPE / TJ-AC / 2007) O comportamento adotado pelo réu


durante o processo, na tentativa de defender-se, não se presta a
agravar-lhe a pena.

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GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: O Magistrado deve observar tudo em uma audiência,
inclusive o comportamento do réu em todos os momentos. Segundo a
jurisprudência majoritária, o comportamento do réu também pode ser um
meio de prova para o Juiz.

****Acerca da prova testemunhal, assinale a opção correta.

27. (OAB-RJ / 2007) Ao juiz é vedado ouvir outras testemunhas, além


das indicadas pelas partes.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Contraria o art. 209 do CPP. Veja:

Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras


testemunhas, além das indicadas pelas partes.

28. (OAB-RJ / 2007) As testemunhas da acusação e da defesa serão


inquiridas umas na presença das outras.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Contraria o art. 210 do CPP:

Art. 210. As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si,


de modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das
outras, devendo o juiz adverti-las das penas cominadas ao falso
testemunho.

29. (OAB-RJ / 2007) Se o juiz, ao pronunciar sentença final,


reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, calou ou
negou a verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade policial
para a instauração de inquérito.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Reproduz o art. 211 do CPP. Observe:

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Art. 211. Se o juiz, ao pronunciar sentença final, reconhecer que


alguma testemunha fez afirmação falsa, calou ou negou a
verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade policial
para a instauração de inquérito.

30. (OAB-RJ / 2007) A testemunha deve prestar o depoimento


oralmente ou trazê-lo por escrito.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Regra geral, a testemunha não poderá levar o depoimento
por escrito, mas apenas fazer consulta a breves apontamentos.

31. (CESPE / AGENTE DA POLÍCIA CIVIL – TO / 2008) Considere que


uma autoridade policial, no decorrer das investigações de um crime de
furto e sem o competente mandado judicial, ordenou aos seus agentes
que arrombassem a porta de uma residência e vistoriassem o local,
onde provavelmente estariam os objetos furtados. No interior da
residência foi encontrada a maior parte dos bens subtraídos. Nessa
situação, a autoridade policial e seus agentes agiram dentro da
legalidade, pois a conduta policial oportunizou a recuperação dos
objetos.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Para a realização da busca e apreensão há necessidade de
mandado judicial. Caso seja feita sem este, as provas obtidas serão
consideradas ilícitas.

32. (CESPE / AGENTE DA POLÍCIA CIVIL-TO / 2008) Qualquer


indivíduo que figure como objeto de procedimentos investigatórios
policiais ou que ostente, em juízo penal, a condição jurídica de
imputado, tem o direito de permanecer em silêncio, incluindo-se aí,
por implicitude, a prerrogativa processual de o acusado negar, ainda
que falsamente, perante a autoridade policial ou judiciária, a prática
da infração penal.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIO: O direito ao silêncio está previsto para o acusado, assim como o
não enquadramento no delito de falso testemunho, se mentir.

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33. (OAB-SP – 2009) São entendidas como provas ilícitas apenas as


que forem obtidas em violação a normas constitucionais, devendo tais
provas ser desentranhadas do processo.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Provas ilícitas são aquelas que afrontam normas, sejam
constitucionais ou infraconstitucionais.

34. (OAB-SP – 2009) São, em regra, admissíveis as provas derivadas


das ilícitas.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Por expressa determinação do CPP, não são admitidas as
provas ilícitas e as derivadas das ilícitas.

35. (OAB-SP – 2009) Considera-se fonte independente aquela que, por


si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação
ou instrução criminal, seja capaz de conduzir ao fato objeto da prova.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: É a resposta da questão, pois traz de forma correta o
conceito de fonte independente de uma determinada prova.

36. (OAB-SP – 2009) As cartas particulares, ainda que interceptadas


ou obtidas por meios criminosos, são, em regra, admitidas em juízo.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Cartas particulares interceptadas ou obtidas por meios
criminosos são provas ilícitas e, portanto, não admitidas.

37. (OAB / 2008) As buscas domiciliares serão executadas de dia,


salvo se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de
penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao
morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a
porta.

GABARITO: CERTA

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COMENTÁRIOS: Exige do candidato o conhecimento do art. 245 do Código de


Processo Penal.

Art. 245. As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo


se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de
penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado
ao morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a
abrir a porta.

38. (OAB / 2008) Em casa habitada, a busca será feita de modo que
não moleste os moradores mais do que o indispensável para o êxito da
diligência.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Questão literal. Exige do candidato o conhecimento do art.
248 do CPP.

Art. 248. Em casa habitada, a busca será feita de modo que não
moleste os moradores mais do que o indispensável para o êxito
da diligência.

39. (OAB / 2007) A busca em mulher será feita sempre por outra
mulher.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: A palavra sempre estraga a questão. Não será seguida a
regra no caso de importar retardamento ou prejuízo da diligência.

Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não
importar retardamento ou prejuízo da diligência.

40. (OAB / 2007) O depoimento será prestado oralmente, não sendo


permitido à testemunha trazê-lo por escrito.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: A regra geral é o depoimento oral, sendo permitida,
somente, a consulta a breves apontamentos.

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Art. 204. O depoimento será prestado oralmente, não sendo


permitido à testemunha trazê-lo por escrito.
Parágrafo único. Não será vedada à testemunha, entretanto,
breve consulta a apontamentos.

41. (OAB-SP / 2008) A prova, ainda que produzida por iniciativa de


uma das partes, pertence ao processo e pode ser utilizada por todos os
participantes da relação processual, destinando-se à apuração da
verdade dos fatos alegados.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Traz o conceito de prova emprestada que é perfeitamente
admitido em nosso ordenamento jurídico.

42. (OAB-SP / 2008) O sistema da livre convicção, adotado


majoritariamente no processo penal brasileiro, com fundamento na
Constituição Federal, significa a permissão dada ao juiz para decidir a
causa de acordo com seu livre entendimento, devendo o magistrado,
no entanto, cuidar de fundamentá-lo, nos autos, e buscar persuadir as
partes e a comunidade em abstrato.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Não cabe ao magistrado “persuadir as partes e a
comunidade”, mas apenas motivar sua decisão com base no sistema do livre
convencimento MOTIVADO.

43. (OAB-SP / 2008) O sistema da persuasão racional é o adotado no


Brasil.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: O CPP adota o sistema do livre convencimento motivado.

44. (OAB-SP / 2008) O juiz fica adstrito ao laudo pericial, não podendo
decidir, de acordo com sua convicção, a matéria que lhe é apresentada.

GABARITO: ERRADA

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COMENTÁRIOS: Contraria o art. 182 do CPP:

Art. 182. O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo


ou rejeitá-lo, no todo ou em parte.

45. (CESPE / Perito Criminal - PC-ES / 2011) O interrogatório judicial,


como meio de defesa, exige a presença física do acusado, de forma
que a sua realização por meio de videoconferência é inadmissível no
processo penal.

GABARITO: ERRADA
COMENTARIOS: Conforme vimos, de acordo com o §2º do Art. 185/CPP: "
Excepcionalmente, o juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a
requerimento das partes, poderá realizar o interrogatório do réu preso por
sistema de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de
sons e imagens em tempo real, desde que a medida seja necessária para
atender a uma das seguintes finalidades:[...]".

46. (CESPE / Analista Judiciário - TJ-ES / 2011) O exame de corpo de


delito bem como outras perícias devem ser realizados por dois peritos
oficiais, portadores de diploma de curso superior; na falta desses
peritos, o exame deverá ser realizado por duas pessoas idôneas,
portadoras de diploma de curso superior, preferencialmente em área
específica.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Define o art. 159 que o exame de corpo de delito e outras
perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso
superior. Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas)
pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente
na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a
natureza do exame.

47. (CESPE / Analista Judiciário - TRE-ES / 2011) São inadmissíveis no


processo provas derivadas de provas ilícitas, ainda que não
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: O § 1º do Art. 157 define que são inadmissíveis as provas
derivadas das ilícitas, salvo quando: não evidenciado o nexo de causalidade

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entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma
fonte independente das primeiras.

48. (CESPE / Defensor - DPU / 2010) O interrogatório, na atual


sistemática processual penal, deve ser realizado, como regra geral, por
intermédio da videoconferência, podendo o juiz, por decisão
fundamentada, nos expressos casos legais, decidir por outra forma de
realização do ato. O CPP estabelece, de forma expressa, o uso da
videoconferência ou de recurso tecnológico similar para oitiva do
ofendido e de testemunhas, inclusive nos casos em que se admite a
utilização de carta rogatória.

GABARITO: ERRADA
COMENTÁRIOS: Segundo o art. 185, parágrafo segundo, do CPP,
EXCEPCIONALMENTE, o juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a
requerimento das partes, poderá realizar o interrogatório do réu por sistema
de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e
imagens em tempo real, [...].

49. (CESPE / Juiz - TJ-SC / 2010) O interrogatório do réu preso será


realizado em sala própria, no estabelecimento em que estiver
recolhido, desde que estejam garantidas a segurança do juiz, do
membro do Ministério Público e dos auxiliares bem como a presença
do defensor e a publicidade do ato.

GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Está em conformidade com o disposto no art. 185, § 1º, do
CPP. Observe:

Art. 185, § 1º: O interrogatório do réu preso será realizado, em


sala própria, no estabelecimento em que estiver recolhido, desde
que estejam garantidas a segurança do juiz, do membro do
Ministério Público e dos auxiliares bem como a presença do
defensor e a publicidade do ato.

50. (CESPE / Juiz - TJ-SC / 2010) Excepcionalmente, o juiz, por


decisão fundamentada, de ofício, ou a requerimento das partes, poderá
realizar o interrogatório do réu preso por sistema de videoconferência
ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em
tempo real, desde que a medida seja necessária para atender as
finalidades descritas na lei.

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GABARITO: CERTA
COMENTÁRIOS: Destacando a excepcionalidade da videoconferência, está
de acordo com o art. 185, §2º. Veja:

Art. 185, § 2º: Excepcionalmente, o juiz, por decisão


fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, poderá
realizar o interrogatório do réu preso por sistema de
videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de
sons e imagens em tempo real, desde que a medida seja
necessária para atender a uma das seguintes finalidades:[...].

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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

1. (CESPE / Analista Processual - MPU / 2010) No tocante aos


sistemas de apreciação das provas, é correto afirmar que ainda existe
no ordenamento jurídico brasileiro procedimento em que o julgador
decide pelo sistema da íntima convicção, não se impondo o dever
constitucional de motivar a decisão proferida.

2. (TJ-RS / Juiz Substituto - TJ-RS / 2009) São admitidas provas


derivadas das ilícitas quando não evidenciado o nexo de causalidade
entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por
uma fonte independente das primeiras.

3. (CESPE / Promotor de Justiça- MPE-RN / 2009) Segundo


entendimento doutrinário, quando a norma afrontada tiver natureza
processual, a prova vedada deve ser chamada de ilícita; afrontando
normas de direito material, deve ser chamada de ilegítima

4. (CESPE / Delegado de Polícia – PC-PB / 2008) No exame por


precatória, a nomeação dos peritos é feita no juízo deprecante,
qualquer que seja a natureza da ação penal.

5. (CESPE / Agente de investigação Escrivão de Polícia / 2009) Poderá


o juiz, de ofício, ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a
produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes.

6. (CESPE / Agente de investigação Escrivão de Polícia / 2009) Nos


casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver,
ainda que haja infração penal a apurar.

**** No que se refere à prova testemunhal, julgue os itens abaixo:

7. (CESPE / OAB-SP / 2009) As testemunhas serão inquiridas uma de


cada vez, de forma que umas não saibam nem ouçam os depoimentos
das outras, devendo o juiz, na ocasião da oitiva, adverti-las das penas
cominadas ao falso testemunho.

8. (CESPE / OAB-SP / 2009) As perguntas devem ser formuladas pelas


partes, por intermédio do juiz e não diretamente à testemunha.

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9. (CESPE / OAB-SP / 2009) Admite-se que as partes formulem


perguntas que possam induzir a resposta das testemunhas.

10. (CESPE / OAB-SP / 2009) São admissíveis perguntas que não


tenham relação com a causa.

11. (CESPE / Delegado de Polícia - PC/PB-2008) Não sendo possível o


exame de corpo de delito por haverem desaparecido os vestígios, a
prova testemunhal pode suprir-lhe a falta. Em caso, todavia, de exame
complementar, a prova testemunhal não supre a falta do exame,
devendo o crime, se for o caso, ser desclassificado.

12. (CESPE / Agente de investigação Escrivão de Polícia / 2009)


Quando encontrados em posição diversa, os cadáveres deverão ser
colocados em posição horizontal para serem fotografados.

13. (CESPE / Perito Criminal - PC – PI / 2008) Como prova documental


não serão aceitas fotografias de documentos, em hipótese nenhuma.

14. (CESPE / Agente - Polícia Civil–ES / 2009) O sistema da livre


convicção, método de avaliação da prova concernente à livre valoração
ou à íntima convicção do magistrado, é inaplicável no processo penal
pátrio, porquanto afasta a necessidade de motivação das decisões
judiciais.

15. (CESPE / Agente - Polícia Civil – ES / 2009) Caso uma indivíduo


tenha sido gravemente ferido por disparo acidental de arma de fogo,
resultando-lhe sérios danos à integridade física com lesões de
natureza grave, nessa situação e considerando que a infração penal,
conforme descrita, deixa vestígios materiais, será indispensável o
exame pericial, direto ou indireto, sob pena de nulidade.

16. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-AL / 2008) Ainda que devidamente


intimado, se o ofendido deixa de comparecer à audiência de instrução
e julgamento, não pode o juiz determinar sua condução coercitiva,
considerando que não se trata de testemunha compromissada.

17. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-AL / 2008) O ofendido terá de ser


comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do

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acusado da prisão, à designação de data para audiência e à sentença,


bem como a respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem.

18. (CESPE / Delegado - PC-ES / 2008) A lei processual garante ao


acusado a possibilidade de confessar, negar ou silenciar a respeito da
imputação que lhe é atribuída, sem que haja qualquer prejuízo à sua
defesa. Assim, no momento do interrogatório, é permitido ao acusado
o silêncio em resposta às perguntas de natureza identificatórias ou de
qualificação pessoal.

19. (OAB-RJ / 2007) Na disciplina da valoração da prova instituída


pelo Código de Processo Penal brasileiro, foi adotado o sistema

A) da íntima convicção;
B) de provas legais;
C) do livre convencimento motivado;
D) de provas legais, exceto no tribunal do júri, que adota o sistema do
livre convencimento motivado.

20. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-DF / 2008) O juiz penal não está
obrigado a admitir como verdadeira a confissão do réu.

21. (CESPE / Juiz Substituto TJ-DF / 2008) O juiz penal, quando julgar
necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas
partes, bem como pessoas por elas referidas.

22. (CESPE / Juiz Substituto TJ-DF / 2008) Aos menores de 18


(dezoito) anos quando testemunhas, não se defere o compromisso
legal.

23. (CESPE / Juiz Substituto - TJ-RS / 2009) A previsão do


interrogatório do réu por videoconferência afastou a possibilidade de
tomada do depoimento das testemunhas por essa metodologia de
busca da prova.

24. (CESPE / Agente - Policia Civil / 2009) Considere que Angélica,


imputável, tenha sido arrolada como testemunha de acusação nos
autos de uma ação penal, tendo sido notificada pessoalmente da
audiência para a sua oitiva. Sem justificativa, Angélica faltou à

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audiência e, mesmo novamente notificada, não compareceu em juízo.


Neste caso, poderá o juiz determinar a condução coercitiva de
Angélica, sem prejuízo do processo penal por crime de desobediência.

25. (CESPE / Analista judiciário - TJ-AC / 2007) O silêncio do acusado,


durante o processo, não pode ser interpretado em seu desfavor.

26. (CESPE / TJ-AC / 2007) O comportamento adotado pelo réu


durante o processo, na tentativa de defender-se, não se presta a
agravar-lhe a pena.

****Acerca da prova testemunhal, assinale a opção correta.

27. (OAB-RJ / 2007) Ao juiz é vedado ouvir outras testemunhas, além


das indicadas pelas partes.

28. (OAB-RJ / 2007) As testemunhas da acusação e da defesa serão


inquiridas umas na presença das outras.

29. (OAB-RJ / 2007) Se o juiz, ao pronunciar sentença final,


reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, calou ou
negou a verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade policial
para a instauração de inquérito.

30. (OAB-RJ / 2007) A testemunha deve prestar o depoimento


oralmente ou trazê-lo por escrito.

31. (CESPE / AGENTE DA POLÍCIA CIVIL – TO / 2008) Considere que


uma autoridade policial, no decorrer das investigações de um crime de
furto e sem o competente mandado judicial, ordenou aos seus agentes
que arrombassem a porta de uma residência e vistoriassem o local,
onde provavelmente estariam os objetos furtados. No interior da
residência foi encontrada a maior parte dos bens subtraídos. Nessa
situação, a autoridade policial e seus agentes agiram dentro da
legalidade, pois a conduta policial oportunizou a recuperação dos
objetos.

32. (CESPE / AGENTE DA POLÍCIA CIVIL-TO / 2008) Qualquer


indivíduo que figure como objeto de procedimentos investigatórios

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policiais ou que ostente, em juízo penal, a condição jurídica de


imputado, tem o direito de permanecer em silêncio, incluindo-se aí,
por implicitude, a prerrogativa processual de o acusado negar, ainda
que falsamente, perante a autoridade policial ou judiciária, a prática
da infração penal.

33. (OAB-SP – 2009) São entendidas como provas ilícitas apenas as


que forem obtidas em violação a normas constitucionais, devendo tais
provas ser desentranhadas do processo.

34. (OAB-SP – 2009) São, em regra, admissíveis as provas derivadas


das ilícitas.

35. (OAB-SP – 2009) Considera-se fonte independente aquela que, por


si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação
ou instrução criminal, seja capaz de conduzir ao fato objeto da prova.

36. (OAB-SP – 2009) As cartas particulares, ainda que interceptadas


ou obtidas por meios criminosos, são, em regra, admitidas em juízo.

37. (OAB / 2008) As buscas domiciliares serão executadas de dia,


salvo se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de
penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao
morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a
porta.

38. (OAB / 2008) Em casa habitada, a busca será feita de modo que
não moleste os moradores mais do que o indispensável para o êxito da
diligência.

39. (OAB / 2007) A busca em mulher será feita sempre por outra
mulher.

40. (OAB / 2007) O depoimento será prestado oralmente, não sendo


permitido à testemunha trazê-lo por escrito.

41. (OAB-SP / 2008) A prova, ainda que produzida por iniciativa de


uma das partes, pertence ao processo e pode ser utilizada por todos os

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participantes da relação processual, destinando-se à apuração da


verdade dos fatos alegados.

42. (OAB-SP / 2008) O sistema da livre convicção, adotado


majoritariamente no processo penal brasileiro, com fundamento na
Constituição Federal, significa a permissão dada ao juiz para decidir a
causa de acordo com seu livre entendimento, devendo o magistrado,
no entanto, cuidar de fundamentá-lo, nos autos, e buscar persuadir as
partes e a comunidade em abstrato.

43. (OAB-SP / 2008) O sistema da persuasão racional é o adotado no


Brasil.

44. (OAB-SP / 2008) O juiz fica adstrito ao laudo pericial, não podendo
decidir, de acordo com sua convicção, a matéria que lhe é apresentada.

45. (CESPE / Perito Criminal - PC-ES / 2011) O interrogatório judicial,


como meio de defesa, exige a presença física do acusado, de forma
que a sua realização por meio de videoconferência é inadmissível no
processo penal.

46. (CESPE / Analista Judiciário - TJ-ES / 2011) O exame de corpo de


delito bem como outras perícias devem ser realizados por dois peritos
oficiais, portadores de diploma de curso superior; na falta desses
peritos, o exame deverá ser realizado por duas pessoas idôneas,
portadoras de diploma de curso superior, preferencialmente em área
específica.

47. (CESPE / Analista Judiciário - TRE-ES / 2011) São inadmissíveis no


processo provas derivadas de provas ilícitas, ainda que não
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras.

48. (CESPE / Defensor - DPU / 2010) O interrogatório, na atual


sistemática processual penal, deve ser realizado, como regra geral, por
intermédio da videoconferência, podendo o juiz, por decisão
fundamentada, nos expressos casos legais, decidir por outra forma de
realização do ato. O CPP estabelece, de forma expressa, o uso da
videoconferência ou de recurso tecnológico similar para oitiva do
ofendido e de testemunhas, inclusive nos casos em que se admite a
utilização de carta rogatória.

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CURSO ON-LINE – DIREITO PROCESSUAL PENAL – TEORIA E EXERCÍCIOS
PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL
PROFESSOR PEDRO IVO

49. (CESPE / Juiz - TJ-SC / 2010) O interrogatório do réu preso será


realizado em sala própria, no estabelecimento em que estiver
recolhido, desde que estejam garantidas a segurança do juiz, do
membro do Ministério Público e dos auxiliares bem como a presença
do defensor e a publicidade do ato.

50. (CESPE / Juiz - TJ-SC / 2010) Excepcionalmente, o juiz, por


decisão fundamentada, de ofício, ou a requerimento das partes, poderá
realizar o interrogatório do réu preso por sistema de videoconferência
ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em
tempo real, desde que a medida seja necessária para atender as
finalidades descritas na lei.

GABARITO

1-C 2-C 3-E 4-E 5-C

6-E 7-C 8-E 9-E 10-E

11-E 12-E 13-E 14-E 15-C

16-E 17-C 18-E 19-C 20-C

21-C 22-E 23-E 24-C 25-C

26-E 27-E 28-E 29-C 30-E

31-E 32-C 33-E 34-E 35-C

36-E 37-C 38-C 39-E 40-C

41-C 42-E 43-E 44-E 45-E

46-E 47-E 48-E 49-C 50-C

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