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Stit MATERIAIS, MISTURAS ASFÁLTICAS E RECICLAGEM DE REVESTIMENTOS MANUAL DO ALUNO VOLUME 1 MISTURAS BETUMINOSAS
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MATERIAIS, MISTURAS ASFÁLTICAS E RECICLAGEM DE REVESTIMENTOS

MANUAL DO ALUNO

VOLUME 1 MISTURAS BETUMINOSAS

Engª Dilma Guarçoni

Stit

2009

Ministério dos Transportes Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes Diretoria Geral Diretoria Executiva Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR

Apresentação

Este trabalho tem por finalidade levar aos técnicos rodoviários algumas informações decorrentes da minha experiência e vivência na área rodoviária, desde 1967, quando ingressei no então DNER. Nestes 42 anos de trabalho em pesquisas rodoviárias tive a felicidade de trabalhar e conviver com grandes mestres, como os Engenheiros Murillo Lopes de Souza, Richard Schlosser, Saul Birman, Salomão Pinto, e tantos outros, além dos tecnologistas Dalmo do Patrocínio, Jorge Paixão e Sérgio Romário, que me proporcionaram a oportunidade de um aprendizado sólido e preciso. Na elaboração deste material servi-me também das excelentes ilustrações, esquemas, e fotos constantes das Referências Bibliográficas que complementaram as informações teóricas. Na esperança de continuidade, desejo a proteção Divina a todos os técnicos rodoviários, para que possam melhorar a qualidade das rodovias brasileiras, fornecendo conforto e segurança aos usuários, além de maior vida útil.

Dilma dos Santos Guarçoni

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR
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1. Histórico

Índice

2. Cimento Asfáltico de Petróleo

3. Petróleo

3.1 Petróleo Origem

3.2 Petróleo Composição

3.3 Petróleo Rendimento

3.4 Petróleo Refino

3.5 CAP Composição Química

3.6 Fracionamento Químico

3.7 Especificações

4. Alcatrão

5. Cimento Asfáltico Modificado por Polímero

5.1 Especificações

6. Asfalto Diluído(ADP)

6.1 Ensaios

1

3

3

4

4

4

5

9

9

12

13

14

18

19

21

6.1.1 6.1.2 21 6.1.3 22 6.1.4 6.1.5 Água Destilação Densidade 20º / 4ºC Viscosidade Cinemática
6.1.1
6.1.2
21
6.1.3
22
6.1.4
6.1.5
Água
Destilação
Densidade 20º / 4ºC
Viscosidade Cinemática (CST)
Viscosidade Saybolt-Furol (SSF)
21
22
24
6.1.6
Ponto de Fulgor
24
7. Emulsão Asfáltica(EA)
25
7.1 Ensaios
33
7.1.1 Carga de Partícula
33
7.1.2 Determinação do pH
34
7.1.3 Peneiração
35
7.1.4 Desemulsibilidade
35
7.1.5 Mistura com cimento – ruptura
36

7.1.6 Resistência à água

36

7.1.7 Sedimentação

37

7.1.8 Destilação

37

7.1.9 Mistura com Filler Silícico

38

8. Agregado Artificial

38

9. Reciclagem de Revestimento

42

9.1 Reciclagem à Quente em Usina

44

9.1.1

Misturas a Quente em Usina Volumétrica

45

9.1.2 Reciclagem “In Situ”

46

9.1.2.1 Método Wirtgen

46

9.1.2.2 Método Marini

46

9.1.3

Equipamentos

47

9.2 Reciclagem à Frio

48

9.2.1

Equipamentos

50

10. Pré-Misturado a Frio PMF

50

10.1 Controles Tecnológicos

52

11. Concreto Asfáltico CA

54

11.1 Densidade teórica da Mistura Asfáltica

60

11.2 Percentagem de Vazios da Mistura

61

60 11.2 Percentagem de Vazios da Mistura 61 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
60 11.2 Percentagem de Vazios da Mistura 61 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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11.3 Vazios do Agregado Mineral

61

11.4 Relação Betume-Vazios

62

11.5 Equipamentos

63

11.6 Projeto de Dosagem de CA, em laboratório

66

12 Serviços Asfálticos

76

12.1 Vantagens / Desvantagens

77

12.2 Revestimento por Penetração

77

12.3 Macadame Betuminoso

79

12.4 Equipamento para Macadame e Tratamento Superficial

80

Referências Bibliográficas

84

Superficial 80 Referências Bibliográficas 84 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
Superficial 80 Referências Bibliográficas 84 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Materiais Betuminosos

1.

Histórico

A história da utilização do betume em construção de vias, reporta-se aos anos

2.600 2.400 a.c, quando foram construídas as Pirâmides do Egito. Algumas estradas construídas na antiguidade merecem ser citadas devido a sua importância , na época, não só para o comércio de mercadorias como também para o desenvolvimento das culturas da Índia, China e Ásia, como é o caso da Estrada da Seda

e a de Semíramis. Toda a tecnologia destas construções estavam baseadas na utilização de um material com poder aglutinante, o betume. Materiais betuminosos são misturas de hidrocarbonetos solúveis no dissulfeto de carbono, cujo componente principal é o betume. Assim, podemos definir:

Betume - mistura de hidrocarbonetos pesados, de consistência variável, com poder aglutinante e impermeabilizante, sendo
Betume - mistura de hidrocarbonetos pesados, de consistência variável, com
poder aglutinante e impermeabilizante, sendo o betume o principal
componente, solúvel no bissulfeto de carbono, tetracloreto de carbono ou
no tricloroetileno.
O betume pode ser obtido em estado natural ou por diferentes processos químicos

ou físicos apropriados. Os obtidos em estado natural são os existentes em grande depósitos, como é o caso do Lago de Trinidad, porém possuem impurezas minerais da ordem de 35 a 40%, portanto são asfaltos duros. Os obtidos por diferentes processos químicos ou físicos apropriados são os asfaltos de petróleo e os alcatrões. Assim podemos definir:

Asfalto - mistura de hidrocarbonetos derivados do petróleo obtido de forma natural (asfalto natural NA) ou por destilação de petróleo (asfalto de petróleo AP ).

Alcatrão - obtido por processo de destilação destrutiva de matéria orgânica ( carvão, linhito, xisto, madeira, etc.)

matéria orgânica ( carvão, linhito, xisto, madeira, etc.) Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
matéria orgânica ( carvão, linhito, xisto, madeira, etc.) Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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O constituinte principal dos asfaltos e do alcatrão, é o betume, em proporções diferentes para cada tipo de material. Uma definição clássica é:

Asfalto: Material aglutinante, de consistência variável, cor pardo escuro ou negra, cujo elemento predominante é o betume, podendo ocorrer na natureza ou ser obtido pela refinação do petróleo.

Asfalto Natural (AN): Ocorrem em depressões na crosta terrestre, constituindo os lagos de asfalto, por ex.: Lago de Trinidad e Tobago, Lago de Bermudas, ou podem aparecer impregnando rochas denominadas asfálticas, ou ainda com impurezas minerais.

Natural (AN) rochas asfálticas -xistos, arenitos lagos asfálticos sólidos – asfalto oxidado, soprado CAP-30/45
Natural (AN)
rochas asfálticas -xistos, arenitos
lagos asfálticos
sólidos – asfalto oxidado, soprado
CAP-30/45
CAP-50/70
semi-sólido
cimento asfáltico
CAP -85 /100
CAP-150-200
Asfalto
Materiais
Betuminosos
Derivado de
Petróleo
cura rápida – CR-
cura média – CM
asfalto diluído
líquidos
catiônica
emulsão asfáltica
ou
aniônica
Ruptura Rápida – RR-1, RR-2 e RR-1C, RR-2C
Ruptura Média – RM-1, RM-2
Ruptura Lenta – RL, emulsões especiais
asfalto modificado
polímeros
borracha de pneus
aditivos específicos
Alcatrão(AP)
Líquido – AP-1 à AP-6
Semi-Sólido – AP-7 à AP-12
Líquido – AP-1 à AP-6 Semi-Sólido – AP-7 à AP-12 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
Líquido – AP-1 à AP-6 Semi-Sólido – AP-7 à AP-12 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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2. Cimento Asfáltico de Petróleo

É o produto obtido da destilação do petróleo no qual são separadas todas as

frações leves através de vaporização, fracionamento e condensação do petróleo, possuindo poder impermeabilizante e aglutinante, com no mínimo 99,5% de betume.

3.

Petróleo

Decomposição de seres de origem vegetal e animal, na ausência de O 2 , formando mistura de hidrocarbonetos, além de impurezas (composto oxigenados, nitrogenados) etc

O CAP tem baixa reatividade química a determinadas substâncias ou produtos,

porém cabe lembrar que vários produtos derivados de petróleo podem agredi-lo, como é o caso
porém cabe lembrar que vários produtos derivados de petróleo podem agredi-lo, como é
o caso do óleo diesel.
Com todas estas características que o tornam importante à pavimentação, eles
sofrem a ação do intemperismo que acarreta o seu envelhecimento por oxidação,
perdendo lentamente o seu poder aglutinante tornando-se quebradiço.

CAP - Características Organolépticas Estado: semi-sólido à baixa temperatura Cor: preta brilhante Odor: inodoro

O CAP é um material viscoelástico à temperatura ambiente, sendo que esta

característica de termoviscoelasticidade influência no seu comportamento mecânico, através da velocidade, tempo e intensidade de carregamento e à temperatura de serviço.

3.1 Petróleo Origem Na origem orgânica do petróleo, é comprovada a presença de hormônios de origem vegetal e animal, bem como de produtos específicos do metabolismo de seres vivos. A decomposição destes seres, na ausência de oxigênio, formam os hidrocarbonetos que fazem parte da constituição química do petróleo. Assim sendo, podemos dizer que ele é constituído por mistura complexa de hidrocarbonetos com os

constituído por mistura complexa de hidrocarbonetos com os Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
constituído por mistura complexa de hidrocarbonetos com os Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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mais diferentes pontos de ebulição, contendo ainda pequenas quantidades de compostos orgânicos oxigenados, nitrogenados, sulfurados, organometálicos, água, sais, minerais e areia, que são considerados como impurezas.

3.2 Petróleo Composição. O petróleo é composto basicamente pelas seguintes frações:

C1 e C2 GN

C3 a C5 GLP C6 a C10 Nafta (solventes, gasolina 40 a 180ºC) C11 a C12 querosene 180 º 230 ºC C13 a C17 óleo diesel 230 º 300 ºC C18 a C25 gasolina, óleos lubrificantes, óleos combustíveis, parafina 300 º 400 ºC C26 C38 óleos lubrificantes 400º - 520 ºC C38 asfalto resíduo

– 400º - 520 ºC C38 – asfalto – resíduo até 40º C Somente alguns tipos

até 40º C

Somente alguns tipos de petróleo são apropriados para a obtenção de asfalto, Os petróleos possuem
Somente alguns tipos de petróleo são apropriados para a obtenção de asfalto,
Os petróleos possuem composição química predominantemente parafínica,
naftênica e aromática.
Tipos dependentes de sua composição:
- Parafínico alcanos * - Naftênicos hidroc. naftênicos * - Asfálticos hidroc. M.M - Aromáticos
- Parafínico
alcanos
* - Naftênicos
hidroc. naftênicos
* - Asfálticos
hidroc.
M.M
- Aromáticos
anéis
aromáticos

3.3 Petróleo Rendimento O rendimento do petróleo de asfalto, é condicionado do tipo de cru a ser refinado.

Assim podemos ter:

Petróleo Pesado (naftênico ou asfáltico) petróleo que possui alto rendimento em asfalto.

– petróleo que possui alto rendimento em asfalto. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
– petróleo que possui alto rendimento em asfalto. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Ex.: Boscan, Bachaquero, Lagunillas, Tia Juana, Fazenda Belém e Árabe Pesado.

Petróleo Médio (intermediário) petróleo que possui médio rendimento em asfalto. Ex: Carmópolis.

Petróleo Leve petróleo que possui baixo rendimento em asfalto. Ex.: Árabe Leve.

O Brasil possui, atualmente, petróleos com qualidades excelentes para produção

de asfalto para pavimentação.

3.4 Petróleo Refino Os processos de refino, para obtenção do CAP, dependem do tipo de cru e logicamente do seu rendimento em asfalto, sendo que as unidades de refino são projetadas para produzirem asfalto a partir de mistura de diversos petróleos. Quando o petróleo tem alto rendimento em asfalto, é um cru de base asfáltica, designado por petróleo pesado, necessita de apenas um estágio de destilação (destilação a vácuo), produzindo um CAP com consistência adequada para sua utilização em pavimentação. Ex.: Os venezuelanos Boscan, Bachaquero, Tia Juana, Lagunillas e o brasileiro Fazenda Alegre. Quando o petróleo é designado por petróleo leve ou intermediário, são necessários dois estágios de destilação (atmosférica e a vácuo), onde é obtido o resíduo de vácuo, que pode sofrer a desasfaltação por solvente, que consiste em um processo de extração com alcanos de baixa massa molecular (propano/heptano) dos resíduos de vácuo.

A utilização de redução de pressão ou de solvente de arraste amenizam ou evitam

fenômenos de craqueamento térmico com conseqüente perda da característica

aglutinante.

com conseqüente perda da característica aglutinante. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
com conseqüente perda da característica aglutinante. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
com conseqüente perda da característica aglutinante. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Destilação em apenas um estágio

PARA SISTEMA DE VÁCUO

Destilação em apenas um estágio PARA SISTEMA DE VÁCUO GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO
Destilação em apenas um estágio PARA SISTEMA DE VÁCUO GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO
Destilação em apenas um estágio PARA SISTEMA DE VÁCUO GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO
Destilação em apenas um estágio PARA SISTEMA DE VÁCUO GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO

GASÓLEO LEVE

em apenas um estágio PARA SISTEMA DE VÁCUO GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO TORRE

FORNO

um estágio PARA SISTEMA DE VÁCUO GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO TORRE DE ASFALTO

PETRÓLEO

ASFÁLTICO

GASÓLEO PESADO

GASÓLEO LEVE FORNO PETRÓLEO ASFÁLTICO GASÓLEO PESADO TORRE DE ASFALTO (C A P) VÁCUO Ref.1 Destilação

TORRE DE

ASFALTO (C A P)

VÁCUO

Ref.1 Destilação em dois estágios TORRE ATMOSFÉRICA FORNO DESSALGADORA PETRÓLEO
Ref.1
Destilação em dois estágios
TORRE
ATMOSFÉRICA
FORNO
DESSALGADORA
PETRÓLEO
TORRE DE VÁCUO
TORRE DE
VÁCUO

GÁS COMBUSTÍVEL G L P

NAFTA LEVE

NAFTA PESADA

QUEROSENE

ÓLEO DIESEL

PARA SISTEMA DE VÁCUO

GASÓLEO LEVE

GASÓLEO PESADO

ASFALTO (C A P)

Ref.1

VÁCUO GASÓLEO LEVE GASÓLEO PESADO ASFALTO (C A P) Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
VÁCUO GASÓLEO LEVE GASÓLEO PESADO ASFALTO (C A P) Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Mistura de RV de alta e baixa viscosidade

G Á S C O M B U STÍVEL G L P P/ SIST. D
G
Á S C O M B U STÍVEL
G
L
P
P/ SIST. D E VÁ C U O
TO R R E
A
TM O SFÉR IC A
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D E
VÁ C U O
N
A FTA
L.
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P.
G
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L.
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G
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P.
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.D IESEL
D
ESSA LG A D O R A
PETR Ó LEO
R
.V. A LTA
VISC O SID A D E
G
Á S C O M B U STÍVEL
G
L
P
P/ SIST. D E VÁ C U O
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L.
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P.
G
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L.
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PETR Ó LEO
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.V. B A IXA
VISC O SID A D E
A SFA LTO
(C
A
P)
Ref.1
.V. B A IXA VISC O SID A D E A SFA LTO (C A P)
.V. B A IXA VISC O SID A D E A SFA LTO (C A P)
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Mistura de RASF e diluente

G Á S C O M B U STÍVEL G L P P/ SIST. D
G Á S C O M B U STÍVEL
G
L
P
P/ SIST. D E VÁ C U O
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A TM O SFÉR IC A
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L.
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G
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G
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R .V. B A IXA VISC O SID A D E
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3/C 4
TO R R E
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DE S A RO M A TIZA ÇÃ O
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T. R EC U P. D E SO LVEN TE
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E VÁ C U O
C 3/C 4
A SFA LTO (C A P)
Ref.1 3.5 CAP – Composição Química
Ref.1
3.5 CAP – Composição Química

A composição química dos CAPs é bastante complexa podendo ter de 20 a 120 átomos de carbono por molécula. O CAP pode ser considerado como uma dispersão coloidal de partículas de asfaltenos em um meio oleoso denominado malteno, constituído por saturados e aromáticos imersos em resinas. Os asfaltenos são os compostos polares e polarizáveis. A sua proporção tem grande influência nas características reológicas do CAP, pois quanto maior a porcentagem de asfalteno, mais duro e mais viscoso será o ligante asfáltico. A proporção de resinas e de asfalteno comandam o comportamento coloidal (sol ou gel) do CAP. Resinas são compostos de C e H, solúveis no n-heptano. Compostos aromáticos meio de dispersão e peptização dos asfaltenos.

– meio de dispersão e peptização dos asfaltenos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
– meio de dispersão e peptização dos asfaltenos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Saturados são cadeias retas e ramificadas de hidrocarbonetos.

CAP tipo SOL

CAP tipo GEL

e ramificadas de hidrocarbonetos. CAP tipo SOL CAP tipo GEL  Maior suscestibilidade térmica;  Possuem

Maior suscestibilidade térmica;

Possuem óleos intermicilares muito aromáticos;

Menor consistência;

Maior resistência à aplicação de cargas rápidas, e menor resistência às cargas lentas;

Suscetíveis ao retorno.

Maior resistência à aplicação de carga lenta;

Menos suscetíveis ao retorno;

Maior propensão ao trincamento.

3.6 Fracionamento Químico Devido a sua complexidade química, os métodos utilizados para fracionamento do ligante
3.6 Fracionamento Químico
Devido a sua complexidade química, os métodos utilizados para
fracionamento
do ligante asfáltico, baseiam-se na separação química por grupamentos funcionais.
Como foi visto anteriormente, a composição química do asfalto é complexa, pois e
dependente do tipo de petróleo e do processo de refino utilizado.

Difícil seria a existência de uma metodologia de separação individual de seus componentes, já que eles existem em número muito grande de tipos de compostos.

Vários pesquisadores desenvolveram metodologias de fracionamento químico baseadas no principio da solubilidade, reatividade química e adsorção, com a finalidade de separar conjuntos de substâncias semelhantes entre si.

A base dos métodos de separação do asfalto em frações é a utilização de uma propriedade fundamental dos sistemas coloidais, que é a destruição de sua estabilidade pela eliminação da camada de proteção das micelas, o que faz com que elas se associem e precipitem pela ação da gravidade A estabilidade de uma micela é dada por uma camada de agente peptizante ou por camadas de solvatação, bastando assim a eliminação da proteção para que haja sedimentação destas micelas

da proteção para que haja sedimentação destas micelas Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
da proteção para que haja sedimentação destas micelas Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Uma vez separada a fase micelar (Asfaltenos). a fase intermicelar (maltenos) fica

solúvel no solvente usado, sendo então fracionada em subgrupos por diferença de

reatividade química ou por cromatografia.

Pelo exposto, o principio da solubilidade em naftas (heptana ou pentana) divide o

asfalto em duas frações: as insoluveis - que são os asfalteno, e as solúveis - os

maltenos

Os asfaltenos são hidrocarbonetos de peso molecular elevado, contendo maior teor

de heteroátomos (N, S, O, V, Ni, Fe) apresentando-se, quando isolado, na forma sólida,

quebradiça, preta, de alta viscosidade e quimicamente semelhante às resinas. São

considerados os componentes de maior responsabilidade pelo comportamento reológico

dos CAP.

Os maltenos são hidrocarbonetos de menor peso molecular, também denominados petrolenos, apresentando-se com aspecto
Os maltenos são hidrocarbonetos de menor peso molecular, também denominados
petrolenos, apresentando-se com aspecto oleoso, podendo ainda serem separados em
outras frações, tais como resinas, óleos saturados e óleos aromáticos. São menos
viscosos do que os asfaltenos e são sensíveis a oxidação
Pode-se
citar
algumas
metodologias
de
fracionamento,
onde
são
feitos
os
comparativos das frações.
 

Roster

Goltosky

Corbert

 

Método

(D-2006)

(D-2007)

(D-4124)

 

Solubilidade

n-pentano

n-pentano

n-heptano

Solvente de

ácido

Silica gel

Attapulgus

alumina

Separação

sulfúrico

Clay

 
   

asfaltenos

asfatenos

asfaltenos

bases

compostos

aromaticos

peptizantes

Frações

nitrogenadas

polares

polares

(resinas)

 

compostos

aromaticos

aromaticos

 

acidafinas

naftênicos

solventes

saturados

saturados

saturados

floculantes

saturados saturados saturados floculantes Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
saturados saturados saturados floculantes Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Existe uma metodologia realizada por cromatografia de camada fina com detecção por ionização de chama, o SARA que é similar ao método mais moderno (ASTM D 4124-01).

Todos os procedimentos aqui descritos são baseados na solubilidade em n-alcanos (separação química com ácido sulfúrico), adsorcão cromatográfica (polaridade) e peso molecular. Existe uma grande importância na polaridade do asfalto, que está relacionada com a presença de heteroátomos de nitrogênio, enxofre e oxigênio (N. S, O) e anéis aromaticos condensados. Como os solventes utilizados são n-pentano e n-heptano, para a insolubilização dos asfaltenos, verifica-se que as análises fornecem resultados diferentes, pois o maior numero de átomos de carbono do n-heptano solubiliza mais componentes do asfalto e apresenta menor teor de asfaltenos. Devido, então, aos agentes químicos utilizados nas diversas metodologias, verificamos que é muito difícil uma comparação das frações entre os métodos.

difícil uma comparação das frações entre os métodos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
difícil uma comparação das frações entre os métodos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
difícil uma comparação das frações entre os métodos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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3.7 Especificações

Especificações para Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) vigente até julho de

2005

Valores Características Unidade CAP 30-45 CAP 50-60 CAP 85-100 CAP 150-200 Penetração (100g,5s, 0,1mm 30
Valores
Características
Unidade
CAP 30-45
CAP 50-60
CAP 85-100
CAP 150-200
Penetração
(100g,5s,
0,1mm
30 a 45
50 a 60
85 a 100
150 a 200
25°C)
Dutilidade
a
25°C,
cm
60 60
100 100
min.
Índice de
Suscetibilidade
(-1,5) a (+1)
(-1,5) a (+1)
(-1,5) a (+1)
(-1,5) a (+1)
Térmica
Ponto de fulgor, min.
ºC
235
235
235
220
em
tricloroetileno, min.
Solubilidade
% massa
99,5
99,5
99,5
99,5
Viscosidade Saybolt-
Furol, 135°C, min.
s
110
110
85
70
Efeito do calor e do ar, 163°C por 5h
Penetração, min.
%
50
50
47
40
Variação
em
massa,
%
1,0
1,0
1,0
1,0
máx.
Especificações para Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) - Classificação por
viscosidade - vigente até julho de 2005
Valores
Características
Unidade
CAP-7
CAP-20
CAP-40
Viscosidade a 60°C
P
700 a 1.500
2.000 a 3.500
4.000 a 8.000
Viscosidade Saybolt-Furol, 135°C, min.
s
100
120
170
Viscosidade Saybolt-Furol, 177°C
s
15 a 60
30a 150
40 a 150
Dutilidade a 25°C, min.
cm
50
20
10
Índice de Suscetibilidade Térmica
(-1,5) a (+1)
(-1,5) a (+1)
(-1,5) a (+1)
Penetração (100g, 5s, 25°C), min
0,1mm
90
50
30
Ponto de fulgor, min.
°C
220
235
235
Solubilidade em tricloroetileno, min.
% massa
99,5
99,5
99,5
Densidade (20/4°C), min.
0,9990
0,9990
0,9990
Efeito do calor e do ar, 163°C por 5h
Razão de viscosidade, máx.
4,0
4,0
4,0
Variação em massa, máx.
%
1,0
1,0
1,0

.

4,0 4,0 Variação em massa, máx. % 1,0 1,0 1,0 . Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
4,0 4,0 Variação em massa, máx. % 1,0 1,0 1,0 . Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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Especificações Brasileira de CAP (ANP, 2005)

Limites Métodos Características Unidade CAP 30-45 CAP 50-70 CAP 85-100 CAP 150-200 ABNT ASTM Penetração
Limites
Métodos
Características
Unidade
CAP 30-45
CAP 50-70
CAP 85-100
CAP 150-200
ABNT
ASTM
Penetração ( l00g,5s, 25°C)
0,l mm
30a 45
50a 70
85 a 100
150 a 200
NBR 6576
D5
Ponto
de
amolecimento,
°C
52
46
43
37
NBR 6550
D
36
Viscosidade Saybolt-Furol
a 135°C, min.
192
141
110
80
NBR 14950
a 150°C, min.
36
s
90
50
43
E
102
a 177°C
40
a 150
30
a 150
15 a 60
15 a 60
Viscosidade Brookfield
a135°C,min.
374
274
214
155
SP21,20rpm, min.
NBR 15184
cP
D
4402
a 150°C, min.
203
112
97
81
a 177°C, SP 21
76
a 285
57
a 285
28a 114
28 a 114
índice de
(-1,5) a
(-1,5) a
(-1,5) a
(-1,5) a
Suscetibilidade
-
-
(+0,7)
(+0,7)
(+0,7)
(+0,7)
Térmica
Ponto de fulgor, min.
°C
235
235
235
235
NBR 11341
D
92
Solubilidade em
tricloroetileno, min.
99,5
%
massa
99,5
99,5
99,5
NBR 14855
D
2042
Dutilidade a 25°C
cm
60
60
100
100
NBR 6293
D
113
Efeito do calor e do ar a 163°C por 85 minutos
Variação em massa,
máx.
%
massa
0,5
0,5
0,5
0,5
D
2872
Dutilidade a 25ºC, mín.
cm
10
20
50
50
NBR 6293
D113
Aumento do ponto de
amolecimento, máx
NBR 6560
°C
8
8
8
8
D
36
Penetração retida, mín.(*)
%
60
55
55
50
NBR 6576
D5

* Relação entre a penetração após o efeito do calor e do ar em estufa RTFOT e a penetração original, antes do ensaio do efeito do calor e do ar.

4.

Alcatrão

O alcatrão é um material betuminoso, porém não é um material asfáltico, embora o componente predominante nos dois, seja o betume. O alcatrão possui em torno de 70% de betume, sendo que os constituintes do alcatrão são mais voláteis do que os do CAP, tornando-o mais suscetível ao envelhecimento. Possuem resistência ao diesel, gasolina, querosene, e boa adesão aos agregados úmidos e penetra bem em camadas de solos. Porém, envelhece mais rapidamente, possui gases nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, etc.

gases nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, etc. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
gases nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, etc. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de

Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de Revestimentos Manual do Aluno

Página 13

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AP - Características Organolépticas Estado: líquido: AP-1 ao AP-6 semi-sólido: AP-7 ao AP-12 Cor: escura Odor: creosoto

5. Cimento Asfáltico Modificado por Polímero

O asfalto tem sido o principal material aglutinante utilizado nos revestimentos

brasileiros.

O seu envelhecimento está associado aos fenômenos de perda de componentes voláteis durante o seu
O seu envelhecimento está associado aos fenômenos de perda de componentes
voláteis durante o seu aquecimento na fase de construção e da oxidação progressiva no
campo, principalmente na superfície exposta às intempéries.
A busca de materiais com melhores características, tem conduzido os técnicos
rodoviários, a utilizarem polímeros para modificação dos asfaltos, visando:
 aumento do ponto de amolecimento e da viscosidade;
 diminuição da susceptibilidade térmica;
 aumento da resistência ao envelhecimento;

menor variação do módulo de rigidez com a temperatura;

revestimentos com características de módulos elásticos dinâmicos mais compatíveis com as condições a que são submetidos.

Segundo Mano (1986), as moléculas que contém um número de átomos em cadeia superior a uma centena, são denominados macromoléculas que podem ser naturais

( madeira, óleo, lubrificante, cortiça, etc

Os conceitos de macromoléculas e de polímeros são bastante semelhantes. O termo polímero foi criado por Berselius, em 1832, para designar compostos de pesos moleculares múltiplos. Atualmente são considerados polímeros as moléculas relativamente grandes (pesos moleculares da ordem de 10 3 a 10 6 ), em cuja estrutura se encontram repetidas unidades químicas simples.

)

ou sintéticas (plásticos, adesivos, etc

).

simples. ) ou sintéticas (plásticos, adesivos, etc ). Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
simples. ) ou sintéticas (plásticos, adesivos, etc ). Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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O termo macromoléculas, engloba os compostos de elevado peso molecular,

considerando tanto os compostos que apresentam unidades químicas repetidas

(polímeros), quanto os compostos de estruturas moleculares mais complexas.

Os polímeros são classificados de inúmeras maneiras, de acordo com a finalidade

classificatória:

a) quanto à ocorrência: naturais e sintéticos

b) quanto à preparação: adição (homopolímero e copolímeros)

c) quanto à cadeia: homogêneos e heterogêneos

d) quanto à estrutura: lineares e tridimensionais

e) industrial : elastômeros, plásticos e fibras.

Os homopolímeros são obtidos pela reação de polimenização de apenas uma

espécie de monômero, já os copolímeros são obtidos pela reação de dois ou mais monômeros
espécie de monômero, já os copolímeros são obtidos pela reação de dois ou mais
monômeros diferentes.
Monômero A
e
Monômero B
Homopolímero 
A-A-A-A-A
Copolímero alternado 
A-B-A-B-A-B-A
Copolímero em bloco 
A -
-A-B
-B-A
-A
Copolímero elástico 
A-B-B-A-A-B-A-B-A-A
-B-A -A Copolímero elástico  A-B-B-A-A-B-A-B-A-A Copolímero grafitizado  A-A-A-A-A- | B | B | B

Copolímero grafitizado

A-A-A-A-A-

|

B

|

B

Copolímero grafitizado  A-A-A-A-A- | B | B | B Disnnem classifica os polímeros em 4

|

B

Disnnem classifica os polímeros em 4 grupos distintos:

Termorrígidos são aqueles que sob a ação do calor sofrem degradação e

endurecem de forma irreversível, mesmo sob a ação do calor.

Ex.: resina epóxi, poliuretano, poliéster, etc.

Termoplásticos são aqueles que, por ação do calor amolecem de forma

reversível, ou seja, amolecem quando aquecidos e endurecem quando

resfriados.

amolecem quando aquecidos e endurecem quando resfriados. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
amolecem quando aquecidos e endurecem quando resfriados. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Ex.: polietileno, polipropileno atático, policloreto de vinila.

Elastômeros são aqueles que quando aquecidos a temperaturas maiores se decompõem antes de amolecer, e apresentam propriedades elásticas que lembram a borracha. Ex.: SBR

Elastômeros-Termoplásticos são aqueles que ao serem aquecidos se comportam como termoplásticos, mas em temperaturas baixas apresentam propriedades elásticas (comportamento termoplástico). Ex.: SBS e EVA

A presença do polímero no ligante asfáltico pode modificar bastante as respostas da mistura asfáltica aos pulsos das cargas geradas pelo tráfego em movimento, influenciando diretamente no desempenho das misturas asfálticas.

Morfologia do Asfalto Modificado por SBS Microscópio Ótico de Fluorescência* asfalto polímero domínio PS
Morfologia do Asfalto Modificado por SBS
Microscópio Ótico de Fluorescência*
asfalto
polímero
domínio PS
enriquecido de
inchado
asfaltenos
cadeia PB
constituintes de
asfalto de baixo PM
asfaltenos cadeia PB constituintes de asfalto de baixo PM * Ensaio de controle durante a produção

* Ensaio de controle durante a produção

Ref.1

de baixo PM * Ensaio de controle durante a produção Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
de baixo PM * Ensaio de controle durante a produção Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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Morfologia do Asfalto Modificado por SBS

Ensaio de controle durante a produção

Modificado por SBS Ensaio de controle durante a produção Microscópio Ótico de Fluorescência Matriz Asfáltica

Microscópio Ótico de Fluorescência

durante a produção Microscópio Ótico de Fluorescência Matriz Asfáltica Matriz polimérica Asfalto polímero Ref.1

Matriz Asfáltica

Microscópio Ótico de Fluorescência Matriz Asfáltica Matriz polimérica Asfalto polímero Ref.1 Recuperação

Matriz polimérica

de Fluorescência Matriz Asfáltica Matriz polimérica Asfalto polímero Ref.1 Recuperação Elástica ASTM D 6084

Asfalto polímero

Ref.1 Recuperação Elástica ASTM D 6084 • Utiliza o dutilômetro; • Molde modificado; • Teste
Ref.1
Recuperação Elástica ASTM D 6084
• Utiliza o dutilômetro;
• Molde modificado;
• Teste realizado a 25°C ou a
4°C;
• Velocidade de estiramento de
5 cm/min.
• Distingue bem materiais
modificados com elastômeros
dos demais.

Ref.1

materiais modificados com elastômeros dos demais. Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
materiais modificados com elastômeros dos demais. Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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5.1 Especificações

Especificação

Técnica

(DNER EM 396/99)

para

Asfalto

Modificado

por

Polímero

(AMP)

Exigência Característica Mínima Máxima Penetração, 100g, 5s, 0,lmm 45 - Ponto de fulgor, °C 235
Exigência
Característica
Mínima
Máxima
Penetração, 100g, 5s, 0,lmm
45
-
Ponto de fulgor, °C
235
-
Dutilidade, 25°C, 5cm/min, cm
100
-
Densidade relativa 25°C/4°C
1,00
1,05
Ponto de amolecimento, °C
60
85
Ponto de ruptura Fraass, °C
-
-13
Recuperação elástica, 20cm, 25°C, %
85
-
Viscosidade cinemática, 135°C, cSt
850
-
Estabilidade ao armazenamento, 500ml em estufa a
163°C por 5 dias:
 diferença de ponto de amolecimento, °C
-
4
 diferença de recuperação elástica, 20cm, 25°C, %
-
3
Efeito do calor e do ar (ECA)
 variação em massa, %
-
1,0
 porcentagem da penetração original
50
-
 variação do ponto de amolecimento, °C
-
4
 recuperação elástica, %
80
-
Especificação Técnica para Asfalto-Polímero (SBS) (ANP,2007)
Grau(Ponto de amolecimento min./
Recuperação elástica a 25°C min.) (°C/%)
Método
50/65
55/75
60/85
65/90
ABNT
Ensaios na amostra virgem
Penetração 25°C, 5s, 100g, 0,1mm
NBR 6576
45-70
45-70
40-70
40-70
Ponto de amolecimento, min., °C
NBR 6560
50
55
60
65
Viscosidade Brookfield a 135°C, spindle 21,
NBR 15184
1.500
3.000
3.000
3.000
20 RPM, máx., cP
Viscosidade Brookfield a 150°C, spindle 21,
NBR 15184
1.000
2.000
2.000
2.000
50 RPM, máx., cP
Viscosidade Brookfield a 177°C, spindle 21,
100 RPM, máx., cP
NBR 15184
500
1.000
1.000
1.000
Ponto de fulgor, min., °C
NBR 11341
235
235
235
235
Ensaio de separação de fase, máx., °C
NBR 15166
5
5
5
5
Recuperação elástica a 25°C, 20cm, min., %
NBR 15086
65
75
85
90
Recuperação elástica a 4°C, 10cm, %
NBR 15086
anotar
anotar
anotar
anotar
Ensaios no resíduo após RTFOT
Variação de massa, máx., %
NBR 15235
1
1
1
1
Aumento do ponto de amolecimento, °C,
máx.
NBR 6560
6
7
7
7
Redução do ponto de amolecimento, °C,
máx.
NBR 6560
3
5
5
5
Porcentagem de penetração original, min.
NBR 6576
60
60
60
60
Porcentagem de recuperação elástica
original a 25°C, min.
NBR 15086
80
80
80
80
elástica original a 25°C, min. NBR 15086 80 80 80 80 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
elástica original a 25°C, min. NBR 15086 80 80 80 80 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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6. Asfalto Diluído (ADP)

O asfalto diluído é também conhecido como “cut-baks”. São provenientes da

diluição do CAP por um solvente derivado de petróleo, de volatilidade adequada.

O asfalto diluído permite a utilização do CAP na forma líquida, `a temperatura

ambiente, com uma viscosidade compatível com o seu uso. A evaporação do solvente conduz a um asfalto residual (CAP), dispensando assim a utilização de aquecimento a altas temperaturas nos serviços asfálticos.

Os diluentes funcionam apenas como veículos, proporcionando produtos menos viscosos, aplicados à temperatura ambiente.

AD evaporação do diluente CAP

A evaporação total do solvente, isto é, a perda dos voláteis, que é dependente da
A evaporação total do solvente, isto é, a perda dos voláteis, que é dependente da
natureza do diluente utilizado, é chamada de CURA.
Os asfaltos diluídos são denominados de acordo com a velocidade de evaporação
do solvente, em:
- Asfalto Diluído tipo Cura Rápida (CR)  onde o solvente utilizado é a gasolina ou a
nafta (fração leve)

- Asfalto Diluído tipo Cura Média (CM) onde o solvente utilizado é o querosene (fração média)

Atualmente as especificações brasileiras contemplam somente os CR e os CM,

porém, no passado existiam os asfaltos diluídos do tipo cura lenta, onde o solvente era o óleo diesel. Os asfaltos diluídos são classificados de acordo com sua viscosidade cinemática, a 60ºC, em CR e CM.

Os CR são classificados como CR-70 e CR-250.

No CR-70 a viscosidade cinemática é de 70 a 140 Cst.

No CR-250 a viscosidade cinemática é de 250 a 500 Cst.

Os CM são classificados como CM-30 e CM-70

250 a 500 Cst. Os CM são classificados como CM-30 e CM-70 Materiais, Misturas Asfálticas e
250 a 500 Cst. Os CM são classificados como CM-30 e CM-70 Materiais, Misturas Asfálticas e
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A consistência do cimento asfáltico obtido após a evaporação do solvente é próxima a do CAP empregado na fabricação do asfalto. As quantidades de CAP e de solvente utilizados na fabricação do AD variam com as características das matérias primas, porém, são em média, as seguintes:

Tipo

CP (%)

Diluente (%)

30

52

48

70

63

37

250

70

30

Assim um CR 30 e um CM 30 podem ter a mesma viscosidade, porém os tempos de cura são diferentes. Isto é explicado porque cada um deles utiliza diluente com maior ou menor volatilidade.

EEssqquueemmaa TTííppiiccoo ppaarraa PPrroodduuççããoo ddoo AADD

AD Diluente Para carregamento CAP
AD
Diluente
Para
carregamento
CAP

Ref.4

AD- Características Organolépticas Estado: líquido à temperatura ambiente Cor: preta brilhante Odor: do diluente

temperatura ambiente Cor: preta brilhante Odor: do diluente Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
temperatura ambiente Cor: preta brilhante Odor: do diluente Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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6.1 Ensaios

6.1.1 Água É determinada no ensaio de destilação.

6.1.2 Destilação Este ensaio determina qualitativa e quantitativamente o resíduo asfáltico e o tipo

de solvente existente no asfalto diluído. Utiliza um balão de destilação (de vidro) com uma saída lateral, e um condensador de vidro.

Ref. 9
Ref. 9

Consiste em colocar 200ml de asfalto diluído, cujo peso é calculado a partir da densidade do material, no balão de destilação. Montar um conjunto balão-condensador. Aquecer de forma controlada, de modo que a 1ª gota de destilado deve passar pelo condensador, condensar e cair numa proveta graduada, entre 5 a 15 min. após o início do aquecimento. O aquecimento da amostra deve ser controlado até atingir a temperatura de 360 ºC. São anotados os volumes de destilado à 225 ºC, 260 ºC e 316 ºC, e calculados da seguinte maneira:

Resultado:

 

vol

destilado

a 260

º C

Destilado

a 260 º C,%

 

x 100

 

(200

resíduo

a 360

º C )

   (200  resíduo a 360 º C ) Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
   (200  resíduo a 360 º C ) Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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vol

destilado

a 316 º C

Destilado

a 316 º C,%

 

x100

 

200

resíduo

a 360 º C

vol

destilado

a 360 º C

Destilado

a 360 º C,%

 

x100

 

200

resíduo

a 360 º C

O resíduo do CAP é reservado para realização dos ensaios de viscosidade cinemática, dutilidade e porcentagem de betume.

6.1.3 Densidade 20º / 4ºC Tem por finalidade a caracterização do asfalto diluído (0,97), o cálculo de %

vazios nas misturas asfálticas, e a transformação entre massa e volume. É a relação entre
vazios nas misturas asfálticas, e a transformação entre massa e volume. É a relação entre
a massa de determinado volume de amostra à 20 ºC e o peso de igual volume de água
destilada a 4 ºC.
É utilizado o picnômetro Hubbard.
Consiste em pesar um picnômetro tarado (A), cheio com AD a 25ºC (C), e o
picnômetro cheio com água destilada (B).

densidade

20 º / 4º C

(C

A )

(0,999 )

0,003

(B

A )

6.1.4 Viscosidade Cinemática (CST)

É um ensaio classificatório do AD, a 60ºC;

Utiliza o viscosímetro de vidro tipo Zeitfuchs Cross-Arm e vácuo (30cm Hg) à 60 ºC.

tipo Zeitfuchs Cross-Arm e vácuo (30cm – Hg) à 60 ºC. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
tipo Zeitfuchs Cross-Arm e vácuo (30cm – Hg) à 60 ºC. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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leitura do bulbo A(seg) x fator calibração A = V (CST) leitura do bulbo B(seg) x fator calibração B = V (CST)

 

V

vis cos idade

cinemática

 

2

6.1.5 Viscosidade Saybolt-Furol (SSF) Determinada utilizando o viscosímetro Saybolt, onde o orifício de vazão é o Furol. Viscosidade Saybolt-Furol é o tempo, em segundos, que 60ml de material

asfáltico leva para fluir através de um orifício de dimensões padronizadas, a uma determinada temperatura. Este ensaio visa medir a consistência dos materiais asfálticos no estado líquido.

consistência dos materiais asfálticos no estado líquido. Ref.1 6.1.6 Ponto de Fulgor É um ensaio que

Ref.1

6.1.6 Ponto de Fulgor

É um ensaio que além de visar a segurança (evitando acidentes), verifica a

contaminação dos CAP pelo AD.

É a menor temperatura na qual os vapores emanados durante o aquecimento do

material betuminoso se inflamam quando sobre ele passa uma chama, sob determinadas condições.

Como o AD contém diluentes (solventes inflamáveis), o aparelho utilizado para realização do ensaio é o TAG.

o aparelho utilizado para realização do ensaio é o TAG. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
o aparelho utilizado para realização do ensaio é o TAG. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Ref. 9 7. Emulsão Asfáltica (EA) É a

Ref. 9

7. Emulsão Asfáltica (EA) É a dispersão coloidal de uma fase asfáltica em uma fase
7. Emulsão Asfáltica (EA)
É a dispersão coloidal de uma fase asfáltica em uma fase aquosa (direta), ou uma fase
aquosa dispersa em uma asfáltica (inversa).
Como foi mencionado anteriormente a consistência, a fonte e a composição do asfalto
são variáveis, o que afeta diretamente o funcionamento do asfalto como interface com o

agregado. Uma emulsão asfáltica é composta por no mínimo 60% de CAP, possuindo

suas características atreladas às do CAP que lhe deu origem.

As misturas asfálticas estão constituídas basicamente por um sistema de duas fases, o

asfalto (agente ligante) e o agregado.

A função do CAP é a de formar uma ligação com o agregado mediante uma interação

mecânica ou química.

A interação mecânica é a ligação entre os dois componentes através de uma interface

com a superfície. Este tipo de interação é influenciada pela porosidade dos agregados ou

pela resistência friccional devido a pressão exercida de um componente no outro.

A interação química se dá através de forças intermoleculares que podem ser

classificadas em ligação primária ou em ligação secundária.

A ligação primária pode ser:

ou em ligação secundária. A ligação primária pode ser: Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
ou em ligação secundária. A ligação primária pode ser: Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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-

iônica:

interação

eletrostática

eletropositivos.

entre

átomos

altamente

eletronegativos

ou

- covalente : um elétron é compartilhado por dois átomos, formando uma órbita

molecular em volta do núcleo dos átomos que estão interagindo.

- metálico: semelhante ao covalente, sendo que os elétrons são compartilhados pelos

núcleos de vários átomos

Obtenção de Emulsão Asfáltica

Fluxante Asfalto Solvente
Fluxante
Asfalto
Solvente
Ácido Emulsificante Água
Ácido
Emulsificante
Água
Fase Ligante Fase Aquosa Moinho Energia Mecânica
Fase Ligante
Fase Aquosa
Moinho
Energia Mecânica

Emulsão

As

propriedades de uma emulsão dependem em grande parte, do emulsificante utilizado

na

sua fabricação.

O emulsificante, por ser um agente tensoativo, modifica a tensão superficial na interface

entre as partículas de asfalto e a água, mantendo os glóbulos de asfalto estáveis em

suspensão, controlando o tempo de rompimento da emulsão.

O emulsificante deve ter em sua composição química duas zonas perfeitamente

distintas, uma parte hidrófoba ou apolar (repele a água) e uma parte hidrófila ou polar

(afim da água).

a água) e uma parte hidrófila ou polar (afim da água). Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
a água) e uma parte hidrófila ou polar (afim da água). Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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(fase descontínua)
(fase descontínua)

Emulsão Asfáltica - Ref.12

A dispersão do CAP em água é obtida através do moinho coloidal e pela adição
A dispersão do CAP em água é obtida através do moinho coloidal e pela adição dos
agentes emulsificantes.
Moinho Coloidal

Ref.1

Existem fatores que podem afetar a estabilidade das emulsões, pois na prática a ruptura

da emulsão ocorre com o seu contato com as superfícies minerais dos materiais pétreos

e/ou evaporação da água da emulsão. Uma vez rompida a emulsão, o asfalto permanece firmemente aderido ao material pétreo.

o asfalto permanece firmemente aderido ao material pétreo. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
o asfalto permanece firmemente aderido ao material pétreo. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Rompimento da Emulsão Asfáltica - Ref.12 Emulsificante

Rompimento da Emulsão Asfáltica - Ref.12

Emulsificante Carga positiva (cation) (surfactante) + + + + + + + + + +
Emulsificante
Carga positiva (cation)
(surfactante)
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
Água
+
+
+
+
+
Gota de Asfalto
(fase dispersa)
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+

(fase contínua)

Emulsão Asfáltica Catiônica

Os emulsificantes podem ser catiônicos ou aniônicos. Os aniônicos são os sabões. São solúveis no betume, conferindo aos glóbulos de betume, na emulsão, uma carga elétrica negativa, mantendo-os separados formando as emulsões aniônicas. Os catiônicos são os sais de aminas, que conferem aos glóbulos de betume, uma carga positiva formando as emulsões catiônicas. As emulsões catiônicas apresentam caráter ácido.

. As emulsões catiônicas apresentam caráter ácido. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
. As emulsões catiônicas apresentam caráter ácido. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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A quantidade de emulsificante adicionada é da ordem de 1,5% em peso, sobre a

emulsão.

Esquema de preparação de emulsão asfáltica

Ref.1 As emulsões catiônicas rompem por reação química entre o emulsificante e o agregado, e
Ref.1
As emulsões catiônicas rompem por reação química entre o emulsificante e o agregado,
e por evaporação da água. Este fenômeno chama-se ruptura da emulsão.
da água. Este fenômeno chama-se ruptura da emulsão. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
da água. Este fenômeno chama-se ruptura da emulsão. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Quando a emulsão entra em contato com o agregado pétreo inicia-se o processo de ruptura da emulsão, que é a separação do CAP e da água, o que permite o recobrimento do agregado por uma película de asfalto. A água é liberada e evapora-se.

A ruptura da emulsão consiste na anulação da camada de proteção dos grãos de asfalto dispersos na água e se observa pela união dos mesmos (coagulação ou floculação).

Esquema de Coalescência na interface emulsão/agregado

Esquema de Coalescência na interface emulsão/agregado  A velocidade de ruptura é função da composição

A velocidade de ruptura é função da composição química do agente emulsificante e da sua dosagem na emulsão.

Ref.1 As reações químicas que ocorrem entre a superfície do agregado e o das emulsões
Ref.1
As reações químicas que ocorrem entre a superfície do agregado e o das emulsões
determinam as propriedades de adesão, coesão, estabilidade, compatibilidade, cura, etc.
da mistura. Os agregados calcários são considerados como eletropositivos e os silicosos,
eletronegativos. Isto é verdadeiro quando os agregados estão perfeitamente secos.
Os agregados calcários ou de natureza básica (rocha com alto teor de carbonato de
cálcio), ao ser umedecido apresentam ionização em sua superfície, gerando cargas
eletrostáticas negativas.
Agregado Agregado com adição de água
Agregado
Agregado
com adição de água

Agregados pétreos calcários ou de natureza básica - Ref.12

pétreos calcários ou de natureza básica - Ref.12 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
pétreos calcários ou de natureza básica - Ref.12 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Os agregados ácidos ou silicosos (rocha ácida com alto teor de sílica) ao serem umedecidos produzem uma ionização na superfície do material, formando os íons de carga negativa.

Agregado Agregado com adição de água
Agregado
Agregado
com adição de água

Agregados pétreos ácidos ou de natureza silicosa - Ref.12

A presença de poros, fendas e capilares na superfície da rocha ocasiona a penetração do
A presença de poros, fendas e capilares na superfície da rocha ocasiona a penetração do
asfalto e consequentemente, a formação de interação física do asfalto e do agregado.
Quando a superfície de um agregado pétreo apresenta rugosidade pode haver água ou ar
aprisionado entre as fendas da superfície, ocasionando uma molhagem inadequada.
A presença de pó na superfície do agregado pétreo reduz a velocidade de difusão e a
molhagem do asfalto, podendo até formar-se uma ligação inadequada entre o asfalto e o

pó. Assim, o pó faz com que a emulsão se rompa.

Devido a estes fatores inerentes do agregado (tipo mineralógico, granulometria,

a emulsão asfáltica deve ser formulada especialmente, para

trabalho com cada tipo de agregado e de serviço.

presença de pó, etc

)

cada tipo de agregado e de serviço. presença de pó, etc ) Materiais, Misturas Asfálticas e
cada tipo de agregado e de serviço. presença de pó, etc ) Materiais, Misturas Asfálticas e
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FATORES QUE RETARDAM A RUPTURA FATORES QUE ACELERAM A RUPTURA Emprego de um asfalto de
FATORES QUE RETARDAM
A RUPTURA
FATORES QUE ACELERAM
A RUPTURA
Emprego de um asfalto
de alta viscosidade
(cimentos asfálticos)
Emprego de um asfalto de
baixa viscosidade (asfaltos
diluídos ou fluxados)
Pequena concentração
de asfalto
Concentração de
asfalto elevada
Emprego de uma elevada
quantidade de emulsivo
Emprego de uma pequena
quantidade de emulsivo
Emprego de um emulsivo
aniônico
Emprego de um
emulsivo catiônico
Utilização de um material
úmido pouco reativo e uma
pequena superfície específica
Utilização de um material
seco reativo e com alta
superfície específica
Temperatura ambiente.
Temperatura baixa dos
agregados e da emulsão
Temperatura ambiente.
Temperatura alta dos
agregados e da emulsão
Ausência ou pequena agitação
das misturas emulsão +
agregados
Agitação intensa da mistura
emulsão + agregados
Ref.1
As emulsões se caracterizam em três tipos, de acordo com a sua velocidade de ruptura.
 Ruptura Rápida – RR
 Ruptura Média – RM
 Ruptura Lenta – RL

RR indicada para as pinturas de ligação e construção de revestimento por penetração.

RM e RL indicada para misturas asfálticas à frio.

As emulsões catiônicas e aniônicas são classificadas pela sua ruptura, viscosidade, teor de solvente e resíduos asfáltico, em:

RR-1C, RR-2C emulsão asfáltica catiônica de ruptura rápida; RM-1C, RM-2C emulsão asfáltica catiônica de ruptura média; RL-1C emulsão asfáltica catiônica de ruptura lenta; RR-1, RR-2 emulsão asfáltica aniônica de ruptura rápida;

RR-2  emulsão asfáltica aniônica de ruptura rápida; Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
RR-2  emulsão asfáltica aniônica de ruptura rápida; Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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RM-1, RM-2 emulsão asfáltica aniônica de ruptura média; RL-1 emulsão asfáltica aniônica de ruptura lenta.

A letra C indica emulsão catiônica.

Os números 1 e 2 indicam emulsões com teor de resíduo crescentes, logo viscosidades crescentes.

Ainda existem as emulsões especiais. Ex: ER (emulsões de reciclagem)

Vantagens do uso de Emulsão Asfáltica:

- a água da emulsão asfáltica favorece o recebimento do agregado pelo ligante;

- a adesividade é melhor, devido a presença do emulsificante que assegura uma união entre o ligante e o agregado;

- não polui o meio-ambiente, pois o solvente é a água; - não necessita de
- não polui o meio-ambiente, pois o solvente é a água;
- não necessita de aquecimento durante o transporte;
- pode ser utilizada com agregados úmidos;
Estas são algumas das vantagens do uso do E.A, porém deve-se considerar que nem
todos os tipos de serviços permitem a sua utilização.
É de suma importância ter um adequado controle de qualidade das emulsões, quando do
seu recebimento, durante seu armazenamento, seu manuseio (mistura) e sua aplicação.

7.1 Ensaios 7.1.1 Carga de partícula

Este ensaio visa identificar a natureza da emulsão (catiônica, aniônica, não iônica) através da polaridade dos glóbulos de CAP. Consiste em imergir um eletrodo positivo (anodo) e um eletrodo negativo (catodo) em um becher contendo 100ml de emulsão asfáltica, que se conectam a uma fonte de corrente elétrica controlável, de 8mA inicialmente, até atingir 2mA. Após decorridos 30 minutos retiram-se os eletrodos, lavando-os cuidadosamente com água corrente. Após este procedimento, verifica-se qual o eletrodo que ficou depositado o cimento asfáltico.

qual o eletrodo que ficou depositado o cimento asfáltico. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
qual o eletrodo que ficou depositado o cimento asfáltico. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Depósito no catodo () emulsão catiônica (+) Depósito no anodo (+) emulsão aniônica () Não apresenta depósito emulsão não iônica

- + - - + + - - + + catodo anodo
-
+
- -
+ +
- -
+ +
catodo
anodo
não iônica - + - - + + - - + + catodo anodo Ref.1 Como

Ref.1

Como foi dito, o emulsificante é responsável pela carga de partícula da emulsão, diminui significativamente a tensão interfacial entre o asfalto e a água, facilitando a dispersão do CAP na água. Desta forma melhora a adesividade do agregado ao ligante betuminoso.

7.1.2 Determinação do pH

Consiste em avaliar o p.H da fase das emulsões. O pH é o inverso da concentração dos íons de H+.

O pH é o inverso da concentração dos íons de H+. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
O pH é o inverso da concentração dos íons de H+. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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Este ensaio mede a diferença do potencial de hidrogênio da emulsão em relação a um eletrodo de referência. Ex: eletrodo de calomelano.

a um eletrodo de referência. Ex: eletrodo de calomelano. Ref.1 7.1.3 Peneiração Consiste em verificar a

Ref.1

7.1.3 Peneiração

Consiste em verificar a presença de glóbulos de asfalto que ficam retido na peneira n.º
Consiste em verificar a presença de glóbulos de asfalto que ficam retido na peneira
n.º 20 (084mm). Este ensaio é um importante, pois evita que se utilize emulsão que
possa entupir a barra espargidora, na pintura de ligação.
Determina a quantidade de material retido na peneira:
massa do resíduo
retido
M
x 100
massa amostra
Ref.1
7.1.4
Desemulsibilidade

glóbulos retidos na peneira -

Este ensaio classifica as emulsões catiônicas RR e RM, quanto a sua velocidade de ruptura, verificando assim a sua estabilidade. O ensaio consiste em adicionar-se 35 ml de aerosol OT, para rompimento da emulsão, que é verificado pela massa de CAP retida na peneira de 1,4mm.

é verificado pela massa de CAP retida na peneira de 1,4mm. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
é verificado pela massa de CAP retida na peneira de 1,4mm. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Ref.1 Aerossol OT reagindo com emulsão A desemulsão

Ref.1

Aerossol OT

reagindo com

emulsão

A

desemulsão é calculada em relação ao resíduo obtido pela destilação:

M D  1 x 100 M 2 onde: M 1 - massa de CP
M
D
1
x 100
M
2
onde:
M
1 - massa de CP da emulsão retida na peneira
M
2 – massa de CAP obtida na destilação da emulsão
7.1.5 Mistura com cimento – ruptura
É um ensaio realizado nas emulsões de ruptura lenta.

Consiste em misturar 50 g de cimento na emulsão diluída a 55% de resíduo asfáltico,

peneirar na peneira de 1,4mm, lavar, secar, pesar este resíduo.

R

resíduo

retido

na peneira

M

A

x 100

onde:

M A = emulsão diluída

OBS: Cálculo de emulsão com resíduo R 1 , diluída a 55% (R f )

Volume de água de diluição (ml) =

7.1.6 Resistência à água

vol .E.A (R

1

R

f

)

R

f

= 7.1.6 Resistência à água vol .E.A (R 1  R f ) R f Materiais,
= 7.1.6 Resistência à água vol .E.A (R 1  R f ) R f Materiais,
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Verifica a aderência do resíduo (CAP) da emulsão ao agregado utilizado na obra, isto é uma verificação da adesividade.

7.1.7 Sedimentação

Tem por finalidade verificar a estabilidade à estocagem sem que haja separação das fases constituintes da emulsão. Consiste em deixar em repouso, 50ml de E.A. numa proveta por 5 dias, após o qual retira-se 50ml do topo e 50ml do fundo da proveta. Este material é levado à estufa até a massa constante.

Este material é levado à estufa até a massa constante. ou seja, 7.1.8 Destilação S S

ou seja,

7.1.8 Destilação

S

S

diferença

Ref.1

massa

resíduos

x 100

 

50

 

massa

resíduo

fundo

massa

resíduo

topo

50

x 100

Determina os constituintes da emulsão. Utiliza um alambique metálico com anéis queimadores.

Utiliza um alambique metálico com anéis queimadores. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
Utiliza um alambique metálico com anéis queimadores. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Consiste em aquecer o alambique contendo a emulsão asfáltica, de modo controlado, para obtenção das frações condensadas em condensador recolhidas em uma proveta graduada.

em condensador recolhidas em uma proveta graduada. Ref.1 7.1.9 Mistura com filler silícico É um ensaio

Ref.1

em condensador recolhidas em uma proveta graduada. Ref.1 7.1.9 Mistura com filler silícico É um ensaio
7.1.9 Mistura com filler silícico É um ensaio realizado nas emulsões do tipo RL, com
7.1.9 Mistura com filler silícico
É um ensaio realizado nas emulsões do tipo RL, com a finalidade de verificar a sua
estabilidade às misturas com agregados finos.
Consiste em verificar a quantidade de filler adicionado à 100gr de emulsão até o seu
rompimento total.
A massa do filler adicionado dividida pela massa de emulsão é o resultado do ensaio

8. Agregado Artificial

Além dos agregados naturais, existem agregados artificiais que se prestam para utilização em construções rodoviárias. Podemos citar:

- argila calcinada;

- argila expandida;

- escória siderúrgica de alto-forno;

- escória siderúrgica de aciaria.

de alto-forno; - escória siderúrgica de aciaria. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
de alto-forno; - escória siderúrgica de aciaria. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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As argilas, por uma série de condicionantes, podem ser caracterizadas como agregados leves que são argilas expandidas, e os agregados calcinados que são as argilas calcinadas. Os dois agregados diferem entre si pelo processo de produção. A temperatura de queima é mais elevada para obtenção dos agregados expandidos em relação a dos agregados calcinados, além do tipo de matéria-prima. Logicamente as características dos agregados resultantes são diferentes. As argilas calcinadas possuem alta absorção e baixa densidade, em relação aos agregados naturais. A alta absorção é o principal problema de sua utilização, porém a sua baixa densidade é uma vantagem. Este fato resulta na alteração do comportamento e desempenho das massas. Pode haver escoamento do ligante da superfície dos agregados miúdos para a superfície dos agregados graúdos. As misturas asfálticas obtidas têm comportamento diferente daquelas que utilizam agregados naturais. Logo, existe a necessidade de adequação das normas relativas aos serviços asfálticos com utilização deste tipo de agregado. Teses de mestrado têm sido desenvolvidas pelo IME, onde foram feitos não só estudos laboratoriais, como a construção de trecho experimental em Santarém.

como a construção de trecho experimental em Santarém. Maromba - Ref.16 Materiais, Misturas Asfálticas e

Maromba - Ref.16

de trecho experimental em Santarém. Maromba - Ref.16 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
de trecho experimental em Santarém. Maromba - Ref.16 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Boquilhas de saída Ref. 16 Agregado de argila
DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Boquilhas de saída Ref. 16 Agregado de argila

Boquilhas de saída

Ref. 16

Agregado de argila calcinada

Extrusão na maromba - Ref. 16
Extrusão na maromba - Ref. 16

Secagem

Ref.16

Calcinação

Extrusão na maromba - Ref. 16 Secagem Ref.16 Calcinação Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
Extrusão na maromba - Ref. 16 Secagem Ref.16 Calcinação Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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A escória siderúrgica de Alto-Forno já foi utilizada em misturas asfálticas

substituindo os agregados naturais, em regiões próximas às siderúrgicas, devido ao

custo do transporte. Este tipo de material possui alta densidade. Estudos laboratoriais e de observação de trechos experimentais demonstraram que elas são estáveis, isto é, não sofrem expansão.

Já as escórias de aciaria possuem expansão, o que prejudica a sua utilização em

revestimento asfáltico. Esta expansão é devido a presença de óxidos de cálcio e de magnésio.

O óxido de cálcio fornece uma expansão inicial rápida, porém o óxido de

magnésio produz uma expansão lenta e prolongada. Com este fenômeno o pavimento apresenta trincas logo após ter sido realizado o serviço.

Transformação do guza em agregado siderúrgico: guza + sucata  aço + escória aciaria Quanto
Transformação do guza em agregado siderúrgico:
guza + sucata  aço + escória aciaria
Quanto melhor é a qualidade da escória de aciaria, pior é a qualidade do aço,
porém não invalida a sua utilização.
Reações de
Ca0
Mg0
hidratação

Aumento de Volume

Reações de Ca0 Mg0 hidratação Aumento de Volume Ca0 99% expansão imediata Mg0 110% expansão a

Ca0 99%

expansão

imediata

Aumento de Volume Ca0 99% expansão imediata Mg0 110% expansão a longo prazo Então, o maior

Mg0 110% expansão a longo prazo

Então, o maior problema no uso da escória de aciaria em pavimentação é a sua expansão.

da escória de aciaria em pavimentação é a sua expansão. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
da escória de aciaria em pavimentação é a sua expansão. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Para diminuir este efeito, pode-se usar o artifício de misturá-la com outros materiais, tais como escória de Alto-Forno e solos de comportamento laterítico. Além disto, pode-se ainda diminuir esta expansão, por estocagem em pilhas no pátio por longo tempo, para seu envelhecimento ou tratamento com vapor ou por lixiviação. Nenhum destes processos elimina a expansão totalmente. Para que o agregado seja utilizado como revestimento asfáltico, a expansão tem que ser nula. Com os tratamentos é possível baixar a expansão para níveis de 3%, o que permite sua utilização em base ou sub-base misturados a uma porcentagem de argila (laterita). Suas vantagens são econômicas para distâncias de transporte pequenas, ambientais

e tecnológicas.

9. Reciclagem de Revestimento
9. Reciclagem de Revestimento

É uma técnica de restauração de pavimento com o reaproveitamento total ou parcial de camada(s) existente(s), com adição ou não de outras substâncias/materiais, de forma a construir camada com características iguais às de um material novo. (Alvim, I.M.). Esta técnica consiste em rejuvenescer os revestimentos asfálticos, devido ao envelhecimento do material asfáltico, sendo assim um sistema de restauração de revestimentos onde são mantidas as características geotécnicas da via, de forma econômica e ambientalmente correta. Reaproveita total ou parcialmente os materiais da mistura velha, evita exploração de jazidas de agregados, o que satisfaz ao meio ambiente, além de reduzir os custos com alguns dos insumos.

Esta tecnologia melhora as condições superficiais de atrito, minimiza reflexão de trincas

e elimina trincas superficiais.

Além destas vantagens podemos destacar também, que durante o serviço não há transtorno ao usuário, pela movimentação de caminhões transportando materiais ou máquinas. O tráfego pode ser liberado imediatamente. As misturas asfálticas a quente têm o seu envelhecimento iniciado na usinagem, no

transporte e aplicação. Este envelhecimento quando obedecidas as condições de temperatura da mistura, é da ordem de 50 a 60%.

de temperatura da mistura, é da ordem de 50 a 60%. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
de temperatura da mistura, é da ordem de 50 a 60%. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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Os fatores ligados ao envelhecimento do revestimento são: a exposição ao calor, ar, luz, umidade e pressão dos pneus. O envelhecimento do CAP se processa quando, sob a ação destes fatores, os maltenos que são os óleos intermicelares (fase dispersante e líquida) se transformam (em proporção) em asfaltenos que são micelas (fase dispersa e sólida), desequilibrando então a estabilidade coloidal.

Asfalto

asfalteno
asfalteno
malteno
malteno

Uma vez o CAP oxidado, ele fica com proporção maior de asfalteno, em relação ao todo. Como o malteno é a fração oleosa (líquida), o CAP fica mais duro. Então houve um desequilíbrio entre as frações que precisam ser restabelecidos. Para tal, adiciona-se uma proporção de extrato aromático, à este CAP envelhecido, restabelecendo assim o seu princípio coloidal e as suas propriedades. A reciclagem pode ser feita a frio ou a quente:

Objetivo da Reciclagem:

Reaproveitamento dos agregados

Reaproveitamento do material asfáltico

A frio: adiciona-se agente de reciclagem sob a forma de emulsão ao revestimento envelhecido.

sob a forma de emulsão ao revestimento envelhecido. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
sob a forma de emulsão ao revestimento envelhecido. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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A quente: adiciona-se cimento asfáltico especial, de baixa viscosidade, ou agente de reciclagem, com ou sem adição de agregados para recompor a faixa granulométrica.

Existem especificações próprias, tanto para os agentes de reciclagem emulsionados (ARE) para misturas a frio, e os agentes de reciclagem (AR) para misturas a quente.

Fundamento da Reciclagem

Adição de extrato aromático ao CAP oxidado

Restabelecer o princípio coloidal do CAP

Restabelecer as propriedades do CAP

Etapas da Reciclagem

 Fresagem de material velho;  Extração de betume da mistura velha;  Caracterização do
 Fresagem de material velho;
 Extração de betume da mistura velha;
 Caracterização do betume extraído;
 Adição de agente de reciclagem ou agente de reciclagem emulsionado;
 Granulometria do agregado após extração de betume;
 Granulometria de agregados adicionais, se necessário.
Os tipos de reciclagem podem ser:

Quanto à técnica

- à quente - à frio

CAP + agente rejuvenescedor (AR) CAP + emulsão especial, de maltenos (ARE)

Quanto ao Local de Reciclagem - Em usinas estacionarias reaproveitamento de até 50% do material envelhecido

- "in situ" reaproveitamento de até 100% do material envelhecido

9.1 Reciclagem à Quente em Usina 9.1.1 Misturas a Quente em Usina Volumétrica

em Usina 9.1.1 Misturas a Quente em Usina Volumétrica Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
em Usina 9.1.1 Misturas a Quente em Usina Volumétrica Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Operação de Usina “Drum Mixer” – Ref.11 OBS:

Operação de Usina “Drum Mixer” – Ref.11

OBS: O fresado entra no meio do tambor misturador para evitar superaquecimento “Drum Mixer”.

 Reciclagem em Usina Estacionária Misturas a Quente em Usina Gravimétrica (Usina intermitente) • Mistura
 Reciclagem em Usina Estacionária
Misturas a Quente em Usina Gravimétrica (Usina intermitente)
• Mistura fresada é transportada para a usina estacionária;
• Fresado é introduzido no secador junto com o agregado novo;
• Mistura transportada para a pista, espalhada e compactada

Usina Gravimétrica convencional com introdução do material fresado na torre de mistura - Ref.11.

A melhor técnica é aquela em que o fresado passa pela pesagem e vai para o misturador junto como agregado novo superaquecido + CAP e o aditivo.

junto como agregado novo superaquecido + CAP e o aditivo. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
junto como agregado novo superaquecido + CAP e o aditivo. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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9.1.2 Reciclagem “In Situ” Mistura a Quente

9.1.2.1 Método Wirtgen

Pré-aquecimento do revestimento antigo;

Fresagem pela Remixer;

Material passa pelo secador e vai para o misturador da recicladora juntamente com uma mistura à quente;

Adição de rejuvenescedor;

Mistura colocada na pista através acabadora da recicladora.

Compactação

PR É-HE ATER M ATER IA L A DIC IO NA L R EM IX
PR É-HE ATER
M ATER IA L A DIC IO NA L
R EM IX ER
C O M PA CTA DO R
Ref.11
9.1.2.2Método Marini
• Espalhamento de agregado novo na pista;
Marini • Espalhamento de agregado novo na pista; • Fresagem da mistura velha juntamente com o

Fresagem da mistura velha juntamente com o agregado novo;

Recolhimento desta mistura para o secador e o misturador da recicladora.

Adição de CAP e agente rejuvenescedor;

Mistura colocada na pista através acabadora da recicladora;

Compactação.

pista através acabadora da recicladora; • Compactação. Ref.11 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de

Ref.11

acabadora da recicladora; • Compactação. Ref.11 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
acabadora da recicladora; • Compactação. Ref.11 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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1- Vassoura Rotativa

2- Dispositivo Carregador

3- Posto de Direção

4- Cisterna Térmica de Asfalto

5- Correia Transportadora

6- Silo Alimentador

7- Correia de Alimentação do Material no Secador 8- Queimador do Secador

9 - Cilindro Secador-Misturador

10- Bomba de Dosagem de Asfalto

11- Transportador da Massa Final

12- Silo Anti-Segregação

13- Reservatório de Emulsão Betuminosa

14- Dispositivo de Pulverização de Emulsão

15- Dosador do Rejuvenescedor

Tambor de Fresagem - Ref.11 O conjunto de equipamentos necessários para a execução do serviço
Tambor de Fresagem - Ref.11
O conjunto de equipamentos necessários para a execução do serviço de reciclagem à
quente de revestimento é o seguinte:

9.1.3

Equipamentos

Reciclagem de Revestimento a Quente

Depósito para o cimento asfáltico munido de bomba de circulação para garantir

seu fluxo constante, do depósito ao misturador. O depósito deve ter serpentinas à

vapor, ou outros meios de aquecimento do material nas temperaturas fixadas, de

modo a não haver superaquecimento localizado, no interior do depósito. Todas

as tubulações e os acessórios devem ser dotados de isolamento térmico.

Usina de concreto asfáltico modificada, de forma a possuir entrada para o

material fresado no misturador, após o queimador.

para o material fresado no misturador, após o queimador. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
para o material fresado no misturador, após o queimador. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Caminhão do tipo basculante, possuindo caçamba metálica, para o transporte do material fresado e da mistura rejuvenescida.

Acabadora automotriz, para espalhamento e conformação da mistura no alinhamento, cotas e abaulamento requeridos. Deve possuir parafusos sem fim, marchas para frente e para trás, além de estar equipada com alisadores, vibradores e dispositivos para aquecimento dos mesmos, à temperatura exigida, para colocação da mistura sem irregularidades.

Equipamento para compactação, composto por rolo pneumático e rolo metálico liso, tipo Tandem, ou ainda rolo metálico liso vibratório. O rolo tipo Tandem, deve carga de 8 a 12 ton. O rolo pneumático auto-propulsor deve possuir pneus que permitam a calibragem de 35 a 120 lbs por polegada quadrada, com peso variando até 35 ton. Os rolos vibratórios necessitam ajuste de freqüência de vibração.

A reciclagem de revestimento a quente deve utilizar a curva temperatura x viscosidade de acordo
A reciclagem de revestimento a quente deve utilizar a curva temperatura x viscosidade
de acordo com a do CA. O início da compactação deve se dar a mais alta temperatura
que a massa suportar sem se deslocar ou fissurar. A execução só deve ser executada em
condições ambientais apropriadas (sem chuva, nem umidade na superfície do
revestimento e temperaturas acima de 10 ºC).
9.2 Reciclagem à Frio

Fresagem da mistura betuminosa;

Adição de agente emulsionado;

Mistura na pista;

Compactação

Finalidades

Ser um sistema de restauração de revestimentos asfálticos

Rejuvenescer revestimentos asfálticos envelhecidos/oxidados

Minimizar reflexão de trincas

Restaurar, mantendo as características geométricas da via (alturas em túneis, pontes, passarelas e degraus nos acostamentos)

Eliminar trincas superficiais

nos acostamentos) • Eliminar trincas superficiais Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
nos acostamentos) • Eliminar trincas superficiais Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Melhorar ou restaurar condições superficiais de atrito

Evitar exploração de jazidas satisfazendo ao meio-ambiente

Restaurar à um custo reduzido

Restaurar sem transtorno aos usuários da via

Tráfego imediato

Reaproveitamento dos materiais da mistura betuminosa (total ou parcial);

Eliminação de degraus nos acostamentos por superposição de camadas;

Manter o greide em vias urbanas;

Manter a altura livre em túneis, passagens inferiores de pontes, viadutos e passarelas;

Manter a profundidade de sarjetas, altura de meio-fio;

Manter a altura dos bueiros;

Operação rápida;

 Vantagens • Melhoria da aderência superficial (atrito); • Maior conforto ao rolamento (melhor condição
Vantagens
Melhoria da aderência superficial (atrito);
Maior conforto ao rolamento (melhor condição de irregularidades);
Reforço estrutural, etc.

Etapas da Reciclagem à Frio:

Fresagem e Material Velho

Extração de Betume da Mistura Velha

Caracterização do Betume Extraído

Adição de Agente de Reciclagem ou Agente de Reciclagem Emulsionado

Granulometria do Agregado após extração de betume

Granulometria de Agregados adicionais, se necessário

Composição da Mistura na faixa especificada

Fracionamento Químico Verificação do Ic do CAP rejuvenescido

A reciclagem de revestimento a frio deve ter controle da adição do teor de ARE, na fase de execução.

controle da adição do teor de ARE, na fase de execução. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
controle da adição do teor de ARE, na fase de execução. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem
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9.2.1 Equipamentos

Depósito para o agente de reciclagem emulsionado (ARE), preferencialmente rebocável, munido de bomba de circulação, para garantir a sua transferência do depósito do tanque da usina, para o seu abastecimento e reabastecimento. Não é necessário o isolamento térmico.

Fresadora com Unidade de Reciclagem

Equipamento para compactação composto por rolo pneumático, rolo metálico liso tipo Tandem, ou ainda rolo metálico liso vibratório. Os rolos tipos Tandem devem ter carga de 8 a 12 ton. O rolo pneumático auto-propulsor deve possuir pneus que permitam a calibragem de 35 a 120 lbs por polegada quadrada, com peso variando até 35 ton. Os rolos vibratórios necessitam ajuste de freqüência de vibração.

10. Pré-Misturado a Frio – PMF.
10. Pré-Misturado a Frio – PMF.

É uma mistura feita à temperatura ambiente em usina apropriada, composta de agregado mineral graduado (agregado miúdo e graúdo), material de enchimento (filer) e emulsão asfáltica, espalhada e compactada à frio. - O serviço de pré-misturado não pode ser realizado em dias de chuva. - Pode ser empregado como revestimento, base, regularização ou reforço de pavimento, além da operação de tapa-buraco. Segundo a granulometria classificam-se em abertos, semi-densos e densos. Denominam-se PMF aberto quando os vazios estão entre 22 a 30%, semi-densos de 15 a 22% e denso de 9 a 15%. As camadas podem ter espessuras variando entre 3 e 7,5cm, dependendo do tipo de serviço e granulometria da mistura. Espessuras superiores a 7,5cm devem ser executadas em 2 camadas. Os ligantes empregados são:

RM-1C e RM-2C para pré-misturados abertos e semi-densos RL-1C para pré-misturados densos e semi-densos.

RL-1C  para pré-misturados densos e semi-densos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
RL-1C  para pré-misturados densos e semi-densos. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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As especificações para o serviço preconizam:

- Ligante RM-1C ou RM-2C

RL-1C

Visc. 75 a 150 SSF, sendo 85 a 95 SSF (preferencial)

- Agregado Graúdo

Los Angeles

40%

Índice Forma

> 0,5

Durabilidade

<

12%

Adesividade

> 90%

-

Agregado Miúdo Equivalente de Areia 55%

- Filler Granulometria Peneira, nº % mínima passando 40 100 80 95 200 65
- Filler
Granulometria
Peneira, nº
% mínima passando
40
100
80
95
200
65

- Mistura Faixa granulométrica A a D % V = 5 a 30 Estabilidade Marshall , mínima Fluência

250

2,0

Kgf (75 golpes) ou 150 Kgf (50 golpes) 4,5

250 2,0 Kgf (75 golpes) ou 150 Kgf (50 golpes) – 4,5 Materiais, Misturas Asfálticas e
250 2,0 Kgf (75 golpes) ou 150 Kgf (50 golpes) – 4,5 Materiais, Misturas Asfálticas e
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DE TRANSPORTES INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS – IPR Ref.1 O conjunto de equipamentos necessários para a

Ref.1

O conjunto de equipamentos necessários para a construção de uma camada de pavimento pré-misturado a
O conjunto de equipamentos necessários para a construção de uma camada de
pavimento pré-misturado a frio é o seguinte:
Depósito para o ligante, bomba de engrenagens para recirculação e
homogeneidade do ligante.

Usina de solo e brita graduada para produções superiores a 100 t/h. Há uma enorme variedade de equipamentos a serem escolhidos, em função principalmente, do volume e prazo do serviço. Podem ser usadas usinas de concreto asfáltico, dispensando a secagem dos agregados. Podem ser utilizadas usinas projetadas para pré-misturados a frio, com misturadores do tipo “pug- mil”, ou ainda, argamassadeiras horizontais dotadas de dosadores e pás de arraste de agregados, que promovem misturas contínuas e descontínuas respectivamente. Podem ser usadas betoneiras comuns, para pequenas produções (bateladas).

Silos ou depósitos para três materiais devem ser previsto, normalmente, para estocagem de agregados. Deve ser previsto dispositivos para eventual molhagem dos agregados.

Caminhão basculante para o transporte da mistura

Acabadora automotriz, capaz de espalhar e conformar a misturas de acordo com as especificações. Pode ser utilizada, ainda, moto-niveladora e espalhador de

Pode ser utilizada, ainda, moto-niveladora e espalhador de Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
Pode ser utilizada, ainda, moto-niveladora e espalhador de Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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solo, no caso de camadas de base, sem restrições, porém no caso de camadas de revestimento, com bastante restrições, devido a segregação de agregados. O espalhamento manual deve ser utilizado nos serviços de tapa-buracos, ou de pequenos segmentos descontínuos. Equipamento para compactação, composto por rolo vibratório, liso, autopropulsor, com freqüência controlada ou rolo pneumático, de pressão variável auto-propulsor. Rolo liso tipo Tandem, com carga de 8 a 10 ton, pode ser utilizado quando se requer menor grau de compactação.

10.1 Controles Tecnológicos Os controles tecnológicos devem constar de:

No Ligante:

- Para todo carregamento – VSSF, resíduo por evaporação, peneiramento, carga de partícula. - Para
- Para todo carregamento – VSSF, resíduo por evaporação, peneiramento, carga de
partícula.
- Para cada 100 t – sedimentação, desemulsibilidade e destilação.
Nos Agregados
- Granulometria de cada SQ, Los Angeles, durabilidade, índice de forma, equivalente
de areia, adesividade.

Na Execução Verificação da mistura, dos parâmetros Marshall do GC (≥ 95%), espessura, alinhamento, acabamento da superfície. Para cada obra deve ser escolhida faixa granulométrica adequada e teor ideal de ligante. É necessária uma aeração mínima de 2 horas da massa espalhada para permitir a evaporação total do solvente, antes do início da compactação. A compactação com rolo de pneus deve iniciar com pressão de 50 lbs por polegada quadrada, subindo gradativamente até 100 a 120 lbs por polegada quadrada. O rolo liso promove o acabamento da camada. Os serviços só devem ser executados nas condições ambientais apropriadas (sem chuva e em temperatura acima de 10ºC).

apropriadas (sem chuva e em temperatura acima de 10ºC). Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
apropriadas (sem chuva e em temperatura acima de 10ºC). Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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11. Concreto Asfáltico - CA

É uma mistura a quente, constituída de agregados graúdo, miúdo, material de

enchimento (filer), se necessário, e cimento asfáltico, misturados à quente em usina apropriada, espalhado e compactado à quente, satisfazendo determinadas exigências

constantes da especificação.

O concreto asfáltico é empregado como camada de revestimento e como tal, ela é

destinada à resistir às ações do tráfego, impermeabilizar, melhorar as condições de rolamento no tocante ao conforto e segurança, além de transmitir, de forma atenuada, as ações do tráfego às camadas inferiores.

O concreto asfáltico (CA) pode ser resumidamente definido, também, como uma mistura a quente de
O concreto asfáltico (CA) pode ser resumidamente definido, também, como uma
mistura a quente de alta qualidade, constituída por cimento asfáltico de petróleo e
agregados bem graduados, de ótima qualidade, executada sob rigoroso controle de
dosagem e compactação constituindo assim uma massa densa uniforme.
Todos os materiais empregados no CA devem satisfazer as exigências das
especificações específicas para cada um deles.
A mistura de agregados empregada deve apresentar granulometria contínua e bem

graduada. Dependendo da granulometria desta mistura, o CA apresenta textura mais aberta ou mais fechada. Quando o projeto de pavimentação especificar espessura de aproximadamente 5cm de CA, esta pode ser realizada em uma só camada que é denominada de camada de rolamento ou “desgaste”, porém ela será executada quando a superfície inferior não apresentar grandes irregularidades ou deformações. Quando a espessura total do projeto do revestimento for de 7,5cm até 15 cm, deve-se construir o revestimento em duas camadas. Por razões econômicas é comum que a camada inferior seja mais aberta, com maior porcentagem de vazios, chamada “camada de ligação” ou de “camada de binder”. Pode ainda ser necessária uma camada de nivelamento caso haja necessidade de corrigir as deformações da pista existente. Esta camada, por ser mais aberta consome menor proporção de CAP. A camada superior é mais fechada, com menor porcentagem de vazios, chamada de “camada de rolamento”, e logicamente consome maior porcentagem de CAP.

e logicamente consome maior porcentagem de CAP. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
e logicamente consome maior porcentagem de CAP. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Desta forma o CA tem diversas finalidades, recebendo designações específicas:

camada de rolamento, revestimento ou capa;

camada de ligação ou binder;

camada de nivelamento.

Nos casos de defeitos graves tais como bombeamento, trincamento excessivo e

exsudação, recomenda-se a fresagem da superfície antiga, antes da execução da nova

camada de CA.

Assim a estrutura pode ser esquematizada como.

Camada de revestimento ou rolamento Camada de ligação ou binder Camada de nivelamento Camada de
Camada de revestimento ou rolamento
Camada de ligação ou binder
Camada de nivelamento
Camada de revestimento antigo ou de
base

Ref.10

Cada componente da mistura tem finalidade de suma importância para a vida útil da

mistura. O agregado constitui o esqueleto que suporta e transmite as cargas aplicadas na

superfície do pavimento. O CAP é o material que une partículas da mistura de

agregados e as mantém de forma que transmitam as cargas aplicadas pelos veículos, às

camadas inferiores.

A relação massa-volume em uma mistura asfáltica compactada pode ser representada

esquematicamente pela figura a seguir

pode ser representada esquematicamente pela figura a seguir Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
pode ser representada esquematicamente pela figura a seguir Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Volumes

Massas

 
   

Vazios

V

v

M

b

 

Asfalto

V

b

M

f

 

Filler

V

f

M

m

 

Agregado

V

m

 

Miúdo

 

M

 

Agregado

V

 

g

Graúdo

Ref.10

 

g

Agregado V   g Graúdo Ref.10   g t V M t Vs VAM Ref.10 onde:
Agregado V   g Graúdo Ref.10   g t V M t Vs VAM Ref.10 onde:
Agregado V   g Graúdo Ref.10   g t V M t Vs VAM Ref.10 onde:
Agregado V   g Graúdo Ref.10   g t V M t Vs VAM Ref.10 onde:
t

t

t
t
t

V

M t
M t

M

t

M t
M t
M t
M t
Vs
Vs
Vs
Vs

Vs

Vs
Vs
Vs
Vs

VAM

Ref.10 onde:
Ref.10
onde:

V V volume ocupado pelos vazios (ar) V b - volume ocupado pelo betume V f volume ocupado pelo filer V m volume ocupado pelo agregado miúdo V g volume ocupado pelo agregado graúdo VAM volume do agregado mineral

Para o projeto de dosagem de um CA, pode-se utilizar o método SUPERPAVE ou o método Marshall.

pode-se utilizar o método SUPERPAVE ou o método Marshall. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
pode-se utilizar o método SUPERPAVE ou o método Marshall. Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
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Procedimento Marshall

Preparação das amostras seguindo a graduação de projeto

g r a d u a ç ã o d e p r o j e

Adição de ligante na proporção correta

r o j e t o Adição de ligante na proporção correta Pesagem – Ref.1 Colocação

Pesagem Ref.1

Colocação de amostra dentro de cilindro Mistura e homogeneização
Colocação de amostra dentro de cilindro
Mistura e homogeneização

Mistura - Ref.1

de cilindro Mistura e homogeneização Mistura - Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de
de cilindro Mistura e homogeneização Mistura - Ref.1 Materiais, Misturas Asfálticas e Reciclagem de