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Mecânica

Mecânica Ducato
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02
ÍNDICE

Introdução 05

Aplicações 06

Ducato nacional 06

Diesel 06

Teor de enxofre 07

Número de cetano 07

Especificação diesel no Brasil 07

Utilização de combustíveis não regulamentados 08

Consumo de diesel no Brasil 09

Emissões 10

Emissões motores a diesel 10

Emissões motores Otto x Diesel 10

Óleos lubrificantes 10

Principais Funções 10

Composição óleo básico + aditivos 11

Classificação 13

Motores 19

Básico Motores 19

Motor quatro tempos - diesel 20

Motor quatro tempos - Otto 20

Diagrama de válvulas - diesel 21

Tempo de queima 23

Comparativo Otto X Diesel 24

Sistemas Ducato 25

Motores do ciclo diesel 25

Bomba injetora mecânica 31

Dados Ducato 36
Common rail 51

Funcionamento do sistema common rail 51

Transmissão 64

Sistema de freio 72

Suspensão 74

Suspensão dianteira 74

Suspensão traseira 76

Cubo de roda dianteiro 77

Cubo de roda traseiro 81

Utilizando o veículo 83
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Introdução

Nesta apostila teremos a oportunidade de acrescentar conhecimentos detalhados sobre combus-


tíveis, emissões de poluentes, lubrificantes, motor, transmissão e freios do Fiat Ducato, observan-
do a importância de uma manutenção correta e o uso dos métodos e ferramentas adequados a
cada ajuste ou reparação do modelo.

Abordamos também os procedimentos e cuidados com o uso do veiculo, seguido de uma tabela
rica em informações essenciais para uma manutenção apropriada e orientação aos profissionais
que trabalham com a linha Ducato.

O conhecimento de novas tecnologias, a disciplina nas reparações e o zelo nos processos de


reparação, tornam o profissional um elemento fundamental para a manutenção da segurança e
o desempenho dos veículos.

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Aplicações

Ducato nacional
Setembro de 2000 - Início da produção em Sete Lagoas - MG.

Motorização

2.5 D

2.8 D EGR

2.8 TD

2.8 TD Intercooler

2.8 JTD

Conversão de unidades
1 Quintale [q] = 100 kg Ex: Ducato 15 q = Ducato 1500 kg.

Diesel

Derivado do petróleo composto principalmente por átomos de carbono, hidrogênio e em bai-


xas concentrações por enxofre, nitrogênio e oxigênio.

• Diesel Interior (corado de vermelho) - máximo 0,2% de enxofre (2000 ppm)

• Diesel Metropolitano (originalmente de amarelo a alaranjado) – máximo 0,05% de enxofre


(500 ppm)

• Diesel Marítimo - Destinado a aplicações marítimas. Ponto de fulgor mínimo 60 °C

• Diesel Especial - Diesel aditivado. Exemplo: Diesel Podium teor de enxofre máximo 0,02%
(200 ppm)

• B2 – Diesel Comum + 2% em volume de Biodiesel ( Obrigatório a partir de janeiro de


2008 Lei nº 11.097 de 13 de janeiro de 2005)

• H-BIO – Refino de petróleo que utiliza óleo vegetal como matéria-prima para obtenção de
óleo diesel

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Teor de enxofre
Indica a concentração total de compostos sulfurosos presentes no combustível.

Vantagens em baixas concentrações: lubrificação.

Desvantagem em altas concentrações: corrosão.

Como ocorre: Em altas temperaturas ocorre a oxidação do enxofre (SO2 e SO3) que em contato
com a água (subproduto da combustão) forma ácido sulfúrico (H2SO4), altamente corrosivo.
Quando combinado na atmosfera resulta em chuva ácida.

Número de cetano
Conceito: Avalia a facilidade de queima do diesel. Os combustíveis para motores diesel devem
possuir um número de cetano compreendido entre 30 e 60.

< 30 unidades > 60 unidades

Dificuldade de inflamação Detonação

Dificuldade de partida a frio Diminuição de potência

Fumaça no escape Fadiga excessiva dos componentes do motor

Especificação diesel no Brasil


Resolução ANP n˚ 15, de 17/7/2006 - Dou 19/07/2006: número de cetano mínimo 42.

Brasil

Maior número de cetano no mercado.


Garantia de 51 mínimo

diesel Podium 51

demais óleos diesel 42

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Europa

Sowrappezzo* Zolfo** Numero di


Marca
(centesimi di euro al litro) (parti per milione) cetano minimo
Agip
3 10 52
Bludiesel
Esso
Energy 4 10 Superior a 51
E-Diesel
Q8 Hi - Q
7,5 10 53
Diesel
Shell
V - Power
10 10 57
Diesel
Con GTL
Tamoil
0 50 (10) 55
Ecoplus

Total Excellecium 4-5 50 (10) Superior a 51

*Sowrappezzo = Acréscimo de preço em relação ao diesel comum.


** Zolfo = Enxofre.

Utilização de combustíveis não regulamentados


Resultado da utilização de óleo vegetal como combustível em um motor diesel após 7000 km.

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Consumo de diesel no Brasil

3.500

3.000

2.500

2.000
mil m3

3.362
3.348
jan/07
3.044

1.500 dez/07
2.271
2.020

jan/08
1.974

1.000
1.036
961

500
634

Álcool Gasolina C Óleo Diesel


hidratado

Devido a alta demanda de diesel para o transporte de carga não resta diesel
para uso em veículos leves.

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Emissões

Emissões motores a diesel

HC - hidrocarbonetos ( combustível nõo queimado)

NO x - óxido de nitrogênio ( oxidação do nitrogênio presente no ar atmosférico sob altas temperatu-


ras)

Particulado - fuligem (produto da combustão incompleta ou interrompida)

CO - Monóxido de carbono - gás altamente tóxico. causa asfixia e morte em altas concentrações

CO2 - Dióxido de carbono - gás de efeito estufa, responsável pelo aquecimento global

Emissões motores Otto x Diesel


Emissão de poluentes
Motor C SO2
CO HC NOX Particulado Óxido de enxofre
CO2

Ciclo Otto 89% 73% 39% 0% 5% 53%

Ciclo Diesel 11% 27% 61% 100% 95% 47%

Óleos lubrificantes

Principais Funções
• Reduzir atrito

• Evitar desgaste

• Dissipar calor

• Retirar contaminantes do sistema

• Eliminação de depósitos

• Prevenção a oxidação

• Reduzir perda de pressão na câmara de combustão, vedando os anéis de segmento

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Atrito sólido

Atrito fluido

Lubrificante com baixo


Lubrificante com bom poder
poder detergente
detergente

Travamento dos anéis de As canaletas de mantêm limpas e os anéis de


segmento: segmento livres:

• Má vedação • Boa vedação ( bom desempenho /


• Alto consumo de óleo menor consumo)
• Alto desgaste do cilindro • Baixo consumo de óleo
• Baixo desgaste do cilindro

Composição óleo básico + aditivos

Óleo base
Aditivo
Misturador

Distribuição

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Óleos básicos

Base mineral parafínica Base sintética

Derivada do petróleo Sintetizada em laboratório

*Índice de viscosidade aproximadamente 90 Índice de viscosidade aproximadamente 120

Maior volatilidade Menor volatidade

Maior oxidação Menor oxidação

Ótima estabilidade térmica

Menor coeficiente de atrito

* Índice de viscosidade: Número adimensional que indica a taxa de variação da viscosidade


do óleo quando se varia a temperatura. Um alto IV indica que esta taxa de variação é peque-
na, significando que sua viscosidade é mais estável às variações térmicas.

Aditivos

Funções:
• Melhorar e ou adicionar propriedades aos óleos basicos
• Proteção do óleo e do equipamento
• Alterar características físicas do óleo

Detergente

Dispersante

Antidesgaste

Modificador de atrito

Antioxidante

Melhorador do índice de viscosidade

Outros

• Dispersante – Dissolver e impedir a formação de depósitos a baixas temperaturas


• Detergente – Impedir a formação de depósitos e estratos de ferrugem a altas temperaturas
• Antioxidantes – Interromper as reações de oxidação
• Antidesgaste – Evitar o contato direto entre partes mecânicas em movimento relativo (lubrifica-
ção hidrodinâmica)
• Modicicador de atrito – Melhorar as propriedades lubrificantes do óleo
• Abaixadores do ponto de fluidez – Permitir a utilização do óleo a baixas temperaturas
• Anticorrosivo – Isolar as superfícies contra a água e outras substâncias corrosivas com um
filme de óleo
• Antiespumante – Combater a formação de bolhas
• Melhorador do índice de viscosidade – Responsável pelos óleos multiviscosos

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• Passivadores de metais – Evitar a ação catalítica dos metais dispersos responsáveis por oxida-
ção
• Agentes de extrema pressão – Evitar o contato metal-metal em condições de extrema pressão
• Detergentes alcalinos – Neutralizar ácidos, subprodutos da combustão
• Corantes – Alterar as cores do óleo, possibilitando sua identificação visual

Classificação
Classificação SAE (Society of Automotive Engineers)

Viscosidade

Definição: Caracteristíca física dos fluidos em movimento onde o atrito entre suas moléculas se
opõem ao movimento, oferecendo resistência ao escoamento ou deformação.

Cor não indica viscosidade do óleo

Nem o dedo...

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Classifcação de SAE

Classificação SAE para óleos lubrificantes

0 W 20
• Menos viscoso 5 W 30 • Mais viscoso
• Melhor bombealidade 10 W 40 • Maior proteção
• Melhor partida a frio 15 W 50 contra desgaste
• Economia de combustível 60 • Menor consumo
20 W
• Melhor resfriamento 25 W de óleo

Baixas Altas
temperaturas temperaturas
W = winter (inverno)

Índice de viscosidade

Definição: Número adimensional que indica a taxa de variação da viscosidade do óleo quan-
do se varia a temperatura. Um alto IV indica que esta taxa de variação é pequena, significando
que sua viscosidade é mais estável às variações térmicas.

Óleo Ideal
Viscosidade

15 W

10 W 50

5W 40

30

20

-30°C -20°C -10°C 100°C Temperatura°C

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Monoviscoso X Multiviscoso

Óleo monoviscoso Óleo multiviscoso


Viscosidade Viscosidade

15 W
10 W

5W

50 50

40 40

30 30

20 20

-30°C -20°C -10°C 100°C -30°C -20°C -10°C 100°C


Temperatura°C Temperatura°C

Classificação API

Nível de qualidade / desempenho CI-4


API (American Petroleum Institute) CH-4
Classificação “C” para motores diesel
CG-4
Desempenho

CF-4
CE
CD
CC
CB*
CA*

<1949 1949 1961 1965 1983 1990 1997 1999 2002


* Venda proibida no Brasil

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API CF API CF-4 API CG-4 API CH-4 API CI-4

Depósito no pistão

Estabilidade ao
Corrosão
cisalhamento

Aeração do óleo Espessamento por


fuligem

Espessamento por Desgaste de


oxidação valvúla

Espessamento Desgaste
anelar e linear

Classificação ACEA

ACEA - Associação dos Construtores Europeus de Automóveis

Combinação de testes da classificação API + ensaios de motores europeus + ensaios


laboratoriais

Volkswagen
Membros BMW Group MAN Volvo Renaut Scania
AG

PSA Peugot Daimler


DAF GM Ford Porsche FIAT
Citroên Chrysler

ACEA X API

Motores europeus Motores norte americanos

Pequenas cilindradas Grandes cilindradas

Esforço sempre abaixo de sua capacidade


Muito requisitados mecanicamente e termicamente
máxima

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Mecânica Ducato

Comparação ACEA X API

API SR/CC API SG API SH/SJ ACEA A2/B2 ACEA A1/B1


Depósitos no pistão

Espessamento
por fuligem

Oxidação Espessamento do
óleo lubrificante

Nomenclatura: Compreende uma letra, que define sua CLASSE (Ex: A), e um número que define
a CATEGORIA (Ex: A1). Podem ainda serem adicionados outros dois números que indicam o
ano da implementação (Ex: A1 99).

A/B para motores de veículos leves (gasolina, álcool, GNV e diesel)


A1 / B1 Especialmente desenvolvido para gerar baixo consumo de combustível, baixa viscosidade
A3 / B3 Produto com viscosidade convencional. Utilizado em motores gasolina de alto desempe-
nho e diesel leve
A3 / B4 Idem ao anterior, indicado para motores diesel de injeção direta
A5 / B5 Possui modificador de atrito. Atende motores projetados para utilizar lubrificantes de
baixa viscosidade. Não é indicado para qualquer motor

C para motores de veículos leves com sistema SCR ( Setective Catalytic Reduction)
C1 Especialmente desenvolvido para gerar baixo consumo de combustível, possuindo baixa
viscosidade, com limite de cinzas sulfatadas
C2 Idem ao anterior, sem limites de cinzas sulfatadas
C3 Viscosidade convencional sem limite de cinzas

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E para motores pesados a diesel (caminhões e ônibus)


E2 Baseado na norma MB 228.1

E4 Baseado na norma MB 228.3

E6 Motores EURO I, II, III e IV com sistema EGR

E7 Motores EURO I, II, III e IV com sistema SCR

ACEA E1 ACEA E2 ACEA E4 ACEA E5

Depósitos no pistão

Consumo de óleo Corrosão

Polimento da Espessamento por


camisa fuligem

Espessamento Desgaste de válvula

Desgaste anelar e linear

Lubrificante recomendado

VS MAX Diesel 15W40


Lubrificante multigrau de base mineral SAE 15W40.
Satisfaz as especificações API CG-4/CH4 ACEA E2/B.
(Substitui o antigo Urania Trbo 15W40)

Selênia Turbo Diesel 15W40


Lubrificante multigrau base sintética SAE 15W-40.
Satisfaz especifições API CI-4, e ACEA E2/B3 96.

Capacidade: 6,1 L (troca de óleo + filtro)


Abastecimento - MUM Ducato 2006 - E17 pág 146.

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Mecânica Ducato

Motores

Básico Motores

Divisão do fluxo de calor em um motor endotérmico

1 - Poder calórico do combustível

2 - Calor transformado em trabalho

3 - Calor dos gases de descarga

4 - Calor transmitido do gás as paredes

5 - Calor perdido por atrito

6 - Calor perdido com o gás de descarga

7 - Calor perdido no líquido de arrefecimento

8 - Calor perdido por radiação

Combustão

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Relação de compressão

Câmara de combustão
RC = Relação de compressão
c = Curso
d = Diâmetro do cilindro
v = Volume da câmara de combustão
V = Volume total do cilindro

RC = V+v
v

Motor quatro tempos - diesel


Ar Calor Combustível
1˚ tempo 2˚ tempo 3˚ tempo 4˚ tempo
Admissão Compressão Combustão Escapamento

Motor quatro tempos - Otto


Ar + Combustível Calor
2˚ tempo 4˚ tempo
1˚ tempo 3˚ tempo
Compressão Escapamento
Admissão Combustão

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Mecânica Ducato

Diagrama de válvulas - diesel


C
Admissão
A E
Compressão

Expansão

Descarga

A - Início da admissão;

B - Fechamento da admissão;

C - Avanço de injeção;

D - Início da descarga;

E - Fechamento da descarga;
B D
A+E - Cruzamento de válvulas.

Cruzamento de válvulas

Ar Descarga

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Injeção com pré-câmara

Ducato 2.5 D e 2.8 D

Também conhecida como injeção indireta. O combustível é injetado dentro da pré-câmara, a


combustão se inicializa dentro da pré-câmara e finaliza na câmara principal.
• Maior estabilidade de funcionamento
• Menor rumorosidade

Injeção direta

Ducato 2.8 TD e JTD

Injeção de combustível diretamente na câmara principal.


• Maior economia de combustível ( Melhor atomização e rendimento térmico ≅10% maior)
• Maior torque disponível
• Menor atraso de ignição, ( início da queima )
•Alto desempenho, ( rendimento mecânico )

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Mecânica Ducato

Tempo de queima

P PMS = 0˚ C
≅ 20˚ DPMS
Torque máximo

início
injeção B

A ≅ 20˚
atraso de Região de
ignição torque máximo

α ≅ 20˚
α
V Altura

Fatores que influenciam o tempo de queima do diesel

1° - Número de Cetano do Diesel utilizado


2° - Impurezas contidas no Diesel que não participam da combustão
3° - Relação ar / combustível
4° - Direcionamento e pulverização do combustível
5° - Temperatura, pressão e turbulência interna na câmara de combustão
6° - Pressão de injeção de combustível
7° - Avanço de injeção de combustível

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Mecânica Ducato

Comparativo Otto X Diesel

Variável Otto Diesel

Pressão no fim da compressão 8 a 15 Kg/cm2 40 a 50 Kg/cm2

Pressão máxima de combustão 45 a 55 Kg/cm2 60 a 80 Kg/cm2

Pressão na abertura da
4 a 5 Kg/cm2 3 a 4 Kg/cm2
válvula de escape

Teor da mistura ar/combustível 9/1 a 18/1 20/1 a 50/1

Tempo de formação da mistura Antes da combustão Simultâneo à combustão

No corpo de borboleta ou atrás


Formação da mistura Na câmara ou pré-câmara
da válvula de admissão

Volatilidade do combustível Alta Baixa

Resistência a ignição por compressão Baixa Alta

Temperatura dos gases de descarga 800 ˚C 600 ˚C

Custo de fabricação Baixo Alto

Rendimento Térmico Menor Maior

Forma de ignição Centelha (faísca) Compressão

Taxa de compressão 6/1 a 12/1 18/1 a 23/1

Relação peso/potência Menor Maior

Consumo de combustível Maior Menor

Sistema elétrico de ignição Complexo Inexiste

Rumorosidade e trepidação Menor Maior

Sensibilidade às variações de pressão,


Maior Menor
temperatura e umidade

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Mecânica Ducato

Sistemas Ducato

Motores do ciclo diesel

Sistema de alimentação convencional


1 - Bomba de Injeção
2 - Tubo de retorno dos injetores a bomba
3 - Tubulação de envio do filtro à bomba
4 - Injetores
5 - Filtro de Combustível
6 - Tubulação de alimentação de combustí-
vel do tanque ao filtro
7 - Tubulação de retorno da bomba ao
tanque
8 - Tanque de combustível
9 - Bocal de enchimento
10 - Tubulação
11 - Tubulação de respiro do tanque

Injetor convencional

1 - Entrada de combustível
2 - Filtro
3 - Corpo
4 - Canal de envio
5 - Cabeçote
6 - Porta injetor
7 - Tampa superior
8 - Saída do retorno
9 - Calço de calibragem
10 - Mola de pressão
11 - Base da mola
12 - Pulverizador

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Mecânica Ducato

Injetor com pino estrangulador (2.5 D e 2.8 D)

1 - Corpo
2 - Agulha
3 - Assento da agulha
4 - Pino

Injetor de furo cego (2.8 Turbo)

1 - Corpo
2 - Agulha
3 - Assento da agulha
4 - Furo cego
5 - Orifício de injeção

Controle dos injetores

1 - Prova de pressão gravada - Pressão gravada no corpo do injetor.

2 - Prova de pressão regulada - Pressão ajustada após a regulagem do injetor.

3 - Estanqueidade - Máximo de 2 gotejadas (mantido por 30s a 20 bar abaixo da pressão gra-
vada ou regulada).

4 - Qualidade do spray - Avaliação visual da forma do spray e da atomização do combustível.

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Mecânica Ducato

Filtro de combustível Green Filter

Entrada

Sensor temperatura diesel


+ resistência aquecimento

P/ bomba CP 1 Parafluo
dreno
Válvula
Retorno
retorno

Elemento
filtrante

Sensor de água Dreno

KSB - Avançador do ponto para partida a frio

Para melhorar o funcionamento e diminuir a


emissão de gases poluentes, torna-se necessário o
avançamento do ponto de injeção na fase de fun-
cionamento a frio.

Durante os primeiros minutos de funcionamento do


motor, o ponto de injeção se encontra adiantado
em 2,5° graus em relação ao ponto normal do
motor (5° graus em relação a árvore de manivelas).

LDA - Batente de plena carga dependente da pressão do turbo

Função: variar o débito em função da pressão gerada pelo turbo no coletor de admissão.

1 - Diafragma
2 - Mola de retorno
3 - Eixo de comando
4 - Parafuso de regulagem
do débito máximo
5 - Pino porta mola
6 - Alavanca de tensão
7 - Mola de regulagem
8 - Alavanca de parada
9 - Haste limitadora
10 - Base regulável da mola

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Mecânica Ducato

Sobre-alimentação

1 - Turbo-compressor
2 - Coletor de admissão
3 - Filtro de ar
4 - Intercooler
5 - Coletor de descarga
6 - Blow-by Circuito de ar aspirado
Circuito de ar comprimido
Circuito de gás de descarga

Turbo compressor

1 - Válvula West Gate


Limitar a pressão do turbo

2 - Compressor
Comprimir os gases para o interior
da câmara de combustão

3 - Turbina
Motriz do rotor do compressor

Intercooler

Gás de descarga

Pressão

Depressão
Intercooler
Ar frontal

Motor
Ar comprimido

A função do intercooler é aumentar a densidade do ar comprimido, resultando em maior massa


admitida dentro do cilindro, sendo assim possível injetar uma maior quantidade de diesel.

28
Mecânica Ducato

Sistema EGR 2.8 D

1 - Coletor de descarga
2 - Coletor de admissão
3 - EGR
4 - Eletroválvula 3 vias
5 - Termoválvula
6 - Bomba de vácuo para
servofreio
7 - Bomba de injeção
8 - Sensor posição angular
do acelerador

Sistema auxiliar de partida a frio Ducato 2.8 Turbo

Termoavviatore

1 - Eletroválvula de Bloqueio do
combustível de retorno
2 - Terminal da resistência do bulbo
pulverizador
3 - Válvula limitadora com 0,3 bar
4 - Tubulação de óleo diesel
5 - Bulbo pulverizador

29
Mecânica Ducato

Filtro de óleo lubrificante

Retorno para a bomba

Saída para o motor Canal de lubrificação

Retorno para Entrada


bomba

Entrada

Válvula de segurança

Válvula antidepressora do cárter

Função: evitar a aspiração do óleo do


cárter em caso de obstrução da linha
de ar.

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Mecânica Ducato

Depressor do servofreio

Função: gerar depressão no servo-freio.

Necessário nos motores do ciclo diesel que não


possuem borboleta aceleradora.

Bomba injetora mecânica

• Recalcar combustível do tanque

• Limitar pressão na linha de baixa

• Gerar pressão de injeção

• Controle de débito

• Controle de avanço

• Distribuição do combustível

•Controle de giro do motor

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Mecânica Ducato

Bomba injetora - tipo VE

1 - Alavanca de comando de aceleração


2 - Regulador centrífugo
3 - Entrada de combustível
4 - Válvula de sobrepressão
5 - Eixo de comando
6 - Bomba de palheta
7 - Variador de avanço
8 - Anel porta-rolos
9 - Disco a came
10 - Saída de combustível aos injetores
11 - Válvula de envio
12 - Bucha de regulagem
13 - Pistão distribuidor
14 - Válvula de parada
15 - Grupo de alavancas de regulagem
16 - Retorno de combustível ao tanque

Distribuidor

1 - Bucha de regulagem
2 - Corpo do distribuidor
3 - Pistão distribuidor
4 - Porta válvula
5 - Válvula de envio

32
Mecânica Ducato

Fases de um ciclo de injeção

A - Entrada de combustível na câma-


ra de alta pressão
1 - Pistão distribuidor
2 - Entrada de Combustível
3 - Canal Longitudinal
4 - Câmara de alta pressão
a - PMI

B - Envio de combustível ao injetor


4 - Câmara de alta pressão
5 - Canal de envio
6 - Canal de injeção
a - PMI

C - Fim do envio de combustível


7 - Furo de descarga da pressão
8 - Cursor de regulagem
a - PMI
b - PMS

D - Envio de combustível: início de


uma nova fase
a - PMI
b - PMS

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Mecânica Ducato

Válvula de pressão

1 - Porta Válvula
2 - Sede da válvula
3 - Mola
4 - Corpo da válvula
5 - Haste da válvula
6 - Canal
7 - Pistão
A - Fechado
B - Aberto

Regulador mecânico de rotações


Posição de marcha lenta

1 - Massa centrífuga
2 - Alavanca comando de aceleração
3 - Parafuso regulagem da marcha lenta
4 - Mola de regulagem
5 - Mola de intermediária
6 - Pino porta-mola
7 - Mola da marcha lenta
8 - Alavanca de partida
9 - Alavanca de tensionamento
10 - Limitador alavanca de tensionamento
11 - Mola de reação
12 - Bucha de regulagem

34
Mecânica Ducato

Posição de plena carga

13 - Parafuso de regulagem carga máxima


14 - Haste de progressão
15 - Haste de fixação
16 - Furo de alívio
17 - Pistão distribuidor

Avanço hidraúlico

1 - Carcaça da bomba 5 - Furo 9 - Mola do Variador


2 - Anel porta roletes 6 - Tampa A - Posição de repouso
3 - Roletes 7 - Pistão variador B - Posição de Trabalho
4 - Pino 8 - Alojamento da haste

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Mecânica Ducato

Eletrostop (para eletrônica do motor)

1 - Furo de alimentação
2 - Pistão distribuidor
3 - Distribuidor
4 - Solenóide
5 - Câmara de alta pressão

Dados Ducato

Potência

2.5 Aspirado (com pré-câmara) ⇔ 84,3 cv 4200 RPM

2.8 Aspirado (com pré-câmara) ⇔ 89,7 cv 3800 RPM

2.8 Turbo Diesel (sem intercooler) ⇔103,3 cv 3600 RPM

2.8 Turbo Diesel (com intercooler) ⇔122,3 cv 3600 RPM

2.8 JTD (Turbo com intercooler) ⇔ 127 cv 3600 RPM

Conversão de unidades
1 kW =1,358 CV
1 CV = 0,756 kW

Torque

2.5 Aspirado (com pré-câmara) ⇔ 16,7 kgf.m 2400 RPM

2.8 Aspirado (com pré-câmara) ⇔ 18,9 kgf.m 2000 RPM

2.8 Turbo Diesel (sem Intercooler) ⇔24,5 kgf.m 1900 RPM

2.8 Turbo Diesel (com Intercooler) ⇔ 29,1 kgf.m 1800 RPM

2.8 JTD (Turbo com Intercooler) ⇔ 30,6 1800 RPM

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Mecânica Ducato

Conversão de unidades
1 kgf.m = 9,806 N.m ≅ 1 Da N.m
1 lbf.m = 0,112 N.m

Taxa de compressão

2.5 Aspirado (com pré-câmara ) ⇔ 22,5 ± 0,5:1

2.8 Aspirado (com pré-câmara ) ⇔ 21,7 ± 0,5:1

2.8 Turbo Diesel (sem Intercooler ) ⇔ 19,0 ± 0,5:1

2.8 Turbo Diesel (com Intercooler ) ⇔ 19,0 ± 0,5:1

2.8 JTD (Turbo com Intercooler) ⇔ 18,5 ± 0,5:1

Pressão de compressão para motores novos

2.5 Aspirado (com pré-câmara ) ⇔ 35 bar

2.8 Aspirado (com pré-câmara ) ⇔ 32 bar

2.8 Turbo Diesel (sem Intercooler ) ⇔ 33 bar

2.8 Turbo Diesel (com Intercooler ) ⇔ 33 bar

Atenção todos os valores fornecidos foram medidos a quente desconectanto toda linha de aspi-
ração até o coletor de admissão incluindo o turbo e o intercooler se existentes

Dispositivo auxiliar de partida a frio

2.5 / 2.8 Aspirado


• Velas de pré-aquecimento
• K.S.B.

2.8 Turbo
• Termoavviatore
• K.S.B.

Características dos componentes

Bomba de óleo
• 0,8 bar em marcha lenta
• 3,5 bar acima de 3500 rpm

Óleo lubrificante
• Troca de óleo c/ filtro 6,1 L
• Após desmontagem total: 6,6 L

37
Mecânica Ducato

Válvula Termostática ( arrefecimento )


• Início de abertura 79 ± 2˚ C
• Abertura 110˚ C

Fasagem do Motor 1

Coincidência da nervura tampa de válvula com o


entalhe existente na polia dentada da árvore de
comando de válvulas.

Cuidado para não usar o rasgo grande, pois este não


tem utilização nos veículos Ducato.

Fasagem do motor 2

Deve-se alinhar o furo da engrenagem dentada motriz do


conjunto auxiliar, com o furo da tampa anterior do conjunto
auxiliar, utilizando a ferramenta específica indicada.

38
Mecânica Ducato

Fasagem do motor 3

Para sincronizar a arvore de manivelas, é necessário que o furo da polia esteja alinhado com a
nervura na capa plástica de proteção da correia da distribuição. Assim o furo no cambio coinci-
dirá com um dos 4 rasgos de 8 mm no volante do motor. Use um pino de aço (resistente, para
evitar retrabalhos) para travar o virabrequim durante a fasagem (válvula fiasa).

Lembramos que os calços do rolamento tensor têm diâmetros diferenciados, onde o calço mais
fino se encaixa no rolamento, e o mais espesso se encaixa na tampa de proteção da correia,
para evitar o esmagamento da mesma.

Grosso

Fino

39
Mecânica Ducato

Características dos componentes

Bomba de palheta:
• Pressão máxima 9 Bar

Bomba de alta pressão:


• Pressão máxima 550 bar para motores 2.5 e 2.8 aspirados
• Pressão máxima 700 bar para motores 2.8 Turbo

Bicos injetores:
• 120 bar + 8 bar (2.5 aspirado)
•130 bar + 8 bar (2.8 aspirado)
• 240 bar + 12 bar (2.8Turbo S/ e C/ Intercooler Nacional)
• 181 bar + 12 bar → 1° estágio
• 301 bar + 16 bar → 2° estágio

Ponto de bomba:
• 2.5 Aspirado (Imp.) • 1,08 mm +/- 0,04 mm
• 2.8 Aspirado (Importado) EGR • 1,00 mm +/- 0,04 mm
• 2.8 Turbo (Importado)sem Intercooler • 0,78 mm +/- 0,04 mm
• 2.8 Turbo c/ Intercooler (importado) • 1,15 mm +/- 0,04 mm
• 2.8 Turbo s/ Intercooler (nacional) • 0,85 mm +/- 0,04 mm
• 2.8 Turbo c/ Intercooler (nacional) • 1,15 mm +/- 0,04 mm
• *2.8 Aspirado EGR (Nacional)(Exp/PSA) • 1,04 mm +/- 0,04 mm

Ponto de bomba (avanço)

1- Afrouxar o parafuso de fixação da haste do KSB, desativando-o

2- Motor no PMS, Instalar a ferramenta com o relógio comparador na bomba injetora, cuidando
para que haja uma pré-carga de 2 a 3 mm.

3- Encontrar o PMI da bomba injetora, ( movimentando o motor no sentido anti-horário, até que
o relógio comparador deixe de movimentar-se)

4- Nesta condição de PMI da bomba zerar o relógio comparador.

5- Movimentar o motor para o Ponto Morto Superior ( travar o volante do motor com um pino
de 8mm no furo do cambio).

6- Efetuar a leitura do avanço registrado no relógio comparador em milímetros

7- Caso o valor não esteja conforme com a tabela anterior, corrija o ponto. Correção do
ponto: afrouxe os parafusos de fixação da bomba injetora e movimente-a até conseguir o valor
previsto para a versão em questão.

8- Com o avanço corrigido, Torquear as porcas de fixação da bomba, e ajustar o KSB.

40
Mecânica Ducato

9- Atuar na alavanca do KSB até obter um acréscimo de 0,32mm no relógio comparador, aper-
tar o parafuso da fixação do mesmo.

10- Energizar o bulbo de cera do KSB, durante 3 minutos, e verificar a movimentação do reló-
gio comparador, diminuindo o avanço em 0,32mm.

Regulagem do dispositivo K.S.B

Antes de definir o ponto de sincronismo da bomba injetora , é aconselhável a desabilitação do


K.S.B. Afrouxando o parafuso (1) na alavanca de avanço.

Após ter ajustado o ponto de injeção da bomba, torna-se necessário definir qual a variação
(avanço) do mesmo entre a fase frio e a fase quente no pistão distribuidor.

Usando uma chave de fenda: Movimenta-se a alavanca até obter o deslocamento de 0,32mm
no relógio comparador (instalado na ponta do pistão distribuidor).

Ajustada a variação, apertar


o parafuso com chave torx
0

32

Em seguida energizar o bulbo do KSB, devendo retornar a posição inicial em 3 minutos.

Bomba injetora

Bomba Injetora Ducato 2.8 Turbo

A conexão de retorno com a inscrição


OUT ( saída) na cabeça do sextavado, não
pode ser trocada com a conexão de cap-
tação que possui um furo maior na base.
Isto vale para todas as bombas Bosch que
equipam todas as motorizações do Ducato
no Brasil.

41
Mecânica Ducato

2.8 Asp

2.5 Aspirado N° Bosch 0 460 404 084


R 518-1 FIAT (500323356)
2.8 Aspirado N° Bosch 0 460 494 477
R 812-1 FIAT (500305724)

2.8 Turbo 2.8 Turbo intercooler ( Importado)


N° Bosch 0 460 424 152 (C/CODE)
R 735 FIAT ( 500323362 )

2.8 Turbo intercooler (Importado)


N° Bosch 0 460 424 152 (C/CODE)
R 735 FIAT (500323362)
2.8 Turbo(Brasil)
Ref.: Des.Bosch: Aplicações:
R735-1 0460424220 code+Intercooler
R735-2 0460424227 code
R735-3 0460424248 Intercooler
R924 0460424252 -

Travamento da bomba injetora


Destravada Travada

B
A

B
A

Existe um parafuso para travamento do eixo da bomba injetora (usado pelo serviço Bosch).

Para TRAVAR a bomba afrouxar o parafuso A por 1⁄4 de volta, Remover o calço B, em seguida
apertar o parafuso A com torque de 2 Kgm.

Para DESTRAVAR a bomba, afrouxar o parafuso A até conseguir inserir o calço B, em seguida
torquear o parafuso o parafuso A com 1,5Kgm.

42
Mecânica Ducato

Tubos de envio de combustível

Os tubos de envio de combustível são


tubos sem costura ( extrudados ), que não
podem ser deformados durante a monta-
gem. Na montagem enroscar as conexões
apenas com as mãos, utilizando a ferra-
menta específica 1852138000 apenas
para aplicar o torque previsto.

N° Bosch 0434250162 ( FIAT - 4789864 )

→ 2.5 Aspirado

N° Bosch 0434150006 ( FIAT - 500303485 )

→ 2.8 Aspirado

N° Bosch 0433175179 ( FIAT - 500328286 )

→ 2.8 Turbo (Importado)

N° Bosch 0433175114 ( FIAT - 99443744 )

→ 2.8 Turbo (Nacional)


com e sem intercooler

Turbo compressor Ducato

Motor 2.8 Turbo com intercooler (Nacional, Importado)

• Mitsubishi TFO 35HM - 1050 ± 25 mbar (3600rpm ), carga máxima.


• Borg e Berger - 1050 ± 25 mbar (3600rpm ), carga máxima.

43
Mecânica Ducato

Motor 2.8 Turbo sem intercooler (Nacional)


• Mitsubishi TFO 35HM - 1050 ± 25 mbar (3600rpm ), carga máxima.
• Borg e Berger - 1050 ± 25 mbar (3600rpm ), carga máxima.

Observação:Apesar de usar o mesmo turbo, a calibração da válvula waste-gate é diferente


para os dois motores, não sendo portanto intercambiaveis.

Regulagem da folga das válvulas

De: 0,50 mm ± 0,05 mm para admissão e descarga.

O came deve estar voltado para cima,


ao se verificar a folga , que deve ser de :
• admissão 0,50 ± 0,05
• descarga 0,50 ± 0,05

para todos os motores da família Ducato .

Ordem do aperto dos parafusos do bloco do motor

Lubrifique os parafusos com óleo do motor e deixe


escorrer de 20 a 30 min antes de torquear. Torque
especificado 6 kgf.m, novamente 6 kgf.m + 180˚.

44
Mecânica Ducato

Parafuso de fixação do cabeçote

O parafuso de fixação do cabeçote, ao ser


retirado, deve ser avaliado para verificar
uma possível remontagem.

Para isso ao se medir o diâmetro da rosca


e esta apresentar um valor menor que 11,5
mm, este deverá ser substituído.

Parafuso de fixação do volante no motor

Substitua caso apresente diâmetro da rosca


inferior a 10,8 mm e não utilize vedante ou
trava química na rosca pois os furos no vira-
brequim são passantes.

Altura do bico injetor

Ducato 2.8 Turbo

De 2,230 mm até 2,690 mm

45
Mecânica Ducato

Pré-câmara

0+0,05 mm

A pré-câmara deve ser plana com o cabeçote ou + 0,05 mm

Verificação PMS

Girar o motor no sentido horário até que


o ponteiro do relógio pare e inverta sua
posição de giro.

O PMS será no momento em que o pon-


teiro do relógio parar para inverter o
giro.

Altura do pistão

Ducato 2.5 / 2.8 Asp. Injeção direta


Altura do pistão Guarnição
0,85 1,60
0,85 - 0,95 1,70
0,95 - 1,05 1,80

Ducato 2.8 T Injeção direta


Altura do pistão Guarnição
0,40 - 0,50 1,20
0,51 - 0,60 1,30
0,61 - 0,70 1,40
0,71 - 0,80 1,50

46
Mecânica Ducato

Altura do pistão

Injeção direta
0,40 ~ 0,80 mm

Injeção indireta
máximo 1,05 mm

Direcionamento do pistão

Representação do
volante do motor

47
Mecânica Ducato

Manuseio da camisa

∅ 94,402 até 94,412

0,000

0,4

∅ 97,390 até 94,450


Atualmente todos os cilindros são usinados diretamente no bloco (sem camisa).

Controle da distância do rotor da bomba d`água

De 0,56 mm até 1,08 mm.

Engrenagem condutora da distribuição

Caso exista desgaste na engrenagem


condutora da distribuição será neces-
sário substituí-la.

48
Mecânica Ducato

Para isto, devemos utilizar uma ferramenta especial para sacar a engrenagem, furando a
mesma e abrindo rosca nos furos, conforme roteiro a seguir:
600353148
Ferramenta para extrair polia
condutor do eixo de manivela

Macho de:
8,0 X 1,25

Furadeira com
broca 7,0 mm

Furar a engrenagem com a broca de 7,0mm, tomando-se o cuidado de não desalinhar os furos,
com uma profundidade de 35mm.

Abrir rosca com macho de 8,0mm x


1,25 profundidade 30mm.

49
Mecânica Ducato

Instalar a ferramenta, torqueando os parafusos com 5,5


Kgf.m

Aplicar um torque necessário para a remoção


da engrenagem.

Obs: Para diminuir a interferência podemos utili-


zar um soprador térmico (origem pintura), duran-
te 10 minutos, sobre a engrenagem.

Após a remoção total da engrenagem, desmonte a


ferramenta e verifique se há danos na sede do eixo,
caso contrario efetue a montagem.

Montagem: aquecer num forno elétrico a


engrenagem nova até aproximadamente
260° C., deixar estabilizar por 10 minutos
(no forno), e montá-la usando um alicate.

50
Mecânica Ducato

Common rail

Funcionamento do sistema common rail


Linha de alta pressão Sensor de
pressão do rail

Rail
Eletroválvula
região de pressão

Termoavviatore

Linha de baixa Retorno


pressão

Eletrobomba de
combustível

Histórico do common rail

Início dos anos 80 a Fiat desenvolve o primeiro motor com injeção direta, montado na Fiat
Croma em 1987.

Em 1987 a Fiat inicia a pesquisa para criação de um sistema de injeção direta com uma única
galeria( common rail ). Em 1990 o sistema já está totalmente desenvolvido e inicializa-se o pro-
cesso de pré-industrialização do sistema unijet.

Em 1993 estava completada a atividade de pré-industrialização.

Em 1994 a Fiat sede a Robert Bosch o direito de industrializar e comercializar o sistema unijet.

Em 1997 a Fiat comercializa o primeiro veículo com o sistema common rail unijet.

Emissão de poluentes

O controle da injeção passa de mecânico/hidráulico para eletrônico, gerenciado por uma cen-
tral eletrônica que através de mapas específicos controla a injeção de combustível levando a
uma melhora nas emissões de poluentes, emissão de ruídos e no rendimento térmico do motor.

O controle da pressão de injeção independe da rotação e carga do motor.

51
Mecânica Ducato

Máxima flexibilidade no controle da pressão de injeção podendo ir de 150 bar até 1350 bar.

Possibilidade de efetuar pré-injeção (controle do ruído do motor) e pós-injeção (controle de emis-


sões) com flexibilidade na quantidade de combustível injetado.

Auto adaptação ao funcionamento do motor.

Simples lay out.

O diesel é obtido pela destilação fracionada do petróleo e é formado por uma variedade de
hidrocarbonetos com ponto de ebulição que varia de 180°C a 360°C( norma DIN 51 601 apli-
cada na alemanha).

A composição do diesel após a destilação irá variar de acordo com a qualidade do petróleo
usado. A quantidade de enxofre e outros compostos indesejáveis devem ser tratados e monito-
rados pelo fabricante. A relação teórica ideal ar/combustível do diesel é de 14,5 partes de ar
para 1 parte de diesel.

Durante o funcionamento do motor, a mistura ar/combustível é extremamente pobre, com lamb-


da variando de 1,1 a 1,4. Mesmo com todo o controle da injeção, o motor necessita trabalhar
com conversor catalítico e outros sistemas para garantir o cumprimento das normas de emissões.
Início da injeção, curva de injeção e pulverização do combustível influem sobre o consumo e a
emissão de poluentes.

Início da injeção:

• Uma injeção atrasada diminui a emissão de nox em função das baixas temperaturas do pro-
cesso.

• Uma injeçao muito atrasada aumenta a emissão de hc e o consumo de combustível, e,


mediante alta carga, também a emissão de fuligem.

• Um desvio da injeção do valor nominal em apenas 1˚ pode aumentar a emissão de nox em


5%. Um início de injeção excessivamente adiantado em 2˚ pode provocar um aumento da pres-
são de pico do cilindro em 10 bar. Essa alta sensibilidade exige um início de injeção precisa-
mente ajustado.

Curva de injeção: A curva de injeção determina a massa de combustível debitada durante o


atraso da ignição.

Pulverização do combustível: O combustível finamente pulverizado( atomizado ) promove uma


boa mistura com o ar. Ela contribui Para a redução das emissões de hc e fuligem.

Vejamos agora as leis brasileiras de emissões :

• Segundo a resolução 315, de 29 de outubro de 2002, do CONAMA( Conselho Nacional do


Meio Ambiente ), a partir de 2006, 100% dos veículos pesados fabricados no Brasil devem
atender aos índices exigidos pelo PROCONVE 5(P5). E a partir de 2009, devem atender o
PROCONVE 6(P6) que é mais rigoroso que o P5. Os índices P5 e P6 equivalem as normas
Euro III e IV respectivamente, que , por sua vez são Representadas pelas fases V e VI do
CONAMA. Veja a tabela a seguir.

52
Mecânica Ducato

CONAMA CO (g/kWh) HC (g/kWh) NO (g/kWh) Fumaça (k) Partículas (g/kWh)


Fase 1 - - - 2,5 -

Fase 2 11,2 2,5 14,4 2,5 -

Fase 3 4,9 1,23 9,0 2,5 0,7/0,4

Fase 4 4,0 1,1 0,7 - 0,15

P5 - 2006 CO (g/kWh) NMHC Metano CH4 Fumaça (k) MP - Partículados


(g/kWh) (g/kWh) (g/kWh)
5,45 0,78 1,6 5,0 0,15 ou 0,21*

P6 - 2009 4,0 0,55 1,1 3,5 0,03

NMHC - Hidrocarbonetos não metano


*Para motores de cilindrada unitária inferior a 0,75 dma e rotação à potência nominal superior
a 3000 min-1.
Fonte: CONAMA.

Componentes/estratégias do sistema common rail

Tanque e eletrobomba de combustível

Eletrobomba de combustível

Funçâo: enviar combustível para a entrada da bomba de alta pressão.


Vazão: 120 litros/hora
Pressão da linha de baixa pressão: 2,5 bar (em qualquer situação de carga do motor/ valor
medido entre a saída da eletrobomba e a entrada do filtro)

Pressão da linha de retorno : 0,1 bar

Serpentina para arrefecimento


do combustível

53
Mecânica Ducato

Filtro de combustível

Regulador de pressão

O aquecimento do diesel é comandado sempre que sua tem-


peratura chegar a 6°C e fica ativado até 15°C.

Bomba de combustível

Eletroválvula de
controle de vazão

Válvula de descarga
Válvula de admissão

Saída de alta
Pistão
pressão

Eixo

Eletroválvula
reguladora de
Came
pressão

Retorno para o tanque

Entrada de baixa pressão

54
Mecânica Ducato

Regulador de pressão de combustível

CR / DVR / FK / 10s

Tensão aplicada com motor em marcha lenta: ~ 230

Valor lido no EDI : 17 %

Resistência elétrica : 3 ohms a 20°C

Freqüência de trabalho em marcha lenta

Aproximadamente : 286 Hz

Com a chave de ignição na posição stop, a eletroválvula encontra-se aberta, portanto não
existe pressão na linha de baixa pressão.

Ao se colocar a chave de ignição na posição marcha, a eletrobomba de combustível do tan-


que é acionada para pressurizar a linha de baixa pressão (2,5 bar) e a central de injeção,
comanda o regulador de pressão no sentido de fechamento do retorno. A pressão aumenta no
interior da bomba de alta pressão, preparando o sistema para uma possível partida do motor.

Se a partida não for dada em 12 segundos, a central de injeção desliga o relé principal, cor-
tando a alimentação do regulador de pressão que fica aberto, causando a pressurização da
linha de baixa pressão. A mola interna do regulador de pressão age no sentido de fechamento
do canal de retorno. A eletroválvula interna tem também a função de ajudar no fechamento do
canal de retorno, atuando no mesmo sentido da mola.A mola foi projetada para que se estabe-
leça uma pressão de no máximo 100 bar.

Eletroválvula de desacoplamento do pistão da bomba

Atuação: acima de 4200 rpm a central comanda esta eletroválvula com


tensão da bateria a fim de desativar um dos pistões de bombeamento
para diminuir a vazão da bomba de alta pressão e a temperatura de
combustível.

Resistência elétrica : ~24 ohms

55
Mecânica Ducato

Sensor de temperatura do líqüido de arrefecimento

Características :

• sensor do tipo NTC.

• localizado junto a válvula termostática.

• informa a temperatura do líquido de arrefecimento somente


para a central. Para o quadro de instrumentos existe outro sen-
sor.

• quando em circuito aberto (C.A ) ou curto Circuito (C.C), a


Resistência
unidade de comando adota um valor recovery de - 40°C e a
20°C 2500 ohms
central comanda o acionamento dos dois eletroventiladores.
100°C 186 ohms
• a central detecta erro no acionamento das bobinas dos relés
Tensão
de 1º e 2º velocidades.
30°C 3.45 volts
40°C 3.01 volts •a 1ª velocidade é acionada com a temperatura em 95°C e a 2ª
50°C 2.60 volts velocidade é acionada com aproximadamente 100°C.

• alterações neste sensor, provocam o aumento do tempo de injeção.

Sensor de temperatura do ar de pressão do turbo

Terminais do sensor
4 3 2 1
Temperatura Sensor de pressão (-) (+) (+) saída do sensor
do ar do turbo de pressão

Temperatura do ar
0°C 5.500 ohms Pressão do turbo
10°C 3.600 ohms 1.72 volts 914 mbar

50°C 840 ohms 1.81 volts 940 mbar

80°C 340 ohms 1.93 volts 1025 mbar

100°C 200 ohms

56
Mecânica Ducato

Sensor de posição do pedal do acelerador

Características:
P1
2 • tensão de alimentação : 5v.

3 • este sensor é muito importante porque toda a


determinação de torque e carga solicitado ao
4 motor é feita pela posição angular do mesmo.
1
• na falta deste sensor a rotação fica limitada em
6 800 rpm.
P2
5

Interruptor de freio e embreagem

Interruptor do pedal de freio:

• informa que o veículo está sendo desacelerado para que a central possa realizar a função
dash pot.

• faz plausibilidade com o sinal do sensor com o pedal acelerador.

Interruptor de embreagem:

• informa a central sobre as mudanças de marcha para que a central possa fazer o controle de
emissões também nesta situação.

Sensor de pressão do combustível

Características

• caso o sensor apresente circuito aberto ou curto circuito, a central adota um valor fixo de
1500 bar e coloca a válvula reguladora de pressão em 23% com o motor em marcha lenta.

Conexão elétrica Tensão de trabalho


500 mv 0 bar

Circuito de avaliação 4.500 mv 1500 bar

Diafragma com Terminais do sensor


elemento sensor 1 2 3
+ sinal -
Alta pressão do
combustível

57
Mecânica Ducato

Estratégia em caso de Falha

Valor medido: fixo em 1500 bar.


Valor objetivo: 450 bar. A central modifica este valor tomando como base a carga do motor
pelo pedal do acelerador.

Eletroinjetor de combustível

Retorno de
Eletroímã

combustível

Eletroímã
Eletroválula

Eletroválula

Entrada de
alta pressão
Agulha

Haste

Agulha

Eletroinjetor de combustível

58
Mecânica Ducato

Sensor de rotação e P.M.S

O sensor de rotação é um sensor do tipo indutivo e está loca-


lizado próximo ao volante do motor. A referência para o sen-
sor são furos no volante do motor (60- 2). Sem este sensor o
motor não entra em funcionamento.

Resistência elétrica: 860 ohms ±10%.


Falha de 02 furos
no volante

Sensor menor

O sensor de fase é do tipo hall.

Alimentação: 12 volts.

Distância do sensor à referência na polia: 0,8 a 1,5 mm.

Com este sensor desligado o motor não entra em funciona-


mento.

Quadro de controle dos sinais

Sensor de fase
(no comando)

Eletroinjetores

Sensor de rotação
(no volante do motor)

59
Mecânica Ducato

Estratégias de funcionamento

Temperatura do combustível

Acima de 110°C de temperatura do diesel, a central dimini a pressão da linha de combustível


sem modificar o tempo de injenção

Temperatura do líqüido de arrefecimento do motor


Acima de 105°C acentral de injenção:

• reduz a quantidade de combustível injetada (reduz potência)


• comanda o eletroventilador em 2ª velocidade
• acende o led de sinalização da temperatura no quadro instrutor

Corte de combustível (Cut - OFF)


• pedal solto e rotação acima de 800 rpm
• o comando é feito na válvula reguladora de combustível.

Controle de estabilidade da marcha lenta


Condições:
• válvula reguladora de pressão: ˜ 17%
• pressão na linha de baixa antes do filtro de combustível: 2,5 bar
• pressão do rail (em marcha lenta): ˜ 257bar

Controle de fumosidade ciom aumento da carga


A central leva em consideração para ajustar o tempo de injeção em cada injetor:

• cálculo de massa de ar
• se a pressão no rail medida está próxima da objetiva
• sensor de rotação

60
Mecânica Ducato

Gerenciamento eletrônico do motor - Ducato 2.8 common rail

61
Mecânica Ducato

PIN - OUT da central de injeção diesel common rail Ducato 2.8

A1 - massa na carroceria A23 - N.C

A2 - massa na carroceria A24 - negativo para bobina do relé da e eletrobomba


de combustível
A3 - assa na carroceria A25 - N.C

A4 - alimentação proveniente do relé principal para a A26 até A46 - todos terminais N.C
central
A5 - alimentação proveniente do relé principal para a A47 - sinal de rotação para quadro de instrumentos
central
A6 - N.C A48 - linha k.

A7 - N.C A49 - sinal proveniente do sensor de velocidade

A8 - N.C A50 - N.C

A9 - N.C A51 - pressostato de 4 níveis

A10 - A.B.S A52 - pressostato de 4 níveis

A11 - Fiat code ( não utilizado) A53 até A57 - todos os terminais N.C

A12 - N.C A58 - Fiat code ( não utilizado)

A13 - negativo para bobina do relé principall A59 - sinal proveniente do pedal de freio

A14 - N.C A60 - pressostato de 4 níveis

A15 - negativo papa bobina do relé do termoavviatore A61 - sinal proveniente do pedal de embreagem

A16 - N.C A62 até A75 - todos os terminais N.C

A17 - negativo para bobina do relé da eletroválvula do A76 - potenciômetro do pedal acelerador
termoavviatore
A18 - negativo para bobina do relé do compressor de ar A77 - potenciômetro do pedal acelerador
condicionado
A19 - negativo para bobina do relé do eletroventilador A78 - potenciômetro do pedal acelerador
2ª velocidade.
A20 - negativo para bobina do relé do eletroventilador 1ª A79 - potenciômetro do pedal acelerador
velocidade.
A21 - sinal para acendimento do led de avaria no quadro A80 - potenciômetro do pedal acelerador
de inst.
A22 - N.C A81 - potenciômetro do pedal acelerador

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Mecânica Ducato

B82 - sensor de temperatura do combustível B102 - sensor de fase

B83 - sensor de temperatura do combustível B103 - sensor de fase

B84 - sensor de temperatura do líqüido refrigerador B104 - sensor de fase

B85 - sensor de temperatura do líqüido refrigerador B105 - N.C

B86 - sensor de pressão e tempeperatura do ar B106 - N.C

B87 - N.C B107 - N.C

B88 - N.C B108 - regulador de pressão do combustível

B89 - N.C B109 - regulador de pressão do combustível

B110 - comando para relé de aquecimento do filtro de


B90 - sensor de pressão do combustível B
combustível
B111 - eletroválvula de exclusão do 3˚ pistão da bomba
B91 - sensor de pressão do combustível B
de alta pressão

B92 - sensor de pressão do combustível B B112 - N.C

B93 - sensor de pressão do combustível B B113 - N.C

B94 - sensor de pressão e temperatura e do ar B114 - comando injetor do cilindro 4

B95 - sensor de pressão e temperatura e do ar B115 - N.C

B96 - N.C B116 - N.C

B97 - N.C B117 - retorno dos injetores 1 e 2

B98- N.C B118 - retorno dos injetores 3 e 4

B99- sensor de rotações do motor B119 - comando injetor do cilindro 1

B100 - sensor de rotações do motor B120 - comando injetor do cilindro 2

B101 - sensor de rotações do motor B121 - comando injetor do cilindro 3

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Mecânica Ducato

Transmissão

Óleo recomendado MLGU - FL OTD 7/8

Capacidade: 2,5 L
Controle do nível: 60.000 km
Substituição: 120.000 km

ME

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Mecânica Ducato

ML

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MG

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MG

MLGU

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Mecânica Ducato

Sensor de rotação para câmbio MG / ME

Sensor indutivo para a caixa de câmbio MG cujo valor de resistência ≅ 750 Ω Magneti Marelli
( Itália ) 0240. O sinal apresentado corresponde a 750 ± 25 Rpm.

Este sinal é utilizado para o conta giros .

Existe a pré-disposição no câmbio ME para montagem deste sensor.

Sensor de rotação para câmbio ML Ducato 2.8 D aspirado

Sensor indutivo para a caixa de câmbio ML cujo valor de resistência ≅ 1262 Ω Magneti
Marelli ( Itália )0410 número FIAT 46538536.

O sinal apresentado corresponde a 750 ± 25 Rpm. Este sinal é utilizado p/ a Central EGR e
para o conta giros.

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Mecânica Ducato

Conjunto de embreagem câmbio MG 30 kgf.m

O colar fica solidário ao platô.

Para removê-lo deve-se utilizar duas lâmi-


nas trabalhadas de aproximadamente
0,50 mm à 1,00 mm.

Lâminas trabalhadas.

Colar de embreagem cambio MG 30 kgf.m

O anel plástico do colar de embreagem


deve ser recolocado no alojamento da
trava para possibilitar a montagem do
colar.

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Mecânica Ducato

Sistema de freio

Fluido recomendado - FL TOP 4/S

PE seco (°C) PE úmido (°C)

DOT 3 205 140

DOT 4 230 155

DOT 5 260 180

Capacidade: 0.59 L (entre eixo médio) a 0.62 L (entre


eixo longo).

Abastecimento - MUM Ducato 2006 - E 17 pág. 146.

Sistema de freios

Os veículos sem ABS, são dotados de circuito duplo para acionamento das pinças dianteiras.

Cilindro
auxiliar Cilindro Cilindro
mestre auxiliar

Corretor de
frenagem

Cilindro
Cilindro auxiliar
auxiliar

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Mecânica Ducato

Freio dianteiro Sistema com ABS (simples) Sistema sem ABS (duplo)

Para recolocação das pastilhas no caso de substituição por desgaste, é necessário abrir o para-
fuso de sangria de pinça para retornar o pistão (veículos com ABS).

Freio Traseiro

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Mecânica Ducato

Suspensão

Suspensão dianteira

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Mecânica Ducato

Bucha traseira do braço oscilante


• Operação 4410B 52

Para o correto posicionamento da bucha utilize


a ferramenta específica 60353136 conforme
operação indicada. Inconveniente apresentado
caso não seja utilizada a ferramenta: desgaste
prematuro da parte interna da banda de roda-
gem dos pneus dianteiros.

A
B

A = 60353192
B = 1857167000

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Mecânica Ducato

Suspensão traseira

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Mecânica Ducato

Cubo de roda dianteiro

Usando a ferramenta específica No.60353008, montar as pistas externas dos rolamentos.

Montar o rolamento (lado da roda) externo.

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Mecânica Ducato

Usando um batente apropriado, montar o retentor externo (lado da roda).

Instalar o distancial já previamente calculado, no interior do montante,aplicar graxa FL (Tutela)


MR3,montar o rolamento interno (lado da homocinética), cuidando para que permaneçam ali-
nhados durante a inserção do cubo.

Distancial

Rolamento Int.

Usando a Ferramenta 1860919000 (origem marea), e uma prensa hidráulica, introduzir o


cubo, cuidando para que os rolamentos, o distancial, e a ferramenta estejam corretamente cen-
tralizados, caso contrario poderá danificá-los.

1860919000

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Mecânica Ducato

Importante: Durante a montagem deste conjunto É necessário que o montante possa girar livre-
mente, caso contrário os rolamentos estarão sendo pressionados pelos roletes, danificando-os,
ou comprometendo sua durabilidade.

Montar o retentor interno (lado da homocinética), com o auxilio de um batente apropriado.

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Cubo dianteiro

Desmontagem

A - 74368

60353076

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Mecânica Ducato

Cubo dianteiro

Montagem

60353008

60353076

Cubo de roda traseiro

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Cubo traseiro

Desmontagem

Montagem

A - 74368 60353076

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Mecânica Ducato

Utilizando o veículo

Partida do motor

Em veículos com sistema de partida à frio:

Especificamente nos meses de inverno, ao se dar a partida com o motor frio, girar a chave na
posição MAR e aguardar que a luz espia m se apague para dar a partida do motor.

Abastecimento

É aconselhável manter o tanque sempre cheio, principalmente no final do dia, porque durante
a noite é quando a temperatura diminui, provocando a condensação . A água é prejudicial às
partes metálicas como bomba injetora e bicos, comprometendo o seu funcionamento, aumen-
tando o consumo, prejudicando o desempenho e aumentando o índice de emissões.

Controle de pressão dos pneumáticos

O controle de pressão deve ser feito com o pneu frio.

Caso haja necessidade de calibrar o pneu à quente, a pressão recomendada no MUM deverá
ser acrescida de 0,3 kgf/cm2 (bar).

Troca de marchas

Quando o veículo estiver carregado ou estiver em um trecho com aclive, seguir a seguinte tabe-
la:
• 1a a 2a - 18 km/h
• 2a a 3a - 33 km/h
• 3a a 4a - 45 km/h
• 4a a 5a - 60 km/h
No capítulo B do MUM encontram-se mais informações do veículo.

Economia de combustível

Dirija suavemente, evitando assim as acelerações e freadas mais bruscas. Procure entrar no
regime de melhor rendimento do motor. Condução mais uniforme e velocidade menos variada
durante o trajeto = menor consumo de combustível.
Evitar, sempre que possível, deixar o motor funcionando em marcha lenta por longos períodos.

Regulagem do motor

Mantenha o motor sempre bem regulado.

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Mecânica Ducato

Para que essa regulagem seja executada com precisão, é de suma importância que o trabalho
seja feito por profissionais da Rede de Concessionárias Fiat.

Cuidados com o motor turbinado:

Em motores turbinados, principalmente, é de extrema importância não acelerar antes de desligá-


lo, isto leva ao desgaste prematuro da turbina pelo fato de a mesma ficar girando por algum
tempo mesmo após a parada do motor com lubrificação deficiente.

Sistema de direção

Não force o volante de direção


no fim do seu curso ou contra
obstáculos, isto sobrecarregará a
bomba hidráulica e a correia de
distribuição com risco de perda de
sincronismo. Caso típico, forçar o
pneu contra a calçada em manobra
de estacionamento.

Drenagem da água do filtro de combustível

Se a luz espia permanecer acesa no quadro de instrumentos, com o motor em funcionamento,


efetue a drenagem do filtro de combustível, agindo no dreno indicado pela letra A .

c
Nota: Antes desta operação, não se esqueça de desconectar o chicote do sensor.

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Mecânica Ducato

Sistema Common Rail

Este sistema é caracterizado por um tubo distribuidor de combustível comum a todos os injetores
do motor.

A central de injeção controla eletronicamente a abertura dos injetores. Por isso, o Common Rail
é o único dos sistemas de injeção Diesel que tem controle total sobre o processo de injeção,
conseqüentemente, obtêm-se um menor nível de ruídos com maior rendimento térmico e controle
de emissão de gases poluentes.

Cuidados com o sistema Common Rail:

• O veículo não deve permanecer muito tempo (> 1 semana) sem que o motor funcione. A
razão desta recomendação é a qualidade do diesel brasileiro que tem muito enxofre e para-
fina, que podem causar corrosão e entupimento das tubulações e eletroinjetores.

• O filtro de combustível para sistemas Common Rail deve ter uma mesh (grau de filtragem) de
5micra, enquanto no sistema convencional temos uma mesh de 20 micra , ou seja um filtro con-
vencional não retém partículas que poderiam danificar o regulador de pressão, os eletroinje-
tores e até mesmo a bomba de alta pressão. Por isto deve-se utilizar o filtro indicado no MUM
do veículo.

• O tanque de combustível deve sofrer limpeza periódica, principalmente nos veículos que
trafegam em estradas não pavimentadas ou mineração. O Ducato possui eletrobomba de com-
bustível no tanque, esta sujeira pode comprometer o funcionamento da eletrobomba, do filtro,
da bomba de alta pressão e dos eletroinjetores.

• Por possuir uma central de injeção no vão motor , não se deve lavar o motor com jato
“pesado” de água, isto pode provocar infiltrações na mesma e danificar seus componentes
eletrônicos.

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Mecânica Ducato

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nesta publicação são fornecidos a título indicativo e poderão ficar desatualizados
em conseqüência das modificações feitas pelo fabricante, a qualquer momento, por
razões de natureza técnica, ou comercial, porém sem prejudicar as características
básicas do produto.
Impresso n° 53001009 - 05/2008

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