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PÓS-TÉCNICO EM

ENFERMAGEM DO TRABALHO

SISTEMAS DE GESTÃO EM SEGURANÇA


E SAÚDE NO TRABALHO
INSTRUTOR

ENGº WEVERTON PESSOA


 ENGENHEIRO CIVIL – UFRN
 ESP. ENG. DE SEGURANÇA DO TRABALHO – UFRN
 PERITO ATUANTE NO TJRN E TRT-RN
 INSTRUTOR GRAU TÉCNICO HÁ MAIS DE 3 ANOS

wevertonpessoa@gmail.com
A DISCIPLINA
 10 encontros
 08 aulas
 Prova no último encontro
 VPO – Visita Pedagógica Orientada

 Avaliação
 Prova : 10,0
 Trabalho: 10,0
 Exercícios extras

 COMPORTAMENTO, FALTAS, JUSTIFICATIVAS E ETC


INTRODUÇÃO
 A competitividade do mercado em que as organizações estão inseridas acaba
tirando o foco dos gestores em relação às efetivas ações e cuidados que devem ser
considera dos no ambiente de trabalho oferecido aos seus colaboradores;
 Em consequência, não percebem os danos aos quais os expõem bem como ao meio
ambiente e também à comunidade.
 Paremos para refletir: é o homem que produz a qualidade que os produtos
e serviços devem ter para obterem sucesso no mercado.

“A busca incessante por liderança, controle econômico e desenvolvimento precisa


estar relacionada ao bem estar do ser humano”
INTRODUÇÃO
 Porém, se os colaboradores não estiverem comprometidos com o desenvolvimento
e o processo de transformação pelo qual passamos de nada adiantam investimentos
maciços, máquinas e equipamentos, tecnologia, processos e ferramentas
administrativas revolucionárias;

 Nesse sentido a Gestão de SST irá ser fator fundamental na qualidade dos serviços
prestados, ou produtos fabricados pela organização;

 Portanto: podemos dizer que se uma empresa negligenciar e não oferecer


qualidade de vida aos seus colaboradores é quase impossível alcançar níveis
de excelência em seus produtos e serviços
GESTÃO
 Para melhor entendimento, precisamos conhecer a definição do que é um
“SISTEMA”, pois naturalmente com certeza você fará parte de um sistema na sua
atividade profissional:

Sistema -> “é o conjunto de elementos relacionados e interconectados com o


objetivo de formar um “todo” organizado”.
GESTÃO
 Agora, vamos nos familiarizar com a palavra “GESTÃO”:

 administrar, controlar, desenvolver, capacitar, criar, comercializar, respeitar, ter ética,


somar, liderar e ter espírito de equipe... Etc.
 A otimização das atividades organizacionais através da tomada de decisões
racionais e fundamentadas no correto tratamento de dados e informações
disponíveis é de responsabilidade do gestor.

 Podemos atribuir à Gestão a função de extrema responsabilidade e


organização, garantindo assim o bom desempenho das atividades de forma
a satisfazer a todas as pessoas envolvidas.
GESTÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
 É importante que as organizações garantam que suas operações e atividades sejam
realizadas de maneira segura e saudável para os seus empregados, atendendo aos
requisitos legais de saúde e segurança, que são regidos pela Consolidação das Leis
Trabalhistas (CLT) e Normas Regulamentadoras que tratam de Segurança e Saúde
ocupacional.
 Para minimizar ou eliminar estes fatores prejudiciais da Segurança e Saúde
do Trabalho, muitas organizações desenvolvem e programam sistemas de
gestão para a segurança e saúde ocupacional;

 Então, o sistema de gestão em SST atua no comprometimento e


atendimento aos requisitos legais e regulatórios, podendo trazer inúmeros
benefícios tanto do ponto de vista financeiro quanto do ponto de vista
motivacional!
GESTÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
 É consenso que promover a Saúde e Segurança do Trabalho nas organizações, traz
ambientes de trabalho mais saudáveis e consequentemente mais produtivos;

 Mas ainda não existem padrões para um sistema universal, que englobe
tudo o que diz respeito à Gestão de SST;

 Isso faz com que cada organização, implemente um SGI diferente das
outras quando se trata de Saúde e Segurança do Trabalho!
GESTÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
 Evolução das práticas de SGI em SST:
 O primeiro trabalho realmente importante sobre doenças relacionadas ao trabalho,
foi escrito em 1700 por Bernardino Ramazzinni (Pai da Medicina do Trabalho)
 A evolução das questões relacionadas à saúde e segurança ocupacional data da
revolução industrial, onde a preocupação fundamental era a reparação de danos à
saúde física do trabalhador;
 As ações, atitudes ou medidas de prevenção começaram em 1926, através dos
estudos de H.W. Heinrich verificando os custos com as seguradoras para reparar
os danos decorrentes de acidentes e doenças do trabalho.
 Atendimento às normas internacionais fixadas pela OIT a partir de 1919.
GESTÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
 Termos e definições utilizados em SST:
GESTÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO
 Termos e definições utilizados em SST:
AS BASES DA GESTÃO EM SST
 Um sistema de gestão da Segurança e Saúde no Trabalho é um conjunto de
iniciativas da organização, voltado para a segurança e integridade de seus
colaboradores e de suas atividades nos processos produtivos.
 As empresas buscam atender requisitos próprios em SST, para isso, necessitam de
controles eficientes dos riscos de natureza ocupacional, alinhados à sua política e
objetivos da SST.
 Além de cumprirem as exigências legais contidas nas Normas Regulamentadoras e
CLT;
AS BASES DA GESTÃO EM SST
 O que diz a NR-01?
 Para as empresas privadas e públicas, para os órgãos públicos da
administração direta e indireta, e para os órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do
Trabalho – CLT, é obrigatório observar as Normas Regulamentadoras
(NR).
 Define as responsabilidades de empregadores e empregados!!!
AS BASES DA GESTÃO EM SST
 RESPONSABILIDADES DOS EMPREGADORES:
 a) Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança
e medicina do trabalho;
 b) Elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência
aos empregados por comunicados, cartazes ou meios eletrônicos;
 c) Informar aos trabalhadores:
 1. Os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho;
 2. Os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa
para executar esta prevenção;
 3. Os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico
aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos;
 4. Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho;
 5. Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos
preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho;
 6. Determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou
doença relacionada ao trabalho.
AS BASES DA GESTÃO EM SST
 RESPONSABILIDADES DOS EMPREGADOS:
 a) Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do
trabalho, incluindo as ordens de serviço expedidas pelo empregador;
 b) Usar o EPI fornecido pelo empregador;
 c) Submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras -
NR;
 d) Colaborar com a empresa na aplicação das Normas Regulamentadoras - NR;
O CICLO PDCA
CICLO P-D-C-A
 O CICLO (PLAN – DO – CONTROL – ACT)

 Planejar

 Desenvolver (executar)

 Checar

 Agir
CICLO P-D-C-A
 PLANEJAR (PLAN)

 Consiste em estabelecer os objetivos e os


processos necessários para apresentar
resultados de acordo com os requisitos
das partes interessadas, os requisitos legais,
as políticas internas da organização e a
definição de objetivos e metas ambientais.

 Fazer uma Avaliação Inicial: Para


compreender a posição atual da empresa
em relação à SST, as exigências legais
impostas a ela, os perigos e riscos
relevantes, suas práticas e posturas, além
de identificar os seus pontos fortes e
fracos;
CICLO P-D-C-A

 PLANEJAR (PLAN)

 Obter uma visão clara do futuro próximo:


Compreender os prováveis perigos e riscos
(em relação à SST) futuros e suas
implicações na empresa, a fim de identificar
os riscos e as oportunidades de melhoria;

 Estabelecer uma Política de SST: Definir


como a empresa irá reagir às questões se
SST atuais e futuras, se antecipado a elas.
CICLO P-D-C-A

 DESENVOLVER (DO)

 Fase de implementar os processos, ou seja,


é a fase de execução das ações definidas
anteriormente, onde são feitas a educação
e o treinamento para capacitar as pessoas a
realizarem as atividades, desenvolvendo
capacidades e mecanismos necessários à
realização dos objetivos.
CICLO P-D-C-A

 CHECAR (CHECK)

 Consiste em monitorar e medir os processos e


produtos em comparação com padrões ou requisitos
legais, políticas, objetivos e reportar os resultados.
Também se realiza a avaliação da eficácia da sua
implantação e da maturidade do Sistema de Gestão da
SST.
 Inclui procedimentos de medição, monitoramento e
calibração, para garantir que os controles e os
programas estão a funcionar, como se pretende. Inclui
ainda a verificação do cumprimento da legislação.
CICLO P-D-C-A

 AGIR (ACT)

 Consiste na busca da melhoria contínua


dos processos e serviços da organização
no que tange a sua relação com o meio
ambiente e, consequentemente, o
desempenho ambiental da empresa; envolve
a busca de soluções para eliminar o
problema, a escolha da solução mais efetiva
e o desenvolvimento desta solução, com a
devida normalização, quando invade o ciclo
P do PDCA.
CICLO P-D-C-A

 AGIR (ACT)

 Quaisquer deficiências ou imprevistos


identificados devem ser corrigidos, o plano
de ação deve ser revisado e adaptado às
novas circunstâncias, e os procedimentos
são melhorados ou reorientados, se
necessário.
 É uma revisão do processo, pois todo o
sistema é revisto, para se garantir que está
funcionando, fornecendo os resultados
pretendidos e que continua atualizado e
adequado à empresa.
OHSAHS – SÉRIE 18000
OHSAS 18000
 O que é?

 A Norma OHSAS 18000 (Occupational Health and Safety Assessment


Series) - Séries de Avaliação de Saúde Ocupacional e Segurança apresenta
os requisitos para um sistema padronizado em SST.

 Permite a uma organização o controle de seus riscos em SST.

 Designada para ajudar as organizações a formularem as políticas e os


objetivos para a saúde ocupacional e a segurança. É uma estrutura de
trabalho reconhecida no mundo, em sistemas de gerenciamento em SST.
OHSAS 18000

 A OHSAS 18001 está altamente alinhada com a estrutura da norma ISO


14001 e é baseada em dois conceitos: “de melhoria contínua e
conformidade regulatória”

 DEVERÁ SER SUBSTITUÍDA PELA ISO 45001


OHSAS 18000
 Esta norma é aplicável a toda organização que deseja:
a) Estabelecer um sistema de gestão em saúde ocupacional e segurança
para eliminar ou reduzir os riscos aos quais empregados e outras partes
interessadas possam estar expostos em seu trabalho;
b) Implementar, manter e melhorar continuamente o sistema de gestão
em SST;
c) Certificar-se de que está em conformidade com sua política de SST;
d) Demonstrar a conformidade a terceiros;
e) Buscar a certificação de seu sistema de gestão de SST conferida por
uma organização internacional;
f) Declarar estar em conformidade com esta especificação OHSAS.
SISTEMAS DE GESTÃO E A OHSAS
 Dentro dos estudos dos Estados Membros da União Européia sobre
Sistemas de Gestão na SST, o alemão Helmut Hägele apresenta quatro
elementos que pressupõe como ideais para um Sistema:

• Compromisso firme no que diz respeito à gestão e recursos, incluindo as


estruturas organizacionais que contribuem para o desenvolvimento e a integração
de um programa de SST;
• Cumprimento das leis e dos regulamentos;
• Obrigação de prestação de contas, responsabilidade e autoridade;
• Participação dos trabalhadores, tanto diretamente a título individual, quanto
indiretamente através de órgãos representantes, tais como os comitês de pessoal.
SISTEMAS DE GESTÃO E A OHSAS
SISTEMAS DE GESTÃO E A OHSAS
 O desenvolvimento ordenado de um Sistema em SST deve seguir alguns
passos para que os objetivos sejam alcançados, através de etapas de análise
e validação:
SISTEMAS DE GESTÃO E A OHSAS
 Dentro dos estudos dos Estados Membros da União Européia sobre
Sistemas de Gestão na SST, o alemão Helmut Hägele apresenta quatro
elementos que pressupõe como ideais para um Sistema:

• Compromisso firme no que diz respeito à gestão e recursos, incluindo as


estruturas organizacionais que contribuem para o desenvolvimento e a integração
de um programa de SST;
• Cumprimento das leis e dos regulamentos;
• Obrigação de prestação de contas, responsabilidade e autoridade;
• Participação dos trabalhadores, tanto diretamente a título individual, quanto
indiretamente através de órgãos representantes, tais como os comitês de pessoal.
SISTEMAS DE GESTÃO E A OHSAS
 Uma organização que se propõe a implantar Sistema de Gestão de Saúde e
Segurança do Trabalho, deve estabelecer a dimensão deste sistema de
acordo com sua capacidade operacional e financeira
 A condição de abertura a mudanças, mais uma vez é papel relevante para a
obtenção de resultados satisfatórios;
 Para que esta abertura torne-se fato, é a condição de um “Sistema Aberto”
que contribui e promove a participação efetiva de todos os envolvidos,
incluindo especialmente os trabalhadores de nível mais baixo na hierarquia
da organização;
SISTEMAS DE GESTÃO E A OHSAS
 O SGSST deve conter em seus processos:

• Identificação dos fatores de riscos relativos à atividade;


• Estes fatores devem ser avaliados e quando necessário atualizados
periodicamente de acordo com as necessidades;
• Definição das pessoas responsáveis e com autonomia para planejar e
estabelecer objetivos de acordo com o que se pretende;
• Estabelecimento e definição dos prazos para realização do planejado.
NORMAS REGULAMENTADORAS – NR’S
NORMAS REGULAMENTADORAS – NR’S
NORMAS REGULAMENTADORAS – NR’S
 PORTARIA MINISTERIAL 3214/78 – Normas Regulamentadoras
 Quando falamos em Medicina e Segurança do Trabalho, e todas as exigências legais sobre esse
tema, falamos com base em uma Portaria do Ministério do trabalho, que entrou em vigor em
08 de junho de 1978 e que traçou todas as diretrizes e Normas que devem ser observadas e
seguidas por todas as organizações que admitam funcionários como empregados cujos
contratos sejam regidos pela CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas.
 Ao longo desses mais de 40 anos, essa Portaria foi sofrendo algumas alterações. Hoje ela é
constituída por 37 Normas Regulamentadoras, cada uma aborda e define as diretrizes
mínimas que devem ser implantadas para se evitar acidentes e doenças relacionadas ao
trabalho.
RISCOS OCUPACIONAIS
RISCOS OCUPACIONAIS
 CONCEITUAÇÃO - RISCO

 O risco é uma medida de perda econômica e/ou de danos à vida humana, resultante da
combinação entre as frequências de ocorrência e a magnitude das perdas ou danos
(consequências).

 “Uma ou mais condições de uma variável com potencial necessário para causar danos,
que podem ser entendidos como lesões a pessoas, danos a equipamentos e instalações,
danos ao meio-ambiente, perda de material, em processo ou redução da capacidade de
produção” - Cicco e Fantazzini (1994)
RISCOS OCUPACIONAIS
 RISCOS NO AMBIENTE DO TRABALHO

 O ambiente de trabalho, por sua natureza da atividade desenvolvida e pelas


características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a
agentes físicos, químicos ou biológicos, expõe os profissionais a riscos;
 Os problemas com ergonomia dos colaboradores ou riscos de acidentes laborais são
fatores que podem comprometer a integridade do trabalhador em curto, médio e longo
prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou a morte, além de prejuízos de ordem
legal e patrimonial para a empresa;
RISCOS OCUPACIONAIS
RISCOS OCUPACIONAIS EM SGSST
 As funções de segurança são aquelas intrínsecas as atividades de qualquer sistema
(gerência), subsistema (divisão de setores) ou célula (profissionais), e que devem
compor o universo do desempenho de cada um desses segmentos;

 O risco está ligado diretamente ao fato e a possibilidade da ocorrência de um evento


não desejado, sendo função da frequência da ocorrência das hipóteses acidentais e das
suas consequências;

 Diante do que vimos, os riscos são a razão principal do SGSST, e por este motivo é de
extrema importância que a organização adote os meios para ter o controle operacional,
visando a redução destes riscos.
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
 É responsabilidade da organização e através do SGSST, estabelecer e manter
procedimentos que identifiquem e avaliem os “riscos” para respostas rápidas e
adequadas ao controle e eliminação destes.

 A avaliação de riscos, em um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho, deve


ser vista como a base de uma gestão ativa e de entendimento preventivo.

 Deve-se estabelecer uma metodologia que considere o ambiente, a sua origem e o


momento de tratar do risco conforme identificação e prioridade e, a seguir, aplicar os
controles adequados.

 Os riscos devem ser tratados com peso diferente, de acordo com seu grau de perigo.
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
 Conjunto de técnicas e ferramentas com a finalidade de identificar, estimar, avaliar,
monitorar e administrar os eventos que colocam em risco a saúde e segurança do
trabalhador;

Etapa 1 – Caracterização do empreendimento;


Etapa 2 - Identificação dos riscos;
Etapa 3 - Projeção/ Estimativas dos riscos (frequência e consequências);
Etapa 4 - Avaliação das Estimativas realizadas ;
Etapa 5 – Administração dos riscos (ação a ser aplicada) ;
Etapa 6 – Monitoramento dos Riscos (padronização e melhoria contínua)
AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS
 Para se obter os resultados pretendidos deve ser elaborado um processo organizado da
seguinte forma:
a) Avaliar a situação atual;
b) Tomar decisões adequadas;
c) Planejar as medidas corretivas;
d) Ação corretiva;
e) Padronização (objetivo fim);
f) Melhoria Contínua.
GESTÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS

 O controle e a redução dos “riscos”, também é elemento do sistema do SGSST;

 No quadro a seguir, você pode perceber que a gestão de riscos também utiliza as
ferramentas já estudadas: Planejar, executar, e validar os processos.
GESTÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS

 Um dos pontos mais importantes para um profissional de SST, é a capacidade de analisar


as situações com o objetivo de prevenção de acidentes e isto exige alguns cuidados.

 Pergunte a você mesmo: Que acidente poderia acontecer em cada processo?

 Você poderá encontrar as respostas:


I. Observando o trabalho;
II. Conversando com o operador;
III.Analisando acidentes ocorridos.
GESTÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS

 A Gestão de Riscos implica em assegurar a aplicação de processos através da análise do


ambiente real e identificação de possíveis perigos, a avaliação dos riscos detectados e a
adoção de medidas preventivas e de controle destes.

 O principal objetivo da gestão é o de promover a proteção e integridade dos


colaboradores, meio ambiente e espaço físico (ambiente).

 Um dos aspectos mais importantes que deve ser observado pela gestão é o de instaurar
processos que visam um monitoramento contínuo dos riscos relacionados à saúde e
segurança do trabalhador.
NR 07 – PCMSO
PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E
SAÚDE OCUPACIONAL
CLT

Art. 168. Será obrigatório exame médico, por conta do


empregador (...)
I - na admissão;
II - na demissão;
III - periodicamente.

§ 5º O resultado dos exames médicos, inclusive o exame


complementar, será comunicado ao trabalhador,
observados os preceitos da ética médica.
ACOMPANHAMENTO MÉDICO OCUPACIONAL

 ANTES DA PORTARIA 3214/78


 Apenas condutas clínicas
 abordagem individual
 controle médico isolado
 princípios curativos
 sem propostas de intervenção sobre o ambiente de trabalho
 abordagem de doenças em geral
ACOMPANHAMENTO MÉDICO OCUPACIONAL
 ENTRE 1978 E 1994:
 medicina nas empresas
 abordagem individual
 princípios curativos
 propostas reativas
 Diagnóstico de doenças ocupacionais
 ênfase no uso de EPI (Equipamentos de Proteção
Individual)
NR-07 - NR-09

 Novo enfoque, a partir de 1994

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PCMSO

 questões não somente individuais


 Entender o adoecimento da coletividade de trabalhadores
 ampliação do conceito restrito de “medicina do trabalho”
PCMSO

 Utilização de instrumental clínico e epidemiológico


 grupos homogêneos

 Estudo relação saúde/trabalho

 Objetivo principal:
 intervenção sobre os riscos nos locais de trabalho.
ACOMPANHAMENTO DA SAÚDE DOS
TRABALHADORES
 APÓS A NR-07 - PCMSO:
 saúde do trabalhador
 abordagem individual e coletiva
 controle médico integrado
 princípios preventivos
 População sadia
 propostas proativas
 sintomatologia pré-clínica
 ênfase no uso de EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva)
PCMSO

 Objetivo de Prevenção, rastreamento e diagnóstico


precoce

 Programa planejado com base nos riscos do


estabelecimento
 PPRA, PCMAT, PGR
 avaliações ergonômicas
 Avaliações de todos os riscos
 manifestações da CIPA
PCMSO
 Obrigações dos empregadores
 Reconhecimento prévio da exposição a fatores geradores
de riscos
 visitas aos locais de trabalho

 Periodicidade para avaliações clínicas


 critérios para exames complementares
 IBMP – outros parâmetros internacionais

 Acompanhamento pelos trabalhadores na CIPA


PCMSO

 Exames previstos:

 Admissional
 Periódicos
 Troca de função
 Retorno ao trabalho
 Demissional
QUEM ELABORA O PCMSO?

 Conforme, a letra “c” do subitem 7.3.1 da norma regulamentadora nº 07,


compete ao empregador indicar, dentre os médicos dos Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho –
SESMT, da empresa, um coordenador responsável pela execução do
PCMSO.
QUEM ELABORA O PCMSO?

 Entretanto, caso a empresa esteja desobrigada de manter médico do


trabalho, de acordo com a norma regulamentadora nº 04 (Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho –
SESMT), deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado
ou não da empresa, para coordenar o PCMSO.
QUEM ELABORA O PCMSO?

 Além disso, inexistindo o médico do trabalho na localidade, o


empregador poderá contratar médico de outra especialidade para
coordenar o PCMSO.
PCMSO

 Coordenado por médico do trabalho


 Documentos:
 Planejamento
 Relatório anual – estatísticas
 Visão coletiva
 Atestados de Saúde Ocupacional
 Prontuários médicos
O PCMSO DEVE CONTER NO MÍNIMO

 Identificação da empresa, ramo de atividade, grau de risco,


número de trabalhadores distribuídos por sexo, horário de
trabalho e turnos da empresa.

 Identificação dos riscos existentes


Fator de risco

Avaliação Ambiente de Fase de


ambiental trabalho exposição
(controle)
Limites de (PPRA)
Tolerância Introdução no organismo

Avaliação Fase subclínica


Absorção, eliminação,
biológica
PCMSO Efeitos adversos

IBMP Sintomas-sinais pré- Fase clínica


clínicos
Adoecimento
Lesões clínicas evidente
SÍNTESE NECESSÁRIA DOS PROGRAMAS:

 RELAÇÕES
 AMBIENTE DE TRABALHO
 FONTES DE RISCO
 PCMSO – PPRA - PCMAT
 ADOECIMENTO
 PREVENÇÃO
AVALIANDO UM PCMSO

 Define a população trabalhadora ?


 Informa os riscos completamente ?
 Determina os procedimentos clara e coerentemente ?
 Deixa clara a periodicidade ?
 Os ASOs (Atestados de Saúde Ocupacional) estão preenchidos
corretamente ?

(continua)
AVALIANDO UM PCMSO

 O Médico do Trabalho visita periodicamente os locais de trabalho ?


 Escuta os trabalhadores ? Registra ?
 Estuda-se o absenteísmo de forma científica e isenta ?
 Controla-se eticamente os subnormais ?
 A abordagem da saúde é ampla ?

(continua)
AVALIANDO UM PCMSO

 Há campanhas em andamento ?
 O MT participa de treinamentos dos trabalhadores, CIPA, SIPATs ?
 Há dados estatísticos, tratados adequadamente ?
 Relatório Anual (discutido com a CIPA ?)
 avalia ações do ano, ressaltando danos à saúde - clínicos e subclínicos ?
 verifica possível relação com o trabalho ?
 Programas especiais para situações específicas ? (ruído, poeiras,
proteção ocular, pele, LER/DORT, saúde mental, acidentes de
trabalho...?)
(continua)
AVALIANDO UM PCMSO

 Há interação com RH, Dep. Tempos e Métodos, Dep. Financeiro, Dep.


Qualidade ?
 O empregador é orientado sobre adoção de medidas de controle no
ambiente de trabalho ?
 Como é o prontuário médico ?
 Que autonomia tem o MT ?
PCMSO - REQUISITOS

 CONHECIMENTO
 TÉCNICA
 PROFISSIONALISMO
 COMPROMISSO
 ÉTICA
 ALMA
OBRIGADO, E SUCESSO NA JORNADA!

“O TRABALHO É NECESSÁRIO,
A SEGURANÇA IMPORTANTE
E A VIDA E ESSENCIAL.”
NEY JUVENT

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