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BRUNO DE SOUSA TEIXEIRA

UTILIZAÇÃO DE TERMOGRAFIA PARA DETECÇÃO DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES

Artigo apresentado ao curso de graduação em Engenharia Civil da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para a obtenção de Título de Bacharel em Engenharia Civil.

Orientador: MSc. Nielsen José Dias Alves

Brasília

2017

Artigo de autoria de BRUNO DE SOUSA TEIXEIRA, intitulado UTILIZAÇÃO DE TERMOGRAFIA PARA DETECÇÕES DE

Artigo de autoria de BRUNO DE SOUSA TEIXEIRA, intitulado UTILIZAÇÃO DE TERMOGRAFIA PARA DETECÇÕES DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil da Universidade Católica de Brasília, em 13 de junho de 2017, defendido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada:

Prof. MSc. Nielsen José Dias Alves Orientador Curso de Engenharia Civil UCB

Prof. MSc. Robson Donizeth Golçalves da Costa Examinador Curso de Engenharia Civil UCB

Brasília

2017

DEDICATÓRIA

Dedico este artigo às pessoas que sempre estiveram ao meu lado e me deram forças e nos momentos mais difíceis foram como ancoras em minha jornada.

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por iluminar e abençoar a minha jornada me fortificando nos momentos mais difíceis. Aos meus pais Antônio e Ivanilde, meus maiores exemplos, pelo apoio, confiança, orações, amor e por tudo que sempre fizeram por mim; pelos ensinamentos, amizade e carinho, fundamentais na construção do meu caráter. Mãe obrigada pela sua incansável luta e ajuda em todos os momentos, obrigada por cada palavra que me ajudaram e me fizeram crescer. A minha noiva, Karina, por sempre me incentivar e encorajar. Obrigado pela compreensão, por suas palavras, carinho, dedicação e paciência. Obrigado por me fazer acreditar em mim mesmo e me fazer perceber que sempre podemos fazer melhor. Agradeço àquele que me conduziu pelos caminhos da pesquisa com paciência e maestria: professor Nielsen Alves. Obrigada pelo apoio, confiança, ensinamento e pelo exemplo de pessoa e profissional, o qual eu tenho como grande exemplo. Agradeço por ser meu orientador, amigo e professor. Agradeço também a todo o corpo docente que contribuiu para a minha formação acadêmica. Agradeço ao professor Robson Donizeth por se dispor a participar da banca examinadora deste artigo.

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UTILIZAÇÃO DE TERMOGRAFIA PARA DETECÇÕES DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM EDIFICAÇÕES

BRUNO DE SOUSA TEIXEIRA

Resumo:

É recorrente a presença de manifestações patológicas em edificações, sendo

ocasionadas principalmente por vícios de execução, falta de manutenção ou má

qualidade dos materiais empregados no processo construtivo. Algumas

manifestações patológicas podem ocorrer inicialmente de forma oculta aos olhos

humanos, como é o caso de infiltrações e desplacamentos cerâmicos. Se a

descoberta desses defeitos construtivos ocorrer ainda no início dessas manifestações,

o custo para fazer as manutenções e reparos necessários será consideravelmente

mais baixo e será possível minimizar os efeitos causados por estas manifestações

patológicas na edificação. Para diagnosticar falhas de construções e manifestações

patológicas em edificações de forma não destrutiva e eficiente, pode-se utilizar

imagens geradas por câmeras térmicas, que permitem visualizar assinaturas térmicas

invisíveis ao olho humano, relacionadas a diversos problemas na construção civil.

Palavras-Chaves: Termografia. Infravermelho. Desplacamento cerâmico. Infiltrações.

1.

INTRODUÇÃO

No Brasil, a partir da década de 60 cresceu de forma significativa a quantidade

de edificações e o seu desenvolvimento populacional, muitas delas de forma vertical,

prédios residenciais abrigando mais de uma família, que muitas vezes são executadas

por construtoras de forma tão acelerada que deixa a desejar nos acabamentos finais

(TRAUZZOLA, 1998). Entre as diversas manifestações patológicas ocasionadas

devido a vícios de execução, pode-se destacar as infiltrações e desplacamentos

cerâmicos.

A impermeabilização é vista como um agente separador entre o meio externo

com o interno, evitando assim danos posteriores às construções. A água quando

infiltra na estrutura e nas superfícies pode levar com ela agravos para toda a estrutura,

tais como: as alvenarias e as armaduras, fazendo com que o ambiente interno fique

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insalubre devido à umidade e o aço seja agredido por agendes externos podendo vim

a apresentar corrosão, além disso, a vida útil da edificação é reduzida. Segundo

Trauzzola (1998), a impermeabilização funciona como uma barreira física, com a finalidade de evitar a percolação e infiltração do fluído indesejável pela construção. Segundo Sousa (2009), o revestimento de impermeabilização tem como função principal garantir a satisfação das exigências de estanqueidade da água, ou seja, evitar que a mesma cause danos futuros às obras. Os revestimentos de impermeabilização devem ser protegidos das ações a que estão sujeitos durante o seu tempo de vida útil, nomeadamente das ações climáticas e mecânicas. Para tal, são usados diferentes materiais, diferentes metodologias, umas mais atuais, outras mais tradicionais, que importa conhecer. No entanto, das anomalias verificadas, resultam quase sempre infiltrações de água que condicionam a vida útil das

edificações, provocando prejuízos, muitas vezes significativos e com grandes danos. A utilização de revestimentos cerâmicos em obras civis, se tornou algo habitual

e normal, pelo fato do revestimento em questão, possuir propriedades e atributos que

proporcionam as edificações maior qualidade e segurança, entre essas características temos; durabilidade, proteção a chamas, eficiência e resistências mecânica. No entanto vale ressaltar, que apesar de ser algo recorrente, o uso deste revestimento, também é sujeito a manifestações patológicas, sendo as ocorrências mais frequentes, as trincas, desplacamentos, eflorescências e fissuras. É comum tais manifestações patológicas surgirem em edificações recém- inauguradas, sendo as principais causas procedentes de execução e projetos errôneos, má qualidade de materiais ou falha de planejamento. Com relação ao aspecto de durabilidade e vida útil do revestimento cerâmico,

é importante destacar que esse aspecto deve atender como critério, a metade da durabilidade das edificações. Embora, seja um critério mínimo, é comum encontrar em obras civis, diversas manifestações patológicas ocorrendo á poucos anos

posteriormente a inauguração da edificação. Geralmente, esse fato, nas novas construções se dá pela falta de aderência, ocasionada pela fadiga. O desconforto devido as manifestações patológicas nas edificações é evidente, exigindo de ambas as partes, construtoras e usuários, ações não previstas, que consequentemente geram custos não esperados. Além disso, as manifestações patológicas exercem grande influência na segurança e por este fato, é de suma importância a prevenção, bem como uma intervenção eficaz, quando necessária.

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Em grande parte das obras, os métodos executivos são a partir de conhecimentos empíricos, recaindo em erros executivos não aplicados de forma adequada. Sabe-se que as impermeabilizações e os revestimentos cerâmicos nas construções funcionam como um envoltório de proteção, protegendo-as contra agentes externos que podem provocar danos a estrutura. Assim, diante do exposto, o presente trabalho tem por objetivo avaliar problemas em obras, utilizando a técnica de termografia de infravermelho.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 Infravermelho

Nossos olhos são detectores capazes de detectar a radiação eletromagnética no espectro de luz visível. Todas as outras formas de radiação eletromagnética, como infravermelho, são invisíveis ao olho humano.

A existência do infravermelho foi descoberta em 1800 pelo astrônomo Sir

Frederick William Herschel. Curioso para a diferença térmica entre diferentes cores claras dirigiu a luz solar através de um prisma de vidro para criar um espectro e depois mediu a temperatura de cada cor. Ele descobriu que as temperaturas das cores aumentaram do violeta para a parte do vermelho do espectro. Após perceber este padrão, Herschel decidiu medir a temperatura apenas para além da parte do vermelho do espectro em uma região onde não havia luz solar. Para sua surpresa, ele descobriu que esta região tinha a temperatura mais alta de todas.

A radiação infravermelho se situa entre as porções visíveis do espectro

eletromagnético. A fonte primária de radiação infravermelho é a diferença de temperatura ou radiação térmica. Qualquer objeto que tenha uma temperatura acima do zero absoluto (-273,15 °C ou 0 Kelvin) emite radiação na região do infravermelho.

Mesmo objetos que consideramos muito frios, como cubos de gelo, emitem radiações do tipo infravermelho. Como mostra a Figura 1 a seguir, o espectro visível da luz.

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8 Figuras 1: Espectro visível da luz Diariamente experimentamos a radiação de infravermelho. O calor proveniente

Figuras 1: Espectro visível da luz

Diariamente experimentamos a radiação de infravermelho. O calor proveniente de luz solar, a queima de uma lenha ou um incêndio são radiações do tipo infravermelho. Embora os nossos olhos não sejam capazes de detectar esta radiação, os nervos em nossa pele podem senti-lo como o calor. Quanto mais quente o objeto, maior a radiação infravermelho ele emite.

2.2 Termografia

Um grande valor da termografia infravermelho é que fornece um meio de ver as assinaturas térmicas invisíveis relacionadas a diversos problemas na construção civil. Quando adequadamente utilizada, a termografia permite que os proprietários, arquitetos, empreiteiros, engenheiros ou pessoas qualificadas localizem problemas, para com isso, dá um detalhamento dos locais onde supostamente possa haver manifestações patológicas em pontos específicos das edificações, reduzindo com isso uma reforma geral ou algo do tipo. Quando algumas decisões são tomadas com base nessas assinaturas térmicas é possível gerar uma considerável economia e um satisfatório conforto nos edifícios. Todas as superfícies irradiam energia térmica invisível a olho nu. É possível então sentir energia emitida pelo sol ou por um fogão aceso. Câmeras do tipo infravermelho, também conhecidas como imagens térmicas, são dispositivos eletrônicos especialmente projetados para detectar radiação térmica. Eles convertem essa radiação em imagens térmicas, ou termogramas, que retratam visualmente as diferenças de temperatura da ordem de 0,05 ° C. As câmeras térmicas registram os dados térmicos como imagens fixas, digitais ou em vídeo. A imagem é exibida ao vivo em um visor ou em uma tela de exibição

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LCD. Diferentes radiações de temperatura são mostradas como diferentes cores ou tons de cinza, embora às vezes seja útil exibir uma graduação de temperatura, mas isso muitas vezes é dispensado na construção civil, sendo as diferenças de tons o mais importante. Inspecionar edifícios usando uma câmera de imagem térmica é um meio poderoso e não invasivo de monitoramento e diagnóstico da condição de edifícios. A tecnologia de imagem térmica tornou-se uma das ferramentas de diagnóstico mais valioso para as inspeções de construção. Uma câmera de imagem térmica pode identificar problemas cedo, permitindo que eles sejam documentados e corrigidos antes de se tornar mais grave e mais caro para reparar. Uma inspeção de diagnóstico do edifício com uma câmera de imagem térmica pode ajudar:

Visualizar as perdas de energia.

Detectar isolamento ausente ou defeituoso.

Vazamentos de ar da fonte.

Encontrar umidade no isolamento, nos telhados e paredes, tanto na estrutura interna assim também externa.

Detecção de mofo e zonas mal isoladas.

Localizar pontes térmicas.

Localizar infiltração de água em telhados planos.

Detecção de brechas em tubos de água quente.

Detectar falhas de construção.

Monitorar a secagem de edifícios.

Encontrar falhas nas linhas de alimentação e aquecimento.

Detecção de falhas elétricas.

Câmeras de imagem térmica são ferramentas excelentes e precisas para identificar falhas de construção e manifestações patológicas, já que elas permitem detectar e visualizar aquilo que o olho humano não é capaz de enxergar. Dadas às condições certas, a maioria dos edifícios exibe padrões térmicos característicos que podem ser qualificados. A chave para usar a termografia com sucesso é entender quais padrões térmicos estão associados aos problemas. Sendo

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estudado e sabendo quando esses padrões se tornarão visíveis na imagem do infravermelho, como mostra as Figuras 2 e 3 a seguir.

do infravermelho, como mostra as Figuras 2 e 3 a seguir. Figuras 2 e 3: Câmeras
do infravermelho, como mostra as Figuras 2 e 3 a seguir. Figuras 2 e 3: Câmeras

Figuras 2 e 3: Câmeras térmicas.

2.3 Padrões Térmicos para Infiltração e Desplacamento

Localizar a umidade com termografia é relativamente simples pois a água possui uma alta condutividade térmica e uma alta capacitância de calor (transferência de calor). Determinar a fonte da umidade, no entanto, pode ser um pouco mais complexo, mas para o agente qualificado e que trabalha com esse tipo de equipamento se torna fácil à detecção. Determinar se houve ou não destacamento é de certa forma simples, pois a área que houve o desplacamento do revestimento possui uma baixa capacitância, ou seja, há uma dificuldade do fluxo de calor ser absorvido pela parede durante o aquecimento da superfície originando um aumento na temperatura do local

2.3.1 Detecção de Infiltrações

Os danos causados pela umidade são a forma mais comum de deterioração de um edifício. A fuga de ar pode causar formação de condensação dentro de paredes, pisos ou tetos. Isolamento úmido leva muito tempo para secar e se torna um local privilegiado para o molde e fungos. Digitalização com uma câmera de imagem térmica pode localizar a umidade que cria um ambiente condutor para moldar. Pode-se cheirar sua presença, mas não

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saber onde ela está se formando. Um exame térmico irá determinar onde áreas úmidas estão localizadas que podem levar a sérios mofos podendo com isso levar a problemas de saúde. As Figuras 4 e 5, a seguir mostram os pontos de umidade em um edifício, impossível de ver com o olho humano, mas claramente visível na imagem térmica.

o olho humano, mas claramente visível na imagem térmica. Figuras 4 e 5: Infiltração. 2.3.2 Detecção
o olho humano, mas claramente visível na imagem térmica. Figuras 4 e 5: Infiltração. 2.3.2 Detecção

Figuras 4 e 5: Infiltração.

2.3.2 Detecção do Desplacamento do Revestimento

Esse tipo de manifestação patológica ocorre quando há a falha na junção entre placas cerâmica e argamassa de assentamento ou argamassa de assentamento com o substrato, geralmente gerado por tensões que ultrapassam o limite de resistência desses materiais. Este problema é caracterizado pelo destacamento de porções do revestimento, pontuais ou generalizados. Segundo Roscoe (2008) “as situações mais comuns de descolamento costumam ocorrer por volta de cinco anos de conclusão da obra. A ocorrência cíclica das solicitações somada às perdas naturais de aderência dos materiais de fixação, em situações de subdimensionamento do sistema, caracterizam falhas que costumam resultar em problemas de quedas”. As Figuras 5 e 6 mostram o desplacamento cerâmico.

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12 Figuras 6 e 7: Desplacamento do Revestimento 2.4 Precisões das Câmeras Térmicas Todas as medições
12 Figuras 6 e 7: Desplacamento do Revestimento 2.4 Precisões das Câmeras Térmicas Todas as medições

Figuras 6 e 7: Desplacamento do Revestimento

2.4 Precisões das Câmeras Térmicas

Todas as medições no campo da engenharia em geral estão sujeitas a erros, e dessa forma medições térmicas de temperatura e imagem também estão sujeitas. Nas folhas de especificação da câmara de imagem térmica, a precisão é expressa em percentagens e graus Celsius. Esta é à margem de erro dentro da qual

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a câmera irá operar. A temperatura medida pode variar da temperatura real com a referida porcentagem ou a temperatura absoluta, o que for maior.

O padrão atual da indústria para precisão é ± 2% / ± 2 ° C. Mas, câmaras de imagens térmicas mais avançadas obtêm resultados ainda melhores podendo chegar

a

± 1% / ± 1 ° C.

3.

METODOLOGIA

Para a realização deste artigo utilizou-se a câmera termográfica Flir T440 e o Software FLIR Tools para fazer investigações de possíveis manifestações patológicas que possam estar ocorrendo em edificações situadas na região administrativa de Águas Claras. Foram retiradas diversas fotos em alguns edifícios, com o propósito de

identificar infiltrações e desplacamento de revestimento. Em posse das fotos geradas pela câmera térmica, foi possível analisar as imagens através do software, analisando

a temperatura em cada ponto da imagem e dessa forma diagnosticar a ocorrência de manifestações patológicas nos locais objetos de estudo.

Como a termografia se baseia na diferença de radiação emitida na região infravermelho, as fotos foram retiradas no período da manhã, antes das 10 horas, pois

é neste período que ocorre a trocar de calor, permitindo assim alcançar resultados mais precisos e satisfatórios.

3.1 Objetos de Estudos

3.1.1 Detecção de Infiltrações

Para o estudo deste caso, foi selecionado a análise de uma edificação localizada em Águas Claras que apresenta diversos pontos de infiltração na área da piscina.

3.1.1.2 Identificação da Edificação

Nome: Metrópole Shopping & Residence Endereço: Av. das Araucárias, 1525 Águas Claras / DF

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3.1.1.3 Tipologia

Compreende em uma edificação mista.

3.1.1.4 Localização

A imagem 1, retirada do Google Earth no dia 22/05/2017, mostra a localização do Metrópole Shopping & Residence.

a localização do Metrópole Shopping & Residence. Figura 8: Visão Micro do Shopping Metrópole. 3.2.1

Figura 8: Visão Micro do Shopping Metrópole.

3.2.1 Detecção por desplacamento cerâmico

Para o estudo deste caso, foi selecionada uma edificação localizada em Águas Claras que apresenta diversos pontos de desplacamento cerâmico em alguns de seus prédios.

3.2.1.2 Identificação da Edificação

Nome: Universidade Católica de Brasília Endereço: EPCT QS 07 LT 1 Águas Claras / DF Prédios: Bloco M , Bloco S e Ginásio do Bloco G

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3.2.1.3 Tipologia

Compreende em uma edificação mista.

3.2.1.4 Localização

A imagem 2, retirada do Google Earth no dia 22/05/2017, mostra a localização da Universidade Católica de Brasília, com a marcação dos prédios que foram analisados.

com a marcação dos prédios que foram analisados. Figura 9: Visão Micro da Universidade Católica. 4.

Figura 9: Visão Micro da Universidade Católica.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A seguir serão apresentados os resultados pertinentes a cada uma das situações que foram objetos de estudo.

4.1 Detecção por desplacamento cerâmico

As figuras 10,11, 12 e 13 apresentam os resultados encontrados para as fachadas dos blocos que foram objetos de estudo. Nas imagens geradas pela câmera térmica é possível perceber que em alguns pontos do revestimento a temperatura

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apresenta-se consideravelmente mais alta que nos demais pontos, sendo esses pontos diagnosticado com desplacamento do revestimento. Essa afirmativa pode ser justificada pelo fato de que a área que apresenta desplacamento possui uma baixa capacitância. Também é possível comprovar o desplacamento pelo teste de percussão. Nota-se que ainda que os revestimentos estejam presentes eles já estão desplacados da alvenaria, o que pode ser provocado por vícios de má execução do processo executivo do revestimento ou por má qualidade dos materiais empregados.

revestimento ou por má qualidade dos materiais empregados. Figura 10 e 10.1 - Área apresentando desplacamento
revestimento ou por má qualidade dos materiais empregados. Figura 10 e 10.1 - Área apresentando desplacamento

Figura 10 e 10.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento.

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17 Figura 11 e 11.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento.
17 Figura 11 e 11.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento.

Figura 11 e 11.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento.

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Nos locais onde foram tiradas as imagens 12 e 13 foi realizado o teste de percussão com um martelo, a fim de identificar as regiões que ao serem percutidas apresentam um som cavo, demonstrando então problemas de aderência. Os pontos onde a temperatura apresentava-se mais alta foi diagnosticado com problemas de aderência entre o revestimento e a argamassa, sendo comprovado pelo teste de percussão.

e a argamassa, sendo comprovado pelo teste de percussão. Figura 12 e 12.1 - Área apresentando

Figura 12 e 12.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento.

e 12.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento. Figura 13 e 13.1 - Área apresentando desplacamento

Figura 13 e 13.1 - Área apresentando desplacamento do revestimento.

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4.2 Detecção por infiltração

As figuras 15, 16, 17, 18 e 19 apresentam os resultados encontrados para a base da piscina, figura 14, que foi objeto de estudo. As imagens geradas pela câmera térmica permitem visualizar a diferença de temperatura em cada local da foto, sendo notório que alguns pontos apresentam uma baixa temperatura em relação aos demais. Estes pontos com baixa temperatura foram diagnosticados com infiltração, o que pode ser justificado pela alta condutividade térmica e capacitância de calor da água, ou seja, a área que apresenta infiltração é resfriada de forma rápida quando entra em contato com água. Por tanto, foi constatado que a impermeabilização existente está danificada em diversos pontos, possivelmente originada por vícios de má execução e fiscalização, a estrutura apresenta fissuras, provavelmente ocasionadas pela movimentação excessiva e devido à dilatação térmica.

ocasionadas pela movimentação excessiva e devido à dilatação térmica. Figura 14: Área objeto de estudo.

Figura 14: Área objeto de estudo.

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20 Figura 15 e 15.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

Figura 15 e 15.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

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21 Figura 16 e 16.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

Figura 16 e 16.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

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22 Figura 17 e 17.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.
22 Figura 17 e 17.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

Figura 17 e 17.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

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23 Figura 18 e 18.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.
23 Figura 18 e 18.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

Figura 18 e 18.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

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24 Figura 19 e 19.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.
24 Figura 19 e 19.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

Figura 19 e 19.1: Área apresentando infiltração em estrutura de concreto.

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5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

5.1 Considerações Finais

Quando adequadamente utilizado por pessoas qualificadas, a tecnologia de imagem térmica pode desempenhar um papel extremamente preciso na visualização de problemas e condições de construção. Atualmente, empreiteiros, engenheiros e arquitetos estão usando a termografia para garantir o desempenho de seus edifícios. Especialistas em construção contam com termografia para ajudá-los diagnosticar problemas difíceis que, deixados sem solução, são caros ou perigosos. Os proprietários confiam na termografia como uma ferramenta para construções novas, afim de ser assegurado o completo desempenho e conforto de suas edificações. Embora uma base de conhecimentos especializados seja latente à termografia para o diagnóstico de edifícios, utilizar suas aplicações de forma precisa e correta não é algo difícil. Para utilizar um sistema infravermelho de forma apropriada é necessário também um operador com formação e experiência adequadas para manusear e interpretar os dados obtidos. Ter bons conhecimentos complementares sobre engenharia e ciências permite ao operador executar um trabalho mais direcionado, completo e preciso. O retorno primário de um investimento em termografia está em alcançar um nível mais elevado de edifícios seguros e que irão funcionar como previsto, dessa forma permitindo aos usuários obterem maiores sensações de conforto, e muitas vezes a um custo menor.

5.2 Recomendações

A fim de aprofundar o estudo sobre a eficácia de câmeras térmicas, propõe-se realizar novos estudos investigando diferentes tipos de manifestações patológicas em diferentes tipos de ambientes condições climáticas.

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USE OF THERMOGRAPHY FOR DETECTION OF PATHOLOGICAL MANIFESTATIONS IN BUILDINGS

Abstract:

It is a proof of pathological manifestations in buildings, being caused mainly by

defects of execution, lack of maintenance or poor quality of the materials used in the

construction process. Some pathological manifestations may initially occur hidden from

human eyes, as is the case with infiltrations and ceramic displacements. Whether

constructive destructive discoveries presented are not yet exposed, such as

minimizing the effects caused by these pathological manifestations in edification. What

is what is what is the use of images generated by thermal cameras, can be used for

construction.

Keywords: Thermography. Infra-red. Ceramic displacement. Infiltrations

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7200 Execução de revestimentos de paredes e tetos de argamassa inorgânica. Rio de janeiro, 1998.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 13528 Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas Determinação da resistência de aderência à tração Método de ensaio. Rio de Janeiro, 2010.

CORTIZO, Eduardo Cabaleiro. Avaliação da técnica de termografia infravermelha para identificação de estruturas ocultas e diagnóstico de anomalias em edificações: ênfase em edificações do patrimônio histórico. s. L.: s. Ed.: 2007.

CUNHA, A. G.; NEUMANN, W. Manual de impermeabilização e isolamento térmico: como projetar e executar. Rio de Janeiro: Barbieri, 1979. 227p

Destacamento das placas é a principal patologia dos revestimentos cerâmicos

<https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/destacamento-das-placas-e-a-principal-

patologia-dos-revestimentos-ceramicos_13650_10_0> Acesso em: 20 Abr 2017

FLIR. Manual do utilizador. Março/2013

FLIR. Thermal imaging guidebook for building and renewable energy applications. Disponível em:

<http://www.flirmedia.com/MMC/THG/Brochures/T820325/T820325_EN.pdf>.

Acesso em: 20 Abr 2017

MARIO, M. Uso da termografia como ferramenta não destrutiva para avaliação de manifestações patológicas ocultas. 2011. 60 f. Trabalho de diplomação (graduação em engenharia civil). Departamento de engenharia civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

PATOLOGIAS CERÂMICAS. Disponível em: <http://techne.pini.com.br/engenharia- civil/116/artigo287385-1.aspx> Acesso em: 15 Mar. 2017

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TRAUZZOLA, Neuza Maria. A patologia nas edificações ocasionadas por infiltrações - estudo de caso. São Paulo, 1998, 81p. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Materiais. Programa de Pós-Graduação, Instituto Mackenzie, 1998

ROSCOE, Márcia Taveira. Patologias em revestimento cerâmico de fachada. 2008. Monografia para especialização em Construção Escola de engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2008.

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