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Então já • ramos fazer outra-Viagem"? .-.m
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0371 SEMANA ILLUSTKADA
O escriptor de lacs palavra- mostrou -opina ig-
SEMANA ILLUSTRADA noraucia ; é de caridade esclarecel-o.
Possuo uni documento anliqui—imo 'talvez do |\
século) o (jual não só mostra que Zoroa-tro existiu,
mas alé nos dá a razão clvinolugiea do nome. Es.-e
documento não é geralmente conhecido; poucos es-
criptores o mencionam, e issu mesmo do seulo XII
para traz. Um delles é o celebre Capenga Não Fôrma
em seu excellenle Tratado das comidas asiáticas.
Bio, * 9 de Março de * 8*8. Havia em Teherau uma família que se fez celebre
por vários motivos, enlre outros, pela invenção de
Com a mão no badalo, preparei-me para a musica
um petisco, devido ao seu chefe. Esse petisco, uma
do costume, quando me chegou á casa o Jornal do
vez feito e annunciado, foi a mania de toda a ca-
Commercio. Abril-o, percorrel-o, dar com as seguin-
pitai da Pérsia : nobres e plebeus não comiam outra
tes linhas, tudo foi obra de um momento : cousa. A noticia chegou ao Schah, que era então
M.. prelo, e elle desejou proval-o. Preparado nas regias
« Saúde, amor, paz e alegria. cozinhas, foi para a mesa em um dia nacional. Ig-
« Louquinha. Não desanimo assim : entre nós não se pre- norando a maneira decomel-o, via-se o Shah de garfo
-
meião invencíveis essas potestades, que a tua imaginação febrij em
punho ; um corlezão notou-lhe que devia comer
tanto receia e teme. Animo e fé. E's o único emblema onde se
com colher. O Schah, verde de humilhação, emendou
gravão inteiras as minhas aspirações ; és o tentamen perfeito,
onde a minh'alma contricta se prende fervorosa, resignada e a mão com esse instrumento, e papou-o (o petisco).
feliz. Chamado o autor, veio elle a palácio, e ahi declarou
« Bem sabes o quanto te amo, o quanto preponderas na minha
dera ao novo guisado o nome de zorò. Este nome
duração ; não sei o que te força a não confiares em mim. Algum que
foi admiltido na lingua pela academia de Teheran ;
| dia surgirá a nossa bonança: affaste esses temores, e crê sempre
naquelle que nunca deixou de amar-te. Não me descuidarei na d'ahi passou ao nosso Brazil, onde é conhecido e en-
hora, e em outras.—Do teu A. » conlrado nas quintadeiras que fazem angu.
Depois disto não me atrevo a escrever uma linha O Schah, fervendo de enthusiasmo, deu ao homem
acerca dos acontecimentos da semana. O maior acon- e á família o nome do guisado.
tecimento é esse bilhete do Sr. A. R. á Sra. O autor morreu ; seus filhos herdaram a gloria
duas creaturas inoffensivas, entre as quaes não se do pae. Um delles seguio as armas, outro o com-
mercio : o terceiro entregou-se à< mathematicas, phi-
premeiam invencíveis as potestades. Ella é o tentamen;
losophia c religião.
prepondera na duração do moço; elle não se descui-
dará na hora e em oulras. Dos tres o maior talento foi este, que era o se-
Tirons 1'èchelle. gundo na ordem das idades. Zoró Júnior creou logo
uma reputação que se estendeu por todo o oriente. O
povo, inventor em tudo, deu ao general o nome de
Excavações históricas Zorò Espada, ao commcrciante Zorô Balança, ao
ZOROASTRO
philosopho Zorò Astro, como indicando que elle era
sobre os outros, como um astro, e porque sabia as-
Leio em uma revista franceza : On croit même
tronomia. Zoroastro foi o uuico que chegou até nós.
que Zoroastre na pas exislé. » Dr. Semana. _
í>:i / !
SEMANA ILLUSTRADA
Oh !
r.Iettez—vous dacconl, iihnsí»uiw
A quem Outras folha- tem feito observa(ôe- análogas ás do
Quem me soccorrc nesta entaladella? Jorniú do Commercio.
dovo obedecer ? Ao Sr. bi«pu ou á junta de hygiene
(pie a cada canto fazem os Oh! oh!
publica ? lal é a pergunta Parece que ha até representação ao governo por
lieis christãos.
causa dessa parte do decreto.
Diz o Sr. bispo :
Comam peixe. Oh! oh! oh!
Eu tinha acerca do credito umas idéas que agora
Replica a junta:
Não comam peixe. vejo serem estapafúrdias. Pensava eu que o credito
era publico, cousa do publico, feita pelo e para o pu-
Bispo:
E' preceito da Egreja. blico. Mas não é. O credito é uma cousa toda par-
licular, e confidencial. O credito é uma donzella
Junta:
E' preceito da hygiene. vergonhosa; não apparece, não vai á missa. Con-
fessa-se uma vez por anno, de mantilha. Não se casa.
E fica um homem entre o inferno e a febre ama-
Se se casa é as escuras. Ha até quem duvide da
rella, arriscado a morrer já, ou a morrer logo e
existência do credito. Póde ser um mytho, um ente
ir arder.
1 Pobre humanidade! O peixe salva a alma, o peixe de razão, uma creação de poeta.
Ahi está o que é o credito.
leva o eorpo.
Eu pensava que, entre dous negociantes, se um
Vou á praça comprar laranjas. Vejo um robalo
tem mais credito que outro, suas lettras deviam
e digo: — Magnífico robalo! Se ò comer, api-
ter maior preço ; e não havia mal que se soubesse
mentadinho e aguado com Sauterne, obedeço á Egreja,
disso em voz alia e poderosa. Era tolice. O maior
mas vou para o Caju no dia seguinte. Se não comer
— d'aqui a ou menor tamanho de credito é cousa que não póde
fico em casa, mas vou para o inferno
fora são todos uns.
cinco annos. passar dos bastidores. Cá
Lapa.
Que entaladella !
O melhor de tudo era não haver peixe. Se não
houvesse peixe, nem o bispo me diria: Come! nem A Junta e os Camarões j
a junta de hygiene me diria: Não comas! e eu vivia
da Conceição. Os abaixos assignados, Camarões de diversos ta-
em paz com a junta e o palácio
manhos, residentes nesta bahia, tendo noticia pelos
SÁ Pato. — dos conselhos dado pela Junfaídèflif-
periódicos
alimentação quô convém
giene Publica, em relação á
Oh! tomar nesta quadra do anno, e vendo entre esses
Questão grave
-. conselhos a exclusão de suas pessoas, resolveram
mesma Junta a referida
Apreciando o decreto relativo aos corredores; diz agradecer publicamente á
o Jornal do Commercio : exclusão, com a qual lhes salvou a vida na presente
E porque, nestes tempos de zabumba,
« Todos podem conhecer o valor dos fundos públicos, em um quaresma.
calado vale o mesmo que a ingra-
momento dado, apreciar as acções dos bancos e companhias pu- um agradecimento
blicas, mas o credito pessoal não está sujeito á publicidade; não tidão, lançam mão da imprensa e declaram votar
se póde apregoar que o saque ou letra de um negociante esteja á honrada Junta eterna admiração. MAR, aos 10 de
nas condicções de ser lomado por tal preço e a de outro nego-
maior ou menor. Março de 1876. (Seguem-se as assignaturas).
ciante
por preço
Occupaçõcs cias mulheres
Como ellas já foram e como são hoje. Ahi pódo-so vôr claramente quo: têmpora mutantur.
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Ü3T . SEMANA ÍI---ISTÍ.AIU
tie salvação Mo oih <• ítA ;o!> v'.- •¦¦¦\ ;
Amor
i.!>:i o irazia eantand i
Contemplai a casa ao longe: Junto ao Ironnj da paim-ira.
E' toda branca a parede, Onde a selva mai- trancava
E o telhado pardacenlo O- la-us da trepadeira.
Pare?e o capuz de um monge, Depoh, depoi< su-piraml •
Que vaga sombra despede Ia al''a en ruzilhada.
Sobre um pallido semblante A ver as aves em bando
Todo bondade e tristeza No vôo incerto c vivaz.
Correi o amplo cercado Unindo a alegre loada
Onde á tarde passa o vento Co'a dançados taugarás.
No bulicio agmisante, '
E vede aquella deveza: ISão sabe. não, como é lindo \
A casa, como um segredo, ],>rai. 1K)S j,ü.^pies -cismando,
Do socego e da ventura Quem nmrA andasse só-inho
Alli posto na espessura jy0
deserto escuso, infindo, '
D'eutre as freslas do arvoredo, A
pai.<u. de quanch cm (|lIa„do, >
Ha de seguir-vos de par: j;i ^judo o Irilho umbroso, I
Assim a rola na estrada j;i 0 (ie,vio lurlu0 ,0 j
Vai saltando descuidada, yendo s0,npn?t sem|)re a IinUa
• Mas fugindo ao nosso andar, E íirils„ Iim niil|nf um ni„j10 ,
E nas vollas dj caminho, ()H(je a vida se dilata.
Ora avulta n um raminho, J)as ramas
por cn(re 0 véu
Ora some-se a voar! ,.: ao |on„e ape|lils 0 rélI t _
Como é formosa a miragem *
De toda aquella paisagem! *
*
Até nas pedras do monte i;ma vez, era ao sol-poslo,
Nuas, soltas as raizes E vinha como apressada
Do triste cardo a pender, Aquella visão serena !
Tèem phantasticos matizes, A voz tenra, frouxa, amena,
Quando o sol pelo horizonte O collo todo a tremer...
Cinge em lubricos ardores Pairava então no seu rosto
Serras, valles, bosques, flores, [-„, (.omo S0IYj<0 aere0(
Ebrio de luz a tremer. _ ]{ai0f e-perauea, mysterio ! —
Doida a brisa, a brisa em anciã, Esí!« aureula do prazer,
Qual murmúrio na distancia C."c ^eni d alma incendiada
Dá indistinetos, crebros —ais—, MoiTer 110s ,ab,os a cusl0>
Agita a doce fragancia Quando a graça, o pejo, o susto
Dos floridos cafezaes; N c*l™ "» anjo a mulher!
E inlacando as débeis folhas
No constante voltear, Pelo nmgo da barranca
ATai deital-as mansamente Voava travessa inquieta,
Pelas águas da corrente, Toda mimo, Ioda branca,
Que ao meio corta o pomar: Pressurosa borboleta:
De esmeralda verdes bolhas Era qual outra menina,
N'um fio d'alvo collar! Deixando a larva mofina.
Alli passei toda a infância Quiz seguil-a, então a bella;
Naquella adorada estância, E o pobre inseeto, de vêl-a
Oh sonhos da mocidade Bateu as azas, fugio.
O" q"e doridasaudade! Ella cançada, arquejante
SEMANA ILLUSTRADA 637.'»
Sobre a a moita verdejante Cahiam como áurea veia.
Foi assenlar-se e... Elos de fina cadtia
E nellas preza uma cruz !
(de leve
O perfume da folhagem
Talvez passando na aragem,
Tenha venenos ou leve Depois (juando elle acordou,
iVaquelle instante...)
Quasi e.n extasi fixou
dormiu ! Em mim o olhar desvairado,
E correu para o cercado
E o pae—o feitor — n'ausencia,
Descuidado além, na roça : Não chorei, oh! não chorei !
A um lado—a casinha, a choça, E hoje o Senhor me envia
E o silencio em derredor!... Uma suave alegria
Entre nós só a distancia Na saudade que dilata
Que vai da casta innocencia Os sonhos que já sonhei!
A' essa vontude-supplicio, Ai! que alli só fiquei eu,
Echo informe da consciência, A noite, o deserto, a malta,
Sombrio, insondavel, tredo E ao longe apenas o céu !
Laço do instincto, descripto
Pelas gottas do suor
F. Qliri.no dos Santos.
Entre a orla do infinito
E a aresta do precipício,
Quando a vertigem do medo
Cóga a coragem do amor!... O Sr. Vermelhâoi

Efui! Estamos na quaresma, e por isso o Sr. bispo


diz aos christãos : comam peixe.
Ao languido anceio A- «febre amarella» ataca os christãos e por
Arfava n'aquelle seio isso diz a junta de hygiene: não comam peixe.
Um certo occulto rumor, Ora isso vá, mas que alguém diga, que
Como se a alma estivesse para evitar a «febre amarella*, não se beba, é
Resumida n'uma prece, o que eu não admitto. O beber nunca fez mal
E fosse o altar peregrino a ninguém, principalmente a branquinha.
Aquelle corpo divino A respeito do peixe estão os christãos entre
E fosse Deus o pudor 1 Scylla e Carybides, ou entre a Cruz e a Cal-
deirinha. O bispo quer, a junta não quer.
Foi uma loucura immensa Mas a respeito do beber, antes que venha
Da paixão a chamma intensa alguma autoridade ecclesiastica ou secular, dizcr-nos não bebam
Que emfim meu ser abrazou ! —eu grito alto e em bom som, bebam, bebam o bebam, que não
Em seu pescoço mimoso faz mal nenhum nem é contra a religião : porque o fteoer é de
Tentei meus lábios roçar... todas as religiões. Bebe o judeu, o christão e o mouro, só não
Mas quando o férvido peijo bebe quem não póde.
Um relâmpago do goso Eu se fallo assim ó porque tenho experiência própria,
Por minha fronte passou, acoreditem-rae, e tomem-mo para exemplo; olhem, meus caris-
Não sei qne estranho lampejo simos leitores, aqui estou eu que bebo desde pequenino e ainda
Veiu-me a vista turbar! não tive se quer uma indigestão.
Voltei a face e tremi! Bebam e lucrarão.
E' que nessa hora senti,
Só o contacto fatal
De uma lamina glacial: TvPOGRAPHIA E LlTHOGHAFHIA DO IMPERIAL InSTITCTO ARTÍSTICO,
Pois d'enlre os seus hombros nús Rio de Janeiro. Chácara da Floresta, rua d'A juda n. 61.
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D. Clara em casa

F. Fiutu no seu bureau Sr. E. Pinto do Imperial"Theatro


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D. Euphrosina almoçando em casa D. Euphrosina tomando SÒrrçfepf;»» fiftafeiffif
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