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Universidade Federal do ABC

Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática


Área de concentração: Filosofia da Biologia

Letícia Paola Alabí

DARWINISMO UNIVERSAL À LUZ DA AUTO-ORGANIZAÇÃO:


IMPLICAÇÕES EVOLUTIVAS NA ORIGEM DA ORDEM
BIOLÓGICA

SÃO PAULO – SP

MARÇO, 2014

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Universidade Federal do ABC
Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática
Área de concentração: Filosofia da Biologia

Letícia Paola Alabí

DARWINISMO UNIVERSAL À LUZ DA AUTO-ORGANIZAÇÃO:


IMPLICAÇÕES EVOLUTIVAS NA ORIGEM DA ORDEM
BIOLÓGICA

Dissertação apresentada ao curso de


Pós-Graduação da Universidade Federal
do ABC, como requisito parcial para a
defesa no Mestrado em Ensino, História e
Filosofia das Ciências e Matemática.

ORIENTADOR
Prof. Dr. Charles Morphy D. Santos

SANTO ANDRÉ – SP

2014

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TERMO DE APROVAÇÃO

DARWINISMO UNIVERSAL À LUZ DA AUTO-ORGANIZAÇÃO:


IMPLICAÇÕES EVOLUTIVAS NA ORIGEM DA ORDEM BIOLÓGICA

Essa dissertação foi julgada e aprovada para a obtenção do grau de Mestre em Ensino, História e Filosofia
das Ciências e Matemática no curso de Pós-graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e
Matemática da Universidade Federal do ABC.

Santo André – SP, 31 de março de 2014.

___________________________________

Prof. Dr. Alessandro Jacques Ribeiro

Coordenador do Curso

BANCA EXAMINADORA

____________________________ ____________________________

Prof. Dr. Charles Morphy D. Santos Prof. Dr. Jerzy André Brzozowski

Orientador UFFS

____________________________ ____________________________

Prof. Dr. Renato Rodrigues Kinouchi Dr. Douglas Galante

UFABC IAG-USP/ LNLS

____________________________

Prof. Dra. Mirian Pacheco - UFABC

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Agradecimentos
The most exciting part of writing this dissertation (my master) is being constantly reminded that the project itself
is a "complex adaptative system"!! In that way the concept of the entire work keeps evolving. I thank you all!!

Quando uma pessoa nasce, ganha um nome que levará para sua vida inteira, alguns viram
citações, notas de rodapé, um poema.. outros agradecimentos de dissertações, mas é sempre preciso um
nome a se apoiar. Os personagens de minha narrativa são eles: o primeiro deles meu orientador professor
Charles Morphy sem o qual quaisquer interpretações biológicas das “minhas” matemáticas e físicas não
teria sido possível. Foi preciso coragem ao tema aparentemente d´outro mundo e o que ele conseguiu me
mostrar foi que a coisa mais óbvia deve vir primeiro, a compreensão da nossa própria biologia. E por
mais óbvias que sejam devemos saber escrevê-las. Foi ele o próprio constraint desse trabalho restringindo
na medida certa os caminhos possíveis, orientando-os na dose adequada um tema que abre infinitas
discussões.

A banca examinadora - com os doutores Mirian Pacheco, Douglas Galante, Jerzy Brzozowski e
Renato Kinouchi - merece atenção especial, com ela o trabalho incorporou o próprio conceito
de evolvabilidade (ver glossário!), em que se houve capacidade de evoluir se deve muito a eles, muito
obrigada pelos aportes “qualificados”. Professor Kinouchi, eu não entendo Peirce com “sua” seleção
natural, mas prometo guardar essa valiosa observação para um futuro não tão longínquo. Ah e se eu for
sempre ganhar livros quando te convidar para ler meus trabalhos, convidarei sempre, adorei o “A
dinâmica da consciência de William James, revisitado” serviu-me como revisão de alguns conceitos não-
lineares .. ao mesmo tempo que me fazia pensar essas coisas emergentes sobre a mente.

Ao Laboratório de Sistemática e Diversidade da UFABC pela imersão “biológica” que precisava


o que tornou mais palatável os conceitos matemáticos e físicos desse trabalho. Um especial aos
professores Humbertolito Mendes (eu não taco pedra na Lua! rs) e Gustavo Dias (deve estar curioso com
a plasticidade desse trabalho), e aos companheiros Joyce Maia, Felipe Dutra, Mari Tavares, Bruna Klassa
e minha primeira co-orientada Pris Correia (não pense que vou dar moleza, vá logo para as seções abaixo
sobre repetição de padrões e convergência!).

Ao Astrolab, laboratório de pesquisa em Astrobiologia (Observatório Valinhos-SP), por aceitar


meus “experimentos” teóricos meio a n-experimentos e simulações, em especial a Liza Forancelli,
Galante et al por fazerem emergir propostas de projetos experimentais, quando eu queria “experimentar”
a teoria. Ao meu ex coco-orientador Fabio Rodrigues por ter me apresentado às bioassinaturas
“pragmáticas”. Ao professor Amancio Friaça (IAG-USP) a própria Shadow em pessoa, ainda tenho
esperança desse artigo sair esse ano (jeje), aos curiosos pelo menos uma parte dele está no último
capítulo. Ao prof. Jiry Borecky, uma vez orientador, para sempre co orientador.

Ao Laboratório de Ensino, Filosofia e História da Biologia (LEFHBio) pelas valiosas referências


do nosso próprio país em temas de Filosofia da Biologia, em especial ao professor Charbel El-Hani por
responder pacientemente todos meus testamentos-emails emergentes reclamando que não entendia
história de emergência biológica, e me enviando inclusive artigos no prelo. No fim, professor, em se
tratando de relações todo-parte, todos os caminhos levam a Roma, es decir, todos os problemas
convergem a determinação-descendente.. e, ainda continuo 'restringida' nessa parte, mas determinada a
encará-la. Obrigada por outras acertadas e pontuais indicações, as de Álvaro Moreno foram as que mais
gostei. É sempre um prazer estar em Salvador, à vez com Stu Newman e o último verão foi inspirador
acompanhar suas aulas, você me fez entender que, às vezes, o problema não está na resposta, mas no tipo
de pergunta que fazemos. Meus sinceros obrigada por ensinar a simplicidade disso, mudou minha vida.

Ao mosaico de minha sala de mestrado que da matemática a filosofia descobri caminhos outrora
desconhecidos. Em especial, a Taimara Passero, nossa física que com seu “éter” deixará éter-

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namente boas lembranças. À Clareira (Clara) que me fez descobrir alguém mais hiperativa (além da Liza,
claro!). Aos companheiros Marcelo Nascimento e Felipe Oliveira pelas notívagas charlas sobre capítulos
infinitos (finalmente prontos!). À Carol Zílio pelas fotos em tempo real da Basilica di San Marco quando
o próprio artigo de Gould só com muita boa vontade dava para visualizar o tal dos Spandrels. A Plinio
Bronzeri (até um psicólogo na sala!) pelos momentos engraçados nas atividades em grupo, aplicando seus
psicodramas na própria sala! Meus Professores Mirian Pacheco, Meiri Miranda, Adelaide Faljoni-Alario,
Kinouchi (de novo!), Marga Born e Marcia Alvim gracias por todo, vocês me fizeram enxergar o ensino e
a filosofia d´outro ângulo! Ao diretor do Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH), o sempre
querido biólogo prof. Arnaldo Santos, que também acompanhou desde o embrião desse trabalho.

Ao professor Nélio Bizzo e as inspiradoras aulas do que, afinal, é essa coisa chamada
Darwinismo. Completando esse rol nosso filosofo da biologia, Caponi também vem enhorabuena.

À comadre, a física Jéssica Glória (& Cesar) pelas minhas n-dúvidas em auto-organização e caos
e ao prof. Eduardo Guéron (o físico mais biólogo que conheço! Pior que nesse trabalho vou mudar a visão
dele sobre Dawkins ) que acompanham há 7 anos (!) eu os importunando com “o que é vida” (desde a
primeira IC..). Ao esquadrão azul das Forças Aéreas Brasileiras, Cárdenas & Araújo, pela força em
Salvador em tempos de doutorado. Aos meus verdadeiros “grupos-irmãos”, o fiel tradutor de figuras
Wicher (2014), a Ishikawa, o Daniel Dias, o André Madeira, a Tamires Gallo (mi hermanita científca,
extremófila em pessoa!), a Diana-Ribas (ela é o dextrógiro, eu o levógiro) e meus irmãos (no sentido
estrito), por existirem. A los chicos del master en Salamanca pelas transferências horizontais no
contrabando de libros de la filosofia de la biologia cuando mi pais lo carecia deles. Desde já à Brigada de
Incêndio Antônio Freitas, o único capaz de conseguir grampear 150 pgs n´um grampo, merece destaque
no andar da pós que não teria sido o mesmo sem sua existência nele para todos os pepinos que
incendiavam ali. Nossas tardes não teriam sido mais alegres se os cafés da Leyd Façanha não existissem,
aguentando diariamente “que hoje eu terminaria mais um capítulo” quando ele terminava por virar mais
uma noite, e outras tantas mais... terminando...o que não contei a ela era que esse era o pretexto para
ganhar seus cafés. Outras virão! Aqui ou alhures, você virou minha eterna conselheira LeydMarry.

Para a versão pós-defesa devo acrescentar ajudas fundamentais dos últimos detalhes, ao professor
António Dieguez, que desde a Málaga aclarava dudas pontuales me regalando seus livros de filosofia da
biologia, La Vida bajo Escrutinio enhorabuena não teria calhado em melhor hora. Ao próprio Rasmus
Winther, a fonte primária do Darwinismo Sistêmico pelas respostas atenciosas a interpretação final do
trabalho. E ao eterno argentino professor Jorge Horwath cedendo à velocidade da luz como um fóton a
estrutura física do Instituo de Astronomia (IAG-USP) e do Núcleo de Apoio a Astrobiologia quando em
tempos de limbo já não mais tinha um computador para a versão final dessa dissertação.

Quando precisava me distrair com assuntos alhures aos acadêmicos cai em mãos um belíssimo
livro para eu criticar a parte de evolução biológica. Quando me dei conta eram temas de auto-organização
e tudo o mais. Obrigada “hermanito científico" Alexey Dodsworth por não me deixar descansar nem nas
horas livres. Mas o livro me distraiu tanto, consegui descansar a mente que viajou a 45 anos-luz daqui. O
romance lança esse mês de março e se chama Crônicas da Superterra, Dezoito de Escorpião (décima
oitava estrela mais brilhante da Constelação do Escorpião, a mais perfeita gêmea do nosso Sol) compondo
um drama que explora a antiga pergunta: “estamos sós no Universo?”.

Nessa trama, só levo a certeza de que muito pouco eu sei ♪, nada sei ♫ ♪. No entanto, com todos
vocês por trás é difícil dizer que “estamos sós” no universo. A todos que me perguntaram “Alabi, quando
você vai terminar esse texto?” Finalizado!© Que todos vocês sintam um pouco do encantamento das
muitas questões da vida, melhor ainda quando podemos transformá-las em questões de pesquisa. Listo!
Terminada a única parte que posso ser literata, doravante o resultado desses anos.

À Universidade Federal do ABC (UFABC) e CAPES pelo financiamento da pesquisa e


infraestrutura concedidas.

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Nie potrzeba nam innych światów. Potrzeba nam luster. Nie wiemy, co począć z innymi światami.
1
Wystarczy ten jeden, a już się nim dławimy.

1
Não temos necessidade de outros mundos.
O que necessitamos são espelhos. Não sabemos o que fazer com outros mundos.
Um só mundo, nosso mundo, nos basta, mas não gostamos como é.
Buscamos uma imagem ideal do nosso próprio mundo; partimos em busca de um planeta.
Stanislaw Lem (Solaris)

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Resumo

O Darwinismo Universal, conceito desenvolvido pelo biólogo evolucionista

Richard Dawkins em 1983, responde positivamente à conjectura “Se existe vida


fora da Terra, os organismos evoluem como evoluem os seres vivos da Terra?”.
No entanto, a complexidade adaptativa centrada na seleção natural, seria por si
só, aqui ou em qualquer parte do Universo, suficiente para explicar toda a evolução orgânica?
O próprio Charles Darwin defendia um pluralismo explicativo para a evolução. A proposta
central do trabalho é discutir se uma definição geral de vida pode estar fundamentada na ideia
de seleção natural ou se precisamos rediscutir e estender o conceito de Darwinismo Universal
à luz de conceitos tais como a auto-organização, que poderia explicar a origem da ordem
biológica a partir de características intrínsecas dos sistemas físico-químicos. Também faz parte
do escopo do projeto apontar falhas e indevidas extrapolações do Darwinismo associadas a
modelos cosmológicos, assim como a não universalidade do conceito frente a tradicional
definição universal de vida. Pela falta de uma definição mais ampla do que é vida, a detecção
de bioassinaturas – atributos químicos, físicos ou fisiológicos que denotam, necessariamente, a
presença de organismos – torna-se limitada por se restringir apenas àquilo que,
independentemente do lugar que ocupa no Universo, passa por um processo natural de
seleção darwiniana. Tão logo, deve-se buscar uma compreensão universal da vida como um
fenômeno emergente coerente. A expansão do conceito de Darwinismo Universal à luz de uma
extensão (ou síntese estendida) da Teoria da Evolução – no componente auto-organização –
servirá como arcabouço preliminar para uma filosofia da Biologia apta a abarcar a origem da
ordem e diversificação de todas as formas de vida na Terra e para determinar diretrizes as
buscas de bioassinaturas.

Palavras-chave: auto-organização; bioassinaturas; Darwinismo Universal; evolução;


emergência, filosofia da biologia; seleção natural; síntese estendida; vida.

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Abstract

U niversal Darwinism, a concept developed by the evolutionary

biologist Richard Dawkins in 1983, responds positively to the


conjecture “If life out of Earth exists, does it evolve as Earth’s living
beings do?”. Nevertheless, the adaptative complex centered in Darwinian evolution and,
therefore, in natural selection, would be by itself, here or at any part of the Universe, sufficient
to explain all the organic evolution? Charles Darwin himself used to defend an explicative
pluralism for evolution. The main purpose of the present work is to discuss if a general
definition of life can be uniquely based on natural selection or whether a new discussion and
understanding of the Universal Darwinism under the light of concepts like self-organization is
required, which would be able to explain the origin of biological order from physicochemical
systems intrinsic characteristics. It is also part of this project’s scope to point out flaws and
improper Darwinism extrapolations associated to cosmological models, as well as the
concept’s non-universality faced with life’s traditional universal definition. By the lack of a
broader definition of life, the detection of biosignatures – chemical, physical or physiological
attributes which betoken necessarily, the presence of organisms – becomes limited by
restricting only what, independently from where it is located in the universe, undergoes a
Darwinian natural selection process. Therefore, it is necessary to search for a universal life
comprehension as a coherent emerging phenomenon. The expansion of Universal Darwinism
under the light of an extension (or extended synthesis) of the Evolutionary theory – at the self-
organization component – will serve as preliminary scaffold for a philosophy of biology able to
embrace the origin of order and the diversification of all life forms on Earth, and to determine
guidelines for biosignatures searches.

Keywords: self-organization; biosignatures; Universal Darwinism, evolution, emergence,


philosophy of biology, natural selection; synthesis extended; life.

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Sumário
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 13
1.1 AMPLIANDO O DARWINISMO UNIVERSAL.............................................................................. 16
1.2 AUTO-ORGANIZAÇÃO NA ORIGEM DA ORDEM BIOLÓGICA ..................................................... 20
OBJETIVO & JUSTIFICATIVA ........................................................................................................... 24
PARA UMA TEORIA GERAL DA BIOLOGIA ...................................................................................... 30
1 CAPÍTULO I
DARWINISMO UNIVERSAL, SELEÇÃO NATURAL & PLURALISMO ................................................... 32
1.1 A ESTRUTURA DA TEORIA DA SELEÇÃO NATURAL ............................................................................... 33
1.2 A SELEÇÃO NATURAL É SUFICIENTE PARA EXPLICAR OS FENÔMENOS EVOLUTIVOS?................................... 37
1.2.1 Replicadores estendidos............................................................................................... 42
1.3 PLURALISMO OU UNIDADE DO DARWINISMO UNIVERSAL .................................................................. 49
2 CAPÍTULO II
AUTO-ORGANIZAÇÃO NA ORIGEM DA ORDEM BIOLÓGICA .......................................................... 53
2.1 EMERGÊNCIA: UM NOVO TIPO DE ORGANIZAÇÃO.............................................................................. 57
2.2 COMPLEXIDADE ......................................................................................................................... 61
2.3 HOLISMO “ORGÂNICO”............................................................................................................... 63
2.4 ANTICAOS NA BORDA DO CAOS ..................................................................................................... 64
2.5 AUTO ORGANIZAÇÃO ................................................................................................................. 72
2.6 DEFINIÇÕES DE AUTO-ORGANIZAÇÃO ............................................................................................. 75
2.7 VARIAÇÃO LIMITADA E IMPORTÂNCIA DOS ATRATORES ...................................................................... 77
2.8 ROBUSTEZ E FLEXIBILIDADE.................................................................................................. 83
2.9 CONSTRAINTS E ORIGEN (S) DA (S) VIDA (S): CONVERGÊNCIA DE ILHAS DE ORDEM AUTÔNOMAS ................ 86
2.10 PADRÕES EMERGENTES DE COLÔNIA DE FORMIGAS, ABELHAS À ORIGEM DA VIDA .................................... 89
3 CAPÍTULO III
PARA UM DARWINISMO ESTENDIDO ............................................................................................ 92
3.1 SELEÇÃO NATURAL: ESTILO FORMAL E AUTO-ORGANIZAÇÃO: ESTILO COMPOSICIONAL .............................. 95
3.2 UNIVERSALIDADE ..................................................................................................................... 106
3.3 DARWINISMO ESTENDIDO, ASTROBIOLOGIA E A DETECÇÃO DE BIOASSINATURAS .................................. 109
3.3.1 Generalização a partir de um único exemplo de vida (N=1) ...................................... 110
3.3.2 Biassinaturas alternativas: Shadow Biosphere e Zona Autônoma ............................ 113
3.3.3 Regularidades e Princípios Gerais .............................................................................. 113
3.3.4 Auto-organização e nicho ecológico .......................................................................... 115
3.3.5 Das condições necessárias e suficientes às populações de interagentes ................... 117
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................... 122
5 GLOSSÁRIO ....................................................................................................................... 125
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................... 130
ANEXO I. ARTIGO PUBLICADO NA EDIÇÃO DE ABRIL DE 2013 DA CIÊNCIA HOJE ......................... 141
TODO BIÓLOGO É UM POUCO ASTROBIÓLOGO .......................................................................................... 143
ANEXO II. ARTIGO CONVIDADO SUBMETIDO À SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL ........................... 142
DARWINISMO UNIVERSAL E A ORIGEM DA ORDEM BIOLÓGICA ..................................................................... 143

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Introdução

Figura 1 Carta de Darwin, C. R. [11 Jan 1844] endereçada, ao seu amigo íntimo, o botânico Hooker,
J. D. As observações de Darwin sobre a distribuição dos organismos de Galápagos, e em fósseis da
América do Sul e fatos que ele reuniu, levaram ele a conclusão de que as espécies não são imutáveis ou
obras de um Criador, "é como confessar um assassinato". (Disponível em
http://www.darwinproject.ac.uk/entry-729).

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