Você está na página 1de 2

Pauta do seminário 6: MAUSS, Marcel.

“Ensaio sobre a Dádiva”

Rafael Viera da Silva, nº 9825048


Rodney da Silva Amador, nº 9825952
Uriel dos Reis, nº 9825517
Sophia Noronha, nº 9881793

- Objetivo

O objetivo desse seminário é apresentar e analisar o texto “Ensaio sobre a dádiva: forma
e razão da troca nas sociedades arcaicas”, do antropólogo francês Marcel Mauss (1872 –
1950). Pretendemos destacar os conceitos de prestações totais, potlatch, espírito das
coisas, entre outros. Isso será feito por meio de exemplos, ideias e explicações presentes
no texto em questão e comparações com outras situações não presentes no texto, mas
importantes para o entendimento dos conceitos.

- Desenvolvimento

1 – Apresentação de um breve contexto histórico sobre o período do autor.


Corrente teórica a qual ele está relacionado: Escola Sociológica Francesa.

2 – Após a apresentação, faremos a leitura de alguns trechos do poema “Hávamál”, que


o autor usa como epígrafe do seu texto para introduzir a questão do que é Dádiva.

3 – Levantamento de alguns conceitos e pontos importantes do texto:


Por que as trocas são voluntárias, mas não desinteressadas?
“Sistemas de prestações totais” e a crítica à ideia de uma economia natural.
“Sistemas de prestações totais do tipo agonístico”, ou Potlatch.
Chefes rivais ao mesmo tempo associados: forma de respeito.
A guerra é substituída pelo conflito da troca: “dar é manifestar superioridade”.
Banquetes não por caridade, mas por status.
O hau maori, espírito das coisas: honra a riqueza recebida e faz retribuir; objeto
ligado à pessoa e precisa voltar ao seu lugar de nascimento, sob o risco de correr perigo.
Diferença entre hau e taonga entre os maoris: o taonga é tudo que é ofertado como
dádiva não está relacionado apenas às coisas. Banquetes, presentes e até mesmo filhos e
mulheres podem ser considerados taonga.
Exemplo das três pessoas (p. 198).
Dádiva para os deuses: preservar a sobrevivência, agradecer.
Esmola: “a velha moral da dádiva transformada em justiça”.
A troca é constante: “a matéria espiritual que compreende coisas e homens,
seguindo regras específicas”.
Conclusão do texto: defesa das prestações totais; equilibrar generosidade e egoísmo,
a troca produz abundância de riqueza, fortalece as partes.
Economia atual: interesse e prazer individual que move. Diferente das culturas ditas
primitivas, nas quais as trocas não são apenas racionais; há cerimônias, mística.
Relação entre a troca e a divisão do trabalho social.
- Questões sobre o texto

1 – O simbolismo nas trocas de hoje realmente acabou ou diminuiu? Será que a nossa
economia tão material? Questões simbólicas não aparecem?

2 – Outros exemplos de troca: relação estado-empregador-empregado; relação entre


senhor e escravo (justificação da escravidão por meio de uma ideia de troca, etc.).

3 – A escutatória nos dias atuais: referência ao texto do Rubem Alves.

4 – A educação atual, seja no nível básico, seja no nível superior, propicia uma troca?

- Conclusão

Por fim, queremos destacar que Marcel Mauss, juntamente com Durkheim e outros
autores relacionados à Escola Sociológica Francesa tiveram um grande impacto nas
ciências sociais, não só no que diz respeito ao estabelecimento da sociologia como uma
ciência com método e objeto próprio, mas também, no âmbito da antropologia, como
uma crítica ao evolucionismo. O “Ensaio sobre a Dádiva” é importante não apenas para
entender a matéria sobre a qual o autor se debruça, mas também para entender o seu
método e a forma como ele entende o seu objeto. Além disso, as obras de Mauss
influenciaram autores posteriores, tais como o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss.