Você está na página 1de 51

13/09/2017

Profa. Maria do Socorro Vale

A ideia dos Filósofos Gregos: partículas


indivisíveis

Defenderam a idéia de que a matéria era composta por


pequeníssimas partículas:

Átomo
sem parte

1
13/09/2017

Introdução

Teoria atômica da matéria

John Dalton (1803): Modelo da bola de bilhar


Mediu muitas vezes as massas dos elementos que se combinam para
formar os compostos e verificou que as razões das massas mostravam uma
tendência.

-Todos os átomos de um elemento são idênticos;

-Os átomos de diferentes elementos tem massa diferentes;

-Um composto tem uma combinação específica de átomos de mais de um


elemento;

-Em uma reação química os átomos não são criados nem destruídos, porém
trocam de parceiros para produzir novas substâncias ( sofrem rearranjos).

2
13/09/2017

Teoria atômica da matéria

Dalton acreditava que o átomo era uma esfera maciça,


homogênea, indestrutível, indivisível e de carga elétrica
neutra (Modelo da bola de bilhar).

Raios catódicos: a descoberta do elétron

Willian Crookes, 1878: ampola de raios catódicos

Foram descobertos anos depois por


Roentgen

3
13/09/2017

Raios catódicos: a descoberta do elétron

Raios catódicos são perpendiculares ao catodo;


São retilíneos;
Tem massa;
Tem carga negativa;

Raios catódicos: a descoberta do elétron

John Thomson e Rutherford (1897)

Determinaram a relação carga(q)/massa (m) dos


raios catódicos, verificando que q/m é uma constante:
1,76 x 108 C/g.
Thomson mostrou que os raios catódicos são
sempre o mesmo tipo de partículas (elétrons), seja qual

for o gás na ampola.

4
13/09/2017

Raios catódicos: a descoberta do elétron

Robert Millikam (1909): determinou a massa e


a carga do elétron

Raios catódicos: a descoberta do elétron

Robert Millikam (1909): determinou a massa e


a carga do elétron
Utilizando este experimento, Millikan determinou que a
carga no elétron é 1,60 x 10-19 C.
Conhecendo a proporção carga-massa, 1,76 x 108 C/g,
Millikan calculou a massa do elétron: 9,10 x 10-28 g.

1, 60 x10 − 19 C − 28
Massa do
= 8 C
= 9 ,10 x10 g
elétron 1, 76 x10
g

5
13/09/2017

Descoberta do próton (Eugene Goldstein)

Raios A massa dos raios canais varia de


catódicos. acordo com o gás rarefeito. Assim,
Moléculas quando o gás é o hidrogênio, os
do gás raios canais são os íons positivos de
menor carga e massa.

Jonh Thomson: Modelo do pudim de passas

O átomo seria uma esfera


positiva (gelatinosa) que, para
se tornar neutra apresentava
elétrons incrustados em sua
superfície.

Esfera eletricamente neutra

6
13/09/2017

A Radioatividade e a derrubada do Modelo de


Thomson

Röntgen estudava raios emitidos pela ampola de Crookes.


Repentinamente, notou que raios desconhecidos saíam
dessa ampola, atravessavam corpos e impressionavam
chapas coberta com uma substância fluorescente.
Chamou-os de RAIOS-X.

W. K. Röentgen (1845 - 1923)

Radiatividade

Henri Becquerel e Marie Curie (1896)


Estudavam o elemento urânio, quando
observaram que o mesmo emitia radiação de alta
energia que revelava as chapas fotográficas.
Imagem: Sarang / domínio público.

7
13/09/2017

Rutherford: radiação α, β, γ

Radiatividade

Partículas β: emissões que sofrem um alto desvio no sentido da


chapa positiva. Corresponde à radiação que é negativamente
carregada e tem massa baixa;

Radiação γ: emissões que não sofrem nenhum desvio


corresponde a uma radiação neutra (luz e raios X);

Partículas α: emissões que sofrem um pequeno desvio no


sentido da chapa carregada negativamente. Corresponde à radiação
carregada positivamente e de massa alta .

8
13/09/2017

Rutherford (1911):
Modelo nuclear

Modelo nuclear

9
13/09/2017

Modelo nuclear

Rutherford (1911):
A maioria da massa do
átomo e toda a sua carga positiva
residiam em uma região muito
pequena e extremamente densa que
ele chamou de núcleo.

Modelo de Rutherford:
modelo planetário

Qualquer órbita é possível (e- estavam espalhados)


A carga em movimento deveria perder energia
Se os elétrons fossem fixos eles deveriam ser atraídos pela força
do núcleo

Levaria o átomo ao colapso


Átomos diferentes possuem propriedades química diferentes
Atómos diferentes apresentam absorção e emissão de luz
diferentes

10
13/09/2017

Se toda a carga positiva do átomo reside no


núcleo, elas deveriam se repelir e o átomo entrar
em colapso.

?
Por que isso não acontece?

A descoberta dos nêutrons

Rutherford observou que a massa do núcleo era maior


que a massa do próton. Então, concluiu que no núcleo deveriam
existir partículas sem carga elétrica e de massa quase igual a do
próton.

Em 1932, James Chadwick


provou a existência de tais
partículas e deu a elas o
nome de nêutrons.

11
13/09/2017

Pesado
Leve
Tela de detecção
Placas aceleradoras
Feixe de elétrons

Feixe de Eletro-ìmã
Filamento elétrons

m= massa
. v= velocidade
Raio = q= carga
.
B= campo magnético

Leve

Pesado

12
13/09/2017

O átomo consiste de prótons, elétrons e nêutrons.

M = Z+ N

Pode haver um número variável de nêutrons para o mesmo


número de prótons. Os isótopos

20Ne 21Ne 22Ne


10 10 10
Os elétrons estão localizados fora do núcleo. Grande parte do
volume do átomo se deve aos elétrons.

Massa do átomo

MASSA = n° de prótons + n° de nêutrons

Até aqui, nada se sabia sobre a estrutura


eletrônica dos átomos, ou seja, sobre a
forma com que eles estavam arranjados.

13
13/09/2017

Natureza Ondulatória da Luz

• A luz que podemos ver com nossos olhos, luz


visível, é um tipo de radiação eletromagnética.

• Como a radiação eletromagnética transporta energia


pelo espaço, ela é também conhecida como energia
radiante.

Denominamos luz a radiação eletromagnética na região do


UV-Vis (180-780nm) e algumas vezes no IR (10-6 a 10-4m)

Radiação Eletromagnética

Ondas de rádio
Radiação Infravermelha
Raios X

Todos os tipos de radiações eletromagnéticas movem-


se no vácuo a uma velocidade de 3,00 × 108 m/s, a
velocidade da luz (c).

14
13/09/2017

Radiação Eletromagnética

Características Ondulatórias

• Comprimento de onda (λ): Distância entre picos ou


depressões da onda.

• Frequência (ν): Quantidade de ciclos que passam por


determinado ponto (unidade s-1 ou Hz).

a) dois ciclos completos b) metade do c) Mesma freqüência de


de comprimento de comprimento de onda (b), amplitude menor
onda dobro da frequência

15
13/09/2017

Características Ondulatórias

Características Ondulatórias

•A relação entre a frequência e o


comprimento de onda é igual a velocidade
da luz

• c=ν.λ

c= 2,998 x108 m/s

16
13/09/2017

Características Ondulatórias

• O comprimento de onda da luz verde dos


semáforos está centrada em 522nm. Qual é
frequência dessa radiação?
• c=ν.λ ν = c /λ

ν= . /( )

ν= ,

Espectro eletromagnético

1m=109nm

17
13/09/2017

Espectro eletromagnético

Espectro eletromagnético

A cor de um objeto

Uma camisa vermelha é vermelha, por que ela reflete


predominantemente a luz vermelha, enquanto absorve
a maior parte das outras cores

18
13/09/2017

Energia quantizada e fótons

• Apesar do modelo ondulatório da luz explicar


muitos aspectos de seu comportamento, existem
vários fenômenos que ele não pode explicar.
Emissão de luz por objetos quentes: Energia das
ondas eletromagnéticas dependia da ν e do λ.
Efeito fotoelétrico: havia ν limite para emissão de e-
Espectros de emissão: linhas de emissão discretas, ou
seja, emissão da luz a partir de átomos um gás
excitado eletricamente.

Objetos quentes e quantização da matéria

Quando sólidos são


aquecidos, emitem
radiação

A quantidade de
radiação emitida por um
objeto, a determinada
temperatura, depende
do comprimento de Como explicar???
onda

19
13/09/2017

Objetos quentes e quantização da energia

A energia é absorvida e emitida


em quantidades discretas
Como explicar???

O deslocamento obedece a seguinte relação:


λmax x T = 2,898 x 10-3 m.K

Objetos quentes e quantização da energia

Max Planck, 1900


•Átomos e moléculas podiam emitir (ou absorver)
energia apenas em quantidades discretas, ou seja, em
pequenos pacotes bem definidos.

•Quantum à menor quantidade de energia que pode ser


emitida (ou absorvida) na forma de radiação
eletromagnética. Exemplo
E = h.ν

A transferência de energia radiante não é feita de forma


contínua, mas em unidades discretas, na forma de “pacotes”
chamados quanta (plural de quantum), de magnitude h/2π.

20
13/09/2017

Max Planck e Einstein(1900)

Efeito fotoelétrico é a emissão de elétrons por uma


superfície metálica, quando esta é submetida à luz de
determinada frequência mínima

Energia radiante fluxo de minúsculos pacotes


h.ν de energia, os fótons
Ecinética
(feixe de partículas luminosas)

Equantum=E fóton= E = h. ν

Constante de Planck: 6,63 x 10-34 J.s


h.ν = Ecinética + Eligação

Efeito Fotoelétrico e Fótons

Efóton= Etotal
Etotal= Ec + E0
h. ν = ½ m.v2 + E0
E0 é a energia mínima necessária para arrancar o
elétron da superfície do material irradiado, também
chamada de energia de ligação.

21
13/09/2017

Efeito Fotoelétrico e Fótons

Em um experimento fotoelétrico, uma luz de 400nm foi


incidida em um pedaço de potássio metálico. A Ec dos
elétrons medidos foi de 2,30 x 10-19 J. Qual a energia de
ligação do elétron ao potássio?

400 = 4,00 x 10-7m

&.' ),)* + ,-./0 1.2 + 3,445 + ,-6 .2 .7 ,4


! "ó$% = (
= 8,- + ,-.9
= 4,97 <10 >

! "ó$% = !' + !- =

,4 ,4 ,4
!0 = 4,97< 10 − 2,3<10 = 2,67<10 >

Efeito Fotoelétrico e Fótons

O efeito fotoelétrico fornece evidências para a natureza


de partícula da luz - “quantização” um feixe de luz é um
feixe de partículas.
A energia é sempre absorvida ou emitida em múltiplos
inteiros de h.ν
Abaixo da frequência limite nenhum elétron era expelido
por mais intensa que fosse a luz.

Energia estava quantizada

22
13/09/2017

Efeito Fotoelétrico e Fótons

Quando um fóton
atinge um metal, sua
energia pode ser
transferida a um
elétron do metal

Com isso, se concluiu que a luz tem


características de ondas e de partículas

Efeito Fotoelétrico e Fótons

Existe uma frequência mínima abaixo do


qual não são produzidos fotoelétrons por mai
sintensa que sseja a radiação

23
13/09/2017

Efeito Fotoelétrico e Fótons

Aumentando a Intensidade da radiação não


aumenta a energia, cinética dos foroeletrons,
mas sim a quantidade de elétrons produzidos.

Espectro de Emissão

• Separação de uma radiação em seus diferentes comprimentos de


ondas.

1. Contínuo: Todos os comprimentos de onda (Arco-íris).

2. De Linhas: Comprimentos específicos (Espectro do hidrogênio).

24
13/09/2017

Espectro de Emissão
• Separação de uma radiação em seus diferentes comprimentos de
ondas.

1.

Espectro de Emissão
• Separação de uma radiação em seus diferentes comprimentos de
ondas.

1.

25
13/09/2017

Espectro de Emissão

Sr Na Cu

Espectro de emissão

26
13/09/2017

Espectro de linhas

Radiação monocromática

É uma característica de cada elemento

A maioria das radiações comuns produzem comprimentos de onda

diferentes

O modelo de Bohr

No modelo atômico de Bohr os


elétrons se moviam em órbitas
circulares ao redor do núcleo positivo.

27
13/09/2017

O modelo de Bohr

Sendo o núcleo positivo, o elétron eventualmente iria perder


energia emitindo luz até colidir com o núcleo (destruição da
matéria)

Assim Bohr introduziu a idéia de que o elétron, então, ocuparia


apenas certas órbitas ou níveis de energia no qual ele é estável.
Bohr introduziu a idéia de QUANTIZAÇÃO, ou seja, a
energia do elétron é quantizada.

O modelo de Bohr

Postulados
Força
centrífuga órbitas circulares
órbitas com energias definidas
atração
Um elétron em um estado
de energia permitido não irradiará
Forçaatração= Forçacentrífuga Energia, portanto não cairá no
núcleo.

E total = E potencial + E cinética Absorção e emissão de


energia mudança de estados
permitidos

28
13/09/2017

O modelo de Bohr

•Quais as órbitas estacionárias permitidas?

r = a0 . n2
onde, a0 é 5,29 x10-11m

Após muita matemática, Bohr mostrou que a energia de cada


estado estacionário pode ser determinada

onde n é o número quântico principal e varia de 1 ao infinito.

O modelo de Bohr

A primeira órbita no modelo de Bohr tem n = 1, é a mais


próxima do núcleo e convencionou-se que ela tem energia
negativa.
A órbita mais distante no modelo de Bohr tem n próximo ao
infinito e corresponde à energia zero.
Os elétrons no modelo de Bohr podem se mover apenas entre
órbitas através da absorção e da emissão de energia em quantum
(hν).

29
13/09/2017

O modelo de Bohr

Podemos calcular a variação da energia para uma transição


eletrônica:

• Quando ni > nf, a energia é emitida. ni


• Quando ni < nf, a energia é absorvida.

nf

O modelo de Bohr

As cores de gases excitados surgem devido ao movimento dos


elétrons entre os estados de energia no átomo.

30
13/09/2017

Limitações do modelo de Bohr

Explica, adequadamente, apenas o espectro de linhas do


átomo de hidrogênio (monoeletrônico), mas não de átomos
polieletrônicos.
Os elétrons não são completamente descritos como partículas
pequenas.

Equação de Balmer e Rydberg:

Cálculo dos comprimentos de onda das linhas


espectrais do hidrogênio.

C.D -
=− , ( )
E F G

f i

RH Constante de Rydberg (1,096776 x 107 m-1 )


Emissão: ni > nf

λ Comprimento de onda

31
13/09/2017

Bohr-Sommerfeld (1915)

Observou linhas duplas nos espectros mais complexos


Orbitas elípticas subnível l

A energia do elétron seria determinada pela distância que ele


se encontra do núcleo e pelo tipo de órbita que ele descreve.

32
13/09/2017

Comportamento ondulatório da matéria (1924)

• De Broglie sugeriu que o elétron possuiria um comprimento


de onda particular no seu movimento ao redor do núcleo.

• Assim , o comprimento de onda do e- ou de uma partícula


depende da sua massa “m” e de sua velocidade “v”.

Utilizando as equações
de Einstein (E=m.c2) e
de Planck (E=h.ν)

O produto da massa pela


velocidade é conhecido
como momento.

•Calcule o λ de um elétron de massa =9,11x10-31Kg se movendo


a uma velocidade de 3,0 x106m.s-1.

3 3
1J=IJ. .K

*8
h=6,63<10 >. K

6,63<10 *8 IJ. 3 . K ,
H=
9,11<10 *, LJ. 3,0<10) . K ,

,-
H = 2,4<10 m

H = 0,24nm

33
13/09/2017

Confirmação da
Difração do elétron: hipótese de De Broglie

-Em 1927 por Davisson e Germer

- direcionando um feixe de
elétrons sobre um
monocristal de níquel,
observando difração do feixe

Princípio da Incerteza de Heisenberg

É impossível determinar com precisão a posição e o momento


(velocidade) do elétron, visto que ele tem propriedades dual:

partícula-onda

Mas podemos, baseando-nos na estatística, determinar a


probabilidade de encontrar um elétron em determinada região.

34
13/09/2017

Princípio da Incerteza de Heisenberg

- Podemos calcular sua posição, direção de movimento, e


velocidade, a qualquer momento com precisão OBJETO
MACROSCÓPICO

ELÉTRON????

Princípio da Incerteza de Heisenberg

Relacionou a incerteza da posição (Δx) com a incerteza do


momento (Δm.v) para uma quantidade envolvendo a
constante de Planck:

ℎ ℎ
Δ<. ∆ . v ≥ Δ< ≥
4R . ∆v. 4R

35
13/09/2017

Princípio da Incerteza de Heisenberg

Calcule a incerteza da posição para 1e- movendo-se a 5x106 m.s-1


no átomo de hidrogênio, sabendo que a incerteza da velocidade
é 1%. (Π = 3,14)

V= 5x106 m/s .0,01= 5x104 m.s-1


6,63<10 *8 IJ. 3 . K ,
Δ< ≥
4R. (9,11<10 *, LJ. 5<108 . K ,)

4
Δ< ≥ 1<10

O diâmetro do átomo de hidrogênio é 2x10-10m Δx>Ø


não temos ideia de onde o e- está localizado no átomo de
hidrogênio

Princípio da Incerteza de Heisenberg

Calcule a incerteza da posição para 1e- movendo-se a uma


velocidade de (3,00±0,010) x105 m.s-1.

Π = 3,14

6,63<10 *8 IJ. 3 . K ,
Δ< ≥
4R. 9,11<10 *, LJ . 0,01<10U . K ,)

Δ< ≥ 5,79 x 10−8

36
13/09/2017

A hipótese de De Broglie e o princípio da incerteza de


Heisenberg

Estrutura eletrônica dos átomos

Teoria quântica (Schrödinger)

- Qualquer tentativa de definir precisamente a posição e o


momento do elétron é abandonada

- Reconhece a natureza ondulatória do elétron

- O novo modelo descreve precisamente a energia do


elétron, enquanto descreve a sua localização em termos
de PROBABILIDADE
- Orbitais atômicos, ao invés de órbitas
- O Elétron é tratado como uma onda estacionária.

37
13/09/2017

Teoria quântica

Em 1926, o físico austríaco Schrödinger propôs uma equação


que atualmente é conhecida como a equação de onda de
Schrödinger.

Ela incorpora os dois comportamentos do elétron que são:

Onda + Partícula = Mecânica quântica

Mecânica quântica

A resolução da equação de Schrödinger leva a uma série de


funções matemáticas chamadas de funções de onda, que
descrevem a questão ondulatória do elétron.

Representada pelo símbolo grego ‘ψ’(psi).

Essas funções em si não têm um significado físico direto,


porém o quadrado da função de onda ,ψ², fornece uma possível
localização do elétron num determinado ponto.

38
13/09/2017

Interpretação física: Max Born

Mecânica quântica

Densidade de probabilidade (ψ²)

VW%XYXZ[Z\Y\] \] ] ^% $WYW % ] − _ Y W]JZã%


ψ² =
a%[_ ] \Y W]JZã%

Fig. Distribuição de densidade eletrônica no estado fundamental do átomo de


hidrogênio

39
13/09/2017

Mecânica quântica

O modelo de Bohr introduziu um único


número quântico: n
Enquanto,
O modelo da mecânica quântica
introduziu 3 números quânticos: n, l, ml
para descrever um orbital

Orbitais

Regiões de maior probabilidade de se encontrar o elétron.


Cada orbital tem energia e forma característica.
• A mecânica quântica nos permite conhecer os estados de
energia possíveis de um orbital através da análise dos números
quânticos.
Esses números são:

( n ) principal – Nível (n>1)


( ℓ ) secundário – Subnível (0 a n-1)
( ml) magnético – Orientação (ℓ..0..-ℓ)
( s ) spin – Rotação (-½ e ½)

40
13/09/2017

Números quânticos

São números que nos permitem localizar um


elétron em um átomo.

1º) Número quântico principal “n” Indica o nível

n: 1 ∞

À medida que “n” aumenta, o orbital torna-se maior, e o


elétron se distancia mais do núcleo.
b.&.'
En = − d
c

Números quânticos

2º) Número quântico azimutal ou secundário “ l ”

Indica o subnível e conseqüentemente o formato do orbital


Resulta da quantização do momento angular (L) do elétron


e= . [([ + 1)
2R

Para cada valor de n pode existir l:0 n–1.

l = 0 1 2 3 4 5 ...
s p d f g h ...

41
13/09/2017

Números quânticos

3º) Número quântico “ml” ou magnético

Descreve a orientação do elétron no espaço.

ml : - l +l

Valores possíveis de ml =2. l +1, no caso de l =2, tem 5 valores


possíveis
l=2
ml= -1

Números quânticos

4º) Número quântico “ms” ou magnético de spin.


Indica a orientação do elétron no orbital.

ms: - ½ ou + ½

42
13/09/2017

Exemplo

Quantos valores possíveis existem para l e ml


quando n = 3?

3 l= 2 ml= -2,-1,0,+1,+2 9
l= 1 ml= -1, 0, +1
l= 0 ml= 0

Números quânticos

43
13/09/2017

Representação dos orbitais

Orbitais “s”

É o orbital de mais baixa energia


Os orbitais “s” têm o mesmo
formato (esférico), mas diferem no
tamanho e na densidade eletrônica.

Representação dos orbitais

Orbitais “s”

44
13/09/2017

Representação dos orbitais

• Orbitais “p”
Formato helicoidal ou halteres, com 2 lóbulos.
A densidade eletrônica está distribuída em duas regiões separadas
por um nó ou núcleo.
Possuem o mesmo tamanho e forma.
Diferem quanto à orientação espacial.

Representação dos orbitais

Orbitais “d”
Encontrados a partir do 3º nível (no caso “d”)
Formato de trevo de 4 folhas, exceto um bilobulado.
Os diferentes orbitais “d”, em determinado nível, têm
diferentes formatos e orientação no espaço como mostrado na
figura.

45
13/09/2017

Representação dos orbitais

Orbitais “d”

Representação dos orbitais

Orbitais “f”

Quando “n” é maior ou igual a 4, existem 7 orbitais “f”


equivalentes (para L = 3).
As suas formas são hexalobuladas.

46
13/09/2017

Átomos Polieletrônicos

Basicamente, a idéia de um átomo polieletrônico é


que para um certo valor no nível principal (n), a
energia no orbital só aumenta se o valor (ℓ) e do
número quântico magnético (m) aumentar.
Orbitais de mesma energia são conhecidos como
degenerados.

Para n ≥ 2, os orbitais s e p não são mais degenerados


porque os elétrons interagem entre si

Átomos Polieletrônicos

47
13/09/2017

Princípio da exclusão de Pauling

“Dois elétrons em um átomo não podem ter os quatro


números quânticos iguais”.

Um orbital comporta no máximo 2 elétrons, e mesmo


assim, com spins contrários.
A atração magnética compensa a repulsão eletrostática
dos elétrons, mantendo-os em equilíbrio.

Configuração eletrônica

• Diagrama de Pauling
Criou um sistema que
determina a ordem crescente
de energia dos subníveis
atômicos.

Podemos obter uma


sequência energética
correspondente a cada
de valores de energia
de n+l

48
13/09/2017

Configuração eletrônica

Regra de Hund:

“Ao preencher um subnível, o número de elétrons


desemparelhados deve ser máximo, e sempre na mesma
ordem de spin”.

Isso ocorre porque os elétrons sempre procuram o


estado mais estável, ou seja, menos energético.

Configuração eletrônica

A regra de Hund

49
13/09/2017

Configuração eletrônica

Configurações eletrônica condensadas


• O neônio tem Z=10 – 1s22s22p6
• O Sódio tem Z=11 - 1s22s22p6 3s1

• Logo, escrevemos a configuração eletrônica condensada para o


sódio como
Na: [Ne] 3s1

Elétrons mais internos Elétrons de valência

[Ne] representa a configuração eletrônica do neônio.

• Extras

50
13/09/2017

Coordenadas esféricas
R distância ao centro do átomo .
Varia de 0 ao infinito.
ϴ ângulo relativo a parte positiva
do eixo z, varia de 0 a 2π (360°)
Φ ângulo relativo ao eixo z
(longitude) , varia de 0 a π (180°)

Ψ (r, ϴ, ϕ) = R(r) Y(ϴ, ϕ)

R= função de onda radial


Y= função de onda angular

Funções de onda do hidrogênio (orbitais atômicos), Ψ = RY

51