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Sumário

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 2

2. Modelos Atômico ................................................................................................ 3

2.1. Modelo de Dalton (bola de bilhar) – 1803........................................................... 3

2.2. Modelo de Thomson (pudim de passas) – 1897 ................................................ 3

2.2.1. O experimento ................................................................................................. 4

2.3. Modelo de Rutherford-Bohr (sistema planetário) – 1908/1910 ........................... 4

2.4. Postulados de Bohr ............................................................................................ 7

3. Estrutura de um Átomo atualmente .................................................................... 7

3.1. Isótopos .............................................................................................................. 9

3.2. Isóbaros.............................................................................................................. 9

3.3. Isótonos .............................................................................................................. 9

4. Elétrons .............................................................................................................. 9

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 11
1. INTRODUÇÃO

Atualmente, o homem conhece uma quantidade de substâncias químicas da ordem de


meio milhão, com possibilidades ilimitadas de multiplicação e formações de novas
combinações orgânicas e inorgânicas. Uma pergunta que tenta ser respondida até os
dias de hoje é: Do que as coisas são feitas? Qual a menor parte da matéria? No entanto,
a partir do momento em que estas substâncias são decompostas em seus menores
constituintes, chega-se ao átomo. Este nome ÁTOMO foi dado pelo filósofo
grego Demócrito (546-460 a.C.).
O átomo é a menor partícula capaz de identificar um elemento químico e participar de
uma reação química. O estudo desta partícula se iniciou na Grécia antiga com o
filósofo Leucipo e seu discípulo Demócrito: eles acreditavam o átomo era o menor
componente de toda a matéria existente. Dessa forma então, seria impossível dividi-lo
em partes menores. Esse Pensamento perdurou até o final do século XIX, quando o
átomo foi definido como uma unidade indivisível, quando foi proposto o primeiro modelo
atômico que provava a existência de partículas subatômicas. Com o passar dos anos
diversos cientistas e estudiosos tentaram definir o átomo quanto a sua forma, dando
origem a diversas teorias sobre sua constituição física, novos estudos experimentais
foram realizados e novos modelos atômicos surgiram.
A conclusão a que chegaram é que essa sequência de divisões não poderia ser infinita.
Em algum momento, se chegaria a uma porção de matéria que não poderia mais ser
dividida. A essa porção deram o nome de átomo - do grego a = não, tomo = divisão. O
átomo seria, portanto, a porção constituinte mínima e indivisível de toda a matéria. Esta
ideia do átomo como uma "bolinha" microscópica maciça, formadora de tudo que é
material, seguiu quase inalterada por 2 mil anos, até que o químico inglês John Dalton
descobriu que cada substância pura era constituída de um único tipo de átomos, que
eram idênticos entre si quanto às suas propriedades, tamanho e modo de reação
química. A ideia dos gregos de que a menor partícula da matéria deveria seria uniforme
e indivisível começava a cair por terra. Com Dalton, os átomos deixaram de ser
identidades físico-químicas genéricas e ganharam nomes próprios, conforme as
substâncias que constituíam e às quais emprestavam suas propriedades. Assim as
características do ferro eram decorrentes de este ser formado por átomos do ferro, que
eram diferentes em suas características fundamentais, por exemplo, dos átomos do
alumínio.
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2. Modelos Atômico

2.1. Modelo de Dalton (bola de bilhar) – 1803.

John Dalton, químico por formação, nasceu no condado de Cumbria, Inglaterra, em 1766
e faleceu na cidade de Manchester, em 1844. Sua vida foi destinada desde cedo à
pesquisa científica e ao magistério, tanto que lecionou ou contribuiu para o
desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento.
Seu maior legado como cientista, no entanto, foi o desenvolvimento da primeira teoria
atômica. Foi por meio de vários experimentos relacionados com a mistura de gases e do
conhecimento dos trabalhos propostos por Lavoisier que surgiu a teoria atômica de
Dalton
A teoria de Dalton apresenta muito mais postulados do que comprovações:
Os átomos são maciços e apresentam forma esférica (semelhantes a uma bola de
bilhar);
Os átomos são indivisíveis; átomos são indestrutíveis;
Um elemento químico é um conjunto de átomos com as mesmas propriedades (tamanho
e massa);
Os átomos de diferentes elementos químicos apresentam propriedades diferentes uns
dos outros;
O peso relativo de dois átomos pode ser utilizado para diferenciá-los;
Uma substância química composta é formada pela mesma combinação de diferentes
tipos de átomos;
Dalton nomeou o seu modelo atômico de bola de bilhar e, por isso, passou a representar
os átomos dos elementos conhecidos em sua época por meio de símbolos esféricos.

2.2. Modelo de Thomson (pudim de passas) – 1897

Thomson descobriu partículas de carga negativa, os elétrons derrubando a teoria da


indivisibilidade do átomo proposta por John Dalton, ou seja, o átomo possui partículas
subatômicas.

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2.2.1. O experimento

Thomson propôs seu modelo atômico tendo como base descobertas relacionadas com
a radioatividade e experimentos realizados com o tubo de raios catódicos construído
pelos cientistas Geissler e Crookes. Veja uma representação desse tubo:

https://s4.static.brasilescola.uol.com.br/img/2017/01/ampola-de-Crookes.jpg

Quando um gás rarefeito, em baixa pressão, é submetido a uma alta tensão elétrica (por
exemplo, 15000 V), produz um feixe de luz (composto por cargas elétricas) que parte do
cátodo (polo negativo) em direção ao ânodo (polo positivo).
Com esse experimento, Thomson chegou à conclusão de que, quando os átomos do
material gasoso no interior do tubo eram submetidos a uma alta tensão, seus elétrons
eram arrancados e direcionados até a placa positiva.

Assim, com os estudos de Thomson, um novo modelo foi idealizado. De acordo com este
novo modelo, o átomo era uma esfera de carga elétrica positiva incrustada com elétrons,
com carga negativa, tornando-se assim eletricamente neutro.
Associou o seu modelo a um pudim de passas as quais representam os elétrons.

2.3. Modelo de Rutherford-Bohr (sistema planetário) – 1908/1910

Com o advento da radioatividade, questionamentos surgiram aos cientistas do início do


século XX. A radioatividade não parecia obedecer aos pressupostos do modelo atômico
de Thomson, pois aparentemente ela conseguia desintegrar o núcleo atômico, emitir
radiações de vários tipos com a capacidade de atravessarem objetos. E foram estas
radiações, mais especificamente a radiação alfa(que se assemelha a
um átomo de hélio), que permitiu a Ernest Rutherford (1871 - 1937) realizar, juntamente
com seus colaboradores, descobertas relativas ao átomo.

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Rutherford apresentou ao mundo as conclusões de seu trabalho, indicando que algumas
ideias de Thomson (herdadas do modelo de Dalton), encontravam-se inconclusivas
frente ao novo fenômeno. Buscando elucidar questões importantes, Rutherford e seus
colaboradores, Ernest Marsden e Johannes Wilhelm Geiger realizaram um
experimento com emissões alfa, uma fina folha de ouro e o material fluorescente sulfeto
de zinco (cuja função era a de detectar as emissões)
:

https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2008/03/experimento-rutherford.jpg

Pela teoria de Thomson, ao passar pela fina folha de ouro todas as emissões
alfas apresentariam comportamento semelhante nos esperados desvios de
seu caminho, devido ao fato do modelo de Thomson afirmar ter o átomo a
forma de uma esfera maciça (sem espaços). O que Rutherford encontrou ia
contra esta concepção, pois os desvios se mostraram raros (99% das
emissões “transpassava” a folha de ouro sem sofrer desvio algum, desviando-
se somente 1% das emissões).
Rutherford descartou a natureza maciça do átomo, intuindo sobre um novo
modelo, onde o núcleo seria muito pequeno e muito mais denso que a periferia
do átomo. O núcleo, formado por cargas positivas, desviaria as partículas alfa
que interagissem com ele, e como se comprovou o núcleo ser bastante
diminuto (em relação à recém-descoberta eletrosfera), isso explicaria o
baixíssimo número de deflexões (1%).
Rutherford propôs então que o átomo seria composto de um núcleo pequeno
e denso, sendo circundado por uma eletrosfera repleta de elétrons. Como os
elétrons possuem massa quase desprezível, tal fato explicaria o seu nulo
poder de deflexão das partículas alfa. A analogia em escala de grandeza que

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mais se aproxima é a do átomo é a de uma bolinha de gude (núcleo) colocada
no meio de um grande estádio de futebol. Toda a área externa à bola de gude
seria a eletrosfera.
Rutherford afirmou que junto aos prótons, no núcleo, estariam presentes
outras partículas atômicas, o nêutron, descoberto por James Chadwick em
1932.
Estava instaurado o modelo atômico de Rutherford, que ficaria conhecido na
história da ciência como o modelo planetário do átomo.

A concepção de Thomson e Rutherford seria posteriormente aperfeiçoada pelo físico


dinamarquês Niels Bohr, razão pela qual o átomo planetário é também conhecido como
Modelo atômico de Rutherford-Bohr. É de Bohr a inclusão no modelo atômico da teoria
quântica, que explicava como os diferentes níveis de energia na eletrosfera impediam os
elétrons de cair como um meteoro no núcleo, o que fatalmente aconteceria se o átomo
se comportasse apenas como um sistema solar, como Rutherford inicialmente propôs.
Derrubada a ideia do átomo maciço e indivisível, coube ao mesmo Rutherford propor que
nem mesmo o núcleo atômico se enquadrava nesta definição. Ao contrário, o núcleo
seria formado por partículas ainda menores.
.

https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2008/03/modelo-atomico-rutherford.jpg

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2.4. Postulados de Bohr

Mediante o trabalho que desenvolveu, Bohr obteve quatro princípios:

Quantização da energia atômica (cada elétron apresenta uma quantidade específica de


energia).
Os elétrons têm cada um uma órbita, as quais são chamadas de “estados estacionários”.
Ao emitir energia, o elétron salta para uma órbita mais distante do núcleo.
Quando consome energia, o nível de energia do elétron aumenta. Por outro lado, ela
diminui quando o elétron produz energia.
Os níveis de energia, ou camadas eletrônicas, têm um número determinado e são
designados pelas letras: K, L, M, N, O, P, Q.

O modelo de Bohr estava ligado à Mecânica Quântica. Assim, a partir da década de 20,
Erwin Schrödinger, Louis de Broglie e Werner Heisenberg, especialmente, dão o seu
contributo no que respeita ao modelo da estrutura atômica.

3. Estrutura de um Átomo atualmente

O núcleo de um átomo é uma região pequena, comparado ao volume atômico total do


um átomo, densa e positiva, formada por prótons e nêutrons. Os prótons são partículas
positivas que apresentam massa, aproximadamente duas mil vezes maior que a massa
do elétron.

A existência de uma partícula positiva presente no átomo foi observada pelo físico
Eugen Goldstein, mas sua existência só foi comprovada por experiências realizadas por
Ernest Rutherford. Em 1932, James Chadwick descobriu a presença de partículas
neutras, chamadas nêutrons, que possuem massa com valor muito próximo a dos
prótons.
A quantidade de prótons presente no núcleo representa o número atômico (Z), e
diferencia um elemento químico de outro onde:
p=Z

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Já o número de massa de um átomo é representado pela letra A, e corresponde à soma
das quantidades de prótons e nêutrons presentes no núcleo:

A=Z+n
Onde:
p = número de prótons
Z=número atômico
n = número de nêutrons

Os átomos são compostos de, pelo menos, um próton e um elétron. Podendo


apresentar nêutrons (na verdade, apenas o átomo de hidrogênio não possui nêutron: é
apenas um elétron girando em torno de um próton).
Elétrons – Os elétrons são partículas de massa muito pequena (cerca de 1840 vezes
menor que a massa do próton. Ou aproximadamente 9,1.10 -28g) dotados de carga
elétrica negativa: -1,6.10-19C. Movem-se muito rapidamente ao redor do núcleo atômico,
gerando campos eletromagnéticos.
Prótons – Os prótons são partículas que, junto aos nêutrons, formam o núcleo atômico.
Possuem carga positiva de mesmo valor absoluto que a carga dos elétrons; assim, um
próton e um elétron tendem a se atrair eletricamente.
Nêutrons – Os nêutrons, junto aos prótons, formam o núcleo atômico. E, como possuem
massa bastante parecida, perfazem 99,9% de toda a massa do átomo. Possuem carga
elétrica nula (resultante das sub-partículas que os compõem), e são dispostos
estrategicamente no núcleo de modo a estabilizá-lo: uma vez que dois prótons se
repelem mutuamente, a adição de um nêutron (princípio da fissão nuclear) causa
instabilidade elétrica e o átomo se rompe.

Podemos escrever o número de massa e o número atômico junto ao elemento químico :

ZEA

Para o elemento sódio (Z = 11), que apresenta número de massa 23, temos:

11Na23

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3.1. Isótopos

O elemento químico representa um grupo de átomos com o mesmo número de prótons.


Quando átomos de um mesmo elemento químico possuem quantidades de nêutrons
diferentes, e consequentemente números de massa diferentes, são chamados de
isótopos.

3.2. Isóbaros

Os átomos que apresentam o mesmo número de massa e diferem no número atômico


são chamados de isóbaros. Os elementos argônio e cálcio são isóbaros:

3.3. Isótonos

Os átomos que apresentam diferentes números de massa e diferentes números


atômicos, mas apresentam a mesma quantidade de nêutrons, são chamados de
isótonos. Os elementos boro e carbono são isótonos:

4. Elétrons

Os elétrons são partículas de carga elétrica negativa, descobertas pelo cientista Joseph
John Thomson, e sua massa é desprezível em ralação ao núcleo. A quantidade de
elétrons e prótons presentes em um átomo é a mesma, justificando a neutralidade do
átomo, já que a atração elétrica entre os prótons e elétrons em um átomo é o que o
mantém unido, o tronando estável.

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Os elétrons se encontram na eletrosfera, que corresponde a maior parte do volume
atômico, girando ao redor do núcleo em órbitas (ou camadas) com energia definida. Há
no máximo sete camadas ao redor do núcleo e são representadas pelas letras K, L, M,
N, O, P e Q a partir do núcleo. A camada mais externa é também a mais energética.
Na configuração eletrônica: O número de elétrons que cada órbita de um átomo possui
e sua estrutura eletrônica pode ser descrito pela configuração eletrônica.
Na prática, cada nível de energia (camada) comporta uma quantidade máxima de
elétrons, e os níveis são divididos em subníveis

Camada Nível Subnível Quantidade máxima de elétrons

K 1 s 2
L 2 sp 8
M 3 spd 18
N 4 spdf 32
O 5 spdf 32
P 6 spd 18
Q 7 s 8

O número de elétron que cada subnível comporta é: s = 2 elétrons; p = 6 elétrons; d = 10


elétrons; f = 14 elétrons.
Na eletrosfera, a tendência é que os elétrons ocupem a posição de menor energia, ou
seja, as mais próximas do núcleo. Um elétron do nível 3 possui mais energia do que um
elétron do nível 2. Quanto menor a energia, maior a estabilidade. A sequência de
ocupação dos subníveis segue uma ordem crescente de energia.
Essa ordem é descrita pelo diagrama de Pauling, escrito por Linus Pauling, e está
representado na figura a seguir:

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REFERÊNCIAS

SARDELLA, Antônio. Curso de química: Química geral, São Paulo – SP: Editora Ática,
2002. 25ª Edição, 2ª impressão. 448 págs.
https://www.infoescola.com/fisica/historia-do-atomo/
http://professordanusioalmeida.blogspot.com/2010/01/democrito-ou-460-370.html

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