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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E

CIÊNCIAS

OPERAÇÕES UNITÁRIAS EXPERIMENTAL I


Ano lectivo 2018/1º semestre
RELATÓRIO
TRABALHO PRÁTICO Nº2

CURVA DE PRESSÃO DO VAPOR SATURADO

Elaborado por:

Cádimo Manuel- 20150649


Flávio Lesse- 20141662
Joserne Pilartes 20152284
Tomé Domingos

Docente
Helena Nangacovié

Luanda, aos 6 de Abril de 2018


Operações Unitárias I

Índice
1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………..3

1.1 OBJECTIVOS…………………………………………………………………………………..3

1.1.1- Objectivo geral………………………………………………………………………………………………………………………………3


1.1.2- Objectivo específico:……………………………………………………………………………………………………………………..3
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA………………………………………………………………….4

2. 1 PRESSÃO DE VAPOR……………………………………………………………………………………………………………………4
3. PARTE EXPERIMENTAL………………………………………………………………………….7

3.1. MATERIAIS…………………………………………………………………………………………………………………………………….7
3.2 ESQUEMA DE EQUIPAMENTO…………………………………………………………………………………………………7
3.3. PROCEDIMENTOS………………………………………………………………………………………………………………………..8
3.3.1. EXPERIMENTO 1………………………………………………………………………8

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES………………………………………………………………….9

4.1 – DADOS RELATIVOS AO EXPERIMENTO 1 E 2…………………………………………………………………………9


5. CONCLUSÃO………………………………………………………………………………….13

6.BIBLIOGRAFIA…………………………………………………………………………………..14

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Operações Unitárias I

RESUMO

Neste relatório abordaremos sobre os parâmetros temperatura e pressão que


influenciam a mudança de estado físico do referido elemento. No caso do
fornecimento de energia térmica á água, a sua temperatura aumenta até
atingir um certo valor para além do qual a água não pode permanecer mais
em estado líquido. Nomeia-se Ponto de Saturação. Se continuarmos a
fornecer energia, uma parte da água entra em ebulição e transforma-se em
vapor. Uma quantidade relativamente significativa de energia é necessária a
esta evaporação. Durante a passagem do estado liquido ao estado gasoso,
a água e o vapor estão á mesma temperatura. Contrariamente, quando a
energia armazenada pelo vapor é liberada, produz-se um fenómeno de
condensação, ou seja, formação de água á mesma temperatura que o vapor

Palavras Chaves: Temperatura, Curva, Pressão

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Operações Unitárias I

1. INTRODUÇÃO

Pressão de vapor é a pressão exercida por um vapor quando este está em


equilíbrio termodinâmico com o líquido que lhe deu origem. Ou seja. a
quantidade de líquido( Solução) que evapora é a mesma que se condensa .
A pressão de vapor é a medida de tendência de evaporação de um líquido
.Quanto maior for a sua pressão de vapor , mais volátil será o líquido , e menor
será a sua temperatura de ebulição , mais volátil será o líquido , e menor será
a sua temperatura de ebulição relativamente a outros líquidos com menor
pressão de vapor à mesma temperatura de referência.[1]

A Pressão de vapor é uma propriedade física que depende do valor da


Temperatura, a tendência é de o líquido se evaporizar até atingir equilíbrio
termodinâmico com o vapor; em termos cinéticos, esse equilíbrio se
manifesta quando a a taxa de líquido vaporizado é igual a taxa de vapor
condensado . Uma substância líquida entra em ebulição
Quando a pressão do sistema ao qual faz parte atinge a pressão de vapor
dessa substância .Esse ponto recebe o nome de ponto ebulição ou
temperatura de ebulição. O ponto de ebulição normal é a temperatura de
ebulição da sustância à pressão de uma atmosfera. .[1]

1.1 OBJECTIVOS

1.1.1- Objectivo geral

 Demonstrar a correlação entre a pressão de vapor e a temperatura de aquecimento em uma


caldeira de vapor de modelo fechado.

1.1.2- Objectivo específico:


 Calcular a pressão relativa em bar.

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Operações Unitárias I

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2. 1 PRESSÃO DE VAPOR

Quando a energia de atracção entre as moléculas é superior à sua energia


cinética de translação, estas formam um agregado a que se chama líquido.
As moléculas deste agregado não têm a mesma energia cinética e algumas
possuem energia capaz de, ao atingirem a superfície do líquido, quebrar as
ligações que as unem às moléculas desta superfície. Há então passagem de
moléculas do estado líquido ao gasoso, fenómeno chamado vaporização.
Considere-se o líquido contido num recipiente fechado. As moléculas
gasosas chocam não só com as paredes deste mas também com a superfície
líquida, ficando em tal caso sujeitas às forças atractivas das moléculas desta
superfície. Dá-se, assim, o fenómeno inverso da da vaporização, dito
condensação.Deste modo, têm lugar dois processos opostos simultâneos. À
medida que a vaporização ocorre, o número de moléculas no estado gasoso
aumenta, de que resulta um aumento de pressão do gás e um aumento da
velocidade de condensação porquanto, na unidade de tempo, aumenta o
número de choques das moléculas gasosas não só com as paredes do
recipiente mas também com a superfície líquida. Desde que exista líquido em
quantidade suficiente, será atingida uma situação de equilíbrio dinâmico na
qual a velocidade de condensação iguala a de vaporização. Chama-se
pressão de vapor de equilíbrio (ou simplesmente pressão de vapor) do líquido
à pressão exercida pelo vapor quando este está em equilíbrio com o líquido
nas condições referidas (a velocidade de vaporização iguala a de
condensação). O seu valor é independente da quantidade de líquido
presente desde que exista superfície livre líquida, pois o número de moléculas
que, na unidade de tempo, passam do estado líquido ao gasoso, ou do
gasoso ao líquido, é directamente proporcional à área daquela superfície. A
equação que relaciona a pressão de vapor do líquido com a temperatura
resulta da aplicação, ao caso particular de equilíbrio gás-líquido, de uma
equação genérica, válida para qualquer transformação de fase (por

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Operações Unitárias I

exemplo, L – V, V – L, S – V, S – L, L – S, S – S) de uma substância pura, conhecida


por equação de Clausius – Clapeyron, a qual pode ser deduzida por
considerações termodinâmicas, e tem a forma (POMBEIRO, 1983)
dP λ
= TΔv
dT

Sendo P e T a pressão e temperatura da ttransformação da fase, λ o calor


molar desta transformação e Δv a variação de volume molar que a
acompanha. A sua aplicação ao equilíbrio líquido-vapor conduz à seguinte
expressão – desde que a equação dos gases ideais seja válida (PV= nRT em
que n é o número de moles de um gás que ocupam o volume V à pressão P
e à temperatura T, e R é a constante dos gases perfeitos) e o volume molar
líquido seja desprezável em face do gasoso:
dP λ
= T R T/ P
dT

Donde
dP λdT
=
P R T²

ou
λ 1
d ln P = - R d ( T )

sendo λ o calor molar de vaporização. Integrando esta equação entre dois


limites de temperatura T e T´ tais que o valor de λ possa ser considerado
constante, virá:
P λ 1 1
log P´ = 2,303 R ( T´ - ) (POMBEIRO, 1983)
T

Segundo Kireev (Cours de ChimiePhysique, Moscou,Mir 1968), a pressão de


vapor saturado, isto é, em presença do líquido, pode ser calculado com base
nas curvas empíricas da variação da pressão de vapor em função da
temperatura. Sabe-se que essas curvas são parecidas, no caso de
substâncias com propriedades físico-químicas semelhantes, e em especial á
temperatura de ebulição. Sua equação é representada da seguinte forma:
log PA= K log PB + C. (TERRON, 2012)

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Operações Unitárias I

Segundo Alfredo e outros (ALFREDO, LEONARDO, et al., 2017, p. 8) destacam


que os valores da temperatura aumentam a medida que a pressão relativa
do sistema aumenta, isto porque a energia elétrica é transformada em
energia térmica fazendo com que a caldeira esteja aquecida. Quando se
aumenta a temperatura de um dado sistema aumenta-se também o grau de
agitação entre as moléculas, fazendo com que o choque entre elas sejam
maiores aumentando assim a sua velocidade e chega um certo ponto em
que a energia é tão alta que faz com que as ligações sejam rompidas (ponto
de ebulição).

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Operações Unitárias I

3. PARTE EXPERIMENTAL

3.1. MATERIAIS

 Bequer de 5000mL, 150mL, 100mL;


 Funil para se encher a caldeira;
 Água colocada em um bequer de 5000mL para se encher a caldeira;
 Chave (SW 13,0x230- chron vanadium) para abrir/fechar a caldeira.

3.2 ESQUEMA DE EQUIPAMENTO

Fig1. Unidade fixa Experimental.


(1)válvula de drenagem,(2)aquecedor,(3) válvula de descarga,(4) sensor de
temperatura,(5) válvula de segurança (válvula de alivio de pressão),(6)
orificio de enchimento,(7) caldeira de vapor,(8) manômetro, (9)interruptor
geral,(10) interruptor do aquecedor,(11)monitor digital de temperatura.

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3.3. PROCEDIMENTOS

3.3.1. EXPERIMENTO 1

1. Abriu-se a válvula de drenagem para retirar a água que estava contida na


caldeira.
2. Manteu-se as válvulas de drenagem abertas e encheu-se a caldeira com água,
até transbordar pela válvula de drenagem inferior.
3. Ligou-se o aquecedor e depois de se ter atingido a temperatura de 100 ºC e
pressão de mais ou menos 0,5 bar desligou-se o aquecedor.
4. Abriu-se ligeiramente a válvula de descarga. Aguardou-se a despressurização
completa da caldeira.
5. Atingiu-se a pressão de 0 bar, voltou-se a aquecer a caldeira e de seguida
registou-se os valores de temperaturas, para diferentes valores pressões, tendo
em atenção, para não se atingir a pressão limite de 20 bar.
6. Repetiram-se os 4º e 5º procedimentos, para comparação da curva temperatura
versus pressão e melhor discussão dos resultados.
7. Desligou-se o aquecedor e o interruptor geral.

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Operações Unitárias I

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 – DADOS RELATIVOS AO EXPERIMENTO 1 E 2

A tabela a seguir mostra os dados experimentais relativos a pressão e


temperatura da caldeira.

Tabela 1 – Dados da temperatura obtidos experimentalmente

Pressão Pressão T T2
Relativa Absoluta 1[ºc] [ºc]
0,5 1,5 106,6 109,7
1 2 114,9 116,7
1,5 2,5 122,7 124
2 3 128,6 129,9
2,5 3,5 134,5 135,2
3 4 139,9 140
4 5 148,5 147,7
5 6 156 154,6
6 7 160,8 160,8
7 8 166 166,2
8 9 170 171,1
9 10 175,5 175,6
10 11 179,7 179,9
11 12 183,2 184
12 13 185,9 184,9
13 14 188,8 190,7
14 15 192,2 191,5
15 16 195 196

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Operações Unitárias I

A tabela a abaixo mostra os dados obtidos a partir da literatura

Tabela 2 – Dados da temperatura retirados da literatura

Temperatura Pressão Pressão


da literatura Absoluta Relativa
(Tl)
99,63 1 0
111,37 1,5 0,5
120,23 2 1
133,54 3 2
143,62 4 3
151,84 5 4
158,84 6 5
164,96 7 6
170,41 8 7
170,36 9 8
179,88 10 9
184,07 11 10
187,96 12 11
191,61 13 12
195,04 14 13
198,29 15 14
201,37 16 15
204,31 17 16
207,11 18 17
209,8 19 18
212,37 20 19

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Operações Unitárias I

Gráfico T vs P
250

200

150

100

50

0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

T1 T2 Tl

Grafico1- Curva do ponto de ebulição da água para experimento nº 1 e 2, e


para os dados da literatura

Com base nos resultados obtidos, pode-se afirmar que os mesmos


apresentam um comportamento aceitável com relação a da literatura, ou
seja, a medida que a pressão aumentava, a temperatura também
aumentava na razão directa, proporcionando ao sistema uma maior energia
de rotação, translação e vibração das moléculas.
Esta variação da temperatura com a pressão de vapor, proporciona as
moléculas da água maior resistência, a medida que tentavam passar do
estado líquido para o vapor. Outro factor extremamente importante
observado, é que cada pressão de vapor tem uma temperatura de ebulição
definida.
Segundo Alfredo e outros (ALFREDO, LEONARDO, et al., 2017, p. 8) destacam
que os valores da temperatura aumentam a medida que a pressão relativa
do sistema aumenta, isto porque a energia elétrica é transformada em
energia térmica fazendo com que a caldeira esteja aquecida. Quando se
aumenta a temperatura de um dado sistema aumenta-se também o grau de
agitação entre as moléculas, fazendo com que o choque entre elas sejam
maiores aumentando assim a sua velocidade e chega um certo ponto em

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Operações Unitárias I

que a energia é tão alta que faz com que as ligações sejam rompidas (ponto
de ebulição).

Na verdade na nossa prática também observou-se esse fenómeno e a nossa


curva de vapor saturado deu como era esperado.

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Operações Unitárias I

5. CONCLUSÃO

De acordo a prática realizada concluímos que, o valor da pressão de vapor


depende da temperatura, aumentando com ela, pois a energia cinética de
translação é directamente proporcional à temperatura absoluta, pelo que um
aumento desta leva a um aumento da velocidade de vaporização e
consequentemente a um aumento da pressão de vapor.

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6.BIBLIOGRAFIA

ALFREDO, V. et al. Curva de Pressão. Instituto Superior Politécnico de


Tecnologias e Ciências. Luanda. 2017.
POMBEIRO, A. J. Técnicas e Operações Unitárias em Química Laboratorial.
Fundação Calouste Gulbenkian. ed. Lisboa: [s.n.], 1983.
TERRON, L. R. Operações Unitárias para Químicos Farmaceuticos e
Engenheiros: Fundamentos e Operações Unitárias do Escoamento de fluidos.
Rio ded Janeiro: [s.n.], 2012.
1. https: // Pt.m.wikipedia.org/wiki/Pressão _de_vapor

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