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ANO 43 | C | VERMELHO LT.

4 | Nº 25 | 14/04/2019

DOMINGO DE RAMOS E ma, preparamos os nossos corações -o aqui. 31Se alguém, por acaso, vos
DA PAIXÃO DO SENHOR pela oração, pela penitência e pela perguntar: ‘Por que desamarrais o
caridade. Hoje aqui nos reunimos jumentinho?’, respondereis assim:
e vamos iniciar, com toda a Igreja, ‘O Senhor precisa dele’”. 32Os envia-
a celebração da Páscoa de nosso dos partiram e encontraram tudo
Senhor. Para realizar o mistério de exatamente como Jesus lhes havia
sua morte e ressurreição, Cristo dito. 33Quando desamarravam o ju-
entrou em Jerusalém, sua cidade. mentinho, os donos perguntaram:
Celebrando com fé e piedade a me- “Por que estais desamarrando o ju-
mória desta entrada, sigamos os mentinho?” 34Eles responderam: “O
Senhor precisa dele”. 35E levaram
passos de nosso Salvador para que,
o jumentinho a Jesus. Então puse-
associados pela graça à sua cruz,
ram seus mantos sobre o animal e
participemos também de sua res-
ajudaram Jesus a montar. 36E en-
surreição e de sua vida.
quanto Jesus passava, o povo ia es-
tendendo suas roupas no caminho.
3 BÊNÇÃO DOS RAMOS 37
Quando chegou perto da descida
do monte das Oliveiras, a multidão
P. Deus eterno e todo-poderoso,
RITOS INICIAIS dos discípulos, aos gritos e cheia de
abençoai † estes ramos, para que, alegria, começou a louvar a Deus
1 CANTO DE ABERTURA seguindo com alegria o Cristo, nos-
(CD XIII Fx14t HL2p.150) (CO 181) por todos os milagres que tinha
so Rei, cheguemos por ele à eterna visto. 38Todos gritavam: “Bendito o
Solo: Hosana ao Filho de Davi!
Jerusalém. Por Cristo, nosso Senhor. rei, que vem em nome do Senhor!
Ass.: Hosana ao Filho de Davi!
T. Amém. Paz no céu e glória nas alturas!”
1. Bendito o que vem em nome do 39
Do meio da multidão, alguns dos
Senhor! (Aspersão dos ramos, em silêncio)
fariseus disseram a Jesus: “Mestre,
2. Rei de Israel, hosana nas alturas! repreende teus discípulos!” 40Jesus,
4 EVANGELHO porém, respondeu: “Eu vos declaro:
(Lc 19,28-40)
se eles se calarem, as pedras grita-
2 SAUDAÇÃO Proclamação do Evangelho de Je- rão”. – Palavra da salvação.
P. Em nome do Pai e do Filho e do sus Cristo segundo Lucas. – Na- T. Glória a vós, Senhor.
Espírito Santo. quele tempo, 28Jesus caminhava à
frente dos discípulos, subindo para P. Meus irmãos e minhas irmãs, imi-
T. Amém.
Jerusalém. 29Quando se aproximou tando o povo que aclamou Jesus,
P. A graça e a paz de Deus, nosso
de Betfagé e Betânia, perto do comecemos com alegria nossa pro-
Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor,
monte chamado das Oliveiras, en- cissão.
estejam convosco. viou dois de seus discípulos, dizen-
T. Bendito seja Deus que nos reu- do: 30“Ide ao povoado ali na frente. 5 CANTOS DE PROCISSÃO
niu no amor de Cristo. Logo na entrada encontrareis um
Sl 24(23) (HL2 p.26 - CD XIII Fx 16) (CO 186)

P. Meus irmãos e minhas irmãs: du- jumentinho amarrado, que nunca Os filhos dos hebreus, / com ramos
rante as cinco semanas da Quares- foi montado. Desamarrai-o e trazei- de palmeira, / correram ao en-
1
contro / de Jesus, nosso Senhor, / mens um exemplo de humildade, vinde logo em meu socorro!
:cantando e gritando: / “Hosana, ó quisestes que o nosso Salvador se 4. Anunciarei o vosso nome a meus
Salvador!”: fizesse homem e morresse na cruz. irmãos e no meio da assembleia
1. O mundo / e tudo que tem nele é Concedei-nos aprender o ensina- hei de louvar-vos! Vós que temeis
de Deus, / a terra e os que aí vivem, mento da sua paixão e ressuscitar ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,
todos seus! / Foi Deus / que a terra com ele em sua glória. Por N.S.J.C. glorificai-o, descendentes de Jacó,
construiu por sobre os mares, / no T. Amém. e respeitai-o toda a raça de Israel!
fundo do oceano, seus pilares!
2. Quem vai / morar no templo de 9 SEGUNDA LEITURA
7 PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7)
(Fl 2,6-11)
sua cidade?... / Quem pensa e vive
Leitura do Livro do Profeta Isaí- Leitura da Carta de São Paulo aos Fi-
longe das vaidades! / Pois Deus, /
as. 4O Senhor Deus deu-me língua lipenses. 6Jesus Cristo, existindo em
o Salvador o abençoará / no julga-
adestrada, para que eu saiba dizer condição divina, não fez do ser igual
mento o defenderá!
palavras de conforto à pessoa aba- a Deus uma usurpação, 7mas ele es-
3. Assim, / são todos os que pres-
tida; ele me desperta cada manhã vaziou-se a si mesmo, assumindo a
tam culto a Deus / que adoram o condição de escravo e tornando-se
e me excita o ouvido, para prestar
Senhor, Deus dos hebreus! / Por- igual aos homens. Encontrado com
atenção como um discípulo. 5O Se-
tões / antigos, se escancarem, vai aspecto humano, 8humilhou-se a si
nhor abriu-me os ouvidos; não lhe
chegar, / Alerta! O Rei da glória vai mesmo, fazendo-se obediente até
resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as
entrar! a morte, e morte de cruz. 9Por isso,
costas para me baterem e as faces
4. Quem é, / quem é, então, quem Deus o exaltou acima de tudo e lhe
para me arrancarem a barba; não
é o Rei da glória? / O Deus, forte Se- deu o Nome que está acima de todo
desviei o rosto de bofetões e cuspa-
nhor da nossa história! / Portões / nome. 10Assim, ao nome de Jesus,
radas. 7Mas o Senhor Deus é meu
antigos, se escancarem, vai chegar, todo joelho se dobre no céu, na ter-
Auxiliador, por isso não me deixei
/ Alerta! O Rei da glória vai entrar! ra e abaixo da terra, 11e toda língua
abater o ânimo, conservei o rosto
5. Quem é, / quem é, então, quem proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”,
impassível como pedra, porque sei
é o Rei da glória? / O Deus que tudo para a glória de Deus Pai. - Palavra
que não sairei humilhado. - Palavra
pode, é o Rei da glória! / Aos Três, do Senhor.
do Senhor.
/ ao Pai, ao Filho e ao Confortador / T. Graças a Deus.
T. Graças a Deus!
da Igreja que caminha o louvor!
10 ACLAMAÇÃO
CANTO II 8 SALMO 21/22
(H2 p. 189 CD XIII Fx 17) (CO 228)

(CO 190)
Salve, ó Cristo obediente! / Salve,
Meu Deus, meu Deus, por que me amor onipotente, / que te entre-
Hosana hey! Hosana há! / Hosana abandonastes, / e ficais longe de gou à cruz / e te recebeu na luz!
hey! Hosana hey! Hosana há! meu grito e minha prece? 1. O Cristo obedeceu até a morte, /
1. Ele é o Santo, é o Filho de Ma- 1. Riem de mim todos aqueles que humilhou-se e obedeceu o bom Je-
ria, / é o Deus de Israel, é o Filho me veem, torcem os lábios e saco- sus, / humilhou-se e obedeceu, se-
de Davi! dem a cabeça: “Ao Senhor se con- reno e forte, / humilhou-se e obe-
2. Vamos a ele com as flores dos tri- fiou, ele o liberte e agora o salve, se deceu até a cruz.
gais, / com os ramos de oliveira, / é verdade que ele o ama!” 2. Por isso o Pai do céu o exaltou,
com alegria e muita paz. 2. Cães numerosos me rodeiam / exaltou-o e lhe deu um grande
3. Ele é o Cristo, é o Unificador, / furiosos, e por um bando de mal- nome, / exaltou-o e lhe deu poder
é Hosana nas alturas, é Hosana no vados fui cercado. Transpassaram e glória, / diante dele céus e terra
amor. minhas mãos e os meus pés e eu se ajoelhem!
posso contar todos os meus ossos.
3. Eles repartem entre si as minhas 11 EVANGELHO
6 ORAÇÃO
vestes e sorteiam entre si a minha (Lc 22,14-23,56)

P. Oremos (silêncio): Deus eterno túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, N (Narrador): Paixão de nosso Se-
e todo-poderoso, para dar aos ho- não fiqueis longe, ó minha força, nhor Jesus Cristo segundo Lucas
2
– 14Quando chegou a hora, Jesus vos confio o Reino. 30Vós havereis tando-se da oração, Jesus foi para
pôs-se à mesa com os apóstolos e de comer e beber à minha mesa no junto dos discípulos e encontrou-os
disse: meu Reino, e sentar-vos em tronos dormindo, de tanta tristeza. 46E per-
P (Padre): 15Desejei ardentemente para julgar as doze tribos de Israel. guntou-lhes: P: Por que estais dor-
comer convosco esta ceia pascal, 31Simão, Simão! Olha que Satanás mindo? Levantai-vos e orai para
antes de sofrer. 16Pois eu vos digo pediu permissão para vos peneirar não entrardes em tentação. N: 47Je-
que nunca mais a comerei, até como trigo. 32Eu, porém, rezei por sus ainda falava, quando chegou
que ela se realize no Reino de ti, para que tua fé não se apague. E uma multidão. Na frente, vinha um
Deus. N: 17Então Jesus tomou um tu, uma vez convertido, fortalece os dos doze, chamado Judas, que se
cálice, deu graças e disse: P: Tomai teus irmãos. N: 33Mas Simão disse: aproximou de Jesus para beijá-lo.
este cálice e reparti entre vós; 18pois L (Leitor): Senhor, eu estou pronto 48Jesus lhe disse: P: Judas, com um
eu vos digo que, de agora em diante, para ir contigo até mesmo à prisão beijo tu entregas o Filho do ho-
não mais bebereis do fruto da videi- e à morte! N: 34Jesus, porém, res- mem? N: 49Vendo o que ia aconte-
ra, até que venha o Reino de Deus. pondeu: P: Pedro, eu te digo que cer, os que estavam com Jesus dis-
N: 19A seguir, Jesus tomou um pão, hoje, antes que o galo cante, três seram: Gr: Senhor, vamos atacá-los
deu graças, partiu-o e deu-o aos dis- vezes tu negarás que me conhe- com a espada? N: 50E um deles fe-
cípulos, dizendo: P: Isto é o meu cor- ces. N: 35E Jesus lhes perguntou: riu o empregado do Sumo Sacerdo-
po, que é dado por vós. Fazei isto em P: Quando vos enviei sem bolsa, te, cortando-lhe a orelha direita.
memória de mim. N: 20Depois da sem sacola, sem sandálias, faltou- 51Jesus, porém, ordenou: P: Deixai,
ceia, Jesus fez o mesmo com o cáli- -vos alguma coisa? N: Eles respon- basta! N: E tocando a orelha do ho-
ce, dizendo: P: Este cálice é a nova deram: Gr (grupo): Nada. N: 36Jesus mem, o curou. 52Depois Jesus disse
aliança no meu sangue, que é der- continuou: P: Agora, porém, quem aos sumos sacerdotes, aos chefes
ramado por vós. 21Todavia, a mão tiver bolsa, deve pegá-la; do mes- dos guardas do templo e aos anci-
de quem me vai entregar está comi- mo modo, quem tiver uma sacola; e ãos, que tinham vindo prendê-lo: P:
go, nesta mesa. 22Sim, o Filho do ho- quem não tiver espada, venda o Vós saístes com espadas e paus,
mem vai morrer, como está deter- manto para comprar uma. 37Porque como se eu fosse um ladrão? 53To-
minado. Mas ai daquele homem eu vos digo: É preciso que se cum- dos os dias eu estava convosco no
por meio de quem ele é entregue. pra em mim a palavra da Escritura: templo, e nunca levantastes a mão
N: 23Então os apóstolos começaram “Ele foi contado entre os malfeito- contra mim. Mas esta é a vossa
a perguntar uns aos outros qual de- res”. Pois o que foi dito a meu res- hora, a hora do poder das trevas. N:
les haveria de fazer tal coisa. 24Hou- peito tem de se realizar. N: 38Mas 54Eles prenderam Jesus e o levaram,
ve também uma discussão entre eles disseram: Gr: Senhor, aqui es- conduzindo-o à casa do Sumo Sa-
eles sobre qual deles deveria ser tão duas espadas. N: Jesus respon- cerdote. Pedro acompanhava de
considerado o maior. 25Jesus, po- deu: P: Basta. N: 39Jesus saiu e, longe. 55Eles acenderam uma fo-
rém, lhes disse: P: Os reis das na- como de costume, foi para o monte gueira no meio do pátio e senta-
ções dominam sobre elas, e os que das Oliveiras. Os discípulos o acom- ram-se ao redor. Pedro sentou-se
têm poder se fazem chamar benfei- panharam. 40Chegando ao lugar, Je- no meio deles. 56Ora, uma criada
tores. 26Entre vós, não deve ser as- sus lhes disse: P: Orai para não en- viu Pedro sentado perto do fogo;
sim. Pelo contrário, o maior entre trardes em tentação. N: 41Então encarou-o bem e disse: L: Este aqui
vós seja como o mais novo, e o que afastou-se a uma certa distância e, também estava com ele! N: 57Mas
manda, como quem está servindo. de joelhos, começou a rezar: P: Pedro negou: L: Mulher, eu nem o
27Afinal, quem é o maior: quem está 42Pai, se queres, afasta de mim este conheço! N: 58Pouco depois, um ou-
sentado à mesa ou quem está ser- cálice; contudo, não seja feita a mi- tro viu Pedro e disse: L: Tu também
vindo? Não é quem está sentado à nha vontade, mas a tua! N: 43Apare- és um deles. N: Mas Pedro respon-
mesa? Eu, porém, estou no meio de ceu-lhe um anjo do céu, que o con- deu: L: Homem, não sou. N: 59Pas-
vós como aquele que serve. 28Vós fortava. 44Tomado de angústia, sou mais ou menos uma hora, e um
ficastes comigo em minhas prova- Jesus rezava com mais insistência. outro insistia: L: Certamente, este
ções. 29Por isso, assim como o meu Seu suor tornou-se como gotas de aqui também estava com ele, por-
Pai me confiou o Reino, eu também sangue que caíam no chão. 45Levan- que é galileu! N: Mas Pedro respon-
3
deu: L: 61Homem, não sei o que es- até aqui. N: 6Quando ouviu isto, Pi- deles aumentava sempre mais.
tás dizendo! N: Nesse momento, latos perguntou: L: Este homem é 24Então Pilatos decidiu que fosse
enquanto Pedro ainda falava, um galileu? N: 7Ao saber que Jesus es- feito o que eles pediam. 25Soltou o
galo cantou. Então o Senhor se vol- tava sob a autoridade de Herodes, homem que eles queriam – aquele
tou e olhou para Pedro. E Pedro Pilatos enviou-o a este, pois tam- que fora preso por revolta e homicí-
lembrou-se da palavra que o Se- bém Herodes estava em Jerusalém dio – e entregou Jesus à vontade
nhor lhe tinha dito: “Hoje, antes naqueles dias. 8Herodes ficou mui- deles. 26Enquanto levavam Jesus,
que o galo cante, três vezes me ne- to contente ao ver Jesus, pois havia pegaram um certo Simão, de Cire-
garás”. 62Então Pedro saiu para fora muito tempo desejava vê-lo. Já ou- ne, que voltava do campo, e impu-
e chorou amargamente. 63Os guar- vira falar a seu respeito e esperava seram-lhe a cruz para carregá-la
das caçoavam de Jesus e espanca- vê-lo fazer algum milagre. 9Ele in- atrás de Jesus. 27Seguia-o uma gran-
vam-no; 64cobriam o seu rosto e lhe terrogou-o com muitas perguntas. de multidão do povo e de mulheres
diziam: Gr: Profetiza quem foi que Jesus, porém, nada lhe respondeu. que batiam no peito e choravam
te bateu? N: 65E o insultavam de 10Os sumos sacerdotes e os mestres por ele. 28Jesus, porém, voltou-se e
muitos outros modos. 66Ao ama- da lei estavam presentes e o acusa- disse: P: Filhas de Jerusalém, não
nhecer, os anciãos do povo, os su- vam com insistência. 11Herodes, choreis por mim! Chorai por vós
mos sacerdotes e os mestres da lei com seus soldados, tratou Jesus mesmas e por vossos filhos! 29Por-
reuniram-se em conselho e levaram com desprezo, zombou dele, vestiu- que dias virão em que se dirá: “Feli-
Jesus ao tribunal deles. 67E diziam: -o com uma roupa vistosa e man- zes as mulheres que nunca tiveram
Gr: Se és o Cristo, dize-nos! N: Jesus dou-o de volta a Pilatos. 12Naquele filhos, os ventres que nunca deram
respondeu: P: Se eu vos disser, não dia Herodes e Pilatos ficaram ami- à luz e os seios que nunca amamen-
me acreditareis, 68e, se eu vos fizer gos um do outro, pois antes eram taram”. 30Então começarão a pedir
perguntas, não me respondereis. inimigos. 13Então Pilatos convocou às montanhas: “Caí sobre nós!” e às
69Mas, de agora em diante, o Filho os sumos sacerdotes, os chefes e o colinas: “Escondei-nos!” 31Porque,
do homem estará sentado à direita povo, e lhes disse: L: 14Vós me trou- se fazem assim com a árvore verde,
do Deus poderoso. N: 70Então todos xestes este homem como se fosse o que não farão com a árvore seca?
perguntaram: Gr: Tu és, portanto, o um agitador do povo. Pois bem! Já N: 32Levavam também outros dois
Filho de Deus? N: Jesus respondeu: o interroguei diante de vós e não malfeitores para serem mortos jun-
P: Vós mesmos estais dizendo que encontrei nele nenhum dos crimes to com Jesus. 33Quando chegaram
eu sou! N: 71Eles disseram: Gr: Será de que o acusais; 15nem Herodes, ao lugar chamado “Calvário”, ali
que ainda precisamos de testemu- pois o mandou de volta para nós. crucificaram Jesus e os malfeitores:
nhas? Nós mesmos o ouvimos de Como podeis ver, ele nada fez para um à sua direita e outro à sua es-
sua própria boca! N: 23,1Em segui- merecer a morte. 16Portanto, vou querda. 34Jesus dizia: P: Pai, perdo-
da, toda a multidão se levantou e castigá-lo e o soltarei. N: 18Toda a a-lhes! Eles não sabem o que fa-
levou Jesus a Pilatos. 2Começaram multidão começou a gritar: Gr: Fora zem! N: Depois fizeram um sorteio,
então a acusá-lo, dizendo: Gr: Acha- com ele! Solta-nos Barrabás! N: repartindo entre si as roupas de Je-
mos este homem fazendo subver- 19Barrabás tinha sido preso por cau- sus. 35O povo permanecia lá, olhan-
são entre o nosso povo, proibindo sa de uma revolta na cidade e por do. E até os chefes zombavam, di-
pagar impostos a César e afirman- homicídio. 20Pilatos falou outra vez zendo: Gr: A outros ele salvou.
do ser ele mesmo Cristo, o rei. N: à multidão, pois queria libertar Je- Salve-se a si mesmo, se, de fato, é
3Pilatos o interrogou: L: Tu és o rei sus. 21Mas eles gritavam: Gr: Cruci- o Cristo de Deus, o escolhido! N:
dos judeus? N: Jesus respondeu, fica-o! Crucifica-o! N: 22E Pilatos fa- 36Os soldados também caçoavam
declarando: P: Tu o dizes! N: 4Então lou pela terceira vez: L: Que mal fez dele; aproximavam-se, ofereciam-
Pilatos disse aos sumos sacerdotes este homem? Não encontrei nele -lhe vinagre, 37e diziam: Gr: Se és o
e à multidão: L: Não encontro neste nenhum crime que mereça a mor- rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!
homem nenhum crime. N: 5Eles, te. Portanto, vou castigá-lo e o sol- N: 38Acima dele havia um letreiro:
porém, insistiam: Gr: Ele agita o tarei. N: 23Eles, porém, continuaram “Este é o rei dos judeus”. 39Um dos
povo, ensinando por toda a Judéia, a gritar com toda a força, pedindo malfeitores crucificados o insultava,
desde a Galileia, onde começou, que fosse crucificado. E a gritaria dizendo: L: Tu não és o Cristo? Sal-
4
va-te a ti mesmo e a nós! N: 40Mas foram com José, para ver o túmu- que fazem as leis e julgam os ho-
o outro o repreendeu, dizendo: L: lo e como o corpo de Jesus ali fora mens e mulheres, para que defen-
Nem sequer temes a Deus, tu que colocado. 56Depois voltaram para dam os inocentes e os oprimidos e
sofres a mesma condenação? 41Para casa e prepararam perfumes e bál- restabeleçam o direito e a verdade,
nós, é justo, porque estamos rece- samos. E, no sábado, elas descansa- rezemos.
bendo o que merecemos; mas ele ram, conforme ordenava a Lei. – Pa- 3. Senhor Jesus, restaurador da
não fez nada de mal. N: 42E acres- lavra da salvação. Criação, aceitai o nosso sacrifício
centou: L: Jesus, lembra-te de mim, T. Glória a vós, Senhor! quaresmal de conversão para pro-
quando entrares no teu reinado. N: mover políticas públicas em favor
43Jesus lhe respondeu: P: Em verda- 12 HOMILIA de todos.
de eu te digo: ainda hoje estarás 4. Senhor Jesus, obediente até a
comigo no Paraíso. N: 44Já era mais 13 PROFISSÃO DE FÉ morte, tornai-nos testemunhas do
ou menos meio-dia e uma escuri- amor e defensores da vida.
Creio em Deus Pai todo-poderoso /
dão cobriu toda a terra até às três
Criador do céu e da terra, / e em (intenções da comunidade)
horas da tarde, 45pois o sol parou de
Jesus Cristo seu único Filho, nosso
brilhar. A cortina do santuário ras- P. Encerremos rezando a oração da
Senhor, / que foi concebido pelo
gou-se pelo meio, 46e Jesus deu um Campanha da Fraternidade:
poder do Espírito Santo; /nasceu
forte grito: P: Pai, em tuas mãos en- T. Pai misericordioso e compassivo,
da Virgem Maria; / padeceu sob
trego o meu espírito. N: Dizendo / que governais o mundo com jus-
Pôncio Pilatos, / foi crucificado,
isso, morreu. tiça e amor, / dai-nos um coração
morto e sepultado. / Desceu à
(Todos se ajoelham um instante) mansão dos mortos; / ressuscitou sábio para reconhecer a presença
ao terceiro dia, / subiu aos céus; / do vosso Reino entre nós./ Em sua
N: 47O oficial do exército romano
está sentado à direita de Deus Pai grande misericórdia, Jesus, / o Fi-
viu o que acontecera e glorificou a
todo-poderoso, / donde há de vir a lho amado, habitando entre nós /
Deus dizendo: L: De fato! Este ho-
julgar os vivos e os mortos. / Creio testemunhou o vosso infinito amor
mem era justo! N: 48E as multidões,
no Espírito Santo; / na Santa Igreja / e anunciou o Evangelho da fra-
que tinham acorrido para assistir,
Católica; / na comunhão dos san- ternidade e da paz. / Seu exemplo
viram o que havia acontecido, e
tos; / na remissão dos pecados; / nos ensine / a acolher os pobres e
voltaram para casa, batendo no
na ressurreição da carne; / na vida marginalizados, / nossos irmãos e
peito. 49Todos os conhecidos de
eterna. Amém. irmãs / com políticas públicas jus-
Jesus, bem como as mulheres que
tas, / e sejamos construtores de
o acompanhavam desde a Galileia,
uma sociedade humana e solidá-
ficaram a distância, olhando essas 14 ORAÇÃO DOS FIÉIS ria. / O divino Espírito acenda em
coisas. 50Havia um homem bom e
P. Irmãos e irmãs, contemplando o nossa Igreja / a caridade sincera e
justo, chamado José, membro do
Senhor em sua entrada em Jerusa- o amor fraterno; / a honestidade e
conselho, 51o qual não tinha apro-
lém e em sua Paixão, rezemos pela o direito resplandeçam em nossa
vado a decisão nem a ação dos ou-
salvação de todos, especialmente sociedade / e sejamos verdadeiros
tros membros. Ele era de Arimatéia,
das vítimas do ódio, da violência e cidadãos do “novo céu e da nova
uma cidade da Judéia, e esperava a
da injustiça: terra”. / Amém.
vinda do Reino de Deus. 52José foi
ter com Pilatos e pediu o corpo de T. Pelo mistério de sua Paixão, sal- Anim. Chegou o momento de rea-
Jesus. 53Desceu o corpo da cruz, vai-nos, Senhor! lizamos um gesto concreto, fruto
enrolou-o num lençol e colocou-o 1. Senhor Jesus, servo do Pai, dai à de nossa penitência quaresmal.
num túmulo escavado na rocha, vossa Igreja a graça de viver na fé o Faremos hoje a coleta em prol dos
onde ninguém ainda tinha sido se- mistério da vossa Paixão, para que projetos de evangelização ligados
pultado. 54Era o dia da preparação recolhamos da árvore da cruz o fru- ao tema da Campanha da Frater-
da Páscoa, e o sábado já estava to da esperança, rezemos. nidade. Como membro da Igreja,
começando. 55As mulheres, que ti- 2. Senhor, verdadeiro Juiz, enviai o ofereça generosamente sua contri-
nham vindo da Galileia com Jesus, vosso Espírito sobre todos aqueles buição.
5
trouxe vida nova. Por ele, os anjos surreição. Vinde, Senhor Jesus!
cantam vossa grandeza e os santos CC. Celebrando agora, ó Pai, a me-
proclamam vossa glória. Concedei- mória do vosso Filho, da sua paixão
15 APRESENTAÇÃO DAS
OFERENDAS -nos também a nós associar-nos a que nos salva, da sua gloriosa res-
Ó morte, estás vencida / pelo Se- seus louvores, cantando (dizendo) a surreição e da sua ascensão ao céu,
nhor da vida, / pelo Senhor da uma só voz: e enquanto esperamos a sua nova
vida! T. Santo, Santo, Santo... vinda, nós vos oferecemos em ação
1. O Servo do Senhor / fez sua, nos- CP. Na verdade, vós sois santo, ó de graças este sacrifício de vida e
sa dor. Deus do universo, e tudo o que santidade.
criastes proclama o vosso louvor, T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
2. De Adão a triste sorte, / ao Cristo
porque, por Jesus Cristo, vosso Fi- Olhai com bondade a oferenda da
trouxe a morte.
lho e Senhor nosso, e pela força do vossa Igreja, reconhecei o sacrifício
3. Eis o Cordeiro mudo, / vazio está
Espírito Santo, dais vida e santidade que nos reconcilia convosco e con-
de tudo.
a todas as coisas e não cessais de cedei que, alimentando-nos com o
4. Amou a humilhação, / por ela a Corpo e o Sangue do vosso Filho,
reunir o vosso povo, para que vos
redenção.
ofereça em toda parte, do nascer sejamos repletos do Espírito Santo
5. Ao Filho e a ti, Senhora, / chega- e nos tornemos em Cristo um só
ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
da é a hora. corpo e um só espírito.
T. Santificai e reuni o vosso povo!
6. A espada te feria, / pois, Mãe tu T. Fazei de nós um só corpo e um
CC. Por isso, nós vos suplicamos:
és, Maria. só espírito!
santificai pelo Espírito Santo as ofe-
7. Mãe nossa és, também, / à nossa 1C. Que ele faça de nós uma oferen-
rendas que vos apresentamos para
casa vem! da perfeita para alcançarmos a vida
serem consagradas, a fim de que
8. O Sangue no suplício, / selou o eterna com os vossos santos: a Vir-
se tornem o Corpo e † o Sangue de
sacrifício. gem Maria, Mãe de Deus, São José,
Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor
seu esposo, os vossos Apóstolos e
nosso, que nos mandou celebrar
16 ORAÇÃO SOBRE AS este mistério.
Mártires, São Paulo, patrono da
OFERENDAS nossa Arquidiocese, e todos os san-
T. Santificai nossa oferenda, ó Se-
P. Ó Deus, pela paixão de nosso Se- tos, que não cessam de interceder
nhor!
nhor Jesus Cristo, sejamos recon- por nós na vossa presença.
Na noite em que ia ser entregue, ele
ciliados convosco, de modo que, T. Fazei de nós uma perfeita ofe-
ajudados pela vossa misericórdia, tomou o pão, deu graças, e o partiu
renda!
alcancemos pelo sacrifício do vosso e deu a seus discípulos, dizendo:
2C. E agora, nós vos suplicamos,
Filho o perdão que não merecemos TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O ó Pai, que este sacrifício da nossa
por nossas obras. Por Cristo, nosso MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE reconciliação estenda a paz e a sal-
Senhor. POR VÓS. vação ao mundo inteiro. Confirmai
T. Amém. Do mesmo modo, ao fim da ceia, na fé e na caridade a vossa Igreja,
ele tomou o cálice em suas mãos, enquanto caminha neste mundo:
deu graças novamente, e o deu a o vosso servo o Papa Francisco, o
17 ORAÇÃO EUCARÍSTICA III
seus discípulos, dizendo:
(Pref.: A Paixão do Senhor, MR 231p. )
nosso bispo Odilo, com os Bispos
P. Na verdade, é justo e necessário, TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O do mundo inteiro, o clero e todo o
é nosso dever e salvação dar-vos CÁLICE DO MEU SANGUE, O SAN- povo que conquistastes.
graças, sempre e em todo lugar, GUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
Senhor, Pai Santo, Deus eterno e QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS Atendei às preces da vossa família,
todo-poderoso, por Cristo, Senhor E POR TODOS PARA REMISSÃO que está aqui, na vossa presença.
nosso. Inocente, Jesus quis sofrer DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM ME- Reuni em vós, Pai de misericórdia,
pelos pecadores. Santíssimo, quis MÓRIA DE MIM. todos os vossos filhos e filhas dis-
ser condenado a morrer pelos cri- Eis o mistério da fé! persos pelo mundo inteiro.
minosos. Sua morte apagou nos- T. Anunciamos, Senhor, a vossa T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos
sos pecados e sua ressurreição nos morte e proclamamos a vossa res- filhos!
6
3C. Acolhei com bondade no vosso que ainda fumega. / Reconstrói e RITOS FINAIS
reino os nossos irmãos e irmãs que reanima toda vida que se apaga. /
partiram desta vida e todos os que Onde salvas o teu irmão, tu me es- 21 BÊNÇÃO FINAL
(Paixão do Senhor, MR 522 p.)
morreram na vossa amizade. Uni- tás salvando nele.
dos a eles, esperamos também nós P. O Senhor esteja convosco.
7. “Salvará a sua vida quem a per-
saciar-nos eternamente da vossa T. Ele está no meio de nós.
de, quem a doa”; / “Eu não deixo
glória, por Cristo, Senhor nosso. P. O Pai de misericórdia, que vos
perecer nenhum daqueles que são
T. A todos saciai com vossa glória! deu um exemplo de amor na paixão
meus”; / Onde salvas teu irmão, tu
do seu Filho, vos conceda, pela vos-
Por ele dais ao mundo todo bem e me estás salvando nele. sa dedicação a Deus e ao próximo, a
toda graça.
graça da sua bênção.
CP ou CC. Por Cristo, com Cristo 19 ORAÇÃO APÓS A T. Amém.
e em Cristo, a vós, Deus Pai todo- COMUNHÃO
P. O Cristo, cuja morte vos libertou
-poderoso, na unidade do Espírito P. Oremos (silêncio): Saciados pelo da morte eterna, conceda-vos rece-
Santo, toda a honra e toda a glória, vosso sacramento, nós vos pedi- ber o dom da vida.
agora e para sempre. mos, ó Deus: como pela morte do T. Amém.
T. Amém. vosso Filho nos destes esperar o P. Tendo seguido a lição de humilda-
que cremos, dai-nos pela sua res- de deixada pelo Cristo, participeis
surreição alcançar o que buscamos. igualmente de sua ressurreição.
17 CANTO DE COMUNHÃO
18
Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.
Eu vim para que todos tenham P. Abençoe-vos Deus todo-podero-
T. Amém.
vida, / que todos tenham vida ple- so, Pai e Filho † e Espírito Santo.
namente. T. Amém.
20 ORAÇÃO PELO SÍNODO
1. Reconstrói a tua vida em comu- ARQUIDIOCESANO
nhão com teu Senhor; / reconstrói 22 CANTO FINAL
a tua vida em comunhão com teu T. Divino Espírito Santo, vós sois a
irmão: / onde está o teu irmão, eu alma da Igreja / e renovais a face 1. “Eis que o Senhor fez conhecer a
estou presente nele. da terra. / Vinde em nosso auxílio salvação / E revelou sua justiça às
/ na realização do primeiro Síno- nações”. / Que, neste tempo qua-
2. Quem comer o Pão da vida viverá
do arquidiocesano de São Paulo. resmal, nossa oração / Transforme
eternamente. / Tenho pena deste
/ Renovai em nós a fé, a esperan- a vida, nossos atos e ações.
povo que não tem o que comer. /
ça e a caridade; / animai-nos com Pelo direito e a Justiça libertados,
Onde está um irmão com fome, Eu
/ Povos, nações de tantas raças e
estou com fome nele. um vivo ardor missionário / para
culturas. / Por tua graça, ó Senhor,
3. “Eu passei fazendo o bem, eu o testemunho do Evangelho nesta ressuscitados, / Somos em Cristo,
curei todos os males”; / hoje és mi- Cidade imensa. / Seguindo o exem- hoje, novas criaturas.
nha presença junto a todo sofredor: plo de Maria, Mãe da Igreja, / do 2. Foi no deserto que Jesus nos en-
/ onde sofre o teu irmão, eu estou apóstolo São Paulo, Patrono de sinou / A superar toda ganância e
sofrendo nele. nossa Arquidiocese, / de São José tentação. / Arrependei-vos, eis que
4. “Entreguei a minha vida pela sal- de Anchieta, Santa Paulina e Santo o tempo já chegou. / tempo de Paz,
vação de todos”; / reconstrói, pro- Antônio de Santana Galvão, / dos Justiça e reconciliação.
tege a vida de indefesos e inocen- bem-aventurados Padre Mariano e 3. Em Jesus Cristo uma nova aliança
tes: / onde morre o teu irmão, eu Madre Assunta / e dos santos Pa- / Quis o Senhor com o seu povo ins-
taurar. / Um novo reino de justiça
estou morrendo nele. droeiros de nossas Comunidades,
e esperança, / Fraternidade, onde
5. “Vim buscar e vim salvar o que / sejamos também nós ardorosos
todos têm lugar.
estava já perdido”. / Busca, salva e discípulos-missionários de Jesus
4. Ser um profeta na atual socieda-
reconduze a quem perdeu toda a Cristo / para que, nele, todos te- de, / Da ação política, com fé, parti-
esperança: / onde salvas teu irmão, nham vida em abundância. / Di- cipar / É o dom de Deus que faz, do
tu me estás salvando nele. vino Espírito Santo, iluminai-nos. amor, fraternidade, / E bem comum
6. Não apago o fogo tênue do pavio Amém! faz bem de todos se tornar!
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VIVAMOS A SEMANA SANTA
Com a celebração do Domingo de por trinta moedas. São esses os dias do que, na Sexta-feira Santa, todos
Ramos e da Paixão, iniciamos a “se- que antecedem e preparam o início somos convidados a fazer um gesto
mana maior” da Liturgia da Igreja, da Paixão do Senhor. Aproveitemos de solidariedade concreta para com
recordando os mistérios da paixão, esses dias para uma boa confissão, os cristãos que vivem na Terra San-
morte e ressurreição de Jesus. Por- quem ainda não a fez! ta (Israel, Palestina, Síria, Egito, Tur-
tanto, com este Domingo, já inicia- Na quinta-feira santa, ainda pela quia...), onde nasceu a nossa fé; lá
mos a celebração da Páscoa deste manhã, a Igreja, numa solene ce- os cristãos são poucos e passam por
ano. Hoje recordamos a entrada de lebração eucarística presidida pelo privações e precisam de nossa ajuda.
Cristo em Jerusalém para celebrar a seu bispo, reúne-se para celebrar a Façamos nossa oferta generosa na
sua páscoa. Vamos repetir um rito memória da instituição do ministério coleta para os “lugares santos”.
que o povo da antiga aliança costu- sacerdotal. Nesta celebração fica vi-
mava realizar durante a chamada O Sábado Santo, pela manhã, prolon-
sível o rosto da Igreja, presidida pelo ga o silêncio do dia anterior. A Igreja,
“festa das tendas”, levando ramos
seu bispo, tendo ao seu redor seus em oração, medita a sepultura do
nas mãos, significando a esperança
padres e diáconos, com todo povo Senhor e o mistério de sua morte.
da chegada do Messias. Hoje somos
santo de Deus. Nesta ocasião, os pa- Por ela, o Senhor desce à “mansão
nós que também erguemos nossos
dres renovarão suas promessas sa- dos mortos” para resgatá-los.
ramos em procissão reconhecendo
cerdotais de servir a Deus e ao povo
que o Messias tão esperado está no Chegada a noite, a Igreja, cheia de
de Deus.
meio de nós e, olhando para Jesus, alegria e júbilo, reúne-se para o
aclamaremos: “Hosana, ao Filho de Ainda na quinta feira (à tarde ou noi- grande anúncio da Ressurreição do
Davi”. Mas o Domingo de Ramos é te), a Igreja se reunirá mais uma vez, Senhor. Com uma rica e longa cele-
também “da Paixão”. O mesmo Jesus agora para abrir solenemente o Trí- bração, ouviremos as leituras que
aclamado festivamente na entrada duo Pascal, com a celebração da Ceia farão o grande resumo de toda his-
de Jerusalém será também levado do Senhor, memorial do sacrifício de tória da salvação, acompanharemos
aos tribunais, condenado e crucifica- Cristo na Cruz. Na ocasião recorda- os que se prepararam para receber
do. Experimentou a humilhação do remos o gesto de Jesus de lavar os os sacramentos da iniciação, reno-
Servo do Senhor em vista de nossa pés dos discípulos indicando-lhes o varemos nossa fé batismal e final-
salvação. mandamento do amor. A celebração mente cantaremos alegres o Aleluia
se conclui com a trasladação do San- que anuncia a vitória de Jesus sobre
Segunda, terça e quarta-feira santas
tíssimo Sacramento para o altar da
serão dias para acompanharmos a a morte.
narrativa dos acontecimentos que reposição. A partir deste momento,
a Igreja retira-se em vigília de oração, Domingo de páscoa é o grande dia
antecedem a Paixão, Morte e Res- e a mais importante celebração de
surreição de Jesus. Na segunda-feira, pois o Senhor, após a Ceia celebrada
com os discípulos, será entregue aos nossa fé. “Este é o dia que o Senhor
recordaremos a unção de Betânia e
que irão condená-lo. fez para nós”, cantaremos com o sal-
a indignação de Judas pelo gesto da
mista e assim proclamaremos que a
mulher que unge os pés de Jesus e Sexta-feira santa, dia de jejum e de
Páscoa de Cristo se faz viva e atual
seca-os com seus cabelos, prefigu- abstinência de carne, a Igreja perma-
na vida de cada um de nós, de cada
rando a unção do Corpo do Senhor nece em profundo silêncio orante, e
é assim que começa a celebração da família, de toda Igreja, e da criação
na sepultura. A terça-feira santa é o
dia em que, com grande tristeza, Je- Paixão e Morte do Senhor. A Igreja inteira. Que nenhum católico se dis-
sus anuncia a sua morte e também reunida ouve o relato da Paixão, faz pense facilmente de celebrar em sua
a traição, indicando Judas como sen- adoração ao Santo Madeiro da Cruz comunidade neste dia!
do o traidor. Já na quarta-feira san- e, como povo sacerdotal, reza pelas Feliz e santa Páscoa do Senhor para
ta, Judas trairá Jesus, vendendo-o intenções universais da Igreja. Recor- todos, com a bênção de Deus!
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

POVO DE DEUS EM SÃO PAULO


- SEMANÁRIO LITÚRGICO -
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo
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Redator: Pe. Luiz Eduardo Pinheiro Baronto | Administra-
ção: Maria das Graças (Cássia) | Assinaturas: Ariane r.3724
| Diagramação: Fábio Lopes | Ilustração de cabeçalho:
Cláudio Pastro | Ilustrador: Guto Godoy | povodedeus@
arquidiocesedesaopaulo.org.br | Site: www.arquisp.org.
br | Impressão: Paulus Gráfica - 90.000 por celebração

8 Atenção! As partituras dos cantos estão disponíveis em nosso portal: www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus