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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho e Previdenciário

Resenha do artigo intitulado “Justiça trabalhista aceita ação cível para evitar
honorários”

Nome da aluna:

Trabalho da disciplina Audiência Trabalhista

Tutor: Prof. David Bezerra

Rio de Janeiro
2018

Artigo: “Reforma Trabalhista - Trabalhador pede prova antecipada para driblar custas para
empregador”

REFERENCIA: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/05/justica-trabalhista-aceita-
acao-civel-para-evitar-honorarios.shtml
Resenha:
O referido artigo é constituído pela análise de uma decisão do Tribunal Regional da 3ª
Região, que acatou o recurso de um motorista que declara ter se acidentado no transporte de
gás de cozinha. Buscando evitar o pagamento de honorários periciais e advocatícios caso
tenha por frustrada a referida demanda e, para isso, solicitou a produção antecipada de provas
prevista no Código de Processo Civil.
Em síntese, o motorista obteve êxito em relação à justiça gratuita de modo a escusar-se
de uma possível condenação a título de honorários advocatícios e periciais, conforme artigos
790-B e 791-A da Consolidação das Leis do Trabalho que sofreram alterações com o advento
da reforma trabalhista – lei 13.467/2017.
Antes, mesmo se perdesse o processo, o empregado não era obrigado ao pagamento
das custas e sucumbências do empregador, mas com a Reforma Trabalhista isso mudou.
Contudo, o Código de Processo Civil por não deixar claro quais as provas poderão ser
antecipadas, deixou margem para interpretação, diante do que dispõe o artigo 15 do novo
Código de Processo Civil. Verbis:
Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais,
trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes
serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.

Nota-se que a nova disposição dada ao Código de Processo Civil deixa uma certa
lacuna no que concerne aos conceitos e princípios entre os mais diversos ramos do direito
processual que passam a interagir de forma permanente e complementar.

Apesar disso, a primeira parte do dispositivo é cristalina em estabelecer uma situação


intransponível: as aplicações do novo Código serão aplicadas somente quando não houver
normas que regulem os processos trabalhistas e no mesmo sentido dispõe o artigo 769 da CLT
que dispõe da seguinte forma:

Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte


subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que
for incompatível com as normas deste Título.

Dessa forma, a decisão do Egrégio Tribunal acaba por beneficiar o empregado que,
por receio de requerer a produção de prova pericial e no caso de derrota se ver obrigado a
arcar com as custas da perícia, eventualmente deixasse de pleitear a prova. Contudo, a mesma
decisão pode gerar a incidência de demandas excessivas na justiça do trabalho, pois o que
antes era solucionado com apenas uma ação, em casos semelhantes a estes necessitará de
duas.