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Língua – linguagem e

variação linguística
UNINABUCO RECIFE
Introdução à Língua Portuguesa
Profa. Isabela Tavares
Língua-linguagem
Compreendemos como linguagem, o ato de comunicação
humana que transmite ideias e pensamentos de forma
flexível e transitória. Sendo assim, podemos encontrar a
mesma maneira de nos comunicarmos em diferentes
contextos?
A resposta à pergunta anterior é NÃO.
Nos comunicamos de maneiras diferentes em contextos
diferentes, sejam eles históricos, políticos, econômicos,
sociais ou geográficos. A essas diversas maneiras de
articulação da linguagem, chamamos variações
linguísticas.
Conhecendo a sociolinguística

p. 9
Variações históricas
Pelo fato de passar por várias transformações no decorrer do tempo, a
Língua é caracterizada por seu dinamismo próprio, acarretando alterações
na maneira de escrever, no significado de determinadas palavras e até
mesmo no emprego delas.

As variações históricas são observadas nos casos de:


Palavras ou expressões que deixaram de ser utilizadas;
Vocabulário próprio de uma determinada faixa de idade;
Grafemas que deixaram de ser usados.
Variações diafásicas
Mais conhecidas como variações situacionais, elas ocorrem em
função do contexto comunicativo, influenciando e determinando
a maneira como as pessoas se dirigem ao interlocutor, adotando
uma linguagem formal ou informal.
Em outras palavras, é quando a mesma pessoa altera sua
maneira de falar dependendo do ambiente no qual ela se
encontra (informal ou formal).
Variações diatópicas
Também chamada de variação geográfica ou regional, consiste
numa variação ocorrida quando a mesma Língua é falada de
forma diferente, a depender de determinada localidade (país,
estado, cidade).

Esse tipo de variação linguística é identificado ao compararmos


as alterações do português entre as diversas regiões do Brasil e
também ao compararmos o português falado no nosso país com
o português falado em Portugal.
Variações diastráticas
Também conhecidas como variações sociais, são tipos de
variações linguísticas que ocorrem em virtude da
convivência entre determinados grupos sociais que, por
questões culturais, preferências, atividades ou profissões
em comum adotam um linguajar próprio (especialmente
jargões e gírias).
Fatores extralinguísticos que interferem nas variações
• Classe social ou nível socioeconômico;
• Origem geográfica;
• Nível de escolarização;
• Sexo;
• Idade;
• Profissão;
• Redes sociais;
• Palavras e expressões estrangeiras.
Atividades
"Todas as variedades linguísticas são estruturadas e correspondem a sistemas e subsistemas
adequados às necessidades de seus usuários. Mas o fato de estar a língua fortemente ligada à estrutura
social e aos sistemas de valores da sociedade conduz a uma avaliação distinta das características das
suas diversas modalidades regionais, sociais e estilísticas. A língua padrão, por exemplo, embora seja
uma entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo,
como norma, como ideal linguístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função
coercitiva sobre as outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação."
Celso Cunha. Nova gramática do português contemporâneo. Adaptado.
A partir da leitura do texto, podemos inferir que uma língua é:
a) conjunto de variedades linguísticas, dentre as quais uma alcança maior valor social e passa a ser
considerada exemplar.
b) sistema que não admite nenhum tipo de variação linguística, sob pena de empobrecimento do léxico.
c) a modalidade oral alcança maior prestígio social, pois é o resultado das adaptações linguísticas
produzidas pelos falantes.
d) A língua padrão deve ser preservada na modalidade oral e escrita, pois toda modificação é prejudicial
a um sistema linguístico.
Atividades
"Todas as variedades linguísticas são estruturadas e correspondem a sistemas e subsistemas
adequados às necessidades de seus usuários. Mas o fato de estar a língua fortemente ligada à estrutura
social e aos sistemas de valores da sociedade conduz a uma avaliação distinta das características das
suas diversas modalidades regionais, sociais e estilísticas. A língua padrão, por exemplo, embora seja
uma entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo,
como norma, como ideal linguístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função
coercitiva sobre as outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação."
Celso Cunha. Nova gramática do português contemporâneo. Adaptado.
A partir da leitura do texto, podemos inferir que uma língua é:
a) conjunto de variedades linguísticas, dentre as quais uma alcança maior valor social e passa a ser
considerada exemplar.
b) sistema que não admite nenhum tipo de variação linguística, sob pena de empobrecimento do léxico.
c) a modalidade oral alcança maior prestígio social, pois é o resultado das adaptações linguísticas
produzidas pelos falantes.
d) A língua padrão deve ser preservada na modalidade oral e escrita, pois toda modificação é prejudicial
a um sistema linguístico.
Contudo, a divergência está no fato de existirem pessoas que possuem um grau de
escolaridade mais elevado e com um poder aquisitivo maior que consideram um determinado
modo de falar como o “correto”, não levando em consideração essas variações que ocorrem na
língua. Porém, o senso linguístico diz que não há variação superior à outra, e isso acontece
pelo “fato de no Brasil o português ser a língua da imensa maioria da população não implica
automaticamente que esse português seja um bloco compacto coeso e homogêneo”. (BAGNO,
1999, p. 18)
Sobre o fragmento do texto de Marcos Bagno, podemos inferir, exceto:
a) A língua deve ser preservada e utilizada como um instrumento de opressão. Quem estudou
mais define os padrões linguísticos, analisando assim o que é correto e o que deve ser evitado
na língua.
b) As variações linguísticas são próprias da língua e estão alicerçadas nas diversas intenções
comunicacionais.
c) A variedade linguística é um importante elemento de inclusão, além de instrumento de
afirmação da identidade de alguns grupos sociais.
d) O aprendizado da língua portuguesa não deve estar restrito ao ensino das regras.
e) Segundo Bagno, não podemos afirmar que exista um tipo de variante que possa ser
considerada superior à outra, já que todas possuem funções dentro de um determinado grupo
social.
Contudo, a divergência está no fato de existirem pessoas que possuem um grau de
escolaridade mais elevado e com um poder aquisitivo maior que consideram um determinado
modo de falar como o “correto”, não levando em consideração essas variações que ocorrem na
língua. Porém, o senso linguístico diz que não há variação superior à outra, e isso acontece
pelo “fato de no Brasil o português ser a língua da imensa maioria da população não implica
automaticamente que esse português seja um bloco compacto coeso e homogêneo”. (BAGNO,
1999, p. 18)
Sobre o fragmento do texto de Marcos Bagno, podemos inferir, exceto:
a) A língua deve ser preservada e utilizada como um instrumento de opressão. Quem estudou
mais define os padrões linguísticos, analisando assim o que é correto e o que deve ser evitado
na língua.
b) As variações linguísticas são próprias da língua e estão alicerçadas nas diversas intenções
comunicacionais.
c) A variedade linguística é um importante elemento de inclusão, além de instrumento de
afirmação da identidade de alguns grupos sociais.
d) O aprendizado da língua portuguesa não deve estar restrito ao ensino das regras.
e) Segundo Bagno, não podemos afirmar que exista um tipo de variante que possa ser
considerada superior à outra, já que todas possuem funções dentro de um determinado grupo
social.
Preconceito linguístico
Com a palavra, o Prof. Marcos Bagno:

https://www.youtube.com/watch?v=UbdSNWv9XDQ
Atividade de fixação
1. Indique um exemplo para cada tipo de variação linguística:
a) Variação histórica
b) Variação diafásica
c) Variação diatópica
d) Variação diastrática

2. Após assistir a entrevista do Prof. Marcos Bagno, como podemos definir


preconceito linguístico?
Bibliografia
BRAGA, M.L.; MOLLICA, M.C. (org.). Introdução à
sociolinguística: o tratamento da variação. São Paulo:
Contexto, 2010.