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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho e Previdenciário

Resenha do artigo intitulado “Facebook folly at northeast BMW (a)”

Nome da aluna:
Trabalho da disciplina teoria geral do Direito do Trabalho

Tutor: Prof. Priscila Diacov

Rio de Janeiro
2018

Artigo: “Facebook folly at northeast BMW (a)”

Resenha:
O referido artigo é constituído pela análise de um caso em que o empregado da
empresa Northeast BMW, uma concessionária de carros de propriedade familiar, que publica
fotos em sua página no Facebook e faz comentários difamatórios em relação a empresa. O
obreiro postou também algumas imagens desdenhando de um acidente ocorrido na empresa
LandRover. O vice-presidente soube do ocorrido através de telefonemas de revendedores
vizinhos.
De acordo com o princípio da boa fé aplicado ao direito do trabalho às obrigações
tanto para o empregado quanto para o empregador, é possível compreender que existe uma
finalidade de harmonizar a relação de trabalho, tanto de forma moral, quanto de forma
jurídica. Diante do que está previsto no artigo 482 da CLT o empregado que pratica ato lesivo
a honra ou boa fama do empregador deve ser punido com justa causa, conforme pode ser
observado a seguir:

Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo
empregador:
k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o
empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa,
própria ou de outrem.

Vale destacar também o princípio da imperatividade das normas trabalhistas, que em


sua essência traz a ideia de que essas normas são impositivas, restringindo-se, portando, a
autonomia das partes no que toca às condições contratuais.
Não há duvidas que a reputação, imagem e boa fama de uma empresa são importantes
para seus negócios e por isso o Tribunal Superior de Justiça em sua súmula 227, decidiu que a
pessoa jurídica é passível de dano moral. Entretanto, torna-se necessário fazer a diferenciação
de honra subjetiva e objetiva, conforme ensina Sérgio Cavalieri Filho:

Registre-se, então, que a honra tem dois aspectos: o subjetivo (interno) e o


objetivo (externo). A honra subjetiva, que se caracteriza pela dignidade, decoro e
auto-estima, é exclusiva do ser humano, mas a honra objetiva, refletida na
reputação, no bom nome e na imagem perante a sociedade, é comum à pessoa
natural e à jurídica. Quem pode negar que uma notícia difamatória pode abalar o
bom nome, o conceito e a reputação não só do cidadão, pessoa física, no meio
social, mas também de uma pessoa jurídica, no mundo comercial?
Indiscutivelmente, toda empresa tem que zelar pelo seu bom nome comercial. Nem
se diga que essa distinção é nova, porque Schopenhauer, citado por Nélson
Hungria, já fazia ao fixar a noção psicossocial da honra: ‘objetivamente, é a
opinião dos outros sobre o nosso mérito; subjetivamente, é o nosso receio diante
dessa opinião’ (Comentários ao Código Penal, v. VI/40, Forense).
... O professor Damásio de Jesus, na sua conhecida obra Direito Penal (v. 2º/195,
Saraiva, 1979), ao comentar os crimes contra a honra, observa: ‘A honra pode ser
subjetiva e objetiva. Honra subjetiva é o sentido de cada um a respeito de seus
atributos físicos, intelectuais, morais e demais dotes da pessoa humana. É aquilo
que cada um pensa a respeito de si mesmo em relação a tais atributos. Honra
objetiva é a reputação, aquilo que os outros pensam a respeito do cidadão no
tocante a seus direitos físicos, intelectuais, morais etc. Enquanto a honra subjetiva
é sentimento que eu tenho a respeito de mim mesmo, a honra objetiva é o
sentimento alheio incidido sobre meus atributos’. (...)
Induvidoso, portanto, que a pessoa jurídica é titular de honra objetiva, fazendo
jus à indenização por dano moral sempre que o seu bom nome, credibilidade ou
imagem foram atingidos por algum ato ilícito.

Em síntese, a pessoa jurídica, possui honra objetiva e, ao contrário do que ocorre com
a ofensa à honra subjetiva do ser humano, o dano a esta não é presumido, devendo ser
provado.
Quanto à questão de uma política de mídia social legal, a criação de páginas e canais
virtuais que tivessem contato direto com publico, inclusive permitindo sugestões e críticas as
ações da empresa, viabilizaria um meio de comunicação mais interativo possibilitando a
controle da empresa a eventuais situações contrárias a sua honra e boa fama.
Já em relação aos meios legais utilizados é direito do empregador aplicar a justa causa
ao empregado ou adverti-lo administrativamente pelo ocorrido, tais medidas devem sempre
prevalecer em detrimento de medidas ilegais, como por exemplo, o empregador de exercer a
justa causa por entender que o empregado é competente, mas praticar assédio moral
obrigando-o a realizar atividades incompatíveis com a sua função originária, tão somente por
sentimento de vingança.
Por fim, diante do tema ora analisado as empresas devem conscientizar seus
empregados de que o uso de mídias sociais deve ser moderado, com vistas a não prejudicar a
relação de emprego, bem como a imagem e a boa fama da empresa na qual o empregado
presta serviços. Por sua vez, o empregado deve estar ciente de sua responsabilidade pessoal e
intransferível ao interagir com o público em suas mídias.
Entrega realizada!
Seu trabalho foi entregue com sucesso.

Trabalho entregue: Teoria geral do direito do trabalho (NPG1096)


Data da entrega: 05/11/2018 19:31
Observações: Resenha pronta
Arquivo enviado: RESENHA.docx

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