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Aula 05

Português p/ Banco do Brasil 2017 - Escriturário (Com videoaulas)

Professor: Décio Terror

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Português para Banco do Brasil
Teoria e exercícios comentados
Prof. Décio Terror Aula 5

Aula 5: Regência nominal e verbal. Emprego do sinal


indicativo de crase.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Regência nominal 1
2. Regência de verbos importantes 2
3. Regência com pronomes relativos 12
4. Crase 27
5. Uso de “há” e “a” 41
6. O que devo tomar nota como mais importante? 44
7. Lista de questões para revisão 45
8. Gabarito 53

Olá!
Espero que seu estudo esteja rendendo bastante e que vocês continuem
muito motivados!!!!
Vimos na aula de sintaxe da oração que regência é o mesmo que
transitividade, lembra?!!!
Nesta aula, trabalharemos a regência (transitividade) e a crase. Com
base nisso, veremos a distinção entre “há” e “a”.
Comecemos pela Regência Nominal.
Substantivos, adjetivos e advérbios podem, por regência nominal, exigir
complementação precedida de preposição. Esse termo preposicionado ocupa a
função sintática de complemento nominal.
Veja alguns: 04757080328

acostumado a, com curioso de, por


afável com, para desgostoso com, de
afeiçoado a, por desprezo a, de, por
aflito com, por devoção a, por, para, com
alheio a, de devoto a, de
ambicioso de dúvida em, sobre, acerca de
amizade a, por, com empenho de, em, por
amor a, por falta a, com, para
ansioso de, para, por imbuído de, em
apaixonado de, por imune a, de
apto a, para inclinação a, para, por
atencioso com, para incompatível com
aversão a, por junto a, de

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ávido de, por preferível a


conforme a propenso a, para
constante de, em próximo a, de
constituído com, de, por respeito a, com, de, por, para
contemporâneo a, de situado a, em, entre
contente com, de, em, por último a, de, em
cruel com, para único a, em, entre, sobre
Agora os verbos...
Regência de verbos importantes
Agradar
Transitivo direto, com o sentido de “fazer agrado”, “fazer carinho”.
Ela agradou o filho.
Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ser agradável”.
O assunto não agradou ao homem.
Ajudar, satisfazer, presidir, preceder: transitivos diretos ou indiretos, com
a preposição a.
Satisfiz as exigências. ou Satisfiz às exigências.

Amar, estimar, abençoar, louvar, parabenizar, detestar, odiar, adorar,


visitar: transitivos diretos.
Estimo o colega. Adoro meu filho.

Aspirar
Transitivo direto quando significa “sorver”, “inspirar”, “levar o ar aos pulmões”.
Aspiramos o ar frio da manhã.
Transitivo indireto, com a preposição a, quando significa “desejar”, “almejar”.
Ele aspira ao cargo.
Assistir
É Transitivo direto no sentido de “dar assistência”, “amparar”.
O médico assistiu o paciente.
Mas também é aceito como transitivo indireto, com a preposição a, neste
mesmo sentido: 04757080328

O médico assistiu ao paciente.


Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ver”, “presenciar”.
Meu filho assistiu ao jogo.
Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “caber”, “competir”.
Esse direito assiste ao réu.
Intransitivo, com a preposição em, com o sentido de “morar”.
Seu tio assistia em um sítio.
Neste sentido, admite o advérbio “onde”: Este é o local onde assisto (onde
moro).

Avisar, informar, prevenir, certificar, cientificar


São normalmente transitivos diretos e indiretos, admitindo duas construções.
Avisei o gerente do problema.
Avisei-o do problema.

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Avisei ao gerente o problema.


Avisei-lhe o problema.
Avisei o gerente de que havia um problema.
Avisei ao gerente que havia um problema.
Cuidado! Veja que tanto o objeto direto quanto o indireto podem ser expressos
também por pronomes oblíquos átonos ou orações subordinadas substantivas.

Atender:
Transitivo direto, podendo ser também transitivo indireto no sentido de dar
atenção a, receber alguém, seguir, acatar:
Não costuma atender os meus conselhos.
O ministro atendeu os funcionários que o aguardavam.
Não atendeu a observação que lhe fizeram.
Transitivo indireto no sentido de responder, prestar auxílio a:
Os bombeiros atenderam a muitos chamados.
O médico atendeu aos afogados na praia.
Chegar:
Intransitivo, no sentido de movimento a um destino, exigindo a preposição “a”.
Com ideia de movimento de um lugar origem, usa-se a preposição “de”. Deve-
se evitar a preposição “em”, muito usada na linguagem coloquial, mas não é
admitida na norma culta.
Cheguei a Fortaleza. Cheguei de Fortaleza.
Esse verbo admite o advérbio “aonde” ou a locução “para onde”, não
admitindo apenas “onde”.
Transitivo indireto, quando transmite valor de limite:
Seu estudo chegou ao extremo do entendimento.

Chamar
Transitivo direto com o sentido de “convocar”.
Chamei-o aqui.
Transitivo direto ou indireto, indiferentemente, com o sentido de “qualificar”,
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“apelidar”; nesse caso, terá um predicativo do objeto (direto ou indireto),


introduzido ou não pela preposição de.
Chamei-o louco.
Chamei-o de louco.
Chamei-lhe louco.
Chamei-lhe de louco.
A palavra louco, nos dois primeiros exemplos, é predicativo do objeto direto;
nos dois últimos, predicativo do objeto indireto.

Custar
Intransitivo, quando indica preço, valor.
Os óculos custaram oitocentos reais.
Obs.: adjunto adverbial de preço ou valor: oitocentos reais.

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Transitivo indireto, com a preposição a, significando “ser custoso”, “ser difícil”;


com esse sentido, normalmente estará seguido de um infinitivo, sendo a
oração deste o sujeito do verbo custar.
Custou ao aluno entender a explicação do professor.
A expressão “entender a explicação do professor” é sujeito oracional e “ao
aluno” é o objeto indireto.

Esquecer, lembrar, recordar:


Transitivos diretos, sem os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos)
Ele esqueceu o livro.
Lembrou a situação.
Recordou o fato.
Transitivos indiretos com pronomes oblíquos átonos, exigindo preposição de.
Ele se esqueceu do livro.
Lembrou-se da situação.
Recordou-se do fato.
No sentido figurado, há ainda a possibilidade de o sujeito do verbo
"esquecer" não ser uma pessoa, mas uma coisa:
Esqueceram-me as palavras de elogio.
Esqueceu-se verificar o número da placa.

Essa mesma regência vale para "lembrar", isto é, há na língua o registro


de frases como "Não me lembrou esperá-la", em que "lembrar" significa "vir à
lembrança". O sujeito de "lembrou" é "esperá-la", ou seja, esse fato (o ato de
esperá-la) não me veio à lembrança.
Os verbos Lembrar e recordar também podem ser transitivos diretos e
indiretos.
Lembrei ao aluno o dia do teste.

Implicar
Transitivo direto quando significa “pressupor”, “acarretar”.
Seu estudo implicará aprovação.
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Transitivo direto e indireto, com a preposição em, quando significa “envolver”.


Implicaram o servidor no processo.
Transitivo indireto, com a preposição com, quando significa “demonstrar
antipatia”, “perturbar”.
Sempre implicava com o vizinho.

Morar, residir, situar-se, estabelecer-se


Pedem adjuntos adverbiais com a preposição em, e não a.
Morava na Rua Onofre da Silva.
Cabe aqui observar que o vocábulo “onde” não pode receber preposição com
este verbo. A estrutura “aonde moro” está errada gramaticalmente, o correto
é: onde moro.

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Namorar: transitivo direto.


Ela namorou aquele artista.

Obedecer e desobedecer: transitivos indiretos, com a preposição a.


Obedeço ao comando. Não desobedeçamos à lei.
Pedir, implorar, suplicar: transitivos diretos e indiretos, com a preposição a
(mais raramente, para)
Pediu ao dirigente uma solução.
Só admitem a preposição para quando existe a palavra licença (ou
sinônimos), clara ou oculta.
Ele pediu para sair. (ou seja: pediu licença para)

Perdoar e pagar
Transitivos diretos, se o complemento é coisa.
Perdoei o equívoco. Paguei o apartamento
Transitivos indiretos, com a preposição a, se o complemento é pessoa.
Perdoei ao amigo. Paguei ao empregado.
Pode aparecer os dois complementos, sendo o verbo transitivo direto e
indireto.
O Brasil pagou a dívida ao FMI.
O FMI perdoará a dívida aos países pobres.

Note que, se no último exemplo retirássemos a preposição “a” e


inseríssemos a preposição de, o verbo passa a ser apenas transitivo direto e o
termo preposicionado passa a ser o adjunto adnominal que caracteriza o
núcleo deste termo. Veja:
O FMI perdoará a dívida dos países pobres.
VTD + OD
Preferir
Transitivo direto: Prefiro biscoitos.
Transitivo direto e indireto, com a preposição a.
Prefiro vinho a leite.
Cuidado, pois o verbo “preferir” não aceita palavras ou expressões de
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intensidade, nem do que ou que. Assim, está errada a construção como


“Prefiro mais vinho do que leite”.

Presidir: transitivo direto ou indireto:


O chefe presidiu a cerimônia. O chefe presidiu à cerimônia.

Proceder
Intransitivo, com o sentido de “agir”:
Ele procedeu bem.
Intransitivo, com o sentido de “justificar-se”:
Isso não procede.
Intransitivo, com o sentido de “vir”, “originar-se”; pede a preposição de.
A balsa procedia de Belém.
Neste sentido admite o advérbio “donde” ou a locução “de onde”:

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Venho de onde ficou minha infância. (=donde)


Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “realizar”, “dar
andamento”.
Ele procedeu ao inquérito.

Querer
Transitivo direto, significando “desejar, ter intenção de, ordenar, fazer o favor
de".
Ele quer a verdade.
Transitivo indireto, significando “gostar, ter afeição a alguém ou a alguma
coisa". É normal o advérbio “bem” ficar subentendido ou explícito. Assim, é
exigida a preposição a.
A mãe quer muito ao filho. (...quer bem ao filho)
Referir-se:
Transitivo indireto, com a preposição a:
O palestrante referiu-se ao problema.
Transitivo direto, no sentido narrar, contar:
Ele referiu o ocorrido.

Responder
Transitivo direto, em relação à própria resposta dada.
Responderam que estavam bem.
Transitivo indireto, em relação à coisa ou pessoa que recebe a resposta.
Respondi ao telegrama.
Às vezes, aparece como transitivo direto e indireto:
Respondemos aos parentes que iríamos.

Simpatizar e antipatizar: transitivo indireto, regendo preposição com sem


pronome oblíquo.
Simpatizo com Madalena.
A construção “Simpatizo-me com Madalena” está errada”, pois não pode haver
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pronome oblíquo átono.

Visar
Transitivo direto quando significa “pôr o visto”, “rubricar”.
Ela visou as folhas.
Transitivo direto quando significa “mirar”.
Visavam um ponto na parede.
Transitivo indireto, com a preposição a, quando significa “pretender”,
“almejar”.
Visava à felicidade de todos.
Aqui não é aceito o pronome "lhe" como complemento, empregando-se,
assim, as formas "a ele" e "a ela".
Algumas gramáticas aceitam a regência deste verbo na acepção de
“pretender, almejar” como verbo transitivo direto, quando logo após houver
um verbo no infinitivo. “O programa visa facilitar o acesso ao ensino gratuito.”
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Observações importantes:
a) Alguns verbos transitivos indiretos, mesmo pedindo a preposição a, não
admitem o pronome lhe como objeto. Veja alguns importantes.

Assistiu ao filme. Assistiu-lhe. (errado) Assistiu a ele. (certo)


Aspiro à promoção. Aspiro-lhe. (errado) Aspiro a ela. (certo)
Visava ao concurso. Visava-lhe. (errado) Visava a ele. (certo)
Aludi ao preconceito. Aludi-lhe. (errado) Aludi a ele. (certo)
Anuiu ao pedido. Anuiu-lhe. (errado) Anuiu a ele. (certo)
Procedeu ao inquérito. Procedeu-lhe. (errado) Procedeu a ele. (certo)
Presidimos à reunião. Presidimos-lhe. (errado) Presidimos a ela. (certo)

b) Quando o complemento verbal é o mesmo para dois ou mais verbos, estes


devem possuir a mesma regência verbal. Assim, construções como “Fui e
voltei de Salvador” transmite erro gramatical. A regência do verbo “Fui” exige
a preposição “a”, e a do verbo “voltei” exige preposição “de”. Portanto,
deveremos corrigir para:
“Fui a Salvador e voltei de lá”
Veja outros casos:

Gostei e comprei o carro. Gostei do carro e o comprei.


Conheci e não simpatizei com Carlos. Conheci Carlos e não simpatizei com ele.

Construção viciosa Construção gramaticalmente correta

Questão 1: IBGE 2016 Supervisor de Pesquisas (banca Cesgranrio)


A regência nominal está adequada à norma-padrão em:
a) Os pobres são ávidos por melhores condições de vida.
b) Os catadores sentem desejo com uma vida melhor.
c) Muitos catadores têm orgulho em seu ofício.
d) Parte da população é sensível para a pobreza.
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e) Vários dejetos são inúteis para com a reutilização.


Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois o adjetivo “ávidos” realmente
rege a preposição “por”.
A alternativa (B) está errada, pois o substantivo “desejo” rege a
preposição “de”: desejo de uma vida melhor.
A alternativa (C) está errada, pois o substantivo “orgulho” rege a
preposição “de”: orgulho de seu ofício.
A alternativa (D) está errada, pois o adjetivo “sensível” rege a
preposição “a”: sensível à pobreza.
A alternativa (E) está errada, pois, neste contexto, o adjetivo “inúteis”
rege a preposição “a”: inúteis à reutilização.
Gabarito: A

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Questão 2: IBGE 2016 Supervisor de Pesquisas (banca Cesgranrio)


Observa-se obediência à norma-padrão, no que se refere à regência verbal,
em:
a) A pobreza implica em muito sofrimento.
b) Os governantes devem assistir aos pobres, diminuindo seu sofrimento.
c) Todos aspiram a uma vida mais justa.
d) A população não raro esquece dos menos favorecidos.
e) É importante desejarmos ao fim da pobreza.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “implica” não exige
preposição “em”. Ele é transitivo direto e o termo “muito sofrimento” é o
objeto direto. Veja a correção:
A pobreza implica muito sofrimento.
A alternativa (B) está errada, pois o verbo “assistir”, no sentido de
cuidar, socorrer, é transitivo direto e não admite a preposição “a”. Veja a
correção:
Os governantes devem assistir os pobres, diminuindo seu sofrimento.
A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “aspiram”, no sentido de
desejar, almejar, rege a preposição “a”.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “esquece”, sem pronome
átono, é transitivo direto e não admite a preposição “de”. Se ele receber o
pronome átono, passa a transitivo indireto e a reger a preposição “de”. Veja
as duas possibilidades:
A população não raro esquece os menos favorecidos.
A população não raro se esquece dos menos favorecidos.
A alternativa (E) está errada, pois o verbo “desejar” é transitivo direto e
não admite a preposição “a”. Veja a correção:
É importante desejarmos o fim da pobreza.
Gabarito: C
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Questão 3: Transpetro 2016 Auditor Júnior (banca Cesgranrio)


O período em que a regência do verbo em destaque está adequada à norma-
padrão é:
a) O homem aspirava o mar como quem deseja o impossível.
b) O menino se lembrou que a mãe também amava o mar.
c) O menino preferia o mar do que o rio.
d) Não duvidava que o pai conhecesse bem o mar.
e) Santiago Kovadloff queria muito bem ao filho.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo aspirar, no sentido
de desejar, almejar, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Veja a
correção:
O homem aspirava ao mar como quem deseja o impossível.
A alternativa (B) está errada, pois o verbo lembrar, quando recebe o
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pronome átono, é transitivo indireto e rege a preposição “de”. Veja a


correção:
O menino se lembrou de que a mãe também amava o mar.
A alternativa (C) está errada, pois o verbo preferir é transitivo direto e
indireto e rege a preposição “a”, não cabendo a estrutura comparativa “do
que”. Veja a correção:
O menino preferia o mar ao rio.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo duvidar é transitivo indireto e
rege a preposição “de”. Veja a correção:
Não duvidava de que o pai conhecesse bem o mar.
A alternativa (E) é a correta, pois o verbo querer, acompanhado do
advérbio “bem” ou o subentendendo no contexto, é transitivo indireto e rege a
preposição “a”. Veja:
Santiago Kovadloff queria muito bem ao filho.
Gabarito: E

Questão 4: BNDES 2013 Administrador (banca Cesgranrio)


Fragmento do texto: Por outro lado, como a vida muda e a mudança é
inerente à existência, impedir a mudança é impossível. Daí resulta que a
sociedade termina por aceitar as mudanças, mas apenas aquelas que de
algum modo atendem a suas necessidades e a fazem avançar.
No Texto, o verbo atender ( . 4) exige a presença de uma preposição para
introduzir o termo regido.
Essa mesma exigência ocorre na forma verbal destacada em:
(A) “Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas
tendem a aceitar algumas afirmações como verdades indiscutíveis.”
(B) “Introduziram-se as ideias não só de evolução como de revolução.”
(C) “Inúmeras descobertas reafirmam a indiscutível tese de que a mudança
é inerente à realidade tanto material quanto espiritual,”
(D) “Por outro lado, como a vida muda e a mudança é inerente à existência,
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impedir a mudança é impossível.”


(E) “Daí resulta que a sociedade termina por aceitar as mudanças, ”
Comentário: Esta é uma questão simples, porque basicamente nos leva a
observar que o verbo “atenda”, na linha 4, é seguido da preposição “a”, a qual
inicia o termo regido “a suas necessidades”. Bom, nós temos apenas que
achar um verbo em negrito nas alternativas que também seja seguido da
preposição “a”.
A alternativa (A) é a correta, pois “tendem” é verbo transitivo indireto e
exigiu a preposição “a”, que inicia o termo regido “a aceitar algumas
afirmações”.
As demais alternativas possuem verbos transitivos diretos e os termos
subsequentes não são iniciados pela preposição “a”, mas pelo artigo definido
feminino “a” (ou “as”).

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Não se pode confundir a preposição “a” (palavra que não se flexiona)


com o artigo definido feminino “a” (palavra que se flexiona). Para ficar mais
fácil compreender, vou flexionar no plural os artigos que estão no singular e
deixar em destaque os artigos que já se encontram no plural. Confirme:
“Introduziram-se as ideias.”
“reafirmam a indiscutível tese” ou “reafirmam as indiscutíveis teses”
“impedir a mudança” ou “impedir as mudanças”
“aceitar as mudanças“
Gabarito: A

Questão 5: Banco do Brasil 2012 Escriturário (banca Cesgranrio)


A frase em que a presença ou ausência da preposição está de acordo com a
norma-padrão é:
(A) A certeza que a sorte chegará para mim é grande.
(B) Preciso de que me arranjem um emprego.
(C) Convidei à Maria para vir ao escritório.
(D) A necessidade que ele viesse me ajudar me fez chamá-lo.
(E) Às dez horas em ponto, estarei à sua casa
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o substantivo “certeza” rege
a preposição “de”, a qual deve iniciar a oração subordinada substantiva
completiva nominal “de que a sorte chegará para mim”. Veja a correção:
A certeza de que a sorte chegará para mim é grande.
A alternativa (B) é a correta, pois o verbo “Preciso” é transitivo indireto
e rege a preposição “de”. Assim, a oração “de que me arranjem um emprego”
é subordinada substantiva objetiva indireta e está corretamente precedida da
preposição “de”.
A alternativa (C) está errada, pois o verbo “Convidei” é transitivo direto
e não admite a preposição “a”. Assim, devemos retirar o sinal indicativo de
crase. Note que a oração posterior transmite valor adverbial de finalidade.
Veja a correção:
Convidei a Maria para vir ao escritório.
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A alternativa (D) está errada, pois o substantivo “necessidade” rege a


preposição “de”, a qual deve iniciar a oração subordinada substantiva
completiva nominal “de que ele viesse me ajudar”. Veja a correção:
A necessidade de que ele viesse me ajudar me fez chamá-lo.
A alternativa (E) está errada, pois o verbo “estar” é intransitivo e rege a
preposição “em”, e não “a”. Assim, o correto é:
Às dez horas em ponto, estarei em sua casa.
Gabarito: B

Questão 6: BNDES 2011 Engenheiro (banca Cesgranrio)


A frase em que o uso da preposição destacada NÃO constitui caso de regência
verbal ou nominal é:

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(A) “Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa,”


(B) “temos que nos conscientizar de que estamos juntos...”
(C) “dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.”
(D) “...que, para ser feliz com a outra pessoa,”
(E) “Você aprende a gostar de você,”
Comentário: O uso de preposição no caso de regência verbal ocorre quando
os verbos transitivos exigem seus complementos e os intransitivos exigem
preposição que precede o adjunto adverbial preso, conforme vimos na aula de
sintaxe da oração. O uso da preposição em caso de regência nominal ocorre
quando o nome exige o complemento nominal.
A alternativa (A) apresenta regência verbal, pois o verbo transitivo
direto e indireto “depositamos” exige o objeto direto “muita confiança” e o
objeto indireto “em uma pessoa”.
A alternativa (B) apresenta regência verbal, pois o verbo transitivo
direto e indireto “conscientizar” exige o objeto direto “nos” e a oração
subordinada substantiva objetiva indireta “de que estamos juntos”.
A alternativa (C) apresenta regência nominal, pois o adjetivo “dispostas”
exige a oração subordinada substantiva completiva nominal “a dividir
objetivos comuns, alegrias e vida”
A alternativa (D) não apresenta regência verbal, pois o termo “com a
outra pessoa” é o adjunto adverbial solto (ver aula de sintaxe da oração), o
qual tem valor de modo. Note, portanto, que este termo não é exigido pelo
verbo.
A alternativa (E) apresenta a regência verbal, pois o verbo transitivo
indireto “gostar” exige o objeto indireto “de você”.
Gabarito: D

Questão 7: BNDES 2010 Analista de Sistemas (banca Cesgranrio)


Observe o trecho a seguir.
“...que o sucesso de ontem não nos garante o sucesso de amanhã.”
Das passagens transcritas abaixo, qual verbo em destaque apresenta
transitividade igual à do verbo destacado acima?
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(A) “‘a gente leva da vida a vida que a gente leva.’”


(B) “A visão pessoal tem o poder de dar sentido às coisas,”
(C) “afinal para quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve.”
(D) “Outras ganham fôlego no início, mas acabam desistindo.”
(E) “Mas é assim que a vida segue.”
Comentário: O verbo “garante” é transitivo direto e indireto, pois o termo “o
sucesso de amanhã” é o objeto direto e “nos” é o objeto indireto. Assim,
devemos achar nas alternativas a mesma transitividade verbal.
A alternativa (A) apresenta o verbo transitivo direto “leva”, o sujeito “a
gente”, e o objeto direto é o pronome relativo “que”, o qual retoma o termo “a
vida”. Assim, entendemos que a gente leva a vida.
A alternativa (B) é a correta, pois apresenta o verbo transitivo direto e
indireto “dar”, o objeto direto “sentido” e o objeto indireto “às coisas”.
A alternativa (C) apresenta o verbo intransitivo “vai” e o adjunto

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adverbial de lugar “aonde”.


A alternativa (D) apresenta o verbo transitivo direto “ganham”, o objeto
direto “fôlego” e o adjunto adverbial de tempo “no início”.
A alternativa (E) apresenta o verbo intransitivo “segue” e “a vida” é o
sujeito.
Gabarito: B
Regência com pronomes relativos

Como visto na aula de sintaxe do período composto por subordinação


adjetiva, o pronome relativo é uma palavra que inicia as orações subordinadas
adjetivas e pode ser antecedido de preposição. Isso depende do verbo da
oração adjetiva e da função sintática do pronome relativo. Por isso é
importante visualizarmos quais são os pronomes relativos mais empregados.
que: retoma coisa ou pessoa
o/a qual: retoma coisa ou pessoa
quem: retoma pessoa
cujo: relação de posse
onde: retoma lugar
quando: retoma tempo

Pronomes relativos e suas funções sintáticas:

Sujeito:
O homem, que é um ser racional, aprende com seus erros.
oração subordinada adjetiva
oração principal

Sempre se deve partir do verbo para entender a função sintática dos


termos. Assim, há o verbo de ligação “é”, o predicativo “um ser racional”; logo,
falta o sujeito, que é o pronome relativo “que”. Onde se lê “que”, entende-se
“homem”, então se pode ter a seguinte estrutura:
O homem é um ser social.
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Como se pode substituir “que” por “o qual” e suas variações,


dependendo da palavra que foi retomada, teremos:
O homem, o qual é um ser racional, aprende com seus erros.
Abaixo serão listadas outras funções do pronome relativo e suas
possibilidades de substituição:
Objeto direto:
Esta é a casa que amamos.
a qual amamos.
OD VTD
Objeto indireto:
Esta é a casa de que gostamos.
(de + a qual)
da qual gostamos.
OI VTI

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Objeto indireto:
Esta é a casa a que nos referimos.
(a + a qual)
à qual nos referimos.
OI VTI
Complemento nominal:
Esta é a casa a que fizemos referência.
(a + a qual)
à qual fizemos referência.
CN VTD + OD

Na função de adjunto adverbial, o pronome relativo “que” deve ser


preposicionado tendo em vista transmitir os seus valores circunstanciais,
normalmente os de tempo e lugar. Quando transmite valor de lugar, pode
também ser substituído pelo pronome relativo “onde”.
A preposição “em” é de rigor quando o verbo intransitivo transmite
processo estático (Estar em algum lugar, nascer em algum lugar). Porém, se
transmitir lugar de destino, regerá preposição “a” (vai a algum lugar, vai para
algum lugar); se transmitir lugar de origem, regerá a preposição “de” (vir de
algum lugar). Pode ainda, na ideia de desenvolvimento do deslocamento, ser
regido pela preposição “por” (passar por algum lugar).
Veja:
Adjunto adverbial de lugar (estático: com preposição “em”):
Esta é a casa onde moramos.
em que moramos.
(em + a qual)
na qual moramos.
Adj Adv. lugar VI

Adjunto adverbial de lugar (destino: com preposição “a”):


Esta é a casa aonde chegamos.
a que chegamos. 04757080328

(a + a qual)
à qual chegamos.
Adj Adv. lugar VI

Adjunto adverbial de lugar (destino: com preposição “para”):


Esta é a casa para onde vamos.
---------------
(para + a qual)
para a qual vamos.
Adj Adv. lugar VI

Observação: Não se usa pronome relativo “que” antecedido de preposição com


duas ou mais sílabas. Deve-se transformá-lo em “o qual” e suas variações.

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Assim, temos “mediante o qual”, “perante o qual”, “segundo o qual”,


“conforme o qual”, “sobre o qual”, “para o qual” etc.

Adjunto adverbial de lugar (origem: com preposição “de”):


Esta é a casa de onde viemos. (ou donde)
de que viemos
(de + a qual)
da qual viemos.
Adj Adv. lugar VI

Observação: Soa mais agradável a construção “da qual”, mas “de que”
também está correta.
Adjunto adverbial de lugar (desenvolvimento do trajeto: com preposição
“por”):
Esta é a casa por onde passamos.
por que passamos
(por + a qual)
pela qual passamos.
Adj Adv. lugar VI
Perceba que o pronome relativo “onde” deve ser usado unicamente como
adjunto adverbial de lugar. Evite construções viciosas como:
Vivemos uma época onde o consumismo fala mais alto. (errado)

Neste caso, o pronome relativo está retomando o substantivo “época”,


com valor de tempo. Assim, é conveniente ser substituído por “quando”, “em
que” ou “na qual”.
Vivemos uma época quando o consumismo fala mais alto.
Vivemos uma época em que o consumismo fala mais alto.
Vivemos uma época na qual o consumismo fala mais alto.
O pronome relativo cujo transmite valor de posse e tem característica
bem peculiar. Entendamos o seu uso culto da seguinte forma:
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1. Posiciona-se entre substantivos, substantivo ___ cujo substantivo


fazendo subentender a preposição “de”
de
(valor de posse).

substantivo ___ cujo substantivo


2. Ao se ler “cujo”, entende-se “de” +
substantivo anterior. de

3. O pronome “cujo” + o substantivo sujeito, OD, OI, CN, adj adv

posterior formam um termo da oração. Se


forem objeto indireto, complemento substantivo ___ cujo substantivo
nominal ou adjunto adverbial, serão
preposicionados. de

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sujeito, OD, OI, CN, adj adv


4. O substantivo posterior é o núcleo do
termo, e o pronome relativo “cujo” é o substantivo ___ cujo substantivo
adjunto adnominal, por isso se flexiona de núcleo
acordo com o núcleo. de

Veja a aplicação disso:


sujeito

O filme cujo artista foi premiado não fez sucesso.

de

O artista do filme foi premiado.


sujeito

objeto direto

O filme cuja sinopse li não fez sucesso.

de

Li a sinopse do filme.
objeto direto

objeto indireto

O filme de cuja sinopse não gostei não fez sucesso.


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de

Não gostei da sinopse do filme.


objeto indireto

complemento nominal

O filme a cuja sinopse fiz alusão não fez sucesso.

de

Fiz alusão à sinopse do filme.


complemento nominal

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adjunto adverbial de lugar


Estive ontem na praça em cujo centro foi montado um grande circo.

de
Um grande circo foi montado no centro da praça.
adjunto adverbial de lugar

Importante: não se pode inserir artigo ou pronome após o pronome


relativo “cujo” e suas variações. É vício de linguagem construções do tipo:
“A casa cujo o teto caiu foi reformada.” (errado)
“A casa cujo teto caiu foi reformada.” (certo)

“A empresa cujos aqueles funcionários reuniram-se ontem deflagrará a


greve.” (errado)
“A empresa cujos funcionários reuniram-se ontem deflagrará a greve.”
(certo)
Antes de passarmos para as questões de prova, é importante observarmos a
diferença entre a regência da oração subordinada substantiva e da oração
subordinada adjetiva. Assim, vamos à regência nas orações adjetivas.
Verifique se as frases estão corretas.
a) As pessoas a quais sempre obedeci são extremamente falsas.
b) A mala cujo a chave perdi está no guarda-volumes.
c) O caso o qual estamos estudando ocorreu em São Paulo.
d) A empresa cujos os funcionários conversei ontem deflagrarão a greve.
e) Os funcionários da empresa de quem se falou ontem deflagrarão a greve.
f) Os funcionários da empresa com o qual conversei ontem deflagrarão a greve.
g) Vivemos uma época muito difícil, onde a violência impera.
h) A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.
i) A casa em que cheguei era magnífica.
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j) O jogo ao qual assisti foi disputadíssimo.


k) A vendedora que discuti foi muito mal-educada.
l) Os relatórios do caso que aspiro desapareceu da pasta.
m) Renato encontrou as irmãs de quem confiamos.
n) A pessoa a quem eles dedicaram a vitória também foram vencedores.
o) A empresa perante cujo gerente testemunhei faliu.
p) A causa pela qual luto é nobilíssima.
q) O poeta sobre cujos livros conversamos ontem está em Londrina.
r) Os livros a cujas páginas me referi esclarecem complexos tópicos.
s) O bairro por onde caminhei não proporciona segurança.
t) O bairro aonde moro não proporciona segurança.

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Observou? Agora veja as frases já corrigidas.


a) As pessoas às quais sempre obedeci são extremamente falsas.
b) A mala cuja chave perdi está no guarda-volumes.
c) O caso o qual estamos estudando ocorreu em São Paulo.
d) A empresa com cujos funcionários conversei ontem deflagrará a greve.
e) Os funcionários da empresa de quem se falou ontem deflagrarão a greve.
f) Os funcionários da empresa com os quais conversei ontem deflagrarão a
greve.
g) Vivemos uma época muito difícil, em que a violência impera.
h) A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.
i) A casa a que cheguei era magnífica.
j) O jogo ao qual assisti foi disputadíssimo.
k) A vendedora com quem discuti foi muito mal-educada.
l) Os relatórios do caso a que aspiro desapareceram da pasta.
m) Renato encontrou as irmãs em quem confiamos.
n) A pessoa a quem eles dedicaram a vitória também foi vencedora.
o) A empresa perante cujo gerente testemunhei faliu.
p) A causa pela qual luto é nobilíssima.
q) O poeta sobre cujos livros conversamos ontem está em Londrina.
r) Os livros a cujas páginas me referi esclarecem complexos tópicos.
s) O bairro por onde caminhei não proporciona segurança.
t) O bairro onde moro não proporciona segurança.
Bom, agora vamos comparar as orações substantivas com as adjetivas.
Verifique que, quando há preposição antecedendo oração adjetiva, é um verbo
ou um nome posterior que a exige. Quando há preposição antes da oração
substantiva, é o verbo ou nome anterior que a exige.

Sublinhe a oração subordinada e diga se é substantiva ou adjetiva.


a) Importante é aquilo de que não se pode fugir.
b) É importante que você busque seus objetivos.
c) Urge que o Brasil distribua melhor a renda.
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d) Convém que ele venha.


e) A mim convém aquilo de que gostas.
f) Consideraram que o trabalho foi ruim.
g) Consideraram o trabalho que teve maior nota.
h) Eles necessitaram de que nós os ajudássemos.
i) Eles necessitaram da ajuda à qual nos referimos.
j) Eles tiveram necessidade de que os ajudassem.
k) Eles tiveram necessidades as quais nunca tivemos.
l) A verdade é que precisamos muito de estudo.
m) Verdade é aquilo de que o Brasil sempre necessitou na política.

Agora veja as respostas.


a) Importante é aquilo de que não se pode fugir.
(oração subordinada adjetiva – “de que” é objeto indireto)

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b) É importante que você busque seus objetivos.


(oração subordinada substantiva subjetiva)
c) Urge que o Brasil distribua melhor a renda.
(oração subordinada substantiva subjetiva)
d) Convém que ele venha.
(oração subordinada substantiva subjetiva)
e) A mim convém aquilo de que gostas.
(oração subordinada adjetiva – “de que” é objeto indireto)
f) Consideraram que o trabalho foi ruim.
(oração subordinada substantiva objetiva direta)
g) Consideraram o trabalho que teve maior nota.
(oração subordinada adjetiva – “que” é sujeito)
h) Eles necessitaram de que nós os ajudássemos.
(oração subordinada substantiva objetiva indireta)
i) Eles necessitaram da ajuda à qual nos referimos.
(oração subordinada adjetiva – “à qual” é objeto indireto)
j) Eles tiveram necessidade de que os ajudassem.
(oração subordinada substantiva completiva nominal)
k) Eles tiveram necessidades as quais nunca tivemos.
(oração subordinada adjetiva – “as quais” é objeto direto)
l) A verdade é que precisamos muito de estudo.
(oração subordinada substantiva predicativa)
m) Verdade é aquilo de que o Brasil sempre necessitou na política.
(oração subordinada adjetiva – “de que” é objeto indireto)
Partamos, agora, para as questões!

Questão 8: FINEP 2011 Analista (banca Cesgranrio)


Cada período abaixo é composto pela união de duas orações.
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Em qual deles essa união está de acordo com a norma padrão?


(A) A exposição que o pesquisador se referiu foi prorrogada por mais um
mês.
(B) Mora em Recife o pesquisador que os postais estão sendo expostos.
(C) Os estúdios em que eram elaborados os postais ficavam na Europa.
(D) Foi impressionante o sucesso cuja exposição de cartões-postais alcançou.
(E) O assunto que o pesquisador se interessou traz uma marca de
romantismo.
Comentário: Esta questão basicamente trabalha o emprego do pronome
relativo e a regência. Então, devemos localizar os verbos de cada oração,
delimitar as orações (como principal e subordinada adjetiva) e verificar a
regência.
A alternativa (A) está errada, porque o verbo pronominal “se referiu” é

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transitivo indireto e rege a preposição “a” (alguém se referiu a algo). Assim, a


expressão “a que” é o objeto indireto. Veja a correção:
A exposição a que o pesquisador se referiu foi prorrogada por mais um mês.
A alternativa (B) está errada, porque há uma relação de posse entre
“pesquisador” e “postais” (postais do pesquisador). Lembre-se de que,
quando usamos o pronome relativo “cujos”, a preposição “de” fica
subentendida. Assim, não cabe o pronome relativo “que”, mas “cujos”. Veja
abaixo que a expressão “cujos postais” é o sujeito:
Mora em Recife o pesquisador cujos postais estão sendo expostos.
A alternativa (C) é a correta, pois “os postais” é o sujeito, “eram
elaborados” é uma locução verbal da voz passiva e o termo “em que” é o
adjunto adverbial de lugar. Observe:
Os estúdios em que eram elaborados os postais ficavam na Europa.
A alternativa (D) está errada, porque não há uma relação de posse
entre “sucesso” e “exposição”. Não entendemos aí a expressão “exposição do
sucesso”, concorda? Assim, devemos trocar o pronome relativo “cuja” por
“que”. Este pronome relativo está na função de objeto direto, o qual retoma o
substantivo “sucesso”, o verbo “alcançou” é transitivo direto e o termo “a
exposição de cartões-postais” é o sujeito (a exposição de cartões-postais
alcançou o sucesso). Veja a correção:
Foi impressionante o sucesso que a exposição de cartões-postais alcançou.
A alternativa (E) está errada, porque o verbo pronominal “se interessou”
é transitivo indireto e rege a preposição “por” (alguém se interessou por
algo). Assim, a expressão “por que” é o objeto indireto. Veja a correção:
O assunto por que o pesquisador se interessou traz uma marca de
romantismo.
ou
O assunto pelo qual o pesquisador se interessou traz uma marca de
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romantismo.
Gabarito: C

Questão 9: FINEP 2011 Técnico (banca Cesgranrio)


Dentre os períodos compostos abaixo, qual foi elaborado de acordo com a
norma-padrão da língua?
(A) Entrei e saí do escritório hoje correndo.
(B) O relatório que te falei está em cima da mesa.
(C) Esse é o colega que dei meu endereço novo.
(D) O manual por que aprendeu a usar a máquina é ruim.
(E) A ilha que eu mudei minha residência oficial é grande.
Comentário: A alternativa (A) explora o que já foi comentado no início da
aula sobre o mesmo termo regido com verbos de regências diferentes. Note

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que o verbo “Entrei” rege a preposição “em” (Entrei onde? Entrei em algum
lugar). Já o verbo “saí” rege a reposição “de” (Saí de onde? Saí de algum
lugar). Assim, cada verbo deverá ter seu respectivo adjunto adverbial, pois
eles são iniciados por preposição diferente. Veja:
Entrei no escritório e saí de lá hoje correndo.
A alternativa (B) está errada, porque o verbo “falei”, neste contexto, é
transitivo indireto, o pronome “te” é o objeto indireto (falei a ti, falei a
alguém). Note que não entendemos que alguém falou o relatório a alguém,
mas falou sobre o relatório a alguém, falou do relatório a alguém. Assim, as
expressões “sobre o relatório” ou “do relatório” são adjuntos adverbiais de
assunto. Veja esse valor do adjunto adverbial na nossa aula de sintaxe da
oração. Dessa forma, devemos inserir a preposição “sobre” ou “de” diante do
pronome relativo. Veja a correção:
O relatório sobre o qual te falei está em cima da mesa.
O relatório de que te falei está em cima da mesa.
A alternativa (C) está errada, pois o verbo “dei” é transitivo direto e
indireto, o termo “meu endereço novo” é o objeto direto e o pronome relativo
“que” deve ser precedido da preposição “a”, formando o objeto indireto. O
ideal é o uso do pronome relativo “quem”, haja vista a retomada de uma
pessoa. Veja as duas possibilidades:
Esse é o colega a que dei meu endereço novo.
Esse é o colega a quem dei meu endereço novo.
A alternativa (D) é a correta, pois se entende que alguém aprendeu a
usar a máquina por meio do manual. Assim, “por que” é o adjunto adverbial
de meio. Para ficar mais fácil compreender, basta trocarmos “que” por “o
qual”. Veja:
O manual por que aprendeu a usar a máquina é ruim.
O manual pelo qual aprendeu a usar a máquina é ruim.
A alternativa (E) está errada, pois se entende que alguém mudou sua
residência oficial para algum lugar. Assim, o pronome relativo deve receber a
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preposição “para”, o que força o uso do pronome relativo “a qual” ou “onde”,


pois vimos que o pronome relativo “que” não admite ser precedido de
preposição de duas ou mais sílabas. Veja a correção:
A ilha para a qual eu mudei minha residência oficial é grande.
A ilha para onde eu mudei minha residência oficial é grande.
Gabarito: D

Questão 10: BNDES 2010 Técnico (banca Cesgranrio)


Em relação à regência nominal ou verbal, qual a frase em que NÃO se
emprega o pronome relativo precedido de preposição?
(A) O físico ______ frase sempre me recordo quebrou paradigmas com sua
nova forma de pensar.
(B) A conferência ______ assistimos marcou o início de uma nova etapa em
nossa vida.
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(C) Era impossível aceitar as provocações ______ foram submetidos durante


o discurso.
(D) As provações ________ estamos expostos são importantes para
descobrirmos novas oportunidades.
(E) Os obstáculos _______ transpusemos ao longo da vida profissional nos
ajudaram a atingirmos o sucesso.
Comentário: Lembre-se de que é importante grifar a oração subordinada
adjetiva, depois verificar o verbo, descobrindo quem é seu sujeito e seus
complementos. O pronome relativo não precedido de preposição normalmente
ocupa as funções de sujeito, objeto direto ou predicativo. Já o objeto indireto,
complemento nominal e o adjunto adverbial devem ser precedidos de
preposição.
Na alternativa (A), a oração subordinada adjetiva “___ frase sempre me
recordo” apresenta o verbo pronominal “me recordo”, o qual rege a
preposição “de”. Assim, há o sujeito oculto “eu” e o objeto indireto “de cuja”.
Veja:
“O físico de cuja frase sempre me recordo quebrou paradigmas com sua nova
forma de pensar.”
Na alternativa (B), a oração subordinada adjetiva “___ assistimos”
apresenta o verbo transitivo indireto “assistimos”, o qual rege a preposição
“a”. Assim, há o sujeito oculto “nós” e o objeto indireto “a que”. Veja:
“A conferência a que assistimos marcou o início de uma nova etapa em nossa
vida.”
Na alternativa (C), a oração subordinada adjetiva “___ foram
submetidos durante o discurso” apresenta a locução verbal “foram
submetidos”, a qual rege a preposição “a”. Assim, devemos inserir a
preposição antes do objeto indireto: “a que”. Veja:
“Era impossível aceitar as provocações a que foram submetidos durante o
discurso.”
Veja que o sujeito da locução verbal “foram submetidos” não está
expresso nesta frase. Assim, entendemos que tal sujeito encontra-se em outra
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frase dentro do texto, ou então tal sujeito é indeterminado.


Na alternativa (D), a oração subordinada adjetiva “___ estamos
expostos” apresenta o verbo de ligação “estamos”, o sujeito oculto “nós” e o
predicativo “expostos”, o qual rege a preposição “a”. Assim, devemos inserir a
preposição antes do complemento nominal: “a que”. Veja:
“As provações a que estamos expostos são importantes para descobrirmos
novas oportunidades.”
A alternativa (E) é a correta, pois o pronome relativo “que” é o objeto
direto do verbo transitivo direto “transpusemos”. Note que o sujeito é oculto:
“nós”. Veja:
“Os obstáculos que transpusemos ao longo da vida profissional nos ajudaram
a atingirmos o sucesso.”
Gabarito: E
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Questão 11: IBGE 2011 Agente (banca Cesgranrio)


A regência verbal está correta na seguinte alternativa
A) As pessoas chegam nas casas de repouso com algum familiar.
B) A família avisou ao enfermeiro a idade avançada do paciente.
C) O filho se esquece que o pai idoso lhe criou com dificuldades.
D) O abandono aos idosos implica em estado depressivo.
E) O médico procedeu os exames do paciente idoso.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “chegam” é
intransitivo e transmite ideia de movimento a um destino. Assim, exige a
preposição “a”: As pessoas chegam às casas de repouso...
A alternativa (B) é a correta, pois o verbo “avisou” é transitivo direto e
indireto (avisar algo a alguém). Assim, o termo “a idade” é o objeto direto e
“ao enfermo” é o objeto indireto.
A alternativa (C) está errada, pois o verbo “esquece” é transitivo
indireto por possuir o pronome pessoal oblíquo átono “se”. Assim, a oração
posterior deve ser iniciada com a preposição “de”.
Além disso, perceba que o verbo “criou” é transitivo direto. Assim, não
admite o pronome “lhe”, mas “o”. Veja:
O filho se esquece de que o pai idoso o criou com dificuldades.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “implica”, no sentido de
trazer como consequência, é transitivo direto:
O abandono aos idosos implica estado depressivo.
A alternativa (E) está errada, pois o verbo “procedeu”, no sentido de dar
início, dar andamento, é transitivo indireto e exige preposição “a”:
O médico procedeu aos exames do paciente idoso.
Gabarito: B

Questão 12: TJ PI 2015 – Analista Judiciário (banca FGV)


A oração adjetiva abaixo sublinhada que deveria vir introduzida com um
pronome relativo precedido de preposição é:
(A) “lidar com situações emergenciais e atuar em casos que venham a causar
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transtornos nos principais corredores viários de uma cidade”.


(B) “O aumento progressivo da frota de veículos provoca congestionamentos
que muitas vezes impedem que os procedimentos planejados de
emergência sejam adotados”.
(C) “O gerenciamento de acidentes de trânsito, como a velocidade que se
desfaz o local de uma batida numa via estrutural”.
(D) “Situações como obras, fechamento de ruas e de faixas de tráfego,
enchentes, alagamentos das vias e quedas de encostas e árvores, que
impedem a circulação normal de veículos”.
(E) “Podemos fazer analogia com um infarto e um AVC, que impedem o fluxo
de sangue...”.
Comentário: Na alternativa (A), o pronome relativo “que” ocupa a função de
sujeito. Por isso não está precedido de preposição. Para ficar mais fácil

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compreender, basta perceber que a locução verbal “venham a causar” é


transitiva direta, e o termo “transtornos” é o objeto direto.
Na alternativa (B), o pronome relativo “que” também ocupa a função de
sujeito. Por isso não está precedido de preposição. O verbo “impedem” é
transitivo direto e a oração posterior é subordinada substantiva objetiva
direta.
A alternativa (C) é a que precisa de preposição antes do pronome
relativo, pois este ocupa a função de adjunto adverbial de modo.
Note que o verbo “desfaz” é transitivo direto, o pronome “se” é
apassivador e o termo “o local” é o sujeito paciente. Assim, podemos fazer a
seguinte pergunta: o local de uma batida é desfeito como?
Dessa forma, o pronome relativo “que” deve ser precedido da
preposição “com” e entendemos que o local de uma batida é desfeito com
certa agilidade, com velocidade na desobstrução da via. Veja a correção:
“O gerenciamento de acidentes de trânsito, como a velocidade com que se
desfaz o local de uma batida numa via estrutural”.
Na alternativa (D), o pronome relativo “que” ocupa a função de sujeito.
Por isso não está precedido de preposição. O verbo “impedem” é transitivo
direto e “a circulação normal de veículos” é o objeto direto.
Na alternativa (E), o pronome relativo “que” também ocupa a função de
sujeito. Por isso não está precedido de preposição. O verbo “impedem” é
transitivo direto e “o fluxo de sangue” é o objeto direto.
Gabarito: C

Questão 13: ISS Niterói 2015 – Fiscal de Tributos (banca FGV)


“As casas em que passamos tão pouco tempo são repletas de objetos”.
Nesse período, o pronome relativo está precedido da preposição “em”, devido
à regência do verbo “passar”.
A frase abaixo em que a preposição está mal-empregada em face da norma
culta tradicional é:
a) O cargo a que aspiramos deve ser ocupado urgentemente.
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b) Os assuntos sobre que discutimos não eram tão sérios.


c) O grande trabalho em que isso implica deve ser avaliado.
d) A obra a que se dedicou foi bem construída.
e) O ideal por que lutou é dos mais nobres.
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o verbo “aspirar”, no sentido
de almejar, é transitivo indireto e rege a preposição “a”, por isso “a que”
ocupa a função de objeto indireto.
A alternativa (B) está correta, pois o verbo “discutir” é intransitivo, e a
expressão “sobre que” é o adjunto adverbial de assunto (discutir sobre algum
assunto).
A alternativa (C) é a errada, pois o verbo “implicar”, no sentido de
“acarretar”, é transitivo direto e não admite a preposição “em”. Assim, o
pronome “isso” é o sujeito, o verbo “implica” é transitivo direto e o pronome
“que” é o objeto direto. Veja a correção:
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O grande trabalho que isso implica deve ser avaliado.


A alternativa (D) está correta, pois o verbo “dedica” é transitivo direto e
indireto, o pronome reflexivo “se” é o objeto direto e “a que” é o objeto
indireto. O sujeito desse verbo ficou subentendido e o contexto não o
identificou.
A alternativa (E) está correta, pois o verbo “lutou”, neste contexto, é
transitivo indireto e o termo “por que” é o objeto indireto. O sujeito desse
verbo ficou subentendido e o contexto não o identificou.
Gabarito: C

Questão 14: TJ SC 2015 – Assistente Social (banca FGV)


A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e
verbal) recomendada pela norma culta é:
(A) O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o
transporte ferroviário”, com o que discordava a grande maioria.
(B) Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países
de fala hispânica, do qual não pediu para integrar, a situação dos demais
era tranquila.
(C) Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem
cuidadosamente aonde trabalhar, dando prioridade à locais de mais fácil
acesso.
(D) Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado
por outro morador inconsciente com a limpeza do local.
(E) O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao
descanso, o amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “discordava” rege a
preposição “de”. Note que o pronome demonstrativo “o” precede o pronome
relativo “que” e retoma toda a informação anterior. Sintaticamente, ele é o
aposto recapitulativo, sobre o qual comentamos em nossa aula de sintaxe da
oração. Veja a correção:
O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o
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transporte ferroviário”, do que discordava a grande maioria.


A alternativa (B) está errada, pois o verbo “integrar” é transitivo direto e
seu objeto direto não é precedido da preposição “de”. Veja a correção:
Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países de fala
hispânica, o qual não pediu para integrar, a situação dos demais era
tranquila.
A alternativa (C) está errada, pois o verbo “escolhem” não rege a
preposição “a”. Assim, devemos excluir tal preposição de “aonde”. Além disso,
o verbo “dando” rege a preposição “a”, mas o substantivo masculino plural
“locais” não admite o artigo “a”, por isso não pode haver crase.
Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem cuidadosamente
onde trabalhar, dando prioridade a locais de mais fácil acesso.

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A alternativa (D) está errada, pois o adjetivo “inconsciente” rege a


preposição “de”. Veja a correção:
Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado por
outro morador inconsciente da limpeza do local.
A alternativa (E) é a correta, pois o verbo “preferir” é transitivo direto e
indireto. Há uma sequência de objetos direto e indireto, respectivamente. Mas
preste atenção, pois o autor, por estilo, preferiu trocar a ordem dos últimos
complementos verbais. Assim, “à aventura” é o objeto indireto e “a
tranquilidade” é o objeto direto. (preferir a tranquilidade à aventura). É claro
que a vírgula entre os dois termos seria uma incorreção gramatical, porém tal
vírgula não foi alvo da questão, além de ela poder ser entendida como
omissão do verbo “preferir”, tendo em vista a ênfase na troca dos termos.
O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao descanso, o
amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade.
O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao descanso, o
amor ao interesse e à aventura (preferir) a tranquilidade.
Gabarito: E

Questão 15: Pref Osasco 2014– Analista (banca FGV)


No texto, entre os elementos coesivos sublinhados, podem ser substituídos
por “quando” os conectores destacados em:
(A) “(...) saudade dos tempos em que o Brasil sediou (...)”;
(B) “(...) atual padrão Fifa em que poucos têm acesso aos jogos”;
(C) “(...) com conforto incomparável ao que se via no passado”;
(D) “(...) matriculados no que hoje chamamos de ensinos (...)”;
(E) “(...) de meados do século passado com a de agora (...).
Comentário: Neste contexto, basta perceber que o pronome relativo
“quando” só pode retomar tempo. Assim, a alternativa (A) é a correta. Como
vimos na parte teórica, podemos substituir “quando” por “em que” e por “nos
quais”.
Note que a alternativa (E) também possui uma expressão temporal
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(“meados do século passado”), porém não há pronome relativo que o retoma.


Há apenas a preposição “com”.
Gabarito: A

Questão 16: INEA 2013 – Administrador (banca FGV)


No segmento “Isto significa combinar um conjunto de políticas não só para o
durante os riscos e situações de desastres, o que avançamos bem, mas
também e principalmente para o antes e o depois dos mesmos”, há um erro
de construção, por omissão da preposição EM antes de “o que avançamos
bem” (no que avançamos bem).
Assinale a alternativa que apresenta um erro no emprego da preposição antes
de pronome relativo.
(A) Os desastres a que nos referimos ocorreram há um ano.
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(B) As verbas de que foram reparadas as pontes são federais.


(C) Os problemas de que se ocuparam dizem respeito aos reparos.
(D) Os perigos com que se depararam são variados.
(E) As soluções por que lutaram demoraram a chegar.
Comentário: A própria questão aponta o erro na frase, pois se entende que
alguém avança bem em alguma coisa, por isso deveria haver a preposição
“em” antes do pronome relativo “que”. Veja como é o correto:
...no que avançamos bem...
A alternativa (A) está correta, pois “nos referimos” é um verbo
pronominal, que exige a preposição “a”. Confirme:
Os desastres a que nos referimos ocorreram há um ano.
A alternativa (B) é a errada, pois a locução verbal “foram reparadas”
não admite a preposição “de”, neste contexto, mas “com”. Confirme:
As verbas com que foram reparadas as pontes são federais.
A alternativa (C) está correta, pois se entende que alguém se ocupa de
alguma coisa. Assim, o verbo exige a preposição “de”. Confirme:
Os problemas de que se ocuparam dizem respeito aos reparos.
A alternativa (D) está correta, pois se entende que alguém se depara
com alguma coisa. Assim, o verbo exige a preposição “com”. Confirme:
Os perigos com que se depararam são variados.
A alternativa (E) está correta, pois se entende que alguém luta por
alguma coisa. Assim, o verbo exige a preposição “por”. Confirme:
As soluções por que lutaram demoraram a chegar.
Gabarito: B

Questão 17: SUDENE 2013 – Agente Administrativo (banca FGV)


“A crise que o país atravessa...”. Nesse segmento temos uma oração adjetiva
não precedida de preposição porque o verbo “atravessar” não a exige.
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Assinale a alternativa em que a frase apresenta erro quanto à regência.


(A) A crise a que o país assiste é muito grave.
(B) Os remédios de que o Brasil necessita são de conhecimento público.
(C) Os problemas com que nos deparamos são os de sempre.
(D) Os argumentos a que nos opomos são falsos.
(E) As soluções com que sugerimos não foram aceitas.
Comentário: A questão apresenta somente períodos com orações adjetivas,
para que possamos trabalhar a regência. Na frase do pedido da questão,
entendemos que o país atravessa uma crise. Assim, o verbo é transitivo
direto, o termo “o país” é o sujeito e o pronome relativo “que” é o objeto
direto, por isso não é precedido de preposição. Veja:
“A crise que o país atravessa...”
OD + sujeito + VTD

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A alternativa (A) está correta, pois o verbo “assiste”, no sentido de ver,


observar, é transitivo indireto e exige a preposição “a”, o termo “o país” é o
sujeito e “a que” é o objeto indireto. Veja:
“A crise a que o país assiste é muito grave...”
OI + sujeito + VTI

A alternativa (B) está correta, pois o verbo “necessita” é transitivo


indireto e exige a preposição “de”, o termo “o Brasil” é o sujeito e “de que” é
o objeto indireto. Veja:
“Os remédios de que o Brasil necessita são de conhecimento público.”
OI + sujeito + VTI

A alternativa (C) está correta, pois o verbo pronominal “nos deparamos”


é transitivo indireto e exige a preposição “com”, há sujeito oculto (“nós”) e
“com que” é o objeto indireto. Veja:
“Os problemas com que nos deparamos são os de sempre.”
OI VTI

A alternativa (D) está correta, pois o verbo pronominal “nos opomos” é


transitivo indireto e exige a preposição “a”, há sujeito oculto (“nós”) e “a que”
é o objeto indireto. Veja:
“Os argumentos a que nos opomos são falsos.”
OI + VTI

A alternativa (E) é a errada, pois o verbo “sugerimos” é transitivo direto,


por isso não exige preposição. Há sujeito oculto (“nós”) e o pronome relativo
“que” é o objeto direto. Assim, devemos eliminar a preposição “com”. Veja:
“As soluções que sugerimos não foram aceitas.”
OD + VTD
Gabarito: E
Vimos a regência e como é explorada na prova. Agora, vamos a um
assunto que é a continuação do anterior: crase. Assim, os verbos e nomes já
explorados que regem a preposição “a” fatalmente serão revistos nesta parte
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da aula.
Costumo dizer a meus alunos que não se deve decorar a regra,
principalmente a da crase, basta entendermos o processo, sua estrutura. Para
facilitar, vamos denominar o esquema a seguir de “estrutura-padrão da crase”.

A estrutura-padrão da crase
preposição

verbo a a substantivo feminino


ou + aquele, aquela, aquilo
nome a a (=aquela)
a qual (pronome relativo)

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Assim, quando um verbo ou um nome exigir a preposição “a” e o


substantivo posterior admitir artigo “a”, haverá crase. Além disso, se houver a
preposição “a” seguida dos pronomes “aquele”, “aquela”, “aquilo”, “a”
(=aquela) e “a qual”; ocorrerá crase.
Veja as frases abaixo e procure entendê-las com base no nosso
esquema.
1. Obedeço à lei.
2. Obedeço ao código.
3. Tenho aversão à atividade manual.
4. Tenho aversão ao trabalho manual.
5. Refiro-me àquela casa.
6. Refiro-me àquele livro.
7. Refiro-me àquilo.
8. Não me refiro àquela casa da esquerda, mas à da direita.
9. Esta é a casa à qual me referi.

Na frase 1, o verbo “Obedeço” é transitivo indireto e exige preposição


“a”, e o substantivo “lei” é feminino e admite artigo “a”, por isso há crase.
Na frase 2, o mesmo verbo exige a preposição, porém o substantivo
posterior é masculino, por isso não há crase.
Na frase 3, a crase ocorre porque o substantivo “aversão” exigiu a
preposição “a” e o substantivo “atividade” admitiu o artigo feminino “a”.
Na frase 4, “aversão” exige preposição “a”, mas “trabalho” é substantivo
masculino, por isso não há crase.
Nas frases 5, 6 e 7, “Refiro-me” exige preposição “a”, e os pronomes
demonstrativos “aquela”, “aquele” e “aquilo” possuem vogal “a” inicial (não é
artigo), por isso há crase.
Na frase 8, “me refiro” exige preposição “a”, “aquela” possui vogal “a”
inicial (não é artigo) e “a” tem valor de “aquela”, por isso há duas ocorrências
de crase. 04757080328

Na frase 9, “me referi” exige preposição “a”, e o pronome relativo “a


qual” é iniciado por artigo “a”, por isso há crase.
Muitas vezes o substantivo feminino está sendo tomado de valor geral,
estando no singular ou plural, e por isso não admite artigo “a”. Outras vezes
esse substantivo recebe palavra que não admite artigo antecipando-a, por isso
não haverá crase. Veja os exemplos abaixo em que o verbo transitivo indireto
exige o objeto indireto:
Os substantivos “leis”, “lei” estão em sentido
geral, por isso não recebem artigo “as”, “a” e
Obedeço a leis. não há crase. Na segunda frase, o que ratificou
Obedeço a lei e a regulamento. o sentido geral foi o substantivo masculino
“regulamento” não ser antecedido do artigo
“o”.

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Obedeço a uma lei. O artigo “uma” é indefinido, os pronomes


Obedeço a qualquer lei. “qualquer, toda, cada” são indefinidos. Como
Obedeço a toda lei. eles indefinem, não admitem artigo definido
Obedeço a cada lei. “a”. Os pronomes “tal” e “esta” são
demonstrativos. Por eles já especificarem o
Obedeço a tal lei. substantivo “lei”, não admitem o artigo “a”.
Obedeço a esta lei. Por isso não há crase.

O mesmo ocorre com os nomes que exigem o complemento nominal.


Veja:
Tenho obediência a leis.
Tenho obediência a lei e a regulamento.
Tenho obediência a uma lei.
Tenho obediência a qualquer lei.
Tenho obediência a toda lei.
Tenho obediência a cada lei.
Tenho obediência a tal lei.
Tenho obediência a esta lei.

Vimos o verbo transitivo indireto e nome que exigem preposição “a”, mas
os verbos intransitivos também podem exigir preposição “a”. Muitas vezes o
problema é saber se o nome posterior admite ou não o artigo “a” e se o
vocábulo “a” é apenas uma preposição, ou uma preposição mais o artigo “a”.
Por isso inserimos abaixo algumas regras que ajudam a confirmar a estrutura-
padrão da crase.
a. Quando os pronomes de tratamento estão na função de objeto indireto ou
complemento nominal, antecedidos da preposição “a”, não recebem crase, pois
não admitem artigo.
Refiro-me a Vossa Senhoria. Fiz referência a Vossa Excelência.
Observação: Dentre os pronomes de tratamento, somente senhora
admite artigo “a”, por isso, se esse pronome for precedido de preposição “a”,
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haverá crase:
Refiro-me à senhora Gioconda.
b. Diante de topônimos (nomes de lugar) que pedem o artigo feminino,
admite-se a crase:
Faremos uma excursão à Bahia, a Sergipe, a Alagoas e à Paraíba.
Um túnel ferroviário liga a França à Inglaterra.
Perceba que o substantivo “excursão” exige a preposição “a” e os
topônimos “Bahia” e “Paraíba” admitem artigo “a”. Por isso há crase. Já os
topônimos “Sergipe” e “Alagoas” não admitem artigo; por isso não há crase.
Mas será que devemos decorar quais os topônimos admitem ou não o artigo
“a”? Lógico que não, para isso, temos alguns macetes.

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Para você saber se o topônimo pede ou não o artigo, basta trocar o


verbo (que exige a preposição “a”) por outro que exija preposição diferente;
para evitar a confusão da preposição com o artigo.
Veja:
Fui à Bahia. Fui a Sergipe. Fui a Roma.
Para termos certeza de que há artigo ou não, basta trocarmos por “vim”. Veja:
Vim da Bahia. Vim de Sergipe. Vim de Roma.
Como o verbo “Vim” exige preposição “de”, se a oração permanecer
somente com essa preposição, é sinal de que, com o verbo “Fui”, também
permanecerá só a preposição “a” (Vim de Sergipe Fui a Sergipe).
Mas, se o verbo “Vim” estiver seguido de preposição mais artigo “da”, é
sinal de que, com o verbo “Fui”, também ocorrerá preposição mais artigo “à”
(Vim da Bahia Fui à Bahia).
Entretanto, você vai notar que, às vezes, queremos enfatizar,
determinar, especificar esses topônimos que não admitem o artigo. Quando
colocamos uma locução adjetiva ou algum outro determinante que o
caracterize, naturalmente receberá artigo. Havendo verbo que exija a
preposição “a”, ocorrerá a crase.
Veja:
Viajamos a Brasília, depois fomos a São Paulo.
(Viemos de Brasília ... de São Paulo)
Viajamos à Brasília de Juscelino, depois fomos à São Paulo da garoa.
(Viemos da Brasília de Juscelino ... da São Paulo da garoa)
Portanto, sem decoreba, ok? Temos que entender o uso. Vamos a outros
casos.
c. A palavra casa normalmente admite artigo (a casa é linda; comprei a casa
de meus sonhos; pintei a casa de azul etc). Porém, quando há um sentido de
deslocamento para ou do “próprio lar”, ela não admite artigo. Mas isso não
será problema para nós, pois usamos isso intuitivamente. Vamos lá:
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Você diz: “vim de casa” ou “vim da casa”?


Você diz: “vou para casa” ou “vou para a casa”?
Se é seu próprio lar, é natural dizer, “vim de casa”, “vou para casa”.
Porém, quando essa casa não é a sua, naturalmente e intuitivamente, coloca-
se um determinante nesse substantivo e obrigatoriamente inserimos artigo.
Tudo isso para mostrar que a casa não é a nossa. Está em dúvida? Então veja:
Você diz “vim de casa da Luzia” ou “vim da casa da Luzia”?
Você diz “vou para casa da Luzia” ou “vou para a casa da Luzia”?
Naturalmente usamos as segundas opções, correto?
Sabemos que isso não proporciona a crase. Mas, se enxergamos que a
preposição “para” tem o mesmo valor da preposição “a”; na sua substituição,
podemos ter crase.
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Veja:
Vou para casa. Vou para a casa da Amélia.
a+a
Vou a casa. Vou à casa da Amélia.
O bom filho volta a casa todos os dias.
O bom filho volta à casa dos pais todos os dias.
Note que se pode determinar a palavra “casa” colocando letra inicial
maiúscula (Casa). Assim, essa palavra passa a ter outra denotação: sinônimo
de Câmara dos Deputados ou representação de uma instituição. Dessa forma,
poderá ocorrer a crase:
Prestar à Casa as devidas homenagens.
d. Seguindo a mesma ideia do item anterior, a palavra “terra” admite artigo
normalmente.
A terra é boa! Ele vive da terra!
Assim, haverá crase:
O agricultor dedica-se à terra.
Não há crase quando a palavra terra está em contraposição a “a bordo”.
Isso porque não dizemos “ao bordo”. Não pode haver artigo nesta expressão:
Os marinheiros voltaram a terra depois de um mês no mar. (estavam a bordo)
Mas, se determinamos essa palavra, passamos a ter artigo e,
consequentemente, crase.
Veja:
Viajou em visita à terra dos antepassados.
Quando os astronautas voltarão à Terra? (a letra maiúscula determina)

e. Na locução à uma, significando “unanimemente, conjuntamente”, haverá


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crase. Veja:
Os sindicalistas responderam à uma: greve já!
Vimos a estrutura de um verbo ou nome que exige preposição “a”.
Agora, veremos a locução adverbial que não é exigida pelo verbo, mas possui
a estrutura interna com a preposição.
Exemplo: Estive aqui de manhã.
Note que a locução adverbial “de manhã” ocorreu sem exigência do
verbo, pois poderíamos dizer “Estive aqui.” Esta locução tem uma composição
própria: de + manhã. Se essa estrutura fosse composta por preposição “a”
seguida de nome feminino que admitisse artigo “a”, haveria crase.
Exemplo: Estive aqui à noite.

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Assim, vamos à estrutura da locução adverbial:


preposição + artigo + nome

à noite
à tarde à noite à direita às claras
às escondidas à toa à beça à esquerda
às vezes às ocultas à chave à escuta
à deriva às avessas às moscas à revelia
à luz à larga às ordens às turras
Deve-se dar especial destaque às locuções adverbiais de tempo, que
especificam o momento de um evento, com o núcleo expresso com o
substantivo hora(s), o qual recebe o artigo definido “a”, “as”.
à meia-noite, à uma hora às duas horas às três e quarenta.
Não se pode confundir com a indicação de tempo generalizado ou tempo
futuro:
Isso acontece a qualquer hora. Estarei lá daqui a duas horas.
Veja a diferença nas frases a seguir:
A aula acabará a uma hora. (uma hora após o momento da fala)
A aula acabará à uma hora. (terminará às 13 horas ou à uma hora da madrugada)
A aula acabara há uma hora. (a aula acabou uma hora antes)
No último caso, não há locução adverbial, o verbo “há” marca tempo
decorrido. Vimos isso na concordância, lembra?
Nas expressões que demarcam início e fim de evento, o paralelismo deve
ser conservado. Se o primeiro dos termos não possui artigo a, o segundo
também não terá. Se o primeiro tiver, o segundo receberá a crase:
A reunião será de 9 a 10 horas. A reunião será das 9 às 10 horas.
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Note: se o início do evento não recebeu artigo, o término também não


receberá. (de 9 a 10 horas).
Se o início do evento recebeu artigo, o término também receberá. (das 9
às 10 horas).
Merece destaque a locução adverbial de modo à moda de. Ela pode
estar expressa ou subentendida; por isso, deve-se tomar muito cuidado:
Pedimos uma pizza à moda da casa.
Atrevia-se a escrever à Drummond. (à moda de)
Pedimos arroz à grega. (à moda)
Não confunda com as expressões frango a passarinho, bife a cavalo,
as quais não possuem crase por não transmitirem modo.

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Haverá crase também nas locuções prepositivas, que são sempre


nocionais e iniciam locução adverbial:
à beira de à sombra de à exceção de à força de
à frente de à imitação de à procura de à semelhança de
à custa de às custas de
O uso do acento grave é opcional nas locuções adverbiais que indicam
meio ou instrumento, desde que o substantivo seja feminino: barco a (à) vela;
escrever a (à) máquina; escrever a (à) mão; fechar a porta a (à) chave;
repelir o invasor a (à) bala. Normalmente, os bons autores têm preferido sem
a crase. Tudo isso depende da intenção comunicativa. O instrumento ou o
meio podem ser especificados ou não com o artigo “a”.
Nas locuções adverbiais com palavras repetidas não haverá crase, pois
os substantivos estão sendo tomados de maneira geral, sem artigo definido:
cara a cara; frente a frente, etc.
A crase é obrigatória nas locuções conjuntivas adverbiais proporcionais à
medida que, à proporção que:
À medida que estudamos, vamos entendendo a matéria.
À proporção que as aulas ocorrem, os assuntos vão se acumulando.
Perceba uma diferença muito importante: “às vezes” e “as vezes”.
Às vezes você me olha diferente.
Note que, neste caso, não há precisão de momento, entende-se “de vez
em quando, por vezes, algumas vezes. Assim, há uma locução adverbial de
tempo e há crase.
Porém, podemos utilizar esta estrutura sem crase, quando há uma
especificação do momento:
As vezes que te vi, fiquei extasiado.
Neste caso, este termo será especificado por um termo adjetivo ou
oração adjetiva. Portanto, tome cuidado!
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CRASE FACULTATIVA

Emprega-se facultativamente o acento indicativo de crase quando é


opcional o uso da preposição a, ou do artigo definido feminino.
Casos em que a crase é facultativa:
a. A preposição “a” é facultativa depois da preposição “até”:
O visitante foi até a sala do Diretor.
O visitante foi até à sala do Diretor.
A sessão prolongou-se até à meia-noite.
A sessão prolongou-se até a meia-noite.

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b. O artigo definido é facultativo diante de pronome possessivo. Mas, para a


crase ser facultativa, esse pronome possessivo deve ser feminino singular.
Refiro-me à minha amiga.
Crase facultativa
Refiro-me a minha amiga.
Refiro-me às minhas amigas. Crase obrigatória
Refiro-me a minhas amigas. Crase proibida

c. O artigo definido é facultativo diante de nome próprio de pessoa. Se o nome


for feminino e o verbo exigir preposição, a crase será facultativa:
Refiro-me à Madalena.
Refiro-me a Madalena.
Observação: Tratando-se de pessoa célebre com a qual não se tenha
intimidade, geralmente não se usa o artigo nem o acento indicativo de crase,
salvo nos casos em que o nome esteja acompanhado de especificativo.
O orador fez uma bela homenagem a Rachel de Queiroz.
O orador fez uma bela homenagem à Rachel de Queiroz de O quinze.
Nas gramáticas, são elencados os casos em que a crase será proibida.
Para isso, basta apenas relembrarmos a estrutura-padrão da crase.
Agora, vamos praticar!
Questão 18: IBGE 2016 Agente Pesquisas Mapeamento (banca Cesgranrio)
O sinal indicativo da crase é obrigatório, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa, na palavra destacada em:
a) A substituição de computadores por outro tipo de aparelho tem provocado
a queda no número de lojas de equipamentos de informática.
b) As empresas especializadas em informática começaram a criticar o uso
excessivo dos telefones celulares.
c) A transformação da iluminação artificial deve-se a dedicação de nossos
antepassados para encontrar solução para enxergar durante a noite.
d) Os grandes magazines vendem aparelhos eletrônicos modernos e
econômicos a preço de custo e em muitas parcelas.
e) O uso de novas tecnologias na iluminação artificial possibilita a redução do
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consumo de energia elétrica e um melhor desempenho.


Comentário: A alternativa (A) está errada, pois a locução verbal “tem
provocado” é transitiva direta e o termo “a queda no número de lojas de
equipamentos de informática” é o objeto direto e a palavra em negrito é
apenas o artigo definido. Assim, não cabe crase.
A alternativa (B) está errada, pois diante de verbo não cabe artigo “a”.
Assim, não cabe crase. Tal palavra sublinhada é apenas a preposição “a”.
A alternativa (C) é a correta, pois realmente deve haver crase. Note que
“deve-se” rege a preposição “a” e o substantivo “dedicação” é precedido do
artigo “a”. Assim, deve haver crase. Veja:
A transformação da iluminação artificial deve-se à dedicação de nossos
antepassados para encontrar solução para enxergar durante a noite.
A alternativa (D) está errada, pois não cabe artigo “a” diante de
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substantivo masculino. A palavra em negrito é apenas a preposição “a”.


A alternativa (E) está errada, pois o verbo “possibilita” é transitivo direto
e o termo “a redução” é o objeto direto e a palavra em negrito é apenas o
artigo definido. Assim, não cabe crase.
Gabarito: C

Questão 19: IBGE 2016 Supervisor de Pesquisas (banca Cesgranrio)


O acento grave está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) Frente à desigualdades sociais, temos de ser solidários.
b) Os catadores são submetidos à um sofrimento imenso.
c) São terríveis às condições de trabalho dos catadores.
d) À classe dos catadores de lixo devemos respeito.
e) Os governos precisam atender à vítimas da desigualdade.
Comentário: A alternativa (A) está errada. Não cabe crase, pois “frente” rege
a preposição “a” e o substantivo plural “desigualdades” não está precedido do
artigo “as”. Assim, o vocábulo “a” é apenas preposição. Veja a correção:
Frente a desigualdades sociais, temos de ser solidários.
A alternativa (B) está errada, pois não cabe crase diante de palavra
masculina. Note que há apenas a preposição “a” seguida do artigo indefinido
“um”. Veja a correção:
Os catadores são submetidos a um sofrimento imenso.
A alternativa (C) está errada, pois “as condições de trabalho dos
catadores” é o sujeito do predicado nominal “São terríveis”. Como sabemos
que sujeito não deve ser precedido de preposição, não cabe crase. Há apenas
o artigo “as”. Veja a correção:
São terríveis as condições de trabalho dos catadores.
A alternativa (D) é a correta, pois o substantivo “respeito” rege a
preposição “a” e o substantivo “classe” é precedido do artigo “a”. Assim,
ocorre crase. 04757080328

A alternativa (E) está errada. Não cabe crase, pois “atender” rege a
preposição “a” e o substantivo plural “vítimas” não está precedido do artigo
“as”. Assim, o vocábulo “a” é apenas preposição. Veja a correção:
Os governos precisam atender a vítimas da desigualdade.
Gabarito: D

Questão 20: IBGE 2016 Agente de Pesquisas (banca Cesgranrio)


De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal indicativo da
crase é obrigatório na palavra destacada em:
a) Em áreas rurais próximas a florestas, famílias de baixa renda praticam a
caça e utilizam madeira para gerar energia para a alimentação.
b) As substâncias tóxicas da fumaça da lenha causam inflamações nas vias
respiratórias e nos pulmões, além de reduzirem a imunidade.

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c) Os fogões ecológicos são preferíveis a fogões de lenha porque são


projetados para não emitir fumaça dentro das residências.
d) Os moradores das regiões mais pobres devem ser informados sobre os
males que a fumaça do fogão de lenha pode trazer a crianças e velhos.
e) Alguns programas de eficiência energética têm sido implementados na
região, porque podem reduzir a metade o consumo de lenha.
Comentário: A alternativa (A) está errada. Não cabe crase, pois “próximas”
rege a preposição “a” e o substantivo plural “florestas” não está precedido do
artigo “as”. Assim, o vocábulo “a” é apenas preposição.
A alternativa (B) está errada, pois o verbo “reduzirem”, neste contexto,
é transitivo direto, por isso não rege preposição “a”. Note que há apenas o
artigo “a” diante do substantivo “imunidade”.
A alternativa (C) está errada. Não cabe crase, pois “preferíveis” rege a
preposição “a” e o substantivo plural “fogões” é masculino. Assim, o vocábulo
“a” é apenas preposição.
A alternativa (D) está errada. Não cabe crase, pois “trazer”, neste
contexto, rege a preposição “a” e o substantivo plural “crianças” não está
precedido do artigo “as”. Assim, o vocábulo “a” é apenas preposição.
A alternativa (E) é a correta, pois o verbo “reduzir”, neste contexto, é
transitivo direto e indireto. O termo “o consumo” é o objeto direto e “à
metade” é precedido da preposição “a”. Como o núcleo do objeto indireto
(“metade”) está precedido do artigo “a”, deve haver crase. Veja a correção:
Alguns programas de eficiência energética têm sido implementados na região,
porque podem reduzir à metade o consumo de lenha.
Gabarito: E

Questão 21: IBGE 2016 Agente de Pesquisas (banca Cesgranrio)


A regência verbal de pertencer, usado na linha 5 do Texto, exige a
preposição a e, por isso, ele pode estar seguido de um complemento que exija
o emprego do acento indicativo de crase.
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Esse acento deve ser empregado no seguinte contexto em que figura esse
verbo:
a) O futuro pertence a Deus.
b) A felicidade pertence a mim.
c) As sereias pertencem a imaginação.
d) As Olimpíadas pertencem a esta cidade.
e) Estas rodovias pertencem a Curitiba.
Comentário: O verbo “pertence” é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
Nas alternativas (A), (B), (D) e (E) não cabe crase, haja vista que
“Deus”, “mim”, “esta” e “Curitiba” não admitem ser precedidos do artigo “a”.
Já a alternativa (C) é a correta, pois o substantivo “imaginação” está
precedido do artigo “a”. Veja a correção:
As sereias pertencem à imaginação.

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Gabarito: C

Questão 22: UNIRIO 2016 Assistente em Administração (banca Cesgranrio)


A palavra em destaque está acentuada de acordo com a norma-padrão em:
a) É preciso prestar contas à você
b) Quanto à essa lenda, sabe-se que é escandinava.
c) O diabo nunca mais voltou à Dinamarca.
d) O diabo cumpriu à tarefa.
e) A divulgação dessa lenda é atribuída à Georges Dumézil.
Comentário: Nas alternativas (A), (B) e (E), não cabe crase, haja vista que
“você”, “essa” e “Georges Dumézil” não admitem ser precedidos do artigo “a”.
Assim, o vocábulo “a” é apenas preposição.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “cumpriu” é transitivo direto
e o termo “a tarefa” é o objeto direto. Assim, o vocábulo “a” é apenas artigo.
A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “voltou” rege a preposição “a”
e o substantivo “Dinamarca” é precedido do artigo “a”.
Gabarito: C

Questão 23: UNIRIO 2016 Assistente em Administração (banca Cesgranrio)


O sinal indicativo de crase está empregado conforme a norma-padrão em:
a) O engraxate ficou frente à frente com o homem desconhecido.
b) O escritor começou à conversar com o engraxate no aeroporto.
c) Não se sabe à que proporções chegou a vergonha do escritor.
d) À medida que o rapaz engraxava, o escritor sentia mais vergonha.
e) O escritor foi exposto à emoções até então desconhecidas para ele.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois, diante de palavras
repetidas, há apenas a preposição “a”. Portanto, não cabe crase.
A alternativa (B) está errada, pois, diante de verbo, não cabe artigo “a”.
Portanto, não cabe crase.
A alternativa (C) está errada, pois “a que” é o objeto indireto do verbo
“chegou”. O pronome interrogativo “que” está precedido da preposição “a”.
Portanto, não cabe crase.
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A alternativa (D) é a correta, pois a locução conjuntiva adverbial


proporcional “À medida que” deve receber crase.
A alternativa (E) está errada. Não cabe crase, pois “exposto” rege a
preposição “a” e o substantivo plural “emoções” não está precedido do artigo
“as”. Assim, o vocábulo “a” é apenas preposição.
Gabarito: D

Questão 24: ANP 2016 Técnico em Regulação (banca Cesgranrio)


De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, o emprego do sinal
indicativo da crase é obrigatório no vocábulo destacado em:
a) O telefone celular exerce tal fascínio sobre a população que os aplicativos
ligados a ele têm mobilizado pessoas, independentemente do nível de
escolaridade.

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b) O processo de desaceleração econômica mundial não causará impedimento


a ascensão das novas tecnologias de comunicação e informação.
c) As pessoas mais jovens (de 16 a 25 anos) assistem a cerca de uma hora a
menos de televisão por dia do que as mais velhas (acima dos 65 anos).
d) A Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada em 2015, considerou a televisão o
meio de comunicação mais utilizado pelos brasileiros.
e) Os meios de comunicação começam a criticar o excessivo uso da internet
por usuários das diversas classes sociais.
Comentário: Na alternativa (A), há apenas o artigo “a”, pois a preposição
“sobre” não admite a preposição “a” em seguida. Assim, não cabe crase.
A alternativa (B) é a correta, pois o verbo “causará” é transitivo direto e
indireto, o termo “impedimento” é o objeto direto e o termo “a ascensão das
novas tecnologias de comunicação e informação” é o objeto indireto. Assim, o
verbo rege a preposição “a” e o substantivo “ascensão” é precedido do artigo
“a”, ocorrendo a crase. Veja:
O processo de desaceleração econômica mundial não causará impedimento à
ascensão das novas tecnologias de comunicação e informação.
Na alternativa (C), o pronome indefinido “menos” não admite artigo “a”.
Assim, há apenas preposição “a” e não cabe crase.
Na alternativa (D), o verbo “considerou” é transitivo direto e não admite
preposição “a”. Assim, não ocorre crase.
Na alternativa (E), não cabe artigo “a” diante de verbo, por isso não há
crase.
Gabarito: B

Questão 25: ANP 2016 Técnico Administrativo (banca Cesgranrio)


Assim como nas locuções “a vapor” e “a bordo”, também não há acento
indicativo de crase no seguinte texto de uma mensagem que está
contextualizada entre parênteses:
a) Angu a baiana (cardápio de restaurante)
b) Peixe a moda da casa (cardápio de restaurante)
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c) Sujeito a guincho (mensagem aos motoristas)


d) Obras a frente (mensagem aos motoristas)
e) Bem-vindo a Bahia (mensagem aos motoristas)
Comentário: As palavras “vapor” e “bordo” são masculinas. Assim, não
admitem artigo “a” e não pode haver crase.
Nesta questão, devemos encontrar a alternativa em que também não
cabe crase, por isso a alternativa (C) é a correta, pois apresenta o substantivo
masculino “guincho”, o qual não admite artigo “a” e com isso não pode haver
crase.
As demais alternativas apresentam expressões com crase.
A locução adverbial “à baiana” é iniciada com a preposição “a” e o
adjetivo “baiana” faz subentender o substantivo “moda”, o qual é precedido
do artigo “a”. Assim, deve haver crase.
A locução adverbial “à moda da casa” é iniciada com a preposição “a” e

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o substantivo “moda” é precedido do artigo “a”. Assim, deve haver crase.


A locução adverbial “à frente” é iniciada com a preposição “a” e o
substantivo “frente” é precedido do artigo “a”. Assim, deve haver crase.
O adjetivo composto “Bem-vindo” rege a preposição “a” e o substantivo
“Bahia” é precedido do artigo “a”. Assim, deve haver crase.
Gabarito: C

Questão 26: BNDES 2013 Administrador (banca Cesgranrio)


Segundo a norma-padrão, o sinal indicativo da crase não deve ser utilizado no
seguinte trecho:
“Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas
tendem a aceitar algumas afirmações”.
A mesma justificativa para essa proibição pode ser identificada em:
(A) “É natural que isso aconteça, quando mais não seja porque as certezas
nos dão segurança e tranquilidade. Pô-las em questão equivale a tirar o
chão de sob nossos pés.”
(B) “Com o desenvolvimento do pensamento objetivo e da ciência, aquelas
certezas inquestionáveis passaram a segundo plano, dando lugar a um
novo modo de lidar com as certezas e os valores.”
(C) “a visão inovadora veio ganhando terreno e, mais do que isso,
conquistando posições estratégicas, o que tornou possível influir na
formação de novas gerações, menos resistentes a visões
questionadoras.”
(D) “Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de
achar que quem defende determinados valores estabelecidos está
indiscutivelmente errado.”
(E) “Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia
seria caótica e, por isso mesmo, inviável”.
Comentário: Em “tendem a aceitar” não pode haver crase, porque há
apenas uma preposição, pois não se admite artigo “a” antes de verbo. Assim,
devemos encontrar a mesma justificativa numa das alternativas, isto é,
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preposição “a” seguida de verbo.


A alternativa (A) é a correta, tendo em vista que “equivale a tirar”
também apresenta a preposição “a” e em seguida um verbo, o qual não
admite ser precedido de artigo “a”. Assim, a crase é proibida.
A alternativa (B) apresenta apenas a preposição “a” e é seguida de um
numeral masculino (“segundo”) e um substantivo masculino (“plano”). A crase
também é proibida, mas a justificativa é diferente do pedido da questão.
A alternativa (C) apresenta apenas a preposição “a”, pois é seguida do
substantivo feminino plural “visões”, sem a presença do artigo “as”. A crase
também é proibida, mas a justificativa é diferente do pedido da questão.
A alternativa (D) apresenta apenas a preposição “a” e é seguida de um
pronome masculino (“outros”) e um substantivo masculino (“erros”). A crase
também é proibida, mas a justificativa é diferente do pedido da questão.
A alternativa (E) apresenta apenas a preposição “a” e é seguida de um

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pronome invariável (“cada”) e um substantivo masculino (“dia”). A crase


também é proibida, mas a justificativa é diferente do pedido da questão.
Gabarito: A

Questão 27: Liquigás 2013 Técnico (banca Cesgranrio)


Em “e pode levar à frustração”, o uso do sinal indicativo da crase é obrigatório
de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Essa obrigatoriedade se verifica na palavra destacada em:
(A) O consumo desmedido geralmente tem como resultado a desestabilização
econômica.
(B) Os danos causados ao meio ambiente multiplicam os efeitos negativos a
vida humana.
(C) O problema do consumidor exagerado é que ele é levado a comprar para
seguir a moda.
(D) Somos persuadidos a gastar o dinheiro que não temos em coisas de que
não precisamos.
(E) Vários consumidores confirmaram a preferência pela compra de produtos
supérfluos.
Comentário: Na alternativa (A), não cabe crase, pois o verbo “tem” é
transitivo direto e o termo “desestabilização econômica” é o objeto direto, o
qual é iniciado penas pelo artigo definido “a”.
Na alternativa (B), deve haver crase, pois o verbo “multiplicam” é
transitivo direto e indireto, o termo “os efeitos negativos” é o objeto direto e
“a vida humana” é o objeto indireto, o qual é iniciado pela preposição “a”.
Como o substantivo “vida” está determinado pelo adjetivo “humana”, há
artigo definido “a”. Assim, deve haver crase. Veja a correção:
Os danos causados ao meio ambiente multiplicam os efeitos negativos à vida
humana.
Na alternativa (C), não cabe crase, porque não pode haver artigo “a”
antes de verbo. Além disso, o verbo “seguir” é transitivo direto e o termo “a
moda” é o objeto direto, o qual é iniciado apenas pelo artigo definido “a”.
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Na alternativa (D), não cabe crase, porque não pode haver artigo “a”
antes de verbo.
Na alternativa (E), não cabe crase, pois o verbo “confirmaram” é
transitivo direto e o termo “a preferência” é o objeto direto, o qual é iniciado
apenas pelo artigo definido “a”.
Gabarito: B

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Diferença entre “a” e “há”


Basicamente já vimos tudo sobre a diferença entre “a” e “há” ao longo
de nossas aulas, mas vale aqui relembrar e resumir:
Valores do “a”:
a) artigo: quando precede substantivo feminino: a moda, a família etc.
b) preposição: normalmente é exigida por verbo ou nome anterior, transmite
circunstância diante de um adjunto adverbial, compõe locução verbal ou inicia
orações. Veja os respectivos exemplos:
Obedeço ao código.
Sou obediente ao código.
Ao fim do dia, ele estava bem cansado.
Comecei a trabalhar ontem.
A depender de mim, ela será a pessoa mais feliz do mundo.
b) pronome demonstrativo reduzido: quando subentende o pronome
demonstrativo desenvolvido “aquela”. Veja exemplos:
A que menos se destacou foi a Margarida.
Não me referi àquela pessoa da esquerda, mas à da direita.

Valores do “há”:
O verbo “haver” tem vários sentidos e empregos. Os usos mais cobrados
em prova são o de tempo decorrido e o de existir. Veja os respectivos
exemplos:
Há dois anos não vejo Maria.
Há trinta pessoas aqui.
Para diferenciar o emprego de cada um, devemos atentar bastante ao
contexto.
Normamente, confundimos quando o “a” tem valor de distância ou tempo
futuro. Veja que o verbo “haver” transmite noção de tempo decorrido, já a
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preposição transmite tempo futuro. Com isso, o advérbio “daqui” (ou a


preposição “de”) ficará subentendido ou explícito:
A 300 metros, vire à esquerda!
Daqui a 300 metros, vire à esquerda!
Andei este país de norte a sul.
A 10 dias sairei de férias.
Daqui a 10 dias sairei de férias.
A aula ocorrerá de 9 a 11 horas.
Com a expressão “cerca de”:
A expressão “cerca de” transmite sentido de quantidade aproximada e
naturalmente pode nos confundir quanto ao uso de “há” ou “a”.

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Da mesma forma, tenha em mente que o verbo “há” será usado com
valor de existir ou tempo decorrido e a preposição “a” na ideia de distância ou
tempo futuro:
A cerca de 300 metros, vire à esquerda.
Daqui a cerca de 300 metros, vire à esquerda.
A cerca de 10 dias estarei em casa.
Daqui a cerca de 10 dias estarei em casa.
Há cerca de 300 pessoas aqui.
Há cerca de 50 anos, não havia tanto crescimento socioeconômico
assim.

Questão 28: IBGE 2014 Agente de Pesquisas (banca Cesgranrio)


A palavra em destaque está grafada de acordo com a norma-padrão, EXCETO
em:
a) Os carros vêm poluindo as cidades a muito tempo.
b) Os ambientalistas procuram há décadas uma solução definitiva.
c) O desinteresse pelos automóveis passou a despertar a atenção dos
estudiosos.
d) Nas cidades planejadas, as zonas residenciais devem ficar a dez km do
centro comercial.
e) Em alguns países, há excesso de veículos nas ruas.
Comentário: A alternativa (A) é a errada, pois há noção de tempo decorrido.
Assim, deve-se empregar o verbo “há”. Veja:
Os carros vêm poluindo as cidades há muito tempo.
A alternativa (B) está correta, pois o verbo “há” transmite noção de
tempo decorrido.
A alternativa (C) está correta, pois o verbo “despertar” é transitivo
direto e o termo “a atenção dos estudiosos” é o objeto direto, cujo núcleo
“atenção” é precedido do artigo “a”.
A alternativa (D) está correta, pois a preposição “a” transmite noção de
distância de um ponto a outro. 04757080328

A alternativa (E) está correta, pois o verbo “há” encontra-se no sentido


de existir.
Gabarito: A

Questão 29: Transpetro 2012 Analista de Sistemas (banca Cesgranrio)


A palavra a, na língua portuguesa, pode ser grafada de três formas distintas
entre si, sem que a pronúncia se altere: a, à, há. No entanto, significado e
classe gramatical dessas palavras variam.
A frase abaixo deverá sofrer algumas alterações nas palavras em destaque
para adequar-se à norma-padrão.
A muito tempo não vejo a parte da minha família a qual foi deixada de
herança a fazenda a que todos devotavam grande afeto.
De acordo com a norma-padrão, a correção implicaria, respectivamente, esta

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sequência de palavras:
a) A - a - à - há - à
b) À - à - a - a - a
c) Há - a - à - a - a
d) Há - à - à - a - a
e) Há - a - a - à - à
Comentário: A primeira palavra grifada transmite valor de tempo decorrido,
por isso deve ser empregado o verbo “Há”: Há muito tempo. Com isso, já
eliminamos as alternativas (A) e (B).
A segunda palavra grifada é o artigo “a”, o qual precede o substantivo
“parte”, que é o núcleo do objeto direto. Assim, eliminamos a alternativa (D).
Para resolvermos a terceira palavra grifada, dependemos do
entendimento também da quarta.
Na oração subordinada adjetiva “a qual foi deixada de herança a
fazenda”, temos o sujeito “a fazenda” e o substantivo “fazenda” é precedido
do artigo “a”. Já o pronome relativo “a qual” deve receber o sinal indicativo de
crase, pois “herança” rege a preposição “a” e o pronome relativo “qual” deve
ser precedido do artigo “a”. Dessa forma, sabemos que a alternativa correta é
a (C).
Para finalizar, na oração subordinada adjetiva “a que todos devotavam
grande afeto”, o substantivo “afeto” rege a preposição “a” e o pronome
relativo “que” não pode ser precedido do artigo “a”. Assim, não cabe crase.
Veja agora todo o texto correto:
Há muito tempo não vejo a parte da minha família à qual foi deixada de
herança a fazenda a que todos devotavam grande afeto.
Gabarito: C

Questão 30: Liquigás 2012 Ciências Econômicas (banca Cesgranrio)


As palavras destacadas abaixo não se diferem somente quanto à pronúncia
mais ou menos forte.
“A gente se acostuma a coisas de mais.” “não há muito o que fazer”
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A frase em que a palavra destacada foi usada adequadamente à norma-


padrão é a seguinte:
a) Sua casa fica a muitos quilômetros daqui.
b) Visitarei meu irmão daqui há dois dias.
c) Passei no vestibular a cerca de sete anos.
d) Há muitas crianças dediquei a minha vida.
e) A dois dias cheguei da viagem ao Pará.
Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois usamos a preposição “a” para
transmitir a ideia de distância. Observe o advérbio “daqui”, marcando o ponto
de origem.
A alternativa (B) está errada, pois há noção de tempo futuro, inclusive
há o advérbio “daqui” marcando o tempo de origem. Veja a correção:
Visitarei meu irmão daqui a dois dias.

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A alternativa (C) está errada, pois a palavra em negrito transmite a


noção de tempo decorrido. Assim, devemos empregar o verbo “há”. Veja a
correção:
Passei no vestibular há cerca de sete anos.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “dediquei” é transitivo direto
e indireto, o termo “a minha vida” é o objeto direto e o objeto indireto deve
ser precedido de preposição. Veja a correção:
A muitas crianças dediquei a minha vida.
A alternativa (E) está errada, pois a palavra em negrito transmite a
noção de tempo decorrido. Assim, devemos empregar o verbo “há”. Veja a
correção:
Há dois dias cheguei da viagem ao Pará.
Gabarito: A

O que devo tomar nota como mais importante?


 Objeto direto “o, a, os, as”; objeto indireto “lhe, lhes”.
 Estrutura VTD + OD; VTI + OI; VTDI + OD + OI; VI.
 Diferenciar as funções sintáticas do pronome relativo.
 Diferenciar orações subordinadas substantivas das adjetivas.
 Cuidado com os pronomes relativos “cujo” e “onde”.
A estrutura-padrão da crase
preposição
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verbo a a substantivo feminino


ou + aquele, aquela, aquilo
nome a a (=aquela)
a qual (pronome relativo)

Grande abraço!!!

Professor Terror

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Questão 1: IBGE 2016 Supervisor de Pesquisas (banca Cesgranrio)


A regência nominal está adequada à norma-padrão em:
a) Os pobres são ávidos por melhores condições de vida.
b) Os catadores sentem desejo com uma vida melhor.
c) Muitos catadores têm orgulho em seu ofício.
d) Parte da população é sensível para a pobreza.
e) Vários dejetos são inúteis para com a reutilização.

Questão 2: IBGE 2016 Supervisor de Pesquisas (banca Cesgranrio)


Observa-se obediência à norma-padrão, no que se refere à regência verbal,
em:
a) A pobreza implica em muito sofrimento.
b) Os governantes devem assistir aos pobres, diminuindo seu sofrimento.
c) Todos aspiram a uma vida mais justa.
d) A população não raro esquece dos menos favorecidos.
e) É importante desejarmos ao fim da pobreza.

Questão 3: Transpetro 2016 Auditor Júnior (banca Cesgranrio)


O período em que a regência do verbo em destaque está adequada à norma-
padrão é:
a) O homem aspirava o mar como quem deseja o impossível.
b) O menino se lembrou que a mãe também amava o mar.
c) O menino preferia o mar do que o rio.
d) Não duvidava que o pai conhecesse bem o mar.
e) Santiago Kovadloff queria muito bem ao filho.

Questão 4: BNDES 2013 Administrador (banca Cesgranrio)


Fragmento do texto: Por outro lado, como a vida muda e a mudança é
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inerente à existência, impedir a mudança é impossível. Daí resulta que a


sociedade termina por aceitar as mudanças, mas apenas aquelas que de
algum modo atendem a suas necessidades e a fazem avançar.
No Texto, o verbo atender ( . 4) exige a presença de uma preposição para
introduzir o termo regido.
Essa mesma exigência ocorre na forma verbal destacada em:
(A) “Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas
tendem a aceitar algumas afirmações como verdades indiscutíveis.”
(B) “Introduziram-se as ideias não só de evolução como de revolução.”
(C) “Inúmeras descobertas reafirmam a indiscutível tese de que a mudança
é inerente à realidade tanto material quanto espiritual,”
(D) “Por outro lado, como a vida muda e a mudança é inerente à existência,
impedir a mudança é impossível.”

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(E) “Daí resulta que a sociedade termina por aceitar as mudanças, ”

Questão 5: Banco do Brasil 2012 Escriturário (banca Cesgranrio)


A frase em que a presença ou ausência da preposição está de acordo com a
norma-padrão é:
(A) A certeza que a sorte chegará para mim é grande.
(B) Preciso de que me arranjem um emprego.
(C) Convidei à Maria para vir ao escritório.
(D) A necessidade que ele viesse me ajudar me fez chamá-lo.
(E) Às dez horas em ponto, estarei à sua casa

Questão 6: BNDES 2011 Engenheiro (banca Cesgranrio)


A frase em que o uso da preposição destacada NÃO constitui caso de regência
verbal ou nominal é:
(A) “Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa,”
(B) “temos que nos conscientizar de que estamos juntos...”
(C) “dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.”
(D) “...que, para ser feliz com a outra pessoa,”
(E) “Você aprende a gostar de você,”

Questão 7: BNDES 2010 Analista de Sistemas (banca Cesgranrio)


Observe o trecho a seguir.
“...que o sucesso de ontem não nos garante o sucesso de amanhã.”
Das passagens transcritas abaixo, qual verbo em destaque apresenta
transitividade igual à do verbo destacado acima?
(A) “‘a gente leva da vida a vida que a gente leva.’”
(B) “A visão pessoal tem o poder de dar sentido às coisas,”
(C) “afinal para quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve.”
(D) “Outras ganham fôlego no início, mas acabam desistindo.”
(E) “Mas é assim que a vida segue.”
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Questão 8: FINEP 2011 Analista (banca Cesgranrio)


Cada período abaixo é composto pela união de duas orações.
Em qual deles essa união está de acordo com a norma padrão?
(A) A exposição que o pesquisador se referiu foi prorrogada por mais um
mês.
(B) Mora em Recife o pesquisador que os postais estão sendo expostos.
(C) Os estúdios em que eram elaborados os postais ficavam na Europa.
(D) Foi impressionante o sucesso cuja exposição de cartões-postais alcançou.
(E) O assunto que o pesquisador se interessou traz uma marca de
romantismo.

Questão 9: FINEP 2011 Técnico (banca Cesgranrio)


Dentre os períodos compostos abaixo, qual foi elaborado de acordo com a

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norma-padrão da língua?
(A) Entrei e saí do escritório hoje correndo.
(B) O relatório que te falei está em cima da mesa.
(C) Esse é o colega que dei meu endereço novo.
(D) O manual por que aprendeu a usar a máquina é ruim.
(E) A ilha que eu mudei minha residência oficial é grande.

Questão 10: BNDES 2010 Técnico (banca Cesgranrio)


Em relação à regência nominal ou verbal, qual a frase em que NÃO se
emprega o pronome relativo precedido de preposição?
(A) O físico ______ frase sempre me recordo quebrou paradigmas com sua
nova forma de pensar.
(B) A conferência ______ assistimos marcou o início de uma nova etapa em
nossa vida.
(C) Era impossível aceitar as provocações ______ foram submetidos durante
o discurso.
(D) As provações ________ estamos expostos são importantes para
descobrirmos novas oportunidades.
(E) Os obstáculos _______ transpusemos ao longo da vida profissional nos
ajudaram a atingirmos o sucesso.

Questão 11: IBGE 2011 Agente (banca Cesgranrio)


A regência verbal está correta na seguinte alternativa
A) As pessoas chegam nas casas de repouso com algum familiar.
B) A família avisou ao enfermeiro a idade avançada do paciente.
C) O filho se esquece que o pai idoso lhe criou com dificuldades.
D) O abandono aos idosos implica em estado depressivo.
E) O médico procedeu os exames do paciente idoso.

Questão 12: TJ PI 2015 – Analista Judiciário (banca FGV)


A oração adjetiva abaixo sublinhada que deveria vir introduzida com um
pronome relativo precedido de preposição é:
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(A) “lidar com situações emergenciais e atuar em casos que venham a causar
transtornos nos principais corredores viários de uma cidade”.
(B) “O aumento progressivo da frota de veículos provoca congestionamentos
que muitas vezes impedem que os procedimentos planejados de
emergência sejam adotados”.
(C) “O gerenciamento de acidentes de trânsito, como a velocidade que se
desfaz o local de uma batida numa via estrutural”.
(D) “Situações como obras, fechamento de ruas e de faixas de tráfego,
enchentes, alagamentos das vias e quedas de encostas e árvores, que
impedem a circulação normal de veículos”.
(E) “Podemos fazer analogia com um infarto e um AVC, que impedem o fluxo
de sangue...”.

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Questão 13: ISS Niterói 2015 – Fiscal de Tributos (banca FGV)


“As casas em que passamos tão pouco tempo são repletas de objetos”.
Nesse período, o pronome relativo está precedido da preposição “em”, devido
à regência do verbo “passar”.
A frase abaixo em que a preposição está mal-empregada em face da norma
culta tradicional é:
a) O cargo a que aspiramos deve ser ocupado urgentemente.
b) Os assuntos sobre que discutimos não eram tão sérios.
c) O grande trabalho em que isso implica deve ser avaliado.
d) A obra a que se dedicou foi bem construída.
e) O ideal por que lutou é dos mais nobres.

Questão 14: TJ SC 2015 – Assistente Social (banca FGV)


A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e
verbal) recomendada pela norma culta é:
(A) O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o
transporte ferroviário”, com o que discordava a grande maioria.
(B) Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países
de fala hispânica, do qual não pediu para integrar, a situação dos demais
era tranquila.
(C) Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem
cuidadosamente aonde trabalhar, dando prioridade à locais de mais fácil
acesso.
(D) Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado
por outro morador inconsciente com a limpeza do local.
(E) O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao
descanso, o amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade.
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Questão 15: Pref Osasco 2014– Analista (banca FGV)


No texto, entre os elementos coesivos sublinhados, podem ser substituídos
por “quando” os conectores destacados em:
(A) “(...) saudade dos tempos em que o Brasil sediou (...)”;
(B) “(...) atual padrão Fifa em que poucos têm acesso aos jogos”;
(C) “(...) com conforto incomparável ao que se via no passado”;
(D) “(...) matriculados no que hoje chamamos de ensinos (...)”;
(E) “(...) de meados do século passado com a de agora (...).

Questão 16: INEA 2013 – Administrador (banca FGV)


No segmento “Isto significa combinar um conjunto de políticas não só para o
durante os riscos e situações de desastres, o que avançamos bem, mas
também e principalmente para o antes e o depois dos mesmos”, há um erro

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de construção, por omissão da preposição EM antes de “o que avançamos


bem” (no que avançamos bem).
Assinale a alternativa que apresenta um erro no emprego da preposição antes
de pronome relativo.
(A) Os desastres a que nos referimos ocorreram há um ano.
(B) As verbas de que foram reparadas as pontes são federais.
(C) Os problemas de que se ocuparam dizem respeito aos reparos.
(D) Os perigos com que se depararam são variados.
(E) As soluções por que lutaram demoraram a chegar.

Questão 17: SUDENE 2013 – Agente Administrativo (banca FGV)


“A crise que o país atravessa...”. Nesse segmento temos uma oração adjetiva
não precedida de preposição porque o verbo “atravessar” não a exige.
Assinale a alternativa em que a frase apresenta erro quanto à regência.
(A) A crise a que o país assiste é muito grave.
(B) Os remédios de que o Brasil necessita são de conhecimento público.
(C) Os problemas com que nos deparamos são os de sempre.
(D) Os argumentos a que nos opomos são falsos.
(E) As soluções com que sugerimos não foram aceitas.

Questão 18: IBGE 2016 Agente Pesquisas Mapeamento (banca Cesgranrio)


O sinal indicativo da crase é obrigatório, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa, na palavra destacada em:
a) A substituição de computadores por outro tipo de aparelho tem provocado
a queda no número de lojas de equipamentos de informática.
b) As empresas especializadas em informática começaram a criticar o uso
excessivo dos telefones celulares.
c) A transformação da iluminação artificial deve-se a dedicação de nossos
antepassados para encontrar solução para enxergar durante a noite.
d) Os grandes magazines vendem aparelhos eletrônicos modernos e
econômicos a preço de custo e em muitas parcelas.
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e) O uso de novas tecnologias na iluminação artificial possibilita a redução do


consumo de energia elétrica e um melhor desempenho.

Questão 19: IBGE 2016 Supervisor de Pesquisas (banca Cesgranrio)


O acento grave está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) Frente à desigualdades sociais, temos de ser solidários.
b) Os catadores são submetidos à um sofrimento imenso.
c) São terríveis às condições de trabalho dos catadores.
d) À classe dos catadores de lixo devemos respeito.
e) Os governos precisam atender à vítimas da desigualdade.

Questão 20: IBGE 2016 Agente de Pesquisas (banca Cesgranrio)


De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal indicativo da

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crase é obrigatório na palavra destacada em:


a) Em áreas rurais próximas a florestas, famílias de baixa renda praticam a
caça e utilizam madeira para gerar energia para a alimentação.
b) As substâncias tóxicas da fumaça da lenha causam inflamações nas vias
respiratórias e nos pulmões, além de reduzirem a imunidade.
c) Os fogões ecológicos são preferíveis a fogões de lenha porque são
projetados para não emitir fumaça dentro das residências.
d) Os moradores das regiões mais pobres devem ser informados sobre os
males que a fumaça do fogão de lenha pode trazer a crianças e velhos.
e) Alguns programas de eficiência energética têm sido implementados na
região, porque podem reduzir a metade o consumo de lenha.

Questão 21: IBGE 2016 Agente de Pesquisas (banca Cesgranrio)


A regência verbal de pertencer, usado na linha 5 do Texto, exige a
preposição a e, por isso, ele pode estar seguido de um complemento que exija
o emprego do acento indicativo de crase.
Esse acento deve ser empregado no seguinte contexto em que figura esse
verbo:
a) O futuro pertence a Deus.
b) A felicidade pertence a mim.
c) As sereias pertencem a imaginação.
d) As Olimpíadas pertencem a esta cidade.
e) Estas rodovias pertencem a Curitiba.

Questão 22: UNIRIO 2016 Assistente em Administração (banca Cesgranrio)


A palavra em destaque está acentuada de acordo com a norma-padrão em:
a) É preciso prestar contas à você
b) Quanto à essa lenda, sabe-se que é escandinava.
c) O diabo nunca mais voltou à Dinamarca.
d) O diabo cumpriu à tarefa.
e) A divulgação dessa lenda é atribuída à Georges Dumézil.
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Questão 23: UNIRIO 2016 Assistente em Administração (banca Cesgranrio)


O sinal indicativo de crase está empregado conforme a norma-padrão em:
a) O engraxate ficou frente à frente com o homem desconhecido.
b) O escritor começou à conversar com o engraxate no aeroporto.
c) Não se sabe à que proporções chegou a vergonha do escritor.
d) À medida que o rapaz engraxava, o escritor sentia mais vergonha.
e) O escritor foi exposto à emoções até então desconhecidas para ele.

Questão 24: ANP 2016 Técnico em Regulação (banca Cesgranrio)


De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, o emprego do sinal
indicativo da crase é obrigatório no vocábulo destacado em:
a) O telefone celular exerce tal fascínio sobre a população que os aplicativos

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ligados a ele têm mobilizado pessoas, independentemente do nível de


escolaridade.
b) O processo de desaceleração econômica mundial não causará impedimento
a ascensão das novas tecnologias de comunicação e informação.
c) As pessoas mais jovens (de 16 a 25 anos) assistem a cerca de uma hora a
menos de televisão por dia do que as mais velhas (acima dos 65 anos).
d) A Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada em 2015, considerou a televisão o
meio de comunicação mais utilizado pelos brasileiros.
e) Os meios de comunicação começam a criticar o excessivo uso da internet
por usuários das diversas classes sociais.

Questão 25: ANP 2016 Técnico Administrativo (banca Cesgranrio)


Assim como nas locuções “a vapor” e “a bordo”, também não há acento
indicativo de crase no seguinte texto de uma mensagem que está
contextualizada entre parênteses:
a) Angu a baiana (cardápio de restaurante)
b) Peixe a moda da casa (cardápio de restaurante)
c) Sujeito a guincho (mensagem aos motoristas)
d) Obras a frente (mensagem aos motoristas)
e) Bem-vindo a Bahia (mensagem aos motoristas)

Questão 26: BNDES 2013 Administrador (banca Cesgranrio)


Segundo a norma-padrão, o sinal indicativo da crase não deve ser utilizado no
seguinte trecho:
“Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas
tendem a aceitar algumas afirmações”.
A mesma justificativa para essa proibição pode ser identificada em:
(A) “É natural que isso aconteça, quando mais não seja porque as certezas
nos dão segurança e tranquilidade. Pô-las em questão equivale a tirar o
chão de sob nossos pés.”
(B) “Com o desenvolvimento do pensamento objetivo e da ciência, aquelas
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certezas inquestionáveis passaram a segundo plano, dando lugar a um


novo modo de lidar com as certezas e os valores.”
(C) “a visão inovadora veio ganhando terreno e, mais do que isso,
conquistando posições estratégicas, o que tornou possível influir na
formação de novas gerações, menos resistentes a visões
questionadoras.”
(D) “Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de
achar que quem defende determinados valores estabelecidos está
indiscutivelmente errado.”
(E) “Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia
seria caótica e, por isso mesmo, inviável”.

Questão 27: Liquigás 2013 Técnico (banca Cesgranrio)


Em “e pode levar à frustração”, o uso do sinal indicativo da crase é obrigatório

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de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.


Essa obrigatoriedade se verifica na palavra destacada em:
(A) O consumo desmedido geralmente tem como resultado a desestabilização
econômica.
(B) Os danos causados ao meio ambiente multiplicam os efeitos negativos a
vida humana.
(C) O problema do consumidor exagerado é que ele é levado a comprar para
seguir a moda.
(D) Somos persuadidos a gastar o dinheiro que não temos em coisas de que
não precisamos.
(E) Vários consumidores confirmaram a preferência pela compra de produtos
supérfluos.

Questão 28: IBGE 2014 Agente de Pesquisas (banca Cesgranrio)


A palavra em destaque está grafada de acordo com a norma-padrão, EXCETO
em:
a) Os carros vêm poluindo as cidades a muito tempo.
b) Os ambientalistas procuram há décadas uma solução definitiva.
c) O desinteresse pelos automóveis passou a despertar a atenção dos
estudiosos.
d) Nas cidades planejadas, as zonas residenciais devem ficar a dez km do
centro comercial.
e) Em alguns países, há excesso de veículos nas ruas.

Questão 29: Transpetro 2012 Analista de Sistemas (banca Cesgranrio)


A palavra a, na língua portuguesa, pode ser grafada de três formas distintas
entre si, sem que a pronúncia se altere: a, à, há. No entanto, significado e
classe gramatical dessas palavras variam.
A frase abaixo deverá sofrer algumas alterações nas palavras em destaque
para adequar-se à norma-padrão.
A muito tempo não vejo a parte da minha família a qual foi deixada de
herança a fazenda a que todos devotavam grande afeto.
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De acordo com a norma-padrão, a correção implicaria, respectivamente, esta


sequência de palavras:
a) A - a - à - há - à
b) À - à - a - a - a
c) Há - a - à - a - a
d) Há - à - à - a - a
e) Há - a - a - à - à

Questão 30: Liquigás 2012 Ciências Econômicas (banca Cesgranrio)


As palavras destacadas abaixo não se diferem somente quanto à pronúncia
mais ou menos forte.
“A gente se acostuma a coisas de mais.” “não há muito o que fazer”

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A frase em que a palavra destacada foi usada adequadamente à norma-


padrão é a seguinte:
a) Sua casa fica a muitos quilômetros daqui.
b) Visitarei meu irmão daqui há dois dias.
c) Passei no vestibular a cerca de sete anos.
d) Há muitas crianças dediquei a minha vida.
e) A dois dias cheguei da viagem ao Pará.

1. A 2. C 3. E 4. A 5. B 6. D 7. B 8. C 9. D 10. E
11. B 12. C 13. C 14. E 15. A 16. B 17. E 18. C 19. D 20. E
21. C 22. C 23. D 24. B 25. C 26. A 27. B 28. A 29. C 30. A

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