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MENSAGEM DO GOVERNADOR DO PARÁ

À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA • 2019

MENSAGEM DO GOVERNADOR DO PARÁ À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA • 2019 1

Dispõe a Constituição do Estado do Pará “Art. 135 - Compete privativamente ao Governador:

IX - remeter mensagem e plano de Governo à Assembleia Legislativa, expondo a situação do Estado e solicitando as providências que julgar necessárias.”

Mensagem do Governo do Pará à Assembleia Legislativa Ano 2019 Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado de Planejamento Projeto gráfico e edição: Gamma Comunicação Fotografias: Agência Pará e iStock Secretaria de Estado de Comunicação.

e edição: Gamma Comunicação Fotografias: Agência Pará e iStock Secretaria de Estado de Comunicação. 2 3

Governador do Estado do Pará Helder Zahluth Barbalho

Vice-Governador do Estado do Pará Lúcio Dutra Vale

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado Daniel Barbosa Santos

Chefe da Casa Civil da Governadoria do Estado Parsifal de Jesus Pontes

Chefe da Casa Militar da Governadoria do Estado Ten. Cel. QOPM RR Osmar Vieira da Costa

Procurador-Geral do Estado Ricardo Nasser Sefer

Secretário Regional de Governo do Baixo Amazonas Henderson Lira Pinto

Secretário Extraordinário de Estado de Cidadania Ricardo Brisolla Balestreri

Auditor-Geral do Estado - AGE Ilton Giussepp Stival Mendes da Rocha Lopes da Silva

Secretária de Estado de Administração Hana Sampaio Ghassan

Presidente da Imprensa Oficial do Estado

- IOE

Jorge Luiz Guimarães Panzera

Presidente do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Pará

- IASEP

Luciane de Oliveira e Silva

Presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado - IGEPREV Silvio Roberto Viseu Lima

Diretora Geral da Escola de Governança Pública do Estado do Pará - EGPA Evanilza da Cruz Marinho Maciel

Secretário de Estado de Fazenda - SEFA René de Oliveira e Sousa Júnior

Presidente do Banco do Estado do Pará Braselino Carlos Assunção da Silva

Presidente da Junta Comercial do estado do Pará - JUCEPA Cilene Moreira Sabino Oliveira Bittencourt

Secretária de Estado de Planejamento - SEPLAN Hana Sampaio Ghassan

Secretário de Estado de Saúde Pública

- SESPA

Alberto Beltrame

Diretor Geral do Hospital Ophir Loyola José Roberto Lobato de Souza

Presidente da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará Manoel Eduardo Amoras Gonçalves

Presidente da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará Paulo André Castelo Branco Bezerra

Presidente da Administração Direta e Indireta da Fundação Pública Estadual de Clínicas Gaspar Vianna Miguel Saraty de Oliveira

Secretário de Estado de Transportes Antonio de Pádua de Deus Andrade

Presidente da Companhia de Portos e Hidrovias do Estado - CPH Abraão Benassuly Neto

Diretor Geral da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos - ARCON Eurípedes Reis da Cruz Filho

Secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e Da Pesca - SEDAP Hugo Yutaka Suenaga

Presidente do Instituto de Terras do Pará - ITERPA Bruno Yoheiji Kono Ramos

Gerente Executivo do Núcleo de Gerenciamento do Pará Rural Felipe Coêlho Picanço

Diretor Geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará - ADEPARÁ Lucivaldo Moreira Lima

Presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará - EMATER

Cleide Maria Amorim de Oliveira Martins

Secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade - SEMAS José Mauro Ó de Almeida

Diretora Geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará - IDEFLOR-Bio Karla Lessa Bengtson

Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social - SEGUP Ualame Fialho Machado T

Comandante Geral da Polícia Militar do Pará Cel. QOPM José Dilson Melo de Souza Júnior

Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Pará - CBM CEL. BM Hayman Apolo Gomes de Souza

Delegado Geral da Polícia Civil do Estado do Pará Alberto Henrique Teixeira de Barros

Diretor Geral do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves Celso da Silva Mascarenhas

Diretor Superintendente do Departamento de Trânsito do Estado do Pará - DETRAN João Guilherme Melo Cavaleiro de Macedo

Superintendente do Sistema Penitenciário do Estado do Pará - SUSIPE Jarbas Vasconcelos do Carmo

Secretária de Estado de Cultura - SECULT Úrsula Vidal Santiago de Mendonça

Presidente da Fundação CUltural do Estado do Pará - FCP João Augusto Vieira Marques Junior

Superintendente da FUndação Carlos Gomes Maria da Glória Boulhosa Caputo

Secretário de Estado de Comunicação Parsifal de Jesus Pontes

Presidente da Fundação Paraense de Radiodifusão - FUNTELPA Hilbert Hil Carreira do Nascimento

Secretária de Estado de Educação - SEDUC Leila Carvalho Freire

Reitor da Universidade do Estado do Pará - UEPA Rubens Cardoso da Silva

Secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda - SEASTER Inocêncio Renato Gasparim

Presidente da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará - FASEPA Miguel Fortunato Gomes dos Santos Júnior

Gerente Executiva de Gerenciamento do Programa de Microcrédito - CREDCIDADÃO Regina Rita Valente Coutinho Sanches

Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos - SEJUDH Hugo Rogério Sarmanho Barra

Presidente da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Pará Lutfala de Castro Bitar

Presidente do Instituto de Metrologia - IMETROPARÁ Cintya Silene de Lima Simões

Presidente das Centrais de Abastecimento do Pará S/A - CEASA Roberto Augusto Parente Pontes

Secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas - SEDOP Benedito Ruy Santos Cabral

Diretor Geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano Eduardo de Castro Ribeiro Júnior

Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica - SECTET Carlos Edilson de Almeida Maneschy

Presidente da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do estado do Pará - PRODEPA Marcos Antonio Brandão da Costa

Secretário de Estado de Esporte e Lazer - SEEL Arlindo Penha da Silva

Secretário de Estado de Turismo - SETUR André Orengel Dias

MENSAGEM DO

GOVERNADOR

HELDER BARBALHO

MENSAGEM DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA • 2019

Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados.

Atendendo à determinação Constitucional do nosso Estado, te- nho a honra de retornar a essa Casa para apresentar a Mensagem de Governo referente aos próximos quatro anos da minha primeira Gestão como Governador do Estado do Pará, apresentando ao povo paraense, o Pará que estamos recebendo da administração anterior e o Pará do Futuro, onde o trabalho e a presença do poder executivo serão uma constante neste novo tempo.

Vejo este momento como o início de uma parceria entre o Poder Executivo e Legislativo. Esta casa é o meio legítimo de manifestação do desejo dos paraenses e pretendo manter o respeito e o diálogo permanente com todos os parlamentares.

Fomos eleitos pelos paraenses de cada um dos 144 municípios do nosso querido Estado com a missão de reconstruir o Pará, de resgatar o nosso Estado da inércia de um Governo que nos roubou os últimos 20 anos. A população deu um recado nas urnas, quer a mudança, não há mais espaço para a ineficiência, para o mau uso do recurso público, para os interesses pessoais acima dos interesses comuns. O Pará precisa ser um Estado moderno, competitivo, preci- sa mostrar sua força de trabalho, suas riquezas para o Brasil e para o mundo.

O Poder Legislativo terá um papel primordial na reconstrução deste Estado.

Temos muitos desafios pela frente. Este será um ano de grandes mudanças, em que muitas medidas importantes e impactantes terão que ser implantadas. São medidas urgentes, porém fomos os esco- lhidos pelo voto de cada cidadão do nosso querido Estado e não fugiremos da nossa responsabilidade.

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“O Pará precisa ser um Estado moderno, competitivo, precisa mostrar sua força de trabalho, suas riquezas para o Brasil e para o mundo.”

de trabalho, suas riquezas para o Brasil e para o mundo.” MENSAGEM DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO

MENSAGEM DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA • 2019

fomos “

os escolhidos pelo voto de cada

cidadão do nosso querido Estado e não fugiremos da nossa responsabilidade.”

Estado e não fugiremos da nossa responsabilidade.” Nestes 18 anos de vida pública, com atuação no

Nestes 18 anos de vida pública, com atuação no Poder Legislativo e no Executivo, aprendi que com trabalho, coragem e humildade, aliados a uma gestão eficiente, podemos superar os enormes desa- fios que teremos que enfrentar.

Neste início do nosso governo a responsabilidade me chama a prestar contas à sociedade sobre a realidade do nosso Estado, rela- tando aos senhores e à sociedade, o Pará que nos foi entregue.

Neste primeiro mês de Governo, me dediquei a entender a situ- ação financeira do Estado, vistoriei obras e tomei medidas decisivas na área de segurança pública, além de determinar o andamento de projetos importantes na área de infraestrutura.

A avaliação do Pará que estamos recebendo foi realizada impar- cialmente e de forma objetiva, tendo por base os indicadores de gestão governamental de domínio público e através da análise da situação administrativo-financeira do Estado. Estas referências nos ajudarão a ver o quadro atual que nos é apresentado, e nos dará subsídio para que tomemos as medidas que serão necessárias para reconduzirmos o Pará como Estado protagonista, dentre as federa- ções do nosso país.

Senhoras Deputadas e Senhores Deputados,

Temos uma nova perspectiva para o Brasil com um novo Governo, onde se vislumbra um futuro de crescimento econômico sustentado pelos países emergentes e economias desenvolvidas. Nosso país se consolidou no cenário mundial como parceiro destas economias, o que gerou a credibilidade do país no mercado internacional e, desta forma, se tornou um mercado atrativo a nível global para captação

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de investimentos. Neste contexto, o Pará precisará estar apto e pron- to para atrair estes investimentos dentro da vocação econômica na- tural que tem - mineral, agropecuária e turismo, além de logística - e que servirão de alavanca para a geração do desenvolvimento, de emprego e renda que tanto é clamado por nossa população.

O foco no crescimento sustentável do nosso Estado com olhar

atento à responsabilidade social, fiscal e ao aspecto ambiental é ine- gociável, pois precisamos garantir que nossa riqueza seja aprovei- tada de forma racional e consciente, e que se reverta em benefício para nossa sociedade no curto, médio e longo prazos. Nosso desafio

é estarmos prontos para acompanhar esse crescimento, garantindo

assim o bem-estar do nosso povo, recuperando a credibilidade de Estado responsável e presente em nossos municípios.

A pergunta que devemos fazer é: o nosso Pará está preparado

para este novo tempo repleto de grandes desafios? Esta resposta virá ao fim do nosso mandato, onde com certeza teremos um novo Estado, um Pará que será orgulho para seus filhos. Neste momento,

mesmo recebendo um Estado desacreditado e com a necessidade

de um choque de gestão imediata. É necessário planejar e trabalhar arduamente com liderança, ousadia e criatividade para superarmos

a realidade em que hoje se encontra o nosso Estado.

Senhoras Deputadas e Senhores Deputados,

O Estado do Pará, hoje, tem a mais alta taxa de evasão escolar

do Brasil em todas as etapas de ensino. No ensino médio, 25% dos nossos estudantes abandonam a escola ou são reprovados e a quali- dade do ensino médio foi avaliada através do IDEB como a segunda pior do país.

“É necessário planejar e trabalhar arduamente com liderança, ousadia e criatividade para superarmos a realidade em que hoje se encontra o nosso Estado. ”

a realidade em que hoje se encontra o nosso Estado. ” MENSAGEM DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO

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A educação em nosso Estado é um exemplo claro de que não basta apenas ter o recurso, é necessário que ele seja aplicado com eficiência, com transparência, com resolutividade. Os recursos apli- cados na educação, através de operação de crédito contratada com o BID, não refletiram em melhoria das instalações da estrutura edu- cacional do Estado, não trouxeram melhoria na qualidade do ensino, muito pelo contrário, os índices pioraram em uma proporção inversa ao gasto de recursos, ou seja, desperdício de dinheiro público. Um recurso que está cada vez mais escasso e que terá que ser pago pe- las futuras gerações.

Na saúde, a mortalidade infantil em nosso Estado registrou au- mento de 14,6% no número de mortes a cada mil nascidos em 2016, o equivalente a quase três vezes o aumento da taxa nacional, que foi de 4,8% (IBGE-2018). Esse índice coloca o Estado entre as seis unidades federativas com a maior média de mortalidade de bebês.

A oferta de leitos registrou a maior queda entre os estados da região Norte de 2010 a 2018, com um déficit de 7%. Deixaram de ser oferecidos 773 leitos. Os hospitais regionais encontram-se to- dos inacabados e o que presenciamos nos últimos dias do Governo anterior foi o desfecho deplorável, de uma tentativa fracassada de inauguração de hospitais inacabados e sem condições mínimas de funcionamento às vésperas do final do mandado.

Devido a este triste cenário encontrado na área da saúde, visitei as obras dos hospitais de Abaetetuba e de Castanhal, onde cerca de 60% da obra física foi executada até o momento, porém com utiliza- ção de 100% dos recursos, além da necessidade adicional de R$ 54 Milhões para finalização da obra. Determinei que sejam aceleradas as providências necessárias para que esta nova porta de atendimen- to seja entregue o quanto antes à população.

Na área da segurança, o Governo passado também acumulou os piores índices do país. A escalada da violência no nosso Estado chegou a patamares de cidades de guerra. Uma situação dramáti- ca. Cumprindo um compromisso assumido, no primeiro dia do meu

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“Assegurar o equilíbrio fiscal das contas públicas é essencial para qualquer governo, ele é a chave para a credibilidade e a confiança por parte dos contribuintes, empresas e investidores.”

por parte dos contribuintes, empresas e investidores.” mandato solicitei ao Governo Federal a vinda da Força

mandato solicitei ao Governo Federal a vinda da Força Nacional para reforçar a segurança pública no Estado. Ela irá se somar a Polícia Mi- litar, Polícia Civil e todos os outros integrantes do nosso sistema de segurança, formando assim uma força tarefa de combate ao crime em nosso Estado.

Com o objetivo de reforçar o policiamento ostensivo nas ruas da Região Metropolitana de Belém, demos início à Operação Polícia Mais Forte. De imediato, pelo menos 60 viaturas policiais voltaram para as ruas, como forma de reforçar o combate à violência. Os veí- culos estavam sendo usados em setores administrativos da Secreta- ria de Estado de Segurança Pública e da Polícia Militar.

Ainda na área de segurança pública, determinei que as ações de segurança fossem potencializadas em todo Estado, com policiamen- to ostensivo e apoio de aeronaves em regiões com altos índices de violência.

Nossos esforços apresentaram resultados: nos primeiros 30 dias de gestão, alcançamos redução de 31% de homicídios, 32% dos ca- sos de roubos em geral e 50% no registro de lesão corporal seguida de morte, comparando o mês de janeiro de 2019 com o ano anterior, em todo o Estado. Em comparação aos últimos dez anos, a Região Metropolitana de Belém (RMB) registrou o menor índice de mortes.

Este é o Estado que estamos recebendo da administração ante- rior, que nos remete a tomar ações emergenciais e urgentes para a garantia do bem-estar de nossa população. Quero dividir com os

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Senhores a gravidade do momento e conto com a ajuda desta Casa para revertermos este quadro.

Senhoras Deputadas e Senhores Deputados,

Assegurar o equilíbrio fiscal das contas públicas é essencial para qualquer governo, ele é a chave para a credibilidade e a confiança por parte dos contribuintes, empresas e investidores. Nosso Gover- no irá primar pelo equilíbrio fiscal e pela qualidade do gasto público com ênfase na melhoria da composição do gasto e da aderência do orçamento às prioridades, explicitadas no nosso Programa de Go- verno 2019-2022 para o desenvolvimento do Estado.

Como já vinha sendo evidenciado nos números oficiais, as con- tas públicas do Estado se deterioraram nos últimos dois anos. No exercício de 2017, o Resultado Primário apresentou um resultado positivo de R$ 16 milhões, já demonstrando uma queda vertiginosa em relação ao resultado de R$ 648 milhões em 2016, todavia, jamais imaginávamos que em 2018, o déficit primário chegaria a 1,5 bilhão de reais. Houve por parte do Governo anterior, uma total falta de transparência da real situação fiscal do Estado. O Governo assinou um programa de Ajuste Fiscal e não cumpriu a meta assumida com a Secretaria do Tesouro Nacional e isto poderá acarretar em sérias consequências para o Estado.

Buscando minimizar o impacto devido a irresponsabilidade fiscal com nosso Estado, já estive reunido em Brasília com o Ministro da Economia para buscar soluções que não tragam atraso ao Pará devi- do a má gestão fiscal.

Esta realidade nos remete a um desafio no qual devemos come- çar a trabalhar de imediato e por isso uma das minhas primeiras me-

“Assegurar o equilíbrio fiscal das contas públicas é essencial para qualquer governo, ele é a chave para a credibilidade e a confiança por parte dos contribuintes, empresas e investidores.”

ele é a chave para a credibilidade e a confiança por parte dos contribuintes, empresas e

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didas à frente do Governo, foi a publicação do decreto nº 001/2019, onde implantamos medidas de austeridade para o reequilíbrio fi- nanceiro e fiscal do Pará com um corte de 20% nos gastos com con- tratos que representará uma economia de R$ 300 milhões por ano aos cofres do Estado e exoneração de 2.500 cargos comissionados,

o que levará a uma economia de R$ 3,5 milhões mensais, sem preju-

ízo na qualidade da prestação do serviço à nossa população, e que serão revertidos para benefícios aos paraenses. Medidas adicionais

estão sendo avaliadas a fim de que possamos buscar o equilíbrio fiscal do Estado no menor espaço de tempo possível.

Também identificamos que para garantir o funcionamento do Es- tado percebeu-se na administração anterior uma opção por emprés- timos de valores preocupantes, as chamadas operações de créditos, para cobrir as necessidades e obrigações relevantes, que deveriam ser financiadas com recursos próprios do Tesouro Estadual, se a re- ceita própria tivesse crescido.

Critico é observar que as despesas com pessoal e custeio cresce- ram numa proporção maior que os investimentos, o que nos remete

a uma visão míope da administração anterior com foco no presente, sem levar em conta o futuro do nosso Estado.

Não posso deixar de mencionar que o Governo ultrapassou o li- mite prudencial da despesa de gastos com pessoal, previsto na lei de Responsabilidade Fiscal, estando muito próximo do limite má- ximo, e ainda assim, está deixando como herança um passivo para com os servidores públicos.

Isto é um enorme desafio e aliado a esta questão, há ainda a cri- se previdenciária a ser enfrentada. Os dados apresentados apontam déficit previdenciário gerado pelo Fundo Financeiro de Previdência

uma “

do decreto nº 001/2019, implantar medidas de austeridade

das minhas medidas a frente do Governo foi através

das minhas medidas a frente do Governo foi através para o reequilíbrio financeiro e fiscal do

para o reequilíbrio financeiro e fiscal do Estado

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“Somos responsáveis hoje pelo bem estar de mais de 8 milhões de habitantes de nosso Estado, cujos indicadores de qualidade de vida, de saúde, educacionais, de segurança, de renda estão entre os mais baixos do nosso país.”

de renda estão entre os mais baixos do nosso país.” do Estado do Pará, exigindo do

do Estado do Pará, exigindo do Tesouro do Estado aportes adicio- nal de recursos previstos para 2019 na ordem de R$ 1,4 bilhão para complementar o dinheiro dos aposentados, ou seja, obriga o tesouro aportar recursos da arrecadação para completar as aposentadorias.

Em resumo: queda de receita, aumento das despesas, redução de investimentos, aumento de juros da dívida e não cumprimento de metas fiscais, este é o cenário que estamos recebendo da admi- nistração anterior e desta forma é preciso agir emergencialmente e retomar as rédeas da administração pública, trabalhando na remo- delagem das estruturas das contas públicas, renegociando contra- tos, empréstimos e dívidas, para que possamos caminhar em prol do desenvolvimento do Pará.

Somos responsáveis hoje pelo bem-estar de mais de 8 milhões de habitantes de nosso Estado, cujos indicadores de qualidade de vida, de saúde, educacionais, de segurança, de renda estão entre os mais baixos do nosso país, porém não fugiremos a responsabilidade de reerguer nosso Estado.

Senhoras Deputadas e Senhores Deputados,

Temos muitos Parás dentro de um Estado. O Pará da produção agropecuária, o Pará do minério, o Pará do turismo, o Pará do co- mércio, do meio ambiente, da inovação, o Pará de muitas culturas, o Pará tem rios, tem floresta, tem clima, tem logística, e este é o grande diferencial que temos, a nossa força. O que irá nos levar até o futuro que queremos para os nossos filhos, para termos orgulho de sermos paraenses acima de tudo.

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Vamos finalizar obras inacabadas, vamos reverter o quadro dra- mático de violência com educação e emprego, implantaremos es- colas em tempo integral e trabalharemos para melhorar a qualidade do ensino básico no Estado.

Aumentaremos o número de policiais no Estado e levaremos os efetivos para as ruas de forma estruturada e planejada. A segurança será a nossa prioridade, junto com educação, saúde e emprego.

Iremos concluir os Hospitais Regionais, implantar o Hospital da Mulher, o Hospital Materno Infantil de Santarém, os Hospitais Regio- nais da Calha Norte e Baixo Tocantins, assim como, fortaleceremos a atenção básica nos municípios.

Vamos investir em infraestrutura, na melhoria do transporte me- tropolitano, onde já iniciamos as obras de requalificação da BR-316, outro projeto prioritário desta gestão, visando oferecer à população que entra e sai da cidade mais conforto e segurança, investiremos também na pavimentação de estradas vicinais e duplicação de rodo- vias, projetos que tenham repercussão direta com o desenvolvimen- to econômico das regiões.

O Governo deve ser um impulsionador das oportunidades, pro- mover a atração de investimentos, um ambiente favorável e compe- titivo de negócios, com segurança jurídica, simplificação, já que na logística somos abundantes.

Nossa meta será estimular novos negócios de acordo com a voca- ção econômica das regiões, expandindo assim as cadeias produtivas existentes.

"Será necessário um esforço de muitas mãos, onde os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, deverão permanecer unidos e diligentes em torno de uma política comum que beneficie o Pará como um todo."

uma política comum que beneficie o Pará como um todo." MENSAGEM DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO À

MENSAGEM DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA • 2019

Fomentar o turismo, a gastronomia, o empreendedorismo e o co- operativismo são o caminho para a geração de emprego e renda e redução da desigualdade social.

Estamos diante de um novo tempo, onde a sociedade exige servi- ços de qualidade, por isso temos que simplificar e inovar, incentivan- do as startups, a economia criativa, buscando soluções compatíveis com o mundo que vivemos hoje e o mundo do futuro.

Senhoras Deputadas e Senhores Deputados,

O desafio de reerguer o Pará está em nossas mãos, e não fugire- mos da missão que nos foi dada, uma tarefa do tamanho do nosso Estado, mas que se bem conduzida será cumprida com louvor.

Será necessário um esforço de muitas mãos, onde os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, deverão permanecer unidos e diligentes em torno de uma política comum que beneficie o Pará como um todo.

O funcionalismo, a imprensa, o setor produtivo, o terceiro setor e a classe trabalhadora estarão também conosco em prol deste proje- to comum.

Nosso desejo é de um Estado de mãos dadas e vozes atuantes, mas principalmente que todos estejamos imbuídos do mesmo ob- jetivo: ver o Pará direcionado a um futuro pujante e que a felicidade do nosso povo seja uma constante nos próximos anos.

Que Deus nos abençoe.

Helder Zahluth Barbalho Governador do Estado do Pará

SUMÁRIO O PARÁ QUE TEMOS 20 Gestão Fiscal e Governança Educação Saúde 22 29 32
SUMÁRIO
O PARÁ QUE TEMOS
20
Gestão Fiscal e Governança
Educação
Saúde
22
29
32
Segurança
36
Saneamento
40
Logística
Esporte e Lazer
Cultura
42
44
46
Desenvolvimento Econômico
Desenvolvimento Social
48
50
O PARÁ DO FUTURO
52
Trabalho com Responsabilidade - Equilíbrio Fiscal
Gestão Pública Presente - Modernização Institucional
Educação
Saúde
54
56
58
62
Segurança
64
Saneamento
70
Logística
Juventude, Esporte e Lazer
Cultura
72
74
76
Desenvolvimento Econômico
Desenvolvimento Social
79
84

O PARÁ QUE TEMOS

O PARÁ QUE TEMOS

GESTÃO FISCAL E GOVERNANÇA

A Gestão Econômico-Financei- ra será um dos maiores desafios a ser enfrentado por este Gover- no. A crise econômica nacional

não alivia as contas públicas, e a dívida fiscal do Estado deixada pela gestão anterior é de R$ 1,5 bilhão.

Estado deixada pela gestão anterior é de R$ 1,5 bilhão. Ao longo dos últimos anos, o
Estado deixada pela gestão anterior é de R$ 1,5 bilhão. Ao longo dos últimos anos, o

Ao longo dos últimos anos, o Estado não vem apresentando um equilíbrio fiscal sustentável, visto que não há crescimento nas suas receitas, na mesma propor- ção das despesas primárias, que cresceram ano após ano na ges- tão passada. Crítico é observar que as des- pesas com pessoal e custeio cres- ceram numa proporção maior que os investimentos, o que nos remete a uma visão míope da ad-

Fonte: SEFA

ministração anterior com foco no presente, sem levar em conta o futuro do nosso Estado. Não podemos deixar de men- cionar que o Governo ultrapas- sou o limite prudencial da des- pesa de gastos com pessoal previsto na lei de Responsabili- dade Fiscal estando muito pró- ximo do limite máximo, e ainda assim, está deixando como he- rança um passivo para com os servidores públicos.

O PARÁ QUE TEMOS

DESPESAS REALIZADAS PELO PODER EXECUTIVO - 2011 A 2018

25 20 15 10 5 0 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Em
25
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2011
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2015
2016
2017
2018
Em Valores Correntes (R$)
10,799,512,900.15
13,301,163,263.28
14,815,244,678.49
16,651,763,988.37
18,505,324,620.44
19,009,904,326.76
19,914,089,236.05
22,726,290,820.39

A prova disso é que, nos últimos anos a receita tributária do Estado permanece estagnada, segundo o Balanço Geral do Estado em torno de R$ 13,3 bilhões, enquanto o produto interno bruto vem experimentando crescimento sequenciado. Isso demonstra que a exploração econômica de nossas riquezas não vem se transformando em arrecadação dos tributos, tão necessários, para a sustentação das demandas sociais e econômicas de nosso Estado. Quanto a isso, todos nós sabemos da enorme importância das contas públicas apresentarem equilíbrio. É esse equilíbrio que nos dá segurança para que o Estado do Pará dê passos mais

Fonte: FAPESPA

largos rumo ao desenvolvimento

econômico e social. É a chave para a credibilidade e a confiança por parte dos contribuintes, empresas e investidores e, fundamental para dar sustentabilidade financeira para novos investimentos que poderão mudar a realidade que se apresenta ao nosso Estado. Tal credibilidade é mensurada por diversos indicadores de gestão pública, dentre eles, o resultado primário demonstrado no quadro anterior que avalia se

o governo está gastando mais

do que arrecada. Esse indicador

é o alicerce da credibilidade e

segurança financeira do Estado. Toda a sociedade paraense é testemunha do que vínhamos

GESTÃO FISCAL E GOVERNANÇA

O PARÁ QUE TEMOS

alertando no que tange à

fragilidade financeira do Estado. O Relatório Resumido de Execução Orçamentária, emitido no dia 12 de novembro de 2018, referente às movimentações financeiras do Estado até outubro, já demonstrava um déficit primário de R$ 480 milhões, quando a meta acordada na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO era de R$ 12,6 milhões. Foi um compromisso do chefe do Poder Executivo, não só com a Assembleia Legislativa do Estado, mas com o povo do Pará. A gestão anterior tinha o dever de entregar ao próximo gestor um Estado com uma saúde financeira capaz de dar sustentação fiscal para o desenvolvimento econômico e social do nosso povo. O mesmo gestor assinou junto

à Secretaria do Tesouro Nacional - STN, em 30 de outubro de 2018, quando o resultado das eleições

já se consolidara, o compromisso

de efetivar um resultado primário superavitário de R$ 4 milhões.

Àquela altura do ano, já sabia que tal meta jamais seria cumprida e,

o que é pior, sabia das sanções

financeiras que seriam impostas ao Estado pelo não cumprimento das metas acordadas com o órgão federal que avaliza e libera as

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operações de créditos do Estado, fundamentais para investimentos

na infraestrutura do Pará. Ao assumirmos o Governo do Estado, ainda com informações

preliminares,aquele déficit primário registrado em outubro de R$ 480 milhões, encerrou o exercício com

R$ 1,5 bilhões. Entre as penalidades

a serem impostas ao Estado estão:

bloqueio de contratação de novas operações de crédito, pagamento

de 0,20% da receita corrente líquida

por meta descumprida, hoje, esse valor seria aproximadamente de R$ 3,1 milhões e, ainda, a revogação

de todos os benefícios financeiros ao Estado de alongamento e abatimento no montante da dívida pública. Em relação ao Quadro de Pessoal do Executivo Estadual,

o ano de 2018 encerrou com

108.257 servidores e empregados públicos ativos, destes 76% (82.665) são ocupantes de cargos efetivos, 2% (1.711) são celetistas, 15% (16.435) são temporários, 3% (3.120) são servidores ocupantes de cargos ou funções comissionadas, sem vínculos efetivos com o serviço público, distribuídos entre os Órgãos e entidades da administração direta e indireta, autarquias, fundações,

GESTÃO FISCAL E GOVERNANÇA

0
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empresas públicas e sociedades de economia mista e 4% (4.326) Outros (estagiários, conselhos e voluntários). Em relação à previdência, ainda é grande o gargalo a ser enfrentado. Em 2019, o tesouro do Estado terá que fazer um aporte financeiro de R$ 1,4 bilhão, para complementar o pagamento da folha de pessoal de inativos e pensionistas. O desafio deste Governo já teve inicio, logo neste primeiro mês de 2019, buscando assegurar o

Fonte: SEAD

equilíbrio fiscal do Estado, quando foi necessária a implantação de medidas de austeridade para o reequilíbrio fiscal e financeiro das contas públicas do Poder Executivo Estadual, para poder assim cumprir todos os limites fixados pela Lei de Responsabilidade. Logo, o Estado deve sempre buscar o equilíbrio fiscal, disciplina na alocação de recursos e qualidade dos gastos, pois através deles é possível obter a credibilidade e confiança da sociedade.

O PARÁ QUE TEMOS

EDUCAÇÃO

No nosso Governo a educação é mais que prioridade, a educação é a mola mestra para as mudanças sociais e econômicas que precisamos.

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A educação constitui um dos maiores desafios para a melhoria da qualidade de vida da popula- ção paraense, e de acordo com a Política Nacional de Educação Básica, o Estado detém a respon- sabilidade direta na execução do ensino médio, e em 38 municípios no ensino fundamental, atenden- do nos últimos três anos atendeu em média 532.400 alunos, distri- buídos em 965 unidades escola- res. Depois de mais de vinte anos convivendo com péssimas es- tatísticas, passamos a achá-las normais, mas educação de baixa qualidade não é destino. Ela se resolve com trabalho, propostas arrojadas e foco no presente, uma vez que ele vai determinar nosso futuro. O Estado do Pará tem a mais alta taxa de evasão escolar do Brasil em todas as etapas de en- sino, conforme as estatísticas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). No ensino médio, somando-se a taxa de estudantes que abandonam ou reprovam no Estado, esta estatística chega a 25%. Estes indicadores exigem

mudanças imediatas de rumo. Em relação ao desempenho do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que mede a qualidade da educação em cada estado, o governo an- terior não conseguiu cumprir a meta estabelecida pelo Ministério da Educação para o ensino mé- dio desde 2011. Em 2017, o IDEB referente ao Estado, de 3.1, foi o penúltimo se comparado com as demais federações, não cumprin- do a meta mínima prevista para o ano, que era de 3.5. Ademais, analisando-se o de- sempenho observado na região Norte, o Pará apresentou, entre 2011 e 2017, o menor IDEB da re- gião. Para 2018, conforme o Plano Plurianual 2016-2019, haviam 68 unidades escolares mapea- das para serem construídas e/ou reformadas, das quais apenas 5 foram concluídas, porém dos R$ 56,8 Milhões disponíveis, foram consumidos R$ 24,6 Milhões. Isso mostra o descaso da administra- ção anterior com a Educação no nosso Estado, aliado a irresponsa- bilidade com o dinheiro público. Se nossas crianças são reprova-

das e nossos adolescentes aban- donam a escola, como formar ci- dadãos que liderem a agenda dos desafios do Pará? Nosso Estado está cada vez mais inserido nos debates sobre dinâmicas econômicas e ambien- tais em razão do seu papel regio- nal e internacional, suas vantagens competitivas e ativas naturais. É preciso um novo tempo para a Educação do nosso povo. Para sermos protagonistas, precisamos estar preparados para fazer parte de um mundo global e digital, sendo necessária a forma- ção adequada dos nossos mais de 4,5 milhões de crianças, ado-

EDUCAÇÃO

lescentes e jovens. Oportunidades sempre esta-

rão as nossas portas, uma vez que

o Estado do Pará é diverso em ati-

vidades produtivas, mas sem edu- cação, essas oportunidades não vão se transformar em valor, seja ele econômico ou social. Nesse sentido, vamos desen-

volver um conjunto de propos- tas para a educação que fará o enfrentamento necessário para tirar o Pará do passado, forjar no presente o nível de qualidade mínima para atrair novos investi- mentos, permitir que o paraense seja um profissional diferenciado

e tenha empregabilidade.

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SAÚDE

A Saúde será uma das principais áreas de atuação do Governo, tendo o uso de indicado- res como base fundamental de conhecimento das reais condições de saúde da população do Estado e para projeção de metas e resultados que se deseja alcançar nos próximos anos.

Promover a saúde como direito dos cidadãos do Estado do Pará, exige desenvolver o princípio da atenção integral, é ir além dos cuidados assistenciais, é cuidar da vida desde a gestação, com foco na saúde, visando à preven- ção e a promoção da saúde. Ao analisar os atuais indica- dores de saúde, constata-se as carências e dificuldades para ob- tenção de serviços de saúde de qualidade pela população, situa- ção observada na capital, mas em maior profundidade nos municí- pios do interior do Estado. Uma análise resumida destes índices de mortalidade infantil, núme- ro de leitos ofertados e gravidez precoce, sinalizam as péssimas condições da área. Em relação à mortalidade in- fantil, em 2018, o Pará registrou 15,7 mortes a cada mil nascidos, colocando o Estado entre as seis unidades federativas com a maior média de mortalidade do país.

Entre as causas associadas a esse índice, estão a baixa cobertura vacinal e a precariedade na saú- de básica principalmente no inte- rior do Estado. Com relação ao número de leitos hospitalares no Pará, existe um déficit, segundo o Mapa de Exclusão Social do Pará, de que em 2016 eram 1,42 leitos para cada 1.000 habitantes, demons- trando decréscimo em relação ao ano de 2012 que eram 1,49, porém existem regiões de inte- gração cujas taxas ficam abaixo de 1,0, como é o caso de Lago de Tucuruí (0,95) e Tocantins (0,98). Neste tema, é importante ressal- tar que o Pará registrou a maior queda no número de leitos entre os estados da região Norte entre 2010 e 2018, com um déficit de 7%. Deixaram de ser oferecidos 773 leitos, sendo as especialida- des de obstetrícia e pediatria as mais prejudicadas com o encerra- mento dos mesmos.

de obstetrícia e pediatria as mais prejudicadas com o encerra- mento dos mesmos. Fonte: Mapa de

Fonte: Mapa de Exclusão, 2017.

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Outro aspecto preocupante é a gravidez precoce, que repre- senta riscos para a mãe e o bebê, além de levar as jovens a enfren- tar conflitos psicológicos e fami- liares, abandonando os estudos, e tendo maior dificuldade para se enquadrar no mercado de tra- balho. Segundo o Perfil da Juven- tude Paraense (FAPESPA, 2018), 21% dos nascimentos se dão de mães entre 10 e 19 anos no Esta- do, índice ainda maior no Marajó, ou seja, um em cada três bebês são filhos de mães adolescentes. Ainda no que se refere à saú- de da mulher, observa-se que en-

tre os estados da região Norte, o Pará foi o que apresentou a maior ocorrência de câncer de colo de útero, segundo Instituto Nacio- nal do Câncer (INCA), em 2016. O que revela a insuficiência de equipamentos de diagnósticos por imagem, que poderiam in- fluenciar no diagnóstico precoce e na cura da doença. O Pará, com mais de 8 milhões de habitantes, dispõe para aten- dimento na área de saúde 331 equipamentos de raios-X, 115 tomógrafos computadorizados, 448 aparelhos de ultrassom, 734 eletrocardiógrafos, 97 eletroen-

cefalogramas e 84 mamógrafos. No campo da vigilância epi- demiológica, registra-se o agra- vamento no aumento do número de casos de malárias no Estado do Pará, pois segundo o Sistema de Informação de Vigilância Epi- demiológica da Malária, houve um aumento de 229% no núme- ro de casos positivos de malária de 2015, com 11.266 casos para 37.103 registros, em 2017. Quando os indicadores cita- dos acima são levantados, cons- tata-se a relação de causa e efeito entre a ausência da presença do poder público e desempenho ne- gativo demonstrado pelos indica- dores da saúde. O Governo anterior deixou in- conclusas as obras dos Hospitais Regionais de Itaituba, Castanhal, Capanema e o Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, além da exis- tência de um poste de iluminação dentro da área de circulação do Hospital de Abaetetuba, preju- dicando de forma irreversível a quem necessita de atendimento. Importante ressaltar que apesar dos recentes hospitais constru- ídos, o Pará registra a 17º pior oferta em quantitativo de hospi- tais dentre os Estados do Brasil. Dessa forma, vivencia-se a difi- culdade de acesso dos cidadãos

SAÚDE

a uma simples consulta, a exames

de diagnósticos ou a falta de lei- tos em hospitais de referência e unidades de tratamento intensi- vo. Isto tem como consequência

o agravamento de doenças por

falta de diagnóstico ou tratamen- to, levando por vezes o paciente

à morte. Importante destacar a falta de apoio estadual junto aos municí- pios na atenção básica. No Pará, apenas um pouco mais da me- tade da população tem acesso a esses serviços, sendo imprescin- dível a mudança deste quadro, pois a saúde começa na base, e

a proteção e a prevenção devem

ser prioritárias, além do que, na prática, muitos casos de procu-

ra a hospitais e prontos socorros

poderiam ser resolvidos em nível local, nos próprios municípios com melhores resultados e com menores custos. É imprescindível resgatar o papel do Estado de protagonista na gestão de ações e serviços es- senciais de saúde e o fato do Pará possuir dimensão continental exi- ge um grande esforço, um esforço conjunto dos Poderes Executivo e Legislativo de se fazer chegar e implantar medidas urgentes que garantam a qualidade de vida de nossa população.

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SEGURANÇA

Os elevados indicadores de criminalidade que contextualizam o cenário da segurança pública no Estado do Pará, inclusive quando comparados ao cenário e índices de criminalidade nacionais, reve- lam a insegurança e o pavor instalados na percepção e no dia-a-dia da vida dos paraenses. Vivemos sobressaltados e atentos a tudo e a todos, com a constância do medo de que podemos ser vítimas da marginalidade que se sobrepõe às forças policiais do nosso Estado a qualquer momento.

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De

acordo com a Secretaria de

no no que tange ao número de

o

efetivo era de 16.650 policiais

Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Pará (SEGUP), a Taxa de Homicídios por 100 mil habi-

100 mil habitantes no Estado foi

agentes responsáveis por nossa segurança, em outubro de 2018,

tantes no Estado variou no perí- odo 2001 a 2017 de 15,10 para 45,11, ou seja, triplicou. Para efeito comparativo, em 2016 a taxa de homicídios por

de 44,11, enquanto que no âmbi- to nacional, a taxa alcançou 30,3 por grupo de 100 mil habitantes, considerada extremamente alta, de acordo com o Atlas da Violên- cia 2018, produzido pelo Instituto

militares, o que representava no Estado um índice de policiais mi- litares por 100 mil habitantes de 195,57. Já o mesmo índice em 2010, era de 204,95. Este mesmo efetivo, que foi reduzido ao longo

dos anos, como fruto da irrespon- sabilidade e gestão ineficiente, por vezes é assassinado nas ruas, devido ao desaparelhamento da força policial do nosso Pará. Dentro desse cenário de violên-

de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de

cia, o Pará em 2016, último ano do estudo, foi o sétimo Estado com

Segurança Pública (FBSP).

o

maior registro de homicídios

O

número de homicídios no

de

jovens, chegando a 98 vítimas

Estado variou de 2.073, em 2006, para 4.223 em 2016, um aumento de 103,7% e dados preliminares da Secretaria de Segurança Públi- ca do Estado indicam, em 2018, 3.760 homicídios no Estado, o que corrobora a realidade do cenário de violência enfrentado pela po- pulação paraense e sua influência negativa na qualidade de vida dos cidadãos em todas as regiões do Estado. Para se ter ideia do abando-

a cada 100 mil habitantes, sendo

que Altamira, de acordo com os dados foi o 9º município mais vio- lento do Brasil, com 92 vítimas a cada 100 mil habitantes. Outro desafio é a situação de caráter emergencial voltada à esta- bilização do sistema penitenciário estadual. De acordo com dados da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), o sistema fechou o exer- cício de 2018 com 9.970 vagas em

47 unidades prisionais espalhadas nas 12 regiões de integração. Por outro lado, a população carce- rária era de 17.715 custodiados (Nov/2018), além de 2.037 utili- zando tornozeleira eletrônica, per- fazendo o total de 19.762 presos sob custódia do Estado. Ressalte-se ainda que, de acor- do com a Susipe, em outubro de 2018, 34% desse total se referem a presos provisórios, ou seja, sem

SEGURANÇA

condenação judicial, denotando a necessidade de que também haja ampliação de medidas no âmbito do Poder Judiciário para acelera- ção no julgamento dos processos referentes a estes presos. Essa situação é insustentável e exige ações urgentes do Estado para a reversão o quanto antes deste cenário de terror, instalado em todos os 144 municípios para- enses.

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SANEAMENTO

A situação dos serviços de saneamento básico no Estado do Pará é bastante crítica e preocupante, estando os municípios paraenses entre as unidades da federação com os piores índices de saneamento, seja na modali- dade de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos.

No Estado do Pará, segundo dados do Ministério das Cidades de 2016, somente 36% da população é atendida com abastecimento de água potável em suas residências, ou seja, dos 8,5 milhões de habitantes do nosso Estado, apenas 3,1 milhões de pessoas recebem água de qualidade para consumo, sendo que

o problema se agrava nas longínquas

regiões do Pará. Em nível nacional, o atendimento com abastecimento de água nas áreas urbanas atinge 90% dos domicílios, enquanto no Pará somente 48% dos domicílios urbanos

são atendidos com abastecimento público

de água.

Na área de esgotamento sanitário, a situação é ainda mais grave, o Estado segundo a mesma pesquisa do Ministério das Cidades de 2016, possui apenas 7,4% da população atendida com serviços de esgotamento sanitário. Todas essas situações são facilmente verificadas quando se observa a degradação dos corpos d’águas urbanos totalmente poluídos, lixões e esgoto a céu aberto, além de alagamentos em áreas urbanas cada vez mais recorrentes. Como consequência deste descaso com o saneamento de nosso Estado, a população vive em um ambiente urbano insalubre e inóspito, elevando o índice de internações hospitalares,sobrecarregando a rede hospitalar e elevando os custos com o tratamento de saúde.

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LOGÍSTICA

Ainda que registre em seu território grandes oportunidades para o escoamento da produção local e de outros Estados brasileiros, como por exemplo, o da produção de grãos do Centro Oeste em razão de sua posição geográfica e estratégica, não se observou na administração anterior nenhum esforço concentrado na execução de investimentos ou busca de parcerias que consolidassem esse di- ferencial logístico, o que permitiria ampliar a vantagem competitiva de empresas e sistemas produtivos, além de propiciar o desenvolvi- mento e geração de emprego e renda para um corredor de municí- pios com esta vocação. No caso do Pará, sua proximidade com a Europa, Estados Uni- dos e Ásia o torna um diferencial logístico na América Latina e ainda dispomos de uma ampla rede hidroviária, com 13 mil km de rios na- vegáveis, e a possibilidade do acesso e escoamento das atividades produtivas por multimodal. Nesse cenário, o aproveitamento dos nossos corredores logísti- cos não estão sendo otimizados e nem se tornando um diferencial competitivo para produtores nacionais e não caracterizando o Esta- do como uma rota de exportação preferencial, ocorrendo isso devi- do à falta de investimentos e atenção por parte do poder público. Ainda que ofereça todo esse potencial, o Pará apresenta a pior malha rodoviária do país, com 86% desta malha rodoviária apresen- tando alguma deficiência, estando 76%com a classificação de ruim ou péssima de acordo com pesquisa da CNT apresentada em 2018.

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ESPORTE E LAZER

O Esporte e o Lazer são pas- saportes para o convívio e a in- serção social. A promoção ao esporte também deve agregar as atividades socioesportivas à formação educacional potencia- lizando a utilização das quadras escolares pertencentes à rede pública da educação. Com efeito, ao estimular a utilização dos es- paços disponíveis nas escolas nos horários em que essas unidades estariam fechadas, oportunizará a oferta de práticas saudáveis, além de exercitar o pertencimento do espaço à comunidade. Os Jogos Estudantis Paraenses, importante evento revelador de novos talen- tos esportivos e de integração da comunidade estudantil, receberá maior estímulo à participação e divulgação nos espaços escolares e na sociedade. Para a viabilização de proje- tos de lazer a diversos segmen- tos, o Governo Estadual assume o compromisso para construção, reforma e adaptação de infraes- trutura de equipamentos esporti- vos, dentre estes, a Praça do Povo, destinados à prática esportiva e eventos culturais em diversas re- giões do Estado. A criação desses espaços ampliará as chances de trabalho aos profissionais da área

de educação física assim como contribuirá à inclusão social em conjunto com outras políticas pú- blicas, como educação, assistên- cia social e saúde. A implantação dos Espaços In- tegrados da Juventude, em par- ceria com o Governo Federal e

os Municípios, disponibilizará ser- viços propulsores à participação

e emancipação de jovens. Será

viabilizada a ampliação do Pro-

grama Educacional de Resistência

às Drogas (PROERD) e serviços da

rede de atendimento aos serviços básicos e especializados para o enfrentamento da violência e ex- ploração sexual, de modo a vis- lumbrar um novo futuro à popula- ção jovem do Estado. Como instrumento de gestão compartilhada, propõe-se a for- mação de parcerias com entida- des desportivas, o assessoramen- to às gestões municipais para o acesso aos recursos do Governo Federal e agências de fomento es- portivo e lazer. O Pará Jovem ob-

jetivará a participação dos jovens

na construção de uma agenda go-

vernamental e não governamen- tal de modo a gerar compartilha- mento de experiências e soluções no âmbito das políticas públicas estaduais e municipais.

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CULTURA

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A cultura, além de resgatar a essência da nossa identidade, também promove novos valores da cultura da nossa população, e deve ter como

princípio a pluralidade cultural, atingindo os diversos públicos que formam a nossa sociedade.

A cultura vai muito além de

promoção de eventos, pois as políticas culturais devem ser

instrumento de resgate da nossa identidade e da dignidade de cada cidadão.

A implementação de

políticas públicas efetivas ajuda no combate às desigualdades sociais, a exclusão social, pois as diferentes formas de manifestações artístico culturais, como teatro, cinema, artes plásticas, música, dança,

artesanato, dentre outras, são instrumentos de melhoria da autoestima, do conhecimento

e indutores de geração de emprego e renda.

Nossa proposta para a cultura

é a implantação de um modelo transparente e democrático de gestão cultural, com participação de movimentos sociais, instituições e lideranças nas definições da política de

cultura a ser implantada no Estado.

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DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO

O Estado do Pará possui uma economia robusta, baseada na agricul- tura, pecuária, no turismo, mas, sobretudo no extrativismo mineral, fer- ro, bauxita, manganês, calcário, ouro e estanho. A mineração, há alguns anos, tornou-se a principal atividade econômica do Estado, e a que mais contribui para o PIB estadual.

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No que diz respeito à riqueza geral no Estado, o Produto Inter- no Bruto (PIB) paraense de 2018 foi de R$ 1.308 bilhões, o que representa 41% de todo o PIB da Região Norte, de R$ 320,8 bi- lhões, posicionando o Estado na 12ª posição no ranking nacional. No que diz respeito ao comér- cio exterior, em 2018 o desem- penho foi positivo, com montan-

te exportado de U$ 15,6 bilhões

com importação de U$ 1,1 bilhão,

o que gerou saldo positivo na

balança comercial de U$ 14,4 bi- lhões. Os dados apresentados po- dem ensejar a principio um ce-

nário positivo, mas na verdade escondem questões importantes como a forte dependência que o Estado tem de atividades econô- micas de baixo valor agregado. Atualmente 81% de tudo que é

exportado pelo Estado pode ser classificado como produto básico, ou seja, possui baixa agregação de valor, pouco benefício social

e baixa capacidade de geração

de emprego e renda para nosso Estado. No que diz respeito às importações, é possível observar que, de tudo aquilo que é com- prado pelo Estado, 87% são de

produtos manufaturados ou semi- manufaturados. No entanto, em um grande contraste com a dinâmica expor- tadora do Pará, a renda domiciliar média é uma nítida discrepância com seu superávit comercial. Ape- nas R$ 715, em 2017, terceiro pior rendimento entre as unidades da federação, conforme o IBGE. Não bastasse o baixo valor, 77,2% do rendimento domiciliar do paraen- se não passa de um salário míni- mo. Dentro desse universo, 50% da renda domiciliar está estagna- da em meio salário mínimo. Um bom exemplo vem da ca- deia produtiva do cacau. O Esta- do é o maior produtor nacional da amêndoa, com uma safra em 2016 de 114 mil de toneladas. Apesar disso, compramos, em 2014, R$ 174 milhões em produtos deriva- dos do cacau e chocolate em pó. Outro exemplo, é a obra de Belo Monte, que apesar de sua magnitude e importância para o país, não vai propiciar aumento nas receitas do Estado, haja vista que a maior parte da arrecadação fica com outros Estados, porque o ICMS sobre energia é devido onde é consumida a energia e não onde é produzida.

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O PARÁ QUE TEMOS

DESENVOLVIMENTO SOCIAL
DESENVOLVIMENTO
SOCIAL

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Um dos maiores índices de pobreza e extrema pobreza no Brasil estão registrados na região Norte. De acordo com os dados da Síntese de Indicadores Sociais de 2017 (IBGE), 43,1% da popu- lação da região norte está abaixo da linha da pobreza, dado preo- cupante quando comparado à média nacional de 25,4%, o re- sultado também aponta para as desigualdades regionais e sociais que continuam atingindo a popu- lação. No Estado do Pará, segundo o Mapa de Exclusão Social 2017 (FAPESPA), o cenário apontava, para o ano 2016, tendência de aumento da proporção de pes- soas abaixo da linha da pobreza tendo em vista o aumento na taxa de desemprego em 11% no ano de 2016 e pelos 36 mil postos de trabalho que foram fechados em 2015 e 2016. Nesse contexto, as políticas públicas são essenciais para ga- rantir a cidadania, inserção social, desenvolvimento humano e aces- so aos direitos básicos. Contudo as políticas públicas devem ser desenvolvidas com intuito de mi- tigar o processo que torna as pes- soas e famílias mais vulneráveis às violações de seus direitos.

O rendimento médio real de todos os trabalhadores do Esta- do, em 2016, foi de R$ 1.383,00, R$ 106,00 a menos que em 2014. Esse quadro se agrava quando analisado fora da região metropo- litana de Belém, que apresentou queda na renda dos trabalhado- res de R$ 149,00, conforme apre- sentado no Mapa de Exclusão do Pará 2017. Soma-se a esta situação, a queda da população ocupada de 1,1% e o crescimento da po- pulação desocupada 124,9%, em 2016, comparado com 2013. Esse fato impacta na taxa de ocupação que caiu de 94%, em 2013, para 87,32% em 2016 e a taxa de de- socupação aumentou de 6% para 12,68%, no mesmo período. Tal si- tuação é fruto do fechamento de postos de trabalhos e de desmon- te de grandes projetos no Estado. Este cenário, de elevada taxa de desocupação e significativa taxa de pobreza da população, atrelado ao baixo rendimento do trabalhador, é fruto da escassez de oportunidades de trabalho, que ocasionam graves impactos sociais e econômicos, contribuem para desestruturação familiar e in- fluenciam no aumento da violên- cia.

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O PARÁ DO FUTURO

52 O PARÁ DO FUTURO 53

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O PARÁ DO FUTURO

TRABALHO COM RESPONSABILIDADE - EQUILÍBRIO FISCAL

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O cenário fiscal atual de- monstra a necessidade que o Estado apresenta de aumentar sua receita garantindo o equi- líbrio fiscal, só que para que isso aconteça terá que se mo- dernizar a forma de cobrança de impostos, rever a politica de isenções e subsídios, aperfeiço- ar a gestão dos ativos reais e fi- nanceiros, propiciar e alavancar a atração de investimentos e in- centivar e dar estrutura para as parcerias público-privada. Outra necessidade é a de um serviço público de qualidade, que possua gestão e controle de seus gastos. Para tanto, de- verá priorizar despesas, apri- morar e implementar serviços oferecidos à população, utilizar sistemas de apoio à tomada de decisão sempre almejando os melhores resultados, além de realizar avaliações constantes dos resultados, da qualidade e produtividade dos gastos sem- pre em buscar da maior satisfa- ção do cidadão.

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O PARÁ DO FUTURO

GESTÃO PÚBLICA PRESENTE - MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL

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A Gestão Pública buscará a modernização e o fortalecimento institucional com a implantação de uma governança aberta e com- partilhada. Para isso, serão feitos planejamentos regionais, garan- tindo a participação popular e a descentralização da gestão, além de ser primordial aprimorar a ar- ticulação do Estado com os Muni- cípios para ampliar a efetividade das políticas públicas e firmar uma postura política ativa, frente aos projetos federais e externos den- tro do território paraense, para poder ter governabilidade sobre seus próprios interesses. É meta também modernizar a máquina pública através de uma nova estrutura governamental que combata a corrupção e valo- rize o servidor público, asseguran- do ampla transparência nas ações do governo (custos, benefícios, resultados). Será preciso, ainda estabelecer critérios mais rígidos para provimento dos cargos em comissão, aprimorar a capacida- de técnica do servidor com ofer- ta de capacitação e treinamento, implantar programa de estímulo à interiorização de funcionários pú- blicos, promover concursos públi-

cos para atualizar os quadros de pessoal e regularizar as diferentes situações funcionais. Outra media- da será a de orientar os gestores públicos quanto ao seu nível de responsabilidade quanto à toma- da de decisão e seus resultados. Concomitante a estas medidas, deve-se apoiar e manter aberto o diálogo com as representações sindicais. O Governo pretende também reestruturar a Escola de Gover- nança do Estado do Pará, transfor- mando-a em uma Escola de Inova- ção e Políticas Públicas do Estado do Pará, além de ciar a Incubadora de Políticas Públicas e Inovação do Estado do Pará, que estimulará as empresas e startups na elabo- ração de soluções voltadas ao en- frentamento dos gargalos na pres- tação dos serviços à população e criação de novos produtos para melhor atender o cidadão. Portanto, na área da gestão e governança, o objetivo é governar de forma transparente e participa- tiva, redefinindo a missão do Es- tado, promovendo a equidade e justiça social, transformando-o em uma organização flexível, moder- na e descentralizada.

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O PARÁ DO FUTURO

EDUCAÇÃO

Diante do atual cenário existente, é imprescindível a adoção de novas intervenções e estratégias integradas às demais políticas pú- blicas, para alteração e alavancagem dos atuais indicadores educa- cionais.

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Para a educação infantil

e ensino fundamental, será

direcionado um programa de apoio às gestões municipais

voltado à implantação de novas creches, ao enfrentamento

às distorções idade-ano e ao

analfabetismo funcional. A intervenção reunirá esforços

institucionais entre as diferentes esferas governamentais, visando, principalmente, a conclusão dos anos iniciais do ensino fundamental na idade adequada. No ensino médio, é necessário

o aperfeiçoamento da oferta com

a adequação do número de vagas

em suas diferentes modalidades

e especificidades regionais. A ampliação de escolas em tempo integral, dentre seus múltiplos objetivos, garantirá maior permanência do aluno em um ambiente de aprendizagem.

A implementação da rede de ensino técnico profissionalizante será priorizada, de acordo com

as vocações econômicas nas

diversas regiões do Estado, visto que oportunizará a formação de jovens preparados às demandas profissionais de cada região.

A ampliação de vagas para a

educação de jovens e adultos será imprescindível para a diminuição

da atual taxa de analfabetismo

estadual (6,6) apontada em 2017, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fundamental à qualificação necessária ao ingresso no mercado de trabalho.

Os alunos egressos do ensino básico poderão integrar

o programa Primeiro Ofício,

que possibilitará ao jovem paraense o aprendizado de uma profissão, favorecendo seu ingresso no mercado formal de trabalho ou incentivando-o ao empreendedorismo. A promoção de um ensino público de qualidade deve garantir a acessibilidade em

todas as dimensões e se efetivará necessariamente pela adequação

da infraestrutura da rede física

e ao acesso irrestrito às pessoas

com deficiência no ambiente

escolar. Portanto, a reforma, a conclusão e a construção, serão viabilizadas a partir de diagnóstico referente ao déficit de vagas e a

real necessidade de ampliação da

rede. Esses elementos estruturais,

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O PARÁ DO FUTURO

assim como o norteamento da

política de alimentação e transporte escolar serão integrados ao processo de melhorias da gestão educacional, elevando a qualidade do ensino no nosso Estado. Mediante os múltiplos desafios educacionais, a avaliação do desempenho escolar conduzirá

a aferição dos resultados globais

da rede de ensino estadual. A implantação de um sistema de avaliação contínuo que contemplará

alunos, professores e gestão, visará à adoção de adequações, e ainda,

o reconhecimento de experiências

educacionais importantes à alteração dos atuais resultados da educação básica paraense.

A valorização dos profissionais do magistério e do ensino é meta importante deste Governo, que além da formação continuada, deverá restabelecer o diálogo contínuo e institucional com os órgãos de representação dos profissionais da educação estadual. No âmbito da educação superior, a formação de profissionais voltados para os mercados regionais e sub- regionais direciona a necessidade de expansão e da diversidade da oferta. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP), o Estado do Pará possui apenas 45 pessoas por cem mil que ingressam no ensino superior. Parâmetro que dimensiona a

intervenção governamental quanto ao acesso, à ampliação da pesquisa e à extensão universitária. No âmbito do ensino, a UEPA possui em operação vinte campi e atende 17.492 alunos na graduação, distribuída em 25 cursos. Considerando a demanda estadual pelo ensino de qualidade, propõe- se a criação de um programa de ensino superior modular para regiões ainda não atendidas por universidades públicas, com o aproveitamento da infraestrutura física das escolas da rede estadual de ensino. O conhecimento científico é condição para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.

EDUCAÇÃO

A implementação de programas

de pós-graduação por meio da oferta de cursos Lato Sensu e Stricto Sensu, exigirá maior acesso

a editais e captação de recursos. Portanto, deve-se garantir a

ampliação das iniciativas científicas

e a disseminação dos projetos na comunidade acadêmica. As estratégias e recursos para

os avanços necessários ao ensino

superior serão fruto da articulação com o Governo Federal, visando

à implantação de novos cursos

consoantes às potencialidades regionais, a qualificação do corpo docente e gestão, assim como a expansão e ampliação da rede física da UEPA, existente no Estado.

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O PARÁ DO FUTURO

SAÚDE

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A partir do diagnóstico sobre a realidade atual da saúde – no que tange a oferta, ao acesso e as condições de saúde da população – faz-se primordial a atuação do Estado na ampliação da rede de atendimento hospitalar e na regulação dos leitos e serviços já implantados, considerando que essa não habilitação no SUS, vem impedindo que o Estado receba recursos financeiros do Ministério da Saúde. Iremos atuar imediatamente na conclusão dos Hospitais Regionais de Itaituba, Castanhal, Capanema e o novo Abelardo Santos, além da construção dos novos Hospitais Regionais da Calha Norte e Baixo Tocantins. Hospitais estratégicos, já existentes, serão ampliados e reformados para que possam ofertar, de forma mais eficiente, leitos de UTI na capital e interior, considerando a carência da região e proporcionando melhor distribuição dos mesmos nas regiões de saúde. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) , na Região Norte, o Pará foi o Estado que apresentou o a maior incidência de câncer de colo de útero e sabendo da importância da mulher nas famílias e na sociedade em geral, será dado um olhar especial à saúde da mulher, com a criação do Hospital da Mulher, em Belém, para atendimento nas áreas de mastologia e ginecologia, assim como a garantia da conclusão do Hospital Materno Infantil de Santarém, desconcentrando esse tipo de atendimento especializado. A prevenção deve ser sempre a prioridade nas políticas públicas, desta forma, o

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SAÚDE

diagnóstico e o tratamento do

unidades, bem como a implantação

câncer, por meio da implantação de Centro de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia nos

do prontuário eletrônico, permitindo assim o compartilhamento de informações da saúde do paciente

polos onde o serviço não é ofertado,

e

seu histórico de atendimentos,

é um dos objetivos do nosso

e

ainda um melhor controle do

Governo, evitando que população sofra com longas esperas para realização do tratamento, em função da centralização desses serviços na

sistema e a redução de custos. É preciso evitar que a população adoeça ou que ocorra o agravamento de doenças de fácil

capital. A rede de serviços de traumatologia e ortopedia será ampliada considerando a crescente população de pessoas com deficiências nas diversas localidades do Estado. Atenção semelhante será dada à rede especializada de tratamento de dependentes químicos, que hoje é

controle. Para isso, é necessário um trabalho em conjunto com outros entes da federação, por meio do fortalecimento da atenção básica, onde o Estado dará todo o suporte técnico e financiará os municípios com o propósito de expandir a cobertura populacional da atenção básica. Garantir o atendimento integral

insuficiente para atender a demanda.

de

saúde nos municípios é essencial.

Será investido na qualificação de mão de obra preparada para lidar com a dependência química e na expansão da cobertura dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs); CAPs álcool e drogas e CAPs I (crianças e adolescente). Na busca pela qualidade dos serviços de saúde, será efetivada a valorização dos profissionais da área de saúde, modernização da gestão com adoção de novas tecnologias para informatização da saúde, tendo como foco, o planejamento do gasto público, controle, integração das

Assegurar que as gestantes tenham sete ou mais consultas pré-natais na sua localidade, evitando complicações na gestação, diminuindo o número de gestação de alto risco, a sobrecarga de atendimento na Santa Casa e a consequente redução da mortalidade materna e infantil. Viabilizar de forma efetiva a distribuição de medicamentos básicos à população, prevenindo as complicações da diabetes, hipertensão e tantas outras doenças de fácil controle.

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O PARÁ DO FUTURO

SEGURANÇA

Em conformidade aos compromissos assumidos junto

à sociedade paraense, o Governo do Estado tem como

prioridade a adoção de programas e ações voltadas à

reversão urgente desse lamentável cenário, objetivando

a garantia da vida e do patrimônio, em um cenário de paz

social, a todos que vivem no Pará.

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66

O PARÁ DO FUTURO

No curtíssimo prazo, algumas ações já estão sendo implementa- das, como a solicitação oficial en- caminhada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública de apoio por meio do emprego de 500 agentes da Força Nacional de Segurança Pública, para reforço imediato no combate à criminalidade e pre- servação da ordem pública. Assim também, a realocação de policiais no exercício de sua atividade fim, reforçando as equipes dos órgãos de segurança pública. No curto e médio prazo, o for- talecimento do aparato policial do Estado constitui medida estru- turante e necessária no combate

à violência e criminalidade, tanto em termos de maior presença das

polícias nas operações ostensivas

e investigativas, quanto com a me-

lhoria das condições de trabalho e valorização dos agentes de segu- rança pública estaduais. O aumento do efetivo da Polícia Militar do Estado do Pará (PMPA), com realização de concurso públi- co, constitui medida imprescindí- vel no combate à violência, estabi-

lizando o quantitativo desse efetivo

a padrões adequados de atendi-

mento da população. No que tange à valorização des- ses profissionais, serão implemen- tadas melhorias salariais, progra-

mas de capacitação permanente, assim como investiremos em equi- pamentos para o desempenho das suas atividades (coletes, armamen- tos, veículos, etc.), além de implan- tar programa habitacional, com es- paços de lazer e educação para as famílias, entre outros. Fortalecer, expandir e conso- lidar a inteligência policial, com base em estatísticas criminais ter- ritorializadas, permitirá intensificar a execução de ações coordenadas de abordagens policiais, cumpri- mento de mandados de prisão e outras em áreas que apresentam os maiores índices de violência, e ser ferramenta essencial no com-

SEGURANÇA

bate ao crime organizado. O Centro Integrado de Coman- do e Controle terá a missão de coordenar e implementar a inte- gração e o compartilhamento de informações entre os diversos ór- gãos de inteligência com vistas a incrementar o combate a todas as modalidades de crimes, com des- taque para o crime organizado, re- pressão ao tráfico de drogas, moni- toramento das fronteiras estaduais, do policiamento rodoviário e prin- cipalmente fluvial, com vistas a im- pedir a entrada de entorpecentes e o contrabando de armas. A busca e preservação da paz social serão possíveis, também, a

67

O PARÁ DO FUTURO

partir da adoção de programas e ações preventivos de caráter transversais e continuados, priorizando as áreas e po- pulações consideradas de alto risco e vulnerabilidade social, articulando efeti- vamente a segurança pública ao concei- to mais amplo de Defesa Social, o qual abrange também as políticas públicas relacionadas à garantia dos direitos in- dividuais e coletivos e ao enfrentamento de calamidades. Alinhadas a essa diretriz, serão prio- rizadas estratégias como a dos “Territó- rios da Paz”, que consiste na organização de iniciativas coordenadas por diversos órgãos estaduais e parceiros em ações como implantação e/ou reforma de es- paços para esporte e lazer, creches (par- ceria com os municípios), pavimentação de ruas, escola de tempo integral, im- plantação de câmeras de monitoramen- to, entre outras. Parcela da população atingida de for- ma exponencial pela violência e crimi- nalidade em nosso Estado, à juventude serão direcionados programas nas áreas de educação, esporte, saúde, oportuni- dades de trabalho, os quais serão fun- damentais na missão de oportunizar a essa população estímulo e condições para enfrentar tantos desafios, entre eles a terrível realidade das drogas ilícitas, construindo hoje o futuro de um Estado que todos querem.

68

construindo hoje o futuro de um Estado que todos querem. 68 SEGURANÇA Por meio de convênios

SEGURANÇA

Por meio de convênios com os mu- nicípios visando o aprimoramento das guardas municipais será possível tam- bém reforçar o policiamento no Estado, viabilizando a aquisição de veículos e equipamento, capacitação pela PMPA e

implantação de programa de incentivo à criação das guardas em municípios que ainda não contam com essa força de se- gurança.

A humanização do sistema peniten-

ciário passa não só por medidas como a expansão do número de vagas no sis- tema, com finalização de obras em an- damento e do investimento em novas unidades penitenciárias que permitam,

além da regularização do índice de den- sidade carcerária, também a redução e até a eliminação de custódia de presos nas delegacias e seccionais.

É fundamental e necessário realizar

iniciativas que visem à reinserção do apenado na sociedade, dentro do que preceitua a Lei de Execução Penal (LEP) como, por exemplo, um programa mais abrangente de educação, voltado para a educação e atividade laborativa da população carcerária, como forma de tornar mais efetivo o processo de res- socialização do apenado, tornando o sistema efetivamente a porta de saída da criminalidade, com a reintegração do indivíduo ao convívio social de forma a torná-lo útil a si mesmo, à sua família e à sociedade.

69

O PARÁ DO FUTURO

SANEAMENTO

70

Com objetivo de priorizar a redução do déficit do setor de saneamento básico no Estado, o Governo fortalecerá, reestruturara e ampliará a atuação da Companhia Estadual de Saneamento - COSANPA através da modernização da gestão administrativa e operacional, e a implantação, de programa contínuo redução de perdas de água e da tarifa social nos 53 municípios que atualmente possui a concessão para atuar, abrangendo uma população aproximadamente de 2.782.161 habitantes e apoiar aos municípios com serviços autônomos de abastecimento de água, esgoto, gestão dos resíduos sólidos e ampliação da infraestrutura da drenagem urbana nos mesmos. Elaborar o Plano Estadual de Saneamento Básico (PESB), apoiar institucionalmente os

municípios, capacitando os mesmos para o cumprimento da legislação vigente do setor de saneamento, como o Plano Municipal de Saneamento - PMSB, implantação do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, com incentivo ao crédito e elaboração de projetos de gestão consorciada de regiões metropolitanas e municípios afins, para a gestão de resíduos sólidos, obedecendo ao Estatuto das Metrópoles e ao Plano Municipal de Resíduos Sólidos

- PMRS e implantar o Programa

Estadual de Saneamento Rural

- PESR, com solução integrada

de saneamento básico para comunidades rurais. Além de reestrutura a Agência Reguladora do Estado - ARCON, para que a mesma incorpore a regulação dos serviços de saneamento nos municípios que não criaram agência de regulação própria.

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O PARÁ DO FUTURO

LOGÍSTICA

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Com intuito de modernizar, ampliar e integrar as regiões do Estado o Governo investirá em manutenção, reforma e amplia- ção das vias e obras de arte (pon- tes) que interligam os municípios das diversas regiões do Estado com seu respectivo polo, com vistas a garantir a mobilidade da população e a circulação da produção. Garantir condições de trafegabilidade das vias alimen- tadoras que ligam os locais mais distantes aos corredores regio-

nais, intensificar, juntamente com

a bancada federal, as ações jun- to ao governo federal para que tenhamos rodovias federais em

condições de utilização, viabilizar

a construção da Ferrovia Paraen-

se por meio de Parceria Pública Privada ou concessão, e atuar junto ao Governo Federal para assegurar a construção das ferro- vias federais - Norte-Sul e Ferro-

grãos - projetadas para o Estado. Viabilizar junto ao governo federal importantes corredores hidroviários, bem como buscar os recursos necessários para via- bilizar as hidrovias de competên- cia estadual. Tapajós, Tocantins e Guamá-Capim, investir, em par- ceria com o Governo Federal e a iniciativa privada, na ampliação e modernização da capacidade de movimentação portuária em nos- so Estado, além de assegurar a dragagem dos canais de acesso aos portos e investir na expansão da infraestrutura aeroviária do Estado. Vamos investir em infraestru- tura, na melhoria do transporte metropolitano, na pavimentação de estradas vicinais e duplica- ção de rodovias, projetos que te- nham repercussão direta com o desenvolvimento econômico das regiões.

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O PARÁ DO FUTURO

JUVENTUDE, ESPORTE E LAZER

A atuação integrada de ações, programas e projetos de diver- sas políticas públicas deve nortear a ação governamental estadual, garantindo oportunidades para o acesso ao conjunto de direitos. Portanto, há urgência na implementação de programa com base na identificação de áreas com elevados índices de criminalidade, ocu- pação e renda, indicadores educacionais e mapeamento da rede de equipamentos públicos de esporte e lazer disponível, como forma de planejar a oferta e a intensificação da prática de esporte e lazer nessas regiões.

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No campo educacional se- rão adotadas estratégias para a retomada dos jovens às escolas por meio da implementação de projetos voltados à elevação da escolaridade e preparação ao acesso às universidades. A oferta

de cursos profissionalizantes terá destinação à população jovem desenvolvendo suas habilidades

e competências favorecendo a

entrada no mercado de trabalho

com vistas à obtenção do primei-

ro emprego. O incentivo ao em-

preendedorismo juvenil apoiará

a criação de negócios inovadores

e sustentáveis. O Esporte e o Lazer são pas- saportes para o convívio e a in- serção social. A promoção ao esporte também deve agregar as atividades sócio esportivas à formação educacional potencia- lizando a utilização das quadras escolares pertencentes à rede pública da educação. Com efeito, ao estimular a utilização dos es- paços disponíveis nas escolas nos horários em que essas unidades estariam fechadas, oportunizará a oferta de práticas saudáveis, além de exercitar o pertencimento do espaço à comunidade. Os Jogos Estudantis Paraenses, importante evento revelador de novos talen-

tos esportivos e de integração da comunidade estudantil, receberá maior estímulo à participação e divulgação nos espaços escola- res e na sociedade. A implantação dos Espaços Integrados da Juventude, em parceria com o governo federal e os municípios, disponibilizará serviços propulsores à participa- ção e emancipação de jovens. Será viabilizada a ampliação do Programa Educacional de Resis- tência às Drogas (PROERD) e ser- viços da rede de atendimento aos serviços básicos e especializados para o enfrentamento da violên- cia e exploração sexual, de modo a vislumbrar um novo futuro à po- pulação jovem do Estado. Como instrumento de gestão compartilhada propõe-se a for- mação de parcerias com entida- des desportivas, o assessoramen- to às gestões municipais para o acesso aos recursos do governo federal e agências de fomento es- portivo e lazer. O Pará Jovem ob- jetivará a participação dos jovens na construção de uma agenda governamental e não governa- mental de modo a gerar compar- tilhamento de experiências e so- luções no âmbito das políticas publicas estaduais e municipais.

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O PARÁ DO FUTURO

CULTURA

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A diretriz governamental voltada

à Sociedade de direitos compreende

a cultura com forte integração com a

educação, esporte e lazer e segurança.

Essa conexão evidencia o caráter da dimensão cultural na valorização da identidade amazônica e na promoção da cidadania. A modernização da gestão cultural será parâmetro para

a adoção de um plano integrado dos

diversos segmentos culturais e suas

interfaces. O conjunto de órgãos

governamentais estaduais (Secretaria

e Fundações) atuará na direção de

uma agenda alinhada às demandas culturais estaduais. A desconcentração do fomento

e incentivos culturais para além da

região metropolitana será relevante para valorização da diversidade e

riqueza cultural do Estado. Para tanto,

o mapeamento dos programas e

projetos governamentais e, ainda,

das iniciativas locais autônomas

subsidiará a retomada do diálogo com

as

Secretarias Municipais de Cultura

e

com os fóruns de participação

setorial. Outro ponto importante será a ampliação do sistema de financiamento

por meio de recursos próprios, Fundo

e parcerias público-privadas para

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CULTURA

o atendimento efetivo dos

compromissos governamentais. Dentreasdiversasintervenções voltadas para a tradição e

singularidade amazônica serão ampliadas as iniciativas de povos e comunidades tradicionais com o propósito de contribuir

à preservação da memória

sociocultural desses territórios. As cidades históricas paraenses constituem-se espaços inseridos

no patrimônio material e imaterial, portanto serão incentivadas

a recuperação e preservação em parcerias com governo

federal e outras instituições de fomento. Ademais, a vinculação

da cultura ao turismo subsidiará

projetos para implementação de projetos referentes à melhoria de infraestrutura garantirá o acesso à população local e visitante ao

conjunto de potencialidades culturais e turísticas no Estado. A capacitação de agentes culturais (artistas, produtores, trabalhadores) agregados em segmentos como música, teatro, artesanato e artes plásticas será instrumento de potencialização e aprimoramento profissional.

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Com efeito, facilitará a geração de profissionais ao mercado cultural e a inserção de pessoas em projetos socioprodutivos e na economia criativa. Destaca- se a implantação de programa de desenvolvimento audiovisual destinado ao apoio à produção e difusão de produtos culturais que contribuam para a promoção do patrimônio cultural, ambiental e paisagístico do Pará. A disseminação cultural necessariamente perpassa pela educação. A implantação de projetos multiculturais na rede escolar de ensino propiciará o envolvimento da comunidade escolar em projetos de educação patrimonial, produção cultural e fomento à leitura, sob ação compartilhada entre os órgãos da Cultura e a Secretaria Estadual de Educação. A capilaridade da política cultural estadual buscará o fortalecimentodosatoresculturais nos territórios numa perspectiva de garantir maior acesso a bens, serviços culturais a toda comunidade por meio da maior valorização das manifestações culturais, sobretudo, a popular.

O PARÁ DO FUTURO

DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO

As ações do Governo do Estado serão orientadas no sentido de atrair investimentos, desenvolver a politica de ciência, tecnologia e Inovação, respeito ao Meio Ambiente e Desenvolvimento Municipal.

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O PARÁ DO FUTURO

O Governo do Estado promoverá a verticalização da linha de produção, com a finalidade de agregar maior valor aos produtos e por conseguinte gerar maior rentabilidade as empresas e renda para as famílias. Neste sentido, o governo buscará promover o Estado do Pará no mercado Internacional e atrair investimentos estruturantes por meio de algumas estratégias imprescindíveis, como a elaboração do diagnóstico vocacional de cada município. Este diagnóstico irá identificar potencialidades locais que possam ser maximizadas pelas ações do executivo estadual. A estratégia é atrair uma ou mais indústrias motrizes com poder de impulsionar a economia local, que devido ao seu fluxo de produção e suas especificidades, possam induzir o crescimento das demais indústrias ao seu redor, o que proporcionará um ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento para o nosso Estado. O Governo do Estado pretende desta forma incentivar a criação de Polos de Especialização

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Inteligente em cada região de integração, como dito anteriormente, considerando as potencialidades locais, tais como:

Polo Mineral-metalúrgico, Polo de Grãos, Polo de Floresta Plantada, Polo de Biocosméticos, Polos de Fruticultura, Polos de Aquicultura

e Pesca,Polos de Inovação

Tecnológica e Economia Criativa, Polos Gastronômicos e Turísticos, entre outros. Uma das ferramentas essenciais para o desenvolvimento do

Estado é sua politica de incentivos fiscais, que terá neste governo grande importância, no sentido

de garantir competitividade as

empresas que se instalam em

nosso território, com prioridade

para empreendimentosque geram

impacto direto na qualidade de vida das pessoas, promovam aumento da arrecadação de impostos, bem como a geração de emprego e benefícios a toda uma rede de fornecedores. O Governo atuará fortemente no setor turístico, corrigindo problemas estruturais, que tem impedido o desenvolvimento do setor nos últimos anos. Desta forma, serão realizados

investimentos em infraestrutura, como recuperação de estradas e pontes, recuperação de locais com potencial turístico, como casarões históricos, igrejas, entre outros, bem como investimentos em capacitação e qualificação dos profissionais que atuam no setor, com destaque para o Ecoturismo, Turismo Gastronômico, Pesca Esportiva, etc. A agricultura familiar é uma atividade importantíssima para o desenvolvimento econômico do estado, bem como para o bem estar social de milhares de famílias que vivem no campo e dele

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

dependem para sua sobrevivência.

O governo dará atenção especial

a este segmento, por meio de

políticas voltadas ao setor, como apoio ao desenvolvimento de produtos orgânicos, entre outros. A competitividade da economia paraense é outro ponto que precisa ser fortalecido, e para tanto, é necessário fortalecer o aparato institucional e reestruturar a base legal através do redesenho e modernização de órgãos e politicas estaduais relacionadas às questões tributárias, regularização fundiária, ambientais, minerais, industriais e agropecuárias. O

81

 

O PARÁ DO FUTURO

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

 

principal objetivo é desburocratizar

fiscalização e controle ambiental.

a

máquina pública, tornando mais

Esta iniciativa com toda a certeza

célere o processo de legalização

promoverá maior celeridade aos

e

licenciamento de atividades

processos de licenciamento das

econômicas. Para que tenhamos um crescimento inteligente e sustentável é preciso investir intensamente em Ciência, Tecnologia e Inovação, fazendo com que o conhecimento tecnológico não fique restrito as Instituições de Ensino e Pesquisa, mas que ocorra uma aplicação prática, voltada para o desenvolvimento da economia local e trazendo benefício a nossa população. O Governo do Pará estimulará

atividades econômicas. Outro ponto importante a ser destacado é a necessidade de postura politica firme na defesa dos interesses do Estado do Pará, resgatando o respeito e reconhecimento perante a União e Organismos Internacionais, que pretendam atuar sobre o território paraense. A gestão estadual pretende promover a implantação, onde necessário, do zoneamento econômicoecológico,comobjetivo de implantar o Ordenamento

a

inovação tecnológica, apoiando

Territorial, identificando as áreas

as Startups como estratégia para o

que podem ser preservadas e

incrementodoempreendedorismo

aquelas que podem ser exploradas

regional, possibilitando o estabelecimento de um ambiente

sustentavelmente, conforme potencialidades regionais.

favorável às iniciativas inovadoras, atração de investidores, etc. O Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá terá sua área de atuação expandida, como forma de garantir sua atuação nas diversas regiões

O Ordenamento Territorial e a Regularização Fundiária será realizada com a participação do setor produtivo e os movimentos sociais, atuando de forma articulada com os Municípios e

 

do

Estado.

Governo Federal, com o propósito

 

O protagonismo da Gestão Municipal em questões ambientais será incentivado, delegando às prefeituras o poder de realizar atividades de monitoramento,

de garantir a segurança jurídica necessária às empresas que aqui se instalarem e tranquilidade e bem estar social para as pessoas que vivem no campo e na cidade.

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O PARÁ DO FUTURO

DESENVOLVIMENTO

SOCIAL

Busca-se o desenvolvimento social como um processo de melhoria da qualidade de vida da sociedade que em conjunto com as áreas de desenvolvimento econômico e infraestrutura propiciarão a redução da pobreza e das desigualdades.

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Com base na Política Nacio-

nal de Assistência Social (PNAS)

o Governo do Estado do Pará irá

atuar de forma integrada com as políticas setoriais e com os muni- cípios para suprir as necessidades básicas da população, atenden- do à universalização dos direitos sociais e respeito às diferenças, diversidades e características so- cioterritoriais. Da mesma forma, cumprir as normas estabelecidas pelo Siste- ma Nacional de Atendimento So-

cioeducativo (SINASE), que regu- lamenta e define diretrizes para o atendimento e responsabilização dos adolescentes em cumpri- mento de medidas socioeduca- tivas (adolescentes em conflito com a lei), com atuação articulada com todos os sistemas de prote- ção social. Serão prioridades na atuação de Governo as políticas relacio- nadas à assistência que fortale- çam uma concreta rede de pro- teção e promoção social em todo o Estado, não só com os entes federados (União, Estado e Muni- cípios), mas com representantes de entidades públicas e privadas,

instituições religiosas, centros so- ciais e sociedade civil. Para tanto

o enfrentamento dos problemas

e das desigualdades requer a união dos agentes governamen- tais e da sociedade civil. Faz-se necessário adotar me- didas em curto prazo dirigidas à criação de novos postos de traba- lho, mais emprego e renda, inten- sificar a qualificação profissional, respeitando as potencialidades locais, pois é fato que as contra- tações de trabalhadores têm rela- ção direta com a qualificação dos candidatos as vagas, assim como a baixa qualificação influencia no tempo de permanência do em- prego. A redução da burocracia e da ineficiência na captação de novos negócios e investimentos priva- dos para o Estado dará oportu- nidade à mão de obra local e a preparação da comunidade em- presarial para as inovações tec- nológicas, servirá como impulso para proporcionar novos e mais empregos. A criação de novos empregos irá respeitar a vocação de cada região, estimulando o mercado local. Implementar programas de capacitação e de impulso ao empreendedorismo em todas as regiões do Estado, incentivando a economia criativa como alterna- tiva a produção e distribuição de

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DESENVOLVIMENTO SOCIAL

renda entre os trabalhadores. Facilitar o acesso ao microcré- dito e crédito por meio do for- talecimento do sistema de coo- perativas, bem como estimular a contratação de jovens pela inicia- tiva privada, com vistas à obten- ção do primeiro emprego. Portanto, é fundamental esta- belecer uma atuação de governo

Secretária de Estado de Planejamento Hana Sampaio Ghassan

Secretário Adjunto de Planejamento e Orçamento Adler Gerciley Almeida da Silveira

Secretário Adjunto de Recursos Especiais Fabrício de Paulo Santos Gomes

Equipe Técnica Agostinho Lopes Arnaud Bernadete de Jesus Barros Almeida Brenda Rassy Carneiro Maradei Débora de Aguiar Gomes Denísio de Jesus Costa Lima Elesbão de Castro Ewerton Filho Heraldo Marques Nogueira Marcelo Pereira Lobato Márcia Correia Lago Moura Maria de Belém Nazareth Gomez Maria do Perpétuo Socorro Garcia Castro Marlúcia Puga Cardoso Carvalho

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que articule e torne efetivo todo o sistema de garantia de direitos com os diversos setores da socie- dade no sentido de proporcionar desenvolvimento social alinhado ao desenvolvimento econômico, aproveitando as potencialidades locais e proporcionando a gera- ção de trabalho, emprego e ren- da aos paraenses.

Nanety Cristina Alves dos Santos Nice Farias da Silva Nôemia Marques Furtado Orlando Santana Rosa Ovanilde Ribeiro Schalcher Renato da Cunha Andrade Rita de Cássia Macedo Moreira Roberta Braga Fernandes de Moraes Rosemery Tillmann da Silva Selma Jerônima Mesquita Couto Valdeni da Conceição Farias Wilson Luiz Ribeiro da Costa Zilfa Freitas

Colaboradores Ana Maria da Costa Monte Arão Magdiel Corrêa Cardoso - Estagiário Fernando Augusto Altieri Silva Julio Cézar Barros Borba Karina Conceição Miranda Vieira Laurinda da Conceição Ribeiro Cardoso Luiz Guilherme Cardoso Rocha - Estagiário Márcia Aparecida de Souza

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