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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

EM PAISAGISMO

Professora Me. Andréia Gonçalves

Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta
unidade:
• Representação gráfica à mão livre
• Representação técnica
• Peças gráficas do projeto paisagístico
• Etapas de projeto

Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer as ferramentas e desenvolver representações
paisagísticas à mão livre.
• Conhecer as técnicas e formas de apresentação de
projetos paisagísticos.
• Conhecer os desenhos que compõem um projeto
paisagístico.
• Conhecer as etapas para elaboração de um projeto de
paisagismo.
unidade

IV
PAISAGISMO

INTRODUÇÃO

Caro(a) aluno(a), bem-vindo à Unidade IV do livro de Paisagismo. Nesta


unidade, trataremos especificamente sobre a representação de projetos
paisagísticos, abordando as formas de representação, elementos gráficos
e textuais que compõem o projeto e as etapas de desenvolvimento do
projeto, desde o contato inicial com o cliente até a execução do projeto
paisagístico.
A representação gráfica para projetos é uma linguagem universal e
deve seguir as normativas técnicas. No entanto, para o projeto paisagís-
tico, não existem normativas específicas quanto à representação dos ele-
mentos vegetais. Sendo assim, nesta unidade discutiremos alguns tipos e
métodos de representação de espécies vegetais tanto no método à mão li-
vre como no desenho auxiliado por computador. A representação gráfica
define a individualidade de cada profissional, seu traço ou linguagem de
representação. Por mais que haja normativas, cada profissional, seguindo
as mesmas, estabelece sua linguagem de representação.
Abordaremos na sequência as peças gráficas que compõem os proje-
tos paisagísticos, assim como os elementos textuais que complementam
a representação gráfica e permitem o claro entendimento do projeto con-
cebido pelo paisagista.
Por fim, discutiremos as etapas de projeto, abordando as fases preli-
minares, antes mesmo de se iniciar algum traço ou representação gráfica:
o contato com o cliente, o entendimento do problema, o levantamen-
to do local e condicionantes, a montagem do programa de necessidades
junto com o cliente até se chegar à concepção e representação da pro-
posta paisagística. Ainda que normalmente não haja desenhos, ou algu-
ma forma de representação gráfica nestas etapas preliminares, elas são
fundamentais para o entendimento da encomenda e sucesso da proposta
de projeto. Em seguida, abordaremos as etapas gráficas do projeto, desde
sua concepção inicial até o projeto de execução do jardim, descrevendo e
discutindo os elementos pertencentes a cada etapa.

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DESIGN

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PAISAGISMO

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
À MÃO LIVRE
Neste tópico, será abordada a representação de figu- Vamos iniciar com a representação de figuras
ras paisagísticas feita à mão livre, para uso no desen- vegetais, elementos fundamentais nos projetos pai-
volvimento e representação de projetos paisagísticos. sagísticos. Nestes desenhos, será utilizado como re-
Tratar-se-á do traço, formato da vegetação, textu- ferência para a criação do desenho um círculo guia,
ra da folhagem, formação de conjuntos vegetais, al- com traço fino, feito com compasso ou com gabarito
gumas representações de revestimentos e elementos de círculos. Essa linha guia ajudará no desenvolvi-
construídos e os efeitos de luz e sombra no desenho. mento das figuras que representarão a vegetação.

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DESIGN

3. Ligue o ponto central com a linha de contor-


no criando linhas radiais duplas.
4. Conecte as linhas radiais duplas com peque-
nas letras W.
5. Reforce algumas das linhas duplas. Assim
criaremos a primeira representação.
6. Reforce o contorno das linhas guias com li-
nhas curvas, criando, assim, outra possibili-
dade de representação.

Figura 2 - Representação de árvores


Fonte: adaptada de REID (2002).

Neste esquema, conseguimos criar três represen-


Figura 1 - Compasso e Gabarito de círculos
Fonte: Shutterstock. tações arbóreas diferentes, usando basicamente o
mesmo processo.
Por meio dessa linha guia, definiremos o tamanho
da nossa figura e se esta será uma representação in- Textura das folhagens
dividual ou em conjunto.
Vamos iniciar ilustrando alguns processos de re- Para representações em que a textura da folhagem é
presentação de vegetação. essencial, vamos usar o mesmo processo base da re-
presentação anterior, usando novamente os círculos
Representação de árvores como base para nosso desenho.
1. O primeiro passo é fazer um círculo de refe- Após o desenho do círculo, é necessário definir
rência com uma linha de traço fino; marque a textura da folhagem: rugosa, lisa, arredondada, es-
o centro do círculo com um ponto, pois este petada.
será nossa referência de centro para elaborar
Nos desenhos que seguem, vemos exemplo da
as linhas de representação seguintes.
representação com um tipo de folhagem de textu-
2. À mão livre, refaça o contorno do círculo sobre-
posto à linha de base feita com o instrumento. ra mais rugosa e arredondada e uma segunda com

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PAISAGISMO

textura mais espetada. O processo é o mesmo para a Árvores coníferas


representação das duas texturas.
Após a definição da textura, preenche-se o con- O processo é o mesmo das representações anteriores,
torno do círculo com o formato da textura deseja- sempre com a criação de um círculo de referência,
da. Em seguida, vamos definir o sentido da luz do com marcação do centro com um ponto, definindo
sol, pois isso determinará a forma da representação, em seguida a direção da fonte de luz. A partir de então
pois, onde a luz é mais intensa, temos a tendência 1. Crie linhas radiais ligando o ponto central à
de ver menos detalhes da folhagem, formando uma linha de contorno do círculo.
textura mais lisa, causada pelo reflexo da luz. Por ou- 2. Adicione mais linhas do centro para a borda
tro lado, onde há menos luz e mais sombra, as tex- no lado onde predomina a sombra. Pode-se
reforçar essas linhas para criar o efeito som-
turas são acentuadas e a folhagem mais escurecida.
breado.
A seta indicativa no desenho representa a direção da
luz incidente sobre a vegetação.
A partir de então, desenhe dois círculos internos
deslocados na direção da fonte de luz, como mostra
a Figura 3. Estes círculos serão guias para a inserção
das novas camadas de folhagem.
Adicione novas linhas de textura, deixando mais
preenchido no lado onde predomina a sombra e mais
vazio onde predomina a luz, como mostra a Figura 3.

Figura 4 - Representação de árvores coníferas


Fonte: adaptada de REID (2002).

Arbustos

Figura 3 - Representação de árvores com textura de folhagem Os arbustos podem ser representados como minia-
Fonte: adaptada de REID (2002). turas das representações das árvores. Neste caso, o
processo é o mesmo, com os círculos guias, porém
Faça o mesmo processo para os dois tipos de texturas. agora o tamanho dos círculos é o que vai determinar

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DESIGN

que estes sejam arbustos e não árvores. Normalmen- Forrações


te são utilizados em conjuntos, formando maciços,
assim usaremos não apenas um círculo guia, mas As forrações, como vimos na Unidade I, caracteri-
vários, como mostra a figura. zam-se por plantas rasteiras que fazem a cobertura
do solo. Diferente das árvores e arbustos, nas forra-
ções não se identifica os exemplares vegetais indivi-
dualmente, mas em grupo. Assim, comece a repre-
sentação com um traço simples delineando a zona
de cobertura do solo.
Um pontilhado graduado é eficaz para repre-
sentar um relvado ou mesmo a cobertura em areia.
Outros padrões podem corresponder ao caráter fo-
Figura 5 - Representação de arbustos liar. Você pode adicionar tom ao desenho reforçado
Fonte: adaptada de REID (2002).
e aumentar o traçado de contorno, como mostra a
1. Faça círculos guias com linhas finas. Desenhe Figura 07.
os círculos se tocando ou ligeiramente sobre-
postos para enfatizar o efeito de proximidade
do maciço vegetal.
2. Em seguida faça a representação do tipo ve-
getal desejado, com linhas internas ou linhas
com texturas.

Figura 6 - Representação de arbustos em conjuntos


Fonte: adaptada de REID (2002).

Pode-se também misturar representações em um


mesmo conjunto; isso indica que foram utilizadas
Figura 7 - Representação de forrações
mais de uma espécie dentro do maciço arbustivo. Fonte: adaptada de REID (2002).

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PAISAGISMO

Pavimentação Sombras

Para a representação de pavimentação por meio de Segundo Reid (2002), não é necessário adicionar
texturas dos materiais, Reid (2002) sugere que para sombras a todos os projetos, no entanto, as sombras
desenhos paisagísticos em escala de 1:250 não se faz escuras adicionam uma dimensão de profundidade
necessário texturizar toda a superfície do desenho. para o projeto, realçando os pontos de interesse da
A textura pode ser inserida apenas em manchas, nas concepção.
bordas e cantos das superfícies que se deseja cobrir No que diz respeito à direção, as sombras lan-
ou ainda pode-se diminuir ou fragmentar a textura çadas para a esquerda ou para a direita criam um
no meio da superfície, como ilustra a Figura 08. poderoso efeito tridimensional, proporcionando vo-
lume aos elementos do projeto.
Para a definição da direção da fonte de luz, é
importante ter conhecimento do caminho do sol
na região onde o projeto será implantado. No caso
dos países localizados no hemisfério Sul, o cami-
Figura 8 - Representação de pavimentação nho do sol é determinado por um arco no sentido
Fonte: adaptada de REID (2002).
norte. No hemisfério norte, ocorre o contrário. No
Para desenhos na escala de 1:100, a recomendação é que caso do Brasil, localizado no hemisfério sul, a luz
a textura fique mais grossa podendo ser deixadas algu- virá do norte, podendo estar mais à direita ou à es-
mas zonas sem textura, conforme mostra a Figura 09. querda, de acordo com o horário do dia.

Densidade da sombra

De acordo com Reid (2002), as sombras mais po-


derosas são em preto sólido, cinza escuro ou azul
Figura 9 - Representação de pavimentação escuro. No entanto, as sombras também podem
Fonte: adaptada de REID (2002).
ser feitas com uma hachura direcional ou com um
Para desenhos na escala 1:50, por sua vez, é neces- marcador de tom médio. Neste caso, elas perdem
sário mostrar todos os elementos de pavimentação, um pouco do seu impacto, mas têm a vantagem de
inclusive as junções entre as peças (Figura 10). permitir que alguns elementos situados no nível do
solo fiquem visíveis. Segundo o autor, não é indi-
cado misturar sombras negras sólidas e sombras
tonificadas no mesmo desenho.
Isso serve tanto para sombra das plantas como
para sombra de elementos construídos e edifica-
ções.
Figura 10 - Representação de pavimentação
Fonte: adaptada de REID (2002).

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DESIGN

Sombras de plantas

Para inserir sombra nas representações de vegetação primeiramente estabeleça a


direção da luz. Supondo que a maioria das plantas tem uma forma arredondada,
use o mesmo modelo de círculo que corresponda ao tamanho da planta para de-
senhar o círculo guia da sombra. Para tanto, deslize o círculo na direção contrária
à fonte de luz e desenhe o círculo guia.
Preencha o espaço formado pelo círculo guia que se aparenta a uma meia lua.
Para as plantas que têm uma forma piramidal, como as coníferas, faça um esboço
com linhas guias finas em formato de cone. Neste caso, o preenchimento interno
parecerá melhor se o contorno for irregular.

SAIBA MAIS

A HUMANIZAÇÃO de projeto consiste na ilustração artística das peças


gráficas dos projetos paisagísticos, por meio da coloração e inserção de
elementos que aproximem o desenho da realidade imaginada pelo projetis-
ta, facilitando o entendimento da proposta paisagística pelo cliente ou por
outro leitor leigo no assunto. A humanização pode ser feita com diferentes
técnicas, pode ser manual ou digital, com a utilização de software como
o Corel Draw, AutoCAD, Landscape, Sketchup, Photoshop entre outros.

Quando feita à mão, os materiais mais utilizados são os lápis de colorir,


marcadores, canetas coloridas, giz pastel, aquarela entre outros. Costuma-se
dizer que a humanização dá vida ao desenho, tornando-o mais realista.
Na representação de figuras vegetais, a coloração pode dar indícios das
cores que formarão a composição do jardim.

A humanização dos desenhos também pode marcar ou reforçar os efeitos


de luz e sombra; espécimes vegetais em nível mais alto ou mais baixo, como
arbustos sob árvores; demarcar circulações e diferenciar os materiais e
cores utilizadas nos projeto.

Fonte: a autora.

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PAISAGISMO

REPRESENTAÇÃO
TÉCNICA
A representação técnica de projetos paisagísticos se- senho (representação gráfica) que lembre a espécie em
gue as mesmas normas de desenho técnico utilizado seu máximo desenvolvimento (DEMATTÊ, 2006).
para edificações ou projeto de interiores. Quanto à Quanto à representação de espécie vegetais, ba-
representação da vegetação, não há normas rígidas sicamente são utilizados dois tipos: a representação
para a representação de espécies em projetos paisa- esquemática (Figura 11) e a representação figurativa
gísticos, no entanto, procura-se fazer uso de um de- (Figura 12).

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DESIGN

Figura 11 - Exemplo de representacao esquemática


Fonte: acervo da autora - blocos software AutoCAD.

A representação esquemática apresenta a vegetação


de forma mais geral, sem detalhes da espécie, apenas
porte e forma de inserção. Por outro lado, a repre-
Figura 13 - Representação figurativa humanizada
sentação figurativa, humanizada ou não, busca apro- Fonte: Shutterstock.

ximar o desenho da espécie vegetal, com detalhes de


forma, volume e textura da folhagem. Além da representação gráfica da vegetação, existem
outros elementos que compõem e complementam o
desenho, permitindo que esse possa ser compreen-
dido. Dentre estes elementos, estão os textos, símbo-
los gráficos e textuais, legendas e cotas.
Para indicar as espécies vegetais e materiais de
acabamento, pode-se utilizar legendas que comple-
mentam a simbologia utilizada no desenho. As es-
pécies e acabamentos podem ser indicados nos de-
senhos por meio da própria representação gráfica,
como foi apresentado no Tópico I desta unidade, ou
por meio de símbolos, códigos ou números. Para es-
ses símbolos e códigos, são feitas legendas que indi-
cam o que cada um representa. As legendas podem
Figura 12 - Representação figurativa
Fonte: Shutterstock. possuir especificações técnicas, tornando-se quadros
de especificação de materiais ou tabelas botânicas,
A representação figurativa colorida ou humanizada é no caso da indicação das espécies vegetais do projeto.
usada principalmente para desenhos de apresentação, Benedito Abbud (2006) recomenda uma forma
plantas humanizadas, que permitem ao cliente uma me- de indicação de vegetação para projetos paisagísticos
lhor compreensão da proposta de concepção do projeto. muito utilizada entre os profissionais, como segue:

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PAISAGISMO

Convenção de legenda:

21 = quantidade

PHBI = nome da espécie – PH (duas primeiras letras


correspondente ao gênero) BI (duas primeiras letras
correspondente à espécie) – Philodendron bipinnati-
fidum
60 = porte (cm)
70 = espaçamento de plantio (cm)
Figura 14 - Simbologia para indicar espécies vegetais
Fonte: Abbud (2006).

SAIBA MAIS

A representação gráfica ajuda o profissional paisagista a criar uma linguagem própria, sua forma de
apresentar seus projetos. Nessa tarefa, os softwares são grandes aliados. Além de permitirem a cria-
ção e edição de blocos dos elementos vegetais, eles nos permitem criar templates (arquivo padrão) de
modo que é posição usar configurações, hachuras e blocos idênticos em projetos diferentes, facilitando
o trabalho de representação e criando uma linguagem uniforme entre as representações gráficas de
cada projeto. Por exemplo, pode-se utilizar sempre uma mesma representação gráfica para identificar
uma espécie de palmeira, assim, toda a simbologia, representação e configurações podem ser utilizadas
de um projeto para o outro, tornando assim o trabalho mais ágil. Isso também facilita o trabalho em
equipe, pois se cria um padrão de representação gráfica.

Fonte: a autora.

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DESIGN

PEÇAS GRÁFICAS DO
PROJETO PAISAGÍSTICO
A representação gráfica de um projeto paisagístico II. Definição e especificação de espécies e de-
deve proporcionar o claro entendimento das etapas mais materiais.
de desenvolvimento do projeto. A representação III. Implantação/execução.
apresenta características particulares do paisagismo.
O projeto paisagístico se divide em três grandes A representação dos projetos se divide em:
partes: I. Elementos gráficos: são eles as plantas, os
I. Concepção paisagística: forma de ocupação cortes, as elevações, perspectivas e detalhes
do espaço e características volumétricas das construtivos.
plantas. II. Especificações/elementos textuais: tabela bo-

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PAISAGISMO

tânica, lista de materiais, legendas, especifica-


ções técnicas.
Corte

A finalidade é representar o tratamento paisagístico O corte é um desenho de perfil que representa em


do espaço e dar instruções para implantação e ma- elevação um detalhe do projeto em planta.
nutenção do mesmo (DEMATTÊ, 2006). O corte é muito utilizado para mostrar detalhes
construtivos, diferença de níveis dentro do espaço
DESENHOS - ELEMENTOS GRÁFICOS trabalhado, declividade do terreno, altura dos ele-
mentos vegetais e construídos.
Planta Planialtimétrica

É o desenho mais utilizado para representação no


paisagismo. Representa as espécies vegetais, demar-
cação dos caminhos, os elementos construídos, de-
talhes construtivos entre outros.
A indicação de norte é fundamental, pois revela
a variação de iluminação durante o dia, formando
áreas de luz e sombra. Também deve apresentar a
indicação dos ventos predominantes.
Compõem a planta planialtimétrica, ainda, le-
gendas com identificação das espécies vegetais e
materiais utilizados para composição do projeto. As
espécies vegetais devem ser representadas em sua
forma adulta (DEMATTÊ, 2006).

Figura 16 - Exemplo de Corte


Fonte: Shutterstock.

Elevações

As elevações são representações gráficas de planos


internos ou de elementos da edificação (ABNT,
1994). São representações frontais que ilustram ele-
mentos de interesse no projeto. No caso do paisagis-
mo, as elevações são importantes para ilustrar, além
da vegetação escolhida, os elementos construídos e
Figura 15 - Exemplo de planta paisagística
Fonte: Shutterstock. seus acabamentos.

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DESIGN

As perspectivas ou imagens 3D, como também


são conhecidas, valorizam o projeto e comunicam
ao cliente a ideia do paisagista.
As perspectivas podem ser desenvolvidas por
vários meios, desde o desenho a mão livre até os
mais sofisticados softwares, que tornam o elemento
de representação o mais próximo da realidade. Cada
profissional escolhe e desenvolve o método que me-
lhor se adapta ao seu estilo, forma de trabalho ou
que seja mais viável na relação custo-benefício.

Figura 19 - Exemplo de perspectiva utilizando software


Fonte: Shutterstock.

Figura 17 e 18 - Exemplo de elevação paisagística


Fonte: Shutterstock.

Perspectiva

A perspectiva é um desenho que possibilita a visua-


lização do projeto tridimensionalmente, permitindo
conhecer os efeitos, formas e texturas da vegetação e
demais elementos de composição, dando ao cliente
uma percepção mais aprofundada de como o jardim
Figura 20 - Exemplo de perspectiva à mão livre
ficará depois de executado. Fonte: Shutterstock.

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PAISAGISMO

SAIBA MAIS

Para quem gosta do desenho a mão, porém


não tem muita familiaridade com este ou tem-
po hábil para desenvolver muitos projetos uti-
lizando este método, existem outras opções.
Alguns softwares permitem criar efeitos de
desenho a mão livre, dando à representação
um caráter mais artístico. Ainda é possível, em
algumas situações, principalmente na fase de
estudos e aprovação pelo cliente, mesclar os
métodos de desenho, sendo parte criada no
computador e parte a mão livre. Por exemplo,
pode-se desenvolver o desenho em um sof-
tware e, para finalizar, fazer a humanização
(colorir) à mão livre.

Fonte: a autora.

Independente do método de representação, o proje-


to paisagístico deve indicar as espécies utilizadas, a
forma de inserção da vegetação, o espaçamento de
plantio, o porte das espécies, a quantidade de exem-
plares, o nome popular e científico das espécies.
Essas informações são fundamentais para a exe-
cução do projeto e devem estar inseridas na sua re-
presentação por meio do desenho, símbolos, legen-
das, códigos ou tabelas (DEMATTÊ, 2006).

MEMORIAL DESCRITIVO

É a parte escrita que trata do detalhamento de ins-


truções e especificações. No memorial, descreve-se
as espécies vegetais, materiais, elementos constru-
ídos e trabalhos a realizar. Ainda pode incluir cál-
culos, listas de plantas, dados climáticos, análise de
solo e água e o orçamento do projeto (DEMATTÊ,
2006).

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DESIGN

ETAPAS DE PROJETO
Assim como todo projeto, o paisagístico também se to com o cliente, até finalmente a iniciação dos pro-
divide em etapas. São elas, segundo Abbud (2006): jeto enquanto elemento gráfico.
I. Estudo preliminar (Plano de massas).
II. Anteprojeto. INICIANDO O PROJETO
III. Projeto executivo dos elementos construídos
(layout). Ao iniciar o projeto, o conhecimento das condicio-
IV. Projeto executivo de plantio. nantes do espaço é o primeiro passo: orientação so-
lar, entornos e vistas, formas do relevo, solo, vegeta-
Contudo, ainda antes destas etapas de projeto, exis- ção existente, ventos. Esta etapa pode ser chamada
tem outros procedimentos, desde o primeiro conta- de levantamento.

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PAISAGISMO

Logo após, define-se, junto ao cliente, o progra- Com as condicionantes conhecidas e o programa de
ma de necessidades: aspirações e necessidade do necessidades definido, inicia-se o processo de zone-
cliente. Variável de acordo com a tipologia da edi- amento espacial, ou seja, a distribuição geral dos ele-
ficação. mentos (vegetais e construídos).
O zoneamento prevê o caráter dos espaços, de-
Não basta anotar mecanicamente os itens de- monstra aproximadamente as dimensões dos equi-
sejados [...] mas também discutir o tipo e o
pamentos, maciços arbustivos, áreas de vegetação
caráter mais ou menos formal dos espaços. É
preciso saber do interesse por lugares acon- arbórea, caminhos etc., ou seja, como se dará a con-
chegantes, sombreados, jardins mais ou menos figuração do jardim (ABBUD, 2006).
densos. (ABBUD, 2006, p. 180).
A próxima etapa, considerada a primeira do
projeto gráfico, é o Estudo preliminar, que se trata
de uma depuração do zoneamento espacial.
O Estudo preliminar apresenta as primeiras
soluções de projetos, a partir do qual os elementos
vegetais e construídos ganham forma. Nessa etapa,
elabora-se o plano de massas vegetais, determinan-
do também as cores, floração, aromas, texturas, tipo
de caule etc. No entanto, nessa etapa ainda não se
define a especificação botânica (ABBUD, 2006).
O estudo preliminar deve apresentar a concep-
ção e as diretrizes a serem adotadas, indicando even-
tualmente as alternativas de partidos e sua viabilida-
de física e econômica (ABAP, 2010 apud HARDT,
2010, s/p).
Segundo Hardt (2010), durante a elaboração do
estudo preliminar, o paisagista faz opção por deter-
minada linguagem projetual. A representação do es-
tudo preliminar normalmente é baseada em peças
escritas (como memorial justificativo) e em peças
gráficas (como plantas – principalmente plano de
massas – e perspectivas), expressas sob a forma de
Figura 21 - Zoneamento espacial
Fonte: Abbud (2006, p. 186). desenho artístico, os croquis.

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DESIGN

Segundo Hardt (2010), para a elaboração do ante-


projeto é necessária a aplicação de técnicas especí-
ficas como a composição e tratamento dos espaços,
modelagem do terreno, a representação da vegeta-
ção nas estações do ano, a composição da luz e grá-
ficos de sombra.
O anteprojeto apresenta soluções definitivas em
termos formais, estéticos e funcionais.
Nessa etapa, ocorre a seleção de espécies, ma-
teriais e elementos construídos e estimativas para a
execução do projeto.
No anteprojeto, a linguagem gráfica é de fácil
compreensão, dada por meio de desenhos colori-
dos, perspectivas e plantas humanizadas (ABUDD,
2006).
Figura 22 - Exemplo de desenho decorrente de estudo preliminar
Fonte: Shutterstock.

ANTEPROJETO

O anteprojeto é decorrência direta do estudo preli-


minar, sendo assim deve

permitir o fácil entendimento do projeto como


um todo, com explicitação do partido adotado,
distribuição espacial das atividades e indicação
do tratamento paisagístico e linguagem de de-
senho a ser imprimido a cada espaço, com de-
finição básica dos materiais a serem adotados,
modelagem preliminar do terreno, tipologia da
vegetação e indicação de elementos especiais
tais como estruturas, peças de água, obras de
arte etc. Esta fase deve conter informações que
possibilitem estimativa de custo da implan-
tação do projeto (ABAP, 2010 apud HARDT,
2010, s/p). Figura 23 - Exemplo de desenho decorrente de Anteprojeto
Fonte: Shutterstock.

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PAISAGISMO

PROJETO EXECUTIVO

O projeto executivo corresponde ao desenvol-


vimento da proposta com base no anteprojeto
consolidado, sendo: composto no mínimo de
plantas (com indicação do modelado no terre-
no, cotas de nível, especificação dos materiais
e distribuição dos equipamentos, soluções de
drenagem, pontos de água e luz), cortes e deta-
lhes construtivos. [...] poderá ser acompanhado
de memorial descritivo e quantitativo (ABAP,
2010 apud HARDT, 2010 s/p).

Segundo Hardt (2010), o projeto executivo pode ser


representado em peças escritas: memorial técnico e ca-
derno de encargos; e peças gráficas: desenhos em esca-
Figura 24 - Exemplo de Projeto executivo (layout)
las adequadas para a compreensão do projeto, expressas Fonte: Reid (2002, p. 14).

sob a forma de desenho técnico e computação gráfica.

PROJETO EXECUTIVO DE ELEMENTOS


CONSTRUÍDOS (LAYOUT)

Este projeto tem como finalidade o detalhamento da


obra do paisagismo com definição dos revestimen-
tos finais de pisos, rampas, escadas, muretas, pérgo-
las, pórticos, solários, piscinas, áreas de estar, áreas
de recreação infantil etc.
Nessa etapa, o desenho apresenta cotas e níveis
finais acabados, indicação de materiais de revesti-
mentos, ponto de água e iluminação, assim como
detalhes das soluções para drenagem, impermeabili-
zação, forma de fixação dos revestimentos, cores etc
Figura 25 - Detalhes de drenagem
(ABBUD, 2006; REID, 2002). Fonte: Abbud (2006, p. 199).

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DESIGN

PROJETO EXECUTIVO DE PLANTIO SAIBA MAIS

O projeto de plantio define a localização das espé-


O projeto executivo de elementos construídos
cies vegetais e informações sobre quantidade, porte ou layout e o projeto de plantio fazem parte
e espaçamento de plantio. da mesma etapa; no entanto, para facilitar a
leitura do projeto e separação das informa-
São elementos textuais deste projeto a tabela bo-
ções de natureza diversas, é mais indicado
tânica, o memorial descritivo e informações sobre a que estes projetos sejam apresentados em
manutenção do jardim (ABBUD, 2006; REID, 2002). peças gráficas separadas.

É importante saber que, quanto mais infor-


mações forem indicadas no projeto, seja por
meio de desenhos ou textos, menor será a
quantidade de dúvidas, promovendo eficácia
e rapidez na execução da obra.

Lembre-se: tudo que você não definir em


projeto, alguém poderá definir por você na
execução.

Fonte: a autora.

REFLITA

Sem o desenho, é praticamente impossível


transmitir a concepção do projeto para o pa-
pel, fazendo que esse possa ser executado
por terceiros sem perder a qualidade técnica
e mantendo todos os aspectos conforme foi
concebido pelo profissional paisagista.

Figura 26 - Exemplo de Projeto de plantio


Fonte: Reid (2002, p. 15).

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Tabela de espécie vegetais - Pavimento térreo
Dist.
Qtde. Porte
PAISAGISMO

Cód. Nome cíentifico Nome popular Plantlo Especificaações Cor Caule Poda
Unid. cm
cm
ARRE Arachis repens Grama-amendoin 22m2 10 10

BINO Bismarckia nobilis Palmeira-de-Bismarck 3 300 total 300 Tutorar muda bem formada ver det.
CALE Caesalpinia leiostachya Pau-ferro 3 600 ver projeto Tutorar muda bem formada 5
HEBI Heliconia bihai Heliconia alta 17 200 80 Muda bem formada

LABO Latania borbonica Latania 8 50 100 Muda bem formada

MAYE Mascarena verschaffeltii Palmeira-prafuso 5 400estipe 400 Tutorar muda bem formada ver det.
MOIR Morrea iridioises Moréia baixa 3m2 30 20

MUPA Murraya paniculata Falsa-murta 19 200 60 Muda com folhas dede baixo com poda ver det.
MYSP Myrciaria sp Jabuticabeira 1 300 100 Muda bem formada

NEDE Neodypsis decaryi Neodysis 1 250estipe ver projeto Tutorar muda bem formada ver det.
NEDE Neodypsis decaryi Neodysis 1 300estipe ver projeto Tutorar muda bem formada ver det.
NEDE Neodypsis decaryi Neodysis 1 400estipe ver projeto Tutorar muda bem formada ver det.
PHBI Philodendron bipinnatifidium Guaimbé 21 60 70 Muda com 4 folhas
PHET Phyllostachys edulis Bambu grosso torto 7 350 150 Muda bem formada ver det
PHRO Phoenix roebelenii Tamareira-anã 4 100estipe 100 Muda bem formada ver det
PHRO Phoenix roebelenii Tamareira-anã 4 120estipe 100 Muda bem formada ver det
PUGR Punica granatum Romã 4 300 150 Tutorar muda bem formada ver det. 3
RHIN Rhododendron indicum Azáleia 33 80 40 Muda bem formada SU

WIZO Wild zoysia Grama-esmeralda 115m2 em placas

Figura 27 - Exemplo de tabela botânica


Fonte: Abbud (2006, p. 203).
considerações finais

Na Unidade IV, falamos sobre a representação gráfica de projetos paisagísticos,


abordando as formas de representação, elementos gráficos que compõem o pro-
jeto e as etapas de desenvolvimento dele.
O desenho é a linguagem do projetista e no paisagismo não é diferente. Por
meio da representação gráfica, o paisagista transmite ao papel suas ideias e con-
cepções, soluções para os mais diversos tipos de projetos.
Como vimos ao longo desta unidade, a representação pode ser feita à mão
livre ou por meio do uso de software. No entanto, em ambos os casos, algumas
normativas de desenho técnico devem ser levadas em consideração para que o
desenho possua linguagem e interpretação universal.
No desenho paisagístico, a representação gráfica ganha ainda mais importân-
cia por se tratar da representação de elementos vivos: as plantas. A humanização
pode ser explorada na representação de projetos de paisagismo, a fim de aproxi-
mar estes da realidade construída, possibilitando ao cliente visualizar com mais
facilidade como seu jardim ficará depois de pronto. Softwares computacionais
ajudam no processo de representação, principalmente na formulação de ambien-
tes em três dimensões.
Por meio da representação gráfica, o paisagista consegue também alcançar
uma personalidade de projeto e desenho, ou seja, a forma de representação gráfi-
ca, o traço no desenho ajuda a definir a individualidade de cada profissional e sua
linguagem de representação, que o diferencia dos demais profissionais, dando ao
seu trabalho personalidade própria.
Exercitar e estar aberto a novas formas de representação gráfica é fundamen-
tal para quem almeja ser um bom profissional paisagista, pois quanto mais fa-
cilidade de representação e mais diversidade de formas este dominar, com mais
facilidade e agilidade conseguirá desenvolver e dar seguimento aos seus trabalhos
profissionais.
Caro(a) aluno(a), encerramos a Unidade IV do livro de paisagismo; encon-
tramo-nos na Unidade V.

149
LEITURA
COMPLEMENTAR

O Plano de Massas
No desenvolvimento de um projeto paisagístico, são várias etapas até se chegar à cons-
trução e no uso da paisagem que se deseja. O plano de massas é um elemento de
representação gráfica presente na etapa de desenvolvimento de projeto inicial, corres-
pondente ao estudo preliminar. O estudo preliminar, como vimos nesta unidade, é a
etapa do projeto paisagístico na qual deve-se apresentar a concepção e as diretrizes a
serem adotadas, indicando eventualmente as alternativas de partidos e sua viabilidade
física e econômica (ABAP, 2010 apud HARDT, 2010, s/p.).
A representação do estudo preliminar é feita baseada em peças escritas, como o me-
morial justificativo, e gráficas, como plantas – principalmente o plano de massas – e
perspectivas, expressas especialmente sob a forma de desenho artístico, os chamados
croquis (HARDT, 2010).
O autor Macedo (1986) diz que “o plano de massas é o estudo preliminar da paisagem,
quando se define a estrutura básica dos espaços a serem produzidos, suas característi-
cas de uso, forma, cor, textura, os caminhos, etc.”
Na representação do projeto paisagístico, o plano de massas deve conter a proposta de
ocupação da área com a localização e dimensão estimada para os diferentes usos, as
interligações necessárias e a volumetria da vegetação em sua fase adulta.
Segundo Macedo (1986), o plano de massas serve de apoio ao projeto final, pois nele é
estudada a configuração da paisagem a ser desenvolvida.
Nesta etapa ainda não se define as espécies vegetais, mas determinam-se todos os
elementos formadores da paisagem, como as formas, as dimensões básicas, os pisos,
os planos e volumes de vegetação, os muros e volumes edificados.
A configuração do espaço depende da estrutura do elemento vegetal, sua forma, tex-
tura, quantidade, forma de assentamento, predominância, altura, cor e transparência
(MACEDO, 1986).
Com o plano de ocupação do jardim pronto e aprovado, finalmente você pode passar a
definir as plantas, convertendo as tipologias vegetais em plantas específicas.

FONTE: adaptado de Hardt, 2010 e Macedo, 1986.

150
atividades de estudo

1. Reproduza as representações gráficas abaixo utilizando as técnicas descri-


tas no tópico 1: círculo de referência; traçar as linhas, definir direção da luz,
reforçar linhas promovendo efeito de sombra.

2. Humanize o desenho abaixo, definindo cores para vegetação, materiais de


acabamento e demarcando a sombra da vegetação.

3. São peças gráficas e textuais constantes no projeto paisagístico o descrito


em:
a. Planta planialtimétrica, cortes, elevações, quadro de esquadrias.
b. Perspectivas, elevações, cortes e plantas e orçamento.
c. Tabela botânica, memorial descritivo, cortes e perspectivas.
d. Planta planialtimétrica, cortes, elevações e memorial descritivo.
e. Perspectivas, elevações, cortes, plantas e fachadas.

151
atividades de estudo

4. Sobre as etapas de projeto é correto afirmar:


I. O plano de massas faz parte da fase de anteprojeto, definindo o volume e
porte da vegetação.
II. O projeto executivo de elementos construídos e o projeto de plantio fazem
parte da mesma etapa de projeto.
III. O zoneamento espacial é uma fase anterior à elaboração do estudo preli-
minar e define o caráter dos espaços.
IV. O programa de necessidades é definido pelo paisagista, independente das
aspirações dos clientes, tendo em vista que o paisagista tem o conheci-
mento técnico e o cliente na maioria das vezes é leigo.

Assinale a alternativa correta:


a. As alternativas I e II estão corretas.
b. As alternativas III e IV estão corretas.
c. As alternativas II e III estão corretas.
d. As alternativas III e IV estão incorretas.
e. Somente a alternativa IV está incorreta.

5. Elabore a legenda para as espécies vegetais descritas abaixo, consideran-


do a convenção de indicação em planta descrita no Tópico 2.
a. Espécie 1
Nome popular: Costela de Adão
Nome científico: Monstera Deliciosa
Quantidade: 13
Porte: 200
Espaçamento de plantio: 80

b. Espécie 2
Nome popular: Agapanto
Nome científico: Agapanthus africanus
Quantidade: 45
Porte: 60
Espaçamento de plantio: 50

152
DESIGN

Landscape Graphics
Grant W. Reid
Editora: Watson-Guptil Publications
Ano: 2002
Sinopse: Landscape Graphics apresenta uma progres-
são lógica e fácil de usar, de todas as técnicas gráficas
básicas usadas no desenho paisagístico e na arquitetu-
ra paisagística. O único livro dedicado exclusivamente à
representação gráfica da paisagem; sua ênfase está em
métodos de economia de tempo que incentivam o rápi-
do desenvolvimento de habilidades.

Tutorial de desenho: Vegetação


O vídeo apresenta um breve tutorial sobre desenhos de vegetação à mão livre, mais especifi-
camente a representação de espécies arbóreas de diferentes tipos, incentivando o desenvol-
vimento do traço livre e individual de cada profissional.
Em: <https://www.youtube.com/watch?v=mITMf3rSGCM>

153
referências

ABNT. NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura. Rio de janeiro,


1994. Disponível em: <https://docente.ifrn.edu.br/albertojunior/disciplinas/nbr-
-6492-representacao-de-projetos-de-arquitetura>. Acesso em: 06 jun. 2017.

ABBUD, B. Criando Paisagens: Guia de trabalho em Arquitetura Paisagística.


São Paulo, SENAC, 2006.

DEMATTÊ, M. E. S. P. Princípios de paisagismo. 3. ed. Jaboticabal: Funep, 2006.

HARDT, L. P. A. Elaboração de projetos paisagísticos. In: Anais do II Seminário


de Atualização Florestal e XI Semana de Estudos Florestais. 2010.

MACEDO, S. S. Plano de massas: um instrumento para o desenho da paisagem.


In: Paisagem Ambiente. São Paulo: FAUUSP, 1986.

REID, G. W. Landscape Graphics. Edição revisada. New York: Watson-Guptil


Publications, 2002.

154
gabarito

1. desenho.
2. desenho.
3. D.
4. C.
5. a)

b)

155
UNIDADE
V