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Instrumentação Pneumática

INTRODUÇÃO E CONCEITOS
BÁSICOS

Prof. Roger Júnio Campos


www.ecaitabira.com.br/roger
1.0 – Aplicação de Sistemas H & P

• Produção de peças;

• Embalagem de produtos;

• Preparação de substâncias;
1.0 – Aplicação de Sistemas H & P

Figura 1.1 – Potenciais campos de aplicação.


1.0 – Aplicação de Sistemas H & P

Figura 1.1 – Máquina injetora hidráulica.


1.0 – Aplicação de Sistemas H & P

Figura 1.1 – Alimentação de máquina.


1.0 – Aplicação de Sistemas H & P

Figura 1.1 – Máquina agrícola.


1.0 – Aplicação de Sistemas H & P

Figura 1.1 – Comandos hidráulicos de aeronaves.


1.1 - Revisão de Conceitos

 Mecânica  Pneumática

 Boa força  Força limitada


 Ótimas velocidades  Boas velocidades
 Ótima precisão  Precisão limitada

 Hidráulica  Elétrica
 Ótima força  Comando/Controle
 Baixas velocidades
 Boa precisão
1.1 - Revisão de Conceitos
Comparação quantitativa

Energia Hidráulica Elétrica Pneumática

Transmissão Limitada e muito bem rápida e Limitada e lenta


cara longas distâncias

Dist. econômica Até aprox. 100m Pratic. s/ limites Até aprox. 1000m

Vel. de trans- Aprox. 50 mm/s Aprox. 300.000 Aprox. 2 m/s


missão km/s

Rotações Limitada Boas Até 500.000 rpm

Força Bem alta Alta Baixa

Proteção contra Excelente Não tão boa Excelente


sobrecarga
1.1 - Revisão de Conceitos

FLUIDO
• É qualquer substância capaz de escoar e assumir a forma do
recipiente que a contém (AR, água, óleo, etc)

PNEUMÁTICA
• Do grego Pneuma significa fôlego, vento, sopro.
• Matéria que trata dos movimentos e fenômenos dos gases.

ELETROPNEUMÁTICA
• Ramo da Pneumática que passa a utilizar energia CC ou CA como
fonte de energia para acionamento de válvulas.

PNEUTRÔNICA
• Circuitos eletrônicos complexos acionando e monitorando os
componentes pneumáticos.
1.1 - Revisão de Conceitos

PRESSÃO
Força exercida em função da compressão do ar em um recipiente
por unidade de área interna

N/m² Pa atm bar kgf/mm² Psi

Figura 1.1 – Recipiente com ar comprimido.


1.1 - Revisão de Conceitos

PRESSÃO EM UM ATUADOR PNEUMÁTICO


É a relação entre a força que se opõe ao movimento de extensão de
um atuador e a seção transversal interna dele:

Figura 1.2 – Pressão em um atuador pneumático.

F
P
Ap
1.2 – Características/Vantagens da Pneumática

QUANTIDADE
O ar, para ser comprimido, existe em quantidades ILIMITADAS.

TRANSPORTE
O ar é transportado por meio de tubulações, não existindo para essa
caso a necessidade de linhas de retorno, como nos sistemas
hidráulicos.

ARMAZENAGEM
Não é necessário que o compressor esteja em funcionamento
contínuo. O ar pode ser sempre armazenado em um reservatório.
O compressor trabalha apenas quando um valor mínimo pré-
definido é atingido (pressostato).
1.2 – Características/Vantagens da Pneumática

TEMPERATURA
O trabalho realizado com ar comprimido é insensível às oscilações da
temperatura (Funcionamento seguro). Já o óleo tem sua viscosidade
afetada pela variação de temperatura.

SEGURANÇA
Não existe o perigo de explosão (não são necessários o acréscimo de
custos de proteção contra explosões). Pressão pequena (6 a 12 bar),
enquanto o em hidráulica pressões da ordem de 350 bar.

LIMPEZA
O ar comprimido é limpo. Não polui o ambiente no escape. Energia
limpa.
1.2 – Características/Vantagens da Pneumática

CONSTRUÇÃO
Os elementos de trabalho são de construção simples e portanto, de
custo vantajoso. Normalmente construídos em liga de alumínio.

VELOCIDADE
Atinge altas velocidades. Pode atingir até 10m/s, e 500.000rpm no
caso de turbinas pneumáticas.
1.2 – Características/Vantagens da Pneumática

REGULAGEM
Não possuem escala de regulagem. Os elementos são regulados em
velocidade e força, sendo da escala de Zero ao Máximo do elemento.

SEGURANÇA CONTRA SOBRECARGA


Os elementos pneumáticos podem ser solicitados, em carga, até
parar, sem sofrer nenhum dano, voltando a funcionar normalmente,
tão logo cesse a resistência.
1.3 – Características/Desvantagens da Pneumática

PREPARAÇÃO
Afim de prolongar a vida útil do sistema e para que tenha excelente
rendimento, é necessária boa preparação da qualidade do ar, isto é,
isento de impurezas e umidade (filtros, purgadores,...).

COMPRESSABILIDADE
É uma característica dos gases que impossibilita a utilização da
pneumática com velocidades uniformes e constantes. Ex.: em
controle de servomotores para movimentos de precisão, a
pneumática não possibilita controle de velocidade preciso e
constante durante vários ciclos seguidos.
1.3 – Características/Desvantagens da Pneumática

FORÇA
Considerando a força Normal de trabalho (6 bar) é possível chegar a
forças de 48250 N (capaz de erguer uma massa de 494 kg), com
atuador linear de Dp=320mm.

ESCAPE DE AR
Sempre que o ar é expulso de um atuador provoca um ruído
relativamente alto (utilização de silenciadores).
1.4 – RENTABILIDADE

Ao instalar uma rede de pneumática em uma indústria, em que


haverá diversos pontos de utilização, conexões de derivação, engates
rápidos, tubulações, etc, tenha-se certeza da inexistência de pontos
de vazamento.

Pequenos vazamentos podem ter importância significativa em


termos de custo, quando analisados frente à rentabilidade.
1.4 – RENTABILIDADE

EXEMPLO 1: seja uma rede pneumática instalada em uma indústria,e


que ao longo de seus mais de 200 metros de tubulações, existam
pequenos vazamentos que, somados,totalizam uma área de 20mm2
(equivale a um furo de diâmetro de 5mm), a uma pressão de
trabalho de 6kgf/cm2 (~6bar). De acordo com o diagrama de escape,
isto representa uma perda equivalente a 1m3/min.
1.4 – RENTABILIDADE

• A vazão de 1m3/min equivale a


que?
• Quanto trabalho consegue-se
gerar com 1m3/min?

Figura 1 – Diagrama de escape de ar.


1.4 – RENTABILIDADE

EXEMPLO 2: para entender melhor o representa esta perda em


termos de rentabilidade, ou seja, quantidade de trabalho produzido
por metro cúbico de ar (ciclos/m3), imagine um dispositivo de dobra,
tal qual o representado na Figura abaixo.

Figura 2 – Dispositivo de dobra.


1.4 – RENTABILIDADE

EXEMPLO 2: os dados da Tabela 1 abaixo correspondem às


dimensões reais necessárias ao dobramento de uma chapa de aço
SAE 1010/10/20 de dimensões (2mm x 100mm x 180mm).

Tabela 01 – Dados dos atuadores dos cilindros pneumáticos do dispositivo.


1.4 – RENTABILIDADE

EXEMPLO 2: conforme visto na Tabela 1 são necessários 0,2031


l/seg de ar para execução de um ciclo de trabalho. E um ciclo
completo consiste em:

1. Colocação manual da chapa no dispositivo;

2. Fixação dela por meio co avanço do atuador A;

3. Execução da 1ª dobre por meio do atuador B que se mantém


distendido após finalização dela;

4. Execução da 1ª dobre por meio do atuador C que, ao finalizá-la,


provoca o retorno do atuador B, bem como o próprio retorno;

5. Retorno do atuador A (libera a peça)


1.4 – RENTABILIDADE

EXEMPLO 2: convertendo os 0,2031 l/seg de ar à mesma unidade do


diagrama de escape de ar tem-se 0,012186m³/min de ar (1m³/s =
1000l/s).

• 0,012186 m³/min de ar por ciclo


de trabalho.

• 1 m³/min seria suficiente para


completar 82 ciclos completos.

Figura 1 – Diagrama de escape de ar.


1.5 – PROPRIEDADES FÍSICAS DO AR

Nitrogen
77,00%
Inodoro

Incolor
Oxygen
Insípido Various
0,07% Argon 20,70%
Water 0,90%
1,30%
Carbondioxid
0,03%
1.5 – PROPRIEDADES FÍSICAS DO AR

Para compreender melhor as vantagens da utilização da pneumática


como meio de automação, é preciso entender 3 propriedades físicas
do ar:

1. Expansibilidade

2. Compressibilidade

3. Elasticidade
1.5.1 – Expansibilidade

• O ar, como os gases, não tem forma


definida, o que lhe permite adquirir a
forma do recipiente que o contém,
mudando-a ao menor esforço.

Figura 3 – Expansibilidade do ar nas diversas formas pelas quais circula.


1.5.2 – Compressibilidade

• Quanto mais fluido for insuflado no recipiente, mais a pressão


interna dela aumenta.

• Capacidade de reduzir o espaço de uma certa quantidade de ar.

Figura 4 – Compressibilidade do ar.


1.5.2 – Compressabilidade

A Compressibilidade aplicada a uma quantidade fixa de ar.

Figura 5 – Compressibilidade do ar, quantidade fixa de ar.


1.5.3 – Elasticidade

• É a propriedade que possibilita ao AR retornar a seu volume inicial,


uma vez cessado o esforço que o havia comprimido.

Figura 6 – Elasticidade do ar.


1.5.4 – Difusibilidade

Propriedade do AR que lhe permite misturar-se homogeneamente


com qualquer meio gasoso que não esteja saturado.

Figura 7 – Difusibilidade do ar.


1.5 – Propriedades Físicas do AR

Animação – Propriedades físicas do AR.

Figura 7 – Difusibilidade do ar.


Figura 8 – Definição de grupos.
Figura 9 – Exemplo 1 de circuito pneumático.

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