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SUMÁRIO

Hérnia de Disco: Exercícios Indicados e Contra Indicados ....................4


Dor Lombar Crônica: 10 Exercícios de Pilates para Tratamento............14
Seis Exercícios para tratar a Cervicalgia Utilizando o Método Pilates...27
7 Exercícios de Pilates para melhorar sua Dor na Cervical.....................37
Pilates para Hiperlordose Lombar...........................................................50
Como Realizar Tratamento da Escoliose Através do Método Pilates....57
Trabalhando com Hipercifose no Pilates.................................................71
Pilates para Hérnia Discal Lombar...........................................................78
5 Exercícios de Mobilização Pélvica para Tratamento da Dor Lombar...87
Como o Pilates pode Ajudar no Tratamento da Dor Cervical..............107
Retificação da Coluna: Como tratar com o Método Pilates?..............117
Estabilização Segmentar Vertebral Sobre a Dor Lombar Crônica........131
A Importância da Biomecânica da Junção L5-S1 na Espondilolistese
Lombar..................................................................................................152
Como o Método Pilates ajuda no Tratamento da Escoliose................166
Pilates Aplicado à Lombalgia: Tudo que você precisa saber................186
Pilates Aliado so Treinamento Funcional para Hérnia de Disco...........205
Dicas para Aulas com Portadores de Hérnia Discal Lombar.................217
Correção da Postura – Avaliação e Tratamento no Pilates...................229
O Princípio da Centralização e o Alinhamento Postural.......................235
Pilates Aplicado para Hérnia Lombar....................................................249
Trabalhar Músculos Eretores da Coluna facilita a Postura Correta......266
Pilates no Tratamento da Hipercifose Torácica.....................................279
Método Pilates e a Estabilização Segmentar na Dor Lombar..............296
Exercícios de Pilates para a Síndrome do Text Neck..........................306
O Método Pilates em Pacientes com Espondilolistese........................313
HÉRNIA DE DISCO:
EXERCÍCIOS INDICADOS E CONTRA
INDICADOS
HÉRNIA DE DISCO: EXERCÍCIOS
INDICADOS E CONTRA INDICADOS
Escrito Por Érika Batista

Os problemas com hérnia de disco são frequentes na maioria dos


Studios de Pilates. A patologia que atinge cerca de 3% dos brasileiros
é considerada extremamente comum entre a população, no entanto
é importante tratar antes que evolua para um caso mais grave. Aqui
vamos ver como o Pilates pode ajudar.

Os discos intervertebrais representam cerca de 25% da altura total da


coluna vertebral. Eles têm como função amortecer o impacto e dar
mobilidade à coluna, são formados de fibrocartilagem avasculares e
não inervados, com regeneração limitada. A porção periférica é
conhecida como anel fibroso e a porção interna de núcleo pulposo –
estes absorvem em torno de 85% a compressão axial.
DEFININDO A HÉRNIA DE DISCO

O termo hérnia refere-se a órgão (ou parte de órgão) que sai do seu
local de origem, naturalmente ou acidentalmente.

Não tem consenso sobre seus graus/classificação, mas a maioria dos


médicos não considera o grau I (protusão ou abaulamento) como
hérnia. A gravidade dos sinais, sintomas e indicação cirúrgica
depende da compressão dos tecidos adjacentes e das limitações do
paciente.

A dor referida da hérnia de disco é pela compressão dos tecidos


inervados como a(s) raiz(es) nervosa(s), ligamentos, e até a medula
vertebral e não pelo extravasamento do núcleo pulposo para o anel
fibroso uma vez que não são inervados.

A partir dos 25 anos de idade inicia a degeneração do anel fibroso, o


que pode evoluir para a saída do núcleo pulposo do seu lugar de
origem. Os fatores de risco para a hérnia discal são:

o Genética;

o Fraqueza muscular;

o Obesidade;

o Sedentarismo.
Acomete principalmente a coluna lombar e cervical. As hérnias
cervicais aumentaram muito a incidência em função do estilo de vida
atual com uso de smartphones, tablets e computador.

As hérnias lombares são mais frequentes nos níveis L5-S1, por ser uma
região de maior pressão e de transição entre o segmento móvel (L5)
para o segmento fixo (S1), além de ser uma região de maior
compressão.

A hérnia de disco na sua maioria é póstero ou póstero-lateral, e assim


são contra-indicados os exercícios que aumentam a pressão sobre os
discos no sentido posterior como nos movimentos de flexão e rotação
da coluna – como os exercícios roll up, roll over saw e teaser.

O instrutor de Pilates deve evitar também exercícios em sedestação


com a coluna a 90 graus, porque nesta posição aumenta a força de
cisalhamento do disco, principalmente quando realizada uma leve
flexão de tronco, o que pode evoluir para um grau mais elevado de
lesão discal.

Isso não quer dizer que o paciente nunca irá fazer flexão de tronco,
contudo, a evolução dos exercícios deve ser feita com cautela.

É importante também que o paciente tenha consciência corporal,


mantenha a coluna neutra, o crescimento axial e a correta ativação do
powerhouse, para estabilizar os discos e evitar maior compressão.
NECESSIDADE DE
TRATAMENTO CIRÚRGICO

Caso o tratamento conservador não tenha efetividade, é indicado o


cirúrgico.

Atualmente as técnicas são menos invasivas, com menor risco de


aderência tecidual e fibrose, com breve retorno às atividades de vida
diária. Mas encontramos nos Studios de Pilates pacientes que foram
submetidos a laminectomia e artrodese – neste último caso o paciente
não consegue realizar por exemplo a bridge com mobilização de
coluna na região de fixação vertebral.

O método Pilates é um excelente recurso de tratamento tanto nos


casos não cirúrgicos, quanto pós cirúrgicos, desde que realizado com
a correta estabilização segmentar através da ativação do powerhouse,
até que o paciente fique apto e evolua com os exercícios funcionais e
livres da amplitude de dor.

Alguns Studios de Pilates utilizam o Stabilizer® – um equipamento


de biofeedback visual que objetiva a correta ativação dos músculos
profundos como o transverso do abdome, oblíquos internos, multífidos,
assoalho pélvico e diafragma.

O instrutor de Pilates ao tratar o paciente com hérnia de disco deve


ter conhecimento prévio de anatomia da coluna, biomecânica e
mecanismo de lesão discal, planejar os exercícios com embasamento
teórico e orientá-lo durante a execução dos movimentos.
A prática dos princípios do Pilates não se deve limitar somente 2h às
3h semanais que o aluno está no Pilates, e sendo assim, o professor
deve transferir tarefas para o dia a dia e orientá-lo a evitar posturas e
hábitos incorretos que podem acentuar a lesão e aumentar a dor.

O curso de Pilates aplicado à Hérnia de Disco, da Pilates Avançado do


Grupo Voll aborda este conteúdo para instrutores de Pilates,
fisioterapeutas e educadores físicos que queiram se aprofundar no
assunto.

Abaixo listamos alguns exercícios de estabilização indicados para


hérnia de disco lombar.

Cabe ressaltar que a indicação destes depende dos objetivos do


tratamento, fase de tratamento e resposta do aluno. As variações
(3ª foto) só devem ser realizadas depois de adquirida a estabilidade
lombopélvica.

1. Brigde no Cadillac

Em decúbito dorsal com os ombros a 90 graus segurando a barra


móvel em pronação e tornozelos apoiados sobre a alça do trapézio
realizar a extensão de tronco, evoluir para a extensão de quadris e
realizar simultâneo as extensões. Pode ser feito com uma perna em
suspensão e quadril a 90 graus, desde que o paciente tenha boa
estabilizade pélvica.
2. Swan com Alças

Em decúbito ventral com a coluna neutra, ombros flexionados e


abduzidos a aproximadamente 160 graus segurando as alças de mãos
em pronação, realizar a extensão de ombros mantendo a coluna neutra.

Pode evoluir para a extensão de quadris com joelhos em extensão.

3. The Hundred no Reformer

Em seis apoios com as mãos apoiadas na lateral do reformer e joelhos


a frente das ombreiras, mantendo a coluna neutra realizar a flexão de
quadris. Pode ser realizado mantendo os tornozelos em dorsiflexão,
no retorno do carrinho realizar a hiperextensão de tronco ou elevar um
membro inferior. Neste exercício é comum e incorreto os pacientes
puxarem o carrinho com os membros superiores e perderem a coluna
neutra.
4. Leg Pull na Chair

Sentado de costas para o pedal (que podem estar dissociados para


dificultar), com as mãos sobre ele(s) em rotação interna ou externa de
ombros, elevar a pelve e descer. Para progressão flexionar o quadril
mantendo a pelve neutra. Pode ser feito alternando membros
inferiores ou elevando apenas um, depois outro. Outra variação é subir
em flexão plantar e descer em dorsiflexão ou vice-versa.

5. Bridge com Barra Móvel

Em decúbito dorsal com a barra móvel vindo de cima alinhada com


os joelhos, elevar a pelve na ponte. Pode associar com exercícios de
membros inferiores e utilizando acessórios. A barra móvel auxilia na
subida da ponte e realiza uma leve tração lombopélvica.
6. Back Extension no Barrel

Em decúbito ventral sobre o barrel com os pés na prancha de extensão


e mãos na nuca. Iniciar o movimento com a torácica e abdome
apoiados no barrel e subir até a coluna neutra. Para a progressão
manter a isometria de tronco com a coluna neutra e realizar a extensão
alternada de cotovelos.
CONCLUINDO

Atualmente mais de 5 milhões de brasileiros sofrem com hérnia


de disco, tornando esta uma das patologias mais comuns a serem
encontradas nos Studios de Pilates. Saber a melhor forma para tratar
cada caso específico é essencial e requer uma avaliação prévia.

Apesar de elencar todos esses exercícios recomendados, é de extrema


importância você avaliar o caso do seu aluno e perceber se aquele é ou
não um exercício para ser realizado. Assim como as contra-indicações
precisamos ficar atentos com as indicações porque nem sempre elas se
encaixam a todos os casos.

Quer saber mais sobre os benefícios do Pilates no combate a hérnia de


disco? E se você quer mais dicas sobre como manter a saúde em dia
vale a pena conhecer.
DOR LOMBAR CRÔNICA:
10 EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
TRATAMENTO
DOR LOMBAR CRÔNICA: 10
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
TRATAMENTO
Escrito Por Érika Batista

Estima-se que até 85% das pessoas já tiveram ou terão algum episódio
de dor lombar ao longo da vida. Dependendo do tempo de duração
da dor, a lombalgia pode ser classificada em aguda ou crônica. A dor
lombar crônica é caracterizada pela duração da dor maior que 12
semanas e suas causas podem ser:
Patologias Específicas da Coluna
Protusão ou hérnia de disco, osteartrose, estenose etc;

Radiculopatia
Dor por compressão ou inflamação da raiz nervosa, geralmente
acomete a coluna lombar (também conhecida como cialtalgia, dor
ciática, lombocialtagia) que irradia para membros inferiores, com
sintomas de parestesia (dormência e perda da sensibilidade) e algumas
vezes com a fraqueza muscular.

Inespecífica ou Mecânica
Quando não há nenhuma causa aparente que desencadeou a dor
lombar. Hoje vamos falar sobre a dor lombar crônica inespecífica,
porque é a patologia mais frequente na prática clínica.

Um dos primeiros estudos sobre dor lombar crônica (Hodges, 1999)


constatou que ocorre um déficit de controle neuromuscular. Isso porque
antes de qualquer movimento ocorre a contração de músculos
profundos (como o Transverso do abdome) para promover a
estabilidade da coluna, mecanismo conhecido como pré ativação ou
feedforward.
Entretanto, pessoas com dor lombar apresentam atraso nesta pré
ativação, além disso, fatores psicossomáticos devem ser considerados
no manejo da dor lombar como ansiedade e depressão. Também outro
fator que compromete o tratamento do paciente é o medo de se
movimentar e “agravar” a dor, conhecido como efeito nocebo.

Aqui vou abrir parênteses sobre o efeito nocebo, pois este está
associado à expectativa negativa do tratamento.

Por muito tempo as pessoas acreditavam que a dor (qualquer que seja
a origem) deveria ser tratada com repouso e medicamentos
analgésicos.

Atualmente já se conhece os efeitos benéficos dos exercícios físicos


orientados na melhora da dor e da incapacidade funcional, além de
que, os medicamentos têm efeito à curto prazo e não tratam a causa
da dor.

Apesar da maioria dos pacientes se beneficiar dos efeitos dos


exercícios físicos no manejo da dor, alguns cursam sem a evolução do
quadro e se questionam sobre a efetividade do tratamento, portanto
outro ponto a se considerar é que muitos procuram o tratamento
tardiamente.
MÉTODO PILATES COMO
TRATAMENTO DA DOR LOMBAR
CRÔNICA

O Pilates é um recurso de tratamento da dor lombar crônica com


inúmeros estudos que comprovam a sua efetividade. Os exercícios na
amplitude de movimento livre de dor são adaptáveis para cada
indivíduo e progressivos, tudo sem causar lesão desde que orientado
pelo profissional da área da saúde.

No Pilates ocorre o retreinamento de músculos profundos, dentre eles:


transverso do abdome, múltífidos e assoalho pélvico.

Os exercícios vai desde um posicionamento de menor compressão


articular (sem a ação da gravidade) até os movimentos funcionais e, a
curto prazo já é possível se beneficiar dos seus efeitos num ambiente
controlado e assistido como ocorre com o Pilates.

Muitos instutores de Pilates se preocupam somente com exercícios de


estabilidade do núcleo, e se esquecem de que quando a coluna
lombar está hipermóvel (como nos casos de lombalgia), a região
torácica compensa se tornando hipomóvel na tentativa de “estabilizar”
a coluna lombar.

Então os exercícios de mobilidade da coluna torácica em todos os


planos (flexão, extensão, inclinação e rotação) devem ser incorporados
nas sessões de Pilates.
A revisão sistemática de Lin et al., (2016) com os descritores “Pilates” e
“dor lombar” selecionaram 8 artigos randomizados com escala PEDro
maior que 5 pontos, cujo objetivo foi comprovar o efeito do método
Pilates na melhora da dor e da capacidade funcional de indivíduos com
dor lombar crônica. Os autores concluíram que o Pilates foi efetivo na
melhora da dor lombar e no aumento a capacidade funcional.

Outro estudo de Fogleman (2016) selecionou 10 estudos clínicos


randomizados com 478 pacientes com dor lombar crônica e concluiu
que a curto e médio prazo o Pilates teve efeito positivo na melhora da
dor e da incapacidade destes pacientes.

A avaliação do paciente com dor lombar pode ser feita através do


questionário Oswestry, este é composto por 10 sessões, cada uma com
5 alternativas de perguntas funcionais e pode ser reavaliado a cada
semestre. Quanto maior o score, maior o agravamento do quadro de
lombalgia crônica.

EXERCÍCIOS DE MOBILIDADE DE
COLUNA PARA DOR LOMBAR
CRÔNICA
Abaixo, foram selecionados 10 exercícios de mobilidade de coluna que
podem ser utilizados nos pacientes com dor lombar crônica.

Contudo, a correta prescrição destes exercícios deve ser feita


somente após a avaliação do profissional envolvido com o quadro
clínico do paciente, NÃO SENDO considerado protocolo de
tratamento.

10 exercícios de mobilidade de coluna para a dor lombar crônica


inespecífica:
1) Open Book/ Spine Twist

Em decúbito lateral, com a cabeça apoiada no bloco de yoga, MMSS a


frente do tronco com mãos unidas e MMII em flexão de quadris e
joelhos, realizar a rotação de tronco com o olhar acompanhando a mão
superior.

• MMSS: membros superiores;

• MS: membro superior;

• MMII: membros inferiores.

2) Side to Side
Em decúbito dorsal com MMII unidos, MMSS abduzidos na altura dos
ombros, realizar a descida dos MMII, rodando a coluna lombar e a
torácica baixa, retornar à posição inicial.

A progressão deste mesmo exercício pode ser feita com os MMII na


cadeirinha (90 graus de flexão de quadris e joelhos), esta variação
é indicada para os pacientes que conseguem manter a ativação do
powerhouse e que não sintam desconforto na lombar durante a
execução.

Variação
3) Roll Down

Em sedestação com a overball na altura da coluna lombar e a torácica,


pés apoiados no solo e MMSS com flexão de ombros a 90 graus,
realizar a flexão da lombar (round back) e extensão da torácica sobre a
overball.

Pode ser realizada a rotação de tronco simultâneo com a extensão,


abduzindo um MS.

4) Rotação de Tronco na Bola I

Sentado sobre os calcanhares e segurando a bola na altura dos


ombros, realizar a rotação do tronco sem movimentar as mãos da bola
e retornar ao centro, realizar a rotação pra o lado oposto.

Este exercício é contra-indicado para algumas lesões em joelhos e


ombros.
5) Rotação na Bola II

Este exercício é a variação do anterior, com os joelhos alinhados com


os quadris, segurando a bola na altura dos ombros, realizar a rotação
de tronco sem mover as mãos da bola.

Esta variação é indicada para pacientes que tem boa consciência


corporal e controle do powerhouse. Este exercício é contra-indicado
para algumas lesões em joelhos e ombros.

6) Spread Eagle

Em pé segurando a barra vertical do Cadillac com os cotovelos a 90


graus de flexão e pés apoiados em dorsiflexão, realizar a mobilidade
de coluna em flexão a partir da cervical, torácica e lombar.

Manter a coluna neutra e retornar à posição inicial mobilizando


a coluna em flexão a partir do cóccix. Caso o paciente não sinta
desconforto na lombar, pode terminar a mobilidade com a
7) Knee Stretch Round

Ajoelhado de frente para a barra fixa, cotovelos em extensão, realizar


a mobilidade da coluna em flexão, depois manter a neutra de coluna e
retornar mobilizando a coluna em flexão.

Este mesmo exercício pode ser feito flexionando os quadris.

Variação
9) Mobilidade na Meia Lua

Sentado sobre o reformer com a meia lua próxima à pelve, antepés


apoiados na barra e ombros a 90 graus de flexão, realizar a flexão de
lombar e extensão da torácica, retornar a coluna neutra, pressionando
os ísquios contra o carrinho.

10) Knee Stretch Round

Ajoelhado no reformer com as mãos na barra e os pés em dorsiflexão


apoiados nas ombreiras, realizar a flexão de tronco a partir da coluna
cervical, manter na coluna neutra e retornar flexionando a coluna a
partir do cóccix até a posição inicial de coluna neutra.
CONCLUINDO
Espero que você possa se beneficiar do método Pilates na tríade do
corpo, da mente e do espírito, em busca da melhora da função e da
dor lombar.

Concluo com a frase do Joe Pilates que dizia: “Pilates desenvolve um


corpo uniforme, corrige posturas erradas, restaura a vitalidade física,
vigora a mente e eleva o espírito”.
SEIS EXERCÍCIOS PARA TRATAR
A CERVICALGIA UTILIZANDO O
MÉTODO PILATES
SEIS EXERCÍCIOS PARA TRATAR A
CERVICALGIA UTILIZANDO O
MÉTODO PILATES
Escrito Por Gabriela Zaparoli

A dor na região cervical da coluna, chamada de cervicalgia, atinge


cerca de 18% da população geral e pelo menos 30% da população
mundial apresentará sintomas no decorrer da vida. No Brasil, a
estimativa é que 55% da população um dia irá sentir os sintomas,
sendo que destes, 12% das mulheres e 9% dos homens terão
cervicalgia crônica.

Segundo um artigo publicado pela Associação Brasileira de Medicina


Física e Reabilitação e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e
Traumatologia, a cervicalgia é causa comum de dor na população geral
com prevalência de 10% a 15%.

E o método Pilates pode ser muito eficaz para o tratamento desses


sintomas, nesse texto vamos apresentar dicas de exercícios para você
adaptar hoje mesmo com seus alunos. Confira!
CAUSAS E SINTOMAS DA
CERVICALGIA

A cervicalgia costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Mas


raramente se inicia de maneira súbita, em geral está relacionada com
movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em posição
forçada, esforço ou trauma e até mesmo alterações da ATM (articulação
têmporo-mandibular). O paciente com cervicalgia geralmente relata
uma melhora quando está em repouso e exacerbação da dor com o
movimento.

A fadiga localizada na musculatura que estabiliza a coluna pode ocorrer


com a atividade repetitiva ou esforço intenso. Há uma chance maior
de lesão nas estruturas de suporte da coluna quando há fadiga dos
músculos estabilizadores. Desequilíbrios entre força e flexibilidade e
força da musculatura de ombro e pescoço produzem forças assimétricas
sobre a coluna e afetam a postura.

A maioria das pessoas que sofre estresse postural na cabeça e no


pescoço, sente tensão e fadiga nos músculos extensores cervicais
(trapézio superior e eretor cervical da espinha), assim como nos
músculos levantadores da escápula (que mantêm a postura das
escápulas).

O paciente com dor cervical pode apresentar vários padrões de


dor. A dor pode ser somente na face posterior do pescoço, como
também pode acometer algum dos lados dos músculos trapézio,
supraespinhoso, romboide e escaleno. Ela também pode ser referida na
face inferior da mandíbula, dentes e causar cefaleia.
PILATES APLICADO A CERVICALGIA

Os pacientes portadores de cervicalgia vão procurar o Pilates já na fase


subaguda da patologia, onde ele apresenta dor apenas quando uma
carga excessiva é colocada sobre os tecidos vulneráveis.

Isso compromete a postura e falta de consciência postural, além da da


mobilidade, mau controle neuromuscular dos músculos estabilizadores
(diminuição da resistência muscular e da força), descondicionamento
geral, instabilidade para realizar algumas AVD’s, dificuldades para
realizar AVDI por períodos extensos e mecânica corporal defeituosa.

Nessa fase devemos educar o paciente no autocuidado e em como


diminuir os episódios de dor, trabalhar consciência e controle do
alinhamento postural, mobilidade articular e muscular fortalecimento
muscular para estabilizar e dar resistência à fadiga.
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
CERVICALGIA
Abaixo vou descrever alguns exercícios que faço com meus alunos com
cervicalgia no meu Studio.

1 – Ativação e Treinamento dos Extensores Cervicais Baixos e


Torácico Alto.

Paciente em decúbito ventral com testa apoiada no Mat ou pode ser


no Cadillac caso o paciente não consiga deitar no chão. Os membros
superiores ficam posicionados lateralmente ao tronco.

Solicitar ao paciente durante a expiração, que ele faça a menção do


movimento de elevar a testa do Mat, mas sem realizar o movimento,
apenas a contração isométrica, e relaxar na inspiração.

Se não houver dor, solicite que ele levante a testa do Mat


(na expiração), mantendo o queixo encolhido e os olhos focados no
Mat para manter a posição neutra da coluna.

O movimento deve ser pequeno.

2 – Ativação e Treinamento dos Flexores Profundos do


Pescoço.
Paciente em decúbito dorsal com os joelhos flexionados e os membros
superiores apoiados lateralmente ao tronco. Para flexão craniocervical
ensine o paciente a realizar movimentos de aceno de cabeça lentos e
controlados sobre a coluna cervical alta (movimento do “sim”).

Os movimentos são pequenos e leves evitando compensações.

Instruções:

Na inspiração realizar uma leve extensão de cabeça e na expiração uma


leve flexão de cabeça.
3 – Mobilização Cervical com Auxílio da Overball.

Paciente deitado em decúbito dorsal, com os joelhos flexionados e


MMSS posicionados lateralmente ao tronco. Colocar uma Overball
murcha, mas ainda com ar dentro, na região entre o pescoço e a
cabeça (occiptal).

Instruções:

Na expiração solicite ao paciente que realize o movimento de rotação


da cabeça para a direita e para esquerda. O movimento deve ser lento
e leve.

Pode também solicitar movimentos circulares da cabeça, o movimento


deve ser bem pequeno e leve para evitar compressão e compensações.

Movimentos circulares horário e anti – horário.


4 – Organização Escapular

Paciente deitado no Cadillac com a cabeça embaixo da barra torre. A


barra torre deve estar elevada utilizando duas molas uma leve e uma
moderada vindas de cima.

O paciente irá segurar na barra com as duas mãos mantendo o


alinhamento dos ombros.

Instruções:

O movimento realizado será retração e protração dos ombros. Na


expiração solicitar que o paciente realize a retração e na inspiração a
protração.

Cuidado para o paciente não realizar elevação de ombros e/ou elevar


a cabeça do apoio. Podemos progredir o exercício realizando o
movimento da cabeça também, onde utilizaremos apenas uma mola
moderada e o paciente irá segurar na barra apenas com uma das mãos.

Inspirar fazendo a rotação da cabeça para o lado oposto do membro


superior que está segurando na barra ao mesmo tempo em que realiza
a protração do ombro.
5 – Swan na Chair

Objetivos: ativar transverso do abdome para estabilizar a região


lombo-pélvica, fortalecer oblíquos e eretores da coluna, glúteo
máximo, ísquiotibiais, alongar cadeia anterior.

Instruções:

o Em decúbito ventral sob a Chair. Mãos no pedal.

o Na expiração realizar extensão de tronco.

o Na inspiração retornar à posição inicial.

Para evoluir pode-se manter a extensão de tronco e realizar movimento


de flexão e extensão de cotovelos.

Observação: no início das aulas utilize a caixa extensora para apoiar


os membros inferiores do aluno, para garantir movimentos sem
compensações. Podemos trabalhar também no início das aulassomente
a isometria, mantendo a extensão por dez segundos, realizando as
respirações.
6 – Chest expansion no Cadillac

Paciente ajoelhado no Cadillac de frente para as alças de mãos. No


início utilizo molas leves e depois vou evoluindo. Solicite ao paciente
que segure as duas alças de mãos.

Objetivo: fortalecer membros superiores e mobilidade cervical.

Instruções:

Na expiração, mantendo a ação do powerhouse fazer extensão


de ombros. Assim que o paciente aprender a realizar a extensão
de ombros sem gerar dor e compensações, podemos solicitar o
movimento de rotação de cabeça. Faz a extensão dos ombros na
expiração, inspirar girando a cabeça para direita, expire retorne
ao centro e inpire girando a cabeça para a esquerda. Na expiração
retornar a cabeça ao centro e na inspiração volte à posição inicial.

Esses são apenas alguns dos exercícios que realizo com meus pacientes
portadores de cervicalgia.

O Pilates trabalha a estabilização e a mobilização da coluna,


melhorando a função nervosa e vascular do pescoço. O trabalho
postural promove a organização da cabeça e pescoço, melhorando a
consciência corporal e diminui o risco de lesões e recidivas. Melhora
o ritmo escapulo-umeral corrigindo movimentos compensatórios,
diminuindo assim a sobrecarga na região cervical.

A respiração associada à ativação do power house promove o equilíbrio


muscular, a fim de restabelecer o alinhamento do corpo como um todo,
melhorando a dor cervical.
CONCLUINDO

É sempre importante lembrar seus alunos, que existem estudos


mostram um efeito positivo da aplicação do método Pilates no
tratamento de pacientes portadores de cervicalgia e que é sempre um
bom método de tratamento.

Por fim, espero que seja muito útil essa lista de exercícios e você possa
contribuir para seu planejamento de aula para um aluno com
cervicalgia.
7 EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
MELHORAR SUA DOR
NA CERVICAL
7 EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
MELHORAR SUA DOR NA CERVICAL
Escrito Por Érika Batista

Com o estilo de vida atual, as lesões crônicas músculo-esqueléticas


tendem a aumentar, tais como a dor na cervical. Cada vez mais
precocemente as pessoas usam de modo desenfreado a tecnologia e o
corpo padece.

A dor na cervical é mais comum entre as mulheres adultas e


economicamente ativas, e estimasse que entre 30 a 50% da população
apresenta algum episódio de dor cervical, perdendo apenas para a
queixa de dor lombar.

Das crianças aos adultos, são horas utilizando os smartphones, tablets,


computadores, e a interação com o mundo tecnológico é tanta, que
esquecemos de viver e usufruir o mundo real.
IMPORTÂNCIA MÉTODO PILATES
PARA O CORPO

Já parou para calcular quanto tempo por dia a sua cabeça fica
projetada à frente, sobrecarregando a região cervical?

Nosso crânio pesa em torno de 4 a 5 kg, contudo à medida que a


flexão aumenta, o peso sobre a cervical também aumenta, podendo
chegar em até 6x o peso da cabeça. Com isso aumenta a incidência de
dor na cervical, nos ombros e braços.

Recentemente li um texto da Thalyta Oliveira em que a autora dizia que


estamos no caminho contrário à evolução humana. Nosso corpo foi
rebaixado à “guardador de dor” e meio de transporte da cabeça.

Infelizmente a maioria das pessoas só procura pelo tratamento depois


de instalada a lesão e se esquece de prevenir as possíveis disfunções
do corpo. As desculpas são inúmeras, mas quem realmente quer, se
prioriza, consegue tempo e investe em si próprio, evitando assim uma
possível dor na cervical.

Esquecemos que nosso corpo estará conosco durante toda a vida e


deveríamos respeitá-lo mais, gosto bastante da frase: Seu corpo, seu
templo.

O artigo da pesquisadora australiana Deborah Falla (2004) concluiu


através da eletromiografia que pacientes com cervicalgia apresentam
déficit neuromuscular dos flexores profundos.
Estes músculos apresentam atraso na pré ativação (feedforward)
durante os movimentos de MMSS, aumentando o risco de lesões na
coluna cervical.

Assim o método Pilates é um ótimo recurso no tratamento das


cervicalgias. Os exercícios são adaptáveis para cada paciente, com a
manutenção da lordose cervical e crescimento axial.

Nele há ativação dos músculos profundos da coluna (músculos mais


próximos das vértebras), e os benefícios do Pilates são a melhora da
dor na cervical, fortalecimento dos músculos fracos (principalmente da
região de ombros) e relaxamento muscular.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE

Os profissionais da saúde que trabalham com o método Pilates nas


disfunções da coluna cervical, sugiro avaliar o paciente através do
questionário Neck Disability Index (NDI) e reavaliar a cada semestre.

Este questionário é validado cientificamente e é composto por


10 sessões, cada uma com 5 opções em que deve ser marcado apenas
um quadrado na opção em que mais se enquadra o quadro do
paciente. O score máximo é 50, quanto maior o score, pior a condição
da disfunção da cervical.

Interpretação do NDI:

o 0 a 4: nenhuma incapacidade;

o 5 a 14: incapacidade leve;

o 15 a 24: incapacidade moderada;

o 25 a 34: incapacidade severa;

o >35 : incapacidade completa.


EXERCÍCIOS DE PILATES PARA DOR
NA CERVICAL
Abaixo foram selecionados 7 exercícios que podem ser utilizados na
reabilitação dos pacientes com queixa de dor na cervical.

Contudo, a avaliação criteriosa do profissional de saúde habilitado e a


aplicabilidade adequada são funções do instrutor de Pilates.

Exercício 1

1. O rolo é um ótimo acessório para a manutenção da coluna neutra.

2. Coloque-o na vertical da parede e apoie a região de cabeça,


torácica e sacro com o paciente em agachamento em isometria.

3. Usando as tonning balls realiza rotação interna e externa dos ombros


no plano escapular (45°).

4. Outra variação e realizar a abdução horizontal de ombros.


Exercício 2

1. Ainda com o uso do rolo, agora disposto horizontal da borda do


Cadillac.

2. O posicione abaixo das espinhas ilíacas anterosuperiores e a barra


móvel parte da parte superior do Cadillac.

3. O paciente realiza a elevação e depressão dos ombros com a


manutenção da coluna em neutra.
Exercício 3

1. Em pé no lado externo do Cadillac, segurando as alças de mãos.

2. Realizar a rotação de tronco com elevação de um MS (flexão de


ombro), enquanto o outro desce (extensão de ombro).

3. O olhar acompanha o punho que desce em direção ao ísquio.

4. Pode permitir que a pelve rode também com a coluna.


Exercício 4

1. Ajoelhado de frente para as alças de mãos que devem estar com


molas leves vindas de baixo.

2. Realizar a elevação dos ombros no plano escapular.

3. Este exercício pode ser feito em pé e com faixa elástica.


Exercício 5

1. Sentado abaixo da barra fixa do Cadillac, com as molas bem


resistentes vindo de cima.

2. Realizar a extensão de ombros com a flexão de cotovelos.

3. Caso o paciente não consiga manter a coluna neutra quando em


extensão de MMII, realizar a abdução de quadris e solicitar que
mantenha a pressão de MMII contra o Cadillac para ativar os músculos
adutores de quadris.
Exercício 6

1. Este exercício é mais avançado e requer mais consciência corporal


do paciente.

2. Com MMII sobre a bola suíça, mãos apoiadas no solo.

3. Realizar a projeção do tronco à frente e retornar à posição inicial.

Variação

1. Realizar a retração e protração escapular para fortalecimento de


serrátil anterior.

2. Para facilitar este segundo exercício pode ser realizado em 4 apoios


e sem o uso da bola.
Exercício 7

1. Este exercício com acessório é excelente para todos os pacientes


que sentem dor na cervical durante os abdominais de flexão de tronco.

2. Em decúbito dorsal com o magic circle (ou anel mágico) apoiado na


região occipital, segurando com as mãos à frente da cabeça.

3. Realizar os exercícios de mat (solo) Pilates com a cervical apoiada.


CONCLUINDO
Espero ter contribuído com você ao tentar melhorar a dor na cervical, e
termino a matéria com a frase de Sêneca:

“É parte da cura o desejo de ser curado.”


PILATES PARA
HIPERLORDOSE
LOMBAR
PILATES PARA HIPERLORDOSE
LOMBAR
Escrito Por Bruna Mayer

É cada vez mais comum encontrar pacientes com hiperlordose.

Devido ao estilo de vida moderno o homem está mais propicio a


patologia, principalmente devido ao trabalho e por passar a maior
parte de seu tempo sentado, em uma posição em que os tecidos
posteriores são forçados a alongarem-se em excesso, permitindo que o
disco invertebral seja empurrado para trás.

Esse fato se agrava com a má postura ao sentar-se, não apoiando as


costas de maneira correta, ou simplesmente por utilizar cadeiras sem
encosto.

O aumento da curvatura região lombar da coluna vertebral é


conhecido na área médica como hiperlordose lombar e, geralmente,
aparece associada ao movimento de anteversão da pelve.

Ele aparece como consequência de um desequilíbrio da dinâmica


pélvica, como resultado de uma tensão muscular nos paravertebrais
lombares e no psoas-ilíaco.
DEFININDO A HIPERLORDOSE

Chamamos de hiperlordose quando a lordose passa a ser considerada


uma deformação com um ângulo superior a 60º na coluna vertebral, ou
se está entre 40º e 60º na coluna lombar.

O aluno com hiperlordose sofre com dores nas costas durante as


atividades que envolvem principalmente a extensão da coluna lombar,
como por exemplo, ficar em pé por muito tempo.

Eis um erro extremamente comum no método Pilates: quando o


isioterapeuta ou educador físico foca apenas no local da dor de seu
aluno, ou seja, ele chega com uma dor local (ombro, por exemplo), o
profissional foca apenas em trabalhar a musculatura envolvida desta
articulação.

Uma das maneiras de aliviar parcialmente a dor é a flexão do tronco, ou


seja, o aluno prefere deitar ou se sentar quando sente a compressão.
O diagnóstico precoce de deformidades na coluna ajudam em muito o
prognóstico, ou seja, quanto mais cedo se detectar a hiperlordose, mais
fácil fica para se tratar.

A hiperlordose pode estar associada também a uma anteversão pélvica,


no caso da lombar, ou uma proeminência da cabeça, na região da
cervical.
O Tratamento

Nos casos que a curva é rígida, e é a origem da dor, a hiperlordose


precisa de um tratamento, que não precisa ser necessariamente
cirúrgico.

Depois da avaliação médica e inicial a reabilitação pode incluir


medicamentos para aliviar a dor, junto com o Pilates para que o
paciente desenvolva força e flexibilidade e aumente o alcance do
movimento.

O paciente também pode usar coletes para controlar a evolução da


curva e perda de peso. Em casos mais graves, a cirurgia pode ser
indicada.

O PILATES PARA REABILITAÇÃO

A centralização, que é um dos princípios do método Pilates, tem


como objetivo o fortalecimento do Power House (Centro de força)
descrito assim por Joseph Pilates. Seu fortalecimento promove a
proteção da coluna vertebral por ser composto pela musculatura do
tronco como reto abdominal, oblíquos interno e externo, quadrado
lombar.

E, mais profundamente, o transverso abdominal, multifidos e


paravertebrais, além dos glúteos máximo, médio, mínimo e assoalho
pélvico, que estão intimamente ligados com a estabilização da nossa
coluna vertebral.
O músculo transverso abdominal é dos principais músculos do Power
House e deve ser bem trabalhado no Pilates para reabilitação. Seu
fortalecimento aumenta a pressão intra-abdominal, fazendo com que
haja uma descompressão nas vértebras lombares, por promover o
crescimento axial.

O princípio da respiração, associado ao princípio da centralização do


método Pilates, aumenta o nível de ativação dos músculos abdominais
em relação ao mesmo exercício sem a realização dessa mecânica
respiratória exigida no método.

Partindo deste conhecimento, podemos concluir que, para uma


ativação efetiva do Power House, deve-se a partir da respiração
realizada corretamente de acordo com o método Pilates, sendo que
um princípio está intimamente ligado ao outro.

EXERCÍCIOS DE PILATES
PARA A HIPERLORDOSE
Os músculos, em geral, sobrecarregados pelas ações do dia a dia,
podem ser tratados em diferentes exercícios do Pilates – mas o
cuidado com a biomecânica se torna essencial para um bom resultado
terapêutico.

Por isso, separei dois exercícios que irão nos ajudar a alongar e sanar a
tensão desses músculos.
Vamos ao alongamento do psoas ilíaco: alongamento do psoas no
Ladder

Vamos alongar a região lombar: alongamento dos paravertebrais no


Reformer
A hiperlordose deve ser tratada sempre em sessões de Pilates para
reabilitação, onde o profissional saiba adequadamente como tratar o
paciente. No entanto alguns cuidados devem ser tomados ao montar
uma aula para alguém com hiperlordose:

o Os movimentos devem ter uma amplitude pequena no primeiro


momento. A primeira, segunda e terceira repetição pode apresentar
um pouco de dor, mas ela deve diminuir e desaparecer conforme o
corpo se movimenta. Caso a dor esteja aumentando, o movimento
deve ser trocado ou adaptado.

o Sempre devemos orientar o aluno para avisar o profissional caso a


região afetada esteja incomodando ou a dor esteja piorando

CONCLUINDO

Muitos profissionais e instrutores do método Pilates se perguntam se


podem utilizar o método em um indivíduo com dor aguda.

O Pilates pode ajudar de forma eficaz todos aqueles que estão


sofrendo em crise de dor, porém, esse trabalho deve ser muito
cuidadoso e adequado para que não haja um agravamento no quadro
inflamatório.

Não se esqueça de dar um feedback para seu aluno após cada aula,
assim ele poderá ter uma ideia de como sua lesão está sendo tratada.
COMO REALIZAR TRATAMENTO
DA ESCOLIOSE ATRAVÉS DO
MÉTODO PILATES
COMO REALIZAR TRATAMENTO DA
ESCOLIOSE ATRAVÉS DO MÉTODO
PILATES
Escrito Por Sandra Battello

A Escoliose é uma das patologias mais comuns em um Studio de


Pilates, e o número de alunos com os sintomas pode ser muito grande,
principalmente se ela for diagnosticada apenas na hora da avaliação.

Assim o Método Pilates é uma ótima opção para o Tratamento da


Escoliose.

Nesse artigo irei abordar todas as informações necessárias para


entender e tratar essa patologia que acomete muitas pessoas.
DEFINIÇÃO DE ESCOLIOSE

A escoliose é um desvio lateral da coluna, acompanhada da rotação


dos pontos vertebrais e toda a vértebra. É um desvio tridimensional da
coluna vertebral, curvatura lateral no plano frontal, rotação no plano
horizontal e flexão no plano sagital, por isso deve ser realizado um
tratamento da escoliose.

Nas radiografias o desvio da coluna se observa em plano frontal e os


setores da coluna onde existe um desvio lateral da coluna vertebral
com rotação dos pontos vertebrais, e mudança estrutural das vértebras
que formam a curva e desvios dos pontos vertebrais.

A coluna sofre uma deformidade completo de dois componentes: uma


curva lateral e uma rotação vertebral. As apófises espinhosas rotam
para o lado da concavidade, agrupando entre si as costelas do lado
côncavo, podendo deslocar para a frente, enquanto os corpos
vertebrais rotam até o lado da convexidade, as costelas se deslocam
para trás, aumentando a prominência posterior à corcunda, provocando
uma deformação assimétrica do tórax.

Os espaços discais se contraem, os pontos vertebrais se pressionam, as


lacunas ficam enxutas do lado côncavo, os espaços discais se alargam,
as lacunas engrossam e alargam o lado convexo, e se deforma também
o canal vertebral.
A rotação vertebral curva o hemotórax, enquanto eleva o hemotórax
até o local que rota o ponto vertebral, desta maneira explicando a
corcunda nos pacientes necessitando assim o tratamento da escoliose.

TIPOS DE ESCOLIOSE: ESTRUTURAIS


OU FUNCIONAIS

Escoliose Estrutural
A escoliose estrutural está sempre acompanhada da rotação dos
pontos vertebrais, a curva não mostra mobilidade normal, é um
segmento vertebral que perdeu sua flexibilidade natural em
movimentos de inclinação lateral e flexão. Há uma afetação do tecido
ósseo, e nas radiografias se observa a forma de S da coluna vertebral.

A corcunda se mantém ou aumenta até o dorso converso do paciente,


ao realizar avaliação com a Manobra de Adams.
Etiologia – Escoliose Estrutural
A escoliose estrutural pode ser:

o Congênita;

o Neuropática;

o Miopática;

o Idiopática: são de etiologia desconhecida e constituem 90% das


escolioses, são as mais frequentes e podem ter um fator genético, mas
frequente em mulheres saudáveis e púberes, se classifica em 3 grupos,
infantil (0 a 3 anos), juvenil (3 a 10 anos) e adolescente (depois dos
10 anos de idade) sendo esta última a mais frequente. Não apresenta
sintomas de dor.

O tratamento da escoliose consiste principalmente em prevenir o


avanço da deformidade. A escoliose estruturada é sempre progressiva
durante os anos de desenvolvimento ósseo, especialmente durante o
surto de crescimento da pré adolescência.

A deformidade se acentua ainda mais nos casos congênitos e


neurológicos, onde a deformidade irá diminuir com a posição
controlada.

Escoliose Funcional
A escoliose funcional são não estruturadas ou pseudoescoliose, o
desvio da coluna não acompanha a rotação dos pontos vertebrais, a
coluna é flexível ao realizar os movimentos de flexão e inclinação, a
curva da coluna tende a desaparecer ao realizar a Manobra de Adams.
Nas radiografias se observa a forma C.
Etiologia – Escoliose Funcional
o Desigualdade ou dissimetria de membros inferiores;

o Atitudes viciosas do quadril;

o Sintomatologia dolorosa ou antálgica;

o Escoliose histérica;

o Atitude viciosa habitual.

TIPOS DE ESCOLIOSE: POR SUA


LOCALIZAÇÃO

Segundo o setor vertebral em que estão situados e o lado da


convexidade:

o Cervical;

o Cervicotorácica;

o Torácica;

o Thoracolumbar;
o Lombar;

o Lumbosacra.

99% são torácicas, thoracolumbar ou lombar.

ESCOLIOSE IDIOPÁTICA
Medição das Curvas Escolióticas

A curva Escoliótica tem os seguintes elementos:

o Curva Primária ou Principal


É a primeira a aparecer, a mais estruturada com vértebras mais rodadas
e acunhadas.

o Curva Secundária ou Compensatória


Se forma por cima ou por baixo da curva primária, tentando manter o
equilíbrio corporal.

o Ápice
Ponto da curva mais distante da linha média, sobre a vértebra apical.

o Vértebra ápice ou apical


Vértebra mais distante da linha média, é a mais rotada e acunhada.

o Vértebra limite
Vértebra no extremo superior ou cefálica e inferior, ou caudal da curva.

o Vértebra neutra
Por cima das vértebras limite.

A medição da curva escoliótica se realiza mais comumente com o


Método de LIPPMAN-COBB, com a finalidade de conhecer a
magnitude das curvas quando se inicia o estudo de um paciente,
controlar o progresso da evolução das mesmas, e avaliar os resultados
do tratamento da escoliose que foram realizados.
SINAL DE RISSER

O sinal de Risser determina o fechamento das cartilagens de


crescimento, mede o grau de ossificação e determina a idade
fisiológica.

Nas Escolioses Idiopáticas e mais ainda nas mulheres antes da


menarca, quanto mais precoce é o começo de uma escoliose, menor o
sinal de Risser e maior o ângulo de LIPPMAN-COBB, maiores
possibilidades tem de chegar a graus sérios.

As curvas menores de 20° – depois do fechamento da cartilagem,


aproximadamente aos 16 anos de idade – raramente evoluem. Uma
menina de 11 anos com um ângulo de 30°, tem 90% de risco de
evolução da deformidade.

As curvas podem aumentar seu tamanho enquanto a coluna vertebral


segue crescendo em altura, quando este crescimento se detém, marca
o fim da possibilidade de evolução de uma escoliose idiopática, esta
medição se efetua com o sinal de Risser, que se mede na crista ilíaca
desde a frente de EIAS até atrás de EIPS e vai desde Risser 0 à Risser 5.
TRATAMENTO DA ESCOLIOSE

O tratamento da escoliose idiopática leve, com valores angulares


inferiores aos 20°, flexível, deve ser controlar periodicamente a cada 6
meses para avaliar sua evolução e tratada com exercícios posturais e
alongamento.

Já o tratamento da escoliose entre 20° a 40°, com progressão da


curva e anos de crescimento passados, deve ser tratar com o corset de
Milwaukee, Boston, Charleston, mais exercício físico.

O corset deve ser utilizado enquanto a coluna está flexível até a


estabilização definitiva da mesma. Ele não é um endireitador de curvas,
ele apenas atua controlando o crescimento da coluna vertebral em
ordem do tratamento da escoliose.

No caso de uma escoliose maior do que 40°, ela deverá ser tratada
cirurgicamente com uma artrodese da coluna, imobilizando a coluna
vertebral, para impedir a progressão da curva.
ANÁLISE POSTURAL E
MANOBRA DE ADAMS

A escoliose deve ser detectada quando precoce, tratando as curvas o


mais cedo possível, evitando que se enrijeçam, estruturadas ou acelere
sua progressão no tratamento da escoliose.

As curvas graves podem afetar a capacidade respiratória pela


deformidade do tórax facilitando infecções, asma e outros problemas
respiratórios; aumento da deformidade, alterações cardíacas, dor nos
adultos com o decorrer do tempo e por ação da força da gravidade e
degeneração, compressão nervosa, problemas digestivos como
esofagite.

As curvas lombares tendem a uma maior deformação, enquanto que as


torácicas tendem a uma menor deformação pelo segmento da coluna
com menor mobilidade.

Essa patologia, aparte da deformidade, é assintomática e devemos


realizar uma análise postural estática e dinâmica, avaliar com a linha
da coluna, avaliar com a manobra de ADAMS, avaliar a flexibilidade
e mobilidade da coluna vertebral, para assim realizar o tratamento da
escoliose.
AVALIAÇÃO DA LINHA DE PRUMO
Avaliar com uma linha de prumo ou imaginária: buscar assimetrias
preferentemente nos ombros, escápulas, o triângulo da cintura, e a
pélvis.

o Vista de Frente: a linha de prumo atravessará o centro do crânio,


entrecenho, ponta do nariz, linha média do mento, pontos vertebrais
da coluna cervical, médio do esterno, umbigo, média sínfise publica, e
cai dentro da base de sustentação.

o Vista de Trás: a linha de prumo passará pelo centro da cabeça,


apófise espinhosa, linha glútea e dentro da base de sustentação.

o Vista Lateral: a linha de prumo ligeraimente posterior ao ápice da


sutura coronal, através do conduto auditivo externo, corpo de 4°/5°
vértebra cervical, médio do ombro por acromion, pontos das vértebras
lombares, trocânter maior, ligeiramente anterior ao joelho, 1cm em
frente ao maléolo externo.

MANOBRA DE ADAMS

Observar desde a parte de trás do aluno, a flexão da coluna vertebral,


detectar a deformação da coluna ou da corcunda, lado até onde o
ponto vertebral rota. O lado de convexidade será o que observaremos
na manobra, esse lado estará mais alongado e menos forte em relação
ao lado oposto.
Avaliação da Mobilidade da Coluna
Vertebral
Desde a vista lateral, observar durante a flexão da coluna zonas com
pouco mobilidade articular.

OBJETIVO DO TRABALHO
COM PILATES

Geralmente, os alunos que concordam em ir à um Studio de Pilates,


apresentam escolioses leves, idiopáticas ou funcionais. A principal
ferramenta para avaliar corretamente um aluno é a manobra de
ADAMS, além de uma análise postural, detectar o lado dominado do
corpo para alonga-lo e trabalha-lo no lado dominante para fortalece-lo.
Determinar se a escoliose é estrutural ou funcional.

Quando ela é estrutural, não existe um tratamento para a escoliose,


nós só podemos evitar o avanço da deformidade, já que há uma
alteração do tecido ósseo, dada pela rotação da vértebra no setor da
curva escoliotica. A melhoria na escoliose é muito pequena, já que está
afetando o tecido ósseo além do muscular.

Quando a escoliose é funcional, além de evitar o avanço da


deformidade, saberemos tratar de detectar à que ela obedece, por
exemplo: se é antálgica por uma dor de outra patologia, como uma
discopatia, então deveremos focar nessa patologia primeiro, para
então avançar sobre a escoliose que irá diminuindo à medida que
Nas escoliose funcional, que é flexível, não há alteração óssea, a
menos que esteja estruturada e a coluna tenha perdido sua
flexibilidade. O tratamento da escoliose deve buscar equilibrar as
tensões musculares de ambos os lados da escoliose com alongamento
axial. Detectar se existem compensações, retrações provocadas pela
fáscia do tecido conectivo.

Perguntar ao aluno quais são suas atividades da vida diária, tipo de


trabalho que realiza, analisando se se mantém em uma postura
determina e esta é a causa de uma atitude escoliotica. Pedir exames
prévios, certificados médicos.

O objetivo do trabalho com o Pilates em um tratamento da escoliose,


será evitar que continue a deformidade, diminuir a escoliose se
é funcional, dar mobilidade, flexibilidade, desrotacionar a coluna
no sentido corretor da escoliose, manter a posição de correção
com fortalecimento muscular e funcionalidade da coluna vertebral,
transferindo o aprendido à vida cotidiana e laboral.

Trabalhar sobre:

o Estabilidade da cintura pélvica e cintura escapular. Trabalhar em


posição neutra.

o Mobilização e flexibilização da coluna vertebral nos 3 planos de


movimento. Buscar flexibilidade e mobilidade da coluna no sentido
corretor, abrindo as costelas do lado encurtado. Uma vez que se
alcançou mobilidade e flexibilidade, quando o aluno é consciente da
posição correta, se aplicam exercícios de fortalecimento na posição de
correção e alongamento axial.

o Fortalecer o centro do power house para criar um corset muscular


natural, e alongamento axial com ativação dos músculos paravertebrais.

o Trabalhar em forma tridimensional, nos 3 planos de movimento com


componente rotatório.

o Trabalhar sobre os músculos que estão encurtados e fortes no lado


da concavidade e os alongados e fracos (geralmente essa é a regra) no
lado da convexidade, buscando alongar o lado curto ou côncavo, onde
os músculos estão encurtados e fortalecer o lado largo ou convexo da
escoliose onde os músculos estão alongados. Deve procurar equilibrar
as tensões musculares de ambos os lados da escoliose, especialmente
com o alongamento axial que ativa os músculos paravertebrais.
Primeiro obter flexibilidade e propriocepção com o sentido corretor
da escoliose, logo trabalhar o fortalecimento. Utilizar contrações lentas
que se mantém, ou contrações isométricas assistidas com a respiração.

o Trabalhar com a respiração para aumentar a capacidade


respiratória, principalmente do lado encurtado buscando um efeito
corretor da coluna e da caixa torácica. Buscar desrotacionar a coluna,
flexibilizar músculos, fáscias e ligamentos por meio da respiração.

o Se a escoliose é em forma de S, se trabalha com a curva principal ou


a maior, logo a curva menor segue a maior.

o Se além da escoliose há cifose, fortalecer o centro abdominal,


espinhal e solo pélvico, irá corrigindo a cifose e trabalhar com
movimentos necessários para a escoliose.

o Se a escoliose está artrodesada, esse setor da coluna não tem


mobilidade, ou tem mobilidade escassa, mas as zonas adjacentes
superiores e inferiores são hiper móveis, podem apresentar dor, focar
nessas zonas.

o Assistir o aluno no alongamento do lado encurtado. Realizar


inspirações sustentando e aumentando o comprimento desse lado
encurtado, aplicar a técnica de streching resulta em muita efetividade.

o Trabalhar com consciência corporal, imagem corporal e


propriocepção, adotar e manter um alinhamento correto da postura
não somente durante as aulas de Pilates, sendo que deve ser
transmitido às atividades da vida diária melhorando sua funcionalidade.

o Utilizar as partes de um exercício determinado de Pilates, que vai à


direção correta do que se busca.

o Trabalhar e considerar o aluno como um todo, programar e


planificar o trabalho em forma integral, avaliar o aluno em diversas
posições tanto estáticas como dinâmicas, em posições de decúbito,
quadrupeda, rolados, sedestação, bipedestação, marcha, atividades
cotidianas e laborais.
TRABALHANDO COM
HIPERCIFOSE NO PILATES
TRABALHANDO COM HIPERCIFOSE
NO PILATES
Escrito Por Andréia Souza

A hipercifose torácica é o aumento da curvatura na região das


vértebras torácicas, pode ser patológicaou postural, neste texto iremos
abordar a questão postural, influi diretamente no agravo da doença.

Costuma ser mais frequente em mulheres, mas na realidade não é


definida como uma patologia da coluna e sim uma posição em que o
indivíduo realiza em suas atividades do dia a dia é que pode ser a
causa dessa curvatura.

Como podemos observar abaixo, um indivíduo com Hipercifose


torácica apresenta também outras alterações posturais que devem ser
levadas em consideração durante a prescrição dos exercícios.

A seguir, iremos observar como essa patologia ocorre no corpo e como


corrigir esse problema de forma eficaz.
APRESENTANDO A HIPERCIFOSE
Analisamos e definimos a patologia a partir de traços muito específico e
visíveis no aluno, sua postura mostra claramente o problema, como na
foto a seguir:

A projeção da cabeça para frente, ombros em rotação interna,


hiperlordose lombar e pelve em retroversão estão entre as alterações
mais comuns.

A seguir algumas imagens com dicas de exercícios a serem trabalhados


na hipercifose torácica.

COMO TRATAR A HIPERCIFOSE


Nesta primeira imagem é necessário ressaltar a importância de
trabalhar com a coluna neutra, ou seja, mantendo as curvaturas
fisiológicas da coluna vertebral com fins de proporcionar consciência
corporal, adequando tal posicionamento em todos os exercícios e
consequentemente ao dia-a-dia.
Exercícios que visam a estabilidade da coluna cervical e extensão da
coluna torácica podem ser aplicados a indivíduos com Hipercifose
torácica para fortalecer a musculatura estabilizadora da coluna cervical
e ganhar mobilidade em extensão da coluna torácica.

Exercícios que combinam rotação e extensão da coluna torácica


auxiliam no ganho de mobilidade da coluna torácica, além de realizar
a rotação externa do ombro, realizando também o alongamento da
cadeia anterior do tronco que se encontra encurtada devido a rotação
interna e protusão do ombro.
Exercícios visando o fortalecimento do power house ou core, além de
manter a coluna neutra trabalham também a consciência corporal.

O trabalho de mobilidade integrada também se faz importante, neste


caso podemos trabalhar mobilidade de ombro e cadeia lateral do
tronco.
Exercícios para trabalho da musculatura estabilizadora da cintura
escapular iram auxiliar na melhora da postura e fortalecimento de
membros superiores.

Integrar força de membros superiores, flexibilidade e postura é tudo


que um indivíduo com Hipercifose precisa.

A posição dos ombros em rotação interna, além das alterações na


coluna vertebral, corroboram com menor força nos membros
superiores, além de sensação de cansaço nos membros superiores.

Além disso, a manutenção da postura se torna extremamente exaustiva


podendo levar a fadiga da musculatura estabilizadora rapidamente.
Uma dica que pode contribuir para diminuir esta fadiga é alternar os
decúbitos, para então mais tarde prolongar o tempo de estimulo para
manutenção da postura, com exercícios que visam a resistência
muscular.
Outro exercício indispensável é a prancha lateral, neste exercício
trabalhamos o fortalecimento de membros superiores, estabilidade de
ombro, cintura escapular e coluna vertebral, além da manutenção da
postura.

CONCLUINDO
Ao trabalhar com Hipercifose torácica devemos priorizar a coluna
neutra evitando exercícios que reforçam ainda mais o padrão de flexão
da coluna torácica.

Promover o equilíbrio entre mobilidade e estabilidade não só da coluna


vertebral mas também de todas as articulações, desenvolver força
e resistência muscular a fim de promover a manutenção da postura
através também do fortalecimento do power house.
PILATES PARA HÉRNIA
DISCAL LOMBAR
PILATES PARA HÉRNIA
DISCAL LOMBAR
Escrito Por Gabriela Zaparoli

A hérnia discal lombar é considerada uma patologia extremamente


comum, que causa séria inabilidade em seus portadores das hérnias
discais lombares, 90% estão localizadas em L5-S1 e L4-L5, as mais
comuns são as paramedianas e colateral direita ou esquerda.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de


90% da população sofre, sofreu ou sofrerá de problemas da coluna.

Cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia discal, segundo


dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Pilates tem sido procurado como método de tratamento por se


mostrar bastante eficaz, tanto a longo como em curto prazo, atuando
em todas as fases da hérnia discal lombar, proporcionando a cada uma
delas a melhora dos sintomas do paciente e evitando as recidivas da
patologia.
DEFININDO A HÉRNIA
DISCAL LOMBAR

O termo hérnia refere-se a órgão (ou alguma parte de órgão) que sai
do seu local de origem, naturalmente ou acidentalmente.

Quando isso acontece parte do disco intervertebral sai da sua posição


inicial e consequentemente comprime as raízes dos nervos que se
ramificam a partir da medula espinhal e que se elevam da coluna
espinhal. É esse processo que causa a dor.

Acomete principalmente a coluna lombar e cervical. As hérnias cervicais


aumentaram muito a incidência em função do estilo de vida atual com
uso de smartphones, tablets e computador.

A hérnia discal lombar extrusa é uma patologia que afeta os discos


intervertebrais da coluna vertebral, que funcionam como verdadeiros
amortecedores.

A patologia ocorre quando existe um rompimento desse ânulo fibroso


e o conteúdo gelatinoso interno, chamado de núcleo pulposo, sai
através de uma fissura na membrana.

A partir disso, as raízes nervosas que passam pelo espaço intervertebral


comprimem-se, causando os sintomas clínicos característicos da hérnia
discal.
O TRATAMENTO

O método costuma ser efetivo nas dores causadas pela hérnia discal
porque os exercícios geram um maior afastamento entre as vértebras,
graças a movimentos de alongamento.

Os benefícios são adquiridos através da essência do método, que


promove a estabilização da hérnia de disco, possibilitando uma vida
saudável e sem dor.

A postura melhora, os músculos adquirem maior tonicidade, as


articulações tornam-se mais flexíveis e a forma do corpo torna-se mais
equilibrada, ereta e alongada.

Apenas 2 a 4% dos casos de hérnia têm indicação cirúrgica (síndrome


da cauda eqüina, surgimento de déficits neurológico rápido
progressivo).

Atualmente as cirurgias para hérnia de disco lombar vêm evoluindo no


sentido de se tornarem cada vez menos invasivas.

Importância especial tem sido dada ao uso do microscópio cirúrgico e


instrumental para microcirurgia (Simões, 2007), cirurgias percutâneas e
endoscópicas (Martins, 2007).
Fatores de Risco
O excesso de peso e realizar atividades que demandam grande esforço
físico são atividades que podem causar a hérnia de disco. Empregos
que exigem movimentos repetitivos todos os dias também podem
causar a patologia.

Os fatores de risco para a hérnia discal são:

o Genética;

o Fraqueza muscular;

o Obesidade;

o Sedentarismo.

PRECAUÇÕES

O paciente com hérnia discal lombar que já se exercita deve continuar


com sua rotina de movimentos de alongamento e fortalecimento
muscular para a região lombar e cadeia muscular posterior, além de
tomar os devidos cuidados com o posicionamento do corpo antes de
levantar qualquer peso a partir do solo.

A dica é manter os pés ligeiramente abertos e próximos ao peso,


joelhos flexionados, costas retas e não levantar um peso maior do que
esta posição permite.
Alguns movimentos ou posições
Devem ser evitados por pacientes
com hérnia de disco
o Flexão da coluna;

o Flexão com rotação da coluna lombar, principalmente com carga;

o Retroversão pélvica, principalmente com carga;

o Fortalecimento de abdominais em retroversão.

Alguns movimentos que podem gerar


alívio da dor:
o Dissociação coxo-femoral (pelve neutra) – melhorar a capacidade
funcional;

o Fortalecimento abdominal com pelve neutra;

o Fortalecimento dos músculos paravertebrais;

o Tração axial;

o Estimular o períneo;

o Extensão da coluna (fora do período doloroso).


DOR AGUDA OU CRÔNICA?

É muito importante sabermos as características da dor causada pela


hérnia discal lombar, ou seja, se é aguda ou crônica.

Essa distinção nos ajudará na escolha da melhor conduta. A dor aguda


é proveniente de um episódio recente.

O paciente lembra o acontecimento e a sequência dos fatos. São dores


de prevalência tecidual causadas por trauma direto ou de esforço
repetitivo que aparecem repentinamente e têm duração de até três
meses.

A dor crônica é aquela que se mantém por mais de três meses.


Normalmente ela é recorrente e oriunda de fatores genéticos, das
ocupações no trabalho, do sedentarismo, do estresse que as pessoas
vivem atualmente.

Ela pode ter iniciado por um episódio pontual.


AS AULAS DE PILATES
As primeiras aulas devem ser voltadas para o aprendizado da
contração correta do transverso do abdômen e o multífido lombar.

Devemos iniciar com um programa seguindo as etapas do modelo


de exercícios de estabilizaçãosegmentar vertebral, desenvolvido por
Richardson, Hodges e Hides que é dividida em três estágios: cognitivo,
associativo e automático.

o Cognitivo: educar a maneira correta da contração da musculatura


estabilizadora.

o Associativo: o objetivo é manter a contração destes músculos ao


mesmo tempo em que são realizados movimentos dos membros e do
tronco. Nesta fase inicia-se o treino de AVD’s.

o Automático: realização de exercícios que proporcionem desafios e


gestos esportivos, realizados com cuidado para assegurar que não haja
compensação.

Apesar de um grande número de profissionais da saúde utilizar


o Pilates na prática clínica, há ainda uma carência de evidências
científicas quanto aos fenômenos associados a esse método no campo
da reabilitação. (Anderson, 2000).
CONCLUINDO

O tratamento com o Pilates para pacientes com hernia de disco lombar


ajuda porque começa educando a maneira correta da contração da
musculatura estabilizadora.

Não se esqueça de antes de começar as aulas de Pilates, verificar qual


é a condição da lesão, e no decorrer, ver em quais movimentos seu
paciente responde melhor.

Espero que esse artigo te ajude, e não esqueça de compartilhar suas


experiências com esse tratamento!
5 EXERCÍCIOS DE MOBILIZAÇÃO
PÉLVICA PARA TRATAMENTO DA DOR
LOMBAR
5 EXERCÍCIOS DE MOBILIZAÇÃO
PÉLVICA PARA TRATAMENTO DA DOR
LOMBAR
Escrito Por Camila Lazarin Gallina

Quando abordamos o assunto dor lombar, já nos deparamos com


números que nos assuntam um pouco. Em alguma época da vida, de
70 a 85% de todas as pessoas sofrerão de dores nas costas.

Segundo Teixeira cerca de 10 milhões de brasileiros ficam


incapacitados por causa desta morbidade e pelo menos 70% da
população sofrerá um episódio de dor lombar
.
A lombalgia é uma das principais patologias ortopédicas que atinge
grande parte da população afetando 80% das pessoas, sendo a causa
de dor mais comum e de limitação física em indivíduos com menos de
45 anos que procuram todos os dias por um Studio de Pilates.

É uma doença multifatorial, traumática ou atraumática, que pode vir


associada ou isolada como, por exemplo, uma lesão muscular, uma
dor referida devido a uma espondilólise ou listese, hérnia discal, entre
outras, por isso saber a causa é o passo inicial para o tratamento.

IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS


DO QUADRIL

Atualmente, alguns autores identificaram a instabilidade do segmento


lombar como um importante fator envolvido no fator causal da
patologia.

Abordando assim as disfunções sacro-ilíacas e as síndromes de


hipermobilidade lombar e/ou hipomobilidade pélvico, causado pelas
alterações da coordenação paravertebral e do ritmo lombo-pélvico.
E é essa hipomobilidade pélvica que iremos abordar neste texto.

Então, vamos relembrar os movimentos realizados pelo quadril, que


irão basear nosso tratamento para ganho de amplitude e mobilidade.
Anteroversão
É a posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas
ântero-superiores é anterior ao plano vertical através da sínfise púbica.

Retroversão
Onde a posição da pelve na qual o plano vertical através das espinhas
ântero-superiores é posterior ao plano vertical através da sínfise
púbica.

Além, é claro, dos deslocamentos laterais, importantes na fase da


marcha e circulares, quando acontece a associação e sinergia dos
movimentos acima descritos.

HIPOMOBILIDADE PÉLVICA

Sabido isso, conseguir identificar as compensações que acontecem


devido a uma lombalgia, como a síndrome da hipomobilidade pélvica,
através de uma boa avaliação biomecânica merece atenção especial.

Quando, após a avaliação de quadril, conclui-se que existe um quadril


hipomóvel sendo este o fator causal de lombalgia, precisamos pensar
obviamente em aumentar a mobilidade desta região, para alívio dos
sintomas e causa.
Na ocasião de um quadril não realizar seus graus de liberdade com
amplitude de movimento total, a lombar pode ficar sobrecarregada,
instável e consequentemente enfraquecida, movimentando-se mais
do que o necessário gerando desconforto, possíveis dores e prováveis
lesões nesta região. Curioso, não?

Devemos, portanto, saber como avaliar e tratá-la da melhor maneira,


respeitando a amplitude de movimento para a individualidade de dor
lombar de cada paciente, sejam eles de qualquer subgrupo álgico.

A consciência corporal como princípio do Pilates na realização desses


movimentos deve ser enfatizada, pois os dois primeiros movimentos da
pelve, acima descritos, geram muitas vezes uma confusão por parte do
paciente na hora da execução.

É aí que o instrutor deve ter segurança e propriedade ao dar o


comando verbal. Ser criativo nas opções de exercícios propostos para o
paciente, o ajudará a entender o que deve ser feito.

Nunca devemos nos esquecer, da importância do trabalho de


fortalecimento segmentar para diminuir o desconforto da lombar.

Exercícios com ativação do músculo transverso abdominal já obtiveram


resultados satisfatórios, científica e clinicamente e quando associados
ao aumento da mobilidade pélvica multiplicam-se os benefícios,
devendo portanto, fazer parte predominante do tratamento e da
prevenção no combate a essa patologia.
APLICAÇÃO DO MÉTODO PILATES
NA DOR LOMBAR

Com a aplicação do método Pilates, podemos reabilitar qualquer uma


dessas causas de resultante completamente satisfatória, seja ela uma
dor lombar crônica ou aguda, se abordada de uma maneira correta
com relação à elaboração e seleção dos exercícios.

Com certeza, nos deparamos e ainda vamos dos deparar com


muitos pacientes álgicos de lombar em nossa rotina de trabalho, que
necessitam de atenção especial.

A seguir, veremos alguns exercícios simples do solo/bola e aparelhos,


que podem ser realizados com pacientes em crise álgica ou como
manutenção do ganho de amplitude pélvica.

São exercícios, que passam batidos nas sessões por serem muitas
vezes, simples demais, porém com esses pacientes em específico vale
e muito a pena investir o tempo inicial da sessão neles.

Atenção para não os subjugar, pois são exercícios que exigem a tal
famosa consciência corporal do paciente então manter a concentração
é imprescindível.

Vamos lá?
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
DOR LOMBAR

1. Mobilização em Solo
1) Posiciona-se o paciente em decúbito dorsal, com as mãos ao lado do
corpo, joelhos e quadril em flexão.

2) Pedir uma inspiração inicial para o paciente e durante a expiração


solicitar para realizar uma retroversão pélvica, com contração de
glúteos e abdômen inferior, somente até que a quinta vértebra lombar
deixe o contato com o chão, mantendo o crescimento axial em
constante manutenção, distanciando as costelas das cristas ilíacas.

3) Solicitar uma anteroversão pélvica, realizando uma hiperlordose


lombar, utilizando a contração dos paravertebrais.

4) Realizar uma inspiração final e durante a expiração, voltar a posição


inicial e neutra da pelve em contato com o chão.
2. Mobilização em Gatas (The Cat)
1) Paciente posiciona-se em gatas com posição neutra de pelve.

2) Inspira-se inicialmente e durante a expiração, o paciente curva


completamente a coluna contraindo o abdômen mobilizando todas as
vértebras da coluna, desde coluna cervical, até a coluna lombar, com
atenção especial para a cintura pélvica, na contração de glúteos para a
manutenção da pelve em retroversão.

3) Em uma segunda expiração, solicita-se a extensão da coluna toda,


com ênfase em anteroversão pélvica.

4) Após a terceira inspiração, volta-se a posição inicial neutra.

3. Mobilização na Bola
1) Paciente sentado na bola, com pés no chão e mãos abraçando os
ilíacos para melhor feedback dos movimentos.

2) Solicita-se ao paciente uma inspiração em posição neutra de pelve, e


na expiração orienta-se um deslocamento lateral aproximando o ilíaco
das costelas de maneira uni-lateral, voltando na inspiração a posição
neutra.

3) Durante uma segunda expiração pede-se um deslocamento lateral


para o outro lado.

Nesta posição inicial também podemos solicitar ao paciente para


realizar o movimento de antero e retroversão isolados.

E também um exercício em três dimensões, realizando movimentos


circulares, onde conseguimos uma movimentação completa da pelve
em ante/retroversão e desloca-mento latero/lateral.
4. Mobilização deitado em
decúbito dorsal no Cadillac
1) Paciente deitado em decúbito dorsal, sobre a cama do cadilac
trapézio, com as mãos ao lado do corpo, pernas em extensão e com os
pés na alça.

2) Preparar o exercício com uma inspiração inicial, durante a expiração


solicitar uma ponte de quadril.

3) Em uma segunda expiração, desloque as duas pernas juntas para


um dos lados, realizando uma flexão lateral ipsilateral do tronco. Na
terceira expiração realize-a para o lado contralateral.

4) Volte para a psição neutra da ponte, e desça desenrolando a coluna.

5. Mobilização em pé/ajoelhado no
Cadilac (Spine Stretch)
Neste exercício, o paciente pode realizar tanto em pé, quanto
ajoelhado.

O alongamento em pé irá exigir um ganho de flexibilidade associado


ao exercício, o que nos permite fazê-lo em pacientes de nível
intermediário.

Já a posição de ajoelhado, enfatiza mais a mobilização do quadril, e


pode ser realizado desde o nível iniciante para melhor visualização e
compreensão do exercício proposto pelo paciente.

1) Paciente posiciona-se em pé/ajoelhado sobre o Cadilac Trapézio,


segurando com as mãos na barra torre.

2) Realiza inspiração com a pelve neutra, preparando para o


movimento.

3) Durante a expiração, realiza-se uma flexão de tronco com


retroversão pélvica, até sentir um pequeno alongamento de
posteriores de membros inferiores, posteriormente alongue a coluna
realizando uma anteroversão pélvica, reforçando a hiperlordose lombar.

4) Inspire mais uma vez, e na expiração retorne com retroversão


pélvica e desenrole a coluna até a posição inicial neutra.

CONCLUINDO

Com esses exercícios conseguimos estabilizar a lombar instável e


aumentar a mobilidade pélvica necessária para melhorar a condição do
paciente.

A progressão e regressão ficam a cargo do instrutor.

Clinicamente, tenho um resultado muito bom quando associo a


mobilidade pélvica e vertebral ao meu tratamento de dor lombar,
espero que vocês também tenham um feedback positivo.
COMO TRATAR COLUNAS
RETIFICADAS COM PILATES
COMO TRATAR COLUNAS
RETIFICADAS COM PILATES
Escrito Por Janaína Cintas

Como já sabemos Joseph Pilates e todos seus contemporâneos,


achavam e preconizavam que uma coluna saudável deveria ser reta.
E que as curvas, que hoje sabemos naturais e fisiológicas da coluna
vertebral eram deformidades.

Hoje com a evolução científica, sabemos que as curvas fisiológicas


da coluna vertebral devem ser preservadas. Pois servem para
melhor distribuir a força gravitacional dentro de nosso polígono de
sustentação.

São essas curvas que distribuem força da gravidade que nos


empurra a todo momento para o centro da Terra. Diminuindo assim
consideravelmente a carga axial aplicada pela força gravitacional sobre
nosso sistema musculo esquelético.
Nesse texto vamos analisar toda a anatomia das curvaturas da coluna e
saber como tratar a as colunas retificadas com o Pilates. Confira.

SOBRE AS CURVATURAS

Segundo a ontogênese, nascemos numa flexão global, ou seja,


totalmente cifosado, sendo as curvas cifóticas chamadas também de
curvaturas primárias.

Como nosso desenvolvimento neuro-psicomotor é cefalo caudal e


próximo distal, o primeiro controle motor que ganhamos é o da cabeça.
Sendo assim a primeira curvatura secundária que adquirimos é a
lordose cervical, seguida do controle de tronco, moldando assim a
cifose torácica.

Em seguida com nossa vivência e amadurecimento do sistema nervoso


central (S.N.C.), conquistamos a segunda curva secundária, mais
conhecida como lordose lombar.

A partir desse momento, dependendo de nossa experimentação


motora, estamos prontos para andar e lidar com os deslocamentos
gravitacionais.

As curvaturas primárias ou cifóticas são curvas de proteção, com


menor mobilidade. E servem como pontos fixos para os músculos multi
articulares moverem as curvas secundária, ou seja, as lordoses.
É feito para que o movimento nelas ocorra, portanto as lordoses são
mais móveis, porém mais susceptíveis a lesões.

Sendo assim, a coluna vertebral é constituída por:

o Uma cifose craniana (para proteger nosso crânio);

o Uma lordose cervical, cifose torácica (para proteção de nossos órgãos


vitais, pulmões e coração);

o A lordose lombar;

o Seguida da cifose sacral (protegendo nossos órgãos reprodutores,


útero e ovários nas mulheres, e a próstata nos homens).

TIPOS DE COLUNA

Como vimos as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral tem diversas


funções e não estão colocadas no corpo humano por acaso.

E como lidamos mais frequentemente com colunas retificadas, o Pilates


terapêutico pode ser uma ótima ferramenta para preservarmos essas
curvas. Ou ainda, para trata-las e reconstruí-las, funcionalmente
.
Sendo assim, precisamos analisar. Possuímos didaticamente dois tipos
de coluna:
1 – Coluna Funcional Estática
Tem por característica o apagamento das curvaturas fisiológicas.
É uma coluna menos móvel, menos equilibrada e mais susceptível a
lesões pela força de cisalhamento ou por diminuições dos espaços
articulares.

Pois sabemos, hoje em dia, que numa coluna do tipo funcional estática
(retificada) a compressão nos discos intervertebrais, pode estar
aumentada em até 30 vezes.

Independente, da formação de uma hérnia ou uma compressão neural,


devemos devolver a esta coluna mobilidade para tratarmos a causa
mecânica dessa alteração musculoesquelética.

2 – Coluna Funcional do Tipo


Dinâmica ou Cinética
É uma coluna mais móvel, com as curvas mais marcadas pelo aumento
das curvaturas secundárias (as lordoses), mais equilibradas. Porém
muito mais susceptíveis a lesões devido a sua mobilidade, por vezes
aumentada.

Claro que esta divisão é puramente didática uma vez que na prática
clínica. Poucas vezes encontramos uma coluna puramente do tipo
funcional estática ou dinâmica, mas sim uma mistura.
Exemplo
Como por exemplo, numa hipercifolordose, temos uma coluna mista,
com aumento da cifose torácica e consequentemente com a perda da
sua mobilidade local.

E ainda assim um aumento também da lordose lombar, com aumento


de sua mobilidade lombar, e por esse motivo, mais chance de se
lesionar.

TRATANDO COLUNAS RETIFICADAS

Hoje vamos falar somente de colunas retificadas no tórax, com


diminuição da mobilidade, na pratica clínica como lidar com esse tipo
de coluna hipomóvel.

Primeiro devemos lembrar-nos do posicionamento correto de nosso


paciente em decúbito dorsal. Não podemos esquecer-nos de preservar
o posicionamento neutro ideal de todas as suas curvas:

o Na coluna cervical esse apoio com o solo deve ser feito na calota
craniana, preservando assim a lordose cervical.

o A cifose torácica estará apagada e devera estar em contato com o


solo. Muita atenção aqui: as vezes somos iludidos pelo posicionamento
das escapulas e não da coluna no solo.
o A lordose lombar deverá estar moldada, de forma que impeça o
contato da coluna lombar com o solo. Chamamos de retificação lombar
a total retroversão da coluna lombar.

Lembremos aqui que a retificação lombar pode aumentar em ate trinta


vezes a pressão nos discos intervertebrais dessa região da coluna.

A lombar deverá ter um apoio no solo, de maneira que a sínfise púbica


fique na mesma linha das espinhas ilíacas anterô-superiores para evitar
o aumento da pressão discal.

E durante todo nosso trabalho faremos o possível para que essas


curvaturas sejam preservadas utilizando a força abdominal para isso.

PASSO A PASSO DO TRATAMENTO


COM PILATES

Nossa principal ferramenta para começarmos a tratar, moldarmos e


reequilibrarmos essa coluna retificada é a respiração. Segundo Joseph
Pilates devemos primeiro ensinar o paciente a respirar.

Com nosso paciente já bem posicionado em decúbito dorsal, vamos


então solicitar que o paciente inspire.

De modo que leve o ar para a parte posterior do tronco, de forma


sutil e controlada. Esse tipo de respiração vai tentar mover a curvatura
retificada da cifose torácica e expiração o Power House de ser ativado
corretamente.
Sem deixar os retos abdominais ativos durante a expiração para que
não aja a retroversão lombar, mantendo assim a curvatura lombar.
Ainda em decúbito dorsal, solicitamos que o paciente inspire nas
costas, com a ação do Power House.

E nesse momento incluiremos mais um comando verbal que será o


de abaixamento do externo, para que aliviemos a tensão cervical dos
nossos pacientes.

Durante os abdominais, o grande truque é o afundamento do externo,


será o externo que tirara a pressão e dor cervical de nosso paciente.
Uma vez bem compreendido esse tipo de respiração que será nosso
comando verbal para os retificados, somente para os retificados.

CONTINUANDO
Passamos então para a construção do movimento de flexão cervical
e dorsal, para que possamos preparar o paciente para subir em uma
flexão.

Seja num Teaser, The Hundread, e em todos exercícios em que iremos


flexionar o tronco.

Com segurança, solicitamos então, a flexão cervical, sem levar o queixo


para o tórax e nem tão pouco a anteriorização da cabeça.

Se o nosso paciente não consegui subir na flexão sem anteriorizar a


cabeça, podemos coloca-lo sentado e posicionaremos nossa mão em
sua calota craniana.

Assim solicitamos que ele empurre levemente a cabeça para trás


empurrando nossa mão, até ele compreender o posicionamento da
cabeça, essa forca e muito sutil e serve somente para o paciente não
mais anteriolizá-la.

Colocamos nosso paciente novamente em decúbito dorsal com


flexão de joelhos e pés apoiados ao solo e reiniciando o comando de
flexionar a cervical, com pescoço alongado e sem rugas.
Sem que esqueçamos dos comandos anteriores, a partir daí a flexão
dorsal até a base inferior das escápulas, repetiremos quantas vezes
forem necessárias esse enrolamento até a dorsal, com mobilidade
torácica.

O paciente subirá na flexão da coluna, como Joseph Pilates


preconizava, vértebra por vértebra e voltará à posição inicial dando
então ênfase nesse movimento terapêutico, a possibilidade de
formação da cifose torácica com a preservação da lordose cervical.

Concomitante a esse trabalho, iniciaremos com exercícios de


mobilidade tanto para flexão, tanto para extensão da coluna.

DICAS

Exercícios como Rolling Like a Ball, exercícios com grau de dificuldade


baixa, porém com ênfase na mobilidade e não na força, em um
primeiro momento, devem ser escolhidos.

Só depois que essa construção da flexão cervical e dorsal com


curvaturas preservadas estiverem prontas, passaremos para
exercícios mais elaborados e poderemos agregar exercícios de nível
intermediário.

Para reconstruirmos essa curvatura cifótica perdida, ainda usaremos


como ferramenta o comando verbal da organização escapular.
Vale salientar que para pacientes retificados nunca devemos solicitar
comandos como: encaixar as escápulas, colocar as escápulas no bolso
da calça, mas sim o afundamento do externo, com a construção nos
braços e cintura escapular de uma esfera.

Ótimo para construção dessa esfera seria: o Single Leg Strech.

Enquanto o aluno realiza os movimentos com os membros inferiores


deve imaginar uma esfera logo abaixo ao esterno. Que deve ser
mantida fixa somente com a flexão da coluna. Pode-se inclusive utilizar
uma bola real e não somente o estímulo verbal.

CONCLUINDO
Agora mãos à obra e não à Retificação! Colunas saudáveis são colunas
móveis e estabilizadas, a dor gerada por falta de movimento se cura
com movimento!
COMO O PILATES PODE AJUDAR
NO TRATAMENTO DA DOR CERVICAL
COMO O PILATES PODE AJUDAR NO
TRATAMENTO DA DOR CERVICAL
Escrito Por Érika Batista

Joseph Pilates dizia “Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora
de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você
é um jovem”.

Você já deve ter conhecido algum aluno entrando no seu estúdio se


queixando de dores no pescoço, não é mesmo?

A dor cervical é uma patologia comum no mundo atual. Ela pode ser
considerada uma consequência do uso da tecnologia atualmente. Pois
afeta diretamente o pescoço, que é quem controla os movimentos da
cabeça em relação ao resto do corpo.

Nesse texto iremos buscar entender como o Pilates pode ajudar no


tratamento da dor cervical. Além de dicas de exercícios para você
começar a aplicar com seus alunos. Confira!
A ESTRUTURA DA COLUNA CERVICAL

A coluna cervical é formada por 7 vértebras, chamadas de C0 a C7. Sua


curvatura fisiológica é a lordose cervical. A articulação mais superior – a
atlnto occipital (CO-C1), tem como principal movimento a
flexo-extensão.

A vértebra C1 (Atlas) e C2 (Áxis) não possuem corpos vertebrais. E


discos intervertebrais, são nelas que ocorrem maior movimento de
rotação (aproximadamente 50°).

A maior amplitude de flexão e extensão das articulações facetárias


ocorre entre C5-C6, C4-C5 e C6-C7. Por isso nestes níveis é frequente
a ocorrência das patologias degenerativas como hérnia de disco e
artroses.

Figura 1: Vista superior de uma vértebra cervical e vista posterior da coluna cervical (C1 a C4)
CERVICALGIA

A dor cervical (popularmente conhecida como cervicalgia) é um dos


problemas mais comum da vida moderna. Sua incidência aumenta com
a idade e tem prevalência de aproximadamente 23% da população
(Bovim et al., 1994). O uso crescente de smartphones e computadores
ocasionam a postura incorreta de anteriorização da cabeça,
favorecendo o desenvolvimento da disfunção cervical.

A coluna cervical suporta o crânio que pesa entre 4,5-5,5kg quando


em coluna neutra. O estudo americano de Kenneth Hansraj, mostrou
que quando utilizamos um smartphone, o peso do crânio aumenta
proporcionalmente ao grau da flexão cervical, de modo que em 60° de
flexão o peso do crânio chega a 27,2 kg.

Com a sobrecarga por longos períodos pode desencadear a desde a


dor localizada na cervical e/ou em ombros até as hérnias de disco.

Figura 2: Peso do crânio sobre a cervical à medida que a flexão aumenta.


Os músculos multífidos têm grande relevância na dor cervical devido à
sua ação estabilizadora nos segmentos vertebrais. Pacientes portadores
de cervicalgias aguda e crônica apresentam atrofia destes músculos.
Os multífidos são pequenos músculos localizados do áxis (C2) ao sacro
e se dispõem bilateralmente aos processos espinhosos de todas as
vértebras.

Hides et al., (1996) concluíram que um deficitário controle neural


dos multífidos compromete a ação estabilizadora desses músculos
profundos. Figura 3: Músculos multífidos (estabilizadores da coluna).

TRATAMENTO DO PILATES NA
DOR CERVICAL

O Pilates é um excelente tratamento na dor cervical. Isso porque


promove a estabilização da regiãocom controle, além do reequilíbrio
muscular (flexibilidade e força).

Os exercícios têm como objetivo restabelecer o alinhamento da região


e atenuar os episódios de dor. O crescimento axial dos pacientes é
fundamental, porque através deste fundamento ocorre a ativação dos
multífidos o que torna a coluna vertebral mais estável.

Outro ponto importante que o instrutor de Pilates deve atentar


é a tensão de músculos superficiais durante a prática do método,
principalmente esternocleidomastóideo (ECOM) e escalenos. Com
o comando verbal o instrutor pode pedir para que o aluno leve suas
escápulas para trás e para baixo. Afastando-as de suas orelhas ou
imaginando que uma força puxa os braços do aluno em direção aos
pés (distalmente).

Este retreinamento escapular também conhecido como estabilização


escápulotorácica aumenta a ativação dos músculos serrátil anterior e
trapézio inferior (ou trapézio ascendente) que geralmente estão fracos
nos pacientes com queixa de dor cervical.

O estudo de Mallin e Murphy (2012) avaliou o efeito dos exercícios do


Mat Pilates na dor e função dos pacientes com queixas de dor cervical.

Os 13 participantes tinham idades entre 18 e 60 anos e realizaram os


exercícios durante 6 semanas, com ênfase nos princípios do método:
respiração e ativação do Power House.

Alguns dos exercícios realizados foram o shoulder bridge e o double


leg stretch. O estudo sugeriu que os exercícios de Mat Pilates
diminuíram a dor e melhoraram a função da coluna cervical mesmo
após 12 semanas que a intervenção tinha sido realizada.
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
DOR CERVICAL
Os exercícios abaixo podem ser indicados nas cervicalgias, todavia, a
avaliação criteriosa do profissional da saúde é fundamental para as suas
aplicabilidades.

• Swan na Chair com Rotação

Instruções: Em decúbito ventral sobre o assento da chair (a caixa


extensora facilita o exercício, também pode ser feito sobre a fitball).
Uma mão no pedal (atente para o punho não realizar a extensão) e a
outra mão na testa.

Na descida do pedal realizar a rotação da coluna com o cotovelo


apontado para o teto. Alunos com hiperatividade de paravertebrais
podem referir dor durante a execução.
• Extensão de ombro no Reformer

Instruções: Em 4 apoios sobre o Reformer, mantendo a coluna neutra


com os ombros a 90 graus de flexão segurando uma alça, realizar a
extensão de ombro.

Para progressão do exercício pode elevar o membro inferior oposto


à alça, estendendo quadril e joelho. Outra variação é realizar a flexo-
extensão do cotovelo com o ombro próximo ao tronco em posição
neutra.

• Swan com Disco de Equilíbrio

Instruções: Em decúbito ventral com o disco sob o tórax e cotovelos


apoiados no solo, realizar a extensão da coluna mantendo a cervical
em posição neutra.

Para progressão do exercício pode-se colocar os membros superiores


ao longo do corpo. Ou com os dorsos das mãos apoiados sob a testa.
• Propriocepção com Miniband

Instruções: Em 6 apoios (pode deixar os pés em dorsiflexão em casos


de desconforto) com os membros superiores e inferiores alinhados e
miniband posicionada acima do punho, realizar a abdução, flexão ou
extensão de ombro unilateral.

Para progressão pode-se ficar na posição de prancha. Alunos com lesão


em punho podem sentir dor durante a execução e talvez esse exercício
não seja indicado.
CONCLUINDO

Diante disso, podemos afirmar que o Pilates é um ótimo método para


tratamento da dor cervical.

Espero que com essas dicas de exercícios tenham sido boas para você
e que ajude no tratamento do seu paciente/aluno.
RETIFICAÇÃO DA COLUNA:
COMO TRATAR COM O MÉTODO
PILATES?
RETIFICAÇÃO DA COLUNA: COMO
TRATAR COM O MÉTODO PILATES?
Escrito Por VOLL Pilates Group

Atualmente, a dor na coluna é queixa comum entre os nossos amigos,


conhecidos, familiares e também entre os pacientes e alunos que nos
procuram.

Existe uma infinidade de causas que desencadeiam dor, desde algias


miofasciais de simples resolução até importantes alterações estruturais
da coluna que podem não ser tão fáceis de tratar.

A retificação da coluna é uma alteração óssea, o que muitas vezes não


podemos mudar, com causa ou consequências musculares, e nisso sim
podemos interferir.

As curvas fisiológicas da coluna não se formam por acaso, elas estão


ali para auxiliar a coluna a suportar mais peso. Representando em
números, a coluna retificada suporta dez vezes menos pressão que a
coluna com curvas.
A retificação da coluna, para algumas pessoas pode representar um
desconforto diário, e para outras pode nem se manifestar em termos
de dor, mas, de uma forma ou de outra, para a funcionalidade da
coluna, não é bom.

O QUE É A RETIFICAÇÃO DA
COLUNA?

Para sustentar aproximadamente dois quintos do peso corporal, a


coluna não é reta, ela possui suaves curvas que se formam durante o
desenvolvimento, reação do corpo contra a ação da gravidade. São
elas:

1. Lordoses: Cervical e Lombar;

2. Cifoses: Torácica e Sacral.

A alteração na formação dessas curvas é o tema que abordaremos


nesse artigo.

A retificação da coluna é caracterizada pela perda de uma ou mais


curvaturas da coluna, ou seja, pela diminuição dos ângulos das curvas
fisiológicas, e pode ocorrer em qualquer porção da coluna vertebral.

Esse desequilíbrio pode ocorrer por diferentes motivos, entre eles


fatores hereditários, hábitos diários e laborais, vícios posturais e
encurtamento muscular ou alteração de força dos músculos envolvidos
com a estrutura da coluna.
Quando relacionamos com encurtamento e força muscular, a retificação
pode surgir como forma compensatória, por exemplo: uma retificação
da coluna lombar pode acontecer em função de um desequilíbrio nos
músculos rotadores de quadril.

A partir desse conceito, vamos observar na nossa prática clínica


diferentes situações de retificação, podendo aparecer em um ou dois
segmentos ou, ainda, em toda coluna.

ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL

Lá na graduação, e também na formação do Pilates, aprendemos


que a coluna é a estrutura óssea localizada entre o crânio e a pelve,
responsável por sustentar nosso tronco, proteger a medula espinhal e
estruturar o corpo.

Bom, relembrando um pouco: são 7 vértebras cervicais, 12 vértebras


torácicas, 5 vértebras lombares, 5 vértebras sacrais (fusionadas) e o
cóccix (quatro vértebras fusionadas).

O tamanho das vértebras que compõem a coluna aumenta de cima


para baixo. Elas precisam ser maiores embaixo, pois absorvem mais
impacto nessa região. O corpo vertebral está localizado à frente na
coluna e suporta a maior parte do peso corporal, já os processos
posteriores regulam os movimentos.
Peça chave para absorção do impacto são os discos intervertebrais,
que em função das suas características teciduais amortecem o impacto
gerado.

Até aí está fácil e habitual. Mas a coluna não é somente ossos, ela é
composta, ainda, por ligamentos, tendões, nervos (que passam pelo
canal vertebral) e músculos. E são os músculos que nos interessam,
porque é com eles que a intervenção do Pilates tem maior ação. Mais
adiante vamos conversar sobre isso.

Os ligamentos são responsáveis, assim como em qualquer outra


articulação, por dar estabilidade. Atuam em conjunto com os músculos
para isso. Os nervos que passam pelo canal vertebral estão dispostos
em um feixe, oriundo do cérebro para formar o sistema nervoso
central.

Antes de encerrarmos essa revisão anatômica, vamos ainda relembrar


que a função da coluna, além de sustentar o tronco, é de proteger
os nervos e a medula, que passam pelo canal vertebral, auxiliar na
locomoção e dar flexibilidade e mobilidade ao tronco.

E é essa última função que vai ter maior relação com os problemas que
abordaremos a seguir.
PATOLOGIAS E SINTOMAS
DECORRENTES DA RETIFICAÇÃO
DA COLUNA

A retificação da coluna faz com que ocorra sobrecarga em


determinados pontos da coluna.

Essa má distribuição da carga pode ocasionar dor. Mas a dor não surge
somente porque a coluna está reta, ela aparece porque juntamente
com a retificação surgem alterações compensatórias dos músculos,
estruturas vertebrais e dos discos.

Uma coluna retificada tende a ter mobilidade reduzida, e em alguns


casos até pode se tornar rígida. Essa falta de mobilidade pode levar
ao encurtamento e à fraqueza muscular, restringindo, por sua vez, os
movimentos do tronco. Pode ainda tensionar a musculatura e formar
contraturas musculares, que como sabemos, são bem incômodas.

A retificação da coluna não é causa direta de uma patologia específica,


mas pode ser fator contribuinte para diversos processos patológicos
que acometem a coluna.
Em função da pressão excessiva em um ponto específico, o paciente
com retificação pode desenvolver protusão discal, e, em casos mais
graves, hérnia de disco.

Pode ainda acelerar um processo já instalado de artrose, ou iniciar


processo de desgaste, que em longo prazo também desencadeia
artrose. A artrose pode ocorrer em estruturas da própria coluna ou em
estruturas vizinhas, como, por exemplo, no quadril.

Os sintomas da retificação podem variam de acordo com cada


paciente. Em alguns casos, o paciente não tem desconforto e não sabe
que possui essa alteração. Em outros casos esse problema gera muita
dor, localizada ou irradiada, pois pode estar sendo compensada mais
acima ou abaixo do ponto de origem.

Vale lembrar aqui que como a coluna está interligada em suas porções,
uma retificação da torácica pode levar a alterações estruturais da
cervical e da lombar também. Em função disso, além da dor, o paciente
pode referir, ou podemos perceber na avaliação, modificação da
postura e limitação de mobilidade, em função da rigidez.
COMO O MÉTODO PILATES PODE
AUXILIAR NO TRATAMENTO?

Para o paciente que nos procura com alterações posturais o Pilates só


vai gerar benefícios, pois serão trabalhados pontos importantes para o
equilíbrio postural e muscular.

Especificamente para o pacientes com retificação da coluna, que estão


com a coluna rígida, vamos focar na mobilidade. Então, para montar
nossa sequência de exercícios vamos pensar em mobilidade! Muuuuita
mobilidade!

Joseph Pilates afirmava que devemos ter uma coluna rígida e flexível.
Mas o que isso representa?

Quer dizer que a coluna deve ser estável para exercer a sustentação
corporal e ao mesmo tempo móvel para o desenvolvimento
dos movimentos, ou seja, deve haver harmonia para uma boa
funcionalidade.

Através do Método podemos trabalhar exercícios para atingir esse


equilíbrio.Vamos retomar um pouco a biomecânica da coluna para
entendemos a forma da nossa abordagem durante a sessão.

As vértebras se articulam através de pequenos movimentos, exercidos


pelos multífidos. Esses músculos estabilizam a coluna, e fazem com que
a articulação esteja na posição correta para receber a carga de forma
segura.
Os músculos maiores que envolvem a coluna, quando contraídos
inibem a ação dos músculos menores. O equilíbrio entre os músculos
pequenos (estabilização) e os músculos grandes (mobilidade) é o que
determina a harmonia que o Joseph nos falava.

Se analisarmos tudo isso, fica fácil de entender como o Pilates


auxilia no tratamento para a retificação da coluna: os exercícios irão
promover a mobilidade que o paciente precisa, sem gerar risco para a
estabilidade da coluna. Então o paciente que pratica Pilates vai perder
a retificação e vai voltar a ter a curva fisiológica? Não é bem assim…

Sabemos que o crescimento ósseo ocorre até os vinte e um anos, e


depois dessa idade se torna difícil alterar estrutura óssea a partir de
uma intervenção externa.

Dessa forma, possivelmente não revertermos o quadro estrutural,


mas com o Pilates, podemos condicionar a musculatura para obter a
mobilidade e estabilidade necessária para que o paciente não tenha
dor, não tenha restrições de movimento e, o mais importante, não
tenha risco de desenvolver possíveis compensações permanentes.

Para não errarmos no tratamento, não é novidade que precisamos


fazer uma boa avaliação. Para os casos de retificação da coluna, o
relato do paciente e a nossa avaliação física são muito importantes,
mas devemos ter exames de imagens também, porque às vezes essa
alteração só é confirmada com evidências mais detalhadas.

Então aí vai uma dica importante: peça uma radiografia ao seu paciente
para ter certeza qual o segmento afetado e o que isso está fazendo
com a coluna.
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
RETIFICAÇÃO DA COLUNA

Feita a avaliação, vamos aos exercícios!

Direcionar os exercícios que melhor atenderão as necessidades do


nosso paciente é imprescindível. Definida a sequência que iremos
trabalhar, é muito importante observar a forma como o exercício será
executado.

Precisamos ficar de olho se o nosso paciente não está aumentando a


retificação durante o movimento. Lembrando: buscamos curvaturas
fisiológicas.

Antes de abordar os exercícios do método, vamos descrever alguns


exercícios que podem ser usados para iniciar a conscientização da
mobilidade com seus pacientes. São eles:
Mobilidade Cervical
O SIM: Em decúbito dorsal, percebendo o apoio da região occipital,
das escápulas e do cóccix no chão, membros inferiores com joelhos
e quadril flexionados, pés apoiados no chão e ombros relaxados. O
paciente irá “arrastar” a cabeça levando o queixo para cima (direção
do teto), estendendo a cervical, na inspiração e para baixo (direção do
peito) na expiração, flexionando-a, sem tirá-la do apoio, simulando o
movimento do “sim”.

O NÃO: Na mesma posição inicial do exercício anterior, o paciente


fará rotação da cervical para um lado ao inspirar, e para o outro ao
expirar, sem tirá-la do apoio, simulando o movimento do “não”.

Mobilidade Torácica
CAT STRETCH: Em quatro apoios, o paciente fará o movimento do
exercício CatStretch, mas, ao invés de mobilizar a coluna lombar, ele
tentará mobilizar a porção torácica. Então, ao inspirar ele levará o peito
para direção do chão, aproximando as escápulas ao estender a coluna,
e ao expirar, ele levará a coluna torácica para o teto, aproximando as
escápulas flexionando a coluna.
Mobilidade Lombar
BÁSCULA: Em decúbito dorsal, com os joelhos e quadril flexionados,
coluna neutra, membros superiores ao longo do corpo. Ao inspirar o
paciente fará a retroversão da pelve, tirando o cóccix do chão, e ao
expirar fará anteroversão apoiando o cóccix no chão e tirando a lombar
do apoio.

DICA: A nossa sugestão é de iniciar com dez repetições de cada


exercício e, conforme percebemos que nosso paciente já está
dominando o movimento, podemos aumentar a dificuldade dele,
mudando a posição para execução do exercício ou inserindo acessórios.
Essa sequência pode, inclusive, ser passada como “tema de casa” para
os praticantes.

Com certeza, dentro da infinidade de exercícios que integram o


Método, podemos selecionar uma infinidade de variações a ser
trabalhadas. Quer um exemplo?

1. Shoulder Bridge;

2. Roll Up;

3. Roll Over;

4. Monkey;

5. Half Roll Back;

6. Mermaid.

Trabalham mobilidade? Sim! Trabalham estabilidade? Sim!


RESTRIÇÕES DE EXERCÍCIOS
PARA PACIENTES COM A COLUNA
RETIFICADA

As restrições de exercícios para os pacientes com retificação da coluna,


de forma geral, vão depender das lesões associadas à alteração
postural que o mesmo possa apresentar.

Assim como em qualquer outra situação, o exercício não deve ser


executado se houver dor durante o movimento, ajustes e modificações
precisam ser feitas caso isso ocorra.

A “retificação pura”, como já revisamos neste artigo, gera uma


diminuição da mobilidade da coluna, portanto devemos sempre incluir
exercícios que estimulem a mobilidade dos segmentos em todos os
planos de movimento, e evitar exercícios que estimulem a estabilidade
da coluna em extensão.

Lembre-se: queremos estimular a articulação da coluna e não


hipertrofiar os músculos estabilizadores. Equilíbrio sempre.
Quando o paciente apresentar uma lesão associada, precisaremos
observar suas restrições.

Por exemplo, quando houver hérnia de disco devemos priorizar


exercícios que façam a extensão da coluna e evitar exercícios que
flexionem o tronco, até que se obtenha condicionamento adequado
para isso.
Já quando houver artrose, os exercícios para mobilidade precisam ter
poucas repetições com desenvolvimento lento do movimento para
evitar estressar mais ainda a articulação já rígida.

Enfim, a abordagem com os paciente que tem retificação da coluna é


relativamente simples, desde que seja feita uma avaliação detalhada,
que sejam respeitadas suas limitações e priorizadas suas necessidades,
que sempre vão envolver MOBILIDADE.

CONCLUINDO

A boa postura diminui o risco de lesões à coluna, melhora a


funcionalidade e aumenta a disposição para as atividades do dia a dia.
A busca pela postura adequada nem sempre acontece antes de
detectarmos um problema e nos incomodarmos com ele, mas sempre é
tempo de investir em saúde.

O nosso corpo precisa estar em movimento, ativo e sem limitações para


termos qualidade de vida.

O Pilates, mais uma vez, aparece como uma “carta na manga” e


se torna nosso aliado na busca pelo bem estar dos nossos alunos e
pacientes.
ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR
VERTEBRAL SOBRE A DOR
LOMBAR CRÔNICA
ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR
VERTEBRAL SOBRE A DOR
LOMBAR CRÔNICA
Escrito Por Aniquellem Campos

A dor lombar é um problema médico comum. Segundo Panjabi a


probabilidade da dor lombar ao longo da vida de uma pessoa é de 50
a 70%. Enquanto que para Liebenson esta porcentagem pode chegar a
90%.

Diversas podem ser as causas da dor lombar, mas na maioria dos casos
(85% das causas) a origem da dor é desconhecida.

Segundo O’Sullivan, estudos têm sido realizados para identificação das


possíveis causas geradoras da dor lombar e a instabilidade segmentar
lombar vem sendo apontada como uma das possíveis causas.
No tratamento de lombalgias, exercícios tradicionais de fortalecimento
dos músculos abdominais e extensores do tronco tem sido alvo de
críticas por submeter à coluna vertebral a altas cargas de trabalho,
aumentando o risco de uma nova lesão.

Estudos recentes comprovam a eficácia da estabilização segmentar


como tratamento para a lombalgia, sendo menos lesiva por ser
realizada em posição neutra. Pesquisas sugerem que, sem a ativação
correta dos estabilizadores profundos do tronco, as recidivas do quadro
álgico são notadas com muita frequência.

Ao longo de minha atuação profissional, tenho observado muitos


protocolos de tratamento monótonos que não conseguem
estimular a motivação dos pacientes, o que dificulta a adesão e o
comprometimento deles em relação aos programas de reabilitação.
Muitos indivíduos durante tratamento desenvolvem equilíbrio, força,
potência, controle neuromuscular e resistência muscular funcional em
músculos específicos, o que lhes permite executar tarefas funcionais.

No entanto, poucos desenvolvem os músculos necessários para a


estabilização segmentar da coluna vertebral por necessitarem de uma
abordagem específica e direcionada.

Espero com este texto deixar uma clara visão do problema da dor
lombar e das possibilidades e técnicas de reabilitação.
O QUE É ESTABILIZAÇÃO
SEGMENTAR?

Para entender melhor:

Zona Neutra ou Posição Neutra


A posição neutra da região lombopélvica é aquela formada por uma
lordose e uma anteversão fisiológicas.

Nessa posição neutra, o sistema ativo deverá trabalhar de forma


sinérgica e equilibrada para a manutenção da postura sem gerar
estresse ou tensão excessiva sobre os tecidos. Há um menor gasto de
energia.

A posição neutra deverá ser respeitada durante a realização dos


exercícios para a coluna!

Controle Motor
É a capacidade de regular ou orientar os mecanismos essenciais para
o movimento. É a maneira como o sistema nervoso central organiza os
músculos e as articulações em movimentos funcionais e coordenados.

O controle motor deve ser trabalhado nos processos de reabilitação de


pacientes com dor lombar crônica.
Estabilização Segmentar Vertebral
A estabilidade vertebral é definida como a habilidade de controlar
movimento e prevenir movimentos indesejáveis da coluna.

Esta estabilidade é realizada pelos músculos profundos, principalmente,


os multífidos e transverso do abdômen.

Quando a coluna vertebral está lesionada, estes músculos não


respondem e o corpo se adapta, utilizando musculaturas dinâmicas,
responsáveis somente pelo movimento do corpo e não pela
estabilidade.

É necessário o recondicionamento destes músculos profundos para


gerar proteção novamente.

Estabilidade
A estabilidade depende de um sistema de estabilização segmentar
composto por três subsistemas:

o Passivo, corpos vertebrais, articulações facetárias, cápsula articular,


discos intervertebrais, que fornecem a maior parte da estabilidade pela
limitação passiva no final do movimento.

o Ativo, músculos e tendões em especial os músculos multifidos e


transverso do abdômen, que fornecem suporte e rigidez no nível
intervertebral, para sustentar forças exercidas no dia-a-dia.

o Neural, é composto pelos sistemas nervosos central e periférico,(


ou seja encéfalo, medula espinhal e nervos) este sistema coordena as
contrações musculares, sendo responsável pelo controle motor ou seja,
ativa os músculos corretos no tempo certo, para proteger a coluna de
lesões e permitir o movimento.
Quando um desses sistemas falha os outros dois se reorganizam
para dar continuidade a homeostase. Porém, muitas vezes, essa
reorganização é inadequada sobrecarregando os subsistemas,
promovendo uma instabilidade vertebral.

Na estabilização da coluna vertebral é importante um centro


neuromuscular íntegro, para a execução dos movimentos, tentando
manter a estabilidade espinhal e evitar compensações dos músculos
globais na presença de disfunção.

Normalmente os músculos responsáveis por estabilizar a coluna


devem manter-se levemente contraídos (ativados) para promover a
estabilização segmentar.

Mas diversos processos fazem com que o indivíduo perca essa


capacidade, já que os músculos ficam fracos e atrofiam com o
sedentarismo ou processos de lesões e dor.

E o segmento lombar é o mais acometido, já que absorve grande parte


do impacto gerado na coluna no nosso dia-a-dia.

O programa de estabilização segmentar visa então ajudar o indivíduo


a obter ganhos de força, resistência e principalmente controle
neuromuscular eficiente e de forma antecipada em músculos
específicos, que tendem a controlar a zona neutra.
ANATOMIA DO SISTEMA
ESTABILIZADOR
Para entender sobre os músculos estabilizadores, primeiro, você tem
que entender os diferentes tipos de função dos músculos. Começando
com:

Principais Músculos da Coluna Lombar


• Eretor da Espinha
Este grupo atua para fornecer estabilização intersegmentar dinâmica
e desaceleração excêntrica na flexão e rotação da coluna durante as
atividades.

• Quadrado Lombar
O quadrado lombar age basicamente como estabilizador do plano
frontal, que atua sinergicamente com o glúteo médio e tensor fáscia
lata.

• Grande Dorsal
O grande dorsal é responsável pela ponte entre o membro superior e o
complexo lombo-pelve-quadril.

• Multífidus
O multífido é um músculo espesso da região lombar que possui seu
término na região cervical, sendo os mais importantes músculos
transversos espinhais.
Tem origem no sacro e em todos os processos transversos, dirigindo-
se cranial e medialmente até a sua inserção nos lados dos processos
espinhais desde L5 até o áxis (SEELEY et al., 1997).

(MCGILL, 2002). Esta musculatura tem ação de realizar a estabilização


segmentar das vértebras adjacentes e controle de movimentação de
toda coluna vertebral, auxiliando na efetividade dos músculos longos,
sendo capaz de fornecer estabilização intra-segmentar para coluna
lombar em todas as posições (Crisco, 1997 apud PRENTICE & VEIGHT,
2003).

De acordo com McGill (1997 apud BOJADSEN, 2001) um atraso na


ativação de apenas um multífido durante o movimento da coluna
lombar levaria a uma diminuição da estabilidade segmentar e
provocaria uma lesão localizada.

PRINCIPAIS MÚSCULOS ABDOMINAIS


• Reto do abdômen;

• Oblíquo externo;

• Oblíquo interno.
Transverso do Abdômen
Dentre os músculos abdominais o mais importante como estabilizador
é o transverso do abdômen.

Se origina entre a 7ª e a 12ª costela, possui inserções na fáscia


tóraco-lombar, na bainha do reto do abdome, no diafragma, na crista
ilíaca e nas seis superfícies costais inferiores.

O transverso abdominal (TA) tem suas fibras horizontais, para formar


como se fosse um “cinturão abdominal”, na região anterior, lateral e
posterior do tronco.

Sua ação é sustentar as vértebras lombares e as vísceras, possui


importante papel na estabilização segmentar lombar limitando as
rotações.

Ele entra em ação em movimentos rápidos do tronco de pequenas


amplitudes e quando há movimentos dos membros.

Com seu enfraquecimento a flexão do quadril é realizada sem a


estabilidade necessária, surge protusão abdominal e aumento da
lordose lombar.
Disfunção do Músculo Transverso do Abdômen
Hodges e Richardson observaram que o TA se ativa antes do deltóide
na flexão, extensão e abdução do ombro em indivíduos sem lombalgia,
demonstrando a antecipação desse músculo na região lombar para dar
estabilidade à coluna durante os movimentos do membro superior.

Em sujeitos lombálgicos, a ativação do TA foi mais lenta que o deltoide


nos mesmos movimentos. Esse atraso no início da contração resulta em
uma estabilização muscular ineficiente da coluna.

Estudos evidenciaram que pessoas que possuem dor na coluna, seja


por qualquer causa, possuem um processo de inibição e fraqueza
destas musculaturas estabilizadoras.

Portanto esta musculatura perde seu caráter de antecipação e


proteção, sendo causa fundamental para a progressão de patologias
da coluna vertebral. A boa notícia é que este atraso de tempo pode
ser corrigido.

A função do músculo transverso abdominal é estabilizar a coluna!


PRINCIPAIS MÚSCULOS DO QUADRIL
• Glúteo Máximo
A falta de atividade adequada do glúteo máximo durante as atividades
funcionais provoca a instabilidade pélvica e a diminuição do controle
neuromuscular.

Isso a longo prazo pode acabar provocando o desenvolvimento de


desequilíbrios musculares, padrões de movimentos errôneos e lesões.

• Glúteo Médio
O glúteo médio debilitado leva a dominância sinérgica do tensor da
fáscia lata e do quadrado lombar.

Isso provoca inelasticidade do trato iliotibial e da coluna lombar,


afetando a biomecânica do complexo lombo-pelve-quadril e da
articulação tibiofemoral, assim como da articulação femoropatelar.

• Psoas
Um psoas em sofrimento tende a aumentar a força de cisalhamento
anterior e a força compressiva na junção L4-L5, provoca ainda a
inibição recíproca do glúteo máximo, dos multífidos, do eretor
profundo da espinha, do oblíquo interno e do transverso do abdômen,
portanto, compromete todo sistema estabilizador.

• Assoalho Pélvico
Estudos científicos demonstram ocorrer à contração dos músculos
do assoalho pélvico junto com a contração do transverso. O inverso
também ocorre, o que implica a ação destes músculos na estabilização
segmentar espinhal.
Consideração Clínica: Uma posição em supino com os joelhos
flexionados é ótima opção para se trabalhar uma contração do assoalho
pélvico, pois facilita a contração do transverso abdominal.

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
DO SISTEMA MUSCULAR
Sistema Muscular Local ou
Músculos Profundos
o Camada mais profunda;

o Manter a curvatura normal (cada segmento separado);

o Mantém a tensão fisiológica da Coluna;

o Controle do movimento intersegmentar;

o Responde às mudanças na postura.

Os músculos locais são responsáveis por gerar a estabilização antes


que ocorra o movimento. Eles são recrutados por alguns milésimos de
segundos antes que ocorra o recrutamento dos demais músculos, os
globais.

Ex: Multífido e Transverso do Abdômen

Sistema Muscular Global ou


Músculos Superficiais
o Camada Superficial;

o Grande produtor de força;

o Produz movimento;

o Em condições de alta carga contribui para a estabilidade.

Os músculos globais são recrutados após os músculos locais já terem


gerado a estabilização segmentar necessária de todas as estruturas
não contráteis, para que o movimento possa ocorrer com alta eficiência
e sem a presença de dor, sendo estes os responsáveis pelo auxílio na
realização de praticamente todas as atividades cotidianas.
Ex: Reto do Abdômen e Grande Dorsal
O SISTEMA GLOBAL, ainda que capaz de controlar a orientação geral
do tórax sobre a pelve, não é capaz de prover estabilidade espinhal
segmentar quando um dos segmentos é quebrado. Como resultado,
o sistema global pode compensar pela falta de estabilidade e se
desequilibrar.

Disfunção no Sistema Muscular


Local e Global
Sistema Muscular Local – Responsável pela Estabilidade
o Estabilidade não controlada da coluna;

o Padrões de recrutamento alterados.

Sistema Muscular Global – Responsável pelo Movimento e Força


o Perda da habilidade para gerar força;

o Perda da flexibilidade (ADM);

o Padrões de recrutamento alterados.


Exercícios de Estabilização Segmentar

O exercício de estabilização segmentar, criado por Richardson e Jull,


são realizados pela isometria de baixa intensidade dos músculos
Multífidos Lombares e Transverso do Abdômen, que ligam-se de
vértebra à vértebra e são responsáveis pelo suporte dos segmentos
lombares durante os movimentos funcionais.

Esses exercícios isométricos são benéficos por atuarem na reeducação


dos músculos profundos.

Em estágio mais avançado de treino a isometria pode ser combinada


com exercícios dinâmicos para outras partes do corpo (RICHARDSON
e JULL, 1995 citado por FRANÇA et al., 2007).

Os exercícios podem ser ordenados didaticamente em três estágios:

1. Cognitivo: exercícios de co-contração dos músculos locais,


separadamente dos músculos globais com a pelve em posição neutra
(sem anteversão ou retroversão).

A co-contração muscular é ativação de dois ou mais músculos em


torno da articulação, esta ocorre em diversas situações que requerem
uma elevada estabilidade articular, como por exemplo, aprendizagem
de uma tarefa motora nova ou quando necessita estabilizar uma
articulação para evitar perturbações mecânicas externas (SMITH, 1981
em NIELSEN e KAGAMIHARA, 1992).
2. Nesta fase é priorizado o aprendizado motor, são aplicados
exercícios de correção dos desequilíbrios das forças e de treino de
resistência muscular;

3. Fase de automatização com objetivo de realizar os exercícios de


maneira subjetiva dentro das atividades de vida diária mantendo a
estabilização durante toda demanda (REINEHR et al., 2008; MCGILL e
KARPOXIEZ, 2009; O´SULLIVAN, 2000 em SANTOS et al., 2010).
EXERCÍCIOS DE
ESTABILIZAÇÃO x PILATES

O Pilates como exercício físico diferenciado, virou uma febre mundial, e


cada vez tem maiores números de adeptos.

O perfil dos praticantes é bastante variado, porém é mais comum que


as pessoas procurem o método para prevenir ou tratar patologias
da coluna vertebral, desde uma simples lombalgia a síndrome mais
complexas.

O método por si só, já tráz resultados impressionantes, por aliar


exercícios que trabalham força, flexibilidade e propriocepção.
Associar técnicas como a Estabilização Segmentar Vertebral podem
otimizar o trabalho preventivo e de reabilitação, além de trazer
resultados mais rápidos. Porém, para a eficácia do resultado, a
conscientização do aluno tem que ser muito bem feita.

Além de saber controlar a contração dos músculos do powerhouse


(como Joseph Pilates denominou os músculos estabilizadores ao redor
da coluna lombar e cintura pélvica), o mesmo terá que saber contrair
músculos específicos como o transverso do abdômen, multífidos,
músculos do assoalho pélvico e diafragma.

Com a associação das técnicas, o praticante só tem a ganhar em


qualidade nas suas aulas, além de desenvolver a consciência de como
contrair esses grupamentos musculares, levando esse recurso para suas
atividades de vida diária prevenindo alterações posturais, mantendo
força e flexibilidade da coluna vertebral, além de evitar microlesões.
ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR DA
COLUNA LOMBAR:
EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS

Estágio 1: Cognitivo

Todo processo de recuperação muscular na reabilitação da coluna deve


ser iniciado pela ativação dos músculos estabilizadores (transverso
abdominal e multífidos).

Nesse estágio ensina-se ao paciente a ativação desses músculos locais


em posturas sem carga.

A contração correta deve consistir do movimento da parede abdominal


em direção à coluna, de forma lenta e controlada, sem movimentos do
tronco ou da pelve ou contrações de outros músculos como glúteo,
quadríceps e extensores da coluna.

O exercício deve se iniciar com um comando verbal do examinador de


modo padronizado: “Puxe o abdômen para cima e para dentro sem
mover a coluna e a pelve”.
O paciente é instruído a respirar calmamente, e após uma inspiração
profunda realizar a contração do músculo Transverso Abdominal, a qual
deverá ter a duração de dez segundos.

A contração correta do Transverso Abdominal é identificada pelo


desenvolvimento lento de uma tensão profunda na parede abdominal
que perdure por dez segundos.

POSIÇÃO NEUTRA DA PELVE

Previamente à realização de qualquer exercício de estabilização


segmentar, o paciente deverá ser instruído sobre a posição correta da
pelve.

Comando verbal: Solicita-se ao paciente realizar uma anteversão


e uma retroversão e em seguida solicita-se a ele parar na posição
intermediária (neutra).

Estágio 2: Exercícios em Cadeia Cinética Fechada


Os exercícios em cadeia cinética fechada iniciarão o recrutamento dos
músculos profundos aos músculos superficiais.

Os exercícios em cadeia cinética fechada devem ser realizados


somente após o aprendizado da ativação dos músculos profundos.
Os exercícios de estabilização em cadeia cinética fechada podem ser
realizados nas formas de ponte, quatro apoios, nas posturas sentada e
em pé.

Durante a evolução dos exercícios, solicita-se ao paciente expirar


durante o maior esforço do exercício, mantendo-se a contração do
transverso abdominal.

Estágio 3: Cadeia Cinética Aberta


Nessa fase são realizados exercícios com o tronco em uma posição
estável associado a movimentos dos membros superiores e inferiores.

Os movimentos dos membros ativam indiretamente os músculos das


regiões lombar e abdominal para ativar a coluna.

O paciente deverá ser capaz de movimentar os membros superiores e/


ou inferiores mantendo a pelve em posição neutra com a musculatura
profunda ativada, respirando normalmente.
CONCLUINDO

Os exercícios propostos, por serem sutis específicos e em posição


neutra, são adequados para o início da terapia, por submeterem as
estruturas articulares lesadas à sobrecarga leve.

Se você não acredita nos exercícios específicos e corretivos não será o


seu cliente que acreditará.

Se você sabe se comunicar de forma eficaz com o paciente/cliente de


que eles podem mudar seus padrões através de exercícios, você vai
ficar melhor, obtendo melhores resultados.

Artigos recentes têm apontado que a prática do Pilates e da


Estabilização Segmentar podem trazer solução para as algias
lombares, pois as técnicas envolvem em seus princípios a ênfase
do fortalecimento do músculo transverso do abdômen e demais
musculaturas estabilizadoras da coluna lombar.
A IMPORTÂNCIA DA BIOMECÂNICA
DA JUNÇÃO L5-S1 NA
ESPONDILOLISTESE LOMBAR
A IMPORTÂNCIA DA BIOMECÂNICA
DA JUNÇÃO L5-S1 NA
ESPONDILOLISTESE LOMBAR
Escrito Por Roberto De Sousa

Hoje, segundo dados da OMS, 50% dos pacientes com lombalgia


crônica conseguem retornar à sua rotina profissional após seis meses
de afastamento. Esse número chega a praticamente zero, passados
dois anos de cada afastamento.

Ou seja, a lombalgia é caso de saúde pública. A lombalgia crônica


também é associada a um grande problema que é a automedicação.
Ainda de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% da
população teve ou vai ter dor nas costas em algum momento da vida.
No Brasil, ela é a maior causa de afastamento do trabalho e a terceira
mais frequente de aposentadoria precoce.
ESPONDILOLISTESE LOMBAR
NA LOMBALGIA

Figura 01

Uma das causas de lombalgia, a espondilolistese lombar é definida


como um escorregamento anterior da vértebra e casos severos podem
gerar lesões da chamada “cauda equina” já que esse feixe de nervos
passam pelo segmento L5-S1.

É uma ocorrência relativamente comum nos estabelecimentos de


Pilates, ao mesmo tempo é uma das patologias em que o profissional
mais tem receio de tratar devido aos riscos que ela oferece. A coluna
vertebral é facilmente acometida por diversas patologias, sendo que
5% da população geral, são afetados por alterações na espondilolistese
lombar, as quais ocorre com maior frequência ao nível de L5-S1
(Cailliet, 2001).

O Pilates é reconhecido por ser uma excelente ferramenta para o


tratamento de diversas alterações do sistema músculo esquelético,
porém, essa eficiência necessita de um conhecimento bem
fundamentado de disciplinas básicas que fazem parte da formação do
fisioterapeuta e do educador físico.

Além disso, o conhecimento da biomecânica é fundamental para


entendermos e atuarmos de forma plena e efetiva nos distúrbios
cinético funcionais que nossos pacientes possam vir a apresentar.
Figura 02

Com base na etiologia, PH Newman (1963) descreveu cinco grupos de


classificação da Espondilolistese, são eles:

1 – Espondilolistese Congênita
Resulta de displasia da quinta vértebra lombar, dos arcos sacrais e das
articulações zigoapofisárias.

2 – Espondilolistese Ístmica
Causada por um defeito na parte interarticular, por exemplo fratura
aguda.

3 – Espondilolistese Degenerativa
Geralmente acomete pessoas idosas e, na maioria das vezes, acomete
os segmentos de L4-L5.

4 – Espondilolistese Traumática
Variação rara. Ocorre em fraturas ou deslocamentos agudos.

5 – Espondilolistese Patológica
Doenças sistêmicas que geram essa alteração.
A Espondilolistese também pode ser classificada pelo percentual de
deslizamento da vértebra, através do método de Meyerding (Figura 2).

• Nível I: Até 25%;

• Nível II: De 26% até 50%;

• Nível III: 51% até 75%;

• Nível IV: De 76% até 100%;

• Nível V: Acima de 100% (Espondiloptose).

RELAÇÃO ANATÔMICA E
BIOMECÂNICA DA JUNÇÃO L5-S1

Figura 3 – Cinesiologia do Aparelho Músculo esquelético.


A junção L5-S1 é a região mais acometida pela espondilolistese e
o entendimento da biomecânicadessa região é fundamental para
direcionarmos as nossas intervenções de uma forma segura.

A base do sacro – fisiologicamente – se apresenta inclinada anterior e


inferiormente, formando um ângulo de 40° chamado de ângulo sacro-
horizontal com o indivíduo em posição ortostática. (Figura 3).

Dado o ângulo sacro horizontal, a força resultante do peso corporal


(PC, na figura 3) cria uma força de cisalhamento anterior (PCs na
imagem abaixo) e uma força compressiva (PCc na Figura 3) que atua no
sacro.

Esse cisalhamento anterior gerado é igual ao produto do peso corporal


multiplicado pelo seno do ângulo-sacro horizontal, ou seja, o ângulo
fisiológico de 40° produz uma força de 64% do peso corporal. (Seno
de 40° é igual a 0,64). (Neumann – Cinesiologia do aparelho músculo
esquelético).

Então, encontramos aqui uma relação biomecânica importante, quanto


maior for o ângulo sacro-horizontal maior será a força resultante de
cisalhamento anterior em L5-S1.

Então, na avaliação, devemos nos preocupar com alterações que


poderiam aumentar esse ângulo na junção L5-S1, essas alterações
são extremamente comuns de encontramos no exame físico, são elas
a inclinação anterior da pelve com consequente aumento da lordose
lombar.
RELAÇÃO ENTRE AUMENTO DA
LORDOSE LOMBAR E
ESPONDILOLISTESE

Figura 4.1 – Cinesiologia do Aparelho Músculo esquelético.

Obviamente, nem todo indivíduo com aumento da curvatura da região


lombar apresentam ou irão ter espondilolistese, mas devemos nos
atentar que é um achado extremamente comum em pessoas com essa
patologia.

Não só é comum como é um dos maiores agravantes dessa alteração,


já que, como foi citado anteriormente gera um aumento do ângulo
sacro-horizontal com consequente aumento do vetor de cisalhamento
em L5-S1.

A inclinação pélvica anterior gera consequente aumento da curvatura


lombar (Donald Neumann apresenta em seu livro “Cinesiologia do
aparelho músculo esquelético” que a lordose lombar em um indivíduo
saudável na posição ortostática é de cerca de 40 a 50 graus), além de
a contração dos músculos extensores da coluna aumentarem o vetor
de cisalhamento anterior, principalmente se a pessoa apresentar uma
hiperlordose.

Neumann também nos mostra que esse vetor de cisalhamento anterior


gerado pelo extensores da coluna não ocorrem em toda a região
lombar, e sim mais especificamente em L5-S1. (Resultante ES/5-1s na
figura 3).
A espondilolistese pode ocorrer em outras regiões da coluna, mas
notamos que, por razões biomecânicas a região supracitada está mais
sujeita a ser acometida por essa patologia.

ANÁLISE DA INCLINAÇÃO PÉLVICA

Figura 4.2 – Diagnóstico Clínico Postural em um Guia Prático – Angela Santos.

O terapeuta localiza a espinha ilíaca póstero-inferior do paciente e


coloca seu indicador reto apontando de trás para a frente o nível exato
onde se deve encontrar essa espinha.

O terapeuta localiza a espinha ilíaca ântero-superior e coloca o outro


indicador reto apontando de frente para trás o nível exato onde se
deve encontrar essa espinha.

Os olhos do terapeuta devem estar no mesmo plano dos seus dedos


indicadores para poder julgar mais facilmente se ambos os indicadores
situam-se na horizontal ou se há desequilíbrio, por estarem situados
em um plano oblíquo.
COMO ELABORAR O DIAGNÓSTICO
Se ambos os dedos indicadores estiverem situados em um mesmo
plano horizontal, a pelve encontra-se equilibrada. Podemos tolerar
diferenças de até 1 centímetro de inclinação à frente na mulher, 1
centímetro de inclinação para trás no homem.

Se o indicador encontrar-se mais caudal à frente e mais cefálico atrás,


diremos que a pelve está em anteversão. Tolera-se até 1 centímetro de
desequilíbrio anterior nas mulheres.

Se o indicador encontrar-se mais caudal atrás e mais cefálico à


frente, diremos que a pelve se encontra em retroversão. Tolera-se 1
centímetro de desequilíbrio posterior nos homens.

Figuras 5 e 6.
Estruturas que Resistem à Força de Cisalhamento em L5-S1

Vimos que, mesmo com o ângulo sacro-horizontal dentro da


normalidade (40%) há um cisalhamento anterior resultante, então, é
importante identificarmos quais estruturas oferecem resistência a essa
força, são elas:

• Ligamento longitudinal anterior (Figura 5);

• Ligamento íleo lombar (Figura 6);

• As facetas articulares das articulações apofisárias de L5-S1(Figura 5);

• A fáscia tóraco lombar (Figura 8) (falaremos especificamente sobre


ela mais à frente).
A IMPORTÂNCIA DOS
MÚSCULOS ESTABILIZADORES

Figura 7

Nós, que trabalhamos com Pilates, sabemos da importância e


benefícios para a saúde da coluna a ativação das musculaturas
estabilizadoras. O trabalho de ativação dessas musculaturas, fazem
parte dos princípios do método Pilates e são fundamentais no
tratamento da espondilolistese.

São elas (Figura 7):

o Multífidos;

o Assoalho pélvico;

o Transverso do abdome;

o Diafragma.

O transverso do abdômen é um músculo importantíssimo a ser


trabalhado nesses casos, devido à sua inserção na fáscia tóraco lombar.
(Hodges, Fisioterapia para estabilização lombo pélvica).
As funções da fáscia tóraco lombar são:

1. Fornecer inserção muscular para o músculo transverso do abdômen.

2. Estabiliza a coluna no caso de cisalhamento anterior.

3. Resiste à flexão segmentar via tensão gerada pelo transverso do


abdômen sobre o processo espinhoso.

4. Auxilia na transmissão de forças de extensão durante atividades de


levantamento.

A fáscia tóraco lombar, oferece inserção muscular para o transverso


do abdômen e oferece estabilidade à coluna no caso de cisalhamento
anterior. (“Fisioterapia Ortopédica” – Mark Dutton).

Sabemos que a fáscia não é uma estrutura com contração voluntária,


porém, devido à inserção do transverso do abdômen podemos,
mediante contração desse músculo gerar tensão nessa estrutura e
oferecermos essa contenção às forças de cisalhamento na vértebra.
CONCLUINDO

Figura 8

Logicamente, o tratamento deve ser determinado após uma criteriosa


avaliação para identificarmos as devidas alterações a serem corrigidas.
Como vimos, um dos movimentos a serem evitados no Pilates é a
extensão da coluna lombar pois esse movimento aumenta a curvatura
lordótica e gera um consequente aumento do ângulo sacro-horizontal.
Esse aumento gera um vetor excessivo de cisalhamento anterior, o que
pode aumentar a migração da vértebra.

A troca de informação com o médico é de extrema importância, e


a liberação do paciente para a prática deve ser solicitada antes de
iniciarmos o Pilates nessa situação.

O médico irá identificar se a espondilolistese se encontra estável ou


instável e a partir daí irá indicar o tratamento conservador ou cirúrgico
(onde geralmente se faz uma artodese, que é um procedimento
realizado para causar fusão óssea em uma articulação, causando sua
imobilidade).

O objetivo dessa matéria é oferecer aos colegas um entendimento


básico sobre a biomecânica lesiva da espondilolistese: as estruturas
que oferecem estabilidade à região, a importância das musculaturas
estabilizadoras (um dos princípios do método Pilates) no tratamento,
os movimentos que temos que tomar cuidado durante os
atendimentos, porém, é muito importante o profissional procurar
sempre estudar e se atualizar para oferecer aos seus pacientes a
melhor conduta terapêutica possível.
Após tudo o que foi exposto acima, notamos que o método Pilates
pode ser uma excelente ferramenta no processo de reabilitação
quando associado a uma avaliação criteriosa, ao raciocínio clínico e ao
conhecimento da patologia a ser tratada.
COMO O MÉTODO PILATES
AJUDA NO TRATAMENTO DA
ESCOLIOSE
COMO O MÉTODO PILATES AJUDA
NO TRATAMENTO DA ESCOLIOSE
Escrito Por Ana Paula Sousa

Os sintomas da escoliose, um dos principais desvios da coluna


vertebral, são mais comuns do que se imagina. E essa patologia está
presente em cerca de 3% da população mundial.

Apresentado como um desvio da coluna, a escoliose pode aparecer


por diversos motivos. Seja por má formação ou associada a outras
doenças. Porém o motivo pode ser até desconhecido, que é o caso de
85% das pessoas diagnosticadas.

Segundo Iunes et al. (2010), a escoliose é mais facilmente corrigida


ou estabilizada, enquanto se apresenta flexível ou não estruturada.
Portanto, quanto mais cedo for diagnosticada, mais eficaz torna-se o
tratamento conservador na escoliose.

Os tratamentos conservadores vêm apresentando resultados


estatisticamente significativos na diminuição do ângulo de Cobb em
crianças com escoliose idiopática.
O Pilates é um método conservador muito utilizado no tratamento
fisioterapêutico da escoliose.

Agindo sobre o controle postural, o método Pilates caracteriza-se


por movimentos projetados de forma que os praticantes mantenham
a posição neutra da coluna vertebral, minimizando o recrutamento
muscular desnecessário, prevenindo a fadiga precoce e a melhorando a
estabilidade corporal.

A prática desse método acarreta benefícios sobre a flexibilidade global,


o alinhamento postural e a coordenação motora. Além do aumento da
força muscular, o que demonstra uma relação direta com o processo de
reeducação postural.

Vamos ver mais sobre essa patologia e principalmente como o Método


Pilates pode contribuir!
SOBRE A ESCOLIOSE

A escoliose consiste em uma alteração tridimensional da coluna


vertebral. Resultando em uma deformidade da coluna envolvendo os
planos sagital, frontal e transversal.

Frequentemente inicia-se na puberdade, tendo grande momento


de progressão associado ao ritmo de crescimento. Trata-se de uma
condição altamente prevalente e de bom prognóstico na maioria dos
casos.

A escoliose possui etiologia, é 85% das vezes idiopática, pois muitos


fatores causais ainda permanecem desconhecidos. Além disso, seu
tratamento, essencialmente, consiste do reconhecimento precoce,
correção das posturas existentes e prevenção à evolução da mesma.
Sua prevalência é de nove meninas para um menino. Os estudos de
identificação dos desvios posturais têm investigado uma ampla faixa
etária, entre 5 e 18 anos (LEAL et al., 2006).

A estrutura óssea tem seu crescimento e desenvolvimento completo


em torno da puberdade e adolescência, e é importante ressaltar a
importância de intervenções conservadoras, para evitar a progressão
da curva escoliótica, de forma precoce, enquanto não for atingida a
maturação da estrutura óssea.
CLASSIFICAÇÃO DA ESCOLIOSE

O diagnóstico de escoliose é mais comum do que imaginamos e chega


a estar presente em até 3% da população em geral.

A escoliose é definida quando existe uma curva na coluna maior do que


10º no plano frontal (vista anterior ou posterior).

Pode ser classificada de acordo com a etiologia em idiopática e não-


idiopática e de acordo com a localização das curvas, torácica, lombar
ou tóraco-lombar.

A escoliose idiopática, por ser a mais frequente na população


em geral não está relacionada a nenhuma origem específica. Mas
pode determinar deformidade da coluna vertebral e das costelas,
provocando inclusive dor na coluna.

No entanto, em crianças e adolescentes, a escoliose muitas vezes não


tem nenhum sintoma visível e não é perceptível até que a curva tenha
progredido significativamente.
A escoliose não-idiopática pode ser dividida em:

o Escoliose de adaptação – no qual surge como um mecanismo


automático de adaptação do organismo a uma nova situação. Sendo
o exemplo mais comum a diferença no comprimento dos membros
inferiores;

o Escoliose malformativa ou congênita – na qual ocorre durante


o desenvolvimento do feto, apesar das causas serem irreversíveis.
O tratamento atenua o agravamento da deformidade, previne o
surgimento de dor e de complicações viscerais;

o Escoliose neurológica ou distrófica – que se desenvolvem associadas


a patologias neurológicas e musculares. Como: paralisia cerebral,
mielomeningocele, paralisia por traumatismo, poliomielite, distrofias
musculares, neurofibromatoses, entre outros.

ETIOLOGIA
A literatura tem descrito que o desenvolvimento da escoliose é
influenciado por diversos fatores de risco, tais como: índice de massa
corporal (IMC), estatura, crescimento acelerado durante a puberdade,
fatores sociais (escolaridade, rede de ensino frequentada), hábitos
comportamentais e posturais inadequados, sendo estes últimos os
principais fatores predisponentes.

Exemplos de hábitos de vida praticados por estudantes, tais como:

o Utilizar mochilas pesadas, transportá-las de modo assimétrico;

o Longo tempo e postura inadequada durante a posição sentada;

o Utilização de mobílias inadequadas;

o Assistir por muito tempo televisão;


o Dormir menos de sete horas por dia;

o Tabagismo;

o Sobrepeso e fatores psicossociais.

Esses foram identificados como fatores de risco para o surgimento de


problemas posturais e, consequentemente, lombalgias que acometem
essa população.

A progressão da curva da escoliose ainda é pouco compreendida, mas


sabe-se que vários fatores podem afetar esse processo.

A mecânica da coluna, a nutrição, a influência hormonal e a tendência


genética estão entre os fatores que podem influenciar.

FISIOPATOLOGIA
A coluna vertebral apresenta um padrão linear quando vista no plano
frontal, de curvas fisiológicas no plano lateral. Quando visto de cima
para baixo, todas as vértebras devem estar alinhadas umas com as
outras.

No plano lateral, é possível observar duas curvas naturais: na área do


tórax é chamada cifose, e na área da lombar é denominada lordose.
A escoliose surge quando há uma alteração do alinhamento no plano
frontal com curvatura maior do que 10°, medido por meio do ângulo de
Cobb.

A escoliose não é apenas uma curva no plano frontal, mas sim uma
rotação das vértebras que acaba culminando em alterações de todos os
planos da coluna.
Quando vista de cima para baixo, a escoliose apresenta as vértebras
envolvidas na curva rodadas em relação umas as outras. O que pode
determinar, além de rotação da coluna, deformidades das costelas,
tórax, cintura escapular e pelve.

A escoliose é observada quando há presença de desvios laterais na


coluna, por vezes devido a uma tensão maior em um grupo muscular
e retração em outro grupo muscular, levando a um desequilíbrio
causando este desvio para um dos lados (HARDESTY et al., 2013).

Quando a escoliose não é severa o bastante, pode passar


despercebida pela fase da adolescência. Ou ainda, ser acompanhada
pelo médico e não apresentar progressão que necessite intervenção
cirúrgica.

Nestes casos, quando entramos na fase adulta, pela parada do


crescimento, a maioria das curvas tende a não mais incomodar e
permanecerem estáveis com nenhuma, ou pouca progressão.

Entretanto, em algumas pessoas, as curvas podem progredir devido à


degeneração e causar dor. Seja por desgaste dos discos intervertebrais
ou por compressões de raízes nervosas, interferindo nas atividades
diárias dos pacientes.

Em alguns casos mais graves, pode alterar a capacidade de respiração,


pela deformidade do tórax e diminuição do espaço para os pulmões.
Nestes casos, indica-se a correção destas deformidades, mesmo na
fase adulta.
DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO
DA ESCOLIOSE

Existem alguns sinais físicos comuns que podem indicar escoliose,


como por exemplo:

o O ombro mais alto do que o outro;

o Um lado da caixa torácica parece maior do que o outro;

o Um quadril aparece mais alto ou mais proeminente do que o outro;

o A cintura pode parecer desigual, o corpo se inclina para um lado;

o Uma perna pode parecer menor do que a outra.

A avaliação postural deve analisar os itens de posicionamento e


alinhamento do corpo. Principalmente os segmentos da cabeça,
cintura escapular, membros superiores, coluna cervical, coluna
torácica e lombar, pelve, abdômen e membros inferiores. Através do
posicionamento ortostático com vistas anterior, posterior e perfil direito
e esquerdo.
TRATAMENTO DA ESCOLIOSE
Existem basicamente três opções de tratamento da escoliose em
adolescentes:

o Reforço muscular (tratamento conservador);

o Prescrição de órteses (coletes);

o Cirurgia.

Já o tratamento conservador envolvendo reeducação postural e


reforço muscular geralmente está indicado em curvas menores do que
20º.

As órteses são projetadas para diminuir a progressão da curva, mas


não reduzir a quantidade de angulação que já está presente.
A grande progressão da curva acontece durante a fase de crescimento
da criança e adolescente, e uma vez que o crescimento acabou, há
pouca probabilidade de progressão de uma curva.

Portanto, as órteses geralmente são mantidas até o término do


crescimento do indivíduo. Esses dispositivos geralmente estão
indicados em curvas entre 20º e 40º.

A cirurgia para a escoliose idiopática começa a ser recomendada


quando as curvas são maiores do que 40º a 45º e continuam a
progredir. E para a maioria dos pacientes com curvas maiores que 50º
graus e tem como objetivo reduzir a curva e evitar a progressão da
deformidade.
Os principais materiais utilizados são compostos por parafusos,
ganchos e hastes metálicas com o objetivo de manter a coluna
alinhada. E uma vez que ocorre a fusão óssea após a cirurgia, a coluna
vertebral não se move naquele segmento e a curva para de progredir.

A decisão do tipo de tratamento é baseada principalmente em dois


fatores: o valor angular da curva (magnitude da curva) e a maturidade
esquelética do paciente (quanto de crescimento ainda é esperado).

Em geral, quanto maior o valor angular da curva e menor a maturidade


esquelética do paciente, mais provável é a progressão da escoliose e a
necessidade de intervenção cirúrgica.
O MÉTODO PILATES COMO
TRATAMENTO DA ESCOLIOSE

Independentemente do tipo de escoliose, a sua instalação e fixação


está sempre relacionada com uma retração assimétrica dos músculos
espinhais.

Os músculos espinhais são um conjunto de músculos estáticos da


coluna vertebral, a sua função é sustentar e erguer a coluna.Isto só
é possível graças ao seu trabalho permanente e ao bom equilíbrio
das tensões reciprocas entre os músculos do lado direito e esquerdo.
É graças a estes músculos estáticos que conseguimos alcançar o
equilíbrio entre os nossos ossos e articulações.

Numa escoliose, o bom equilíbrio da coluna vertebral está


comprometido, perante o desequilíbrio os músculos espinhais. Que
são responsáveis pela estabilidade da coluna, e os grupos musculares
envolvidos contraem-se e retraem-se mais de um lado do que do outro.

O método Pilates surge como uma opção muito eficaz no tratamento


da escoliose. Porque consegue trabalhar grupos musculares profundos
e que estão diretamente relacionados com a estabilização da coluna
vertebral.
Um dos princípios do Pilates consiste na centralização da força, o
denominado “Power House”. Com o fortalecimento da coluna o
principal músculo alcançado é o transverso do abdômen, que é
considerado a base para o tratamento de reforço e estabilidade da
coluna.

FORMAÇÃO DAS CURVAS


Para compreendermos como o Pilates pode contribuir no tratamento
da escoliose, é importante compreender como se dá o processo de
formação das curvas.

E baseado nisso, podemos direcionar um programa de exercícios


específicos para cada tipo de escoliose.

o Início da curva (gênese) escoliótica

O processo de formação da curva da escoliose se dá na maioria das


vezes na coluna lombar, salvo exceções onde exista apenas curva
torácica.

Nesse tipo de gênese, normalmente há uma retração assimétrica maior


no lado da concavidade da curvatura, onde estão localizadas as setas
vermelhas. A coluna está em desequilíbrio.
Alguns autores indicam que a formação desse tipo de curva está
relacionada não só à retração do grupo muscular da concavidade. Que
seriam os flexores laterais da coluna, multífideos e quadrado lombar.

Mas também à retração do iliopsoas na convexidade (seta azul), o que


indica que esse grupo muscular também deve ser trabalhado.

Em continuidade a este processo, observa-se uma ação mecânica


compensatória por parte dos estabilizadores do segmento superior ao
da curva de base.

Que se retraem na tentativa de manter o corpo no centro da gravidade


e em equilíbrio, como é mostrado na figura abaixo:

Na tentativa de buscar o equilíbrio, os músculos espinhais vão se


contrair mais do lado esquerdo na zona imediatamente acima da
primeira curvatura (setas cor de laranjas). Devido à retração assimétrica
forma-se então uma segunda curvatura e cabeça volta ao eixo de
equilíbrio do corpo.
PILATES COMO MÉTODO DE
TRATAMENTO PARA ESCOLIOSE

Um programa de exercícios no Pilates deve conter movimentos que


priorizem a ativação dos músculos estabilizadores. E liberação de
músculos em situação de retração, partindo da ativação de Power
House e intenso trabalho de conscientização corporal.

O protocolo de intervenção pode ser dividido em três etapas.


Constando de preparação, parte específica e volta à calma.

A preparação seria o trabalho respiratório. Que melhora também a


capacidade respiratória e promove maior estabilidade à caixa torácica.
Além do trabalho de mobilização da coluna, para devolver flexibilidade
e promover estímulos proprioceptivos em busca da estabilidade da
coluna.
Alguns exercícios específicos do método Pilates, podem ser aplicados
para tratar a escoliose, e são importantes porque trabalham vários
grupos musculares simultaneamente.

Conferindo desta forma uma relação de interligação e sincronia das


respostas musculares, melhorando a capacidade proprioceptiva. Que
está diretamente relacionada à postura correta e estável.

Os movimentos de volta à calma podem ser executados visando o


relaxamento da musculatura trabalhada.

O Pilates envolve bastante exercícios que trabalham de forma


harmoniosa e rítmica trazendo juntamente com a respiração, a
promoção de relaxamento e alívio de tensões.

Vamos ver mais sobre esses exercícios indicados.


EXERCÍCIOS DE PILATES
PARA ESCOLIOSE
Seguem alguns exercícios que podem ser utilizados no tratamento da
escoliose:

1. SIDE BEND

Objetivos
o Fortalecer: Multífideos, quadrado lombar, deltoide, eretores da
espinha, transverso do abdômen, oblíquos interno e externo, e demais
músculos da casa de força.

o Mobilizar: curva lombar.

o Alongar: cadeia lateral.

Instruções
1. Posição inicial: decúbito lateral, membros inferiores estendidos e
posicionados em alinhamento com o tronco. Uma mão apoiada no step
e a outra ao longo do corpo.

2. Realize a flexão lateral do tronco, levando o step para cima,


mantendo a extensão dos joelhos e quadris.

3. Retorne à posição inicial.


2. MERMAID

Objetivos

o Fortalecer: Multífideos, quadrado lombar, eretores da espinha,


transverso do abdômen, oblíquos interno e externo, e demais músculos
da casa de força.

o Mobilizar: curvas lombar e torácica.

o Alongar: cadeia lateral.

Instruções

1. Posição inicial: sentado de lado, apoie uma perna no assento e a


outra no solo e coloque uma mão no step.

2. Empurre o step para baixo e, conduza o braço oposto em direção,


acima da cabeça, transferindo o peso do corpo para o lado do step.

3. Retorne à posição inicial.


3. KNEE STRETCHES

Objetivos

o Fortalecer: quadríceps, isquiotibiais, multífideos, quadrado lombar,


eretores da espinha, transverso do abdômen, oblíquos interno e
externo, e demais músculos da casa de força.

o Mobilizar: curva lombar e torácica.

o Alongar: cadeia anterior.

Instruções

1. Posição inicial: mãos e joelhos apoiados no chão com dorso dos pés
tocando a bola.

2. Realize a extensão de quadris e joelhos, simultaneamente e


mantendo a coluna neutra e escápulas encaixadas.

3. Retorne à posição inicial.


CONCLUINDO

Considerando que a escoliose promove desequilíbrios de força e


comprimento musculares no tronco, apresentando a musculatura do
lado côncavo de maneira retraída e músculos mais alongados no lado
convexo da curvatura (que caracteriza um problema de assimetria
muscular), é necessário que a intervenção fisioterapêutica inclua a
estabilização e a simetria muscular como foco de tratamento.

Assim, um programa de estabilização central, incluindo exercícios de


fortalecimento dos músculos paravertebrais. Deve ser indicado como
meio de reabilitação em alterações posturais importantes, a exemplo
da escoliose.

Estudos demonstram que o método Pilates promove a estabilização


lombo-pélvica e abdominal, além da flexibilidade.

O treinamento da estabilização central, ou do Power House, que


representa a base do método, contribui para um melhor alinhamento
postural. Devido a uma melhor relação entre músculos agonistas e
antagonistas, relacionados ao equilíbrio postural e articular, otimizando
os quadros de escoliose.
PILATES APLICADO À LOMBALGIA:
TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER
PILATES APLICADO À LOMBALGIA:
TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER
Escrito Por Gabriela Zaparoli

Quem nunca teve dor na lombar? Atualmente a lombalgia é uma


queixa frequente em alunos e pacientes que procuram os Studios de
Pilates.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 80% da


população tem, ou terá em algum momento da vida, esse tipo de dor.
No Brasil, 50 milhões de pessoas apresentam por ano a tal queixa, mas
a maioria dos episódios não é incapacitante.

E com o aumento na incidência da lombalgia na população em geral,


pensamos em um guia que vai te ajudar a entender melhor todos os
detalhes sobre a lombalgia, além de contribuir para o tratamento de
seus alunos.

Nesse texto vamos apresentar dados e explicações sobre a lombalgia,


os mitos e verdades, além de explicações de como o Pilates pode ser
aplicado e dicas de exercícios para ser aplicados em suas aulas com os
alunos que sofrem com isso.
A LOMBALGIA

Antes de tudo, vale frisar que a lombalgia, não é uma doença, mas sim
um sintoma. Ela é usualmente definida como dor localizada abaixo da
margem das últimas costelas e acima das linhas glúteas inferiores, com
ou sem dor nos membros inferiores.

Segundo a Pesquisa Nacional da Saúde, feita pelo IBGE em parceria


com o Ministérios da Saúde, 15 a 20% dos adultos tem lombalgia,
sendo que desse número a maioria, (90%), é considerada inespecífica,
ou seja, não está relacionado diretamente a nenhum caso clínico e
pode ocorrer em todas as faixas etárias.

Apesar de o número de doenças da coluna vertebral ser muito amplo,


a lombalgia está mais comumente associada às posturas e movimentos
corporais inadequados durante as atividades de vida diárias e às
condições do trabalho que são capazes de produzir impacto de forma
prejudicial à coluna.
INCIDÊNCIA
o Pessoas sedentárias;

o Sobrepeso;

o Trabalhadores que exercem tarefas com grande sobrecarga física


(muitas vezes em posturas incorretas);

o Indivíduos que permanecem longos períodos em uma mesma


posição, como sentados ou na posição de pé;

o Indivíduos com pouca mobilidade corporal (encurtamentos


musculares) que acabam causando limitações na maioria dos
movimentos diários e sobrecargas exageradas sobre a coluna.

CLASSIFICAÇÃO
De acordo com a duração, a lombalgia pode ser aguda (início súbito
e duração menor do que seis semanas), subaguda (duração de seis a
12 semanas), crônica (duração maior do que 12 semanas) e recorrente
(reaparece após períodos da acalmia), podendo ser considerada
específica, quando relacionada à alguma patologia, inespecífica ou
ocupacional.
TIPOS DE LOMBALGIA

Lombalgia Especifica e Inespecífica


Quando específicas as lombalgias podem estar associadas, ou não, à
dores ciáticas (lombociatalgia) que são as dores irradiadas para glúteo,
coxa, perna e/ou pé.

A lombalgia também pode estar relacionada às disfunções em diversas


estruturas e seus locais de origem podem ser: disco intervertebral,
articulação facetária, articulação sacroilíaca, músculos, fáscias, ossos,
nervos e meninges.

E algumas das patologias que podem estar relacionadas à dor


lombar são a hérnia de disco, osteoartrose, síndrome miofascial,
espondilolistese, espondilite anquilosante, artrite reumatoide, fibrose,
aracnoidite, tumor e infecção. Lembrando que somente 10% das
lombalgias têm causa específica de doença determinada.

Já a lombalgia mais comum ou lombalgia inespecífica representa


grande parte da dor referida pela população. Ela é chamada de
inespecífica, pois não está claro o que realmente está causando a dor,
podemos dizer que não há nenhuma patologia específica que possa ser
identificada como a causa da dor.
Lizer, Perez e Sacata (2012), definem essa lombalgia como um
desequilíbrio do nosso corpo:

“O corpo humano tem um centro gravitacional no qual mantém o


equilíbrio entre músculos e ossos para manter a integridade das
estruturas, protegendo-as contra traumatismos, independentemente
da posição de pé, sentada ou deitada.

Na lombalgia inespecífica geralmente ocorre desequilíbrio entre a


carga funcional, que é o esforço requerido para atividades do trabalho
e da vida diária, e a capacidade do sistema, que é o potencial de
execução para essas atividades.

Esse tipo de lombalgia caracteriza-se pela ausência de alteração


estrutural, o sistema está sobrecarregado somente, ou seja, não há
redução do espaço do disco, compressão de raízes nervosas, lesão
óssea ou articular, escoliose ou lordose acentuada que possam levar à
dor na coluna.”

A flacidez muscular e a falta de condicionamento físico podem


gerar dores fortes e transitórias. Estas ocorrências geralmente estão
relacionadas à sobrecarga e esforços que geram contraturas, distensão
e inflamação local.

Para uma musculatura mal condicionada, o acúmulo de ácido lático


gerado pelo excesso de estresse mecânico e a falta de preparo físico
podem “travar” as costas do indivíduo após o movimento excessivo
ou até mesmo deitado em repouso. Esse tipo de lombalgia pode
ser tratado com sucesso através do Método Pilates, seus benefícios
em relação às lombalgias inespecíficas estão comprovados e bem
estabelecido na literatura científica.
Lombalgia Ocupacional
Atividades que exigem muito tempo sentados ou em pé, carregamento
de carga excessiva, vibração ou posturas não ergonômicas podem estar
relacionadas à lombalgia nos casos em que o preparo físico ou o peso
corporal do paciente não sejam ideais.

As lombalgias ocupacionais costumam ser crônicas, podendo restringir


desde o trabalho, o lazer, as atividades diárias, o sono, a locomoção e
até mesmo os cuidados pessoais devido à dor constante.

A limitação física e a mudança dos hábitos diários podem resultar em


um sentimento de perda que impacta o humor e o estado mental,
podendo levar a alterações psíquicas, como irritação, depressão e
ansiedade, muito comuns nos quadros de lombalgia.

Por isso é sempre importante realizar uma anamnese e avaliação física


em seu aluno/paciente, para identificar hábitos que possam estar
prejudicando a saúde da coluna. Pois o dia-a-dia de cada aluno diz
muito sobre a condição dolorosa que a pessoa está passando.

Como Tratar a Lombalgia?


Os tratamentos para lombalgia variam de acordo com as causas e o
grau da condição clínica do paciente. Usualmente o tratamento inicial
é conservador, utilizando-se repouso, medicação analgésica e anti-
inflamatória, e fisioterapia focada para analgesia.

Segundo Junior, Goldenfum, Siena (2010), os alicerces para o


tratamento da lombalgia são terapia medicamentosa, a fisioterapia
e a reeducação dos pacientes. Vale lembrar que é muito importante
sempre tratar a dor lombar, independente se for um episódio, pois isso
ajuda a prevenir a se tornar crônica. Os autores também comentam
sobre o tratamento na fase aguda da lombalgia:
“Depois de afastadas as causas específicas, o tratamento deve ser
centrado no controle sintomático da dor para propiciar a recuperação
funcional no período mais breve possível. O repouso na fase aguda é
eficaz, porém nos casos de Lombalgia ocupacional não ser prolongado,
devido à ação deletéria da inatividade sobre o aparelho locomotor.”

Quanto as atividades físicas, os mesmos autores afirmam que


é comprovado a eficácia, pois reduz eficazmente a dor, tanto a
antecipada, quanto a induzida. Afirmando que não há dúvidas quanto
às influências positivas do exercício físico.

Passada a fase aguda, sugere-se reforço muscular orientado, com o


objetivo de se prevenir o avanço da degeneração discal e dividir a
carga vertebral com a musculatura adjacente.

E é nesse caso o Método Pilates pode ser utilizado como ferramenta


no tratamento da dor e das fraquezas que causam a lombalgia.
Entretanto, procure sempre um médico para realizar uma boa avaliação
antes do quadro clínico antes de iniciar qualquer tratamento.
POR QUE O PILATES REDUZ
AS DORES LOMBARES?

Independentemente de sua causa, a dor lombar está normalmente


associada à incapacidade de estabilizar a coluna lombar. Isso ocorre
devido à falta de controle dos músculos profundos do tronco, em
especial os multífidos lombares e o transverso do abdômen.

Segundo Fábio França (2008), estudos recentes comprovam a eficácia


da estabilização segmentar lombar como tratamento para a lombalgia,
sendo menos lesiva por ser realizada em posição neutra. Pesquisas
sugerem que sem a ativação correta dos estabilizadores profundos
do tronco, as recidivas do quadro álgico são notadas com muita
frequência.

Com os exercícios de Pilates conseguimos fortalecer a musculatura


estabilizadora da coluna lombar, multífidos e transverso do abdômen.
Dessa forma podemos reestabelecer o equilíbrio da coluna em relação
ao seu centro de massa e criando uma base de músculos fortes que
protegerão à coluna durante as atividades laborais.

Como já dito, mas vale reforças, é muito importante que você como
profissional realize uma avaliação completa antes de serem iniciadas
as aulas. Além disso temos que garantir que o paciente não esteja
em crise ou sinta dor durante a execução dos exercícios. Por isso
afirmo que a atuação do fisioterapeuta, profissional da reabilitação, é
essencial.
DICAS DE EXERCÍCIO PARA
SUA AULA DE PILATES

MOBILIZAÇÃO COM OVERBALL

Objetivo do Exercício: Mobilizar a coluna lombar e pelve.

Instruções:

1- Em decúbito dorsal, com pés apoiados no solo, quadril e joelhos


flexionados. Coloque a overball murcha entre a lombar e o glúteo, sob
a região do sacro.

2- Inspire, e na expiração realize os movimentos de retro e anteversão


pélvica, alternadamente. Pode-se realizar também o movimento do
relógio com a pelve nos sentidos horário e anti-horário.
MOBILIZAÇÃO DA COLUNA
TORÁCICA NA MEIA LUA

Objetivo do Exercício: Mobilizar a coluna torácica, fortalecimento de


flexores da coluna.

Instruções:

1- Aluno posicionado sentado com pés apoiados no solo, joelhões e


quadril fletidos, com a coluna em extensão apoiada sobre a meia lua.

2- Na expiração, flexionar a colunao sem perder o contato da lombar


com a meia lua.
LEG PULL FRONT

Objetivo do Exercício: Dissociação coxo-femoral e estabilização da


coluna lombar e pelve. Fortalecimento dos extensores do quadril e
coluna.

Instruções:

1- Em quatro apoios, com cotovelos e joelhos estendidos posicione


uma bola sobre a região abdominal.

2- Estenda o quadril direito sem hiperextensão e retorne à posição


inicial. Flexione o quadril esquerdo e retorne à posição inicial. Repita os
movimentos alternadamente.

Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve


permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a
lombar estabilizada, sem movimento. Quando já estiver com o controle
muscular melhor, execute sem o apoio sobre a bola.
BACK EXTENSION

Objetivo do Exercício: Fortalecer os músculos extensores da coluna


e do quadril; mobilizar a coluna vertebral.

Instruções:

1- Em pé, mantenha a coluna e o quadril fletidos tendo apoio da


região pélvica e abdominal sobre o Barrel. Mantenha as mãos na nuca.

2- Apoiar os pés na parte de baixo do espaldar.

3- Na expiração realizar a extensão da coluna e quadril e, na


inspiração, retornar à posição inicial.

Com a evolução do aluno, podemos dificultar o exercício colocando


os pés na barra do espaldar. Ainda, se pode dificultar o movimento
ao realizar com cotovelos estendidos e membros superiores no
prolongamento do corpo. Ainda, pode-se utilizar acessórios como o
bastão, a bola e o magic circle.
HUNDRED

Objetivo do Exercício: Fortalecimento dos flexores da coluna.

Instruções:

1- Aluno em decúbito dorsal com joelhos e quadris flexionados e pés


apoiados no solo.

2- Realizar durante a expiração a flexão da coluna elevando os


membros superiores do solo. Com a evolução, se pode começar a
realizar os bombeamentos de membros superiores acompanhando a
inspiração e expiração, mantendo a coluna fletida em isometria.

3- Quando o aluno adquirir maior força e controle pode-se realizar


o exercício sem o contato dos pés com o solo, mantendo quadril e
joelhos fletidos a 90 graus.
FRONT SPLITS NO CADILLAC

Objetivo do exercício: Alongamento de extensores do quadril e


flexores do joelho.

Instruções:

1- Aluno posicionado em pé sobre o Cadillac de frente para o trapézio


com um dos membros inferiores apoiado sobre a parte superior
trapézio. Mantenha quadril flexionado e joelho estendido.

2- Na expiração deslocar o corpo à, estendendo o quadril do membro


inferior de apoio, sem que o calcanhar perca o contato com o solo.

MITOS E VERDADES SOBRE


A LOMBALGIA

Quando o assunto é lombalgia, existem muitas informações que


rondam o assunto. Por isso selecionamos algumas das principais para
falar sobre os mitos e verdades para vocês esclarecerem para seus
alunos quando perguntarem.
A Dor da Lombalgia só Ocorre na
Região das Costas

MITO
Por nosso corpo ser inteiro interligado por nervos a dor na lombar
pode refletir em outras partes do corpo, como nas pernas e até no pé.
Isso ocorre, pois, todos os nervos de membros inferiores ‘saem’ da
região lombar.

Dor por mais de Três Meses já é Considerada Crônica.

MITO
Para se tornar uma dor crônica ela precisa estar ocorrendo há mais de
6 meses, além do que a pessoa já deve estar passando por tratamento.
Caso não haja melhora, é preciso uma avaliação médica para dizer que
ela é crônica.

Nem Sempre a Dor na Coluna Lombar é Lombalgia.

VERDADE
Dor nas costas, dor na região lombar, não são necessariamente
lombalgia. Isso porque esse sintoma pode ser de outros problemas de
saúde e não necessariamente dessa patologia.
O Excesso de Peso é uma das Principais Causas.

VERDADE
O excesso de peso é sim uma das principais causas da lombalgia, isso
porque o sobrepeso sobrecarrega os músculos da região lombar por
aumentar a pressão. Porém esse não é o único motivo e pode ser uma
junção de diversos motivos que gerem dor.

O Tratamento da Dor pode ser Resolvido em Pouco Tempo.

MITO
O tratamento da lombalgia não se resume há atividades físicas e
remédios, é um trabalho de mudança de hábitos, por isso pode ser
mais difícil. Pode parecer que as dores na região lombar que são
agudas sejam fáceis de tratar, porém as crônicas exigem atenção
especial para não acabar prejudicando a qualidade de vida.

A Atividade Física Não é


Indicada na Fase Aguda.

VERDADE
Não é novidade que a postura pode desencadear diversos problemas,
principalmente a lombalgia. E geralmente quando ficamos sentados
por um período de tempo muito longo na frente do computador nossa
postura tende a ser pior. Por isso lembre-se de ficar sempre atento a
como está sentado e alongar de vem em quando.
Salto Alto Prejudica a Coluna e
Pode Gerar Lombalgia.

VERDADE
Ficar em cima de saltos altos exige mais esforço da coluna para
manter o equilíbrio, por isso o seu uso constante pode desenvolver
uma lombalgia. Porém não se esqueça, os sapatos sem salto também
podem gerar dor, uma vez que exige que se trabalhe o músculo da
perna.

Colchão Duro Evita Dor nas Costas.

MITO
A ideia é que o colchão seja firma, não duro. Ele tem que ser adequado
para manter sua coluna alinhada, então nem muito duro, nem muito
mole.
CONCLUINDO

É importante que sempre que houver alguma dor ou desvio na postura


do nosso paciente, trabalhar os problemas para não deixar que eles
evoluam, cuidar de uma lombalgia é o primeiro passo para que não
evolua.

O ideal é procurar o médico antes e ao procurar um Studio de Pilates


tomar o cuidado de verificar se o local possui profissionais capacitados
com experiência no método e em tratar a patologia.

Devemos sempre realizar uma avaliação postural detalhada e


desenvolver um plano de tratamento eficaz.
PILATES ALIADO AO
TREINAMENTO
FUNCIONAL PARA HÉRNIA DE DISCO
PILATES ALIADO AO TREINAMENTO
FUNCIONAL PARA HÉRNIA DE DISCO
Escrito Por Keyner Luiz

Atualmente 5,4 milhões de brasileiros sofrem com hérnia de disco


e muitas vezes confundida com a dor no nervo ciático a hérnia de
disco representa 90% dos problemas relacionados à coluna, sendo
que os outros 10% estão associados à má postura, tumores e fraturas,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A hérnia de disco lombar é considerada uma patologia extremamente


comum, que causa séria inabilidade em seus portadores.Estima-se
que 2 a 3% da população sejam acometidos desse processo, cuja
prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35
anos.

A fuga do núcleo pode ser anterior (mais raros) ou posterior (mais


frequentes). Das hérnias de disco lombares, 90% estão localizadas
em L5-S1 e L4-L5 e as hérnias discais lombares mais comuns são as
paramedianas e colateral direita ou esquerda.

E você sabe como fazer um tratamento com o método Pilates? Nesse


texto você vai encontrar dicas para unir o treinamento funcional ao
método e resolver esse problema muito comum em que muitos alunos
se queixam.
As hérnias discais lombares mais comuns são as paramedianas e
colateral direita ou esquerda. Provavelmente pela localização do
núcleo e pela mobilidade da região lombar, os primeiros 50 a 60 graus
de flexão da coluna ocorrem na lombar, principalmente nos segmentos
inferiores. Com a degeneração do disco intervertebral ocorre uma
diminuição da capacidade do disco de suportar cargas.

COMO TRATAR A HÉRNIA


COM PILATES?

Primeiramente, temos que refletir: O que você acha mais importante a


dor, o diagnóstico ou a causa do problema? Vamos responder ao longo
do texto.

Quando uma pessoa chega para você, instrutor, com a imagem de raio
x, é preciso deixar claro que só olhando para a imagem, não é possível
identificar como a pessoa é, por exemplo qual é o físico da pessoa se
ela é obesa, encurtada ou tem algum tipo de problema, só a imagem
não me diz nada.

O grande problema é relacionar o raio x ou a própria hérnia em si com


dor. Nem sempre o diagnóstico está relacionado.
Você já deve ter escutado falar: “Ah falaram que eu tenho uma coluna
de 90 anos”. Isso não é verdade! Só raio x não quer dizer nada.
Há tanto fatores intrínsecos como extrínsecos que podem causar a
hérnia. Os extrínsecos podem ser: uma carga normal em uma estrutura
normal, a pessoa tem um problema genético e acaba tendo hérnia, por
mais que ela não faça muito esforço.

Quando as pessoas são diagnosticadas com hérnia elas escutam que


não devem realizar uma série de movimentos, e muitos alunos me
perguntam “que movimento eu não posso realizar? E eu respondo:
Nenhum.

Sabe por que? Nem sempre a hérnia vai doer só na hora que toca
o nervo. Mas mesmo assim, sabe por que não pode evitar nenhum
movimento? Porque precisamos preparar o corpo dessas pessoas para
realizar esses movimentos e conseguir se movimentar adequadamente
para sua rotina.

Por exemplo, como você vai falar para uma mãe que ela não pode
realizar o movimento de rotação para trás para ver o bebê no banco
traseiro? Ou para uma senhora que ela não pode fazer inclinação
lateral?

Já as principais causas de dor e hérnia intrínsecas são: hiperativação ou


inibição da musculatura superficial, desequilíbrio articular ou ligamentar
(exemplo: uma falta de mobilidade torácica), falha na ativação da
musculatura profunda.

Uma das outras principais causas de dor e hérnia é também o


movimento burro, mas o que seria esse tipo de movimento? É o
movimento de flexão que não pode ser feito, que você faz, sem querer
fazer.
DICAS PARA CONSTRUIR UMA
AULA DE PILATES

Para fazer uma aula direcionado para o tratamento de hérnia de


disco lombar é necessário trabalhar o músculo Psoas. Por ser uma
musculatura que normalmente está encurtada, consequentemente ela
fica fraca, por isso eu indico trabalhar o fortalecimento e alongamento
dessa musculatura, para conseguir uma eficiência maior.

E como posso testar a força do Psoas? Há duas formas, a primeira você


pede para seu aluno segurar a perna flexionada contra a barriga com
as mãos. Em seguida seu aluno deve soltar as mãos e continuar com a
perna, se logo que soltar o aluno arriar o quadril, pode se concluir que
não tem força.

A segunda forma de medir é pedindo para a pessoa apoiar o pé em


cima de uma estrutura onde o joelho fique em cima da linha do quadril,
e então você pede para ele levantar sem fazer a flexão lombar. Se ela
conseguir segurar o Psoas está ok, caso contrário está fraco.

Trabalhar o quadrado lombar é importante para alongar e diminuir a


dor, eu indico que com um disco de equilíbrio, você auxilie seu aluno
para sentar em cima e se mover de um lado para o outro sentado.
Outro exercício para trabalhar o quadrado lombar é com uma faixa
elástica presa a alguma superfície, você prende o pé e deita, faz a
flexão com a perna do pé preso para cima e para baixo.
Acredito que muitos já ouviram a frase: “Quando tem dor, vamos fazer
repouso”. Mas alguém conhece a alguém que melhorou em repouso?
Não! Só vai melhorar enquanto não “arrumar” seu corpo e para isso é
preciso fazer exercício para isso.

Dica: Se o aluno chega com muita dor, eu o deixo deitado e só


trabalha a respiração por 10 a 15 minutos, depois eu entro com
exercícios de mobilidades e consciência corporal.

Lembrando, você precisa ativar minha musculatura profunda, o


transverso e multífidos. É importante trabalhar o transverso de forma
contraída e dinâmica, então você poderá conseguir sentir e poderá
pedir para ele realizar alguns movimentos como ponte, elevação da
perna e flexão de tronco.

É muito comum, quando a pessoa tem dor trabalhar a flexão de tronco


exageradamente, porque com essa flexão a pessoa tem um padrão em
retroversão. Porém na hora que você faz muita flexão de tronco sem
ativar o transverso, pode machucar a lombar.

Uma dica de ativação de multífidos: Colocar a Psoas deitada de barriga


para baixo, pede para colocar a mão na região da multífidos e ela
precisa sentir ele trabalhando. Como? Você vai pedir para ela fazer a
movimentação do quadril, e então você orienta seu aluno que você
faça esse movimento sem mexer nada, nessa hora você irá sentir o
multífidos.

É preciso trabalhar a ativação da musculatura profunda, porque isso


separa as vértebras, e aumenta o espaço muscular, é essencial para
quem está com problema de dor muscular.
DICAS DE EXERCÍCIOS DE PILATES
PARA HÉRNIA DE DISCO LOMBAR
Antes de fazer o exercício, nós temos engrenagens que trabalham
juntas: O sistema nervoso central, e estabilizadores estáticos, passivos
e ativos.

O estabilizador estático passivo em uma pessoa com hérnia está com


problema, então é preciso que eu utilize as outras duas engrenagens
para conseguir fazer essa voltar a funcionar.

Sendo assim, eu fiz tipo um modelo de tratamento, é um modelo de


como vamos abordar e trabalhar as pessoas com dor. Esse modelo é o
que eu trabalho no curso de movimento inteligente.
O modelo é assim:

o Proteção da coluna – primeiro eu preciso protejo o corpo todo para


conseguir me movimentar;

o Reorganizar a parte articular;

o Melhorar a consciência corporal;

o Reprogramar a musculatura superficial/ neural;

o Melhorar a amplitude de movimento.


Minhas dicas de exercício são:

1. Breathing

Objetivos: Estabilização segmentar, treino cognitivo. Ensinar e treinar


com o aluno a respiração do Pilates.

Instruções:

1- Em decúbito dorsal no mat, mãos apoiadas na altura das costelas.

2- Inspire, deixando as mãos acompanhar a respiração e a


movimentação da caixa torácica.

3- Expire e vá abaixando as costelas e contraindo o abdômen.


Variações: Para aumentar o grau de dificuldade pode-se realizar esse
exercício com os MMII em flexão de quadril e joelhos 90º e com o
magic circle entre os joelhos.
2. Swan no Cadillac

Objetivos: Mobilizar a coluna em extensão, estimular o movimento de


extensão. Fortalecer paravertebrais e multífidus.

Instruções:

1 – Ajoelhado no cadillac com o tronco apoiado sobre uma bola suíça.

2 – Mãos na barra torre.

3 – Na expiração realizar o movimento de extensão de tronco.


Podemos começar apenas fazendo isometria mantendo a posição, e
depois realizar movimentos. Isso irá depender do quadro álgico e da
consciência corporal do aluno.
3. Mobilização Lombar com Overball

Objetivos: Mobilizar a coluna lombar e pelve.

Instruções:

1- Em decúbito dorsal no mat, colocar a overball murcha entre a


lombar e o glúteo, na região do sacro.

2- Inspire e na expiração realizar o movimento de retroversão pélvica.


Pode-se realizar também o movimento do relógio com a pelve nos
sentidos horário e anti-horário.
4. Leg Pull Back

Objetivos: Fortalecer os músculos paravertebrais, tríceps braquial,


ancôneo, deltóide médio e posterior, quadríceps, glúteo médio e
mínimo, iliopsoas, sartório, pectíneo e tensor da fáscia lata.

Instruções:

1- Em posição supinada, deixe as mãos apoiadas ao mat e as pernas


unidas.

2- Retire o quadril do chão estendendo a coluna e retorne.

Dicas e Cuidados:

o Para proteger os punhos o aluno pode utilizar uma ventosa;

o Alinhe ombros, cotovelo e punho;

o Tronco ereto;

o Cuidado para o aluno não realizar flexão de tronco.


CONCLUSÃO
A partir de agora é com você, tente aplicar todas essas dicas em suas
aulas de Pilates e consiga obter a maior reabilitação para seu aluno/
paciente. Tratar e cuidar da hérnia de disco é importante, por isso você
como instrutor tem muita responsabilidade!

Para mais dicas e informações sobre patologias e reabilitações


continue acompanhando o Blog Pilates e todos nossos textos.
DICAS PARA AULAS COM
PORTADORES DE HÉRNIA
DISCAL LOMBAR
DICAS PARA AULAS COM
PORTADORES DE HÉRNIA
DISCAL LOMBAR
Escrito Por Gabriela Zaparoli

Apesar de não haver muitos estudos científicos em relação ao Pilates


como forma de tratamento para hérnia discal lombar, na prática
sabemos que apresenta resultados positivos.

Assim que o paciente sai da fase aguda da hérnia, os médicos indicam


o método como forma de tratamento conservador e também no pós-
operatório quando a cirurgia é indicada.

Nesse texto vamos falar sobre como você instrutor pode começar as
aulas de Pilates especialmente para esse paciente portador de hérnia
discal lombar. Continue lendo!
SOBRE A HÉRNIA DISCAL LOMBAR

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de


90% da população sofre, sofreu ou sofrerá de problemas da coluna. E
em 90% dos casos são de hérnia de disco.

Cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia, segundo dados


do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, cada
vez mais os portadores de hérnia discal lombar estão presentes nos
Studio de Pilates.

A hérnia discal lombar é a passagem parcial ou total, de um órgão ou


formação anatômica, através de um orifício patológico, fora de sua
localização normal.
Estudos recentes demonstraram que, a partir dos 25 anos, as fibras
do anel fibroso começam a degenerar, podendo produzir rachaduras
em suas diferentes camadas. Assim, sob uma pressão axial, o núcleo
poderia passar através das fibras do anel.

E geralmente estão ligados aos fatores de risco, causas ambientais,


posturais, desequilíbrios musculares e possivelmente, a influência
genética. Fatores de risco ambiental têm sido sugeridos, tais como
hábitos de carregar peso, dirigir e fumar, além do processo natural de
envelhecimento.

TIPOS DE HÉRNIA
A hérnia de discal lombar é considerada uma patologia extremamente
comum, que causa séria inabilidade em seus portadores. Estima-se
que 2 a 3% da população sejam acometidos desse processo, cuja
prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35
anos.

Em 76% dos casos há antecedente de uma crise lombar, uma década


antes. A fuga do núcleo pode ser anterior (mais raros) ou posterior
(mais frequentes). Das hérnias discais lombares, 90% estão localizadas
em L5-S1 e L4-L5.

Os tipos de hérnia discal lombar mais comuns são as paramedianas e


colateral direita ou esquerda.
Abaixo separados todos os tipos de Hérnia:

o Hérnia de Schmorl (carácter degenerativo);

o Protusão Discal;

o Extrusão Discal Contida;

o Extrusão Discal não Contida;

o Hérnia Migratória;

o Hérnia Sequestrada.

A aparição da hérnia só é possível se o disco já estiver com


microtraumas repetidos e o anel começar a degenerar. Em geral, a
hérnia aparece após um esforço de levantamento de uma carga com o
tronco em flexão.

A hérnia se produz em três tempos:

1. A flexão do tronco para frente projeta o núcleo para trás, através das
rachaduras preexistentes.

2. No inicio do esforço de levantamento, o aumento da pressão axial


achata o disco e desloca a substancia do núcleo violentamente para
trás, alcançando o ligamento comum posterior.

3. No último momento, quando a retificação do tronco esta


praticamente finalizada, ocorre o fechamento da rachadura por onde
passou a hérnia. Pela pressão dos platôs vertebrais a massa constituída
pela hérnia fica bloqueada debaixo do ligamento comum posterior,
causando intensa dor lombar.

Quando a hérnia discal lombar alcança à face próxima do ligamento


longitudinal posterior as fibras nervosas entram em tensão, podendo
produzir dores e radiculoalgias.
CIATALGIA

O nervo ciático ou nervo isquiático é o principal nervo dos membros


inferiores. Nervo que se origina nas regiões lombar e sacral da medula
espinhal (entre L4 e S3) e fornece inervação motora e sensitiva para a
extremidade inferior.

A dor causada por compressão ou irritação do nervo ciático por causa


de um problema nas costas é chamada de ciatalgia. As causas mais
comuns incluem os problemas na região lombar: hérnia de disco,
doença discal degenerativa, estenose espinhal e espondilolistese.

Nas lesões mais severas e graves, os pacientes poderão apresentar


quadros de fraqueza muscular em uma das pernas ou nas duas, e a
falta de força poderá mudar o padrão da caminhada.

Nesses casos o paciente não consegue ficar de ponta de pé sobre a


perna afetada ou dar passos usando apenas os calcanhares.
COMO O PILATES PODE AJUDAR?

O que devemos fazer em cada fase da patologia? Quando devemos


alongar a musculatura posterior e quando não devemos? Quando
devemos iniciar exercícios mais complexos e/ou desafiadores?

Primeiramente devemos saber quando ou não alongar. O alongamento


para dor ciática pode ser benéfico em uma crise em casos de Síndrome
do Piriforme onde a dor é causada pela compressão do pela tensão ou
contratura do músculo Piriforme.
Em casos onde a ciatalgia é causada por uma hérnia discal lombar
a dor é multifatorial: envolve estímulo mecânico das terminações
nervosas da porção externa do ângulo fibroso, compressão direta da
raiz nervosa e uma série de fenômenos inflamatórios induzidos pelo
núcleo extruso.

Com esse quadro se o aluno estiver em crise de dor, o alongamento da


musculatura posterior pode exacerbar a dor.

Fora do período da crise, devemos sim trabalhar o alongamento da


musculatura posterior, tomando sempre o cuidado, principalmente no
início em manter a coluna mais estável possível. Um dos exercícios que
indico nessa fase é o Tower no Cadillac.
COMO INICIAR A SUA AULA
DE PILATES

Sabemos que a ativação correta do Power House apresenta sucesso na


diminuição das dores lombares causadas por hérnia discal. Mas como
iniciamos as aulas? Quais exercícios?

Costumo trabalhar com esses alunos seguindo as etapas da


estabilização segmentar vertebral, dentro dos exercícios de Pilates. É
dividida em três estágios: cognitivo, associativo e o automático.

1. Cognitivo: educar a maneira correta da contração da musculatura


estabilizadora.

2. Associativo: o objetivo é manter a contração destes músculos ao


mesmo tempo em que são realizados movimentos dos membros e do
tronco. Nesta fase inicia-se o treino de AVD`s.

3. Automático: realização de exercícios que proporcionem desafios e


gestos esportivos, realizados com cuidado para assegurar que não haja
compensação.
Um exemplo de exercício para o estágio cognitivo é o Breathing para
Ensinar e treinar com o aluno a respiração do Pilates.

1 - Em decúbito dorsal no mat, mãos apoiadas na altura das costelas.

2 - Inspire, deixando as mãos acompanhar a respiração e a


movimentação da caixa torácica.

3 - Expire e vá abaixando as costelas e contraindo o abdômen.


1- Manter os joelhos flexionados, pés apoiados no chão e tirar uma
perna de cada vez na expiração.

2- Tirar uma perna por vez, mantendo as duas lá em cima e descendo


uma de cada vez.

3- Tire as duas pernas do chão na expiração.

Podemos realizar esse exercício primeiro sem o rolo, com o aluno


deitado diretamente no mat e evoluir posicionando o aluno no rolo,
estimulando o alinhamento vertebral e estimulando ainda mais a
contração do Power House.

Um exemplo de exercício para o estágio associativo é o Side Splits,


exercício bem conhecido realizado no Reformer.

É importante entendermos que mesmo com hérnia, o aluno deve


realizar exercícios em todas as posições para que ele leve isso para
suas AVD’s. Ele deve aprender a acionar o Power house em todas as
posições.
Objetivos: Alongar e fortalecer os músculos adutores do quadril e ou
fortalecer os músculos abdutores do quadril.

Instruções:

1- Em pé, lateralmente, com um pé na plataforma e o outro sobre o


carrinho.

2- Empurre o carrinho para o lado com os dois joelhos estendidos.

3- Retorne á posição inicial.

CONCLUINDO

O mais importante dessas dicas é que você instrutor saiba qual o


exercício e quando evoluir. Em eventuais crises os exercícios devem ser
ajustados ou até suspensos até a melhora do quadro.

Devemos sempre incluir exercícios corretivos para os padrões de


movimentos funcionais e treino de AVD’s para proporcionar ao aluno
qualidade de vida e um bom prognóstico para a patologia.
CORREÇÃO DA POSTURA –
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
NO PILATES
CORREÇÃO DA POSTURA –
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
NO PILATES
Escrito Por Gracielle Jesus Carneiro

O Pilates é um método de atividade física que trabalha o corpo em


sua totalidade, através de exercícios de fortalecimento e mobilidade,
podendo auxiliar na correção da postura.

Muitos alunos chegam no Studio de Pilates com o objetivo de melhorar


a postura. Mesmo quando ele não tem muito conhecimento do que se
trabalha o método, já existe essa concepção. E está corretíssimo!
Antes de trabalharmos o aluno com esse objetivo devemos realizar
uma avaliação detalhada de sua postura e saber de suas queixas.

Mesmo quando o objetivo do aluno não seja esse, é preciso que o


profissional esteja atento a postura do aluno, já que muitas alterações
e dores no corpo estão associadas com desequilíbrios da mesma.
CONCEITO DE POSTURA

Em relação à postura Kisnner e Colby (2010) conceituam que:

“Postura é a posição ou atitude do corpo, o arranjo relativo das partes


do corpo para uma atividade específica ou uma maneira característica
de suportar o próprio corpo”.

Tribastone (2001) entende postura como a posição mantida pelo corpo,


automática e espontaneamente em harmonia com a força gravitacional
e predisposto a passar do estado de repouso ao movimento.

Para Deliberato (2002) a postura ideal é aquela que apresenta


simultaneamente três características: O gasto energético para
mantê-la é mínimo, adequada e eficiente para o propósito desejado, e
apresenta-se livre de sintomatologia dolorosa.
CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS
RELACIONADAS À POSTURA
Nos dias atuais é muito frequente ficarmos horas sentados em frente
ao computador, tablete e smartphones, sendo que muitas vezes
sentamos de forma errada apoiando o sacro e não os ísquios no
assento.

A altura do olhar em relação à tela muitas vezes é imprópria. Esses


fatores geram uma maior sobrecarga nas estruturas da coluna e talvez
sejam hoje os que mais geram disfunções, e por isso a importância da
correção da postura.

Vale lembrar que existem vários tipos de alterações posturais e que


existem várias causas. Pode haver uma alteração congênita, estrutural,
compensatória, antálgica ou mesmo por hábitos incorretos.

o Dor – devido a sobrecargas em estruturas mais sensíveis e tensão


muscular;

o Diminuição da Amplitude de Movimento – por desequilíbrio de


flexibilidade;

o Fraqueza e ou Desequilíbrios Musculares – devido à má postura


mantida por longo tempo, controle precário da mecânica da coluna
vertebral e estabilização inadequada do tronco, por desequilíbrios
entre comprimento, força e resistência da musculatura.
PILATES NA ALTERAÇÃO E
CORREÇÃO DA POSTURA

Através de recursos disponíveis no Pilates como os seus princípios,


podemos abordar diante das disfunções posturais corrigindo os tecidos
moles do corpo e prevenindo possíveis alterações.

Ao avaliar nossos alunos é preciso fazer a avalição estática e dinâmica,


para então traçar a correção da postura.

A avaliação estática é feita com alguns recursos como a utilização de


fio de prumo ou fotogrametria onde será analisado as assimetrias de
determinadas regiões do corpo.

Já a avaliação dinâmica é feita através de análise e filmagem de


movimentos funcionais que são necessários no nosso dia a dia, como
por exemplo, agachar, andar, girar o tronco, entre outros.

A importância da avaliação dinâmica se dá pois estamos o tempo


inteiro em padrões errados de movimentos e isso pode gerar
sobrecargas e compensações em determinadas estruturas do corpo e
gerar dores.
Nem todas as pessoas que têm importantes alterações posturais
sentem dores, portanto apenas a dor não pode ser parâmetro para
trabalharmos com nossos alunos no Pilates. É preciso a avalição para
perceber e corrigir desequilíbrios do corpo que podem se agravar se
não houver uma intervenção.

A avaliação dinâmica faz-se imprescindível para o trabalho com o nosso


aluno no Pilates e teremos recursos para corrigir possíveis alterações
de padrões de movimento.

O conhecimento das ações anatômicas de diferentes grupos


musculares permite uma base de trabalho para uma análise
cinesiológica e para o domínio das técnicas elementares de solicitação
de um determinado músculo.

Segundo Pedro Pazarat Correia a biomecânica é uma área de estudo


que se ocupa das forças que atuam fora e dentro do sistema biológico
e do efeito que essas forças atuam no sistema.

Para análise do movimento a biomecânica desempenha um papel


importante, porque a partir da aplicação dos seus conhecimentos e
instrumentos de análise, permite detectar erros e fazer alterações á
forma como se realiza o movimento, melhorando a execução.

É preciso que o profissional de Pilates tenha um bom conhecimento da


biomecânica do corpo humano para interpretar os movimentos durante
as aulas, e posteriormente fazer a correção da postura do aluno.
O PRINCÍPIO DA CENTRALIZAÇÃO
E O ALINHAMENTO POSTURAL
O PRINCÍPIO DA CENTRALIZAÇÃO
E O ALINHAMENTO POSTURAL
Escrito Por Michelle De Aguiar Zacaria

Postura é a posição na qual você mantém seu corpo contra a gravidade


enquanto está em pé, sentado ou deitado.

A boa postura implica em treinar o corpo para ficar em pé, andar,


sentar e deitar em posições que gerem menor tensão possível nos
músculos de suporte e nos ligamentos, seja durante o movimento ou
nas atividades de suporte de peso.

A postura correta inclui manter os ossos e articulações no alinhamento


postural ideal, fazendo com que os músculos sejam utilizados de forma
apropriada, evitando alinhamentos anormais da coluna vertebral.
A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO
POSTURAL NO MÉTODO PILATES
Dentro de nossos estúdios de Pilates, a avaliação postural é uma
ferramenta de extrema importância para dar início às atividades.

O ideal é realizarmos uma avaliação que aborde tanto a parte estática


da postura, quanto a parte dinâmica, para podermos traçar os objetivos
corretos e garantir que o Método tenha o efeito desejado de acordo
com a necessidade de cada indivíduo.

Quando estudamos a trajetória de vida do idealizador do Método,


Joseph H. Pilates, podemos afirmar que a influência das técnicas
orientais que visam o relaxamento, respiração, concentração, controle
e flexibilidade, somadas à técnica ocidental, objetivando a ênfase no
movimento com força, deram origem então a essência dos princípios
do Método Pilates.

Atualmente, conforme as atualizações do Método, os músculos


posturais têm grande influência no alinhamento postural do corpo.
Sendo assim, os princípios de concentração, controle motor e precisão
dos exercícios parecem estimular a percepção e alinhamento postural
corporal, baseadas nas respostas proprioceptivas.

O Método de Pilates é um programa completo de condicionamento


físico e mental com muitos exercícios potenciais.

Os benefícios do Método Pilates dependem da execução dos exercícios


com fidelidade aos seus princípios – centralização, concentração,
controle, precisão, respiração e fluidez.

Sua técnica foi reconhecida quando nenhum dos internos daquele


campo de concentração sucumbiu a uma epidemia de gripe influenza
que vitimou outras pessoas de outros campos.
O alicerce principal do Pilates está no fortalecimento do centro de
força, o qual pode ser chamado de Powerhouse ou CORE, é composto
por diversos músculos em torno da parte lombar da coluna vertebral,
entre as costelas inferiores e a linha que vai de um lado ao outro dos
quadris, incluindo o assoalho pélvico.

O Método Pilates tem como foco principal músculos específicos para


realçar este conceito de centro de força:

o Reto do Abdômen;

o Oblíquos Internos e Externos;

o Multifídios;

o Transverso Abdominal;

o Assoalho Pélvico;

o Diafragma;

o Glúteos;

o Psoas.

Esses são os principais músculos estabilizadores do tronco/membros


inferiores, os quais são responsáveis pela estabilização estática e
dinâmica dessa região.

A estabilização central, auxilia o indivíduo a obter ganhos de força,


controle neuromuscular, economia de movimento, potência e
resistência muscular, além de facilitar o funcionamento muscular
equilibrado de toda a cadeia cinética.
ESTABILIZAÇÃO DA COLUNA PARA
O ALINHAMENTO POSTURAL

O CORE é muito importante na estabilização da coluna e da pelve


durante os movimentos, na manutenção do alinhamento adequado da
coluna contra a ação da gravidade.

Na localização do nosso centro de gravidade, na eficiência da cadeia


cinética, no suporte para os movimentos dos membros, na obtenção de
força para os movimentos do tronco e na prevenção de lesões.

Todos esses benefícios podem ser resumidos em um único termo:


eficiência neuromuscular.

A eficácia do sistema neural e muscular permite que os agonistas,


antagonistas, estabilizadores e sinergistas atuem de forma coordenada
no sentido de produzir e reduzir forças, assim como estabilizar a cadeia
cinética em todos os três planos de movimentos.

A maioria dos indivíduos exercitam-se sem prestar a atenção ao início


de cada movimento. Como resultado vemos uma execução incorreta e
alta probabilidade em sofrer lesões.

A ativação do CORE no início de cada exercício, através da respiração,


faz com que o Centro de Força esteja estabilizado e preparado para a
execução de quaisquer atividades.
O Pilates integra todo o corpo, trabalhando de forma isolada ou
conjunta, por meio da aplicação dos princípios de movimento e
estabilidade.

Cada exercício tem um foco muscular ou um objetivo. As áreas de


foco trabalham em níveis progressivos diferentes para tornar possível
à pessoa construir habilidade e coordenação enquanto realiza o
exercício.

Os desvios posturais ocorrem quando a musculatura agonista é fraca e


alongada, enquanto a antagonista é forte e encurtada. A porção fraca
da musculatura permite a deformidade que a porção forte gera.

PROCESSO DE AVALIAÇÃO E
FATORES QUE INFLUENCIAM
A POSTURA

Como já citamos anteriormente, a avaliação postural é de suma


importância dentro de nossa atividade profissional, pois com ela
podemos criar um programa de Pilates de forma mais abrangente e
acertiva.
O processo de avaliação pode adotar uma das seguintes abordagens:

Estática
Indica desequilíbrios musculares ou alterações no comprimento do
músculo (longo, fraco, curto ou tenso).

A postura estática irá indicar áreas de desequilíbrios, dando assim, a


possibilidade de alterar a qualidade do movimento e a habilidade de
realizar o exercício.

Dinâmica
É avaliada durante o movimento em atividades específicas; exercícios
dinâmicos irão demonstrar qualquer padrão incorreto de movimento,
ajudando assim a determinar os exercícios de Pilatesapropriados.

Existem fatores que influenciam a postura, como:

o Condições Hereditárias;

o Posturas que assumimos durante o trabalho ou durante movimentos


repetitivos;

o Fatores Patológicos;

o Trauma – resultando em danos nos tecidos e/ou ossos;

o Equilíbrio Muscular alterado, ou seja, mudanças na interação entre


músculos ou grupos musculares diferentes.
A manutenção da postura deve-se a contração tônica das fibras
musculares estabilizadoras durante um longo período de tempo.

A maioria das pessoas na sociedade moderna, por conta dos novos


hábitos, se beneficiam com exercícios que visam especificamente os
músculos posturais profundos, frequentemente negligenciados.

É muito importante manter o tronco como uma “plataforma estável”


em relação aos movimentos realizados pelos membros.

Esta “plataforma estável” está intimamente relacionada com a


estabilidade do centro de força, a qual pode ser resumida como o
restabelecimento bem-sucedido dos músculos profundos que mantêm
a posição neutra (curvaturas normais) da coluna durante todos os outros
movimentos do corpo.

Quando não há estabilidade do centro de força, observa-se as


alterações posturais, que são cada dia mais comuns em nossos
estúdios.

Arrisco até a dizer que não temos nenhum paciente/aluno que não
apresente nenhuma alteração postural em sua avaliação inicial, ou seja,
dominar este assunto e saber como elaborar o melhor programa de
Pilates para ele, é de extrema importância!

Sendo assim, vamos detalhar as alterações posturais que podem sem


encontradas na avaliação estática e suas principais características.
HIPERLORDOSE

FONTE: Massey, Paul (2012)

Caracterizada pela inclinação anterior da pelve, evidenciando a


fraqueza da musculatura do reto abdominal, dos oblíquos externos,
dos glúteos máximo e médio.

Segundo Kendall & McCreary (1983), os músculos isquiotibiais estão de


alguma forma alongados, mas podem ou não estar fracos.

Nota-se também a posição flexionada do quadril, fazendo com que os


músculos adutores estejam contraídos; além dos músculos da região
lombar e flexores de quadril encurtados e fortes.

Quando pensamos em normalizar todas estas alterações, precisamos


fortalecer e tonificar os músculos abdominais (reto do abdômen e
oblíquos externos), aumentar a flexibilidade dos músculos extensores
das costas (multifídios e eretor da espinha), dos isquiotibiais, dos
flexores e dos adutores do quadril.
RETIFICAÇÃO LOMBAR

FONTE: Massey, Paul (2012)

Este padrão postural é caracterizado por uma curvatura lombar


reduzida, a cabeça e a curvatura torácica estão anteriorizadas e a pelve
encontra-se posteriormente inclinada.

Os músculos reto abdominal e os isquiotibiais estão encurtados –


joelhos podem estar levemente flexionados; já os flexores de quadril
apresentam fraqueza.

As recomendações para melhorar a postura retificada são: alongar


isquiotibiais, fortalecer ou tonificar os flexores de quadril e alongar
músculo reto do abdominal.
CIFOSE

FONTE: Massey, Paul (2012)

Caracteriza-se por uma curvatura exagerada na parte torácica da


coluna vertebral, a cabeça ou o queixo estão projetados para frente,
cervical em hiperextensão.

A musculatura do trapézio (porção descendente) e dos peitorais estão


encurtadas, sendo assim as escápulas tem um padrão de abdução.
Extensores torácicos, trapézio (porção descendente), serrátil anterior e
parte espinal do deltoide estão estendidos ou inativos.

Nessa alteração postural precisamos melhorar o alinhamento da


cabeça; fortalecer o trapézio, os romboides e a parte espinal do
deltoide; melhorar a força do cíngulo dos membros superiores; auxiliar
na melhora do alinhamento pélvico; reduzir a retração e da depressão
das escápulas e alongar musculatura de peitorais.
DORSO CURVO

FONTE: Massey, Paul (2012)

Indicada pelo posicionamento dos quadris projetados para frente


e pela inclinação anterior da pelve. A lordose muda sua forma de
curvatura quase plana para uma curva profunda, menor.

A cifose torácica é maior e pode se estender até a parte lombar da


coluna vertebral.
As características incluem:

o Cabeça projetada para frente, demonstrando fraqueza em flexores


de pescoço;

o Postura ligeiramente cifótica;

o Extensores torácicos fracos;

o Parte lombar da coluna retificada;

o Pelve encontra-se nivelada, mas os quadris estão projetados para


frente;

o Flexores de quadril e glúteos fracos;

o Músculos tensores da fáscia lata tensos;

o Isquiotibiais encurtados e fortes, fazendo com que os joelhos


mantenham-se hiperestendidos;

o Oblíquos externos estendidos e internos em alteração ou encurtados.

Para estes indivíduos temos que melhorar o alinhamento do pé,


fortalecer flexores profundos do pescoço, o trapézio, eretores da
espinha e flexores do quadril, além de alongar isquiotibiais, peitorais e
deltoide.
CONCLUINDO

As alterações posturais, acometem indivíduos que não se adaptaram


a recrutar a musculatura necessária durante os exercícios e,
principalmente, durante as atividades da vida diária.

Estudando a fundo a biomecânica das alterações posturais e o Método


Pilates, percebemos algo em todas as melhorias necessárias para o
indivíduo que apresenta alteração postural, acompanhado de dor ou
não.

Elas iniciam-se com o aprendizado do recrutamento da musculatura que


compõem o Centro de Força e a manutenção desta contração durante
os exercícios e as atividades de vida diária.
PILATES APLICADO PARA
HÉRNIA LOMBAR
PILATES APLICADO PARA
HÉRNIA LOMBAR
Escrito Por Gabriela Zaparoli

A hérnia de disco é considerada uma patologia extremamente comum,


que causa séria inabilidade em seus portadores. Cerca de 5,4 milhões
de brasileiros sofrem de hérnia discal, segundo dados do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A hérnia discal ocorre principalmente entre a quarta e quinta décadas


de vida (idade média de 37 anos), apesar de ser descrita em todas as
faixas etárias.

Estima-se que 2 a 3% da população possam ser afetados, com


prevalência de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35
anos. Em 76% dos casos há antecedente de uma crise lombar, uma
década antes.

Diante desses dados pode-se concluir que é muito comum ter alunos
com essa patologia em seu estúdio. Pensando nisso fiz um texto
completo com tudo que você precisa saber sobre a hérnia lombar e
como o Pilates pode ajudar.
A HÉRNIA LOMBAR

A hérnia lombar consiste de um deslocamento do conteúdo do disco


intervertebral – o núcleo pulposo – através de sua membrana externa, o
ânulo fibroso, ge¬ralmente em sua região póstero lateral.

Estudos recentes demonstraram que, a partir dos 25 anos, as fibras


do anel fibroso começam a degenerar. Isso pode levar a produzir
rachaduras em suas diferentes camadas.

Assim, sob uma pressão axial, o núcleo poderia passar através das
fibras do anel.

A fuga do núcleo pode ser anterior (mais raros) ou posterior (mais


frequentes).Das hérnias discais lombares, 90% estão localizadas em
L5-S1 e L4-L5. As hérnias lombares mais comuns são as paramedianas e
colateral direita ou esquerda.

São fatores de risco, causas ambientais, posturais, desequilíbrios


musculares e possivelmente, a influência genética.

Fatores de risco ambiental seria por exemplo hábitos de carregar peso,


dirigir e fumar, além do processo natural de envelhecimento.
TIPOS DE HÉRNIA LOMBAR

1. Hérnia intra-esponjosa ou Hérnia de Schmorl: Invaginação de


caráter degenerativo do disco para o interior do corpo vertebral.

2. Protusão Discal: Quando o núcleo rompe parcialmente as fibras do


anel, mas permanece contido pelas fibras mais externas.

3. Quando o núcleo se difunde e chega até o ligamento


posterior.

4. Extrusão Discal Contida: Ma qual o núcleo rompe completamente


as fibras do anel, mas mantém integro o ligamento longitudinal
posterior. Se ele estiver unido ao núcleo, pode se reintegrar através da
tração.

5. Extrusão Discal não contida: Quando o núcleo herniado vai além


dos limites do ligamento longitudinal posterior, podendo ficar livre no
interior do canal vertebral.

6. Hérnia sequestrada: Quando parte do núcleo fica bloqueado sob


o ligamento comum posterior e as fibras do anel que se fecham atrás
dela, impedindo o retorno. No interior do foramem.

7. Hérnia migratória: Após chegar ao ligamento comum posterior, a


hérnia pode deslizar para cima ou para baixo.
O quadro clínico típico de uma hérnia discal inclui lombalgia inicial.
E pode evoluir para lombociatalgia (em geral, após uma semana) e,
finalmente, persistir como ciática pura.

Um exame físico adequado é essencial para isso. Podendo inclusive,


através de cuidadosa avaliação de dermátomos e miótomos,
determinar o espaço vertebral em que está localizada a hérnia.

O que é importante enfatizar é que a história natural da ciática por


hérnia de disco é de resolução acentuada dos sintomas em torno de
quatro a seis semanas.

TIPOS DE TRATAMENTO
PARA HÉRNIA LOMBAR

O tratamento inicial da hérnia lombar deve ser sempre conservador,


explicando ao paciente que o processo tem um curso favorável.

No início, logo após a crise o tratamento é medicamentoso com


repouso. Após esse período o médico encaminha o paciente para o
tratamento conservador.
Esse tratamento pode ser fisioterapia convencional, Reeducação
Postural Global, Terapia manual. Como, por exemplo, Maitland,
Osteopatia e miofascioterapia, Acupuntura, Hidroterapia, Pilates.

CIRURGIAS
Apenas 2 a 4% dos casos têm indicação cirúrgica (síndrome da cauda
equina, surgimento de déficits neurológico rápido progressivo).

Atualmente as cirurgias para hérnia lombar vêm evoluindo no sentido


de se tornarem cada vez menos invasivas. Importância especial
tem sido dada ao uso do microscópio cirúrgico e instrumental para
microcirurgia, cirurgias percutâneas e endoscópicas.

Pesquisas relatam a efetividade do tratamento cirúrgico em relação


ao tratamento conservador. Contudo, em outras pesquisas, mostra-se
igual progresso em ambos os tipos de tratamento e em outros estudos
revelam resultados cirúrgicos não satisfatórios a longo prazo.
TRATAMENTOS EM CADA UMA DAS
ETAPAS DA REABILITAÇÃO

Fase Aguda
É iniciada com repouso absoluto para que o disco lesado não sofra
mais compressão. E medicamentos para alívio de dor e diminuição da
inflamação. (Henneman e Shumacher, 1995).

Metas: aliviar a dor, promover relaxamento muscular, diminuir o


edema e a pressão contra as estruturas nervosas sensíveis a dor
(repouso intercalado com períodos de movimento controlado, técnicas
fisioterapêuticas, massagem, manobras miofasciais, tração, Maitland e
reeducar o paciente.

Fase Subaguda
Nesta fase a dor já é mais suportável e permite exercícios de
alongamento e gradual fortalecimento muscular.
Ensinar ao paciente a percepção postural, princípios de estabilização,
exercícios de fortalecimento de tronco e aumento de resistência à
fadiga.
Incluir fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo
para usar a mecânica corporal. Fortalecer membros superiores para
carregar objetos sem induzir desvio e sobrecarga do tronco.

Ensinar movimentos simples de coluna em amplitudes livres de dor.

Ensinar ao paciente como contrair isometricamente os músculos


abdominais e extensores da coluna. Para assim manter o controle da
posição estendida enquanto realiza movimentos simples dos membros.

É fundamental a melhora da postura para os pacientes com hérnia


lombar. Já que muitos apresentam déficit postural como encurtamento
dos músculos ísquiotibiais, insuficiência dos músculos do abdômen
e dos extensores lombopélvicos, consequentemente aumento ou
retificação da lordose lombar, favorecendo assim a degeneração discal.

Fase Tardia
Em geral, o paciente apresenta apenas desconforto. É importante
a manutenção da elasticidade e do tônus muscular associado aos
cuidados posturais.

O paciente ainda terá restrição na flexibilidade (devido a tecido


cicatricial restritivo ou adesões), limitação na força e resistência à fadiga
nos músculos posturais e dos membros e execução lenta.

Na hérnia de disco falta mobilidade de coluna lombar.

Consequentemente, a capacidade de inverter a curvatura para


exercícios de força abdominal mesmo tendo conseguido o
alongamento de ísquiotibiais.
Alguns movimentos ou posições devem ser evitados por
pacientes com hérnia de disco:

o Flexão da coluna;

o Flexão com rotação da coluna lombar, principalmente com carga;

o Retroversão pélvica, principalmente com carga;

o Fortalecimento de abdominais em retroversão.

COMO O PILATES PODE


AUXILIAR NO TRATAMENTO?
O Pilates tem sido procurado como Método de tratamento por se
mostrar bastante eficaz.

Os exercícios de Pilates podem ser praticados por pessoas que


buscam a prática de atividade física. E também por indivíduos com
patologia que necessitam de reabilitação. Principalmente as desordens
neurológicas, ortopédicas, dores crônicas e problemas ortopédicos e
problemas da coluna vertebral.

O Método Pilates utiliza-se de seis princípios para a aplicabilidade da


técnica que são: concentração, controle, o centro, movimentos fluidos,
precisão e respiração.

É uma técnica que visa trabalhar força, alongamento e flexibilidade


mantendo as curvaturas fisiológicas do corpo. Tendo o abdômen como
o centro de força, que é utilizado em todos os exercícios.
As vantagens do Método para os praticantes são inúmeras. Dentre elas
podemos destacar a melhora do condicionamento físico, flexibilidade,
amplitude muscular, alinhamento postural, estimulação da circulação
e melhora da coordenação motora, tais benefícios têm como objetivo
prevenir lesões e alívio de dores crônicas.

Pilates é uma modalidade de exercício utilizada com o objetivo de


melhorar a estabilidade da coluna, bem como resistência e força dos
músculos do tronco.

Esse método enfatiza o fortalecimento dos músculos abdominais e


lombares usando diferentes abordagens. Enquanto mantêm uma boa
postura e alinhamento corporal.

A musculatura abdominal tem um importante papel de suporte que


representa integridade para a coluna lombar. Os músculos abdominais,
principalmente os transversos e os oblíquos, produzem a pressão intra-
abdominal através de contração reflexa. E é esta pressão que, agindo
sobre o diafragma serviria como um mecanismo de atenuação de
cargas compressivas sobre os discos intervertebrais.
O POWER HOUSE

Os exercícios de fortalecimento da musculatura abdominal no Pilates


melhoram a nutrição discal. Isso porque aumentam a difusão passiva
de oxigênio e diminuir a de hidrogênio.

Conhecido no Pilates como “Centro de Força”, “Casa de Força”, o


Power House pode ser descrito como o fundamento mais precioso do
Método Pilates.

Para Joseph Pilates, o Power House era a parte mais importante do


corpo humano e de seu método, constituindo a base da caixa torácica
e a linha que vai de um quadril a outro.

Os músculos que o formam sustentam a coluna, os órgãos internos


e a postura. Podemos descrevê-lo como um cilindro de estabilidade
tridimensional ao redor da coluna, cujo fortalecimento é o maior
objetivo do Pilates.

O centro de força primário é constituído pelo reto do abdômen,


oblíquos, multífido, assoalho pélvico, diafragma, glúteos, psoas e o
transverso do abdômen.
O termo “core” tem sido usado para se referir ao tronco, ou mais
especificamente à região lombo pélvica do corpo. A estabilidade
da região lombo pélvica é crucial para propiciar uma base para os
movimentos das extremidades da parte superior e inferior do corpo,
suportar cargas e proteger a coluna.

O core é formado por 29 pares de músculos com a função de estabilizar


a coluna e a pelve durante os movimentos, mantendo um alinhamento
adequado da coluna. Esses Músculos podem ser divididos em duas
categorias: Músculos Locais e Músculos Globais.

A ativação correta do Power House tem apresentado sucesso na


diminuição de dores lombares.

BENEFÍCIOS DO PILATES
PARA HÉRNIA DE DISCO

Lima et al., em 2009, realizou um estudo em pacientes com hérnia de


disco lombar utilizando o Método Pilates para o ganho de flexibilidade
dos músculos ísquiotibiais.

Observou-se uma melhora significativa da flexibilidade, porém


concluíram que apesar dos resultados, estudos adicionais devem ser
realizados.
O Pilates costuma ser efetivo nas dores causadas pela hérnia de disco
porque os exercícios geram um maior afastamento entre as vértebras.

Com os exercícios do método a postura melhora, os músculos


adquirem maior tonicidade. As articulações tornam-se mais flexíveis e a
forma do corpo torna-se mais equilibrada, ereta e alongada.

O Pilates pode ser usado como progressão do tratamento. Ou ainda,


para prevenção de dor lombar, através do equilíbrio funcional dos
músculos envolvidos na região.

Já que o músculo transverso do abdômen e multífido fazem parte


do Power House. A ativação correta desse grupo muscular durante
a prática de Pilates contribui para uma estabilização lombo-pélvica
necessária para todos os indivíduos com ou sem dor.
EXERCÍCIOS INDICADOS PARA
PACIENTES COM HÉRNIA LOMBAR

Exercícios tradicionais de fortalecimento dos músculos abdominais e de


extensores de tronco tem sido alvo de críticas por submeter à coluna
vertebral a altas cargas de trabalho aumentando o risco de uma nova
lesão.

Pesquisas sugerem que sem a ativação correta dos estabilizadores


profundos do tronco, as recidivas do quadro álgico são notadas com
muita frequência.

Com os exercícios de Pilates realizados de maneira correta e


supervisionados por um profissional, conseguimos a ativação correta
da musculatura estabilizadora da coluna lombar para trabalhar com o
paciente de forma global.

Principais objetivos a serem trabalhados na Hérnia Lombar:

o Estabilização da coluna lombar;

o Dissociação coxo-femoral;

o Fortalecimento abdominal;

o Fortalecimento Paravertebrais.
MINHA EXPERIÊNCIA TRATANDO
HÉRNIA COM PILATES

As primeiras aulas devem ser voltadas para o aprendizado da


contração correta do transverso do abdômen e o multífido lombar.
Início sempre com um programa seguindo as etapas do modelo
de exercícios estabilização segmentar vertebral, desenvolvido por
Richardson, Hodges e Hides que é dividida em três estágios:

1. Cognitivo: Educar a maneira correta da contração da musculatura


estabilizadora.

2. Associativo: O objetivo é manter a contração destes músculos ao


mesmo tempo em que são realizados movimentos dos membros e do
tronco. Nesta fase inicia-se o treino de atividades de vida diária.

3. Automático: Realização de exercícios que proporcionem desafios e


gestos esportivos, realizados com cuidado para assegurar que não haja
compensação.

Alguns alunos no início das aulas precisam utilizar outros recursos


fisioterapêuticos para auxiliar no tratamento.

Trabalho com terapia manual e RPG, e costumo aplicar Maitland e


miofascioterapia no início da aula ou no final dela, dependendo de
como o paciente se apresenta.
Quando necessário também utilizo a eletroterapia (US e TENS). Mesmo
que a estimulação elétrica nas suas formas mais variadas (TENS) não
apresente nenhuma evidência que justi¬fique sua utilização.
Os estudos publicados mostram que não há fundamentos importantes
estabelecendo o seu valor. No meu Studio os alunos sentem mais
conforto após a aplicação de TENS quando necessário.

Atualmente, tenho 42 alunos com hérnia, a maioria hérnia lombar e


todos respondem bem ao tratamento com o Método Pilates.
É claro que deve haver a colaboração do paciente em relação à
presença nas aulas, seguir as orientações em relação à execução das
AVD’s, respeitar o tempo de reabilitação para retorno ás atividades
deixada de lado devido à dor.

Tudo isso para que o tratamento conservador tenha sucesso evitando


recidivas ou até o tratamento cirúrgico.
CONCLUINDO

A literatura aponta como benefícios do Método Pilates, melhora do


condicionamento físico, melhora da circulação, melhora da postura,
diminuição da dor, melhora da força muscular, melhora da flexibilidade,
melhora da consciência corporal e da coordenação motora.

Esses benefícios ajudariam a prevenir lesões e proporcionar alívio das


dores crônicas.

Pilates pode ser uma ferramenta importante para os fisioterapeutas


na reabilitação, por ter uma gama de exercícios que promovem
decoaptação articular, crescimento axial, fortalecimento e alongamento
muscular onde são utilizadas poucas cargas e como números de
repetições diminuídos e também por apresentarem apenas contra-
indicações relativas que não interferem na aplicabilidade da técnica,
mais somente exige um cuidado do profissional habilitado.

O número de praticantes não vem acompanhado com o concomitante


desenvolvimento de pesquisas é necessário maior número de
pesquisas abordando mais variáveis.
TRABALHAR MÚSCULOS ERETORES
DA COLUNA FACILITA A POSTURA
CORRETA
TRABALHAR MÚSCULOS ERETORES
DA COLUNA FACILITA A POSTURA
CORRETA
Escrito Por Francisco Pinto

O nosso foco de estudo é a questão postural e como ela afeta


diretamente no nosso dia a dia. A postura corporal é determinada por
uma gama de fatores e ações de elementos anatômicos, entre eles
os músculos eretores da coluna que junto com os outros músculos
auxiliam na obtenção da postura ereta.

Para uma boa postura, o conceito empregado é entender que


a musculatura deve-se encontrar sadia, tendo a suas finalidades
respeitadas tais como: suporte aos órgão abdominais (vísceras) além
dos próprios músculos internos e externos da região torácica e cervical.
Na má postura, o conceito é inverso causando um gasto excessivo de
energia para se manter. Fora a dor e o desequilíbrio muscular.
ENTENDENDO A POSTURA

Um dos aspectos de grande problema postural que se dá nos dias de


hoje, é o fato de muitos de nós levarmos uma vida sedentária.
A falta da atividade física está diretamente ligada ao enfraquecimento,
perda e manutenção da massa magra (músculos), principalmente no
abdômen e nos músculos eretores da coluna acarretando uma perda no
diâmetro muscular.

Ao carregar e levantar peso de forma errada do chão utilizando o


abdômen e os músculos eretores da coluna já enfraquecidos,
agrava-se ainda mais o problema em questão, devido à fragilidade da
musculatura em querer se manter em uma contração (isométrica).

É por isso mesmo que o profissional deve sempre recomendar e auxiliar


um trabalho de fortalecimento muscular na área torácica e cervical. Mas
muitos alunos/clientes acabam excluindo a realização de exercícios na
região ou deixando para fazer quando o nosso corpo já está em estafa.
A falta de um trabalho mais focado nesse grupo muscular da parede
ântero-posterior acarreta uma instabilidade músculo esquelética
(coluna e músculos menores) principalmente na parte central do corpo
podendo ocasionar o aparecimento de doenças posturais mais comuns
entre as pessoas sedentárias como a lombalgia.

A importância do fortalecimento dos músculos tanto abdominais como


os músculos da coluna vertebral, principalmente da porção posterior do
corpo, é auxiliar na resistência postural diminuindo a ação da força da
gravidade na coluna (discos intervetebrais).
Com o uso de um fortalecimento de todo core (músculos posturais
internos e externos, além do abdômen) e mais um trabalho visando
o aumento da pressão intra-abdominal (PIA) acarreta uma melhora
expressiva, para os próprios músculos eretores da coluna e músculos
lombares como mutifídeos que não se sobrecarregam na tentativa de
manter o alinhamento postural.

São várias as formas posturais que o homem apresenta.

Dentre elas a mais usual é a em pé (na posição anatômica), sentado


ou deitado. Seguindo os estudos iremos focar a posição sentada, a
que mais acarreta possíveis doenças em função de como a pessoa se
posiciona no lugar onde senta.

Além de que, nos dias de hoje, muitas pessoas trabalham sentadas


em frente ao computador ou simplesmente operando uma máquina.
Muitas vezes as cadeiras não são ergonomicamente construídas. Isso
facilita, e muito, o surgimento de doenças lombares em sua maioria
acarretando um aumento de pessoas com enfermidades na parte
lombar da coluna, levando-as aos hospitais e clínicas de reabilitação
postural.

Na posição sentada os músculos tanto abdominal quanto posturais


(eretores da coluna) exercem uma menor incidência de força. A
posição deitada tanto em decúbito ventral como dorsal é a que menos
tem dispêndio de energia para a coluna, pois a coluna vertebral fica
distribuída e equilibrada nos vários pontos do corpo.
MÚSCULOS ERETORES DA COLUNA
– IMPORTÂNCIA DE FORTIFICAÇÃO
PARA POSTURA CORRETA

Os Músculos Eretores da Coluna, em conjunto com os músculos do


Core (Transverso do Abdome, Reto Abdominal, Oblíquo) sustentam a
Coluna Vertebral. A grande importância é a manutenção dos Músculos
Eretores da Coluna através de exercícios tendo como meta a anulação
ou a diminuição da dor dependendo do grau da patologia.

Se exercitar continua sendo a melhor forma para evitar problemas


posturais, e usar o exercício físico como recurso terapêutico para a
prevenção e tratamento de dor lombar.

Pode-se ter como questionamento que os Músculos Eretores da


Coluna sofrem diretamente com a dor podendo fazer um processo
compensatório facilitando o reposicionamento da coluna vertebral
acarretando uma modificação na postura e um falso alívio para a dor.

A relação da dor que muitas vezes dizem sentir na região desse


músculo, se encontra pela perda da resistência isométrica na realização
de uma atividade física. Por isso a importância de seu constante
fortalecimento ou pelo menos a manutenção de sua condição normal.
Outros fatores de um possível surgimento das dores na área da coluna,
está ligado ao exagero de uma atividade física aplicados de uma forma
incorreta, muitas vezes encontrado em atletas como em não-atletas
devido à necessidade dos treinos e jogos.

Num caso de dor na região dos eretores da coluna o músculo sofre


uma atrofia. Porém, com exercícios específicos no local da lesão há um
retrocesso e, com a melhora, a área afetada volta ao normal.
Os músculos extensores do quadril têm uma importância tremenda ao
auxiliar os músculos eretores da coluna. Ambos se complementam na
questão da sustentação do tronco e do quadril, para a obtenção da
postura correta.

Ao entender a necessidade de trabalhar em uma fortificação dos


músculos posteriores mais internos como os eretores da coluna além
de serem imprescindíveis muitas vezes retiram a “responsabilidade
total” dos músculos auxiliares, evitando a longo prazo, um possível
estresse muscular por excesso de função.

Tanto nos exercícios aplicados pelos professores de Treinamento


Funcional, Resistido ou nos estúdios de Pilates.

IDENTIFICANDO DOENÇAS
POSTURAIS
Sabemos por hora que musculaturas posturais fragilizadas, encurtadas,
entre outros fatores, acarretam disfunções e sobrecargas em outras
musculaturas que não foram criadas para suportar toda a estrutura
torácica.
Através de uma anamnese detalhada, minuciosa e bem avaliada
podem ser encontrados problemas como:

1. Lordose e Cifose Excessivas;

2. Escolioses em C ou D;

3. Elevação Excessiva na Crista Ilíaca.

O que pode acarretar em problemas até na marcha do seu aluno/


paciente/cliente. Porém a intenção aqui nesta parte é salientar essas
doenças, e não especificá-las, pois isso será apresentado em futuros
estudos.

Entretanto os profissionais deveriam criar um banco de dados onde


possam fazer um trabalho em conjunto para melhor auxiliar o seu
aluno/cliente verificando sempre, através da anamnese, o problema.
Consequentemente o resultado positivo virá com a diminuição da dor
causada pela patologia ou até a sua recuperação total em alguns casos.
EXERCÍCIOS PARA FORTALECIMENTO
DOS MÚSCULOS ERETORES
DA COLUNA
Agora que entendemos a relação dos músculos eretores da coluna ou
espinha, (dependendo da literatura em que foi retirada) abordaremos
os exercícios.

Os músculos “secundários”, como o abdômen e outros na parte


posterior do tronco, trabalham juntos aos músculos eretores para
a obtenção de uma postura correta. Nesta parte vamos explicar
sucintamente alguns exercícios de Pilates que têm o objetivo de obter
uma melhora.

Os exercícios de Pilates mostrados aqui vão trabalhar vários grupos


musculares em uma forma global.

Muitos dos exercícios aqui citados podem ser realizados tanto com
os aparelhos como: Reformer, Cadilac, Chair, Barrel mas também
no solo (Mat Pilates). Mas vamos focar o aplicado no solo, devido à
possibilidade de o instrutor não ter acesso aos aparelhos.

E os exercícios serão de fortalecimento e melhoria da musculatura do


estudo, porém o Pilates trabalha de forma global, podendo mais de
um músculo ser “ativado” ou seja trabalhando como secundário ou
primário.
1) Ponte ou Pelvic Curl

Figura 1 – Imagem retirada do livro Anatomia do Pilates Ed. Manole dos autores
ISACOWITZ. Rael e CLIPPINGER. Karen; 1.ed, pg. 52

Execução

o Deitado de costas, mãos para baixo e ombro relaxado.

o Expirar e elevar os quadris deixando os joelhos paralelos, sem


comprimi-los para dentro ou expeli-lo para fora.

o Inspire mantendo o alinhamento postural e muscular, conforme


apresentado na imagem.

o Expire retornando a posição inicial e mobilizando a coluna e o tronco


primeiro criando um pequeno C ou se imaginando uma pena e só
então desça suavemente o quadril ficando totalmente alinhado ao chão
como no início do exercício.
2) Extensão Posterior da Coluna ou
Back Extension Prone

Figura 2 – Imagem retirada do livro Anatomia do Pilates Ed. Manole dos autores
ISACOWITZ. Rael e CLIPPINGER. Karen; 1.ed, pg. 66

Execução

o Deitado de costas (decúbito ventral ou pronação), com a testa no


MAT e os braços nas laterais do corpo, com palma da mão pressionado
contra as laterais do coxas, cotovelos estendidos e pernas juntas.

o Expirar e elevar o tronco, pescoço e a cabeça mantendo a parte


superior e média do tronco fora do solo (mat). Não faça uma abdução
dos membros e nem eleve-os. Veja o exemplo da foto.

o Inspire e baixe lentamente o tronco e a cabeça retornando ao solo


devagar.

o Repita o processo na sequência.


3) Serra ou Saw

Figura 3 – Imagem retirada do livro Anatomia do Pilates Ed. Manole dos autores
ISACOWITZ. Rael e CLIPPINGER. Karen; 1. ed, pg. 161

Execução

o Posição inicial: Sente-se com as pernas estendidas e levemente


afastadas, com os pés dorsiflexionados (dorsiflexão do tornozelo-pé).

o Mantenha os braços em abdução na mesma altura do ombro e um


deles ligeiramente para trás como mostrado na foto. E as palmas para
baixo.

o Inspire e rotacione a parte superior do tronco e leve tanto a cabeça e


o tronco para frente, enquanto o braço oposto cruza o meio do corpo
e vá de encontro a perna oposta.

o O braço esquerdo vai ligeiramente para trás porém com uma


pequena elevação mantendo o alinhamento braço-ombro.

o Expire e muito calmamente e delicadamente, levando o braço um


pouco mais para frente, com três movimentos consecutivos no estilo
de uma serra (vai e volta).

o Para retornar mobilize a coluna de baixo para cima sendo a cabeça a


primeira no movimento de ida e a última a se alinhar com o tronco no
final.

o Gire a parte do tronco no sentido contrário, após retornar o


alinhamento axial e recomece o exercício.
o Repita o procedimento cinco vezes para cada lado num total de dez
vezes todo o movimento.

4) Prancha com braços estendidos e


perna estendida alternada e elevada
ou Leg Pull Front

Figura 4 – Imagem retirada do livro Anatomia do Pilates Ed. Manole dos autores
ISACOWITZ. Rael e CLIPPINGER. Karen; 1.ed, pg. 142

Execução

o Posição inicial: apoie o peso do seu corpo em ambas as mãos e nos


dedo dos pés, mantendo os joelhos e os cotovelos estendidos.

o O alinhamento dos ombros e braços conforme mostrado na foto e a


mão com seus dedos para frente paralelos com a cabeça.

o Importante: ombros, joelhos, tornozelos e orelhas criam uma linha


reta entre eles (aproximadamente) essa posição se caracteriza por
comumente ser chamada de apoio frontal.

o Eleve uma das pernas em direção ao teto (extensão), ativando os


músculos posteriores da perna (isquiotibiais).

o Expire e retorne a perna em extensão de volta ao solo.


o Inspire e eleve a perna oposta da mesma forma da anterior ao teto.

o Expire e abaixe a perna retornando os dedos do pé ao solo e


deixando ambos os pés alinhados e calcanhares paralelos entre si.

o Repita cinco vezes para cada perna num total de dez movimentos.

Importante todo o alinhamento axial, assim como tronco, quadril e


lombar devem permanecer sem sofrer alterações (subir ou descer).

CONCLUINDO

Entende-se que a necessidade de realizar exercícios que proporcionam


maior resistência e flexibilidade para os Músculos Eretores da Coluna.

O Método Pilates só acrescenta benefícios para sua mobilidade,


fazendo com que se cumpra bem as exigências posturais.

O alinhamento da coluna melhora, e muito, a questão postural, tanto


que existem atividades físicas como o Pilates que visa a melhoria
dessas áreas.
PILATES NO TRATAMENTO DA
HIPERCIFOSE TORÁCICA
PILATES NO TRATAMENTO DA
HIPERCIFOSE TORÁCICA
Escrito Por Mariana Pinto Quissi

Para saber mais sobre a Hipercifose Torácica, precisamos primeiro


entender algumas estruturas.

A coluna vertebral humana é constituída de trinta e três vértebras


divididas em cinco grupos. São eles:

o Cervical – 7 vértebras na região do pescoço

o Torácica – 12 vértebras na região do tronco

o Lombar – 5 vértebras na região da cintura

o Sacro – 5 vértebras fundidas na região do quadril

o Cóccix – 4 vértebras fundidas na ponta final da coluna

Sua função é estabilizar o corpo, sustentar o peso, proteger a medula


e nervos espinhais, auxiliar na locomoção, postura e mobilidade do
corpo.
HIPERCIFOSE TORÁCICA

Pensando no formato da coluna vertebral, todos nós temos cifose,


que é a curvatura natural da coluna na região das vértebras torácicas.
Porém essa região pode ter um aumento no plano sagital, resultando
na hipercifose torácica, a popular corcunda.

Em um indivíduo diagnosticado com hipercifose, observando de perfil


podemos notar o aumento da curvatura torácica, os ombros fazem uma
rotação interna e o pescoço se projeta levemente à frente.

O diagnóstico correto deve ser dado pelo médico através de exames


de imagens.

A causa da hipercifose torácica pode ser:

1. Patológica – quando o indivíduo naturalmente já tem esse grau de


curvatura mais acentuado, como no caso de doenças congênitas ou por
patologia adquirida como a osteoporose;

2. Traumas – no caso de uma fratura;

3. Postural;

A hipercifose postural é a mais comum, porque a postura que o


indivíduo adota para fazer atividades rotineiras pode desenvolver esse
desvio.
Geralmente pessoas que trabalham sentadas, como dentistas,
costureiras, manicures, secretárias, programadores, estudantes, entre
outros, apresentam a hipercifose torácica causada pela má postura.

O uso do celular constante, também podem agravar o problema


levando em consideração a postura adotada ao utilizar o aparelho,
sempre se curvando para baixo.

COMO A HIPERCIFOSE INTERFERE


NA VIDA DO PACIENTE?

Normalmente esses indivíduos apresentam fadiga, dores musculares


e enfraquecimento muscular, rigidez da coluna torácica e pinçamento
de algum nervo que passa na região vertebral. Mas há casos que são
assintomáticos, ou seja, o paciente não sente dor.

A hipercifose pode interferir diretamente no centro de gravidade do


corpo, causando desequilíbrio e dificuldade na marcha, principalmente
em idosos e a postura se torna visualmente inadequada.

Como ela está localizada na região da caixa torácica, ela limita a


respiração pela falta de mobilidade da coluna, que reduz a capacidade
de expansão dos pulmões e limita o movimento diafragmático.
COMO O PILATES PODE AJUDAR?
O método Pilates pode ser uma ferramenta importante no tratamento
da hipercifose torácica.

Nele, o aluno irá aprender a respirar corretamente e adequar melhor a


sua postura para que os exercícios sejam executados corretamente, em
segurança e de forma mais eficiente, levando isso para seu dia a dia,
melhorando e evitando antigos vícios.

O alongamento dos músculos encurtados e o fortalecimento dos


enfraquecidos, a orientação postural e cuidados ajudam a corrigir o
problema. O trabalho de mobilidade torácica nesse caso também é
importante, pois a coluna se torna mais rígida.

O instrutor de Pilates deve observar esses detalhes e trabalhar da


melhor maneira com seu aluno.
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA
HIPERCIFOSE TORÁCICA

Primeiro, devemos desenvolver no aluno a consciência da importância


em manter a coluna neutra nos exercícios, assim como explicar que o
tratamento deve ser contínuo e leva um tempo para gerar resultados.

Normalmente, pessoas que apresentam hipercifose torácica, têm


encurtamento dos músculos peitorais e os ombros enrolados para
dentro, região que devemos alongar. O paciente também apresentam
rigidez na coluna torácica, trabalhando de forma especial a mobilidade
na região.

A musculatura abdominal e quadril normalmente estão enfraquecida


também.

Os exercícios podem ter outros objetivos que não sejam diretamente


na região da cifose, porém seu posicionamento pode auxiliar no
tratamento de forma indireta.

A seguir, vamos ver alguns exercícios do Pilates que são importantes


no tratamento da hipercifose torácica.
1) Gato
o Como no exercício anterior, posicione-se em quatro apoios
mantendo as mãos alinhadas com os ombros, braços estendidos e os
joelhos alinhados com os quadris.

o Encontre o posicionamento neutro da coluna, mantendo-a alinhada.

o Inspire para elevar o braço de um lado e expire ao retornar.

o Alterne os lados e faça 4 vezes de cada lado.

o A evolução desse exercício é fazer elevando um braço e a perna


contralateral.

o Repita 8 vezes cada lado.


2) Swan

o Deitado no chão, de barriga para baixo, com as mãos apoiadas no


chão, ao lado do peito.

o Inspire para empurrar o chão, estendendo a coluna.

o Expire para retornar.

o Repita o movimento 8 vezes.


3) Perdigueiro ou Quadrúpede
o Como no exercício anterior, posicione-se em quatro apoios
mantendo as mãos alinhadas com os ombros, braços estendidos e os
joelhos alinhados com os quadris.

o Encontre o posicionamento neutro da coluna, mantendo-a alinhada.

o Inspire para elevar o braço de um lado e expire ao retornar.

o Alterne os lados e faça 4 vezes de cada lado.

o A evolução desse exercício é fazer elevando um braço e a perna


contralateral.

o Repita 8 vezes cada lado.


4) Swimming

o Deitado no chão, de barriga para baixo e braços esticados acima da


cabeça.

o Inspire para subir o braço e a perna contralateral.

o Expire retornando e alterne os lados.

o O nome do exercício se refere como se estivesse nadando.

o Repita 8 vezes de cada lado.


5) Abdução de Ombros com
Faixa Elástica
o Sentado ou em pé, coluna neutra, posicione os braços estendidos a
frente na linha do ombro, segurando uma ponta da faixa elástica em
cada mão.

o O aluno deverá fazer o movimento de abdução, ou seja, abrir os


braços, estendendo a faixa elástica e mantendo a coluna alinhada.

o É um exercício de fortalecimento muscular para a região das costas e


alongamento para peitorais.

o Repita 8 vezes e aumente a tensão da faixa elástica com o tempo.


6) Hundred

o Hundred significa cem em inglês.

o É um exercício de resistência e fortalecimento abdominal.

o Deitado, em decúbito dorsal, braços estendidos ao longo do corpo,


palma das mãos voltada para baixo.

o O aluno irá subir um pouco o tronco, contraindo a musculatura


abdominal, com cuidado para não tensionar ombros e pescoço.

o Irá realizar pequenos movimentos com o braço em direção ao chão,


contabilizando cem movimentos, que será a duração do exercício.
7) Desenvolvimento de Ombros
com Molas
o Posicionado em pé ou sentado na caixa, de costas para a torre do
cadillac, com as molas vindo de baixo.

o Braços posicionados 90 graus em relação ao cotovelo, na linha dos


ombros, mãos para cima segurando nas alças das molas.

o O aluno deverá estender os braços simultaneamente acima


da cabeça e retornar à posição inicial, trabalhando deltoides e
alongamento da região peitoral.

o Repita 8 vezes e aumente a tensão da mola com o tempo.


8) One Leg Circle

o Deitado em decúbito dorsal, braços alinhados ao lado do tronco,


coluna bem apoiada no solo.

o O aluno deverá estender uma perna para cima e realizar o movimento


circular.

o Mantendo-a estendida, o movimento deve ser da articulação do


quadril.

o Fazer em uma direção, depois para a outra e trocar de perna.

o Cuidado para que o quadril e coluna não saiam do posicionamento.

o Para o aluno com hipercifose torácica, o posicionamento no solo,


sentindo a coluna corretamente é o desafio. Eles tendem a sair da
posição ou gerar tensões, então é um ponto importante a se corrigir.

o Repita o movimento 8 vezes de cada lado.


9) Oblique Roll Back
o Posicione-se sentado sobre os ísquios, pés paralelos apoiados no
solo, joelho flexionado, braços estendidos a frente paralelos a coxa,
costas retas.

o Desça o tronco com uma rotação, braços abertos na altura dos


ombros e retorne, tomando cuidado para não movimentar membros
inferiores.

o É um exercício para fortalecimento dos oblíquos do abdome.

o Repita 8 vezes cada lado.


10) Saw

o Pode ser realizado no solo ou sentado em alguma superfície mais alta


um pouco a fim de aumentar a amplitude do movimento.

o O aluno deve posicionar-se sentado, com as pernas estendidas e


afastadas, coluna ereta, braços abertos, estendidos na linha do ombro.

o Ele deverá fazer uma rotação de tronco e uma flexão, descendo o


tronco em direção ao pé, porém sem desalinhar o braço da linha dos
ombros.

o O movimento é realizado pelo tronco.

o Lembre-se de manter a coluna sempre ereta e o peitoral aberto,


pessoas com hipercifose tendem a rotacionar os ombros à frente e
fechar o peitoral, fique de olho.

o Repita 8 vezes cada lado.


11) Rest Position
o É um exercício de relaxamento para finalizar a aula.

o Ajoelhado, sente sobre as pernas, desça à frente com os braços


estendidos e pescoço relaxado.

o Mantenha a posição por pelo menos 30 segundos e retorne devagar.

12) Ponte

o Deitado em decúbito dorsal, pelve neutra, pés apoiados no solo e


joelhos flexionados.

o Braços abertos na altura dos ombros com as palmas das mãos


apoiadas no solo.

o Faça uma elevação do quadril, com retroversão da pelve e mantenha-


se na posição por alguns segundos, contraindo glúteos.

o Retorne devagar, descendo torácica, lombar e pelve, que deve ficar


neutra no final do movimento.

o Exercício para fortalecimento de glúteos.

o Repita 8 vezes.
MÉTODO PILATES E A
ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR NA
DOR LOMBAR
MÉTODO PILATES E A
ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR NA
DOR LOMBAR
Escrito Por Rachel Eugênio Pereira

O Método Pilates está sendo cada vez mais utilizado, e as indicações


são variadas: desde a criança até um idoso. São poucas as
contraindicações e com alguns cuidados, uma minuciosa avaliação e
quando aplicado de acordo com seus princípios, o Pilates já mostrou
seus inúmeros benefícios.

Quando se trata de dor lombar, o Pilates têm resultados satisfatórios, o


que mantém o paciente fiel ao método.

Segundo a OMS depois da primeira crise de lombalgia, a recorrência


acontece em 90% dos pacientes e pode ter causas variadas, como por
exemplo:

o Maus Hábitos Posturais;

o Sobrecarga;

o Aumento de Peso;

o Alteração do Centro de Gravidade numa Gravidez;


o Esforço Repetitivo;

o Atividades Profissionais;

o Degeneração de Elementos da Coluna;

o Desequilíbrio Muscular;

Além também de uma falta de estabilização segmentar, causando um


aumento na sobrecarga em uma determinada região, mudando assim a
amplitude não fisiológica da zona neutra.

As principais patologias da coluna que causam dor são:

Hérnia de Disco: Processo que ocorre a ruptura do anel fibroso, com


o deslocamento da massa central, podendo comprometer raízes
nervosas.

Espondilólise: Perda de continuidade óssea entre o processo articular


inferior e o superior de uma vértebra. Pode ser definida também como
um defeito anatômico.

Espondilolistese: Deslocamento anterior ou posterior de uma vértebra


em relação à outra.
ANATOMIA

A cavidade abdominal é o local onde abriga a maioria dos órgãos. A


parte superior, começando pelo diafragma, é a região que fica uma
parte dos órgãos digestivos e a parte inferior é a região onde se
encontra os órgãos genitais, chamada de região pélvica e sua limitação
é o assoalho pélvico.

A parte posterior do abdômen é constituída pelas vértebras lombares,


além dos músculos da parede posterior, fáscia, nervos, vasos e
linfonodos. Os principais músculos posteriores são: quadrado lombar,
psoas maior e ilíaco.

Nessa região contém 5 vértebras, que são inumeradas, sendo


chamadas por L1, L2, L3, L4, L5, sendo sua continuação o sacro,
terminando no coccix.
Os músculos do tronco são divididos em dois grupos:

Músculos Profundos
o Multifídio Lombar

o Transverso Abdominal

o Diafragma

o Assoalho Pélvico

Músculos Globais
o Reto Abdominal

o Oblíquo Interno e Externo

o Latíssimo do Dorso

o Glúteo Máximo

Todas essas musculaturas, de uma forma geral, dão o apoio necessário


para a coluna vertebral e pelve.
MÚSCULOS IMPORTANTES NA
ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR
LOMBAR

A fraqueza ou inabilidade dos músculos profundos faz com que haja


um atraso na ativação dos mesmos, havendo assim uma hiperativação
dos músculos globais, causando uma instabilidade na coluna.

Devido a anatomia do transverso abdominal, sendo mais interno


(abaixo do oblíquo interno e externo), ele tem pouca participação no
movimento. Como um dos principais estabilizadores da coluna, sua
principal função é abraçar o abdômen, aumentando a pressão intra-
abdominal.

Os Multífidos são em forma de pirâmide, da cervical até a base do


sacro, por isso fornecem a estabilização segmentar em toda a coluna.
E para fechar o centro de equilíbrio temos o assoalho pélvico e o
diafragma.

Então, quando os exercícios de Pilates são feitos de forma que esses


músculos estabilizadores da coluna sejam ativados e fortalecidos, a
dor e incapacidade funcional são reduzidas, o que torna o movimento
harmônico.
COMO ATIVAR O TRANSVERSO
ABDOMINAL E MULTÍFIDO

Esses músculos são tão importantes para a proteção da coluna lombar,


porém precisam ser treinados para haver seu recrutamento.

Para contração do Músculo Transverso Abdominal, é necessário


pedir para o paciente, em decúbito dorsal e joelhos flexionados, uma
respiração profunda, e no final da expiração deve se fazer uma pausa
e uma contração do assoalho pélvico, como se estivesse segurando o
“xixi”, de forma lenta.

Ou pode usar a manobra de esvaziamento abdominal, tentando levar


o umbigo à coluna. Será possível sentir a contração do transverso na
palpação, sendo localizado dois dedos para dentro e dois dedos para
baixo da espinha ilíaca anterior.

Os multífidos são facilmente apalpados na região de L4 e L5, onde se


encontram mais superficiais e ao realizar uma leve extensão do tronco
em decúbito ventral.

Um importante aliado para a avaliação do Transverso do abdômen, é


o uso de um biofeedback – o stabilizer. Com ele pode realizar o treino
da contração do músculo e também ser um aliado nos exercícios do
Pilates.
Assim será possível ter as respostas das quais precisamos para ter
certeza que a estabilização segmentar está sendo efetiva. O paciente
pode visualizar o monitor ajudando assim a controlar os músculos
ativos. Isso trará segurança para o fisioterapeuta no tratamento da dor
lombar.

EXERCÍCIOS DE PILATES COM


ATIVAÇÃO DO TRANSVERSO
ABDOMINAL
Esses exercícios deverão exigir a ativação do transverso abdominal
conforme explicado acima.

1) One Leg Stretch

Em decúbito dorsal, joelhos e quadris em 90° pedir para o paciente


esticar um joelho, voltando para a posição inicial. Alternando os
membros inferiores.
2) Scissors

Em decúbito dorsal, joelhos e quadris em 90° pedir para o paciente


encostar a ponta do pé no chão, alternando os membros inferiores.

3) The Hundred

Em decúbito dorsal, bombear os braços para cima e para baixo com


movimentos curtos e rápidos. Acompanhe o movimento dos braços
com sua respiração: inspire durante 5 bombeadas e expire em mais 5.
Pode ser feito com os joelhos e quadris em 90°.

4) Swimming

Em quatro apoios, coluna alinhada, pedir para o paciente esticar


membro inferior direito e membro superior esquerdo, voltando a
posição inicial e alternando os membros.
CONCLUINDO

Quando existem músculos encurtados ou hiperativos e algum outro


fraco, o exercício é realizado com um desequilíbrio muscular. Por
isso quando realiza-se um exercício com o diafragma, transverso
abdmominal, multifidos e assoalho pélvico contraídos, aumenta o
suporte e a proteção da coluna.

Portanto, é necessário o profissional dar constante feedback para


promover um exercício de qualidade e efetivo para dor lombar, onde os
exercícios são modificados conforme a necessidade, aplicados desde a
reabilitação até fitness.

Com todo o cuidado, a associação de Pilates com estabilização


segmentar nas patologias da coluna foi comprovada e consegue trazer
muitos benefícios para pacientes com quadro álgico.
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA A
SÍNDROME DO TEXT NECK
EXERCÍCIOS DE PILATES PARA A
SÍNDROME DO TEXT NECK
Escrito Por Thaísa Mercês

Você sabe o que é a Síndrome do Text Neck?

Com o advento da tecnologia cada vez mais nosso corpo está


susceptível a mudanças de ordem estrutural. Com isso, nos deparamos
com desordens biomecânicas, como por exemplo, anteriorização
da cabeça, protação dos ombros, escolioses adaptativas, contratura
muscular, lombalgias. Uma gama de patologias e algias decorrente aos
maus hábitos adquiridos na correria do dia a dia.

Como não seria diferente, os Smartphones vieram para somar nos


desequilíbrios corporais. Criados a partir de 2007, essa ferramenta
tornou-se uma parte “fundamental” da vida muitas pessoas.

Segundo o Institute Text Neck nos Estados Unidos, especializado em


estudos dessa síndrome: mais da metade da população do planeta
tem telefones móveis. Com isso, podemos concluir que milhões de
mensagens de texto são enviadas todos os dias, ainda mais com os
aplicativos atuais que facilitam essa operação.
Dessa forma, o Dr. Dean L. Fishman, criador do Institute Text Neck e
pioneiro na identificação e tratamento de texto pescoço afirma que
essa síndrome é uma epidemia global que afeta milhões de pessoas no
mundo.

Não cabe aqui, enumerar a infinidade de utilidades que um smartphone


possui. Mas, devemos salientar que a Síndrome Text Neck tem trazido
serias consequências para os usuários deste dispositivo.

O QUE É A SÍNDROME DO
TEXT NECK?

Devemos lembrar que a Síndrome do ‘Text Neck” não se resume em


apenas utilizar smartphones durante o dia. Mas sim no uso abusivo
da tecnologia portátil. O próprio Dr. Fishman define o Text Neckda
seguinte forma:

Síndrome de uso excessivo envolvendo a cabeça, pescoço e ombros,


geralmente resultante de uma tensão excessiva sobre a coluna vertebral
de olhar em uma posição para a frente e para baixo em qualquer
dispositivo portátil móvel, ou seja, telefone celular, aparelho de vídeo
game, computador, mp3 player, e-reader. Isso pode causar dores de
cabeça, dor no pescoço, ombro e dor no braço, compromisso respirar,
e muito mais.
O que acontece na Síndrome do Text Neck é que quando utilizamos
nosso smartphone, realizamos uma flexão exagerada. Com isso, há um
aumento da carga, em medida de peso, sobre toda a coluna.

A medida que o ângulo de inclinação anterior aumenta, o peso


torna-se proporcional a esta angulação. E há deflagração gradual nos
transtornos cervicais, em especial, nesta síndrome.

Para manter toda a postura fisiológica do nosso corpo precisamos ter


musculaturas firmes e uma boa amplitude de movimento.

O excesso desta flexão acaba por alongar demais os extensores


cervicais, que estão por sua vez fracos.

Levando os encurtamentos dos flexores, aumentando assim, a tensão


muscular nesta região. E, esta anteriorização da cabeça leva a uma
compressão posterior do disco, extensão da cervical alta (c1-c2), e
flexão/ retificação da cervical baixa (c3- c7).
Para aliviar essas queixas e melhorar os sinais e sintomas adotados com
a má postura, devido a síndrome Text Neck. O Pilates vem como uma
ferramenta valiosa de tratamento e reeducação para o paciente/cliente.

Vamos saber abaixo quais exercícios são indicados para ajudar um


paciente com essas queixas

EXERCÍCIOS DE PILATES INDICADOS


PARA SÍNDROME DO TEXT NECK

Exercícios do Mat Pilates, com o Over Ball, Foam Roller ou bastão, são
ótimos para contribuir para melhorar a postura.

Abaixo selecionei os melhores além de uma explicação rápida para


você adaptar com seus alunos. Confira.
1. Em decúbito dorsal, com a cabeça apoiada e alinhada no Foam
Roller, podemos fazer com um bastão a protação e retração dos
ombros. Com os dois ou apenas um braço apoiados no bastão,
realizando a rotação da cervical para o lado oposto. Assim como a
flexão dos ombros.

2. Em decúbito dorsal, com a Over Ball, podem ser feitos movimentos


ativos de flexão, não retirando a cabeça do apoio com a Over Ball (que
estará murcha). Rotações e rotações com inclinação lateral da cervical
também podem ser realizadas.

3. Em decúbito ventral, pede-se ao paciente apoiar a cabeça no tatame


e realizar um discreto afastamento da testa do chão, sem tirar o olhar
do tatame. A extensão da coluna cria uma tendência de flexão da
cervical exigindo a ativação dos extensores.

4. Ainda em decúbito ventral, pede-se para o paciente alongar na


posição de gato. Também pode-se ser feito a posição de gato, com
o bastão ao longo da coluna, e pedir ao paciente estender quadril e
joelho do membro inferior esquerda e flexionar o ombro do membro
superior direito, observando sempre o alinhamento da cabeça.

5. Em decúbito ventral, solicita que o paciente fique de 4 apoios, e


pede para que ele tente encostar umas das orelhas no tatame, como
dica verbal, enquanto o ombro do mesmo lado da orelha flexiona,
como se fosse entregar o Over Ball, que estava sob a mão, ao
terapeuta.

6. Em sedestação, com uma bola de tênis, entre as escápulas, solicita


do paciente que junte e a afaste as escapulas, lembrando sempre da
importância do alinhamento da testa com o queixo.

7. Em sedestação, solicita ao paciente realizar a retração da cervical


baixa, evoluindo com a retração com uma pressão extra do paciente no
sentindo de extensão da cervical.
CONCLUINDO

Com a evolução tecnológica crescendo cada dia mais, esses aparelhos


móbile tem sido usado por pessoas cada vez mais jovens. Concluímos
então que a Síndrome do Text Neck pode afetar cada vez mais
pessoas.

Por isso, sempre que receber um aluno no seu Studio com essas
queixas, espero que essas dicas que você acabou de ler sejam uteis e
você as para o tratamento.
O MÉTODO PILATES
EM PACIENTES COM
ESPONDILOLISTESE
O MÉTODO PILATES EM PACIENTES
COM ESPONDILOLISTESE
Escrito Por Thais Giabani

A espondilolistese é definida como um deslocamento ou


escorregamento de uma vértebra sobre a outra, podendo este
escorregamento ser anterior ou posterior.

É um deslocamento anterógrado da quinta vértebra lombar e da coluna


vertebral sobre o sacro ou menos comumente, da quarta vértebra
lombar e da coluna vertebral sobre a quinta vértebra lombar, onde na
maioria dos casos a quinta vértebra lombar é deslocada sobre o sacro.

Sua nomenclatura deriva do grego spondylos (vértebra) e olisthesis


(escorregamento).

De acordo com Jassi et. Al (2010), a espondilolistese é classificada


em cinco categorias baseadas na sua etiologia: displástica, ístmica,
degenerativa, traumática e patológica (quadro 1).
A ocorrência da espondilolistese é maior na coluna lombar, em especial
entre as vértebras L5-S1.

Quanto aos sintomas, geralmente a espondilolistese é assintomática,


porém podem apresentar dor lombar e ciática bilateral até as nádegas
ou face posterior das coxas, a dor é leve ou moderada inicialmente e
se agrava com movimentos de extensão e rotação.

A progressão da patologia resulta em tensão dos isquiotibiais,


retroversão da pelve, fraqueza dos músculos abdominais e postura
flexionada dos quadris e joelhos.

A COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral estende-se do crânio até o ápice (ponta) do cóccix,


composta por 33 vértebras que são divididas estruturalmente em 5
segmentos:

o 7 vértebras cervicais;

o 12 vértebras torácicas;

o 5 vértebras lombares;

o 5 vértebras sacrais fundidas formando o sacro;

o 4 pequenas vértebras coccígeas fundidas que formas o cóccix.


A coluna vertebral de um adulto possui quatro curvaturas: cervical,
torácica, lombar e sacral. A amplitude do movimento da coluna
vertebral varia de acordo com a região e o indivíduo. Os movimentos
possíveis da coluna vertebral envolvem: flexão, extensão, inclinação
(flexão) lateral e rotação (torção).

PRINCIPAIS MÚSCULOS DA
REGIÃO TORACOLOMBAR
Grupo Anterior
Na região toracolombar, encontram-se os seguintes músculos do
abdome:

o Reto Abdominal;

o Oblíquo Externo do Abdome;

o Oblíquo Interno do Abdome;

o Transverso do Abdome.

Grupo Posterior
São os eretores da espinha (sacroespinhal), o semi-espinhal (da cabeça,
da cervical e do tórax) e os músculos espinais profundos (multífidos,
rotadores, interespinhal, intertransversários, levantadores de costelas).
Grupo Lateral
Composto por dois músculos, são eles:

o Quadrado Lombar;

o Iliopsoas.

TRATAMENTO DA
ESPONDILOLISTESE
O tratamento da espondilolistese deve iniciar de um jeito conservador
antes de uma indicação cirúrgica. São indicados nestes casos exercícios
de alongamento e estabilização da musculatura lombar.

Na maioria dos casos de espondilolistese, o tratamento conservador


tem sido a escolha inicial, pois tem como objetivo o tratamento das
dores lombares, a restauração da amplitude de movimento (ADM)
e por consequência a sua função, assim como o fortalecimento e a
estabilização dos músculos espinhais.

Segundo FRANÇA et. al, (2008); os músculos mais fortes não possuem
grande valia em questões de prevenção dos problemas que acometem
a coluna, sendo assim esta prevenção está atribuída aos músculos de
resistência.

Sugere-se que o modelo mais seguro de estabilização lombar, não


seriam os exercícios de força, mas sim os de resistência, que manteriam
a coluna em posição neutra, e encorajaria o paciente a recrutar os
músculos mais profundos através da co-contração.

Os exercícios de estabilização são precisos e específicos, levando a


redução da dor e dos reflexos de inibição muscular, caracterizam-
se por atividades de intensidade baixa dos músculos profundos do
tronco, principalmente o transverso do abdômen e o multífido lombar
(PUPPIN, 2010).
Existem dois sistemas musculares que atuam na estabilidade espinal,
sistema global e o sistema local (O’SULLIVAN, 2000 ).

o Sistema Global: composto pelo reto abdominal, oblíquo abdominal


externo e a parte torácica lombar do iliocostal e proporciona a
estabilização geral do tronco.

o Sistema Local: composto pelo multífido lombar, transverso


abdominal, diafragma, fibras posteriores do oblíquo interno e
quadrado lombar, responsáveis por fornecer estabilidade segmentar e
controlar diretamente os segmentos lombares.

Exercícios de estabilização segmentar promovem contração dos


músculos transverso do abdômen e multífidos e são eficazes para
redução da dor e da incapacidade em lombalgias crônicas.

O MÉTODO PILATES E
A ESPONDILOLISTESE

O método Pilates vem sendo utilizado no tratamento de patologias


relacionadas à coluna vertebral, trazendo entre outros benefícios a
melhora das funções e da dor do paciente, como a espondilolistese.
Estes benefícios se dão através de exercícios que possibilitam o
aumento da força dos músculos estabilizadores da coluna, melhorando
da flexibilidade da cadeia posterior e maior resistência muscular
do corpo como um todo, e estes são fatores importantes a serem
recuperados em pacientes com patologias na coluna.

Exercícios de Pilates para a Espondilolistese:

1) Hundred na Bola
o Exercício gera tonificação de todo centro de força, dando
estabilidade a coluna, podendo ser realizado tanto com os joelhos
fletidos quanto com os joelhos estendidos (avanço).

o O paciente deve inspirar elevando a cabeça e o tronco até a base das


escápulas. Bombear os braços para cima e para baixo com movimentos
curtos e rápidos.

o Acompanhe o movimento dos braços com sua respiração: inspire


durante 5 bombeadas e expire em mais 5.

2) Posição do Gato com Membros


alternados sobre a Bola
o Exercício que recruta toda musculatura profunda da coluna, músculos
transverso do abdome, multifido lombar e reto do abdome, pode ser
executado com ou sem o auxílio da bola (evolução).

o A pelve do paciente deve permanecer em posição neutra, levar a


cicatriz umbilical em direção a coluna lombar e manter esta contração
durante todo o exercício.

o O paciente deve retirar alternadamente os membros inferiores


durante cada expiração, de forma que a pelve permaneça neutra.

o A princípio o paciente deve elevar a perna com os joelhos


fletidos, e a evolução pode envolver o membro inferior em extensão e
ainda alternando os membros superiores de forma contralateral.

o Realizar 10 repetições de cada lado.


3) Prancha Frontal
o Exercício recruta os músculos abdominais superficiais, profundos e
multífido lombar.

o Paciente deve posicionar-se em decúbito ventral, onde os apoios são


os antebraços e a ponta dos pés.

o A coluna deve estar devidamente alinhada e a cicatriz umbilical


contraída em direção a coluna lombar e manter esta contração durante
todo o exercício.

o Atenção também aos ombros que não devem estar de forma


relaxada. Permanecer nesta posição por 30 segundos, repetir por 4
vezes.

4) Ponte
o Este exercício tem como objetivo o recrutamento da musculatura
transverso do abdome, multífido lombar, reto do abdome e glúteo
máximo.

o O paciente deve iniciar em decúbito dorsal, membros inferiores


flexionados abertos na largura do quadril e pés totalmente apoiados.

o Manter a cicatriz umbilical totalmente contraída em direção a lombar,


elevar a pelve durante a expiração.

o Realizar o movimento por 8 repetições.


5) Ponte com Flex
o Assim como o exercício anterior este exercício tem como objetivo o
recrutamento da musculatura transverso do abdome, multífido lombar,
reto do abdome e glúteo máximo, além de toda musculatura adutora
dos membros inferiores.

o O paciente deve iniciar em decúbito dorsal, membros inferiores


flexionados posicionando o flex entre eles, e pés totalmente apoiados,
cicatriz umbilical em direção a coluna.

o Durante a expiração o paciente deve elevar a pelve e apertar o flex


entre os membros de forma sincronizada.

o Realizar 8 repetições.

6) Ativando o Centro de Força


o Exercício de estabilização recruta os músculos transverso do abdome,
multífido lombar, reto do abdome, reto da coxa e iliopsoas.

o Paciente em decúbito dorsal, realizar flexão da articulação


coxofemoral, extensão de joelhos, e de membros superiores
sustentando a bola entre os membros alternados.

o Paciente deve expirar enquanto “aperta” a bola entre os membros


contralaterais e inspirar durante a troca. A cicatriz umbilical deve
permanecer contraída em direção a coluna durante todo o exercício.

o Repetir por 10 vezes.


7) Leg Pull Front
o Tem como objetivo a dissociação coxo-femoral e estabilização da
coluna lombar e pelve. Fortalecimento dos extensores do quadril e
coluna.

o Durante todo o exercício o centro de força deve estar ativado,


a pelve deve permanecer neutra, e a lombar estabilizada sem
movimentos.

o O paciente deve permanecer de quatro apoios, com os membros em


extensão, (para principiantes pode-se posicionar uma bola na região da
pelve como um “suporte” até que o mesmo tenha o controle muscular
necessário para realizar sem a bola), de forma alternada realizar a
elevação do membro inferior sem realizar uma hiperextensão.

o Repetir por 10 vezes.

8) Prancha Lateral
o Tem como objetivo recrutar os músculos estabilizadores laterais,
em especial o quadrado lombar, otimizando a ativação lateral e
minimizando a sobrecarga na coluna lombar.

o O paciente deve se colocar lateralmente ao solo, realizar apoio com


um dos braços e inicialmente com os joelhos, deixando o corpo todo
alongado.

o Em um nível mais avançado deve estabelecer o ponto de apoio nos


pés, mantendo sempre sua coluna alinhada e a musculatura abdominal
bem contraída.

o Manter a postura por 30 segundos, realizar 4 repetições.


9) Flexão de Membros Superiores
sobre a Bola
o Proporciona estabilização da coluna e pelve com fortalecimento dos
abdominais, paravertebrais e membros superiores.

o O paciente deve permanecer em decúbito ventral com o abdômen


apoiado na bola os braços estendidos à frente e as pernas unidas,
quanto mais próximo dos pés a bola estiver maior o nível de
dificuldade, o troco deve ficar reto, pernas unidas e os braços em
extensão.

o Inspire, flexionando os cotovelos e descendo o tronco, e expire


esticando novamente os cotovelos.

o Contraia o abdômen para alinhar as costas com os quadris e não


deixar a bola se mover.

o Repetir 8 vezes.

10) Alongamento dos Paravertebrais


o Promove alongamento dos músculos eretores lombares, músculos
dos glúteos e isquiotibiais.

o O paciente deve posicionar-se em decúbito dorsal, abraçando os


joelhos contra o peito, realizar uma respiração lenta, manter a postura
por 30 segundos.

o Realizar 3 vezes.