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Termo 2 – Segunda Lei da Termodinâmica

Revisão da última aula

Vamos relembrar cada processo termodinâmico estudado anteriormente.


(http://bit.ly/1c6dDCS)

a) O processo A - B é isotérmico?

P 1 V 1 =nRT
P 2 V 2 =nRT

P k V k =nRT

b) Em qual(is) processo(s) o sistema ganha e


perde calor?
Revisão da última aula

Expansão livre: vamos observar que este é um processo IRREVERSÍVEL.


(http://bit.ly/K1tGW7)

Compare cuidadosamente os dois exemplos:

Sistema isolado.

Sistema em contato
térmico com o ambiente.

ESTADOS FINAIS IGUAIS, mas existe diferença entre


estes dois eventos???
Revisão da última aula

Δ E=0
Na expansão livre: W =0
Q=0

Processo Irreversível (a expansão se dá sem “controle”).


Não há possibilidade de retornar espontaneamente ao
estado inicial

Δ E=0 (final=inicial)
No segundo processo: W ≠0
Q≠0

Processo Reversível (é possível repetir conhecendo a forma de ir de


um estado inicial para um final).

Parece que precisamos reformular alguma coisa!!!!


Segunda Lei da Termodinâmica

… Um problema com a Primeira Lei!!!!


Segunda Lei da Termodinâmica
Segunda Lei da Termodinâmica

• Os dois exemplos aqui mencionados, assim como outros tantos,


seriam perfeitamente viáveis pela 1a lei da termodinâmica. Nos
dois casos há conservação da Energia!

• O que faz com que estes eventos não sejam observados?

• Origem do problema: maior eficiência das máquinas Térmicas!

• Irreversibilidade, a seta do tempo e... ENTROPIA.

A segunda lei da Termodinâmica


Segunda Lei da Termodinâmica

O enunciado de Kelvin (K)

É impossível realizar um processo cujo


único efeito seja remover calor de um
reservatório térmico e produzir uma
quantidade equivalente de trabalho.
Segunda Lei da Termodinâmica

Convém notar que:

• O enunciado de Kelvin não implica que não se possa transformar calor completamente em
energia mecânica.

Na expansão isotérmica de um gás ideal tem-se:

Mas o estado final do sistema não é o mesmo que o inicial pois há variação da
pressão do gás.

Para termos uma máquina térmica precisamos de sistemas que operem em


ciclos. A completa transformação de calor em trabalho não é o único efeito.
Segunda Lei da Termodinâmica

O enunciado de Clausius:

É impossível realizar um processo cujo único efeito


seja transferir calor de um corpo mais frio para um
corpo mais quente.
Segunda Lei da Termodinâmica

Convém notar que:

• O enunciado de Clausius não implica que não se possa transferir calor de um corpo mais
frio para um corpo mais quente.

Podemos expandir um gás


ideal isotermicamente Aqui também há mudança do
a T1 e depois comprimi-lo estado final do gás ideal. A
completa transferência de
adiabaticamente até T2 > T1 calor de um corpo para o
de forma que: outro não é o único efeito.
Segunda Lei da Termodinâmica

Motor térmico: processo cíclico


Segunda Lei da Termodinâmica

Motor térmico:

O diagrama ao lado representa o


processo cíclico de um motor
térmico e T1>T2

Como Q1> 0, Q2< 0 e W > 0


Segunda Lei da Termodinâmica

Motor térmico:

O rendimento de um motor térmico:


Segunda Lei da Termodinâmica

O enunciado de Kelvin da 2a
lei da Termodinâmica implica
na impossibilidade de existir
um motor térmico perfeito.

É impossível realizar um processo


cujo único efeito seja remover calor de
um reservatório térmico e produzir uma
quantidade equivalente de trabalho.
Exemplo

Uma máquina de Stirling usa n = 8,1 x 10-3 moles de um gás ideal como combustível. A
máquina opera entre 95oC e 24oC a 0,7 ciclos por segundo e o volume da substância dobra
durante a expansão.

a) Qual o trabalho efetuado por ciclo?

b) Qual é a potência da máquina?


c) Quanto de calor é absorvido pela máquina?

d) Qual é a eficiência da máquina?


Exemplo

a) Qual o trabalho efetuado por ciclo?


12 – expansão isotérmica
34 – compressão isotérmica
23 – transformação isovolumétrica (isocórica)
41 – transformação isovolumétrica (isocórica)

Em processos isotérmicos:

PV =nRT →T (constante)
nRT
P=
V
Vf Vf
1
mas , W =∫ Pdv =nRT ∫ dV
Vi Vi V

Vf Em processos isovolumétricos:
W =nR ln
( )
Vi
T
W =0 (V f =V i )
Exemplo

a) Qual o trabalho efetuado por ciclo?


12 – expansão isotérmica
34 – compressão isotérmica
23 – transformação isovolumétrica (isocórica)
41 – transformação isovolumétrica (isocórica)

V2 V3
W 12 =nRT 1 ln
( )
V1
, W 34 =nRT 2 ln
( )
V4
, W 23 =W 41=0

V 2 =V 3 e V 1 =V 4
V2
W =W 12 +W 23 +W 34 +W 41=nR(T 1 −T 2 )ln
( )
V1

W ={(8.10−3 mol)×(8,31 J / mol⋅K )×(95 0 C−24 0 C) ln 2}=3,3 J

b) Qual é a potência da máquina?


W 3,31 J
P= = ≈2,3 W
t 1,43 s
Exemplo

c) Quanto de calor é absorvido pela máquina?


V2 V1
∣Q1∣=W 12=nRT 1 ln ( )
V1
e ∣Q2∣=−W 34 =nRT 2 ln
( )
V2

V2
∣Q1∣=W 12=nRT 1 ln ( )
V1

={(8×10−3 )mol×(8,31 J / mol⋅K )×368 K ln 2 }≈17J

d) Qual é a eficiência da máquina?

∣Q 2∣
η=1−
∣Q 1∣

T2 279K
η=1− =1− =19 %
T1 368K

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