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CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE PEDAGOGIA

PROJETO INTEGRADOR I

ANA CAROLINA BAIÃO NUNES


R.A: 3382596402

EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Desafios da Educação Inclusiva no Ambiente Escolar

CARATINGA - MG
2019
ANA CAROLINA BAIÃO NUNES

EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Desafios da Educação Inclusiva no Ambiente Escolar

Projeto de Pesquisa apresentado à


Anhanguera-Uniderp, como requisito parcial
para o aproveitamento da disciplina Projeto
Integrador I da 6ª série do Curso de Pedagogia.

Tutor a Distância: Silvana Maria Batista

Caratinga
2019
INTRODUÇÃO
Um Sistema Escolar Inclusivo é aquele cuja comunidade educativa tem o desafio de
conseguir que a generalidade de seus alunos, seja qual forem suas diferenças, consiga ter
sucesso na aprendizagem. A educação especial é fruto da mudança de concepção de
sociedade, do avanço das políticas públicas e dos movimentos sociais que pressionam o
Estado na viabilização de seus direitos como sujeitos sociais e a formação de profissionais da
educação, principalmente dos professores, também é influenciada pelas mudanças ocorridas
na coletividade, no universo do trabalho e na economia do país.
JUSTIFICATIVA
O conceito de necessidades educacionais especiais tem sido muito questionado nos últimos
anos em decorrência de ser um termo amplo e vago, não se restringindo aos sujeitos com
deficiência, mas às minorias excluídas socialmente, e, ainda, a todos àqueles que necessitem
de qualquer apoio para realizar suas atividades regularmente. Construir uma sociedade
inclusiva é um processo de suma importância para o desenvolvimento e preservação de um
Estado democrático. Entende-se por inclusão o direito, a todos, do alcance continuado ao
lugar comum da vida em comunidade, comunidade essa que deve estar orientada por ações de
acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço
coletivo na equiparação de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade, em todas as
dimensões da vida (Diretrizes Nacionais de Educação Especial para Educação Básica
(BRASIL, 2001, p. 13)
A inclusão é enfatizada pela sua abrangência a diferentes grupos excluídos, o que a torna
um processo social que busca favorecer parcela da população, geralmente desfavorecida,
social e economicamente. Na economia, esse discurso é meio para diminuir as diferenças
originadas pelo poder econômico de cada grupo social. De acordo com o Plano Nacional de
Educação – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9394 de 20 de
dezembro de 1996, capítulo V da Educação Especial, artigo 58, define Educação Especial
como “a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de
ensino, para educandos portadores de necessidades especiais” (BRASIL,1996).
PROBLEMA
Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos
pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização
das diferenças, de forma a atender as necessidades educacionais de todos os alunos.
O Plano Nacional de Educação, de 2001 (p.129/130), enfatiza a necessidade de professores
preparados para atender aos alunos com necessidades educacionais especiais, deixando claro
o dever das instituições de educação superior, no que diz respeito à formação de profissionais
qualificados para atender pessoas com necessidades especiais. (BRASIL,2001).
Professores do ensino regular precisam ter acesso aos conhecimentos específicos para
trabalhar com alunos com necessidades educacionais especiais. Nesse contexto, é importante
que os docentes tenham conhecimento a respeito da legislação que orienta a educação
especial, bem como quais os serviços oferecidos por essa modalidade de educação.
Segundo Saviani: “ao adquirir competência o professor ganha também condições de
perceber, dentro da escola, os obstáculos que se opõem à sua ação competente” (SAVIANI,
1995, p. 45).
Assim, Anache (2011) enfatiza então que, há que se rever conceitos, valores e ideologias
para garantir o fortalecimento e a aprendizagem dos alunos com deficiência, em sua maioria,
estigmatizados pelo preconceito que predomina no imaginário social construído em seu
entorno. Enfim, os professores devem submeter-se a um contínuo processo de aprendizagem,
no qual a prática seja revista e repensada, como forma de introduzir mudanças e enfrentar os
desafios que emergem, sobretudo do desconhecimento que ainda predomina nas escolas e na
sociedade a respeito das pessoas com deficiência e suas reais possibilidades de aprendizagem.
REFERÊNCIAS

BATISTA, José Ribamar Lopes. Pesquisas em Educação Inclusiva. 1 ª Ed. Recife: Pipa
Comunicação, 2016

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Declaração de Salamanca e Linha de Ação sobre


necessidades educativas especiais.Brasília: Corde, 1990.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional, nº 9394 de 20 de dezembro de 1996.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação Básica. Diretrizes Nacionais para a Educação


Especial na Educação Básica, Resolução CN/CEB nº 2 de 11 de setembro de 2001.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes nacionais para


a educação especial na educação básica. Brasília: MECSEESP, 2001.

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Assistiva III (PNITA III): principais resultados, análise e recomendações para as políticas
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GALVÃO, N. C. S. S.; MIRANDA, T. G.; BORDAS, M. A.; DIAZ, F (Org.). Educação


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PADIAL. M. S. Processo de integração do portador de necessidades educacionais especiais no


ensino regular. 1996. Monografia (Especialização em Fundamentos da Educação),
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande.

Poker, Rosimar Bertolini. Educação Inclusiva: em foco a formação de professores. 1 ª Ed.


São Paulo: Cultura Acadêmica, 2016.