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AUTODEFESA OU AUTOTUTELA

Na autodefesa as próprias partes defendem seus interesses, aplicada no Direito do trabalho


através das greves, já que o lockout é expressamente proibido no Brasil conforme Art.
17. da Lei LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989, que dispõe sobre o exercício do
direito de greve em que diz: “ Art. 17. Fica vedada a paralisação das atividades, por
iniciativa do empregador, com o objetivo de frustrar negociação ou dificultar o
atendimento de reivindicações dos respectivos empregados (lockout).”[2]

O artigo primeiro da mesma lei, assegura ao trabalhador a defesa de seus interesses, nas
resoluções dos conflitos, por meio da autodefesa através de greve, expressamente descrita
em seu artigo primeiro, “ Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos
trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam
por meio dele defender.”[3] E exercído na forma da referida lei, com o amparo
Constitucional do artigo 9º, que asegura o direito de greve.”[4]

Carlos Henrique Bezerra Leite, leciona que a greve não soluciona o conflito, mas através
desse instrumento coercitivo se obtém a autocomposição:

É preciso advertir, no entanto, que a greve por si só não soluciona conflito trabalhista,
mas constitui importante meio para se chegar à autocomposição ou à heterocomposição.
A rigor, é com o fim da greve que se chega à solução autônoma ou heterônoma do
conflito.[5]

Contudo, é inegável que a autodefesa ou autotutela não se concretiza sem a negociação


coletiva. A negociação coletiva precede qualquer composição dos conflitos coletivos.

AUTOCOMPOSIÇÃO

Forma de solucionar um conflito a partir do consentimento em sacrificar o interesse


próprio, em todo ou em parte, em favor do interesse de outrem buscando a resolução de
um conflito.

A autocomposição é a negociação direita entre as partes interessadas sem a intervenção


de um terceiro. “Este é, realmente, o melhor meio de solução dos conflitos, pois ninguém
melhor do que as próprias partes para solucionar suas pendências, porque conhecem os
problemas existentes em suas categorias.”[6] Pode-se dividir a autocomposição em
“unilateral e bilateral,”[7]esta ocorre quando cada uma das partes faz concessões
recíprocas, o que se denomina de transação, enquanto aquela, é caracterizada pela
renúncia de uma das partes a sua pretensão.

Nesse diapasão, vale a pena destacar a seguinte ementa:

DISSÍDIO COLETIVO DE GREVE. ACORDO CELEBRADO ENTRE AS PARTES.


A finalidade principal da justiça do trabalho é conciliar as partes, alcançando a paz e
harmonia social. Assim, tendo a empresa suscitante e o sindicato suscitado celebrado
acordo dando fim ao movimento paredista, homoçoga-se parcialmente o acordo, com
exceção da cláusula nona, em relação à qual, no termo de acordo, consta a anotação sem
efeito. Processo que se extingue com resolução do mérito, nos termos do art. 296,III, do
CPC [8]
Forma autocompositiva é, principalmente, a negociação coletiva para os conflitos
coletivos e o acordo ou a conciliação para os conflitos individuais. As modalidades de
autocomposição são as seguintes: “renúncia aceitação e a transação”[9]. A renúncia
ocorre quando o titular de um direto deixa de exigi-lo, por ato unilateral seu, em favor de
outrem. Já a aceitação acontece quando uma das partes após analisado a situação em
conflito, reconhece o direito da outra. E, a transação ocorre quando as partes que se
consideram titulares do direito, após análise do conflito em questão, chegam em um
acordo cedendo reciprocamente a alguns de seus direitos em favor do acordo.

HETEROCOMPOSIÇÃO

A heterocomposição é o meio utilizado para solucionar os conflitos decorrentes da relação


de trabalho em que as partes utilizando-se de suas prórias forças não conseguem dirimi-
lo, e utiliza-se, para resolução dos mesmos, de um órgão ou um agente externo e
desinteressado a lide que irá solucioná-lo e sua decisão será imposta às partes de forma
coercitiva. Utiliza-se para o bom entendimento sobre heterocomposição a divisão didática
apontada por Sérgio Pinto Martins, como sendo subdividida em mediação, arbitragem e
jurisdição.[10]

Somente a presença de um agente externo à relação do conflito não caracteriza


heterocompozição. Este tem que ser impositivo, deve impor sua posição influenciando na
solução do conflito.

Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar:

I as ações oriundas da relação de trabalho,


abrangidos os entes de direito público externo e da
administração pública direta e indireta da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

II as ações que envolvam exercício do direito de


greve;

III as ações sobre representação sindical, entre


sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos
e empregadores;

IV os mandados de segurança, habeas


corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver
matéria sujeita à sua jurisdição;

V os conflitos de competência entre órgãos com


jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o;

VI as ações de indenização por dano moral ou


patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;
VII as ações relativas às penalidades administrativas
impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das
relações de trabalho;

VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais


previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais,
decorrentes das sentenças que proferir;

IX outras controvérsias decorrentes da relação de


trabalho, na forma da lei.

§ 1º Frustrada a negociação coletiva, as partes


poderão eleger árbitros.

§ 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação


coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum
acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica,
podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas
as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem
como as convencionadas anteriormente.

§ 3º Em caso de greve em atividade essencial, com


possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério
Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo,
competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito.

Competências em razão das matérias

Conforme Sérgio Martins Pinto p.104, “a competência em razão da matéria vai


dizer respeito aos tipos de questões que podem ser suscitadas na Justiça Laboral,
compreendendo a apreciação de determinada matéria trabalhista.”

A partir dessa definição, o inciso I do artigo 114 da Constituição, ao


adotar relação de trabalho como matéria de competência da Justiça Laboral, estabelece,
então, que toda matéria trabalhista será de competência da Justiça do Trabalho, “sendo
esta competente para analisar relação de trabalho e não qualquer relação
jurídica”{C}[20], isto é, ela é responsável por matéria trabalhista e não somente por
matéria que trate sobre empregador-empregado.

1.1 Competências em razão das pessoas

Cândido Rangel Dinamarco{C}[5], afirma que: “certas qualidades das pessoas


litigantes são levadas em conta pela Constituição e pela lei” e a partir dessas qualidades
serão fixadas as regras da competência em razão da pessoa. Desse modo, o inciso I do
artigo 114{C}[6] ao fazer menção em sua redação à “relações de trabalho”, demarca um
amplo escopo de causas a serem tuteladas pela Justiça Trabalhista, pois, como Sérgio
Pinto Martins{C}[7] ressalta, “relação de trabalho é gênero, que compreende a relação de
emprego”, de modo que na “relação de emprego, o vínculo criado tem natureza privada”,
enquanto nas relações de trabalho o vínculo pode ser tanto de “natureza pública (entre o
funcionário público e o Estado), como de natureza privada (entre o trabalhador autônomo
e os eventuais tomadores de serviço”.

Dessa forma, como afirma Manuela Carvalho de Oliveira Rocha{C}[8], “toda


matéria trabalhista e decorrente de emprego será processada e julgada perante a Justiça
Laboral”.

Assim, disciplinará a Justiça Laboral sobre questões envolvendo empregado e


empregador (conforme a CLT{C}[9]{C},nos artigos 1º e 3º, respectivamente, “toda
pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a
dependência deste e mediante salário” e a empresa individual ou coletiva, que, assumindo
os riscos da atividade econômica assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço,
inclusive os profissionais liberais, as instituições de beneficência e outras instituições
recreativas que admirem trabalhadores como empregados). Vale notar que a
Constituição[10], em seu artigo 7o caput, garante também o direito dos trabalhadores
rurais, bem como a Lei 5.889/73[11] e, assim, será competente para resolver essas
questões a Justiça do Trabalho

Os trabalhadores domésticos também serão apreciados pela Justiça do Trabalho,


conforme o Decreto no. 71.885/73, até porque, conforme Sérgio Pinto Martins[12], “[o
trabalhador doméstico] também é um trabalhador, com direitos semelhantes previstos na
CLT”.

Em relação aos trabalhadores avulsos, afirma Manuela de Carvalho[13], “apesar


de não possuírem vínculo empregatício pela inexistência de subordinação desses
trabalhadores com o sindicato ou órgão de gestão de mão de obra e muito menos com a
empresa tomadora de serviços, estes são definidos como trabalhadores, visto que realizam
atividade física ou intelectual em favor de outrem”. Por conta disso e, como disposto no
próprio inciso XXXIV do artigo 7o da Constituição{C}[14], fica estabelecido a
“igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o
trabalhador avulso”, podendo estes recorrerem à Justiça do Trabalho.

Quanto aos empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista


e de suas subsidiárias que explorem atividades econômicas esses serão regidos por
estatuto jurídico próprio, vide o parágrafo primeiro do artigo 173 da Constituição Federal
de 88:

§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa


pública, da sociedade de economia mista e de suas
subsidiárias que explorem atividade econômica de produção
ou comercialização de bens ou de prestação de serviços,
dispondo sobre:

II - a sujeição ao regime jurídico próprio das


empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações
civis, comerciais, trabalhistas e tributários;

No entanto, enquanto inexistir determinado estatuto dispondo sobre o regime


trabalhista específico, os trabalhadores dessas empresas serão regidos pela CLT, sendo
competente, conforme Sérgio Pinto Martins{C}[15], a Justiça laboral para lidar com tais
questões.

Conflitos entre empregado e empresa privada, contratada para prestação de


serviços à administração pública ainda são competentes à Justiça do Trabalho, conforme
súmula 158{C}[16] do extinto TFR.

“Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar reclamação contra empresa


privada, contratada para a prestação de serviços a administração pública.”

Quanto aos empregados de cartório extrajudicial, controvérsias existentes entre


estes e o próprio cartório serão competência da Justiça do Trabalho, pois, como afirma
Schiavi{C}[17] “o empregado do cartório extrajudicial tem seu vínculo regido pela
CLT”, como dispostos no artigo 20 da Lei n. 8935/94{C}[18]:

“os notários e os oficiais de registro poderão, para o


desempenho de suas funções, contratar escreventes, dentre eles
escolhendo os substitutos, e auxiliares como empregados, com
remuneração livremente ajustada e sob o regime da legislação do
trabalho”.

Também caberá à Justiça do Trabalho julgar conflitos pertinentes a atletas


desportivos e seu respectivo clube, desde que esgotadas as instâncias da justiça
desportiva, conforme parágrafo primeiro do artigo 127 da constituição federal[19]:

§ 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à


disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as
instâncias da justiça desportiva, regulada em lei.

1. ATOS E TERMOS.

O art. 770 da Consolidação das Leis Trabalhistas inicia o assunto dizendo que os atos
processuais são públicos, salvo quando o interesse social permitir o contrário. Destaca-se
que o conceito de "interesse social", embora subjetivo, pode ser ilustrado com o assédio
sexual e moral, por exemplo. São situações que demandam a preservação das parte.

O mesmo dispositivo diz, ainda, que os atos deverão ser praticados entre as 6 e as 20
horas, em dias úteis. Portanto, LEMBRE-SE: para a prática de ATOS PROCESSUAIS,
SÁBADO É DIA ÚTIL. Lado outro, PARA A CONTAGEM DE PRAZOS, SÁBADO NÃO É
CONSIDERADO DIA ÚTIL.

O parágrafo único do art. 770 ressalva a hipótese de penhora em dia domingo ou feriado
quando expressamente autorizado pelo juiz. O termo "expressamente" deve ser lembrado
sempre! O servidor não poderá praticar a penhora em domingo ou dia feriado "de ofício". O
juiz precisa tê-lo autorizado para tanto.

Os arts. 771 a 773 da CLT tratará sobre os termos.

A saber, atos diferem-se de termos, pois O TERMO É A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE


UM ATO.
Art. 771 - Os atos e termos processuais poderão ser escritos a tinta, datilografados ou a carimbo.
Art. 772 - Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quando estas, por
motivo justificado, não possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na presença de 2 (duas) testemunhas, sempre
que não houver procurador legalmente constituído.
Art. 773 - Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas, datadas e rubricadas
pelos secretários ou escrivães.

2. PRAZOS
Começa-se a falar de prazos no art. 774 da CLT.
É necessário saber que, no sistemática processual do trabalho, os prazos são contínuos e
irreleváveis. Irreleváveis, porque o juiz não poderá desconsiderá-los ou dilatá-los,
conforme a necessidade das partes, salvo motivo de força maior.
O art. 775 estabelece que os prazos serão contados com EXCLUSÃO DO DIA DO INÍCIO
E INCLUSÃO DO DIA DO VENCIMENTO. O dia do início, a saber, será o dia da
notificação/intimação. Conquanto, o prazo não pode começar ou terminar em um sábado,
domingo ou dia feriado. Suspender-se-á a contagem para começá-la no primeiro dia útil
subsequente, conforme parágrafo único do art. 775. É o que também dia a Súmula 310 do
STF.

SÚMULA 310: Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de
intimação fôr feita nesse dia, o prazo judicial terá início na segunda-feira imediata, salvo se
não houver expediente, caso em que começará no primeiro dia útil que se seguir.
As Súmulas 16 e 427 do TST também tratam deste assunto.

Súmula nº 16: Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de


sua postagem. O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui
ônus de prova do destinatário.
Súmula nº 427: Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam
realizadas exclusivamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome
de outro profissional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de
prejuízo.

Atenção para a Súmula 262, também do TST, que teve redação alterada em 2014.

SÚMULA N.º 262. PRAZO JUDICIAL. NOTIFICAÇÃO OU INTIMAÇÃO EM SÁBADO.


RECESSO FORENSE. (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada
em 19.05.2014)
I - Intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil
imediato e a contagem, no subsequente.
II - O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho
suspendem os prazos recursais.
Assim, a notificação recebida no sábado será considerada como recebida apenas na
segunda. "Finge-se" que não houve recebimento e o prazo é iniciado na terça-feira (dia
subsequente a segunda). Quanto ao inc. II, é necessário saber que o recesso forense dura
entre 20 de dezembro e 06 de janeiro, suspendendo os prazos neste período.

A OJ 310 SDI-1 do TST trará os litisconsortes para este tópico.

LITISCONSORTES. PROCURADORES DISTINTOS. PRAZO EM DOBRO. ART. 229, CAPUT E


§§ 1o E 2o DO CPC DE 2015. ART. 191 DO CPC DE 1973. INAPLICÁVEL AO PROCESSO DO
TRABALHO. (atualizada redação pela Resolução n. 208 do TST, de 19.04.2016.)
Inaplicável ao processo do trabalho a regra contida no art. 229, caput e §§ 1o e 2o do CPC
de 2015 (art. 191 do CPC de 1973) em razão de incompatibilidade com a celeridade que
lhe é inerente.

A Fazenda Pública, todavia, permanece com o prazo em dobro.

3. COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS

No processo do trabalho, a citação e a intimação comumente vistas na área cível, aqui são
todas chamadas de NOTIFICAÇÃO.

Na fase de conhecimento, a notificação é, em regra, remetida via postal com Aviso de


Recebimento(AR).

A súmula 16, citada acima, presume recebida a notificação 48 horas após a postagem,
ficando a parte com o ônus de provar que a notificada não recebeu o documento.

No art. 841 da CLT tem-se que, protocolada a Reclamação na Secretaria da Vara, esta
deverá notificar a parte reclamada em 48 horas. Esta notificação é equivalente a citação
do Processo Civil.

a) Rito sumário: se o valor da causa for de até 2 (dois) salários mínimos, o processo
deve seguir o rito sumário.
Obs: não cabem recursos em suas decisões, sendo de única instância. Só há exceção
se violar preceito constitucional, e haverá recurso extraordinário.
Não há previsão quanto ao número de testemunhas no rito sumário, porém por analogia
entende-se que são 3 (três).

b) Rito sumaríssimo: é o rito mais utilizado na prática forense, em concursos e provas.


O processo seguirá o rito sumaríssimo quando o Valor da Causa estiver entre 2 (dois)
salários mínimos e 40 (quarenta) salários mínimos.

A previsão legal desse rito encontra-se no art. 852-A e seguintes da CLT.

Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário
mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação, ficam submetidos ao
procedimento sumaríssimo.
Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é
parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.
Os requisitos que devem conter nesse rito, de acordo com a lei são:

1) Pedido certo ou determinado, ex: Valor da Causa;


2) Em regra, não há citação por Edital, apenas por Aviso de Recebimento (AR), desse
modo, ao ingressar com uma demanda na Justiça do Trabalho é importante que o autor
indique corretamente o endereço e nome do reclamado. Em casos de extrema dificuldade,
com ampla comprovação prévia é permitido a citação por Edital;

Não observando esses dois requisitos acima apresentados, o processo será arquivado e o
reclamante será condenado ao pagamento das custas processuais, extinguindo-se o
processo sem resolução do mérito. É importante falar que, se houver o arquivamento do
processo, cabe Recurso Ordinário em relação à tal decisão.

O art. 852-B, inc. III da CLT prevê que a apreciação da reclamação deverá ocorrer no
prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta especial, se
necessário, de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento.

Ainda nesse rito, a conciliação pode ser proposta pelo Juiz a qualquer tempo;
o número de testemunhas é no máximo de 2 (duas); e a audiência é una, podendo haver o
fracionamento em caso de perícia. (em outro artigo falarei mais detalhadamente da
Audiência no Processo do Trabalho).

c) Rito ordinário: Valor da Causa for acima de 40 (quarenta) salários mínimos. Esse
procedimento permite um maior conhecimento do caso em tela e é utilizado para situações
de maior complexidade.
Nesse rito, há a possibilidade de citação por Edital; há a possibilidade de demandar
contra os entes da Administração Pública Direta; e o número de testemunhas é de no
máximo 3 (três) para cada parte.