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UNIP

UNIVERSIDADE PAULISTA
PSICOLOGIA
PROJETO DE PESQUISA

DIANA ALMEIDA DO ROSARIO


NATHANAEL TAVARES
SAMYA SALLES
-

PROBLEMATICIDADE DE SENTIDO E TERAPIA

MANAUS-AM
2018
DIANA ALMEIDA DO ROSARIO
NATANAEL TAVARES
SAMYA SALES

PROBLEMATICIDADE DE SENTIDO E TERAPIA: UM ESTUDO DE


CARÁTER FENOMENOLÓGICO SOBRE O VAZIO EXISTENCIAL DO
HOMEM E O TRATAMENTO ATRAVÉS DA LOGOTERAPIA

Trabalho de conclusão de curso apresentado


à diretoria do curso de Psicologia da
Faculdade UNIP campos Manaus, como
requisito parcial para obtenção do título de
bacharel em Psicologia, sob orientação da
professora Patrícia Góes.

MANAUS-AM

2018
Dedicatória

À possíveis Deuses na sociedade, deuses

históricos, os que existem baseados em

reproduções de seus achados e escritos,

deuses-límbico sensorial os que são

produzidos por experiências pessoais pelo

cérebro, deuses-cosmos os que existem

derivados dos eventos cósmicos e

naturais, deuses-argumentativos os

que existem apenas em argumentos

lógico-analíticos, deuses-

antropomorfizado os que são estilizados

e personalizados conforme as

conveniências humanas, deus-não-

pensável são os que são, mas não

deixam nenhum sinal de existência,

interpretação ou base para a

imaginação humana.
Agradecimentos

Aquela pessoa que quando

deveria ser simplesmente

professora foi mestre, que quando

deveria ser mestre foi amiga e sua

amizade nos compreendeu e nos

incentivou a seguir nossos

caminhos, Patrícia Góes.


RESUMO

O vazio existencial se apresenta quando o indivíduo não encontra o sentido para a sua
vida. Este vazio se manifesta, principalmente, num estado de tédio, uma vez que estes se
deixam dominar pelas circunstâncias do cotidiano, o indivíduo age sem ter encontrado
seus objetivos e sem mesmo saber o porquê, distanciando-se da autenticidade.
A Logoterapia com base no resgate do conceito de vontade de sentido, pretende-se
estabelecer tanto uma relação entre os conceitos de pathos, finitude e morte quanto sua
articulação com a perspectiva do Homo patiens em Logoterapia; assinalando o lugar da
culpa, da doença, da dignidade, da responsabilidade e do sentido nesse contexto.
Ademais, considerando a natureza do sofrimento como inerente à constituição humana,
a teoria de Viktor Frankl considera a resiliência uma adaptação positiva do homem em
resposta às adversidades, as quais possibilitam ao homem superar-se. O estudo também
pontua as dimensões essencialmente humanas, enfatizando a dinâmica do Homo
religiosus e a dimensão noética como fatores fundamentais no processo de
identificação, enfrentamento e superação do sofrimento.
O presente trabalho analisa e explicita a fundamentação e a prática da logoterapia em
Viktor E. Frankl, aborda a natureza do homem, como ser de liberdade e
responsabilidade, e a contribuição que a logoterapia pode oferecer para o tratamento das
neuroses do indivíduo.
Palavras chaves: vazio existencial, neurose noogênica, logoterapia e sentido na vida.

RESUMEN

El vacío existencial se presenta cuando el individuo no encuentra el sentido para su


vida. Este vacío se manifiesta, principalmente, en un estado de aburrimiento, una vez
que estos se dejan dominar por las circunstancias de lo cotidiano, el individuo actúa sin
haber encontrado sus objetivos y sin siquiera saber el por qué, distanciándose de la
autenticidad.
La Logoterapia basada en el rescate del concepto de voluntad de sentido, se pretende
establecer tanto una relación entre los conceptos de pathos, finitud y muerte como su
articulación con la perspectiva del Homo patiens en Logoterapia; señalando el lugar de
la culpa, de la enfermedad, de la dignidad, de la responsabilidad y del sentido en ese
contexto. Además, considerando la naturaleza del sufrimiento como inherente a la
constitución humana, la teoría de Viktor Frankl considera la resiliencia una adaptación
positiva del hombre en respuesta a las adversidades, las cuales posibilitan al hombre
superarse. El estudio también puntualiza las dimensiones esencialmente humanas,
enfatizando la dinámica del Homo religiosus y la dimensión noética como factores
fundamentales en el proceso de identificación, enfrentamiento y superación del
sufrimiento.
El presente trabajo analiza y explicita la fundamentación y la práctica de la logoterapia
en Viktor E. Frankl, aborda la naturaleza del hombre, como ser de libertad y
responsabilidad, y la contribución que la logoterapia puede ofrecer para el tratamiento
de las neurosis del individuo.
Palabras claves: vacío existencial, neurosis noogénica, logoterapia y sentido en la
vida.
SUMMARY

The existential void presents itself when the individual does not find meaning for his
life. This emptiness manifests itself mainly in a state of boredom, once these are
allowed to dominate by the circumstances of everyday life, the individual acts without
having found his goals and without even knowing why, distancing himself from
authenticity.
Logotherapy based on the rescue of the concept of will of meaning, aims to establish
both a relationship between the concepts of pathos, finitude and death as well as its
articulation with the perspective of Homo patiens in Logotherapy; pointing out the place
of guilt, illness, dignity, responsibility and meaning in that context. Moreover,
considering the nature of suffering as inherent in the human constitution, Viktor Frankl's
theory regards resilience as a positive adaptation of man in response to adversities,
which enable man to overcome himself. The study also points to essentially human
dimensions, emphasizing the dynamics of Homo religiosus and the noetic dimension as
fundamental factors in the process of identification, coping and overcoming suffering.
The present work analyzes and explains the reasoning and practice of logotherapy in
Viktor E. Frankl, discusses the nature of man, as a being of freedom and responsibility,
and the contribution that logotherapy can offer to treat the individual's neuroses.
Key words: existential emptiness, noogenic neurosis, logotherapy and meaning in
life.
Sumário
1.1 Objetivo Geral .......................................................................................................................... 11

REFERÊNCIAL TEÓRICO .............................................................................................................. 12

 SENTIDO EXISTENCIAL DO HOMEM: O DESEJO, O VAZIO E A NEUROSE ....................... 12


2.1 O sentido ...................................................................................................................................... 12
2.2 O desejo de sentido ...................................................................................................................... 16
2.3 O Vazio Existencial .................................................................................................................... 17
2.4 A neurose do mundo contemporâneo (noogenica)....................................................................... 20

 A PSICOTERAPIA DE VICTOR FRANKL .................................................................................. 23


3.1 Logoterapia e análise Existencial................................................................................................. 23
3.2 Logoterapia : contribuição da Filosofia e Antropologia .............................................................. 24
3.3 Orientações do atuar Logoterapeutico ......................................................................................... 26
3.4 A logoterapia fundada no encontro .............................................................................................. 30
3.5 Logoterapia como técnica ............................................................................................................ 32

MÉTODOLOGIA .............................................................................................................................. 36

4.1 Tipos de pesquisa ............................................................................................................................. 36

4.2 Procedimentos.................................................................................................................................. 37

4.3 Organização e Análise de dados ...................................................................................................... 38

5 DISCURSÕES DE RESULTADOS ..................................................... Error! Bookmark not defined.

6 CONCLUSÕES ............................................................................................................................... 45

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA ................................................................................................. 48


1 INTRODUÇÃO

Partindo da celeridade da modernização e globalização observa-se


frequentemente pessoas sem objetivos na vida, sem ter ideia de como agir, mergulhadas
em um vazio, desnorteadas, esquecendo sua importância no mundo e para o mundo. As
ultimas inovações tecnológicas e seu progresso acelerado trouxeram como resultado um
vazio existencial, devido as inconsequentes atitudes humanas. O homem começou a
sofrer distúrbios inerentes a atual instantaneidade do tempo, necessitando aprender
manejar o sofrimento e descobrir sentido, pois só o homem é capaz de encontrar o
sentido da sua vida (PEREIRA, 2015).
Haja avista que a busca pelo sentido da vida é uma atividade natural do ser
humano, somente ele é capaz de se interrogar pela sua existência e discutir a
problematicidade do ser. Pois o homem procura por razões em participar da história e,
na história conceber vida e dar sentido a ela. Todavia, na tentativa de conceder ao
homem sua dimensão de liberdade e de missão e de transcendência – perante a
catástrofe em massa da ideologia, do imperialismo cultural e da coerção psicológica que
definem a consciência humana. Victor Frankl criou uma Logoterapia capaz de conduzir
o homem a questionar-se sobre sua própria pessoa e descobrir o sentido último de cada
ação e de toda sua existência. Por esse motivo, ele pode ser conhecido como o “médico
da doença do século XX”, ao saber: o vazio existencial (LUKAS 1984).
Desta forma a logoterapia vem ser uma escola psicológica de natureza
plurificada, de caráter fenomenológico, existencial, humanista, que acabou lembrada
como a Psicoterapia do Sentido da Vida, tendo como criador o psiquiatra austríaco
Viktor Emil Frankl (1905-1997). Foi denominada também como a Terceira Escola
Vienense em Psicoterapia, sendo a Psicanálie Freudiana a Primeira e a Psicologia
Individual de Adler a Segunda (MOREIRA, 2010).
Partindo deste conceito esta é uma abordagem que se distancia do reducionismo
e organiza a sua teoria em dimensões, buscando integrar as diversas esferas do sujeito,
sendo elas -na análise existencial de Viktor Frankl- biológica, psíquica e noética, a
teoria criada por Frankl visualiza o sujeito em todas suas expressões, inclusive
preservando as características sociais do sujeito, e é única que agrega a dimensão
noética, o qual se identifica como a principal diferença da logoterapia em relação a
outras abordagens. (LUKAS 1984).
Diante do exposto, pode-se perceber a problematicidade da qual abordaremos, tal
motivo que nos faz questionar: o porquê do vazio existencial e como este pode ser
trabalhado na relação com logoterapia? Neste trabalho, buscaremos compreender tal
conexão. Para tanto, partimos da obra de Viktor Frankl (1991, 1995,1997, 2005, 2013) que
lastreou o seu trabalho na psicoterapia em busca de sentido (logoterapia).
A presente pesquisa, se faz através de uma revisão sistemática integrada, a qual
pretende discorrer a respeito da fundamentação e prática terapêutica em Viktor E.
Frankl, isto é, analisar, atráves do olhar de Frankl, os recursos e buscas de auxílios para
o homem, bem como também, uma prática terapêutica a fim de oferecer sanidade às
neuroses do indivíduo. O trabalho inicia tal análise com uma breve exposição sobre a
neurose do mundo contemporâneo, caracterizada pela sua causa e agravantes, assim
como Frankl a concebe.
Com isso, a análise parte da problematicidade de sentido no mundo
contemporâneo e natureza do homem, na concepção existencial, também de fatores
que compõem sua unicidade como ser individual e concreto. Em seguida demonstra que
todo homem é ser de sentido, entretanto, procura um sentido para a sua vida. A partir
daí, explicita a função terapêutica da logoterapia e suas técnicas e, fundamentalmente, a
prática fundada no encontro, como mecanismo existencial e de linguagem capaz de
conferir sentido à vida. Em suma, o trabalho pretende demonstrar a estruturação de uma
“ciência logoterapêutica”.

1.1 Objetivo Geral


Analisar o processo da logoterapia na perspectiva fenomenológica existencial no
resgate do indivíduo que sofre de vazio existencial e ideação suicida.
REFERÊNCIAL TEÓRICO

 SENTIDO EXISTENCIAL DO HOMEM: O DESEJO, O VAZIO E A


NEUROSE

2.1 O sentido

Nos primórdios da humanidade, a necessidade do homem já o fazia procurar


assegurar sua sobrevivência, de certa forma que precisava manter-se vivo, se
precavendo dos predadores, na busca por obter seus alimentos. Abrigo e comida era
fundamental para estes indivíduos. As transformações catastróficas da natureza
deterioraram aos poucos as construções de abrigo mediadas pelos homens, e os
instrumentos para lutar eram basicamente em baixa quantidade, para eles o valor era
realmente manter a subsistência. Os períodos e épocas trouxeram consigo
gradativamente alguns desenvolvimentos, os seres humanos foram elaborando o meio
para se comunicar e se articular, logo, foram-se perpetuando seus símbolos, crenças e
seus valores. Sem dúvida, no seu livro: Um sentido para a vida nos mostra que o desejo
de sentido consiste em um “valor de sobrevivência”. (SANTOS,2013)
Nossos ancestralidade existencial criaram significado a vida, na antiguidade, os
seres humanos procuravam expressar seus sentimentos e precisões quando inventaram
esculturas, para a disseminação da linguagem, nas gravuras, com inicio de alguns sinais
da cultura, e no desenvolvimento da civilização. As vivencias emocionais foram
obtendo significados e ressignificação no decorrer do tempos. As vivencias humanas
foram geralmente tomada de sentido, contudo ao longo dos anos foram perdendo ou
ganhando outros valores. As invenções humanas pela necessidade de se manter vivo e
neste contexto a sobrevivência atribua sempre este valor (CARNEIRO; ABRITTA,
2008)
Segundo Frankl, o sentido da vida é uma expressão humana, e necessariamente o
que mais de humano existe em nós, pois é dado somente ao ser humano que possuir a
vivência da sua existência como algo problemático, é o único que experimenta a
problematicidade do ser. Isso ocorre porque o ser humano é antes nada mais que um ser
histórico, inserido em um espaço histórico concreto, em que um sistema de coordenadas
não consegue extrair, e esse mesmo sistema de relações está determinado por um
sentido, dissimulado ou que não se expressa (PEREIRA, 2015)
Essa problemática do sentido de vida não se simplifica aos anos de maturação do
sujeito, ela também reaparece sempre que surge ao ser humano uma vivência atribulada,
como se o destino tivesse trazendo esta consequência. E o questionamento sobre o
sentido da vida não é caracterizado de nenhuma maneira por algo doentio, como
também não representa nada de patológico a necessidade do homem que busca por um
conteúdo de vida, ou a própria busca espiritual em que se empenha (FRANKL, 1973).
Ao conjecturar sobre o sentido da vida humana, questionamos: - é possível que
haja possibilidade de diferença de perspectiva nas expressões “sentido da vida” e
“sentido na vida”? Poderíamos utilizar o termo “da vida”, ao nos reportar a um plano
dimensional mais universal desse sentido, qual seja: o processo existencial dado a todos
com o nascer, crescer e morrer. Entretanto, ao usarmos “na vida”, estaríamos discutindo
sobre algo mais individual, peculiar de um sujeito, um sentido para si, independente do
fazer sentido a outrem. Seria o que torna evidente a vida de uma pessoa, ao invés do que
poderia valorizar determinada sociedade ou mesmo a humanidade inteira. (PEREIRA,
2015)
Vithor Frankl discorda sobre as ideias de “autorealização”, de “felicidade”, de
“prazer” ou de “poder” como sendo o foco da principal procura de sentido do ser
humano. A concessão das necessidades de “prazer” e de “poder” como forças
motivadoras primárias resultante de um espaço de análise das motivações autocêntricas
potencialmente neuróticas na qual principalmente Freud e Adler se alicerçam, afirmam
que realmente o ser humano necessita é de sentido nas situações, sendo a alegria o
resultado. (FRANKL, 1988).
Com o sentido das teorias e da psicologia o sentido da existências pode ser mais
debatido e entendido historicamente, e alguns pesquisadores iriam de contra ou diferiam
dos seus conceitos a respeito do enunciado, exemplo de Frankl que não concordou do
“princípio do prazer” de Sigmund Freud, ele discordava também de Alfred Adler,
afirmando que os dois falharam no momento de relacionar o equilíbrio interno com fato
da diminuição de tensões, acreditou que apenas o estímulo servira de alivio destas
tensões não provocaria sentido a vida (PEREIRA, 2007).
Ao procurar o sentido, este homem não tem qualquer relação de necessidade com
uma preocupação de excluir sua ansiedade, no começo. Portanto não é prazer e nem
poder que instiga o homem, mas sim a anseio pelo sentido, se fosse o prazer que desse
sentido a vida, neste caso a vida de fato não possuiria sentido. Se na hipótese
dependesse só do prazer, ela, portanto seria carecida de qualquer sentido particular.
(FRANKL, 1989).
No interesse em alguém ou a algo, o ser humano consegue notar sentido e
encontra preenchimento, pratica essa pode ser voltada ao amor, a causa principal do
sentido. Frankl critica a teoria da “hierarquia das necessidades” de Abraham Maslow
(1908-1970), falando que atender as necessidades somente não garante sentido para
vida, nesse caso o homem se indica em completar esta pirâmide das necessidades, não
alcançar êxito, pois a necessidade de sentido jamais se preencherá, por conta de que o
principal não são as necessidades básicas ou avançadas, e sim o significado delas
(PEREIRA, 2007).
Para Frankl, a literatura moderna também é um representativo caso de sintoma
patológico em massa. A ciência esqueceu-se do homem e passou a fixar o olhar somente
para si, a desenvolver seus estudos como experiência em função dos seus resultados
infalíveis. No entanto, ela pode estar sendo exercida como terapia para a humanidade ao
passo que resgata um sentido para o homem, a reconhecer a vida do homem e a
imprimir nele o senso da solidariedade. Unicamente nesta perspectiva a literatura
moderna poderá se transformar em um pólo de ajuda para o ser humano. Portanto, para
Frankl, “em nossos dias um número cada vez maior de indivíduos dispõem de recursos
para sobreviver, mas não de um sentido pelo qual viver” (FRANKL, 1989).
A busca desse sentido se dá através do anseio pelo sentido, é ela que direciona
para uma realização do sentido, e como consequência busca um motivo para ser feliz, e
essa felicidade aparece como efeito colateral ao encontro do sentido. (PEREIRA, 2015).

Figura que relaciona a vontade de sentido com felicidade:

Figura 1. Extraído de: Frankl (1988, p. 34)

É por isso que Vithor Frankl diz que “não se deve buscar a felicidade, pois ela
se realizará espontaneamente quando houver uma razão para ser feliz” Pereira
(2015),traz citando Frankl, que um dos acontecimentos mais imediatos da vida é notar
que o homem é impulsionado pelos instintos, porém contido pelo sentido, ou seja, ele
sempre será preciso em tomar a decisão de realizar ou não o sentido, sempre sendo
implicada uma tomada de decisão. O ser humano não só tende a perceber o meio como
uma organização cheia de sentido, mas também procura encontrar um significado que
apresente a ele próprio como sendo um indivíduo com um objetivo a cumprir, ou seja,
no intuito de encontrar uma justificativa para sua existência (CARVALHO, 1993).
Frankl experimentou vivencias extremamente instigantes no campo de
concentração, lá ele focou preso e foi capaz de superar e se dar conta de sentido para a
vida, na esperança de pós-guerra, futuramente. O sentido existe até no ultimo momento.
Mesmo diante daquilo que denominou de “tríade trágica”, consiste em: dor, culpa e a
morte é mesmo assim capaz de encontrar o sentido. Revela que o ser humano necessita
encontrar sentido, por tanto a falta dele atrai frustração e sofrimento e o homem é capaz
de se sentir motivado diante do vazio. O desamparo vem como sofrimento sem ser
entendido, desesperador, contudo se torna necessário priorizar um sentido para evitar o
sentimento de desesperança. Circunstancias, por ser mais variadas possíveis, ao se
depararem com um sentido nesta, pode haver transformação em forma de realização
Individual. (FRANKL 1993)
A ajuda incondicional da existência de sentido, não quer dizer que sempre esse
vai ser encontrado direto e instantaneamente de uma forma transparente e adequada. É
por isso que Frankl traz que o ser humano pode localizar e descobrir o sentido de sua
vida através de três caminhos fundamentais com três experiências basicamente
humanas. São eles os valores criativos e inovadores, valores vivenciais e valores de
atitudes. Nos valores criativos o indivíduo acaba deixando algo para o mundo através de
suas criações, de seu trabalho, em que exerce ações que acredita serem importantes e
plenas, não só através de um emprego, mas de qualquer atividade que ela considere
significativa (KROEFF, 2014).
Nos valores vivenciais ele percebe que não é habilitado apenas de dar algo de si
para o mundo, como também ganha algo do mundo, que permite diversas atividades e
encontro com outras pessoas e vivência com a natureza e as artes, a experiência mais
intensa dos valores vivenciais é o encontro com outro ser humano e descobrir a sua
unicidade, a sua singularidade, entender o potencial que pode levá-lo a se tornar uma
pessoa mais completa. E por último os valores de atitude, que se constituem pela
postura ativa diante das circunstâncias da vida, principalmente em situações de
sofrimento (HERRERA, 2007).
Uma relação continua dos valores atitudinais com a logoterapia é no encontro
com o sentido de estar aflito, em que Frankl (1973) coloca que o indivíduo tem a
oportunidade de amadurecer, de crescer, observando que o processo de sofrimento é a
base para o enfretamento. A discussão com os acontecimentos que ocasionaram por
consequência do destino é a base para o enfrentá-los, por isso se algo nos leva a padecer
é porque nos distanciamos do problema e lhe viramos as costas. Apresenta ainda que o
sofrimento guarda o indivíduo da apatia, pois quando estamos angustiados continuamos
a viver na esfera anímico-pessoal, e claramente esse procedimento nos faz amadurecer e
crescer, nos tornando seres mais ricos e poderosos, por esse motivo o sentido do
sofrimento se caracteriza não por parar de sofrer, mas sim vivenciar esse sofrimento
como uma aprendizagem.
E Kroeef (2014tgt), põe como Frankl explicava o caminho para a busca de
sentido do sofrimento, em que ele evidencia que o sofrimento não há necessidade para o
encontro de sentido, mas que o sentido é plenamente possível mesmo em situações de
sofrimento. Mas se o indivíduo não encontra sentido em que transforme sua existência
algo único, através de seus valores ele vivencia o que Vithor Frankl denomina de vazio
existencial, que resulta de frustração existencial, mas que pode ser substituído pela
vontade de sentido.

2.2 O desejo de sentido

A percepção dos objetos para cada ser humano merece ser único. As pessoas
precisam buscar o sentido da vida, mesmo deixando valores, pois estes são repassados
através da tradição, assim com a ruptura desta, os valores são outros a serem
sucumbidos, porém as significações por serem singulares, são subjetivas e necessitam
ser assim uma decisão do individuo. As potencias psicológicas, externas do ambiente e
culturais interferem no homem perante sua situação no mundo. O homem não é livre
das condições, pois não tem o controle das circunstancias e não são dependentes de seu
desejo ou compromisso, este é livre para fazer escolhas e se colocar diante dos fatos
corriqueiros em sua existência. O objetivo do homem perante a vida gera angústia, pois
se torna responsável da própria existência e possui liberdade de escolhas de sua vida.
(FRANKL, 2005)
Por isso há de se declarar que, de uma forma ou de outra, o ser humano está
sempre à procura de um sentido para a vida, ainda bem mais diante de uma condição de
vazio existencial. Este desejo primário é decorrente das situações vividas pelo indivíduo
ao longo de sua história. O anseio de sentido é uma indicação que ele é insatisfeito e por
isso procura sentido para suas frustrações. De acordo com Frankl, pela ausência de
ciências capazes de considerar o homem na sua globalidade: algumas constroem seus
métodos pela relação estímulo-reação, ou seja, reduzem a capacidade humana a fatores
de funcionalidade e prática E não percebem que o homem necessita de ferramentas
necessários para responder às suas situações adequada e dar sentido a seus
questionamentos. (KROEEF 2014)
Para Frankl, o homem deve ser reconhecido pela sua potencialidade. Este é um
indício da sua existência. Ao procurar sentido, ele procura saúde mental. De outra
forma, quando rejeita o sentido, despreza sua própria vida, já que não encontra prazer e
nem a definição pela sua existência. Portanto, a procura do sentido é uma questão de
sobrevivência, pois, segundo Albert Einstein, “o homem que considera sua vida sem
sentido, não é simplesmente um infeliz, mas alguém que dificilmente se adapta à vida”
(FRANKL,1989).

Em tais, termos, se declara que “a busca do indivíduo por um sentido é a


motivação primária em sua vida, e não uma ‘racionalização secundária de estímulos
instintivos”, quando se busca, através do desejo de sentido as alternativas tomam o lugar
do vazio existencial (FRANKL, 2008)

2.3 O Vazio Existencial

A definição de vazio existencial é um sentimento de que a vida não possui


sentido ou significado. E a frustração existencial é quando o índividuo não está
conseguindo observar nenhuma razão de ser aceitável na vida humana, porém ainda da
mesma forma o vazio tem aspectos classificados como positivos, porque é por meio
deste que o homem pode defender-se de sua desumanização, desenhando-se como uma
reação do sentimento humano, sendo um grito de atenção (KROEEF,2014)
O vazio se expressa de forma ameaçadora, e através dessa visão, Carvalho
(1993) pontua as recomendações de vazio desenvolvidas por Escalona (1987), que se
dividem em seis: Angústia, Renúncia, Niilismo Ético, Agressividade, O Desmedido
Temor ao Sofrimento e o Suicídio; entre essas evidência-se o suicídio, que muitas vezes
é a única saída encontrada pelo não encontro de sentido da vida, que se encerra em
frustração e angústia, cuja demonstração mais evidente é a ansiedade. Este processo é
resultado de um balanço, desenvolvido em um estado estremo de tensão, e que se
conclui que a forma de transformar a realidade é deslocando o sentido da vida inclusive
a morte (CARVALHO 1993).
A fenomenologia considera vazio existencial como de uma visão de mundo na
qual muitas vezes não exerce hospitalidade. Por tanto o homem acaba por inventar um
mundo artificial no qual se apresenta difícil de se conter e acolher, desta forma, para o
sujeito é “Ser-no-mundo” em que os homens habitam a inospitalidade,por precisar ser-
no-mundo, o indivíduo se percebe “condenado” a se cuidar, por deter as possibilidades,
o dasein (condição de ser do indivíduo que possui inúmeras possibilidades) decide, mas
não existe caminhos certos, e esses caminhos são criados pelo sujeito apenas em seu
caminhar. Essa determinação, por ser libertadora, torna a vida humano um repetido
angustiar-se por conta da dificuldade por ser imerso geralmente em variadas
possibilidades (HEIDEGGER 1987 APUD, CAMON 2003).
Os aparatos tecnológicos usados pela era da contemporaneidade na busca de se
defender do sentimento de solidão para não vivenciar com o sofrimento, resulta no
aumento do vazio existencial no individuo, pois esses aparatos são vazios de sentido e
sentimentos verdadeiros. Nesta modernidade tudo sempre se transforma e modifica, na
pós-modernidade o que impera e o consumismo e a hábito cultural do aqui e agora, bem
como o afastamento dos afetos pessoais e vínculos grupais, atualmente o indivíduo
torna-se individualista e superficial devido os modelos relacionais, com problemas em
realizar a transcendência pessoal, dando importância apenas a superficialidade do existir
de forma exterior, finalizando em vazio existencial, pois o sujeito não encontra direção
na vida, nem sentido. (TEIXEIRA, 2006)
Devido a modernidade advinda da globalização permitiu nova vida, o valor não
é mais só a sobrevivência, portanto as facilidades da vida contemporânea requerem
pressa, consumismo exacerbado e desmedido. A sociedade morre a cada dia se dar
conta. O ser humano age sem entendimento em seus projetos, sem ter ideia do porquê
está agindo, só continua o fluxo, sem reflexão, muito menos sentido, procura mais e
mais riquezas, promete guerra por mais território e luta pelo poder, e com isso destrói a
vida, promovendo uma confusão dos valores. (SANTOS,2013)
Se diz que o homem e o animal são seres iguais não havendo qualquer diferença
de ordem superior. Esta tendência que é conseqüência da visão reducionista, define o
homem como um agregado das influências sócio-cultural-biológico-psicológico,
determinado às leis da natureza e à sua condição finita diante da realidade. A ele, é
negado o protagonismo, a liberdade e o poder de decisão. O vazio existencial nada mais
é que um momento de perda de sentido na vida. O indivíduo age sem ter encontrado
seus objetivos e sem mesmo saber o porquê está agindo: “há uma insatisfação remota,
um sentimento de tristeza, uma esterilidade existencial aliado com uma perda dos
objetivos e metas da existência” (RODRIGUES, 1991).
Existir percorre de um lado pela consciência de catástrofes referentes à condição
humana formada por insegurança, frustração e perdas sem conserto e, de um outro lado
permeia a consciência de expectativas por resultados de liberdade que gera alternativas
de escolha, da realização pessoal, da dignidade individual, do amor e de propostas
criativas. O homem não pode escolher por limitações da sua existência, porém é
possível optar por formas de confronto com essas limitações, ou seja, os modos que se
confronta as mesmas, em contra partida na atual dinâmica social em que vivemos, o
entendimento desses elementos tem sido assiduamente difícil, o que têm levado muitos
indivíduos a atitudes radicais como por exemplo o suicídio (TEIXEIRA, 2006)
Ao resolver normalmente demanda uma certa preocupação, pois quando se
optam por um caminho o outro é passado pra traz, na ocasião de gerar a seleção, algo
acaba se perde em relação a anterior. Os percursos, e a liberdade resultam em uma
responsabilidade de decidir, assim entende-se que existe um temor por parte do homem
da sua liberdade própria, pois a consciência de fazer escolhas torna o ser humano um
indivíduo responsável. Porém na ocasião que o homem não utiliza de sua liberdade de
definir esta atitude acaba em perda de sentido da existência e fingimento. As maiores
mudanças no espaço atual cercam as pessoas e suas emoções muitas não são
compreendidas pelos sujeitos, que se sentem usados pelo temor e pela invalidade
(BAUMAN, 1998).
A sociedade contemporânea se tornou imediatista e presume que tudo é muito
fácil é alcançável. Há uma busca pela realização instantâneo, e esta exagero faz com que
os vínculos se tornaram vazios e sem responsabilidade, compromisso e sentimentos, o
ser humano, por vezes se atrapalha, tornando-se reflexos do meio, tendo atitude de
maneira copiada aos demais, com atitudes improprias. O ser humano descarta à sua
autenticidade e singularidade para copiar os que fazem ou ordenam, acabam em meio a
um joguete das pulsões ambientais e se reduzem a ideologias e determinações únicas
como por exemplo o psicologismo, e fisiologismo, sociologismo e deixa de lado sua
diversidade humana contida na unicidade. Enquanto o homem facilita este reducionismo
perde a chance de ir além das suas capacidades e chances, perdendo oportunidade de
exercer seu poder de autotranscendência (FRANKL, 1991).
Desta forma o ser humano interpreta erroneamente e entende que
satisfação, pulsões e prazer, confundindo com sentido isso ocorre porque
momentaneamente o prazer sentido aparenta ser o sentido real, portanto esta realização
é fútil e no momento em que o sujeito se dar conta que o vazio ainda persiste e insiste
em querer preenchê-lo, surgem os males que comprometem seus dias, nascem as
psicopatologias devido a falta de sentido. A procura do homem pelo prazer momentâneo
torna as relações vazias de sentido, desta forma o afeto que deveria estar entrelaçado
pelo outro no relacionamento não é percebido. Os sentimentos dos indivíduos se
caracterizam irreais, no entanto permeia um vazio em sua existência que não dar conta
que seja preenchido por prazeres passageiros, subjetivando a dedicação, então nasce
uma solidão, dando vez á um cenário propício para o surgimento de neuroses (VIEIRA,
2003)

2.4 A neurose do mundo contemporâneo (noogenica)

Ela está conceituada no niilismo (origina-se em latim da palavra “nihil”, que


significa “nada”, este conceito foi abordado por Nietzsche, que o retratou como,
ausencia de convicção em que se encontra o ser humano, após depreciação de qualquer
crença), particular de cada indivíduo, que se caracteriza pela ausência de sentido da
vida: perda das referências e da singularidade da existência do homem, niilismo, na
atualidade, é a máxima expressão do reducionismo. O ser humano é entendido na sua
utilidade e, analogamente, se caracteriza com uma máquina, capaz de operar dados e
respeitar, a um sistema pré-determinado que guie todas as coisas, isto quer dizer: o ser
humano instrumentalizado passou a agir em função do ter. Com isso, desenvolveram-se
várias patologias de origem existencial. Ele não consegue descobrir os seus desejos e,
muitas vezes, perdeu o sentido de suas decisões. A sua consciência nada mais é que a
reprodução da condicionalidade. (FRANKL, 2008).
De acordo com ANGERAMI (2002), uma situação de neurose pode ser
identificado pelo tédio, que pode levar o ser humano a provocar uma desvalorização
própria da vida e o sentido que é dado a ela. O estado de exacerbação do tédio permite
chamá-la de “neurose de massa”, formada por uma tríade: depressão, agressão e
toxicodependência:
Em virtude da auto-trancendência da existência humana o homem é um ser em busca de sentido.
Ele é dominado pela vontade de sentido. Hoje contudo, a vontade de sentido está frustrada. Cada
vez mais os pacientes voltam a nós psiquiatras queixando-se de sentimentos de falta de sentido
de vazio, de uma sensação de futilidade e de absurdo. São vítimas da neurose de massa hoje
(FRANKL, 1989, p. 82).

A escassez de sentido acaba resultando em neurose. Por isso, uma terapia


unicamente poderá progredir se considerar a dimensão noética do indivíduo, pois sua
condição humana está além da sua dimensão psíquica (como também da biológica).
Nesta perspectiva, cabe a psicoterapia combater os desafios apresentados pelo niilismo,
em decorrência dos valores prescritos no mundo atual, afim de transmitir o valor de
sentido na vida humana (PEREIRA, 2007).
Em Frankl (1990) sobre essa análise diz que; o psiquiatra alemão Joachim
Bodamer explica que o tormento do homem “moderno” em relação a ansiedade é
resultado do tédio, e acrescentando que ilogicamente essas situações eram associadas
diretamente a ausência de realização por parte do sujeito no que diz respeito a sua
aspiração por um conteúdo de vida. Frankl traz em seus transcritos na última década do
século XX que este foi conhecido como o século da ansiedade, e por isso se concedia a
isso muitas tensões psíquicas/noéticas, mas que ele não concordava em sintetizar essas
crises ao elemento da ansiedade, pois outros povos e em outras épocas tiveram
condições tal quais constrangedoras como as dos século XX e não ocorreu tamanha
culpabilidade relacionada a isso.
E o que é mais assustador é que essa insatisfação existencial não gera apenas o
neuroses, mas também gera motivação no indivíduo em criar alternativas de suicidar-se.
Já que ele está diante de um caos na sua vida, e mesmo quando não tem forças nem para
o realizar o suicídio vivem em um suicídio paulatino morrendo de forma lenta, quando
não realiza mais nenhuma atividade e vive apenas num ambiente negativo, essa
frustração é resultante do vazio existencial que gera no sujeito o tedio, a impassibilidade
a sensação de falta de futuro, que são respostas empolgantes e excitam a neurose
noogênica que é quando a frustração existencial se torna patogênica (Carvalho, 1993).
Quando o ser está frente a frente a um caos na sua vida, e mesmo quando não
possui forças suficientes nem para realizar o suicídio, vivem em um suicídio gradativo,
morrendo de forma lenta, quando não realiza mais nenhuma atividade e vive apenas
numa esfera negativa. Essa frustração é decorrente do vazio existencial que gera no
sujeito o tedio, a apatia, a sensação de falta de futuro, que são respostas emocionais e
desencadeiam a neurose noogênica (PEREIRA, 2007).
Lukas (1992) diz que uma das razões que influenciam a idéia de suicídio é o
modelo. Quanto mais o indivíduo for desiquilibrado psiquicamente, terá mais motivos
de ser estimulado por modelos, compostas por questões sociais e socioculturais, e ainda
um modelo mais apropriada no que diz respeito ao ato de pôr fim a própria vida: o
modelo familiar. Esse modelo é sem dúvida o mais provocante para que outros
episódios de tentativa e consumação de suicídio aconteçam, ele trata como um dos
aspectos que favorecem os casos de suicídio, a “indiferença total”. Que seria o vazio
interior, caracterizada pela falta de valorização de toda a existência, o que gera a
sensação de ausência do sentido da vida, que é quando o sujeito busca algo que possua
todas as possibilidades de suplantação de crises existenciais estão na superação de
nossos desatinos referentes a própria existência. Contudo o ser humano é um ser
altamente frágil, e na maioria das vezes não suporta o próprio entendimento da sua
fragilidade, é o que faz sentido e essa busca não tem bom êxito e ocorre a “frustração
existencial” e neurose neogênica.
O ato de raciocinar e pensar a palavra “sentido” na relação com o “vazio” e o
suicídio, nos leva a reintroduzir um dos seus significados que é “triste”, inserindo-a na
seguinte expressão: Estou ‘sentido’ na vida e minha vida não tem sentido; estou triste
na vida, esvaziado de sentido, e talvez a morte seja a única solução para dar fim a essa
angústia diante do vazio. Exatamente o que nos evidencia Shneidman (1996, p. 7) ao
afirmar que “a dor psicológica é o ingrediente básico do suicídio”. A morte, em outras
palavras, é uma tentativa de fugir dessa dor. Por isso, o autor afirma como a questão
mais importante ao abordar um paciente com potencial suicida, simplesmente perguntar:
Onde dói em você? E como eu posso lhe ajudar? Do contrário questionar sobre história
familiar ou pedir exames clínicos.
Portanto, compreende-se que a neurose noogênica é uma maciça frustração
existencial e que para minimizar o risco de suicídio é necessário uma terapia específica
em reversão do quadro patológico (Lukas, 1992).
 A PSICOTERAPIA DE VICTOR FRANKL

3.1 Logoterapia e análise Existencial

A Logoterapia é uma abordagem psicoterapêutica que surgiu em Viena em meio


a década de 1920 e 1930, atingindo força após a Segunda Guerra Mundial. Seu
articulador foi o judeu austríaco ViktorEmil Frankl (1905 - 1997), psiquiatra,
neurologista e filósofo existencialista, que sobreviveu a quatro campos de concentração
nazista e após esta experiência fortificou em sua própria existência, a hipótese que usava
como alicerce para a prática de sua clínica psicoterápica: que o sentido da vida é um
elemento simples para a conservação da saúde mental (RODRIGUES, 1991; FRANKL,
2008).
Para a Logoterapia o ser humano é uma unidade biopsicossocial e espiritual,
provido de liberdade e comprometimento no que faz. Uma das metas desta abordagem é
auxiliar a pessoa a identificar seus valores e a responsabilizar-se perante eles nas mais
variadas circunstâncias. A príncipio, Viktor Frankl denominava sua abordagem como
Existenzanalyse. Este termo, porém, foi colocado em segundo plano, para evitar a
desordem decorrente da tradução norte americana, já que nos EUA se encontravam
utilizando a mesma expressão, análise existencial, para traduzir tanto Existenzanalyse
como Daseinanalise, a abordagem de Ludwig Binswanger (FRANKL, 2011).
Assim Frankl deu início a utilizar o termo Logoterapia, sendo que esta inclui
uma técnica própria, para tratar algumas situações de neurose noogênica. Já a análise
existencial é a visão de mundo que orienta a psicoterapia como um todo, independente
do quadro clínico do paciente. A Logoterapia, que também passou a ser conhecida como
terceira escola vienense de psicoterapia, possui um conjunto de conceitos que se
entrelaçam sistematicamente (PEREIRA, 2012).
Viktor Frankl defendia que toda psicoterapia tem como paradigma uma visão de
mundo e de homem. No entanto, nem sempre as abordagens deixam isso claro
(REHERA, 2007).
Seus livros tem como característica significante a elucidação em linguagem de
fácil acesso a sua postura relativa a tais assuntos. Em primeiro lugar ele coloca-se ao
lado de uma perspectiva, não niilista do mundo. E em segundo lugar vê o homem como
um ser biopsicosocial e espiritual, suficiente de autodeterminar-se, um ser em aberto
(FRANKL, 2011).
A Análise existencial ou Logoterapia no mundo vigente, como ciência, se
propõe a favorecer o homem em sua busca de sentido, mostrando valor a sua
singularidade, dentro da pluralidade bio-psico-noética. Encontrando o homem com seu
projeto de vida, perceberá o sentido da vida, sendo dessa forma, ele perceberá que todas
as circunstâncias da vida, sejam quais forem, indicam um sentido, sendo este o caminho
para a liberdade, a compromisso e a transcendência (MOREIRA, 2010).
Quando o sentido de vida não está junto na vida da pessoa, esta poderá viver
uma experiência no vazio existencial. A logoterapia pretende ampliar a capacidade da
pessoa de assimilar todas as possibilidades existentes de sentido em sua vida,
selecionando para realizar aquelas que entende que seja mais significativas. Não há um
sistema padronizado sobre como dirigir sessões de psicoterapia, porém são passadas
orientações, a partir da concepção filosófica da logoterapia, baseada principalmente em
Max Scheler, e no exercer psicoterapêutico de logoterapeutas, principalmente de Viktor
Frankl e Elisabeth Lukas.). (R. RODRIGUES,1991)
A logoterapia pretende: ampliar o que devia ser considerado no estudo das
neuroses, incluindo “as categorias dos valores e do sentido” (Frankl, 1991b, p. 118), o
que implica em incluir a dimensão antropológica espiritual do ser humano,
transformando a díade de estudo “herança e ambiente”, num tripé que inclui “a pessoa
que escolhe livremente”, acrescentando que “não pode bastar-lhe à psicoterapia de hoje
capacitar ao homem para gozar ou trabalhar: tem que capacitá-lo em certo sentido, para
sofrer” (Frankl, 1991b, p. 127),já que “o sofrimento é elemento inescapável da
existência“ (KROEFF, 2000).

3.2 Logoterapia : contribuição da Filosofia e Antropologia

A Psicologia na visão fenomenológica existencial posiciona-se como uma


procura à prática do método fenomenológico de Husserl, entendendo o existir baseado
na filosofia existencial de acordo com os pensamentos de Heidegger e Merleau-Porty. A
Fenomenológica Existencial atua trabalhando no indivíduo a necessidade capaz de
acessar o seu projeto de vida, proporcionar o resgate de sua identidade e autenticidade
buscando sentido existencial, para isso deve-se considerar as múltiplas dimensões
deste homem (TEIXEIRA, 1988).
O homem é sempre, desde o início, a relação com o mundo. Ser-no-mundo é
uma estrutura originária e sempre total, onde o homem se revela e se realiza nesse
encontro, não podendo ser decomposta em elementos isolados. Para Heidegger, a
expressão composta ‘ser-no-mundo’ mostra que pretende referir-se a um fenômeno de
unidade. “Mesmo o estar só é ser-com, no mundo. Somente ‘num’ ser-com e ‘para’ um
ser-com é que o outro pode faltar. O estar só é um modo deficiente de ser-com”
(HEIDEGGER, 1988).
Frankl influenciado exclusivamente pela filosofia dos valores de Max Scheler
(filosofo fenomenologista e adepto às considerações de Heidegeer), e pela psicanálise
de Freud, Frankl foi também influenciado pelo pensamento religioso – a vida do homem
consiste em viver conforme os valores e há um núcleo de espiritualidade e uma
atividade específica na sua vida; o sofrimento, a culpa e a ansiedade podem ter algum
papel positivo – e por sua própria experiência como prisioneiro dos nazistas num campo
de concentração, no qual encontrou suporte para a ideia de que, mesmo nas ocasiões
mais adversas, o ser humano pode optar o modo de se confrontar com essas
circunstâncias (R. RODRIGUES, 1991).
Frankl afirma a capacidade do homem de resistir ao pan-determinimo, ao
mesmo tempo em que atua com inteira responsabilidade a sua liberdade Frankl, por ser
neurologista e psiquiatra, com um conceito sempre aproximado as dimensões física e
psíquica do ser humano, e sua estreita relação – seu paralelismo. Havia em si grandes
conhecimentos filosóficos, propugnando para o ser humano uma outra dimensão “com
um âmbito independente, próprio e que tem suas próprias leis” (Frankl,1991a, p. 117),
capaz de, por meio da “capacidade de oposição do espírito”, antagonizar-se com o que
se pode denominar a dimensão psicofísica. A logoterapia considera que esta
antagonização é possível até em vivências de sofrimento e na aproximação da morte,
por meio do valor de atitude (KROEFF, 1998; 2000).
É compreensível, então, que Frankl visse na filosofia e na antropologia as
fundações da sua psicoterapia. Considerem-se as frases a seguir “Não há psicoterapia
sem uma teoria do homem e uma filosofia de vida embasando-a. Intencionalmente ou
não intencionalmente, a psicoterapia é baseada nelas”(Frankl, 1970, p. 15); e “As
implicações clínicas da logoterapia derivam-se, na verdade, de suas implicações
antropológicas”(FRANKL, 1970).
Seria impossível que Frankl pudesse ser mais claro e explícito: é na imagem de
homem e na sua filosofia de vida que temos a chave para a psicoterapia. E sobre isto,
veja o que disponibiliza a logoterapia: “O conceito de homem da logoterapia está
baseado em três pilares, a liberdade da vontade, a vontade de sentido, e o sentido da
vida” Frankl, tendo como incentivo primário e básica o desejo de descobrir sentidos, os
quais são obtidos pela efetuação de valores. Sua proposta de imagem de homem
separasse das visões biologistas, psicologistas e sociologistas, pois, como diz Fizzotti,
“estas esforçam-se por reduzir o homem a um esquema demasiado simples: instinto,
autômato com simples reflexos, mecanismo anímico, resultado de forças produtivas e
econômicas” (FIZZOTTI, 1981).
Não é uma questão de omitir estas forças, mas de não supervalorizá-las,
logoterapeuta não esquece o estado psíquico e psico-física do homem, sua estrutura
pulsional, a importância da infância, do ambiente e do que aprendeu no passado. Porém,
conclui este esquema passado afirmando no homem uma dimensão espiritual; dentro
desta dimensão, o homem pode estabelecer uma tarefa por si mesma, e não para resolver
suas tensões internas, pode fazer esta tarefa porque a considera justa e importante, e não
porque lhe consente satisfazer seus desejos ou minimizar o peso de suas aspirações
sociais. A logoterapia, portanto, substitui a fórmula nihilista de que o homem ‘é
somente’ (um animal mais evoluído, um produto do acaso...) pela fórmula positiva de
que o homem é ‘muito mais do que’... (LUKAS, 1992)

3.3 Orientações do atuar Logoterapeutico

Então, o que é logoterapia? Não é a logoterapia também uma psicoterapia? Para


dar a resposta a esta questão há que se gerar uma distinção quanto ao tipo de neurose
que apresenta o paciente. Conforme Frankl, o que necessita o paciente colhido no
desespero existencial do aparente sem-sentido de sua vida é logoterapia em vez de
psicoterapia” (KROEFF,2007 )
Pode-se observar aqui que Frankl é claro: dentre os pacientes com neurose
noogênica– uma das propostas originais de Frankl –, na qual a pessoa trata diariamente
por muito tempo com uma sensação de vazio existencial, ou com conflitos de valores,
ou com a descrença no sentido da vida, ou com a Incapacidade de sua realização, a
logoterapia é diferente de psicoterapia. Diz ele: “A finalidade do que denominamos de
logoterapia é inserir o logos na psicoterapia; a finalidade do que denominamos análise
existencial é incluir a existência na psicoterapia” (FRANKL, 1978).
Esclarece o que significa incluir estes elementos na psicoterapia: o logos
poderia está introduzindo na psicoterapia uma reflexão sobre o sentido e os valores; a
existência traria a este campo de atuação do psicoterapeuta uma reflexão sobre a
liberdade e o comprometimento. Numa época em que se julgava serem estes elementos
estranhos ao atuar psicoterapêutico, ou no mínimo, não centrais, a logoterapia vinha
possibilitar ao ser humano necessitado a sua terapêutica específica (KROEFF,2007).
Não nos esqueçamos de que Freud, em carta à princesa Bonaparte, via a
preocupação com o sentido da vida como uma manifestação de doença, o que contrasta
radicalmente com Frankl, que vê nesta preocupação uma manifestação de saúde do ser
humano. Ao lidar com neuroses psicogênicas, Entretanto não existe esta contraposição
entre logoterapia e psicoterapia:“ Aqui a logoterapia não pode ser contraposta à
psicoterapia, sendo apresentada ela mesma uma entre as escolas de psicoterapia.”
(FIZZOTTI, 1981).
Possivelmente uma das lacunas da qual se retratam os logoterapeutas é quanto a
como deve atuar o terapeuta em sessões de logoterapia. Frankl não deixou qualquer
escrito no qual esta questão seja trabalhada de forma ordenada e exaustivamente.
Alegando que o terapeuta deveria ser criativo e apto para improvisar, além de se
adequar às diversas situações e casos que estavam sendo tratados, Frankl entendia que
“uma psicoterapia de tal ordem ,propiciadora, ao que tudo indicava de um processo de
singularização não é passível de ser compreendida pelo menos de forma total”
(KROEFF,2007).
Não quer dizer que Frankl, assim como outros autores, não tenham referido
muitas vezes suas formas de exercer. Nesta seção, almeja-se apresentar algumas
orientações, principalmente de Frankl, sobre objetivos e direcionamento de sessões de
logoterapia. Uma das mais conhecidas passagens dos livros de Frankl é aquela na qual
ele apresenta uma resposta a um paciente, que depois de lhe dar uma fórmula
centralizada do que seria a psicanálise – deitar e contar coisas desagradáveis de se
contar – solicitava a Frankl um esclarecimento em uma frase, do que seria a logoterapia.
A resposta de Frankl:“Bem, na logoterapia o paciente pode ficar sentado normalmente,
mas precisa ouvir certas coisas que às vezes são muito desagradáveis de se ouvir”.
Logo depois ele reconhece que sua resposta simplifica demais as duas escolas,
mas admite que há elementos que podem ser comparados e diferenciados entre as duas,
a partir das fórmulas concentradas. Já que para a psicanálise os problemas do indivíduo
estão muito conectados aos conflitos entre suas instâncias psíquicas internas e a
elementos antes, reprimidos por este indivíduo, nada mais lógico que ela ser muito
introspectiva e retrospectiva, ou seja, centrar-se no interior do respectivo indivíduo e
nos elementos reprimidos no passado, que podem ser re-elaborados, ao serem trazidos
de volta à consciência. Já a logoterapia, por centrar-se na questão do sentido a ser
realizado, o qual está no futuro, tenderia a ser mais prospectiva do que retrospectiva, ou
seja, mais apontada para a dimensão futura.( LUKAS,1991)
Além disso, ao declarar que os sentidos a realizar estão no mundo e na
integração com os outros, e não em si mesmo, enfatiza que o indivíduo deve ir além de
si mesmo para realizar os sentidos- a característica humana de auto-transcendência ,a
logoterapia teria que ser menos introspectiva. Ao buscar conscientizar o indivíduo do
valor central que temo sentido e os valores em sua vida, se está mostrando o paciente
mais para seu futuro do que para seu histórico (KROEFF,2007).
Também, ao lidar com círculos viciosos derivados de intensa introspecção – ou
em termos logoterapêuticos, de hiper-reflexão e hiper-atenção – que teriam um papel
decisivo na gênese de muitos distúrbios neuróticos, teria que ser menos introspectiva,
menos direcionada para uma uto-centramento. Frankl deixa claro que sua resposta ao
paciente, citada anteriormente, foi “uma brincadeira, sem a intenção de fornecer uma
fórmula concentrada da logoterapia”,e que “esta formulação simplifica demais as
coisas”, mas que “não deixa de ter sua razão.” (FRANKL, 1991).
Estas considerações de Frankl (1977) buscam evitar mal entendidos, sobre o
destaque que ele vê ser posto nas duas escolas, às direções retrospectiva ou prospectiva,
ao centramento no indivíduo ou no outro e no mundo, no passado ou no futuro, e no que
deve ser conscientizado, e não em uma desconsideração do eventual valor do elemento
contraposto. Guilhermo Pareja Herrera, autor de uma obra fundamental sobre Frankl e a
logoterapia (Herrera, 1987), no primeiro curso de formação sobre logoterapia
promovido no Brasil, afirmou que não havia princípios específicos quanto ao “como”
devia atuar o logoterapeuta numa sessão clínica, mas que havia sim especificações sobre
o conteúdo que devia ser desenvolvido. Explicitou isto dizendo: “Quem me ensinou
como fazer foi Rogers, mas quem me ensinou o que fazer foi Frankl”.
Ao sentir-se permitido para utilizar um método de atuação de outra escola,
Herrera estava afirmando algo que Frankl sempre teve muito presente: o caráter
extremamente dinâmico do atuar psicoterapêutico e as muitas circunstãncias que ficam
impossível uma normatização finalizada para esta tarefa. Todavia, Frankl deixava claro
o que devia fazer o terapeuta: “O papel do logoterapeuta consiste em ampliar e alargar o
campo visual do paciente de forma que todo o espectro do significado e dos valores se
torne consciente e visível para ele”(FRANKL, 1977).
Frankl menciona um autor de peso ao advogar pela necessidade de levar em
consideração a individualidade do terapeuta. Vale a pena entender a citação na íntegra,
como um antídoto para a rigidez metodológica: Um psicanalista uma vez comentou
sobre o seu tipo de terapia: “Esta técnica provou ser o único método adequado à minha
individualidade; eu não ouso negar que um médico constituído de forma bastante
diferente poderia se sentir impelido a adotar uma atitude diferente com relação a seus
pacientes e à tarefa que tinha pela frente”. O homem que fez esta confissão foi
Sigmund Freud (FRANKL, 1970).
Tendo em vista a afirmação de Frankl de que o método psicoterapêutico deve ser
alterado, de acordo com a individualidade do paciente e a personalidade do terapeuta,
levando-se em conta também a condição específica que se está trabalhando no
momento, sua indicação não poderia ser outra a não ser que “nunca se deve
esquematizar, o essencial é improvisar e individualizar”(FRANKL, 1978).
Segundo ele, nenhum método de psicoterapia – inclusive, evidentemente a
logoterapia –pode pretender ser aplicado a qualquer paciente, adquirindo sempre o
mesmo grau de sucesso. Há que se considerar também a competência que o terapeuta
possui. Segundo Frankl (1970, p. 108):[...] o método de escolha em um determinado
caso é como uma equação com duas incógnitas [...] A primeira incógnita representa a
personalidade unica do paciente. A segunda incógnita representa a personalidade
singular do terapeuta. Ambas devem ser levadas em conta antes de que um método de
psicoterapia seja escolhido. O que de fato importava, Frankl não perdia de vista: “mais e
mais a relação EU-TU pode ser vista como o centro da questão” (FRANKL, 1970).
Frankl criou diversas técnicas, mas ele é conhecido principalmente, mesmo entre
psicoterapeutas que não conhecem a logoterapia, pela técnica da Intenção Paradoxal. As
técnicas não o desviaram do foco a ser perdurado, pois para ele “o que importa em
terapia não são as técnicas, mas sim as relações humanas existentes entre o doutor e o
paciente, ou o encontro pessoal”, chegando inclusive a afirmar que“ um enfoque
puramente tecnológico à psicoterapia pode bloquear seu efeito psicoterapêutico”
(LUKAS,1992).
Lukas é também uma das logoterapeutas que mais se preocupou em fornecer
orientações mais sistemáticas e organizadas dos conhecimentos de Frankl, que
pudessem ser úteis como guia para o logoterapeuta. Ela disponibiliza um esquema para
o plano de tratamento, constituído por quatro fases: auto distanciamento, mudança de
atitude, redução dos sintomas, orientação para o sentido. Explica ela: Caso se tenha
relaxado a estreita união entre o paciente e o sintoma frente o distanciamento (primeira
fase) e construído atitudes novas e positivas com relação aos fatores negativos
imodificáveis (segunda fase), muitas vezes os sintomas se diminuem por si mesmos
(terceira fase), e só falta descobrir os fatores positivos que podem preencher a situação
pessoal e atual (quarta fase), (RODRIGUES,1991).
Lukas concede também outras orientações muito precisas do atuar psicoterapêutico,
facultando a permissão para que o terapeuta seja “capaz de dizer ‘não’, um ‘não’ muito decidido,
quando o paciente se sente sujeito a determinantes infelizes que impedem o desenvolvimento de
sua personalidade” (LUKAS, 1992, pag 32 ).

Ela discorda de atuações simplesmente reflexivas do terapeuta, que se isenta de


expressar quaisquer opiniões. Na verdade, consente o logoterapeuta para intervir: O
logoterapeuta, pelo contrário, intervém particularmente na conversação e inclusive
apresenta uma oposição saudável, quando é necessária. Diz ‘não’ ao neurótico
obsessivo: ‘Não, não vais fazer isto que te dá medo; pode estar seguro de que não vai
acontecer!’. Diz ‘não!’ ao depressivo: ‘Não, não é verdade que tua vida careça de valor
e de sentido; vou te demonstrar isso!’. A logoterapia ensina que uma falsa compreensão
e um simples reflexo dos problemas apresentados aprisionam cada vez mais neles, o
paciente. Se um paciente vem e declara que a vida já não lhe proporciona nenhuma
alegria, um logoterapeuta não dirá nunca: ‘Queres dizer, então, que não desejas
continuar vivendo, que queres morrer?’ (reflexo), nem tampouco: o muito bem depois
de tudo pelo que passaste...’(compreensão), mas dirá talvez: ‘E as tarefas da vida que
lhe aguardam?’ (RODRIGUES.1991).
Deve-se também observar para as orientações de Fizzotti, outro logoterapeuta,
quando diz que “(...) um dos elementos centrais no sistema terapêutico de Frankl é a
atitude positiva e ativa do logoterapeuta” (Fizzotti,1981, p. 227-228).Estas orientações
de Lukas e Fizzotti podem levar a mal-entendidos. Não há uma pretensão de moralizar
ou intervir na liberdade do paciente, pois, como diz Frankl: “ A logoterapia busca
tornar o paciente totalmente consciente de sua própria responsabilidade” por isso
precisa deixar que ele opte pelo que, para que ou perante quem ele se julga responsável.
Eis porque um logoterapeuta é, dentre todos os psicoterapeutas, o que menos se vê
tentado a estabelecer julgamentos de valores a seus pacientes, porque jamais deixará
que o paciente transfira ao médico a responsabilidade de criticar. (LUKAS, 2001).

3.4 A logoterapia fundada no encontro


Para Frankl, uma nova interpelação da psicologia precisará ser compreendida na
sua dimensão humana, que compreende o ser humano nos seus aspectos e ponto de vista
fenomênicos. A logoterapia, dessa maneira buscará o conceito de encontro presente no
existencialismo. O encontro vem ser uma experiência pessoal de interatividade entre o
eu e o tu (abordagem desenvolvida por Martin Buber), afirma que: “ o encontro entre
duas pessoas vai além de um simples comparecimento do outro”. Na logoterapia, o
encontro entre o paciente e o logoterapeuta revela uma atitude de busca e cooperação
(FRANKL, 1989).
Quando passamos a atender uma pessoa no consultório de psicoterapia, estamos
de fato diante de um fenômeno existencial complexo que representa um ser humano
com todas as suas dimensões de operacionalidade e de existência ou vida. Na verdade, o
que podemos analisar desta pessoa são suas ‘projeções’ nos mais diversos planos
ônticos ou do ‘ser-no-mundo’ e, a partir deles, tentamos nos aproximar do ‘ser
espacial’, único e multiface que se apresenta com toda a sua dificuldade existencial,
sintomatológica e social (RODRIGUES, 1991).
Nesta perspectiva, o relacionamento adquire na linguagem um indiscutível
signo expressivo que, de acordo com a teoria de Karl Bühler, o ser humano se revela
para outro, rege em seus apelos e trata de algo, de alguma coisa. Este seguimento está
implicado em qualquer diálogo interpessoal. E a genuinidade da linguagem irá indicar a
participação de convivência e de encontro com o outro. Dessa forma, para Frankl, “A
linguagem é mais que mera auto-expressão. A linguagem está sempre apontando para
algo além dela. Em outras palavras, é sempre auto-transcendente – como a existência
humana em sua totalidade” (FRANKL, 1989).
Por sua vez, a linguagem, no seu objeto intencional, formará um conjunto de
significados. Isto quer dizer, a linguagem vem seguida de definições e neles é produzida
uma significação da realidade. Observa-se, então, que o significado (agora
compreendido na forma de logos) é matéria fundamental da psicologia e sem ela não é
possível compreender o ser humano. O relacionamento alcançará um grau elevado de
coexistência quando o logos for resultado da experiência de auto-transcendência (capaz
de o ser humano ir além do mero significado, mas acomete o outro na sua pessoa)
(RODRIGUES, 1991).
Para Frankl (1989) O encontro, no sentido mais amplo do termo, leva-nos a
compreender a humanidade do parceiro, enquanto o amor permite-nos, a mais, conhecer
sua essencial unicidade. Esta unicidade é a característica constitutiva da personalidade.
Quanto à autotranscendência, ela está igualmente implicada, seja quando o homem
sobreexcede a si mesmo ao procurar um significado, seja quando ocorre um encontro de
amor: no primeiro caso está implicado um logos impessoal, no segundo, um pessoal,um
logos, por assim dizer, encarnado.
Qualquer situação de encontro ou de estímulo para o ser humano, deve consistir
uma prática terapêutica que prime pela condição humana e pela centralidade do próprio
paciente. Nesta perspectiva (ao tentar descrever um caminho de terapia com o paciente),
o primeiro instante do encontro se estabelece através da relação paciente-terapeuta. Esta
etapa se caracteriza pela naturalidade e abertura do paciente com o médico. Depois,
chega-se a uma etapa denominada catarse, uma abertura da condição psíquica do
paciente, confiança e partilha das experiências vividas, principalmente com aquilo que o
mais lhe angustia. A partir daí, avança-se para uma abertura antropológica, que
compreende uma fase de conhecimento holístico do paciente, até alcançar a logoterapia
específica, que irá realizar o quadro de valores que mantém o sentido da vida do
paciente (RODRIGUES, 1991).
O indivíduo deve está receptivo para encontrar-se com a realidade e não fixar-se
no seu egocentrismo. Ele não deve sufocar suas afrontas, mas procurar sentido para elas.
Somente dessa maneira ele será suficiente de transformar uma catástrofe num triunfo.
Ao contrária. Na medida em que um sujeito é tratado como simples coisa (reificação) e,
conseqüentemente remodelado em objeto (objetificação), na mesma medida seus
próprios objetos devem necessariamente sumir e assim sua qualidade de sujeito está do
mesmo modo esquecida (FRANKL,1989).
Reconhecer no outro a sua humanidade e não um objeto de pesquisa ou de
choque emocional. E isto significa dizer que o encontro leva o homem a superar a si
mesmo, a sair-se de si para encontrar-se com o outro. Para Frankl, o indivíduo suplica
pela intimidade, busca que será alcançada pela presença existencial do outro. A
intimidade interpretará um constante movimento de busca e de realização humana e,
com isso, busca de sentido (RODRIGUES, 1991).

3.5 Logoterapia como técnica

As técnicas logoterápicas vêm, portanto, apartar a pessoa do problema para que


ela possa enxergar o sentido da vida. As técnicas recolhem a cortina de fumaça para que
avistemos o sol do sentido. O próprio Viktor Frankl produziu duas técnicas – sobre as
quais trataremos aqui. Já outros especialistas, como Lukas, Crumbaugh e Maholick,
Starlick, dentre outros criaram testes e técnicas específicas para intervirem em
circunstâncias dinstitivas mas todas ligadas ou inspiradas nos fundamentos da
Logoterapia e Análise Existencial (TIAGO DOMINGUES,2018)
Frankl (1986, 1984) diz que para alcançar as suas finalidades, a logoterapia tem
proposto diversas técnicas de intervenção, nomeadamente:- Apelo – Intervenção mais
directiva que consiste em recordar que cada ocorrência de vida tem um significado e/ou
que o cliente tem sempre a possibilidade de transformar a sua atitude em relação ao
sofrimento- Diálogo socrático – Tal como utilizado pela terapia racional-emotiva,
consiste em colocar questões de tal maneira ao cliente que este se torna cada vez mais
consciente das suas decisões pré-reflexivas, das suas expectativas reprimidas e do seu
conhecimento até aí não admitido por ele- Fast-forwarding – Consiste em encorajar o
cliente a imaginar o tipo de cenários que seriam consequências desta ou daquela escolha
que ele possa fazer e questionar-se sobre os significados daí proveniente para a sua
vida- Intervenção paradoxal – Trata-se de encorajar o cliente a deixar de lutar contra as
suas dificuldades e a evocar desejos ou propositos intensos mesmo que sejam muito
embaraçosa sou aterrorizadores para ele. Ou seja, o cliente é solicitado a desejar aquilo
de que tem medo. Esta técnica pode ser facilitada com algum humor que ajude o cliente
a distanciar--se das suas dificuldades e, no final, encará-las de uma outra forma- De-
reflexão – partindo do pressuposto que em certas perturbações os indivíduos estariam
exageradamente centrados em si próprios (estado de hiperreflexão) ao ponto de
escotomizarem a sua orientação para o exterior, Frankl iniciou a técnica de de-reflexão
que consiste em encorajar o cliente a ignorar os seus sintomas e a orientar a sua atenção
para o mundo externo.
A logoterapia utiliza técnicas terapêuticas para tratar do paciente em seu estado
de desequilibrio. As técnicas logoterapêuticas não se baseiam num sistema de teorias a
serem aplicados, já previstas no paciente, mas uma via de orientações para auxiliar o
paciente encontrar a sanidade, a sua verdadeira cura de espírito. O “diálogo socrático”
está entre as principais técnicas da logoterapia juntamente com a “intenção paradoxal”.
A “intenção paradoxal” é uma abordagem que pretende, a partir do problema
identificado, propor o seu contrário. O paciente deve adquirir uma maneira diferente de
atuação diante da sua problemática. O seu temor se transformará em desejo paradoxal
(numa constante ansiedade) e assim superará a angústia que o afetam. Isto quer dizer: “o
paciente é instruído a desejar (neurose de angústia) ou a propor-se (neurose compulsiva)
exatamente aquilo que sempre tanto temia” (FRANKL, 1976).
Para a execução deste método é necessário que o paciente desenvolva a
capacidade de auto-distanciamento, que consiste em colocar-se do outro lado da sua
pessoa para notar a diferença. Esta atitude o proporcionará a visibilidade da sua neurose
e a olhar para si mesmo como se fosse outro, mas que é ele mesmo percebendo sua real
situação existencial. Explica Frankl que a técnica da “intenção paradoxal” não é um
remédio de natureza patológica. É, antes, uma prática terápica de alcance repentino “um
instrumento útil no tratamento de condições obsessivo-compulsivas e fóbicas,
especialmente em casos com ansiedade antecipatória subjacente” (FRANKL, 2008).
Esse tratamento pode se perpetuar por um longo período, e não somente às
situações breves. E, diferente do método tradicional da psiquiatria (a psiquiatria fez da
mente um objeto de estudo e por muito tempo simplificou a sua compreensão a uma
mera utilidade a uma técnica de métodos instrumental), a “intenção paradoxal” age
independentemente da etiologia. Ela não abrange sua pesquisa às causas originárias da
neurose do paciente. Ela procura abordar a doença no seu real estado. A terapia não
descreve normas morais, nem procura discorrer sua técnica num raciocínio lógico para
compreender o indivíduo ou, ainda mais, incentivar o paciente a seguir suas crenças
particulares. Ao contrário, a logoterapia procura agir como um oftalmologista a fim de
proporcionar ao paciente uma visão real do mundo, assim como ele é (RODRIGUES,
1991).
Frankl,19987, a primeira técnica desenvolvida por Viktor Frankl é a Intenção
Paradoxal. A técnica ocorre dentro do diálogo terapêutico e caracteriza-se como um
aconselhamento nada convencional onde o profissional propõe que o paciente nutra o
seu sintoma. Se o indivíduo tem claustrofobia (medo de lugares fechados) e, por isso, de
modo algum entre em um elevador, o profissional devidamente capacitado em sentido
da vida poderá sugerir a ele que entre em um elevador e imagine que todo oxigênio
daquele lugar vai acabar. Pedirá que seja o mais dramático possível e imagine os piores
cenários. Diante disso, sugerirá ao cliente que entre no elevador preparado
emocionalmente para o seu último dia de vida. Depois que o elevador chegar ao seu
destino e o nosso amigo que sofre de claustrofobia perceber que nada de terrível ocorreu
a ele, esse será o primeiro passo para a sua libertação daquele temor, paralisante e
assustador. Uma vez que a fobia foi trabalhada, poderá o profissional ajudar seu
paciente a ingressar num processo de encontro com o sentido da vida.
A segunda técnica é a Derreflexão. Esta é uma ferramenta peculiar para lidar
com a ansiedade. Não poucas vezes deixamos de identificar o sentido da nossa vida
porque estamos demasiadamente ocupados com um excesso exaustivo de preocupações.
Para que consigamos enxergar o sentido é preciso retirar o muro das preocupações vãs
que geram ansiedade. A ansiedade é apenas um reflexo de que estamos povoando nossa
mente com coisas que não têm sentido para nós. Ao retirar o “entulho” (que não tem
sentido para nossa vida), resta a “responsabilidade intransferível”, isto é, aquilo que o
mundo espera de nós; o pré-requisito que o mundo nos exige para que ele nos entregue
o sentido da vida. (TIAGO DOMINGUES,2018).
MÉTODOLOGIA
4.1 Tipos de pesquisa

Este estudo constitui a uma revisão sistemática e integrada, de caráter


qualitativo, descritiva e exploratória, de estudos e pesquisas sobre a prevalência e
fatores associados a Logoterapia no resgate de sentido existencial em pacientes com
neurose noogenica,

Em geral, denomina-se como revisão sistemática ‘’ a aplicação de estratégias cientícas


que permeiam limitar o viés de seleção de artigos, avalia-los com espírito crítico e
sintetizar todos os estudos relevantes, em um tópico específico” (PERISSÉ, GOMES,
NOGUEIRA, 2001 citados por: BOTELHO; CUNHA:MACEDO,2011,P. 126).

Botelho, Cunha e Macedo (2011, p.133) enfatizam que o método da revisão


integrativa pode ser“ incorporado às pesquisas realizadas em outras áreas do saber, além
das áreas da saúde e da educação”, pelo fato de ele viabilizar a capacidade de
sistematização do conhecimento científico e deforma que o pesquisador aproxime-se da
problemática que deseja apreciar, traçando um panorama sobre sua produção científica
para conhecer a evolução do tema ao longo do tempo e, com isso, visualizar possíveis
oportunidades de pesquisa.
A pesquisa será direcionada pelo método fenomenológico existencial de
investigação, que se caracteriza por estudar cientificamente as essências dos fenômenos
selecionados, o enfoque na “análise existencial” relacionado com “neuroses
nogenicas”. De acordo com a Revista de Administração da UNIMEP (2016) a
fenomenologia é importante por ser um dos movimentos filosóficos mais fascinantes do
século XX e, iniciou por estabelecer relações intrínsecas com a Psicologia.
Através da Psicologia que o método fenomenológico se fez possível para as
outras disciplinas das ciências humanas e social. Com o tempo, a fenomenologia veio se
fortalecendo e sendo reconhecida como uma abordagem relevante à nortear pesquisas
qualitativas, por ser eficaz no estudo de fenômenos variados e indispensáveis aos
campos científicos, como também o da Administração e Estudos Organizacionais (V.
MOREIRA,2007).

4.2 Procedimentos

Iniciamos apenas com o problema de pesquisa, fomos em busca de entender


sobre ideações suicidas, porquê de tantas ocorrências e, sobre a existências de um
modelo de tratamento psicoterápico eficaz que intervisse em forma de prevenção e
redução do quadro, em relação a demanda específica, logo foi pesquisado dentro dos
métodos fenomenológicos existenciais alguns autores como Medard Boss e Binswanger
sendo influenciados por Heidegger, mesmo momento verificamos a possibilidade de
pesquisa na clínica dasaianálise (psicoterapia fenomenológica existencial).
Durante as pesquisas fomos convidados à participar de um curso de
psicoterapias fenomenológicas existências, neste ambiente foi possível ter contato com
as possibilidades de clínicas fenomenológicas existentes, vimos que existiam outras
psicoterapias fenomenológicas, além da dasaianálise, se diferenciavam em suas
técnicas , durante uma conversa com o professor do curso, apresentamos a ele nossa
proposta de pesquisa, foi quando ele nos apresentou a logoterapia e disse que as
possibilidades de que o trabalho fosse bastante coeso com ela seriam muitas, pois se
tratava de uma teoria que estudava mais especificamente a demanda acometida de
vazio existencial, sua maior intervenção consistia em buscar um sentido na vida.
No segundo momento começamos à procurar materiais que se tratavam da teoria
de Viktor Frankl, o próprio professor nos enviou alguns artigos científicos, depois de
vários requerimentos feitos pelo grupo, desta forma ampliou-se os conhecimentos em
relação ao métodos logoterapeutico, logo as terminologias do título antigo foram sendo
substituídas por palavravas mais específicas que já faziam parte da linguagem de Vithor
Frankl, por exemplo, a frase “ ideação suicida” já não seria a mais apropriada para se
referir à proposta de pesquisa , pois foi entendido que ela se tratava apenas de um
sintoma e consequência da neurose noogenica, fomos descobrindo no decorrer do
tempo, nas pesquisas que existiam outras formas mais adequada de se referir aos termos
que tínhamos interesse, até posteriormente chegarmos ao tema atual.
Desde então as pesquisas se tornaram mais direcionadas e objetivas, adquirimos
o numero de conteúdos suficientes para embasar cientificamente durante projeto de
pesquisa, partimos então para as leituras selecionadas e manufatura do trabalho, esta
ultima se deu através da articulação dos autores relacionados com objetivos que
contemplar o tema desenvolvido na pesquisa, para uma resolução da problemática
encontrada, e posteriormente a justificação das informações atualizadas de acordo com
as normas da ABNT.

4.3 Organização e Análise de dados

Foram utilizados como fontes de dados, livros, artigos científicos, periódicos ,


no qual realizaremos consultas a livros e periódicos presentes na Biblioteca da
Universidade Paulista (UNIP) – campus Manaus e por artigos científicos selecionados
através de busca no banco de dados do SCIELO, GOOGLE ACADÊMICO e da
BIREME, a partir das fontes MEDLINE E LILACS.
Como resultado desses meios de busca encontramos um total de 20 artigos e 10
livros nas bases selecionadas. Estabelecemos que, para serem selecionados, os livros
deveriam preencher os seguintes critérios e categorias: 1 O vazio existencial, encontrada
em aperiódicos como: CARVALHO, J. M. R. O vazio existencial e o sentido de vida.
2 dimensão conceitual da Logoterapia, livros ; EM BUSCA DE SENTIDO-Vitor Frankl
e prevalência da neurose/risco e intervenção clínica: artigos como;
FUNDAMENTAÇÃO E PRÁTICA DA LOGOTERAPIA-Antonio Wardison.
Esta forma de aplicação empregados nos estudos encontrados, de acordo com os
parâmetros Fenomenológicos e as bases para a causa e tratamento . Os resumos foram
analisados e os livros com texto completo que preencheram os critérios de inclusão
foram recuperados. Foram analisadas 10 referências bibliográfica sobre o tema
proposto, mas apenas 08 preencheram todos os critérios estabelecidos. Os artigos
científicos apenas 03 dos 20 artigos selecionados no banco de dados foram utilizados,
pois preenchiam todos critérios pré-estabelecidos.
5. DISCURSÕES DE RESULTADOS

Deste modo, o terapeuta existencial, precisa conduzir para que a psicologia seja
algo vivo e sentido no esgotar de uma emoção, e bem longe das teorizações frias que se
tornam obscura à própria realidade da existência. A Psicologia Fenomenológica
Existencial por atuar trabalhando no indivíduo a necessidade capaz de conectar o seu
projeto de vida, proporcionar o resgate de sua identidade e autenticidade buscando
sentido existencial e revertendo as ideações suicidas, por exemplo (TEIXEIRA, 1988).
A psicoterapia é um campo com múltiplos sistemas e propostas de atuação.
Apresentamos aqui uma visão de psicoterapia, segundo a logoterapia, a qual poderia ser
classificada como de orientação humanista-existencial. Na logoterapia, o ser humano é
definido como um ser livre, capaz de tomar consciência desta liberdade, agindo de
forma responsável, motivado pelo que considera o sentidos de sua vida. Quando o
sentido de vida não está presente na vida da pessoa, ela pode experienciar um vazio
existencial.
Para Frankl (1986, 1984) a motivação fundamental da existência seria a procura
de significado, significado único e específico da existência individual. Sendo que a falta
de significado conduziria à frustração existencial, levá-lo-ia às neuroses. Frankl
qualificou a neurose como noogénica, para evidenciar a sua relação com a dimensão
existencial. Elegendo a procura desse significado como objetivo central na existência
individual. A proposta de Logoterapia é a de facilitar ao cliente a procura do significado
(logos) e propósito da sua vida, procurando superar o vazio e o desespero.
A logoterapia concentra-se em dois princípios para agir de forma preventiva
contra os efeitos desastrosos desses modelos, que seriam: eliminar tanto quanto possível
o modelo negativo e imunizar o indivíduo contra esses modelos negativos. Enquanto a
prevenção de suicídios, no que diz respeito às situações de desespero, deve oferecer
soluções para os problemas e conflitos encontrados no indivíduo, e desenvolver ações
que gerem uma resistência às situações que não tiverem mais soluções possíveis. A
prevenção em relação aos atos de indiferença devem se concentrar em uma das
máximas da logoterapia, que valoriza a vida apesar de tudo, ou seja, pode existir o
encontro do sentido da vida independente das circunstâncias (PINTOS, 2014)
O método da logoterapia tem por finalidade ajudar os indivíduos que sofrem ou
não de neuroses noogénicas a redescobrirem o significado e propósito das suas vidas,
em situações em que o sofrimento seja induzido por fatores externos ou por fatores
internos, uma vez que Frankl defendeu que o espírito humano é a capacidade para
transcender e desafiar as experiências corporais (por exemplo, as experiências dolorosas
mas também as experiências psicológicas (normais e perturbadas).Assim, assume
importância a procura de significado para o próprio sofrimento psicológico. Trata-se,
portanto, de ajudar a descobrir o significado da experiência – “O que é que eu posso
fazer com esta situação? Em que é que esta situação me desafia?” – fundamentalmente a
partir de valores atitudinais, que podem ser atualizados através da mudança da atitude
individual em relação à situação (LUKAS, 1992).
Mais recentemente, Wong (1998), propôs uma integração da logoterapia com a
terapia cognitivo comportamental (aconselhamento centrado nos significados) e
sistematizou como objetivos terapêuticos para ajudar o cliente a descobrir novos
significados para o seu passado, presente e futuro: propósito da sua vida, compreensão
de si próprio, modos de viver e de se relacionar e os seus papéis sociais. O foco do
trabalho terapêutico, que procura clarificar significados passados, presentes e futuros,
pode incluir as distorções cognitivas, dificuldades de aprendizagem, regulação afetiva,
dificuldades relacionais, confronto com problemas e potencialidades, dificuldades de
identidade, significação e projeção ao futuro.
A logoterapia de Viktor Frankl tem o objetivo de auxiliar o ser humano a
encontrar a cura para o vazio existencial, apenas a pessoa tem essa capacidade de
encontrar o sentido, o analista funciona como um mediador, um facilitador, que irá usar
da escuta clínica e mediar este feito, bem como interpretar as respostas do paciente,
sugerindo meios, estimulando a capacidade do próprio indivíduo em direção à cura,
neste caso só ele deve responder e manejar sua existência, de acordo com os quatro
princípios da logoterapia o homem é espiritual pessoal, tem poder de se autodeterminar,
direcionar-se para significados e valores e autotranscendente. (FRANKL, 2003).
Atualmente, observa-se que cada dia aumenta as estatísticas de pessoas que
possuem recursos válidos para ter uma vida melhor, mas nem sempre existe um sentido
na vida. Algumas pessoas que ainda não encontraram o sentido para viver, independente
do motivo, portanto todo ser humano possui suas inclinações e individualidades. A
logoterapia se dispõe a contribuir para que o paciente possa encontrar este sentido,
sugerindo ao indivíduo caminhos que lhe conduza descobrir valores no mundo objetivo
e promover um sentido para a vida. Esta abordagem de psicoterapia auxilia o indivíduo
na sua auto-transcendência ou renunciar-se, à caminho do mundo exterior. Desta forma
o processo de transcendência do sujeito necessita haver algo ou uma pessoa a quem se
invista ou ame, ter algo a executar em prol da realização. (FRANKL, 1989).
O papel da logoterapia é melhorar o indivíduo a descobrir o sentido de sua vida,
pois é a maior energia motivadora do ser humano é de se encontrar sentido, essa energia
é o que o fortalece a “cede” de vida. Na modernidade o sujeito necessita encontrar um
sentido para a sua existência. Portanto, realizou um efeito terapêutico atribuído a vida
do indivíduo e a batalha do sofrimento existencial (SANTOS,2013).
A procura pelo sentido é livre, considerando o sujeito imerso as circunstâncias.
Mas para decidir, essa liberdade acarreta capacidade de lidar em todas as situações,
adquirindo propósito e sentido. A vida é uma só, o significado modifica de homem para
homem, de forma que todos devem agir e escolher através das próprias necessidades.
Para a logoterapia o sujeito até no extremo da aflição consegue dar respostas. Por ser
responsável, jamais vítima, mesmo se deparando nesta situação, pode assim escolher,
pode até não ser livre das circunstâncias, mas é livre para decidir se vai lidar com ela,
ou procurar formas de encarar o fato. (FRANKL, 1989).
A logoterapia desenvolve na pessoa seu terreno observável de valores da
totalidade ao alcance, e na possibilidade de efetivações de sentido, comprova que a
partir da dimensão noética ou espiritual é possível acessar as possibilidades de valores,
responsabilidade e liberdade com isso encontrar o sentido, entendendo que o noético se
distancia da doença psíquica. Esta se aproveita de algumas técnicas com finalidade de
realizar uma orientação ao paciente com o objetivo de atingir o equilíbrio e libertação
espiritual, estas técnicas não são programas teóricos fechados previstos, depende de
cada paciente, pois a necessidade de ferramentas e sistemas teóricos é capaz de levar
uma interpretação somente aproximada. Neste contexto é um erro as verdadeiras
motivações pessoais, sem a consideração da “natureza” interna do indivíduo, assim ao
usá-las é necessário possuir segurança e entendimento clínico. (NETO, 2013)
O laço de paciente e terapeuta, na sessão da logoterapia, nada tem a ver com
uma relação de poder, vai além dos seres humanos num encontro das existências
logoterapeuta, é capaz de realizar transcendência e adentrar verdadeiramente em seu
paciente por meio da empatia por ser característica fundamental do terapeuta. No
momento em que o sujeito busca a psicoterapia normalmente está em busca de um
sentido no seu sofrer. Por meio deste desespero vivenciado pelo paciente a
logoterapeuta pode mostrar ao paciente que ele detém a liberdade para decidir por
outras possibilidades, que sejam mais valorosas. Através do diálogo o homem é capaz
de ter um encontro vivencial e um caminho para acesso do “tu”. (SANTOS, 2013).
Em Frankl (2003) no momento em que o sofrimento é inevitável, o indivíduo
ainda tem a opção de fazer escolhas e discernir responsavelmente, pois os fatos, ou o
passado, não pode ter poder total sobre o homem, nem torná-lo escravo dos
acontecimentos. Portanto, até na dificuldade precisa-se encontrar um sentido. A
logoterapia na qualidade técnica atua, dentre outras três técnicas elaboradas por Victor
Frankl que podem auxiliar o indivíduo em seus problemas a encontrar um sentido, as
quais são: a intenção paradoxal o diálogo socrático e a de reflexão, estas por sua vez são
técnicas podem impulsionam o sujeito para autoconhecimento, através de um
autodistanciamento, bem como a autotranscendência.
Frankl combate esta concepção de psicoterapia e sublinha que o sentido
não se dá, ou não se revela, por uma análise instrumental. Não é possível compreender a
“natureza” interna de uma pessoa através de sistemas teóricos ou cálculos aproximados
(que podem conduzir uma interpretação errônea das motivações da pessoa). O sentido,
segundo Frankl, deve ser encontrado, e não dado à pessoa. Contudo, cabe ao terapeuta
interpretar as respostas do paciente, para que também o sentido não seja resultado de
análises reduzidas. Isto significa dizer: o terapeuta tem papel fundamental na auto-
descoberta do seu paciente. Ele deve indicar os meios e não produzir uma nova pessoa.
Deve considerar a capacidade do indivíduo de ser portador da sua cura, e não objeto de
reflexão (SANTOS, 2013).
Diante de uma situação de vazio e perda de sentido, a logoterapia surge com a
função de ajudar o indivíduo a encontrar sua cura. Ele mesmo é portador de sanidade
para sua vida e somente ele pode desvendar os mistérios que invadem sua pessoa. O
terapeuta será um facilitador, amigo confidente que desenvolve a atitude de escuta e
oferece meios para que o neurótico tome consciência da sua angústia e encontre a cura.
O médico tem a responsabilidade de purificar as aflições que atinge o paciente e
conduzi-lo à harmonia do seu espírito. Mesmo que seja sombria uma relação
psicoterápica, a função do médico será sempre de “energético da alma”, inserido na
prática de consolar a alma do paciente (FRANKL, 1973).
No entanto, o ofício do médico não se presta na transmissão de conteúdo, de
forma a convencer o paciente da sua enfermidade e indicá-lo medidas necessárias para
sua cura. Ele não pode receitar sentido da vida, invadir a interioridade do seu paciente
para a aquisição de valores e mudanças de atitudes, assim como não pode predizer as
incertezas e as aflições que o angustiam. Portanto o médico não pode dar sentido à vida
do paciente. Em última análise, sentido nem pode ser dado, mas precisa ser encontrado”
(CARVALHO, 1993).
Dessa forma, apresenta o ofício da logoterapia frankliana e suas práticas de
tratamento do paciente: uma logoterapia que tem como função a cura da alma na
tentativa de restituir ao homem a sua condição de sanidade (perdida pelas neuroses
introjetadas na sua história de vida) através de um método particular fundado no
“encontro” e na conquista da liberdade.
Por tudo que foi exposto, percebe-se que a logoterapia, à medida do seu
desenvolvimento e ampliação, evoluiu de uma proposta inicial de complemento à
psicoterapia, para ser a terapia específica nos casos de neurose noogênica, avançando
para ser também uma escola de psicoterapia entre outras, chegando por fim, a
apresentar-se como possibilidade de um complemento para as outras psicoterapias.
Consideramos que os objetivos deste trabalho foram atingidos, pois o conteúdo
estudado está de acordo com a literatura vigente e pesquisada, e com o que propusemos
inicialmente.
Foram pesquisados e expostos aspectos como: neuroses noogênicas, tédio
existencial (frustração existencial) e Logoterapia. Compreendemos que a partir do tédio
existencial surgem as chamadas “neuroses noogênicas”. Este tédio existencial
(frustração existencial) se dá com a perda do sentido da vida, em que o indivíduo não
sabe mais se sua vida vale ou não a pena ser vivida. Para o tratamento dessa neurose,
Viktor Frankl criou a Logoterapia, a psicoterapia que resgata a vontade de sentido.
6 CONCLUSÕES

Depois de realizada a analise dos resultados , através dessa revisão bibliográfica


compreendeu-se que existe vários conceitos que visam explicar o sentido de vida que o
homem vem adquirindo, bem como a falta de sentido, portanto esse tema se apresenta
cada dia mais pertinente, uma vez observado grande incidência de casos, faz-se pensar
em uma questão de saúde pública.
Entende-se que a humanidade vive um vazio existencial que o faz interrogar
pela sua própria existência e pelo sentido que a vida pode ter. Nada tão agravante se não
fosse o grau elevado de neuroses e de perda de sentido existencial que colocam muitas
pessoas diante da morte psíquica e da degradação da sua vida.
Conclui-se que a tentativa de Victor Frankl em construir uma psicoterapia capaz
de ajudar o ser humano a descobrir o sentido da vida e de sublinhar o sentido como
característica essencial do ser humano, (ao demonstrar que o questionamento é uma
matéria natural do homem, pois ele é aquele que pergunta pelo seu próprio ser) marca
uma reviravolta na ciência psicológica e direciona a humanidade para o encontro
consigo mesmo, pois ela se apresenta como a ciência do mundo atual, que valoriza o
homem na sua unidade, composto pelas dimensões somática (fisiologia),psicológica
(instintiva e cognitiva) e noética (do espírito, principal fator de diferenciação do outros
animais).
Dessa forma, o ser humano é uma unidade (na diversidade) bio-psico-noética,
que tem na última dimensão o seu grau superior. Ao encontrar o sentido da vida, o
homem descobre que nada está isento de sentido, nem mesmo suas experiências de
sofrimento e de dor diante das frustrações da vida. O homem será um ser à procura do
sentido, porque acredita que o sentido move a vida e direciona o indivíduo ao encontro
da liberdade, da responsabilidade e da transcendência. E que, na relação com o outro,
ele pode descobrir e encontrar a si mesmo.
Portanto o trabalho procurou demonstrar que toda a prática da logoterapia
direcionada envolve esta realidade: a busca de sentido. Desejo tal que nasce com o
homem e que se manifesta na sua vida, particularmente diante das neuroses que
agravam sua existência. A relevância de tal análise se prescreve na tentativa de propor à
academia uma nova discussão acerca da prática da logoterapia de Viktor Frankl. E,com
isso, a maneira como se entende a natureza do homem e a patologia social que agrava a
sua psique. Esta abordagem abre caminho para novas pesquisas acercadas técnicas
propostas por Frankl no processo terapêutico.
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UNISALESIANO – Lins – e mestrando em Administração Profissional -
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Departamento de Psicanálise e
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