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Introdução à ética de Nietzsche

23/04/2014  /  MARIANE MAT IAS

Nietzsche, o filósofo do martelo, é conhecido por romper
com a filosofia tradicional que visava até então,
propondo um novo estilo filosófico que contrapõem a
racionalidade filosófica e a moral cristã. Ele foi um
grande crítico de Sócrates e da figura de Cristo,
principalmente por conta dos valores morais, que
afirmava serem instrumentos que os fortes inventaram
para submeter e controlar os fracos.

Sua crítica tem início no surgimento da filosofia. A Tragédia grega,
tragédia grega era a representação do equilíbrio entre a conflito entre razão e
razão e a emoção. Esse equilíbrio dava­se através do emoção
conflito entre os deuses Apolo, deus da música e da
arte, racional, intelectual, estilístico e moderado, e
Dionísio, deus do vinho, inebriador dos sentidos humanos, tomando­os de prazer e
libertando­lhes os instintos. Para Nietzsche, o homem era a ligação entre essas duas
potências (razão e emoção), porém, Sócrates interpretou a arte trágica como irracional, e
assim, o racionalismo passou a ser mais valorizado. Quando a razão socrática venceu, os
deuses morreram. Essa é a maior crítica de Nietzsche a Sócrates, e a partir dessa crítica,
propõe seu novo modo de filosofar, já que afirma que a filosofia é o resultado da relação do
homem com a natureza, e que jamais deveríamos ter nos afastado dela.

Ética kantiana

A ética de Kant é baseada na busca de uma lei universal. Para saber se uma ação é moral
ou não, primeiro é necessário se perguntar qual é a regra que seguiríamos ao realizar uma
determinada ação. Depois, é necessário perguntar se estaríamos dispostos que esta regra
fosse utilizada por todas as pessoas em todas as circunstâncias e sem exceção (tornando­
se lei universal). Se a resposta for sim, então a ação é moralmente permitida; se não,
moralmente proibida.

Somos tentados a abrir exceções a nosso favor, porque
pensamos nas consequências delas, e nem sempre são boas (a
nós, claro). Entretanto, não podemos ter certeza das
consequências de nossas ações. Segundo Kant, é melhor evitar
o mal conhecido, pois ainda que as consequências sejam más,
estaremos justificados, pois cumprimos o nosso dever moral.

Immanuel Kant  

Ética nietzschiana

Nietzsche propôs uma nova abordagem sobre a genealogia
moral, a formação histórica dos valores morais. As concepções
morais são elaboradas pelos homens, a partir de interesses
humanos. E as religiões têm papel fundamental nisso, pois
impõem valores humanos como sendo produtos da “vontade de
Deus”. Ele chegou à conclusão de que não existem noções
absolutas de bem e mal. Afinal, se os valores morais são produto
histórico­cultural, logo, também são mutáveis.

A grande crítica de Nietzsche às éticas socrática, kantiana e Friedrich
cristã, é a de que estas são “morais de rebanho”. O conceito de Nietzsche
ética universal coincide com os preceitos de uma religião que
tenta controlar as paixões e assim, homogeneizar os homens. A
individualidade, tão valorizada por Nietzsche, acaba sendo diluída no meio do rebanho.

Nietzsche busca a “transmutação de todos os
valores”, questionando o conceito de bem e mal em
busca de novos valores “afirmativos da vida”, como
a vontade, a criatividade e o sentimento estético.
Jesus, o Cristo