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CONTABILIDADE DE CUSTOS

Conceitos fundamentais
OBJECTIVOS
Identificar as principais funções da empresa e os gastos que
lhes estão associados
Classificar os custos conjugando natureza, função e actividade
Distinguir entre custos directos e custos indirectos
Identificar custos do produto e custos do período
Reconhecer as componentes do custos de produção
Classificar os gastos de acordo com o seu comportamento
face a variações do nível de actividade
2
TIPOS DE EMPRESAS

Comerciais – vendem os produtos ou serviços no mesmo estado em que


os adquirem

Exemplo: Supermercados

Industriais – adquirem as matérias necessárias à sua transformação em


produtos acabados que depois vendem no mercado

Exemplo: Fábricas de bolachas

Prestação de serviços – prestam serviços, não produzindo nem vendendo


qualquer produto

Exemplo: Bancos

3 04-03-2012
PROVEITOS / RECEITAS / RECEBIMENTOS
S
CUSTOS / DESPESAS / PAGAMENTOS

Proveitos e custos Factos económicos

Contas da classe 6 e 7

Receitas, recebimentos, despesas e pagamentos


Factos financeiros / monetários

Contas da classe 1 e 2

4 04-03-2012
PROVEITOS / RECEITAS / RECEBIMENTOS
CUSTOS / DESPESAS / PAGAMENTOS

PROVEITOS
CUSTOS
CIRCUITO REAL
DESPESAS RECEITAS
Aprovisiona Produção
Vendas
mento

Fornecedores Clientes
Caixa / Bancos

CIRCUITO MONETÁRIO
PAGAMENTOS RECEBIMENTOS

5 04-03-2012
PROVEITOS / RECEITAS / RECEBIMENTOS
CUSTOS / DESPESAS / PAGAMENTOS

Custo – conceito de carácter económico que corresponde à utilização dos


recursos numa organização;

Despesa – conceito de carácter jurídico e financeiro que corresponde à


assumpção da obrigação de pagar os custos;

Pagamento – conceito de carácter monetário em sentido restrito que corresponde


ao fluxo de saída de meios líquidos das organizações,
constituindo a contraprestação dos recursos adquiridos.

Exemplo: Seguro de incêndio do edifício abrangendo o período de 1.12.N a


31.11.N+1, que foi debitado em Novembro de N pela seguradora e
pago em Dezembro do mesmo ano.

6 04-03-2012
PROVEITOS / RECEITAS / RECEBIMENTOS
CUSTOS / DESPESAS / PAGAMENTOS

Proveito – conceito de carácter económico que corresponde à cedência


de bens ou serviços a terceiros;

Receita – conceito de carácter jurídico e financeiro que corresponde ao


direito de receber os proveitos;

Recebimento – conceito de carácter monetário em sentido restrito que


corresponde ao fluxo de entrada de meios líquidos nas
organizações, constituindo a contraprestação dos bens ou
serviços cedidos a terceiros.

Exemplo: Renda de Janeiro de N+1 de um armazém próprio


arrendado, recebida em Dezembro de N.

7 04-03-2012
CUSTOS

Classificação

Conceitos

8 04-03-2012
CUSTOS POR NATUREZA

Classe 6 – Gastos
61 – Custos das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
62 – Fornecimentos e serviços externos
63 – Gastos com pessoal
64 – Gastos de depreciação e de amortização
65 – Perdas de imparidade
66 – Perdas por redução de justo valor
67 – Provisões do período
68 – Outros gastos e perdas
69 – Gastos e perdas de financiamento

9 04-03-2012
CUSTOS POR FUNÇÕES

No âmbito da contabilidade de gestão interessa


determinar os custos de acordo com a sua origem em
termos de estrutura organizacional, ou seja, relacionar
cada função com os respectivos custos.

10 04-03-2012
CUSTOS POR FUNÇÕES

De uma forma geral, podemos identificar as


seguintes funções e respectivos custos:
Custos de aprovisionamento – respeitam ao
funcionamento dos armazéns de materiais e de produtos
acabados e semi-acabados.

Custos de produção ou industriais – identificam-se


com a valorização dos recursos utilizados na fabricação
dos produtos ou prestação dos serviços.

11 04-03-2012
CUSTOS POR FUNÇÕES

Custos de distribuição – estão relacionados com o


funcionamento da estrutura comercial

Custos administrativos – resultam do funcionamento da


estrutura administrativa

Custos financeiros – não correspondem ao


funcionamento de qualquer estrutura da empresa,
identificando-se com o custo associado à utilização de
capitais alheios

12 04-03-2012
OBJECTOS DE CUSTEIO

Custo – recurso sacrificado para atingir um objectivo especifico

Objectos de custeio

Actividade Produto ou
serviço

Departamento
de uma empresa

13 04-03-2012
CUSTOS DIRECTOS / INDIRECTOS

A relação entre o custo e o objecto de custeio permite


classificar os custos em directos e indirectos

14 04-03-2012
CUSTOS DIRECTOS / INDIRECTOS

Custos directos

São exclusiva e especificamente de


determinado objecto de custeio

Não ocorreriam se o objecto de custeio não


existisse

15 04-03-2012
CUSTOS DIRECTOS / INDIRECTOS

Custos indirectos

Respeitam simultaneamente a vários objectos


de custeio

Pressupõe a definição de critérios de repartição


(subjectivos)

16 04-03-2012
CUSTO INDUSTRIAL / PRODUÇÃO

O custo industrial / produção de um produto é


composto por 3 elementos:
Matérias primas (MP)

Mão de obra directa (MOD)

Gastos gerais de fabrico (GGF) / Custos Indirectos de


Produção (CIP)

17 04-03-2012
MATÉRIAS

São os elementos que a empresa compra no exterior e


armazena com vista à sua utilização posterior na
fabricação ou à sua venda

18 04-03-2012
MATÉRIAS

Compreendem as:
Mercadorias – matérias ou artigos destinados a ser
revendidos no estado em que foram comprados
Matérias-primas – objectos, matérias ou partes
destinadas a ser incorporadas nos produtos fabricados
Matérias subsidiárias – objectos, matérias ou partes
GGF
que concorrem apenas de uma forma indirecta para
fabricação ou para a fabricação.

19 04-03-2012
MATÉRIAS

Função aprovisionamento
Compras – compra as matérias junto dos fornecedores
Recepção – recepciona as matérias e verifica a
quantidade e qualidade
Armazém - regista as entradas e saídas nas fichas de
“stocks”
Contabilidade - regista as quantidades e valor

20 04-03-2012
MATÉRIAS

Contabilização e controlo das existências:


Inventário intermitente (a valorização é feita de tempos
a tempos e serve para se apurar o custo das matérias
consumidas e dos produtos vendidos)

Inventário permanente (indispensável para a


contabilidade interna)

21 04-03-2012
MATÉRIAS

Classe 3
Conta 31 – Compras
Conta 32 - Mercadorias
Conta 33 – Matérias primas, Subsidiárias e de Consumo
331 – Matérias primas
332 – Matérias subsidiárias
333 – Embalagens
334 – Materiais diversos
335 – Matérias em trânsito

22 04-03-2012
MATÉRIAS

Critérios de valorimetria
O custo de aquisição deve englobar o preço de compra e
custos suportados directa ou indirectamente para colocar
o bem no seu estado actual e local de armazenagem.

Custo da factura + custos de transporte, recepção,


conferência, movimentação, armazenagem
(salário do fiel de armazém, água, electricidade, etc.)

23 04-03-2012
MATÉRIAS

Critérios mais correntes para a imputação dos


custos de armazenagem
armazenagem:
Em função do espaço e do tempo de ocupação do artigo;

Em função das quantidades entradas o saídas de


armazém;

Em função do valor dos artigos entrados ou saídos de


armazém.

24 04-03-2012
MATÉRIAS

Critérios valorimétricos para valorização das


existências
Custo originário ou especifico
Custo médio
FIFO
Custo básico

25 04-03-2012
MATÉRIAS

Custo originário ou especifico


Cada artigo das existências é valorizado pelo custo que
realmente teve

Critério bastante trabalhoso

Utilizado por empresas que movimentam um número


reduzido de artigos, mas de elevado valor

26 04-03-2012
MATÉRIAS

Custo médio
Critério mais utilizado

Quociente entre o somatório do valor dos vários artigos e


o somatório das quantidades de cada artigo

O cálculo pode ser feito sempre que há uma entrada em


armazém ou apenas uma vez por período contabilístico

27 04-03-2012
MATÉRIAS

FIFO
Valorizam se as saídas pelos preços mais antigos e as
existências pelos preços mais recentes

Em períodos de inflação este critério traz lucros mais


elevados, pois o custo das existências vendidas é
apurado em função de preços antigos

28 04-03-2012
MATÉRIAS

Custo básico
As existências são valorizadas a custos definidos “à
priori”

O custo básico é normalmente definido para períodos de


1 ano ou menos

29 04-03-2012
MATÉRIAS
Exemplo:
A empresa Revisão registou em Maio do ano N o seguinte movimento
relativamente à matéria prima R:
o Existências iniciais: 1000 kg a 20 €/kg
o Compras: 5000 kg a 22 €/kg
o Consumos: 5500 kg

FIFO
Consumo (valor) = 1000 x 20 + 4500 x 22 = 119000€
Exist. Finais (Q) = Ei + Compras – Consumo
1000 + 5000 - 5500 = 500 kg
Exist. finais (V) = 500 x 22 = 11000 €

30 04-03-2012
MATÉRIAS

Exemplo:
A empresa Revisão registou em Maio do ano N o seguinte movimento
relativamente à matéria prima R:
o Existências iniciais: 1000 kg a 20 €/kg
o Compras: 5000 kg a 22 €/kg
o Consumos: 5500 kg

CMP
CMP (Matéria R) = 1000 x 20 + 5000 x 22 = 21,67€/kg
6000
Consumo (V) = 5500 x 21,67 = 119 185 €
Exist. Finais (V) = 500 x 21,67 = 10 835 €

31 04-03-2012
MÃO DE OBRA

O custo da mão de obra abrange:


O montante das remunerações processadas ao trabalhador
(ordenados, horas extraordinárias, prémios e incentivos,...)
O montante dos custos sociais suportados pela entidade
patronal:
Obrigatórios – taxa social única, seguro de acidentes de trabalho, ...
Facultativos – refeitórios, creches, assistência médica,...

32 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Mão de obra directa


custos associados à remuneração dos trabalhadores cuja
actividade é específica da produção de determinado
produto ou serviço

33 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Como é efectuado o controlo do tempo de presença


dos trabalhadores?
livro de ponto
relógios de ponto
e dispositivos com cartões individuais

34 04-03-2012
MÃO DE OBRA

A afectação das horas de trabalho corresponde:


Tempo aplicado em cada produto, encomenda, obra, etc.

O tempo de trabalho efectivo


é inferior ao tempo de presença na empresa

Os tempos mortos, quando valorizados, são imputados de forma


indirecta ao custo dos produtos

35 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Deduções obrigatórias:
Taxa social única – 11% e 10%
Imposto sobre o rendimento (IRS) – variável segundo a
remuneração mensal

Deduções facultativas:
Entregas dos trabalhadores para amortização de dividas à
empresa, quotas para o sindicato, etc.

Custos sociais a cargo da entidade patronal:


Taxa social única – 23,75% e 21,25%
Seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais: variável
de profissão para profissão
36 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Custo horário
(Remuneração + Custos que lhe estão associados) / horas
de trabalho

Dada a irregularidade ao longo do ano, determina-se uma


taxa teórica de forma a distribuir os custos de forma
regular ao longo do período de laboração.

37 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Da comparação entre os valores teóricos e os reais


resultam diferenças a transferir periodicamente para a
conta “Custos industriais não incorporados”

38 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Exemplo:
Admitindo uma remuneração mensal de 1500 € que
corresponde a
100 horas de trabalho para o produto - A

e 50 horas para o produto - B.

39 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Ordenados relativos ao tempo de trabalho:


1500 x 11 = 16500 €

Custos sociais
Mês de férias 1 500,00
Subsidio de férias 1 500,00
Subsidio de Natal 1 500,00
Seg. Social (1500x14x0,2375) 4 987,50
Seguro A.T. e outros encargos 412,50
9 900,00
Taxa de custos sociais (B/A) = 9 900 = 0,60
16 500

40 04-03-2012
MÃO DE OBRA

Custo global
Ordenado 1 500
Custos sociais (1500 x 0,6) 900 2 400€

Custo horário (Custo global / n.º de horas de trabalho)


2 400€ / 150Hh = 16€ / Hh

Imputação aos produtos:


Produto A – 100Hh x 16€ = 1600€
Produto B – 50Hh x 16€ = 800€

41 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Gastos Gerais de Fabrico também designados Custos


Indirectos de Produção
São Custos da área fabril que não respeitam às matérias-
primas e à mão de obra directa

Importância crescente

42 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Inclui
Materiais indirectos + mão de obra indirecta + outros
custos de produção indirectos (energia eléctrica,
amortizações dos equipamentos, das máquinas e do
edifício industriais)

Não inclui
Gastos de administração geral (custos de marketing,
venda e distribuição, custos administrativos)

43 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Como os GGF são comuns aos diversos produtos ou


serviços
Recorre-se a critérios ou definição das unidades de
repartição (imputação)

têm de ser definidas as bases de repartição (imputação)


aos diversos produtos ou serviços

44 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Critérios de repartição:
Número de horas de trabalho directas
Quantidade das matérias primas consumidas
Custo das matérias primas consumidas
Número de unidades fabricadas
Horas de trabalho das máquinas
Custo primo ou directo

Bases de repartição
base única ou base múltipla (custo da mão de obra
indirecta em função do custo da mão de obra directa, as
matérias subsidiárias em função do custo das matérias
primas, etc.)

45 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Exemplo:

Admitindo que os GGF de uma empresa


totalizaram 2500 € e que a repartição aos
produtos se faz através do n.º de horas de mão de
obra directa. Sabendo que a empresa produz 3
produtos A, B e C e que a mão de obra directa
totalizou 10 000 horas, assim distribuídas:
- Produto A: 5 000 Hh
- Produto B: 3 000 Hh
- Produto C: 2 000 Hh

46 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Coeficiente de repartição = GGF do mês = 2500 = 0,25


N.º horas MOD 10 000

A quota de GGF a considerar no custo de cada produto será:

Produto A: 5 000 Hh x 0,25 = 1 250 €


Produto B: 3 000 Hh x 0,25 = 750 €
Produto C: 2 000 Hh x 0,25 = 500 €

47 04-03-2012
GASTOS GERAIS DE FABRICO

Quotas reais (valores reais)

Quotas teóricas (com base em estimativas ou


previsões)
Normais (considera-se as condições normais de exploração)
Ideais (considera-se as condições ideais de funcionamento)

Regularizar as saldos apurados com base nas quotas


teóricas relativamente aos GGF apurados na
contabilidade pela utilização da conta “Diferenças de
imputação”

48 04-03-2012
CUSTO INDUSTRIAL / PRODUÇÃO

Custo Primo (CP) = MP + MOD

Custo de transformação (CT) = MOD + GGF

Custo industrial da Produção Acabada (CIPA) = Custos industriais que


ocorreram durante o período (CIP) + o valor de produção não acabada
(PVF) existente no início do período – PVF do fim do período.

CIPA = CIP + Ei PVF – Ef PVF


CIPA (unitário) = CIPA
Quantidade Produzida

49 04-03-2012
CUSTO INDUSTRIAL / NÃO INDUSTRIAL

Custo industrial da Produção Vendida (CIPV) ou Custo das Vendas =


montante de custos industriais incorporados nos produtos / serviços vendidos
durante determinado período, independentemente do momento em que foram
produzidos.

CIPV = CIPA + Ei PA – Ef PA

Custos não industriais (Custos comerciais em sentido lato):


Custos de distribuição
Custos administrativos
Custo financeiros (CF)

Custo complexivo = CIPV + C. Comercial


50 04-03-2012
RESULTADOS

RESULTADO BRUTO (RB) = Vendas líquidas - CIPV

RESULT. OPERACIONAL (RO) = RB – CD – CA – OC Operacionais

RESULTADO CORRENTE (RC) = RO + PF - CF

RESULTADO ANTES DE IMPOSTOS (RAI) = RC + PGE - CPE

51 04-03-2012
RESULTADOS

EBIT (Earnings Before Interest and Taxes)


Resultado operacional - Resultados antes das deduções financeiras e fiscais

EBITA (Earnings Before Interest,Tax and Amortisation)


Resultados antes de juros, impostos e amortizações

EBITDA (Earnings Before Interest,Taxes, Depreciation and Amortization)


Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortizações

52 04-03-2012
CUSTOS DO PRODUTO / CUSTOS DO PERÍODO

CUSTOS DO PRODUTO SÃO TODOS OS CUSTOS QUE ENTRAM


NA DETERMINAÇÃO DO CUSTO INDUSTRIAL DOS PRODUTOS

SÓ QUANDO OS PRODUTOS SÃO VENDIDOS É QUE OS CUSTOS


DOS PRODUTOS SÃO CUSTOS DO PERÍODO

O CUSTO INDUSTRIAL DOS PRODUTOS VENDIDOS É CUSTO


DO PERÍODO

53 04-03-2012
CUSTOS DO PRODUTO / CUSTOS DO PERÍODO

SÓ OS CUSTOS INDUSTRIAIS SÃO INVENTARIÁVEIS

OS CUSTOS NÃO INDUSTRIAIS NÃO SÃO INVENTARIÁVEIS


NÃO ENTRAM NA VALORIZAÇÃO DAS EXISTÊNCIAS,
SÃO CUSTOS DO PERÍODO

54 04-03-2012
CUSTOS DO PRODUTO / CUSTOS DO PERÍODO

CUSTOS DE EXISTÊNCIAS
PRODUÇÃO

Não consumidas
Matérias
Matérias
primas
primas

Aplicada Processo de Produtos em


Mão de obra Vias de
directa fabrico
fabrico

Produtos
GGF acabados

Produtos acabados vendidos


55 CUSTOS DO PERIODO 04-03-2012
CUSTOS REAIS / CUSTOS BÁSICOS

Custos reais
São os que realmente se verificam
Custos históricos,
históricos definidos à “posteriori”

Custos básicos
São custos teóricos
teóricos, definidos à “priori” para valorização interna de matérias,
produtos e serviços prestados.
Tipos de custos básicos:
Custos padrões - consideram as normas técnicas dos factores da área
fabril. Não têm em linha de conta a situação actual das instalações.
Custos orçamentados – obtidos em consequência da elaboração do
orçamento. Têm em linha de conta as condições normais de exploração.

56 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Comportamento dos custos, face a variações do nível


de actividade

Custos variáveis
Directamente relacionados com as variações do volume de
produção ou venda
Proporcionais, progressivos ou degressivos
Exemplo: Electricidade, Comissões, etc...

57 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos variáveis
Custos
Kv

cv

Quantidades

58 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos fixos
∗ Numa perspectiva de curto prazo, o montante mantém-se
constante independentemente da actividade desenvolvida
∗ Considerando uma determinada capacidade instalada, o seu
valor mantém-se constante independentemente do nível de
utilização da mesma
∗ Exemplo: Renda do edifício, Amortizações, etc...

04-03-2012 59
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos fixos
Custos

Kf

cf

Quantidades

60 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos variáveis e Custos fixos


Custos
Kt
Kv

Kf

ct
cv
cf
Quantidades

61 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Ponto crítico/equilíbrio/morto
Custos
V
Kt ZL
Kv

V’

Kf

ZP

Q’ Quantidades

62 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos semi-variáveis

Constituídos por uma parte fixa e outra variável


Exemplo: Vendedor que tem um ordenado mensal
(parte fixa) e comissões sobre as vendas que efectua
(parte variável)

63 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos semi-variáveis
Custos

Quantidades

64 04-03-2012
CUSTOS VARIÁVEIS / CUSTOS FIXOS

Custos semi-variáveis
Custos
unitários

Quantidades

65 04-03-2012
CUSTOS CONTROLÁVEIS E NÃO CONTROLÁVEIS

Custos não controláveis e controláveis


na óptica da imputação de responsabilidades existem
custos sobre os quais os gestores não têm possibilidade
de intervenção.

66 04-03-2012
CUSTOS IRRELEVANTES / RELEVANTES

A escolha entre uma ou outra solução alternativa pode


não implicar modificações dos custos, neste caso
estamos perante custos irrelevantes para o processo de
tomada de decisão.

Custos relevantes – custos futuros que diferem entre


alternativas de escolha.

67 04-03-2012
CUSTOS IRRELEVANTES / RELEVANTES

Custos relevantes são custos esperados, custos


futuros. Os custos do passado não são custos
relevantes. Os custos já incorridos não alteram as
acções alternativas que importa considerar.

Os custos esperados, mas que não diferem entre


alternativas, também não são relevantes para
escolher entre elas.

68 04-03-2012
CUSTOS IRRELEVANTES / RELEVANTES

A B
Suponha que é necessário
decidir pela compra da Preço € 13 800 16 500
viatura A ou B com base
na seguinte informação: Seguro 1 200 1 200

Custos 2 400 1 200


operacionais

Valor 3 000 3 000


residual
Quais os custos Vida útil 7 anos 7 anos
relevantes para a decisão?

04-03-2012 69
CUSTOS, PROVEITOS E RESULTADOS DIFERENCIAIS
CUSTO MARGINAL / INCREMENTAL

Proveitos diferenciais – diferença entre proveitos


relevantes de duas ou mais alternativas
Custos diferenciais – diferença entre custos relevantes de
duas ou mais alternativas
Resultados diferenciais – diferença entre o acréscimo de
proveitos e o acréscimo de custos

Custo marginal – aumento do custo total que resulta da


produção de uma unidade adicional
Custos incrementais – custos adicionais a suportar para
aumentar a produção num determinado número de
unidades
70 04-03-2012
Exemplo

Uma empresa que fabrica sistemas de ar


condicionado tem uma capacidade instalada para
produzir 250 unidades mas apenas fabrica 40 %
dessa quantidade, que vende no mercado nacional
ao preço de 2 400 € cada. O custo total unitário é
de 2 270 €.

A empresa tem possibilidade de vender noutro


mercado ao preço de 1 680 €, as 150 unidades que
tem possibilidade de produzir a mais. Convir-lhe-á
fazê-lo?

71 04-03-2012
Exemplo

Aparentemente a resposta seria negativa, visto que


para um custo unitário de 2 270 o preço de venda
seria apenas de 1 680 €.

Mas o custo total tem de ser dividido em dois


componentes: custo variável e custo fixo. O custo
variável unitário é de 1 320 € e o custo fixo total é de
95 000 €.

72 04-03-2012
Exemplo

Venda (100 x 2 400) 240 000

Custo variável (1 320 x 100) 132 000

Margem de contribuição 108 000

Custo fixo 95 000

Lucro 13 000

04-03-2012 73
Exemplo

Proveitos diferenciais: Venda (100 x 2 400 + 150 x 1680) 492 000


150 x 1 680 = 252 000

Custo variável (1 320 x 250) 330 000


Custos diferenciais:
150 x 1 320 = 198 000
Margem de contribuição 162 000

Resultados diferenciais:
54 000 Custo fixo 95 000

Lucro 67 000

04-03-2012 74
CUSTOS DE OPORTUNIDADE

Custo de oportunidade – valor dos proveitos que se


obteriam se se escolhesse uma aplicação alternativa
(comparar com o actual).

Supondo que uma empresa dispõe de um armazém


que utiliza na sua actividade e que poderia ser
arrendado a terceiros por 50 000 € ao ano. Na
análise da actividade dever-se-á considerar como
custo de oportunidade o valor do arrendamento
possível.

75 04-03-2012
CUSTOS DE OPORTUNIDADE

Os custos de oportunidade não são registados na


contabilidade formal dado que não geram desembolsos
de caixa

Estes custos também não são incorporados nas


demonstrações formais

76 04-03-2012
FIM

77 04-03-2012