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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Aula 1 – Conceitos Fundamentais


Prof.ª Sâmara Paiva

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Considere o sinal:

 Representação temporal: forma trigonométrica


𝑣 𝑡 = 𝑉𝑝 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 + 𝜃𝑉 )
𝑖 𝑡 = 𝐼𝑝 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 + 𝜃𝐼 )

2
Representação Fasorial de Sinais Senoidais
Exemplo: Calcule a potência instantânea. Considere 𝑣 𝑡 =
10𝑠𝑒𝑛(100𝑡) e 𝑖 𝑡 = 2𝑠𝑒𝑛(100𝑡 + 60°).
*2𝑠𝑒𝑛 𝑎 𝑠𝑒𝑛 𝑏 = 𝑐𝑜𝑠 𝑎 − 𝑏 − 𝑐𝑜𝑠(𝑎 + 𝑏)

Exemplo: Some os dois sinais de tensão na forma


trigonométrica e obtenha as formas de onda.
Considere 𝑣1 𝑡 = 𝑠𝑒𝑛(100𝑡) e 𝑣2 𝑡 = 𝑠𝑒𝑛(100𝑡 + 60°).
𝑎+𝑏 𝑎−𝑏
*𝑠𝑒𝑛 𝑎 + 𝑠𝑒𝑛 𝑏 = 2𝑠𝑒𝑛 𝑐𝑜𝑠
2 2

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Parâmetros:
 Valor de pico: 𝑉𝑝 𝑒 𝐼𝑝
 Velocidade angular: 𝜔
 Frequência: 𝑓
 Período: 𝑇
 Ângulo de fase: 𝜃
 Valor eficaz: 𝑉𝑅𝑀𝑆 𝑒 𝐼𝑅𝑀𝑆
 Valor eficaz ou RMS: valor correspondente da CC em
quantidade capaz de transferir potência a uma carga.
 Multímetro: 220V/127V

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Valor eficaz:
 Qual a forma do valor eficaz
 Cálculo ponto a ponto:
𝑁
1
𝑋𝑅𝑀𝑆 𝑡 = 𝑥𝑖2 (𝑡)
𝑁
𝑖=1

 Cálculo do RMS a partir do valor


de pico:
𝑋𝑝
𝑋𝑅𝑀𝑆 =
2

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
Exemplo: Quais os valores RMS dos sinais de tensão do
primeiro exemplo? 𝑣 𝑡 = 10𝑠𝑒𝑛(100𝑡) e 𝑖 𝑡 =
2𝑠𝑒𝑛(100𝑡 + 60°).

Exemplo: Para os níveis de tensão residencial, quais os


valores de pico?

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
Exemplo: Quais os valores RMS dos sinais de tensão do
primeiro exemplo? 𝑣 𝑡 = 10𝑠𝑒𝑛(100𝑡) e 𝑖 𝑡 =
2𝑠𝑒𝑛(100𝑡 + 60°).

Exemplo: Para os níveis de tensão residencial, quais os


valores de pico?

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 A representação de sinais senoidais é chamada de
representação fasorial de sinais senoidais.
 Fasor:
 Um ponto se deslocando em um movimento circular uniforme
pode ser representado através de suas projeções num plano
cartesiano formando uma senóide e vice-versa.

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Fasor:
 Cada ponto da senóide pode ser representado por um vetor
de módulo constante numa posição constante.
 Quando a senóide completa um ciclo o vetor descreve um giro
completo e se encontra na mesma posição inicial novamente.
 Uma senóide pode ser descrita por um vetor radial girante
com módulo igual a sua amplitude (𝑉𝑝 ) e mesma frequência
angular 𝜔.
 Caso o ciclo da senóide comece adiantado 𝜃𝑜 é positivo.
 Caso o ciclo da senóide comece atrasado 𝜃𝑜 é negativo.

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Fasor:

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Considerando que este vetor radial:
 Gira a mesma frequência angula 𝜔
 Possui a mesma frequência e o mesmo período do vetor de
origem
 A cada volta retorna a posição inicial
 Possui módulo constante e igual ao 𝑉𝑝 da senóide de origem
 O vetor girante possui o mesmo módulo e fase do vetor
origem considerando uma dada frequência.
 Pode-se representar uma senóide por seu ângulo e
módulo.

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
 Diagrama fasorial:
𝑣 𝑡 = 𝑉𝑝 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 𝜃
𝑉 = 𝑉𝑅𝑀𝑆 ∠𝜃
𝑉 = 𝑥 + 𝑗𝑦

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Representação Fasorial de Sinais Senoidais
Exemplo: Representar os sinais senoidais através do diagrama fasorial.
a) 𝑣 𝑡 = 10𝑠𝑒𝑛 100𝑡 𝑉;
b) 𝑖 𝑡 = 5𝑠𝑒𝑛 100𝑡 + 45° 𝐴;
c) Obtenha a defasagem entre os sinais dos itens a e b.

Exemplo: Um fasor de tensão de módulo 10 descreve a rotação


completa em 0,02s partindo da posição inicial de -30°. Determine:
a) O diagrama fasorial para o instante inicial e obtenha o
comportamento senoidal desse sinal;
b) O ângulo que a tensão é 10V;
c) A frequência angular e a expressão matemática para as variações
instantâneas desse sinal;
d) O valor da tensão no instante em t=0s.

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Operações Matemáticas com Fasores e
Diagramas Fasoriais
 Representação trigonométrica pode ser substituída pela
representação vetorial (Polar):
𝑣 𝑡 = 𝑉𝑝 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 𝜃
𝑉𝑝
𝑉= ∠𝜃
2
 Representação retangular:
𝑉 = 𝑥 + 𝑗𝑦
 Transformação:

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Operações Matemáticas com Fasores e
Diagramas Fasoriais
Exemplo: Some e subtraia os seguintes sinais:
a) 𝑣1 𝑡 = 50 2𝑠𝑒𝑛 377𝑡 + 60° 𝑉 𝑒 𝑣2 𝑡 =
30 2𝑠𝑒𝑛 400𝑡 + 50° 𝑉.
b) 𝑣1 𝑡 = 20 2𝑠𝑒𝑛 377𝑡 + 45° 𝑉 𝑒 𝑣2 𝑡 =
40 2𝑠𝑒𝑛 377𝑡 + 45° 𝑉.

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Variação de energia em função do tempo:
𝑑𝜔
𝑝=
𝑑𝑡
 A fórmula fundamental da potência:
𝑝(𝑡) = 𝑣(𝑡)𝑖(𝑡)
 Para os sinais senoidais 𝑣 = 2𝑉𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡) e 𝑖 =
2𝐼𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 − 𝜃). Assim,
𝑝 = 2𝑉𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 2𝐼𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 𝜃
= VIcos 𝜃 − 𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠 2𝜔𝑡 − 𝜃
= 𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠 𝜃 1 − cos 2𝜔𝑡 − 𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠 𝜃 cos 2𝜔𝑡
𝐼 (𝐼𝐼)

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Se 𝑝 > 0 energia flui para a carga e se 𝑝 < 0 energia flui
para a fonte.
 (I) Oscila e nunca se torna negativa.
 (II) Oscila, se torna negativa e tem valor médio nulo.

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Se 𝑝 > 0 energia flui para a carga e se 𝑝 < 0 energia flui
para a fonte.
 (I) Oscila e nunca se torna negativa.
 (II) Oscila, se torna negativa e tem valor médio nulo.

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Os termos fixos serão:
𝑃 = 𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠 𝜃
𝑄 = 𝑉𝐼𝑠𝑒𝑛 𝜃
Assim,
𝑝 = 𝑃 1 − cos 2𝜔𝑡 − 𝑄 sen 2𝜔𝑡
𝐼 (𝐼𝐼)
 (I) Potência instantânea que sempre é fornecida a carga e
seu valor médio é a potência ativa (P).
 (II) Potência instantânea que é trocada entre a carga e a
fonte que não é desejável do ponto de vista de
transferência. O 𝑉𝑚 é nulo e 𝑉𝑝 é a potência reativa (Q).

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 P: potência ativa absorvida pela carga
 Q: potência de troca entre a fonte e a carga. Não é
consumida, mas é trocada nas suas reatâncias indutivas e
capacitivas.
 S: potência aparente
𝑆 = 𝑃 + 𝑗𝑄 = 𝑆∠𝜃
Pode ser expressa:
𝑆 = 𝑅 + 𝑗𝑋 𝐼 2
𝑃 = 𝑅𝐼 2 𝑒 𝑄 = 𝑋𝐼 2

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 𝜃 = 𝜃𝑣 − 𝜃𝑖 : indica se o fator de potência é capacitivo
(adiantado) e indutivo (atrasado).
 cos𝜃: fator de potência.
𝑃 𝑅
𝑐𝑜𝑠𝜃 = =
𝑆 𝑍
 Uma carga indutiva absorve 𝑄+ , o indutor consome
potência reativa.
 Uma carga capacitiva absorve 𝑄− , o capacitor gera
potência reativa.

21
Potência em Corrente Alternada (CA)

22
Potência em Corrente Alternada (CA)

23
Potência em Corrente Alternada (CA)
Exemplo: Os valores na entrada de um circuito que
alimentam uma carga elétrica monofásica são:
𝑉 = 200∠30° 𝑉 𝑒 𝐼 = 10∠60° 𝐴
Calcule:
a) Impedância da carga;
b) Potência ativa;
c) Potência reativa;
d) fp.

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Potência em circuitos trifásicos:
𝑣𝑎 = 2𝑉𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡
𝑣𝑏 = 2𝑉𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 − 120°)
𝑣𝑐 = 2𝑉𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 − 240°)
𝑖𝑎 = 2𝐼𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 𝜃
𝑖𝑏 = 2𝐼𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 𝜃 − 120°
𝑖𝑐 = 2𝐼𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 𝜃 − 240°
 A potência trifásica será:
𝑃3𝜙 = 𝑣𝑎 𝑖𝑎 + 𝑣𝑏 𝑖𝑏 + 𝑣𝑐 𝑖𝑐
Substituindo,
𝑃3𝜙 = 3𝑉𝐼𝑐𝑜𝑠 𝜃 = 3𝑃

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Sistemas equilibrados trifásicos:
 A soma algébrica das 3 correntes de fase é igual a zero, não
havendo necessidade de um fio condutor.
 A soma algébrica das 3 tensões de fase também é igual a zero.
 Para as tensões de linha e fase:

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Sistemas equilibrados trifásicos:
 Transformação delta-Y:

27
Potência em Corrente Alternada (CA)
Exemplo: Transforme o circuito em delta abaixo em um
circuito Y.

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Tensão de fase e linha:
 Estrela:
𝑉𝐿 = 3𝑉𝐹
𝑖𝐿 = 𝑖 𝐹
 Delta:
𝑉𝐿 = 𝑉𝐹
𝑖𝐿 = 3𝑖𝐹

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Potência em Corrente Alternada (CA)
 Potência trifásica:
 Potência ativa:
𝑃3𝜙 = 3𝑉𝐿 𝐼𝐿 cos 𝜃 = 3𝑉𝐹 𝐼𝐹 cos(𝜃)
 Potência reativa:
𝑄3𝜙 = 3𝑉𝐿 𝐼𝐿 cos 𝜃 = 3𝑉𝐹 𝐼𝐹 cos(𝜃)
 Potência aparente:
𝑆 2 = 𝑃2 + 𝑄 2 = 𝑉𝐼
𝑄
𝑡𝑔 𝜃 =
𝑃

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Potência em Corrente Alternada (CA)
Exemplo: Uma carga trifásica ligada em estrela é constituída
por impedâncias iguais. Determine as potência ativa e
reativa por fase e total.

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Princípio de Compensação de Energia
Reativa
Exemplo: Considere 𝑉𝐿 = 220𝑉, 𝑃1 = 60𝑘𝑊, 𝑃2 = 168𝑘𝑊,
𝑐𝑜𝑠(𝜃1 ) = 0,75 𝑖𝑛𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑒 cos 𝜃2 = 0,80 (𝑖𝑛𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑜).
Faça a correção do fp para 0,95.

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Análise de um Circuito RLC
 Análise de um circuito: Leis de Kirchhoff

33
Análise de um Circuito RLC
 Análise de um circuito:

Componente Tensão-Corrente Corrente-Tensão Impedânci Admitânci


a a
Capacitor 1 𝑑𝑣(𝑡) 1 𝐶𝑠
𝑣 𝑡 = 𝑖 𝛿 𝑑(𝛿) 𝑖 𝑡 =𝐶
𝐶 𝑑𝑡 𝐶𝑠

Indutor 𝑑𝑖(𝑡) 1 𝐿𝑠 1
𝑣 𝑡 =𝐶 𝑖 𝑡 = 𝑣 𝛿 𝑑(𝛿)
𝑑𝑡 𝐿 𝐿𝑠

Resistor 𝑣(𝑡) = 𝑅𝑖(𝑡) 𝑣 𝑡 𝑅 1


𝑖 𝑡 =
𝑅 𝑅

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Análise de um Circuito RLC
 Sendo 𝑠 = 𝑗𝜔:
 Capacitor:
𝑗

𝜔𝐶
 Indutor:
𝑗𝜔𝐿
 Resistor:
𝑅
 Assim, 𝑍 = 𝑅 + 𝑗𝑋
 Capacitor:
𝑋𝑐 = −1/𝜔𝐶
 Indutor:
𝑋𝐿 = 𝜔𝐿

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Análise de um Circuito RLC
Exemplo: Dado o circuito RL em série com uma fonte de
tensão de 110∠0°𝑉, resistência de 50Ω e indutância no
valor de 0,1𝐻. Determine:
a) O fp;
b) A potência ativa;
c) A potência aparente;
d) A potência reativa;
e) O diagrama fasorial.

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Análise de um Circuito RLC
Exemplo: A potência consumida por uma instalação elétrica
é de 2400𝑊. A tensão de alimentação é de 220 (RMS).
Determine a potência aparente e a corrente consumida
quando:
a) 𝑓𝑝 = 0,9;
b) 𝑓𝑝 = 0,6.

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Análise de um Circuito RLC
Exemplo: Calcular o 𝑓𝑝 de um circuito RL série percorrido
por uma corrente de 10𝐴 e tensão de 220𝑉. O watímetro
indica 2000𝑊.

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Análise de um Circuito RLC
Exemplo: Dado um circuito RL em paralelo com tensão
igual a 110∠0°𝑉, resistência de 60Ω e reatância indutiva de
80Ω. Determine:
a) Impedância equivalente;
b) Expressão da corrente 𝑖(𝑡);
c) 𝑓𝑝;
d) Diagrama fasorial.

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Análise de um Circuito RLC
Exemplo: Dado um circuito RL em paralelo com tensão
igual a 110∠0°𝑉, resistência de 60Ω e reatância indutiva de
80Ω. Determine:
a) Impedância equivalente;
b) Módulo e fase da corrente fornecida pelo gerador;
c) Expressões de 𝑖 𝑡 , 𝑖𝑅 𝑡 𝑒 𝑖𝐶 (𝑡);
d) Diagrama fasorial.

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