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PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

METODOLOGIA DO TRABALHO
CIENTÍFICO

MÓDULO – 10

Editoração e Revisão: Editora Prominas e Organizadores

APOSTILA RECONHECIDA E AUTORIZADA NA FORMA DO CONVÊNIO


FIRMADO ENTRE UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
E O INSTITUTO PROMINAS.

Impressão
e
Editoração
2

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................. 3
UNIDADE 1: INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4
UNIDADE 2: A CIÊNCIA ................................................................................................................... 6
UNIDADE 3: OS TIPOS DE CONHECIMENTO .............................................................................. 15
UNIDADE 4: A PESQUISA.............................................................................................................. 23
UNIDADE 5: PESQUISA BIBLIOGRÁFICA ................................................................................... 29
UNIDADE 6: O TRABALHO CIENTÍFICO ...................................................................................... 34
UNIDADE 7: A REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................. 36
UNIDADE 8: O ARTIGO CIENTÍFICO ............................................................................................ 43
UNIDADE 9: A LEITURA................................................................................................................. 44
UNIDADE 10: A ESCRITA .............................................................................................................. 45
UNIDADE 11: INSTRUMENTALIZAÇÃO CIENTÍFICA .................................................................. 51
UNIDADE 12: PLÁGIO: O QUE É E COMO EVITAR ..................................................................... 61
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................ 74
ANEXOS .......................................................................................................................................... 78

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APRESENTAÇÃO

Caro aluno,
Ao elaborarmos esta obra, visando contemplar a Disciplina Metodologia
Científica, objetivamos construir um texto que possibilite a preparação do seu
Trabalho de Conclusão de Curso.
Constitui-se em um documento interno da UCAM/PROMINAS e tem como
objetivo a orientação da pesquisa e elaboração do seu TCC (Trabalho de
Conclusão de Curso) – Artigo Científico – exigido para conclusão dos cursos de
Pós-Graduação desta instituição e alguns conceitos de trabalhos científicos aqui
apresentados visam atender às necessidades da produção científica e do
entendimento, a respeito do tipo de trabalho que você tem o compromisso de
elaborar.
Esperamos que você construa a sua pesquisa de acordo com as
orientações contidas neste documento e, apoiando-se na Apostila de Métodos e
Técnicas de Pesquisa disponibilizada juntamente com o seu material didático,
confeccione seu Artigo Científico e o envie à UCAM/PROMINAS, ele deverá ser
encaminhado somente por e-mail em arquivo anexo, formato Word, em um dos
seguintes endereços eletrônicos: secretaria@institutoprominas.com.br ou
tcc@institutoprominas.com.br
Atendendo às demandas atuais de pesquisas que utilizam das benesses
tecnológicas modernas, oferecemos a você uma gama de caminhos na
informática para se realizarem esses tipos de pesquisas online1.
Esperamos ainda, tornar a sua vida mais tranquila com relação a pesquisa
científica. Dessa forma, você poderá dedicar-se com tempo e atitude assertiva
àquilo que lhe é mais importante: sua formação pessoal e intelectual de forma
crítica e prazerosa.
Professora Náuplia Lopes

1
Na internet.

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UNIDADE 1: INTRODUÇÃO

A introdução desta Disciplina em sua grade curricular de estudos atende às


exigências legais para elaboração de um Trabalho Científico para conclusão de
cursos de Pós-Graduação Lato sensu.
Visamos, pois, a partir da elaboração desta obra, oportunizar ao nosso
estudante o desenvolvimento de uma atitude científica necessária e inerente no
processo de construção do conhecimento e do fazer educativo e a
instrumentalização teórico-metodológica da pesquisa com vistas à iniciação
científica em educação e ao uso da mesma na prática diária de aprendizagem.
Nesta obra não se pretende esgotar o tema Metodologia Científica e, por
isso, elegemos algumas questões que consideramos relevantes para que você
consiga desenvolver sua atitude científica e sua pesquisa, conseguindo, assim,
confeccionar seu TCC – trabalho de Conclusão de Curso, de maneira tranquila e
sem muitas dificuldades.
Para confecção desta obra, recolheu-se um vasto material bibliográfico e
organizou-se uma sequência de informações que possam ser úteis a você pós-
graduando nesta etapa final do curso.
Nosso objetivo se restringe a uma pequena incursão pelo universo
científico, posto que fazer pesquisa é fazer ciência, é buscar soluções para
problemas da sociedade, é se colocar a serviço da humanidade e, muitas vezes é
dar voz a atores sociais desconhecidos ou esquecidos do mundo acadêmico.
Conforme Demo (2001),

O estudante que queremos formar não é apenas técnico, mas


fundamentalmente cidadão, que encontra na competência reconstrutiva
de conhecimento seu perfil decisivo. Tem pela frente o duplo desafio de
fazer o conhecimento progredir, mas, mormente, de o humanizar. [...]
Pesquisa é, pois, razão acadêmica crucial de ser. A aprendizagem
adequada é aquela efetivada dentro do processo de pesquisa do
professor, no qual ambos – professor e aluno – aprendem, sabem
pensar e aprendem a aprender. (DEMO, 2001, p.02)

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Em primeiro lugar, portanto, falaremos da Ciência e seus conceitos e quais


as atitudes que devemos ter frente a ela, visto que conforme Lakatos e Marconi,

a ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à


verdade. Um mesmo objeto ou fenômeno pode ser matéria de
observação tanto para o cientista como para o homem comum. O que os
difere é a forma de observação. (LAKATOS e MARCONI, 2009, p. 23).

Em seguida, faremos uma análise dos Tipos de Conhecimentos e


ressaltaremos o Conhecimento Científico, posto ser este o conhecimento que
deverá ser utilizado para a produção e pesquisa acadêmica.
Na sequência, relataremos os Métodos Científicos existentes e que devem
ser utilizados para fazer Ciência; o que vem a ser Projeto de Pesquisa, seus tipos
e como realizá-los; a Pesquisa e seus conceitos; os Tipos de Pesquisas e como
utilizá-las.
Abordaremos separadamente a Pesquisa Bibliográfica por entendermos
ser esta a mais aplicável no nosso caso devido a falta de tempo e a escassez de
informações e condições didáticas e metodológicas para se realizar outros tipos
de pesquisas. Falaremos também sobre os Métodos de Pesquisa; os variados
Trabalhos Científicos, dando ênfase ao Artigo Científico, por ser este a exigência
da instituição para o seu TCC.
Ressaltaremos a importância do Planejamento e as etapas de elaboração
do mesmo, terminando com a Revisão de Literatura, base para todo trabalho
científico e, em nosso caso, a alma da Pesquisa e do TCC.
Ao final e em anexo, elencamos várias Orientações Metodológicas no que
tange a utilização da informática e da internet na pesquisa científica, bem como,
abordaremos a questão plágio e como evitá-lo.
As normas e técnicas contidas nesta obra, baseiam-se nas mais recentes
normas e padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)2 e em
bibliografias de especialistas na área de Metodologia Científica3.

2
Associação Brasileira de Normas Técnicas, cujas normas também estão nas referências.
3
Vide referências.

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UNIDADE 2: A CIÊNCIA

Ao procurar pelo conceito de ciência encontram-se inúmeros e os mais


diversos, posto ser este um assunto deveras complexo e, por isso mesmo,
merece que se busque explicá-lo.
Para Lakatos e Marconi (2009), a ciência se define por “um conjunto de
conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente,
sistematizados e verificáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma
natureza” (p. 77).
As mesmas autoras ainda afirmam que “a ciência não é o único caminho
de acesso ao conhecimento e à verdade” e acrescentam que “ um mesmo objeto
ou fenômeno pode ser observado de maneira diferente, por um cientista e um
homem comum” (LAKATOS e MARCONI, 2009, p. 75-76 – trecho adaptado).
Outros autores como Junior (1988) conceituam ciência como “um
conjunto de proposições (teorias) coerentes, sem contradições internas, com
encadeamento racional, despida de valorações e subjetividade” (p. 23). Dencker
(1998) diz que a ciência “caracteriza-se como uma forma especial de
conhecimento da realidade empírica” e mais a frente afirma ser “um conhecimento
racional. Metódico, sistemático, capaz de ser submetido à verificação e que passa
por um processo de reflexão” (DENCKER, 1998, p. 65). Assim, podemos
relacionar como sendo características da ciência:
• Finalidade ou objetivo – distinguir características, leis e princípios comuns que
controlam os eventos;
• Função – aperfeiçoar e ampliar a relação do homem com a realidade através
do conhecimento;
• Objeto – formal olhar das diversas ciências sobre um mesmo objeto
material;
– material aquilo que se pretende conhecer.
Porém, nosso objetivo é a Metodologia Científica.

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A Metodologia Científica

Metodologia, do Grego – META, que significa ao largo, caminho; e


LOGOS que significa discurso, estudo. Epistemologicamente significa “o estudo
da ciência” – por isso a necessidade de conceituar ciência – ou a crítica ao
conhecimento científico, através do exame das hipóteses, dos princípios e das
conclusões, objetivando determinar seu alcance e seu valor.
É, portanto, a disciplina que oferece os caminhos necessários para o
autoaprendizado em que você é o sujeito do processo, aprendendo a pesquisar e
a sistematizar o conhecimento adquirido, estudando todos os métodos científicos
sob os aspectos descritivos e da análise reflexiva.
Ao tratar do processo científico, a metodologia da ciência descreve o que
são os métodos científicos da indução, dedução e o hipotético-dedutivo, incluindo
outros procedimentos que levam à formulação das hipóteses, bem como, a
elaboração e explicação de leis e teorias científicas, fazendo também uma análise
crítica delas.
Temos também a Metodologia do Trabalho Científico que, conforme
Saloman (1999),

trata-se de um estudo sobre um tema específico ou particular, com


suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa metodologia.
Investiga determinado assunto não só em profundidade, mas também
em todos os seus ângulos e aspectos, dependendo dos fins a que se
destinam. (SALOMAN, 1999, P. 42).

Sendo assim, a Metodologia consiste no estudo e avaliação dos vários


métodos disponíveis, identificando suas limitações ou não em nível das
implicações de suas atualizações. Noutro nível, a Metodologia prima por examinar
e avaliar as técnicas, bem como a geração ou verificação de novos métodos que
conduzem à captação e processamento de informações com vistas à resolução
de problemas de investigação.

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A seguir, relacionaremos e analisaremos os métodos científicos e sua


aplicabilidade.

Os Métodos Científicos: desenvolvimento histórico

Preocupado em descobrir o funcionamento dos fenômenos naturais, o


homem vem, desde os primórdios da humanidade, buscando explicações para as
forças da natureza que o subjugavam e a morte. O conhecimento inicialmente
adquirido empiricamente e de natureza mítica voltou-se à explicação desses
fenômenos, relacionando-os a entidades sobrenaturais. A verdade era carregada
de noções supra-humanas e a explicação firmava-se em motivações humanas,
atribuídas a "forças" e potências sobrenaturais.
O caráter dogmático surge à medida que o conhecimento religioso se
voltou, também, para a explicação desses fenômenos da natureza e do caráter
transcendental que se deu à morte, como fundamento de suas concepções. Em
sendo, a verdade passou a ser baseada em revelações da divindade.
O conhecimento religioso emerge como uma tentativa de explicar os
acontecimentos através de causas primeiras e dos deuses. Assim, o homem
somente poderia alcançar o conhecimento através de revelações e da inspiração
divina. O caráter sagrado das leis, do conhecimento, da verdade, como
explicações sobre o homem, seu surgimento, bem como, de todo o universo,
determina uma aceitação acrítica dos mesmos, deslocando o olhar para a
explicação da natureza da divindade.
Na sequência surge o conhecimento filosófico que, por sua vez, busca uma
investigação racional como tentativa de se buscar a captação da essência
imutável do real, através da compreensão da forma e das leis da natureza.
Sendo assim, a junção entre o senso comum, a explicação religiosa e o
conhecimento filosófico, guiou as preocupações do homem consigo e com o
universo. Foi somente a partir do século XVI que se iniciou uma linha de
pensamento, cuja proposta era encontrar um conhecimento embasado em
maiores garantias e na procura do que fosse real.

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Nesse sentido, não se buscava mais as causas prováveis e absolutas ou a


natureza íntima das coisas; ao contrário, procurava-se compreender as relações
existentes entre elas, assim como a explicação para os acontecimentos, através
da observação científica e o raciocínio.
Não obstante, da mesma forma que o conhecimento se desenvolveu, a
sistematização de atividades e o método também sofreram transformações.
Galileu Galilei, primeiro teórico do método experimental foi o pioneiro no trato
desse assunto, no nível de conhecimento científico. Apesar de discordar dos
seguidores do filósofo Aristóteles, Galileu considera que o conhecimento da
essência interior das substâncias individuais deve ser substituído pelo
conhecimento das leis que presidem os fenômenos, como objetivo para as
investigações.
Para Galileu, a ciência tem como principal foco as relações quantitativas
em detrimento da qualidade. Seu método pode ser descrito como indução
experimental, podendo chegar a uma lei geral através da observação de certo
número de casos particulares.
Podemos expor os principais passos de seu método da seguinte forma:
a) observação dos fenômenos;
b) análise dos elementos constitutivos desses fenômenos, com a
finalidade de estabelecer relações quantitativas entre eles;
c) indução de certo número de hipóteses;
d) verificação das hipóteses aventadas por intermédio de experiências;
e) generalização do resultado das experiências para casos similares;
f) confirmação das hipóteses, obtendo-se, a partir delas, leis gerais.
Francis Bacon, outro estudioso da ciência e do método científico, também
partiu da crítica a Aristóteles, por considerar que “o processo de abstração e o
silogismo” - dedução formal, partindo de duas proposições (premissas), delas
retirando uma terceira, chamada conclusão - “não propiciam um conhecimento
completo do universo” (SALOMON, 1999).
Parte-se, então, do pressuposto de que o conhecimento científico é o único
caminho seguro para a verdade dos fatos, devendo seguir os seguintes passos:
a) experimentação;

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b) formulação de hipóteses;
c) repetição;
d) testagem das hipóteses;
e) formulação de generalizações; e
f) leis.
Na sequência e no mesmo século surge Descartes com sua obra,
“Discurso do Método”, onde ele afasta-se dos processos indutivos, originando o
método conhecido como dedutivo. Para ele, chega-se à certeza através da razão,
princípio absoluto do conhecimento humano.
Neste caso, Descartes sugere quatro regras:
a) evidência – não tomar como verdadeira uma coisa que não se reconheça
evidentemente como tal, ou seja, evitar a precipitação e o preconceito, não
incluindo juízos de valor;
b) análise - dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas
necessárias para melhor resolvê-las, isto é, decompor o todo em suas partes
constitutivas, indo sempre do mais complexo para o menos complexo;
c) síntese - consiste em conduzir ordenadamente os pensamentos, começando
pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, até o conhecimento dos
objetos mais complexos;
d) enumeração - realizar sempre enumerações minuciosas e revisões gerais a
ponto de nada omitir.
É claro que muitas outras visões foram sendo incorporadas aos métodos já
existentes, fazendo com que surgissem também outros métodos, como veremos
adiante. Antes, porém, cabe apresentar alguns conceitos de método. Para
Salomon (1999), “O Método Científico é a estratégia que organiza e orienta a
atividade científica, encaminhando à obtenção de um novo conhecimento
científico que transforme a realidade”. (apud GARCIA, 1995).

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Conceitos de método

A partir de diversos autores, relacionamos vários conceitos sobre método,


a saber: Hegenberg afirma que método é o "Caminho pelo qual se chega a
determinado resultado, ainda que esse caminho não tenha sido fixado de
antemão de modo refletido e deliberado". (1976, p. 115); Ackoff diz que é a
"Forma de selecionar técnicas e avaliar alternativas para ação científica". (apud
HEGENBERG, 1976, p. 116); Para Trujillo é a "Forma ordenada de proceder ao
longo de um caminho". (1974, p. 24); É a "Ordem que se deve impor aos
diferentes processos necessários para atingir um fim dado" na visão de Jolivet,
(1979, p. 71); São os "Conjuntos de processos que o espírito humano deve
empregar na investigação e demonstração da verdade" para Cervo e Bervian
(1978, p. 17); E para Kaplan "Caracteriza-se por ajudar a compreender, no
sentido mais amplo, não os resultados da investigação científica, mas o próprio
processo de investigação". (apud GRAWITZ, 1975, p. 18).

Método científico

Podemos definir o método científico como a teoria da investigação que


alcança seus objetivos, quando cumpre ou se propõe a cumprir, de forma
científica, as seguintes etapas:
a) Descobrimento do problema - ou brecha, num conjunto total de
acontecimentos;
b) Colocação precisa do problema - ou a recolocação de um velho problema à
luz de novos conhecimentos;
c) Procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema –
pesquisa sobre o conhecido para tentar resolver o problema;
d) Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados -
se a tentativa resultar inútil, passa-se para a etapa seguinte, em caso
contrário, passa-se para a subsequente;

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e) Invenção de novas ideias – criação e análise de hipóteses, teorias ou


técnicas, ou ainda, produção de novos dados empíricos que possibilitem a
resolução do problema;
f) Obtenção de uma solução – pode ser exata ou aproximada do problema,
utilizando-se do instrumental conceitual ou empírico disponível;
g) Investigação das consequências da solução obtida – é a busca de
prognósticos que possam ser feitos com seu auxílio, em se tratando de uma
teoria;
h) Prova ou comprovação da solução – comparação entre a solução
encontrada e a totalidade das outras teorias e da informação empírica
pertinente. Se o resultado for satisfatório, conclui-se a pesquisa B. Do
contrário, passa-se para a etapa seguinte;
i) Correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados
na obtenção da solução incorreta – começa-se um novo ciclo de
investigação.

Métodos específicos das Ciências Sociais

Apesar de alguns autores fazerem distinção entre "método" e "métodos",


ainda não ficou clara essa diferença e, portanto, utiliza-se o termo "método" em
todos os casos e para tudo. Assim, em primeiro lugar, temos o método de
abordagem assim discriminado:
1 - Método Indutivo – parte de questões particulares, caminhando geralmente
para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares
às leis e teorias (conexão ascendente);
2 - Método Dedutivo – inverso do indutivo, parte das teorias e leis, na maioria
das vezes, indo parar na ocorrência dos fenômenos particulares (conexão
descendente);
3 - Método Hipotético-dedutivo – parte-se da percepção de uma lacuna nos
conhecimentos, acerca da qual formulam-se hipóteses e, pelo processo de

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inferência dedutiva, testam-se a predição das ocorrências de fenômenos


abrangidos pela hipótese.
4 - Método dialético – o mais profundo, penetra o mundo dos fenômenos,
através de sua ação de recíprocidade, da contradição inerente ao fenômeno e das
mudanças dialéticas que ocorrem na natureza e na sociedade.
Temos ainda, os "métodos de procedimento" que seriam etapas mais
concretas da investigação, objetivando e justificando-se por uma postura menos
abstrata e mais restrita em termos de explicação geral dos fenômenos.
Pressupõem-se uma atitude concreta em relação ao fenômeno, estando limitadas
a um domínio particular.
Listaremos a seguir estes métodos, na área restrita das ciências sociais,
em que geralmente são utilizados vários ao mesmo tempo:
5 - Método Histórico – é o método que investiga acontecimentos, processos e
instituições do passado com a finalidade de verificar a sua influência na sociedade
atual.
6 - Método Comparativo – este método é bastante utilizado em estudos
comparativos entre grupos do presente, do passado, ou entre os dois. Também
se usa para comparações entre sociedades de iguais ou de diferentes estágios de
desenvolvimento histórico;
7 - Método Monográfico – é um método bastante recortado e consiste no estudo
de determinados indivíduos; suas profissões; as instituições; as condições de
diversos grupos, separadamente; estuda grupos ou comunidades; todos esses
estudos partem da premissa de obtenção de generalizações;
8 - Método Estatístico – em termos quantitativos, esse método significa a
redução de fenômenos sociológicos, políticos, econômicos, entre outros. A
manipulação através da estatística permite analisar e comprovar ou não, as
relações dos fenômenos entre si, além de permitir a obtenção de generalizações
sobre sua natureza, ocorrência ou significado;
9 - Método Tipológico – muito semelhante ao método comparativo, permite ao
pesquisador comparar fenômenos sociais complexos, criando tipos ou modelos
ideais (que não existam de fato na sociedade), construídos a partir da análise de
aspectos essenciais do fenômeno;

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10 - Método Funcionalista – poderíamos dizer que esse método é mais de


interpretação do que de investigação. A partir dele se estuda a sociedade partindo
do pressuposto da função de suas unidades, isto é, como um sistema organizado
de atividades;
11 - Método Estruturalista – parte da investigação de um fenômeno concreto,
caminha para o nível abstrato, por intermédio da construção de um modelo que
represente o objeto de estudo, chegando finalmente ao concreto, como uma
realidade estruturada e relacionada com a experiência do sujeito social.
Todos esses métodos podem ser utilizados em pesquisas científicas,
devendo o pesquisador escolher aquele que lhe permitirá obter os resultados
esperados.
É um importante exercício científico a escolha do método a ser utilizado,
dela dependendo o sucesso da pesquisa.
Após a escolha do método, parte-se para a pesquisa, não antes de
conhecer os tipos de conhecimento e a importância da utilização do conhecimento
científico ao se fazer ciência.

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UNIDADE 3: OS TIPOS DE CONHECIMENTO

O que é conhecer?
Podemos dizer, a partir das concepções de Cyrino e Penha (1992), que
conhecer é, sem dúvidas "elaborar um modelo de realidade" e "projetar ordem
onde havia caos" (CYRINO e PENHA, 1992, p. 13). Posto isso, três elementos se
fazem necessários para que o conhecimento seja construído e internalizado:
a) O objeto – aquilo que o sujeito analisa, busca e investiga para
conhecer;
b) O sujeito – aquele que conhece;
c) A imagem mental – ideia, opinião ou conceito que resulta da relação
sujeito-objeto e que habita a partir de então a subjetividade daquele que conhece.
Sendo assim, podemos afirmar que o conhecimento não nasce do buraco
negro da nossa mente mas, sim, das experiências que arregimentamos e
acumulamos em nossa vida diária, através dos relacionamentos interpessoais, de
experiências, das construções, das leituras de livros e artigos diversos, das
viagens. Conhecer é, pois, internalizar um novo conceito, ou um conceito original,
sobre um fenômeno ou fato qualquer.

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Pensar e conhecer

O animal homem diferencia-se dos outros animais pela sua capacidade


de pensar e, ao fazê-lo, problematizar o seu ambiente fisicamente e
culturalmente. Fisicamente significa a sua identificação com a natureza e
culturalmente, refere-se a produção humana em todos os aspectos.
Dessa forma o homem interfere e modifica o seu hábitat enquanto os
outros animais apenas são adaptativos ao ambiente em que se encontram. Um
exemplo seria o do João-de-barro, passarinho que desde o início da sua
existência, constrói o mesmo tipo de moradia.
Ao contrário do João-de-barro, passarinho, o homem começou morando
em cavernas. Mais adiante, passou a construir choças e cabanas. Um pouco mais
de evolução o levou a construir casas de madeiras, tijolos e cimento. Hoje, utiliza-
se estruturas sofisticadíssimas como moradias: casas inteligentes, edifícios
altíssimos e construções que tentam ser à prova de terremotos e furacões.
A pergunta é: Por que o humano progrediu e o joão-de-barro, não?
A resposta a essa pregunta é que o homem pensava e pensa e, não
somente executa ações. O pensar é que o leva a mofidificar o ambiente a sua
volta e a mudar o como fazer.
Podemos concluir então, nesse breve relato histórico que, sentir, pensar,
problematizar e agir são ações extremamente necessárias e fundamentais no
processo de produção de informações, saberes e conhecimentos.

Os tipos de conhecimento humano

Existem diversos tipos de conhecimento humano e todos eles com a


mesma importância para a humanidade e seu desenvolvimento. É possível traçar
estudos e análises tendo como base os diversos conhecimentos. Por exemplo, ao
estudar o homem, podemos elencar diversas conclusões sobre a sua atuação e o
seu papel na sociedade, baseando-nos, apenas, no senso comum ou na nossa
experiência cotidiana; podemos questioná-lo quanto à sua origem e destino,

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assim como quanto à sua liberdade; podemos também, analisá-lo como um ser
biológico, ao verificarmos as relações existentes entre determinados órgãos e
suas funções, a partir do conhecimento científico; podemos, ainda, observá-lo
como uma ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e meditar
sobre o que dele dizem os diversos textos sagrados.
Sendo assim, apesar da divisão entre os tipos de conhecimento em
popular, filosófico, religioso e científico, estas podem coexistir na mesma pessoa,
o que a torna uma pessoa sábia por transitar entre todas as esferas do
conhecimento humano: um cientista, voltado, por exemplo, ao estudo da física,
em muitos aspectos de sua vida cotidiana, pode agir segundo conhecimentos
provenientes do senso comum, pode ser crente praticante de determinada religião
e estar filiado a um sistema filosófico.
A todo esse produto da inteligência humana, chamamos conhecimento.
Além dele, temos as informações e os saberes.

Os Saberes e os diversos tipos de conhecimento

Os saberes e as informações são infinitos, porém, os conhecimentos


podem ser classificados, como veremos abaixo:

1 - Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar, ou senso-comum)

É o conhecimento obtido ao acaso, no dia-a-dia e após inúmeras


tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações rotineiras e não
planejadas. Exemplo: A chave está emperrando na fechadura e, de tanto
experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de
girar a chave sem emperrar.
Apesar de sua aspiração à racionalidade e objetivo, o bom senso só
consegue atingir essa condição de maneira muito limitada, podendo ser definido
como o modo vulgar, popular, comum e espontâneo de conhecer, que se adquire
no trato direto com as coisas e os seres humanos, sem análises ou críticas. "É o
saber que preenche a nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado

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ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo".


(BABINI, 1957, p. 21).
Podemos dizer que o conhecimento popular tem as seguintes características:
Superficialidade – posto que, conforma-se com a aparência, com aquilo que se
pode comprovar simplesmente olhando ou estando junto das coisas.
Sensitividade – refere-se a estados de espírito, de vivências, de ânimo e
emoções da vida.
Subjetividade – as experiências e conhecimentos são organizados pelo próprio
sujeito.
Assistematicidade – não há um método de aquisição do conhecimento, este se
dá sem planejamento e sem a busca da comprovação dos fatos.
Acriticidade – não há a pretensão de confirmação sobre a condição de serem, os
conhecimentos, verdadeiros ou não.
É o que denominamos o saber da vida. Um tipo de saber que se baseia
na vivência espontânea, começando no nascimento e indo até a morte. Assim,
tudo pode se tornar objeto a ser "explorado" e representado nesse nível de
conhecimento da realidade. O resultado dessa relação com o mundo é um saber
classificado como empírico.
Nesse mesmo âmbito de conhecimento, encontramos ainda o
conhecimento mítico, modalidade de conhecimento baseada na intuição. Ajuda o
ser humano a "explicar" o mundo por meio de representações simples, porém não
racionais, nem resultantes de experimentações científicas.
É um conhecimento "expresso por meio de linguagem simbólica e
imaginária" (CYRINO e PENHA, 1992, p. 14), onde o homem cria representações
para atribuir um sentido às coisas, baseando-se na crença de que seres
fantásticos e suas histórias sobrenaturais são responsáveis pela existência de
todas as coisas.

2 - Conhecimento Religioso ou Teológico

É um tipo de conhecimento que parte do princípio da infalibilidade e


indiscutibilidade das verdades por consistirem em revelações da divindade, do

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sobrenatural. Exemplo: Acreditar que alguém foi curado por um milagre; acreditar
em espírito ou acreditar em Duende; acreditar em reencarnação; entre outros.
Sendo assim, se o saber da vida se baseia nas experiências de vida,
sendo, portanto, espontâneo, e se o conhecimento mítico é fundamentado na
crença em seres fantásticos e é elaborado fora da lógica racional, o saber
teológico fundamenta-se na fé, não podendo ser confirmado ou negado. Esse tipo
de conhecimento apóia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas e
dependem das crenças e da formação moral de cada indivíduo. Parte, portanto,
da compreensão e da aceitação da existência inegável de um Deus ou de deuses,
que constituem a razão de ser de todas as coisas. Esses seres "revelam-se" aos
humanos e, se assim são, não há porque a razão compreender esses dogmas,
bastando, para tanto, aceitá-los. O conhecimento teológico investiga e tenta
explicar somente esse proceso.

3 - Conhecimento Filosófico

É o conhecimento que se faz especulando sobre fenômenos, gerando,


assim, conceitos subjetivos. É fruto da reflexão e do raciocínio humano. Através
dele, o homem busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo,
ultrapassando os limites formais da ciência. Exemplo: "O homem é a ponte entre
o animal e o além-homem" (Friedrich Nietzsche).
Podemos relacionar suas características, como sendo:
Valorativo – As hipóteses filosóficas tem por base a experiência e não na
experimentação, não podendo ser submetidas a observações;
Não verificável – não se pode confirmar e nem refutar os enunciados de suas
hipóteses;
Racional – há lógica e correlação no conjunto de enunciados;
Sistemático – busca a representação coerente da realidade para apreendê-la em
sua totalidade;
Infalível e exato – não é submetido ao decisivo teste da observação ou
experimentação.

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O conhecimento filosófico almeja responder às grandes indagações do


homem buscando até leis mais universais que englobam e harmonizam as
conclusões da ciência.
Nesse sentido, o conhecimento filosófico busca os "porquês" de tudo o que
existe, sendo ativo e colocando o homem como buscador de respostas para as
infinitas perguntas que ele formula. Exemplos: De onde viemos?, Quem é o
homem?, Para onde vamos?, Qual é o valor da vida humana?, O que é o sentido
da vida?, O que é o tempo?, ente outras.

4 - Conhecimento Científico

O conhecimento científico é racional e produzido a partir da investigação


metódica da realidade, através de pesquisas, experimentos e da busca sobre a
lógica dos fatos, fenômenos, seres e acontecimentos humanos e naturais.
Trata-se portanto, de um conhecimento sistemático e metódico,
proveniente da experimentação, validação e comprovação das hipóteses
aventadas, possibilitando ao homem elaborar instrumentos para intervir na
realidade e transformá-la para melhor ou para pior.
O conhecimento científico tem como características, ser:
Real, factual – parte das ocorrências, dos fenômenos e dos fatos;
Contingente – tem a veracidade ou falsidade de suas proposições ou hipóteses
comprovadas através da experimentação;
Sistemático – forma um sistema de ideias (teorias) lógicas e não conhecimentos
dispersos e desconexos;
Verificável – pode ser comprovado e verificado a qualquer momento. Hipóteses
não comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência;
Falível – pode ser substituído por uma outra teoria descoberta ou desenvolvida
por modernos aparelhos e máquinas, em virtude de não ser definitivo, absoluto ou
final.
Aproximadamente exato – as teorias existentes podem ser reformuladas a partir
de novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas.

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Podemos ainda dizer, baseando-nos em Galliano (1979) que o


Conhecimento Científico:

- É racional e objetivo.
- Atém-se aos fatos.
- Transcende aos fatos.
- É analítico.
- Requer exatidão e clareza.
- É comunicável.
- É verificável.
- Depende de investigação metódica.
- Busca e aplica leis.
- É explicativo.
- Pode fazer predições.
- É aberto.
- É útil (GALLIANO, 1979, p. 24-30).

5 - Conhecimento técnico

Saber fazer. Operacionalização. Esse conhecimento baseia-se no domínio


do mundo e da natureza. É um conhecimento especializado e extremamente
específico, esmerando-se na aplicação de todos os outros saberes que lhe podem
ser úteis.
Esse saber auxilia o homem a agir no mundo, levando-o as mais diversas
atividades no que tange à produção técnica. Porém, a sua supervalorização pode
levar a um desvio que coloque em segundo plano as atividades de pensar e de
compreender os "porquês" das coisas, razão pela qual o emprego da tecnologia
requer muito cuidado e bom senso.

6 - O saber das artes

Buscando ordem para preencher o vazio humano, temos o saber da vida;


buscando na crença a razão de ser de todas, temos o conhecimento mítico;
buscando a fundamentação na ideia das divindades para buscar as verdades
acabadas, temos o saber teológico; buscando as representações racionais da
realidade, temos a filosofía e; se a ciência busca conhecer de maneira
comprovada e segura; se a técnica busca aplicar conhecimentos, o saber das

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artes busca o refinamento do espírito ao oferecer-lhe a relação com o senso do


belo e do grotesco. Experimentar o belo e extrair dele o fundamento para o
refinamento de si mesmo é a finalidade maior de tudo aquilo que se produz em
termos de artes e sem as quais o ser humano se vê empobrecido.
Podemos concluir que o homem é capaz de produzir diversos tipos de
informações, conhecimentos e saberes. E disso ele é capaz porque pensa,
problematiza, raciocina, julga, avalia, decide e age no mundo. Nesse sentido, um
tipo de conhecimento não é melhor que o outro. Eles devem ser vistos numa
perspectiva de complementaridade, interdisciplinaridade e até de
transdisciplinaridade.
Porém, no nosso caso, o conhecimento a ser utilizado é o conhecimento
científico, pois, o objetivo do estudo científico é a comprovação dos fatos através
das experiências, experimentações e pesquisas.

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UNIDADE 4: A PESQUISA

Tendo como objetivo descobrir respostas para indagações propostas


mediante o uso de procedimentos científicos, a pesquisa é o processo de
desenvolvimento do método científico.
Pesquisar é o conjunto de ações que se propõe para encontrar a solução
desejada de um problema, tendo por base procedimentos racionais e
sistemáticos.
Alguns procedimentos são comuns à pesquisa, tais como:
a) Elaboração de questões ou proposição de problemas e levantamento de
hipóteses ou soluções;
b) Realização de leituras analíticas e observações;
c) Registro e análise das leituras e das observações;
d) Elaboração de explicações, generalizações, conclusões e previsões.
As pesquisas podem ser do tipo descritivo, explicativo, exploratório e
participante, sendo que as etapas desses tipos de pesquisa são:
a) Formulação de um problema;
b) Construção de hipóteses;
c) Delineamento metodológico;
d) Operacionalização de conceitos e variáveis;
e) Seleção da amostra ou fonte de dados;
f) Elaboração de instrumentos de coleta dos dados;
g) Coleta dos dados;
h) Análise e interpretação dos resultados;
i) Redação do trabalho científico.

O Problema

Formular um problema é, sem dúvidas, o passo mais importante para se


iniciar uma pesquisa. Um problema é um fenômeno ou fato ainda sem resposta
ou explicações, sendo sua solução possibilitada pela pesquisa. A escolha do

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problema deve ser, então, a primeira tarefa do pesquisador, que deve seguir
algumas diretrizes, a saber:
a) O problema deve ser formulado como uma pergunta;
b) Deve ser delimitado de modo claro, preciso e viável;
c) Apresentar, sempre que possível, algumas referências empíricas.
É necessário incluir indagações, como: Por que pesquisar?, Qual a
relevância do problema?, E quem será o beneficiário do resultado?.

Hipótese
Ao formular o problema é necessário aventar hipóteses que sugerirão
explicações para o fato estudado e antecipará soluções para o problema
escolhido. Portanto, para se construir as hipóteses devemos seguir algumas
orientações. Veja abaixo:

1 - Construção das hipóteses

A construção das hipóteses deve-se iniciar a partir:


• Da observação dos fatos;
• De poder incluir resultado de outras pesquisas;
• Da intuição do pesquisador;
• De constituir-se, em relação ao pesquisador, de suas crenças, seus
valores, suas esperanças, seus sonhos.

2 - Características de boas hipóteses

Boas hipóteses primam por algumas características fundamentais:


• Clareza conceitual;
• Definição operacional;
• Especificidade;
• Referências empíricas, evitando o uso de julgamentos de valor;
• Relacionar-se a uma teoria, quando possível.

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Delimitação

O delineamento metodológico de uma pesquisa, também conhecido como


recorte, inicia-se com a seleção das fontes de dados. Os dados podem ser
fornecidos por pessoas ou documentos, dependendo da proposta que se quer
discutir e do tema abordado.
Um bom recorte principia em um profundo conhecimento do assunto por
parte do pesquisador. Em seguida, deve-se fatorar uma questão problema,
delimitando o período de ocorrência do fato, o local onde será observado, a
população ou sujeitos que serão analisados e o limite da pesquisa, ou seja, até
onde se pretende chegar.

Projeto de pesquisa

Toda pesquisa deve ser iniciada pelo plano ou projeto, ou planejamento da


mesma. Para tanto, segue um exemplo de roteiro de plano ou projeto de
pesquisa.
I- Título da pesquisa
II- Objeto e Justificativa.
• Introdução ao tema.
• O Problema da pesquisa (o que será pesquisado; a “pergunta”).
• Justificativa (por que escolheu esse problema).
III- Revisão Bibliográfica: leitura e exposição das ideias já discutidas por outros
autores; levantamento de críticas e dúvidas; explicar no que o seu trabalho se
diferenciará dos demais já produzidos sobre o problema; esclarecer de que forma
o seu trabalho contribuirá para o conhecimento do mesmo.
IV –Hipóteses: explicar a obtenção das respostas provisórias baseadas na revisão
bibliográfica que foram formuladas para estudar o problema.
V -Procedimentos Metodológicos (como verificar as hipóteses): realizar a
pesquisa, suas etapas e os procedimentos que serão adotados. Explicar o tipo de

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pesquisa (estudo setorial, histórico, de caso, entre outros); tipo de dados; período
coberto; âmbito espacial, fontes de informação qualitativa e quantitativa.
VI- Desenho da Pesquisa: o conteúdo que terá o relatório final da pesquisa;
VII- Bibliografia: relacionar os autores utilizados e citados;
VIII- Cronograma: delimitar as datas para as ações.

Classificação da Pesquisa

A pesquisa é um processo formal e sistemático de desenvolvimento do


método científico e, conforme Gil, “O objetivo fundamental da pesquisa é
descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos
científicos”. (GIL, 1999, p. 42).
Quanto à forma de abordagem
1 - Pesquisa Quantitativa:
Nesse tipo de pesquisa, considera-se que tudo pode ser quantificável, ou
seja, traduzindo em números opiniões e informações no intuito de classificá-las e
analisá-las. Para tanto, requer recursos estatísticos.
2 - Pesquisa Qualitativa:
Nesse tipo de pesquisa, considera-se que há uma relação dinâmica entre
o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo inseparável entre o mundo objetivo e a
subjetividade do sujeito não podendo ser traduzidos em números, devendo ser
analisados e observados sob outra ótica.

Tipos de pesquisa

1 - Pesquisa Descritiva
Observa, registra, descreve, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos,
sem interferência do pesquisador, visando descrever as características de
determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre
variáveis. Envolvem o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados,

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questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de


levantamento (LAKATOS e MARCONI, 2009).
A pesquisa descritiva pode assumir a forma de:
1.1 - Estudo Exploratório – visa proporcionar maior familiaridade com o
problema com vistas a torná-lo explícito ou construir hipóteses.
1.2 - Estudo de Caso – caracteriza-se pelo estudo exaustivo de poucos
objetos, sendo possível com a Pesquisa Exploratória. (ECO, 2007).
2 - Pesquisa Experimental: Quando se determina um objeto de estudo.
Seleciona-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, define-se as
formas de controle e observação dos efeitos que a variável produz. Em ciências
sociais, cujos objetos de estudos são pessoas, grupos ou instituições, as
limitações éticas e técnicas reduzem, consideravelmente o uso da
experimentação. (ECO, 2007 e DEMO, 1994).
3 - Pesquisa Exploratória: é toda pesquisa que busca constatar algo num
organismo ou num fenômeno. Exemplo: Saber como os peixes respiram. (ECO,
2007).
4 - Pesquisa Intervencional: O pesquisador não se limita à simples observação,
mas interfere pela exclusão, inclusão ou modificação de um determinado fator.
5- Pesquisa Metodológica: Refere-se ao tipo de pesquisa voltada para a
inquirição de métodos e procedimentos adotados como científicos. “Faz parte da
pesquisa metodológica o estudo de paradigmas, as crises da ciência, os métodos
e as técnicas dominantes da produção científica” (DEMO, 1994, p.37).
6 - Pesquisa Observacional: O pesquisador simplesmente observa o paciente,
as características da doença ou transtorno, e sua evolução, sem intervir ou
modificar qualquer aspecto que esteja estudando.
4.6.7 - Pesquisa Teórica: É toda pesquisa que analisa uma determinada teoria.
Exemplo: Saber o que é a Neutralidade Científica. (ECO, 2007).
8 - Pesquisa Transversal: descreve uma situação ou fenômeno em um momento
não definido, apenas representado pela presença de uma doença ou transtorno,
como, por exemplo, um estudo das alterações na cicatrização cutânea em
pessoas portadoras de doenças crônicas, como o diabetes (LAKATOS e
MARCONI, 2009).

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9 - Pesquisa Documental: Utiliza de material sem tratamento analítico ou


interpretativo: documentos oficiais, cartas, indumentárias, fotografias, registros de
manifestações folclóricas, relatórios técnicos, gravações de entrevistas, pinturas,
contratos, reportagens veiculadas a jornais, filmes, fotografias, diários, entre
outros. É proveniente dos próprios órgãos, entidades ou empresas. (DEMO, 1994,
p.45).
10 - Pesquisa Bibliográfica: Trata-se de levantamento de toda a bibliografia já
publicada em forma de artigos em revistas e sites, teses, dissertações, livros,
publicações avulsas e imprensa escrita ou online. A pesquisa bibliográfica objetiva
colocar o pesquisador em contato com tudo o que foi escrito sobre determinado
assunto, com a finalidade de colaborar na análise de sua pesquisa. (LAKATOS e
MARCONI, 2009).
É importante diferenciar a pesquisa documental (ou de fontes primárias,
direta) da pesquisa bibliográfica (ou fontes secundárias, indireta) que, é aquela
que se desenvolve tentando explicar um problema, utilizando o conhecimento
disponível a partir das teorias publicadas em livros ou obras congêneres, como foi
dito anteriormente.
A pesquisa bibliográfica possui as seguintes fases de acordo com Salomon (1993,
p. 213):
a) escolha do tema;
b) elaboração do plano de trabalho;
c) identificação;
d) localização;
e) compilação;
f) fichamento;
g) análise e interpretação;
h) redação.

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UNIDADE 5: PESQUISA BIBLIOGRÁFICA


Conceito

Biblio – livro e grafia – descrição, escrita


A pesquisa bibliográfica consiste no exame da literatura científica para
levantamento e análise do que já se produziu sobre determinado tema.
(LAKATOS e MARCONI, 2009).

Objetivos

Esse tipo de pesquisa é fundamental para qualquer e toda pesquisa


científica e parte do domínio da bibliografia especializada da área. A bibliografia
retrospectiva e/ou atualizada caracteriza a relevância de determinadas áreas do
conhecimento. Através dela o pesquisador arregimenta conhecimento suficiente e
necessário sobre o que já foi publicado sobre um assunto, atualizando-se sobre o
tema, evitando-se duplicação de pesquisas, acusações de plágio, redescobertas e
perda de tempo; (DEMO, 1994, p.45).
Sendo assim, a pesquisa bibliográfica deve reunir um certo número de
autores renomados que tenham publicado conteúdos consistentes que
fundamentam uma discussão teórica sobre a questão. O pesquisador deve saber
articular as informações coletadas, concatenando-as com um nível de análise
crítica e não apenas descritiva.

Fases da pesquisa

1 - Fase preparatória

Consiste no estudo dos aspectos gerais do assunto escolhido; na


delimitação quanto a aspectos, período, idiomas; na identificação das palavras-
chave ou cabeçalhos de assunto, na versão desses termos para outros idiomas,

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dependendo das fontes de pesquisa escolhida e sua adequação ao assunto.


(LAKATOS e MARCONI, 2009).

2 - Levantamento bibliográfico

Consiste na consulta às fontes de pesquisa escolhidas, devendo ser feita


do ano corrente para trás, dentro do período preestabelecido. As referências de
interesse deverão ser armazenadas de acordo com as normas da ABNT.
(LAKATOS e MARCONI, 2009).

3 - Obtenção dos documentos

As cópias dos artigos científicos poderão ser obtidas através dos Serviços
de Comutação Bibliográfica das bibliotecas especializadas. Para isso, será
consultado o próprio acervo de periódicos ou solicitado às bibliotecas que
compõem as redes e sistemas de informação. No Portal CAPES de periódicos
eletrônicos as publicações estão disponibilizadas com o texto completo
<www.periodicos.capes.gov.br>. No site <www.scielo.org> também se encontram
disponibilizados todos os tipos de artigo, dissertação e tese, em todas as áreas do
conhecimento.

4 - Fonte de pesquisa:

Todo tipo de publicações impressas ou digitais em forma de livros,


dicionários, enciclopédias, periódicos, resenhas, monografias, dissertações,
ensaios, teses, apostilas, artigos, boletins, entre outros.
Nesse esforço de busca e interpretação, a ciência está comprometida com
o rigor da observação, logo, muitas conclusões configuram-se em conceitos,
teses e leis. Portanto, ao pesquisarmos, não partimos do nada à medida em que
alguma coisa já foi concluída sobre aquele fenômeno e referenciais teóricos
auxiliam no reforço, na justificativa, na demonstração, no esclarecimento e na
explicação do fenômeno estudado.

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5 – Redação

Ao redigir, deve-se ter em mente o público para o qual se destina, sendo


claro, objetivo, conciso nos pontos simples, extenso naqueles de entendimento
complexo e importante. Normalmente, utiliza-se a forma impessoal, devendo
empregar corretamente os tempos verbais, a concordância e regras gramaticais,
resguardando-se dos floreios do estilo livre, dispensados nas publicações
científicas, reduzindo-se ao estritamente necessário, de vez que a acuidade
científica é qualidade essencial a quem redige. (DEMO, 1994, p.45).

6 - Operacionalização da Pesquisa Bibliográfica:

• Definição do Problema e Hipótese;


• Definição do tema;
• Definição de objeto;
• Pesquisa Exploratória;
• Justificativas teóricas das definições do tema, problema e hipótese;
• Definição das técnicas de coleta de dados;
• Seleção do material;
• Localização das fontes de dados;
• Pesquisa de Laboratório;
• Pesquisa de Campo;
• Pesquisa Bibliográfica;
• Pesquisa Documental;
• Utilização do material e montagem o trabalho;
• Fichamento, organização, processamento do material;
• Leitura do material.

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7- Fichamento como técnica de tratamento do material bibliográfico

É o registro do material bibliográfico em fichas impressas ou digitalizadas,


onde são anotadas de forma ordenada as referências e o conteúdo resumido do
material.

7.1 – Fichas

Criado pelo Abade Rozier, da Academia Francesa de Ciência, no século


XVII, o sistema de ficha é atualmente utilizado nas mais diversas situações.

7.2 - Conteúdo das fichas

O conteúdo que constitui o corpo das fichas varia segundo sua finalidade,
podendo ser:
a) Bibliográfica, que se subdivide em:
• Bibliográfica de obra inteira; e
• Bibliográfica de parte de uma obra.
b) de citações;
c) de resumo ou de conteúdo;
d) de comentário ou analítica.

7.3 - Tipos de fichas

A) Ficha Bibliográfica
• O campo do saber abordado;
• Os problemas significativos tratados;
• As conclusões alcançadas;
• As contribuições especiais em relação ao assunto do trabalho;
• As fontes dos dados que podem ser documentos, literatura existente;

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• Estatísticas (documentação indireta de fontes primárias ou secundárias e


documentação direta, com os dados colhidos pelo autor);
• Observação; Entrevista; questionário; formulário, entre outros;
• Os métodos de abordagem e de procedimento utilizados pelo autor;
• A utilização de recursos ilustrativos, tais como tabelas, quadros, gráficos,
mapas, desenho, entre outros. (LAKATOS e MARCONI, 2009).
B) Ficha de Citações
Citação é a menção no texto de informação extraída de outra fonte para
esclarecer, ilustrar ou sustentar o assunto apresentado. Devem ser evitadas
citações referentes a assuntos amplamente divulgados, rotineiros ou de domínio
público, bem como aqueles provenientes de publicações de natureza didática que
reproduzem de forma resumida os documentos originais, tais como apostilas e
anotações de aula. (ECO, 2007).

7.4 - Modelo de fichamento

Nº do capítulo que será apoiado Referência bibliográfica completa da obra consultada


pela ficha

Nº da página a que se refere o • Utilize ( * )quando resumir os argumentos do autor que


conteúdo da ficha serão úteis ao seu estudo.
• Utilize aspas (“ “) quando transcrever períodos da obra
consultada.
• Utilize barras ( / / ) quando avaliar o conteúdo parcial ou
global da obra.

Esta padronização permitirá diferenciar o que é de


responsabilidade do autor e o que é reflexão própria.
Nº de referência da obra na Nome da biblioteca e número de exemplares
biblioteca disponíveis

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UNIDADE 6: O TRABALHO CIENTÍFICO

Todo trabalho científico deve ter uma estrutura semelhante a que será
desenvolvida a seguir:
a) Introdução – formulação clara e simples do tema, sua delimitação, importância,
caráter, justificativa, metodologia empregada e apresentação sintética da questão,
bem como as hipóteses aventadas;
b) Desenvolvimento – formulação lógica do trabalho, cuja finalidade é expor e
demonstrar suas principais ideias. Geralmente apresenta três etapas:
• Explicação – apresenta o sentido do tema, analisando e compreendendo-o;
• Discussão – é o exame, a argumentação e a explicação do tema;
• Demonstração – é a dedução lógica do trabalho, implicando a construção
do raciocínio.
c) Conclusão – consiste no resumo sistematizado da argumentação desenvolvida.
Deve constar na conclusão a relação entre as diferentes partes da argumentação
e a união de ideias e reflexões.

Identificação

É a fase de reconhecimento do assunto pertinente ao tema em estudo.


Como primeiro passo deve-se procurar por catálogos onde se encontram as
relações das obras. Em seguida, tendo em mãos os livros ou periódicos, faz-se o
levantamento dos assuntos abordados pelo sumário.

Localização

Tendo realizado o levantamento bibliográfico, com identificação das obras,


passa-se à localização das fichas bibliográficas nos arquivos das bibliotecas
públicas e particulares ou através de programas de computador, faz-se o
arquivamento das fichas digitalizadas ou digitadas.

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Copilação

É a reunião sistemática do material contido em livros, revistas, entre outros.


Esse material pode ser obtido por meio de fotocópias impressas ou downloads de
arquivos de sites especializados da internet.

Fichamento

Tendo em suas mãos as fontes de referências, deve-se transcrever os


dados em fichas, com o máximo de exatidão, posto que, a ficha permite a
ordenação do assunto, ocupa pouco espaço, podendo ser impressa ou digital.

Análise e Interpretação

A primeira fase da análise e da interpretação é a crítica do material


bibliográfico e divide-se em crítica interna e externa.
A crítica externa é a feita sobre o significado, a importância e o valor histórico de
um documento, considerando em si mesmo e em função do trabalho que está
sendo elaborado e abrange: a crítica do texto averiguando se o texto sofreu
alterações ao longo do tempo e se essas alterações foram autorizadas e
realizadas pelo autor; a crítica da proveniência, investigando a origem do texto e
as ideias anteriores e posteriores do autor; e a crítica da autenticidade,
determinando o autor, o tema, o lugar e as circunstâncias da composição.
A crítica interna é aquela que aprecia o sentido e o valor do conteúdo e
compreende: a crítica de interpretação a partir da averiguação do sentido exato
que o autor quis exprimir; e a crítica do valor interno do conteúdo que aprecia a
obra e forma um juízo sobre a autoridade do autor e o valor que representa o
trabalho e as ideias nele contidas.

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UNIDADE 7: A REVISÃO DE LITERATURA

O referencial teórico é a base de sustentação de toda e qualquer pesquisa


científica. Antes de conceder a sua contribuição para a ciência, é necessário
conhecer o que já foi desenvolvido por outros pesquisadores acerca do tema em
questão. Assim, o estudo da literatura, contribui em muitos sentidos: desde a
definição dos objetivos do trabalho e as construções teóricas, até o planejamento
da pesquisa, as comparações e a validação, podendo ser, ela mesma, a
pesquisa.

Para a elaboração de um referencial teórico, são sugeridos nove passos:

(1) Defina o tema da sua pesquisa.


(2) Reúna a bibliografia sobre o tema. Comece com pelo menos cinco
referências para ter uma visão panorâmica sobre o assunto.
(3) Dê uma olhada inicial nas referências e identifique uma ordem
decrescente, ou seja, do assunto mais geral ao mais específico.
(4) Leia a bibliografia reunida com atenção e liste as ideias principais em fichas
ou arquivos online.
(5) Identifique as ideias principais a serem aproveitadas em seu trabalho. Não
se esqueça de indicar as referências de cada uma, colocando ATELED:
autor, título, edição, local, editora e data, além, é claro, das páginas.
(6) Rotule todas as ideias para facilitar sua referência futura.
(7) Organize as ideias em seções ou assuntos na sequência do seu
pensamento (em geral, 3 ou 4 seções bastam).
(8) Escreva o referencial teórico seguindo a sequência que terão no texto. Dê
preferência a ideias abordadas por diversos autores.
(9) Conclua o referencial teórico identificando as principais ideias discutidas no
seu texto e apontando para as questões de pesquisa em aberto na
literatura.

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Escolha do Tema e da área da pesquisa

A escolha do tema é de fundamental importância para o desenvolvimento


da pesquisa e deve partir do seu interesse por ele e sua base teórica.
A área de pesquisa corresponde ao seu campo de investigação.
Normalmente a área de pesquisa é mais específica do que a sua área de estudo.
Exemplos de áreas de pesquisa são “estratégia de operações”, “controle de
qualidade” e “aprendizagem infantil”.
Os benefícios da especialização em uma área de pesquisa são muitos e
trazem crescimento pessoal e profissional ao estudante, na medida em que: (i) ele
fica a par com os desenvolvimentos mais recentes na sua área de busca do
conhecimento; (ii) permite a ele fazer um trabalho de pesquisa mais relevante e
focalizado; e (iii) possibilita o balancear entre a integração e a continuidade de
diversos projetos.
Sendo assim, cada projeto deveria explorar um assunto dentro da área de
pesquisa escolhida.

Fontes Bibliográficas

As principais fontes a serem consultadas para a elaboração do referencial


teórico são: artigos em periódicos, livros, teses, dissertações e artigos em
congressos.

1 - Artigos de Periódicos Científicos

Utilize como base artigos publicados em periódicos científicos de renome e


com comitê de revisores. Artigos em revistas (Veja, Exame e outras), jornais e
material de divulgação comercial não devem ser usados, a não ser que tragam
alguma informação indispensável ao trabalho. Artigos científicos podem ser
encontrados de diversas maneiras: (i) procurando em base de dados como o

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portal da Capes ou scielo e (ii) analisando a bibliografia usada em outros estudos


sobre o assunto que você já conheça.

2 – Livros

Utilize livros acadêmicos sobre o tema da pesquisa. Evite livros (i) para
principiantes ou de bolso (literatura de consultório e de aeroporto), (ii) livros-texto
(apesar de muitos serem úteis na consolidação de aspectos básicos de seu
trabalho), (iii) livros de circulação restrita, tais como apostilas de instituições ou
cadernos informativos.

3 - Artigos em congressos

Faça uma busca por artigos apresentados em conferências ou congressos


nacionais e internacionais de renome. Dê preferência aos artigos recentes (de até
5 anos atrás). Por apresentarem qualidade bastante diferenciada uns dos outros,
muitas vezes, só servem como fontes bibliográficas para obter referências de
outros autores. Artigos de congresso costumam ser publicados em CD-ROM,
contendo mecanismos eficientes de busca que podem agilizar sua pesquisa.

4 - Teses e dissertações

Prefira teses e dissertações concluídas em universidades reconhecidas.


Atualmente, os bancos de teses e dissertações se multiplicam e é fácil o acesso a
esse tipo de publicação via download. Porém, cuidado para não copiar a estrutura
e conteúdo da revisão elaborada por outros alunos. Isso seria um erro grave. Um
PLÁGIO. E isso é crime, como veremos no item 12 desta obra.

Estrutura do Referencial Teórico

Planeje!

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O segredo de uma boa revisão da literatura é o planejamento.


A apresentação do referencial teórico deve seguir a sequência dos tópicos
pesquisados, não dos autores pesquisados. Sendo assim, primeiro, planeje quais
os tópicos serão abordados. Em seguida, planeje como esses assuntos serão
apresentados e, por fim, organize as ideias que serão lançadas nos parágrafos
concatenados e desenvolvidos com cinco ou seis ideias diferentes, porém
sequenciais.
Tome cuidado para não apresentar a revisão da literatura no formato ficha
de leitura, ou seja: o Autor A disse isso, o Autor B disse aquilo, o Autor C disse
outra coisa, entre outros. Encontre os pontos de concordância e divergência entre
os autores e conte a sua versão desses fatos, desenvolvendo a história da
pesquisa.
Para facilitar a organização da redação, construa uma matriz de referências
com a lista de tópicos nas linhas e autores nas colunas para entender a relação
entre estes elementos. A partir daí, costure seu texto, dialogando com os autores
e dando a sua contribuição.

Seções da Revisão: Estrutura do Texto

Como em Alice no País das Maravilhas, quando o Rei pede ao Gato de


Botas que escreva tudo o que acontecer na reunião, o gato diz não saber fazê-lo,
ao que responde o Rei: “é só você escrever primeiro o começo, depois o meio e
depois o fim”. Assim também se faz em um texto científico, porém, parte-se do
geral para o específico.
A sequência da apresentação é, geralmente, a seguinte:

1 - Implementação: analisa de que forma a ideia que se tem pode ser colocada
em prática. Relaciona as variáveis que deveriam ser consideradas na
implementação. Elenca os recursos e competências necessários para que se faça
o que se pretende.

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2 - Conceitualização e utilidade: deve-se sempre partir do pressuposto da


conceituação epistemológica, dizendo o que é o assunto em questão? Sobre o
que especificamente você está falando? Qual aspecto do assunto é de seu
interesse? Quem foi o autor dos conceitos que você pretende utilizar? Quais são
as vantagens e desvantagens da sua ideia, comparada a outros conceitos?
Pretende-se com isso situar o leitor quanto ao assunto, apresentando,
nesse ínterim, o Estado da Arte disponível na literatura sobre o tema. Sendo
assim, livros-texto não vão ser muitos úteis sob esta ótica. Para que se possa de
fato conseguir alcançar o Estado da Arte sobre o tema, você terá que considerar
artigos publicados em revistas e apresentados em congressos. Para tanto,
consulte o www.scielo.org, entre outros.

Reunindo Ideias

O principal objetivo de uma revisão bibliográfica é reunir ideias de diferentes


fontes, visando construir uma nova teoria ou uma nova visão sobre um assunto já
conhecido.
Os tipos básicos de composição são (a) reunir ideias comuns, (b) conectar
ideias complementares entre si, (c) comparar ideias divergentes ou opostas. Veja:
1 - Reunindo ideias comuns: Os dois autores relacionados falam do mesmo
aspecto do tema e concordam com ele.
2 - Conectando ideias complementares: Os dois autores se complementam.
3 - Comparando ideias divergentes: Os autores são radicalmente contrários em
seus pontos de vista.

Erros Comuns

Errar é humano, mas quem corrigirá seu trabalho não leva em


consideração este tipo de fato. Sendo assim, consulte sempre o seu orientador e
reveja as correções necessárias, cuidando-se para não cometer algum dos erros
abaixo:

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• Fazer uma revisão muito pequena e utilizar poucos autores, seja por pressa,
falta de tempo ou desinteresse. É importante que você elenque os autores
essenciais e os inclua no seu trabalho;
• Não esquecer as áreas afins;
• Deixar as referências incompletas ou erradas indica que você na realidade
não conseguiu encontrar um fio condutor nas obras que consultou;
• Deixar de resumir claramente os autores principais revisados na literatura –
você deve sempre tentar facilitar a vida do leitor, oferecendo resumos ou
esquemas que ajudem a entender o assunto que está sendo abordado;
• Não colocar as conclusões de forma que reúna as ideias principais abordadas
no texto.
• Má organização do material – revisão com seções muito curtas de um ou dois
parágrafos apenas, com repetição de ideias ou no estilo de “ficha-de-leitura”,
ou sem uma estrutura ou lógica identificável de apresentação;
• O referencial teórico utilizado deve ser ao mesmo tempo enxuto e completo.
Você deve fazer uma revisão dos seus estudos e de todos os autores
relevantes que estejam diretamente relacionados ao seu tema;
• Dê prioridade a obras recentes, posto que artigos ou livros com mais de 50
anos costumam estar desatualizados. Contudo, evite o excesso de apud. Se
as obras principais são mais antigas, é preferível lê-las a ficar citando autores
que outros autores citam;
• Dê prioridade (nesta ordem) a (i) artigos publicados em revistas e periódicos
internacionais, (ii) artigos publicados em revistas e periódicos nacionais
reconhecidos, (iii) livros publicados por bons editores, (iv) teses e
dissertações de mestrado e doutorado, (v) anais de conferências e seminários
internacionais, (vi) anais de conferências e seminários nacionais;
• Jamais tente interpretar ou adaptar ideias de outros autores fazendo com que
elas fiquem parecidas com as suas ou reforcem-nas. O referencial teórico
apresenta as ideias dos autores;

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• Evite o uso exagerado de citações literais sem comentários. O excesso de


citações literais significa que você não se deu ao trabalho de sintetizar,
conectar, reunir ideias de diferentes autores e construir seu próprio texto.

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UNIDADE 8: O ARTIGO CIENTÍFICO

Escrever um artigo é uma exigência no mundo acadêmico para aqueles


que querem permanecer nele e serem reconhecidos ou, ainda, para que se
obtenha um certificado de Pós-Graduação Lato sensu, como é o nosso caso.
Esses trabalhos ao serem apresentados passam pela leitura e avaliação de
corretores e revisores, e são nessas atividades que se verificam os vários
problemas de leitura e escrita de quem os produz, além do rigor científico, muitas
vezes deixado de lado. Isto ocorre em todos os níveis acadêmicos, seja em
relatórios da iniciação científica, dissertações de mestrado e mesmo teses de
doutorado, ou na Pós-graduação Lato sensu, para obtenção do certificado,
independentemente da nacionalidade ou idioma de origem.
Em geral, os artigos apresentados e ou publicados são lidos na seguinte
ordem: Título; Resumo; Resultados (tabelas e figuras); Metodologia; e, por último,
a Conclusão. A pesquisa que trata dessas informações revela que para cada
pessoa que lê um artigo completo, 10 lêem as tabelas e figuras, 100 lêem o
Resumo e 1000 lêem somente o Título. Verifica-se com isso que não é só o
problema de escrever bem, mas o de se criar o hábito da leitura, Ler e Escrever
são duas faces da mesma moeda de educação (P.K.R. Nair, Gainesville, 2005).
Por isso, é importante seguir os passos de elaboração do artigo e dar o
devido peso aos itens relacionados acima, nessa ordem.
As Demais considerações sobre como redigir e formatar um artigo estão
contidas na Apóstila “Métodos e Técnicas de Pesquisa”.

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UNIDADE 9: A LEITURA

Para se fazer ciência é necessário primeiramente que se faça uma leitura


analítica de todo o referencial teórico que será utilizado. Esse é um método de
estudo cujos objetivos são:
- Auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico;
- Treinar para a compreensão e interpretação crítica do texto;
- Fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários,
no estudo dirigido, no estudo pessoal e em grupos;
- Favorecer a compreensão global do significado do texto;
- Auxiliar na confecção de resumos, resenhas, relatórios, entre outros.
Seus processos básicos são os seguintes:
1- Análise Textual – preparação do texto, trabalhar sobre unidades delimitadas
(um capítulo, uma seção, uma parte, entre outras, sempre um trecho como um
pensamento completo);
- fazer uma leitura rápida e atenta da unidade para adquirir uma visão de conjunto
da mesma;
- levantar esclarecimentos relativos ao autor, ao vocabulário específico, aos fatos,
doutrinas, autores citados que sejam importantes para a compreensão da
mensagem;
- esquematizar o texto, evidenciando sua estrutura redacional.
2- Análise Temática – Compreensão da mensagem do autor, fazer linha de
raciocínio do autor e reconstruir um processo lógico e evidenciar a estrutura lógica
do texto, esquematizando a sequência das ideias (Tema, Problema, Tese,
Raciocínio, Ideias Secundárias);
3- Análise Interpretativa – Interpretação da mensagem do autor (Situação
Filosófica e influências, Pressupostos, Associação de ideias e Crítica );
4- Problematização – Levantamento e discussão de problemas relacionados com
a mensagem do autor. (DEMO, 2002, p. 56-57).

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UNIDADE 10: A ESCRITA

Estilo de Redação do Trabalho

Seguem algumas instruções que podem ajudar na redação de seu


trabalho.
NUNCA copie material (texto, figuras, tabelas) de terceiros sem referenciar.
No caso de texto, evite cópias literais, pois elas devem vir entre aspas ou com
parágrafo diferenciado, o que atrapalha muito a fluidez do texto. Leia os textos
que contêm o material a ser explicado com atenção, coloque os livros de lado e
gere sua própria explicação escrita. Quando as ideias coincidirem com aquelas de
algum dos autores, referencie o autor. Lembre: plágio é crime. Tome muito
cuidado com isso!
Escreva com frases curtas e objetivas. Evite parágrafos com somente uma
frase. Elimine palavras desnecessárias, especialmente adjetivos. Use uma
narrativa impessoal, formal e direta. Use um bom vocabulário, evitando metáforas,
gírias, palavras obscuras ou complexas e informalidades. Dê preferência `as
frases curtas.
Faça um “esqueleto” do que você irá escrever, especificando os conteúdos,
parágrafo a parágrafo (lembre-se: um parágrafo não deve conter mais do que um
assunto; um assunto, todavia, pode-se estender por diversos parágrafos).
Sabendo o roteiro do que deverá ser escrito, a redação sairá muito mais fácil.
SEMPRE tenha um esquema dos assuntos a serem discutidos por
parágrafo no texto. Caso contrário, você vai acabar se perdendo e gerando um
texto de má qualidade. Evite parágrafos de uma só frase. Um parágrafo é um
conjunto de frases concatenadas, discorrendo sobre o mesmo assunto.
Ao escrever um parágrafo ou frase, releia e pergunte-se: isto está claro?
Todo o conhecimento necessário para entender este parágrafo já foi introduzido?
Não estou usando jargões que ninguém mais vai entender? Não estou usando
iniciais que não defini previamente? Em suma, leia o texto com os olhos de

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alguém que está tentando aprender com o material exposto. É assim que a banca
avaliadora vai ler o seu trabalho.
Caso algum parágrafo não traga referências, subentende-se que você
tenha inventado tudo o que está escrito ali. Normalmente, esse não é o caso.
Sendo assim, acrescente pelo menos uma referência por assunto ou parágrafo
(exceto nos parágrafos que contenham resumos e conclusões, elaborados por
você mesmo).
O número mínimo de referências em uma dissertação de mestrado está na
volta de 30 a 40 obras. Deste número, pelo menos metade devem ser artigos
provenientes de periódicos científicos ou de anais de congresso. Não escreva
seções inteiras baseadas em uma única referência; utilize pelo menos três,
mesmo que elas digam essencialmente a mesma coisa. É preciso que seja
demonstrado ao leitor um certo esforço de pesquisa.
Figuras copiadas devem ser referenciadas. Se forem copiadas iguais ao
original, após a legenda coloque (Fonte: FOGLIATTO et al., 1998), por exemplo.
Se forem adaptadas (traduzidas ou modificadas de alguma forma), coloque após
a legenda (Adaptado de FOGLIATTO et al., 1998).
Evite afirmações pessoais (“achismos”), superlativos (exageros de qualquer
espécie) e informalidades. O texto técnico deve ser neutro e, obviamente, o mais
técnico possível.
Evite notas de rodapé. Normalmente, o que está sendo dito no rodapé
pode ser introduzido entre parênteses no texto. Caso não haja essa possibilidade,
você provavelmente está desviando do assunto principal, coisa que não deveria
acontecer.
Evite o uso de listas. Listas são usadas em apostilas e livros-texto. Teses
e dissertações devem privilegiar o uso de parágrafos concatenados. (DEMO,
2002 e ECO, 2005).

Formatação do texto

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Formate o texto em folha A4, margem superior 3,0 cm, inferior 2,0 cm,
margem esquerda 3,0 cm, margem direita 2,0 cm. Parágrafo com recuo de 1,5
cm, fonte Arial ou Times New Roman 12 pt, espaçamento 1,5 entre linhas.
Não use quebra de páginas, as quais devem ser usadas apenas se o
layout da página for alterado (passar de retrato para paisagem e voltar para
retrato, por exemplo).
Títulos devem ser justificados à esquerda. Deixe uma linha entre texto –
título – texto. Isso ajuda a destacar os títulos das seções e subseções.
Figuras, tabelas e respectivas legendas devem ser centradas na página.
Deixe uma linha entre texto – objeto – texto. Não deixe espaçamento entre a
legenda e o objeto (figura ou tabela). A legenda deve ficar próxima do objeto ao
qual ela pertence.
Tabelas e figuras devem ser numeradas e receber legenda. As tabelas
são numeradas na parte superior e as figuras na parte inferior. Legendas são uma
espécie de título e não devem receber ponto final. No interior de tabelas e figuras,
use espaçamento simples e, se necessário para acomodar o conteúdo, a letra
pode ser em tamanho menor.
Figuras e tabelas retiradas do original em inglês devem ser traduzidas
para a apresentação na dissertação. Sempre que possível, use tabelas digitadas
no processador de texto (tabelas obtidas com scanner usualmente apresentam
qualidade inferior ou ocupam muito espaço).
A citação de tabelas e figuras deve ser feita utilizando a primeira letra em
maiúsculo e o número do objeto: a Figura 2 apresenta a evolução de... A Tabela 3
contêm um sumário de... Nunca escreva figura abaixo, tabela a seguir, pois em
função da paginação a posição das tabelas e figuras pode ser alterada na versão
final.
Ajuste a posição das tabelas e figuras para melhorar a paginação,
evitando pedaços de páginas em branco. Segue exemplo de tabela inserida no
texto:

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Tabela1 – Evolução de publicações nacionais abordando gestão de serviços


Década Dissertações Teses
80 22 8
90 43 17
2000- Presente 127 52
Fonte: Ribeiro (2008)

Como resumir:

• É aconselhável, em uma primeira leitura, fazer um esboço do texto


tentando captar o plano geral da obra e seu desenvolvimento;
• A seguir volta-se a ler o texto para responder as duas questões principais:
de que se trata o texto? O que ele pretende demonstrar? Com isso
identificam-se as ideias centrais e o propósito do autor;
• A última leitura deve ser feita com a finalidade de compreender o sentido
de cada parte importante, anotar as palavras-chave e verificar o tipo de
relação entre as partes;
• Uma vez compreendido o texto, selecionadas as palavras-chaves e
entendida a relação entre as partes essenciais, pode-se passar a
elaboração do resumo. (DEMO, 2002 e ECO, 2005).

Tipos de Resumo

Dependendo do caráter do trabalho que pretende realizar, o resumo pode


ser:
a) Indicativo ou descritivo – Quando faz referência às partes mais importantes do
texto. Utiliza frases curtas, cada uma correspondendo a um elemento importante
da obra. Não é simples enumeração do sumário ou índice do trabalho. Não

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dispensa a leitura do texto completo, pois apenas descreve sua natureza, forma e
propósito.
b) Informativo ou analítico – Quando contêm todas as informações principais
apresentadas no texto e permite dispensar a leitura deste último; portanto, é mais
amplo do que indicativo. Tem a finalidade de informar o conteúdo e as principais
ideias do autor, salientando os objetivos e o assunto, os métodos e as técnicas;
os resultados e as conclusões. Sendo uma apresentação do texto, esse tipo de
resumo não deve conter comentários pessoais ou de quem fez o resumo; quando
cita as do autor, cita-as entre aspas. Da mesma forma que na redação das fichas,
procura-se evitar expressões tais como: o autor disse, segundo o autor, ou sendo
ele a seguir, este livro, ou seja todas as palavras supérfluas. Deve-se dar
preferência à forma impessoal.
Crítico – Quando se formula um julgamento sobre o trabalho. É a crítica da forma,
no que se refere aos aspectos metodológicos; do conteúdo; do desenvolvimento
da lógica da demonstração, da técnica de apresentação das ideias principais. No
resumo crítico não pode haver citações. (DEMO, 2002 e ECO, 2005).

Resenha Crítica

Conceito – é a apresentação do conteúdo de uma obra. Consiste na leitura,


resumo, crítica e formulação de conceito de valor do livro. (DEMO, 2002 e ECO,
2005).
• Finalidade – apresentação de uma síntese das ideias fundamentais da
obra.
• Requisitos básicos – conhecimento completo da obra:
- capacidade de formular juízo de valor;
- fidelidade ao pensamento do autor.
• Estrutura da Resenha:
a) Referência bibliográfica (ABNT);
b) Credenciais do autor-nacionalidade, formação acadêmica, obras, entre outros;
c) Digesto

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50

• Resumo das principais ideias expressas pelo autor;


• Descrição sintética do conteúdo dos capítulos ou partes em que se divide a
obra;
d) Conclusões do autor;
e) Crítica do resenhista;
• Julgamento da obra – Coerência entre a posição central e a explicação,
discussão e demonstração. Adequado emprego dos métodos e técnicas
específicos.
• Mérito da obra – Originalidade e contribuição para a ciência.
Estilo empregado – Conciso, objetivo, simples, claro, entre outros. (DEMO, 2002 e
ECO, 2005).

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UNIDADE 11: INSTRUMENTALIZAÇÃO CIENTÍFICA

Neste capítulo apresentaremos e analisaremos os recursos e as


ferramentas disponibilizadas nos ambientes virtuais de pesquisa pela Internet (o
ciberespaço), bem como, ofereceremos a você as dicas e alternativas de
caminhos para fontes de pesquisa virtual e as formas de acessá-las e utilizá-las.
Nos anexos você encontrará outras orientações para acessar e utilizar o
site de publicações e pesquisas científicas: www.scielo.org (ANEXO A).

Buscas na Internet

Numa pequena viagem histórica constatamos que no passado as


informações eram transmitidas oralmente. Com o surgimento da escrita, essas
informações passaram a ser representadas graficamente. Hoje vemos um
excesso de informação em todo lugar e a todo o momento.
Atualmente, estamos na chamada Era da Informação. Nessa nova Era,
assistimos ao processamento das informações: temos um dado que se torna
informação que nos leva a ter e construir o conhecimento que nos traz
competência propiciando maior criatividade.
Pesquisas indicam que, atualmente, mais de 90% das novas informações
nascem de forma digital. A Internet transformou-se na Biblioteca da humanidade,
onde é possível acessar toda e qualquer informação e conhecimento já
produzidos pelo homem.
Porém, é preciso saber fazê-lo. Para tanto, temos as ferramentas de busca
e os bancos de dados.

1 - Ferramentas de busca

Ferramenta de busca é um site que permite a pesquisa sobre um


determinado tema, conteúdo, ou mesmo outro site quando você não sabe o
endereço.

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Exemplos: www.cade.com.br, www.altavista.com, www.google.com.br.


Para acessar, digite na barra de endereço www.google.com.br e siga as
orientações abaixo:

Barra de endereço do
navegador

Digite o que pesquisar


e clique em pesquisa
Google

Na janela que se abre no meio da tela, digite a palavra ou expressão que procura,
para procurar uma expressão com mais clareza, digite-a entre aspas.

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Para uma pesquisa mais avançada, é possível efetuar diversos filtros. Para tanto,
clique no link pesquisa avançada:

A página seguinte se abrirá e nela você terá as informações necessárias para


efetuar uma pesquisa mais completa.

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Ou ainda, podemos utilizar o botão estou com sorte. O site retornado pelo
Google será aquele mais consultado.

Podemos também buscar imagens no Google. Para tanto, clique no botão


imagens e depois digite o tema da imagem:

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Clique na imagem que preferir para visualizá-la em tamanho maior.

Clique na imagem
para visualizar na
resolução maior

Podemos realizar pesquisas sobre Artigos, dissertações, teses, resumos,


entre outros, revisados por especialistas, em sites científicos especializados,
através do Google Acadêmico.
Para tanto, entre no www.google.com.br. Clique no menu mais e clique na
opção muito mais. Em seguida, no link acadêmico, conforme as orientações
abaixo:

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Resultados encontrados sobre o tema Indisciplina:

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É possível utilizar o link Diretório, no qual as informações já se encontram


agrupadas e organizadas por categorias, de acordo com o tema desejado. Veja
as orientações abaixo:

Um exemplo: escolha o diretório Ciência e Meio Ambiente

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2 – Banco de dados

Os bancos de dados são locais onde se armazenam e organizam uma


miríade de dados dispostos em registros semelhantes. Facilitam a recuperação da
informação desejada, seja bibliográfica, catalográfica ou referencial.
No Brasil, o portal de base de dados visa reunir e possibilitar o acesso aos
diversos arquivos eletrônicos da produção científica nacional e localiza-se no
seguinte endereço: www5.prossiga.br/basesdedados/índex.html

3 – Biblioteca online

A UCAM/PROMINAS também faz parte dessa revolução midiática e, nesse


intuito, criou-se uma Biblioteca online para que você possa realizar suas
pesquisas. Para acessá-la, entre no site da UCAM/PROMINAS:
www.ucamprominas.com.br e cadastra-se em nosso Portal do aluno, neste portal
você terá acesso a toda a sua situação acadêmica.

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Revistas virtuais e periódicos

Periódicos ou revistas podem ser editados em diversos formatos,


impressos ou online, mantendo seu conteúdo e edições integrais. Algumas são
gratuitas e outras são pagas.
Exemplo de revista paga: HTTP://portal.acm.org/portal.cfm

Exemplo de portal de periódico de acesso livre:


HTTP://acessolivre.capes.gov.br/

Outro exemplo é o portal scielo. Veja orientações de como utilizá-lo no ANEXO A.

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UNIDADE 12: PLÁGIO: O QUE É E COMO EVITAR

O plágio nosso de cada dia. Evitai!

Cumprindo uma determinação do MEC, a UCAM/PROMINAS utiliza como


Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) nos cursos de Pós-graduação Lato
sensu, o Artigo Científico. Este trabalho deve ser elaborado, individualmente,
pelos alunos que pleiteiam o título de Especialistas nas diversas áreas ofertadas
por essa instituição. Porém, o enorme índice de cópias ilícitas, efetuadas pelos
alunos, propiciaram a pesquisa e análise dos mesmos, o que levou à elaboração
deste, no intuito de minimizar a ocorrência dessas cópias, bem como, orientar no
sentido da correta utilização de fontes bibliográficas.
Em sendo, a finalidade deste capítulo é de descrever o plágio e todas as
suas formas, bem como, orientar para que o mesmo não seja utilizado. Para
tanto, faz-se necessário o estudo do que vem a ser: paráfrases; resumos;
citações e referências; com os quais se pretende colaborar na compreensão
metodológica da produção de um trabalho acadêmico como o TCC.
Versar-se-á, também, sobre a Lei Nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998,
que trata dos direitos autorais e dos crimes advindos da violação desses direitos,
bem como, demonstrar-se-á uma pesquisa quantitativa sobre os números das
várias cópias encontradas nos TCC da Instituição, ressaltando as punições para
estes casos.
Entende-se que contribuem para a existência da prática constante de
cópias a enorme deficiência no aprendizado da pesquisa científica e a crescente
crise no sistema educacional, em todos os níveis. Nesse sentido, Silva afirma
que:

Dentre os fatores que agravam essa crise está exatamente o fato da


dissociabilidade entre ensino e pesquisa. [...] onde o aluno ocupa uma
posição passiva de mero captador e decorador de conceitos, ou seja, é
mero objeto de assimilação de conhecimento e não atua como sujeito
produtor de conhecimento no processo educativo. (SILVA, 2004 p. 13).

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No Brasil, essa afirmação cabe em todos os níveis da Educação, pois não


se estimula a pesquisa desde a tenra idade, tampouco no Ensino Médio. Assim, o
aluno não se habitua à pesquisa, nem sabe fazê-la. Além disso, existe uma
condescendência dos professores da Educação Básica, quanto à utilização de
cópias integrais, principalmente, da Internet.
Esta posição encontra eco na Academia, principalmente no corpo
discente, onde se percebe uma crença de que o plágio, parcial ou bricolagem, é
uma atitude aceitável e que, pasmem, pode até ser difundida. A escolha desse
tema justifica-se justamente para quebrar esse mecanismo ilegal e antiético de
fazer ciência, apontando o caminho coerente com a prática da ciência e da
pesquisa, neste tão importante processo de ensino-aprendizagem.
Partiu-se de uma pesquisa na Internet acerca de trabalhos acadêmicos
que versassem sobre este tema e, qual não foi a surpresa: poucos tem a coragem
de discuti-lo. Seguiu-se uma Revisão Bibliográfica baseada em Botelho (2009),
Bravos (2006), Silva (2004), Coscarelli (1999), Gandelman (2001-2004-2007),
Universia Brasil (2009), Martinez (2009), Rabelo (2006), as NBR 6023 (2002) e
NBR 10520 (2002), bem como, de uma análise da Lei Nº 9.610 de 19 de fevereiro
de 1998 – Lei de direitos autorais (BRASIL, 1998), juntamente com uma pesquisa
qualiquantitativa dos sujeitos desse processo: alunos e professores da
UCAM/PROMINAS.
Entende-se que alguns alunos plagiam devido a falta de orientações
quanto à redação, tendo, portanto, dificuldade de redigir textos coerentes e
corretos do ponto de vista da língua e da gramática. Sendo assim, recorrem ao
uso de cópias de outros autores, de forma completa ou em partes. Outros até
tiveram orientações satisfatórias e uma boa base em redação, contudo, por outros
motivos como falta de tempo e a comodidade oferecida pela Internet, recorrem ao
expediente do plágio.
Some-se a esse quadro a dificuldade de se detectar a cópia e a legítima
origem da obra. Conquanto, pode-se contar com verdadeiros fracassados que são
um grande sucesso e pessoas sem nenhuma ética, sendo tidas como parâmetros
de conduta, quando na verdade não o são. Sendo assim, faz-se mister rastrear e

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identificar o plágio, levando-o às consequências legais cabíveis (lei nº 9.610, de


19.02.98. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais.
Publicada no D.O.U. de 20.02.98, Seção I, pág. 3 por decreto do presidente da
época Fernando Henrique Cardoso).
No entanto, para realizar um trabalho acadêmico é essencial que se
utilize da Metodologia Científica oferecida neste livro que, conforme Bravos,
“prima-se por iniciar os jovens no trabalho científico reflexivo, ordenado e crítico,
familiarizando-os, ao mesmo tempo, com as técnicas do trabalho intelectual e da
preparação de relatórios científicos”. (BRAVOS, 2006. p 6).
Espera-se esclarecer o termo plágio e sua utilização, bem como,
contribuir para minorar os resultados avaliativos dos TCC dos alunos desta
instituição.
Não plagiarás!

Esta frase, bem como o subtítulo desse capítulo configuram-se plágios,


haja vista que, o que muitos chamariam de paráfrase, não deixa de ser plágio,
quando não citada a fonte.
Segundo o dicionário Aurélio (2008), plágio é "assinar ou apresentar como
sua, obra artística ou científica de outrem". Etmologicamente, a origem da palavra
serve como ilustradora cabal desse conceito que ela carrega, posto que, vem do
grego (através do latim) 'plagios', cujo significado seria 'obliquo’, 'trapaceiro'.
Porém, não é apenas esse conceito que a palavra carrega. Pode-se dizer
em uma versão moderna que plagiar é uma atitude de quem se poderia dizer e
ser "fracassado", posto que, uma pessoa que copia obra de outra, sem
autorização e sem citação da fonte, somente o faz por total incompetência e
incapacidade de fazer, ela mesma, a sua própria obra. Cabendo aqui um
acréscimo, haja vista, que o plágio revela desonestidade intelectual por ser ilegal,
mesmo quando autorizado.
Sendo assim, mesmo quando não vai parar nos tribunais, plagiar é uma
atitude condenável. Mas, parece que isso não é evidente para todos, o que é uma
lástima.

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Outras definições são encontradas no Merriam-Webster Online Dictionary,


onde plagiar é:

1. Roubar e repassar (as ideias ou palavras de outro) como suas;


2. Usar (a produção de outro) sem creditar a fonte;
3. Cometer roubo literário;
4. Apresentar como nova e original uma ideia ou produto derivada de
uma fonte existente (2009).

Conforme acima citado, roubar ideias é algo possível e considerado


plágio, pelo menos nos USA. De acordo com a legislação americana, ideias
originais são consideradas propriedade intelectual, e são protegidas por leis de
direitos autorais, conforme também o são as invenções originais. Em sendo,
quase todas as formas de expressão são protegidas por direitos autorais, desde
que sejam ou estejam registradas de alguma forma - em um livro ou em um
arquivo de computador.
Na prática, pode-se considerar como plágio quaisquer das ações
seguintes:
• Informar incorretamente a fonte de uma citação;
• Não colocar a citação entre aspas, quando menores que 04 linhas;
• Assinar trabalho de outra pessoa como se fosse seu;
• Não dar crédito a quem é de direito, ao copiar as palavras ou ideias
de alguém;
• Copiar a estrutura da sentença (frase), mudando as palavras, sem dar
crédito ao autor original;
• Fazer um ajuntamento de parágrafos de diversas autorias, criando um
outro texto e assinando como texto original, tendo créditos ou não;
• Apresentar como seu um trabalho que contêm tantas palavras ou
ideias de uma fonte que se torne a maior parte desse trabalho, dando
crédito ou não.

Além desses, existem vários tipos de plágio que se pode cometer, tais
como: o plágio direto, quando se copia de uma fonte integral, palavra por palavra

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não indicando que é uma citação e sem fazer nenhuma referência ao autor; o
empréstimo, quando se toma emprestado o trabalho de outro estudante, sem a
devida indicação do verdadeiro autor, tornando-se um plágio direto; o mosaico,
quando se utiliza um texto de outra autoria, mudando algumas palavras dos
parágrafos originais, podendo ser classificados como paráfrases, portanto, sem
apontar o autor original e sem dar-lhe os devidos créditos; a bricolagem, quando
se utiliza de vários trechos de diversos textos de autores diferentes, fazendo-se
uma ‘costura’ desses trechos, criando-se assim, um outro texto composto de
partes destes.
Não é difícil para o professor reconhecer esses textos, posto que, um
trabalho plagiado não indica claramente as fontes consultadas, sendo cheio de
fatos, observações e ideias que o escritor não poderia ter desenvolvido sozinho e,
é composto de trechos escritos de diversas formas e estilos, sendo impossível
serem de uma mesma pessoa.
Com o advento da Internet, copiar e colar tornou-se atitude corriqueira
entre os estudantes. Porém, essa não devia ser a forma mais usual de se utilizar
dessa ferramenta, que sem sombra de dúvidas, facilita a pesquisa acadêmica
quando se faz o uso correto da mesma: como uma grande biblioteca. Nela há
uma fonte quase inesgotável de pesquisas para a elaboração de trabalhos
científicos, o que traz grandes vantagens, tais como, a facilidade e rapidez de
acesso a conteúdos especializados, os espaços de comunicação e interação que
permitem discussões sobre diversos assuntos, entre outros. Todavia, alguns
problemas vem junto como a falta de objetivos definidos para a pesquisa, a
sobrecarga de informação, a facilidade de dispersão, a ausência de análise crítica
dos conteúdos acessados, a confusão em relação à propriedade intelectual, as
cópias e o plágio.
Em uma pesquisa rápida, constata-se a infinidade de sites que oferecem
trabalhos acadêmicos para todos os níveis, com rapidez de entrega e, em alguns
poucos casos com certa qualidade, não obstante, a maior parte são fabriquetas
de produtos genéricos, posto que, são superficialmente redigidos, sem o devido
rigor científico, escritos em tom informativo e com seus preços que variam de
acordo com a quantidade de páginas e o número de fontes utilizadas.

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Com um pouco de atenção, o professor reconhece esses trabalhos, haja


vista que os falsificadores e plagiadores usam fontes completamente diferentes
daquelas sugeridas e utilizadas pelos mestres em suas aulas e orientações.
Ademais, não possuem erros de Língua Portuguesa, o que está praticamente fora
da realidade de grande parte dos alunos.
Apesar do risco de serem descobertos, diversos alunos continuam
plagiando, e muito. Na UCAM/PROMINAS esse número chega a um percentual
elevado do total de artigos recebidos e corrigidos pelos professores/tutores.
E de fato, se pegar trabalhos na Internet é tão fácil e barato, por que não
o fazer? É possível enumerar dezenas de motivos, porém, alguns deles são mais
importantes, a saber:
• Punição – plagiar é crime passível de punição e diversos sites tem
ouvidoria e sistemas para detectar e punir crimes dessa natureza (veja
ANEXO F), sendo que qualquer cidadão poderá denunciar esta prática;
• Aprendizado – com a utilização da cópia e do uso do plágio, os alunos não
terão a oportunidade de pesquisar e de construir o conhecimento
esperado;
• Integridade – com as facilidades proporcionadas pela Internet, a ética é
testada a todo momento;
• Reprovação – a maior parte das instituições de ensino puni com a
reprovação os estudantes que plagiam;
• Ética – plagiar é roubar e, em sendo, deve-se refutar essa atitude através
de ações que inibam o ato;
• Expulsão – grande parte das instituições de ensino expulsa alunos e
professores que acorrem nesse crime;
• Facilidade de se descobrir e provar um plágio pela mesma ferramenta,
muitas vezes utilizada para fazê-lo – a Internet;
• Atestado de incompetência e fracasso – se ao invés de aprender a pensar
por conta própria e a expressar suas próprias ideias claramente por escrito,
você meramente aprender a achar coisas na Internet e modificá-las para
seu próprio uso, isso provavelmente será tudo o que você aprenderá;

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• Prejuízo financeiro – ao ser descoberto e punido, perde-se o tempo e o


dinheiro investido nessa empreitada;
• Qualidade – ao copiar, você coloca em xeque a perspectiva de que a
qualidade do seu trabalho possa se limitar à qualidade do que está na
Internet.

Por desconhecimento ou má-fé, não se sabe, o fato é que nunca se viu,


segundo os professores entrevistados, tantos plágios identificados na história do
ensino brasileiro. A maioria dos alunos finge não saber ou ignora que a cópia sem
citação da fonte (mesmo que de textos disponibilizados na Internet) tem
consequências jurídicas nas esferas civil e penal.
No Código Penal, no artigo 184, o plágio configura o crime de violação
dos direitos do autor. O plagiário pode ser condenado a pena de detenção de
três meses a um ano, ou multa. Caso a violação consista “em reprodução total ou
parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de
obra intelectual, (...) sem autorização expressa do autor, (...) ou de quem os
represente”, a pena será de “dois a quatro anos de reclusão, e multa”.
Na lei de direitos autorais (9.610/1998), que regulamenta a matéria, é
estabelecido que “ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao domínio
público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do
autor” (artigo 33). No artigo 7, da mesma lei, são definidas as obras intelectuais
protegidas pela lei (os textos de obras literárias, artísticas ou científicas, obras
dramáticas, composições musicais, entre outros) e no artigo 22 diz que os direitos
morais e patrimoniais sobre a obra criada pertencem ao autor.
No livro “O que você precisa saber sobre direitos autorais” de Henrique
Gandelman (2004, p. 24), direito autoral “é a proteção jurídica das formas de
expressão originais e criativas, tanto de ideias como de conhecimento e
sentimentos humanos”.
Porém, muito antes de se chegar a essas coberturas legais, a História do
Brasil revela que os direitos do autor somente foram reconhecidos, legalmente,
pela primeira vez, em 1891, data da promulgação da primeira Constituição

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Republicana do Brasil. A matéria passou a ser regida pelo Código Civil a partir de
1917, mas, em 1973, entrou em vigor uma lei específica (lei 5.988/1973).
E, em tempos de globalização, além das normas internas, o país passou
a fazer parte de cinco tratados internacionais que garantem e protegem a
propriedade intelectual: Convenção Universal; Convenção de Genebra;
Convenção de Berna; e Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade
Intelectual relacionados ao Comércio (TRIPs).
Entretanto, segundo Gandelman (2007), o conceito de copyright4 é bem
mais velho. Surgiu na Inglaterra, durante o reinado da rainha Ana, mais
precisamente, em 1709, quando se elaborou o Copyright Act, mais de um século
antes da inserção da matéria na constituição brasileira.
Diante de todas essas questões legais, faz-se urgente evitar o plágio. Mas
como? Algumas medidas são importantes para evitá-lo, tais como:
• Bibliografia – faça sempre uma síntese do que você leu, conhecida como
Leitura Sintópica, sua originalidade resultará dessa síntese;
• Quando precisar consultar outras fontes bibliográficas, dê a si próprio
tempo suficiente para digerir a pesquisa. Se você está trabalhando
diretamente do livro fonte, você pode começar a fazer um plágio mosaico.
Se você escrever uma primeira versão sem usar o material da fonte e,
então, consultar novamente a fonte e incorporar as citações que você
precisa e indicar seus empréstimos, você poderá perceber que produziu
um texto mais original. A originalidade resulta da síntese do que você leu.
• Ficha literária – sempre que você ler algum livro, artigo ou quaisquer outros
documentos, anote os dados necessários para as devidas referências
(Autor. Título. Edição. Local: editora, ano);

4
O sistema anglo-saxão do copyright difere do de direito de autor: de um lado, tem-se um direito à cópia
(copyright) ou direito de reprodução, do outro, um direito de autor; neste, o foco está na pessoa do direito (o
autor); naquele, no objeto do direito (a obra) e na prerrogativa patrimonial de se poder copiar.
Deve-se perceber as diferenças entre o direito autoral de origem romano-germânica, com base no sistema
continental europeu do chamado Civil Law e o sistema anglo-americano do copyright baseado no Common
Law, havendo por característica diferencial, o fato que o Direito Autoral tem por escopo fundamental a
proteção do criador e ao contrário, o Copyright protege a obra em si, ou seja, o produto, dando ênfase a
vertente econômica, a exploração patrimonial das obras através do direito de reprodução.
Fonte: http://www.acrimda.com.br/matter.php?id=15. Acesso em: 20 Jun. 2009.

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• Tome notas, cuidadosamente, durante a pesquisa, incluindo referências


bibliográficas completas. Isso assegurará que você possa facilmente fazer
referência à fonte quando estiver preparando a versão final.
• Transforme num hábito – colocar entre parênteses referências para todas
as fontes de onde você fez empréstimos, em cada versão que você
escreve. Isso lhe poupará tempo, porque você não terá que revisitar os
textos referidos quando estiver preparando a versão final.
• Tempo – reserve um tempo hábil e necessário para pesquisar, escrever e
revisar o seu trabalho. Inicie a pesquisa suficientemente cedo para
determinar se seu tópico é trabalhável. Estudantes que apresentam um
trabalho sobre um tópico diferente do proposto ou daquele sobre o qual
fizeram trabalhos preliminares são frequentemente suspeitos de plágio.
Quando você não consegue encontrar o material que precisa e não tem
tempo suficiente para começar um novo tópico, plagiar é uma grande
tentação.
• Confiança – acredite no seu potencial e trabalhe arduamente. Até mesmo
os melhores escritores, às vezes, não têm consciência de suas boas ideias
e acham que não têm nada a dizer quando na verdade seus escritos dizem
muito. Ideias originais resultam de se trabalhar estreitamente com ideias de
outros, não de flashes de inspiração;
• Rotina – não se faz ciência sem uma rotina de trabalho e pesquisa;
• Normas Técnicas – contar sempre com um guia de documentação (manual
do TCC) com as regras de como redigir referências bibliográficas;
• Ajuda – na UCAM/PROMINAS existem professores especialistas em
redação e metodologia científica, ao seu dispor, diariamente. Procure-os
para as devidas orientações, sempre que precisar.

Umberto Eco (2007) em seu livro “Como se faz uma tese em ciências
humanas”, oferece ótimas dicas para não se copiar por erro ou ignorância
(excluindo a má-fé). Siga as recomendações desse livro, no qual o professor

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italiano relaciona diversos exemplos bastante claros de uma “falsa paráfrase”,


uma “paráfrase honesta” e uma “paráfrase textual que evite o plágio”.
Na Apostila de Métodos e Técnicas de Pesquisa, a UCAM/PROMINAS
oferece todas as orientações necessárias para a pesquisa e elaboração do Artigo
Científico, principalmente no que tange à citações e referências. O aluno deve ler
e manter a apostila a postos, durante toda a elaboração do seu TCC.
Diante do exposto, a palavra mágica é ética. A Academia de Ciência não
precisaria se preocupar com o plágio se os profissionais cumprissem o código de
ética. De nada adianta incluir a Ética como disciplina dos currículos acadêmicos,
se os intelectuais e universitários são os primeiros a rasgá-la ao se esconderem
atrás de textos de outros autores.
Não fosse a Ética um valor tão escasso, a Internet poderia ser a grande
diferença de quem tem o privilégio de viver na era da informação: fonte quase
inesgotável de auxílio para facilitar, agilizar e melhorar a pesquisa no mundo
acadêmico.
Na faculdade, aprender a usar fontes bibliográficas é uma das coisas
mais importantes. Usando corretamente as fontes e indicando claramente seus
débitos para com essas fontes, seus escritos ganham clareza, autoridade e
precisão. Uma discussão com uma pessoa bem informada e atenta nos ajuda a
construir pensamentos coerentes e originais. Usar fontes bibliográficas num texto
é um meio de desenvolver tais discussões e produzir ciência de fato.
Escritores que plagiam deixam de ter respeito e de participar de uma
comunidade intelectual. Se eles são profissionais, terão a prática da sua profissão
barrada ou seu trabalho pode não ser levado a sério. Se eles são estudantes,
carregarão o peso e a culpa de ter plagiado, juntamente com um rótulo de
plagiador. Professores suspeitarão de seus trabalhos e não se disporão a apoiá-
los em seus esforços futuros e nem quererão trabalhar com eles.
Academicamente falando, plagiar é um dos maiores erros que alguém pode fazer.
É necessário que se aprenda a expressar as suas ideias com a devida
clareza e honestidade, caso contrário, será preocupante a perspectiva de que a
qualidade e idoneidade do seu trabalho possa se limitar à qualidade e idoneidade
do que está na Internet.

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Porém, faz-se necessário todo o cuidado na elaboração de um texto


científico, conquanto, existe um ponto onde uma ideia tomada emprestado de
alguém se torna, após longa reflexão, sua própria.
Sendo assim, uma vez que você seja escrupuloso na indicação do
material citado e dos empréstimos imediatos feitos em paráfrases, você não será
suspeito ou acusado de plágio.
Ademais, a UCAM/PROMINAS oferece amplo suporte de
professores/orientadores e material, impresso ou digitalizado, para que você
possa construir seu texto de forma clara, honesta e segura, obtendo o mais
sagrado e importante: seu conhecimento.

APÊNDICES DO CAPÍTULO

1 - APÊNDICE A: Palavras que você precisa conhecer

1.1 - Citação: copiar, integralmente, ou seja, palavra por palavra, um texto, frase
ou palavra que alguém disse, escreveu ou criou. Em um texto, uma citação deve
ser indicada e ressaltada por aspas no início e no fim da citação ou, quando a
citação é longa, a mesma deve ser colocada em um parágrafo separado por dois
espaços antes e depois do texto principal, em fonte com tamanho menor e
recuado à direita 4,0 cm. A fonte da citação (autor, data e página) precisa, ainda,
ser referenciada, seja no próprio texto (em chamada anterior ou posterior a ela)
ou em nota de rodapé.

1.2 - Referência: referendar é identificar a fonte de uma citação, paráfrase ou


resumo. A prática de referenciar em textos acadêmicos e profissionais requerem o
nome do autor, o título do livro ou periódico em que ele apareceu, a data da
publicação da obra e o número da página em nota de rodapé. Porém, os textos
acadêmicos e profissionais exigem uma referência completa, dentro do texto
(autor, data e página) e uma entrada bibliográfica em nota de rodapé ou completa
numa lista de Trabalhos Referenciados (Referências).

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1.3 - Paráfrase: o autor do texto reescreve, com suas palavras, algo que sua
fonte disse. O objetivo de se parafrasear, ao invés de citar, é escrever ou
reescrever o assunto numa linguagem que o público leitor irá compreender ou
identificar mais facilmente. Por exemplo, artigos em revistas populares de ciência,
tais como, a Superinteressante, frequentemente parafraseiam artigos de
periódicos científicos. Essa é uma atividade intelectual importante, pois,
demonstra que se compreende aquilo que se leu e se é capaz de trabalhar com
aquele material. Conquanto, uma paráfrase deve ser, impreterivelmente,
referenciada, posto que, em não sendo, será um caso de plágio tanto quanto uma
cópia integral sem referência da fonte. Quando se diz algo com suas próprias
palavras não quer dizer que esse algo é seu.

1.4 - Resumo: parecido com a paráfrase, o resumo de uma fonte é feito com as
próprias palavras de outrem, mas é de outra fonte, ou seja, obrigatoriamente deve
ser referendado, ou acorrerá em plágio.

2 - APÊNDICE B: Tipos de Plágio

2.1. Plágio mosaico: esse é o tipo de plágio mais comum. O Escritor não faz uma
cópia da fonte diretamente, mas muda umas poucas palavras em cada sentença,
sem dar crédito ao autor original. Esses parágrafos ou sentenças não são
citações, mas estão tão próximas de sê-las que eles deveriam ter sido citados ou,
se eles foram modificados o bastante para serem classificados como paráfrases,
deveria ter sido feita a referência à fonte.

2.2. Plágio direto: copiar, integralmente, uma frase, parágrafo ou mesmo um


conceito, de uma fonte sem indicar que é uma citação e sem fazer referência ao
autor.

2.3. Referência vaga ou incorreta: deve-se indicar, claramente, onde um


empréstimo começa e termina. Para tanto, utiliza-se as aspas para destacar o que
é do autor e o que é da fonte. Algumas vezes, o escritor de um texto faz

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referência a uma fonte uma vez, e o leitor presume que as sentenças anteriores
ou parágrafos tenham sido parafraseados quando na verdade a maior parte do
texto é uma paráfrase desta única fonte. O escritor do texto falhou na indicação
clara dos seus empréstimos às suas fontes. Paráfrases e resumos devem ter
seus limites indicados por referências (no começo com o nome do autor, no fim
com referência entre parênteses). O escritor deve sempre indicar quando uma
paráfrase, resumo ou citação começa, termina ou é interrompida.

2.4. Tomar emprestado o trabalho de outros estudantes: esse é um plágio


direto consentido. Não há nada de errado em se tomar informações ou recorrer a
ajuda de terceiros. O que não pode é não se produzir o próprio conhecimento.

2.5. Bricolagem: ajuntamento de trechos, frases e parágrafos de diversas


autorias, formando um outro texto. Alguns autores consideram que esse é um
modelo de pesquisa, porém, a comunidade científica refuta o mesmo e, caso o
autor de alguns desses trechos queira, poderá processar o escritor do mesmo por
plágio.

2.6. Plágio integral: tomar de outro autor um texto completo e assiná-lo como
sendo de sua autoria.

2.7. Plágio parcial: tomar emprestado de outro autor, partes de um texto e incluí-
las em um texto seu, sem as devidas citações e referências.

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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e


documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação.
Rio de Janeiro, 2003.

______. NBR 6023: informação e documentação: elaboração: referências. Rio de


Janeiro, 2002.

______. NBR 6024: Informação e documentação: numeração progressiva das


seções de um documento. Rio de Janeiro, 2003.

______. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro, 1990.

______. NBR 6027: elementos prétextuais. Rio de Janeiro, 2003.

______. NBR 10520: informação e documentação: citação em documentos. Rio


de Janeiro, 2002.

_______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos:


apresentação. Rio de Janeiro, 2005. .

BRAVOS, Vagner Valadares. Curso de Metodologia do Trabalho Científico. 3 ed.


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BARBA, Clarides Henrich de. “Orientações Básicas na Elaboração do Artigo


Científico”. Disponível em:
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BASTOS, Lília et al. Manual para elaboração de projetos e relatórios de pesquisa,


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BOTELHO, Fernando Manuel Pacheco. Evitando o Plágio: Orientações


Metodológicas e dicas gerais. Disponível em:
<http://www.doctumtec.com.br/doctum/unidades/guarapari/artigos/document.2006
-10-24.3703092288>. Acesso em: 3 ago. 2009.

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BUNGE, Mario. Epistemologia: curso de atualização. São Paulo: T. A.


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COSTA, Leonardo Cruz da. Uma ferramenta para edição, extração e


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COSCARELLI, C. V. Leitura numa sociedade informatizada. In: MENDES, Eliana


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DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 5 ed. Campinas: Autores Associados, 2002.

DENCKER, Ada de Freitas Maneti. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Turismo.


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ECO, Humberto. Como se faz uma tese em ciências humanas. 19 ed. São Paulo:
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FRANÇA, Júnia Lessa et al. Manual para normalização de publicações técnico-


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______. Técnicas de Pesquisa. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2008.

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MALHEIROS, Luciana. A identificação de novas descobertas científicas através


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Doutorado para ingresso no PPGCI UFF/IBICT. Niterói, 2005.

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científicas através da análise do conhecimento contido em artigos científicos. In:
ENANCIB – Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em
Ciência da Informação, 7, nov. 2006, Marília/SP, Anais... Marília, 2006. (Anais em
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MARCONDES, C. H; MENDONÇA, M. A. R; MALHEIROS, L. R. Uma proposta de


modelo de representação do conhecimento contido no texto de artigos científicos
publicados na Web em formato legível por programas. DatagramaZero, 2006.
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MARCONDES, C. H et al. Uma proposta de representação do conhecimento


contido em artigos científicos digitais em formato legível por programas. In:
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da Comunicação Científica, abril, 2006, 1, Brasília, Anais... Brasília: UNB, 2006.
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MARCONDES, C. H. Da comunicação científica ao conhecimento público: artigos


científicos digitais como bases de conhecimento. In: ENANCIB – Encontro da
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação, 6,
nov. 2005, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, Anais... , 2005. (Anais em CD-
ROM).

MARTINEZ, Vinício Carrilho. Plágio em trabalho universitário e o papel do


educador. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1081, jun. 2006. Disponível em:
<http://jus2.uol.com.br/pecas/texto.asp?id=692>. Acesso em: 23 ago. 2009.

MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na era da informática. 2.


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MEDEIROS, João B. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos e


resenhas. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1997.

MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 6 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
2002.
MORO, Mirella. A arte de escrever Artigos Científicos. Disponível em:
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RABELO, Camila. Idéias roubadas: plágio é crime. (2006). Disponível em:


<http://www.unb.br/acs/unbagencia/ag0706-27.htm>. Acesso em: 10 ago. 2009.

RAMOS, Paulo; RAMOS, Magda Maria; BUSNELLO, Saul José. Manual prático
de metodologia da pesquisa: artigo, resenha, monografia, dissertação e tese.
Blumenau: Acadêmica, 2003.

RELATÓRIO final de projetos de pesquisa: modelo de apresentação de artigo


científico. Disponível em: <http://www.cav.udesc.br/anexoI.doc.>. Acesso em: 3
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SANTOS, Antônio. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 3 ed.


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SILVA, Marcelo Amaral. A importância da pesquisa no ensino jurídico. Revista de


Direito da Unijui/RS. Porto Alegre, ano 1, n. 1, 2004.

TAFNER, Malcon; TAFNER, José; FISCHER, Julianne. Metodologia do trabalho


acadêmico. Curitiba: Juruá, 1999.

UNIVERSIA BRASIL. Como lidar com o plágio em sala de aula. Disponível em:
<http://www.universia.com.br/materia>. Acesso em: 2 ago. 2009.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR). Normas para apresentação de


documentos científicos: teses, dissertações, monografias e trabalhos acadêmicos.
Curitiba: UFPR, 2000a. v.2.

______. Normas para apresentação de documentos científicos: periódicos e


artigos de periódicos. Curitiba: UFPR, 2000b. v.4.

______. Normas para apresentação de documentos científicos: redação e


editoração Curitiba: UFPR, 2000c.

Bibliografia de apoio
CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Trad. B.
Magne. Porto Alegre: Artmed, 2000.
CHAUÍ, M. Primeira filosofia: aspectos da história da filosofia. São Paulo:
Brasiliense, 1987.
CYRINO, H; PENHA, C. Filosofia hoje. 2. ed. Campinas: Papirus, 1992.

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ANEXOS

ANEXO A: Orientações para busca de Artigos Científicos no


scielo.
Elaboração: Profa. Ms. Elisa Melo Ferreira

Após a escolha do tema do TCC, pertinente ao seu curso de Pós-


graduação, você deverá fazer a busca por artigos científicos da área, em sites
especializados, para a redação do seu próprio artigo científico. O suporte
bibliográfico se faz necessário porque toda informação fornecida no seu artigo
deverá ser retirada de outras obras já publicadas anteriormente. Para isso, deve-
se observar os tipos de citações (indiretas e diretas) descritas nesta apostila e a
maneira como elas devem ser indicadas no seu texto.
Lembre-se que os artigos que devem ser consultados são artigos
científicos, publicados em revistas científicas. Sendo assim, as consultas em
revistas de ampla circulação (compradas em bancas) não são permitidas, mesmo
se ela estiver relatando resultados de estudos publicados como artigos científicos
sobre aquele assunto. Revistas como: Veja, Isto é, Época, etc., são meios de
comunicação jornalísticos e não científicos.
Os artigos científicos são publicados em revistas que circulam apenas no
meio acadêmico (Instituições de Ensino Superior). Essas revistas são
denominadas periódicos. Cada periódico têm sua circulação própria, isto é, alguns
são publicados impressos mensalmente, outros trimestralmente e assim por
diante. Alguns periódicos também podem ser encontrados facilmente na internet e
os artigos neles contidos estão disponíveis para consulta e/ou download.
Os principais sites de buscas por artigos são, entre outros:
SciELO: www.scielo.org
Periódicos Capes: www.periodicos.capes.gov.br
Bireme: www.bireme.br
PubMed: www.pubmed.com.br

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A seguir, temos um exemplo de busca por artigos no site do SciELO.


Lembrando que em todos os sites, embora eles sejam diferentes, o método de
busca não difere muito. Deve-se ter em mente o assunto e as palavras-chave que
o levarão à procura pelos artigos. Bons estudos!

Siga os passos indicados:


Para iniciar sua pesquisa, digite o site do SciELO no campo endereço da
internet e, depois de aberta a página, observe os principais pontos de pesquisa:
por artigos; por periódicos e periódicos por assunto (marcações em círculo).

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Ao optar pela pesquisa por artigos, no campo método (indicado abaixo),


escolha se a busca será feita por palavra-chave, por palavras próximas à forma
que você escreveu, pelo site Google Acadêmico ou por relevância das palavras.

Em seguida, deve-se escolher onde será feita a procura e quais as


palavras-chave deverão ser procuradas, de acordo com assunto do seu TCC (não
utilizar “e”, “ou”, “de”, “a”, pois ele procurará por estas palavras também). Clicar
em pesquisar.

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Lembre-se de que as palavras-chave dirigirão a pesquisa, portanto,


escolha-as com atenção. Várias podem ser testadas. Quanto mais próximas ao
tema escolhido, mais refinada será sua busca. Por exemplo, se o tema escolhido

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for relacionado à degradação ambiental na cidade de Ipatinga, as palavras-chave


poderiam ser: degradação; ambiental; Ipatinga. Ou algo mais detalhado. Se nada
aparecer, tente outras palavras.
Isso feito, uma nova página aparecerá, com os resultados da pesquisa para
aquelas palavras que você forneceu. Observe o número de referências às
palavras fornecidas e o número de páginas em que elas se encontram (indicado
abaixo).

A seguir, estará a lista com os títulos dos artigos encontrados, onde


constam: nome dos autores (Sobrenome, nome), título, nome do periódico, ano
de publicação, volume, número, páginas e número de indexação. Logo abaixo,
têm-se as opções de visualização do resumo do artigo em português/inglês e do
artigo na íntegra, em português. Avalie os títulos e leia o resumo primeiro, para
ver se vale à pena ler todo o artigo.

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Ao abrir o resumo, tem-se o nome dos autores bem evidente, no início da


página (indicado abaixo). No final, tem-se, ainda, a opção de obter o arquivo do
artigo em PDF, que é um tipo de arquivo compactado e, por isso, mais leve, Caso
queria, você pode fazer download e salvá-lo em seu computador.

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Busca por periódicos

Caso você já possua a referência de um artigo e quer achá-lo em um


periódico, deve-se procurar na lista de periódicos, digitando-se o nome ou
procurando na lista, por ordem alfabética ou assunto. Em seguida, é só procurar
pelo autor, ano de publicação, volume e/ou número.

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É preciso ressaltar que você deve apenas consultar as bases de dados e os


artigos, sendo proibida a cópia de trechos, sem a devida indicação do nome do
autor do texto original (ver na apostila tipos de citação) e/ou o texto na íntegra.
Tais atitudes podem ser facilmente verificadas por nossos professores, que farão
a correção do artigo.

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ANEXO B: Modelo de resumo de um artigo de revisão 1

DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA AO CONHECIMENTO PÚBLICO: O ARTIGO


CIENTÍFICO DIGITAL COMO UMA BASE DE CONHECIMENTOS

Prof. Carlos Henrique Marcondes


RESUMO ESTENDIDO
Problema. Periódicos científicos publicados na Web, apesar dos avanços das TIs, são ainda
calcados no modelo impresso. Artigos neles contidos podem ser considerados bases de
conhecimento, já que veiculam novas descobertas e novos conhecimentos científicos. Mesmo
sendo documentos digitais, o conhecimento contido nesses artigos esta em forma textual, para
leitura por seres humano e requer um longo processo social através do qual artigos são lidos,
criticados, avaliados, citados, até que o conhecimento aí contido possa em fim ser validado e
incorporado ao estoque de conhecimentos científicos. As tecnologias conhecidas como Web
Semântica objetivam exatamente agregar conteúdo semântico aos documentos publicados na
Web para que programas “agentes inteligentes” possam “compreender” os conteúdos desses
documentos e realizar tarefas sofisticadas raciocinado com base nesse.
Objetivos. Propor e desenvolver o modelo de ambiente de publicação de artigos na Web, que
ampliasse as funcionalidades dos atuais “software” de auto-publicação, como repositórios e
bibliotecas, digitais, de modo a permitir a um autor publicar seu artigo simultaneamente, em
formato textual legível por pessoas, e em formato “inteligível” por programas, identificando o
conhecimento contido no artigo e representando-o como uma ontologia.
Metodologia. Como domínio para teste, avaliação e aperfeiçoamento do modelo foi escolhida a
área de Ciências da Saúde, devido ao fato de ser a área onde a documentação científica é mais
padronizada. Serão analisados agora artigos de periódicos internacionais em Ciências da Saúde
que se caracterizem por veicularem contribuições significativas para a Ciência em suas áreas
como os dos Prêmios Nobel de Medicina e Lasker, na expectativa de que sejam encontrados
artigos que tragam contribuições significativas para o desenvolvimento da Ciência.
Resultados. Uma proposta inicial de representação do conteúdo de conhecimento em artigos
científicos foi desenvolvida tendo como base os elementos semânticos do Método Científico como
Problema, Hipótese, Metodologia, Resultados e Conclusões. Esta proposta foi testada, validada e
aperfeiçoada através da análise de 60 artigos de periódicos eletrônicos em Ciências da Saúde.
Foram identificados três padrões de raciocínio nos artigos analisados, que implicam em diferentes
arranjos dos elementos semânticos do Método Científico: artigos experimentais-indutivos,
experimentais-dedutivos e teórico-abdutivos. Os resultados foram sistematizados e formalizados
sob a forma de uma Ontologia do Conhecimento contido em Artigos Científicos, que servirá de
base para representar o conteúdo semântico de artigos científicos publicados segundo o modelo
num futuro ambiente de publicação de artigos na Web.
Palavras-chave: publicações eletrônicas. Metodológica científica. Comunicação científica.
Rrepresentação do conhecimento. Ontologias. e-Ciência.

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ANEXO C: Modelo de resumo de um artigo de revisão 2

Mais um anjo barroco? Uma revisão bibliográfica em antropologia da


informação a partir de levantamento de textos através da ferramenta de
busca Google
Nísio Antônio Teixeira de Ferreira

RESUMO
A partir de uma revisão teórica sobre o tema Antropologia da Informação, produziu-se um
levantamento de textos sobre o tema através do instrumento de pesquisa Google, dos quais oito
foram selecionados para verificar como cada um deles abordou a articulação entre antropologia e
informação. Diversos no formato, extensão e abordagem, os textos partem de uma preocupação
geral - como o ser humano, em seu processo cotidiano de produção de cultura, está envolvido, se
relaciona e sofre o impacto das tecnologias de informação para seguir caminhos particulares:
desde discutir como a antropologia pode ajudar a entender os especialistas em tecnologia da
informação junto aos demais grupos que integram a esfera produtiva da ‘cultura informacional’, até
discutir como, ao longo da história, as tecnologias de informação reconfiguraram e mesmo
potencializaram o trabalho da antropologia. A revisão inclui ainda uma descrição da trajetória da
antropologia e do conhecimento para o entendimento das relações sociais no ciberespaço; a
combinação de metodologias das ciências sociais e da antropologia para o estudo de
organizações hipermidiáticas e uma leitura da cibercultura à luz dos conceitos e ideias de Walter
Benjamin. A diversidade dos resultados confirma as múltiplas diretrizes, apontadas na revisão
teórica, para a discussão do tema na Ciência da Informação.

ANEXO D: Modelo de resumo de um artigo de revisão 3

OBESIDADE INFANTIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA


Rosely Galvão Costa, Yonara Marisa Pinto da Silva, Ricardo Laino Ribeiro

RESUMO
A obesidade é definida como um excesso de gordura corporal. É considerada, sem dúvida
alguma, um grande problema da sociedade moderna e globalizada, atingindo elevadas proporções
entre a população infantil. Sedentarismo, alimentação inadequada, hábitos alimentares
equivocados dos pais, entre outros, são alguns dos fatores responsáveis pelo aumento na
incidência da obesidade nesta fase do ciclo da vida. A obesidade infantil é considerada uma forte
indicação de sua permanência na fase adulta, com os conseqüentes riscos de doenças
cardiovasculares e diabetes. Pode acarretar, também, distúrbios psicológicos, isolamento,
depressão e baixa auto-estima. Portanto, intervenções para a prevenção da obesidade devem ter
como foco, principalmente, orientações para prática de uma alimentação saudável e de atividade
física. Esta pesquisa tem por objetivo, através de revisão bibliográfica, avaliar as causas da
obesidade em crianças, suas conseqüências na fase adulta, a melhor forma de tratamento e
prevenção.
Palavras chave: obesidade infantil, alimentação saudável, atividade física.
.http://publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/sare/article/view/215. Vol 3 - n 01 –
2008.

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ANEXO E

Plágio de trabalhos na Internet é pão-nosso do Básico ao Superior


Escrito pelo Fernando Basto, Jornal de Notícias, 02 Jan. 2007.

O recurso crescente dos estudantes à Internet em busca de informação para os trabalhos


escolares e universitários converteu meras exposições, monografias, dissertações ou mesmo
teses em exercícios de plágio construídos sem pejo. Muitas das vezes, o "rabo" fica de fora para
gáudio dos professores são as mantas de retalho sem nexo ou construções frásicas com sabor
abrasileirado. Outras vezes, as cópias dão mais luta, exigindo ao docente a utlização de
ferramenta idêntica para detectar a infracção. O mundo da fraude acadêmica fica complementada
com um número crescente de licenciados desempregados que, a troco de um punhado de euros,
faz surgir o trabalho que, com sorte, acelera a obtenção do tão desejado canudo. Tudo começa no
Ensino Básico, quando a professora pede um pequeno trabalho, coisa leve, sobre, por exemplo, o
meio ambiente. "Quando peço os trabalhos, já sei que vou acabar por receber muitos
semelhantes, com as mesmas ilustrações e os mesmos gráficos. Os alunos vão todos ao Google
e pronto". Ana Faria, professora de Ciências Naturais, não se importa. "O importante é que
aprendam a pesquisar. Mas alerto-os sempre para a necessidade de identificarem a fonte de
informação", esclareceu. Do Básico, pelo Secundário, até ao Superior, o caminho da investigação
raramente conhece outro assento que não seja a cadeira em frente a um terminal de computador
com ligação à Net. As noções de ética ouvidas nesta ou naquela aula não têm a força para vencer
o facilitismo de escolher e copiar aquilo que outros produziram. É por isso que Jorge Tavares (o
que se dispôs a revelar ao JN exige anonimato) vai ter de recorrer ao motor de pesquisa Google
para analisar, nas próximas semanas, os trabalhos de fim de semestre dos seus alunos da área
das engenharias. "São alunos dos 4º e 5º anos, mas sei, por experiência adquirida, que uns 80%
tiveram na Net a sua única fonte de pesquisa", salientou. Em anos anteriores, tem recebido um
pouco de tudo desde cópias integrais até "mantas de retalho" que mais não são do que pedaços
de uma variedade de trabalhos encontrados na rede. Numa autêntica caça do gato ao rato, Jorge
Tavares - professor de uma instituição de ensino superior público do Porto - usa o Google para
detectar as infracções. "Digito uma expressão técnica utilizada no trabalho e comparo com os
textos que encontro", explicou. Na maior parte dos casos, a entrevista que se segue à
apresentação do trabalho complementa o diagnóstico da fraude. "Neste momento, tenho em mãos
uma dissertação de mestrado que seguiu os mesmos caminhos", revelou. Jorge Tavares referiu
que muitos alunos sabem que, com alguns professores, o risco compensa. "São por vezes
centenas de trabalhos para analisar e há colegas que mal olham para eles. Rui Trindade,
professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação do Porto, é de opinião que, muitas
vezes, os alunos são sobrecarregados com trabalhos. "Um trabalho de investigação é uma
oportunidade de auto-aprendizagem. Mas como os alunos não são auto-suficientes, os
professores devem acompanhar a feitura dos trabalhos, caso contrário não precisavam dos
docentes para nada", referiu. Rui Trindade aposta, assim, na tutoria do seus alunos. "Quando se
faz um acompanhamento, a tendência dos alunos para 'googlar' tende a diminuir muito", concluiu.
Usar as idéias de outros sem revelar as fontes, a utilização de trabalho produzido por outros,
omitindo adequadamente a fonte de informação, constituiu plágio. Plagiar pode ser a utilização,
palavra por palavra, do texto elaborado por alguém sem identificar o autor, como parafrasear as
suas idéias sem o indicar. Para reproduzir textualmente o que outros escreveram, deve-se colocar
o texto copiado entre aspas e identificar autor e fonte. O melhor será ler primeiro, ficar com as
idéias, e depois tentar escrever um texto de produção própria. (BASTOS, 2007. Disponível em:
<www.jn.pt. Como fazer para evitar o plágio na Net?>. Acesso em: 01 Jul. 2009.)

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90

ANEXO F

Yahoo!

Yahoo! Brasil – Copyright Agent


Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual

Respeito á propriedade intelectual

O Yahoo! respeita a propriedade intelectual dos autores de qualquer conteúdo disponível na internet,
por isso pedimos a nossos usuários que façam o mesmo. O Yahoo! pode, de acordo com seus
Termos de Serviço, e nas circunstâncias apropriadas, desabilitar ou encerrar, sem aviso prévio, as
contas de usuários que estejam desrespeitando direitos de propriedade intelectual de terceiros.

Informações sobre direitos autorais

As informações publicadas na internet estão acessíveis a qualquer usuário, mas não


necessariamente podem ser copiadas, baixadas ou reutilizadas. É permitido aos usuários copiar
partes do conteúdo de sites, mas apenas para uso pessoal e não-comercial. Outros tipos de uso,
como reprodução, modificação, distribuição, transmissão ou exibição em outros sites, são
geralmente proibidos.

Infração de seus direitos autorais:

Se você tem razões para acreditar que seus direitos autorais foram violados, entre em contato com o
Yahoo!, dando as seguintes informações:

1. Uma descrição do trabalho protegido por direitos autorais;


2. Uma assinatura digital ou material da pessoa autorizada a agir em seu nome, caso haja;
3. A natureza da autorização que foi a essa pessoa;
4. Em que parte do site está ocorrendo essa violação de direitos autorais;
5. Seu nome completo, endereço, telefone e e-mail;
6. Uma declaração sua de que você age de boa fé e que acredita que seu material foi usado de
forma indevida de acordo com as leis de diretos autorias;
7. Uma declaração sua de que todas as informações que você cedeu ao Yahoo! estão corretas e que
você é o dono do material utilizado ou está legalmente autorizado a agir em nome dele.

Para informar sobre alguma violação de direitos autorais, entre em contato conosco:

Yahoo! do Brasil Internet Ltda.


Departamento Jurídico
Rua Fidêncio Ramos, 195 – 12º andar
04551-010 / São Paulo - SP
E-mail: br-abuse@yahoo-inc.com

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91

ANEXO G

Sites que devem ser consultados por aqueles que desejam conhecer as leis
sobre direitos autorais e suas implicações, bem como, não desejam plagiar.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5988.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm#art115
https://www.presidencia.gov.br/ccivil_03/Leis/L9609.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm
http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/OI/OMPI/convencao_berna_obras_literarias-PT.htm
http://www.wipo.int/treaties/en/ip/berne/trtdocs_wo001.html
http://www.wipo.int/

Além desses listados acima indicamos a página de Augusto C. B. Areal


em: <http://www.persocom.com.br/brasilia/plagio1.htm#registro>.
Outra página interessante é a da Biblioteca Nacional, com orientações de
como proceder para registrar sua obra, seja texto escrito, fotografia, partitura
musical, etc.: <http://www.bn.br/Script/index.asp> No fim da página à direita há o
ícone do "Escritório de direitos autorais".
Outro site interessante é <http://www.plagiarism.com> , que se propõe,
“deter o plágio e encorajar a honestidade intelectual”.
No endereço <http://www.jmir.org/2000/1/e4/> existe um artigo gratuito
publicado no Journal of Medical Internet Research sobre plágio. Ele trata do
heteroplágio (o mais conhecido, quando a cópia é feita da obra de outra pessoa) e
o autoplágio, quando o autor copia trechos seus e os distribui em diferentes
artigos como se fossem originais. Além disso, existem hipertextos direcionando a
outras páginas relevantes.
Mesmo não havendo legislação específica, os textos publicados na Internet
(incluindo posts e textos publicados nos blogs) são protegidos pela Lei nº
9.610/98 - a Lei de Direitos Autorais.
Dois sites úteis e com muita informação sobre o assunto:
Copyright Office Basics - Seção de conceitos básicos do site oficial de Copyright
do Governo dos EUA; em inglês ou espanhol.
Plagiarism Today - Site sobre plágio, direitos autorais e roubo de conteúdo
online. Em inglês.

Site: www.ucamprominas.com.br
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br
Telefone: (0xx31) 3865-1400
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas
92

ANEXO H

Legislação Sobre Direitos Autorais: Alguns trechos mais pertinentes.


Lei nº 9.610/98 - Direitos Autorais
Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os
direitos de autor e os que lhes são conexos.
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer
meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente
no futuro, tais como:
I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica.
Art. 12. Para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou
científica usar de seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de
pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.
Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.
Art. 24. São direitos morais do autor:
I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como
sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por
quaisquer modalidades, tais como:
I - a reprodução parcial ou integral;
Sanções às Violações dos Direitos Autorais
As violações aos direitos autorais estão previstas tanto na própria Lei de Direitos
Autorais, onde se estipulam as sanções civis, como no Código Penal.
No Art. 5º da Lei de Direitos Autorais, se estabelece:
VII - contrafação - a reprodução não autorizada;
No Título VII - Das Sanções às Violações dos Direitos Autorais, se estabelecem
diferentes sanções e multas, a serem aplicadas aos contrafatores. Interessam
especialmente:
Art. 101. As sanções civis de que trata este Capítulo aplicam-se sem prejuízo das penas
cabíveis.
Art. 108. Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de
indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e
do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a
identidade da seguinte forma:
II - tratando-se de publicação gráfica ou fonográfica, mediante inclusão de errata nos
exemplares ainda não distribuídos, sem prejuízo de comunicação, com destaque, por três
vezes consecutivas em jornal de grande circulação, dos domicílios do autor, do intérprete
e do editor ou produtor;
III - tratando-se de outra forma de utilização, por intermédio da imprensa, na forma a que
se refere o inciso anterior.
No Código Penal, se prevêem de três meses a quatro anos de PRISÃO, além de multas.

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