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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

AGATHA SOUSA OLIVEIRA


HILDA RODRIGUES DA SILVA
LARYSSA ALVES DOS SANTOS
RAFAELA ALVES DIAS XAVIER

PROJETO DE BARRAGEM DO RIO CANAJUBA DO ESTADO DO TOCANTINS

GURUPI-TO
ABRIL DE 2019
AGATHA SOUSA OLIVEIRA
HILDA RODRIGUES DA SILVA
LARYSSA ALVES DOS SANTOS
RAFAELA ALVES DIAS XAVIER

PROJETO DE BARRAGEM DO RIO CANAJUBA DO ESTADO DO TOCANTINS

Projeto apresentado para obtenção de nota na disciplina


de Projeto de Barragens, ministrada pelo professor
Julierme Ciriano do curso de Engenharia Civil da
Universidade de Gurupi - UnirG.

GURUPI-TO
ABRIL DE 2019
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 4
2. OBJETIVO ........................................................................................................................... 5
3. MEMORIAL DE CÁLCULO: PROJETO DE BARRAGENS ....................................... 6
3.1 PROJETO DO VERTEDOURO....................................................................................... 6
3.1.1 CÁLCULO DE VAZÃO CHEIA ................................................................................... 6
3.1.1.1Cálculo da inclinação: .................................................................................................. 6
3.1.1.2 Tempo de concentração .............................................................................................. 6
3.1.1.3Tempo de retardamento ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva até
o pico do hut, horas ................................................................................................................. 7
3.1.1.4 Duração da chuva unitária: ......................................................................................... 7
3.1.1.5 Tempo de ascensão do hut, horas: .............................................................................. 7
3.1.1.6 Tempo de base ou duração do hut, horas: ................................................................... 7
3.1.1.7 Vazão máxima ou de pico do hut: .............................................................................. 7
3.1.1.8 Intensidade pluviométrica: .......................................................................................... 8
3.1.1.9 Precipitação pontual:................................................................................................... 8
3.1.1.10 Precipitação distribuída: ........................................................................................... 8
3.1.1.11 Infiltração da bacia:................................................................................................... 8
3.1.1.12 Precipitação Efetiva: ................................................................................................. 8
3.1.1.13 Vazão Máxima: ......................................................................................................... 9
3.1.2 VERTEDOURO CREAGER (WAS) ............................................................................. 9
3.1.2.1 DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE DESCARGA .................................... 9
3.1.2.2 LARGURA DO VERTEDOURO .............................................................................. 9
3.1.2.3 DETERMINAÇÃO DA SEÇÃO DE CRSTA COM A FORMA DA LÂMINA
VERTENTE ............................................................................................................................ 9
3.1.2.3.1 CÁLCULO DA VAZÃO POR METRO LINEAR (q) ............................................ 9
3.1.2.3.2 CONTRAÇÃO LÂMINA VERTENTE ................................................................ 10
3.1.2.3.3 VELOCIDADE DE APROXIMAÇÃO ................................................................. 10
3.1.3 PARAMETROS DE JUSANTE DO VERTEDOURO ............................................... 10
3.1.3.1 CÁLCULO DA EXPONENCIAL ............................................................................ 10
3.1.3.2 CÁLCULO DA EQUAÇÃO DA RETA .................................................................. 12
3.1.3.3 RAIO DA CURVA ................................................................................................... 14
3.1.3.3.1 INICIO DA CURVA ............................................................................................. 14
3.2 BARRAMENTO ............................................................................................................... 15
3.2.1 LARGURA DA CRISTA .......................................................................................... 15
CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 16
4

1. INTRODUÇÃO

Uma barragem, açude ou represa, é uma barreira artificial, feita em cursos de água
para a retenção de grandes quantidades de água. São diversas as razões que justificam a
construção de barragens. estar localizada em qualquer ponto de um curso de água, desde se
poça reunir três elementos essenciais: barramento, reservatório e extravasor.

O local mais indicado será onde o eixo da barragem atinja o menor comprimento x
maior altura. A geologia também deve ser considerada. Por exemplo, um local que pode
apresentar uma barragem de menor comprimento, poderá requerer serviços muitos onerosos de
escavação. As distâncias da barragem das jazidas de materiais de empréstimo podem afetar
diretamente nos custos. Ao reduzir a distância de transporte, reduzirá o custo da barragem.

Condições ambientais devem ser levantadas, evitando áreas de proteção ambiental que
trarão prejuízos no momento de enchimento do reservatório. Ex.: áreas com sítios
arqueológicos, aldeias, etc. Condições do desvio d’água. Locais mais estreitos necessitam de
desvios mais elaborados, (túneis, tubulações, etc.), em vales mais largos, necessitará da
construção de um canal, que posteriormente será fechado pela barragem.

O projeto apresentado será demonstrado todos os cálculos para a execução de uma


barragem de terra, desde o projeto do vertedouro até a construção do barramento.
5

2. OBJETIVO

Elaborar um roteiro prático, para dimensionar um projeto de barragem no rio Canajuba,


por meio do software QGIS baseado em estudos hidrológicos, e simular a implantação de um
sistema de barragens de terra neste rio situado no Estado do Tocantins, com o intuito de garantir
aos estudantes de engenharia civil um conhecimento do que foi visto em sala de aula. Todos os
cálculos foram feitos no software Excel e os valores foram calculados conforme o programa.
6

3. MEMORIAL DE CÁLCULO: PROJETO DE BARRAGENS

O rio escolhido pelo grupo foi o rio Canajuba. Ele possui uma área de 95.778.350 m², sendo
que seu comprimento do rio principal é de 15.303,56 m, com cota maior: 349 e cota menor: 222
m. Esses valores foram extraídos do software Qgis. Sendo que a delimitação da bacia
hidrográfica também foi feita no mesmo software.

3.1 PROJETO DO VERTEDOURO


3.1.1 CÁLCULO DE VAZÃO CHEIA

Dados do projeto:
Área: 95.778.350 m²
Comprimento do rio principal: 15.303,56 m
Cota maior: 349 m
Cota menor: 222 m
Q ecológica: 20 m³/s. (

3.1.1.1Cálculo da inclinação:
Cmaior − Cmenor
I=
L
349 − 222
I= = 0,01 m/m
15.303,56

Onde: CMaior: cota maior do rio em metros;

Cmenor do rio em metros.

L: Comprimento do rio principal. (m)

3.1.1.2 Tempo de concentração:

𝐿
tc = 5,77x( )0,64
√𝐼
15,303555
tc = 5,77x( )0,64 = 153,24 min
√0,01

ou

153,24
tc = = 2,55 horas
60
7

Onde: L é a largura do rio (Km);

I: inclinação (m/m)

3.1.1.3Tempo de retardamento ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva


até o pico do hut, horas:

tp = 0,6 x tc(horas)

tp = 0,6 x 2,55 = 1,53 horas

Onde: tc: tempo de concentração da bacia (horas).

3.1.1.4 Duração da chuva unitária:


d = 0,25 x tc(horas)

d = 0,25 x 2,55 = 0,64 horas

Onde: tc: tempo de concentração da bacia (horas).

3.1.1.5 Tempo de ascensão do hut, horas:


d
ta = + tp
2
0,64
ta = + 1,53 = 1,85 horas
2

Onde: d: duração da chuva unitária (horas).

3.1.1.6 Tempo de base ou duração do hut, horas:


tb = 2,67 x ta

tb = 2,67 x 1,85 = 4,94 horas

Onde: ta: tempo de ascensão (horas).

3.1.1.7 Vazão máxima ou de pico do hut:


A
qp = 0,208 x pu x
ta
95,77835
qp = 0,208 x 1 x = 10,76 m3 /s
1,85
8

Onde: Pu: Precipitação unitária 1mm

A: área da bacia (Km).

3.1.1.8 Intensidade pluviométrica:


tr a
in = k x
(b + D)c

a= 0,112; b= 15,847; c= 0,770; k= 1.299,31; tempo de retorno= 10000 anos

100000,112
in = 1.299,31 x = 168,58 mm/h
(15,847 + 38,31)0,770

3.1.1.9 Precipitação pontual:


Po = in x D

Po = 168,58 x 0,64 = 107,64 mm

3.1.1.10 Precipitação distribuída:


𝐴
P = Po x (1 − 0,10 x Log ( ))
25

95,77835
P = 107,64 x (1 − 0,10 x Log ( )) = 101,36 mm
25

Onde: A: área da bacia em Km.

3.1.1.11 Infiltração da bacia:


1000
S = 25,4 x ( − 10)
CN

Onde: CN = 67; é o valor da curva número e é função do grupo de solo, umidade antecedente
e uso do solo. Uso do solo: Pastagens, pobres em curva de nível. Solos franco arenosos pouco
profundos; tem menor capacidade de infiltração e geram maiores escoamentos do que o solo A
Tabela Método da Curva Número (CN), Valores CN (condição II – 13 <P5dias < 53mm):

1000
S = 25,4 x ( − 10) = 125,1045 mm
67

3.1.1.12 Precipitação Efetiva:


(P − 0,2 x S)²
Pe =
P + 0,8 x S
9

(101,36 − 0,2 x 125,1045)²


Pe = = 28,93 mm
101,36 + 0,8 x 125,1045

3.1.1.13 Vazão Máxima:


Q = Pe x qp

Q = 28,93 x 10,76 = 311,24 m3 /s

3.1.2 VERTEDOURO CREAGER (WAS)

3.1.2.1 DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE DESCARGA


P
Co =
Ho

Onde: Ho= 3m adotado.

P: profundidade do vertedouro (m)

26
= 8,667
3

A partir destes valores, com os ábacos a seguir, é possível determinar as dimensões do


vertedouro. Observar valor no ábaco = 3,95
1⁄
Co = 3,95 x 0,552 = 2,18 m 2 ∗s

3.1.2.2 LARGURA DO VERTEDOURO


Q
L= 3⁄
Co x Ho 2

311,24
L= 3⁄ = 27,47 m
2,18 x 3 2

Onde: Q: vazão do projeto (m3/s)

3.1.2.3 DETERMINAÇÃO DA SEÇÃO DE CRSTA COM A FORMA DA LÂMINA


VERTENTE
3.1.2.3.1 CÁLCULO DA VAZÃO POR METRO LINEAR (q)
Q
q=
L

311,24 m3
q= = 11,33 /m
27,47 s
10

3.1.2.3.2 CONTRAÇÃO LÂMINA VERTENTE



ha =
2 x g x (P + Ho)²

11,33²
ha = = 0,007779 m
2 x 9,81 x (26 + 3)²

Onde: g: gravidade do centro da terra: 9,81m3/s

3.1.2.3.3 VELOCIDADE DE APROXIMAÇÃO


q
va =
P + Ho
11,33
va = = 0,3907 m/s
26 + 3
ha 0,007779
= = 0,0026
Ho 3
xc
= 0,286 𝑥 3 = 0,858
Ho
yc
= 0,128 𝑥 3 = 0,384
Ho
R1
= 0,53 𝑥 3 = 1,59
Ho
R2
= 0,232 𝑥 3 = 0,696
Ho

3.1.3 PARAMETROS DE JUSANTE DO VERTEDOURO


3.1.3.1 CÁLCULO DA EXPONENCIAL
Y x
= −K x ( )n
Ho Ho
ha 0,007779
= = 0,0026
Ho 3

K= 0,495; n= 1,87; Ho= 3


11

Y x
= −0,495 ∗ ( )1,87
3 3

Y = −0,191 ∗ x1,87

Tabelas com os valores da fórmula: Y = −0,191 ∗ x1,87

X Y
0 0
0,5 -0,052252524
1 -0,191
1,5 -0,407684333
2 -0,698167228
2,5 -1,059695728
3 -1,490219059
3,5 -1,988110917
4 -2,552028682
4,5 -3,180832265
5 -3,873533135
5,5 -4,629260247
6 -5,447236177
6,5 -6,326759767
7 -7,267193132
7,5 -8,267951679
8 -9,328496285
8,5 -10,44832705
9 -11,62697825
9,5 -12,86401415
10 -14,15902561
10,5 -15,51162713
11 -16,92145442
11,5 -18,38816232
12 -19,91142294
12,5 -21,49092416
13 -23,12636821
13,5 -24,8174705
14 -26,56395855
14,5 -28,36557107
15 -30,22205709
15,5 -32,13317527
16 -34,09869315
16,5 -36,11838666
17 -38,19203945
17,5 -40,31944248
12

18 -42,50039357
18,5 -44,73469692
19 -47,02216283
19,5 -49,36260727
20 -51,75585162
20,5 -54,20172238
21 -56,70005085
21,5 -59,25067295
22 -61,85342894
22,5 -64,50816322
23 -67,21472415
23,5 -69,97296384
24 -72,78273801
24,5 -75,64390578
25 -78,55632957
25,5 -81,51987492
26 -84,5344104

3.1.3.2 CÁLCULO DA EQUAÇÃO DA RETA


Para definir a equação é necessário o coeficiente angular da reta, que representa economia.

Valores: -1,25*(1v:0,8h)
dy
Adotando a derivada: dx = −1,25

y−ya
Equação da reta: x−xa = −1,25

O ponto (xa; ya) pertencerá a exponencial, e o ponto de tangência da reta em relação a mesma.

Ya = −a ∗ x b

Y = −0,191 ∗ x1,87

dy
= −1,25
dx

−1,25 = 1,87 ∗ −0,191 ∗ xa0,87

xa = 4,22

Substituindo a fórmula:

Y = −0,191 ∗ 4,221,87 = −2,82

A (4,22;-2,82)
13

y = −1,25 ∗ (x − xa) + ya

𝑦 = −1,25x + 2,455

Tabelas com os valores da fórmula:

𝑦 = −1,25x + 2,45

X Y
0 2,455
0,5 1,83
1 1,205
1,5 0,58
2 -0,045
2,5 -0,67
3 -1,295
3,5 -1,92
4 -2,545
4,5 -3,17
5 -3,795
5,5 -4,42
6 -5,045
6,5 -5,67
7 -6,295
7,5 -6,92
8 -7,545
8,5 -8,17
9 -8,795
9,5 -9,42
10 -10,045
10,5 -10,67
11 -11,295
11,5 -11,92
12 -12,545
12,5 -13,17
13 -13,795
13,5 -14,42
14 -15,045
14,5 -15,67
15 -16,295
15,5 -16,92
16 -17,545
16,5 -18,17
14

17 -18,795
17,5 -19,42
18 -20,045
18,5 -20,67
19 -21,295
19,5 -21,92
20 -22,545
20,5 -23,17
21 -23,795
21,5 -24,42
22 -25,045
22,5 -25,67
23 -26,295
23,5 -26,92
24 -27,545
24,5 -28,17
25 -28,795
25,5 -29,42
26 -30,045

3.1.3.3 RAIO DA CURVA


3.1.3.3.1 INICIO DA CURVA
CO
Tg α =
CA
1
α = 𝑇𝑔−1 = 51,34°
0,8

Raio adotado = 8m

Tg α
BC = ∗R
2

Onde R: raio adotado em m;

51,34
BC = ∗ 8 = 3,84m
2

Y = sen α ∗ BC

Y = sen 51,34 ∗ 3,84 = 2,9985m

YB = −(P − Y)

YB = −(26 − 2,9985) = −23,0015m


15

YB − 2,455
x=
−1,25

−23,0015 − 2,455
x= = 20,3652m
−1,25

B (-23,0015;20,3652)

Z = YB + Ho − Ha

Z = 23,0015 + 3 −0,007779311= 25,99 m

V = √2 ∗ g ∗ Z

V = √2 ∗ 9,81 ∗ 25,99 = 22,58 m/s


q
d=
V
11,33
d= = 0,50
22,58

R≥5∗d

8 ≥ 5 ∗ 0,50 = 2,51 ok

3.2 BARRAMENTO
3.2.1 LARGURA DA CRISTA
H
LC = +3
5
26
LC = + 3 = 8,2 m
5

3.2.2 BASE DO MACIÇO

Material SC extraído da tabela, com Zm= 2,5 e Zj= 2,0.

B = LC + (Zm + Zj) ∗ H

B = 8,2 + (2,5 + 2,0) ∗ 26 = 125,2 m

B = 8,2 + (2,5 + 2,0) ∗ 11,2 = 58,6 m


16

CONCLUSÃO

Esse projeto apresentado obteve uma vazão ecológica de 20 m3/s, sendo o tempo de
concentração da chuva com 2,55 horas, Infiltração da bacia:125,1045 mm, Vazão máxima ou
de pico do hut:10,76 m3/s e vazão Máxima:311,24 m3/s;

O projeto do vertedouro possui profundidade de 26m, sendo que sua largura possui
27,47m, com velocidade de aproximação de 0,3907 m/s. A largura da crista é 8,2 e a base do
maciço 125,2 m.

Esse projeto foi de grande relevância para nos acadêmicos do curso de engenharia
civil, pois aprendemos como é feito o dimensionamento do projeto de barragens para que
possam ser aplicados no dia a dia da vida profissional.