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CURSINHO DE HOMILÉTICA

A ELABORAÇÃO E A APRESENTAÇÃO DA PREGAÇÃO BÍBLICA

I. ESTUDANDO HOMILÉTICA

1. Superando obstáculos

1.1 "O Espírito Santo é quem fala". De fato, o Espírito Santo é o grande pregador. Mas,

por que há sermões incompreensí veis? Por que há pregadores melhores que outros? Se o Espírito Santo orienta igualmente a todos, não deveriam ser excelentes todos os sermões e pregadores?

1.2 "Preguiça". O Espírito Santo "ajuda" aquele que não me ditou no texto, no assunto?

Por que hátendência de se esperar a ajuda do Espírito Santo no púlpito e não durante a meditação ou estudo da Palavra? Creio na necessidade de haver amadureci mento das idéias. Estas devem ser trabalhadas para um melhor efeito, tanto para o pregador como para os ouvintes.

1.3 "Orgulho". Geralmente o pregador acha que prega / pre gou bem. Alguns justificam-se quando não são bem-sucedidos:

"É uma igreja fria" ou "Há pecado na igreja". Muitos não aceitam críticas referentes às suas mensagens. Tomam-nas como ata ques à sua pessoa ou como ataques à sua vocação. A humildade e a autocrítica não devem ter espaço no púlpito.

1.4 "Teoria". Técnicas e teorias homiléticas não substituem uma vida de devoção pessoal

a Deus. O pregador deve ter uma vida em harmonia com as verdades divinas que ele prega. Quan do Jesus começou a pregar, o povo ficou impressionado com as Suas palavras, pois eram palavras de poder, bem diferentes das palavras bonitas, mas vazias, dos escribas e fariseus.

1.5 "Recalque" . O púlpito não é lugar para o pregador aliviar os seus complexos. Não se

pode reivindicar a sinceridade para despejar opiniões pessoais que passam ao largo das verdades bíblicas. O pregador deve, fundamentalmente, persuadir com amor, ao invés de

reprimir com furor.

2. Definindo Pregação

escolhida, com o fim de satisfazer as necessidades humanas".

2.2 PATTISON."É a comunicação da verdade divina com o fim de persuadir".

2.3 NEEMIAS 8:8-12.Ler, Explicar e Aplicar.

LER: Refere-se à Palavra de Deus - a Bíblia. EXPLICAR: Implica comunicar. Muitos, depois de ler o texto, obscurecem-no. A comunicação precisa ser objetiva. Evite-se toda a vulgaridade e o óbvio. APLICAR: É persuadir os ouvintes a uma decisão. As verda des bíblicas explicadas devem ser relevantes para o contexto dos ouvintes. Estes devem ser levados a responder positivamente ao apelo do sermão.

3. Definindo Homilética.

"A arte de pregar sermões"; " A ciência da pregação"; "A arte da fala religiosa". Grego:

"Homília" = falar, conversar.

4. O que não é Homilética.

1. Não é uma substituta da vida espiritual.

2. Não é uma substituta do Espírito Santo.

3. Não é uma garantia de ministério eficiente.

5. O que é a Homilética.

1. É uma auxiliar do estudo e análise do texto.

2. É uma auxiliar na exposição de idéias.

1. Dá a compreensão de que o sermão tem muito a ver com o pregador. Ou seja, a vida do pregador é o sermão.

4. Dá a compreensão de que Deus colocou no mundo recursos que devemos aproveitar em benefício de Seu Reino. Inclusive os da ciência da comunicação verbal: a Homilética.

II. OS OBJETIVOS DO SERMÃO

São dois os objetivos do sermão: OBJETIVO GERAL e OBJETIVO ESPECIFICO.

1. Objetivo Geral. É o alvo, o propósito do pregador, de acordo com as características e

necessidades do seu auditório. Enquanto que para o não crente a necessidade inicial é a de sal vação, para o crente as necessidades são mais amplas. Confor me Crane ( O Sermão Eficaz, p. 43-50 ), o Objetivo Geral se sub divide em SEIS ênfases:

1.1 Evangelismo. É o sermão que visa a persuadir o não cren te a aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Note a ênfase: JESUS CRISTO! Evite o tom fúnebre:

"Você pode morrer esta noite"; evite a previsão catastrófica: "Amanhã pode ser muito tarde para você"; ou desfiguração do Filho de Deus, dizendo: "Jesus está cansado, chorando, triste esperando por você". Um sermão evangelístico deve caracterizar-se por: 1) De clarar o fato da condição perdida do homem natural; 2) Proclamar os feitos verídicos da obra redentora de

Cristo; 3) Anunciar quais são as condições para as pessoas obterem os benefícios do tra balho perfeito e completo do salvador; 4) Mostrar a necessidade de uma decisão, pública ou íntima, de comprometimento com Cristo.

1.2 Doutrinário. Sua finalidade é explicar, ensinar e aplicar as grandes verdades da fé

cristã. A ênfase principal está no ensi no. Normalmente se elabora uma série de sermões

sobre uma determinada doutrina, a fim de ensiná-Ia com mais cuidado. Este método foi muito usado na igreja do primeiro século. Jesus foi "Mestre", Seus seguidores "Discípulos" e os novos convertidos "perseveravam na doutrina dos apóstolos". A pregação doutriná ria desempenha quatro funções importantes: 1) Responde o de sejo de aprender que existe no coração de cada crente; 2) Previ ne contra as heresias; 3) Dá embasamento à ação; 4) Contribui para o crescimento intelectual e espiritual do pregador.

1.3 Devocional. Visa a intensificar nos crentes o sentimento de amorosa devoção para

com Deus e guiá-Ios na expressão apropriada da adoração que Deus merece. O amor para com Deus descansa sobre dois fundamentos: o conhecimento do que Deus é e o conhecimento do que Ele tem feito por nós.

1.4 Consagração. Sua finalidade é estimular o crente a dedi car seus talentos, tempo e

influência ao serviço de Deus.

1.5 Ético ou Moral. Visa a ajudar o crente a pautar sua vida diária e suas relações sociais

de acordo com os princípios cris tãos. Muitos assuntos podem ser abordados: namoro, casamen to, divórcio, testemunho, ecologia, corrupção, racismo. Há dois perigos: 1) Separar a moral da doutrina; 2) Diminuir a dignidade do púlpito com temas pouco importantes ou com tendência ao corrompimento da mente, em vez de edificar o espírito da congre gação.

1.6 Alento ou Pastoral. Tem como objetivo fortalecer ou dar ânimo ao crente em meio às

provas e crises de sua vida pessoal. Esse tipo de sermão põe diante do crente a grandeza do

poder de Deus; lembra o que Deus fez no passado, da Sua atuação no presente, infundindo ânimo para confiar nas preciosas promes sas divinas, e para seguir adiante, apesar de tudo.

Observações:

1. Há um objetivo geral para não crentes ( Evangelístico ) e cinco objetivos gerais para não crentes (Doutrinário, Devocional, Consagração, Ético e Alento).

1. Não existe objetivo geral de "exortação"!

1. O pregador deve ter o cuidado para ter somente um objetivo para cada sermão.

2. Objetivo Específico. É a aplicação particular do objetivo geral a uma determinada congregação. Primeiro se en contra o objetivo geral e, depois, o objetivo específico.

Observações:

1 . Para formular o objetivo específico é necessário que se com preenda bem o objetivo geral.

2. A formulação do objetivo específico exige o conhecimento

de uma decisão, pública ou íntima, de comprometimento com Cristo.

1. O objetivo específico se expressa em UMA sentença.

1. A formulação do objetivo específico delimita o assunto do pregador, define o rumo em que ele vai seguir e exclui os outros objetivos. Jerry Key: O pregador do tipo "Cristóvão Colombo" e o que "resolve tudo". Morgan Noyes, em "Contemplando o mundo de Deus": "A pregação tem uma afinidade com a caça às cordonizes. Se o pregador aponta para todos os pássaros, não pegará nenhum. Mas se apontar para um só, é provável que al cance vários".

III. CLASSIFICAÇÃO DOS SERMÕES QUANTO À ESTRUTURA

Há vários tipos de sermões: Biográfico, Alegórico, de Ocasi ões Especiais (casamentos, funerais, formaturas, aniversários, etc.). Nossa ênfase será quanto à classificação geral:

SERMÃO TEMÁTICO (topical), SERMÃO TEXTUAL e SERMÃO EXPOSITIVO.

1. Sermão Temático ou Topical

Sermão temático é aquele cujas divisões principais derivam do tema, independentemente do texto. As divisões são de acordo com o pensamento do pregador, que se baseia no tema, e não no texto, para a elaboração da estrutura do sermão.

Exemplos:

A. João 11 :35 - "Jesus chorou” Título: QUANDO UM CRENTE CHORA

Objetivo Geral: Mostrar ao crente que um momento de tristeza pode se tornar um momento de edificação. Divisões:

1 . Ele pode demonstrar solidariedade.

1. Ele pode demonstrar sensibilidade.

2. Ele pode aperfeiçoar seu caráter.

1. Ele é consolado por Deus.

Observe:

1 . O tema é "choro".

1. As idéias 1 e 2 são semelhantes.

2. As idéias não estão implícitas no texto.

B. Salmo 60:12

Título: AS VANTAGENS DE SER UM CRISTÃO Objetivo Geral: Devocional Objetivo Específico: Mostrar ao crente motivos para que tenha vida de inteira devoção a Deus.

Divisões:

1. No cristão, as promessas de Deus se realizam.

1. Pelo cristão as promessas de Deus são mostradas ao mundo.

1. Ao cristão é conferida a condição de supervencedor. Observe:

1 . O tema oriundo da expressão "em Deus faremos proezas".

1. As "proezas" ficam por conta da imaginação do pregador.

2. Note a relação entre o título e as divisões.

C. João 3:19

Título: NAS TREVAS ESPIRITUAIS Objetivo Geral: Moral Objetivo Específico: Conscientizar a igreja da necessidade de pautar sua vida na luz - Cristo. Divisões: 1. O homem é enganado pelo inimigo.

1. O homem é enganado por si mesmo.

1. O homem menospreza a radiante luz de Cristo. Observe:

1. Os fatos que poderiam acontecer "nas trevas espirituais" não são somente os citados.

2. As divisões não são oriundas do texto ( então, não é um ser mão textual).

3.

Note ainda a relação do título com as divisões.

D.

Jeremias 29:13

Título: BUSCANDO A DEUS Objetivo Geral: Consagração Objetivo Específico: Mostrar ao crente alguns passos para uma vida consagrada a Deus. Divisões: 1. Esquecendo-se do passado pecaminoso.

1. Alimentando-se no presente das verdades de Deus.

1. Confiando que as promessas de Deus se cumprem. Observe:

1 . O pregador colocou acertadamente uma seqüência: passa do, presente e futuro, mas que não se encontra no texto.

2.

Observe a relação entre o título e as divisões.

E. Tiago 4: 3 Título: CAUSAS PARA A ORAÇÃO NÃO RESPON DIDA

Objetivo Geral: Doutrinário Objetivo Específico: Ensinar a igreja a não cometer alguns erros comuns não condizentes com a oração. Divisão:

1. Pedir mal (Tg. 4: 3 ).

1. Pecado no coração ( SI. 66:18 ).

2. Duvidar da Palavra de Deus (Tg. 1:6 e 7).

3. Vãs repetições ( Mt. 6:7 ).

4. Desobediência à Palavra de Deus (Pv. 28:9).

1. Procedimento irrefletido nas relações conjugais (I Pd. 3:7). Observe:

1 . O uso de vários textos para exposição do tema.

1. As divisões provenientes do tema.

1. As divisões poderiam ter outra seqüência, de acordo com a ênfase do pregador.

1.1 Vantagens de Sermões Temáticos

1

. O pregador pode enfatizar qualquer assunto.

2.

São fáceis de ser elaborados. Basta escolher o tema e dar a ênfase que quiser a ele.

3. Quando bem elaborado, normalmente é mais fácil de se con seguir a atenção do

ouvinte.

4. Possibilita o aperfeiçoamento da retórica. É o sermão típico dos grandes oradores.

1.2 Desvantagens do Sermão Temático

1

. Negligencia a exegese da Palavra de Deus porque não a explica.

2.

Atrai a atenção para o pregador. A inteligência, a argumenta ção e a oratória dele é que

funcionam. 3. Pode levar a secularizar o sermão, porque é um discurso.

1.3 Cuidados na Elaboração de Sermões Temáticos

1. o tema deve ser claro, preciso e específico, pois tudo de pende dele.

1. Os argumentos devem vir em ordem progressiva.

1. A melhor progressão é: explanação, prova, argumentação e aplicação.

2. Sermão Textual

É o sermão baseado num texto da Bíblia, geralmente, UM versículo. O TEMA e as DIVISÕES vêm do próprio texto. É o texto quem diz o que será pregado. Há dois tipos de sermões textuais: LITERAL e LIVRE.

2.1. Textual Literal É quando as divisões são, literalmente, as palavras do texto. Pode haver ligeira variação, mas o básico permanece.

Exemplos:

A. João 14:6

Título:

Evangelismo

COMO

CHEGAR

A

DEUS?

Objetivo

Geral:

Objetivo Específico: Levar os ouvintes a aceitarem Jesus como único meio de alcançarem a salvação. Divisões:

1. Por Jesus, que é o único caminho.

2. Por Jesus, que é a única verdade.

3. Por Jesus, que é a única vida.

Observe:

1. As palavras-chaves Caminho, Verdade e Vida são as que se encontram no texto, na

mesma ordem.

2. As divisões não são oriundas do tema ( então, não é temático ), mas sim literalmente do

texto ( portanto, é um sermão textual literal).

B. Efésios 5:20

Título: DAI GRAÇAS

Objetivo Geral: Doutrinário Objetivo Específico: Ensinar a igreja como dar graças a Deus. Divisões:

1. A quem? DEUS, O PAI.

2. Como? EM NOME DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

1. Quando? SEMPRE

2. Em que circunstâncias? POR TUDO

C. Mateus 6:33

Título: A BUSCA DO REINO DE DEUS Objetivo Geral: Devocional Objetivo Específico: Levar a igreja a reconhecer a provisão que o Senhor dá aos Seus.

Divisões:

1. O quê? O REINO E A SUA JUSTiÇA

1. Quem? VÓS ( os crentes)

2. Quando? EM PRIMEIRO LUGAR

1. Porquê? TODAS AS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS

Observe:

1

. Nos exemplos B e C o argumento está baseado em perguntas.

2.

As respostas às perguntas procuram seguir literalmente as

expressões do texto.

2.2 Textual Livre

É quando as divisões procuram expressar o SENTIDO das palavras do texto, com termos diferentes.

Exemplos:

A. Salmo 18:2

Título: UM DEUS PESSOAL ( DMAF )

Objetivo Geral: Devocional

Objetivo Específico: Estimular a igreja a intensificar mais a sua devoção a Deus Pai. Divisões:

1

. Ele é a minha rocha, o meu rochedo, o meu escu do - O DEUS PROTETOR

2.

Ele é a minha fortaleza,

o meu

alto

refúgio, em quem me refugio - O DEUS

PATERNO.

3. Ele é o meu libertador e a força da minha salvação - O DEUS SALVADOR.

Observe:

1. As idéias não estão na mesma ordem do texto, mas são

todas oriundas do texto. 2. Porque o pregador achou melhor estruturar as idéias numa determinada seqüência ou agrupamento, este é considerado um sermão textual livre.

B. Lucas 23:43

Título: A SALVAÇÃO OUTORGADA POR CRISTO ( W. Kaschel )

Objetivo Geral: Evangelístico

Objetivo Específico: Induzir o não crente a aceitar Jesus como seu salvador pessoal. Divisões:

1. É certa: "Em verdade

estarás".

1. Em companhia de Cristo: "Comigo".

2. Em lugar de delícias: "No paraíso".

Observe:

1. As idéias não estão na mesma ordem do texto, mas são todas provenientes do texto.

2. As demais expressões servem para clarear o argumento, sem mudar o sentido básico do

texto. Por isso é textual livre.

3. Note as relações do título com as divisões.

C. Lucas 9:23 Título: A RELIGIÃO DE CRISTO

Objetivo Geral: Doutrinário Objetivo Específico: Ensinar aos crentes os fundamentos e as implicações da religião ensinada por Jesus Cristo. Divisões:

1. É universal: "Todos".

1. É voluntária: "Se alguém quiser".

2. Exige abnegação: "Tome a sua cruz".

1. Implica compromisso: "Siga-me".

Observe:

1. Poderia ser textual literal ou livre, pois as expressões-cha ves se encontram na mesma

ordem no texto.

1. Há uma seqüência progressiva.

2. Acertadamente a idéia mais forte é a última.

1. Todas as idéias são oriundas do texto, com um argumento que utiliza outras

expressões sem mudar o sentido básico do texto.

2.3 Vantagens de Sermões Textuais

1 . É a palavra de Deus que está sendo explicada.

2. Possibilita conhecimento e edificação, tanto para o pregador como para os ouvintes.

2.4. Desvantagens de Sermões Textuais

Nem sempre é possível esgotar um assunto. O pregador deve falar apenas o que o texto diz, às vezes com o prejuízo da lógica.

3. Sermão Expositivo

É aquele cujo tema é encontrado diretamente no texto, sendo desenvolvido com material

fornecido por uma correta interpreta ção do texto, para atingir um propósito que se

harmonize com o significado original do texto (Crane, p.79).

3.1 Exigências para a elaboração de Sermões Expositivos

1 . É necessário determinar o texto. O texto precede o sermão.

1. É necessária a exegese do texto. Dá mais trabalho.

2. É necessário descobrir o assunto ou lição principal.

3. As divisões devem se relacionar com o tema principal.

1. Evite a multiplicação de minúcias, de detalhes desneces sários (o famoso tim-tim por tim-tim).

1. Não gaste tempo demasiado explicando pontos difíceis.

1. Não multiplique a citação de passagens paralelas. Exemplos:

A. Efésios 2: 1 a 10 Título: O REMÉDIO PARA A CONDIÇÃO HUMA NA (Carne) Divisões:

I. A condição do homem natural está descrita em nosso texto

sobre três figuras:

1

. O homem natural está morto ( "morto em delitos e pecados" ).

2.

O homem natural está preso por uma trindade infernal

(1 . Segue o curso deste mundo; 2. Vive nos desejos da carne;

1. Obedece ao príncipe da potestade do ar).

3. O homem natural é um réu condenado ("filho da ira").

II. Para esta terrível condição Deus proveu um remédio ade-

quado, que o nosso texto descreve de três maneiras:

1. É um remédio de amor

2. É um remédio de poder

* Nos ressuscita da morte espiritual

* Nos assenta com Cristo nos lugares celestiais, vitoriosos sobre

a trindade infernal.

3. É um remédio de graça

Conclusão:

1. Este remédio nos é oferecido somente em Cristo.

2. Este remédio pode ser nosso pela fé.

3. Os resultados da aplicação deste remédio serão motivos de contemplação e de louvor a

Deus por toda a eternidade (veja o v. 7 ). 4. Deve, por isso, ser aceito agora mesmo! Observe

1. O bom título (mas que pode ser melhorado).

1. Nas subdivisões, as palavras-chaves "homem natural" e "remédio".

2.

A boa estrutura da conclusão.

B.Atos 2 Título: A IGREJA MAIS ATRAENTE DO MUNDO Divisões:

I. Era uma igreja unida

1. No pentecostes (v. 1 ).

2. Após o pentecostes (v. 42).

II. Era uma igreja informada (v. 32 ).

1 . Conhecia o evangelho.

1. Compreendia a missão da igreja.

1. Continuava aprendendo (v. 42). IIII. Era uma igreja espiritual

1 . Os 120 originais tinha ficado "cheios do Espírito Santo" (v. 4 ).

1. Os 3.000 posteriores receberam o Espírito Santo (v. 38).

1. O grupo unido ministrava no poder do Espírito Santo. IV. Era uma igreja que testemunhava

1. O modelo do pentecostes: "Todos passaram a falar" (v. 4).

2. O imperativo divino: testemunho duplo: lábios e vida.

3. A suprema dificuldade divina: falta de testemunhas consagradas.

Observe:

1. O título interessante.

2. Divisões no passado devem ser evitadas.

3. Algumas lacunas na abordagem do texto.

4. A questão das subdivisões.

C. Êxodo 14: 1 a 14

Título: BECO SEM SAÍDA (Braga ). Divisões: 1 . "Beco sem saída" é o lugar que às vezes Deus nos leva ( vv. 1a 4a).

2. "Beco sem saída" é o lugar que às vezes Deus nos prova ( vv.4b a 9).

3. "Beco sem saída" é o lugar em que às vezes falhamos com o

Senhor(vv.5 a 9).

4. "Beco sem saída" é o lugar em que Deus nos ajuda (vv. 13 a 14).

Observe:

1. O título interessante.

2. A expressão-chave nas divisões.

3. O esgotar do texto.

D. Neemias 6: 1 a 14

Título: A FIRMEZA DO SERVO DE DEUS ( DMAF )

Objetivo Geral: Ético

Objetivo Específico: Mostrar ao crente como agir de acordo com os princípios divinos em situações comuns. Divisões: 1. Quando convidado a deixar sua missão (vv. 1 a 4). 1. Quando questionado quanto às suas intenções (vv. 5 a 9).

1. Quando induzido a agir erroneamente (vv. 10 a 14). Observe:

1

. O esgotar do texto.

2.

A relação entre o título e as divisões.

3.2 Confirmando

1. Um sermão expositivo é um sermão oriundo de um trecho da Bíblia (mais de um

versículo).

2. O tema ou idéia central encontra-se diretamente no texto, implícita ou explicitamente.

3. As divisões são oriundas das idéias encontradas no próprio

texto. 1. O texto, e não o tema, é que determina a ênfase do sermão.

1. A diferença básica entre um sermão textual e um sermão expositivo está no tamanho do texto bíblico exposto.

3.3Vantagens de Sermões Expositivos

1 . Foi o método dos tempos apostólicos.

2. Exige estudo sério da Palavra de Deus. O mínimo de conhe cimento das línguas originais é fundamental.

3. Quando bem elaborado, é bênção para o pregador e é bên ção para a igreja. É a melhor

maneira de edificar a igreja.

4. Obriga o pregador a tratar de assuntos que de outra forma ficariam esquecidos.

5. Presta-se a uma série de sermões bíblicos.

IV. PARTES FUNDAMENTAIS DO SERMÃO

1. O Texto

1.1 Cuidados na Escolha do Texto

1 . É imprescindível para o pregador o hábito da leitura bíblica.

Ao ler a Bíblia o pregador se alimenta e cresce no conhecimento da Palavra, ficando em condições de alimentar e edificar outras pessoas. Evite a precipitação.

ANOTE-AS! Este texto poderá ser lido e explicado a outras pes soas através de um sermão. Evite textos que, supostamente, ser virão de carapuça para os ouvintes. Evite também a "pescaria".

4. Evite o uso de textos de autenticidade duvidosa: Mc. 16: 9- 20; João 8: 1-11;

5. At. 8: 37; Mt. 17: 21. Se usá-Ios, seja hábil e

duvidoso.

4. Cuidado com textos obscuros ou controvertidos: GI. 3: 20; I Pe. 3: 18-20. Se

conhecê-Ios, estude-os e fale claramente. Es clareça e não obscureça. 1. Cuidado com textos de traduções fortes: Dt. 23: 1; Jz. 3: 24; 11 Pe. 2: 22.

1. Não evite textos bem conhecidos: João 3: 16; Rm. 5: 8; Sal mo 23.

7. Delimite o texto de tal forma que contenha uma unidade completa de pensamento.

8. Siga o calendário cristão, na medida do possível. Aproveite

datas seculares comemorativas.

9. Use textos de todos os livros da Bíblia. Está lembrado da última pregação que ouviu em

Levíticos?

10. Veja se as lições que o texto lhe ensinou são relevantes para os seus ouvintes. Se não

forem, guarde o texto para a oca sião adequada. 11 . Via de regra, limite-se a um só texto para cada sermão. Use mais de um texto somente em caso excepcional. Mantenha a uni dade de pensamento.

1.2 Textos Múltiplos É possível construir um sermão baseado em dois ou mais tex tos. Há duas possibilidades:

1) Usar vários textos, de acordo com o exemplo "e" de sermões temáticos; 2) Usar textos que

tenham um fio condutor a uni-Ios. CUIDADO: Não use textos sem correla ção entre si. Naturalmente, o pregador deverá ter um bom domí nio desse tipo de sermão, caso contrário pregará sobre vários assustos no mesmo sermão. Exemplo:

1 . Os textos múltiplos se prestam para formular e responder per guntas. Ex: Salmo 8:4

("O que é o homem?") e Rm. 8:16 ("O próprio espírito testifica .,. que somos filhos de Deus" ) - Crane, p. 60. 2. Os textos múltiplos podem chamar a atenção para contras tes. Ex: Tema: "A quem imitar?" (IGCF) Textos: Gn. 4: 23-24; Êx. 21: 19-25 e Mt. 5: 38-44.

3. Os textos múltiplos podem apresentar um problema e apon tar a SOlução. Ex: Lc. 21

:25 e Jo. 14:27.

4. Os textos múltiplos podem obrigar-nos a ver vários aspectos de uma mesma verdade. Ex: GI. 6:5; 6:2 e Salmo 55:22 (Crane).

5. Os textos múltiplos podem apresentar graficamente um pro gresso do pensamento. Ex:

25: 8 e 9, At. 7:48 ( e 17:24) e I Co.

a) Jo. 10:20; 7: 12; Mt. 16: 16; Jo. 20:28 (Crane); b) Êx

3: 16 e 17 (DMAF).

6. Os textos múltiplos podem apresentar graficamente uma pro gressão histórica, ainda

que poética. Ex: "Os Jardins do Destino Humano" ryv. Kaschel) - Jardim do Éden, Jardim em Canaã e Jardim da Cidade Santa. IMPORTANTE: Não confunda sermão temático com sermão de textos múltiplos. Naquele, os textos não têm relação entre si, a não ser que o pregador a estabeleça. No sermão de textos múltiplos os textos são unidos pelo que estamos chamando de fio condutor.

1.3O Texto e o Planejamento da Pregação

1. Oração e dependência do Espírito Santo. Estabeleça um programa de ensino. A

pregação eclesiástica contemporânea é dispersiva quanto aos temas.

2. O plano pode ser mensal, trimestral e anual. Aos que pregam esporadicamente,

espera-se um sermão maduro e relevante.

1. Use o calendário cristão, da igreja ou da denominação.

2. Deve ter em mente a situação da comunidade e do mundo.

1. Pode relacioná-Ios com o assunto da EB.

1. Pode-se estabelecer uma série de sermões sobre um as sunto, enfatizando um livro da Bíblia, uma série de passagens ou um determinado texto sob vários ângulos.

1.4 O Texto e o Seu Estudo

1. Leia o texto várias vezes, até conseguir explicar com suas próprias palavras a idéia

central do texto. Procedendo assim, te ria sob domínio o seu referencial para mensagens.

2. Leia o texto em outras versões. A sua compreensão do texto será em muito facilitada.

Considere a plural idade de versões da Bíblia nas igrejas.

3. Formule perguntas ao texto: Que quer dizer a palavra "x"?

Qual o assunto do texto? As idéias conseguidas são minhas ou do texto? Quem escreveu?

Quando? A quem? Por que? Em que situação?

4. Aliste as verdades encontradas, ordenando-as em grupos afins.

1. Examine o texto grego ou hebraico. Jo. 1 :12 e Rm. 1 :16.

1. As palavras devem ser interpretadas inicialmente em seu sentido próprio. Se não for possível, então é que se passa ao sentido figurado. "Entendes o que lês?".

7. Aplique as verdades encontradas. Que acontece se forem ou não obedecidas? Como eu e

os meus ouvintes poderemos cumpri-Ias?

8. Depois de dar sua própria interpretação do texto, examine outros recursos, inclusive

comentários.

2. O Título do Sermão

Você possui um nome. Os livros e as obras possuem um nome.

Seu sermão também necessita de um nome. O título de seu ser mão também necessita de um nome. O título do seu sermão é quem vai identificá-Io. Assim, não deve ser um título qualquer, mas um que expresse a idéia exata do seu sermão.

2.1 Características de um bom título

1 . Preciso e Exato. Se você vai pregar sobre "O preço da obe diência", seu argumento

deve limitar-se a tal assunto. O título está sendo preciso quanto ao argumento do seu assunto.

2. Claro. O ouvinte deve saber com exatidão o significado do título. O que significa "Uma

Proposição Flexíloca?"!

3. Específico. Evite a generalização do assunto, formulando um título de significado muito

amplo. "A Fé", "O Senhor Deus", "A Salvação". É necessário especificar. "Como Exercitar a Fé", "A Demonstração do Amor de Deus", "O Caminho da Salvação".

4. Interessante. É pessoal o conceito de interessante. Entre tanto, o título deve despertar a

atenção dos ouvintes de forma POSITIVA. "Por que Prosperam os ímpios?", "Como erradicar a fome?", "Graça Sobre Graça".

5.

Digno.Evite a vulgaridade, a banalidade e o sensacio nalismo:

*

"O Espertalhão" (Jacó)

*

"O Homem Que Caiu do Cavalo" (Paulo)

*

"Acerte na Sena Principal" (Salvação)

*

"As Bênçãos de Quem Ora de Joelhos" (Opinião pessoal)

*

"Quatro Coisas Que Deus Não Pode Realizar" (Dedução pessoal)

*

"Deve o Marido Bater na Esposa?" (Título vulgar)

6.

Pertinente. Às vezes o título é interessante, mas não é pertinente ao púlpito,

chegando a ser ridículo:

*

"O Perigo de Ser Sepultado Vivo"

*

"O Temor aos Fantasmas"

*

"A Bênção Inefável no Cultivo da Batata"

7.

Breve.De duas a sete palavras. Use o artigo para definir os termos.

8.

Atual. Não elabore títulos no passado. O título deve ter rela ção com a vida do povo.

Qual é o melhor: "Como Neemias foi firme" ou "A Firmeza do Servo de Deus"? Que nos diz mais a respeito: "Como Abraão se Portou" ou "Por que devemos obede cer a Deus"?

2.2Como Formular um Título

1. Usando o sistema de palavra-chave. Uma palavra que dá rumo à discussão. Em cada

divisão a palavra-chave deve aparecer. Ex: "O Poder do Evangelho"- Rm. 1 :16 (Crane, p. 87) 1 . O Evangelho é um Poder Divino 1. O Evangelho é um Poder Salvador

2.

O Evangelho é um Poder Universal

Ex: "Os Efeitos do Companheirismo com Jesus Cristo" - At. 4:13 (Crane)

1 . O Companheirismo com Jesus nos Faz Humildes

1. O Companheirismo com Jesus Transforma

2. O Companheirismo com Jesus Ilumina

3. O Companheirismo com Jesus Capacita

4. O Companheirismo com Jesus Imortaliza

2. Formulando o título em uma interrogação. Uma pergunta expressa o título. As divisões irão respondê-Ia. Ex: "Quem é Jesus?"- Me. 4: 41 (Crane p. 88)

1 . Jesus é o Homem Verdadeiro (4: 38)

1. Jesus é o Verdadeiro Deus (4: 39)

1. Jesus é o Único Mediador Entre Deus e os Homens (Conse qüência lógica das duas considerações). Ex: "Por que Amamos a Deus?"- SI. 116: 1-8 (Crane) 1. Porque nos ouve quando clamamos.

1. Porque nos livrou da morte.

2. Porque nos consola em nossas tribulações.

3. Porque nos guarda do tentador.

3. Formulando o título em forma imperativa. O título é uma ordem, um mandamento.

Esta ordem vai estabelecer o rumo da discussão. Há quatro caminhos a seguir quando se usa um título imperativo:

A. Que significa a ordem. Ex: "Tem Cuidado da Doutrina"- I Tm. 4: 16 (Crane)

1. Ter cuidado da doutrina significa defendê-Ia.

2. Ter cuidado da doutrina significa ensiná-Ia.

3. Ter cuidado da doutrina significa adorná-Ia.

Obs: Mudando-se a ordem 1 e 2 não melhora o argumento?

B. As razões pelas quais se deve obedecer à ordem dada.

Ex: "Sede Santos"-I Pe. 1: 13-21 (Crane).

1 . Devemos ser santos por lealdade a nosso Pai.

1. Devemos ser santos por temer o juízo.

2. Devemos ser santos por amor ao Salvador.

C. Como cumprir a ordem.

Ex: "Fazei Discípulos de Todas as Nações"- Mt. 28: 19.

colocou.

1. Podemos fazê-Io se somos fiéis em orar por um avivamento mundial.

1. Podemos fazê-Io se somos fiéis em contribuir para o susten to da obra missionária.

D. O sermão com títulos imperativos podem ter uma combinação dos métodos descritos Ex: "Crescei na Estatura Espiritual" 11 Ped. 3: 18 (Crane)

1. Que significa crescer espiritualmente?

2. Por que devemos crescer espiritualmente?

3. Como podemos crescer espiritualmente?

4. Formulando o título em forma de proposição.

O título é uma declaração. Há três caminhos a serem seguidos:

A. O que a proposição significa. Spurgeon, citado por Crane:

Ex: "Ao Senhor Pertence a Salvação" - Jonas 2: 9

1 . A origem da salvação pertence ao Senhor.

1. A execução da salvação pertence ao Senhor.

2. A aplicação da salvação pertence ao Senhor.

3. A sustentação da salvação pertence ao Senhor.

4. O aperfeiçoamento da salvação pertence ao Senhor.

B. Provar que a proposição é certa.

Ex: "A Ordem Constante do Povo do Senhor é: AVANTE!"- Êx. 14: 15.

1. Ir avante na obra do Senhor é um dever irresistível.

2. Ir avante na obra do Senhor é uma necessidade imperiosa.

1. Ir avante na obra do Senhor é uma possibilidade gloriosa. Obs: Note o tamanho

do título.

C. Uma combinação dos dois métodos anteriores. Ex: " Não Há Nada Que Seja Tão Perigoso Como o Falso Cris tianismo"- At. 5: 1-11 (Lenski, citado por Crane).

1 . Vejamos o que é falso cristianismo ( Seguem-se três subdi visões).

2. Vejamos o que faz o cristianismo falso (Seguem-se três sub divisões).

2.3.Como Enunciar o Título

Há basicamente três momentos em que o pregador pode enunciar o título do sermão:

a. Antes da leitura bíblica.

b. Após a leitura bíblica.

ouvintes" (Key, p. 21).

Faça uma declaração firme, mas sem pedantismo:

a. "O título do sermão que Deus tem colocado em meu coração

para esta oportunidade é

"

a. "De acordo com o texto lido falaremos sobre

"

b. "Gostaria que pensássemos hoje a respeito de

"

a. "Devido ao momento em que estamos vivendo, achei conve niente meditarmos sobre

"

3.

A Estrutura do Sermão

3.1. A importância da estrutura 1 . Para o pregador: Ajuda a organizar os pensamentos, evitan do a digressão, a repetição e

a

falta de clareza. 2. Para os ouvintes: Uma boa estrutura ajuda o ouvinte a com preender, a aceitar e a reter

o

que é pregado.

3.2 Características de uma boa estrutura 1. Unidade.Uma só mensagem de cada vez. Key, "Seminarista que quer resolver tudo".

2. Ordem.As idéias devem ter uma seqüência. Devem cami nhar para um clímax.

3. Equilíbrio. Deve haver uma proporção ou simetria entre as partes. A falta de equilíbrio

pode redundar em falta de tempo para concluir o sermão.

4. Progresso.O caminho para o clímax é linear e não cíclico.

3.3. Elementos componentes da boa estrutura Dependendo do estilo do sermão, os componentes sofrem va riações. Em regra geral são:

1. Introdução: Apresentação do assunto e também a linha de raciocínio.

1. Proposição ou Tema: O que vai ser discutido.

2. Divisões: Devem subdividir o assunto expressado no título.

3. Conclusão: Fixação do que foi discutido.

1. Apelo: Comprovação, retorno, estímulo, em cima do que foi ensinado.

4. A Introdução do Sermão

"É o processo pelo qual o pregador procura preparar a mente dos ouvintes e prende-Ihes o interesse na mensagem que vai proclamar" (Braga). As palavras introdutórias são diferentes das palavras preliminares. As empresas de publicidade usam AIDA: Atrair, Interessar, Desenvolver e Adquirir. O pregador deve ter em mente dois objetivos: conquistar a boa

vontade dos ouvintes e despertar interesse dos ouvintes pelo tema a ser pregado.

4.1. Características de uma boa introdução 1 . Brevidade. Lembre-se que a introdução é a porta de entra da para o sermão. Não se

gasta muito tempo na porta! "Para que a introdução possa ser breve, é necessário limitar o material usado nela a um só pensamento" (Key, p. 32).

2. Interessante. É na introdução que o pregador ganha ou per de a atenção dos ouvintes. É

como uma viagem de avião. Se a decolagem é péssima, os passageiros estarão preocupados du rante toda a viagem. Evite o improviso ou a imprecisão. Atraia a atenção sem ser ridículo ou sensacionalista. Desperte a curiosi dade.

3. Pertinente.Deve ter estreita relação com o assunto do ser mão.

4. Clara e Simples.Idéias confusas ou polêmicas não devem estar presentes.

Evite:

1 . Pedir desculpas. Seja por doença, modéstia ou afins. Se o pregador não estiver em condições físicas, psicológicas ou espi rituais para transmitir a palavra de Deus, que não a pregue!

2. Piadas. O púlpito não é circo. Deve ser tratado com toda a seriedade. Atenção: é bom o

pregador usar algumas ilustrações que provoquem risos no auditório por serem interessantes. Mas quando os ouvintes "descambam" para a gargalhada

3. Cerimonialismo. Acontece quando o pregador exagera nos agradecimentos.

1. Gestos Teatrais. Imitar um bêbado, um louco, sons de animais

1. Promessas fantásticas. "Hoje vai haver cura!"; Hoje vai ha ver milagres!". Evite dar "ordens" a Deus. Não tente manipular e brincar com a soberania do Espírito Santo.

4.1 Tipos de Introdução

1. Introdução textual ou contextual. Quando é necessário compreender o contexto ou o

fundo histórico. Na introdução o pre gador dará os esclarecimentos para o bom entendimento

do tex to e no sermão ele desenvolverá as idéias do seu tema. Ex.: I Cor. 13, entre dois capítulos que falam sobre dons.

2. Introdução descritiva. A descrição dramática. O sermão so bre Bartimeu.

3. Introdução de ilustração. Ilustração que realmente realçe o tema. A aplicação não pode

ser esquecida. Ex.: "O deputado cassado". Durante 2 anos não compareceu ao Congresso e,

por isso, foi cassado. Nós fomos eleitos por Deus para trabalhar em Sua obra. Se formos ociosos, Deus pode nos "cassar".

4. Introdução de citação. Palavras célebres de jornais, revis tas, literatura. Ex.: "Os que

trabalham" (Eça de Queiroz -1867). 5. Introdução de ocasiões especiais. Aniversários,

feriados, o calendário da denominação. "Os cem anos da abolição" (Veja). 6. Introdução de experiência. Experiência pessoal do prega dor. Cuidado com o exagero e cidades pequenas.

É importante memorizar as primeiras palavras da introdução.

8. Introdução de perguntas. "Por que segues a Cristo?".

Evite o que todos já sabem: "O mundo está em crise"; "O crente sofre". Lembre-se: Não procure ser engraçado. Cuide bem das primeiras frases. Evite escorregões na amada e maltratada língua de Camões. Seja caprichoso (a). Fuja das frases feitas. Seja bre ve ao referir-se ao "prazer de estar aqui". Não discuta na introdu ção o assunto do sermão:

introduza o assunto. Deixe a forma final da introdução para a parte final da prepara ção do sermão.

5. As Divisões do Sermão

5.1. A vantagens das divisões.

1 . As divisões promovem a clareza de idéias. Os pontos, quan do bem estruturados, ficam claros aos ouvintes no momento em que se anuncia cada divisão.

2. As divisões promovem a unidade do pensamento. As idéias são colocadas em ordem.

Um bom tema pode ter várias ordens. 3. As divisões auxiliam na progressão do assunto, permite-se ir do argumento inicial ao clímax.

4. As divisões ajudam a recordar os aspectos principais do ser mão. O ouvinte saberá

repetir com mais precisão o assunto do sermão.

5.2. Os cuidados a tomar na elaboração das divisões

1. Dividir sim. Subdividir, só excepcionalmente.

1. Quanto ao número de divisões, o mais utilizado é três. Há sermões de duas divisões. Acima de cinco é complicado. Uma, é ferir leis matemáticas: se é divisão há pelo menos duas partes 1. As meditações breves dispensam divisões: culto ao ar livre, funeral.

4. Formular as divisões com clareza, com concisão e com uni formidade (substantivos,

adjetivos ou verbos), isto é, gramatical mente e em conteúdo.

1. Lembrar que cada divisão é parte do sermão e não o todo.

2. Cada divisão deve ser distinta das outras.

1. Deve haver certo equilíbrio na quantidade de matéria a ser tratada em cada divisão. Distribua o tempo disponível pelo núme ro de partes do sermão. 8. A ordem das divisões deve ser progressiva. 9. Enunciar as divisões com naturalidade. Fazer transições normalmente, não de "supetão". O enunciado das subdivisões deve ser omitido.

1

O. Excepcionalmente, o pregador enunciará as divisões ante cipadamente, de uma só

vez.

5.3 Questões práticas

Como descobrir as divisões?

1

. Anotar as idéias que se relacionam com a idéia central do sermão.

2.

Estudar a lista e anotar os itens: distintos - correlatos - não relacionados (estes,

descartar).

1. Decidir quanto a melhor ordem. 1. Que tipo de divisão usar? (Veja 5.4). É necessário usar a imaginação. Analise esboços. Veja como outros fizeram. Tente se aperfeiçoar.

5.4 Os tipos ou métodos de divisões

1 . Causas (Crane, p. 95)

"O Caminho da Negação" - Mc. 14: 66-72.

1 . O primeiro passo no caminho da negação se dá quando se tem demasiada confiança em si mesmo.

2. O segundo passo no caminho da negação se dá quando se descuida da oração.

3. O terceiro passo no caminho da negação se dá quando se lança mão das armas da carne

em defesa da causa do Senhor.

4. O quarto passo no caminho da negação se dá quando se segue a Jesus de longe.

5. O passo final no caminho da negação se dá quando se aban dona o companheirismo dos

irmãos. Observe: Como as divisões apresentam as razões (as causas) de uma determinada realidade, no caso, a negação.

2. Efeitos (Crane, p. 96)

"O Que Faz a Incredulidade?" - Nm. 14: 1-11.

1 . A incredulidade denigre o caráter de Deus.

1. A incredulidade avilta o caráter do homem.

2. A incredulidade impede a obra de Deus.

3. A incredulidade provoca a ira de Deus.

Observe: Como as divisões apresentam as consequências (os efeitos) de uma determinada realidade, no caso, a incredulidade.

3. Razões que apóiam uma tese (Grane, p. 97) "Nós, os Ricos" - Ap. 2: 9.

1

. Somos ricos, porque já recebemos o perdão de nossos pe cados.

2.

Somos ricos, porque os recursos de Deus estão ao nosso alcance.

3.

Somos ricos, porque as glórias do céu estão reservadas para nós.

Observe: Gomo as divisões sustentam a tese que o título expressa.

"Os Requisitos do Crescimento Espiritual" – II Pe. 3: 18.

1. O primeiro requisito do crescimento espiritual é o de uma alimentação adequada.

2. O segundo requisito do crescimento espiritual é o de uma atividade apropriada.

Observe: Como as divisões apresentam os caminhos (os mei os) para se conseguir

determinado fim, no caso, crescimento es piritual.

5. Significado de algo (Crane, p. 98)

"Uma Vida Digna do Evangelho" - Fp. 1: 27-30.

1 . Uma vida digna do evangelho é uma vida de paz.

1. Uma vida digna do evangelho é uma vida de lutas.

2. Uma vida digna do evangelho é uma vida de fé.

1. Uma vida digna do evangelho é uma vida de amor. Observe: Gomo as divisões dão significado de algo, no caso, o que é uma vida digna do evangelho.

6. Perguntas: Que, Quem, Gomo, Quando, Onde, Por Quê? (Crane, p. 98)

"O Novo Nascimento" - Jo. 3: 1-18.

1 . Que é novo nascimento?

1. Quem necessita desse novo nascimento?

1. Gomo pode o homem obter esse novo nascimento? Observe: Gomo as divisões interrogam o tema, direcionando progressivamente o argumento.

7. Justaposição de dois conceitos: Contrastes ou complementação (Grane, p. 100).

"Uma Pergunta Importante e Uma Resposta Acertada" - At. 16: 25-34.

1.

Uma pergunta importante foi: "Que me é necessário fazer para me salvar?"

2.

A resposta acertada foi: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo".

8.

Aspectos do texto (Grane, p. 101)

"O Fato Central da História do Mundo" - GI. 4: 4 e 5

1. Diz-nos que o tempo escolhido por Deus para enviar Seu Filho ao mundo foi um tempo

propício.

2. Diz-nos o método adotado por Deus para enviar Seu Filho ao mundo foi um método

apropriado.

3. Diz-nos que o propósito com que Deus enviou Seu Filho ao mundo foi um propósito

adequado. Observe:Como as divisões enfatizam os diferentes aspectos que o texto declara.

"Deus, O Nosso Libertador" - Rm. 11: 26 1 . No passado.

1. No presente.

2. No futuro.

5.4. O Conteúdo das divisões

Aqui se encontra a dificuldade de muitos pregadores, não sa ber o que dizer em cada divisão. Como conduzir o argumento?

1. Faça perguntas à divisão: que, quando, quem, onde, por quê?

2. Exponha ou explique os termos: definições, narrações. des crições.

3. Levante algumas questões que o texto impõe e dê o seu posicionamento. Responda as

objeções.

4. Use ilustrações bíblicas ou seculares. Exemplos a imitar e a evitar.

5. Faça citações bíblicas, mas cuidado com o exagero de pas sagens paralelas. Jamais discuta essas citações.

1. Compartilhe experiências. Seja sensato.

1. Aplique e exorte os ouvintes a uma postura diante do que está sendo dito. "É pecado ser desinteressante na proclamação do evangelho" (W. A. Quayle, The Pastor-Preacher, p. 124)

6. Conclusão do Sermão

"Confia a teu povo, logo no começo, a alegre expectativa do fim!" (Charles R. Brown). É na conclusão que o pregador vai dar sua ênfase mais persu asiva. Põe abaixo ou salva o sermão. É onde se chega a uma decisão. Sua importância, ver Crane, p. 112.

6.1 Cuidados a tomar na elaboração da con clusão

1. Prepare-a. Não negligencie. Esboço visto: "Conclusão: o que der na hora!". Outro:

"Conclusão: sob a direção do Espírito San to!". O que se pode esperar de um pregador preguiçoso?

2. Evite a banalidade. Fuja do medo de levar o ouvinte a uma decisão. O que significa

"Que possamos ser crentes melhores"? Por que a pobreza de "Que Deus possa nos abençoar"?

3. Não engane o povo: "para concluir" e falar mais meia hora.

Ou então falar umas dez vezes "finalmente".

4. Evite a conclusão do afogado: batendo no ar em desespero.

Isso é sinônimo de falta de argumento.

5. O tempo: não mais de 1 0% do sermão.

6. Não acrescente material novo. Conclua os argumentos das divisões.

irmão ou irmã do púlpito ou do auditó rio.

1. Não conte piadas. É o momento sério do sermão.

1. Evite gestos que distraem: olhar o relógio, fechar a Bíblia, recolher o esboço, falar enquanto folheia o hinário. 10. Varie suas conclusões. Evite a monotonia.

6.2 Qualidades de uma boa conclusão

1. Deve ter unidade. Não deve ser múltipla.

2. Deve ser clara e breve.

1. Deve ser pessoal. Personalize o sermão. Cada ouvinte deve saber que se está falando para ele. O ouvinte deve ser levado a perguntar-se "à luz disso, o que devo fazer?". Evite o

festival de banalidades: "que nós possamos", "que nós sejamos", "que Deus possa nos abençoar". Isso não quer dizer nada. Isso não é con clusão.

4. Deve ser positiva. Excepcionalmente a ênfase negativa pode estar presente.

5. Deve ser vigorosa, com vida. Não precisa dar soco no púlpi to nem apontar o dedo para

os ouvintes.

6. Deve ser amorosa. Leia Blackwood, p. 183.

6.3 Os elementos da conclusão

1. A recapitulação. É o resumo em frases curtas dos pontos principais do sermão. "A introdução mostra aonde vamos. A con clusão aonde fomos".

2. A aplicação. O sermão de vir, todo ele, em seu desenvolvi mento, sendo aplicado. Na

conclusão, a aplicação deve estar for temente centrada na mensagem. Jesus e a conclusão do

sermão do monte.

3. A demonstração. Mostrar aos ouvintes como eles podem cumprir aquilo que está sendo

proposto. É erro crasso esquecer tal aspecto.

4. O apelo. Para que haja decisão íntima ou pública. Não mude a ênfase se o resultado não

for o esperado.

6.4 Tipos de conclusão

1. Com ilustração. Não banal, mas que englobe tudo e leve a um clímax.

2. Com poesia ou hino. Que guarde estrita relação com o as sunto.

3. Com contraste. Sobre a volta de Cristo: "Você será levado ou será deixado?"

1. Com oração. Sem os jargões pessoais.

1. Com perguntas. Mas evite banalidades: "Será que você está praticando isso?"

6. Com a repetição do texto. Principalmente em sermões textuais.

7. As Ilustrações do Sermão

"O material ilustrativo é semelhante a uma janela, que tem por finalidade deixar entrar a luz e iluminar a sala. As ilustrações per mitem que os ouvintes possam ver em suas mentes as verdades apresentadas no sermão. Elas despertam a atenção, explicam as verdades e fortalecem os argumentos apresentados, auxiliam os ouvintes a reter as idéias do sermão, tocam nos sentimentos e proporcionam descanso mental para os ouvintes" Key, p. 49.

7.1 A necessidade de ilustrações

1 . São um meio pedagógico eficiente. Os meios audiovisuais usam quadros. O pregador usa palavras.

2. Auxiliam a memória. Muitas vezes o povo se lembra mais das ilustrações do que das

argumentações. Um pastor pediu a 20 pessoas que escrevessem o que se lembravam do sermão que ele pregara. Um ou dois se lembravam do esboço; quase todos se lembravam da

história contada no final. (Steps to Sermon, p.69).

1. Foi o método usado por Jesus para ensinar.

2. Ajudam a convencer.

1. Despertam a reação emotiva. Cuidado: há histórias que co movem, mas há outras que

são pura apelação. Tenha cuidado.

7.2 Fonte de iIustrações

1. A Bíblia. Material rico, familiar, de autoridade, de valor per manente.

2. A literatura. Biografias, ficção, poesia, fábulas, romances.

3. Experiência pessoal do pregador. Seja humilde e use o bom senso. Pregador com histórias duvidosas é um desastre.

4. A história secular.

1. A história eclesiástica.

2. A história da teologia.

3. A história contemporânea. Os jornais e revistas.

4. A ciência.

5. Livros de Sermões.

1. As artes. História de hinos.

2. Arquivos de ilustrações. Feito pelo próprio pregador. Evite

os manuais de ilustrações publicados.

7.3 Qualidades de uma boa ilustração

1 . Facilmente entendida. Compreensível.

1. Pertinente ou apropriada. Ilustra o ponto em questão ou não.

2. Atual, o mais que possível.

4.

Digna do púlpito.

5. Breve. No máximo 100 palavras.

7.4 Sugestões práticas

1. Não usar um número excessivo de ilustrações. É melhor a qualidade do que a

quantidade.

1. Variar a natureza das ilustrações.

2. Preparar as ilustrações com cuidado. Observe se não vai ferir alguém.

1. Cultivar a arte de contar histórias reais.

2. Ser preciso. Cuidado com nomes, fatos e datas.

3. Não exagerar. Não "aumentar" a ilustração.

1. Não abusar das ilustrações do Toninho, da Mariazinha, do Joãozinho.

8. Evitar a pândega. Humor sim, hilaridade não.

7.5 Código de ética para ilustrações.

"Robert Butler, em "Administração Eclesiástica" Vol. 10, n. 2, p. 19 e 20.

1. "Eu resolvi nunca usar uma ilustração do gabinete de aconselhamento" .

2. "Eu resolvi utilizar ilustrações que envolvam a minha família com muita cautela e

consideração".

1. "Eu resolvi evitar repetições de ilustrações muito usadas".

1. "Eu resolvi evitar histórias e piadas que são irreais ou cons trangedoras" .

5. "Eu resolvi fugir de engrandecer a mim mesmo em minhas

pregações" .

1. "Eu resolvi apresentar ilustrações honestas".

2. "Eu resolvi nunca pregar uma ilustração".

1. "Eu resolvi me esforçar para dar o devido crédito a uma ilus tração".

V. BONS HÁBITOS NA PREGAÇÃO

1. Postura reta. Não se deite sobre o púlpito nem se acorcunde.

1. Aparência condizente. O uso de óculos escuros em recinto fechado e à noite, é triste.

Pregador descabelado, com barba por fazer, colarinho virado, sapatos sujos, meias coloridas?!

3. Cultive o idioma. A pregação é a comunicação oral. Conheça bem o seu idioma,

"! Como entender 50 palavras

evitando disparates como "Vamos abrirmos nossas Bíblia sem pontuação? (Austregésilo de Athayde).

4. Cuidado com os regionalismos. "Butão", "mucidade", "cruiz de Jesuis", "dolze", "mãs",

"Irrael".

6.

Fale toda a palavra. Não engula os "r" e os "s" . Não engula as sílabas finais. Evite

supressões: "Eles tão".

7. Cultive a leitura. Pratique a pontuação correta, dê entonação, viva os diálogos do texto.

"Não, posso ir" e "Não posso ir".

8. Fale com o corpo. Use a expressão facial condizente. Evite

a "cara de mau". Use ambas as mãos. Não oscile o corpo para trás e para frente. Tampouco se levante constantemente na pon ta dos pés. Evite o dedo indicador apontado para o ouvinte.

9. Module a voz. Deve ser de acordo com o ambiente. Não é o grito. São a consciência e a

convicção.

10. Fale às pessoas. Olhe para elas. Paredes, bancos, teto e chão não se convertem nem

aprendem.

11.

Evite vícios de linguagem. "Né", "intão, "certo", "é interes sante notar que",

"realmente", "aí".

12. Cuidado com as manias. Passar a mão no cabelo, tirar os óculos, limpá-Io, morder a

armação, ajeitar o relógio, colocar as mãos no bolso, fazer gestos obcenos com o dedo.

VI. PRECIOSOS PRECEITOS

1. Descanse bem todas as noites e barbeie-se todas as ma nhãs.

1. Mantenha um coração puro e renove um colarinho limpo.

1. Em sua vida brilhe a luz do evangelho e em seus pés sem pre brilhem os sapatos.

4. Não deixe passar oportunidades, mas mande passar seu terno.

5. O mar Cáspio fica bem entre a Europa e a Ásia, mas a cas pa fica mal na gola do seu

paletó.

1. Seja pobre de espírito, mas não de vocabulário.

1. Procure a casa das pessoas para que as pessoas procurem a casa de Deus.

1. Contente-se com o que tem, mas não com o que é.

1. Perdoe as "dívidas" dos seus "devedores", mas não se en divide. Ganhe os seus credores.

10. Unhas esmaltadas podem ser criticadas, mas sujas são sempre apontadas.

11 . Sermões de légua e meia nem sempre são cultos, mas os de centímetros às vezes são muito curtos.

1. Ir à frente é bem melhor do que empurrar para a frente.

2. A consistência é mais forte do que a eloqüência.

3. Busque a Deus antes de consultar o psicólogo.

4. Viva diante de Deus para estar vivo diante das pessoas.