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Identificação do texto lido: GEHL, J., Cidade para pessoas.

Tradução: Anita Di
Marco. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2014 (cap. 1)

“Hoje, percebe-se um rápido crescimento dos problemas de saúde pública porque


grandes segmentos da população, em vários lugares do mundo, tornaram-se
sedentários, uma vez que os carros fazem todo o transporte porta a porta. ” p. 7

quatro objetivos - uma política


“[...] uma preocupação crescente com a dimensão humana no planejamento urbano
reflete uma exigência distinta e forte por melhor qualidade de vida urbana. ” p. 7

“Comparado a outros investimentos sociais - particularmente os de


saúde e de infraestrutura de veículos - o custo de incluir a dimensão humana
é tão modesto, que os investimentos nessa área serão possíveis a cidades
do mundo todo, independentemente do grau de desenvolvimento e
capacidade financeira. ” p. 7

mais ruas - mais tráfego

“Nos esforços para lidar com a maré crescente de automóveis, todo


espaço disponível da cidade era simplesmente preenchido com veículos
em movimento e estacionados. Cada cidade tinha exatamente tanto
tráfego quanto seu espaço permitia. Em todos os casos, as tentativas de
construir novas vias e áreas de estacionamento para aliviar a pressão do
tráfego geraram mais trânsito e congestionamento. ” p. 9

menos vias - menos tráfego?

“O terremoto de 1989 em São Francisco causou tanto estrago à


Embarcadero, [...] que a mesma teve que ser fechada. [...] de um só golpe,
removeu-se importante rota para o centro da cidade, mas antes que alguns
planos para sua reconstrução saíssem da prancheta, ficou claro que a cidade
se virava bem sem ela. [...] em lugar de uma via expressa danificada de dois
andares, hoje há um bulevar com bondes, árvores e amplas calçadas. Nos
anos seguintes, São Francisco continuou a transformar autopistas em calmas
ruas de bairro. ” p. 9

melhores condições para as bicicletas - mais ciclistas

“Copenhague [...] Toda a cidade agora é servida por um


adequado e eficaz sistema de ciclovias, separadas das calçadas e das
faixas de automóveis por meios-fios. As interseções da cidade têm
faixas para bicicletas pintadas em azul e semáforos especiais mudam
para o verde seis segundos antes do que para os carros, deixando
muito mais seguro o pedalar pela cidade. ” p. 11

melhores condições para a vida urbana - mais vida na cidade

“Na Idade Média, Veneza era a maior e mais rica cidade da Europa.
Além disso, o fato de a cidade ter sido pensada e adaptada para uso de
pedestres, durante séculos, a torna, hoje, particularmente interessante como
modelo para se trabalhar com a dimensão humana.
Veneza tem tudo: densa estrutura urbana, curtas distâncias a pé, belos
percursos e espaços, intensa mistura de usos, térreos bem ativos, arquitetura
diferenciada e detalhes cuidadosamente pensados - e tudo isso numa escala
humana. Durante séculos, Veneza ofereceu uma estrutura urbana sofisticada
e continua a fazê-lo, como um generoso convite para o caminhar. ” p. 12 e 13

Copenhague - melhor espaço urbano, mais vida na cidade

“Stroget, a rua mais tradicional de Copenhague, foi transformada em


grande calçadão já em 1962. [...]
Após curto período, ficou evidente que o projeto estava conseguindo
maior sucesso e mais rápido do que qualquer previsão. [...] Desde então,
mais ruas foram convertidas para uso de pedestres e para a vida na cidade
e, um a um, os estacionamentos no centro foram transformados em praças
que acolhem a vida pública. ” p. 13

“O padrão no centro da cidade agora se repete em bairros periféricos,


onde nos últimos anos, muitas ruas e praças foram transformadas de ilhas de
tráfego a praças para pessoas. A conclusão é inequívoca: se as pessoas, e
não os carros, são convidadas para a cidade, o tráfego de pedestres e a vida
urbana aumentam na mesma proporção. ” p. 13

pessoas na cidade - uma questão de convite


“A conclusão de que se oferecido um melhor espaço urbano o uso irá aumentar” p.
17

há muito mais em caminhar do que apenas andar!

“Como conceito, “a vida entre edifícios” inclui todas as diferentes


atividades em que as pessoas se envolvem quando usam o espaço comum
da cidade: caminhadas propositais de um lugar a outro; calçadões; paradas
curtas; paradas mais longas; ver vitrines; bater papo e encontrar pessoas;
fazer exercícios; dançar; divertir-se; comércio de rua; brincadeiras infantis;
pedir esmolas; e entretenimento de rua. ” p. 19