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A Importância da Oração na Vida do Crente

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Destacar a importância da oração na vida do crente, a fim de desenvolver o relacionamento


com Deus e a fé cristã, com confiança e disciplina.

INTRODUÇÃO
A oração é uma necessidade na vida de todo cristão, mas nem todos estão atentos a essa verdade. A
natureza humana não é propensa à oração, isso em virtude do senso de autossuficiência. Na aula de
hoje destacaremos a importância da oração através da qual desenvolvemos nosso relacionamento com
o Senhor. Inicialmente, abordaremos a prioridade da oração na agenda do cristão, em seguida, a
importância desta no desenvolvimento do relacionamento com Deus, e ao final, a achegar-se com
confiança diante do trono do Senhor.

1. PRIORIDADE NA AGENDA DO CRISTÃO


Vivemos em um mundo repleto de atividades, uma se sobrepõe à outra. O corre-corre da vida
impossibilita o crente a buscar a Deus em oração. Mas não era assim no princípio, no Gênesis está
revelado que o ser humano desfrutava de amizade com Deus. Depois da Queda, o sentimento de
autossuficiência passou a ter prioridade na conduta humana. A agitação da modernidade também
favorece a ausência de oração. Nos dias atuais, dominados pela tecnologia, as pessoas estão deixando
de orar. O fazer está se sobrepondo à oração. É evidente que precisamos agir, mas toda ação do crente
pressupõe oração. Lutero costumava dizer que deveríamos trabalhar como se todo trabalho
dependesse de nós e orar como se tudo dependesse de Deus. Nesse contexto do fazer, os cristãos
estão deixando de separar momentos especiais para a oração: de madrugada, antes das refeições, ou
antes, de dormir (Sl. 63.1). O materialismo filosófico e o liberalismo teológico contribuíram para essa
“apostasia na oração”, pois fomos instruídos, por esses pensamentos, a depender exclusivamente do
poderio humano. Essa lógica leva à apostasia, e, na verdade, toda aposta se inicia pela falta de oração.
A oração não pode ser um apêndice na vida cristã, ela precisa ter prioridade, a hora silenciosa para a
oração e meditação na palavra deva ter primazia na agenda do cristão.

2. DESENVOLVENDO UM RELACIONAMENTO
A oração é o meio pelo qual desenvolvemos nosso relacionamento com Deus. Ela é uma disciplina
cristã, por isso, precisa de treinamento contínuo, tal como a de um atleta (I Co. 9.25). É importante que
o cristão tenha um tempo reservado para a oração, ainda que esse seja inicialmente de apenas 15
minutos diariamente, e deva ser persistente em tal prática. Esse é o momento de trocar as nossas
forças pelas forças de Deus (Is. 40.31). O ideal é que o crente associe a oração à leitura da palavra (I
Sm. 3.21), meditando em algum texto da Escritura, pedindo ao Senhor que se revele por meio dela.
Esse é um período para digerir a Palavra de Deus, deixando que ela seja alimento (Jr. 15.16). Alguns
cristãos adotam a prática de fazer anotações: data, passagem lida, aplicações e o motivo da oração.
Outra opção é a utilização de um livro devocional diário, com textos bíblicos e meditações aplicativas,
sem esquecer-se da oração. A relevância da oração não está naquilo que iremos receber da parte de
Deus, mas no fato de estarmos na presença dEle. Jesus nos dá esse exemplo maior, pois Ele, enquanto
homem, nos ensinou a depender do Pai e a buscar desenvolver nosso relacionamento com Ele (Mt.
1.35-39). O encontro de Jesus com os discípulos, no caminho de Emaús, revela a importância do
relacionamento com Deus (Lc. 24.13-16). Na jornada cristã, precisamos da companhia de Cristo, Ele é
Aquele que nos livra das inquietações do cotidiano (Hb. 4.16; Fp. 4.6,7)

3. ACHEGANDO-SE A DEUS COM CONFIANÇA


Jesus é o fundamento da oração cristã, na verdade, podemos nos achegar ao Pai com confiança porque
Ele é o mediador, Seu sacrifício perfeito nos oportuniza o acesso a Deus em oração (Ex. 30.7-10), por
meio da Sua graça (Hb. 4.14-16), e auxílio bem presente (Rm. 8.34; I Jo. 2.1-2). A confiança se
concretiza através da sinceridade, por isso, devemos orar cientes de que Deus pode nos socorrer (Sl.
139.1; I Cr. 28.9), perdoar os pecados, contanto que quebrantemos nossos corações perante Ele (Sl.
51.10,17), que não sejamos hipócritas tal como o fariseu (Lc. 18.11). Na oração também podemos
apresentar nossas queixas perante o Senhor (Sl. 44.23-24). A esse respeito, disse um pensador judeu:
“o judeu pode amar a Deus ou lutar com Ele, mas não pode ignorá-lo”. Não tenhamos receio de
apresentar nossas angústias diante de Deus, esses também são modos de oração, experimentados por
homens de Deus, tal como Abraão (Gn. 18.23-33) e Moisés (Ex. 32.12,14). Mas a oração é também uma
oportunidade para a rendição, isto é, de acatarmos a vontade soberana de Deus para as nossas vidas.
Alguns crentes não oram porque têm receio de se dobrarem à vontade de Deus (Jo. 4.34; Rm. 12.1-3).
É por meio da oração que nos achegamos em gratidão por tudo que o Senhor nos tem feito (ou deixado
de fazer). Deus sabe sempre o que é melhor para cada cristão, por isso, enquanto a resposta não vem,
devemos confiar nEle (Sl. 100.4), agradecer pela Sua providência (Ef. 5.20) e reconhecer a Sua
soberania (Sl. 113.1-3).
CONCLUSÃO
A oração é fundamental na vida de todo crente. Não apenas para recebermos as bênçãos de Deus. A
importância central da oração repousa na oportunidade de desenvolvermos um relacionamento
contínuo com nosso Pai Celestial. Enquanto oramos, independentemente do modo como Ele responde,
devemos confiar em Suas promessas (Fp. 4.6,7), que é o antídoto contra toda ansiedade (Sl. 4.8) e a
certeza da Sua presença diante das adversidades (Fp. 4.9).

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