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@CarlosXimenes_
UM ROTEIRO PARA NOS AUXILIAR

Um diagnóstico
Pressupostos do evangelismo
O que não é o Evangelho?
O que é o Evangelho?
Por que devemos evangelizar?
Como devemos evangelizar?
Quem deve evangelizar?
Evangelho e Cultura
Redescobrir o
antigo, autêntico e
bíblico Evangelho, e
fazer nossa pregação
e nossa prática
ajustarem-se ao
mesmo, talvez seja a
nossa mais premente
necessidade atual.
• Sem o percebermos, durante os últimos cem anos
temos trocado o evangelho por um substituto
que, embora lhe seja semelhante quanto a
determinados pormenores, trata-se de um
produto inteiramente diferente.

• O novo evangelho fracassa notavelmente em


produzir reverência profunda, arrependimento
profundo, humildade profunda, espírito de
adoração e preocupação pela situação da Igreja.

• Por quê? Cumpre-nos sugerir que a razão jaz em


seu próprio caráter e conteúdo.
• Não leva os homens a terem pensamentos
centrados em Deus, temendo-O em seus
corações, mesmo porque, primariamente, não
é isso que o novo evangelho procura fazer.

• Uma das maneiras de declararmos a


diferença entre o novo e o antigo evangelho é
afirmar que o novo preocupa-se por demais
em "ajudar" o homem — criando nele paz,
consolo, felicidade, sucesso, saúde,
prosperidade e satisfação — e pouco demais
em glorificar a Deus.
• O antigo era sempre e essencialmente uma
proclamação da soberania divina em
misericórdia e juízo, uma convocação para os
homens prostrarem-se e adorarem ao todo-
poderoso Senhor de quem os homens
dependem quanto à tudo.

• Seu centro de referência era Deus, sem a


mínima ambigüidade. Porém, no novo
evangelho o centro de referência é o homem.
• Enquanto que o alvo principal do antigo era
ensinar os homens a adorarem a Deus, a
preocupação do novo parece limitar-se a fazer
os homens sentirem-se melhor.

• O assunto abordado pelo antigo evangelho era


Deus e os Seus caminhos com os homens; e o
assunto abordado pelo novo é o homem e a
ajuda que Deus lhe dá.

• Nisso há uma grande diferença. A perspectiva


e a ênfase inteiras da pregação do evangelho
se alteraram.
• Dessa mudança de interesses originou-se a mudança
de conteúdo, pois o novo evangelho na realidade
reformulou a mensagem bíblica no suposto interesse
da prestação de "ajuda" ao homem.

• Assim, não são mais pregadas verdades bíblicas tais


como
– a incapacidade natural do homem em crer,
– a eleição divina e gratuita como a causa final da salvação, e
– a morte de Cristo especificamente pelas Suas ovelhas.

• Essas doutrinas, segundo o novo evangelho, não


"ajudam" o homem; mas antes, contribuem para levar
os pecadores ao desespero, sugerindo-lhes que eles
não podem salvar-se a si mesmos.
• O resultado dessas omissões é que apenas
uma parcela do evangelho bíblico está sendo
pregada como se fosse a totalidade do
mesmo; e, uma meia-verdade que se mascara
como se fosse a verdade inteira torna-se uma
mentira completa.

• A Bíblia é contra nós, quando pregamos dessa


maneira; e o fato que tal pregação tornou-se a
prática quase padronizada entre nós serve
apenas para demonstrar quão urgente se
tornou que revisássemos TODA A QUESTÃO.
• Lloyd-Jones coloca a questão nestes termos: “A maior tirania
que temos que enfrentar nesta vida é a perspectiva
mundana. Ela se insinua em nosso pensamento em toda
parte, e nós a recebemos imediatamente após nascermos.
(...) O mundo tende a controlar o nosso pensamento, a nossa
perspectiva e a nossa mentalidade”.

• Sem que percebamos, temos, em nome da liberdade de


pensamento, uma mente estruturalmente cativa. (Hermisten
Maia)

• Nós não podemos sentir como cristãos e viver como cristãos


se não pensamos como cristãos. (Michael Horton)

• Em muitos pontos cruciais, perdemos nossos alicerces


espirituais e doutrinários. Procuramos substituir o genuíno
poder espiritual por métodos de homens. (Tomas Ascol)
PRESSUPOSTOS DO EVANGELISMO
A Inspiração e Inerrância das Escrituras
A Universalidade do Pecado
A Soberana Graça de Deus
A Responsabilidade Humana
A Suficiência e Eficácia da Obra Sacrificial de Cristo
O Ministério Eficaz do Espírito Santo
A Doutrina da Eleição
A Glória a Deus
Se consideramos ou desprezamos essas doutrinas - como isso
influencia nosso evangelismo?

Fonte: Hermisten Maia em Teologia da Evangelização: Uma Palavra aos Evangelistas


O que não é o Evangelho

A Impossibilidade de Imposição.

A Subjetividade do Testemunho Pessoal

Ação Social

A Academia da Apologética

A Variedade de Resultados
A Impossibilidade de Imposição.
• Igualar evangelismo com imposição implica que o Cristianismo é apenas
subjetivamente verdadeiro – verdadeiro e obrigatório para mim, mas não
para os outros. O Cristianismo não é a opinião subjetiva do homem. É a
verdade de Deus, a despeito das nossas opiniões subjetivas.

• Igualar evangelismo com imposição implica que os cristãos são capazes de


converter eles mesmos as pessoas, o que é inteiramente falso. De fato, de
todas as religiões no mundo, o Cristianismo é a menos receptiva a tal
imposição, por causa da sua teologia da conversão.

• A humanidade está tão arraigada no pecado que, a menos que o Espírito de


Deus faça a obra da conversão, nenhum de nós jamais se arrependerá e
crerá.

• Portanto, o Cristianismo é realmente único entre as religiões do mundo pela


impossibilidade de impor sua estrutura de crenças sobre outros.

• Somente Deus convence as pessoas a se arrepender e crer.


A Subjetividade do Testemunho Pessoal
• Muitos compartilham seu testemunho de uma forma que
meramente diz aos outros os benefícios que adviram com sua
conversão. Isso não é evangelismo, e levará a uma típica resposta:
“bom para você!”.

• Os testemunhos pessoais devem comunicar a reivindicação do


evangelho (arrependimento e fé) sobre as vidas dos ouvintes se o
evangelismo há de acontecer através deles.

• Talvez sem que o tenhamos percebido, o Evangelho deixou de ser a


Palavra do Senhor para ser a minha palavra, a minha compreensão,
a minha opinião, a minha experiência, a minha perspectiva, a minha
tese, etc.

• Cristo tornou-se (quando muito) uma ilustração do meu


testemunho. A mudança que ocorreu nas nossas vidas é que
pode ilustrar a mensagem do Evangelho.
Ação Social
• Algumas pessoas confundem ação social ou
envolvimento político com evangelismo. Mas os
problemas horizontais que enfrentamos na sociedade
são frequentemente apenas sintomas de uma ruptura
em nosso relacionamento vertical com Deus.

• Evangelismo que se restringe a satisfazer necessidades


sentidas, salvando o restaurante público ou sendo
politicamente ativo, não é evangelismo de forma
alguma, pois falha em comunicar claramente o
evangelho e a necessidade de se arrepender e crer em
Jesus Cristo.
A Academia da Apologética
• Frequentemente as pessoas assumem que
defender a fé respondendo as perguntas e
objeções dos céticos é evangelismo. A
apologética pode certamente, e frequentemente,
levar ao evangelismo.

• Mas a menos que Jesus seja apresentado como a


única provisão de Deus para o pecado do homem
e o arrependimento e a fé sejam apresentados
como o único caminho de obter o perdão diante
de Deus, o exercício permanece meramente
acadêmico e cognitivo.
A Variedade de Resultados
• Talvez a maioria das pessoas confunda evangelismo
com os resultados desejados ou esperados do
evangelismo. Mas evangelismo não é simplesmente
ver pessoas convertidas.

• O verdadeiro evangelismo pode ocorrer milhares de


vezes sem uma única conversão. Confundir
evangelismo com seus resultados levará
eventualmente à frustração e desilusão.

• Paulo estava fazendo evangelismo em Atos 13:44-


47, embora os judeus tenham rejeitado a palavra de
Deus e julgados a si mesmos indignos da vida eterna.
“Nada é mais solicitamente
intentado por satanás do
que impregnar nossas
mentes, ou com dúvidas, ou
com menosprezo pelo
Evangelho.”
João Calvino
O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar
o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado.

O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na


manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um
pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia.

O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando


Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”.
(John Stott – A Cruz de Cristo)
O evangelho é uma mensagem:
• que é pregada (Mateus 4:23; 9:35; 11:5; 24:14; Marcos 16:15; I Coríntios 15:1)
• sobre o reino de Deus (Mateus 4:23; Marcos 1:14) .
• sobre Jesus Cristo (Marcos 1:1; Romanos 15:19) .
• que deve ser crida pelos homens (Marcos 1:15) .
• que deve ser obedecida pelos homens (Romanos 10:16; II Thes. 1:8) .
• da graça de Deus (Atos 20:24) .
• da paz de Deus (Romanos 10:15) .
• do poder de Deus (Romanos 1:16)
• da qual os cristãos nunca devem se envergonhar (Romanos 1:16) .
• através da qual somos nascidos de novo (I Coríntios 4:15) .
• que pode ser ocultada do homem (II Coríntios 4:3) .
• que pode ser pervertida pelo homem (Gálatas 1:6-9) .
• de salvação (Efésios 1:13) .
• que pode ser defendida pelo homem (Filipenses 1:17) .
• de verdade e esperança (Colossenses 1:5,23) .
(John A. Kohler, III)
• Este é o evangelho que foi originalmente
pregado pelo Senhor Deus (Gênesis 3:15)
e mais tarde proclamado pelos profetas
do Antigo Testamento (Atos 10:43), por
João Batista (João 1:29; Atos 19:4), pelo
próprio Senhor Jesus Cristo (Marcos 1:15;
João 3:16,18; Lucas 24:45-47), pelos
apóstolos do Novo Testamento (Atos
2:38; 3:19; 13:38-39; Romanos 1:16), e
pelos verdadeiros pregadores e igrejas
cristãs no decorrer das eras.
(John A. Kohler, III)
O que é o Evangelho

DEUS

HOMEM

JESUS CRISTO

ARREPENDIMENTO


O que é o Evangelho

• Quem Ele é, qual o Seu caráter, quais os Seus padrões e o que


Ele requer de nós que somos Suas criaturas.

• Enquanto estas verdades não forem compreendidas o restante


DEUS da mensagem do Evangelho não parecerá convincente nem
relevante.

• O Evangelho nos fala de como foi que não alcançamos o


padrão divino; como nos tornamos culpados, corruptos e
impotentes no pecado e como estamos sob a ira de Deus
agora.

HOMEM • O verdadeiro cristianismo é realista quanto ao lado obscuro de


nosso mundo, nossa vida, nossa natureza, nosso coração.
O que é o Evangelho
• O Filho de Deus encarnado + O Cordeiro de Deus + O Senhor ressurreto + O Salvador
perfeito.
• A morte de Cristo na cruz: sacrifício substitutivo, redenção (resgate, preço pago
para que o homem fosse liberto do poder e consequências do pecado),
JESUS reconciliação, justificação legal, vitória militar (triunfo) e propiciação (a morte de
Cristo anula, cobre, remove o pecado – perdão é concedido).
CRISTO • Nada disso é meramente potencial, uma possibilidade. Cada figura se refere a algo
que cumpre realmente a sua finalidade ou propósito.

• Consciência de um relacionamento errado com Deus (necessidade de restauração da


comunhão com Deus).
ARREPENDI- • Consciência da culpa, impureza, rebelião, alienação e estranhamento Dele.
MENTO • Convicção de pecadoS (particulares e específicos) – nossos feitos.
• Convicção de pecaminosidade (corrupção e perversidade total aos olhos de Deus) –
nossa natureza.

• É lançar-se, descansar e confiar plenamente e somente nas promessas de


misericórdia que Cristo fez aos pecadores e no Cristo que fez essas
FÉ promessas.
• A fé que salva exige exclusividade (plenamente e somente ).
• A fé que salva desconfia, despreza e denuncia. Hem??? Lutero responde!
Eis o que entendo sobre as boas-novas:
O Deus único e verdadeiro, que é santo, nos fez a Sua
imagem para que o conheçamos. No entanto, nos pecamos
e nos separamos dEle.

Em Seu grande amor, Deus se tornou homem em Jesus, viveu


de modo perfeito e morreu na cruz, cumprindo ele mesmo
a lei e tomando sobre si mesmo a punição pelos pecados
de todos aqueles que se converteriam e creriam nele.

Ele ressuscitou dos mortos, mostrando que Deus aceitou o


sacrifício de Cristo e que a ira de Deus contra nós foi
satisfeita.

Ele agora nos chama a arrepender-nos de nossos pecados e


crer somente em Cristo, a fim de obtermos perdão.
(Mark Dever)
Por que devemos evangelizar?

Obediência Amor aos


a Deus perdidos

Pelo “simples”
Amor a fato de termos
Deus sido alcançados
pelo Evangelho.

Anunciar Por sabermos


Glorificar como é terrível
a Deus o passar o tempo
e a eternidade
Evangelho sem Ele
Deveríamos evangelizar por obediência a Deus

• Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois


sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não
pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela
compulsão do Espírito.

• Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a


autoridade me foi dada no céu e na terra.
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que
vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias
até à consumação do século (Mt. 28:18-20).

• Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A


ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir
obediência.
Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos
• Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e
compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não
têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos
6:34).
– O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motivaram-no a
ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um
milagre.
– O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um
desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente.

• Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque


estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é
grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao
Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara
(Mt. 9:36).
– O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motivaram-no a orar
por mais trabalhadores para a seara.
Deveríamos evangelizar por amor a Deus
• Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15).

• Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo.


Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu
caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos
humanos falham (John Cheesman, The Grace of God in the
Gospel [Edinburgh: Banner of Truth, 1972], 122).

• O amor a Deus resultará num desejo de obedecer aos seus


mandamentos e promover sua glória reunindo mais
adoradores e fazendo mais discípulos.
– Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para
que, naquilo que falam contra vós outros como de
malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus
no dia da visitação (1Pedro 2:12).
O Evangelho e o Humor - Jim Elliff
• O evangelho e encenações de humor são parceiros
muito estranhos

• O humor é um instrumento ineficaz para trazer


convicção de pecado (anestesia a mente!)

• Tal meio pode amortecer a capacidade e o apetite


em entender a palavra escrita, lida e pregada.

• O humor torna a verdade reduzida e simplista –


até mesmo sufocada

• É uma maneira vazia e vã de falar sobre Deus


• Diversão é uma palavra que é usada hoje na igreja
de forma desenfreada! É um adjetivo, é um
substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o
ministério buscando ajustar-nos a essa
mentalidade. (John Piper)

• Estou profundamente preocupado com isso. Eu


quero defender a seriedade a respeito de Deus,
em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele
pareça "divertido", transformando-O em mais
uma peça de entretenimento. (John Piper)

• Não somos desafiados a abandonar nosso pecado


quando os nossos sentimentos são afagados e
nossas preferências são estimuladas. (Mark Dever)
Devemos precaver-nos para que, cedendo ao
desejo de adequar Cristo às nossas próprias
invenções, não o mudemos tanto, que ele se torne
dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido
inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais,
senão que pertence exclusivamente a Deus
instruir-nos segundo o modelo que te foi
mostrado (Ex 25.40).

João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.


Como devemos evangelizar?

• Precisamos pôr em revista todos os


nossos planos e práticas
evangelísticas - nossas
missões, nossas campanhas; nossos
sermões, discursos e testemunhos;
nossas reuniões, grandes ou
pequenas e nossa apresentação do
evangelho no tratamento pessoal;
os folhetos que distribuímos, os
livros que emprestamos, as cartas
que escrevemos - e nos fazer as
seguintes perguntas a respeito de
cada uma dessas coisas:
• Será que esta maneira de apresentar a Cristo foi
prevista para deixar claro às pessoas que o evangelho é
a palavra de Deus?

• Será que ela foi prevista para desviar a atenção do


homem e de todas as coisas meramente humanas e
fazê-la voltar-se para Deus e a sua verdade?

• Ou será que sua tendência é de desviar a atenção do


Autor e autoridade da mensagem, para a pessoa e
desempenho do mensageiro?

• Ela faz o evangelho soar como uma idéia humana, um


brinquedo do pregador, ou uma revelação divina,
diante da qual o próprio mensageiro humano fica
amedrontado?
• Será que esta maneira de apresentar a Cristo cheira
mais a esperteza e perícia humana?

• Será que a tendência é mais para a exaltação do


homem?

• Ou ela antes incorpora a simplicidade honesta e sincera


do mensageiro, cuja única e exclusiva preocupação é a
de entregar sua mensagem, sem o mínimo interesse
em chamar a atenção sobre si mesmo, e que deseja até
onde ele puder apagar a si mesmo e ocultar-se, por
assim dizer, atrás da sua mensagem, pois seu maior
temor é que os homens o admirem e aplaudam,
quando deveriam estar se curvando e humilhando a si
mesmos diante do poderoso Senhor, a quem ele
representa?
• Será que ela é planejada para mexer com a
mente ou, antes, para pô-la para dormir? Seria
esta forma de apresentar a Cristo uma
tentativa de mover os homens pela força das
emoções ou da verdade?

• Certamente não há nada de errado com as


emoções; seria muito estranho uma pessoa
deixar de se emocionar ao se converter. O que
está errado é o tipo de apelo que se faz às
emoções e o brincar com as emoções, que
atormenta os sentimentos das pessoas ao
invés de instruir as suas mentes.
• Insisto: é preciso que nos perguntemos, esta forma de
apresentar a Cristo é planejada para convencer as
pessoas da doutrina do evangelho, e não só de partes
dela mas toda ela - a verdade sobre o nosso Criador e
suas reivindicações, e sobre nós mesmos como
pecadores totalmente culpados, perdidos e sem
esperança, carentes de um novo nascimento, e sobre o
Filho de Deus que se tornou homem, morreu pelos
pecados e vive para perdoar os pecadores e levá-los a
Deus?

• Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, trate de


meias verdades, faça as pessoas terem uma noção
incompleta destas coisas, e passe depressa à exigência
de fé e arrependimento, sem deixar claro do que é que
elas deveriam se arrepender e no que devem crer?
• Insisto: temos que nos perguntar, esta forma de
apresentar a Cristo é planejada para convencer as
pessoas da aplicação do evangelho, não só de alguma
parte dele, mas de todo ele - a convocação para que
nos vejamos e conheçamos a nós mesmos - como Deus
nos vê e conhece, isto é, como criaturas
pecaminosas, e para encararmos a largura e
profundidade da necessidade a que um
relacionamento errado com Deus nos levou
e, finalmente, para encararmos também o custo e as
conseqüências da conversão e aceitação de Cristo
como Salvador e Senhor?

• Ou é apropriado que ela seja deficiente aqui, fazendo


vistas grossas para algumas dessas coisas, dando uma
impressão inadequada e distorcida do que o evangelho
de fato exige de nós?
• Isso não deixará, por exemplo, as pessoas
inconscientes de que elas têm a obrigação de dar
uma resposta imediata a Cristo? Ou as deixará
supor que tudo o que têm a fazer é confiar em
Cristo como um carregador de pecados, sem se
dar conta de que eles também têm que negar a si
mesmos e entronizá-lo como o seu Senhor?

• Ou os deixará imaginando que tudo o que elas


têm a fazer é consagrar-se a Cristo como o seu
Mestre, deixando de se dar conta de que eles
também têm que recebê-lo como o seu
Salvador?
• É preciso lembrar aqui que, do ponto de vista
espiritual, é até mais perigoso para uma
pessoa cuja consciência foi despertada, dar
uma resposta erroneamente concebida ao
evangelho, de partir para uma prática religiosa
deficiente, do que não dar resposta alguma.

• Se você transformar um publicano em fariseu,


você o estará colocando em condições piores
e não melhores.
• Insisto ainda uma vez: temos que nos perguntar, esta
forma de apresentar a Cristo é concebida para
transmitir a verdade do evangelho de uma maneira
adequadamente séria?

• É concebida para fazer as pessoas sentirem que elas


estão, de fato, diante de uma questão de vida ou de
morte?

• É planejada para fazê-los ver e sentir a grandiosidade


de Deus, as enormes dimensões do seu pecado e
carência e a grandeza da graça de Cristo?

• É concebida para torná-los conscientes da tremenda


majestade e santidade de Deus?
• Isto os ajudará a compreenderem que é uma
coisa terrível cair nas Suas mãos?

• Ou esta maneira de apresentar a Cristo é tão


leve, circunstancial, confortável e divertida, que
torna difícil aos ouvintes perceberem que o
evangelho é uma questão de tremenda
importância, e não um estimulante para os
desajustes da vida?

• É um insulto grosseiro contra Deus e um


verdadeiro deserviço aos homens, banalizar e
trivializar o evangelho no momento da sua
apresentação.
• Não é que tenhamos que assumir um ar de formalidade
artificial ao falarmos das coisas espirituais; não há nada mais
absolutamente fútil do que tentar simular seriedade e nada
melhor para tornar os nossos ouvintes em hipócritas.

• O que é preciso é o seguinte: que nós, que devemos falar por


Cristo, devemos orar constantemente para que Deus ponha e
mantenha nos nossos corações uma consciência clara da sua
grandeza e glória, da alegria da comunhão com ele, e de como
é terrível passar o tempo e a eternidade sem ele; para que
Deus nos capacite a falar de maneira honesta, direta, e
precisa acerca destes assuntos.

• Assim sendo, seremos realmente espontâneos na


apresentação do evangelho - ao mesmo tempo que
verdadeiramente sérios.
• É fazendo perguntas deste tipo que devemos
testar e, onde for necessário, reformar os nossos
métodos teológicos (evangelísticos).

• Qual é o melhor método em cada caso


particular, nós teremos que descobrir por nós
mesmos. (Oração + Palavra + Orientação +
dependência do Espírito Santo)

• É à luz deste princípio que todos os debates


sobre métodos evangelísticos necessitam ser
decididos.
• O princípio básico é que o melhor método de
evangelização é aquele que serve de forma mais
integral ao evangelho.

• É o que fornece o testemunho mais evidente da origem


divina da mensagem, e do caráter de vida ou morte
dos temas que ele levanta.

• É aquele que possibilita a mais completa e perfeita


explanação das boas novas de Cristo e da sua cruz, e a
aplicação mais exata e crítica das mesmas.

• É a que mais eficazmente engaja as mentes daqueles a


quem se dirige o testemunho, as conscientizando de
maneira mais viva de que o evangelho é a palavra de
Deus, endereçada pessoalmente a eles em seus
contextos particulares.
Quem deve evangelizar?
• A ordem de Cristo de ir e fazer discípulos em todas
as nações foi dada a todos os seus discípulos, não
apenas aos doze primeiros (Mt. 28:18-20).

• Veja Atos 8:1-4; 11:19-21. Quem foi espalhado e


quem permaneceu em Jerusalém? Quem pregava?
(todos, exceto os apóstolos … os que foram
dispersos)

• Veja 1Pedro 1:1-2; 3:15. A quem Pedro está


escrevendo? O que ele lhes manda fazer? (aos
forasteiros da dispersão …. Estejam prontos para
responder a razão da vossa esperança)
• Veja Romanos 1:14-15. Essa é simplesmente uma
passagem descritiva sobre os desejos de Paulo como
um apóstolo? (sou devedor ... estou pronto a anunciar)
Eles se aplicam a nós hoje?

• De acordo com Atos 6:5, Filipe era um diácono, que


não era uma posição de supervisão e liderança
espiritual, mas de serviço em questões físicas e
financeiras da igreja. Todavia, em Atos 8:5-6, 25-
40, vemos Filipe engajado num evangelismo
transcultural.

• O evangelismo na igreja primitiva não foi deixado aos


apóstolos ou “super-cristãos”. TODO MUNDO FAZIA
EVANGELISMO, E HAVIA UMA ÂNSIA EM SEUS
Evangelho e Cultura –
Rev Albert Mohler

• O texto da Escritura deve ser nossa atenção principal e não


a cultura. (Com o texto versus contexto)
• Nunca cantamos e tocamos tanto e nunca fomos tão
analfabetos em relação às Escrituras. (Augustus Lopes)
• Temos interesse na cultura porque é onde encontramos os
pecadores – o nosso interesse não é fundamentalmente a
cultura em si. Ela é passageira.
________________________________________
• Não existe cultura neutra, isenta, pura e inocente. (...) Toda
cultura, por mais civilizada que seja, traz valores
pecaminosos, crenças equivocadas, práticas iníquas que se
refletem na arte, música, literatura, cinema, religiões,
costumes e tudo mais que a compõe.
• De que maneira apresentar o Evangelho em
diferentes culturas? Pessoalmente, acredito que
há princípios universais que transcendem as
culturas. Eles são verdadeiros em qualquer lugar
e em qualquer época.

• O grande desafio que Jesus e os apóstolos


deixaram para os cristãos foi exatamente este, de
estar no mundo, ser enviado ao mundo, mas não
ser dele (Jo 17:14-18). Implica em não se
conformar com o presente século, mas renovar-
se diariamente (Rm 12:1-3).
Quando a cultura se torna o Evangelho.
Rev Augustus Nicodemus
Facetas da nossa cultura
• Auto-realização
• Auto-suficiência
• Autodefinição
• Autointeresse
• Autotranscendência
• Auto-acréscimo A cultura diz: O problema do homem é
externo. As soluções estão dentro dele.
• Auto-segurança Deus diz: O vosso problema é interno. A
solução provém das Minhas mãos.
... Uma
única
condição
Mesmo os santos
precisam sentir-se
ameaçados por um total
colapso das forças
humanas, a fim de
aprenderem, de suas
próprias franquezas, a
depender inteira e
unicamente de Deus.

João Calvino, Exposição de 2


Coríntios, p. 22.
• Eis um chamado à
REFLEXÃO bíblica
sobre evangelismo.

• Só então, passemos à
AÇÃO de evangelizar
biblicamente.

A Deus Toda a Glória!

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