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Instituto Federal do Sul de Minas Poços de Caldas

Licenciatura Geografia 5º período


Disciplina: GEOGRAFIA REGIONAL
Professor: Dr. Sérgio Henrique de Oliveira Teixeira
Aluno: Marcelo Silva Vieira
Nº. de matrícula: 14171000205

Fichamento 1: O estudo regional segundo a visão marxista * MARKUSEN, Ann. Região e


Regionalismo: Um enfoque Marxista.

1- A autora afirma que os conceitos de regiões têm assumido posição


controvertida na teoria marxista do desenvolvimento capitalista bem como
seus usos abusivos como categoria regional.

2- Questiona ainda as questões regionais subjacentes às referencias do regional


(noção do regional não pode ser simplesmente uma categoria de classificação
como classe, sexo, cor etc.) ao contrário pode ser trabalhada de forma abstrata
quanto a regionalismo.
 Marxistas – região como lutas que se dão nela, ou seja, base ou área de
conflito como artífice justificador de um estudo para busca da causa e motivo
desse conflito preponderando o apontamento de relações sociais das regiões.
Coloca a região como uma relação social ou subordinada a esta.
 Região como categoria teórica não advém do marxismo.
 Substituir ‘região” por “regional” subordina o espaço ao social.
 Regionalismo é uma reivindicação de um grupo social ou fenômeno social
passível de abstrações
 Marxismo define regionalismo como uma experiência humana alienada a um
ideal (modo de produção) e restinge a análise a uma esfera somente

3- Múltiplas raízes das relações sociais regionais como base para o regionalismo:
 Relações econômicas advindas da estrutura do modo de produção
É possível o conflito de interesses interno de uma classe e inclusive entre
classes que não necessariamente possuem relação direta no seu modo de
produção sendo diferenciados ou não, ainda que não formam
obrigatoriamente uma base para uma luta regional.
 Relações materiais advindas do modo de reprodução do trabalho e
relações socioculturais
Predominância patriarcal desde as relações advindas do lar, conservação e
esforço em destruí-las são constantemente elemento de lutas regionais, mas
não define regionalismo
Marxistas e outros cientistas sociais não definem claramente modelo acerca
de opressões culturais e as definem como evoluções históricas, um erro,
práticas culturais possuem autonomia e resistências próprias significativas no
contexto do regionalismo e forte atuação no contexto do regional, porém a
cultura não é a definição da região e o regionalismo não é um fenômeno
cultural.

4- Abordagem específica do Estado com conjunto de relações sociais próprias


desempenhando papel central no regionalismo
Aparelho político no governo da sociedade, delimitado territorialmente o que justifica
uma análise regional, não incumbe apenas exploração e opressão, possui relações

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sociais em si mesmo, relações possuidoras de autonomia inclusive para alternar de
um modo de produção para outro, no entanto a análise marxista o restringe à
economia política e arena de lutas de classe sendo o Estado ferramenta a serviço de
uma das classes.
A opressão na análise marxista corresponde ao moralismo de um grupo em
reivindicação por direitos, porém um erro, pois o grupo pode não ser necessária
mente o oprimido, em minoria ou desvantagem.
5- Propõe definição marxista de regionalismo com base em noções de
territorialidade somada a conjuntos de relações sociais regionais e
reivindicações políticas sobre alguma área de atuação do Estado
Relações sociais em um território são o sujeito do regionalismo tendo este por sua
vez como objetivo as reivindicações políticas para com o estado em uma de suas
áreas de atuação, sejam para revolucionar, reformar ou conservar, porém não
necessariamente equivalentes em ganhos aos protagonistas regionais pois depende
de sua representatividade e força regionais, e de quais classes comandam a
existência e aparelhos de Estados vizinhos. Opressão política só pode ser analisada
concomitantemente à análise de opressões econômicas e culturais.
6- Reconsidera o significado de região na análise marxista da definição de
regionalismo para a de região (unidade territorial com uma forma de status
político)
Conclusão: marxistas veem regiões como fenômenos empíricos sujeitos a análise
concreta, histórica e caso a caso e rejeitam o entender implícito das regiões em suas
análises como atores econômicos e espaciais em que um espaço é explorado por
outro)
Erros apontados pela autora:
Unidades econômicas não tem relações; quem as tem são as classes e instituições
políticas nas nações e regiões.
Regiões não são diferenciadas como classes , grupos culturais restritos a um
território, e nem somente uma unidade política já que estas por sua vez podem não
se constituir em uma região, assim dimensão política ligada a conteúdo cultural
constitui parte maior de sua definição, devendo-se considerar que segregações
regionais nelas ocorrem.

7- Faz crítica aos desdobramentos das pesquisas marxistas contemporâneas


acerca do desenvolvimento regional no regime capitalista
A região vista como uma categoria não abstrata restringe a possibilidade de análise
abstrata do desenvolvimento regional.
Regiões não se desenvolvem e sim relações sociais dentro e entre regiões se
desenvolvem, é necessário analisar as estruturas cultrais, politicas e econômicas
com contrapartida em regionalização sem o feitichismo do espaço, com teoria do
Estado devidamente comprovada em um contexto regional particular.

Não é clara a área em que os marxistas atuam se fazendo necessário a busca por
uma melhor análise regional

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