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MICOTOXINA FUMONISINA

NECROSE HEPÁTICA EM AVES


LEUCOENCEFALOMALÁCEA EQUINA
EDEMA PULMONAR SUINO

Micotoxina produzida por fungos do gênero Fusarium.


Espécies = Fusarium moniliforme; Furasium proliferatum

É encontrada no solo e superfície de plantas, contaminando grãos e cereais no campo ou durante o


armazenamento. Não reage a luz UV.
FB1 = é a mais tóxica

AVE DE CORTE = com níveis de FB1 acima de 150mg/kg = diarreia, diminuição do consumo de
alimento e ganho de peso e aumento dos rins e fígado = NECROSE HEPÁTICA.
AVE DE POSTURA = exposição prolongada na ração (varia da dose que a ave ingere da micotoxina)
para causar certos efeitos

Afeta também sistema imune, aumento peso, problemas nos rins e fígado.

VIRUS DO NILO OCIDENTAL = VNO


FLAVIVIRUS é um vírus da família Flaviridae, RNA fita simples, sensível a detergente lipídico e
detergente. Doença emergente

ENCEFALITE NAS AVES – FLAVIVIRUS


AVES MIGRATÓRIAS = dispersão da doença pelo mundo
CULEX SPP = principal vetor na transmissão – mosquito hematófago
Abriga também = dengue, febre amarela, encefalites.

Transmissão se dá pela picada do Culex = aves para aves, e humanos e equinos.


Seu ciclo é alternado = pássaro e mosquito hematófago.

Patogenia = vírus se replica nos linfonodos -> sangue -> SNC = atravessa a barreira hematoencefálica
causando os danos neurais.

Equinos ocorre a forma subclínica e é erradicada pelo sist. Imunológico.


Humanos = febre, dor de cabeça e corpo, erupções cutâneas, linfonodos infartados. Casos de
infecções mais graves = letargia, desorientação, coma, tremores, convulsão -> morte. AMBOS
DESENVOLVEM = febre, infecção neurológica, meningoencefalite fatal.

AVES:
Corvídeos e passeriformes = mais afetados / gansos – forma neurológica, mas não dissemina a
doença.
Disseminam a doença: passeriformes, corujas, falcões.
Não disseminam = pombos, pica-paus, marrecos e patos.

AVES INSETÍVORAS = contribuem para disseminação = crocodilos ingerem sua carcaça contaminada.

DIAGNÓSTICO = elisa, pcr, igm.


PROFILAXIA/CONTROLE = combate aos insetos, e vacina para equinos.
INFLUENZA AVIÁRIA – NOTIFICAÇÃO IMEDIATA – ZOONOSE
H5N1 – H9N2

Gênero = influenzavirus
Família = orthomyxoviridae
Vírion de RNA cadeia simples com capsídeo helicoidal.
4 espécies A,B,C E D – A é a que acomete as aves.

RESERVATÓRIO NATURAL = aves aquáticas, e as que habitam praias = gaivotas.


Ocasionais são as galinhas, perus, suínos, equinos e humanos.
Doença Severa = praga aviária/peste suína. Está relacionada com HEMAGLUTININAS.

PATOGENIA = vírus é eliminado pelas secreções naso-oculares e fezes, dissemina por contato direto,
aerossóis, fômites, cama, água e alimentos contaminados, ou aves mortas no local junto com as
sadias.
Vírus é inalado/ingerido e replica nas células epiteliais do trato respiratório superior e intestinal.

SINAIS CLINICOS = varia conforme: idade, sexo, espécie da ave acometida.


* ronqueira, tosse, espirro, descarga ocular e nasal, traqueíte, pneumonia, ovos deformados*
Inf.subclinicas = queda na produção de ovos, problemas respiratórios de leve a moderado.

LESÕES = necropsia = edema de cabeça e crista, hemorragia dos tarsos, cianose, necrose de cristam e
barbela, petéquias em órgãos viscerais.

DIAGNÓSTIO = ELISA, PCR, e confirma por inibição da hemaglutinação.


Amostras – pulmão, traqueia, baço saco aéreo, intestino, cérebro, fígado e coração.

PROFILAXIA E CONTROLE = vacina é proibida no BR.


Manejo adequado + medidas de biosseguridade = monitoria sorológica do plantel, quartentena,
sacrifício do lote afetado, e evitar contato com aves aquáticas migratórias.

MICOPLASMOSE
Gênero = mycoplasma
Família = mycoplasmataceae
Espécie: M. gallisepeticum; M meleagridis; M synoviae; M iowae

Bactéria gram negativa, pleomórfica, com morfologia de “ovo frito”, acometendo galinhas e
principalmente perus. Está associada ao ESTRESSE das aves.

TRANSMISSÃO = VERTICAL – ovário contaminado por contato com sacos aéreos.


HORIZONTAL – menor frequência, eliminação do micoplasma através de espirros.

PATOGENIA = penetração mucosa nasal/conjuntival, o micoplasma afeta oviduto devido ser próximo
ao saco aéreo.

SINAIS CLINICOS = morte embrionária, conjuntivite, lacrimejamento, espirros, aerossaculite, sinusite


e artrite. Pintinhos podem se infectar com o M.gallisepticum – aerossaculite após a vacina.

DIAGNÓSTICO = ELISA, PCR, inibição da hemaglutinação = HI; cultura em ágar Frey.


TRATAMENTO = antibióticos, tilosina, eritromicina, quinolonas, oxitetraciclina, espiramicina +
mucoliticos.
PREVENÇÃO E CONTROLE = manejo adequado = ventilação, controle de aquecimento e umidade,
alimentação balanceada. Adquirir aves sadias, e evitar estresse com super população = queda
imunidade.
Vacina = m.gallisepticum.

NOTIFICAR MAPA = matrizes, avós e bisavós.

PERUS = M. MLEAGRIDIS = transmissão vertical/horizontal/ via sêmen.


Jovens apresentam torcicolo, queda no crescimento e aerossaculite.
Lesões = bursite, sinovite, sinusite.

COCCIDIOSE AVIÁRIA
Protozoário gênero: EIMERIA
Sinergismo com outras doenças = severidade = mortalidade.
Causa enterite, diarreia, queda na absorção intestinal -> protozoário parasita e destrói as células da
mucosa intestinal.

CICLO DE VIDA = 3 fases.


1 – assexuada – invadem enterócitos
2 – sexuada – liberam oocistos na luz intestinal
3 – externa – completa o ciclo no ambiente

Aves se infectam ao ingerir oocisto esporulados que estão presentes no ambiente, cama, água,
alimento. Na moela os oocistos liberam os esporocistos -> tripsina quinase e liberação de
esporozoítos.

PATOGENIA = ocorre destruição das células da mucosa intestinal, causando hemorragia, perda de
fluidos, fazendo com que a ave não absorva vitaminas.
Ave só produz imunidade caso haja uma 2 reeinfecção.

SINAIS CLINICOS = diarreia – mucoide/sanguinolente; desidratração, penas arrepiadas, anemia e


prostração.

DIAGNÓSTICO = anamnese, PCR – microscópio = raspado de mucosa intestinal vê os oocistos no


microscópio.

CONTROLE/PREVENÇÃO = manejo adequado, limpeza e desinfecção do ambiente com desinfetante


com amônia durante vazio sanitário.

AVITAMINOSES
Elas participam do metabolismo = imunomoduladores para melhorar as funções imunológicas e
resistência das aves contra infecções.
DEFICIENCIA DE VIT = distúrbios metabólicos = queda de produção, crescimento e novas doenças.
RAÇÃO = 1-3% de vitaminas = calorias, aminoácidos, Vit A,D,E; piridoxina, cianocobalamina, ácido
fólico.

A = falta = anorexia, diminuição do apetite. É importante para os linfócitos T.


A+E+D = sistema imune
E = falta = distrofia muscular, encefalomalácea.
C = sinergismo com D3 = aumenta força esquelética, e T3 e T4 – poedeiras.
D = presente na gema – formação do esqueleto/embrião

Deficiencia B6, B5 = queda resposta humoral e celular.


B12 = importante na replicação celular
B9 = produção ovos
B7 e B2 = def – danos ao embrião.

AFLATOXINAS
Micotoxinas produzidas por fungos do gênero ASPERGILLUS. Desenvolvem-se nos alimentos = MILHO,
AMENDOIM, TRIGO, CEVADA, CENTEIO.
Nos anos 60 = morte de perús.

Aves ingerem a ração contaminada = micotoxicoses.


A.FLAVUS - A.PARASITICUS - A.NOMIUS são secundários.

PRINCIPAL ORGÃO AFETADO = FÍGADO


Não são afetadas pelo frio, e na luz UV = instáveis; destruídas com hipoclorito de sódio, e soluções
alcalinas.

São absorvidas no trato gastrointestinal, e biotransformada no fígado – 3hrs após ingestão = infecção
em todos os tecidos = principalmente moela e fígado.

Evitar que os fungos encontrem condições favoráveis de crescimento no campo/estocagem = evita


contaminação dos grãos.
USO de inibidores de crescimento fungico = ácidos orgânicos, acido sorbico, acido propiônico, acético
e fórmico na forma de sais de sódio/cálcio/potássio.
PROPIONATO de cálcio é o MAIS USADO.
Argilas vulcânicas = imã que atrai as micotoxinas.

ANEMIA INFECCIOSA DAS GALINHAS –AIG – NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA


CHICKEN ANEMIA AGENTE – CAA
PARVOVIRUS-LIKE = CIRCOVIRIDAE.
DNA de fita simples, causa apoptose celular.
Gênero = gyrovirus não envelopado.

Anemia aplástica – destrói eritroblastos = atrofia do timo, imunossupressão e aplasia de MO.


Pintos jovens são suscetíveis, podendo adquirir outras doenças e ter quebra da vacina já aplicada,
ficando sem imunidade.
Desencadeia: síndrome hemorrágica, anemia aplastica, dermatite gangrenosa, hepatite (IBH), falha
na vacina.
Vírus se multiplica nas células, ganhando a MO e linfócitos = apoptose celular das células de
imunidade. Prejudica resposta vacinal devido a degeneração da MO.

ATROFIA de órgãos linfoides, queda linfócito T, destrói MO, ave vem a óbito e tem que condenar
carcaça.
MO = rósea/amarela

RESISTENTE = éter, clorofórmio, acetona.


Sensível = iodo, hipoclorito de sódio – sua eliminação é difícil e cara.

TRANSMISSÃO = vertical = matriz para embrião, ou galo transmite pelo sêmen.


Horizontal = pintos infectados, cama, aviário, fomites. Virus é eliminado pelas fezes.

HOSPEDEIRO = galinha = natural.


SINAIS CLINICOS = depressão, retardo de crescimento, desuniformidade do lote, palidez de mucosa,
musculatura, crista e barbela devido a anemia. ATROFIA DA BURSA.

DIAGNÓSTICO = ELISA (controle do lote); isolamento viral, PCR, e histopatológico de lesões (timo,
fêmur, MO).

* matrizes desenvolvem imunidade após um tempo, mas transmite para filhotes*


CONTROLE/PROFILAXIA = vacinação das matrizes, sorologia para controle do plantel. Desinfecção do
aviário com hipoclorito de sódio/iodo 10%.
NÃO HÁ TRATAMENTO.

SINDROME DA QUEDA DE POSTURA


EDS-76
Acomete galinhas e causa queda na produção dos ovos = casca fina e deformada/sem casca.
ADENOVÍRUS EDS-76, com capacidade de hemaglutinar hemácias de galinhas, patos, gansos, perus,
pombos e marrecos.
Aves silvestes/aquáticas = reservatório natural.

TRANSMISSÃO = VERTICAL mais comum que a horizontal.


Via excremento do oviduto, fezes de modo direto ou indireto.

PATOGENIA = replicam nos tecidos linfoides, pâncreas e infundíbulo.


7/20 dias = inflamação do oviduto.

SINAIS CLINICOS = ovos deformados, casca fina e sem casca.

DIAGNÓSTICO = isolamento viral, sorologia, teste de inibição da hemaglutinação HI.


NÃO HÁ TRATAMENTO
PROFILAXIA – eliminação das reprodutoras afetadas, vacinar as aves sadias, desinfecção do local com
formol iodo e hipoclorito de sódio.

GUMBORO – DOENÇA INFECCIOSA DA BURSA – IBD – BOLSA DE FABRICIUS


Alta mortalidade, causada por vírus BIRNAVIRUS, com capsídeo icosaédrico, sem envoltório com 2
sorotipos, sendo apenas 1 patogenico para galinhas. RNA de fita dupla (A e B).
Tecidos linfoides = desenvolvimento imunidade das aves. Acomete aves jovens.
TRANSMISSÃO = HORIZONTAL – oral, respiratória, ocular.

PATOGENIA = vírus entra no organismo, replica nas placas de PEYER – intestino, vai para fígado, e
ganha corrente sanguínea, até a bolsa de Fabricius. Vírus resiste mt tempo em matéria orgânica.
VETORES = insetos, aves, cães, gatos, roedores e seres humanos = levam vírus ao lote sadio.

SINAIS CLINICOS = lesões em fígado, hemorragia, lesões na bolsa de fabricius até a total atrofia.
Diarreia, prostração, inapetência, redução de crescimento, desidratação e infecções secundárias.
FORMA AGUDA E SUBCLINICA = depende da idade da ave.
SUBCLINICA = aves com menos de 3 semanas de vida
AGUDA = aves em 3 a 6 semanas de vida.

BRONQUITE INFECCIOSA DAS GALINHAS

Gênero: GAMMACORORNAVIRUS
Família = CORONAVIRIDAE
ORDEM = NIDOVIRALES

Vírus envelopado lipoproteico, RNA de fita simples.


Coronavírus já foi descrito em faisão, galinha da angola, marrecos e perus, porque tem grande
diversidade genética.

Alta mortalidade, queda de desempenho produtivo, ovos deformados, infertilidade, e carcaça tem
que ser condenada em frango de corte.

Suas estirpes podem ser classificadas em sorotipos heterogênicos = dificulta a vacinação.


Seu ENVELOPE tem dupla camada lipídica, e suas glicoproteínas são essenciais para a infecção =
penetreção celular.

ACOMETE gallus gallus domesticus = galinhas. Mas já foi descrita em faisões e perus = espécies de
coronavírus distintas.
Infecta o epitélio respiratório, gastrointestinal, e oviduto, e rins. Irá variar conforme a estirpe.

A E.coli agrava a doença = sinergismo = morte do plantel.

TRANSMISSÃO = aerossóis.
VÍRUS SE REPLICA NO EPITÉLIO RESPIRATÓRIO, e é eliminado em microgotas de muco respiratório
durante expiração, por isso sua disseminação em plantéis é muito fácil.

SINAIS CLINICOS = tosse, dispneia, insuficiência respiratória, asfixia, morte de aves jovens.
Aves jovens podem evoluir para doença renal também. Em galinhas poedeiras afeta o oviduto,
afetando a produção de ovos.

DIAGNÓSTICO = histórico da propriedade, ELISA, inibição da hemaglutinação HI; PRC.

VACINAÇÃO é uma forma efetiva de prevenir e controlar a doença.


Manejo adequado das aves, medidas de biosseguridade e vazio sanitário também são importantes no
papel de controle da doença. Limpar e desinfectar o local com detergentes e desinfetantes, calor e
luz solar também são maneiras de prevenção.