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ed.

outubro_2016 | R$15

EMERGÊNCIA
NO HOSPITAL OS CENTROS DE SAÚDE ESTÃO PREPARADOS
PARA SALVAR A VIDA DE SEUS PACIENTES EM
SITUAÇÕES DE INCÊNDIO?

ENTREVISTA FIRESHOW 2016


ONIR MOCELLIN PRÉVIA DA FEIRA
Comandante-geral do CBMSC apresenta os Expositores antecipam o que mostrarão no mais
destaques do Senabom deste ano importante evento de proteção contra incêndio
Editorial
REVISTA INCÊNDIO - Nº 135 – Outubro de 2016 é uma publicação mensal da Cipa Fiera Milano
Publicações e Eventos Ltda. especializada na área de resgate, prevenção e combate a incêndio. A revista
Incêndio não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Em função do espaço,
INCÊNDIO:
MELHOR PREVENIR

Q
a revista se reserva o direito de resumir artigos, ensaios e cartas. As matérias publicadas poderão ser
reproduzidas, desde que autorizadas por escrito pela Cipa FM Publicações e Eventos Ltda., sujeitando os
infratores às penalidades legais.

CIPA FIERA MILANO PUBLICAÇÕES E EVENTOS LTDA

Muitas pessoas que, sem nenhuma


ADMINISTRAÇÃO, CIRCULAÇÃO E ASSINATURAS, MARKETING E PUBLICIDADE
ENDEREÇO Av. Angélica, 2491 - 20º andar - São Paulo (SP)
FONE (11) 5585-4355 FAX (11) 5585-4355 PORTAL www.fieramilano.com.br experiência anterior em sinistros, ou
DIRETOR-GERAL Graziano Messana problemas causados por incêndios, têm a
DIRETOR-COMERCIAL E VENDAS Rimantas Ladeia Sipas (rimantas.sipas@fieramilano.com.br) impressão de que, se o seu seguro contra
EDITOR - REVISTA INCÊNDIO - Luiz Carlos Gabriel (luiz.gabriel@fieramilano.com.br)
fogo estiver em dia, tudo será resolvido
sem sequelas ou problemas. Ledo engano, pois o seguro não
PUBLICIDADE Fone (11) 5585-4355 comercial@fieramilano.com.br
ASSISTENTE SÊNIOR - DEPARTAMENTO COMERCIAL Sueli Ferreira (sueli.ferreira@fieramilano.com.br) isenta as empresas ou as pessoas de dissabores – nem sempre
ASSINATURAS assinatura@fieramilano.com.br
contidos nas apólices ou no que se acredita que está coberto.
A contratação de seguro na modalidade “lucro cessante”
REALIZAÇÃO
não é, das modalidades de riscos, a mais simples ou fácil
de se colocar em prática por conta da complexidade de
seu desenrolar. Com isso, é impensável não fazer seguros,
em especial contra os problemas causados pelo fogo. O
Rua Félix de Souza, 305 – Vila Congonhas
CEP 04612-080 – São Paulo – SP importante é que junto com tal procedimento esteja atrelado
Tel.: (11) 5095-0096
um bom programa de prevenção.
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À primeira vista, basta a instalação dos equipamentos exigidos
pelas autoridades, sinalizar e tudo o mais. Entretanto, tais
DIRETOR DE REDAÇÃO Marcelo Couto
DIRETOR DE ARTE Roberto Gomes
equipamentos não funcionam sozinhos. Existe a necessidade de
EDITOR Luiz Carlos Gabriel, MTb 7.708 (luiz.gabriel@fieramilano.com.br)
conscientizar as pessoas para que não haja a ocorrência de um
REDAÇÃO-REPÓRTERES/REDATORES Ana Claudia Machado (ana.machado@bmcomm.com.br), incêndio. A fase mais importante da participação do homem
Clarisse Sousa (clarisse@bmcomm.com.br) e Mariana Bonareli (mariana.bonareli@bmcomm.com.br)
ASSISTENTE DE ARTE Jessica Guedes nas ações preventivas é ser consciente do problema e dos
COLABORADORES DESTA EDIÇÃO Adriana Gavaça, Bolívar Fundão Filho, Ilda Maria Corrêa, Renata
Costa e Roberto da Cunha Melo
malefícios que um fogo descontrolado pode provocar, ceifando
vidas e destruindo patrimônios que têm extensão além dos
CAPA Shutterstock
IMPRESSÃO Gráfica Grass muros do local sinistrado.
TIRAGEM 6.000 exemplares
É necessário ter a noção da dimensão de um incêndio em nível
Tiragem auditada
REVISTA INCÊNDIO Registrada no Ministério empresarial, pois suas consequências vão sendo desenvolvidas
em cascata, atingindo de várias formas as empresas e pessoas
da Indústria e Comércio, Secretaria de Tecnologia
Industrial, Instituto Nacional da Propriedade Industrial
sob o número 820.830.720.820.830.720 que estão a grandes distâncias.
O fogo, quando sob controle, é um dos mais importantes meios
serviços
de desenvolvimento e de apoio ao homem. Seja na forma de
ATENDIMENTO
Edições anteriores, promoções, preços e alteração de dados cadastrais
uma aconchegante lareira ou até mesmo na sua plenitude de
(endereço, número de telefone, forma de pagamento etc.).
Fone: (11) 5585-4355
um forno de alta capacidade. Mas, quando descontrolado, é tão
Site www.fieramilano.com.br • E-mail assinatura@fieramilano.com.br ameaçador e destruidor quanto a mais forte agressão. Prevenir
ANUNCIE incêndios ainda é a melhor forma de combater o fogo. n
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FALE COM A REDAÇÃO
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E-mail: ana.machado@bmcomm.com.br / mariana.bonareli@bmcomm.br
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Prevenção em hospitais
Construídos para salvar vidas, hospitais
nem sempre são os locais mais seguros
na hora de um incêndio
UMÁRIO
Cenário 10
Incêndio na Rede 12
Entrevista 18
Coronel Onir Mocellin, comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina

Riscos de explosão 30
São muitas as regulamentações para armazenar e transportar produtos inflamáveis

Fire Show 36
Maior feira sobre prevenção e combate a incêndio oferece grande exposição de novas tecnologias

Detecção de incêndio 48
Aparelhos mais sensíveis e centrais com câmeras de alta definição estão entre as novidades

Prêmio Marca Brasil 58


Leitores da Incêndio elegem os melhores do setor de prevenção e combate ao fogo

Novos projetos 62
Frente Parlamentar de Segurança Contra Incêndio inicia trabalhos em quatro projetos prioritários

Medidas Preventivas 64
Artigo traça quais são os principais riscos de incêndio em máquinas agrícolas

Mangotinho 66
Mangueiras semi-rígidas podem ser uma importante solução no primeiro combate ao fogo

Busf-Brasil 70
Organização Bombeiros Sem Fronteiras realiza parcerias para estruturar projetos no País

Proteção Passiva 74
IPT realiza seminário na capital paulista para discutir soluções que retardam o fogo

Leitura Imperdível 76
Produtos Químicos Perigosos 78
Agenda 82
AMANCO FIRE BLAZEMASTER®
AGORA A SEGURANÇA É REFORÇADA.
• BlazeMaster® – solução segura para prevenção e controle de incêndio;
• Oferece alta resistência ao fogo – tecnologia internacional;
• Autoextinguível: não propaga chamas;
• Leve: facilita o transporte e armazenamento;
• Menor tempo de execução da obra em relação
aos sistemas tradicionais;
• Fácil instalação com adesivo e sem ferramentas especiais.
Produzido pela Viking.

Certificado por:
Canadá sedia evento
Revisão e
sobre prevenção
reparo em
de incêndio florestal
Norma Brasileira
A ssim como o Brasil, o Canadá con-
vive anualmente com problemas
relacionadas à ameaça de incêndios flo- A ABNT publicou a norma
ABNT NBR IEC 60079-
restais nas temporadas de seca. Ambos 19:2016 - Atmosferas explosi-
países enfrentam um ano complicado e vas - Parte 19: Reparo, revisão
serão sede de debates sobre cuidados e recuperação de equipamen-
Fotos: Shutterstock

e tecnologias de preservação ambiental. tos, que revisa a norma ABNT


No mês de outubro especialistas se reu- NBR IEC 60079-19:2012 Ver-
nem em Kelowna, Colúmbia Britânica, são Corrigida:2014, elabora-
para a conferência Wildland Fire Canada da pelo Comitê Brasileiro de
2016, cujo tema é “Construindo Resiliência”. Já em maio de 2019, o estado do Mato Grosso do Sul sediará Eletricidade (ABNT/CB-003).
a sétima edição da Conferência Mundial de Incêndios Florestais- Wildfire, o maior evento internacional da Esta Parte da ABNT NBR IEC
categoria. O tema central dos eventos serão os desafios naturais e interferências humanas geradoras de 60079: fornece instruções,
incêndios florestais. A cada edição do evento são apresentados os resultados apontados por 14 Redes principalmente de natureza
Regionais de Incêndios Florestais das Nações Unidas. As redes trabalham para criar diretrizes nacionais e técnica, sobre reparo, revisão,
internacionais sobre o uso de fogo nos diversos ecossistemas. recuperação e modificação
de equipamentos projetados
para utilização em atmosferas
explosivas; não é aplicável aos
Alteração na Lei Complementar nº 14.376 serviços de manutenção, exce-
to quando o reparo e a revisão
A Lei Complementar nº 14.376, também conhecida como a Lei Kiss, criada como resposta à falta de re-
gulamentação que permitiu o trágico incêndio de 2013 em Santa Maria (RS), foi perdendo a severidade
com o tempo. A Assembleia Legislativa gaúcha aprovou medidas que flexibilizam a liberação e renovação
são associados à manutenção,
nem fornece recomendações
de alvarás e Planos de Prevenção de Combate a Incêndios (PPCIs) no Estado. Uma das principais alegações sobre sistemas de entrada de
para a mudança é a dificuldade na emissão de alvarás, isso estaria criando entraves para os empreendedores. cabos que possam requerer
Outras mudanças previstas na lei complementar ampliam os prazos para vistorias em auditórios e casas substituição, quando o equi-
noturnas, lugares considerados de risco mais alto. As inspeções passarão a ser realizadas a cada dois ou cinco pamento for reinstalado; não é
anos, dependendo do grau de risco. Como consequência, as validades dos alvarás também aplicável aos tipos de proteção
foi estendida, antes o prazo máximo para renovação era de três anos, com a alteração “m”, “o” e “q”; assume que boas
passão a valer entre dois e cinco anos, conforme cada caso. Criadores da lei afirmam que práticas de engenharia são ado-
não é correto falar em flexibilização, mas em mudanças que diminuirão a burocracia e tadas durante todo o processo
permitem o cumprimento da lei, sem penalizar estabelecimentos de médio e baixo risco. dos serviços realizados.

Simulado sobre riscos com


produtos químicos
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e a Cetesb promoveram
o “Encontro técnico para análise de cenários de riscos com produ-
tos químicos na Baixada Santista”. O objetivo do evento, realizado no
Palácio do Bandeirantes, foi identificar os atuais sistemas organizados
que desenvolvem ações preventivas às ocorrências com produtos quí-
micos na região, como nos casos dos grandes incêndios da Ultracargo
e Localfrio. O encontro também serviu para promover um debate in-
terdisciplinar, aproximar e integrar as instituições, estimulando o pensa-
mento estratégico de ações conjuntas. Cerca de um mês após o evento,
foi elaborado um simulado contra incêndio. Promovido pela Codesp
(Companhia Docas do Estado de São Paulo), o simulado ocorreu no
terminal de contêineres da Santos Brasil. O exercício apresentou um
suposto vazamento de produto tóxico com princípio de incêndio, se-
guido de explosão. Além disso, foi simulado a retirada de um contêiner
para evitar que o fogo se alastrasse.

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incêndio _ julho_2016 11
NA REDE
INCÊNDIO

Equador discute prevenção em edifícios altos


O s bombeiros atuam em diversas emergências, inclusive em grandes edifícios, locais onde um incêndio pode se alastrar com mais rapidez, se as
devidas providências de prevenção e combate às chamas não forem tomadas com agilidade. Para que os bombeiros estejam aptos para operar
em situações como essas, a Organização dos Bombeiros Americanos (OBA) realizou em setembro o curso de “Operações contra Incêndios em
Edifícios Altos”, na Acadêmia de Bombeiros de Guayaquil, no Equador. Leia mais sobre o assunto no site da revista Incêndio.

Treinamento causa
destruição em data center
U ma simulação de incêndio terminou de for-
ma trágica no data center do ING Bank, um
dos principais bancos da Romênia. Conforme
informações confirmadas do próprio banco, o
problema foi causado por uma vibração gerada
pela liberação de um gás, que deveria reduzir
a temperatura da sala dos servidores. Como
parte de seu sistema de segurança, o ING con-
tava com válvulas de gás inerte, que é liberado
no data center para reduzir a temperatura do
local sem causar danos aos equipamentos. O
problema proveio do excesso de pressão, que
causou um barulho de 130 decibéis, gerando
uma vibração que resultou na perda de parcial-
mente todos os HDs do setor. A empresa não
divulgou detalhadamente os danos causados,
mas falou que todos os equipamentos serão
Fotos: Shutterstock

revisados e boa parte da infraestrutura foi da-


nificada. Acesse o site da revista Incêndio para
ver a matéria completa.

Porto de Santos
realiza simulação de emergência
N o dia 13 de setembro o site da revista Incêndio publi-
cou uma matéria sobre a maior simulação de incêndio
da história do Porto de Santos. O Plano de Auxílio Mútuo
(PAM) do Porto de Santos, coordenado pela Companhia
Docas do Estado de São Paulo (Codesp), realizou o maior
exercício simulado de combate a incêndio. A ação aconte-
ceu no terminal de contêineres da empresa Santos Brasil,
situado na margem esquerda do complexo portuário.
Durante o treinamento, um contêiner foi quebrado para
simular o vazamento de um líquido. Equipes de seguran-
ça da empresa e do Corpo de Bombeiros chegaram ao
local, identificaram o produto e separaram os contêineres
que não foram atingidos na ocorrência. Um funcionário
também simulou que estava ferido e recebeu atendimento.
O objetivo da operação foi avaliar o tempo de resposta
a situações de emergência, como combate a incêndio,
evacuação de áreas e atendimento a feridos. Os resultados
do teste serão avaliados por apuração das anotações dos
observadores que participaram da simulação.

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NA REDE
INCÊNDIO

Risco de câncer entre bombeiros Trabalhos técnicos


sobre sprinklers
T ipos diferentes de câncer estão entre as possibilidades de doenças que podem acometer profissionais
que atuam na área de combate a incêndios, conforme relata o bombeiro Gregory Cade em sua coluna
na edição de setembro-outubro da publicação norte-americana NFPA Journal. Cade trabalhou quase 40
Com o objetivo de estimular pesquisas
na área de segurança contra incêndios
anos na área e desde 2005 luta contra um câncer na tireóide. Ao longo do texto, ele diz que não descarta e contribuir com a disseminação de es-
a possibilidade da doença ser uma consequência da exposição a diversas substâncias tóxicas ao longo tudos a respeito desse tema, o Instituto
da carreira. A preocupação de Cade tem base científica, pois pesquisas apontam que, diferentemente Sprinkler Brasil (ISB) abriu as inscrições
das demais profissões, os bombeiros estão expostos a adquirirem inúmeros tipos de câncer com mais para a 4ª edição do Prêmio Instituto
facilidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional Sprinkler Brasil de Trabalhos Técnicos.
consultou 30 mil bombeiros atuantes e aposentados de Chigaco, Filadélfia e San Francisco. Conforme o O concurso está aberto à participação
levantamento, publicado em 2010, há evidências epidemiológicas que ligam exposições ocupacionais de de estudantes de nível técnico, gradu-
combate a incêndios para várias formas de câncer, incluindo o câncer de cérebro, de trato digestivo e ação, especialização, mestrado e dou-
alguns tipos relacionados ao sistema respiratório. Veja mais detalhes no site da revista Incêndio. torado, além de profissionais da área
de segurança do trabalho, projetistas
e bombeiros. Os trabalhos podem ser
enviados até o dia 15 de janeiro. Con-
forme o ISB, o melhor trabalho inscrito
no concurso receberá um prêmio em
dinheiro no valor de R$ 10 mil e o ven-
cedor terá a oportunidade de conhecer
o Centro de Pesquisas de Incêndio da
FM Global, que fica no estado de Rho-
de Island, nos Estados Unidos.

Manuseio de alarmes
D ados de uma pesquisa feita pela
NFPA mostra que o público tem di-
ficuldade em manusear e manter o bom
estado dos alarmes de fumaça, com isso
passam a correr risco de ter o ambiente
empresarial e residencial incendiado. Os
alarmes de fumo devem ser substituídos
a cada 10 anos. É necessário que o dono
fique muito atento em relação a data de
fabricação do item. Apenas uma peque-
Multiplicadores de tomadas podem ser grandes vilões na parte das pessoas sabem quando é o
momento preciso de trocar o alarme ou
I niciado após curto-circuito, um incêndio de grandes proporções destruiu uma empresa em Caxias do
Sul. Conforme informações oferecidas pelo corpo de bombeiros, o curto ocorreu devido ao excesso
de multiplicadores de tomadas em uma sala onde ficavam as máquinas serigráficas. O sargento respon-
de consertá-lo. Visando instrui-los como
utilizá-los foi criado uma a “Semana de
sável pela ocorrência aconselha a não deixar um número elevado de tomadas extensoras no mesmo Prevenção de Incêndios”, a desse ano
ambiente. Os incêndios devidos à eletricidade são originados por sobreaquecimento da fiação, que pode tem como tema – Substitua alarmes de
inflamar o revestimento plástico dos fios e propagar-se com facilidade em materiais como tecido, plástico incêndio a cada 10 anos. Veja mais no
e papel. Confira a matéria no nosso site! site da revista Incêndio.

Curso preventivo dirigido a lavanderias


O Sindicato Intermunicipal de Lavanderias no Estado de São Paulo (Sindilav) realizou o curso “Prevenção e Combate
a Incêndios”, gratuito a todas as lavanderias de 511 municípios paulistas. Ao setor, se aplicam a lei nº 6514, de
1977 e a Portaria nº 3218, de 1978, que determinam que todas as empresas precisam ter pessoas qualificadas para
agir em caso de incêndios. Os participantes aprenderam como prevenir incêndios manuseando corretamente ferros
de passar e caldeiras, entre outros equipamentos de lavanderia. Aprenderam também como utilizar extintores e
dar assistência inicial às vítimas em caso de incêndio. Com direito a material didático e certificado de participação,
podem participar deste e dos demais cursos oferecidos pelo Sindilav funcionários de lavanderia, incluindo gerentes,
administradores e proprietários. Para mais informações entre no site da revista Incêndio.

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incêndio _ outubro_2016 15
NA REDE
INCÊNDIO

16 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _ outubro_2016 17
ENTREVISTA
ONIR MOCELLIN

Profissão bombeiro:
o que está por vir?
COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE
SANTA CATARINA FALA SOBRE OS PREPARATIVOS DA
16º EDIÇÃO DO SEMINÁRIO NACIONAL DE BOMBEIROS
por Ana Claudia Machado
Foto: Divulgação/CBMSC

18 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
P
roporcionar a troca de experi- e as escolhas que os tornaram referências
ências das operações dos bom-
beiros em todo o Brasil e reunir
Uma grande mundiais naquela situação específica. Pode
ser uma oportunidade única para muitos
demais profissionais ligados aos
setores de prevenção e comba-
contribuição do bombeiros terem a oportunidade de as-
sistir palestras com bombeiros de Nova
te a incêndio. Este tem sido o
objetivo do Seminário Nacional
Senabom é a Iorque, Paris e Londres, por exemplo.

de Bombeiros (Senabom) desde


a primeira edição. Neste ano, o encontro possibilidade Ao longo dos últimos 15 anos,
quais considera as grandes
será entre os dias 9 e 11 de novembro, em
Florianópolis (SC), e contará com palestras dos bombeiros contribuições do evento para os
profissionais da área?
de especialistas nacionais e internacionais, A disseminação do conhecimento e a possibi-
provas operacionais, mesas redondas e interagirem lidade de proporcionar novas tecnologias em
feira com exposição de materiais e equi- viaturas, equipamentos e técnicas na área de
pamentos. Além disso, o Senabom 2016 com outras salvamento e combate a incêndio. O Sena-
realizará a reunião do Conselho Nacional bom, através da feira, viabiliza ao socorrista
de Comandantes-Gerais das Polícias Mi-
litares e Corpos de Bombeiros Militares
corporações testar as ferramentas de resgate, entender
como elas funcionam e seus limites. Às ve-
(CNCG) e também reunirá a Liga Nacional zes você acha isso irrisório, porém imagina
dos Bombeiros (Ligabom), composta pelos comandantes gerais quanto de recurso já se gastou por falta de manutenção ou manuseio
de todos os corpos de bombeiros militares do País. equivocado de equipamento. Por fim, uma grande contribuição do
A revista Incêndio conversou com o coronel Onir Mocellin, co- evento é a possibilidade de interação com outras corporações, isso
mandante do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CB- mostra como nosso segmento é unido e solidário.
MSC), corporação responsável pela realização do evento, para que
ele pudesse comentar as principais novidades para a 16ª edição do Quais temas têm sido discutidos
Senabom, bem como comentar os grandes desafios enfrentados com maior frequência e por quê?
pela categoria atualmente, o que ele espera para o futuro, entre Os temas mais frequentes tem sido referentes a atuação do bom-
outros assuntos. Abordamos, inclusive, a opinião de Mocellin so- beiros em grandes desastres, pois são ocorrências complexas, que
bre quais seriam os principais impactos de uma legislação federal envolvem várias instituições, que não são frequentes e possuem gran-
voltada à prevenção e combate a incêndios. Confira: de repercussão. As dificuldades encontradas são compartilhadas e
trabalhadas para que num próximo evento sejam minimizadas.
Qual será o principal foco do Seminário
Nacional de Bombeiros deste ano? Dos assuntos abordados, quais ganharam
Optamos por fazer um seminário técnico e inovador. Além da mais destaque nos últimos anos e
feira, que apresentará novas tecnologias na atividade de bombeiro, quais ainda deverão ganhar ?
teremos o Seminário e as Competições de Salvamento Aquático, Os temas mais abordados nos últimos anos estão relacionados a busca
prova de Bombeiro de Aço, Certificação de cães, um congresso de novas tecnologias na área de bombeiro. Os que tendem a ganhar
para engenheiros que se envolvam com atividades técnicas de mais destaques são os temas relacionados à prevenção do incêndio e
prevenção de incêndio, além das palestras nacionais e internacio- acidentes e o exercício do poder de polícia das corporações.
nais na área de bombeiro, entre outras atrações.
Por ser um evento que reúne profissionais de todo o
Há novidades em relação às edições País, e considerando que há especificações técnicas
anteriores? O que elas agregam ao evento? em diferentes estados, como é possível integrar os
No primeiro momento buscamos organizar um congresso que temas discutidos durante o evento?
seja confortável e agradável de se prestigiar. Buscamos bombeiros Realmente há uma diferenciação entre normas, especificações
de outros países que vão palestrar sobre suas experiências na e legislação entre os estados. Porém, estamos falando de 3% de
área de salvamento e combate a incêndio, revelando o raciocínio todo um contexto na área. Vou usar como exemplo as normas

incêndio _Outubro_2016 19
ENTREVISTA
ONIR MOCELLIN
técnicas. Elas se diferenciam de um esta- de Segurança Pública, orgãos ambientais,
do para outro, mas se formos analisar as etc, pois todos são impactados de alguma
referências, elas praticamente se baseiam
sobre as mesmas NBRs que, por sua vez,
Há uma forma pela segurança contra incêndios. Sob
a responsabilidade das instituições de en-
foram baseadas nas ASI. Os detalhes são sino superior está a necessidade de maior
relevantes, porém, o grande contexto é necessidade atenção para os cursos de engenharia e
um senso comum. Além disso, todo bom- de arquitetura, colocando em seus currícu-
beiro, seja de onde for, possui a mesma urgente de que los a Segurança contra Incêndios e Pânico
missão – salvar vidas. como disciplina obrigatória. Do ponto de
a população seja vista social, seria a necessidade urgente de
O que traria de importante na que a população seja preparada para os
questão de prevenção e combate preparada para atendimentos iniciais de incêndio e utilize
a incêndio a existência de uma os sistemas preventivos instalados nas edifi-
legislação de caráter federal?
A dinâmica e a rotina das empresas de
os atendimentos cações, afinal, em primeira instância, é para
este público que são colocados os sistemas
engenharia e arquitetura, que muitas
vezes possuem projetos e obras em ci-
iniciais durante de prevenção e combate a incêndios.

dades diversas do País, acabam sendo


prejudicadas quando constata-se a di-
um incêndio Qual a sua expectativa para o
desenvolvimento dos bombeiros
vergência entre as normas de segurança brasileiros ? Qual seria o modelo
contra incêndios dos diversos Estados. ideal, na sua avaliação ?
Para minimizar essa questão, em Santa O Estado possui dificuldade de prestar
Catarina estamos revisando e atualizando as normas estaduais, sozinho um serviço de excelência na atividade de bombeiros em
tomando como base as Normas Brasileiras da Associação todos os municípios brasileiros, até porque atualmente apenas
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Tal medida, permitirá 14% dos municípios contam com alguma estrutura nesta área.
uma diminuição das diferenças em relação às normas do País, Para que possamos expandir o serviço de bombeiros no Brasil é
garantindo ainda nossas peculiaridades locais. Acredito ainda necessário criar parcerias. Tenho uma visão muito clara do mo-
que será possível unificar as normas em nível nacional, man- delo ideal para que possamos atingir este objetivo. Nas cidades
tendo-se, todavia, as exigências de cada sistema de segurança maiores, onde a demanda de atendimento é alta, é desejável
em respeito às peculiaridades de cada estado. Exemplifico: que o serviço seja prestado pelos bombeiros militares. Porém,
nos estados do sul, a água das canalizações de sprinkler pode nas cidades de menor porte, onde a demanda é baixa, a ma-
congelar durante o inverno, ou seja, há que se tomar medidas neira mais viável é trabalharmos em parceria com as prefeituras
adicionais para que o sistema não seja danificado - algo que municipais e a comunidade, onde o Estado, através do Corpo
não se precisaria ser observado nos estados do nordeste do de Bombeiros Militar, coloca toda a estrutura (instalações físicas,
País. Outro exemplo: cada estado pode exigir a quantidade de viaturas e equipamentos), forma os bombeiros da comunidade e
sistemas preventivos contra incêndios para as suas edificações, mantém o treinamento, presta a logística necessária, executa as
de acordo com a distribuição dos quarteis de bombeiro nos atividades de vistorias e análises de projeto e coordena o serviço
municípios, de modo que um município mais bem atendido operacional, porém, a execução deste serviço pode ser exercido
possa ter a exigência de sistemas minimizada, pois o tempo pelas pessoas da comunidade, que foram formadas pelo Corpo
resposta para atendimento seria menor. de Bombeiros Militar, denominados Bombeiros Comunitários ou
voluntários. Essas pessoas poderiam ser contratadas pelas prefei-
Quais são os maiores desafios para a turas municipais ou prestariam um serviço voluntário, podendo
segurança contra incêndio no Brasil? receber uma ajuda de custo do Estado no dia em que estiver a
Ainda sob a responsabilidade dos Corpos de Bombeiros Militares serviço, a exemplo dos guarda-vidas civis que atuam no litoral
está a integração entre os diversos atores envolvidos em Segurança catarinense. Dessa forma, estaríamos incentivando o voluntariado
contra Incêndios, como as empresas de construção civil, o CREA, o e viabilizando a implantação do serviço de combate a incêndio e
CAU, as federações da indústria e do comércio, os demais orgãos salvamento na maioria das regiões. n

20 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _Outubro_2016 21
Fotos: Divulgação/Hospital São Luís
PREVENÇÃO EM HOSPITAIS

22 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
EMERGÊNCIA
MÉDICA
Hospitais nem sempre são
os mais seguros na hora
de um incêndio
por Adriana Gavaça

S
e o simples soar do alarme de incêndios e ainda assim apresentarem ris-
incêndio tem o poder de dei- cos, já que esses não foram pensados antes
xar muita gente nervosa e até de sua concepção. Ele diz que é comum
criar, em alguns casos, princípio projetos que só visam o cumprimento le-
de pânico, quer seja durante a gal de decretos e instruções do Corpo de
exibição de uma peça de tea- Bombeiros, sem levar em conta as reais
tro, no expediente de trabalho, dentro do necessidades do perfil de uso e público a
escritório, ou nas compras em um shopping que aquele local irá servir.
center, imagine o que não provoca quan- “É na planta de qualquer projeto que
do acontece dentro de um hospital? Com deveria nascer um plano específico de
um público formado por pessoas, quase segurança contra incêndio, a partir da
sempre, já em situação de emergência, em avaliação de arquitetos e especialistas em
decorrência de alguma doença, cirurgia prevenção. E não só ser pensado depois
ou lesão grave, que lhe causa mobilidade que a estrutura está pronta, apenas para
reduzida ou total (idosos, bebês, pessoas cumprir uma exigência legal”, aponta.
acamadas nos leitos ou em coma em UTI’s), Um exemplo, segundo Cotta, é o de-
os hospitais figuram no topo da lista quando creto que prevê a instalação de detectores
o assunto é preocupação com prevenção e de fumaça apenas para edificações com
abandono da estrutura. mais de 60 metros de altura (veja tabela).
Apesar disso, a questão nem sempre é “Se pensarmos quantos hospitais e clínicas
tratada com a devida seriedade. Para o en- temos no País com menos de três andares
genheiro do Instituto de Engenharia, Car- e que não utilizam esse tipo de equipa-
los Cotta, o maior problema hoje no Bra- mento, já nos deparamos com o quanto a
sil é que os projetos, não só de hospitais, legislação é falha nesse ponto. Só de não
mas de qualquer outra estrutura, podem exigir o controle de fumaça para os locais
atender às normas de segurança contra que tratam doentes, independentemente

incêndio _Outubro_2016 23
PREVENÇÃO EM HOSPITAIS

Funcionários precisam ser treinados


para lidar com os equipamentos em
situações de emergência

da sua altura, já coloca em risco a estrutura


e vida das pessoas que frequentam esses
lugares”, avalia. O profissional diz que esses
equipamentos hoje são fundamentais não
só para detectar o incêndio ainda no iní-
cio, como também as centrais conseguem
apontar, inclusive, de onde a fumaça vem,
facilitando o seu combate.

INCIDENTES SÃO COMUNS


Foi a fumaça, aliás, que em 2014 levou à
transferência de 14 pacientes que estavam
internados na Unidade de Terapia Inten-
siva (UTI), do Hospital Sancta Maggiore,
no Itaim Bibi, em São Paulo. Na ocasião, o
hospital informou que houve cinco quedas
de energia, sendo que em uma delas, na
rede termelétrica, teria provocado fumaça, um quarto da enfermaria, localizado no 1º as autoridades locais, a suspeita é de que a
acionando o Corpo de Bombeiros. Embo- andar, mesmo andar ondem ficavam a obs- causa do incêndio tenha sido devido a uma
ra não tivesse sido detectado fogo no local, tetrícia, sala de parto, pediatria e UTI ne- falha elétrica. Os bombeiros impediram que
os pacientes da UTI acabaram transferidos onatal. Não houve mortes. Apenas cinco o fogo se estendesse para um prédio ao
por questões de segurança, já que os gera- recém-nascidos e 10 mães, que estavam lado, para onde foram evacuados os pa-
dores também não funcionaram. internadas no local, foram levados pelas cientes do edifício em chamas.
Em agosto de 2012, um incêndio de gran- ambulâncias com maior urgência, para ou-
des proporções, que atingiu os três andares tros hospitais da região. Os demais pacien- COMPARTIMENTAÇÃO &
do hospital Carlos Macieira, antigo hospital tes não precisaram de uma transferência, SEGURANÇA
do Ipem, em São Luís (MA), também re- passando apenas por triagem e realocados Justamente pela fragilidade do público e
sultou na transferência dos pacientes, por em setores do próprio hospital. A unidade dificuldade para o abandono desse tipo de
conta do excesso de fumaça. Durante o tem aproximadamente 200 leitos. edificação, uma das medidas de prevenção
incidente, não houve vítimas fatais. O fogo A mesma sorte não teve os pacientes e segurança mais eficientes, segundo o en-
teria começado na área da farmácia, no de um centro psiquiátrico na província de genheiro Cotta, são as áreas de comparti-
primeiro andar, e só foi controlado depois Voronezh, na Rússia. Em dezembro do ano mentação. Ele explica que esses locais são,
de três horas, pelo Corpo de Bombeiros. passado, um incêndio deixou 23 mortos e em geral, áreas de refúgio especialmente
Mais recentemente, em maio desse ano, dezenas de feridos. Quando o fogo come- projetadas para impedir a passagem de
um incêndio também foi o motivo para a çou, mais de 70 pessoas estavam dentro calor e fumaça.
retirada de todos os pacientes do Hospital do edifício na hora, incluindo, quatro mé- “São locais em que os pacientes podem
Santa Helena, em Cuiabá (MT). Segundo dicos. Pelo menos 29 pacientes estavam ficar em segurança, sem a necessidade de
a direção do hospital, o foco começou em internados na unidade hospitalar. Segundo abandono imediato do local. Claro que

Por conta da dificuldade em remover pacientes,


compartimentação é a principal medida de prevenção
24 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _Outubro_2016 25
PREVENÇÃO EM HOSPITAIS

elas não são planejadas para suportar al- Dov Smaletz, do sprinklers em hospitais, embora possam ser
tas temperaturas por diversas horas, mas Hospital Albert
eficientes para acabar com princípios de fogo,
Einstein
são perfeitamente capazes de garantir a também podem danificar os equipamentos
segurança por um período em que o fogo hospitalares e até favorecerem novos cur-
seja combatido”, explica. tomar proporções tos circuitos. Uma alternativa, para esses
Nas unidades do Hospital Albert Eins- maiores. Ele defen- casos, aponta o engenheiro, são os sistemas
tein, em São Paulo, há setores que contam de, inclusive, a ado- de incêndio Water Mist, que utilizam água
com compartimentação, quer seja de um ção de área de compartilhamento para pressurizada, através de uma tubulação para
bloco para outro, por meio de passarela, todos os andares do hospital e não apenas bicos especiais, que nebulizam essa água no
quer seja para áreas tidas como “seguras”, para áreas de maior risco, como as UTI’s ambiente protegido. Esses bicos especiais,
protegidas por portas anti-fogo, que su- ou centros cirúrgicos. no caso de incêndio, nebulizam a água sob
portam um tempo maior de calor, sem a forma de nano-gotículas, que quando se
ser atingida. Na unidade Morumbi, por EQUIPAMENTOS aproxima do fogo, se transforma em vapor
exemplo, o hospital conta com os blocos ADEQUADOS de baixa temperatura. Isso faz com que, em
A, B, C, D, E e A1. Outro erro comum, segundo o enge- um processo acelerado de resfriamento,
Em exercícios de simulação, o hospital nheiro, é a opção por determinados equipa- consiga, em pouco tempo que a tempera-
sempre treina como pode ser feito o resgate mentos de segurança ativa ou combate não tura seja reduzida. Esse vapor de água de
de pacientes, no caso de uma emergência. adequado ao perfil do lugar. Ele explica que baixa temperatura também aumenta muito
“Trabalhamos preferencialmente com o
abandono horizontal de pacientes em es-
tado mais grave de saúde, como de UTI e
pós-operatório, feito através dessas áreas
de compartimentação. Somente em últi-
mo caso é que optamos pelo abandono
vertical”, explica o gerente de Segurança
Patrimonial e Co-responsável pelo Comitê
de Catástrofe da instituição do Hospital
Albert Einstein, Dov Smaletz.
O engenheiro Cotta concorda que esse
é o melhor caminho para os hospitais lida-
rem com situações de emergência. Já que
não a saída por rotas tradicionais de fuga,
como escadas, para pacientes acamados,
por exemplo, seria extremamente len-
ta, o que não é muito bom em casos de
incêndio, além de perigosa para a saúde
do enfermo. “Um paciente que esteja no
pós operatório ou que tenha a indicação
médica de não se mover não poderá sim-
plesmente ser retirado do hospital por uma
rota de fuga vertical”, afirma.
Para ele, quanto mais segmentado for o
projeto, menor é a probabilidade do fogo

Simulação de incêndio no setor de


maternidade do Hospital São Luís

26 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
O que não pode é simplesmente obedecer à legislação,
sem avaliar os riscos de todos os setores
a humidade do ambiente, impedindo que o “Mesmo hospitais que não pensaram na isso, necessitam de mais de um exercício de
fogo procure novo suprimento de oxigênio questão da segurança contra incêndio em simulação de emergência ao ano. É o caso
para realimentar as chamas. Com isso, um seu projeto, tem como adequar suas ins- da cozinha, laboratório, casa de máquinas e
sistema de incêndio Water Mist extingue o talações, tornando-a muito mais segura e geradores, por exemplo. Hoje, realizamos
incêndio muito rapidamente, com poucos eficiente para o caso de uma emergência. exercícios de simulação de emergência até
danos materiais causados pela água. O que não pode é simplesmente obede- semanais, sem que os funcionários sejam
“Nossa ideia agora é criar uma legislação cer à legislação, sem olhar para dentro da avisados”, explica o gerente de Segurança
para esse tipo de equipamento no Brasil, sua estrutura e avaliar os riscos de cada um Patrimonial e Co-responsável pelo Comi-
que não só é mais eficiente no combate dos setores, desenvolvendo ações indivi- tê de Catástrofe da instituição do Hospital
do fogo em locais em grande volume de duais para cada local”, afirma. Albert Einstein, Dov Smaletz.
água podem causar prejuízo”, assinala. O A unidade do hospital Albert Einstein,
engenheiro também chama a atenção para REDES BUSCAM EXCELÊNCIA no Morumbi, foi a primeira da América
a questão de que hospitais se preocuparem Tudo o que um hospital não quer, in- Latina a simular exercício de incêndio ver-
com a pressurização de escadas, mas quase dependentemente de ser um estabeleci- tical com o hospital em funcionamento,
nunca com a de elevadores. Ele diz que, mento público ou da rede privada, é ter em 2012. O local testado foi o 10 andar,
se um automóvel pegar fogo no subsolo em seu histórico um episódio de incêndio. onde havia o setor de hemodiálise e apar-
de um hospital que não possuir elevador Muitas redes de hospitais de renome, além tamentos comuns. Na ocasião, foram usa-
pressurizado, por exemplo, a fumaça pode- de investirem pesado em equipamentos dos atores voluntários, que se passaram
rá atingir toda instalação em pouco tempo. de segurança e treinamento de pessoal, pelos pacientes.
Cotta também lista como essencial o decidiram ir além: incorporaram exercí- “Desde então já realizamos vários ou-
uso de dois geradores de energia, para o cios periódicos de simulações de incêndio tros simulados (de grande proporção),
caso de um falhar justamente quando o seu e abandono, apesar de toda dificuldade com a presença do Corpo de Bombeiros.
uso se fizer necessário, além de um pesado pelo perfil de negócio que administram. Achamos de extrema importância que
investimento em treinamento de pessoal, “Todos os setores são testados durante o o órgão conheça de perto as instalações
brigadistas e bombeiro civil contratado. ano. Alguns setores são mais críticos e, por do hospital para que, no caso de uma

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• Automação com exaustores e válvulas de fechamento de gás.
incêndio _Outubro_2016
• Interligação com os sistemas prediais e/ou dos shopping centers. 27
Equipamentos para Sistemas de Combate a Incêndio
PREVENÇÃO EM HOSPITAIS

emergência, saiba exatamente como ele Laureen Panadés, do treinados para auxiliar e solicitar a remo-
funciona por dentro”, explica o executivo. Hospital São Luiz ção de pacientes acamados e que neces-
A rede de hospitais Albert Einstein conta sitem de ajuda para abandonar o prédio.
ainda com um Comitê de Catástrofe, que Na rede de hospitais São Luiz, a preo-
realiza há três anos um Simpósio Internacio- caso de fumaça cupação com prevenção contra incêndio
nal de Crise e Catástrofe. A ideia é prever, ou qualquer outro também é tema recorrente. Em todas
durante esses encontros, grandes catástro- princípio de incên- as instalações, de acordo com a supe-
fes que podem acometer a cidade de São dio, são orientados rintendente de Segurança do Trabalho
Paulo e de que forma ela seria administrada. a discar o ramal da emergência e acionar do Hospital São Luiz, unidade Itaim, em
O simpósio conta com a participação dos manualmente o alarme. Devem aguar- São Paulo, Laureen Panadés, há sempre
principais órgãos públicos, como polícias dar ordem de abandono do prédio, que setores compartimentados.
militar e civil, Corpo de Bombeiros, Samu, virá do bombeiro civil (do próprio hos- “Não temos comunicação entre os
e outros hospitais, inclusive da rede pública. pital), de algum brigadista ou do próprio blocos em todos os andares. Mas há
“Ano passado contamos com a participação Corpo de Bombeiros do estado. compartimentação entre todos eles. Em
do Hospital das Clínicas e do Hospital Uni- Depois disso, são orientados a fazer caso de emergência, é possível utilizar
versitário”, comenta Smaletz. o abandono do prédio conforme exer- essas saídas como rotas de fuga, permi-
cícios e simulados e se direcionarem a tindo que o paciente continue dentro do
TREINAMENTO um dos pontos de encontro, conforme hospital, sendo tratado, mesmo após o
DIFERENCIADO treinamento; brigadistas, que é conside- abandono”, explica.
Além das rotas de fugas formadas rado no hospital o público treinado para Na unidade Itaim, o primeiro grande
por áreas compartimentadas, o Einstein atuar de forma acertiva em casos de simulado por setor aconteceu em 2013.
conta com as tradicionais, com escadas sinistros. São preparados em treinamen- Na época, a área testada foi a da mater-
externas em alguns blocos e internas tos e exercícios semanais de simulação nidade. Foram utilizadas bonecas no lugar
(todas enclausuradas) e com largura su- de emergência. dos bebês e parte dos brigadistas atuaram
ficiente para a passagem de maca com E a terceira e última categoria, forma- como mães e acompanhantes, enquanto a
pacientes. O hospital também conta da pela equipe assistencial (médicos, en- equipe médica e o restante dos brigadistas
com uma central de emergência, com fermeiras, técnicos e auxiliares), que são faziam a retirada dos pacientes.n
ramal exclusivo, e todos os equipa-
mentos de segurança contra incêndio
previstos por lei. Todas as unidades do
Einstein são submetidas aos treinamen-
tos, inclusive os hospitais municipais do
M’Boi Mirim e da Vila Santa Catarina. Só
na unidade Morumbi, fora os colabora-
dores, circulam por dia cerca de 4,5 mil
pessoas (visitantes, pacientes em consul-
ta ou exame, e acompanhantes).
No caso de uma emergência, o hos-
pital trabalha ainda com um protocolo,
que divide o público interno do hos-
pital três categorias, cada um com um
papel diferenciado para o caso de uma
emergência: administração (que não
faz parte da brigada de incêndio). Em

Funcionários simulam remoção de paciente


em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

28 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _Outubro_2016 29
Foto: Shutterstock
RISCOS DE EXPLOSÃO

30 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
MUITA NORMA,
POUCO CONHECIMENTO
São muitas as
regulamentações
para armazenar
e transportar
inflamáveis

D
por Renata Costa

ifícil encontrar uma em-


presa que, atualmente,
não possua em sua pro-
priedade algum tipo de
líquido inflamável – do
álcool no armário de lim-
peza até combustíveis usados na indústria
aeronaval. Não importa o tipo ou quanti-
dade, todos esses produtos estão sujeitos
a normas reguladoras quanto a estocagem
e transporte. E normas para regular esses
aspectos são muitas (veja Normas para
armazenamento na pág. 51), mas o mer-
cado ainda se divide quando convidado a
opinar se elas são suficientes ou não para
dar conta de toda a necessidade das em-
presas brasileiras.
Na questão do transporte, a engenheira
química Glória Santiago Marques Benazzi,
chefe de secretaria do CB-16 – Comitê
Brasileiro de Transporte e Tráfego, da As-
sociação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), acredita que as normas e legis-
lação existentes dão conta da demanda.
O consultor na área de transporte de
produtos perigosos, Márcio Antonio Vaz

incêndio_Outubro_2016 31
RISCOS DE EXPLOSÃO

Normas existentes são suficientes, mas, por serem numerosas,


são desconhecidas da maioria das empresas
Comprador de material combustível ou
inflamável deve verificar se o recipiente
recebido é considerado uma embalagem
adequada para armazenamento

de Oliveira, segundo-tenente da Polícia Mi-


litar Rodoviária do estado de São Paulo,
concorda que as normas existentes são
suficientes, mas, por serem numerosas –
e configurarem apenas um complemento,
pois ainda há a legislação do setor – são
desconhecidas da maioria das empresas.
“Isso inclui não só as transportadoras e
seus motoristas, como também o pessoal
administrativo das companhias que guar-
darão o material in loco, já que não são
especialistas no assunto”, diz o consultor.
As consequências disso, na maior parte
dos casos, são documentos preenchidos
erroneamente e consequente multa em
caso de fiscalização.
Tem outra opinião Marcos Sardano,
engenheiro responsável da Tekin Indús-
tria e Comércio de Equipamento de Se-
gurança, no que diz respeito à estocagem
de produtos inflamáveis. Segundo ele,
“as normas ainda têm muitas brechas e
acabam deixando a desejar em relação às
internacionais. Falta clareza em detalhes
técnico-construtivos, por exemplo” .

RECIPIENTES PARA
ARMAZENAMENTO
Para a empresa que compra material
combustível ou inflamável, a preocupação Boas práticas para o armazenamento
não termina quando recebe o recipiente. ◗ Não deixe os tambores ou recipientes com as substâncias inflamáveis ou combustíveis
Ao contrário, aí começa sua responsabili- expostos à luz solar e a outras fontes luminosas e de calor;
dade. Em primeiro lugar, o comprador, seja ◗ Caso ocorra exposição à luz solar, o conteúdo deve ser removido e transferido para outro
indústria ou comércio, deve verificar se o recipiente adequado. O mesmo deve ser feito em caso de danos ao recipiente;
recipiente recebido já é considerado uma ◗ Ao abrir o tambor, o tampão precisa ser substituído por um respiro de alívio vácuo-pressão
embalagem adequada para armazenamen- adequado;
to, porque esse tipo de embalagem precisa ◗ Rotular cada recipiente quanto a seu conteúdo.
ser aprovado pelo Instituto Nacional de

32 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
Revisão da CE 16.400-04 Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inme- bastante para poder cumprir a legislação
– Transporte de produtos tro). “Mas o certificado é para o transpor- de forma correta. Essa é a uma grande
perigosos te, não para o armazenamento em longo dificuldade em se tratando de profissionais
O comitê de especialistas do CB-16 tem prazo”, explica Sardano. não especialistas”, diz Oliveira.
se reunido mensalmente para discutir a Além disso, é bastante comum que as Que a embalagem de armazenamen-
atualização da norma 16.400-04, ligada empresas comprem volumes de 200 litros to esteja adequada ainda não é a única
ao plano de atendimento de emergência que são entregues em tambores grandes exigência para cumprir a lei. Dependendo
em caso de acidentes. A revisão visa a e, para facilitar o uso, a quantidade seja da substância, até mudanças estruturais
contemplar, segundo o consultor na área dividida em tambores menores. Em um podem ser exigidas. No geral, é essen-
de transporte de produtos perigosos, caso ou outro, a primeira providência a cial que o tambor esteja protegido, claro,
Márcio Antonio Vaz de Oliveira, segundo- ser tomada é que os tambores sejam ade- dos riscos de explosão e incêndio. “Essa
tenente da Polícia Militar Rodoviária do
quados para esse fim e estejam identifica- é a parte que as empresas mais deixam
estado de São Paulo, uma maior exigência
dos claramente quanto à substância que a desejar, porque acham que o recipiente
por parte do Ibama (Instituto Brasileiro
contêm. No mercado, estão disponíveis basta para proteger o líquido inflamável”,
do Meio Ambiente e dos Recursos
produtos certificados não só pelo Inmetro, alerta Sardano.
Naturais Renováveis). As reuniões, que
como outros aprovados por certificações Além do recipiente correto, sejam
começaram em fevereiro, deve ocorrer
internacionais. “Devido às especificidades tambores ou contêineres de segurança, o
até dezembro com a presença de
profissionais e empresas do setor.
do tipo de substância e local de armaze- local de armazenamento também conta
namento e grande número de normas, as para evitar acidentes e risco de incêndio
empresas precisam pesquisar e se informar e explosão, dependendo da substância.

incêndio_Outubro_2016 33
RISCOS DE EXPLOSÃO

Armários corta-fogo, por exemplo, são Oliveira, a principal preocupação em de transporte são os acidentes que po-
opção para proteger os pequenos volu- relação ao transporte de substâncias in- dem, no caso de vazamentos, afetar o
mes, permitindo que eles fiquem seguros, flamáveis e combustíveis é com os danos meio ambiente, o patrimônio público e
porém, localizados próximo ao lugar de ao meio ambiente. “Em geral, o desco- privado, bem como a saúde das pessoas”,
uso da substância. nhecimento da legislação pode causar diz a engenheira ambiental Glória.
penalidades administrativas, porque a A maioria dos acidentes, segundo os
QUESTÕES DO TRANSPORTE parte de armazenamento para transporte consultores, é causada por falha humana,
O Brasil foi o primeiro País da Améri- costuma ser conhecida e respeitada pelas e não problemas técnicos ou de segu-
ca Latina a elaborar uma regulamentação empresas que atuam nesse setor”, explica rança relacionados ao conteúdo sendo
para transporte de produtos perigosos no Oliveira. “Os principais riscos desse tipo transportado. “A maioria dos produtos
começo da década de 1980, por meio do
Decreto-Lei nº 2.063, de 6 de outubro
de 1983, regulamentado pelo decreto nº Principais causas de acidentes envolvendo
o transporte de material combustível ou inflamável
88.821, também da mesma data. A edição
(fonte: Engenheira química Glória Santiago Marques Benazzi, chefe de secretaria do CB-16 da ABNT)
do decreto veio por necessidade, após um
acidente envolvendo o transporte do cha-
1. Falta de treinamento de motoristas;
2. Má conservação das estradas e ferrovias;
mado pó da China (pentaclorofenato de
3. Falta de vistoria da unidade de transporte, tanto pelo transportador como pelo expedidor;
sódio), herbicida, inseticida e fungicida alta-
4. Problemas com amarração de embalagens e com a qualidade das embalagens;
mente tóxico e carcinogênico. O acidente,
5. Falta de profissionalismo;
no Rio de Janeiro, provocou seis mortes. 6. Falta de fiscalização.
Atualmente, segundo o consultor

34 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
A maioria dos acidentes é causada por falha humana, e não
por problemas técnicos ou falta de segurança no transporte
não oferece risco se todos os envolvidos
Normas para armazenamento
– expedidores e transportadores – aten-
e transporte de material combustível
derem às regras de segurança estipuladas ❖ NR 20 – Norma Regulamentadora 20 – Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis
na legislação, tais como embalagem, esti- e Combustíveis
va, veículo correto e motorista treinado”, ❖ ABNT NBR 11564 – Embalagem de produtos perigosos – Classe 1,3, 4, 5,6, 8 e 9
diz a especialista. ❖ ABNT 17.505 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis
❖ NFPA 30 – National Fire Protection Association (internacional)
SEMPRE CORRENDO ATRÁS ❖ Resolução Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) n. 3665/11 e complementado
Uma questão que dificulta o conhe- pelas instruções aprovadas pela Resolução ANTT n. 420/04 e suas atualizações, sendo
cimento das normas em relação ao obrigatórias as normas ABNT citadas no item 1.1.3.1. dessa resolução, dentre elas:
transporte é a frequente atualização in- ❖ ABNT NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e
ternacional. A Organização das Nações armazenamento de produtos
Unidas (ONU), por meio da United ❖ ABNT NBR 7503 – Ficha de emergência e envelope para o transporte terrestre de produtos
Nations Economic Comission for Euro- perigosos – Características, dimensões e preenchimento
pe (Unece), lança frequentemente atu- ❖ ABNT NBR 9735 – Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre
alizações sobre produtos considerados de produtos perigosos
perigosos. “Nossa resolução 420 segue ❖ ABNT NBR 10271 – Conjunto de equipamentos para emergências no transporte rodoviário
a 11ª atualização e eles já estão na 19ª”, de ácido fluorídrico
diz o consultor Oliveira. A dificuldade ❖ ABNT NBR 14619 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Incompatibilidade química
em manter a resolução brasileira atua- ❖ ABNT NBR 12982 – Desvaporização de tanque para transporte terrestre de produtos
lizada é porque cada revisão da ONU perigosos – Classe de risco 3 – Líquidos inflamáveis
tem quase mil páginas. “Os técnicos da ❖ ABNT NBR 13221 – Transporte terrestre de resíduos
❖ ABNT NBR 14064 versão corrigida 2015 – Transporte rodoviários de produtos perigosos
Agência Nacional de Transportes Ter-
– Diretrizes do atendimento à emergência
restres (ANTT) não têm fôlego para
❖ ABNT NBR 14095 – Transporte rodoviário de produtos perigosos – Área de estacionamento
traduzir tudo isso a cada ano.”
para veículos – Requisitos de segurança
Devido a esse déficit , em abril de
❖ ABNT NBR 15071 versão corrigida 2015 – Segurança no tráfego – Cones para sinalização viária
2016 entrou em consulta pública a revi-
❖ ABNT NBR 15480 – Transporte rodoviário de produtos perigosos – Plano de Ação de
são da resolução 420 da ANTT, criada
Emergência (PAE) no atendimento a acidentes
em 2004 para aprovar instruções com- ❖ ABNT NBR 15481 – Transporte rodoviário de produtos perigosos – Requisitos mínimos
plementares ao regulamento do trans- de segurança
porte terrestre de produtos perigosos. ❖ ABNT NBR 15994 – Transporte terrestre – Requisitos mínimos para locais de espera para
“A revisão está sendo baseada na edição motorista e de carregamento e descarregamento de carga
18 da ONU, mas os especialistas sugeri- ❖ ABNT NBR CE 16.400-04 – Transporte de produtos perigosos
ram que os produtos já sejam atualiza-
dos para a 19, claro. E eu acredito que
isso será atendido, assim já ficamos mais Após a publicação da resolução 420 mudanças que acontecem nas normas
próximos do restante do mundo.” revisada – que Oliveira acredita que e resoluções. O que acaba ocorrendo
O impacto da desatualização tem conse- aconteça ainda este ano – as empresas é que as empresas só se adequem de-
quências para os importadores, que têm o têm seis meses para se adequarem às pois de receberem fiscalização. É esse o
trabalho de reclassificar todos os produtos mudanças. “Mas isso é muito difícil de momento em que se informam das mu-
para a versão brasileira nos documentos. acontecer, porque falta divulgação das danças, mas claro, acabam multadas”. n

incêndio_Outubro_2016 35
FIRESHOW

PONTO
DE ENCONTRO DO
SETOR Maior feira sobre prevenção e combate a
incêndio, Fire Show se consolida como palco
de exibição de novas tecnologias
por Ana Claudia Machado e Mariana Bonareli

O
rganizada e promovida pela Cipa Fiera Milano, com realização da ABIEX,
a Fire Show - International Fire Fair chega à 12ª edição neste ano. O
encontro traz centenas de empresas expositoras que apresentam no-
vidades em produtos, serviços e tecnologias na área de resgate/prote-
ção contra incêndios, simultaneamente à FISP- Feira Internacional de
Segurança e Proteção.
A feira recebe diversas companhias nos mais distintos segmentos: abafadores de faísca,
alarmes, bombas contra incêndio, botas e capacetes de segurança, chuveiros automáti-
cos, detectores de fumaça, equipamentos de proteção coletiva e individual, esguichos,
iluminação de emergência, sirenes, sprinklers, entre outros.
Com o objetivo de agregar conhecimento à área de proteção, será realizado para-
lelamente à feira o 19º Congresso Brasileiro de Engenharia de Incêndio (Cobeni). A
edição de 2016 terá como tema central “A engenharia de proteção contra incêndio

36 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _Outubro_2016 37
FIRESHOW

na busca da qualificação e capacitação um público variado, incluindo auxiliares voltados para a atualização profissional.
profissional” e reunirá profissionais reno- de segurança do trabalho, bombeiros, Segundo organizadores da feira, a ex-
mados com o intuito de debater pontos consultores, engenheiros, importadores, pectativa é que o número de visitantes
estratégicos do setor. socorristas, etc. alcance a marca de 50 mil pessoas durante
Por ser focada nas atuais tendências de Como evento conjunto à FISP, a Fire os três dias de evento.
mercado, para os visitantes da feira é a Show consolida seu foco principal de difun- A Fire Show ocorre nos dias 5 à 7 de
oportunidade de conhecer e experimen- dir cada vez mais o conceito da prevenção, outubro, das 13 às 21h, no São Paulo Expo
tar as inovações apresentadas pelos ex- e trazer aos visitantes acesso à uma ampla Exhibition and Convention Center, na ca-
positores. Todos os anos a mostra reúne grade de cursos, workshops e seminários pital paulista.

TEC SHOW
Durante o evento as salas do São Paulo Expo estão disponíveis para a realização do Tec Show - Palestras dos
Expositores, um evento gratuito com foco na atualização de conhecimentos técnicos. Para os visitantes da
feira é uma chance de conhecer as empresas expositoras que estão presentes para divulgar seus produtos,
serviços, tecnologias, parcerias e novas tendências mercadológicas.

PROGRAMAÇÃO DO COBENI
CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE INCÊNDIO

05 DE OUTUBRO
◗ Interferência do sistema de ar condicionado no sistema de detecção de fumaça - Ilan Pacheco (15h-16h)
◗ Dupont Tyvek e Tychem- Vestimentas de proteção química - Priscila Akiti (16h-17h)
◗ A importância da certificação de produto em sprinklers - Felipe Decourt (17h- 18h)
◗ Explosão de pó- O inimigo oculto- Andressa Meireles (18h- 19h)
◗ Implantação e adequação de serviços de bombeiros em municípios, empresas e comunidades - referÊncia e
casos – Ivan Campos (19h- 20h)

06 DE OUTUBRO
◗ Desmitificando os aparelhos extintores - Luiz Carlos Gabriel (14h- 15h)
◗ Lenzing FR(r) completa para bombeiros - O que há de melhor em proteção e conforto- Gilber Campanalti (15h- 16h)
◗ Dupont Nomex: Entenda como estar realmente protegido contra riscos térmicos- Lucas Loureiro (16h-17h)
◗ Problemas em projetos e instalações de sistemas de sprinklers – Felipe Melo (17h- 18h)
◗ Evance- Plataforma na nuvem para diferenciar sua prestação de serviço- Ademir Santos(18h- 19h)
◗ P3RE e SEPRE: Novos conceitos em prevenção e resposta a emergências complementando o Sesmet - Ivan Campos
(19h- 20h)

07 DE OUTUBRO
◗ Incêndio, o perigo não acaba com a extinção da chama- Seus benefícios e problemas - Fran Chen e Anastácio
Campos Junior (14h- 15h)
◗ Visão Geral dos sistemas de sprinklers - José Carlos Paiva (15h- 16h)
◗ Kevlar para proteção de mãos - Materiais e normas- Gustavo Rubio (16h- 17h)
◗ Dimensionando motobomba de incêndio - Miguel Pellenz (17h-18h)
◗ Sistema de proteção por extintor de incêndio - Hector Abel Almirón (18h-19h)

38 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _Outubro_2016 39
FIRESHOW

PRODUTOS
EM DESTAQUE
Realizada em paralelo à Fisp - Feira Internacional
de Segurança e Proteção, a Fire Show receberá
grandes fabricantes e fornecedoras de
equipamentos, soluções e serviços voltados ao
setor prevenção e combate a incêndio. Nas
páginas a seguir, você pode conferir quais são as
principais novidades e lançamentos apresentados
por essas empresas durante o evento.

ARGUS
Durante a feira, a Argus
mostra todos seus produ-
tos para proteção contra
incêndio. Os principais
lançamentos expostos são
os sistemas de detecção e
alarme de incêndio, a linha
de produtos Notifier, os sistemas para proteção de coifas
de cozinhas industriais e também para proteção de veículos
off-road. funciona como uma camada de proteção, capaz de aumen-
tar a resistência contra raios ultravioleta e facilitar a limpeza.
ATHUS
Placas fotoluminescentes são a grande novidade da Athus BELENUS
para o segmento de sinalização de segurança contra in- Indicada para combater princípios de incêndios, a unidade
cêndio e pânico. Segundo a fabricante, os produtos são extintora Fogo Zero é a principal novidade da Belenus para
feitos a partir de materiais não o evento. Segundo a empresa, o produto é desenvolvido
inflamáveis e auto extinguíveis, e a partir de extratos naturais e biodegradáveis, permite fácil
as tintas utilizadas proporcionam aplicação e chega ao mercado em embalagem spray de
alta performance e durabilidade. 430 ml, podendo ser utilizado por profissionais com ou
As placas são desenvolvidas com sem experiência no combate a pequenos focos de fogo. A
um revestimento de verniz que embalagem utiliza uma tecnologia com ar comprimido e o

40 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
disparo pode ser feito em 360º sem que haja
a possibilidade de interrupção no disparo a retardante a chamas em tecidos 100% algodão, sarjas, je-
um alcance de três metros do fogo. ans, tecidos sintéticos e também em acabamentos combi-
nados com o FR como, por exemplo o tecido FR + AV que,
BUCKA além de ser retardante a chamas, é antivetor. Conforme a
Dedicada ao desenvolvimento e aprimoramento de fabricante, os tecidos oferecem resistência permanente ao
equipamentos e sistemas de combate a incêndios, a calor por irradiação, fogo e arco elétrico, e o número de
Bucka apresenta seu extenso portfólio de produtos lavagens foi testado de acordo com as exigências da norma
durante a feira, tais como sistemas de combate a incên- norte-americana NFPA 2112.
dio por meio de pó, espuma ou CO2; sistema por agente
limpo (Novec) para uso em plataformas, usinas e refinarias; CIA DOS TECIDOS SANTANENSE
sistema de combate a incêndio para cozinhas profissionais; Esperando repetir os negócios rea-
extintores e mangueiras de combate a incêndio; canhões lizados na última edição da feira, a
monitores fixos e portáteis. Santanense dará ênfase para suas
linhas de tecidos retardantes a cha-
CEDRO TEXTIL mas, tecidos de alta visibilidade e te-
A Cedro exibe seu portfólio de tecidos para uniformização. cidos para combate a incêndios, assim
O grande destaque para a feira deste ano é a linha FR, como as suas parcerias com as marcas

incêndio _Outubro_2016 41
FIRESHOW

Workrite e Dickies. Conforme a empresa, o principal lan- Com baixo consumo de energia, o GasSecure é usado
çamento será um tecido desenvolvido em parceria com a para detectar a presença de gases de hidrocarbonetos e
multinacional norte-americana DuPont. Trata-se do Nomex alertar os operadores do risco de incêndio ou explosão.
ST, um tecido inerentemente retardante a chamas, de alta Outra novidade da empresa é o PSS 7000, uma máscara
durabilidade, que possui proteção contra o fogo repentino autônoma com mangueiras embutidas no suporte e faixas
e arco elétrico. refletivas nos arreios e cintos acolchoados em polímero
especial. Segundo a fabricante, o design, a construção e
COMERCIAL FIRE os materiais utilizados na máscara foram selecionados para
Fabricante de diver- resistir a trabalhos pesados e repetitivos enfrentados por
sos equipamentos bombeiros profissionais.
voltados à pre-
venção e com- DUPONT
bate a incêndios, Além de levar à feira seus principais produtos voltados à
a Comercial Fire leva segurança ocupacional, a DuPont realizará testes ao vivo
ao evento seu amplo para avaliar a performance dos equipamentos de proteção
por tfólio, composto individual (EPIs) em situações de risco, como exposição ao
por vários produtos, tais
como abrigos de mangueira,
capas e suportes para extinto-
res, tapete demarcador de piso,
entre outros. Entre as principais
novidades para esta edição da feira
está a carretinha para LGE com capa-
cidade para 130 litros. Fabricado em fibra
de vidro, o equipamento é portátil, leve e
de fácil manuseio. Os visitantes da feira também podem
conhecer os suportes de piso para extintores fabricados
em aço inox, muito utilizados em shoppings, aeroportos,
hotéis, etc.

DRAEGER
Com diversas soluções de sistemas fixos e móveis para
detecção de gás, proteção respiratória, e equi-
pamentos de combate a incêndio, a Draeger
apresenta durante o evento o GasSecure,
um detector de gás fogo e vazamentos químicos. Serão utilizados o manequim
wireless indicado Thermo-Man, que avalia o percentual de queimaduras que
para aplicações in- um trabalhador pode sofrer quando exposto ao fogo. O
dustriais. As medi- equipamento tem 122 sensores de calor. Para funcionar,
ções são realizadas coloca-se a vestimenta de proteção no manequim, que
através de filtros óp- permanece dentro de uma câmara, em um container de
ticos e sensor infravermelho com o uso da 12 metros de comprimento. O ambiente tem uma sala de
tecnologia MEMS (Micro Eletromecânica System). controle, onde se mede o tempo de exposição à chama,

42 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _Outubro_2016 43
FIRESHOW

de acordo com normas internacionais, e a eficácia do traje. grau ainda maior de proteção para aplicações específicas. Os
Outra novidade da empresa para o evento é a demons- visitantes podem conhecer ainda os produtos que empresa
tração da cabine Spray Cabin, que mostra a resistência e oferece para proteção em altura e espaço confinado.
impermeabilidade das vestimentas de proteção química.
As simulações na cabine medem a qualidade dos tecidos e HIGHLIGHT
outros materiais de proteção, além da eficiência das vesti- Especializada em desenvolver softwares técnicos para pro-
mentas por inteiro. jetos hidráulicos de hidrantes e sprinklers para prevenção
e combate a incêndio, a Highlight exibe na feira soluções
EXTINTORES MOCELIN para dimensionamento de hidrantes e sprinklers, inclusive
Focada em extintores industriais de baixa e alta pressão, o de sprinklers em sistemas fechado, além de opções para
destaque da Extintores Mocelin no evento são os extinto- aprimorar desenhos de projetos de hidrantes, mangotinhos
res sob rodas de 20kg, 30kg, 50kg, 75kg e 100 kg, de PQS, e sprinklers.
água e espuma. Todas as carretas estão sendo lançadas na
FISP, e estarão no mercado em janeiro de 2017. HIDRO Z
Com atuação no setor da construção civil, especificamente
EZALPHAMV em instalações de sistemas hidráulicos (prediais, residenciais,
Como principal produto para expor na feira está, comerciais, industriais e hospitalares), a Hidro Z destaca um
a companhia divulga a controladora ASI Con- produto da sua linha de combate a incêndio, indicado para
trols, que tem entradas e sa- uso comercial ou industrial. A principal novidade no estande
ídas para monitoramento da empresa é o registro para hidrante 45° e seus acessórios
e controle dos sistemas
de utilidades, verificando
os principais sistemas do pré-
dio como ar condicionado, ilumi-
nação, bombas hidráulicas entre outros.

FLAMME
A Flamme leva ao evento seu portfólio de sistemas sim-
ples para detecção e combate a incêndio, que atendem as
exigências do corpo de bombeiros, e podem ser aplicados
em conjuntos empresariais, condomínios, escritórios, lojas,
galpões industrias, shoppings, casas de festa, hotéis, resorts,
entre outros.

GUARDIAN DX
Referência em fabricação de uniformes antichamas, a Guar-
dian DX traz toda sua linha de modelos, assim como a
linha completa de EPIS e EPCS para eletricistas. O grande (engate adaptador Storz e tampão Storz), inspecionados
destaque nesta edição da feira fica por conta da linha de em todas as fases do processo de produção e certificados
brigadista florestal, composto por um conjunto e maca- pela ABNT. Conforme a Hidro Z, tal certificação atesta
cão desenvolvidos para uso em trabalhos em áreas rurais a segurança que esse registro, também conhecido como
incendiadas ou com grande risco de incêndio. A empresa válvula globo angular 45°, oferece aos sistemas de combate
também apresenta um conjunto antichama que oferece um a incêndios.

44 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
PALESTRAS E DEBATES: CURSOS PRÉ-EVENTO:
LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO 25/10 - 08h às 17h30
Moderador: Marcelo Lima - ISB NFPA 20 - Bombas de Incêndio
PROBLEMAS FREQUENTES EM João Carlos Wollentarski Jr. - ABSpk
PROJETOS E INSTALAÇÕES Proteção de áreas de Armazenagem
Moderador: João Cavallari Neto - ABSpk Jim Lake - NFSA
DISSEMINANDO O USO DE SPRINKLERS
Moderadora: Victoria Valentine - IFSA 26/10 - 08h às 17h30
TECNOLOGIA DE SPRINKLERS NFPA 25 - Inspeção, teste e manutenção
IFSA / FM Global / Reliable / UL / Tyco de sistemas hidráulicos contra incêndios
Felipe Melo / Cláudio Ramalho - ABSpk
EDIFÍCIOS HISTÓRICOS E MEIO AMBIENTE
Moderadora: Rosária Ono -FAU-USP Cálculo hidráulico e softwares para
dimensionamento de sistemas de sprinklers
NORMAS TÉCNICAS Victoria Valentine - IFSA
Moderador: José Carlos Tomina - ABNT OBS.: Só é possível participar de um dos dois cursos disponíveis por dia.

In s c reva -se hoj e me s mo: www.cbs pk .com.br


PAT R O C Í N I O G O L D :

ABSpk - Associação Brasileira de Sprinklers www.abspk.org.br


45
Av. Angélica, 2223 - CJ 304 - Consolação
incêndio _Outubro_2016
01227-200 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 3627-9829
/abspkoficial
FIRESHOW

MITREN
Neste ano a empresa leva três itens de fabricação própria, todos focados em combate incêndio. Entre
os produtos apresentados se destacam a Bomba de água- Série M, um veículo de combate incêndio
e o canhão monitor para água e espuma, Série 3000, modelo CAE 3000E, um veículo de combate
incêndios, instalações fixas para áreas de tancagem e refinaria, empresas químicas e etc.

JOBE LUV sprinklers, canhões, esguichos, mangueiras de incêndio,


Com atuação no mercado há mais de 40 anos, a Jobe Luv adaptadores, entre outros produtos. O destaque para o
oferece diversos produtos voltados à proteção e segurança evento é a válvula de alívio modelo Grooved.
dos trabalhadores, tais como luvas térmicas, EPIs térmicos
para cozinhas industriais (mangas e aventais), além de vesti- WESTEX BY MILLIKEN
mentas aluminizadas (siderurgias e fundição), entre outros. Os tecidos para riscos de arco elétrico
O destaque para a feira é uma vestimenta térmica para e fogo repentino produzidos com
combate a incêndio certificada pela National Fire Protection vários tipos de fibras, tramas e tec-
Association (NFPA). nologias, são destaques da Wes-
tex by Milliken. De acordo com
SIPEC a fabricante, o produto oferece
Presente no mercado há mais de 20 proteção antichama durante toda
anos, a Sipec é especializada na área de a sua vida útil. O mais recente
equipamentos de combate incêndio, sal- lançamento da marca é o teci-
vamento e resgate. A empresa do chamado ShieldTech – “um
traz este ano toda sua linha escudo para proteção química”.
hidráulica: sprinklers, flexí- Resiste a respingos de ácido sul-
veis para sprinklers, válvu- fúrico com concentrações de até
las de sprinklers, toda linha 98% , líquidos corrosivos e solven-
de ranhurados para rede de tes orgânicos.

46 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
na rede
Notícias sobre
prevenção e combate
agora também na internet

www.revistaincendio.com.br

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incêndio _Outubro_2016 47
DETECÇÃO DE INCÊNDIO

À PROCURA
DE SINAIS
Aparelhos mais sensíveis e centrais com
câmeras de alta definição estão entre as
novidades no mercado de detecção
por Adriana Gavaça

U
m equipamento de simples instalação, mas que
pode salvar muitas vidas e garantir que o patri-
mônio permaneça intacto, quando o fogo ainda
está bem no início e a fumaça é o único sinal
de alerta. O detector de fumaça, temperatu-
ra ou chama – um aparelho pequeno, de fácil
manuseio, ligado a uma central de alarme –, quando usado da
forma correta, é capaz não só de evitar que o fogo ganhe gran-
des proporções, como evitar mortes pela liberação de gases

48 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _outubro_2016 49
DETECÇÃO DE INCÊNDIO

O detector evita que o fogo ganhe grandes proporções, assim


como mortes pela liberação de gases tóxicos durante o incêndio

tóxicos durante o incêndio, visto que há e os Tribunais de Justiças (TJ’s), além de nos estágios iniciais, protegendo vidas e
aparelhos que fazem, inclusive, a aspiração grandes empresas do setor privado. Ali- patrimônio”, explica Nonaka.
contínua do ar. ás, foi para uma companhia privada que O produto é indicado principalmen-
“Se houvesse esse tipo de equipamento a empresa acaba de instalar o SigniFire da te para locais abertos e com pé direito
instalado na Boate Kiss, o desfecho poderia Fike. Um complexo sistema de detecção alto, como grandes saguões, onde o uso
ter sido outro. A maioria das pessoas mor- de fogo, fumaça e intrusão por vídeo, com de métodos tradicionais podem se mos-
reu por inalar fumaça tóxica e não queima- um campo de visão de até 30 metros e um trar ineficazes ou de difícil manutenção
do”, diz o diretor executivo da Digisensor, ângulo de 107 graus. e operação. Isso porque tetos muito
Mário Nonaka. No incêndio que ocorreu “Somos a única empresa no Brasil a altos podem impedir que, no caso de
na danceteria, há três anos, em Santa Ma- ter essa tecnologia disponível e instala- um princípio de fogo, a fumaça atinja os
ria (RS), mais de 240 jovens morreram em da. É uma forma de monitoramento por detectores do tipo spot, não cumprindo
uma das piores tragédias do País. A falta câmera totalmente feita por vídeo, ca- seu papel de alertar para a emergên-
de equipamentos de segurança e rotas de paz de identificar e reagir em questões cia. O produto, que funciona por ví-
fuga foi apontada como uma das razões de segundos a situações de fogo ainda deo-câmera, estará exposto, inclusive,
para a perda de tantas vidas.
Para o executivo, o investimento em
detecção serve justamente para evitar que
eventos como esse se repitam. “A detecção
vem crescendo no Brasil como um meca-
nismo de proteção à vida, primordial para
identificar o incêndio ainda no seu início, per-
mitindo assim retirar as pessoas do local antes
que as chamas tomem grandes proporções,
evitando assim tragédias, como a da Boate
Kiss”, reafirma.

ESPECIALIZAÇÃO
A Digisensor atua há 17 anos no merca-
do de controle e detecção brasileiro, como
representante de gigantes americanas
como Edwards Systems e da Fike Alarm
Systems. Seu principal foco são empresas
de grande porte, em sua maioria, estatais.
Dentre os clientes atendidos pela em-
presa estão Petrobras, as Usinas de Angra
II, os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s)

Sisitema SigniFire, da Digisensor, faz a


detecção de fogo, fumaça e intrusão por
vídeo, com campo de visão de até 30
metros e um ângulo de 107 graus

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incêndio _outubro_2016 51
DETECÇÃO DE INCÊNDIO

Tecnologia para identificação da fumaça está sendo


aprimorada para evitar alarmes falsos
no estande da empresa, durante a Fire engenheiro de vendas da empresa, Gui- “Os detectores consistem de uma uni-
Show – International Fire Fair, realizada lherme Basso, explica que a companhia dade transmissora que emite um sinal para
de 5 a 7 de outubro, em São Paulo. conta hoje com uma linha completa de a parte receptora, caso alguma fumaça
Além desse sistema SigniFire, que de- produtos voltados para esse segmento de entre na área de atuação do detector, a
verá ser a grande novidade apresentada mercado. intensidade do sinal diminui e o sistema é
pela Digisensor, o executivo diz que a Ele explica que a companhia trabalha acionado, reconhecendo a fumaça. Há ain-
companhia oferece uma linha completa com detectores, como o Detector Pon- da o detector Pontual de Fumaça de Alta
de produtos de detecção e sistemas de tual de Fumaça, tanto convencional quanto Sensibilidade, que é muito mais sensível
painéis de controle e alarme de incêndio. endereçável, que possui internamente uma e consegue detectar um princípio de in-
câmara sensora óptica capaz de detectar cêndio mais rapidamente”, assegura Basso.
DETECTORES MAIS SENSÍVEIS partículas liberadas no processo de com-
A Gamafire é outra empresa espe- bustão, e o Detector de Fumaça por Feixe ASPIRAÇÃO CONTÍNUA
cializada em Engenharia de Sistemas de (também conhecidos pelo nome de detec- A empresa trabalha ainda com detec-
Combate a Incêndio, responsável pelo tores lineares de fumaça), indicado para tores de Alta Sensibilidade por Aspiração.
fornecimento e instalação de sistemas proteção de áreas abertas com tetos altos Esse tipo de detector é considerado “ati-
de detecção e alarme de incêndio. O e inclinados e áreas abertas muito amplas. vo”, porque aspira continuamente o ar

52 wwwww.
w.rreevviissttaaiinncceennddiio.
o.ccoom
m..bbrr
Sky Fire tem
através de uma rede de tubulação com pr odu tos d e centrais
inteligentes e
capilares, devidamente calculados para co- detecção de fu- sensores de fumaça
desenvolvidos
letar amostras do ambiente. O ar é filtrado maça esteve no com tecnologia
e direcionado à câmara de detecção, onde mercado por avançada
a tecnologia de leitor a laser é capaz de de- mui tos anos ,
tectar a presença de quantidades mínimas porém, com o
de partículas de fumaça, identificando de decorrer do tempo,
maneira precoce um princípio de incêndio. com as novas exigências de incêndio não mudam
Basso lembra que todos detectores do Corpo de Bombeiros, muito, ou seja, para cada tipo
atuam sempre automaticamente quando com a regulamentação das normas de obra usa-se um conjunto de equi-
detectam partículas liberadas no processo e com o avanço da tecnologia, tudo isso pamentos. O que vem mudando, de acordo
de combustão, transmitindo a informação proporcionou a entrada do sistema en- com o especialista, é a tecnologia aplicada a
para o Painel Central, através de avisadores dereçável (inteligente) no segmento de cada projeto.
áudio/visuais – periféricos que geram alar- prevenção e combate a incêndios. “Temos Dentre muitos equipamentos que com-
mes sonoros e visuais para avisarem aos hoje no mercado, equipamentos (central põe um sistema de detecção e alarme de
ocupantes a evacuar para um local seguro. inteligente, sensores de fumaça/calor) de incêndio, ele destaca o uso do Detector
altíssima qualidade e tecnologia avançada, Linear de Fumaça, por agregar como be-
TRANSFORMAÇÃO agregando maior segurança às vidas e pa- nefício a cobertura de grandes áreas, até
COM O TEMPO trimônio”, garante. então, pouco conhecido pelo mercado e
De acordo com o gestor da Sky Fire, Ele diz que, normalmente, os itens que que pode ser utilizado de galpões a teatros,
Claudinei Pigari, a linha convencional de compõe um sistema de detecção e alarme igrejas, supermercados e até aeroportos.

incêndio _outubro_2016 53
DETECÇÃO DE INCÊNDIO

Instalação de sistemas de detecção de incêndio devem seguir


as normas brasileiras e, em alguns casos, as internacionais
Também destaca a Central de Alarme En- técnicas e possuem menor custo, ainda são A instalação dos sistemas de detec-
dereçável da Sky Fire, que possui capacida- os mais procurados. ção devem seguir as normas brasileiras
de de supervisão de até 2,5 mil sensores, e “Os equipamentos ainda mantêm quase (NBR 17240 e 5410) e, quando solicitado
que pode ser instalada em prédios comer- que a mesma estética de tempos passados, pelo cliente, também devem ser seguidas
ciais, shoppings, hospitais e hotéis. porém a tecnologia para identificação da normas internacionais, tais como NFPA e
fumaça está sendo aprimorada para evi- Data-Sheets da FM Global.
CUSTO AINDA INFLUENCIA tar alarmes falsos, causados por partículas “É fundamental que sejam instalados
O engenheiro da Gamafire, Guilher- que não sejam provenientes de um pro- por empresa especializada e experiente,
me Basso, diz que, embora o mercado cesso de combustão e também para que pois muitos dos problemas encontrados
esteja se movendo para novas tecno- o tempo de resposta de cada detector seja em sistemas novos ocorrem não especifi-
logias, os produtos mais tradicionais, cada vez mais rápido. Assim, aumentando camente devido aos equipamentos em si,
como os Detectores Pontuais de Fuma- a credibilidade do sistema de detecção e mas sim devido às más instalações”, alerta
ça, que geralmente atendem às normas alarme de incêndio”, explica. o engenheiro da Gamafire. n

54 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
incêndio _outubro_2016 55
DETECÇÃO DE INCÊNDIOS

LONGO CAMINHO
A PERCORRER
Profissionais apontam problemas que vão da falta
de normatizações à fiscalização sobre produtos
por Adriana Gavaça

N
os Estados Unidos e em dá para comparar o que temos aqui com de incêndios passa por equipamentos que
parte da Europa é co- a realidade de países desenvolvidos, como funcionam através de redes wi-fi. O enge-
mum as normas voltadas os Estados Unidos, ou da Europa. Lá até nheiro diz que, como a internet não é livre
à prevenção e combate mesmo as residências já contam com siste- de falhas, se o sinal cair justamente na hora
a incêndio serem revis- mas de detecção. Sem dúvida avançamos de um incêndio, o aparelho de detecção
tas pelo menos a cada muito, mas temos ainda um longo caminho não irá funcionar, deixando de emitir o si-
dois anos. No Brasil, há casos, como a da a percorrer”, diz o diretor corporativo da nal de alerta, colocando em risco todo um
normatização de controle e detecção de ICS Engenharia, Ilan Pacheco. sistema de prevenção e segurança.
fumaça, que só foi alterada depois de 12 Mas não é só na questão da conscien- “De que adiantará todo o investimento?
anos (a NBR 9441, era de 1998, e foi subs- tização sobre prevenção que o mercado Quando se trata de segurança, quando li-
tituída pela NBR 17.240, de 2010). De lá precisa avançar. O engenheiro do Instituto damos com a vida de outras pessoas, não
para cá, já se passaram mais seis anos sem de Engenharia, Carlos Cotta, já recebeu podemos simplesmente permitir falhas.
quaisquer outras mudanças. projetos de prevenção e segurança con- Por isso, somos totalmente contrários a
Para engenheiros que atuam no de- tra incêndio assinados até por engenhei- sistemas que utilizem esse tipo de tecno-
senvolvimento de projetos de segurança ro florestal. “Temos de ter mais rigor e logia”, explica Cotta.
contra incêndio em novos empreendimen- seriedade para lidar com questões como O engenheiro diz que sistemas de de-
tos ou em programas de retrofit, essa é essa. Enquanto o mercado não for mais tecção conectados por wi-fi não são proi-
uma das questões que deve ser colocada exigente quanto à capacitação de profis- bidos até porque não existe no Brasil um
em pauta na hora de discutir sistemas de sionais e produtos, não conseguiremos sair órgão certificador para os produtos de
prevenção eficientes. Da mesma forma, do lugar”, pontua o especialista. detecção. “Temos muitas empresas que
apontam a falta de fiscalização de produ- são sérias, mas podemos ter muitas outras
tos nacionais, assim como o descontrole SISTEMAS WI-FI que estão se aproveitando da inocência de
sobre a assinatura de Anotação de Res- Na questão dos equipamentos, além da muitas pessoas para vender equipamentos
Foto: Shutterstock

ponsabilidade Técnica (ART). falta de supervisão de um órgão técnico, sem qualidade”, alerta.
“Esse é um mercado que evoluiu muito Cotta diz que hoje um dos maiores pro- O Corpo de Bombeiros da Polícia Mili-
no Brasil nos últimos anos. Mas ainda não blemas que envolve a questão da detecção tar do Estado de São Paulo, por meio da

56 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
Instrução Técnica 19/2015, comunica que a identificação da referida certificação. outros sistemas. O órgão ressalva também
todo sistema de detecção e alarme con- De acordo com o Corpo de Bombeiros, que todos os componentes do sistema
tra incêndio com tecnologia sem fio deve essa certificação deve ainda comprovar de detecção e alarme sem fio devem ser
ser certificado por órgão acreditado pelo que o sistema de detecção e alarme sem também certificados pela Agência Nacio-
Instituto Nacional de Metrologia, Quali- fio utiliza tecnologia de comunicação digital nal de Telecomunicações (Anatel), como
dade e Tecnologia (Inmetro) para o fim e faixa de frequência com proteção contra equipamento de radiação restrita, classi-
específico, comprovando o atendimento interferência prejudicial (uso primário) ou ficação na categoria II, devendo portar o
a uma das seguintes normas: NFPA 72 ou faixa de frequência sem proteção contra selo de homologação do referido órgão
ISSO/TR 7240, até que haja norma bra- interferência prejudicial (uso secundário), e, se necessário, a Carta de Autorização
sileira específica sobre o tema, devendo porém, com eficiente gerenciamento do para os casos em que certificação não seja
todos os componentes do sistema portar espectro, para evitar interferências de expedida no nome da empresa. n

incêndio _Outubro_2016 57
Fotos: Osíris Bernadino
CERIMÔNIA

17º PRÊMIO
MARCA BRASIL

A
Leitores da 17ª edição do Prêmio marcas que têm a sua preferência e , por
Incêndio Marca Brasil, ocorreu em
13 de setembro, no Es-
isso, merecem ser consagradas.
A premiação visa identificar e destacar
elegem os porte Clube Sírio em São marcas de empresas, entidades setoriais,
Paulo, e reuniu cerca de produtos e serviços que, segundo a opi-
melhores 300 empresários de seis nião de seus consumidores, são as melho-

do setor estados brasileiros.


O Prêmio Marca Brasil é um dos mais
res dentro das suas categorias.
No evento, 38 empresas foram
significativos dentro do setor empresarial agraciadas em 67 categorias de 12 se-
brasileiro, pois permite que os consumi- tores econômicos: Abese, Abraciclo,
por Mariana Bonareli dores dos mercados abrangidos elejam as Abravidro, Afeal, Águia de Fogo, Arbax,

58 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
Ao todo, 38 empresas foram premiadas em quase 70 categorias de diferentes setores da economia

Atende-(SPTrans), Bottero do Brasil, Bra- Organizado pela Trio International suas empresas a ser cada vez melhores
desco Previdência, Bradesco Saúde, CBA Distinctio há 16 anos, o evento é uma e mais profissionais. E por cumprir com
– Votorantim, Citrox, Cortesa, Digifort, parceria com a Tarcom Promoções e eficiência essa missão, é considerado um
Divinal, Eros, Glass Vetro, Hard Power, editoras de revistas do setor, entre elas, dos maiores, mais expressivos e mais im-
Ideal Work, JFL Alarmes, Marluvas, MGA, a Incêndio. portantes para o setor empresarial bra-
Montana Química, MTM Brasil, Nexo CS, Segundo o diretor-executivo da Tar- sileiro”, afirma Targiani.
Ortobras, Perimetral, Santista, Sesi - CNI, com Promoções e da Trio International, A cerimônia de entrega também con-
Sindilojas-SP, Sintesp, Spark Usina, Stet- Luciano Targiani, “cada voto conquistado tou com a apresentação do quarteto mu-
som, Taramp´s, Tec-Vidro, Tosatti, Uni- reflete uma ou mais impressões positivas sical Vivaldi String e de dois participantes
med e W.Vetro, entre outras. que o consumidor tem a seu respeito, sorteados dentre todos os que votaram,
Ao todo, foram entregues 86 láureas, como, por exemplo, a boa qualidade do que receberam da organização um smar-
sendo 67 do Prêmio Marca Brasil, uma produto ou do serviço, a sua experiência tphone e um e-reader.
Láurea do prêmio Top Seven Marca Brasil de uso ou o seu desejo de compra, a re-
(marcas que conquistaram a liderança por lação custo x benefício, a boa qualidade CREDIBILIDADE
sete anos em suas categorias), 11 Láureas do atendimento de venda e de pós-ven- Ao longo de sua história, o Prêmio
do prêmio Top Max Marca Brasil (marcas da, dentre outros inúmeros aspectos de Marca Brasil revela números expressivos,
que se mantiveram na liderança por oito foro individual”, disse. que atestam sua abrangência e credibili-
anos ou mais) e sete Láureas do prêmio “O Prêmio Marca Brasil desempenha dade. Cerca de 834 mil votos apurados,
Top Absolute Marca Brasil (marcas que com eficiência seu papel de instrumento 661 categorias pesquisadas, 27 setores
sempre estiveram na liderança em suas essencial para o desenvolvimento dos econômicos abrangidos e 805 marcas de
respectivas categorias). mercados contemplados, estimulando empresas e/ou produtos laureadas.

incêndio _outubro_2016 59
CERIMÔNIA

PREMIADOS:
PRÊMIO MARCA BRASIL – SETOR DE PREVENÇÃO
E COMBATE A INCÊNDIOS
❖ Marca: ÁGUIA DE FOGO
❖ Categoria: EMPRESA DE PISTA DE TREINAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIOS
❖ Marca: JFL
❖ Categoria: ACIONADORES MANUAIS OU AUTOMATICOS, CENTRAIS DE ALARME, DETECTORES
DE FUMAÇA E INCÊNDIO, EMPRESA ESPECIALIZADE EM PROTEÇÃO PASSIVA CONTRA INCÊNDIO

PREMIADOS Presente no mercado de segurança ele-


Dentro do setor de Prevenção e Com- trônica desde 1994, a JFL atua em cinco
bate a Incêndio, as empresas vencedo- segmentos: alarmes, CFTV, iluminação,
ras foram escolhidas por consumidores, prevenção e combata a incêndio , além de
profissionais da área e leitores da revista uma divisão voltada à área de interfonia.
Incêndio. As láureas foram entregues por A empresa possui duas unidades fabris,
Rimantas Ladeia, diretor comercial da sendo a sede em Santa Rita do Sapucaí, e
Cipa Fiera Milano no Brasil, e Luiz Carlos as filiais em Minas Gerais e Manaus.
Gabriel, editor das revistas Incêndio e Para receber as láureas nas categorias
Security, também da Cipa Fiera Milano. Centrais de Alarme, Empresa Especializa-
da em Proteção Passiva Contra Incêndio,
JFL Acionadores Manuais ou Automáticos,
A JFL Alarmes é especializada na afa- Detectores de Fumaça, subiram ao palco
bricação de alarmes e cercas que desen- os diretores Fernando Mota Barbosa, José
volve um vasto leque de produtos de alta Carlos Martins, juntamente com a geren-
tecnologia e qualidade. te-geral da empresa, Rosana Aparecida.

60 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
PROJETO PADRÃO SISTEMAS HIDRÁULICOS
• FM Global • Sprinklers
• Axa • Hidrantes
• Global Risk • Water Spray
• XL Group • Espuma
• NFPA • Casa de bombas

O diretor Fernando Mota afirmou


SISTEMAS DE SUPRESSÃO SISTEMAS DE DETECÇÃO E ALARME
que se sente privilegiado por estar há POR GÁS • Fumaça / Térmico
tantos anos no mercado e receber esse • NOVEC • Chama e Gás
reconhecimento dentro daquilo que • FM-200 • Alta Sensibilidade
• CO2 • Feixe
eles fazem de melhor, que é garantir
segurança. “Para a JFL o prêmio é um
INSPEÇÕES e SISTEMAS DE SUPRESSÃO
alento”, disse. MANUTENÇÕES EM PAÍNEIS E CABINES
• FIRETRACE
ÁGUIA DE FOGO
A Águia de Fogo atua há 15 anos na
área de Prevenção e Combate a Incêndio
desenvolvendo treinamentos de brigada
de incêndio, plano de abandono de áreas,
primeiros socorros, produtos perigosos,
emergências químicas, trabalhos em espa-
ços confinados e helipontos, entre outros.
A empresa tem sede em duas regiões:
Mogi das Cruzes e São Lourenço da Ser-
ra, em São Paulo.
Durante a cerimônia de premiação
ocorrida em São Paulo, quem subiu ao
palco para receber o prêmio na cate-
goria Empresa de Pista de Treinamento
de Combate a Incêndios representando a
Águia de Fogo foi Flávio Ribeiro Rocha. n

Representantes das empresas JFL e Águia de


Fogo recebem o Prêmio Marca Brasil

DISTRIBUIDOR AUTORIZADO: DISTRIBUIDOR AUTORIZADO:

www.gamafire.com.br
61
incêndio _outubro_2016
(11) 3868-1000
NOVOS PROJETOS

MUDANÇAS EM
ANDAMENTO
Frente Parlamentar de Segurança Contra Incêndio
inicia trabalhos em quatro projetos prioritários

M
embros da Frente Parla- informação e formação profissional. O considerando que é necessário um grande
mentar Mista de Segu- encontro na Câmara dos Deputados foi trabalho preventivo”, assinalou Vicentinho. O
rança Contra Incêndio liderado pelo presidente da Frente Par- objetivo do grupo é ampliar o debate sobre
se reuniram em Brasília, lamentar, o deputado federal Vicentinho. a problemática de incêndios e elaborar po-
no final de agosto, para “A Frente pretende sensibilizar o Par- líticas públicas que ampliem a prevenção e
definir uma agenda de atuação que in- lamento sobre projetos que elevem o ní- o combate a incêndios, além de prevenir a
clui quatro áreas: legislação, certificação, vel de proteção contra incêndio no País, ocorrência de novas tragédias e evitar perdas

62 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
para o meio ambiente e para o patrimônio CERTIFICAÇÃO DE
cultural e privado. PRODUTOS
O secretário-executivo da Frente e Outro ponto discutido durante o en-
diretor-geral do Instituto Sprinkler Brasil contro é a certificação. A padronização
(ISB), Marcelo Lima, apresentou os qua- e a uniformização de produtos e equi-
tros projetos de atuação prioritária, que pamentos de segurança contra incêndio
foram discutidos na reunião do Conselho também começam a ser trabalhadas pela
Consultivo da Frente Parlamentar. Frente. Como parte significativa dos ma-
teriais utilizados nos sistemas de prote-
LEGISLAÇÃO ção contra incêndio no País não passa por
O primeiro deles está relacionado à le- avaliação de parâmetros mínimos de de-
gislação. Discutiu-se sobre a necessidade sempenho, a certificação é fundamental
de criar um modelo de regulamento na- para que eles estejam em perfeito estado
cional de segurança contra incêndio, que de funcionamento em caso de incêndio.
deve trazer sugestões para o aperfeiço- A Associação Brasileira da Indústria
amento de leis estaduais. O grupo quer Elétrica e Eletrônica (Abinee) e o Institu-
propor melhorias nos pontos que faltam to Brasileiro de Metrologia, Qualidade e
ser incorporados na legislação. Tecnologia (Inmetro) são os responsáveis
Representando a área técnica de pela realização de um estudo que deve
Bombeiros da Secretaria Nacional de orientar a atuação da Frente Parlamentar
Segurança Pública, vinculada ao Minis- junto a organizações certificadoras.
tério da Justiça (Senasp), o Major Ro-
drigo Quintino pontuou que a nova lei EDUCAÇÃO
deverá otimizar e simplificar o trabalho A formação de mão de obra especiali-
de fiscalização e liberação de alvará de zada no setor é outro ponto crucial para
funcionamento para novas construções melhorar a proteção contra incêndio no
que são de responsabilidade dos Cor- Brasil. A professora PhD em segurança
pos de Bombeiros. “A Senasp é par- contra incêndio, Dayse Duarte – que
ceira dessa Frente e entendemos que representa o Comitê Nacional Brasileiro
podemos produzir um material bastante de Produção e Transmissão de Energia
consistente”, acrescentou. Elétrica (Cigré) –, destacou que a segu-
rança contra incêndio sequer é reconhe-
ESTATÍSTICAS cida como área do conhecimento pelo
DE INCÊNDIO Conselho Nacional de Desenvolvimento
Outro projeto que começou a ser Científico e Tecnológico (CNPq).
trabalhado pela Frente diz respeito à di- Como resposta a essa demanda, os
vulgação periódica de estatísticas sobre membros da Frente Parlamentar que es-
incêndio no Brasil. Os dados estão con- tão ligados à academia – como o Grupo
centrados no Ministério da Justiça (MJ) e de Fomento à Segurança Contra Incên-
o deputado Vicentinho fez um requeri- dio (GSI) da Universidade de São Paulo
mento solicitando sua divulgação. (USP) e o da Universidade Federal de
De acordo com o Major Quintino, o Pernambuco (UFPE) – estão estruturan-
MJ deve reformular os procedimentos de do um projeto de formação de profissio-
coleta e gestão de dados da segurança nais na área de segurança contra incêndio
pública. “Pode ser uma excelente opor- a ser apresentado no próximo encontro
tunidade de colocarmos as estatísticas de da Frente, programado para ocorrer na
incêndio nessa reformulação.” primeira semana do mês de dezembro. n

incêndio _outubro_2016 63
Fotos: Shutterstock
ARTIGO MEDIDAS PREVENTIVAS

INCÊNDIO EM
MÁQUINAS AGRÍCOLAS

A
por Ila Maria Corrêa e Roberto da Cunha Mello

ocorrência de incêndio em propriedades rurais os riscos de incêndio no uso de máquinas agrícolas não são tão
é geralmente associada às queimadas agrícolas incomuns e geralmente não são levados em consideração nos m
que são praticadas para limpeza do terreno e cursos de treinamentos e ao tomar medidas de prevenção de
que fogem de controle. As condições climáticas acidentes na atividade agrícola. Tratores agrícolas, colhedoras de
(clima seco, ventos, raios) potencializam a infla- grãos e enfardadoras podem apresentar algum tipo de risco de
mação de resíduos da cultura e a proliferação fogo, causando grandes estragos e prejuízos econômicos.
do fogo, cuja fumaça pode causar problemas à No caso de tratores agrícolas os maiores riscos de incêndio es-
saúde dos moradores locais e reduzir a visibili- tão relacionados ao abastecimento de combustível e ao sistema
dade em rodovias. elétrico. Derramamento ou vazamento de combustível sobre
Embora os acidentes de origem mecânica sejam partes quentes do trator podem gerar fogo quando da realização
os mais comuns em máquinas mal projetadas ou mal conservadas, de serviço de manutenção ou vistoria do sistema de combustível.

64 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
O diesel é altamente inflamável. O abastecimento do tanque
próximo de faíscas ou chamas descobertas ou enquanto estiver
fumando podem causar fogo. Um exemplo de acidente: o opera-
dor acendeu o isqueiro perto da boca do tanque de combustível
para verificar o nível de óleo, provocando uma explosão que lhe
queimou o rosto. Provavelmente isto aconteceu por causa da
formação de gases no interior do tanque.
A montagem de escapamentos com defeito ou de forma incor-
reta, que permita a passagem de faíscas, a existência de cabos
elétricos desprotegidos em contato abrasivo com superfícies
metálicas ou em contato com lubrificantes, combustíveis e calor
são potenciais fontes de risco de incêndio.
Os gases despreendidos pela solução da bateria pegam fogo com
facilidade. A colocação de objetos metálicos sobre a bateria pode
provocar curto circuito e/ou explosão. No caso de colhedoras e
enfardadoras os principais fatores que contribuem para o risco
de incêndio são: - acúmulo de resíduos da colheita (material com-
bustível) em torno do motor e do sistema de exaustão, que são
fontes de calor; - acúmulo de resíduos de colheita entre polias
e correias que podem sobreaquecer devido ao atrito; - fiação
elétrica e conexões que podem se desgastar e provocar faíscas
em contato com poeira de grãos ou vapores de combustível.
Por conta destes riscos, a Secretaria do Meio Ambiente do
município de Lucas do Rio Verde (MT) protocolou um acordo
com o Sindicato Rural Patronal onde foi estabelecido que a transportadores de grãos, eixos sem-fim correias e
colheita do milho não poderia ser feita no período entre as 10 polias de colhedoras automotrizes evitando o acúmulo
e 14 horas. O expediente evitaria os horários mais quentes do de palha;
dia, diminuindo riscos. Os produtores estão sendo comunicados ❖ Não fumar em locais de abrigo de máquinas
e um trabalho em conjunto com o Corpo de Bombeiros está agrícolas ou nas proximidades de
sendo desenvolvido no intuito de que a recomendação chegue depósitos de combustível;
até as propriedades rurais. ❖ Reparar ou substituir componentes do sistema de
exaustão de gases de escape que estejam danificados
Prevenção é a solução ou desgastados;
Para diminuir a possibilidade de incêndio com máquinas agrícolas a ❖ Verificar semanalmente a carga dos extintores de
regra geral é fazer a manutenção preventiva, que além de reduzir incêndio presentes na máquina agrícola;
o risco de incêndio, prolonga a vida útil da máquina. ❖ Analisar o nível da solução da bateria com o motor
AS PRÁTICAS MAIS RECOMENDADAS SÃO: frio e manter o terminal positivo sempre protegido.
❖ Checar a fiação elétrica substituindo os fios ❖ Não estacionar o veículo próximo à vegetação alta,
descascados; pois o calor do sistema de exaustão pode inflamá-la. n
❖ Manter a área em torno do motor e de partes
quentes da máquina livre do acúmulo de palha e de
combustível derramado;
❖ Observar se há vazamento nas mangueiras de
combustível, reparando-os; Ila Maria Corrêa é pesquisadora do Centro de Engenharia e Automação do
IAC (Instituto Agronômico de Campinas)
❖ Reabastecer a máquina com cuidado, com o motor
desligado; Roberto da Cunha Mello é pesquisador do Centro de Engenharia e Auto-
mação do IAC (Instituto Agronômico de Campinas)
❖ Checar e manter limpos os elevadores e

incêndio _ outubro_2016 65
Foto: Shutterstock
ARTIGO MANGOTINHO

SOLUÇÃO PARA O

M
INÍCIO DO FOGO
por Paulo Chaves de Araújo

uitos profissionais envolvidos na área de pro- em breve encaminhado para a ABNT colocar em consulta pública
teção contra incêndio ainda não perceberam nacional, tem como principal objetivo esclarecer aos leitores da
a diferença que pode ser instalar um sistema revista Incêndio que este projeto de norma não visa determinar
de mangueira semirrígida (mais conhecido onde o conjunto de mangueira semirrígida deve ser instalado,
por mangotinho) de combate a incêndio em conforme algumas pessoas podem imaginar. Este projeto se des-
sua planta. Este artigo, que decidi escrever tina apenas a estabelecer os requisitos para construção e ensaio
no momento em que o CB 24 acaba de de desempenho do conjunto mangotinho.
concluir o Projeto de Norma Nº 24:302.05- Quem define onde esse equipamento deve ser instalado é a
004 - Conjunto de mangueira semirrígida e norma ABNT NBR 13714:2000 - Sistemas de hidrantes e de
acessórios para combate a incêndio, que será mangotinhos para combate a incêndio, que permite ao projetista

66 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
zag, do que a mangueira aduchada, que exige o emprego de três
brigadistas para montar uma linha de combate a incêndio, e do
que a mangueira enrolada no sistema cabide, que apresenta duas
dificuldades durante o uso: não permitir liberar apenas o compri-
mento de mangueira necessário para atingir o fogo e a complicada
forma de enrolar a mangueira após o uso. Tudo isso visando
possibilitar que apenas um brigadista treinado possa combater o
fogo, nos minutos iniciais, focado em fazer o confinamento, até
chegar outros brigadistas.
A ideia que consiste em manter a mangueira já acoplada ao hi-
drante e ao esguicho, enrolada em um carretel instalado na porta
do abrigo do hidrante, equipada com uma válvula semelhante à
válvula existente na mangueira enrolada no sistema cabide, loca-
lizada logo após a saída do hidrante, destinada a possibilitar abrir
o hidrante que libera água, possibilitar ser operada por apenas
um brigadista treinado, para iniciar o combate inicial, focado em
fazer o confinamento do fogo, nos primeiros minutos, até chegar
outros brigadistas.
Infelizmente, a ideia, que na teoria parecia promissora, quando
passei a efetuar os testes práticos de funcionamento, não de-
monstrou o desempenho esperado, e o projeto teve que ser
abortado. Na condição de continuar pesquisando para encontrar
uma solução destinada a possibilitar que apenas um brigadista
treinado seja capaz de montar uma linha de combate a incêndio,
focado em fazer o confinamento do fogo, passei em seguida a
trabalhar para encontrar uma forma de enrolar o mangotinho
sem a necessidade do carretel. Essa solução terá um custo menor,
justamente para atrair as construtoras a instalarem o mangotinho,
principalmente nos edifícios residenciais.
escolher, para o sistema 1, de edifícios residências, se deseja ins- Apesar da norma ABNT NBR 13714:2000 de Sistemas de hi-
talar mangueira ou mangotinho. Esta norma deve ser revisada drantes e de mangotinhos para combate a incêndio e a IT 22 do
em breve pelo CB 24 e é importante os interessados no assunto Corpo de Bombeiros de São Paulo já permitirem a instalação
participarem. do mangotinho, que pode ser operado por apenas um brigadista
O corpo de bombeiros de cada estado também possui autono- treinado, em substituição à mangueira que necessita de três briga-
mia para escrever em seu regulamento técnico, conforme faz o distas para montar e operar, pelo que tenho observado, poucas
Corpo de Bombeiros de São Paulo, que na Instrução Técnica (IT) construtoras instalaram o mangotinho, por causa do preço mais
22 permite ao projetista escolher, para o sistema 1, de edifícios elevado do produto enrolado no carretel.
residências, se deseja instalar mangueira ou mangotinho. Além da preocupação de encontrar uma forma de enrolar a man-
Antes de falar do mangotinho novamente necessito explicar o gueira semirrígida sem carretel, formando voltas uniformemente
que passei a fazer a partir de 2005, quando iniciei os trabalhos distribuídas no interior do abrigo e protegidas por um dispositivo
de pesquisa para desenvolver um carretel destinado a desenrolar que permita liberar apenas uma volta por vez, passei a incorporar
mangueiras de combate a incêndio, já acopladas ao hidrante e ao em minhas pesquisas a necessidade de encontrar uma solução para
esguicho, tendo como objetivo primordial encontrar uma solução, evitar que alguns moradores de prédios de apartamento, que não
de baixo custo para os consumidores, para possibilitar montar querem os extintores em frente aos elevadores, porque acham
uma linha de combate a incêndio com o emprego de apenas um feio, deixem de esconder esses equipamentos na ante câmara.
brigadista treinado. E contribuindo para que esse sistema fosse A solução que desenvolvi consiste em construir um abrigo de
mais eficiente e mais seguro do que a mangueira enrolada em zig hidrante um pouco maior, que seja capaz de acondicionar a

incêndio _ outubro_2016 67
ARTIGO MANGOTINHO

mangueira semirrígida sem carretel, formando voltas uniforme- naquela época, uma condição insegura para os brigadistas, princi-
mente distribuídas no interior do abrigo. Ela fica protegida por palmente pelo motivo que os soldados do Corpo de Bombeiros
um dispositivo que permita liberar apenas uma volta por vez, em suas viaturas, combatem incêndio com mangueiras, diâmetro
a fim de possibilitar ser utilizada por apenas uma pessoa, com de 40 mm (1 ½ pol).
segurança e rapidez, sem entrelaçar as voltas e sem prejudicar Manter nos hidrantes apenas mangueiras de combate a incêndio,
seu desempenho operacional durante o uso, e em seu interior, diâmetro de 65 mm (2 ½ pol), ajuda a impedir que uma pessoa
no espaço entre as voltas do mangotinho, pendurar os dois extin- treinada, que presenciar o surgimento de um princípio de incên-
tores, forma ideal para ser instalada nos prédios de apartamento dio, tentar fazer o confinamento do fogo, nos minutos iniciais, até
a serem projetados e construídos. a chagada da brigada de incêndio.
Esse modo de acondicionar a mangueira semi rígida (mangotinho) sem A solução para este grave problema foi tentar incluir na Norma
carretel, é tão inovador que eu me animei para solucionar um outro ABNT NBR 13714:2000 - Sistemas de hidrantes e de mango-
grave problema que passei a trabalhar para encontrar uma solução. tinhos para combate a incêndio, e na Instrução Técnica 22, do
Tomei conhecimento deste grave problema durante uma Corpo de Bombeiros de São Paulo, uma subseção com os dizeres:
apresentação do pesquisador em proteção contra incêndio, o os abrigos equipados com hidrante duplo, (sistema tipo 5) com
engenheiro Erick Sholl, no Seminário Nacional de Bombeiros mangueiras e esguichos, diâmetro de 65 mm (2 ½ pol), em um
(Senabom) de 1982, que de forma brilhante e convincente, reco- dos hidrantes, no lugar da uma mangueira e de um esguicho, pode
mendou disponibilizar nos hidrantes, mangueiras com diâmetros ser instalado um conjunto de mangueiras semi rígidas (mango-
menores que permitam sua utilização com facilidade, segurança tinho) com carretel, ou acondicionada sem carretel, formando
e rapidez por apenas uma pessoa treinada, que presenciar o voltas uniformemente distribuídas no interior do abrigo, protegi-
surgimento de um princípio de incêndio, até a chagada da brigada das por um dispositivo que permita liberar apenas uma volta por
de incêndio. Recomendando também, na ocasião, a não utilização vez, a fim de possibilitar ser utilizada por apenas uma pessoa, com
de mangueiras de combate a incêndio, diâmetro de 65 mm (2 ½ segurança e rapidez, sem entrelaçar as voltas e sem prejudicar
pol), por componentes da brigada de incêndio, por considerar, já seu desempenho operacional, durante o uso.

68 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
Para demonstrar o funcionamento e eficiência do sistema, construí dois pro-
tótipos e fiz uma demonstração no Corpo de Bombeiros de São Paulo, que
contou com a presença de vários colaboradores do CB 24 e do CBPMESP,
ver foto acima, pessoas que irão participar da revisão da NBR 13714:2000 -
Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, e a IT 22
Corpo de Bombeiros de São Paulo, que necessitam ser convencidas a incluir
na NBR e na IT a subseção sugerida acima, como opção para quem desejar
instalar o sistema, sem correr o risco de receber não conformidade durante
a vistoria dos Bombeiros.
Neste momento, a maior dificuldade para implantar esta ideia inovadora tem
sido convencer alguns representantes dos fabricantes de mangueiras de com-
bate a incêndio, que são contra a inovação, mesmo não apresentando argu-
mentos técnicos para convencer os consumidores de mangueiras de combate
a incêndio que eles não podem ter o direito de escolher se desejam instalar a
mangueira semi rígida (mangotinho), enrolada sem carretel.
Visando conseguir apresentar dados de ensaio para mostrar aos que são contra
a ideia, mesmo sem apresentar argumentos técnicos, estou organizando junta-
mente com o IPT, alguns ensaios de capacidade extintora que são de extrema
importância para comparar a eficiência e o tempo resposta necessário para uma
única pessoa treinada apagar o fogo em um engradado de madeira com capaci-
dade extintora 2 A, quando usando um extintor com carga de água com capa-
cidade extintora 2 A, quando usando um extintor de Pó ABC, com capacidade
extintora 2 A, quando usando um mangotinho, comprimento de 15 metros, sem
carretel, ver foto acima, quando usando um mangotinho, comprimento de 30
metros, com carretel, para comparar a eficiência e o tempo resposta necessário
para três pessoas treinadas apagarem o fogo em um engradado de madeira com
capacidade extintora 2 A, quando usando uma mangueira, diâmetro de 38 mm,
comprimento de 15 metros, quando usando uma mangueira, diâmetro de 38
mm, comprimento de 30 metros, quando usando uma mangueira, diâmetro de
65 mm, comprimento de 15 metros e quando usando uma mangueira, diâmetro
de 65 mm, comprimento de 30 metros.
Para realizar os oito ensaios o IPT não irá cobrar a mão de obra e mais alguns
materiais e me solicitou que eu buscasse algum patrocinador para fornecer
os extintores, as mangueiras, os mangotinhos, os esguichos, as válvulas e os
abrigos de mangueiras, que já consegui, faltando comprar apenas as madeiras
de pinho aparelhado para construir os engradados para os ensaios.
A esperança do autor ao escrever este artigo, e que escreveu também o
método didático pedagógico PACEC de treinamento de combate a incêndio,
que irá exercitar as práticas citadas acima, é tentar convencer mais profissionais
envolvidos e comprometidos com a área de proteção contra incêndio para
virem participar das reuniões da comissão de mangueira de combate a incêndio
da ABNT CB 24, para ajudarem a convencer os participantes para incluir na
NBR 13714 as subseções sugeridas acima. n

Paulo Chaves de Araújo é Cel. Res. Corpo de Bombeiros São Paulo, pesquisador na área de
proteção contra incêndio e voluntário nas comissões ABNT CB 24

incêndio _ outubro_2016 69
COLUNA BUSF-BRASIL

PARCERIAS QUE

P
Foto: Shutterstock

DÃO RESULTADO
por Bolívar Fundão Filho

ara que possamos agir, nos diversos campos da res- municipais no nordeste, tem realizado um trabalho com crianças
posta a grandes desastres, a Busf-CPLP sucursal Brasil, em escolas, da rede pública e privada, levando os conhecimentos
tem desenvolvido acordos de parcerias em todo o País básicos que possam ser realizados em casos de emergências.
para execução de várias atividades, sejam elas ligadas a No Shalon Centro Educacional, por exemplo, os alunos e professores
respostas a desastres, em ajuda humanitária durante ou receberam informações sobre prevenção de incêndio, abandono de
pós-catástrofes e também na capacitação de seus mem- área e primeiros socorros, com a presença de mais de 400 partici-
bros associados ou de outras organizações parceiras. pantes entre alunos e professores. Na ocasião, o bombeiro mirim
Na Região Nordeste está em andamento um tra- do programa da Busf-Brasil, Miguel Marinho, indicou ao público que
balho diferenciado na Delegacia Regional da Busf no crianças treinadas serão adultos diferenciados no futuro.
Nordeste. Sob supervisão de Sandro Marinho, e com Também em parceria com a Associação Família Militar (ASFAM),
apoio de várias instituições, a unidade tem levado palestras para co- da Força Aérea Brasileira, com o Comando Pré-Militar Nacional
munidades, escolas e empresas. os principais temas abordados são (CPMN), do Exército Brasileiro, e ao programa Governo Pre-
primeiros socorros, segurança no lar, combate ao abuso e explo- sente, de Pernambuco, a Busf-Brasil tem levado às comunidades
ração sexual, alimentação saudável, defesa civil, dentre outras. Essa carentes palestras e ações, como orientação nutricional. Rea-
delegacia regional, somada às delegacias estaduais e subdelegacias lizado pela Delegada Estadual em Pernambuco, a nutricionista

70 w w w. r e v i s t a i n c e n d i o. c o m . b r
A Busf participa das ações do Governo Presente na Região Metro-
politana do Recife, onde em parceria com a ASFAM também leva
para comunidades diversos serviços, tais como consultas médicas,
assistência jurídica, exames especializados e até retirada de docu-
mentos. Também em parceria com a Defesa Civil do Recife, a Busf
leva para as comunidades e seus agentes palestras sobre Primeiros
Socorros em caso de sinistros em comunidade. Com explicações
teóricas e práticas, as pessoas recebem conhecimentos para ajudar
seus vizinhos até a chegada de socorro especializado.
Já no estado da Paraíba, a Busf-Brasil realizou parceria com a As-
sociação Nordestina de Resgate e Administração de Emergências
(Andrae), onde o comandante regional de Operações Busf-Brasil
e presidente da Andrae, Gilcélio Gonçalves, e o delegado estadual
Demétrius de Castro realizam capacitações na área de emergência
em todo o nordeste. Outra significativa parceria foi realizada pela
nossa Regional Sudeste sob a coordenação do delegado regional
João Barboza dos Santos, da Busf-Brasil, com o Instituto Selva de
Preservação Ambiental (ISPA). Por meio desse apoio, são promovidas
ações integradas de atenção e resposta à preservação do meio am-
biente em seus diversos motes operacionais e de pesquisa, incluindo
a abertura de parcerias com acadêmicos de várias universidades.
Na região Norte do Brasil, mais especificamente em Rondônia,
a Busf esta desenvolvendo parcerias para se promover a implan-
tação de uma unidade de resposta e atenção aos índios Cinta
Larga da Reserva Roosevelt, onde se pretender aten-
der as necessidades dessa comunidade indígena e
oferecer uma equipe de resposta a emergên-
cias diferenciada. O projeto está sob a coor-
denação do delegado estadual Vagner Brasil
e da comandante de operações do Estado,
Aline Stringuetto. Sem falar das parcerias in-
ternacionais que já estão consolidadas com o
Nazaré Souza, a iniciativa visa orientar idosos e Chile, através do delegado embaixador Patricio
crianças a respeito da alimentação. Hendry Rivero Bravo, e de Portugal, através do
Além disso, com os parceiros citados, a organização deu delegado embaixador Carlos Alexandre Walcher de
início a um outro projeto, chamado “Forças pela Vida”, que tem como Souza. Ambas já renderam frutos significativos para as organi-
objetivo implantar no bairro de Vila Rica, na cidade de Jaboatão dos zações envolvidas, e promovem intercâmbios de membros da
Guararapes, um Grupamento de Bombeiros Mirins, que trabalhará Busf para capacitação em resposta a desastres.
com crianças de 8 a 12 anos e adolescentes de 13 a 18 anos incom- Com estas ações, a Busf-Brasil, além de agir em caso de grandes
pletos. O programa ensina primeiros socorros, noções de prevenção desastres, também prepara o cidadão para que, em caso de
no lar e de primeira resposta em casos de incêndios, proteção do sinistro, sejam eles o braço estendido das autoridades nas co-
meio ambiente, entre outros temas. Também para os adolescentes, munidades, mostrando que, quando trabalhamos juntos por um
o CPMN introduzirá, de maneira lúdica, os preceitos da disciplina e mesmo ideal, não existem fronteiras. n
hierarquia, baseados na visão de irmandade, companheirismo, na-
cionalismo e cidadania das organizações militares. Nesta iniciativa, a
ASFAM fará o atendimento assistencial das famílias desses jovens e Bolívar Fundão Filho é presidente da organização Bombeiros
a ação do programa Governo Presente será de realizar a logística. Unidos Sem Fronteiras, sucursal Brasil (Busf-Brasil)

incêndio _ outubro_2016 71
COLUNA BUSF-BRASIL

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Foto: Divulgação/IPT

ACONTECE

COMO RETARDAR O FOGO?


IPT REALIZA SEMINÁRIO NA CAPITAL PAULISTA PARA
INCENTIVAR MEDIDAS DE PROTEÇÃO PASSIVA CONTRA INCÊNDIOS
por Ana Claudia Machado

N
a tentativa de debater medidas de proteção passiva con- Ao longo da palestra, o pesquisador do IPT listou quais são as
tra incêndios utilizando elementos de resistência ao fogo, principais medidas relacionadas à proteção passiva em edifícios:
o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) promoveu um ❖ Para limitar a expansão do incêndio, é necessário
seminário na capital paulista com a presença de profissio- o controle das características de reação ao fogo dos
nais de empresas e delegações nacionais e internacionais. materiais incorporados aos elementos construtivos;
Realizado recentemente, o evento teve como objetivo a discussão ❖ A evacuação precisa prever rotas de fuga seguras;
sobre ferramentas que permitem que, em casos de acidentes, o fogo ❖ A limitação da propagação e movimentação da
possa ser retardado ou compartimentado enquanto as pessoas que fumaça deve ser feita por meio da compartimentação
estiverem próximas às chamas possam ser removidas com segurança. horizontal e vertical;
Portas corta-fogo e saídas estratégicas de emergência são alguns dos ❖ A precaução contra a propagação do incêndio entre
exemplos de sistemas passivos de proteção. edifícios deve considerar um distanciamento seguro
O pesquisador Antônio Fernando Berto, do Laboratório de entre os prédios e, também, a resistência ao fogo da
Segurança ao Fogo e a Explosões do IPT, ministrou a palestra de envoltória do edifício;
abertura do seminário. Na ocasião, Berto salientou que o instituto ❖ Para prevenir o colapso estrutural é necessário
trabalha com este tipo de sistema há cerca de 40 anos, quando a utilizar elementos estruturais com resistência ao fogo;
área coordenada hoje por ele foi inaugurada. Para o pesquisador, ❖ A eficácia das operações de controle e resgate precisa
o encontro foi importante no sentido de refletir a necessidade de prever meios de acesso dos equipamentos de combate
discutir o tema da proteção passiva no País. às chamas nas proximidades do edifício.

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“A base da segurança contra incêndio corresponde à proteção Normas brasileiras para proteção passiva
passiva porque são questões ligadas diretamente ao edifício. É uma ◗ ABNT NBR 5628 - Componentes construtivos estruturais -
área que merece atenção e que precisa avançar muito no Brasil. Determinação da resistência ao fogo
Esse seminário é um reflexo dessa necessidade, além, é claro, de ◗ ABNT NBR 6479 - Portas e vedadores - Determinação da
incentivar de alguma maneira o seu crescimento no País”, explicou resistência ao fogo
Berto, que também falou ao público sobre a regulamentação de ◗ ABNT NBR 10636 - Paredes divisórias sem função estrutural
proteção passiva de incêndios no Brasil. – Determinação da resistência ao fogo
◗ ABNT NBR 11711 - Portas e vedadores corta-fogo com núcleo
de madeira para isolamento de riscos em ambientes comerciais
Intercâmbio de conhecimento e industriais
Delegações da Suíça, Alemanha, França, Costa Rica e de outros ◗ ABNT NBR 11742 - Porta corta-fogo para saída de emergência
países estiveram no evento. Entre os palestrantes, Miguel Sepulveda ◗ ABNT NBR 15281 - Porta corta-fogo para entrada de unidades
Bustamante, representante da empresa belga Etex, a América Latina autônomas e de compartimentos específicos de edificações
precisa compreender que as proteções ativa e passiva contra in- ◗ ABNT NBR 14323 - Dimensionamento de estrutura de aço
cêndios precisam ser desenvolvidas juntas. “O desenvolvimento de em situação de incêndio
proteção a incêndios no continente é pobre. Quando projetamos ◗ ABNT NBR 14432 - Exigências de resistência ao fogo de
elementos construtivos de edificações
edifícios, nos preocupamos apenas com a proteção ativa, esquecendo
◗ ABNT NBR 14925 - Unidades envidraçadas resistentes ao fogo
da importância da passiva. Isso é um erro, assim como se a passiva para uso em edificações
fosse preponderante à ativa. A proteção a incêndios deve reunir as ◗ ABNT NBR 15200 - Projeto de estruturas de concreto em
duas esferas que estamos discutindo aqui”, disse.“Um caso brasileiro situação de incêndio
mostrou bem o que estou dizendo, que foi o incêndio na boate Kiss, ◗ ABNT NBR 8660 - Revestimento de piso - Determinação da
no Rio Grande do Sul, em 2013. Aquela situação só aconteceu por- densidade crítica de fluxo de energia térmica
que não foi considerada a proteção ativa nem a passiva”, completou. ◗ ABNT NBR 9442 - Materiais de construção - Determinação
Para Peter Fisher, da Saint Gobain, que falou sobre a proteção do índice de propagação superficial de chama pelo método do
painel radiante
contra incêndios com o uso de vidros na Europa, o encontro que
o IPT organizou é fundamental para a circulação de experiências.
“Você vem aqui e ouve coisas que estão sendo feitas em outros e componentes construtivos como base para o aprimoramento
locais, além de colaborar com o que está sendo feito na sua área. dos métodos de ensaio normalizados empregados no Brasil; além
Isso é um ciclo de desenvolvimento”, afirmou. do arquiteto Marcos Valentin e da professora do Departamento
O evento contou ainda com palestras do pesquisador Carlos de Tecnologia da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da USP
Roberto Metzker, também do laboratório do IPT, que discutiu uma (FAU), Rosária Ono, responsável por abordar a importância do
proposta de classificação geral da resistência ao fogo de elementos planejamento das saídas de emergência. n

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DO INCÊNDIO


USO NORMAL CRESCIMENTO PROPAGAÇÃO
FOCOS DE INCÊNDIO
DA EDIFICAÇÃO DO INCÊNDIO DO INCÊNDIO

PRECAUÇÃO LIMITAÇÃO DA PRECAUÇÃO PRECAUÇÃO EFICÁCIA DAS


CONTRA LIMITAÇÃO DO EXTINÇÃO EVACUAÇÃO CONTRA A CONTRA
SEGURA DO PROPAGAÇÃO OPERAÇÕES
O INÍCIO CRESCIMENTO INICIAL DO INCÊNDIO PROPAGAÇÃO DO COLAPSO DE RESGATE E
DO INCÊNDIO NO INCÊNDIO DO INCÊNDIO EDIFÍCIO INCÊNDIO ENTRE
ESTRUTURAL
E DA FUMAÇA EDIFÍCIOS COMBATE

SISTEMA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


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LEITURA IMPERDÍVEL

INSTALAÇÕES
HIDRÁULICAS
Escrita pelo professor e engenheiro Telmo Brentano, chega ao mercado a 5ª edição do livro
“Instalações Hidráulicas de Combate a Incêndios nas Edificações”, já revisada, ampliada e atualizada.
A obra, composta por 700 páginas, trata das seguintes instalações hidráulicas de combate a incêndios
nas edificações: sistemas de hidrantes e de mangotinhos; sistemas de chuveiros automáticos
(sprinklers); e sistemas de bombas de incêndio. São detalhados, por exemplo, materiais, equipamentos
e dispositivos e suas formas de utilização, bem como o correto posicionamento, inspeções, testes e
manutenções. O leitor pode conferir, ainda, nove projetos dimensionados passo a passo. Conforme
o autor, o livro está atualizado às normas brasileiras, americanas e europeias, além de seguir
parâmetros da legislação do Estado de São Paulo até o final de 2015. n
Envie suas dicas de leitura para luiz.gabriel@fieramilano.com.br

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PRODUTOS

PERIGOSOS
Clorocarbonato de Metila Usos: Corantes, sínteses orgânicas. sínteses orgânicas; adesivos para plásticos.
Propriedades: Líquido incolor. Decompõe- Periculosidade: Altamente tóxico por Periculosidade: Altamente inflamável, risco
se em água quente. Solúvel em álcool ingestão, inalação e absorção pela pele, de incêndio ou explosão.
metílico, éter e benzeno. Densidade: irritante da pele, moderado perigo de
1,23 (15ºC). Ponto de ebulição: 71,4ºC. explosão. Cloroformiato de isopropelina
Densidade de vapor: 4,5 ( em relação ao ar). Propriedades: Líquido, densidade: 1,103.
Ponto de fulgor: 12,2ºC. Cloroetano Origem: Destilação dos produtos de reação
Origem: Reação entre álcool metílico e Propriedades: Gás em temperatura de acetona e fosgênio.
cloreto de carbonila. ambiente ordinária; comprimido é líquido Periculosidade: Altamente tóxico; forte
Uso: Gás militar venenoso( lacrimogênio); incolor e volátil. Odor de éter. Estável e não irritante da pele e dos olhos.
sínteses orgânicas; inseticidas. corrosivo quando seco, mas hidrolisável em
Periculosidade: Altamente tóxico, presença de água e álcalis. Cloroformiato de etila
corrosivo, irritante enérgico para os olhos e Origem:1- Do etileno e cloreto de Propriedades: Líquido branco-
pele. Inflamável, risco de incêndio. hidrogênio; 2- passando-se de solução de transparente, com odor irritante. Densidade:
cloreto de hidrogênio em solução de cloreto 1,135 a 1,139 (20/20ºC). Ponto de ebulição:
Cloroformiato de Clorometila de zinco e álcool etílico. 93-95 ºC. Índice de refração: 1,3974(20ºC).
Propriedades: Liquido incolor. Odor Usos: Fabricação de chumbo tetraetílico Ponto de fulgor: 16,1ºC (vaso aberto).
penetrante, irritante. Hidrolisado pela água a e eticelulose; anestésico; sínteses orgânicas; Decompõe-se em água e álcool. Solúvel em
quente e a frio. Decompõe-se pelos álcalis. agentes de alquilação; refrigeração; reagente benzeno, clorofórmio e éter.
Densidade: 1,465 a 15ºC. Ponto de ebulição: analítico; solvente para fósforo; enxofre; Origem: Reação de monóxido de carbono
106,5-107ºC. Densidade do vapor: 4,5 gorduras; óleos; resinas e graxas; inseticidas. com cloro gasoso, produzindo fosgênio, que
(ar=1). Pressão do vapor: 5,6mm (20ºC). Periculosidade: Altamente inflamável; é tratado com álcool etílico anidro, dando
Solúvel na maioria dos solventes orgânicos. grandes riscos de incêndio e explosão. clorocarbonato de etila e ácido clorídrico.
Periculosidade: Altamente tóxico por Moderadamente tóxico. Irritante dos olhos. Usos: Sínteses orgânicas; intermediário na
ingestão e inalação. Irritante enérgico dos fabricação de carbonato dietílico, agente de
tecidos. Cloroeteno flotação, polímeros, isocianatos.
Cloroformiato de Diclorometila Propriedades: O mais importante Periculosidade: Altamente tóxico, irritante
Propriedades: Líquido incolor. Decompõe- monômetro vinílico. Gás, facilmente enérgico para os olhos e pele. Inflamável,
se pela água e álcalis. Solúvel em álcool, liquefeito. Solúvel em álcool e éter. risco de incêndio.
benzeno e éter. Densidade: 1,56 (15ºC). Levemente solúvel em água.
Ponto de ebulição: 110- 111ºC. Densidade Origem: 1- Oxicloração de etileno; reação Cloroformiato de metila
de vapor: 5,7 (ar=1). entre acetileno e o ácido clorídrico; pirólise Propriedades: Líquido incolor. Decompõe-
Origem: a cloração de formiato de metila; de dicloreto de etileno. se em água quente. Solúvel em álcool
cloração do cloroformiato de metila. Em Usos: Cloreto de polivinila e copolímeros; metílico, éter e benzeno. Densidade:
ambos os métodos, a mistura dos derivados sínteses orgânicas; adesivos para plásticos. 1,23 (15ºC). Ponto de ebulição: 71,4ºC.
do cloro são separados por fracionamento. Periculosidade: Altamente inflamável, risco Densidade de vapor: 4,5 ( em relação ao ar).
Periculosidade: Altamente tóxico; Altamente de incêndio ou explosão. Ponto de fulgor: 12,2ºC.
irritante. Origem: Reação entre álcool metílico e
Cloroetileno cloreto de carbonila.
Cloro 2,4- Dinitrobenzeno Propriedades: O mais importante Uso: Gás militar venenoso( lacrimogênio);
Propriedades: Agulhas amarelo-pálidas: monômetro vinílico. Gás, facilmente sínteses orgânicas; inseticidas.
odor de amêndoas, solúvel em álcool, liquefeito. Solúvel em álcool e éter. Periculosidade: Altamente tóxico,
insolúvel em água. Densidade: 1,69. Ponto de Levemente solúvel em água. corrosivo, irritante enérgico para os olhos e
fusão: 27-53ºC. Ponto de ebulição: 315ºC. Origem: 1- Oxicloração de etileno; reação pele. Inflamável, risco de incêndio.
Ponto de fulgor: 382ºF; combustível, limite entre acetileno e o ácido clorídrico; pirólise
superior de explosão 22%. de dicloreto de etileno. Cloroformiato de triclorometano
Origem: Cloração de dinitrobenzeno. Usos: Cloreto de polivinila e copolímeros; Propriedades: Líquido incolor. Odor

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semelhante ao fosgênio (capim recém- Usos: Suporte de catalisador em Origem: Cloração de propileno
moído). Decompõe-se por aquecimento polimerização de baixa temperatura; Usos: Preparações orgânicas; termofixador
com substâncias porosas ou carvões chumbo tetraetílico; silicones; refrigerante; de resinas, plásticos e adesivos.
ativados (com liberação de fosgênio). medicina; sínteses orgânicas Periculosidade: Altamente tóxico;
Decompõe-se também por álcalis e água (agente de metilação) agente de extração; fortemente irritante dos tecidos. Altamente
quente. Solúvel em álcool, benzeno e éter. propelente em aerossóis; herbicida. inflável, risco de incêndio.
Densidade: 1,65 (15º). Ponto de ebulição: Periculosidade: Inflamável, risco de
127- 128ºC. Ponto de fusão: - 57¬ºC. incêndio. Altamente tóxico. Narcótico em Clorosulfeto de carbono
Densidade de vapor: 6,9 em relação ao ar. concentrações elevadas. Propriedades:Líquido avermelhado.
Incombustível. Densidade: 1,5085(15ºC). Ponto de ebulição:
Origem: 1- Cloração do formiato de metila. Cloropicrina 73,5ºC. Decompõe-se em água e álcool.
2- Cloração de cloro-formiato de metila. Em Propriedades: Líquido incolor, refractivo, Solúvel em éter.
ambos os métodos, a mistura de derivados ligeiramente oleoso quando puro. Usos: Sínteses orgânicas.
de cloro é separada por fracionamento. Relativamente estável. Não se decompõe Periculosidade: Altamente tóxico por
Uso: Sínteses orgânicas; gás militar venenoso. pela água ou ácidos minerais. Densidade: ingestão e inalação.
Periculosidade: Altamente tóxico por 1,692 (0ºC). Ponto de ebulição: 112ºC.
inalação e ingestão. Forte irritante dos Ponto de fusão: - 69,2ºC. Solúvel em álcool, Clorosulfonato de etila
tecidos. benzeno, dissulfeto de carbono; levemente Propriedades: Líquido incolor, oleoso; odor
solúvel em éter e água. Não inflamável. pungente; fumega no ar úmido. Decompõe-
Clorohidrina sulfúrica Origem: 1- Ação do ácido pícrido sobre se em água. Ataca o chumbo e o estanho e
Propriedades:Líquido incolor. Odor o hipoclorito de cálcio. 2- Nitrificação de também ao cobre, com menor intensidade.
pungente. Decompõe-se rapidamente por hidrocarbonetos clorados. Ferro e aço não são afetados. Solúvel
álcalis e pela água quente. Solúvel em ácido Usos: Sínteses orgânicas; como droga de em clorofórmio e éter, insolúvel em água.
acético glacial. Densidade: 1,667 a 20ºC. tinturaria (cristais violetas); fumigantes; Densidade: 1,379(0ºC). Ponto de ebulição:
Ponto de ebulição: 69,2ºC. Ponto de fusão: fungicidas; inseticidas; exterminador de ratos; 152-153ºC. Densidade do vapor: 5, em
-54ºC. Densidade de vapor: 4,6. gás venenoso. relação ao ar
Origem: 1- Aquecimento do ácido Periculosidade: Altamente tóxico por Origem: 1- Ação do ácido sulfúrico
clorossulfônico em presença de catalisador. ingestão e inalação; irritante enérgico; fumegante sobre o cloroformiato de etila; 2-
2-Do dióxido de enxofre e cloro em Tolerância: 0,1 ppm no ar. Interação do etileno e ácido clorossulfônico.
presença ou de carvão ativo ou cânfora. Usos: Sínteses orgânicas; gás militar
Usos: Sínteses orgânicas (agente de 1- Cloro, 2- Propanona venenoso.
cloração, agente desidratante, agente de Propriedades: Líquido incolor; odor Periculosidade: Altamente tóxico, irritante
acilação) produtos farmacêuticos, drogas de pungente, irritante. Densidade: 1,162(16ºC). forte dos olhos e pele. Produz fosgênio
tinturaria, plásticos a base de borracha, rayon, Ponto de ebulição ; 115ºC. Ponto de fusão: quando aquecido.
gases venenosos, solvente, catalisador. -44,5ºC. Solúvel em álcool, éter, clorofórmio
Periculosidade: Altamente tóxico, e água. Clorossulfonato de metila
altamente irritante do tecidos. Origem: Cloração de acetona Propriedades: Líquido incolor, odor
Usos: Desativador de enzimas; fotografia e pungente. Decompõe-se em água. Solúvel
Clorometano cores; inseticidas; perfumes; intermediário; em álcool, tetracloreto de carbono,
Propriedades: Líquido ou gás, incolor. antioxidante; medicina; sínteses orgânicas; gás clorofórmio. Insolúvel em água. Densidade:
Levemente solúvel em água quando de lacrimogênio. 1,492 (10ºC). Ponto de ebulição: 133-135ºC
decompõe. Solúvel em álcool, clorofórmio, Periculosidade: Altamente tóxico, irritante (decompõe-se). Ponto de fusão: - 70ºC.
benzeno, tetracloreto de carbono, ácido enérgico dos tecidos Densidade do vapor: 4,5 em relação ao ar.
acético glacial. Ataca o alumínio, magnésio e Origem: Interação do cloreto de sulfurila e
zinco. Cloropropeno álcool metílico.
Origem: 1-Cloração do metano. 2-Reação Propriedades: Líquido incolor de odor Usos: Sínteses orgânicas gás militar
entre ácido clorídrico e metanol. picante. venenoso.

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PRODUTOS

PERIGOSOS
Periculosidade: Altamente tóxico por semelhante ao algodão; solução líquida policloroformiatos, carbonatos, carbonatos
ingestão e inalação; irritante enérgico da pele incolor ou semi sólido. Contém de 10 a orgânicos e cloroformiatos; herbicidas,
e olhos. 14% de nitrogênio. Sob a forma altamente pesticidaes, fabricação de corantes
nitrogenada, é explosivo; é solúvel em Periculosidade: Altamente tóxico por
Clorossulfonato de proprila acetona, insolúvel em mistura éter- álcool. inalação; Forte irritação nos olhos. Tolerâncio:
Propriedades: Líquido. Ponto de ebulição: Com baixo teor de nitrogênio (piroxilina) é 0,1 ppm no ar.
70-72ºC (20 mm Hg). solúvel em misturas éter-álcool e acetona(
Usos: Sínteses orgânicas; gás militar colódio e lacas). Densidade: 1,66. Ponto de Cordite
venenoso (lacrimogênio). fulgor: 55ºF. Temperatura de auto-ignição: Propriedades: Pólvora sem fumaça, que é
Periculosidade: Altamente tóxico por 338ºF. Baixa Tolidez. Pode se apresentar de uma mistura de nitrocelulose e nitroglicerina
ingestão e inalação. Forte irritação nos olhos. diversas formas; sob formação de colóide, com cerca de 5% de vaselina para estabilizar
em blocos, em flocos e grânulos; em a mistura. Os materiais são dissolvidos
Clorodivinildicloroarsina soluções de diversas viscosidades (1/4 a em acetona e misturados. A evaporação
Propriedades: Líquido incolor, quando 1000 segundos). Pode se apresentar seca ou do excesso de acetona deixa uma massa
puro. As impurezas influem na coloração, úmida, com álcool ou água. gelatinosa que é a seguir extrudada.
que poderá variar de violeta a castanho. Origem: Tratamento de celulose (línter de
Odor de gerânio. Decompõe-se pela água algodão ou polpa de madeira) com misturas Cresilato de amônio
e álcalis. de ácido nítrico e ácido sulfúrico. Variando Propriedades: Sólido, explosivo por ação
Origem: Condensação do tricloreto de as concentrações dos ácidos, temperatura e do calor ou quando submetido a choques.
arsênio com acetileno em presença de tempo de reação e relação ácido/celulose,
alumínio ou cobre, ou ainda, de cloreto produtos muito diferentes podem ser Cresilite
de mercúrio. As arsinas são separadas por obtidos. Propriedades: Cristais amarelos. Ponto
fracionamento. Usos: Lacas para pintura de automóveis, de fusão: 106ºC; muito solúvel em éter,
Usos: Gás venenoso; irritante da pele e de secagem; em altos explosivos; colódio; álcool e acetona. Quando aquecido até
vesicante. propelente para foguetes; medicina; tinta decomposição, emite fumos altamente
Periculosidade: Gás- vesicante altamente base para impressão; no acabamento de tóxicos de óxidos de nitrogênio.
tóxico. couros; propelente, na encadernação de Origem: Preparado a partir do meta-cresol
livros. por processo similar ao que o ácido p (crico
CN Periculosidade: Altamente inflamável; é preparado a partir do fenol).
Propriedades: Cristais brancos. Odor perigo de incêndio ou explosão; um pouco Usos: Cargas explosivas ou outros altos
de flores. Ponto de fusão: 56ºC. Ponto de menos inflamável quando úmido. explosivos.
ebulição: 247ºC. O isômero para tem ponto Periculosidade: Explode a 148,9ºC.
de fusão de 20ºC e ponto de ebulição Colongita Grande perigo quando é aquecido ou
de 273ºC. Insolúvel em água; solúvel em Propriedades: Líquido ou gás de fácil submetido a choques.
acetona, benzeno, dissulfeto de carbono. liquefação. Incolor e levemente amarelado.
Origem: Do cloreto de cloroacetila, Odor variando de forte e sufocante quando (*) texto retirado do livro “Produtos Químicos
benzeno e cloreto de alumínio. concentrado e semelhante ao feno, quando Perigosos”, de Gastão Rúbio de Sá Weyne e
Misael Antonio de Sousa.
Usos: Intermediário na obtenção de diluído. Densidade: 1,392. (19/4ºC). Ponto
produtos farmacêuticos; em distúrbios de de fulgor: 128ºC. Ponto de ebulição: 8,2ºC.
rua ( sob a forma gasosa). Levemente solúvel em água e levemente
Periculosidade: Altamente tóxico. Forte hidrolisável; solúvel em benzeno e tolueno;
irritação nos olhos, sob a forma líquida ou incombustível.
gasosa. Tolerância (isômero alfa): 0,05 ppm Origem: Passando-se uma mistura de
no ar. monóxido de carbono e cloro sobre carvão
ativado.
Colódio Usos: Sínteses orgânicas, especialmente
Propriedades: Sólido amorfo, palposo, isocianatos, poliuretana e resinas de

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PRODUTOS

PERIGOSOS

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AGENDA

5 a 7 | outubro 27 e 28 | outubro
Fire Show - XII Internacional Fire Fair II CBSpk - Congresso Brasileiro
Local: São Paulo Expo - Exhibition & Convention Center, de Sprinklers
São Paulo (SP) Local: Windsor Barra Hotel,
Patrocínio: Abiex Rio de Janeiro (RJ)
Organização: Grupo Cipa Fiera Milano Realização: ABSpk
Informações: Informações:
Tel.: (11) 5585-4355 (11) 3627-9829
info@fieramilano.com.br www.abspk.org.br
www.fireshow.com.br www.cbspk.com.br

5 e 6 | outubro 9 a 11 | novembro
COBENI – XIX Congresso Brasileiro de Engenharia XVI Senabom – Seminário
de Incêndio (Evento paralelo ao Fire Show) Nacional de Bombeiros
Local: São Paulo Expo - Exhibition & Convention Center, Local: Centro de Eventos
São Paulo (SP) Governador Luiz Henrique da
Realização: NN EVENTOS Silveira, Florianópolis (SC)
Informações: Realização: Fecabom (Federação
(51) 3222.9063/3395.4731 Catarinense de Bombeiros
atendimento@nneventos.com.br Comunitários) e Corpo de
www.nneventos.com.br Bombeiros Militar do Estado de
Santa Catarina
Apoio: Governo de Santa Catarina,
7 | outubro Santur, Floripa Convention, Sebrae-
Curso Mapeamento de Vulnerabilidades em SC e Crea-SC
Prevenção de Incêndios – Evento integrado ao Informações:
COBENI Tel.: (48) 3112-6317 ou 3112-6310
Local: São Paulo Expo - Exhibition & Convention Center, portal.cbm.sc.gov.br/senabom
São Paulo (SP)
Realização: NN EVENTOS
Informações:
(51) 3222.9063/3395.4731
atendimento@nneventos.com.br
www.nneventos.com.br

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incêndio _ março_2015 83
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