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Myrian Sepúlveda dos Santos

Faz um passeio teórico sobre a questão da memória coletiva nas ciências sociais

Perda da memória, uma das grande ameaças do mundo moderno.


Ela parte para a analise de um”sentido mais denso” da memória, onde as análises
privilegiam a noção de que os indivíduos “atuam no mundo, conscientes do lugar
histórico que ocupam” (p.20)

Maurice Halbwachs considera a memória como resultado de representações coletivas


que se constroem no presente. Portanto, esta memória defendida por Halbwachs é
pensada “a partir dos laços sociais existentes entre indivíduos constituídos no presente.”
(p. 21)
Isto vem muito da influencia da psicologia social que se preocupa em analisar a
influencia das determinações sociais a partir de esquemas de percepção indivuais.

Portanto, para a autora. “Psicologia e sociologia se complementaram na busca da


compreensão dos mecanismos responsáveis pela construções sociais do passado,
realizadas no tempo presente. Memória, no sentido dado por esses autores, é sempre
uma memória coletiva, resultante de indivíduos que interagem entre si no presente.” (p.
22)

Portanto a importância das estruturas coletivas e dos processos interativos nas formas
individuais do lembrar.
Estas abordagens, de caráter funcionalista e interacionista apesar de importantes
possuem suas limitações, pois nesses estudos o passado só é tomado a partir do
momento em que parte das construções e interações sociais do presente. p .22

“Enquanto o sociólogo priorizou as estruturas coletivas da lembrança, o psicólogo fez


de seu objeto as formas interativas responsáveis pela construção de memórias
coletivas.” (p.22)

É a partir de meados da década de 1970 que, segundo a autora, a sociologia procura


resolver esta “antinomia” entre indivíduo e sociedade através de teorias que pudessem
integrar práticas e estruturas sociais, com abordagens que partiam para análises das
memórias coletivas como textos simbólicos passíveis de interpretação. “Memórias
passaram a ser compreendidas a partir de estruturas coletivas, processos interativos,
práticas reflexivas e construções sociais.” (p. 23)

Trabalhos de Halbwachs e Bartlett são assim recuperados sob esse viés.


Portanto, o “ato de lembrar” passa agora a ser visto, por esses autores, como “resultado
tanto de práticas reflexivas quanto de construções sociais que antecedem as práticas.”
(p.23)

“Lembranças são constituídas por indivíduos em interação”


“Memória coletiva como se fosse uma construção simbólica”

“Podemos afirmar que os estudos sobre memórias coletivas tornaram-se não só


interdisciplinares, como resolveram, em grande parte, as antinomias teóricas anteriores,
pois a memória coletiva passou a ser compreendida como sendo parte constituinte ou
das práticas reflexivas ou das construções sociais analisadas.” (p. 25)
Memória enquanto construção social (da realidade?) é uma memória que se dá e se
constitui no presente.

A noção de que nossas memórias são estritamente pessoais foi contestada já nas
primeiras décadas do século passado pelo sociólogo francês Maurice Halbwachs e o
psicólogo Charles Bartlett, aproximando memória e sociedade e definindo a memória
como sendo uma construção social. P. 33

Os individusos são isolados, mas interagem a partir de estruturas dadas e detminadas..


Influencia de Émile Durkheim nos estudos de Halbwachs.

Halbwachs (quadrosa sócias da memória) individuos recordam de acordo com quadros


sociais

Bartlett (interações sociais) “indivíduos tem razões e intenções com significados


próprios no processo de construção de suas memórias.” P. 34)

Quizerem universarilizam questões particulares de estudo da memória

A autora procura desenvolver o argumento de que “construções do passado são


sustentadas por estruturas coletivas e criados por atores sócias.” (p. 34) No entanto,
estes dois pressupostos não podem ser considerados de forma excludentes

Halbwachs deu atencao aos “quadros sociais da memória” em uma época em que
memória era compreendida como um fenômeno individual e subjetivo.