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Segunda Igreja Batista em Pavuna

Rio de Janeiro
1ª Edição
2019

Discípulos Dedicados ao Reino de Deus


2
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Equipe Pastoral da SIBP


Discípulos Dedicados ao Reino de Deus / Equipe Pastoral da SIBP (Org.)
Rio de Janeiro: Edição do Autor em parceria com a Segunda
Igreja Batista em Pavuna, 2019.

56 p. ; 21 cm.

Inclui bibliografia.

1. Discipulado (Cristianismo) – Doutrina Bíblica. 2. Estudo


Bíblico. 3. Formação Espiritual. I. Título.

Copyright © 2019 by Equipe Pastoral da SIBP


Todos os direitos reservados ao Autor. Proibida a reprodução parcial
sem a permissão por escrito do Autor e da Segunda Igreja Batista em Pavuna.
1ª Edição / 1ª Tiragem
Ano 2019

Coordenação Geral:
Pr. Eliezer Ferreira Vita

Equipe Pastoral:
Lilian de Aquino Azevedo Vita
Pr. Igor de Souza Bastos
Willian Azevedo Vita
Paulo Cesar Souto Ferreira
Manoel Gonçalves de Moura
Marcos Antônio da Silva Lima

Contatos:
(21) 2474-2719 / 2474-5450 / WhatsApp: 98743-3995
www.sibpavuna.com / sibpavuna@hotmail.com
www.facebook.com/sibpavuna

Segunda Igreja Batista em Pavuna


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PALAVRA PASTORAL
Este ano foi fundamental para nós da SIB
Pavuna no processo de ser uma igreja em célula.
Nele implantamos de forma definitiva os 4 impor-
tantes pilares de uma igreja em célula: Oração;
Escola de Líderes; Supervisão e Multiplicação.
Na Oração definimos nossa estratégia e os
21 dias de Jejum e Oração sob o tema “O poder do alto”, fundamental para
um despertamento maior sob a ação do Espírito Santo. Na Escola de Líde-
res fizemos uma adaptação que veio trazer mais flexibilidade para ensinar-
mos melhor o conteúdo pretendido. Na Supervisão procuramos investir no
discipulado que também é importantíssimo na Multiplicação das células.
Adotamos a Bíblia de Estudo do Discipulado como padrão de estudo
e discipulado. No primeiro trimestre (ganhar), “Evangelização e Comu-
nhão”, os pontos 5 e 1. No segundo trimestre (consolidar) desenvolvemos
com os irmãos os pontos 3 e 6 “Oração e Mentoria”. No terceiro trimestre
(treinar) estudamos os pontos 4 e 2 “Vida Simples e Palavra”. E neste últi-
mo trimestre (enviar), pontos 7 e 8, o destaque será “Ser um bom Discípulo
e Um bom Discipulador”. Desta forma terminamos o ano dando base para
cada membro da igreja ter um discípulo e ser um discipulador.
Encorajamos todos os membros da igreja a adquirirem esta bíblia,
porque ela tem um programa de discipulado muito prático e que adotamos
para uso diário. São 64 estudos disponíveis para compartilharmos com nos-
sos discípulos e orientá-los a fazerem o mesmo. Com o discipulado, melho-
raremos nossa supervisão e multiplicação, podendo dinamizar a evangeliza-
ção através da Casa de Paz, outra estratégia que Deus nos deu. Desta for-
ma, almejamos alcançar o nosso alvo de 1000 membros.
Queremos chegar a 100 células, nosso grande alvo. No ano passa-
do Deus nos abençoou de 33 células para 47. Nossa expectativa é chegar-
mos no final deste ano eclesiástico com 60 células. Não tem sido fácil, mas
Deus tem nos abençoado e tem nos mostrado estratégias que com certeza
nos fortalecerá nesta atividade.
Agradeço o cuidado e envolvimento de todos. A cada líder de célula
e professor da EBD pelo seu envolvimento e pelo seu incentivo. No próximo
ano trabalharemos Missões com o objetivo de revitalizar o trabalho missio-
nário da igreja, como fizemos revitalizando o discipulado. Conto com você!
Muito obrigado! Deus vos abençoe!

Discípulos Dedicados ao Reino de Deus


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SUMÁRIO

Saudação Pastoral .............................................................................. 03

Sumário ............................................................................................... 04

Ano Eclesiástico 2018-2019 ................................................................ 05

Lição 1 - Convicção de fazer Discípulos ............................................. 06

Lição 2 - Seja um Discípulo Verdadeiro .............................................. 10

Lição 3 - As Marcas de um Discípulo .................................................. 14

Lição 4 - Passos para Encontrar um Discipulador .............................. 18

Lição 5 - Encontros com o Discipulador .............................................. 22

Lição 6 - Invista em seu Discipulador .................................................. 26

Lição 7 - Estratégias para o Crescimento ........................................... 30

Lição 8 - Seja um Discípulo! Ande com Jesus .................................... 34

Lição 9 - Seja um Discípulo Transparente .......................................... 38

Lição 10 - 1º Princípio do Discipulado: Indo ........................................ 42

Lição 11 - 2º Princípio do Discipulado: Batizando ............................... 46

Lição 12 - 3º Princípio do Discipulado: Obedecer ............................... 50

Bibliografia ........................................................................................... 54

Anotações ............................................................................................ 55

Segunda Igreja Batista em Pavuna


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ANO ECLESIÁSTICO 2018-2019

“Vão, portanto, façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome


do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas
que tenho ordenado a vocês”. Mateus 28.19-20 NAA
1º Trimestre: Julho, Agosto e Setembro de 2018
DISCÍPULOS DEDICADOS À EVANGELIZAÇÃO E À COMUNHÃO
Estação do GANHAR
“...façam discípulos de todas as nações...” Mateus 28.19
“Assim, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primei-
ramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e tam-
bém aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando
obras dignas de arrependimento”. Atos 26.19-20 NAA
2º Trimestre: Outubro, Novembro e Dezembro de 2018
DISCÍPULOS DEDICADOS A INVESTIR SUAS VIDAS EM ALGUÉM
Estação do CONSOLIDAR
“... batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” Mateus 28.19.
“Crispo, o chefe da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também
muitos dos coríntios, ouvindo,creram e foram batizados”. Atos 18.8 NAA
3º Trimestre: Janeiro, Fevereiro e Março de 2019
DISCÍPULOS DEDICADOS À PALAVRA E À OBEDIÊNCIA
Estação do TREINAR
“... ensinando-os a guardar todas as coisas ...” Mateus 28.20.
“E ali permaneceu um ano e seis meses,
ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18.11 NAA
4º Trimestre: Abril, Maio e Junho de 2019
DISCÍPULOS DEDICADOS AO REINO DE DEUS
Estação do ENVIAR
“Vão, portanto,...” Mateus 28.19
“... Não tenha medo! Pelo contrário, fale e não fique calado, porque eu estou
com você, e ninguém ousará lhe fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”
Atos 18.9-10 NAA
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
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LIÇÃO 1
CONVICÇÃO DE FAZER DISCÍPULOS
“...Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Vão, portanto,
façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coi-
sas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos
os dias até a consumação do século”. (Mateus 28.18b-20)
O requisito para receber e praticar a
DEVOCIONAL DIÁRIO
Grande Comissão é ser DISCÍPULO. Quem
SEGUNDA não é, nunca fará discípulos. Fará seguido-
Mateus 28 / Juízes 2 res, formará estudantes ou até líderes, mas
não fará discípulos se não for um discípulo.
TERÇA
Jesus se aproximou dos que duvida-
Ap 4 / Eclesiastes 1
ram dele. Transparência incrível! Nós não
QUARTA temos somente pontos fortes, temos também
Ap 5 / Eclesiastes 2 pontos fracos que precisam ser trabalhados.
QUINTA Jesus pediu para eles irem para a Galiléia,
Ap 6 / Eclesiastes 3 140 km de Jerusalém. Por que Jesus fez eles
SEXTA andarem tanto para receberem a Grande Co-
Ap 7 / Eclesiastes 4 missão? Eles precisavam se posicionar se
desejavam continuar com cheiro de peixes.
SÁBADO
Os onze discípulos partiram (Judas
Ap 8 / Eclesiastes 5 Iscariotes já não estava mais com eles). As-
DOMINGO sim como Jesus, não devemos nos desmora-
Ap 9 / Eclesiastes 6 lizar quando pessoas nas quais investimos
muito, desistem de caminharem conosco ou
até mesmo do caminho da Palavra de Deus.

QUATRO RAZÕES PORQUE A GRANDE COMISSÃO É GRANDE


Jesus chamou seus discípulos primeiramente para si, para que a-
prendessem a seu respeito, e então os enviaria ao mundo. Em Mt 28.16-20
encontramos as palavras “toda”, “todas”, “tudo” ou “todos”, quatro ocorrên-
cias. Elas expressam bem o porquê esta comissão de Jesus é “grande”.
1. “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” - Esta é a única
vez que Jesus se mostrou como Rei dos reis enquanto esteve aqui na terra
(Rm 8.28-29; 9.19-33). Precisamos perceber que esta comissão é única e
Segunda Igreja Batista em Pavuna
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especial, e ganha uma força maior por ter as últimas palavras de Jesus re-
gistradas neste Evangelho. Como discípulo verdadeiro de Jesus, tenho duas
opções: obedecer e experimentar os frutos ou desobedecer e sofrer as con-
seqüências, sob o risco de perder a própria comissão e não ser considerado
mais um discípulo dele (Mc 2.13-14).
2. “... façam discípulos de todas as nações.” - A extensão da Comissão
é a maior possível - todas as nações ou, no grego etnias (grupos étnicos).
Não existe outro método de estender o Reino de Deus que seja tão transcul-
tural e eficaz do que o discipulado - uma relação comprometida e saudável,
em que a vida de Jesus é demonstrada em todas as cores para outras pes-
soas poderem viver dessa forma também.
3. “... ensinando-os a guardar (‘praticar, obedecer’) todas as coisas
que tenho ordenado a vocês.” - (Tg 1.22-25; Hb 5.11-14). A comissão do
discipulado abrange a vida toda do seguidor de Jesus. E o discipulado con-
segue demonstrar e também atingir a vida toda de uma pessoa. É o evange-
lho todo para a pessoa toda. Vida em vida, não apenas mente em mente.
4. “E eis que estou com vocês todos os dias.” - “Todos os dias” tem aqui
o sentido de “o tempo todo”. Quem discípula sabe que esta presença é algo
especial, algo que vai além da presença do Espírito em todo o crente ou a
promessa de Ele estar presente onde dois ou três se reúnem. O discipulador
experimenta uma presença, uma graça especial, que lhe dá discernimento e
sabedoria do alto para os discípulos que Jesus entrega para ele (1Co 15.10;
Cl 1.24-29). A comissão de Jesus não termina, aqui é apenas o começo.

A GRANDE COMISSÃO E O EVANGELISMO


A missão de cada cristão é comunicar ao mundo quem Jesus é e
estender para todos a sua oferta de salvação e refúgio espiritual. Jesus co-
missionou todos os crentes a irem até os lugares mais distantes e remotos
da terra - bem como também até os vizinhos mais próximos - para alcançar
os perdidos com a mensagem do evangelho da redenção e reconciliação.
Devemos fazer nosso Senhor ser conhecido: através da palavra falada (Rm
10.14-15); através de boas ações (Tg 2.14-17) e através do exemplo de um
novo caráter (Mt 5.16,20).
O solteiro, o casado, o viúvo e o divorciado; a criança, o adolescen-
te, o jovem e o adulto; o filho, os pais, os avós... são chamados a “irem para
todo o mundo”. “Ir” não significa necessariamente deixar a casa e a família,
mas estar totalmente disponível para servir onde, quando e como Ele dire-
cionar. A maior manifestação do Espírito Santo na vida de um crente em
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
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Jesus, é que ele será uma testemunha da vida e dos mandamentos do Se-
nhor (At 1.8). Esta pessoa deve estar pronta em todos os momentos para
falar do seu nome, contar as suas obras maravilhosas, defender a razão da
nossa esperança e falar a outros sobre o sacrifício de Cristo e a vida abun-
dante que Ele nos dá agora e por toda eternidade (1Pd 3.15).
O Novo Testamento dá certos requisitos para a evangelização. O
primeiro, evidentemente, é uma experiência genuína da graça através de um
relacionamento pessoal com Jesus Cristo (1Jo 1.1-3). Em seguida, amor por
Cristo e pelas pessoas é essencial (Sl 126.6), e uma vontade de ser usado
pelo Espírito Santo para repartir o evangelho (At 8.29). Um evangelista efici-
ente optará por viver uma vida diferente das pessoas do mundo (2Co 6.17)
já que o testemunho também é um ingrediente chave. Criatividade para usar
cada oportunidade para dizer uma palavra sobre Cristo também é útil (1Pd
3.15), como também a aplicação no estudo da Palavra de Deus, a qual ca-
pacita o crente a explicar de maneira eficiente o caminho da salvação (Sl
51.13; 1Pd 2.2). Tudo deve estar sustentado em oração específica e inces-
sante (1Ts 5.17). Qualquer pessoa disposta a se comprometer com essa
grande e santa responsabilidade com certeza será recompensada.

PRINCÍPIOS PARA HOJE


 Quando descrentes vêem os que estão na igreja, generosamente doan-
do o seu tempo, bens e amor para realizar a Grande Comissão, eles são
compelidos a glorificar o Pai (Mt 5.16).
 Jesus chamou seus discípulos primeiramente para Si, para que apren-
dessem a seu respeito, e então os enviaria ao mundo. Batizando e ensi-
nando são partes específicas do processo de fazer discípulos.
 Jesus concluiu o seu período de permanência na terra junto a seus discí-
pulos, com a promessa necessária para tornar seus ensinamentos efica-
zes - a sua presença.
 Todos os dias como “o tempo todo” conosco. A co-missão (missão junto
com) de Jesus começa com o final desse evangelho, não o termina.

REFLEXÃO
“Toda a autoridade me foi dada.
A base da comissão não é poder, e sim, autoridade.
As pessoas não se tornam discípulas por meio de imposição
ou força, mas pelo chamado divino que estendemos a elas”.

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ENCONTRO NAS CÉLULAS
Cumprir a missão ou a comissão de Jesus exige que abandonemos
nossos planos pessoais e assumamos os planos de Deus para nossa vida.
Implica submeter a Deus nossos sonhos, expectativas, planos e ambições.
O texto de Mateus 28.16-20 revela várias fases no nascimento e gradativo
progresso de uma visão divina: 1) Obedecer, apesar de não ver Jesus - O
requisito para receber e praticar a Grande Comissão é ser discípulo. 2) Ver
Jesus, mas ainda ter lutas - Um dos segredos de verdadeiros discípulos é
que sabem que outros aprendem tanto de suas fraquezas e dificuldades co-
mo de seus pontos fortes. 3) Ouvir Deus e receber confiança - Ele prome-
te estar presente. O discipulador experimenta uma presença, uma graça es-
pecial, que lhe dá discernimento e sabedoria do alto para os discípulos que
Jesus entrega para ele. 4) Ser comissionado, cheio de um sentido de
propósito - As pessoas não se tornam discípulas por meio de imposição ou
força, mas pelo chamado divino que estendemos a elas. 5) Reproduzir vida
- Não desanimar quando pessoas desistirem, afinal, ficaram onze.
QUEBRA GELO
Qual seria uma das piores coisas que poderia acontecer após sua morte?
ADORAÇÃO
"A Colheita" (Alda Célia), "Rendido Estou" (Aline Barros e Fernandinho),
"Rede ao Mar" (Ministério Ipiranga), Hinos 429 CC e 441 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Ao ler Juízes 2.8-13, qual é o seu sentimento? Leia também Js 24.14-17.
2. Você tem uma convicção divina de que deve fazer discípulos? Isso o leva
à pratica? Por quê?
3. O que em Mt 28.16-20 alimenta seu compromisso de fazer discípulos?
4. O que aumentaria ainda mais seu compromisso de fazer discípulos?
COMPARTILHAMENTO
Como discípulo verdadeiro de Jesus, tenho duas opções: obedecer e experi-
mentar os frutos ou desobedecer e sofrer as consequências. Pense nisto!
Aproveite este momento para colocar sua vida diante de Deus.
AVISOS
Olhar o boletim e se possível acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
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LIÇÃO 2
SEJA UM DISCÍPULO VERDADEIRO
“Então Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quer vir após
mim negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
Mateus 16.24
Subir é descer. Descer é subir. O cus-
DEVOCIONAL DIÁRIO
to alto é barato. O barato é caro. O primeiro
SEGUNDA será último. O último, primeiro. O menor será
Mateus 16 / Eclesiastes 7 o maior. Jesus pregou um evangelho de ca-
TERÇA beça para baixo, contracultural (Mt 5.1;19.30).
De muitas formas, seus valores são contrá-
1Co 4 / Eclesiastes 8
rios à “sabedoria convencional”. No lugar dis-
QUARTA so, Jesus ensina uma “sabedoria remidora” -
Tiago 1 / Eclesiastes 9 uma sabedoria que nos chama a entregar
QUINTA nossa vida à vontade de Deus, viver para Ele
1 Pedro 5 / Eclesiastes 10 e servir aos outros. Na entrega de nossas
SEXTA vidas para algo e para alguém maior que nós,
2 Pedro 1 / Eclesiastes 11 realmente encontramos vida (Mt 13.44-46).
Tantas coisas nas quais podemos in-
SÁBADO
vestir nossa vida acabam por nos dominar
2 Pedro 2 / Eclesiastes 12
(1Jo 5.21). Quanto mais trabalhamos para
DOMINGO alcançá-las, mais descobrimos que perdemos
2 Pedro 3 / Salmos 2 e 3 essa essência fundamental de vida que é o
dom de Deus para nós.

SEGUIR JESUS É UM COMPROMISSO


Em Mateus 16.24, Jesus esclarece a natureza fundamental do disci-
pulado. “Quem quiser seguir-me tem de aceitar minha liderança. Quem está
na garupa não pega na rédea. Eu estou no comando. Não fujam do sofri-
mento. Abracem-no. Sigam-me, e eu mostrarei a vocês como agir. Autoaju-
da não é ajuda, de jeito nenhum. O autossacrifício é o cantinho - o meu ca-
minho - para que vocês descubram sua verdadeira identidade” (A Mensa-
gem). O nascer de novo, assim como o discipulado, nos tira do nosso trono
e coloca Jesus no lugar de honra e reinado.
“Seguir Jesus” é a definição de “comprometimento”. Comprometi-
mento exige uma escolha. Jesus não perdeu tempo para chegar ao coração
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do comprometimento: Os discípulos estariam comprometidos com Ele e ne-
gariam os seus próprios desejos ou eles estariam determinados em seguir
seus próprios caminhos e negariam a Jesus (Mt 10.32-39). A escolha do
comprometer-se é a mesma para todos os crentes — ou negamos a nós
mesmos ou negamos a Ele. Seguimos o caminho de Cristo ou perseguimos
o nosso próprio caminho.
Falar sobre Cristo não teria sentido sem o andar com Ele. Os discí-
pulos deveriam pegar as suas cruzes. Eles sabiam o que Jesus queria dizer.
A crucificação era um método comum de execução romana, e os criminosos
condenados tinham que carregar sua cruz pelas ruas, até o local da execu-
ção. Portanto, carregar a cruz era uma declaração pública da autoridade de
Roma. Jesus os desafiou a voluntariamente se colocar sob a autoridade de
Deus, fazendo a vontade de Deus à maneira de Deus. Comprometimento
exige ação; ele não pode ser separado da responsabilidade. O comprometi-
mento estende-se além do nosso relacionamento com o Pai celeste para
outras áreas da vida. Palavras e ações (Rt 1.16-17).
O comprometimento definitivamente limita escolhas porque é exclu-
sivo. Por exemplo, num matrimônio, o plano de Deus é que homem e mulher
se comprometam um com o outro exclusiva e permanentemente (Mt 19.5-6).
Jesus demonstrou no jardim do Getsêmani que a vontade do Pai sempre
tem precedência sobre a sua. No dia seguinte, Ele apanhou a sua cruz, de-
monstrando que iria fazer a vontade do Pai, da maneira do Pai.
Comprometimento constrói fé e desenvolve o caráter. É uma discipli-
na espiritual (Pv 16.3). É um projeto de uma vida toda que requer tempo,
trabalho e determinação (Mt 16.24).

TENHA CONVICÇÃO DO QUE VOCÊ PRECISA


Tiago 1.5-8
Para desenvolvermos um bom discipulado é necessário sabedoria.
Com sabedoria saberem discernir os acontecimentos à nossa volta. Se não
conseguimos discernir os propósitos de Deus nas provações, apenas preci-
samos pedir a perspectiva dele, a sabedoria, para superar a dificuldade de
discernir a diferença entre sabedoria e nossos próprios desejos. Se ainda
assim não temos uma visão clara, não devemos nos assustar. Muitas vezes
é difícil ouvir Deus no meio de uma crise. Neste caso, precisamos depender
do poder do Espírito em nossos irmãos, para que possam interceder e ouvir
Deus em nosso favor.

Discípulos Dedicados ao Reino de Deus


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Por isso Tiago coloca desta maneira: peça-a, porém, com fé. Nossa
fé está sendo testada (v.3). Passando por provas, as pessoas avançam ou
recuam. Em nada duvidando, de forma geral, provas e sofrimentos susci-
tam perseverança e fé ou dúvidas, semelhante à onda do mar (Ef 4.14).
Assim como a perseverança nos sofrimentos tem seus frutos (vs 3-
4), assim também estes versículos revelam os frutos da dúvida. O enfoque
na vida externa nos puxará para as dúvidas. Já o enfoque na vida interna
(Rm 8.28-29) nos leva a crescer pela fé, com ânimo redobrado (Tg 4.8) che-
gando-se a Deus: “Encontro que, fazendo a vontade de Deus, não me deixa
com tempo para discutir seus planos” (George MacDonald).

CONCLUSÃO
A possibilidade de perder a vida era muito real para os discípulos,
bem como para Jesus. O discipulado verdadeiro implica um compromisso
verdadeiro - entregar toda a nossa existência ao serviço, a Jesus. Se tentar-
mos salvar nossa vida física da morte, da dor ou do desconforto, podemos
correr o risco de perder a vida eterna. Se nos protegemos da dor que Deus
nos chama para sofrer, começamos a morrer espiritualmente e emocional-
mente. Nossa vida se volta para nosso interior, e perdemos de vista o propó-
sito para o qual fomos criados. Quando entregamos nossas vidas ao serviço
de Cristo, descobrimos o verdadeiro propósito da vida.
A cruz joga sua sombra sobre nós (Mt 16.24; Rm 6.6). Ela se revela
cada vez que a vida de Jesus cruza com a nossa. Isso acontece num mo-
mento único e transformador. George Müller expressou esse momento único
desta forma: “Houve um dia em que morri. Morri para George Müller - para
seus gostos ou predileções, suas opiniões, suas preferências, suas vonta-
des. Morri para o mundo - sua aprovação ou censura. Morri para a aprova-
ção ou censura até mesmo de meus irmãos e amigos. E, desde então, tenho
me dedicado, somente, a ser aprovado por Deus.” (Gl 2.20)

REFLEXÃO
Quando não conhecemos Cristo, fazemos escolhas
como se não houvesse vida após a morte.
Na realidade, esta vida é apenas a introdução para a eternidade.
A forma como vivemos neste breve período de tempo
determina nossa condição eterna.
Portanto, se você avaliar seu estilo de vida a partir de uma
perspectiva eterna, mudará seus valores e suas decisões.
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ENCONTRO NAS CÉLULAS
Cinco Passos para Mudanças que permanecem
1. Identificar uma área na qual você realmente quer mudar. Sem isso se
esquecerá logo de seu desejo de mudança ou procurará mudar diversas
coisas de uma vez, sem conseguir avançar para valer em nenhuma.
2. Desenvolver convicção divina (Tg 1.5-8) meditando na Palavra e ouvindo
Deus em oração. Sem isso, terá apenas uma emoção passageira.
3. Discernir impedimentos sérios, internos ou externos, para essa mudança.
Existem boas razões porque não mudamos antes; se não entendemos
isso, continuaremos do mesmo jeito.
4. Ter um encontro divino (Lc 5.1-11). Somos ingênuos de pensar que ape-
nas porque queremos mudar - sem que Deus entre em cena - vamos
conseguir, quando não conseguimos por tantos anos. Peça alguém para
ministrar (orientar, propor, aconselhar, sugerir) sobre sua vida.
5. Ter um plano e um companheiro com prestação de contas. Um desejo de
mudança sem um bom plano é apenas uma fantasia.
Para ganhar convicção divina são necessários três fatores juntos:
Descontentamento Santo, Convicção Bíblica e Ouvir Deus.
QUEBRA GELO
Que nota de 1 a 10 você se daria quanto a ser um verdadeiro seguidor de
Jesus? Como poderia melhorar essa nota?
ADORAÇÃO
"Quero Te Obedecer" (Fernandinho),"A Colheita" (Alda Célia),
"O Que Tua Glória Fez Comigo" (Fernanda Brum), Hinos 212HCC e 301CC.
EDIFICAÇÃO
1. Qual foi um dos momentos mais difíceis para você seguir a Jesus?
2. Quais os três imperativos de Mt 16.24? Qual é o mais difícil deles?
3. Na relação de discipulador e discipulado em 1Co 4.15-17, quais as frases
que ressaltam que o discipulado é sempre cristocêntrico?
COMPARTILHAMENTO
Ore para que o nosso discipulado seja um compromisso real e verdadeiro.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
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LIÇÃO 3
AS MARCAS DE UM DISCÍPULO
“Jesus disse: Bem aventurado... Os pobres em espírito...; os que
choram...; os mansos...; os que têm fome e sede de justiça...; os mi-
sericordiosos...; os limpos de coração...; os pacificadores...; os per-
seguidos por causa da justiça...” (Mateus 5.3-10)

Grandes multidões seguiam Jesus -


DEVOCIONAL DIÁRIO
Ele era o assunto e todos queriam vê-lo. A
SEGUNDA multidão estava se reunindo mais uma vez.
Mateus 5 / Salmos 4 e 5 Mas antes de falar ao povo, Jesus chamou os
TERÇA discípulos à parte e os alertou sobre as tenta-
ções que eles enfrentariam como seus asso-
2Ts 1 / Salmos 6 e 7
ciados. Jesus estava dizendo, não espere
QUARTA fama e fortuna, mas lutas, fome e persegui-
2Ts 2 / Salmos 8 e 9 ções. No entanto, Jesus garantiu aos seus
QUINTA discípulos que eles seriam recompensados.
2Ts 3 / Salmos 10 e 11 Cada bem-aventurança diz como ser
SEXTA abençoado por Deus. Significa ser mais do
2 João / Salmos 12 e 13 que feliz. Isto implica a condição ditosa ou
invejável daqueles que fazem parte do Reino
SÁBADO
de Deus. Ser “bem-aventurado” por Deus sig-
3 João / Salmos 14 e 15 nifica vivenciar esperança e alegria, indepen-
DOMINGO dentemente das circunstâncias. Alegrar-se e
Judas / Salmos 16 e 17 exultar é uma escolha. Escolhe-se abraçar
esta bem-aventurança e ter esta atitude.
As bem-aventuranças podem ser entendidas no mínimo de quatro
maneiras: 1) São um código de ética para os discípulos e um padrão de con-
duta para todos os crentes. 2) Contrastam os valores do reino (que são eter-
nos) com os valores mundanos (que são temporários). 3) Contrastam a “fé”
superficial dos fariseus com a fé verdadeira que Cristo requer. 4) Mostram
como as expectativas do Antigo Testamento serão cumpridas no novo reino.
Estas bem-aventuranças não são de múltipla escolha - não escolhe-
mos aquelas que gostamos e deixamos de obedecer aquelas que não nos
agradam. Elas devem ser consideradas e estudadas como um todo. Elas
descrevem como devemos nos comportar como seguidores de Cristo.
 Pobres em espírito (v.3) - Os quebrantados, os pobres e sem recursos.
Segunda Igreja Batista em Pavuna
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Muitos não enxergam a vida apenas como difícil, mas como impossível.
Sentem uma necessidade desesperada de Deus (Lc 18.13). Este é o primei-
ro princípio do Reino de Deus. O reconhecimento da nossa própria pobreza
nos leva à fronteira moral na qual Jesus opera. Com menos de nós, há mais
de Deus. Mateus enfatiza a liberdade da tirania das coisas exteriores e de
viver sob o domínio dos céus, ao invés de sob o domínio das coisas terrenas
 Os que choram (v.4) - Quando perdemos o que mais amamos, abre-se
espaço para o Amado ao expressar externamente uma realidade interior,
colocar a nossa dor e os nossos sentimentos para fora (choro, tristeza ou
luto). Apenas assim podemos ser consolados, curados, libertos e restaura-
dos (Gn 45.1-3; 2Co 7.5-7). Os que choram no presente, serão consolados
no juízo final quando entrarem na presença de Deus (Ap 7.17).
 Mansos (v.5) humildes (Tg 3.13) - O versículo 5 faz eco com Salmo
37.11. Os mansos não são fracos ou covardes. São os que, sob pressão da
vida, aprenderam a curvar as suas vontades e colocar de lado as noções
próprias, diante da grandeza e da graça de Deus. Força ou poder sob con-
trole, domados. Herdarão a terra. A terra não pertence aos autoconfiantes
ou que se auto-afirmam, que procuram possuí-la, mas aos “humildes de es-
pírito”, que estão dispostos a perder tudo por causa do Reino. Serão donos
de tudo que não pode ser comprado (1Co 3.21-23).
 Fome e sede de justiça (v.6; Amós 8.11-12; Rm 3.21-26) - Fala de um
anelo de justiça, que é comparável à tal fome e sede físicas como se conhe-
ce em países onde o povo morre à míngua de comida e água. Benditos são
os que anseiam pela vitória do direito sobre o erro, nas suas próprias vidas e
no mundo. A esses é assegurado que a justiça de Deus prevalecerá.
Este versículo é escatológico, procurando cumprimento na futura
consumação do Reino; mas a justiça também é um alvo para o presente (Mt
3.15; 6.1; 21.32). A justiça e o Reino andam juntos (6.33). Onde Deus reina,
Ele reina em justiça. Tanto o Reino como a Justiça esperam um cumprimen-
to escatológico, mas ambos são realidades presentes.
 Misericórdia (v.7; Mt 12.9-13) - Na misericórdia e no perdão, o receber
está ligado ao dar. Não que alguém mereça misericórdia pelo fato de ter si-
do misericordioso, pois então isso seria recompensa baseada em méritos.
Classicamente é a qualidade de não receber o que merece, mas ser liberto
da punição merecida. Em certo sentido, o inverso da graça. Misericórdia é
como um juiz que declara você culpado, mas depois não o pune. Graça é
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
16
receber algo que não se merece. É um presente inexplicável.
 Limpos de coração (v.8) puros - Termo usado para purificação; a pureza
de coração contrasta com as purificações rituais de mãos e corpo como nos
vários grupos existentes no judaísmo, uma aguda distinção era feita entre o
que era ritualmente puro e o que era impuro. Quando o nosso mundo interior
está bem, enxergamos Deus no mundo exterior. A visão espiritual depende
do nosso caráter. A pureza abre a porta para a presença do Santo. Se que-
remos manter a nossa intimidade com Deus, precisamos nos recusar a fazer
certas coisas - e até mesmo pensar nelas. Algumas coisas que podem ser
aceitáveis para outras pessoas não serão para nós (Ef 5.3-7).
 Os pacificadores (v.9) - Bem mais importante do que manter à paz é
criar a paz (Jo 14.27; Tg 3.17-18). Os pacificadores mostram como cooperar
em vez de competir. Eles entendem que Jesus é o “Príncipe da Paz” (Is 9.6).
Ele é a nossa paz (Ef 2.13 e ss). A participação é ativa e positiva, e não pas-
siva. Jesus mergulhou no meio da vida humana para criar ordem no caos,
reconciliação na separação, amor em lugar de ódio. Jesus ensinou que os
filhos de Deus são aqueles que se unem a Ele na sua obra de pacificação.
Embora a paz acarrete o fim da luta e da guerra, é mais do que isso. É har-
monia com o homem através de harmonia com Deus.
Com a declaração de Jesus de que o Reino chegou (Mt 4.17), as
pessoas perguntavam naturalmente: “Como posso me qualificar para fazer
parte do Reino de Deus?” Jesus disse que o Reino de Deus é organizado de
maneira diferente dos reinos terrenos. No Reino dos céus, as riquezas, o
poder e a autoridade não são importantes. As pessoas que fazem parte do
reino buscam bênçãos e benefícios diferentes, e têm atitudes diferentes.
Jesus disse que devemos nos alegrar quando formos perseguidos
por causa de nossa fé. A perseguição pode ser algo bom porque: 1) tira os
olhos das recompensas terrenas, 2) remove crenças superficiais, 3) fortale-
ce a fé daqueles que a enfrentam, e 4) nossa atitude em relação a ela serve
como exemplo para as pessoas que se espelham em nós. O fato de sermos
perseguidos mostra que somos fiéis. No futuro, Deus recompensará os fiéis
recebendo-os em seu Reino Eterno, onde não haverá mais perseguições.

REFLEXÃO
É Deus que dá o reino, satisfaz a fome,
faz rir e recompensa os perseguidos.
As bem aventuranças são atribuídas à soberania de Deus.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


17
ENCONTRO NAS CÉLULAS
Três grandes marcas de um discípulo são:
1. SER FIEL - Deus é fiel; e o verdadeiro discípulo também. Quando dá sua
palavra, você pode confiar. Quando diz que se encontrará com você em cer-
to horário, é firme em cumprir sua palavra. Ele entende que, quando se com-
prometeu com alguém, esse tempo não pertence mais a ele; pertence a ou-
tra pessoa. Ele vive com Deus; isso se reflete no fato de manter sua palavra
mesmo quando sai prejudicado.
2. ESTAR DISPONÍVEL - Ele não vive dando desculpas quanto a dificulda-
des de caminhar com seu discipulador (Lc 9.57-62). Ele se esforça para ca-
minharem juntos, pagando o preço, seja quanto a seu tempo, seja até em
dinheiro. Ele opta por priorizar a relação com o discipulador acima de muitas
outras atividades. É proativo em encontrar formas de caminharem juntos.
3. SER ENSINÁVEL (Mt 9.13) - É motivado por isso faz perguntas, com o
desejo de crescer e aprender (Mt 13.36). Quando recebe tarefas, leva a sé-
rio porque tem vontade de crescer. Tem fome e sede do Reino de Deus. Co-
loca em prática o que está aprendendo intelectualmente de forma íntegra,
pois seu desejo de crescer naturalmente extrai o melhor do seu discipulador.
QUEBRA GELO
Ao comentarem sobre você, destacam quais características acima?
ADORAÇÃO
"Bem-Aventurado" (Aline Barros), "Minha Morada" (Isadora Pompeo),
"Marca de Cristo" (Com. Inter. Zona Sul), Hinos 448 HCC e 401CC.
EDIFICAÇÃO
1. Até que ponto as marcas de Mateus 5.3-10 caracterizam a sua vida?
2. O que chama sua atenção quanto às características dos discípulos inici-
antes em João 1.35-51?
3. O que você considera serem as marcas principais de um discípulo?
4. Em quais dessas marcas você mais gostaria de crescer?
COMPARTILHAMENTO
Ore em duplas pedindo a Deus que lhes dê graça para crescerem nas mar-
cas que vocês precisa e sentem necessidade de aprimoramento.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
18
LIÇÃO 4
PASSOS PARA ENCONTRAR UM DISCIPULADOR
“E Jesus olhando para ele com amor, disse: — Só uma coisa falta a
você: vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres e você
terá um tesouro no céu; depois, venha e siga-me.” Marcos 10.21

Marcos 10.17-23 fala deste homem


DEVOCIONAL DIÁRIO
que queria ter certeza de que receberia a vida
SEGUNDA eterna, por isso perguntou o que poderia fa-
Mc 10 / Is 42 / Sl 18 zer. Ele disse que jamais havia infringido ne-
nhuma das leis que Jesus mencionou (v.19),
TERÇA
e talvez até tivesse obedecido também às
Mt 10 / Is 49 / Sl 19 e 20
regras adicionais dos fariseus. Mas Jesus, de
QUARTA uma forma amorosa, rompeu o orgulho do
1 João 1 / Salmo 21 e 22 homem com um desafio que expôs seus ver-
QUINTA dadeiros motivos: “Vá, vende tudo o que tem,
1 João 2 / Salmo 23 a 25 dê o dinheiro aos pobres”. Este desafio reve-
SEXTA lou a barreira que poderia manter este ho-
1 João 3 / Salmo 26 e 27 mem fora do Reino: seu amor pelo dinheiro.
O dinheiro representava seu orgulho pelas
SÁBADO
realizações e pelo seu esforço. Ironicamente,
1 João 4 / Salmo 28 a 30 sua atitude o tornava incapaz de obedecer ao
DOMINGO primeiro mandamento, de não permitir que
1 João 5 / Salmo 31 e 32 nada fosse mais importante que Deus (Êx
20.3). Ele não poderia satisfazer a única exi-
gência que Jesus fez - entregar todo o seu coração e toda a sua vida a
Deus. O homem tinha ido a Jesus perguntando a si mesmo o que poderia
fazer, e partiu enxergando o que era incapaz de fazer.

FACILITADOR E SERVIÇO
TORNANDO-SE GRANDE DO JEITO DE JESUS
Facilitação é codependência em ação. Um facilitador é alguém que
reage ao problema do outro tentando fazer com que tudo se resolva. Sentin-
do que o problema da outra pessoa é provavelmente sua culpa, o facilitador
permite que seu valor seja determinado pelo seu comportamento. Somente
quando ele faz algo pelos outros é que sente que “é alguém”, “é estimado” e
“tem valor”. Esse senso de responsabilidade superdesenvolvido faz com que
Segunda Igreja Batista em Pavuna
19
fique difícil “largar a mão” e permitir que os outros assumam a responsabili-
dade pelos seus próprios comportamentos e problemas.
A solução para a armadilha da facilitação está em uma nova com-
preensão daquilo que Deus diz a respeito dos seus relacionamentos com os
outros e sobre quem é Deus e quem você é. A Escritura deixa claro que nin-
guém é responsável pelos atos dos outros (Rm 14.12). Quando o jovem rico
veio até Jesus, Jesus disse a verdade, e então deixou que ele tomasse a
sua própria decisão. O Mestre não procurou seguir o jovem ou manipular
seus atos - embora o amasse muito.
O facilitador, antes de mais nada, precisa entender que é um filho de
Deus e sem culpa realizar a obra que o Pai lhe designou. Agora! No serviço
da obra, realiza o trabalho de discipulado que é ensinar tudo aquilo que tem
aprendido na Palavra através de outros servos do Senhor Jesus.
Antes de ir à cruz, Jesus certificou-se se os discípulos haviam com-
preendido o serviço. Eles observavam com assombro enquanto Jesus toma-
va uma toalha e lavava os pés sujos deles. Deu-lhes o exemplo! Não há ver-
gonha no serviço bíblico (Is 49.23), que apresenta a sanção da confiança do
Senhor (Is 42.1). Tal servo trabalha com um espírito suave e sensível (v.2) e
se recusa a desistir quando lhe sobrevém o sofrimento (v.3). Fundamental-
mente, o servo que honra ao Senhor não falha (v.4), apresenta alvos dignos
(v.4), está sustentado no Senhor (v.6; Is 49.5); e é recompensado com um
ministério produtivo (Is 42.7; 49.4,6) que glorifica ao Senhor (Is 49.3).
Os seguidores de Jesus devem ser facilmente reconhecidos (Mc
10.43; Jo 13.13-16). Eles estarão humildemente prontos para o serviço seja
ele qual for (Ef 6.5-9; Fp 2.6-8; Cl 3.17).

O QUE FALTA?
Olhando para ele, vendo de verdade... Com amor... Jesus tinha a
habilidade de observar cada pessoa. Ele sentiu uma profunda ligação com o
jovem e procurou deliberadamente ajudá-lo. Ao mesmo tempo, o amou o
suficiente para confrontá-lo dizendo: “Só uma coisa falta a você”.
Jesus não lhe diz exatamente qual é essa coisa, mas diz-lhe o que é
necessário para essa coisa, no caso dele, se tornar realidade. Tudo quanto
tens, disse Jesus, está entre ti e o resultado de tua busca. Não o retenhas:
vende-o, e dá-o aos pobres. É como o Evangelho de Marcos tem estado a
dizer: Deus toma nota do ato bondoso e altruísta de um homem (9.41), e
algumas vezes o homem precisa desfazer-se do que lhe é mais caro, se qui-
ser entrar no Reino (9.43,45,47).
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
20
E a mim e a você? Falta alguma coisa? Realmente entregamos tu-
do? Ou mantemos algo em reserva, algo que possa socorrê-lo ou apoiá-lo
na hora da crise, se Deus não for suficiente? D. L. Moody, um dos mais fa-
mosos evangelistas do século 20, é reconhecido por dizer: “O mundo ainda
não viu o que Deus pode fazer com um homem totalmente consagrado a
Ele. Com a ajuda dele, eu tenho o alvo de ser esse homem.” Existe algo im-
pedindo você de ser essa pessoa? Entregue isso agora. Não fique afastado
de Jesus, triste em saber que algo ainda é uma barreira entre você e Deus.
Você é precioso para o Reino de Deus. Você é capaz!
Em Mateus 13.44-45, Jesus conta duas parábolas. Ambas as pará-
bolas falam de se entregar integralmente. Muitos querem entrar no Reino do
mesmo jeito que entram na piscina ou no mar: um dedinho de cada vez. Ca-
da passinho para frente dói. É sentir o sacrifício que se está fazendo cada
vez que surge uma novidade. Há gritos, queixas, outros entram correndo e
pulando, se entregando ao choque térmico de uma vez. A segunda atitude é
revelada nestas parábolas, mostrando o nível de entrega que Deus quer:
“Transbordante de alegria”. A alegria é uma marca do Reino de Deus.
“Vende tudo”, implica uma renúncia, uma quebra radical com o passado.

CONCLUSÃO
Faça uma lista de tudo que você tem - inclusive pais, irmãos, cônju-
ge e filhos, assim como saúde, bem-estar emocional e até coisas negativas,
como falta de saúde física ou emocional ou falta de cônjuge ou filhos. Então
entregue tudo a Deus. Oswaldo Chambers, em seu livro Tudo para Ele, o
expressa assim: “TUDO PARA ELE. Tudo que tenho, tudo que sou e tudo
que espero ser... Uma entrega total e irrevogável ao Senhor, para o engran-
decimento do seu nome.”
Com esta visão, com certeza você já é um grande discipulador ou
está preparadíssimo para receber um mentor para ajudá-lo ainda mais no
crescimento e desenvolvimento da obra do Senhor. Você sabia que ao reti-
rar-se, aquele homem perdeu a oportunidade de ser transformado por Je-
sus? Em todos os Evangelhos, esta é uma ordem de Jesus para alguém
segui-lo que é claramente rejeitada.

REFLEXÃO
Três atitudes incrivelmente louváveis: correr para Jesus,
ajoelhar-se diante dele e fazer perguntas sérias e genuínas.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


21
ENCONTRO NAS CÉLULAS
Passos práticos para encontrar um discipulador:
 Ore, ouvindo Deus. (João 5.19-20,30).
 Anote as três áreas nas quais você mais deseja crescer nos próximos
anos, entendendo o valor da sua vida espiritual, familiar, emocional e pri-
oridades. Alguns procuram mentor na área de seus sonhos ou chamado...
 Faça uma autoavaliação para discernir se ele demonstra características
que motivariam alguém a investir a vida dele em sua vida. (Mt 5.3-10).
 Aproxime-se do seu líder ou supervisor para incentivá-lo a mentoreá-lo.
 Se está havendo dificuldade para alguém te discipular, tome a iniciativa.
Esta é uma oportunidade para o novo convertido, como para o crente
mais experiente. Procure alguém para te ajudar na área que você deseja
crescer espiritual e ministerialmente.
 Durante cada encontro fique atento à voz do Espírito quanto a tarefas ou
áreas que você deve trabalhar antes do próximo encontro.
QUEBRA GELO
Quais passos listados acima você está precisando no momento?
ADORAÇÃO
"Minha Morada" (Isadora Pompeo), "Em Tua Presença" (Nívea Soares),
"Deus Está Perto de Nós" (Diante do Trono), Hinos 217 CC e 300 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Para que o discipulado fluísse, quem teve de se entregar mais: os discí-
pulos ou Jesus (Mateus 10.17-31)?
2. Em João 1.35-42, o que incentivou André e seu companheiro para toma-
rem a iniciativa de ir atrás de Jesus e se tornarem seus discípulos?
3. Neste capítulo, quantos discípulos foram atrás de Jesus antes de serem
chamados por Ele? Você já tem um discipulador?
COMPARTILHAMENTO
Neste momento de intercessão temos a oportunidade de orar por nós pedin-
do para que cumpramos tudo aquilo que Deus tem para nós como serviço e
também orar pela pessoa que Ele tem colocado como nosso discipulador.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
22
LIÇÃO 5
ENCONTROS COM O DISCIPULADOR
“Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo: quem não
nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O
que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é es-
pírito. Não fique admirado por eu dizer: ‘Vocês precisam nascer de
novo’.” (João 3.5-7).
Em João 3, mais importante do que a
DEVOCIONAL DIÁRIO perspectiva de Nicodemos sobre Jesus é a
SEGUNDA perspectiva de Jesus sobre Nicodemos. Nas-
cer de novo é apenas o primeiro passo da
Jo 3 / Pv 3 / Sl 33
caminhada pela vida eterna, é um eterno, pe-
TERÇA
rene e perpétuo reinício; é um renovar-se o
Lucas 10 / Salmo 34 e 35 tempo todo, no pensamento, no falar e no vi-
QUARTA ver; uma contínua surpresa da vida de Deus.
Apocalipse 10 / Sl 36 e 37 Nicodemos faz perguntas sem constrangi-
QUINTA mento; essa é uma das qualidades de um ver-
Apocalipse 11 / Sl 38 e 39 dadeiro discípulo.
O outro texto é Lucas 10.38-42 onde
SEXTA
aparecem duas irmãs, Maria e Marta, que a-
Apocalipse 12 / Sl 40 a 42
mavam a Jesus. Nesta ocasião, ambas esta-
SÁBADO vam servindo-o. Mas Marta pensou que o esti-
Apocalipse 13 / Sl 43 e 44 lo de servir de Maria era inferior ao seu. Ela
DOMINGO não percebia que, no seu desejo de servir, na
Apocalipse 14 / Sl 45 a 47 realidade, ela estava negligenciando seu hós-
pede. Jesus não culpou Marta por estar preo-
cupada com as tarefas da casa. Ele estava pedindo apenas que ela definis-
se suas prioridades. O serviço a Cristo pode se degenerar em um trabalho
que está totalmente vazio da devoção a Deus.

ESTUDANDO AOS PÉS DE JESUS


Maria de Betânia aparece entre as primeiras mulheres da era cristã
que perseguiram uma “educação teológica” aos pés de Jesus. Lucas registra
cuidadosamente que Maria se sentava aos pés de Jesus e ouvia suas pala-
vras em uma época em que era absolutamente incomum uma mulher ser
ensinada, principalmente por um mestre respeitado. Quando Maria foi critica-
Segunda Igreja Batista em Pavuna
23
da, o próprio Jesus a elogiou por ter escolhido a boa parte.
Nicodemos foi pessoalmente até Jesus, embora pudesse ter enviado
algum de seus assistentes. Ele queria examinar Jesus pessoalmente, para
conseguir separar, por si mesmo, fatos de boatos. Nicodemos era um inves-
tigador, e acreditava que Jesus tinha algumas respostas. Sendo um profes-
sor instruído, Nicodemos foi a Jesus para ser ensinado. Ele pode aprender
que o Reino é pessoal, não é nacional nem ético, e as exigências para a
entrada no Reino são o arrependimento e o Novo Nascimento (espiritual).
Uma pessoa não precisa matricular-se em um instituto ou seminário
bíblico para se sentar aos pés de Jesus e ouvir suas palavras, mas um mi-
nistério pode ser melhorado e ampliado pela educação teológica formal, que
fornece um estudo sistemático sobre Deus e a maneira como Ele se relacio-
na conosco (oferecemos esta oportunidade através da Escola de Líderes).
Quando o Senhor chama uma pessoa para uma vocação cristã, ela
deve dedicar-se nos mesmos altos padrões de treinamento que se prepara-
ria para qualquer outra vocação. Não podemos ousar oferecer menos para a
obra do Senhor do que ofereceríamos a uma profissão “secular”. Quando a
integridade intelectual e a excelência acadêmica são perseguidas com um
coração plenamente devotado ao Senhor, Deus é glorificado, e esse é o ob-
jetivo supremo da educação cristã.

APROVEITE OS ENCONTROS COM SEU DISCIPULADOR


Leia Pv 3.1-12 e Lc 10.38-42 e responda as perguntas abaixo:
1. O que Salomão diz que seu filho ou aprendiz deve fazer com seu ensino?
2. Quais os benefícios de lembrar e praticar o que o mestre ensina?
3. Quantas vezes o mestre destaca o coração? Qual a importância disso?
4. Quantas vezes o mestre manda seguir seu próprio ensino e quantas ve-
zes o ensino do Senhor?
5. O que você pode fazer para aproveitar melhor um encontro discipulador?
O Senhor é nosso Mestre supremo (Ex 4.15; Sl 25.8-9,12) e nós so-
mos seus alunos (Jó 6.24). O primeiro e mais importante livro didático é sua
Palavra - seus mandamentos, o relato inspirado da vida de Jesus e a revela-
ção divina do Espírito Santo (Pv 6.23; Lc 12.12). O currículo inclui:
1) O temor do Senhor (Sl 34.11-14) - suas leis e a prática das mesmas.
2) Sua verdade (Sl 86.11) - o caráter e as promessas do Senhor para nós.
3) Discernimento (Is 28.26) - capacidade de distinguir entre o bem e o mal e
entre o certo e o errado.
4) O caminho para receber as bênçãos de Deus (Is 48.17-19) e para experi-
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
24
mentar todos os benefícios do relacionamento com Ele.
5) Percepção* (Ez 44.23-24) - a diferença entre o santo e profano.
6) Sabedoria (Tg 1.5) - correto no relacionamento com Deus e pessoas.
Pensando na necessidade do encontro discipulador e de melhorá-lo
a cada dia, leia e aplique estas sugestões: Seja proativo e marque os encon-
tros; Seja pontual nos compromissos marcados; Seja transparente e claro,
não esconda nada; Evite resistências ao mentor, tirando conclusões precipi-
tadas; Seja ensinável e flexível, ouça o Espírito Santo por meio do mentor;
Seja grato e humilde, não transfira responsabilidades; Seja responsável por
identificar e anotar as tarefas de seguimento, levando-as a sério e fazendo o
máximo para cumpri-las.
Um bom encontro inclui 15 minutos anteriores de preparo imediato e
15 minutos posteriores de seguimento imediato, tanto por parte do discípulo
como também do discipulador. (*como acuidade, discernimento)

CONCLUSÃO
Como alunos, devemos ser humildes (Sl 25.9), desejosos de apren-
der (Pv 12.1) e obedientes (2Tm 3.14). Devemos compartilhar generosamen-
te dos nossos bens materiais com aqueles que nos ensinam a Palavra de
Deus (Gl 6.6). Devemos nos lembrar das lições de Deus e aplicar diligente-
mente aquilo que Ele nos ensinou (Dt 4.9). Acima de tudo, devemos apren-
der não apenas com a mente, mas também com a vontade de modo a não
apenas conhecer, mas também aplicar suas leis.
A mensagem das boas-novas entra em foco em João 3.16. O amor
de Deus não é estático nem egocêntrico. Ele se estende e atrai outras pes-
soas. Aqui, Deus define o padrão do verdadeiro amor, a base para todos os
relacionamentos de amor: quando você ama alguém profundamente, você
se dispõe a dar livremente e gratuitamente, até o ponto do sacrifício próprio.
Você pode dizer que ama? Seja um discípulo verdadeiro.
REFLEXÃO
O vento sopra onde quer.
Nossa vida, assim como nossos encontros, reuniões e cultos,
devem ter espaço para o imprevisível se queremos que o Espírito
flua em nós e entre nós (1Co 12.4-6).
Quem é nascido do Espírito
deve mostrar o fruto do Espírito (Gl 5.22-23)
e ser cheio do Espírito continuamente.
Segunda Igreja Batista em Pavuna
25
ENCONTRO NAS CÉLULAS
Qual deve ser o compromisso do discípulo com o discipulador?
Não esqueça que como discípulo, você deve ser proativo para com seu dis-
cipulador ou mentor. Três vezes, Jesus testou Pedro perguntando se ele
amava o Mestre (Jo 21.15-17). Três vezes, Noemi falou para Rute voltar pa-
ra sua terra (Rt 1.8,11-12,15). Três vezes, Elias falou para Eliseu desistir de
acompanhá-lo em suas últimas horas (2Rs 2.1-8). Três vezes, Jesus quis
que Pedro, Tiago e João ficassem com Ele na sua hora de angústia (Mt
26.36-46). Três vezes, Deus revelou a Pedro uma visão que quebrava para-
digmas (At 10.16). Três vezes, Deus disse “não” para Paulo (2Co 12.8-9).
Quando Deus, nosso discipulador ou mentor nos fala ou nos pergun-
ta pela primeira vez, geralmente não ouvimos bem; não levamos muito a
sério. Na segunda vez, refletimos e pensamos. A terceira vez é capaz de
penetrar nosso coração e até quebrantá-lo.
Em cada instante, o seguidor ou discípulo é testado. Mesmo quando
nosso líder ou discipulador nos pede algo, precisamos discernir a voz e os
propósitos de Deus e não apenas caminhar pelo pedido dele. Dificuldade
não é motivo de desistir; se há dificuldade, esforce-se.
QUEBRA GELO
Como você se prepara para o encontro com seu discipulador?
ADORAÇÃO
"Última Chance" (Ministério Ipiranga), "Dono do Mundo" (Fernandinho),
"Não Haverá Limites" (CTMDT), Hinos 295 CC e 468 HCC.
EDIFICAÇÃO
1. Quantas vezes Nicodemos tomou a iniciativa com Jesus? O que isso sig-
nificou para ele (João 3.1-15)?
2. Leia 2 Reis 2.1-18. Qual é a qualidade que se destaca em Eliseu?
3. Por que você acha que Elias três vezes falou para Eliseu ficar para trás?
COMPARTILHAMENTO
O que você pode aprender do compromisso de Eliseu com Elias? Comparti-
lhe em grupo ou duplas e depois faça um momento de oração.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
26
LIÇÃO 6
INVISTA EM SEU DISCIPULADOR
“Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: — Simão, filho de João, vo-
cê me ama? Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado pela tercei-
ra vez: “Você me ama?” E respondeu: — O Senhor sabe todas as
coisas; sabe que eu o amo. Jesus lhe disse: — Apascente as mi-
nhas ovelhas.” João 21.17
A partir do simbolismo do peixe (Jo.
DEVOCIONAL DIÁRIO
21.11-13), os discípulos compreenderam su-
SEGUNDA as oportunidades e responsabilidades em re-
João 18 / Salmos 48 e 49 lação aos de fora da Igreja. Agora, com o sim-
TERÇA bolismo da ovelha, um dos líderes dos discí-
João 20 / Salmos 50 e 51 pulos percebia suas obrigações para com a-
QUARTA queles que pertenciam à comunidade cristã.
João 20 tinha deixado incerta a posição de
João 21 / Salmos 52 a 54
Simão Pedro, depois de sua tríplice negação
QUINTA
em João 18.15-18, 25-27.
Efésios 3 / Salmos 55 a 57 Jesus confronta Pedro no meio dos
SEXTA outros discípulos, logo depois de terem comi-
Apocalipse 15 / Sl 58 a 60 do. Normalmente o confronto deve ser em
SÁBADO particular, mas o círculo da confissão é o cír-
Apocalipse 16 / Sl 61 a 63 culo da transgressão. Pedro havia se orgulha-
DOMINGO do na frente dos outros de nunca negar Je-
Apocalipse 17 / Sl 64 a 66 sus; sua confissão e restauração precisavam
ser também na frente deles (1Tm 5.20).

“EU ACREDITO EM VOCÊ”


“Existem duas razões principais porque as pessoas na minha organi-
zação se sentem bastante encorajadas. Primeiro, gastei tempo para conhe-
cer e desenvolver um relacionamento com elas [...]. Eu realmente as conhe-
ço. Segundo, eu as amo, e expresso esse amor para elas regularmente.
Não estou falando simplesmente de elogiá-las pelo trabalho que fazem, dei-
xo que saibam que me importo com elas e que as amo como pessoas em
primeiro lugar.” John Maxwell.
Nesta cena na praia, Jesus fez com que Pedro tivesse uma experi-
ência que removera a nuvem de sua negação. O uso de um tratamento for-
Segunda Igreja Batista em Pavuna
27
mal - Simão, filho de João - indica a solenidade da ocasião. De Pedro soli-
citou-se que reafirmasse sua lealdade a Jesus, a mesma ênfase com que o
rejeitara. Diante da variação nos verbos gregos utilizados para amar, nas
perguntas de Jesus e nas respostas de Pedro, há a grande possibilidade de
que, nos versos 15 e 16, Jesus estava pedindo uma devoção espiritual
(agapaõ - parecido ao hesed do Antigo Testamento: incondicional, abnega-
do, procurando o bem maior da outra pessoa - Mc 12.28-31) maior do que a
que Pedro pensava dar (philleõ - é o amor de amigos, mental e emocional,
gostando de uma pessoa devido a uma identificação que sentimos); por is-
so, Pedro entristeceu-se, quando Jesus perguntou se ele o amava mesmo
num nível humano. A questão básica não é a espécie de amor envolvido,
mas a disposição de Pedro em traduzir sua amizade pessoal por Jesus num
ministério de preocupação com o rebanho.
O contexto não dá a mínima base para a comparação, pretendida
pela referência, de Pedro amar a Jesus mais do que estes. Já que Pedro
retornara à sua primitiva vocação de pescar (v.3), Jesus pergunta se o ama-
va mais do que os botes e redes aportados na praia. Pode ser também que,
como conversassem próximos à fogueira, Jesus estivesse indagando de
Simão se ele poderia cuidar deles mais que os outros discípulos ali reuni-
dos, como havia prometido no cenáculo (13.37; Mc 14.29). Um pouco mais
genericamente, Jesus pode ter desafiado Pedro a decidir se o amava mais
do que afirmara em todas as velhas promessas que fizera e quebrara, que
agora eram apenas memórias.
Seja qual for o sentido da referência, Pedro resolveu não deixar
qualquer rivalidade para seu amor por Jesus. Ele não somente estava pron-
to para confessar com seus lábios uma lealdade completa, coisa relativa-
mente fácil de ser feita, como estava certo de que seu Senhor, que conhecia
todas as coisas, sabia que o amava. Por fim Pedro compreendeu que o
centro de um compromisso com Cristo não residia naquilo que dissera ser
verdadeiro, que acabara se provando falso (exemplo: 13.37), mas naquilo
que Jesus sabia ser verdadeiro no âmago do ser de Pedro (2.25; 10.27).
É interessante que, a cada vez que Pedro confessava seu amor, Je-
sus dirigia esta confissão para um pedido para que apascentasse e pastore-
asse o rebanho de Deus (10.1-5). Apesar da desastrada performance de
Pedro durante a Paixão, ele não só fora perdoado, como restituído ao servi-
ço. Às vezes achamos que um erro patente no cumprimento do dever des-
qualifica para sempre um ministro para o serviço, mesmo que seu pecado
tenha sido perdoado por Deus. Jesus, entretanto, confiou seus poucos cor-
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
28
deiros àquele que violara tão completamente seu mais sagrado juramento,
havia tão poucos dias. E este não só se tornou um discípulo por meio de um
gesto de graça misericordiosa, como também ministrou aos outros discípu-
los, graças à disposição de Cristo em confiar nestes que, a despeito de o
amarem, tinham falhado diante dele de modo tão trágico.
A reintegração de Pedro, porém, não o eximiu do sofrimento que
procurara evitar ao negar Jesus. Quando fosse Velho, ele viveria a experi-
ência de não ter mais liberdade do seu tempo de jovem, quando podia vestir
-se e ir para onde quisesse. Ao contrário, estenderia suas mãos em prepa-
ração para ser crucificado, e outro o cingiria e o levaria para o lugar de exe-
cução, para onde não queria ir. Pedro porém, não precisava se preocupar
com este futuro destino, mesmo desolador; antes, sua tarefa para agora era
seguir Jesus até o fim, mesmo se este fim significasse morte. Como o con-
texto salienta, esta obediência não era um assunto particular, ou momentâ-
neo, mas envolvia o cuidado constante do rebanho.
João inseriu um comentário, entre parêntesis, para explicar que a
referência à crucificação de Pedro, velho e desamparado, foi feita para de-
monstrar com que morte havia Pedro de Glorificar a Deus. Provavelmen-
te isto signifique que a profecia de martírio fora cumprida e era conhecida do
escritor. Que provavelmente tenha perecido na perseguição comandada por
Nero, por volta do ano 64 (não há certeza nesta questão).

CONCLUSÃO
Você me ama...? A mesma pergunta chega para nós hoje. Jesus
não pergunta se amamos nossa igreja, nosso ministério, nosso chamado,
seu Reino ou qualquer outra coisa. Ele quer saber se o amamos. Uma per-
gunta feita três vezes tem um impacto especial. Apascente os meus cor-
deiros (ovelhas). Quem ama Jesus é discípulo dele. Quem é discípulo dele
o ama. A mostra disso é fazer o que Ele faz, sendo companheiro e parceiro
dele, ou seja, apascentando suas ovelhas (Jo 10.2-16; Is 40.11). Quem é
discípulo se torna discipulador ou pastor de outras pessoas.
REFLEXÃO
Uma coisa é dizer que você ama Jesus, mas o verdadeiro teste
é a disposição para servi-lo. Pedro tinha se arrependido,
e no texto Jesus lhe pedia que entregasse sua vida.
A vida de Pedro mudou, quando ele finalmente compreendeu quem era
Jesus. Ele deixou de ser pescador e passou a ser evangelista.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


29
ENCONTRO NAS CÉLULAS
Em João 21.15-17 Jesus pede duas coisas: o amor de Pedro e a
parceria de Pedro em cuidar de suas ovelhas. Ele pede de forma insis-
tente. A tríplice repetição grava o pedido no coração de Pedro e também no
de João, que, depois, inspirado pelo Espírito Santo, nos passou este relato
para que pudesse ficar gravado em nosso coração.
AMOR (Ef 3.14-21) - O amor é o maior presente que podemos dar para
qualquer pessoa, incluindo nosso líder espiritual. Líderes são seguidos, obe-
decidos, mas são amados? O amor transforma. Pode transformar uma rela-
ção obrigatória, necessária ou até amistosa em algo muito maior. Muitas
vezes, o que transforma um líder em pai espiritual é o amor de seguidor,
expressando-se como um filho espiritual (1Co 4.14-21).
PARCERIA - Em outro momento, Paulo falou que não conhecia ninguém
como Timóteo, que tinha interesse sincero pelo bem-estar dos crentes, uma
vez que todos buscavam seus próprios interesses (Fp 2.20-21). Jesus queri-
a que Pedro mostrasse seu cuidado pelos seus interesses. Realmente um
relacionamento de discípulo assume outra proporção quando essa pessoa
se torna parte da equipe ministerial de seu líder.
QUEBRA GELO
O que você entende quando Jesus diz: amas-me? (Agape/fileo)
ADORAÇÃO
"Dono do Mundo" (Fernandinho), "Alto Preço" (Asaph Borba),
"No Poder do Teu Amor" (Diante do Trono), Hinos 529 CC e 386 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Na passagem de João 21.15-17, o que Jesus deseja de Pedro?
2. Qual pedido parece maior: o amor de Pedro ou ele cuidar das ovelhas?
3. Lendo a história da igreja no livro de Atos, qual evidência temos de que
Pedro respondeu a ambos os pedidos?
4. De que forma você poderia investir na vida de seu líder espiritual?
COMPARTILHAMENTO
Quem é o seu discipulador? ________________________. Separe este mo-
mento para clamar pela sua vida, sua família e seu ministério.
AVISOS
Olhar o boletim e se possível acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE

Discípulos Dedicados ao Reino de Deus


30
LIÇÃO 7
ESTRATÉGIAS PARA O CRESCIMENTO
“Ordene estas coisas e ensine-as. Ninguém o despreze por você ser
jovem; pelo contrário, seja um exemplo para os fiéis, na palavra, na
conduta, no amor, na fé, na pureza.” 1 Timóteo 4.11-12
Uma vez que a visão é clara e esta-
DEVOCIONAL DIÁRIO
mos dispostos a torná-la realidade, vem a
SEGUNDA pergunta: O que preciso fazer para conseguir
1 Timóteo 4 / Sl 67 e 68 a minha missão? Se quero uma medalha o-
límpica, o que preciso fazer para conquistá-
TERÇA
la? Se quero ser um profissional de sucesso,
Romanos 12 / Sl 69 e 70
o que preciso realizar para alcançar isso? Se
QUARTA sonho com um casamento feliz, o que preciso
Apocalipse 18 / Sl 71 e 72 fazer hoje para que isso se torne uma realida-
QUINTA de na minha vida?
Apocalipse 19 / Sl 73 e 74 A resposta para essas perguntas é a
SEXTA mesma: a missão. A missão é o que devemos
fazer para que a visão se torne uma realida-
Apocalipse 20 / Sl 75 a 77
de. Se a visão é uma multidão de salvos, qual
SÁBADO
é a missão de cada crente?
Apocalipse 21 / Sl 78 No texto proposto para a lição de ho-
DOMINGO je, o apóstolo Paulo desafia os jovens e Jo-
Apocalipse 22 / Sl 79 e 80 vens adultos a serem exemplos para os fiéis.
Por serem jovens tem mais liberdade como
solteiros ou até como casados sem filhos para servir ao Senhor do que terão
depois. Aproveitem essa liberdade!
E nada também os podem impedir de serem exemplos na palavra,
na conduta e na pureza. Por isso dedique-se! Tenha foco! Não caia em fa-
zer um pouco de tudo sem ser bom ou excelente em nada. Isso se aplica
especialmente a nossos dons.

CUIDE DE VOCÊ MESMO E DA DOUTRINA


Medite, ocupe-se, seja diligente, para que o seu progresso seja visto
por todos (Fp 3.12-14). Como discípulos, não devemos fugir da prestação de
contas, atividade que deixa claro como estamos caminhando. Devemos en-
tender que essa prestação de contas é para nos ajudar a melhorar, para que
Segunda Igreja Batista em Pavuna
31
possamos ser o modelo que queremos ser para outras pessoas.
“Cuide de você mesmo e da doutrina” é um imperativo com dois
aspectos sequenciais. Ninguém tem o direito de cuidar da doutrina se não
está sendo cuidado. Nós somos a doutrina. A teologia (conhecimento de
Deus) sempre é autobiográfica. Cuide de si mesmo (Gl 6.1). Você é a maior
responsabilidade de mordomia que você tem (At 20.28). “Fazendo assim,
você salvará tanto a si mesmo (1Co 9.27) como aos que o ouvem” (Êx
18.17-18). Paulo não está falando aqui da vida eterna, mas da vida humana.
Quantos pastores e líderes, quantos pais e mães se perderam no caminho,
e seus seguidores ou filhos espirituais ou carnais se perderam junto com
eles. A responsabilidade de um líder é grande porque tanto suas vitórias co-
mo suas falhas são difundidas num campo bem maior (Tg 3.1-2).

SEJA INSPIRAÇÃO
Timóteo era um jovem pastor. Teria sido fácil que os cristãos o des-
prezassem, devido à sua mocidade. Ele teve que conquistar o respeito de
seus anciãos, estabelecendo um exemplo em suas palavras, em sua vida,
amor, fé e pureza. Independentemente da sua idade, Deus pode lhe usar.
Quer você seja jovem ou idoso, não considere a idade um obstáculo. Viva
de maneira que os outros possam ver Cristo em você. (Agnes, menina de
treze anos, se tornou mártir em 303 d.C. Aqueles que iriam matá-la, incenti-
varam-na a reconsiderar a sua fé por ela ser apenas criança. Ela respondeu:
“Posso ser uma criança, mas a fé não habita nos anos, e sim no coração”.)
Aparentemente, Timóteo precisava de um pouco de incentivo. É mui-
to provável que muitas pessoas próximas a você também precisem. Todos
os dias, temos muitas oportunidades de apoiar e inspirar membros da famí-
lia, colegas de trabalho, e até mesmo pessoas completamente estranhas. As
pessoas precisam de ajuda e incentivo ao longo do caminho. Paulo modelou
seis princípios importantes para nos ajudar a incentivar os outros:
1. Comece com o encorajamento. As pessoas que sabem que as incenti-
varemos ficarão felizes em trabalhar conosco.
2. Só espere dos outros, aquilo que você pode esperar de si mesmo.
As pessoas resistirão a padrões injustos de tratamento.
3. Desenvolva expectativas a respeito dos outros, levando em conside-
ração suas habilidades, sua maturidade e experiência. As pessoas rejei-
tarão expectativas às quais não se encaixam, ou não as atenderão. Seja
paciente com aprendizes distraídos ou lentos.
4. Monitore as expectativas que você tem dos outros. Às vezes, a alte-
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
32
ração nas circunstâncias pode exigir a revisão ou redução das expectati-
vas. Ninguém é bom o tempo todo.
5. Esclareça as expectativas que você tem dos outros. É provável que
as pessoas não acertem um alvo que não foi identificado.
6. Termine com o encorajamento. As pessoas gostam de receber agrade-
cimentos por um trabalho bem feito. Todos gostam de um elogio.
Aqueles que participam do ministério podem evitar atitudes inapro-
priadas com relação às pessoas sob seus cuidados, tratando-as como mem-
bros da família. Se eles considerarem todas as pessoas como membros da
família de Deus, eles as protegerão e as ajudarão a crescer espiritualmente.

CRESÇA CONTINUAMENTE
Atletas altamente habilidosos e talentosos perdem suas habilidades,
se seus músculos não forem fortalecidos pelo uso constante. Por isso Paulo
orienta Timóteo à “leitura” (as Escrituras - Antigo Testamento). Devemos ler
a Bíblia, pois nela há ricas recompensas no estudo das pessoas, eventos,
profecias e princípios que muito nos ajudarão em nosso viver diário.
Paulo sabia que havia possibilidade de Timóteo fraquejar ou de al-
guns que ele estivesse preparando, por isso ele incentiva a estar fortes para
não perderem seus dons espirituais por falta de exercício. Não devemos es-
quecer que nossos talentos são aprimorados pelo exercício, mas a falta de
uso fará com que eles desapareçam, por falta de prática e nutrição.

CONCLUSÃO
Devemos estar constantemente vigilantes, para não cairmos no pe-
cado que pode nos destruir com tanta facilidade. Mas devemos vigiar com
igual atenção aquilo em que cremos, “a doutrina”. Crenças erradas podem,
rapidamente, nos levar ao pecado e a heresia. Devemos estar vigilantes pa-
ra nos persuadir de que a maneira como vivemos é mais importante do que
aquilo em que cremos. Devemos manter um olhar atento sobre as duas coi-
sas, sempre fiéis à fé.

REFLEXÃO
Seja qual for o grau de envolvimento dos crentes no discipulado e
como se dá a relação deste envolvimento, a ordem é clara: Os crentes
mais antigos (experientes - independente da sua idade), devem incenti-
var e preparar os mais novos para viverem para a glória de Deus.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


33
ENCONTRO NAS CÉLULAS
O texto de 1 Timóteo 4.11-16 destaca muitas estratégias para nos-
so crescimento e para ajudar outras pessoas em seu crescimento. Possi-
velmente o mais raro para muitas pessoas é a profecia e a imposição de
mãos de líderes espirituais. Qual o valor disso?
A profecia é uma palavra que vem de Deus (1Co 14.1). Para quem é
sensível ao Espírito Santo, seu valor é difícil de medir. Essa palavra, ainda
mais se estiver ligada a uma passagem bíblica, acaba sendo viva, eficaz e
mais afiada do que uma espada de dois gumes, penetrando fundo (Hb 4.12).
Vivifica. Norteia. Muda-nos. Eleva-nos. Dá-nos nova coragem, poder e, no
caso específico de Timóteo, um dom espiritual.
A imposição de mãos de líderes espirituais tem o potencial de trans-
mitir uma graça sobrenatural (At 6.6). A autoridade espiritual desses líderes
lhes permite discernir o que o Pai está fazendo; e lhes permite perceber tan-
to a necessidade como o potencial da pessoa por quem estão orando. É um
trabalho em equipe que é bem mais forte do que um trabalho solitário.
Quando acontece num momento kairós, de transição ou crise, seu efeito
pode ser transformador.
QUEBRA GELO
Por que é importante o discipulado? Quem é o seu discipulador?
ADORAÇÃO
"Sou casa" (Elizeu Alves), "Tributo a Yehovah" (Paulo CésarBaruk),
"Mais de Deus" (Central de Adoradores), Hinos 550 CC e 154 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Quantos imperativos se encontram em 1 Timóteo 4.11-16?
2. Quais as indicações de apoio a Timóteo no texto?
3. Quais as razões para Timóteo seguir a orientação de Paulo?
4. Em qual das áreas que Paulo destaca você precisa focar mais?
COMPARTILHAMENTO
Quais são os dons e as habilidades que Deus lhe deu? Use-os para servir a
Deus e os outros (Rm 12.1-8; 2Tm 1.6-8). Ore em grupo para que toda a
célula esteja discipulando e seus membros envolvidos em um ministério.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
34
LIÇÃO 8
SEJA UM DISCÍPULO! ANDE COM JESUS!
“Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo.”
1 Coríntios 11.1
Sejam meus imitadores! Cada disci-
DEVOCIONAL DIÁRIO pulador deve dizer isto, porque na realidade
SEGUNDA nós estamos imitando a Cristo. E Cristo é do
1Co 11 / Salmo 81 a 83 Pai (Jo 14.7-10). Paulo não estava sendo ar-
rogante - ele não se considerava alguém livre
TERÇA
de pecados. Mas Paulo era um seguidor com-
Mateus 8 / Salmo 84 a 87
prometido e experiente de Jesus Cristo, e os
QUARTA crentes de Corinto o conheciam pessoalmen-
2 Timóteo 2 / Sl 88 e 89 te. A melhor maneira de direcionar estes no-
QUINTA vos convertidos a Cristo era direcioná-los a
Atos 9 / Salmo 90 a 92 um cristão em que eles confiavam.
SEXTA No versículo 2 de 1 Coríntios 11, Pau-
lo diz: “Eu os elogio porque em tudo vocês se
Atos 11 / Salmo 93 a 96
lembram de mim e retêm as tradições assim
SÁBADO
como eu as transmiti a vocês”. Temos uma
Atos 12 / Salmo 97 a 100 tendência hoje de pensar em tradições ape-
DOMINGO nas de forma negativa. Existem tradições dos
Atos 13 / Salmo 101 e 102 homens (Cl 2.8), às vezes religiosas (Mc 7.2-
13), que são vãs. No entanto, Paulo fala fre-
quentemente do valor da tradição (2Ts 2.15; 3.6). A tradição, seja familiar,
seja na igreja, nos revela nossas raízes e nossa identidade; por meio dela
sabemos quem somos e o que devemos fazer. Quando nossa tradição inclui
práticas que remontam aos primeiros séculos da igreja, como a doutrina dos
Apóstolos, sabemos que temos raízes profundas e boas.

BARNABÉ - O DISCIPULADOR DE PAULO


Quanta diferença faz quando um líder ou discipulador também tem
um mentor. O que Barnabé fez por Paulo?
 Ofereceu amizade, um ambiente de amor e aceitação: quando Paulo
foi para Jerusalém pela primeira vez após sua conversão, ninguém confiava
nele. Barnabé aproximou-se arriscando sua vida e tornou Paulo seu amigo.
 Abriu portas para ele: levou-o para os apóstolos (At 9.27).
Segunda Igreja Batista em Pavuna
35
 Integrou-o ao corpo de Cristo: pela ajuda de Barnabé, Paulo ficou com
os crentes e se firmou com eles (At 9.28).
 Discerniu seu potencial: 13 anos se passam sem termos notícias de
Paulo. Barnabé deixa seu grande sucessor em Antioquia e faz uma longa
viagem à procura de Paulo em Tarso (At 11.25).
 Convidou-o para ministrar a seu lado em Antioquia. (At 11.26).
 Elevou-o ao posto de líder. Os comentaristas indicam que a ordem dos
nomes é importante no livro de Atos. Barnabé sempre aparece primeiro em
relação a Paulo em Atos 11-12. A partir de 13.13, Paulo começa a liderar, e
Barnabé continua como parte de sua equipe.
 Permitiu Paulo formar sua própria equipe a partir do final de Atos 15.
 Restaurou João Marcos e o devolveu como presente para Paulo.
Paulo rejeitou João Marcos e se recusou a levá-lo como parte de sua equipe
(At 15.36-41). Barnabé viu nele potencial, como viu em Paulo, e investiu ne-
le. Mas 13 anos depois Paulo recomenda que os irmãos recebam João Mar-
cos; logo depois fala dele como seu companheiro ou cooperador (Fm 24).
No final de sua vida, quando muitos o abandonaram e ele já havia encerrado
sua corrida, Paulo pede para Timóteo levar João Marcos, dizendo: “pois me
é útil para o ministério” (2Tm 4.11). Nessas últimas horas, e para dar conti-
nuidade ao seu ministério, Paulo queria João Marcos a seu lado.
Leia agora Atos 4.13 e observe que os líderes judeus sabendo que
Pedro e João não eram instruídos, eles se maravilharam ao constatar o pro-
gresso intelectual que a convivência com Jesus acarretou àqueles homens.
Uma vida transformada convence as pessoas do poder de Cristo. Um de
seus maiores testemunhos é a diferença que os outros vêem na sua vida e
nas suas atitudes, desde que você creu em Cristo. Por isso é importante
andar com alguém que possa lhe ensinar as verdades da Palavra de Deus,
além do compromisso de orar sempre e se envolver com a Igreja.

UM OFICIAL ROMANO E JESUS


Mateus 8.5-13
A mensagem de Jesus é para todos. Os profetas do Antigo Testa-
mento sabiam disso (Is 56.3, 6-8; 66.12, 18-19; Ml 1.11), mas muitos líderes
judeus do Novo Testamento decidiram ignorar o assunto. Além disso, nin-
guém pode fazer parte do Reino de Deus com base em sua origem ou suas
conexões. Cada indivíduo deve decidir aceitar ou rejeitar as boas-novas. Ter
pais cristãos é uma benção maravilhosa, mas não lhe garante a vida eterna.
Você deve crer em Jesus, e segui-lo.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
36
O centurião romano poderia ter deixado que muitos obstáculos se
interpusessem, entre ele e Jesus - orgulho, dúvida, dinheiro, idioma, distân-
cia, tempo, autossuficiência, poder, raça. Mas não permitiu que isso aconte-
cesse. Os soldados romanos, mais que todas as pessoas, eram odiados
pelos judeus por sua opressão, controle e ridicularização. No entanto, a fé
deste gentio odiado envergonhou a pomposa piedade dos líderes religiosos
judeus. Jesus disse à multidão que muitos judeus religiosos, que deveriam
estar no reino, seriam excluídos, por causa de sua falta de fé.
O povo fiel a Deus, vindo “do Oriente e do Ocidente”, se reunirá para
participar do banquete com o Messias (Is 25.6-8). Os Judeus deveriam sa-
ber que, quando o Messias viesse, suas bênçãos também seriam para os
gentios (Is 66.12,19); mas esta mensagem lhes foi um choque, pois eles es-
tavam excessivamente envolvidos em suas próprias atividades.
Se a igreja de Cristo seguir o conselho de fazer discípulo constante-
mente, ela expandirá geometricamente à medida que crentes bem instruídos
ensinar outros e os encarreguem, por sua vez, de ensinarem a outros. Os
discípulos precisam estar equipados para transmitir sua fé; nosso trabalho
não estará concluído até que novos crentes sejam capazes para fazer ou-
tros discípulos (Ef 4.12-14).

PRINCÍPIOS PARA NÓS HOJE


 O centurião não permitiu que nenhuma barreira o impedisse de se aproxi-
mar de Jesus. Da mesma forma nós não devemos deixar, e se existe, o
que está afastando você de Jesus Cristo?
 Devemos ter cuidado para não acostumarmos com nossos hábitos religi-
osos, a ponto de esperar que Deus opere apenas de maneira específica.
Não limite Deus pela sua mentalidade e pela sua falta de fé.
 Ao reivindicar as promessas de Deus, não devemos aplicá-las pessoal-
mente ou culturalmente, deixando de ver o que Deus quer fazer para al-
cançar todas as pessoas que Ele ama.
 À medida que Timóteo (2Tm 2.3-7) pregasse e ensinasse, enfrentaria o
sofrimento, mas seria capaz de suportar.

REFLEXÃO
“Tu pois meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o
que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens
fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”
2 Timóteo 2.1-2
Segunda Igreja Batista em Pavuna
37
ENCONTRO NAS CÉLULAS
O cerne do discipulado é andar com Jesus. Se discipularmos sem
andar com Jesus, formamos discípulos nossos e não dele. O discipulador
tem de começar seu dia com Jesus. Isso normalmente implica um tempo
devocional para encontrar-se com Jesus, ouvir sua voz e alinhar coração e
mente com Ele (Mc 1.35-39). Como um grande músico falou: “Se eu não
ensaio por um dia, eu o percebo. Se não ensaio por dois dias, meu cônjuge
percebe. Se não ensaio por três dias, o mundo inteiro o percebe.”
Isto requer tomar como sagrado o estilo de vida de Jo 5.19 “O Filho
nada pode fazer por si mesmo, senão somente aquilo que vê o Pai fazer”. O
discipulador vive em dependência constante de perguntar para Deus o que
Ele está fazendo (Jo 5.19-20,30). Isso implica aprender a se aquietar e en-
trar em silêncio atento para ouvir Deus em diversos momentos. Retiros com
Deus e momentos para andar com Deus renovam a alma do discipulador.
Este andar com Jesus inclui discernir a pessoa dele em nossos se-
guidores e nas pessoas ao nosso redor. Isso envolve perceber Cristo neles,
a esperança da glória (Cl 1.27) que nos motiva ainda mais a nos dedicar ao
crescimento deles (Cl 1.28-29).
QUEBRA GELO
Quando foi uma vez em que você viu claramente Jesus em outra pessoa?
ADORAÇÃO
"Tributo a Yehovah" (Paulo César Baruk), "Sonda-me" (Aline Barros),
"Simples Como Jesus" (Daniel Alencar), Hinos 496 HCC e 181HCC.
EDIFICAÇÃO
1. Como você se sente imitando alguém como ele imita Cristo?
2. Como você se sente alguém imitando-o como você imita Cristo?
3. Você está com Jesus o suficiente, a ponto de Ele modificar suas palavras
e ações, e as pessoas notarem a diferença (At 4.13)?
COMPARTILHAMENTO
O que você mais precisa mudar para desafiar outras pessoas a seguirem
você como você segue Jesus? Compartilhe com o grupo ou em duplas e
depois ore sobre este assunto pedindo a graça de Deus sobre sua vida.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
38
LIÇÃO 9
SEJA UM DISCÍPULO TRANSPARENTE
“E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também
deram a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós,
pela vontade de Deus.” 2 Coríntios 8.5
Neste estudo trabalharemos duas im-
DEVOCIONAL DIÁRIO portantíssimas características de um bom dis-
cipulador: ser transparente (2Co 3.7-18) e sa-
SEGUNDA
ber fazer boas perguntas (Mt 13.9-23).
2Co 8 / Êx 34 / Sl 103
Em Mt 13.9-23, Jesus destaca a pala-
TERÇA vra “ouvir” e seus derivados (ouça, ouvidos
2Co 3 / Sl 104 etc.) 21 vezes. Ele está angustiado sobre a
QUARTA importância de saber ouvir, sabendo que é um
Mateus 13 / Sl 105 assunto de vida e morte espiritual (Mt 11.15).
QUINTA Neste mesmo texto Ele faz um alerta:
“pois ao que tem mais será dado” (Mt 25.29).
João 15 / Sl 106
A que qualidade Jesus está se referindo? Pre-
SEXTA
cisamos entender, porque é a chave para
2 Co 9 / Sl 107 crescer, assim como a chave para perder o
SÁBADO pouco que alguém tem se não tiver essa qua-
2 Co 10 / Sl 108 e 109 lidade. No contexto há duas dicas: a qualida-
DOMINGO de parece ter a ver com a capacidade de fa-
2 Co 11 / Sl 110 a 114 zer perguntas, o desejo de aprender (v.10) e a
habilidade de ouvir (v.9). Muitas pessoas es-
cutam sem nunca ouvir de verdade. Muitas pessoas fazem perguntas sem
nunca aprender (2Tm 3.7); recebem ensino sem nunca crescer (Hb 5.11-
14). Possivelmente o segredo que revela esta qualidade está em Mt 5.6.

CRESCENDO NA HABILIDADE DE FAZER BOAS PERGUNTAS


Porque o coração deste povo está endurecido. Quando as pesso-
as rejeitam Jesus, sua insensibilidade no coração afasta ou torna inútil até
mesmo o pouco entendimento que elas têm. Três grandes coisas endure-
cem o coração: 1) a inabilidade de enxergar e apreciar a formosura e o mi-
nistério; 2) dores ou feridas não resolvidas; 3) ouvir verdades sem as prati-
car. Mas os discípulos eram bem-aventurados (Mt 13.16), porque eles iam
atrás de entender o que não entendiam (At 17.11).
Segunda Igreja Batista em Pavuna
39
Maneiras como você pode crescer:
 Alistar as vantagens ou valores de fazer boas perguntas (Mt 11.7-9).
 Pedir que Deus lhe dê uma visão mais profunda quanto ao valor de boas
perguntas. Ir atrás dele com seriedade quanto a isso.
 Marcar as perguntas de forma especial que aparecem na leitura bíblica.
 Fazer um estudo especial das grandes perguntas da Bíblia.
 Estudar as perguntas de Jesus e as formas como Ele as respondia.
 Fazer um estudo do uso paulino de perguntas; por exemplo, ele faz cer-
ca de 70 perguntas no livro de Romanos.
 Pergunte sempre: o que Deus está fazendo? Quais seus propósitos?
Para refletir junto com a classe ou célula a seguinte pergunta: Qual a
qualidade em Mateus 13.12 que, se você tiver, lhe vai ser acrescentada mas
e, se não tiver, o pouco que poderia ter será tirado de você?

OUVEM A PALAVRA DO REINO


A palavra não muda nesta história; o que muda é o solo. A maior
parte dos crentes se encontra nos primeiros três solos. O primeiro é aquele
crente que nem lembra o assunto da mensagem algumas horas depois de
ouvi-la (7.26-27). O segundo tipo é o imediatista, que de forma entusiasma-
da se joga para cá e para lá, sem ter raízes (Tg 1.19-21), perseverança e
continuidade (Jo 2.23-25; Ef 4.14). O terceiro tipo é o ativista, materialista
ou estressado, tão sobrecarregado de atividades, bens e preocupações que
não tem como se entregar à Palavra, porque não consegue limpar a terra do
seu coração e dar espaço para essa Palavra crescer (Jo 15.2). O tratamento
de todos estes três tipos de solo é dolorido, e requer quebrantamento. O
bom solo é um contraste total com os três primeiros solos. Ele ouve a Pala-
vra e a compreende, frutifica e produz.
Os ouvidos humanos ouvem muitos sons, mas há um tipo mais pro-
fundo de audição, que resulta em entendimento espiritual. Quando falava
em parábolas, Jesus não estava ocultando a verdade dos que buscavam
sinceramente, porque os que eram receptivo à verdade espiritual entendiam
os exemplos. Para os outros, as parábolas eram apenas estórias.

UM ROSTO QUE BRILHA


Quando Moisés desceu do Monte Sinai com as tábuas da lei, sua
face refletiu fisicamente, ele esteve conversando diretamente com Deus (Êx
34.33,35). Moisés teve que usar o véu para impedir que as pessoas ficas-
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
40
sem aterrorizadas pelo brilho do seu rosto, e que vissem o brilho desapare-
cer gradualmente. A glória manifesta no rosto de Moisés era passageira. A
glória do evangelho brilha mais do que isso.
Aqueles que tentavam ser salvos, obedecendo à lei, logo se viam
presos em regras e cerimônias. Mas agora, pelo Espírito Santo, Deus pro-
porciona a libertação do pecado e da condenação (Rm 8.1). Quando confia-
mos que Cristo nos salva, Ele remove nosso fardo pesado que consiste em
tentar agradá-lo, e nossa culpa por não conseguirmos fazê-lo. Confiando em
Cristo somos amados, aceitos, perdoados e libertados, para vivermos para
Ele. “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”.
A glória que o Espírito distribui aos crentes é mais excelente, e dura
mais tempo que a glória que Moisés vivenciou. Examinando a natureza de
Deus sem véus sobre nossas mentes, podemos ser mais semelhantes a
Ele. Nas boas-novas, vemos a verdade a respeito de Cristo, e ela nos trans-
forma moralmente, quando a entendemos e aplicamos. Aprendendo a res-
peito da vida de Cristo, podemos entender quão maravilhoso Deus é, e co-
mo Ele realmente é. À medida que nosso conhecimento se aprofunda, o Es-
pírito Santo nos ajuda a mudar. Tornar-se semelhante a Cristo é uma experi-
ência progressiva (Rm 8.29; Gl 4.19; Fp 3.21; 1Jo 3.2). Quanto mais atenta-
mente e cuidadosamente seguirmos a Cristo, mais semelhantes a Ele sere-
mos. Então seremos como um espelho, refletindo a glória de Deus.

CONCLUSÃO
A parábola das sementes ou do semeador, deve encorajar os
“agricultores” espirituais - aqueles que ensinam, pregam e procuram condu-
zir outras pessoas ao Senhor. O agricultor semeou boas sementes, mas
nem todas germinaram; até mesmo as plantas que cresceram tiveram resul-
tados variados. Não se sinta desencorajado se nem sempre vir resultados
ao ensinar, fielmente, a Palavra. A fé não pode ser forçada a obedecer a
uma fórmula matemática (isto é, uma razão de 4 para 1, entre as sementes
plantadas e as que brotaram). Na verdade, é um milagre do precioso Espíri-
to Santo de Deus, que usa suas palavras para produzir a fé em Cristo.

REFLEXÃO
A esperança gerada pelo novo ministério,
a nova aliança, a glória que se renova (v. 18).
Não temos nada para esconder! Podemos ser autênticos,
ser nós mesmos com alegria e liberdade.
Segunda Igreja Batista em Pavuna
41
ENCONTRO NAS CÉLULAS
Apenas uma pessoa segura pode ser transparente e vulnerável de
forma saudável. Sem essa segurança, normalmente a pessoa se fecha; se
ela se abre, é de uma forma doentia, que chama atenção para si mesma ou
usa o sentimento para manipular as outras pessoas.
Ser vulnerável quer dizer ser disposto a compartilhar as dificuldades
e franquezas, abraçando (Tg 5.16) em vez de fugir dele. Quem não fizer is-
so, não conseguirá desenvolver o senso de identificação no mentoreado ou
discipulado. Quem consegue compartilhar fraquezas (2Co 4.7; 12.9-10), a-
bre portas no relacionamento e desenvolve o potencial para o crescimento,
tanto nele como no mentoreado. Quando um líder não é vulnerável e trans-
parente, seus seguidores tendem a se fechar (2Co 3.13-15).
Ao mesmo tempo, a transparência é relativa ao nível de relaciona-
mento que temos com alguém. O mentor precisa de sabedoria quanto ao
que compartilhar e como fazer isso. As inseguranças, os medos, as dores e
as fraquezas do mentor afetarão direta ou indiretamente o mentoreado. A
chave é transmitir como estamos crescendo no meio de nossas fraquezas e
desafios, e não apenas falar de nossos problemas. Lembre que, para o bem
ou para o mal, reproduzimos “segundo a nossa espécie”.
QUEBRA GELO
Você se considera uma pessoa transparente? Por quê?
ADORAÇÃO
"Preciso de Ti" (Diante do Trono), "Noiva Preparada" (Davi Sacer),
"Senhor Te Quero" (Vineyard), Hinos 476 CC e 478HCC.
EDIFICAÇÃO
1. Qual o problema básico de Moisés em 2Co 3.12-18?
2. Qual o efeito positivo e negativo de véus ou máscaras?
3. Segundo esta passagem, qual o valor da transparência?
4. Como você poderia ser mais transparente?
COMPARTILHAMENTO
Esta é uma boa oportunidade para toda célula ter um encontro com Deus.
Que este seja um momento muito especial para a célula.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
42
LIÇÃO 10
1º PRINCÍPIO DO DISCIPULADO: INDO
“Assim como Tu me enviastes ao mundo,
também eu os enviei ao mundo.”
João 17.18
João 17 é uma oração de Jesus. Com
DEVOCIONAL DIÁRIO
Ele, aprendemos que o mundo é um tremen-
SEGUNDA do campo de batalha, onde é travada uma
João 17 / Salmo 115 a 118 batalha entre as forças que estão sob o poder
TERÇA de Satanás, e as que estão sob a autoridade
de Deus. Satanás e seus exércitos são moti-
Lucas 24 / Sl 119.1-64
vados por um ódio amargo a Cristo e aos
QUARTA
seus exércitos. Jesus orou por seus discípu-
Atos 1 / Sl 119.65-120 los, incluindo aqueles de nós que o seguem
QUINTA hoje. Ele orou, pedindo que Deus conservas-
Atos 2 e 3 / Sl 119.121-176 se seus crentes escolhidos a salvo do poder
SEXTA de Satanás, separando-os e tornando-os san-
Atos 4 e 5 / Sl 120 a 125 tos e puros, unindo-os pela sua verdade.
SÁBADO O versículo 10 diz “... e nisso sou glo-
Mateus 10 / Sl 126 a 130 rificado.” O que Jesus quis dizer, quando dis-
se “nisso sou glorificado”? A glória de Deus é
DOMINGO
a revelação do seu caráter e da sua presen-
Lucas 10 / Sl 131 a 134
ça. A vida dos discípulos de Jesus revela seu
caráter, e Ele está presente para o mundo por intermédio deles. Você, sua
vida revela o caráter e a presença de Jesus?

A ORAÇÃO DE JESUS E O NOSSO COMPROMISSO


Assim como Tu me enviaste ao mundo. Jesus não pediu que
Deus tirasse os crentes do mundo, mas que os usasse no mundo. Como
Jesus nos envia ao mundo, não devemos tentar escapar dele, nem evitar
todos os relacionamentos com os que não são cristãos. Devemos ser sal e
luz (Mt 5.13-16), devemos fazer a obra que Deus nos enviou a fazer.
Jesus foi enviado para fazer duas obras: a redenção e discípulos (Jo
17.4). Somos enviados para fazer a mesma obra de Jesus. Por meio de sua
morte Ele fez a obra redentora. Por meio da sua vida, fez a obra do discipu-
lado. No lugar de fazer a redentora, nosso chamado é proclamá-la e vivenci-
Segunda Igreja Batista em Pavuna
43
á-la. A obra do discipulado é plenamente nossa! (Mt 28.18-20). Podemos
anelar o céu, mas é na terra que nossa obra é feita (Jo 20.21-23).
A favor deles Eu me santifico (v.19). Eu me consagro, separo, de-
dico e entrego. Isto é santificação integral, unindo o vertical e o horizontal.
Um discipulador que segue o modelo de Jesus se santifica em favor dos dis-
cípulos que Deus lhe dá. Fora sua família, não existem outras pessoas ou
coisas mais importantes em sua vida. Para que eles também sejam santi-
ficados (2Co 7.1; Hb 9.14). A minha santidade leva as pessoas ao meu re-
dor a serem santificadas?
Não peço somente por estes (v.20). Os discípulos estavam numa
corrida de revezamento. Jesus ora para aqueles a quem passaria o bastão -
chegando até nós! E agora é a nossa vez de passar o bastão para outros
discípulos, para a nova geração (2Tm 2.1-2).

É HORA DE AGIR
Está na hora da Igreja confrontar a situação de modo realista. Os
dias de superficialidade já se foram. O programa evangelístico da Igreja nau-
fragou em praticamente todas as frentes. O pior de tudo é que o grande im-
pulso missionário da expansão do evangelho através de novas fronteiras
perdeu sua força. Em muitos países, a Igreja enfraquecida mal consegue
acompanhar a explosão populacional. Enquanto isso, as forças satânicas
deste mundo estão se tornando ainda mais implacáveis e ousadas em seus
ataques. Quando paramos para pensar sobre isso, percebemos a ironia.
Numa era em que há recursos disponíveis para a disseminação rápida do
evangelho por parte da Igreja, como nunca se viu antes, na prática estamos
alcançando menos resultados em nosso objetivo hoje.
Ao avaliar a condição trágica do mundo de hoje, não podemos agir
de modo afobado na tentativa de reverter a tendência de uma hora para a
outra. Com a preocupação de conter a maré, implantamos um programa e-
vangelístico de impacto atrás do outro para alcançar as multidões com a Pa-
lavra de Deus. No entanto, por conta de nossa frustração, falhamos por não
compreender que o problema verdadeiro não está no povo - no que ele crê,
como é governado, se é bem alimentado ou não.
Nossa prioridade e maior missão é ganhar e treinar pessoas para
fazerem a diferença no mundo em que estamos. Precisamos começar trei-
nar qualquer pessoa que deseja seguir a Cristo com fervor e torná-la em
uma influência poderosa sobre o mundo, no lugar onde ela está inserida.
É neste ponto que devemos começar, do mesmo modo que Jesus.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
44
Será um trabalho lento, desgastante, doloroso. É provável que, a princípio,
ninguém sequer note nosso esforço. Contudo, o resultado final será glorioso,
mesmo que não vivamos o suficiente para testemunhá-lo. É preciso resolver
em que âmbito devemos fazer diferença: no reconhecimento momentâneo
proporcionado pelo aplauso das multidões ou na reprodução da vida de
Cristo a partir da obra de alguns poucos escolhidos que cumprirão sua tare-
fa depois de nós. A questão é: para qual geração estamos vivendo?
No entanto, devemos prosseguir. Agora precisamos analisar como
Jesus treinou seus homens para realizar sua obra. O padrão geral é parte
do mesmo método, e não podemos separar uma etapa da outra sem com-
prometer sua eficácia.

CONCLUSÃO
O verdadeiro relacionamento da Igreja com o mundo é cuidadosa-
mente demonstrado nos versos 14 a 16, num paralelo com o já referido rela-
cionamento de Jesus com o mundo. Para começar, a Igreja não deveria ser
do mundo, assim como Jesus não era do mundo. Isto não significava, no
entanto, que Deus os tiraria do mundo, mas, antes, que seriam enviados
ao mundo, como Jesus fora enviado ao mundo (20.21). A tensão, criada
por esta dupla ênfase, visa manter um equilíbrio entre separação e ser envi-
ado, pelas quais a Igreja cumpre sua vocação para a santidade e missões.
Esta dialética - não do ... mas ao - que distinguiria a vida da Igreja
no mundo, caracterizava aqueles que tinham sido “santificados” ou
“consagrados”. Esta separação não era um exercício de autoajuda, mas o
resultado da palavra purificadora (15.3) que Jesus lhes dera de si mesmo,
para que pudesse conhecer a verdade (8.31-32). Jesus não somente de-
senvolveu esta relação divina, como a obedeceu pessoalmente, outorgando
aos seus seguidores um exemplo impossível de esquecer do que significa
para um homem consagrar-se. Como aconteceu com Jesus, os discípulos
se tornaram o verdadeiro templo da permanência de Deus, onde quer que
ampliassem seu corpo através do mundo (2.19-21).

REFLEXÃO
A missão de Jesus é um dos temas dominantes do Evangelho de João,
sendo apresentada como o modelo para seus seguidores, ao mundo.
Podemos ansiar pelo céu,
mas é na terra que o nosso trabalho é realizado.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


45
ENCONTRO NAS CÉLULAS
O primeiro principio do discipulado: indo. Quando André e outro
discípulo perguntaram para Jesus onde Ele morava, Ele falou “venham e
vejam”. Esse dia com Jesus mudou o resto de suas vidas. Quanto ensino,
cura e outras experiências com Jesus aconteceram enquanto Ele caminhava
ou ia de um lugar para outro. Uma dessas experiências foi com dois discípu-
los que iam para a cidade de Emaús, pensando que Jesus estava morto (Lc
24.13-35). Eis algumas lições que podemos tirar dessa experiência:
 Jesus tomou a iniciativa de caminhar com eles (v.15).
 Não ficou ofendido, nem reagiu de forma negativa à cegueira deles (v16).
 Iniciou com boas perguntas (vs.17,19). Ouviu antes de falar (vs.17-24).
 Descobriu suas tristezas, esperanças e decepções (vs.17-24).
 Desafiou-lhes, mas de forma que fez o coração deles arder (vs.15,32).
 Abriu-lhes os olhos gradativamente para entenderem a perspectiva divina
 Existem dois grandes ambientes para o discipulado: o caminho e a mesa.
QUEBRA GELO
Quanto tempo você passa semanalmente com outros crentes fora de reuni-
ões? Qual é o local e o que fazem?
ADORAÇÃO
"Noiva Preparada" (Davi Sacer), "Sala do Banquete" (Pier 49),
"Compaixão Que Faz Milagres" (CTMDT), Hinos 441 CC e 443 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Jesus nos envia como Ele foi enviado. Como Ele foi enviado?
2. Quanto tempo Jesus passava com seus discípulos fora das reuniões for-
mais na sinagoga ou no templo?
3. A palavra “vão” na Grande Comissão é gerúndio no grego e poderia ser
traduzido por “indo” ou “enquanto vão”. Quais algumas possíveis implica-
ções de o discipulado acontecer na convivência e no caminhar juntos?
4. Como poderia caminhar melhor com seu discípulo e com o discipulador?
COMPARTILHAMENTO
Ore em duplas pedindo a Deus sabedoria para o seu caminhar como discí-
pulo e como discipulador. Ore também pela liderança da igreja.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
46
LIÇÃO 11
2º PRINCÍPIO DO DISCIPULADO: BATIZANDO
“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos
os membros, mesmo sendo muitos, constituem um só corpo, assim
também é com respeito a Cristo.” 1 Coríntios 12.12
Todas as organizações são reco-
DEVOCIONAL DIÁRIO
nhecidas por uma marca que as identifi-
SEGUNDA cam. Pense na marca do colégio e/ou da
1Co 12 / Salmo 135 a 137 faculdade em que você estuda ou estudou.
TERÇA Pense na marca da empresa em que você
1Co 13 / Salmo 138 e 139 trabalha. Pense na marca do time de fute-
bol para o qual você torce.
QUARTA
Qual marca identificaria você hoje? Ao
1Co 14 / Salmo 140 a 143
contrário do que se pensa, a principal mar-
QUINTA ca do cristianismo não é a cruz. Apesar de
Mateus 3 / Sl 144 e 145 muitos, corretamente, identificarem a fé
SEXTA cristã no símbolo da cruz, não é o uso des-
Efésios 4 / Sl 146 e 147 sa imagem ou objeto que torna cristã uma
SÁBADO pessoa. O que atesta e confirma que al-
Efésios 5 / Sl 148 guém é discípulo de Jesus é o batismo
DOMINGO alicerçado na fé.
É a marca da nova vida em Cristo e
Efésios 6 / Sl 149 e 150
da integração em seu Corpo. É a mostra visí-
vel de uma realidade invisível, a fim de enterrar e renunciar nossa velha vida
(dedicada à carne, ao mundo e ao diabo) e ressuscitar com Jesus para uma
nova vida (dedicada ao Espírito, ao Reino de Deus e à pessoa de Jesus).

ALGUNS MOTIVOS PARA O BATISMO


 Seguir o exemplo de Jesus (Mt 3.13-17; Jo 3.22) e da Igreja Primitiva (At
2.38; 8.12,16 etc.), bem como da história da Igreja.
 Obedecer a comissão de Jesus (Mt 28.19-20).
 Um sinal de que morremos para nós mesmos e começamos a viver com
Cristo e por Cristo (Rm 6.3-7; Cl 2.12).
 Um testemunho público de ter uma nova aliança e identidade; um sinal
visível de arrependimento e perdão de pecados.
 Integração no corpo de Cristo (At 2.41; 1Co 12.12-13).
Segunda Igreja Batista em Pavuna
47
A integração acontece principalmente por meio de discipulado, pe-
queno grupo e equipes de ministério.

UM A UM PEQUENO GRUPO
Atenção individualizada. Interdependência.
Intimidade: abertura maior. Aprendizagem através de perguntas.
Crescimento maior, foca as- Resiliência na hora dos conflitos - outros
suntos de uma só pessoa. membros do grupo podem ajudar.
Flexibilidade quanto a reunião. Múltiplos modelos
Profundidade nos assuntos de Probabilidade de continuidade é maior,
interesse individual. mesmo quando o discipulador parar.
Prestação de contas mais dire- Eficiência para o discipulador, atingindo
ta e objetiva mais pessoas ao mesmo tempo.

A UNIDADE ORGÂNICA DA IGREJA


Não há nenhuma palavra hebraica que expresse “corpo”. Entre os
hebreus, a ênfase é dada ao homem como pessoa responsável diante de
Deus. Entre os gregos, o corpo é usado para expressar unidade, inteireza.
Em seu corpo, Cristo morre e é ressuscitado em favor dos homens. Em seus
corpos, os homens vivem para Cristo quando vivem na fé em Cristo e em
amor para com os seus semelhantes. Em seus corpos, os homens vivem
uns com os outros no corpo de Cristo, porque estão em Cristo.
A igreja e Cristo funcionam como um só organismo. Todos os cris-
tãos são batizados no Espírito que os forma num corpo. A palavra corpo tem
várias etimologias e é usada 152 vezes no Novo Testamento. Encontra-se
91 vezes nas cartas de Paulo. Embora, em suas cartas, ela se refira mais
frequentemente ao indivíduo, também é usada para referir-se à Igreja.
A diversidade no corpo não surge por acaso; é planejada por Deus e
essencial. Por isso, não deve existir inveja, vanglória, timidez, preguiça ou
ambição. Sêneca diz que tudo o que se pode ver, tudo o que compreende
Deus e o homem, é um; somos partes de um grande corpo (Ef 1.22,23).
Os coríntios eram o corpo de Cristo (1Co 12.27). A Igreja, o corpo de
Cristo, existe através da obra de Cristo. Os coríntios não criavam o corpo de
Cristo, mas o manifestavam, porque confessavam Cristo em fé obediente,
aceitando os benefícios de sua morte e ressurreição. A Igreja é o corpo de
Cristo porque recebe a sua vida dele.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
48
Os coríntios, como corpo de Cristo, manifestavam uma unidade ou
inteireza. A palavra corpo significa unidade. Todos os membros do corpo
derivam a sua vida da existência que têm no mesmo corpo. Visto que eles
pertencem ao mesmo corpo, pertencem uns aos outros.
É a operação do Espírito Santo que nos atrai a Cristo. E a nossa a-
ceitação de Cristo é declarada pelo nosso batismo em um só corpo. Nós
não criamos o corpo: Cristo o faz. Nós entramos nele. A sua obra precede a
nossa apropriação dela. Pessoas de todas as nações e de todas as classes,
mediante a fé, pertencem ao mesmo corpo. A cada uma delas foi dado be-
ber de um só Espírito, isto é, cada uma recebe o dom do Espírito Santo. O
Espírito de Deus nos atrai para a participação no corpo de Cristo, criado pe-
la morte de Cristo e sua ressurreição pelos homens, e nos dá dons.
Na Igreja, Deus dá dons a todos, aos fortes e aos fracos. Os mem-
bros bem dotados não podem funcionar no Corpo sem o apoio e serviço dos
menos dotados. E a Igreja vive pela vontade de Cristo quando tem todos os
membros do corpo na devida honra. Estimar apenas aqueles cuja função é
espetacular é viver pela vontade do homem, e não pela vontade de Deus.

CONCLUSÃO
Deus arranjou os órgãos do corpo de forma que eles se complemen-
tam. Eles não se chocam um com o outro, nem competem por superiorida-
de, porém formam uma unidade. O corpo é aleijado, se os seus membros
não funcionam. E, de fato, as partes do corpo que são invisíveis ou cober-
tas, são vitais para a operação do corpo.
A harmonia do corpo é demonstrada quando todas as partes se aju-
dam umas às outras a cumprir os seus respectivos papéis, e quando não
são umas contra as outras, mas umas pelas outras. A elevação e depressão
que ocorrem a uma parte do corpo são compartilhadas pelo corpo como um
todo. O corpo cuida de cada membro e participa de todas as aflições e dores
de cada membro. Os fracos, doentes são melhores que mortos. Devem ser
cobertos (como roupa no corpo) com amor, apoio e oração (Gl 6.1-2).

REFLEXÃO
Quem recebeu o Espírito, recebeu dons. Se não está usando-os no
corpo e por meio do corpo, caminha de alguma forma deprimida ou
reprimida. Entramos plenamente nos propósitos de Deus apenas
quando usamos nossos dons e vivemos chamados.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


49
ENCONTRO NAS CÉLULAS
Em 1 Coríntios 12.12-14, Paulo retoma o tema de diversidade na
unidade (vs.4-7). O corpo é um. Em contraste com o vale dos ossos secos
desconectados e desarticulados (Ez 37.1-14). Não existe unidade sem rela-
cionamentos (Ef 4.15-16). Tem muitos membros, novamente diferente dos
ossos secos de Ez 37, não devemos ser desconectados e separados.
No Corpo de Cristo saudável, não existem membros inativos ou sem
função. Um crente solitário é um absurdo, simplesmente não faz sentido.
Alguém pode perguntar: “Posso ser crente sem ser membro de uma igreja”?
Outra pergunta ajuda responder à primeira: “Podemos ser membros de uma
família sem nunca nos encontrar com ela?” A resposta é tecnicamente sim,
mas isso acaba sendo uma sombra trágica e pálida dos propósitos de Deus.
Na unidade, a diversidade no Corpo apenas fortalece essa unidade.
Cada um aportando de sua rica singularidade. Lembre que Paulo está se
dirigindo aos Coríntios, uma igreja onde existia facções e conflitos. Nossas
diferenças devem nos enriquecer e não nos dividir.
QUEBRA GELO
Sua célula tem batizado? Como está o discipulado em sua célula?
ADORAÇÃO
"Plano Perfeito" (Renascer Praise), "Corpo e Família" (Priscila Angel),
"Deus Não Está Morto" (Fernandinho),Hinos 145 CC e 381 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Para você o que significa o batismo?
2. O corpo é composto de unidade em diversidade, e vice-versa. Quais as
implicações disso para o discipulado?
3. Se o batismo inclui integrar as pessoas em um só corpo, por que essa
integração é tão importante no discipulado?
4. Como você pode fazer o discipulado de uma pessoa?
COMPARTILHAMENTO
Discipulado é vida na vida. É quando um crente mais antigo ajuda um mais
novo e juntos vão ganhar outras pessoas para Jesus. Ore agora para Deus
te mostrar alguém para discipular e juntos aprenderem sobre Jesus.
AVISOS
Olhar o boletim e se possível acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
Discípulos Dedicados ao Reino de Deus
50
LIÇÃO 12
3º PRINCÍPIO DO DISCIPULADO: OBEDECER
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica
será comparado a um homem prudente que construiu
a sua casa sobre a rocha.” Mateus 7.24

DEVOCIONAL DIÁRIO Naturalmente, a obediência absoluta


à vontade de Deus foi o princípio que orientou
SEGUNDA a vida do próprio Jesus. Em sua natureza hu-
Mateus 7 / Ec 1 e 2 mana, Ele permitia, o tempo todo, que a von-
TERÇA tade do Pai fosse realizada. Apenas boas pa-
João 4 / Ec 3 e 4 lavras ou boas respostas não abrirão a porta
QUARTA dos céus. Isso requer também coração e vida
transformadas (Rm 10.9-10).
Apocalipse 2 / Ec 5 e 6
Deus Pai pode usar a vida do Filho de
QUINTA forma plena, de acordo com seu propósito.
Apocalipse 3 / Ec 7 e 8 Jesus falou sobre isso várias vezes: “A minha
SEXTA comida é fazer a vontade daquele que me
Mateus 16 / Ec 9 e 10 enviou e concluir a sua obra” (Jo 4.34); “Não
SÁBADO procuro agradar a mim mesmo, mas àquele
João 14/ Ec 11 e 12 que me enviou” (Jo 5.30; 6.38); “... Assim co-
DOMINGO mo tenho obedecido aos mandamentos de
meu Pai e em seu amor permaneço” (Jo
Filipenses 2 / Isaías 53
15.10). Tudo isso poderia ser resumido no
clamor de Jesus no Getsêmani: “Não seja feita a minha vontade, mas a tu-
a” (Lc 22.42). A cruz foi nada menos do que o ponto mais alto do compro-
misso de Jesus em fazer a vontade do Pai. A obediência não pode ser negli-
genciada. É um compromisso para toda vida.

CONSTRUIU A SUA CASA


Os Que praticam o mal (v.23) - Literalmente “os sem lei”, os que
não se submetem a nada e nem a ninguém. Hoje isso se expressa no indivi-
dualismo, nas pessoas que insistem em sempre ter a última palavra, em ser
donas de seu nariz. Infelizmente, muitas vezes, como no caso desta passa-
gem, isto se refere a líderes da igreja.
Isso pode ser aplicado ao seu lar e à sua família. Caiu a chuva,
transbordaram os rios, sopraram os ventos (v.25). Três forças vindas de
Segunda Igreja Batista em Pavuna
51
direções diferentes: de cima, de baixo e dos lados. Quando as situações
vêm com força para nos derrubar, nossa salvação dependerá dos nossos
alicerces (1Co 3.10), do nosso fundamento, de nosso pé estar na rocha.
Quantos crentes vão aos cultos, mas não tem o costume de fazer
anotações do que estão aprendendo, muito menos colocá-lo em prática?
Quantos crentes se esquecem rapidamente do tema da mensagem do do-
mingo anterior? Quantos têm um tempo devocional, mas nunca aplicam o
que aprenderam? E quantos outros, como na parábola do semeador, fazem
alguma aplicação rápida e temporária, mas logo desistem? Todos estes,
quem sabe a maioria dos membros de muitas igrejas, estão construindo em
cima de areia. E você? Muitos estão construindo sua vida sobre os alicerces
humanos do dinheiro, da cultura, dos títulos, da fama, da popularidade, os
quais, como areia, não resistem à ação demolidora do juízo final.
A grande tragédia é que pouco se faz para corrigir essa situação, até
mesmo por aqueles que conseguem percebê-la. Sem dúvida, a necessidade
mais urgente não é a de se desesperar, mas de agir. Está mais do que na
hora de fazer do genuíno discipulado cristão o requisito fundamental para
que uma pessoa possa ser considerada membro de uma igreja. Mas esta
ação, por si só, não é suficiente. Seguidores de Jesus precisam de líderes, e
isto quer dizer que, antes de muita coisa ser feita com os membros das igre-
jas, algo precisa acontecer entre a liderança. Se esta tarefa parece grande
demais, então devemos começar da mesma maneira que Jesus fez, esco-
lhendo algumas pessoas e instilando nelas o conceito de obediência. Quan-
do este princípio é colocado em prática, desenvolvemos plenamente de a-
cordo com o próximo passo da estratégia de conquista do Mestre.

OBEDECER É APRENDER
Depois da grande declaração de Pedro em Cesareia de Filipe, quan-
do Jesus disse aos discípulos que seria morto pelos líderes religiosos de
Jerusalém, o apóstolo chegou a repreendê-lo, dizendo: “Nunca, Senhor! Isso
nunca te acontecerá!” (Mt 16.22). Diante disso, Jesus se viu obrigado a dizer
-lhe que Satanás o estava enganando, porque o que falara era uma de-
monstração de que não estava pensando “nas coisas de Deus, mas nas dos
homens” (Mt 16.23). É claro que, por demorar a compreender com clareza a
mensagem da cruz, os discípulos também não entenderam, a princípio, seu
próprio lugar no Reino de Deus.
A obediência a Cristo era, portanto, o próprio recurso pelo qual a-
queles que acompanhavam o Mestre aprendiam mais sobre a verdade. Ele
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não pedia que os discípulos seguissem o que não soubessem ser verdade,
mas ninguém que o seguisse poderia ignorá-la (Jo 7.17). Assim, Jesus não
levou seus discípulos a se comprometer com uma doutrina, mas com uma
Pessoa que era o cerne desta mesma doutrina. Só se continuassem em sua
Palavra é que poderiam conhecer a verdade (Jo 8.31,32).

OBEDECER É PROVA DE AMOR


A obediência foi considerada por Jesus como uma grande expressão
de amor. Ela ganhou um destaque ainda maior às vésperas de sua morte.
Quando os Discípulos se reuniram em sua volta depois da ceia pascoal, dis-
se Jesus: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos [...]
Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama.
Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me
revelarei a Ele [...] Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai
o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele. Aquele que não me ama
não obedece às minhas palavras. Estas palavras que vocês estão ouvindo
não são minhas: são de meu Pai que me enviou [...] O meu mandamento é
este: Amem-se uns aos outros como eu os amei [...] Vocês serão meus ami-
gos, se fizerem o que eu lhes ordeno”. (Jo 14.15,21,23,24; 15.12,14).

PRINCÍPIOS PARA NÓS HOJE


 Não se pode negligenciar ou adiar as ordens de Cristo. Estamos partici-
pando de uma guerra que envolve questões de vida e morte.
 Cada dia de indiferença às nossas responsabilidades é um dia perdido
para a causa de Cristo.
 Não devemos conjecturar os motivos de Deus, e sim, cumprir os seus
mandamentos, se já aprendemos a verdade elementar do discipulado.
 Onde está a obediência revelada na Cruz? De fato, até parece que os
ensinos de Cristo sobre renúncia e a dedicação foram substituídos por
um tipo de filosofia respeitável e conveniente, baseada no seguinte prin-
cípio: “Faça aquilo que mais lhe agrade”.

REFLEXÃO
Não há lugar, no Reino de Deus, para pessoas preguiçosas,
pois este tipo de atitude não apenas impede qualquer desenvolvimento
na graça e no conhecimento, como também destrói qualquer eficácia
no campo de batalha do evangelismo mundial.

Segunda Igreja Batista em Pavuna


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ENCONTRO NAS CÉLULAS
O discipulado dificilmente funciona bem sem tarefa e prestação de
contas. Os sistemas educacionais no mundo secular que desejam formar as
pessoas sabem disso. É incrível que exista muito pouca tarefa e prestação
de contas na igreja. Pregamos e nunca pedimos a ninguém para prestar
contas, nem mesmo lembrar o assunto da mensagem uma semana depois
(2Tm 3.16). Nosso ensino na Célula ou na Escola Bíblica, a maioria das ve-
zes, não é nada diferente. Perdemos quase totalmente a visão de um disci-
pulado que ensina as pessoas a obedecerem. Um encontro divino, um en-
contro de discipulado, naturalmente, deve desembocar em alguma tarefa.
A falta de ensinar a obedecer ou praticar tem trágicos resultados:
 Mestres ensinam a obedecer e sem demonstrar a verdade em sua vida.
 Aprendizes não conseguem ter raízes e frutos duradouros (Mt 13.18-22).
 Aprendizes deveriam ser mestres, mas ainda precisam de leite.
 Mestres e aprendizes se tornam orgulhosos de seu conhecimento.
A falta de praticar este princípio leva membros, líderes e até igrejas
inteiras a serem fracos, superficiais e sem poder no mundo espiritual.
QUEBRA GELO
Qual foi uma das lições mais fortes que você teve sobre obediência desde
que se tornou adulto?
ADORAÇÃO
"Deus Não Está Morto" (Fernandinho), "Lugar Seguro" (Aline Barros),
"Teus Sonhos" (Fernandinho), Hinos 543 HCC e 367 CC.
EDIFICAÇÃO
1. Qual a diferença entre quem ouve e pratica e quem apenas ouve?
2. Em Lucas 6.48 acrescenta quais detalhes ao tipo de construção?
3. Por que Jesus insistiu que as pessoas aprendessem a obedecer?
4. Como você pode mais seriamente aprender a obedecer? E ajudar outras
pessoas a fazerem o mesmo?
COMPARTILHAMENTO
Orem juntos para sermos obedientes no discipulado e nas células.
AVISOS
Olhar o boletim e acompanhar a agenda da Igreja pelo site.
LANCHE
Oportunidade de comunhão.
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BIBLIOGRAFIA

Salvo quaisquer outras indicações, a versão bíblica utilizada nesta re-


vista é a Nova Almeida Atualizada.

Bíblia de Estudo do Discipulado - Novo Testamento. Barueri, SP. SBB,


2017 - David E. Kornfield e Josadak Lima da Silva

Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal / Tradução Degmar


Ribas Júnior. - Rio de Janeiro: CPAD, 2015

Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento - Volume 8 - JUERP -


Rio de Janeiro - 1985

Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento - Volume 9 - JUERP -


Rio de Janeiro - 1985

Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento - Volume 10 - JUERP


- Rio de Janeiro - 1985

Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento - Volume 11 - JUERP


- Rio de Janeiro - 1985

Robinson, Darrel W. Pessoas Compartilhando Jesus - Rio de Janeiro -


Horizonal Editora - 2003

Phillips, Keith. A Formação de um Discípulo - Editora vida - 1995

Howard e William Hendricks. Como o Ferro Afia o Ferro - São Paulo/


SP - Shedd Publicações - 1ª Edição - Setembro de 2006

Coleman, Robert E. O Plano Mestre de Evangelismo - São Paulo: Mun-


do Cristão, 2006 - 11ª reimpressão 2013

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Anotações
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