Você está na página 1de 13

CLASSIS REPTILIA

Com a chegada do Permiano ocorreram grandes modificações no clima e na


geografia terrestre. O soerguimento de montanhas e a formação de zonas altas e
baixas, e regiões quentes e frias ditaram a distribuição dos vertebrados terrestres
presentes neste período. Os anfíbios ficaram restritos às regiões quentes e com
água, enquanto os répteis passaram a dominar vários nichos ecológicos, devido a
uma série de vantagens que possuíam em relação aos anfíbios. Tais vantagens
garantiram a plena adaptação e diversificação do grupo, assim como são suficientes
para se considerar os répteis como mais evoluídos.
Os répteis constituem o tronco comum de onde se originaram por um lado as aves,
por outro os mamíferos, e por outro ainda os representantes atuais do grupo:
crocodilos, tartarugas, cobras, lagartos e Sphenodon.
Os principais caracteres que diferenciam répteis dos anfíbios são: a) fecundação
interna; b) corpo protegido por escamas ou placas; c) patas e cintura pélvica bem
desenvolvidas; d) esqueleto fortemente ossificado; e) maior desenvolvimento
cerebral; f) aquisição do ouvido médio; g) circulação mais complexa - coração
parcialmente separado em duas partes, evitando a mistura do sangue arterial e
venoso; h) pulmões mais desenvolvidos; i) ovo amniótico - caráter mais importante.
O ovo possui uma cobertura protetora porosa, e uma membrana interna, o amnios,
que permite a respiração do embrião, ao ser capaz de absorver diretamente o
oxigênio atmosférico.
A origem do grupo está entre os répteis chamados COTYLOSAURI, onde o gênero
mais típico é o Seymouria, que possui características de répteis e anfíbios, surgiram
no Carbonífero e tornaram-se abundantes no Permiano, extinguindo-se no
Triássico.
O principal elemento morfológico utilizado para a subdivisão dos répteis em
subclasses, é uma feição do crânio, as fenestras temporais (aberturas por onde
penetra o músculo, que vai se inserir externamente, permitindo melhor
movimentação da mandíbula e maior força de oclusão da boca), segundo a sua
variação de número e disposição em relação aos ossos pós-orbital e esquamosal.
Existem cinco tipo de arranjos: anápsido - crânio forma um teto sólido, sem
nenhuma abertura; euriápsido - fenestral temporal localizada acima da sutura entre
pós-orbital e esquamosal; sinápsido - fenestra temporal abaixo da sutura entre pós-
orbital e esquamosal; diápsido - existem duas fenestras temporais, uma acima e
outra abaixo da sutura entre pós-orbital e esquamosal.

Paleontologia Sistemática
Classis REPTILIA
Sub Classis ANAPSIDA
Ordo COTYLOSAURIA (P-Tr)

Répteis tronco de onde se originaram os demais. Possuem crânio mais alto e mais
estreito do que o dos anfíbios, cauda longa e patas curtas e fracas. Existiam duas
linhas de desenvolvimento: uma de formas pequenas e carnívoras (semelhantes à
Seymouria) e outra de formas grandes herbívoras (semelhantes à Scutoscuirus).

Ordo MESOSAURIA (= PROGANOSAURIA)(P)


São pequenos répteis adaptados à vida aquática, exclusivos, com distribuição
geográfica à Sudáfrica e Sudamérica. São importantes elementos indicativos sobre
a união entre os continentes sul americano e africano.
O crânio era comprido e estreito, e a plena adaptação destes animais ao meio
aquático está demonstrada pela forma alargada do pescoço e corpo, pala cauda
robusta, comprimida e também larga, além da redução das cinturas escapular e
pélvica. Possuíam muitos dentes, delgados e frágeis, supondo hábito herbívoro.
Está representado por três gêneros: Mesosaurus, Stereosternum e Braziliosaurus.

Ordo CHELONIA (P-R)


São répteis anápsidos onde sua grande especialização se manifesta
espetacularmente na aquisição de uma carapaça, constituída por um parte dorsal
convexa (espaldar) e uma ventral (plastrão), compostas por ossos dérmicos onde se
fusionam internamente as costelas e a coluna. A carapaça possui duas coberturas
superpostas, a interna - formada por ossos dérmicos que formam placas separadas
por suturas, e a externa-escudos epidérmicos similares às escamas normais de
outros répteis, separadas por pequenos sulcos.
A aquisição da carapaça constitui uma adaptação eficaz defensiva, que se
aperfeiçoou no transcorrer do tempo, graças a possibilidade de retrair a cabeça para
sua proteção. Existem também formas adaptadas à natação. Em geral habitam
regiões quentes, toleram bem o frio, mas não as temperaturas excessivamente
baixas. São bons indicadores paleoclimáticos.

Importância Estratigráfica
São abundantes no registro fossilífero por todo o Terciário, devido a estrutura e
compactação de sua carapaça, sua capacidade de resistência às pressões. Não é
raro o registro de carapaças completas, já que devido sua natureza sólida, não é
alimento adequado para os animais necrófagos, com exceção da cabeça,
extremidades e resto do corpo.
Não são bons fósseis guias devido não apresentar grande dispersão horizontal
(depende do clima e meio biológico) e nem vertical (evolução braditélica).
Evolução
CRYPTODIRA PLEURODIRA (K-R)
(retração por flexão (cabeça se retrai
vertical) lateralmente)

AMPHICHELYDIA (P-TR)
(pescoço não se retrai)

Sub Classis EURYAPSIDA


Ordo PROTOROSAURIA (P-TR)
(formas adaptadas à vida aquática)
Representam o tronco basal de onde se originaram os demais euriápsidos. São
animais de costumes anfíbios, corpo estreito e pescoço desproporcional ao restante
do corpo. O gênero mais característico é o Tanystropheus.

Ordo SAUROPTERYGIA (Tr-K)


Constituem um grupo de répteis aquáticos, exclusivamente mesozóicos, uma
característica comum, além da estrutura euriápsida do crânio, é a progressiva
adaptação ao meio marinho, que supõe profundas modificações das extremidades e
do alargamento dos pescoço. As primeiras formas, representadas pelos
NOTHOSAURIA (Tr) eram intermediárias entre os répteis terrestres e os
PLESIOSAURIA (Tr-K), definitivamente adaptados à vida pelágica. Os principais
aspectos desta linhagem filogenética são: diminuição do corpo e peso do crânio,
aumento do pescoço e alargamento das extremidades para tornar a sua natação
mais eficaz. Nestas extremidades observa-se polifalangia, uma imediata resposta
morfo-anatômica ao ambiente. A filogenia dos sauropterígeos pode ser condensada
na análise da tríade: Nothosaurus, Plesiosaurus e Elasmosaurus.

Sub Classis PARAPSIDA


Ordo ICHTHYOSAURIA (Tr-K)
São os répteis melhor adaptados à vida aquática. Possuíam corpo fusiforme,
comprimido, terminando em uma cauda alta heterocerca invertida, e uma ampla
aleta dorsal formada por simples redobramento cutâneo, sem esqueleto próprio. As
órbitas são grandes, o rosto largo e eram vivíparos. Alimentavam-se de peixes, e
em volta das órbitas existiam placas escleróticas, que os protegiam de grandes
pressões. As suas extremidades eram reduzidas a simples aletas, de tal forma que
a natação devia realizar-se ao estilo dos peixes, por movimentos laterais do corpo.

Sub Classis LEPIDOSAURIA (P-R)


São répteis diápsidos com aspecto lacertiforme. Compreende três ordens principais:
EOSUCHIA - primeiros lagartos, e compreendem o tronco basal das demais ordens;
RHYNCOCEPHALIA: SQUAMATA - originaram os lagartos atuais; Incluem as
cobras que se originam dos lagartos, perdendo todos os vestígios de ombros e
quadris, não possuem ossos de pernas e braços, e seu esqueleto é quase todo
crânio e espinha, com centenas de vértebras. As cobras podem erguer o seu corpo
porque a espinha tem um grande número de juntas onde cada uma pode se inclinar
um pouco.
Pachyrachis problematicus é o nome de um réptil extinto há 100 milhões de anos
que, ao ser descoberto no final dos anos 70, foi classificado como um lagarto. No
ano de 1998, o biólogo Michael Caldwell, da Universidade de Alberta, Canadá,
provou que o esqueleto, apesar de ter patas, pertence a um ancestral das cobras. A
evolução mostra mesmo que as serpentes surgiram a partir de alguns répteis que
aos poucos perderam os membros e aprenderam a rastejar. O desafio era achar um
fóssil que ao mesmo tempo comprovasse a teoria e mostrasse, na prática, como se
deu a transformação. E aí, o P. problematicus, apesar do nome, promete ser uma
solução, pois seus ossos estão em perfeitas condições. "Dá para ver as patas
lindamente", disse Caldwell.

Sub Classis ARCHOSAURIA


São os répteis terrestres notavelmente heterogêneos e polimorfos mais importantes
do mesozóico, predominantemente nos continentes por mais de 150 milhões de
anos. Atualmente estão representados apenas pelos crocodilos, como uma fauna
residual muito empobrecida. O principal caráter dos arcosários é a sua tendência
evolutiva até o chamado bipedalismo (acarretou importantes mudanças estruturais
na cintura pélvica, extremidades e cauda). O Triássico representa o período de
ampla radiação evolutiva do grupo, que ocupa praticamente todos os ambientes
ecológicos, com exceção do marinho, que já estava ocupado pelos sauropterígeos e
ictiossáurios.
A extinção dos arcossáurios no final do Cretáceo, com exceção dos crocodilos,
simultaneamente a outros grupos de répteis mesozóicos, é sem dúvida uma das
maiores surpresas registradas na Paleontologia, e que ainda hoje não está
suficientemente explicada. Se para a extinção dos pterossaauros pode-se supor a
competência seletiva das aves, o mesmo não ocorre com os dinossauros, cujo
desaparecimento em boa parte se deu graças às profundas modificações ecológicas
acontecidas no final do Mesozóico.

Ordo THECODONTIA (P-Tr)


São os ancestrais de todos os arcossáurios. Neles aparecem pela primeira vez:
cintura pélvica trirradiada, postura bípede (bipedalismo), dentes tecodontes (com
forma cônica bastante uniforme, situados em alvéolos dentários como nos
mamíferos. Este tipo de inserção dentária reduz a chance de perda dos dentes,
quando em luta ou segurando uma presa). As patas anteriores passam a servir para
pegar os objetos, as posteriores tomam-se longas e fortes para rápido
deslocamento, e a cauda funciona como elemento de apoio para a nova postura.

Ordo CROCODILIA (Tr-R)


Os crocodilos formam um ramo filético lateral e muito importante dos tecodontes,
que alcançou um extraordinário desenvolvimento durante o Mesozóico. São animais
de corpo alongado, cauda larga e comprida, extremidades curtas bem
desenvolvidas, e esqueleto dérmico constituído por placas dorsais e ventrais.
São importantes indicadores paleoclimáticos pois não resistem viver em
temperaturas abaixo de 10°C. Atualmente existem espécies que suportam até 5°C
negativos por vários dias. Após a última glaciação migraram para os trópicos em
busca do sol e calor.
Devido a sua escassez como fósseis, os crocodilos mesozóicos não são bons
indicadores cronoestratigráficos, limitando-se a proporcionar alguma informação
sobre período. O conhecimento de sua evolução, bastante fragmentado, pode ser
mais detalhado se houverem estudos mais sistemáticos. Pelo que se tem hoje no
registro fossilífero, os crocodilos sofreram muito poucas mudanças desde que
surgiram.
No fim do Triássico, um evento desconhecido eliminou a maioria dos crurotarsos.
Com o desaparecimento dos seus concorrentes, os dinossauros tomaram conta do
planeta. Ao mesmo tempo, enormes predadores aquáticos, como os plesiossauros e
mosassauros, evoluíram nos oceanos, limitando o desenvolvimento de outras
espécies. Os crocodilianos remanescentes assumiram novas formas, mas
sobreviveram, tal como seus descendentes atuais, nos locais a que tinham acesso:
rios, pântanos e manguezais (White, 2009).
Os nichos ecológicos restritos podem ter limitado as oportunidades evolutivas, mas,
por outro lado, foi a salvação destas criaturas. Muitas espécies de crocodilianos
sobreviveram à maciça extinção da passagem Cretáceo-Terciário (K-T), quando a
queda de um asteróide desfechou o golpe fatal contra os dinossauros (com exceção
das aves, consideradas dinossauros tardios) e contra ampla variedade da fauna
terrestre e marinha. Não se sabe porque os crocodilianos se salvaram, mas seus
habitats de água doce talvez sejam uma explicação: as espécies de água doce em
geral se saíram melhor, durante a extinção K-T, do que os animais marinhos, que
perderam extensos biótopos de pouca profundidade pela queda acentuada do nível
do mar. E eles também podem ter sido beneficiados por sua dieta diversificada e
pela capacidade de suportar longos períodos sem alimento, devido serem répteis de
sangue frio (White, 2009).
Com o fim dos dinossauros e dos outros répteis marinhos, por que os crocodilianos
não dominaram a Terra? Na época, os mamíferos haviam iniciado a marcha
evolutiva que os conduziria ao domínio do planeta. Com o passar do tempo, as
linhagens filogenéticas dos crocodilianos mais divergentes foram se extinguindo,
restando apenas as de formas corporais achatadas e de membros curtos (White,
2009).

Ordo PTEROSAURIA (J-K)


Compõem um grupo muito homogêneo e singular de arcossáurios carnívoros
adaptados ao vôo, que floresceram no Jurássico e se extinguiram por completo no
final da Era Mesozóica. Ocuparam uma série de nichos ecológicos continentais,
especialmente as zonas cobertas de bosque, as margens dos rios e lagunas, e
principalmente a proximidade das costas, vivendo em colônias numerosas, tais
como as gaivotas e outras aves marinhas. A característica mais significativa destes
animais foi o desenvolvimento do quarto dedo, que com o resto do membro anterior
sustentava uma membrana cutânea que facilitava o vôo. A estrutura das suas
extremidades permite aventar a possibilidade que em terra, os pterossauros
locomoviam-se como os morcegos atuais, arrastando-se até subir um novo objeto
elevado, de onde possam cair e empreender novo vôo.
Dividem-se em duas sub ordens:
RHAMPHORHYNCHOIDEA - mais primitivos, com dentição bem desenvolvida,
longa cauda reptiliana, e sem grande abertura alar.
PTERODACTYLOIDEA - Sem cauda, dotados de enormes mandíbulas com
dentição reduzida, são os pterossauros mais evoluídos. Possuíam ainda grande
abertura alar (até 10m) e uma crista óssea quase tão larga como o resto da cabeça,
e prolongada para trás. Essa estrutura servia para facilitar a movimentação durante
o vôo.

Ordo DINOSAURIA (Tr-K)


Os dinossauros, que sem dúvida são os répteis fósseis mais populares e os mais
espetaculares de todos os tempos, desenvolveram-se a partir dos tecodontes no
Triássico, e predominaram durante o Jurássico e o Cretáceo, extinguindo-se ao final
deste período.
Geralmente se pensa que os dinossauros formaram um grupo homogêneo de
grandes répteis. No entanto existiam formas mais corpulentas com até 50 toneladas
de peso; formas de tamanho mais reduzido, assim como um rinoceronte ou vaca;
outros quadrúpedes; e ainda outros caminhavam com o corpo erguido como os
cangurus e as aves. Saurísquios e Ornitísquios. Em realidade os dinossauros
correspondiam a duas sub ordens distintas, diferenciadas pela estrutura da cintura
pélvica, que nos primeiros era normal (trirradiada, como na maioria dos répteis), e
nos demais era tetrarradiada, análoga à das aves.
Uma das características mais importantes dos dinossauros era a tendência ao
bipedalismo, já presente nos tecodontes. É provável que em certo grau, os
dinossauros primitivos também fossem bípedes, e essa tendência se acentuou nos
carnívoros e ornitópodos (dinossauros bico de pato). Contudo, outros nunca
chegaram a esta posição em definitivo; muitos herbívoros voltaram ao estado
quadrúpede, ainda que as estruturas da cintura pélvica e das extremidades
posteriores atestavam sua descendência de formas bípedes.
Além da estrutura da cintura pélvica, o bipedalismo também tem como respostas, a
redução das extremidades anteriores e cintura escapular, e transformações
profundas das extremidades posteriores (redução do número de dedos para três,
alargamento dos ossos metatarsianos, redução do tarso e a formação de um
terceiro segmento na extremidade).
Na diversidade adaptativa dos dinossauros se registram sob o ponto de vista
ecológico, três ambientes fundamentais ocupados por eles: a) tipicamente
terrestres, que viviam sobre terra firma, povoando os bosques (por exemplo,
estegossauros e ceratópsidos); b) francamente aquáticos que nunca abandonaram
o ambiente terrestre (p. ex. saurópodos); e c) grupos que alternaram o habitat
terrestre com as regiões pantonosas.
Assim como os crocodilos, todos os dinossauros eram ovíparos, e provavelmente
punham seus ovos como os crocodilos e as tartarugas, nas margens dos rios e
lagunas onde habitavam, enterrados na areia, onde eram incubados pelo sol. Os
ovos do ceratópsios por exemplo, são geralmente elipsoidais alongados com 20 a
30cm de tamanho. Normalmente, os ovos de dinossauros possuem casca fina. Por
essa razão eles não poderiam ser muito grandes, pois quebrariam com facilidade.
Nos níveis mais modernos onde são encontrados tais ovos (Neocretáceo), são
caracterizados por uma casca mais grossa que o normal, e formados por duas
camadas concêntricas sucessivas. Essa anormalidade seria um obstáculo para o
desenvolvimento do embrião e eclosão, de tal forma que esta pode ter sido uma
causa que contribuiu para a extinção dos dinossauros.
Existe uma variedade morfológica muito grande dentro do grupo dos dinossauros.
Carnívoros, herbívoros, quadrúpedes, com mandíbula desdentada ou com dentes
afiados, placas recobrindo o dorso, chifres na cabeça e nariz, cabeça de diferentes
formas e tamanhos, pescoços mais longos ou mais curtos, e sem falar no tamanho
e peso destes animais. O fato também de uns serem velozes e não muito grandes,
outros mais lerdos, e outros gigantescos, causam a existência de conclusões
desencontradas sobre os costumes destes répteis.
Até o início dos anos 60 admitia-se que eles eram lagartos superiores, com hábitos,
fisiologia e sangue frio, como todos os demais répteis. No entanto, em 1964 essa
concepção foi-se modificando. O registro de formas com 4m de altura, bípedes, com
dentes afiados e garras em todos os dedos dos quatro membros, caracterizando
animais carnívoros, predadores, ágeis e ativos, não condiz com a condição
pecilotérmica estabelecida até então. Outros aspectos reforçam a homeotermia nos
dinossauros, tais como a estrutura do crescimento (os ossos cresceram como
crescem os ossos das aves atuais) o tamanho gigante, pois mesmo que o animal
ficasse o dia inteiro exposto ao sol, toda a sua massa muscular não seria totalmente
aquecida, e o cuidado com a prole (característica tipicamente mamaliforme).
Pesquisas mais modernas assumem que devido a separação dos continentes e a
revolução climática ocorrida no Mesozóico, os dinossauros, no decorrer de sua
evolução se transformaram em animais de sangue quente. Essa transformação
trouxe também o aumento do tamanho.
Com relação aos brontossauros ventila-se a hipótese de que esses animais eram
vivíparos ao contrário dos demais. Mesmo que nunca se tenha encontrado ovos de
brontossauros, essa possibilidade ainda necessita de muitos mais dados que a
comprovem.
Durante o Neocretáceo nota-se de acordo com os registros, que os dinossauros
migravam durante a estação chuvosa em busca de lugares secos e de alimento.
Uma paleobiota muito interessante foi encontrada no sudeste da Austrália.
Juntamente com aranhas gigantes, crustáceos, peixes, aves, anfíbios, pterossauros
e plesiossauros foram registrados vários ossos e dois esqueletos completos de
dinossauros. Esta comunidade era capaz de enfrentar os rigores climáticos
(estações com baixas temperaturas, e invernos escuros e longos). Estas condições
foram definidas, utilizando-se dois tipo de análises: a) a relação 18O/16O -
estabeleceu que no Ki da região, as temperaturas se aproximavam de 0°C,
alcançando por vezes a marca dos 8°C negativos, definindo um clima temperado
sujeito a períodos contínuos de escuridão durante o inverno; b) os vegetais -
indicam temperaturas médias de 10°C. Esses dados demostram que a paleobiota
possuía um alto grau de adaptação ao frio e à escuridão.
As formas de dinossauros eram dotadas de enorme cérebro e de grande órbitas
(que lhes propiciaram enxergar no escuro durante o inverno), e chama a atenção o
fato de se constituírem na sua maioria por indivíduos jovens, levando-nos a supor
que os meses de verão eram aproveitados para se por os ovos. Também é
evidenciado um nanismo neste dinossauros, que pode ser interpretado como uma
resposta adaptativa, para assegurar a sobrevivência da espécie em uma área
geográfica restrita (o sudeste da Austrália durante o Cretáceo era uma península do
Gondwana). E isso não é excepcional, pois é sabido que quando o espaço é
pequeno, as espécies diminuem de tamanho, para que possam contar com um
maior número de representantes. Um outro fator que determina a dimensão do
corpo é a diminuição da temperatura média no habitat. Com o reconhecimento
destas duas características na região em apreço, o nanismo é perfeitamente
coerente.
Uma questão fica difícil de ser explicada satisfatoriamente: o que faziam estes
animais para sobreviver durante o inverno? Até o momento a resposta mais aceita,
é que os dinossauros sobreviviam mantendo a temperatura corporal, e comendo
freqüentemente como fazem as aves durante as estações de baixa temperatura. A
hibernação também pode ser uma resposta, se bem que um tanto abstrata.
O fato é que os dinossauros australianos eram plenamente adaptados ao frio e à
escuridão, atestando a condição homeotérmica com a mais provável para os
dinossauros do período Cretáceo.
Os fósseis de dinossauros tem sido uma fonte valiosa de informações sobre o
passado remoto da Terra. Nessa área, foi anunciada em maio de 1998 uma
descoberta que pode fazer desmoronar um pedaço da teoria mais aceita sobre a
atual formação dos continentes. Segundo acreditam os cientistas, há 200 milhões
de anos atrás existia no planeta uma única massa de terra cercada de água, o
Pangea. Nessa época, ele teria começado a se quebrar e a dar origem ao planeta
como o conhecemos. A hipótese tida como mais provável era que a África e a
América do Sul se teriam destacado de um fragmento do Pangea num único bloco e
só mais tarde se separado uma da outra. O crânio de um dinossauro encontrado no
final de 1997 em Madagascar, ilha a sudeste da África, pode mudar essa história.
De acordo com os exames, o Majungatholus atopus - como foi batizado este animal
que viveu há cerca de 70 milhões de anos- era mais parecido com os dinossauros
da América do Sul e do sudeste asiático do que com os africanos. “Isso indica que a
África pode ter-se separado antes dos outros continentes, tornando-se uma grande
ilha, enquanto a hoje vizinha Madagascar permanecia presa ao bloco original”, diz
Scott D. Sampson, do Instituto de Tecnologia de Nova Iorque. Assim como a origem
dos continentes, a própria história dos dinossauros é ainda nebulosa. Já se tornou
corrente no meio científico atribuir o extermínio destes répteis à queda de um
asteróide que teria provocado uma radical mudança no clima. Alguns estudiosos
discordam também disso. É o caso do francês Leonard Ginsburg, paleontólogo do
Museu de História natural da França. “Os dinossauros entraram em extinção
gradualmente, devido a lentas alterações climáticas, já que os répteis, animais de
sangue frio, não toleram mudanças de temperatura”, diz.

Descoberto na Itália um Bebê Dinossauro


Um bebê dinossauro, morto há 113 milhões de anos, e cujos músculos e órgãos
internos se encontram fossilizados em excelente estado de preservação, foram
descobertos no sul da Itália em março de 1998. Este fóssil, encontrado na província
de Benevento, é o primeiro dinossauro encontrado na Itália, segundo Cristina dal
Sasso, do Museu de História Natural de Milão, e Marco Signore, das universidades
de Nápoles e Bristol na Grã Bretanha, que publicam sua descoberta no último
número da revista científica britânica Nature.
Segundo os autores do artigo, este jovem dinossauro está melhor preservado do
que outros espécimens encontrados no Brasil e na China. É a primeira vez que se
encontra o sistema digestivo de um dinossauro preservado.
Batizado de Scipionyx samniticus, este pequeno fóssil de 22cm, oferece pela
primeira vez aos cientistas uma imagem surpreendente da anatomia interna dos
dinossauros, com detalhes aos quais até agora não tinham tido acesso.
A conservação do estômago, em especial, deve permitir saber o tipo de alimentação
deste jovem dinossauro, que pode ter parentesco com o Tyranosaurus rex e o
Velociraptor.
O bebê dinossauro pode ter morrido ao cair num lago, acreditam os pesquisadores,
pois é precisamente a presença no fundo da água, um meio praticamente
desprovido de oxigênio e portanto sem bactérias, que garantiram a conservação de
seu corpo.
O termo DINOSAURIA não possui valor sistemático. Esta denominação ficou
consagrada na literatura, mas como categoria sistemática, reconhecida como
ordem, não é válido segundo as normas de nomenclatura zoológica. Para efeito
didático utilizar-se-á a nomenclatura informal. Contudo, é importante conhecer que
SAURISCHIA e ORNITISCHIA são ordens dentro do grande grupo ARCHOSAURIA.

Sub Ordo SAURISCHIA


São assim denominados devido a sua cintura pélvica trirradiada. Compreende os
seguintes infraordens: THEROPODA - bípedes e carnívoros, com marcadas
transformações no tempo geológico, a saber: Tr-ancestrais; J-formas bípedes com
braços; K- os braços são vestigiais. SAUROPODA - dinossauros gigantes,
herbívoros, quadrúpedes e semi aquáticos; de corpo maciço, pés robustos, pescoço
alongado e cabeça pequena.

Sub Ordo ORNITISCHIA


São os dinossauros de menor tamanho (entre 7 e 9m) com cintura pélvica
tetrarradiada (de ave). Foram herbívoros desde o princípio. Talvez os primeiros
tenham sido parcialmente bípedes, ainda que podiam caminhar sobre as quatro
extremidades. Desenvolveram-se em quatro linhas evolutivas com categorias de
infra-ordens: ORNITHOPODA - bípedes, herbívoros, terrestres ou anfíbios, e
conhecidos com bicos de pato; STEGOSAURIA - quadrúpedes, herbívoros e
dotados por espinhos e placas dorsais que funcionavam como sistema dissipador
de calor; ANKYLOSAURIA - quadrúpedes, herbívoros e encouraçados;
CERATOPSIDA - quadrúpedes, herbívoros e dotados de chifres, que eram
expansões cefálicas.
O desaparecimento dos dinossauros no final do Cretáceo é considerado um marco
no processo de extinção dos grupos biológicos, tanto vertebrados quanto
invertebrados.
De uma maneira geral a extinção ocorre quando um determinado grupo biológico
alcança excessiva adaptação e está muito comprometido com um determinado
ambiente ecológico. Nestas condições, uma ligeira modificação ambiental (muitas
vezes não percebida no registro geológico) é a causa imediata da extinção do
grupo, que já não é capaz de adaptar-se às novas condições ecológicas impostas.
Por outro lado, na última etapa de sua evolução, os grupos biológicos apresentam
características especiais, anômalas, que precedem a sua extinção. e estão
numericamente reduzidos. Está comprovado que quando as populações diminuem o
número de indivíduos, estão condenadas à extinção.
Os dinossauros não se extinguiram bruscamente como se pensa. O seu processo
de extinção se deu em etapas sucessivas, da mesma forma que acontece com os
outros grupos biológicos, ainda que em menos tempo. O seu ciclo se completa
muito rapidamente, e por esta razão a sua extinção também ocorreu em imediato.
Atualmente estão computadas cerca de 81 teorias sobre a extinção dos
dinossauros. Antes de enumerar as principais, cabe comentar um teoria das menos
sérias, propostas por Asimov. Segundo ele, marcianos vinham até a terra em suas
naves espaciais, fazer safaris. A contínua visita ao planeta para caçar dinossauros
causou a extinção destes grandes répteis.
As principais teorias são:
1) A competência dos mamíferos.
Sugere-se que o desenvolvimento dos mamíferos, tenha contribuído de alguma
forma para a extinção dos dinossauros. Esta hipótese é fácil de ser comprovada
com argumentos paleontológicos, haja vista a baixa representatividade numérica
dos mamíferos no Cretáceo, que só alcançaram desenvolvimento em grande escala
a partir do Daniano (Paleoceno Inferior).
Ainda com relação a responsabilidade dos mamíferos pelo fim dos dinossauros,
alguns autores sugerem que os ovos destes grandes répteis eram a fonte de
alimentação dos mamíferos. Pode até ser que isso tenha sido verdade, da mesma
forma que outros répteis inclusivo os dinossauros menores, comiam os ovos dos
maiores. No entanto essa teoria parece infundável, pois atualmente os ovos de
tartarugas e crocodilos são comidos por numerosos animais, e a população destes
grupos não tem mostrado regressão. Possivelmente isto controlou de alguma
maneira o desenvolvimento das populações de dinossauros, como ocorre hoje em
dia com os crocodilos, mas de maneira alguma não parece ter contribuído para a
sua extinção.
2) O aumento do tamanho dos dinossauros teve como conseqüência a sua redução
em representatividade numérica. Em verdade existe uma lei cuja predição afirma
que a densidade da população é menor, quanto maiores são os animais. Esta lei
entretanto não se opõe à existência de rebanhos com muitos indivíduos, como por
exemplo os elefantes e os hipopótamos. Os dinossauros não escaparam a esta lei,
e isto tornou-lhes mais sensíveis às conseqüências de confinamentos geográficos,
porque só os vastos biótopos muito monótonos permitiriam a estes animais formar
grandes rebanhos. A diminuição das extensões pantanosas no final do Cretáceo
favoreceu então a também diminuição no número de dinossauros. Este processo
pode ter sido fatal para os grandes répteis, enquanto que não afetaria os mamíferos
e nem os répteis de menor tamanho.
3) A Invasão das angiospermas
A grande parte dos dinossauros eram herbívora. É possível que a mudança da
vegetação trouxe efeitos fisiológicos nocivos, pois se calcula que cada um destes
animais consumia em média 200kg de vegetais por dia.
Na evolução dos vegetais aparecem substâncias químicas que lhes servem de
proteção (alcalóides e taninos) ao dissuadir os animais herbívoros de seu consumo,
devido seu sabor desagradável ou pelos nocivos efeitos fisiológicos.
Desta forma, o desenvolvimento das angiospermas supõe a incorporação destes
compostos na dieta dos dinossauros herbívoros, e como os répteis são menos
sensíveis do que os mamíferos à ação destes venenos, ou seja, eles precisam de
concentrações muito maiores para sentir seus efeitos, e até deixarem de alimenta-
se das plantas que os contém, eles já teriam ingerido quantidades letais, que lhes
ocasionaram lesões orgânicas, especialmente relacionadas com as funções
reprodutoras. Tais lesões estariam manifestadas na excessiva espessura da casca
dos ovos, que poderiam ter impedido a sua eclosão, e no anormal desenvolvimento
da glândula pituitária.
4) A deterioração da flora e
5) a competição com novos herbívoros
A primeira devido as variações climáticas, impróprias para o seu desenvolvimento; e
a segunda, pelo surgimento de mamíferos herbívoros mais ágeis na obtenção de
alimento.
Ambos tem uma coisa em comum: a falta de alimentos teriam sido a causa do
desaparecimento dos dinossauros. Porém, o registro geológico mostra que as
plantas não sumiram do planeta. O que houve foi uma irradiação de um novo grupo
botânico. Portanto são hipóteses improváveis.
6) Os dinossauros migradores (ceratópsidos e terópodas) teriam trazido parasitas e
algumas doenças, e por onde passavam iam contaminando os outros. No final,
todos os dinossauros teriam perecido por disenteria.
7) Velhice da espécie ou arteriosclerose dos patrimônios genéticos
Por terem atingido a etapa tipólise (fase terminal) do seu curso evolutivo, os
dinossauros perderam a sua elasticidade genética. Como eram formas muito
especializadas e que já estavam no ápice de seu ciclo genético, não conseguiram
adaptar-se a novas condições ecológicas.
8) Erupções vulcânicas - que teriam destruído a camada de ozônio
9) Chuva de meteoritos- teria provocado vários incêndios, e os dinossauros
morreram queimados.
10) Chuvas ácidas
11) Envenenamento da água por alcalóides
12) Mudança da razão CO2/O2
13) Diminuição gradual da temperatura nos últimos 15 m.a. do Cretáceo
14) Chuva de cometas
15) Separação dos continentes e formação de oceanos- o clima foi alterado e as
cadeias alimentares interrompidas.
16) Choque de asteróides
A grande nuvem de poeira que se ergueu impediram a passagem da luz.
Com a queda da temperatura e o desaparecimento das plantas devido a
impossibilidade de ocorrer a fotossíntese, resultou na extinção dos dinossauros. O
choque também disseminou o irídio radioativo contido nos asteróides, envenenando
o meio ambiente.
A respeito dessa teoria existem pelo menos duas questões que a contrariam:
I. são registrados outros isótopos radioativos em rochas pré-cretácicas, não
correspondente com às épocas de extinção já ocorridas no tempo geológico.
II. outros grupos de répteis, mamíferos, aves, angiospermas e alguns invertebrados
não se extinguiram. Por que ?
17) Mudanças ambientais
As mudanças ambientais ocorridas no final do Cretáceo, principalmente devido a
formação de cadeias de montanhas, originaram profundas mudanças geográficas e
climáticas nas regiões afetadas; principalmente a transformação de regiões baixas e
pantanosas em desérticas, áridas e montanhosas, impróprias para a vida dos
dinossauros. Ao mesmo tempo, o clima uniforme do Mesozóico foi substituído por
outro mais variado, caracterizado por diferenças de estação, com uma época fria
invernal, e uma zonação climática cada vez mais acentuada.
Sob estas condições, uma pequena variação da temperatura média anual ou
estacional, uma diminuição da umidade atmosférica, e uma redução das zonas
pantanosas pode ser fatal para animais de vida anfíbia, de grande tamanho, que
normalmente se refugiavam na água. E no final do Cretáceo parece que estas
condições foram acentuando-se cada vez mais, e com isso os dinossauros foram
devastados da Terra.
Algumas outras teorias sobre a extinção dos dinossauros sem muita credibilidade
são: não acomodação destes gigantescos animais na Arca de Noé, inépcia sexual,
sem prazer para caçar mais, morreram de tédio, e acometidos de cataratas, ficaram
cegos, não mais podendo procurar alimento.
Indubitavelmente a extinção dos dinossauros é um fenômeno complexo, não
explicável por uma única causa. A persistência ou a extinção de um grupo biológico
é conseqüência de seu equilíbrio com o meio ambiente ou da quebra desse
equilíbrio em um determinado momento e, precisamente a passagem Cretáceo-
Terciário foi uma a época de crise e ruptura do equilíbrio biótico que havia persistido
por todo o Mesozóico. Por isso a extinção dos dinossauros e de outros grupos de
répteis tem que ser vista como um marco da transformação ambiental e biótica,
onde vários fatores contribuíram para que isso ocorresse, e não uma única causa
isolada, como muitos pesquisadores afirmam.

Sub Classis SYNAPSIDA (Cb-T)


Ordo PELYCOSAURIA (Cb-P)
São os sinápsidos mais antigos e mais primitivos, cujas características básicas
eram: uma notável diferenciação na dentição (relacionado com um aperfeiçoamento
da arquitetura geral do crânio, tornando-os carnívoros mais ativos) e as apófises
neurais das vértebras bem desenvolvidas, que provavelmente funcionavam como
regulador da temperatura corporal. São dominantemente carnívoros, a não ser um
ramo lateral que evolui até o regime herbívoro. Para isso obviamente a dentição
sofreu profundas modificações. Os representantes clássicos dessa ordem são o
Edaphosaurus (para o ramo herbívoro) e o Dimetrodon (para a linha carnívora).

Ordo THERAPSIDA (P-Tr)


São os sinápsidos mais evoluídos e os prováveis ancestrais dos mamíferos.
Possuíam diferenciação dentária (caninos, pós-caninos e incisivos), arco zigomático
bem desenvolvido, côndilo ocipital duplo em alguns, patas abaixo do corpo, zonação
na coluna, pescoço bem separado do corpo, e abertura nasal bem separada da
abertura bucal. A fórmula das falanges era 2.3.3.3.3.

Origem e Diversificação dos Répteis


É unânime a hipótese da origem dos répteis a partir dos anfíbios antrocossáurios,
com base nas estruturas do crânio, vértebras e extremidades.
No intervalo temporal compreendido entre o Neocarbonífero e o Eopermiano,
haviam três grupos de répteis: Captohinomorfos (próximo da ancestralidade dos
répteis avançados), Pelicossáurios (antecessores dos répteis mamaliformes) e
Cotilossauros (grupo mais especializado que os Captohinomorfos). Os dois
primeiros são duas linhas filéticas surgidas a partir dos antecessores no
Mesocarbonífero.
Para melhor entendimento sobre a diversificação dos répteis, separa-se por
intervalos do tempo geológico.
Meso e Neocarbonífero: eram escassos, predominavam os anápsidos
(catlossauros), e haviam alguns representantes da subclassse SYNAPSIDA, os
pelicossauros carnívoros.
Neocarbonífero /Eopermiano: Os depósitos denotam maior aridez climática, e os
répteis são abundantes, com destaque para os cotilossaauros e outras formas mais
evoluídas.
Permiano/Triássico: ocorre um desenvolvimento preponderante dos terápsidos
(répteis mamaliformes).
Neotriássico: todos os grupos maiores já estavam diferenciados (o primeiro grande
pico de irradiação da classe). Esta radiação está diretamente relacionada com as
modificações da região temporal do crânio (o surgimento das fenestras temporais e
seus diferentes arranjos), a partir do tipo estrutural básico anápsido, próprio dos
cotilossauros, perpetuado com algumas modificações nos quelônios.
Tão antigo quanto o arranho anápsido, o sinápsido foi possivelmente o que surgiu
rapidamente no curso da evolução dos répteis, talvez como dicotomia basal dos
grupos no Mesocarbonífero.
Os euriápsidos representam uma radiação precoce que ocorreu a partir dos
cotilossauros.
Finalmente, os diápsidos constituem parte de uma outra radiação posterior, que
compreende por uma parte os eosúquios, que originaram em seguida os
lepidossauros, os répteis modernos (atualmente em franco desenvolvimento), e por
outra parte aos arcossáurios, que compreendem fundamentalmente os dinossauros,
crocodilos e pterossauros, que culminam com o aparecimento das aves. toda essa
diversificação espetacular tomou lugar em especial no Jurássico e Cretáceo.
Um importante evento foi a divergência certamente ocorrida no Neotriássico, que
originou os saurópodos e terópodos.

Répteis Fósseis no Brasil


Permiano - Fm. Irati, Fm. Estrada Nova e Fm. Rio do Rasto - Bacia do Paraná.
Triássico - Fm. Santa Maria - Bacia do Paraná
Cretáceo - Fm. Santana - Bacia do Araripe
Grupo Bauru - Bacia do Paraná
Bacia do Recôncavo
Bacia do Rio do Peixe
Fm. Itapecuru - Bacia do Parnaíba
Fm. Gramame - Bacia de Pernambuco/Paraíba
Terciário - Fm. Solimões - Bacias do Acre e Amazonas
Bacia de Taubaté
Bacia de Itaboraí