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Administração Pública p/ TCE-PE

Teoria e exercícios comentados


Prof. Rodrigo Rennó – Aula 01

Sumário
Reformas Administrativas. ........................................................................ 3
República Velha (1889-1930) .................................................................. 4
Getúlio Vargas e a criação do DASP. .......................................................... 5
Administração para o Desenvolvimento – Governo JK e a administração paralela. ...... 10
A Reforma de 1967 – DL nº200/67. ......................................................... 11
Programa Nacional de Desburocratização ................................................... 17
A Constituição de 88 – o retrocesso burocrático e o Governo Collor/Itamar. ............. 18
Governo Collor................................................................................ 20
A Reforma de 1995. .......................................................................... 21
Resumo ........................................................................................... 28
Questões Comentadas ........................................................................... 32
Lista de Questões Trabalhadas na Aula. ........................................................ 59
Gabaritos. ........................................................................................ 68
Bibliografia ...................................................................................... 68

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Reformas Administrativas.

As origens de nossa administração pública nascem, naturalmente, de


nosso processo de colonização. Durante séculos, fomos uma colônia
portuguesa e muitos de nossos hábitos e de nossa cultura organizacional
foi “herdada” dos antigos costumes vindos de Portugal.
A administração no período colonial foi marcada especialmente por
duas dinâmicas1: um viés centralizador e normatizador vindo da metrópole,
com um comando descentralizado, baseado nas estruturas de poder local
e outro viés descentralizador, baseado no poder local.
As principais instituições de poder estavam localizadas em Lisboa e
tinham dificuldade em alcançar todo o território nacional. O governo-geral,
que cuidava de impor a ordem e regular a sociedade brasileira, era
caracterizado por um excesso de regras e procedimentos.
Ao mesmo tempo, o poder local (nas províncias) comandava de
acordo com relações patrimonialistas e personalistas. De acordo com
Abrucio e outros2,
“A mistura de centralismo excessivamente
regulamentador, e geralmente pouco efetivo, com
o patrimonialismo local resume bem o modelo de
administração colonial. ”
A dificuldade do Estado português de alcançar boa parte do espaço
gerava, então, uma “liberdade” de ação por parte das elites regionais.
Dentro deste período colonial chama a atenção o período da
administração pombalina (capitaneada pelo Marquês de Pombal, de 1750 a
1777), que buscou dar maior racionalidade e eficiência a administração do
império português.
Entretanto, o cenário só começou a mudar realmente com a vinda da
família real para o Brasil em 1808, fugindo de Napoleão Bonaparte. A vinda
da corte portuguesa, com milhares de pessoas, obrigou a construção de
diversas instituições governamentais em nosso país.
Foi o início de um processo irreversível de estruturação de uma antiga
colônia para fazer parte integrante do império português e, posteriormente,
à independência do Brasil.

1
(Abrucio, Pedroti, & Pó, 2010)
2
(Abrucio, Pedroti, & Pó, 2010)

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República Velha (1889-1930)

Durante todo o período colonial até o governo de Getúlio Vargas, a


administração pública era dominada pelo patrimonialismo e pelo
clientelismo. A época conhecida como “República Velha” iniciou-se com a
proclamação da República e terminou com a revolução de 1930.
Neste período, a política do país foi controlada por grupos
oligárquicos, principalmente de Minas Gerais e São Paulo, que se
revezavam no poder através da conhecida política do “Café com Leite”.
Ocorreu um enfraquecimento do Estado Brasileiro nesta época, com
uma perda de capacidade de organização do poder central, que contava
com os melhores quadros3. De acordo com Leal4,
“O sistema estadualista e oligárquico que
prevaleceu na República Velha, ademais, tornou
ainda mais importante o modelo de patronagem no
plano subnacional, pela via do coronelismo, uma
vez que era necessário arrebanhar mais eleitores
para legitimar o processo político – embora as
eleições fossem marcadas pelas fraudes. ”
Desta maneira, o Estado brasileiro era dominado por uma elite que
garantia privilégios indevidos dentro da máquina do governo para seus
amigos e aliados.
A maior parte da população era excluída e não tinha participação na
política do país. Até a revolução de 1930, a oligarquia agrária dominava o
cenário político5.
A maior parte da população vivia no campo e a política era dominada
pelos “coronéis” regionais. O poder central tinha um peso muito menor do
que apresenta hoje, com uma maior autonomia dos estados.
Apesar disso, a maior autonomia dos poderes locais não foi utilizada
para a modernização das estruturas e das práticas administrativas
regionais.
Entretanto, duas experiências de sucesso no plano da administração
pública foram geradas neste período: o desenvolvimento das carreiras
militares (forças armadas) e do corpo diplomático (Itamaraty).
Estas carreiras já nesta época detinham instituições meritocráticas e
recursos que lhes permitiram ajudar o país em seu desenvolvimento e até

3
(Abrucio, Pedroti, & Pó, 2010)
4
(Leal, 1996) apud (Abrucio, Pedroti, & Pó, 2010)
5
(Torres, 2004)

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atuar politicamente. De certa forma, foram as nossas duas primeiras


burocracias profissionais.

Getúlio Vargas e a criação do DASP.

Com a tomada do governo após o golpe revolucionário de 1930,


outras classes se apoderaram do governo federal, sendo dominantes alguns
setores das forças armadas6. Na esteira deste movimento, o Estado Novo
buscou centralizar o poder no governo federal, tirando poder e autonomia
dos estados.
Na visão de Flávio Resende7:
“Até 1930, o Estado brasileiro era um verdadeiro
mercado de troca de votos por cargos públicos;
uma combinação de clientelismo com
patrimonialismo”.
Na época da revolução de 1930, o cenário nacional era de grande
crise econômica, pois o “carro chefe” da economia brasileira no momento
era a cultura do Café e o mercado para o produto tinha despencado após a
crise da Bolsa de Nova York.
Com o “crash” da Bolsa, os mercados consumidores do produto,
particularmente os Estados Unidos e a Europa, entraram em uma grande
recessão. Isto fez com que o preço do café despencasse no mercado
internacional.
Sem as divisas do Café, a economia brasileira não tinha como pagar
as importações de produtos que a sociedade demandava. Os recursos da
venda do café no mercado exterior chegaram a representar mais de
sessenta por cento das divisas que entravam no país.
Alguma resposta teria de ser dada pelo novo governo. Getúlio Vargas
então procurou fechar a economia e buscar alternativas econômicas,
voltando-se então para o mercado interno através de incentivos à
industrialização e da modernização da máquina estatal.
Com as barreiras aos produtos estrangeiros, os empresários
brasileiros passaram a ter um grande incentivo para investir, pois o
mercado interno passava a ser protegido da concorrência internacional, e
os consumidores não tinham mais acesso aos produtos estrangeiros a
preços competitivos. Isto deu um grande impulso à nascente
industrialização brasileira.

6
(Bresser Pereira, 2001)
7
(Resende, 2004) apud (Paludo, 2010)

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Além disso, com a aceleração da industrialização, começa também a


ocorrer um crescimento da massa urbana de trabalhadores,
introduzindo outros “atores” no processo político.
Com a queda dos preços agrícolas, a economia rural perdeu força e
seus trabalhadores passaram a ver as cidades como um local mais atraente
e com melhores e maiores oportunidades.
Como vimos, Vargas iniciou seu governo retirando poder dos
governos estaduais, centralizando o poder na União. O governo federal
iniciou também uma maior intervenção econômica, saindo de um papel
mais passivo para outro mais ativo na promoção do desenvolvimento
econômico.
Portanto, as saídas para a crise foram o protecionismo e o
intervencionismo econômico. O Estado teve de se estruturar para
exercer estas funções, principalmente a segunda.
O velho modelo patrimonialista da administração pública não
era mais adequado a uma economia industrial cada vez mais
complexa e competitiva!
Foi nesse contexto que se criou o Conselho Federal do Serviço
Público Civil em 1936, depois transformado em 1938 no Departamento
Administrativo do Serviço Público – DASP. De acordo com Lustosa da
Costa8:
“O Dasp foi efetivamente organizado em 1938,
com a missão de definir e executar a política para o
pessoal civil, inclusive a admissão mediante
concurso público e a capacitação técnica do
funcionalismo, promover a racionalização de
métodos no serviço público e elaborar o orçamento
da União. ”
Portanto, o DASP introduziu um movimento de profissionalização do
funcionalismo público, por meio da criação de um sistema de ingresso
competitivo e de critérios de promoção por merecimento para seus
servidores.
A criação do DASP deve ser vista, assim, como uma exigência da
entrada do Estado brasileiro em uma nova era de industrialização e de
desenvolvimento capitalista.
O Estado deveria ser mais eficiente e imparcial em seu papel de
incentivar e conduzir o crescimento econômico e na oferta de novos
serviços e direitos aos trabalhadores urbanos, que seriam a base política
do governo Getúlio Vargas.

8
(Costa, 2008)

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administração pública se tornasse capaz de dar sustentação ao regime


ditatorial. De acordo com Torres12:
“Assim, sem considerar a repressão política dura e
autoritária, o governo Vargas tinha ainda dois
pilares importantíssimos de sustentação política: o
controle da administração pública e a nomeação
dos dirigentes das províncias. ”
Apesar disso, as mudanças não alcançaram toda a
administração pública13. O movimento reformista de Vargas não
conseguiu disseminar por completo as novas práticas.
Para certas carreiras foram introduzidos os concursos públicos,
promoção por mérito e salários adequados. Certos órgãos conseguiram
uma maior profissionalização.
Ou seja, carreiras consideradas estratégicas para o sucesso deste
novo Estado (como a dos diplomatas) eram valorizadas – tendo um
treinamento mais completo, garantias legais e salários competitivos14.
Entretanto, outras carreiras de nível mais baixo continuaram sob as
práticas patrimonialistas e clientelistas, com nomeações políticas, salários
defasados e promoções somente por tempo de serviço. Com isso, a
Burocracia convivia com o patrimonialismo!
Foi também introduzida nesta época a noção de planejamento no
orçamento público, ao invés deste instrumento ser somente uma relação
detalhada de despesas e receitas previstas. O Estado se preparava então
para atuar de forma mais ativa no desenvolvimento econômico.
Entretanto, o poder reformador do DASP dependia do apoio de
Getúlio e seus poderes autoritários. Com o final da segunda guerra mundial,
passou a existir uma demanda maior por democracia e liberalização por
parte da sociedade brasileira.
O Brasil tinha “cerrado fileiras” com os aliados (Estados Unidos,
Inglaterra e União Soviética) e os conceitos de liberdade e democracia
passaram a ser cobrados pelos cidadãos.
O próprio regime ditatorial começou a mostrar seu desgaste após 15
anos de existência. Com a saída de Getúlio, voltamos a ter uma constituição
democrática e tivemos a eleição de Dutra para a Presidência da República.
Naturalmente, o DASP perdeu muito de sua força
modernizadora com a saída de Vargas do poder em 1945. Após esse

12
(Torres, 2004)
13
(Bresser Pereira, 2001)
14
(Torres, 2004)

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momento, o departamento perdeu muitas de suas funções e passou a fazer


um trabalho mais rotineiro.
Com a volta do regime democrático, muitas das práticas
patrimonialistas ganharam força com a barganha política entre o presidente
e o novo congresso. Ao final, o resultado da reforma foi o seguinte: a
reforma não se completou, nem tampouco foi revertida.

Administração para o Desenvolvimento – Governo JK e a administração


paralela.

O período que se iniciou com a redemocratização em 1946 e terminou


com o golpe militar de 1964 se caracterizou pela preocupação dos
governantes com o desenvolvimento nacional. Nesta fase ocorreu um
grande crescimento econômico, com a instalação de grandes multinacionais
no país e a construção de Brasília, inserida no plano de metas do governo
JK.
Os principais fatores deste período foram: o aumento da
intervenção do Estado e uma descentralização do setor público
através da criação de várias autarquias e sociedades de economia mista
(que teriam mais autonomia e flexibilidade do que a Administração Direta).
O governo Juscelino Kubitschek ficou marcado pelo que se
chamou de Administração Paralela15. Seu estilo era voltado a evitar ao
máximo os conflitos, portanto quando tinha um problema a resolver ele
preferia criar outra estrutura estatal (normalmente uma autarquia) do que
reformar ou extinguir alguma já existente.
Com isso ele “contornava” a administração direta, evitando ter
de lidar com a ineficiência gerada pelas práticas patrimonialistas e
clientelistas (que continuavam existindo, tendo ocorrido inclusive um “trem
da alegria” em 1946 – a Constituição promulgada neste ano incorporou
como servidores efetivos inúmeros funcionários que haviam entrado no
governo sem concurso público), bem como as disfunções da Burocracia que
já se mostravam presentes, como o excesso de “papelada” e lentidão 16.
Os órgãos existentes não eram adequados aos desafios de seu
governo. Em vez de reformá-los, ele preferiu criar novos órgãos
(paralelos aos existentes) para resolver os problemas.
Portanto, a administração do plano de metas do governo JK foi
executada desta forma, evitando-se os órgãos convencionais. A

15
(Martins, 1997)
16
(Junior, 1998)

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coordenação das ações fazia-se por meio de grupos executivos


escolhidos diretamente pela Presidência da República.
Desta forma, evidenciou-se o papel fundamental das chamadas
“ilhas de excelência” (órgãos que contavam com funcionários mais
capacitados, que eram contratados por mérito e recebiam salários muito
maiores do que os da administração direta) no processo de
desenvolvimento nacional que ocorreu naquela época. De acordo com
Lustosa17:
“Esse período se caracteriza por uma crescente
cisão entre a administração direta, entregue ao
clientelismo e submetida, cada vez mais, aos
ditames de normas rígidas e controles, e a
administração descentralizada (autarquias,
empresas, institutos e grupos especiais ad hoc),
dotados de maior autonomia gerencial e que
podiam recrutar seus quadros sem concursos,
preferencialmente entre os formados em think
thanks especializados, remunerando-os em termos
compatíveis com o mercado. Constituíram-se assim
ilhas de excelência no setor público voltadas para a
administração do desenvolvimento, enquanto se
deteriorava o núcleo central da administração. ”
O modelo burocrático, que nem tinha sido completamente instalado
em toda a administração pública, mostrava-se então inadequado para uma
sociedade cada vez mais complexa e para um país imenso, com realidades
muito diferentes e distâncias continentais.
Desta forma, começou a se formar um consenso de que o modelo
burocrático deveria ser reformado.

A Reforma de 1967 – DL nº200/67.

Neste contexto, a administração pública brasileira se mostrava cada


vez menos adequada aos desafios de um país em desenvolvimento
acelerado. Assim, ficou evidente a necessidade de reformas em seu
modelo.
Ainda no governo de João Goulart, formou-se a Comissão Amaral
Peixoto, com o objetivo de coordenar estudos para uma reforma do modelo
administrativo no Brasil. O golpe militar de 1964 abortou essa iniciativa.

17
(Costa, 2008)

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Todavia, algumas ideias foram aproveitadas na reforma de 1967, através


do Decreto-Lei nº200 do mesmo ano18.
Antes de iniciar uma análise mais profunda da reforma em si, temos
de entender o contexto que existia na época. O governo militar assumiu
com uma proposta modernizadora do Estado. A economia estava
desequilibrada e a inflação estava aumentando. Existia uma análise de que
a inflação era causada pelos aumentos salariais acima do aumento da
produtividade e por gastos excessivos do governo19.
Desta forma, uma série de iniciativas modernizadoras foram
implementadas buscando criar um ambiente mais propício ao crescimento
econômico e a uma administração pública mais moderna e eficiente.
O plano econômico que buscava estabilizar a economia foi chamado
de Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG). Dentre outras
medidas, destacamos: a restrição do crédito e dos aumentos salariais, uma
reforma tributária (que reduziu impostos em cascata), a instituição da
correção monetária nos contratos, a criação do Banco Central (para
administrar a emissão de moeda), a criação do Sistema Nacional da
Habitação e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A reforma de 67 apareceu, portanto, como uma resposta às
dificuldades que a máquina pública tinha com o modelo burocrático
que vinha desde os anos 30. De acordo com Andrews e Bariani20:
“A reforma de 1967 introduziu na administração
pública procedimentos gerenciais típicos do setor
privado, abriu espaço para a participação do capital
privado em sociedades de economia mista e
esvaziou um dos emblemas do Estado populista, o
Departamento Administrativo do Serviço Público
(DASP). ”
Desta forma, os proponentes da reforma se baseavam em uma noção
de que haveria uma defasagem cada vez maior entre as demandas de
um país em desenvolvimento e as capacidades da máquina pública.
A excessiva centralização do governo e a falta de planejamento tornavam
a administração pública ineficaz, ineficiente e irresponsável21.
O planejamento passou a ser encarado como uma condição
imprescindível para que a Administração Pública alcançasse uma
maior racionalidade em seus programas e ações. Assim, o diagnóstico
era de que as ações do Estado não eram planejadas.

18
(Junior, 1998)
19
(Resende, 1990)
20
(Andrews & Bariani, 2010)
21
(Andrews & Bariani, 2010)

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Dentre os “gargalos” que tinham de ser solucionados para que este


planejamento pudesse ocorrer, podemos incluir: a falta de profissionais
capacitados no governo, um sistema de controle insuficiente e a falta de
supervisão das atividades do governo.
Desta maneira, buscou-se uma maior descentralização das
ações governamentais. Os órgãos centrais teriam de ser liberados da
execução das tarefas para poderem planejar, controlar e coordenar as
ações e programas governamentais.
Esta descentralização foi feita com a transferência de
responsabilidades dos órgãos centrais para a administração indireta. Além
da descentralização, buscou-se flexibilizar para a administração indireta
certos procedimentos burocráticos que existiam na administração direta.
De acordo com o DL200, a descentralização ocorreria em três planos
principais:
“a) dentro dos quadros da Administração Federal,
distinguindo-se claramente o nível de direção do de
execução;

b) da Administração Federal para a das unidades


federadas, quando estejam devidamente
aparelhadas e mediante convênio;
c) da Administração Federal para a órbita privada,
mediante contratos ou concessões. ”
Portanto, a descentralização envolveria a transferência de atribuições
“dentro” da própria administração direta (mediante a delegação de poderes
e responsabilidades para os níveis inferiores – nível operacional), a
transferência de atividades para os estados e municípios e até mesmo da
Administração Pública para a iniciativa privada (através de concessões e
contratos).
Dentre algumas mudanças incluídas na reforma, foi permitido que os
órgãos da Administração Indireta contratassem por meio da CLT. Portanto,
não existiria mais a estabilidade no emprego para os empregados das
empresas e órgãos da administração indireta, possibilitando assim uma
maior flexibilidade na contratação temporária e na gestão de pessoal.
Outro aspecto importante foi a inclusão da descentralização e do
planejamento como princípios da Administração Pública. De acordo com o
Decreto Lei n° 20022:
“Art. 6º As atividades da Administração Federal
obedecerão aos seguintes princípios fundamentais:
I - Planejamento.
II - Coordenação.

22
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del0200.htm

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A questão está certa. A reforma foi focada principalmente na


administração indireta, pois os militares (a exemplo do governo JK) não
queriam se “indispor” com o corpo burocrático existente, preferindo criar
novas estruturas com outro modelo mais flexível. Isso levou a uma
crescente diferenciação entre a administração direta e a indireta.
O gabarito é frase correta.

Esta autonomia dada à administração indireta levou a uma grande


expansão da intervenção do Estado na economia, com a criação de
diversas empresas públicas, sociedades de economia mista e autarquias.
Infelizmente a reforma não atingiu seus objetivos e levou a
consequências desagradáveis. A maior autonomia dada à administração
indireta tornou mais fácil a continuação de práticas clientelistas e
patrimonialistas.
De acordo com Andrews e Bariani25:
“A diferenciação entre administração direta e
indireta flexibilizou os controles burocráticos, mas,
apesar de buscar a maior eficiência da
administração pública, criou novas oportunidades
para a captura do Estado por interesses privados. ”
Em certo momento, os governos militares perderam o controle da
máquina pública. A administração indireta cresceu excessivamente até o
fim da década de 70, com a criação de inúmeras subsidiárias das empresas
públicas e a atuação do Estado em áreas que não deveriam ser prioritárias.
Segundo Bresser26:
“A reforma administrativa embutida no
Decreto-Lei 200 ficou pela metade e
fracassou. A crise política do regime militar, que
se inicia já em meados dos anos 70, agrava ainda
mais a situação da administração pública, na
medida que a burocracia estatal é identificada com
o sistema autoritário em pleno processo de
degeneração”
As crises do Petróleo, em 1973 e 1979, acabaram inviabilizando a
administração para o desenvolvimento, que já vinha desde os anos 50. O
processo de endividamento público, que “empurrava” os investimentos
públicos na economia passou a ser insustentável. Os juros internacionais

25
(Andrews & Bariani, 2010)
26
(Bresser, 1996) apud (Costa, 2008)

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subiram muito nesta época e a liquidez do mercado financeiro internacional


caiu muito. Com isso, tomar dinheiro emprestado ficou muito difícil.
Desta forma, o Estado, em grave crise fiscal e administrativa, teria
cada vez menos condições de ser o indutor do crescimento nacional.

Programa Nacional de Desburocratização

Sem o crescimento econômico que sustentava a lógica do sistema,


os governos militares iniciaram uma distensão política que acabaria por
levar a uma anistia dos perseguidos políticos e à transição para o primeiro
governo civil.
Este primeiro governo de transição, o primeiro civil desde 64, ocorreu
com a vitória de Tancredo Neves sobre Paulo Maluf na eleição indireta
(através do colégio eleitoral) em 1985.
No plano da administração pública, já em 1979, aconteceram
iniciativas visando rever algumas distorções do modelo burocrático.
Portanto, já no governo militar, existiram novas tentativas de alterar o
modelo burocrático.
Em 1979 foi criado o Programa Nacional de
Desburocratização, que levaria depois à criação do Ministério da
Desburocratização. Sob o comando de Helio Beltrão, o programa visava
à simplificação e racionalização de métodos, em busca de tornar os
órgãos públicos menos rígidos27.
Além disso, Beltrão buscava redirecionar a máquina pública para o
atendimento das demandas dos cidadãos. De acordo com Beltrão28:
“Deve-se retirar o usuário da condição colonial de
súdito para investi-lo na de cidadão, destinatário de
toda a atividade do Estado”.
Desta forma, pela primeira vez aparece em um programa
governamental a noção de que se deveriam voltar as atenções do Estado
para o atendimento dos cidadãos29.
Além disso, o enxugamento da máquina pública também foi proposto.
Esta ação foi focada principalmente nas áreas onde havia superposição e
duplicidades30.

27
(Martins, 1997)
28
(Beltrão) apud (Paludo, 2010)
29
(Paludo, 2010)
30
(Junior, 1998)

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Tancredo. Desta forma, Sarney teria de governar com a “equipe” escolhida


por Tancredo.
Assim sendo, ele utilizou a máquina pública para “assentar” várias
correntes que apoiaram a sua coligação na eleição indireta, inchando mais
uma vez a estrutura governamental. O velho “troca troca” político voltava
a mostrar sua cara. Estes fatores não eram tão visíveis nos governos
militares.
Desta forma, a democratização trazia seu custo, pois levou a um
aumento do populismo e a um voluntarismo político – a percepção da
sociedade de que só faltava “vontade” para que a realidade fosse alterada,
que o processo democrático resolveria todos os problemas31.
Apesar da crise econômica e fiscal que o Estado se via naquele
momento, a sociedade ainda via como ideal um Estado desenvolvimentista,
que promoveria o crescimento nacional. Seria um Estado que seguisse uma
política econômica Keynesiana (de investimento pesado na economia, a
base de déficits públicos).
Assim sendo, a Constituição acabou seguindo nesta linha, tornando a
revisão de vários de seus dispositivos uma necessidade na década que se
seguiu.
Com a redemocratização, o poder político volta a se
descentralizar, ganhando força os governos estaduais e até as
prefeituras. Esse maior poder levará a grandes mudanças na estrutura
estatal na assembleia constituinte.
A Constituição Federal de 1988 foi concebida em um ambiente de
crise econômica, de retorno à vida política de personagens políticos que
tinham sido perseguidos por muitos anos, e refletiu esse contexto de forças.
No plano administrativo, a Constituição:
 Levou à centralização administrativa;

 Limitou enormemente a autonomia da administração


indireta, praticamente igualando as condições entre
administração indireta e direta;

 Retomou os ideais burocráticos da reforma de 1930 -


administração pública volta a ser hierárquica e rígida;

31
(Bresser Pereira, 2001)

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 Criou o Regime Jurídico único, incorporando diversos


celetistas como estatutários e engessando a situação (“status
quo” é mantido);

 Criou privilégios descabidos para servidores, como


aposentadorias integrais sem a devida contribuição e
estabilidade para antigos celetistas.

Desta forma, se no plano político a Constituição Federal de 88


foi um avanço, no plano administrativo foi considerada um
retrocesso32, pois a máquina estatal foi engessada e voltou a aplicação de
normas rígidas e inflexíveis para toda a administração direta e indireta.
Além disso, foram concedidos diversos benefícios (alguns
extremamente caros) sem que houvesse a preocupação com a
capacidade real do estado de cumprir com esses gastos.
Uma das razões para esse retrocesso foi a noção (equivocada), muito
comum na época, de que uma das razões da crise do Estado estaria na
excessiva descentralização e na autonomia concedida à administração
indireta através do DL20033.

Governo Collor

Estas mudanças ocorridas com a nova Constituição acabam gerando


um número muito maior de demandas para o Estado brasileiro. A CF/88
gerou despesas para o Estado sem se preocupar com o financiamento
destas.
Esse cenário vai levar a uma hiperinflação no final da década de 80,
quando aconteceu a primeira eleição para presidente da República em três
décadas34.
O vencedor, Collor, concorreu tendo como slogan “acabar com os
marajás” do serviço público. A percepção da sociedade naquela época era
extremamente ruim do papel do Estado e dos servidores públicos.
A reforma de Collor, de viés neoliberal (visando a um estado dito
mínimo), desejava reduzir a presença do Estado na vida social e
econômica da nação. Dentre diversas mudanças econômicas (troca de

32
(Bresser Pereira, 2001)
33
(Bresser Pereira, 2001)
34
(Bresser Pereira, 2001)

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moeda, congelamento e bloqueio de dinheiro em contas bancárias),


buscou-se um forte ajuste fiscal35.
Neste processo, foram demitidos, ou postos em disposição, mais de
cem mil servidores (muitos depois conseguiram ser readmitidos
judicialmente). Collor não reajustou os salários dos servidores, levando a
um grande arrocho salarial (a inflação era imensa na época).
O processo de privatização foi acelerado, tendo como objetivo a
diminuição do tamanho do Estado. De acordo com Torres36:
“A rápida passagem de Collor pela presidência
provocou, na administração pública, uma
desagregação e um estrago cultural e psicológico
impressionantes. A administração pública sentiu
profundamente os golpes desferidos pelo governo
Collor, com os servidores descendo aos degraus
mais baixos da autoestima e valorização social,
depois de serem alvos preferenciais em uma
campanha política altamente destrutiva e
desagregadora”
Após o impeachment de Collor, o sucessor Itamar Franco teve uma
atuação tímida, tendo readmitido alguns servidores e revertido algumas
das ações de Collor.

A Reforma de 1995.

Após a introdução do primeiro plano econômico a “domar” a


hiperinflação (o Plano Real), o presidente Itamar Franco conseguiu eleger
seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso. Cardoso, por sua vez,
nomeou para o Ministério da Administração e Reforma do Estado o ex-
ministro da Fazenda de Sarney, Bresser Pereira.
A reforma administrativa não havia sido uma promessa de campanha
de Cardoso, mas ele autorizou Bresser a fazer um diagnóstico dos
problemas da Administração Pública brasileira e a propor reformas à
sociedade. Estas propostas foram apresentadas no Plano Diretor da
Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE)37.
O retrocesso burocrático que ocorreu na Constituição Federal de 1988
estava levando o Estado a perder sua capacidade de governança.
Entretanto, antes do PDRAE não havia ainda uma proposta consistente de
reforma, apenas ideias gerais, como a percepção de que a globalização

35
(Costa, 2008)
36
(Torres, 2004)
37
(Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, 1995)

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diminuía a importância dos Estados e a capacidade de exercer suas


funções.
A ideia de estado mínimo tampouco era vista como a solução
do problema, pois não era aceita como legítima pela população, que
desejava que o Estado continuasse provendo os antigos serviços públicos
do Estado de Bem-Estar Social, mas com eficiência. De acordo com
Bresser38:
“Não estava interessado em discutir com os
neoliberais o grau de intervenção do Estado na
economia, já que acredito que hoje já se tenha
chegado a um razoável consenso sobre a
inviabilidade do Estado mínimo e da necessidade da
ação reguladora, corretora, e estimuladora do
Estado. ”
Bresser Pereira, então, buscou nas experiências internacionais
algumas ideias que pudessem reposicionar o Estado brasileiro e
desenvolver nele a capacidade de enfrentar os novos desafios.
A experiência inglesa de reforma da administração pública foi das
mais relevantes para que ele e sua equipe montassem o PDRAE. O Plano
Diretor tinha como meta implantar a administração gerencial na
administração pública brasileira.
Segundo o PDRAE, o Estado não carecia de governabilidade, mas sim
de governança39:
“O governo brasileiro não carece de
“governabilidade”, ou seja, de poder para
governar, dada sua legitimidade democrática e o
apoio com que conta na sociedade civil. Enfrenta,
entretanto, um problema de governança, na
medida em que sua capacidade de implementar as
políticas públicas estava limitada pela rigidez e
ineficiência da máquina administrativa”
De acordo com Lustosa, o projeto de reforma do Estado tinha como
pilares40:

 Ajustamento fiscal duradouro;


 Reformas econômicas orientadas para o mercado que,
acompanhadas de uma política industrial e tecnológica, garantissem

38
(Bresser Pereira, 2001)
39
(Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, 1995)
40
(Costa, 2008)

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a concorrência interna e criassem condições para o enfrentamento


da competição internacional;
 A reforma da previdência social;
 A inovação dos instrumentos de política social, proporcionando
maior abrangência e promovendo melhor qualidade para os serviços
sociais;
 A reforma do aparelho de Estado, com vistas a aumentar sua
“governança”, ou seja, sua capacidade de implementar de forma
eficiente políticas públicas.

A reforma administrativa em particular era o foco do PDRAE. De


acordo com Bresser41, a reforma tinha os seguintes objetivos:

 A descentralização dos serviços sociais para estados e


municípios;
 A delimitação mais precisa da área de atuação do Estado,
estabelecendo-se uma distinção entre as atividades exclusivas que
envolvem o poder do Estado e devem permanecer no seu âmbito,
as atividades sociais e científicas que não lhe pertencem e devem
ser transferidas para o setor público não-estatal, e a produção de
bens e serviços para o mercado;
 A distinção entre as atividades do núcleo estratégico, que devem
ser efetuadas por políticos e altos funcionários, e as atividades de
serviços, que podem ser objeto de contratações externas;
 A separação entre a formulação de políticas e sua execução;
 Maior autonomia e para as atividades executivas exclusivas
do Estado que adotarão a forma de "agências executivas";
 Maior autonomia ainda para os serviços sociais e científicos
que o Estado presta, que deverão ser transferidos para (na prática,
transformados em) "organizações sociais", isto é, um tipo particular
de organização pública não-estatal, sem fins lucrativos,
contemplada no orçamento do Estado (como no caso de hospitais,
universidades, escolas, centros de pesquisa, museus, etc.);
 Assegurar a responsabilização (accountability) através da
administração por objetivos, da criação de quase-mercados, e
de vários mecanismos de democracia direta ou de controle social,
combinados com o aumento da transparência no serviço
público, reduzindo-se concomitantemente o papel da definição
detalhada de procedimentos e da auditoria ou controle interno – os

41
(Bresser Pereira, 2001)

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Assim, podemos ver que a Reforma de 1995 está centrada em três


dimensões45: formas de propriedade, tipos de administração pública e
níveis de atuação do Estado.
Para Lustosa, a reforma, tal como preconizada pelo PDRAE, poderia
ser interpretada por cinco diretrizes principais46:
 Institucionalização, considera que a reforma só pode ser
concretizada com a alteração da base legal, a partir da reforma
da própria Constituição;
 Racionalização, que busca aumentar a eficiência, por meio de
cortes de gastos, sem perda de “produção”, fazendo a mesma
quantidade de bens ou serviços (ou até mesmo mais) com o
mesmo volume de recursos;
 Flexibilização, que pretende oferecer maior autonomia aos
gestores públicos na administração dos recursos humanos,
materiais e financeiros colocados à sua disposição,
estabelecendo o controle e cobrança a posteriori dos
resultados;
 Publicização, que constitui uma variedade de flexibilização
baseada na transferência para organizações públicas não-
estatais de atividades não exclusivas do Estado (devolution),
sobretudo nas áreas de saúde, educação, cultura, ciência e
tecnologia e meio ambiente;
 Desestatização, que compreende a privatização, a
terceirização e a desregulamentação.

45
(Costa, 2008)
46
(Costa, 2008)

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Questões Comentadas

(CESPE – TRE-PI / ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) A


reorganização do poder público por meio da descentralização
administrativa e flexibilização do sistema, com a criação dos
entes da administração indireta, resulta do modelo gerencial
implementado pelo plano diretor de reforma do aparelho do
Estado.

A questão é capciosa. Essas medidas são associadas ao modelo


gerencial, mas foram implementadas pela Reforma de 1967, não pela
reforma administrativa de 1995, que é relacionada com o Plano Diretor de
Reforma do Aparelho do Estado. O gabarito é questão errada.

(CESPE – TRE-PI / ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) O plano


diretor de reforma do aparelho do Estado, ao introduzir o modelo
racional-legal, predominante até a atualidade, representou uma
significativa reforma e modernização da administração pública
brasileira.

Temos aqui uma "pegadinha" na área. O PDRAE, da reforma gerencial


de 1995, não introduziu o modelo racional-legal (que é outro nome para o
modelo burocrático).
A reforma administrativa que introduziu o modelo burocrático no
Brasil foi a reforma do DASP, dos anos 30. O gabarito é questão errada.

(CESPE – MPOG – ANALISTA – 2015) A administração federal foi


o foco do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, que
também incluiu as administrações estaduais e municipais

O plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado foi criado pelo


então MARE, ministério existente na época do governo do presidente FHC.
Ele foi pensado, naturalmente, tendo o Governo Federal como foco, mas
tinha sim o objetivo de impactar nas estruturas dos governos estaduais e
municipais. Muitas de suas iniciativas acabaram sendo adotadas pelos
governos subnacionais. O gabarito é mesmo questão certa.

(CESPE – MPOG – ANALISTA – 2015) A reforma administrativa


de 1967, realizada por meio do Decreto-lei n.º 200, ampliou a
administração indireta, transferindo atividades para fundações e
empresas públicas.

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A reforma de 1967 teve como um dos seus objetivos claros a


descentralização administrativa. Desta maneira, a Administração Indireta
foi fortalecida, com uma maior autonomia para empresas públicas e
fundações. O gabarito é questão correta.

(CESPE – STJ – ANALISTA – 2015) Inspirada no gerencialismo


inglês, a reforma do Estado brasileiro deflagrada em 1995 teve
como principal objetivo manter as contas públicas equilibradas
e reduzir o poder da ação gerencial do Estado.

O erro da questão está no seguinte trecho: "reduzir o poder da ação


gerencial do Estado". Ora, como o próprio nome indica (modelo gerencial),
o objetivo era de ampliar o poder da ação gerencial do Estado, conferindo-
se mais autonomia para seus gestores e buscando uma gestão para
resultados. O gabarito é questão errada.

(CESPE – TRE-GO – TÉCNICO – 2015) A reforma administrativa


ocorrida em 1967 pretendia o rompimento com a rigidez
burocrática, e, para isso, as atividades da administração foram
centralizadas e algumas instituições de administração indireta
foram extintas.

O começo da frase está certo, pois a reforma de 67 buscava sim


reduzir a rigidez burocrática. O problema da frase é que as atividades da
administração foram descentralizadas e houve um aumento das instituições
da Administração Indireta. O gabarito é questão errada.

(CESPE – MPOG – ANALISTA – 2015) A Constituição Federal de


1988 representou um avanço à descentralização do poder
público, uma vez que acrescentou poderes à administração
indireta por meio da flexibilização de suas normas operacionais.

A Constituição Federal de 1988 é considerada um retrocesso


burocrático e efetuou uma centralização administrativa (e não uma
descentralização). Ocorreu uma retirada da autonomia da Administração
Indireta. O gabarito é questão incorreta.

(CESPE – ICMBio – TÉCNICO – 2014) As teorias das


organizações, além de contribuírem para o modelo brasileiro de
administração pública, especialmente a teoria da burocracia,

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ajudaram a despertar novos enfoques sobre a motivação


humana. A respeito desse assunto, julgue o item seguinte.
A Constituição Federal de 1988 instituiu um Estado nacional
forte, pois não persistiu com o modelo estatizante anterior.

Negativo. A Constituição Federal de 1988 não mudou o cenário


"estatizante" da atuação do Estado, com uma participação grande em
diversos setores da economia e um aumento dos direitos sociais que esse
Estado teria de passar a prover.
Desse modo, a CF/88 ampliou esse papel do Estado, e não reduziu.
O gabarito é questão errada.

(CESPE – ICMBio – TÉCNICO – 2014) As teorias das


organizações, além de contribuírem para o modelo brasileiro de
administração pública, especialmente a teoria da burocracia,
ajudaram a despertar novos enfoques sobre a motivação
humana. A respeito desse assunto, julgue o item seguinte.
Com a Constituição Federal de 1988, a administração pública
brasileira retornou aos anos 30 do século passado, época em que
foi implantada a administração burocrática clássica no Brasil.

Pessoal, essa questão foi tirada do texto de Bresser Pereira, senão


vejamos:
“No plano da administração pública voltou-se,
com a Constituição de 1988, aos anos 30, ou
seja, à época em que foi implantada a
administração burocrática clássica no Brasil. A
Constituição irá sacramentar os princípios de uma
administração pública arcaica, burocrática ao
extremo. Uma administração pública altamente
centralizada, hierárquica, rígida,
fundamentalmente baseada na ideia do controle por
processo e não por resultados e objetivos, quando
sabemos que a administração pública e também a
administração de empresas modernas estão hoje
baseadas na descentralização, na administração
matricial, nos sistemas de autoridade funcional
convivendo com os de linha, na confiança e no
controle dos resultados, e não dos processos”.
Portanto, essa frase indica uma crítica ao "retrocesso burocrático" da
Constituição Federal de 1988. O gabarito é questão correta.

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(CESPE - TC-DF - ANALISTA – 2014) A instituição do Decreto-lei


n° 200/1967 foi um esforço do governo da época para
racionalizar os processos, garantir a implantação do modelo
burocrático e centralizar a administração pública.

O objetivo da reforma administrativa do Decreto-Lei nº 200/1967 não


era o de "garantir a implantação do modelo burocrático", mas de reformar
esse modelo.
Ao invés de centralização, a reforma buscou uma descentralização
administrativa, com maior autonomia e flexibilidade para as entidades da
administração indireta. O gabarito é, portanto, questão errada.

(CESPE - TC-DF - ACE – 2014) A reforma administrativa embutida


no Decreto-Lei nº 200/1967 impediu a sobrevivência de práticas
patrimonialistas e fisiológicas nos diversos níveis da
administração pública.

Infelizmente, isso não ocorreu, A evolução da administração pública


no Brasil ao longo do tempo não garantiu que o modelo patrimonialista
desaparecesse com a introdução de um novo modelo.
O que vemos, atualmente, é a coexistência de práticas e dos
modelos, isto é, observam-se práticas patrimonialistas, como o nepotismo
e a corrupção (indesejáveis) e práticas burocráticas, (como o formalismo,
a hierarquia funcional e a impessoalidade), bem como alguns aspectos da
administração gerencial (como a gestão por resultados). Gabarito,
portanto, questão errada.

(CESPE - CADE - ANALISTA – 2014) O Decreto-lei nº 200/1967,


o qual embasou a reforma administrativa de 1967, estabeleceu
mecanismos de avaliação de desempenho dos entes
descentralizados.

A questão está errada, pois o Decreto-Lei nº 200/1967 descentralizou


a administração pública (reforma administrativa de 1967), entretanto, não
estabeleceu mecanismo de avaliação de desempenho dos entes
descentralizados. Isso foi uma proposta feita nos anos 90.
Esses mecanismos não existiam na reforma de 1967. Assim, o
gabarito foi mesmo questão errada.

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(CESPE - CADE - ANALISTA – 2014) A reforma administrativa de


1967 deu ênfase à centralização, de modo a instituir o orçamento
como princípio de racionalidade administrativa.

Com a reforma administrativa de 1967, houve centralização


política e descentralização administrativa.
Diferentemente, com a CF/88, observou-se um retrocesso com uma
descentralização política e centralização administrativa. Gabarito,
portanto, questão errada.

(CESPE - CADE - Analista – 2014) A criação do DASP representou


a primeira reforma administrativa do país e a afirmação dos
princípios centralizadores e hierárquicos da burocracia clássica.

A frase está correta. A reforma do DASP foi mesmo uma tentativa de


implementar um modelo de gestão alinhado com a teoria da burocracia.
A banca copiou o enunciado da questão do seguinte texto:
“Vale registrar que os princípios da
administração burocrática clássica foram
introduzidos no país por intermédio da criação, em
1936, do Departamento Administrativo do Serviço
Público – DASP, que representou não apenas a
primeira reforma administrativa do país, mas
também a sedimentação dos princípios
centralizadores e hierárquicos da burocracia
clássica.
Já os princípios da reforma gerencial da
administração pública brasileira só foram
trazidos para o nosso meio com a edição do
Decreto-lei 200/67, que constituiu, em essência,
uma tentativa de superação da rigidez burocrática
anteriormente praticada. Foi este, certamente, o
primeiro momento que se tentou implantar uma
administração gerencial no Brasil”.
Dessa forma, o gabarito é questão correta.

(CESPE – BSF - CEBRASPE – 2014) Obrigatoriedade de concurso


público para a contratação de servidores e estabilidade no
serviço foram medidas instauradas pela reforma da
administração pública ocorrida durante o regime militar.

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Durante o regime militar, a reforma da administração pública foi a


estabelecida pelo Decreto-Lei nº 200/1967, que com a descentralização
administrativa ocorreram duas consequências:

 Contratação sem concurso público, logo, sem previsão de


estabilidade e permitindo o retorno do clientelismo;

 Certo “esquecimento” com a administração direta, que perdeu


importância e, em grande medida, também deixou de realizar
concursos e de desenvolver carreiras específicas.
A obrigatoriedade de realizar concursos públicos só veio com a
Constituição Federal de 1988. Gabarito, portanto, questão errada.

(CESPE – BSF - CEBRASPE – 2014) A reforma da administração


pública proposta pelo governo de Getúlio Vargas objetivava
superar o modelo patrimonialista e instaurar uma burocracia
pública.

Perfeito. De acordo com Paludo47, os principais objetivos do DASP


seriam: centralizar e reorganizar a administração pública, modernizando-
a, e combater práticas patrimonialistas de gestão. Dessa forma, o gabarito
é questão correta.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) O Decreto-lei n.º


200/1967, estatuto básico da reforma administrativa do governo
militar, reafirmou a importância do planejamento entendido sob
uma ótica tecnicista.

A questão é um pouco complexa, mas a frase está correta. O


planejamento é sim um dos princípios da reforma de 1967 e está no
decreto.
E o que seria essa visão "tecnicista" do planejamento? Seria um
planejamento feito "dentro do Estado", sem uma discussão de suas
diretrizes com a população, com a sociedade civil. Seria a ideia de um
planejamento construído pelo corpo burocrático, pelos técnicos do governo,
mais focada em métodos e ferramentas. Daí seu nome "tecnicista". O
gabarito é questão certa.

47
Idem

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(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) O Departamento


Administrativo do Serviço Público (DASP) iniciou um movimento
de profissionalização do funcionalismo público, mediante a
implantação de um sistema de ingresso competitivo e de
critérios de promoção por merecimento.

A frase está perfeita. De acordo com Lustosa da Costa48:


“O Dasp foi efetivamente organizado em 1938, com
a missão de definir e executar a política para o
pessoal civil, inclusive a admissão mediante
concurso público e a capacitação técnica do
funcionalismo, promover a racionalização de
métodos no serviço público e elaborar o orçamento
da União. ”
Portanto, o DASP introduziu um movimento de profissionalização do
funcionalismo público, por meio da criação de um sistema de ingresso
competitivo e de critérios de promoção por merecimento para seus
servidores.
O gabarito é, assim, questão certa.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) A Constituição


Federal de 1988 (CF) rompeu com o retrocesso burocrático que
até então prevalecia, ao conceder autonomia ao Poder Executivo
para tratar da estruturação dos órgãos públicos e proporcionar
flexibilidade operacional aos entes da administração indireta.

Foi exatamente o contrário o que ocorreu. Se no plano político a


Constituição Federal de 88 foi um avanço, no plano administrativo foi
considerada um retrocesso, pois a máquina estatal foi engessada e voltou
a aplicação de normas rígidas e inflexíveis para toda a administração direta
e indireta.
Além disso, foram concedidos diversos benefícios (alguns
extremamente caros) sem que houvesse a preocupação com a capacidade
real do estado de cumprir com esses gastos.
Uma das razões para esse retrocesso foi a noção (equivocada), muito
comum na época, de que uma das razões da crise do Estado estaria na
excessiva descentralização e na autonomia concedida à administração
indireta através do DL20049. O gabarito é questão errada.

48
(Costa, 2008)
49
(Bresser Pereira, 2001)

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(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO – 2013) De acordo com


Bresser Pereira, boa parte do treinamento administrativo e de
consultoria dos anos 50 do século passado foi influenciada pelo
racionalismo em busca de eficiência e eficácia e pela clara
distinção entre política e administração.

Questão de elevada complexidade. A questão faz alusão ao tipo de


treinamento que existia na administração pública nos anos 50 e 60 do
século passado.
O enunciado foi retirado de um texto que está em um livro de Bresser,
escrito em conjunto com outro autor. De acordo com Bresser e Spink, ao
avaliar os movimentos de reformas administrativas no país:
"Na década de 50, são estruturadas instituições
voltadas ao treinamento administrativo,
segundo um modelo racionalista de eficiência
e uma clara separação entre política e
administração. Eficiência, efetividade, boa
gerência e pessoal qualificado tornam-se questões
básicas discutidas por estas instituições,
subsidiando os debates que ocorreram ao longo da
década de 60. Nos anos 70, as abordagens passam
a integrar a questão do desenvolvimento, e as
reformas adquirem a função de propiciar uma base
de apoio aos planos nacionais. Na década seguinte,
com a crise econômica e financeira, surge a
necessidade de ajustes estruturais e adequações
do orçamento aos níveis de receita disponível, e a
consequente retirada do controle estatal de
diversas atividades, levando à redução do papel do
Estado. Na década de 90, o enfoque passou a ser
na chamada Administração Pública Gerencial."
Infelizmente, essa questão fugiu bastante do que a banca costuma
cobrar deste tema. A banca simplesmente fez um "ctrl-c e ctrl-v" do trecho
do livro, sem uma maior contextualização. O gabarito foi questão certa.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO – 2013) A visão técnico-


voluntarista da reforma associa a disciplina administrativa à
esfera governamental e à esfera política e condiciona a sua
efetividade à vontade e à disposição dos servidores públicos de
endossar a abordagem prescrita e colocá-la em prática.

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Questão extremamente difícil. A banca apresenta um conceito


trabalhado por Spink no livro "Reforma do Estado e Administração Pública
Gerencial". Para ele, a visão "técnico-voluntarista" de reforma seria uma
abordagem técnica (determinando o que deveria ser feito) e que só
necessitaria que os políticos e servidores "comprassem" o que tinha sido
prescrito pelos reformadores. Por isso o "voluntarismo", já que indica que
a reforma associaria a "melhor técnica" ao desejo de mudança dos atores.
Entretanto, Spink afirma que essa visão "técnico-voluntarista" não
levaria em conta o aspecto político das mudanças (o que pode ou não ser
aprovado politicamente) e que essa seria a causa do fracasso de muitas
tentativas de reformas administrativas.
O erro da questão está exatamente nessa associação que o enunciado
da questão faz da visão "técnico-voluntarista" com a esfera política. Na sua
justificativa, o Cespe menciona esse ponto. De acordo com o Cespe50:
“Na verdade, a visão técnica voluntarista da
reforma pressupõe uma abordagem pura da
administração, separando-a da esfera
governamental e da esfera política e, não
associando-a como descrito no item, apesar de
condicionar a sua efetividade a vontade dos líderes
e disposição dos funcionários públicos de endossar
e colocar a abordagem prescrita em prática."
Bom, sem dúvida o gabarito é realmente questão errada. Entretanto,
penso que o enunciado não apresenta elementos suficientes para que os
alunos pudessem apontar a validade ou não da frase, pois não cita seu
autor ou o contexto da frase. O gabarito foi mesmo questão errada.

(CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) A reforma administrativa


de 1967 promoveu a centralização progressiva das decisões no
Poder Executivo federal nos moldes da administração
burocrática.

Foi exatamente o contrário que ocorreu. A reforma de 1967, também


conhecida como reforma do DL200, buscou uma descentralização
administrativa. O poder de decisão foi transferido para a Administração
Indireta, como as empresas estatais e as autarquias.
O objetivo foi exatamente o de conferir maior autonomia para estas
entidades e remover alguns dos problemas causados pelo modelo

50
Fonte:
http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_12_ESCRIVAO/arquivos/DPF_ESCRIV__O_JUS
TIFICATIVAS_DE_ALTERA____ES_DE_GABARITO.PDF

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burocrático em nossa máquina estatal. O gabarito é mesmo questão


errada.

(CESPE – MI – ANALISTA – 2013) Após a promulgação da


Constituição Federal de 1988, foi deflagrado um processo de
municipalização da gestão pública e, consequentemente, de
concessão de maiores poderes aos municípios.

Perfeito. A Constituição Federal de 1988 transferiu competências e


recursos para os entes subnacionais, principalmente os municípios. Este
movimento foi decorrente de uma percepção de que a descentralização
pode aprimorar a qualidade das políticas públicas, pois o ente que executa
estas políticas estaria mais próximo dos cidadãos necessitados e entenderia
melhor suas necessidades. O gabarito é mesmo questão certa.

(CESPE – MI – ADMINISTRADOR – 2013) O modelo de reforma


do Estado brasileiro, posto em prática sob a ótica neoliberal,
mostrou-se eficaz na solução dos problemas socioeconômicos do
país, pois estava orientado para o desenvolvimento e levou em
consideração a necessidade do Estado e sua construção em
novas bases.

Esta frase tem dois problemas. A primeira, mais óbvia, é a de que a


reforma do Estado ocorrida nos anos 90 não resolveu os problemas
socioeconômicos do país.
Além disso, a reforma não foi voltada para o desenvolvimento, pois
o Estado naquela época estava mais focado na estabilização econômica, no
fim da inflação.
Outro ponto que é problemático é que o governo que é mais
identificado com a “ótica neoliberal” é o de Collor, não o de Fernando
Henrique Cardoso.
Entretanto, quando resolvemos provas de concurso temos de tentar
“mapear” as ideologias inseridas nos questionamentos da banca. Este
segundo ponto pode ser considerado correto ou incorreto de acordo com a
opinião política do questionador, infelizmente. Desta forma, o gabarito da
banca é mesmo questão errada.

(CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) A transição democrática de


1985 representou um avanço na modernização da administração
pública, na medida em que atribuiu à administração indireta
normas de funcionamento idênticas às que regem a
administração direta.

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Este movimento de “igualar” as condições e normas de


funcionamento realmente aconteceu com a nova Constituição federal de
1988, mas não é considerado um “avanço”, mas sim um retrocesso
burocrático. Com esta mudança, estas entidades da Administração Indireta
perderam autonomia e flexibilidade em sua gestão.
Isto acabou acontecendo porque existia uma percepção generalizada
de que o governo federal tinha perdido o controle sobre estas entidades,
que cresceram muito em número no regime militar. Deste modo, o gabarito
é questão errada.

(CESPE – TJ-AL – TÉCNICO – 2013) A reforma administrativa


resultante da independência do Brasil apresentou o
patrimonialismo como modelo de administração pública, que,
apesar de superado, ainda revela grande importância no governo
do país.

Questão totalmente equivocada! Para “começo de conversa”, não


tivemos nenhuma reforma administrativa no momento da independência
do Brasil. O modelo patrimonialista já existia e era praticado desde o tempo
do Brasil Colônia.
Além desse fato, o modelo patrimonialista não é de “grande
importância” no governo do país. Temos resquícios deste modelo, é certo,
mas estas práticas são condenáveis. O gabarito é mesmo questão errada.

(CESPE – TCE-RO – AGENTE – 2013) O Departamento


Administrativo do Serviço Público foi o primeiro órgão da
estrutura administrativa brasileira ao qual se atribuiu a
responsabilidade de diminuir a ineficiência do serviço público e
reorganizar a administração pública.

Perfeito. O DASP foi o responsável por executar a reforma da


burocrática da década de 30 no Brasil. Seu objetivo era o de modernizar o
setor público, aumentando a sua eficiência. Infelizmente, depois vimos as
deficiências deste modelo na prática. O gabarito é questão certa.

(CESPE – TCU – AUDITOR – 2013) A criação do Departamento


Administrativo do Serviço Público (DASP) em 1936 representou
uma modernização na administração pública brasileira, haja
vista que promoveu a descentralização das atividades
administrativas, com o intuito de se gerar maior eficiência.

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O erro desta questão é o seguinte: O DASP era centralizador, não


descentralizador. Devemos lembrar que esta reforma foi feita por um
regime ditatorial (o Estado Novo de Vargas), que buscava centralizar o
poder no governo federal e padronizar as práticas administrativas. Deste
modo, o gabarito é questão errada.

(CESPE – MPU – TÉCNICO – 2013) A reforma administrativa


iniciada pelo Departamento Administrativo do Serviço Público
(DASP) instituiu o Estado moderno no Brasil, com vistas ao
combate ao patrimonialismo e à burocracia estatal.

Nem pensar. A Reforma do período Vargas, que instituiu o DASP


buscou implantar o modelo burocrático no Brasil. Assim, não poderia estar
combatendo a “burocracia estatal” ao mesmo tempo, não é verdade?
Getúlio Vargas sabia que o Estado brasileiro, ainda baseado em
práticas patrimonialistas, precisava ser reformado para que o país
crescesse e se industrializasse. Entretanto, os problemas do modelo
burocrático só apareceram mais tarde. O gabarito é questão errada.

(CESPE – MPU – TÉCNICO – 2013) As grandes reformas


administrativas do Estado brasileiro, ocorridas após 1930, foram
do tipo patrimonialista, burocrática e gerencial.

Esta questão tem uma “pegadinha” que a torna incorreta. Nós


tivemos reformas burocráticas (como a dos anos 30) e reformas gerenciais
(como a dos anos 90), mas nunca tivemos reformas patrimonialistas! O
modelo patrimonialista foi implantado aqui junto com a colonização
portuguesa.
Desta maneira, nunca tivemos uma reforma administrativa que
tivesse o objetivo de implementar o modelo patrimonial. Típica questão que
tenta pegar o candidato menos concentrado. O gabarito é mesmo questão
errada.

(CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) O Departamento


Administrativo do Serviço Público (DASP) foi criado com o
objetivo de aprofundar a reforma administrativa destinada a
organizar e racionalizar o serviço público no país.

Perfeito! O DASP foi criado no Governo Getúlio Vargas como um


instrumento de racionalização da máquina estatal brasileira. O Brasil estava
passando por uma fase de transição econômica: deixando de ser um país
rural para ser um país industrializado.

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Para poder impulsionar este movimento e, além disso, passar a


fornecer melhores serviços para seus cidadãos, o Estado deveria passar por
uma reforma estruturante. O gabarito é mesmo questão certa.

(CESPE – MI – ANALISTA – 2013) Na área de administração de


recursos humanos, o Departamento Administrativo do Serviço
Público (DASP) inspirou-se no princípio do mérito profissional
para estruturar a burocracia.

Exato. A reforma do DASP, ocorrida nos anos 30, buscou implementar


o modelo burocrático no Brasil. Ao contrário do que muitos pensam, a teoria
da burocracia tem o profissionalismo e a impessoalidade como seus pilares.
Deste modo, a ideia é a de que os melhores profissionais serão
contratados e promovidos, tendo em vista o melhor funcionamento possível
da instituição. Assim, a instalação do mérito profissional como um princípio
da Administração Pública foi um dos objetivos da reforma do DASP. O
gabarito é questão certa.

(CESPE – MI – ANALISTA – 2013) Fruto da evolução do


estamento burocrático patrimonialista, a moderna burocracia
manteve o caráter aristocrático e estava circunscrita ao Estado.

Esta frase é uma confusão só de conceitos. Para começar, a moderna


burocracia não é “fruto do estamento burocrático patrimonialista”, pois veio
exatamente para buscar encerrar este modelo de gestão patrimonialista. O
caráter aristocrático do patrimonialismo é combatido no modelo
burocrático, com sua base na racionalidade e na legalidade.
Além disso, o modelo burocrático de gestão não está restrito ao setor
público. Muitas empresas o utilizam ainda hoje. Deste modo, o gabarito é
mesmo questão errada.

(CESPE – TRE-ES / ANAL ADM – 2011) A instituição, em 1936, do


Departamento de Administração do Serviço Público (DASP) teve
como objetivo principal suprimir o modelo patrimonialista de
gestão.

Perfeito. A criação do DASP por Getúlio Vargas na década de 30 teve,


como objetivo primordial, a substituição do modelo patrimonialista pela
administração burocrática no Brasil. O gabarito é questão correta.

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(CESPE – AGU- AGENTE ADM. – 2010) As reformas realizadas


por meio do Decreto-lei n.o 200/1967 não desencadearam
mudanças no âmbito da administração burocrática central, o que
possibilitou a coexistência de núcleos de eficiência e de
competência na administração indireta e formas arcaicas e
ineficientes no plano da administração direta ou central.

A questão está certa. A reforma foi focada principalmente na


administração indireta, pois os militares (a exemplo do governo JK) não
queriam se “indispor” com o corpo burocrático existente, preferindo criar
novas estruturas com outro modelo mais flexível. Isso levou a uma
crescente diferenciação entre a administração direta e a indireta. O
gabarito é frase correta.

(CESPE – TCE-RS – OCE – 2013) A reforma administrativa no


Brasil, realizada por meio do Decreto-Lei n.o 200/1967,
representou um avanço em relação à tentativa de romper com a
rigidez burocrática, podendo ser entendida como a primeira
experiência de implantação da administração gerencial no país.

Beleza. Realmente, muitos autores consideram a reforma do DL 200


de 1967 como o primeiro passo para a implementação do modelo gerencial
no país. O Cespe mesmo já considerou esta afirmativa como correta e
diversos momentos. O gabarito é questão certa.

(CESPE - TCU / ACE - 2008) A estruturação da máquina


administrativa no Brasil reflete a forte tradição municipalista do
país, cujo ímpeto descentralizante se manifesta, na Constituição
de 1988, reforçado pela longa duração do período transcorrido
entre 1964 e 1985, marcadamente caracterizado pela associação
entre autoritarismo e centralização.

Esta questão do Cespe reflete corretamente o caráter


descentralizador da Constituição Federal de 1988. A centralização que
ocorreu no período militar (1964-85) levou ao ímpeto descentralizador da
Assembleia Constituinte.
Assim, a CF/88, de certa forma, foi uma reação aos vinte anos de
centralização política na União. O gabarito é questão correta.

(CESPE - TCE-AC / ACE ADMINISTRAÇÃO - 2006) A Constituição


de 1988 promoveu um avanço significativo na gestão pública,
concedendo mais flexibilidade ao aparelho estatal.

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A Constituição de 88 não concedeu mais flexibilidade ao aparelho


estatal, muito pelo contrário. A CF88 engessou a administração pública
ao conceder estabilidade a milhares de celetistas, ao passar a exigir os
mesmos procedimentos burocráticos da administração indireta que já eram
cobrados da administração direta e ao retirar sua autonomia
(principalmente em gestão de pessoas e no processo de compra).
Desta forma, ocorreu um aumento da centralização
administrativa. O gabarito é questão errada.

(CESPE – TCU – AUDITOR – 2013) Na reforma gerencial de 1995,


a qual visava eliminar os elementos patrimonialistas ainda
existentes, enfatizaram-se a hierarquização e o rígido controle
de procedimentos.

Negativo. A hierarquização e o rígido controle de procedimentos são


características do modelo burocrático, não do modelo gerencial. Este último
buscava maior flexibilidade, maior descentralização e um controle por
resultados. O gabarito é questão errada.

(CESPE – TJ-AL – TÉCNICO – 2013) A nova gestão pública reúne


características positivas dos modelos patrimonial e gerencial de
administração pública.

O primeiro erro desta questão é o fato de que a “Nova Gestão Pública”


e o modelo gerencial significam a mesma coisa. São sinônimos. Portanto,
a frase não faz sentido, pois a NGP não poderia reunir características
positivas de si mesma.
A segunda afirmativa equivocada é que o modelo patrimonial não
serviu de inspiração ou base para o modelo gerencial. O que poderia ser
dito é que a Nova Gestão Pública reuniu características positivas do modelo
burocrático, como a profissionalização e a valorização do mérito. O gabarito
é questão errada.

(CESPE – TJ-AL – TÉCNICO – 2013) A última reforma


administrativa que se têm notícia no Brasil foi aquela baseada
nos princípios burocráticos estabelecidos pelo presidente
Vargas.

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Nem pensar! Tivemos diversas reformas administrativas no Brasil. A


última reforma foi a do modelo gerencial de 1995, detalhada no Plano
Diretor para a Reforma do Aparelho do Estado. O gabarito é questão errada.

(CESPE – TRE-ES / ANAL ADM – 2011) As tentativas de reformas


ocorridas na década de 50 do século passado guiavam-se
estrategicamente pelos princípios autoritários e centralizados,
típicos de uma nação em desenvolvimento.

Esta questão tem uma “pegadinha”. Este período dos anos 50, que
teve, principalmente, os governos de Dutra, Vargas e Juscelino, não é
classificado como um período autoritário.
Existiam eleições livres, liberdade de expressão etc. Portanto, as
reformas não se guiavam por princípios autoritários. O gabarito é questão
errada.

(CESPE – TRE-ES / ANAL ADM – 2011) Em relação às reformas


administrativas empreendidas no Brasil nos anos de 1930 a
1967, julgue o item a seguir.
Nesse período, a preocupação governamental direcionava-se
mais ao caráter impositivo das medidas que aos processos de
internalização das ações administrativas.

Esta questão está correta. Nestas reformas, o tipo de administração


que se buscava implantar era a administração burocrática, que se guia pelo
formalismo e “legalismo”. Assim, o controle ocorre em torno dos
procedimentos que devem ser seguidos, ou seja, o servidor deve cumprir
as normas, acima de tudo.
Com isso, não existe tanta preocupação com os processos e com os
resultados dentro deste modelo de administração. O que “importa” é que o
funcionário cumpra os regulamentos e leis. Portanto, o gabarito é questão
correta.

(CESPE - TCE-AC / ACE - 2008) A reforma iniciada pelo Decreto


n.º 200/1967 foi uma tentativa de superação da rigidez
burocrática, e pode ser considerada como o começo da
administração gerencial no Brasil.

A questão foi considerada correta, apesar de nem todos os autores


concordarem como válida a afirmação de que a reforma de 67 pode ser

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considerada o começo da administração gerencial no Brasil. Em provas do


Cespe, portanto, aceitem como correta esta afirmação do PDRAE.

(CESPE - TCE-AC / ACE ADMINISTRAÇÃO - 2006) No início dos


anos 80 do século passado, com a criação do Ministério da
Desburocratização e do Programa Nacional de
Desburocratização, registrou-se uma nova tentativa de reformar
o Estado na direção da administração gerencial.

A criação do Ministério da Desburocratização foi uma tentativa de


reformar o Estado visando dar mais agilidade e flexibilidade à máquina
pública. A centralização administrativa e a lentidão da administração em
tomar decisões e resolver problemas eram vistos como os principais
problemas na administração pública.
Uma das ideias inovadoras foi a noção de que era necessário “tirar o
contribuinte da situação de súdito para colocá-lo na situação de cidadão,
destinatário de toda a atenção do Estado”, ou seja, tratar o cidadão com
respeito.
Desta maneira, o Estado deveria oferecer melhores serviços e acabar
com diversos controles ineficazes. Estes controles somente tornavam a vida
da população mais difícil sem gerar nenhum ganho efetivo ao Estado. O
gabarito é questão certa.

(CESPE - TCU / ACE - 2008) De acordo com o Plano Diretor da


Reforma do Aparelho do Estado (1995), os serviços não-
exclusivos constituem um dos setores correspondentes às
atividades-meio, que deveriam ser executadas apenas por
organizações privadas, sem aporte de recursos orçamentários,
exceto pela aquisição de bens e serviços produzidos.

Esta questão trouxe uma “pegadinha” do Cespe. Os serviços não


exclusivos não são atividades-meio (como a função de Recursos Humanos,
por exemplo), mas atividades-fim, ou seja, relativos a setores como os de
Educação e Saúde.
Desta maneira, o gabarito é questão incorreta.

(CESPE – MTE / ADMINISTRAÇÃO – 2008) O Estado oligárquico,


no Brasil, é identificado com a República Velha, e caracteriza-se
pela associação entre as instituições políticas tradicionais e as
entidades da sociedade civil mobilizadas em torno dos
segmentos mais pobres e desprotegidos da população, por meio
de fortes redes de proteção social.

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O Estado oligárquico (que existiu na república velha, até 1930) não


se caracterizou por uma rede de proteção social (legislação trabalhista,
seguro-desemprego, renda mínima, saúde gratuita, etc.), nem por uma
preocupação com os mais pobres.
O Estado brasileiro passou a se preocupar mais com uma rede de
proteção social na época de Getúlio Vargas. O gabarito é questão errada.

(CESPE – MPS - ADMINISTRADOR – 2010) O Estado oligárquico,


modelo adotado no século passado, no Brasil, antes do primeiro
governo Vargas, atribuía pouca importância às políticas sociais,
o que fortaleceu o papel de instituições religiosas, voltadas para
o atendimento das populações mais pobres e desprotegidas.

A questão está correta mesmo. Na época do Estado oligárquico a


ideologia que predominava era a do liberalismo, que recomendava um
Estado chamado mínimo, que se limitava a oferecer segurança (interna e
externa) e justiça.
Como o Estado não provia serviços básicos à população carente, e
não tinha políticas sociais que trabalhassem a redução das desigualdades,
a população mais desprotegida tinha como alternativas de atendimento a
caridade e as instituições religiosas. Estas ofereciam auxílio e proteção aos
mais pobres naquela época. O gabarito é mesmo questão correta.

(CESPE – TERRACAP / TECNICO RH - 2004) Um governo


empreendedor se fundamenta em alguns princípios essenciais,
tais como: o controle a posteriori dos resultados, elemento que
faz parte da busca da modernização administrativa e que tem
sido buscado desde a criação do DASP, destacando-se,
entretanto, de modo mais efetivo, no Plano Diretor da Reforma
do Aparelho do Estado.

Pessoal, a questão está incorreta porque o controle a posteriori, ou


por resultados, não se iniciou com o DASP (Governo de Getúlio Vargas). O
DASP introduziu a burocracia no Brasil, e como sabemos a burocracia tem
como característica o controle de procedimentos (a priori) e não o controle
de resultados (ou a posteriori). O gabarito é questão errada.

(CESPE – TCE-AC / ACE - 2008) A função orçamentária, como


atividade formal e permanentemente vinculada ao
planejamento, já estava consagrada na gestão pública brasileira
quando da implantação do modelo de administração burocrática.

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Foi o DASP, nos anos 30, que introduziu a administração burocrática


no Brasil. Entre outras iniciativas, vinculou a função orçamentária ao
planejamento. Portanto a questão está incorreta, porque essa realidade (a
vinculação do orçamento ao planejamento) não estava “consagrada” nesta
época, e sim foi introduzida nesta época. O gabarito é questão errada.

(CESPE – MCT / ANALISTA PLENO - 2004) O conceito de


administração para o desenvolvimento consistia no
fortalecimento de estruturas estatais responsáveis pelo
planejamento e pela implementação de projetos
desenvolvimentistas nos quais o Estado atuava como produtor
direto de bens e serviços.

A Administração para o Desenvolvimento foi um conjunto de ideias


que se formou nos anos 50, tendo como objetivo o desenvolvimento
econômico e social do Brasil.
Dentro de seus princípios, existia a ideia de capacitar a Administração
Pública para torná-la indutora da modernização da sociedade.
O desenvolvimento deveria ser planejado, buscando-se suprir as
lacunas e gargalos que estivessem impedindo o crescimento econômico (a
ideia do plano de metas – crescimento de 50 anos em 5 vinha nesta ótica).
Este conceito prosperou até a crise do Estado nos anos 80, e levou à
criação de muitas empresas estatais e sociedades de economia mista. Cabe
lembrar que JK não era contra o capital privado ou estrangeiro, tendo
trazido diversos investidores de peso, mas via o Estado como indutor do
planejamento da economia nacional. A questão está correta.

(CESPE – SENADO / CONSULTOR ADM – 2002) A continuidade do


DASP foi assegurada nos governos que se seguiram — Dutra e JK
—, de modo a possibilitar a estruturação dos grupos executivos
incumbidos de implementar o Plano de Metas.

Os grupos executivos foram criados por JK exatamente para evitar


utilizar a estrutura rígida e burocrática que já existia na época, e tampouco
reformar esta estrutura.
O DASP, que introduziu a administração burocrática no Brasil na
década de 30, perdeu muito de sua predominância após a saída de Getúlio
Vargas em 1945.
Apesar do DASP somente ter sido extinto na década de 80, após 45
passou a cumprir tarefas mais rotineiras e perdeu muitas de suas
competências, tendo perdido o apoio de um regime autoritário. Desta forma

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o DASP, apesar de existente na época de JK, não foi utilizado para


estruturar os grupos executivos, órgãos que tentavam evitar o modelo
burocrático introduzido pelo DASP. O gabarito é questão errada!

(CESPE – MCT / ANALISTA JR - 2004) O principal mecanismo de


implementação do desenvolvimentismo do período JK foram os
grupos executivos que, embora constituíssem estruturas ad hoc
dotadas de grande flexibilidade, acabaram sendo posteriormente
engolfadas pela burocracia governamental.

Dentro da ótica do planejamento estatal incluída no plano de metas


era necessária uma coordenação das ações e esforços, visando o
cumprimento das metas e objetivos.
Os grupos executivos eram nomeados diretamente pelo Presidente
da República, contendo executivos de empresas privadas, militares e
profissionais capacitados, que tinham a missão de implementar o plano de
metas em cada setor.
Estes grupos evitavam os canais originais dentro da máquina pública,
pois estes eram lentos, rígidos e dominados por interesses clientelistas.
Eram estruturas Ad-hoc porque eram formados caso a caso, de acordo com
a necessidade no momento e tinham muito mais flexibilidade e autonomia,
não se norteando pelos princípios da administração burocrática. A questão
está correta.

(CESPE – TCU / PLANEJAMENTO – 2008) Os grupos executivos e


o Conselho de Desenvolvimento, criados na Era JK, constituíam
estruturas paralelas à burocracia tradicional e atuavam na linha
de formulação política, paralelamente às atividades de rotina. O
Programa de Metas exigia estruturas flexíveis, não-burocráticas,
e uma capacidade de coordenação dos esforços de planejamento.

Esta questão está correta. A dúvida dos alunos nesta questão se


concentrou no papel do Conselho de Desenvolvimento, pois os grupos
executivos já foram mencionados nas questões anteriores. Este
instrumento (Conselho de Desenvolvimento) foi utilizado por JK como uma
estratégia para dar mais autonomia aos gestores do plano de metas de seu
governo. De acordo com Ribeiro:
“A estratégia de JK para enfrentar possíveis
embates com a burocracia foi a constituição de
estruturas paralelas para proceder reformas.
Criaram-se os Grupos Executivos e o Conselho de
Desenvolvimento, que atuavam na linha da
formulação política, paralelamente às atividades de

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rotina sob a responsabilidade da burocracia


tradicional. ”
O Conselho de Desenvolvimento tinha como um de seus objetivos a
coordenação do planejamento e da execução do plano de metas. O gabarito
é mesmo questão correta.

(CESPE – TCE-AC / ACE - 2008) Com a edição do Decreto n.º


200/1967, o concurso público passou a ser o único meio de
contratação de pessoal para o serviço público.

Esta questão está incorreta, pois o Decreto nº 200 de 1967 não


fechou a porta para a contratação de pessoal sem concurso para o serviço
público, muito pelo contrário! A contratação de pessoal através da
Administração Indireta sem o instituto do concurso público foi incentivada,
ficando os concursos públicos restritos à Administração Direta. De acordo
com Bresser:
“A reforma, teve, entretanto, duas consequências
inesperadas e indesejáveis. De um lado, ao permitir
a contratação de empregados sem concurso
público, facilitou a sobrevivência de práticas
clientelistas ou fisiológicas. De outro lado, ao não
se preocupar com mudanças no âmbito da
administração direta ou central, que foi vista
pejorativamente como ‘burocrática’ ou rígida,
deixou de realizar concursos e de desenvolver
carreiras de altos administradores. ”
O gabarito é questão ERRADA.

(CESPE – MPS - ADMINISTRADOR – 2010) A reforma


administrativa materializada pelo Decreto-lei n.º 200/1967 é
associada à primeira experiência de implementação da
administração gerencial no país. Adotada em pleno período
ditatorial, reforçou a centralização funcional e promoveu a
criação das carreiras da administração pública de alto nível.

A questão está incorreta, pois não ocorreu uma centralização


funcional com o Decreto-lei n°200/67. A Descentralização foi um dos
princípios norteadores da reforma. Veja o seu artigo n° 10 abaixo:
“Art. 10. A execução das atividades da
Administração Federal deverá ser amplamente
descentralizada.

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§ 1º A descentralização será posta em prática em


três planos principais:
a) dentro dos quadros da Administração Federal,
distinguindo-se claramente o nível de direção do de
execução;
b) da Administração Federal para a das unidades
federadas, quando estejam devidamente
aparelhadas e mediante convênio;
c) da Administração Federal para a órbita privada,
mediante contratos ou concessões. ”
Assim sendo, o gabarito é mesmo questão errada.

(CESPE – MDS / TÉCNICO ADM - 2006) O Decreto-lei n.º


200/1967 instituiu maior flexibilidade administrativa para todos
os órgãos da administração pública, reduzindo a rigidez
burocrática imposta pelas reformas do DASP.

A questão está incorreta, pois o Decreto n°200 só flexibilizou as


formalidades burocráticas para a administração indireta! A administração
direta continuou com os mesmos entraves burocráticos instituídos pelo
DASP. O gabarito é questão errada!

(CESPE – AGU - AGENTE ADM. – 2010) A reforma administrativa


instituída pelo Decreto-lei n.o 200/1967 distinguiu claramente a
administração direta e a administração indireta no que se refere
às áreas de compras e execução orçamentária, padronizando-as
e normatizando-as de acordo com o princípio fundamental da
descentralização.

A reforma efetuada pelo Decreto-lei n°200/67 realmente distinguiu a


administração direta da administração indireta. Entretanto o Decreto em
questão não diferenciou a administração direta e indireta no tocante às
áreas de compras!
O artigo 125, depois revogado em 1986, dizia:
“As licitações para compras, obras e serviços
passam a reger-se, na Administração Direta e nas
autarquias, pelas normas consubstanciadas neste
Título e disposições complementares aprovadas em
decreto. “
Desta forma a questão está incorreta, pois não existia esta distinção
no DL200/67.

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(CESPE – TCE-AC / ACE - 2008) A Constituição Federal de 1988


acabou com a rigidez burocrática e possibilitou a adoção de
técnicas modernas da administração gerencial, como a
instauração do regime jurídico único para os servidores públicos
federais.

A constituição de 1988 não acabou com a rigidez burocrática, muito


pelo contrário! Ela foi considerada um retrocesso burocrático, pois
reintroduziu “amarras” formais ao modelo de administração, e forçou a
adoção pela administração indireta dos mesmos controles burocráticos que
existiam na administração direta.
O próprio regime jurídico único foi uma medida que levou uma
redução da flexibilidade no modelo de administração. A questão está
incorreta.

(CESPE – TRE-MA / ANAL JUD – 2005) Com a Constituição de


1988, ocorreu a descentralização de recursos orçamentários e da
execução dos serviços públicos para estados e municípios.

Uma das características principais da transição democrática e da nova


constituição de 88 foi a reversão da centralização política ocorrida nos
governos militares.
Os governadores eleitos em 82 passaram a ter uma influência política
muito maior do que no regime militar e influenciaram a constituinte na
transferência de recursos orçamentários e de competências relativas aos
serviços públicos para a população. O gabarito é questão correta.

(CESPE – MCT / ANALISTA PLENO - 2004) Instituído durante o


governo Collor pela Lei n.º 8.112/1990, o Regime Jurídico dos
Servidores Públicos Civis da União choca-se com os ideais
ortodoxos expressos na Constituição de 1988.

Apesar de Collor discordar de muitas ideias e princípios da


Constituição Federal de 1988, o regime jurídico único (RJU) não se chocava
com os ideais da CF88. Pelo contrário, o RJU já estava previsto em seu
artigo n°39:
“Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e
os Municípios instituirão, no âmbito de sua
competência, regime jurídico único e planos de
carreira para os servidores da administração

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pública direta, das autarquias e das fundações


públicas. ”
O gabarito é questão errada.

(CESPE – STM / ANAL JUD – 2004) O foco das ações do governo


Collor concentrou-se no projeto de centralização da gestão dos
serviços públicos.

O governo Collor não buscou centralizar a gestão dos serviços


públicos. O contexto no início de seu governo era de grave crise fiscal,
hiperinflação e baixa eficiência da máquina estatal na prestação dos
serviços públicos.
Dentre as iniciativas de Collor nesta área podemos citar o contrato de
gestão implantado no Hospital Sarah Kubitschek em Brasília, que antecipou
muitos aspectos de flexibilização, controle de resultados e aumento de
autonomia que seriam depois tratados no PDRAE. A questão está incorreta.

(CESPE – AGU - AGENTE ADM. – 2010) Executado ao longo de


toda a década passada, o Plano Diretor de Reforma do Aparelho
do Estado previu não ser possível promover de imediato a
mudança da cultura administrativa e a reforma da dimensão-
gestão do Estado ao mesmo tempo em que se providencia a
mudança do sistema legal.

A questão já começa incorreta na sua primeira oração. O Plano


Diretor não foi executado ao longo de toda sua década, pois só foi lançado
em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso.
Além disso, o PDRAE previa sim ser possível a mudança da cultura
administrativa ao mesmo tempo em que fosse mudado o sistema legal
existente. Veja o trecho abaixo, retirado do PDRAE:
“No esforço de diagnóstico da administração pública
brasileira centraremos nossa atenção, de um lado,
nas condições do mercado de trabalho e na política
de recursos humanos, e, de outro, na distinção de
três dimensões dos problemas: (1) a dimensão
institucional-legal, relacionada aos obstáculos de
ordem legal para o alcance de uma maior eficiência
do aparelho do Estado; (2) a dimensão cultural,
definida pela coexistência de valores
patrimonialistas e principalmente burocráticos com
os novos valores gerenciais e modernos na
administração pública brasileira; e (3) a dimensão
gerencial, associada às práticas administrativas.

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As três dimensões estão inter-relacionadas. Há uma


tendência a subordinar a terceira à primeira,
quando se afirma que é impossível implantar
qualquer reforma na área da gestão enquanto não
forem modificadas as instituições, a partir da
Constituição Federal. É claro que esta visão é falsa.
Apesar das dificuldades, é possível promover já a
mudança da cultura administrativa e reformar a
dimensão-gestão do Estado, enquanto vai sendo
providenciada a mudança do sistema legal. ”
Desta forma a questão está incorreta, de acordo com o gabarito da
banca.

(CESPE- MDS / TECNICO SUPERIOR - 2006) A reforma


administrativa empreendida pelo DASP, na década de 30 do
século passado, foi inovadora por não estar alinhada aos
princípios da administração científica presentes na literatura
mundial da época.

A reforma administrativa que foi implantada no Brasil nos anos 30


não foi inovadora, pois o modelo racional-legal (ou Burocrático) já havia
sido implantado nos países desenvolvidos décadas antes.
Ao contrário do que está descrito na questão, a reforma esteve sim
alinhada aos princípios da administração científica. Portanto, a frase está
errada.

(CESPE – MCT / ANALISTA C&T - 2004) As denominadas


atividades exclusivas de estado, conforme definidas no Plano
Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, deveriam ser
exercidas por órgãos da administração direta.

A pegadinha desta questão é que, pelo PDRAE, as atividades


exclusivas do estado podem sim ser exercidas pela administração indireta.
Ou seja, não são exclusivas da administração direta como está escrito na
questão acima. De acordo com o PDRAE:
“Atividades exclusivas – É o setor em que são
prestados serviços que só o Estado pode realizar.
São serviços em que se exerce o poder extroverso
do Estado - o poder de regulamentar, fiscalizar,
fomentar. Como exemplos, temos: a cobrança e
fiscalização dos impostos, a polícia, a previdência
social básica, o serviço de desemprego, a
fiscalização do cumprimento de normas sanitárias,

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o serviço de trânsito, a compra de serviços de saúde


pelo Estado, o controle do meio ambiente, o
subsídio à educação básica, o serviço de emissão de
passaportes, etc.“
A questão está desta forma incorreta!

(CESPE – MCT / ANALISTA - 2004) O Plano Diretor da Reforma


do Aparelho do Estado, documento referencial da proposta de
modernização da gestão pública do governo Fernando Henrique
Cardoso, preconizava separação entre o núcleo estratégico
formulador de políticas, que deveria permanecer estatal, e
atividades periféricas, que deveriam ser privatizadas.

A questão tem uma “pegadinha” em seu final. As atividades não


exclusivas não deveriam ser privatizadas, e sim “publicizadas”. A diferença
básica entre privatização e publicização é que a primeira é um processo de
devolução à iniciativa privada de empreendimentos produtivos com fins
lucrativos e que podem ser controlados pelo mercado.
Este processo foi conduzido com o objetivo de liberar o Estado destas
atividades e ajustar a situação fiscal. Já a publicização é um processo de
transferir para o setor não-governamental sem fins lucrativos atividades
que, apesar de não serem exclusivas do Estado, devem ser incentivadas
pelo Estado como saúde, educação, pesquisa científica, cultura, etc.
Veja como o PDRAE menciona esta diferença abaixo:
“Para realizar essa função redistribuidora ou
realocadora o Estado coleta impostos e os destina
aos objetivos clássicos de garantia da ordem
interna e da segurança externa, aos objetivos
sociais de maior justiça ou igualdade, e aos
objetivos econômicos de estabilização e
desenvolvimento. Para realizar esses dois últimos
objetivos, que se tornaram centrais neste século, o
Estado tendeu a assumir funções diretas de
execução. As distorções e ineficiências que daí
resultaram deixaram claro, entretanto, que
reformar o Estado significa transferir para o setor
privado as atividades que podem ser controladas
pelo mercado. Daí a generalização dos processos de
privatização de empresas estatais. Neste plano,
entretanto, salientaremos um outro processo tão
importante quanto, e que no entretanto não está
tão claro: a descentralização para o setor
público não-estatal da execução de serviços
que não envolvem o exercício do poder de

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Estado, mas devem ser subsidiados pelo


Estado, como é o caso dos serviços de
educação, saúde, cultura e pesquisa científica.
Chamaremos a esse processo de
“publicização”.”
Este processo de publicização faz sentido, pois este setor não
governamental muitas vezes é mais eficiente do que o setor estatal na
execução destes serviços, possibilitando a melhoria do atendimento da
população a custos mais baixos. Portanto, a questão está incorreta.

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Lista de Questões Trabalhadas na Aula.

(CESPE – TRE-PI / ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) A reorganização do


poder público por meio da descentralização administrativa e
flexibilização do sistema, com a criação dos entes da administração
indireta, resulta do modelo gerencial implementado pelo plano diretor
de reforma do aparelho do Estado.

(CESPE – TRE-PI / ANALISTA – 2016 - ADAPTADA) O plano diretor de


reforma do aparelho do Estado, ao introduzir o modelo racional-legal,
predominante até a atualidade, representou uma significativa reforma e
modernização da administração pública brasileira.

(CESPE – MPOG – ANALISTA – 2015) A administração federal foi o foco


do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, que também incluiu
as administrações estaduais e municipais

(CESPE – MPOG – ANALISTA – 2015) A reforma administrativa de 1967,


realizada por meio do Decreto-lei n.º 200, ampliou a administração
indireta, transferindo atividades para fundações e empresas públicas.

(CESPE – STJ – ANALISTA – 2015) Inspirada no gerencialismo inglês, a


reforma do Estado brasileiro deflagrada em 1995 teve como principal
objetivo manter as contas públicas equilibradas e reduzir o poder da
ação gerencial do Estado.

(CESPE – TRE-GO – TÉCNICO – 2015) A reforma administrativa ocorrida


em 1967 pretendia o rompimento com a rigidez burocrática, e, para isso,
as atividades da administração foram centralizadas e algumas
instituições de administração indireta foram extintas.

(CESPE – MPOG – ANALISTA – 2015) A Constituição Federal de 1988


representou um avanço à descentralização do poder público, uma vez
que acrescentou poderes à administração indireta por meio da
flexibilização de suas normas operacionais.

(CESPE – ICMBio – TÉCNICO – 2014) As teorias das organizações, além


de contribuírem para o modelo brasileiro de administração pública,
especialmente a teoria da burocracia, ajudaram a despertar novos
enfoques sobre a motivação humana. A respeito desse assunto, julgue
o item seguinte.

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A Constituição Federal de 1988 instituiu um Estado nacional forte, pois


não persistiu com o modelo estatizante anterior.

(CESPE – ICMBio – TÉCNICO – 2014) As teorias das organizações, além


de contribuírem para o modelo brasileiro de administração pública,
especialmente a teoria da burocracia, ajudaram a despertar novos
enfoques sobre a motivação humana. A respeito desse assunto, julgue
o item seguinte.
Com a Constituição Federal de 1988, a administração pública brasileira
retornou aos anos 30 do século passado, época em que foi implantada
a administração burocrática clássica no Brasil.

(CESPE - TC-DF - ANALISTA – 2014) A instituição do Decreto-lei n°


200/1967 foi um esforço do governo da época para racionalizar os
processos, garantir a implantação do modelo burocrático e centralizar a
administração pública.

(CESPE - TC-DF - ACE – 2014) A reforma administrativa embutida no


Decreto-Lei nº 200/1967 impediu a sobrevivência de práticas
patrimonialistas e fisiológicas nos diversos níveis da administração
pública.

(CESPE - CADE - ANALISTA – 2014) O Decreto-lei nº 200/1967, o qual


embasou a reforma administrativa de 1967, estabeleceu mecanismos de
avaliação de desempenho dos entes descentralizados.

(CESPE - CADE - ANALISTA – 2014) A reforma administrativa de 1967


deu ênfase à centralização, de modo a instituir o orçamento como
princípio de racionalidade administrativa.

(CESPE - CADE - Analista – 2014) A criação do DASP representou a


primeira reforma administrativa do país e a afirmação dos princípios
centralizadores e hierárquicos da burocracia clássica.

(CESPE – BSF - CEBRASPE – 2014) Obrigatoriedade de concurso público


para a contratação de servidores e estabilidade no serviço foram
medidas instauradas pela reforma da administração pública ocorrida
durante o regime militar.

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(CESPE – BSF - CEBRASPE – 2014) A reforma da administração pública


proposta pelo governo de Getúlio Vargas objetivava superar o modelo
patrimonialista e instaurar uma burocracia pública.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) O Decreto-lei n.º


200/1967, estatuto básico da reforma administrativa do governo militar,
reafirmou a importância do planejamento entendido sob uma ótica
tecnicista.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) O Departamento


Administrativo do Serviço Público (DASP) iniciou um movimento de
profissionalização do funcionalismo público, mediante a implantação de
um sistema de ingresso competitivo e de critérios de promoção por
merecimento.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) A Constituição Federal


de 1988 (CF) rompeu com o retrocesso burocrático que até então
prevalecia, ao conceder autonomia ao Poder Executivo para tratar da
estruturação dos órgãos públicos e proporcionar flexibilidade
operacional aos entes da administração indireta.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO – 2013) De acordo com


Bresser Pereira, boa parte do treinamento administrativo e de
consultoria dos anos 50 do século passado foi influenciada pelo
racionalismo em busca de eficiência e eficácia e pela clara distinção entre
política e administração.

(CESPE – POLÍCIA FEDERAL – ESCRIVÃO – 2013) A visão técnico-


voluntarista da reforma associa a disciplina administrativa à esfera
governamental e à esfera política e condiciona a sua efetividade à
vontade e à disposição dos servidores públicos de endossar a abordagem
prescrita e colocá-la em prática.

(CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) A reforma administrativa de 1967


promoveu a centralização progressiva das decisões no Poder Executivo
federal nos moldes da administração burocrática.

(CESPE – MI – ANALISTA – 2013) Após a promulgação da Constituição


Federal de 1988, foi deflagrado um processo de municipalização da
gestão pública e, consequentemente, de concessão de maiores poderes
aos municípios.

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(CESPE – MI – ADMINISTRADOR – 2013) O modelo de reforma do


Estado brasileiro, posto em prática sob a ótica neoliberal, mostrou-se
eficaz na solução dos problemas socioeconômicos do país, pois estava
orientado para o desenvolvimento e levou em consideração a
necessidade do Estado e sua construção em novas bases.

(CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) A transição democrática de 1985


representou um avanço na modernização da administração pública, na
medida em que atribuiu à administração indireta normas de
funcionamento idênticas às que regem a administração direta.

(CESPE – TJ-AL – TÉCNICO – 2013) A reforma administrativa resultante


da independência do Brasil apresentou o patrimonialismo como modelo
de administração pública, que, apesar de superado, ainda revela grande
importância no governo do país.

(CESPE – TCE-RO – AGENTE – 2013) O Departamento Administrativo do


Serviço Público foi o primeiro órgão da estrutura administrativa
brasileira ao qual se atribuiu a responsabilidade de diminuir a ineficiência
do serviço público e reorganizar a administração pública.

(CESPE – TCU – AUDITOR – 2013) A criação do Departamento


Administrativo do Serviço Público (DASP) em 1936 representou uma
modernização na administração pública brasileira, haja vista que
promoveu a descentralização das atividades administrativas, com o
intuito de se gerar maior eficiência.

(CESPE – MPU – TÉCNICO – 2013) A reforma administrativa iniciada


pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) instituiu o
Estado moderno no Brasil, com vistas ao combate ao patrimonialismo e
à burocracia estatal.

(CESPE – MPU – TÉCNICO – 2013) As grandes reformas administrativas


do Estado brasileiro, ocorridas após 1930, foram do tipo patrimonialista,
burocrática e gerencial.

(CESPE – TRT-10 – TÉCNICO – 2013) O Departamento Administrativo


do Serviço Público (DASP) foi criado com o objetivo de aprofundar a
reforma administrativa destinada a organizar e racionalizar o serviço
público no país.

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(CESPE – MI – ANALISTA – 2013) Na área de administração de recursos


humanos, o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP)
inspirou-se no princípio do mérito profissional para estruturar a
burocracia.

(CESPE – MI – ANALISTA – 2013) Fruto da evolução do estamento


burocrático patrimonialista, a moderna burocracia manteve o caráter
aristocrático e estava circunscrita ao Estado.

(CESPE – TRE-ES / ANAL ADM – 2011) A instituição, em 1936, do


Departamento de Administração do Serviço Público (DASP) teve como
objetivo principal suprimir o modelo patrimonialista de gestão.

(CESPE – AGU- AGENTE ADM. – 2010) As reformas realizadas por meio


do Decreto-lei n.o 200/1967 não desencadearam mudanças no âmbito
da administração burocrática central, o que possibilitou a coexistência
de núcleos de eficiência e de competência na administração indireta e
formas arcaicas e ineficientes no plano da administração direta ou
central.

(CESPE – TCE-RS – OCE – 2013) A reforma administrativa no Brasil,


realizada por meio do Decreto-Lei n.o 200/1967, representou um avanço
em relação à tentativa de romper com a rigidez burocrática, podendo
ser entendida como a primeira experiência de implantação da
administração gerencial no país.

(CESPE - TCU / ACE - 2008) A estruturação da máquina administrativa


no Brasil reflete a forte tradição municipalista do país, cujo ímpeto
descentralizante se manifesta, na Constituição de 1988, reforçado pela
longa duração do período transcorrido entre 1964 e 1985,
marcadamente caracterizado pela associação entre autoritarismo e
centralização.

(CESPE - TCE-AC / ACE ADMINISTRAÇÃO - 2006) A Constituição de 1988


promoveu um avanço significativo na gestão pública, concedendo mais
flexibilidade ao aparelho estatal.

(CESPE – TCU – AUDITOR – 2013) Na reforma gerencial de 1995, a qual


visava eliminar os elementos patrimonialistas ainda existentes,
enfatizaram-se a hierarquização e o rígido controle de procedimentos.

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(CESPE – TJ-AL – TÉCNICO – 2013) A nova gestão pública reúne


características positivas dos modelos patrimonial e gerencial de
administração pública.

(CESPE – TJ-AL – TÉCNICO – 2013) A última reforma administrativa que


se têm notícia no Brasil foi aquela baseada nos princípios burocráticos
estabelecidos pelo presidente Vargas.

(CESPE – TRE-ES / ANAL ADM – 2011) As tentativas de reformas


ocorridas na década de 50 do século passado guiavam-se
estrategicamente pelos princípios autoritários e centralizados, típicos de
uma nação em desenvolvimento.

(CESPE – TRE-ES / ANAL ADM – 2011) Em relação às reformas


administrativas empreendidas no Brasil nos anos de 1930 a 1967, julgue
o item a seguir.
Nesse período, a preocupação governamental direcionava-se mais ao
caráter impositivo das medidas que aos processos de internalização das
ações administrativas.

(CESPE - TCE-AC / ACE - 2008) A reforma iniciada pelo Decreto n.º


200/1967 foi uma tentativa de superação da rigidez burocrática, e pode
ser considerada como o começo da administração gerencial no Brasil.

(CESPE - TCE-AC / ACE ADMINISTRAÇÃO - 2006) No início dos anos 80


do século passado, com a criação do Ministério da Desburocratização e
do Programa Nacional de Desburocratização, registrou-se uma nova
tentativa de reformar o Estado na direção da administração gerencial.

(CESPE - TCU / ACE - 2008) De acordo com o Plano Diretor da Reforma


do Aparelho do Estado (1995), os serviços não-exclusivos constituem
um dos setores correspondentes às atividades-meio, que deveriam ser
executadas apenas por organizações privadas, sem aporte de recursos
orçamentários, exceto pela aquisição de bens e serviços produzidos.

(CESPE – MTE / ADMINISTRAÇÃO – 2008) O Estado oligárquico, no


Brasil, é identificado com a República Velha, e caracteriza-se pela
associação entre as instituições políticas tradicionais e as entidades da
sociedade civil mobilizadas em torno dos segmentos mais pobres e
desprotegidos da população, por meio de fortes redes de proteção social.

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(CESPE – MPS - ADMINISTRADOR – 2010) O Estado oligárquico, modelo


adotado no século passado, no Brasil, antes do primeiro governo Vargas,
atribuía pouca importância às políticas sociais, o que fortaleceu o papel
de instituições religiosas, voltadas para o atendimento das populações
mais pobres e desprotegidas.

(CESPE – TERRACAP / TECNICO RH - 2004) Um governo empreendedor


se fundamenta em alguns princípios essenciais, tais como: o controle a
posteriori dos resultados, elemento que faz parte da busca da
modernização administrativa e que tem sido buscado desde a criação do
DASP, destacando-se, entretanto, de modo mais efetivo, no Plano
Diretor da Reforma do Aparelho do Estado.

(CESPE – TCE-AC / ACE - 2008) A função orçamentária, como atividade


formal e permanentemente vinculada ao planejamento, já estava
consagrada na gestão pública brasileira quando da implantação do
modelo de administração burocrática.

(CESPE – MCT / ANALISTA PLENO - 2004) O conceito de administração


para o desenvolvimento consistia no fortalecimento de estruturas
estatais responsáveis pelo planejamento e pela implementação de
projetos desenvolvimentistas nos quais o Estado atuava como produtor
direto de bens e serviços.

(CESPE – SENADO / CONSULTOR ADM – 2002) A continuidade do DASP


foi assegurada nos governos que se seguiram — Dutra e JK —, de modo
a possibilitar a estruturação dos grupos executivos incumbidos de
implementar o Plano de Metas.

(CESPE – MCT / ANALISTA JR - 2004) O principal mecanismo de


implementação do desenvolvimentismo do período JK foram os grupos
executivos que, embora constituíssem estruturas ad hoc dotadas de
grande flexibilidade, acabaram sendo posteriormente engolfadas pela
burocracia governamental.

(CESPE – TCU / PLANEJAMENTO – 2008) Os grupos executivos e o


Conselho de Desenvolvimento, criados na Era JK, constituíam estruturas
paralelas à burocracia tradicional e atuavam na linha de formulação
política, paralelamente às atividades de rotina. O Programa de Metas
exigia estruturas flexíveis, não-burocráticas, e uma capacidade de
coordenação dos esforços de planejamento.

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(CESPE – TCE-AC / ACE - 2008) Com a edição do Decreto n.º 200/1967,


o concurso público passou a ser o único meio de contratação de pessoal
para o serviço público.

(CESPE – MPS - ADMINISTRADOR – 2010) A reforma administrativa


materializada pelo Decreto-lei n.º 200/1967 é associada à primeira
experiência de implementação da administração gerencial no país.
Adotada em pleno período ditatorial, reforçou a centralização funcional
e promoveu a criação das carreiras da administração pública de alto
nível.

(CESPE – MDS / TÉCNICO ADM - 2006) O Decreto-lei n.º 200/1967


instituiu maior flexibilidade administrativa para todos os órgãos da
administração pública, reduzindo a rigidez burocrática imposta pelas
reformas do DASP.

(CESPE – AGU - AGENTE ADM. – 2010) A reforma administrativa


instituída pelo Decreto-lei n.o 200/1967 distinguiu claramente a
administração direta e a administração indireta no que se refere às áreas
de compras e execução orçamentária, padronizando-as e normatizando-
as de acordo com o princípio fundamental da descentralização.

(CESPE – TCE-AC / ACE - 2008) A Constituição Federal de 1988 acabou


com a rigidez burocrática e possibilitou a adoção de técnicas modernas
da administração gerencial, como a instauração do regime jurídico único
para os servidores públicos federais.

(CESPE – TRE-MA / ANAL JUD – 2005) Com a Constituição de 1988,


ocorreu a descentralização de recursos orçamentários e da execução dos
serviços públicos para estados e municípios.

(CESPE – MCT / ANALISTA PLENO - 2004) Instituído durante o governo


Collor pela Lei n.º 8.112/1990, o Regime Jurídico dos Servidores
Públicos Civis da União choca-se com os ideais ortodoxos expressos na
Constituição de 1988.

(CESPE – STM / ANAL JUD – 2004) O foco das ações do governo Collor
concentrou-se no projeto de centralização da gestão dos serviços
públicos.

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(CESPE – AGU - AGENTE ADM. – 2010) Executado ao longo de toda a


década passada, o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado
previu não ser possível promover de imediato a mudança da cultura
administrativa e a reforma da dimensão-gestão do Estado ao mesmo
tempo em que se providencia a mudança do sistema legal.

(CESPE- MDS / TECNICO SUPERIOR - 2006) A reforma administrativa


empreendida pelo DASP, na década de 30 do século passado, foi
inovadora por não estar alinhada aos princípios da administração
científica presentes na literatura mundial da época.

(CESPE – MCT / ANALISTA C&T - 2004) As denominadas atividades


exclusivas de estado, conforme definidas no Plano Diretor da Reforma
do Aparelho do Estado, deveriam ser exercidas por órgãos da
administração direta.

(CESPE – MCT / ANALISTA - 2004) O Plano Diretor da Reforma do


Aparelho do Estado, documento referencial da proposta de
modernização da gestão pública do governo Fernando Henrique
Cardoso, preconizava separação entre o núcleo estratégico formulador
de políticas, que deveria permanecer estatal, e atividades periféricas,
que deveriam ser privatizadas.

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Gabaritos.
1. E 23. C 46. E
2. E 24. E 47. E
25. E 48. C
3. C
4. C 26. E 49. E
5. E 27. C 50. E
28. E 51. C
6. E
7. E 29. E 52. E
30. E 53. C
8. E
9. C 31. C 54. C
10. E 32. C 55. E
11. E 33. E 56. E
34. C 57. E
12. E
35. C 58. E
13. E
14. C 36. C 59. E
15. E 37. C 60. C
16. C 38. E 61. E
17. C 39. E 62. E
18. C 40. E 63. E
19. E 41. E 64. E
20. C 42. E 65. E
43. C 66. E
21. E
22. E 44. C
45. C

Bibliografia
Abrucio, F., Pedroti, P., & Pó, M. (2010). A formação da burocracia
brasileira: a trajetória e o significado das reformas administrativas.
Em F. Abrucio, M. Loureiro, & R. Pacheco, Burocracia e política no
Brasil (pp. 27-72). Rio de Janeiro: FGV.
Andrews, C. W., & Bariani, E. (2010). Administração Pública no Brasil:
breve história política. São Paulo: Unifesp.
Bresser Pereira, L. C. (2001). Do Estado Patrimonial ao Gerencial. Em W.
e. Pinheiro, Brasil: um século de transformações (pp. 222-259). São
Paulo: Cia das Letras.

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Costa, F. L. (Set/Out de 2008). Brasil: 200 anos de Estado; 200 anos de


administração pública; 200 anos de reformas. Revista de
Administração Pública, 42(5), 829-874.
Junior, O. B. (Abr/Jun de 1998). As reformas administrativas no Brasil:
modelos, sucessos e fracassos. Revista do Serviço Público, Ano 49(2),
5-32.
Martins, L. (1997). Reforma da Administração Pública e cultura política no
Brasil: uma visão geral. Caderno Enap, n° 8.
Paludo, A. V. (2010). Administração pública: teoria e questões (1° ed.). Rio
de Janeiro: Elsevier.
(1995). Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Brasília:
Presidência da República.
Resende, A. L. (1990). Estabilização e Reforma: 1964 - 1967. Em M. d.
Abreu, A Ordem do Progresso: cem anos de política econômica
republicana (pp. 213-232). Rio de Janeiro: Campus.
Torres, M. D. (2004). Estado, democracia e administração pública no Brasil
(1° Ed. ed.). Rio de Janeiro: FGV.

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