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JOGO DA MEMÓRIA DAS FUNÇÕES INORGÂNICAS (MemInorgânico) COMO UMA

ALTERNATIVA LÚDICA NO ENSINO DE QUÍMICA

Apresentação: Comunicação Oral

Flávio José de Abreu Moura1; Rafaela Germania Barbosa de Araújo2; Natália Kelly da Silva
Araújo3 Ayrton Matheus da Silva Nascimento4 Kilma da Silva Lima Viana5

Resumo
Este jogo foi direcionado para suprir a necessidade do professor e aluno em sala de aula,
contribuindo assim para o aprendizado de química, esse recurso é uma proposta didática para o
conteúdo de “Funções Inorgânicas”, nas quais são: (i) ácidos; (ii) bases; (iii) sais e (iv) óxidos, onde
esse jogo ajudará o estudante na definição, características, nomenclatura e formulação das funções
inorgânicas. Diante disso apresentamos uma proposta inovadora de atrair a atenção do aluno através
de jogos lúdicos. Esse jogo intitulado “Jogo da Memória Inorgânico - MemInorgânico” objetiva
auxiliar os alunos na aprendizagem com abordagem no conteúdo das funções inorgânicas. A
utilização de jogos didáticos é considerada um método altamente eficaz na construção do processo
ensino-aprendizagem pois se trata de um importante instrumento na mediação de um ensino
dinâmico e atraente, já que a química é considerada por muitos de difícil compreensão. A ideia
baseia-se em despertar no estudante interesse pela disciplina, e atualmente esse fator passou a ser
um desafio de competência do docente. Ele (o docente) é responsável por gerar situações
inovadoras e estimulantes para a aprendizagem. Meios de interação como estes não podem ser
deixados de lado, pois facilita e aproxima os alunos ao conteúdo. O jogo didático será aplicado numa
escola parceira do PDVL (Programa Internacional Despertando Vocações para Licenciaturas) como uma
ferramenta que desperte curiosidade nos alunos na resolução de problemas do dia-a-dia e nas atividades
extraescolar. Tais instrumentos são uma ótima alternativa para professores que se aventuram na área
mesmo sem a formação especifica, possibilitando que o aluno não sinta essa deficiência. As
utilizações dos jogos lúdicos proporcionam dinamismo na sala de aula, auxiliando tanto o aluno
como o professor a conquistar seus objetivos de forma dinâmica, evitando uma aula exaustiva e
monótona.

Palavras-Chave: jogo didático, funções inorgânicas, estratégia de aprendizagem.

Introdução
A educação deve ser considerada uma tarefa primordial na vida das pessoas, na qual supõe
que o processo educativo consiste na transição simples e compreensível do conhecimento. Porém
professores com abordagem tradicional se preocupam em transferir o conhecimento e não em
construir juntamente com seus alunos. Outro ponto bastante polêmico e preocupante é a falta de

1
Licenciando em Química, IFPE – campus Vitória, flavio.jose33@hotmail.com
2
Licencianda em Química, IFPE – campus Vitória, rafaelagermania@hotmail.com
3
Licencianda em Química, IFPE – campus Vitória, nataliakellybs@gmail.com
4
Aluno de Pós – Graduação em Ciências de Materiais, UFPE – campus Recife, ayrthon.matheus@gmail.com
5
Doutora em Ensino de Ciências, UFPE – campus Recife, kilma.viana@vitoria.ifpe.edu.br
contextualização dos conteúdos passados em sala de aula, interferindo na compreensão entre os
assuntos vistos e o cotidiano.
A partir desses conceitos, emerge os jogos didáticos como alternativa inovadora e
motivacional para o aprendizado de conceitos químicos. As atividades lúdicas são práticas
privilegiadas para a aplicação de uma educação que vise o desenvolvimento pessoal do aluno.
Entretanto, conforme Soares (2008), “algumas definições se fazem necessárias para se evitar
confusões de termos, já que o vocábulo jogo é um dos mais polissêmicos, principalmente no
Brasil”. O autor define jogo como, atividade lúdica, brincadeira e brinquedo. Os jogos didáticos
devem ser analisados com cuidado para não se tornar apenas um objeto de diversão. Podem ser
considerados educativos quando forem bem contextualizados desenvolvendo habilidade cognitivas
e de raciocínio rápido, objetivando um conteúdo específico a ser utilizado em sala de aula. Do
contrário, se o jogo não apresentar objetivos pedagógicos visando apenas o entretenimento não
podemos chamá-lo de jogo didático.
Jogar exige que a pessoa se entregue por inteiro segundo (Luckesi, 2000) “Brincar, jogar,
agir ludicamente, exige uma entrega total do ser humano, corpo e mente, ao mesmo tempo. A
atividade lúdica não admite divisão; e, as próprias atividades lúdicas, por si mesmas, nos conduzem
para esse estado de consciência. Se estivermos num salão de dança e estivermos verdadeiramente
dançando, não haverá lugar para outra coisa a não ser para o prazer e a alegria do movimento
ritmado, harmônico e gracioso do corpo. Contudo, se estivermos num salão de dança, fazendo de
conta que estamos dançando, mas de fato, estamos observando, com o olhar crítico e julgativo,
como os outros dançam, com certeza, não estaremos vivenciando ludicamente esse momento”.

Fundamentação Teórica
As Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) do Ministério da Educação
enfatiza que os jogos e brincadeiras são elementos muito valiosos no processo de apropriação do
conhecimento. Permitem o desenvolvimento de competências no âmbito da comunicação, das
relações interpessoais, da liderança e do trabalho em equipe, utilizando a relação entre cooperação e
competição em um contexto formativo. O jogo oferece o estímulo e ambiente propício que
favorecem o desenvolvimento espontâneo e criativo dos alunos e permite o professor ampliar seu
conhecimento de técnicas ativas de ensino, desenvolver capacidades pessoais e profissionais para
estimular nos alunos a capacidade de comunicação e expressão, mostrando-lhes uma nova maneira,
lúdica, prazerosa e participativa de relacionar-se com o conteúdo escolar, levando uma maior
apropriação dos conhecimentos envolvidos. (BRASIL, 2008).
De acordo com Antunes (1998) o jogo é uma das atividades que mais estimula a inteligência
e também o comportamento social, pois ele impõe regras e faz com que os jogadores controlem
seus impulsos, desenvolva e enriqueça suas personalidades.
Segundo Araújo (2016) o jogo didático é um instrumento que pode aproximar esses
discentes desinteressados, de uma formar interessante a estudar os conteúdos. Já Nascimento (2013)
afirma que a utilização de jogos didáticos no Ensino de Química é um instrumento pedagógico que
ganha visibilidade nas aulas, tornando mais atrativas e divertidas na forma de aprender e tornando
uma disciplina agradável e útil.
Neste contexto Costa et al (2005) afirma que a metodologia tradicional de ensino de
Química na Educação Básica se destaca pela utilização de regras, fórmulas e nomenclaturas,
gerando uma grande desmotivação entre os alunos. Com isso, é necessário inovar em relação ao
ensino de Química, com a utilização de novos materiais metodológicos, a exemplo de jogos
didático, para que haja uma melhor assimilação e concretização dos conteúdos trabalhados, por
parte dos discentes.
Em particular no ensino da química, percebe-se que os alunos, muitas vezes, não conseguem
aprender, não são capazes de associar o conteúdo estudado com seu cotidiano, tornando-se
desinteressados pelo tema. Isto indica que este ensino está sendo feito de forma descontextualizada
e não interdisciplinar (NUNES e ADORNI, 2010).
O Jogo didático “é aquele que está diretamente relacionado ao ensino de conceitos e/ou
conteúdos, organizado com regras e atividades programadas e que mantém um equilíbrio entre a
função lúdica e a função educativa do jogo, sendo, em geral, realizado na sala de aula ou no
laboratório” CUNHA (2012. p. 95.)
Vale salientar que a atividade lúdica desperta a motivação quando aplicada, principalmente
ao ensino da disciplina de Química, por a mesma, na visão dos alunos, ser uma matéria com ênfase
na memorização com base nos conceitos abstratos, sendo que a utilização do jogo em sala de aula
torna o aprendizado ainda mais empolgante. Neste caso, Silveira (1998, p.2) aponta que:
os jogos podem ser empregados em uma variedade de propósitos dentro do contexto de
aprendizado. Um dos usos básicos e muito importantes é a possibilidade de construir-se a
autoconfiança. Outro fator é o incremento da motivação.
Dessa forma, as atividades com jogos didáticos, no Ensino Fundamental e/ou Médio, são
métodos privilegiados para a aplicação de uma educação que tem como finalidade o
desenvolvimento pessoal do aluno e o desempenho em cooperação na sociedade. Além disso, são ao
mesmo tempo ferramentas que motivam, atraem e instigam o processo de construção do
conhecimento, podendo ser definida, de acordo com Soares (2004), como uma ação divertida, seja
qual for o contexto linguístico, desconsiderando o objeto envolvido na ação.
O jogo, considerado um tipo de atividade lúdica-didática, possui duas funções: a lúdica e a
educativa. Elas necessitam estar em equilíbrio, já que se a função lúdica prevalecer, não passará de
um simples jogo, e se a função educativa for predominante será exclusivamente um material
didático. (KISHIMOTO, 1994 apud LIMA et al, 2011)
Os jogos proporcionam ao aluno uma forma prazerosa e divertida de estudar, além de
oferecer ao professor uma maneira diferente de avaliar a assimilação do alunado em relação aos
Conteúdos estudados, de revisar conteúdo ou como um meio mais dinâmico de fixar o
Conhecimento, permitindo a identificação de erros de aprendizagem. (ZANON et al., 2008).
De acordo com Kishimoto (1998:19) “o desequilíbrio entre estas funções provoca duas
situações: não há mais ensino, há apenas jogo, quando a função lúdica predomina ou, o contrário,
quando a função educativa elimina todo hedonismo, resta apenas o ensino.”
Para Santana (2014), os jogos no ensino de química podem contribuir para que as aulas dos
professores não caiam na chamada monotonia, em que os alunos são obrigados a assistirem essas
aulas sem o menor compromisso com o aprendizado.
Conforme Carvalho (2010), “o relacionamento do lúdico com o conhecimento a ser
aprendido pelos estudantes é um instrumento positivo, pois os docentes têm a possibilidade de
aprender os contextos químicos teóricos de maneira prazerosa, despertando nos discentes a
liberdade de construir os seus próprios conhecimentos, em que, o professor informante e o aluno
receptor são superados pelo professor orientador e pelo aluno”.
Uma ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem para o ensino de Química é o jogo
didático, com o qual é possível unir a função educativa com momentos de diversão e prazer que
pode desenvolver a atenção, percepção e raciocínio (SOARES, 2008).
A educação deve contribuir para a auto formação da pessoa e ensinar como se tornar
cidadão (MORIN, 2010). Portanto, quando analisamos a questão dos conteúdos acadêmicos é
necessário um olhar crítico não só para a sua importância, mas também para o planejamento das
possibilidades de ações que propiciem as múltiplas interações de nossos alunos. Estas ações, ao
serem planejadas, tornar-se-ão mais facilmente executáveis, quando os conteúdos deixarem de ser
apenas ministrados conceitualmente e passarem à forma procedimental.
O jogo pode propiciar ao aluno um interesse e uma motivação pelos conteúdos de química,
de maneira a facilitar a sua compreensão (SAVISKI e NICOLINI, 2008). Essa ludicidade, antes
vista como prática do ensino infantil, é um importante recurso didático também para o ensino de
química, podendo ser uma opção divertida e atrativa.
Se focarmos na questão específica, o íon de hidrogênio H+, que, na presença de água forma
o cátion hidrônio (H3O+), é responsável pelas propriedades ácidas; enquanto o ânion hidroxila (OH–
) é responsável pelas propriedades básicas. Para Arrhenius: Ácido é toda substância que, em água,
libera íons hidrogênio (H+). Base é toda substância que, em água, libera íons hidroxila (OH–),
(SANTOS & MÓL, 2013).
Os ácidos são substâncias moleculares, sendo assim, o processo da liberação de
íons H+ ocorre por ionização. Ou seja, há rompimento de ligações covalentes com formação de íons.
As bases são, geralmente, substâncias iônicas; portanto, o processo de liberação de íons OH– ocorre
por dissociação iônica. Ou seja, ao contato com a água, os íons separam-se devido à solvatação. As
bases moleculares ionizam-se por processo semelhante ao que ocorre com os ácidos no qual há
quebra de ligação covalente e formação de íons. O sal é uma classe de substâncias constituídas por
cátions e ânions diferentes da hidroxila. Considerando a teoria de Arrhenius, o sal pode ser definido
como: Sal é toda substância que, em água, libera pelo menos um cátion diferente do próton H+ e
pelo menos um ânion diferente da hidroxila OH–. Quando se utilizam quantidades proporcionais de
ácidos e bases, em termos de H+ e OH–, em uma reação de neutralização, a solução final não
apresenta propriedades nem do ácido nem da base, e sim de um sal, onde na figura 02 mostra a
formulação do Sal de Arrhenius.

Metodologia
Caracterização do Campo e dos Sujeitos de Pesquisa
Este jogo didático é voltado para alunos do primeiro ano do ensino médio. O jogo é simples
de ser entendido, pois segue as regras de um jogo da memória comum. A intervenção desse recurso
pedagógico será aplicada em escola de rede pública do estado de Pernambuco na cidade de João
Alfredo. O jogo foi criado pelo Grupo de Trabalho (GT) Jogos Didáticos no Ensino de Química,
que é um setor do PDVL (Programa Internacional Despertando Vocações para Licenciaturas).
Será aplicado questionários aos alunos de uma determinada escola, com o intuito de
conhecer como é a realidade vivenciada em sala de aula e identificar quais estratégias o professor
dispõem para chamar a atenção de seus alunos. O instrumento atrativo tem um designer simples e
atrativo (figura 01), confeccionado no programa CorelDraw X7 contendo 16 cartas com as
nomenclaturas e outras 16 com as formulas de ácidos, bases, sais e óxidos. A proposta é que os
alunos consigam aprender as formulas dos compostos com os respectivos nomes. É recomendado
que a impressão seja feita em folhas de papel cartão e coberto com papel adesivo formando uma
plastificarão oferecendo uma maior proteção e resistência.
Instrumentos de Pesquisa
Serão utilizados como instrumentos desta pesquisa questionário com os estudantes,
observação e registro da vivência do CEK (Ciclo da Experiência Kellyana).
Teoria Metodológica
A pesquisa será de natureza qualitativa, onde será realizada em uma escola secundarista, no
município de João Alfredo, que é escola parceira do PDVL. Terá como sujeitos alunos dos
primeiros anos do ensino secundário, ou seja, primeiro ano do ensino médio. Teve como propósito
central aplicar o jogo didático no Ensino de Química, para isso utilizamos como base metodológica
o ciclo da experiência Kellyana (CEK), que faz parte na Teoria dos Construtos Pessoais de George
Kelly (1963).
A TCP é uma teoria psicológica que considera as pessoas como construtoras do seu
conhecimento, através de um processo denominado Alternativismo Construtivo (BASTOS, 1992).
Com base na Teoria dos Construtos Pessoais de George Kelly (1963), um dos corolários é chamado
Corolário da Experiência onde “O sistema de construção de uma pessoa varia à medida que ela
constrói sucessivamente, réplicas de eventos” (KELLY, 1963, p. 72). A pessoa reconstrói seus
construtos para melhorar suas antecipações. Segundo Kelly, a aprendizagem se dá a partir de uma
experiência que contém 5 etapas: antecipação, investimento, encontro, confirmação ou
desconfirmação e revisão construtiva, que será detalhada mais adiante.
Resultados e Discussão
Como o jogo não foi aplicado, ainda não é possível apresentar resultados, porém,
consideramos importante apresentar a proposta como um possível meio significativo de recurso
didático para o ensino de Química, referente ao conteúdo de funções inorgânicas utilizando as cinco
etapas do Ciclo da Experiência Kellyana: (i) antecipação, (ii) investimento, (iii) encontro, (iv)
confirmação ou desconfirmação e (v) revisão construtiva.
(i) Na primeira etapa do ciclo (Antecipação) será realizado uma sondagem dos
conceitos sobre funções inorgânicas, onde perguntaremos sobre nomenclatura de
alguns compostos como o “Cloreto de Sódio (NaCl)”, assim identificaremos algumas
das concepções presente no pensamento dos alunos sobre as funções inorgânicas.
(ii) Na segunda etapa (Investimento) será apresentada uma aula por meio de slides, de
forma a atrair a atenção do aluno oferecendo um espaço para que eles possam fazer
questionamentos sobre o assunto, onde citaremos alguns compostos inorgânicos do
cotidiano para discussão;
(iii) Na terceira etapa do ciclo (Encontro) é realizado o momento esperado por todos, a
aplicação do Jogo da Memória Inorgânico (MemInorgânico). Será levantado
hipóteses, debates e testes, proporcionando cooperação, competição, motivação e
aprendizado, afim de investigar como está sendo assimilado o jogo com o conteúdo.
(iv) Logo depois tem-se a quarta etapa (Confirmação ou Desconfirmação) que será
realizado perguntas objetivando confirmar ou desconfirmar se as hipóteses iniciais
condiziam com o jogo aplicado e aula oferecida.
(v) Para o encerramento do ciclo (Revisão Construtiva) será aplicado um questionário
de abordagem qualitativa, elaborado sobre inorgânica afim de analisar se o aluno
compreendeu o conteúdo apresentado e sua percepção acerca da construção do
conhecimento ocorrida após a vivência do CEK.
Regras do Jogo da Memória das Funções Inorgânicas (MemInorgânico)
1. As peças devem estar todas viradas pra baixo e embaralhadas, de forma que não seja
possível identificá-las;
2. Os jogadores decidem entre si quem irá começar o jogo, ou podem utilizar o famoso pedra,
papel e tesoura, ou, par ou ímpar;
3. O primeiro jogador vira uma das cartas e em seguida escolhe outra para tentar formar o par,
se for a certa, ele as guarda e joga novamente;
4. Ao errar, devolve a peça no mesmo lugar e a vez passa para o jogador que estiver a usa
esquerda, em sentido horário, que irá fazer sua movimentação de peças, de mesmo modo;
5. Os próximos jogadores repetem a dinâmica, e a jogada segue adiante, até voltar ao primeiro
jogador ou até o término dos pares ocultos;
6. Depois de algumas rodadas, os jogadores irão começar a memorizar lentamente as formulas,
nomenclaturas e as posições das devidas peças, tornando mais fácil encontrar os pares;
7. Quando estiver sobrando cerca de um terço das peças é aconselhável que as embaralhem
novamente dificultando um pouco mais o jogo e aumentando a competitividade;
8. O vencedor será aquele que contabilizar mais pares sob seu poder quando todas os pares
forem encontrados;
9. O intuito não é simplesmente vencer a partida, e sim, aprender e diferenciar as funções
inorgânicas;
Figura 01: Modelo do Jogo da Memória das Funções Inorgânicas (MemInorgânica) – Fonte: Autor (2016)

Conclusões
O jogo didático, assim como outros recursos, tem a capacidade de estimular a
curiosidade, a iniciativa de participação e a autoconfiança do aluno; como também aprimora o
desenvolvimento de habilidades linguísticas, mentais e de concentração, e exercitam interações
sociais e trabalho em equipe (Vygotsky, 1989).
A utilização deste recurso didático é de grande importância para o ensino e aprendizagem,
tendo com ênfase a prática a diversão e o aprendizado dentro da sala de aula. Os recursos didáticos
são ferramentas fundamentais para o processo de ensino e aprendizagem no qual o jogo didático e
caracterizado como uma importante e viável alternativa para auxiliar em tais processos e favorecer a
construção do conhecimento do aluno.
Espera-se que o MemInorgânico leve os estudantes a motivação e o despertar dos alunos
para a disciplina química como mostra os resultados de outros jogos didáticos no Ensino de
Química observados por: (Soares et al., 2003, Beneditti Filho et al., 2009 e Santana e Wartha, 2006,
Nascimento et al., 2014, Vieira et al., 2016, Araújo et al., 2016)
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