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Versão consolidada, com alterações até o dia 07/11/2018

LEI COMPLEMENTAR Nº 1, DE 15 DE MARÇO DE 1991.


(Vide Lei Complementar nº 67/2017)

INSTITUI O REGIME JURÍDICO ÚNICO


DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO
MUNICÍPIO DO SALVADOR.

O PREFEITO MUNICIPAL DO SALVADOR, CAPITAL DO ESTADO DA BAHIA, Faço saber que a


CÂMARA MUNICIPAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Capítulo Único

O regime jurídico único dos servidores públicos da administração direta, das autarquias e das
Art. 1º
fundações públicas do Município do Salvador, de ambos os seus Poderes, instituído por esta Lei
Complementar, tem natureza de direito público.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo público.

Cargo Público é o conjunto de atribuições e responsabilidades específicas, criado por lei, em


Art. 3º
número certo, denominação própria e pagamento pelos cofres do Município.

Art. 4º Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros que preencham os requisitos exigidos
em lei.

Art. 5º É vedado atribuir ao servidor público outras atribuições além das inerentes ao cargo de que
seja titular, salvo pata o exercício de cargo em comissão ou grupos de trabalho.

TÍTULO II
DO PROVIMENTO, DA VACÂNCIA, DA MOVIMENTAÇÃO E DA SUBSTITUIÇÃO

Capítulo I
DO PROVIMENTO

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Arts. 6º A 9º

Art. 6º São requisitos para ingresso no serviço público do Município:

I - nacionalidade brasileira ou equiparada;

II - gozo dos direitos políticos;

III - quitação com as obrigações militares;

IV - nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

V - idade mínima de 18 (dezoito) anos completos;

VI - habilitação legal para o exercício do cargo;

VII - boa saúde física e mental;

VIII - não estar incompatibilizado para o serviço público em razão de penalidade sofrida.

§ 1º A natureza do cargo, suas atribuições e as condições do serviço poder justificar a exigência de


outros requisitos essenciais, estabelecidos em lei.

§ 2º As pessoas portadoras de deficiência que não seja incompatível com o exercício do cargo é
assegurado o direito de se inscreverem em concurso público, reservando-se lhes até 20% (vinte por
cento) das vagas oferecidas no concurso, conforme dispuser o edital.

§ 3º Às pessoas que cumpriram pena em presídio, reformatórios, colônias penais e outros


estabelecimentos similares e assegurado o direito de se inscreverem em concurso público, cujo edital
reservará até 10% (dez por cento) das vagas dos cargos para essa finalidade.

§ 4º Aos afrodescendentes que se inscreverem em concursos públicos para preenchimento de cargo


de provimento efetivo do quadro de pessoal da Administração Pública Municipal, serão assegurados
até 30% (por cento) das vagas, na forma a ser definida no Edital. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 54/2011) (§ 4º Regulamentado pelo Decreto nº 24.846/2014)

§ 4º Aos negros que se inscreverem em concursos públicos para preenchimento de cargo de


provimento efetivo do quadro de pessoal da Administração Pública Municipal serão assegurados até
30% (por cento) das vagas, na forma a ser definida no Edital. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 69/2017)

O provimento de cargo público far-se-á por ato do Chefe do Poder Executivo, do Presidente da
Art. 7º
Câmara Municipal e do dirigente superior autarquia e fundação pública, conforme o caso.

Art. 8º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse, completando-se com o exercício.

Art. 9º OS cargos públicos são providos por:

I - nomeação;

II - ascensão;

III - readaptação;

IV - aproveitamento;
V - reintegração;

VI - recondução;

VII - reversão.

SEÇÃO II
DA NOMEAÇÃO

Art. 10 A nomeação far-se-á:

I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo de carreira;

II - em comissão, para cargos declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

Parágrafo Único. Na nomeação para cargo em comissão dar-se-á preferência aos servidores
integrantes de cargos das carreiras técnicas ou profissionais do Município.

Art. 11A nomeação para cargo efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas,
ou de provas e títulos, obedecida a ordem de classificação e o prazo de validade.

Art. 11 A nomeação para cargo efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas
ou de provas e títulos e de ter o candidato satisfeito os requisitos previstos no edital do concurso,
obedecido o seu prazo de validade. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

SEÇÃO III
DO CONCURSO PÚBLICO

Art. 12 Concurso público é o processo de recrutamento e seleção, de natureza competitiva,


classificatória e eliminatória, aberto ao público em geral, atendidos os requisitos de inscrição
estabelecidos em edital.

Art. 13 O concurso público será de provas, ou de provas e títulos, compreendendo uma ou mais
etapas, conforme dispuser o seu regulamento.

Art. 14 O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma vez por
igual período.

§ 1º O prazo de validade do concurso, as condições de sua realização, os critérios de classificação e o


procedimento recursal cabível serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial do
Município e em jornal diário de grande circulação do Estado da Bahia.

§ 1º O prazo de validade do concurso, as condições de sua realização, os critérios de classificação e o


procedimento recursal cabível serão fixados em Edital, que será publicado no Diário Oficial do
Município e, na forma de resumo, em jornal de grande circulação do Estado da Bahia. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 35/2004)

§ 2º Durante o prazo de validade do concurso público, previsto no edital de convocação, e enquanto


tiver candidatos aprovados, não se poderá realizar novo concurso, sob pena de nulidade.
Art. 15Concluído o concurso público e homologados os seus resultados, terão direito subjetivo à
nomeação os candidatos aprovados, dentro do limite de vagas dos cargos estabelecido em edital,
obedecida a ordem de classificação, ficando os demais candidatos mantidos em cadastro de reserva
de concursados.

Art. 15 Concluído o concurso público e homologados os resultados, os candidatos aprovados serão


chamados, dentro do limite das vagas estabelecidas no edital e na ordem de classificação, para, no
prazo de 30 (trinta) dias, se submeterem a inspeção médica oficial do Município e apresentarem a
documentação necessária à nomeação, ficando os demais candidatos mantidos em cadastro de
reserva de concursados.

Parágrafo Único. Declarados aptos, física e mentalmente, para o exercício do cargo, na inspeção
médica, e atendidas as demais condições estabelecidas no edital, os candidatos habilitados serão
nomeados. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

SEÇÃO IV
DA POSSE E DO EXERCÍCIO

Art. 16 Posse é a aceitação formal, pelo servidor, das atribuições, dos deveres e das
responsabilidades inerentes ao cargo público, concretizada com a assinatura do termo pela autoridade
competente e pelo empossando.

§ 1º Só haverá posse no caso de provimento inicial do cargo, por nomeação.

§ 2º No ato da posse o servidor público apresentará, obrigatoriamente, declaração dos bens e valores
que constituem seu patrimônio e declaração sobre exercício ou não de outro cargo, emprego ou função
pública.

Art. 17 A posse ocorrerá no prazo e 30 (trinta) contados da publicação do ato de provimento,


prorrogável por mais de 30 (trinta) dias, a pedido do interessado e a critério da autoridade competente.
Parágrafo Único. Quando o servidor estiver afastado em gozo de férias ou em licença, salvo para tratar
de interesses particulares, o prazo será contado do término do afastamento, não podendo, entretanto,
ultrapassar aquele estabelecido para a validade do concurso.
Art. 17 A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação do ato de provimento,
prorrogável por mais 30 (trinta) dias, a pedido do interessado e a critério da autoridade competente.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)
Parágrafo Único. Quando o servidor estiver afastado em gozo de férias ou em licença, salvo para tratar
de interesses particulares, o prazo será contado do término do afastamento, observado em qualquer
hipótese o prazo de validade do concurso. (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 17 A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação do ato de provimento,
prorrogável por mais 15 (quinze) dias, a pedido do interessado e a critério da autoridade competente.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 18 Poderá haver posse por procuração, com poderes especiais.

Art. 19 Só poderá ser empossado aquele que, em inspeção médica oficial do Município, for julgado
apto, física e mentalmente para o exercício do cargo. (Revogado pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 20Será tornado sem efeito o ato de nomeação se a posse não ocorrer no prazo previsto no Art.
17 e seu parágrafo único desta Lei, ou se for julgado inapto para o exercício do cargo.

Art. 20 Será tomado sem efeito o ato de nomeação se a posse não ocorrer no prazo previsto no art.
17. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 21São competentes para dar posse as autoridades indicadas no Art. 7º desta Lei, salvo
delegação de competência.

Art. 22 Exercício é o efetivo desempenho, pelo servidor, das atribuições do cargo público.

§ 1º É de 30 (trinta) dias corridos o prazo para o servidor público entrar em exercício, contados da data
da posse.

§ 1º É de 10 (dez) dias corridos o prazo para o servidor público entrar em exercício, contados da data
da posse. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 2º Os efeitos financeiros da nomeação somente terão vigência a partir do início do efetivo exercício.

§ 3º Compete à autoridade do órgão ou entidade para onde for indicado o servidor dar-lhe exercício.

Art. 23 O início, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual


do servidor.

Parágrafo Único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao Órgão competente os elementos


necessários ao seu assentamento individual, à regularização de sua inscrição no Órgão previdenciário
do Município e ao cadastramento no PIS/PASEP.

SEÇÃO V
DA JORNADA DE TRABALHO E DA FREQUÊNCIA AO SERVIÇO

Art. 24A jornada normal de trabalho do servidor público municipal será definida nos respectivos
Planos de Carreira e Vencimentos, não podendo ultrapassar 44 (quarenta e quatro) horas semanais
nem 8 (oito) horas diárias, excetuado o regime de turnos, facultada a compensação de horário e a
redução da jornada, mediante acordo ou negociação coletiva.

Parágrafo Único. Além do cumprimento da jornada normal de trabalho, o exercício de cargo em


comissão ou função de confiança exigirá do seu ocupante dedicação integral ao serviço, podendo ser
convocado sempre que houver interesse da Administração, sem direito ao pagamento de adicional pela
prestação de serviços extraordinários.

Art. 25Poderá haver prorrogação da duração normal do trabalho, por necessidade do serviço ou
motivo de força maior.

§ 1º A prorrogação de que trata o "caput" deste artigo, não poderá ultrapassar a jornada básica
semanal nem exceder o limite máximo de 10 (dez) horas diárias, salvo nos casos de jornada especial e
em regime de turnos.

§ 2º As horas que excederem a jornada básica serão remuneradas ou compensadas pela


correspondente diminuição em outro dia, a pedido do servidor e por conveniência da Administração.

§ 3º Na hipótese de compensação, a jornada de trabalho não poderá exceder a normal fixada para a
semana, nem ultrapassar o limite máximo de 10 (dez) horas diárias.

Art. 26 Atendida a conveniência do serviço, ao servidor que seja estudante será concedido horário
especial de trabalho, sem prejuízo de sua remuneração e demais vantagens, observadas as seguintes
condições:
I - comprovação da incompatibilidade dos horários das aulas e do serviço, mediante atestado fornecido
pela instituição de ensino, onde está matriculado;

II - apresentação de atestado de frequência mensal, fornecido pela instituição de ensino.

Parágrafo Único. Ao estudante matriculado em cursos noturnos de formação educacional será


facultado ausentar-se da sua função 1 (uma) hora antes do término do expediente, para possibilitar sua
locomoção e preparação das atividades educacionais, observando-se o que determinam os incisos I e
II, deste artigo.

Art. 27 Não haverá trabalho nas repartições públicas municipais aos sábados e domingos,
considerados como de descanso semanal remunerado, salvo em órgãos ou entidades cujos serviços,
pela sua natureza, exijam a execução nestes dias.

Parágrafo Único. Poderá ser compensado o trabalho desenvolvido aos sábados e domingos, com o
correspondente descanso em dias úteis da semana, garantindo-se, pelo menos, o descanso em um
domingo ao mês.

Art. 28 A frequência dos servidores será apurada através de registro, a ser definido pela
Administração, pelo qual se verificarão, diariamente, as entradas e saídas.

Art. 29Compete ao chefe imediato do servidor o controle e a fiscalização da sua frequência, sob pena
de responsabilidade funcional e perda de confiança, passível de exoneração ou dispensa.

Parágrafo Único. A falta de registro de frequência ou a prática de ações que visem a sua burla, pelo
servidor, implicará na adoção obrigatória, pela chefia imediata, das providências necessárias à
aplicação de pena disciplinar.

SEÇÃO VI
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO

Art. 30 Ao entrar em exercício, o servidor público nomeado para cargo de provimento efetivo ficará
sujeito ao estágio probatório, por período de 2 (dois) anos, durante o qual sua aptidão e capacidade
serão objeto de avaliação obrigatória para o desempenho do cargo.
Parágrafo Único. O servidor público municipal já estável ficará sujeito ao estágio probatório quando
nomeado ou ascendido para outro cargo, por período de 6 (seis) meses, durante o qual o cargo de
origem não poderá ser provido.

Art. 30 Ao entrar em exercício, o servidor público, nomeado para cargo de provimento efetivo, ficará
sujeito ao estágio probatório, por período de 3 (três) anos, durante o qual sua aptidão e capacidade
para o desempenho do cargo ocupado serão aferidas através de Avaliação Especial de Desempenho.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 1º A aquisição da estabilidade pelo servidor dependerá do resultado de sua Avaliação Especial de


Desempenho, durante o período do estágio probatório, por Comissão Especial, que terá na sua
composição um representante da entidade de classe dos servidores municipais, instituída para esta
finalidade. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 1º A aquisição da estabilidade pelo servidor dependerá do resultado de sua Avaliação Especial de


Desempenho, durante o período de Estágio Probatório, por Comissão Especial, instituída para esta
finalidade. (Redação dada pela Lei Complementar nº 35/2004)
§ 2º A Avaliação Especial de Desempenho, obrigatória e periódica, bem como o funcionamento da
Comissão Especial de Desempenho para os servidores em estágio probatório, serão regulamentados
por ato do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 31 Durante o período de estágio probatório serão observados o cumprimento, pelo servidor, dos
seguintes requisitos:
I - idoneidade moral;
II - assiduidade;
III - disciplina;
IV - eficiência;
V - responsabilidade.
§ 1º Os requisitos do estágio probatório serão aferidos em instrumento próprio, a ser preenchido pela
chefia imediata do servidor, conforme dispuser o regulamento.
§ 2º Na hipótese de acumulação legal, o estágio probatório deverá ser cumprido em relação a cada
cargo para o qual o servidor tenha sido nomeado ou ascendido. (Revogado pela Lei Complementar nº
34/2003)

Art. 31 - Durante o período do Estágio Probatório, serão observados o cumprimento, pelo servidor, no
mínimo, dos seguintes requisitos:

I - pontualidade;

II - assiduidade;

III - disciplina;

IV - responsabilidade;

V - produtividade;

VI - ética.

§ 1º Os requisitos do Estágio Probatório serão aferidos em instrumento próprio, conforme dispuser o


regulamento. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 35/2004)

§ 2º Na hipótese de acumulação legal, o estágio probatório deverá ser cumprido em relação a cada
cargo para o qual o servidor tenha sido nomeado ou ascendido. (§ 2º revigorado, conforme Art. 2º da
Lei Complementar nº 37/2005)

Art. 32 Compete ao chefe imediato fazer o acompanhamento do servidor em estágio probatório,


devendo, sob pena de destituição do cargo em comissão ou da função de confiança, pronunciar-se
sobre o atendimento dos requisitos, nos períodos definidos no regulamento.

§ 1º A avaliação final do servidor será promovida no 18º mês do estágio, em se tratando de primeira
investidura em cargo público municipal, ou no 4º mês, em se tratando de estagiário já servidor estável,
pela chefia imediata, que a submeterá à sua chefia mediata.

§ 1º A avaliação final do servidor será promovida em mês a ser definido em regulamento específico.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 35/2004)

§ 2º As conclusões das chefias imediata e imediata serão apreciadas em caráter final por um Comitê
Técnico, criado especialmente para esse fim.

§ 2º As conclusões das chefias imediata e mediata serão apreciadas em caráter final por uma
Comissão de Avaliação Especial de Desempenho, criada especialmente para esse fim. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 35/2004)
§ 3º Caso as conclusões das chefias sejam pela exoneração do servidor, o Comitê Técnico, antes do
seu pronunciamento final, concederá ao servidor um prazo de 15 (quinze) dias para a apresentação de
sua defesa.

§ 3º Pronunciando-se pela exoneração do servidor, a Comissão de Avaliação Especial de Desempenho


encaminhará o processo á autoridade competente, conforme dispuser o regulamento. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 35/2004)

§ 4º Pronunciando-se pela exoneração do servidor, o Comitê Técnico encaminhará o processo à


autoridade competente, no máximo até 30 (trinta) dias antes do findar o prazo do estágio probatório,
para a edição do ato correspondente.

§ 5º É assegurada a participação das entidades ou sindicatos representativos dos diversos segmentos


de servidores no Comitê Técnico, conforme dispuser o regulamento. (Revogado pela Lei
Complementar nº 34/2003) (Art. 32 revigorado, conforme Art. 2º da Lei Complementar nº 37/2005)

Art. 33 Se após a avaliação final prevista no parágrafo 1º, do artigo anterior, e antes de completar o
período do estágio fixado no Art. 30, desta Lei, o servidor, deixar de atender a alguns dos requisitos
estabelecidos no Art. 31 desta Lei, a chefia imediata, em relatório circunstanciado, denunciará o fato
diretamente ao Comitê Técnico para, em processo sumário, promover a averiguação. (Revogado pela
Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 33 Se, após a avaliação periódica, o servidor for considerado não apto, fica a chefia imediata
obrigada a realizar relatório circunstanciado e informar o fato à Comissão de Avaliação Especial de
Desempenho, para, em processo sumário, proceder á averiguação e se for o caso, solicitar a abertura
de Processo Administrativo Disciplinar, através do qual o servidor poderá ser exonerado. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 35/2004)

Art. 34 Durante o período de cumprimento do estágio probatório, o servidor não poderá afastar- se do
cargo para qualquer fim, salvo para gozo de licença para tratamento de saúde e por acidente em
serviço, licença à gestante, lactante e adotante e licença paternidade. (Revogado pela Lei
Complementar nº 34/2003)

Art. 34Durante o período de cumprimento do Estágio Probatório, o servidor não poderá afastar-se do
cargo para qualquer fim, salvo para gozo das licenças, conforme dispuser o regulamento. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 35/2004)

SEÇÃO VII
DA ESTABILIDADE

Art. 35 O servidor habilitado em concurso público e investido em cargo de carreira adquirirá


estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de exercício.

Art. 35 O servidor habilitado em concurso público e investido em cargo efetivo adquirirá estabilidade
no serviço público ao completar 3 (três) anos de exercício. (Redação dada pela Lei Complementar nº
34/2003)

Parágrafo Único. Para fins de aquisição de estabilidade somente será computado o tempo de serviço
prestado em cargo de provimento efetivo do Município do Salvador.

O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou


Art. 36
mediante processo administrativo, em que lhe seja assegurada ampla defesa.
SEÇÃO VIII
DA ASCENSÃO (Excluída pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 37 Ascensão é a passagem do servidor público da última classe de um cargo ou de classe única
para a primeira do cargo imediatamente superior, dentro da mesma carreira, obedecidos os requisitos
estabelecidos nas leis que instituírem as diretrizes do sistema de carreira e os planos de carreira e
vencimentos.
§ 1º A ascensão dependerá de habilitação em concurso interno que observará os mesmos critérios
fixados para o concurso público.
§ 2º Das vagas existentes e fixadas no edital de concurso publico, até 50% (cinquenta por cento) serão
reservadas para o concurso interno e destinadas aos servidores públicos da carreira em que se
promove a ascensão, que terão classificação distinta da doe demais concorrentes.
§ 3º Se não houver o preenchimento das vagas reservadas por ascensão, no todo ou em parte, em
virtude da inexistência ou inabilitação de candidatos, poderão ser elas preenchidas por candidatos
aprovados em concurso público. (Excluído pela Lei Complementar nº 34/2003)

SEÇÃO IX
DA READAPTAÇÃO

Art. 38 Readaptação é a investidura do servidor público, estável, em cargo de atribuições e


responsabilidades compatíveis com as limitações que tenha sofrido em sua capacidade física ou
mental, verificada em inspeção médica oficial do Município.

§ 1º A readaptação somente ocorrerá quando não se configurar a incapacidade para o serviço, caso
em que o servidor será aposentado.

§ 2º A readaptação não acarretará nem decesso nem aumento de vencimento do servidor público.

§ 2º A readaptação não acarretará nem decesso nem aumento do vencimento do servidor público,
ressalvadas as exceções previstas em lei. (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

SEÇÃO X
DO APROVEITAMENTO

Art. 39 Aproveitamento é o retorno do servidor estável em disponibilidade, ao exercício de cargo


público.

§ 1º O aproveitamento dar-se-á no cargo anteriormente ocupado ou em cargo de atribuições e


vencimento compatíveis com o exercido anteriormente, respeitadas a escolaridade e a habilitação legal
exigidas.

§ 2º O aproveitamento de servidor que se encontre em disponibilidade há mais de 12 (doze) meses


dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta médica oficial do
Município.

§ 3º Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de 10 (dez) dias, contados da
publicação do ato de aproveitamento.

§ 4º Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será aposentado.


§ 5º Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade, mediante processo
administrativo, se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo caso de doença comprovada
em inspeção por junta médica oficial do Município.

Art. 40 Havendo mais de um concorrente à mesma vaga, terá preferência o de maior tempo em
disponibilidade e, no caso de empate, o de maior tempo de serviço público municipal.

Art. 41 Na ocorrência de vaga, o aproveitamento do servidor será obrigatório.

SEÇÃO XI
DA REINTEGRAÇÃO

Art. 42Reintegração é o reingresso do servidor público estável no cargo anteriormente ocupado ou no


resultante de sua transformação, quando invalidada a demissão por decisão administrativa ou judicial,
com ressarcimento do vencimento e demais vantagens do cargo.

§ 1º Não sendo possível promover a reintegração na forma prevista no "caput" deste artigo, o servidor
será posto em disponibilidade remunerada no cargo que exercia.

§ 2º O servidor reintegrado será submetido a inspeção pela junta médica oficial do Município; verificada
a sua incapacidade, será aposentado no cargo em que houver sido reintegrado.

Art. 43 Estando provido o cargo, o seu eventual ocupante ser, pela ordem:

I - reconduzido ao cargo de origem, se houver vaga, sem direito a indenização;

II - aproveitado em outro cargo, obedecidas as regras do Art. 39 e seu parágrafo 1º desta Lei;

III - posto em disponibilidade remunerada.

SEÇÃO XII
DA RECONDUÇÃO

Art. 44Recondução é o retorno do servidor público estável ao cargo anteriormente ocupado, correlato
ou transformado, decorrente de sua inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo ou por
reintegração do anterior ocupante.

Parágrafo Único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em cargo de
atribuições e vencimento compatíveis, ou posto em disponibilidade remunerada.

SEÇÃO XIII
DA REVERSÃO

Art. 45Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado, quando insubsistentes os motivos


determinantes de sua aposentadoria por invalidez, verificados em inspeção médica oficial do Município.

§ 1º A reversão será a pedido ou "ex-offício" no mesmo cargo.


§ 2º O aposentado não poderá reverter à atividade se contar tempo de serviço para a aposentadoria
voluntária com proventos integrais ou se tiver idade igual ou superior a 70 (setenta) anos.

Capítulo II
DA VACÂNCIA

Art. 46 A vacância do cargo público decorrerá de:

I - exoneração;

II - demissão;

III - ascensão;

IV - readaptação;

V - recondução;

VI - aposentadoria;

VII - falecimento;

VIII - perda do cargo por decisão judicial.

Art. 47 A exoneração de cargo de provimento efetivo dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício.

Parágrafo Único. A exoneração de oficio será aplicada:

I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;

II - quando, por decorrência de prazo, ficar extinta a punibilidade para demissão por abandono de
cargo;

III - quando o servidor não entrar no exercício do cargo no prazo estabelecido.

Art. 48 A exoneração de cargo de provimento em comissão dar-se-á a pedido do próprio servidor ou a


juízo da autoridade competente.

Art. 49 O servidor público que solicitar exoneração deverá permanecer em exercício durante 15
(quinze) dias após a apresentação do requerimento.

Parágrafo Único. Não havendo prejuízo para o serviço, a permanência do servidor público poderá ser
dispensada.

São competentes para exonerar as mesmas autoridades competentes para nomear, de acordo
Art. 50
com o disposto no Art. 7º desta Lei, salvo delegação de competência.

Capítulo III
DA MOVIMENTAÇÃO
SEÇÃO I
DA REMOÇÃO

Art. 51 Remoção é a movimentação do servidor publico no âmbito de um mesmo órgão ou entidade,


de ofício ou a pedido, observado o interesse do serviço.

SEÇÃO II
DA REDISTRIBUIÇÃO

Art. 52Redistribuição é a movimentação do servidor público, com o respectivo cargo, para quadro de
pessoal de outro órgão ou entidade, cujos planos de carreira e vencimentos e carga horária sejam
idênticos.

Art. 52Redistribuição é a movimentação do servidor público, com o respectivo cargo, para quadro de
pessoal de outro órgão ou entidade, cujos planos de carreira e vencimentos sejam idênticos. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 65/2017)

§ 1º A redistribuição será promovida exclusivamente para atender as necessidades de serviço, nos


casos de reorganização, criação ou extinção de órgãos ou entidade.

§ 1º A redistribuição será promovida exclusivamente para atender às necessidades de serviço, nos


casos de reorganização, criação ou extinção de órgão ou entidade ou para atender a carência de
pessoal dos órgãos ou entidades abrangidos pelo art. 1º desta Lei, devidamente comprovada perante o
órgão responsável pela administração da política de pessoal do Município. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 65/2017)

§ 2º Nos casos de extinção de órgãos ou entidade, os servidores estáveis que não puderem ser
distribuídos serão colocados em disponibilidade remunerada, até o seu aproveitamento na forma
prevista no art. 39 desta Lei.

§ 3º Excetua-se do disposto no caput deste artigo, a redistribuição do servidor público para atender a
carência de pessoal dos órgãos ou entidades abrangidos pelo Art. 1º desta Lei, devidamente
comprovada perante o órgão responsável pela administração da política de pessoal do Município,
hipótese em que poderá ser autorizada a alteração da carga horária do servidor e do respectivo
vencimento, de modo a compatibilizá-los com o previsto no plano de carreira e vencimentos
correspondente. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992) (Revogado pela Lei
Complementar nº 65/2017)

SEÇÃO III
DA CESSÃO

Cessão é o afastamento do servidor público para ter exercício em outro órgão ou entidade do
Art. 53
poder público, inclusive do próprio Município, exclusivamente para o desempenho de cargo em
comissão ou função de confiança.

§ 1º A cessão de servidor público para órgão ou entidade de outro Município, do Estado, do Distrito
Federal ou da União dar-se-á, sempre, sem ônus para o órgão ou entidade cedente.
§ 2º Na hipótese de cessão para órgão ou entidade do próprio Município, o servidor público, quando
nomeado para exercer cargo em comissão, fará jus:
I - ao pagamento da remuneração do seu cargo efetivo pelo Órgão ou entidade cedente e da
gratificação pelo exercício do cargo em comissão pelo cessionário; ou
II - o vencimento do cargo em comissão, ou valor correspondente, pelo órgão ou entidade cessionário,
sendo excluído da folha de pagamento do órgão ou entidade cedente.

§ 2º Na hipótese de cessão para órgão ou entidade do próprio Município, o servidor público, quando
nomeado para exercer cargo em comissão, fará jus ao pagamento, pelo órgão ou entidade cessionário,
da remuneração do seu cargo efetivo, acrescida da gratificação pelo exercício do cargo em comissão
ou do vencimento do cargo em comissão ou valor equivalente, observado o disposto no art. 79, ficando
suspenso da folha de pagamento do órgão ou entidade cedente enquanto durar a cessão. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 59/2013)

§ 3º Na cessão para órgão ou entidade do próprio Município, o servidor público, quando designado
para exercer função de confiança, fará jus ao pagamento da remuneração do seu cargo efetivo pelo
órgão ou entidade cedente e da gratificação pelo exercício de função de confiança pelo órgão ou
entidade cessionário.

§ 3º Na cessão para órgão ou entidade do próprio Município, o servidor público, quando designado
para exercer função de confiança, fará jus ao pagamento, pelo órgão ou entidade cessionário, da
remuneração de seu cargo efetivo, acrescida da gratificação pelo exercício de função de confiança,
ficando suspenso da folha de pagamento do órgão ou entidade cedente enquanto durar a cessão.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 59/2013)

§ 4º Cessada a investidura do cargo em comissão ou a designação da função de confiança, o servidor


deverá se apresentar ao órgão ou entidade de origem no dia útil imediato à sua exoneração ou
dispensa, independentemente de qualquer outra formalidade legal.

§ 5º Estando o servidor em exercício em outro Município, o prazo a que se refere o parágrafo anterior
poderá ser prorrogado, desde que não ultrapasse 10 (dez) dias, a contar de sua exoneração ou
dispensa.

Art. 54 O ato de cessão para órgão ou entidade estranha ao Município do Salvador ou de um para
outro Poder do Município, é de competência do Prefeito ou do Presidente da Câmara Municipal, de
acordo com a lotação do servidor, ouvido, se for o caso, o dirigente superior de autarquia ou fundação.

Parágrafo Único. Ressalvada a competência da Câmara Municipal, a cessão de servidor para órgão ou
entidade do próprio Município será feita através de ato do titular do Órgão responsável pela
administração de pessoal do Município.

Capítulo IV
DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 55 Substituição é o exercício temporário de cargo em comissão ou de função de confiança nos


casos de impedimento legal ou afastamento do titular.

§ 1º A substituição é automática ou depende de ato da autoridade competente, na forma prevista no


regulamento de cada órgão ou entidade.

§ 2º O substituto fará jus à remuneração do cargo em comissão ou da função de confiança, paga na


proporção dos dias de efetiva substituição, quando esta for igual ou superior a 30 (trinta) dias
consecutivos.
§ 2º O substituto fará jus à remuneração do cargo em comissão ou da função de confiança, paga na
proporção dos dias de efetiva substituição, quando esta for igual ou superior a 10 (dez) dias
consecutivos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 24/1998)

§ 3º Caso a substituição seja remunerada, aplica-se ao substituto o disposto no Art. 79 desta Lei.

TÍTULO III
DOS DIREITOS E VANTAGENS

Capítulo I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 56 Vencimento é a retribuição pecuniária devida ao servidor público pelo efetivo exercício do
cargo, com valor fixado em lei.

Art. 57 Provento é a retribuição pecuniária paga ao servidor público aposentado ou em


disponibilidade.

Parágrafo Único. O provento é irredutível, observado o limite estabelecido no Art. 61 desta Lei.

Art. 58Remuneração é o vencimento ou o provento do cargo, acrescido das vantagens pecuniárias,


de caráter permanente ou temporário, estabelecidas em lei.

Remuneração é o vencimento do cargo, acrescido das vantagens pecuniárias, de caráter


Art. 58
permanente ou temporário, estabelecidas em Lei. (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 59 O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível.

Parágrafo Único. Os vencimentos dos cargos constantes dos Planos de Carreira e Vencimentos dos
servidores públicos municipais serão reajustados periodicamente, de modo a manter o poder aquisitivo.

Art. 60É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados
da administração direta do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo,
ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza e ao local de trabalho e
observado o disposto no inciso XII do Art. 37 da Constituição Federal.

Art. 61 Ressalvados os casos de acumulação lícita, os servidores municipais não poderão perceber,
mensalmente, importância superior a 52% (cinquenta e dois por cento) da remuneração total atribuída
ao Prefeito Municipal.
§ 1º Ficam excluídas do limite estabelecido neste artigo as seguintes parcelas:
I - salário-família;
II - décimo-terceiro salário; (Revogado pela Lei Complementar nº 7/1992)
III - adicional por tempo de serviço;
IV - adicional de férias;
V - estabilidade econômica;
VI - participação no produto da arrecadação fiscal, de servidores em atividade;
VI - vantagens decorrentes da participação no produto de arrecadação de autos de infração,
percebidas por servidores em atividade; (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)
VI - vantagens previstas nos arts. 83, 84 e 85 percebidas por Auditor Fiscal e Auditor de Tributos e
Rendas Municipais, ambos quando em atividade e que, somadas aos vencimentos e demais
vantagens, não ultrapassem o limite de remuneração previsto no inciso XI, do art. 37, da Constituição
Federal; (Redação dada pela Lei Complementar nº 23/1997)
VII - adicional pela prestação de serviços extraordinários;
VIII - diárias;
IX - a parcela do valor do vencimento do cargo em comissão que ultrapassar o limite fixado no artigo.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 24/1998)
§ 2º Ficam, também, excluídos do limite previsto no "caput" deste artigo os honorários advocatícios
pagos por particulares, a que faz jus o Procurador do Município em atividade, decorrentes de cobrança
da dívida ativa e de decisão judicial. (Parágrafo Único transformado em § 2º pela Lei Complementar nº
7/1992)
§ 3º O valor de décimo-terceiro salário fica sujeito ao limite de remuneração fixado pelo "caput" deste
artigo. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 61 Ressalvados os casos de acumulação legal, os servidores municipais não poderão perceber,
mensalmente, importância superior a 52% (cinquenta e dois por cento) da remuneração total atribuída
ao Prefeito Municipal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 26/1999)

Art. 61 Ressalvados os casos de acumulação legal, os servidores municipais não poderão perceber,
mensalmente, importância superior a 26,34 % (vinte e seis inteiros e trinta e quatro centésimos por
cento) da remuneração total atribuída ao Prefeito Municipal. (Redação dada pela Lei Complementar nº
58/2012)
§ 1º Ficam excluídos do limite estabelecido neste artigo e incluídos no limite mensal correspondente ao
valor da remuneração total atribuída ao Prefeito Municipal, as seguintes parcelas:
I - salário família;
II - adicional por tempo de serviço;
III - adicional de férias; (Revogado pela Lei Complementar nº 46/2007)
IV - estabilidade econômica;
V - adicional pela prestação de serviços extraordinários;
VI - vantagens previstas nos arts. 83, 84 e 85, desta Lei, percebidos por Auditor Fiscal e Auditor de
Tributos e Rendas Municipais, ambos quando em atividade;
VI - vantagens previstas nos artigos 83, 84 e 85, desta Lei, percebidas por Auditor Fiscal, Auditor de
Tributos e Rendas Municipais e Auditor Interno, todos quando em atividade. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 45/2007)
VI - vantagens previstas nos arts. 83, 84 e 85, desta Lei, quando percebidas por Auditor Fiscal, Auditor
de Tributos e Rendas Municipais, Auditor Interno, Analista Fazendário e Agente Fazendário, todos
quando em atividade. (Redação dada pela Lei Complementar nº 46/2007)
VI - vantagens previstas nos artigos 83, 84 e 85 desta Lei quando percebidas por Auditor Fiscal,
Auditor de Tributos e Rendas Municipais, Auditor Interno, Agente Fazendário, Analista Fazendário e
Analista de Processos Organizacionais no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda, todos quando
em atividades. (Redação dada pela Lei Complementar nº 56/2012)
VII - a parcela do valor do vencimento do cargo em comissão que ultrapassar o limite fixado no caput
deste artigo;
VIII - Gratificação de produção, percebida pelo Procurador Municipal em atividade; (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 33/2002)
IX - Gratificação de Incentivo à Produtividade e Qualidade. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 33/2002)
X - Prêmio por Desempenho Fazendário recepcionado pela Lei Complementar nº 46, de 16 de agosto
de 2006. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 58/2012)
§ 2º Aplicam-se ao décimo-terceiro salário os limites impostos no caput e § 1º deste artigo. (Revogado
pela Lei Complementar nº 46/2007)
§ 3º Ficam excluídos dos limites previstos no caput e § 1º deste artigo, os honorários advocatícios
pagos por contribuintes, a que faz jus o Procurador do Município em atividade, decorrentes da
cobrança judicial da divida ativa. (Redação dada pela Lei Complementar nº 26/1999) (Revogado pela
Lei Complementar nº 59/2013)

Art. 62 O maior vencimento atribuído aos cargos de carreira não poderá ultrapassar a 30 (trinta) vezes
o menor vencimento estabelecido na administração direta, autárquica ou fundacional.
Art. 63 A remuneração do servidor público não sofrerá desconto além do previsto em lei, ou por força
de mandato judicial, salvo em virtude de indenização ou restituição à fazenda pública municipal,
inclusive autarquias e fundações públicas, nem serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto
o caso de prestação de alimentos resultante de homologação ou decisão judicial.

Parágrafo Único. A indenização ou a restituição será descontada em parcelas mensais não excedentes
à décima parte do valor da remuneração bruta.

Art. 64O servidor em débito com a fazenda pública, inclusive autarquias e fundações públicas, que for
demitido, exonerado ou que tiver cassada a sua disponibilidade, terá o prazo de 60 (sessenta) dias
para quitá-lo.

§ 1º Quando o débito é originado de comprovada má-fé, o servidor deve quitá-lo em 30 (trinta) dias, a
contar do fato, sem prejuízo das penalidades cabíveis.

§ 2º A não quitação do débito no prazo previsto neste artigo implicará em sua inscrição na dívida ativa
do Município.

Art. 65 Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor
de terceiros, a critério da administração e com reposição dos custos de operação, na forma definida em
regulamento.

Parágrafo Único. A soma das consignações compulsórias e facultativas não poderá exceder a 70%
(setenta por cento) do vencimento ou provento do servidor.

Art. 66 O servidor perderá:

I - a remuneração dos dias que faltar injustificadamente ao serviço;

II - parcela da remuneração diária, proporcionalmente aos atrasos acima de tolerância, ausências


eventuais e saldas antecipadas, quando não autorizadas pela chefia imediata, conforme disposto no
regulamento;

III - um terço da remuneração, durante os afastamentos por motivo de prisão em flagrante ou decisão
judicial provisória, com direito à diferença, se absolvido.

§ 1º O servidor que for afastado em virtude de condenação por sentença definitiva, à pena que não
resulte em demissão ou perda do cargo, terá suspensa a sua remuneração e seus dependentes
passarão a perceber auxílio-reclusão, na forma definida na Lei de Seguridade Social dos Servidores
Públicos do Município.

§ 2º No caso de falta injustificada ao serviço nos dias imediatamente anterior e posterior ao repouso
remunerado ou feriado, ou ainda em dia ou dias compreendidos entre feriado e repouso remunerado,
ou vice-versa, serão estes dias também computados para efeito do desconto.

§ 3º Na hipótese de não comparecimento do servidor ao serviço ou escala de plantão, o número total


de faltas abrangerá, para todos os efeitos legais, o período destinado ao descanso.

Capítulo II
DAS VANTAGENS PECUNIÁRIAS

SEÇÃO I
DA ESPECIFICAÇÃO
Art. 67 Vantagens pecuniárias são acréscimos ao vencimento do servidor público.

Art. 68 São vantagens do servidor:

I - indenizações;

II - auxílios;

III - gratificações e adicionais.

§ 1º As indenizações e os auxílios não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito,


nem servirão de base para cálculo de outras vantagens.

§ 2º AS gratificações e os adicionais poderão ser incorporados ao vencimento ou proventos nos casos


e condições fixados em lei.

§ 3º AS vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para fins de concessão de
vantagens ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

SEÇÃO II
DAS INDENIZAÇÕES

Art. 69 As indenizações ao servidor compreendem:

I - diárias;

II - transporte.

Art. 70 Os valores e as condições para a concessão das indenizações serão estabelecidos em


regulamento.

SUBSEÇÃO I
DAS DIÁRIAS
(Regulamentada pelo Decreto nº 11.102/1995 nº 14.214/2003 nº 21.876/2011)

Art. 71 O servidor que, a serviço, se deslocar do Município do Salvador, em caráter eventual e


transitório, para outro Município desta ou de outra unidade da Federação, fará jus a diárias
compensatórias das despesas com pousada, alimentação e locomoção urbana.

Art. 71 O Servidor que, a serviço, se deslocar do Município de Salvador, em caráter eventual e


transitório, para outro Município desta ou de outra unidade da Federação, fará jus a diárias
compensatórias das despesas com pousada e alimentação. (Redação dada pela Lei Complementar nº
33/2002)

§ 1º A diária será concedida integralmente por dia de afastamento, e proporcionalmente na forma


prevista em regulamento, quando o deslocamento não exigir pernoite fora do Município.

§ 2º No caso de afastamento de servidor do Município, a serviço ou em treinamento, por mais de 30


(trinta) dias, será estabelecido, em regulamento, valor diferenciado da diária normal, que será sempre
inferior ao desta.

§ 3º O servidor que receber diárias e não se afastar, por qualquer motivo, ou retornar antes do prazo
previsto, fica obrigado a restituí-las integralmente ou o seu excesso, no prazo de 5 (cinco) dias.

§ 4º É considerado falta grave conceder diárias com o objetivo de remunerar serviços ou encargos não
previstos no "caput" deste artigo.

SUBSEÇÃO II
DA INDENIZAÇÃO DE TRANSPORTE

Art. 72 Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização
de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições do
cargo, na forma e condições estabelecidas em regulamento, cujo valor não poderá, em qualquer
hipótese, ser superior a 25% (vinte e cinco por cento) do vencimento do servidor.
Art. 72 Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização
de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, próprio de locomoção para a
execução de serviços externos, por força das atribuições do cargo, na forma e condições estabelecidas
em regulamento, cujo valor não poderá, em qualquer hipótese, ser superior a 25% (vinte e cinco por
cento) do valor correspondente à referência mediana das faixas de vencimento do cargo ocupado pelo
servidor. (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 72 Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização
de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições do
cargo, na forma e condições estabelecidas em regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº
33/2002) (Regulamentado pelo Decreto nº 15.603/2005 nº 22.426/2011)

SEÇÃO III
DOS AUXÍLIOS PECUNIÁRIOS

Art. 73 São concedidos ao servidor público os seguintes auxílios pecuniários:

I - auxílio-educação;

II - vale-transporte;

II - auxílio transporte; (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

III - vale-refeição.

III - Auxílio Alimentação. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

IV - auxílio-uniforme. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 68/2017) (Regulamentado pelo


Decreto nº 29.482/2018)

SUBSEÇÃO I
DO AUXÍLIO-EDUCAÇÃO
O auxílio-educação será devido ao servidor e aos seus dependentes, na forma a ser definida
Art. 74
em regulamento.

§ 1º A concessão do auxilio-educação aos servidores e seus dependentes ocorrerá exclusivamente


para aqueles que estiverem cursando até a 8ª série do 1º grau, em estabelecimento da rede pública ou
privada de ensino. (§ 1º Regulamentado pelo Decreto nº 24.507/2013) (§ 1º Regulamentado pelo
Decreto nº 25596/2014 nº 26.758/2015)

§ 1º A concessão do auxílio-educação aos servidores e seus dependentes ocorrerá exclusivamente


para aqueles que estiverem cursando até o terceiro ano do Ensino Médio, em estabelecimento da rede
privada de ensino. (Redação dada pela Lei Complementar nº 66/2017) (Regulamentado pelo Decreto
nº 29.128/2017)

§ 2º Farão jus ao auxílio-educação os servidores regularmente matriculados em curso de formação


técnica ou superior, exigido em cargo da mesma carreira em que se encontre.

Art. 75O valor e as condições de concessão do auxílio-educação serão fixados em regulamento, não
podendo o seu custo final ultrapassar a 0,5% (meio por cento) da folha de pagamento do pessoal da
administração direta, de cada autarquia ou de cada fundação pública.

O valor e as condições de concessão do auxílio-educação serão fixadas em regulamento não


Art. 75
podendo o seu custo final ultrapassar a 0,8 (oito décimos por cento) da folha de pagamento do pessoal
da Administração Direta, de cada Antarquia ou de cada Fundação Pública. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 18/1996)

Parágrafo Único. Os valores do auxílio-educação a serem pagos aos servidores e aos seus
dependentes serão fixados, anualmente, pelo Chefe do Poder Executivo e pelo Presidente da Câmara
Municipal, no âmbito de suas competências, em função do número de solicitações, respeitando-se,
sempre, o limite de que trata o "caput" deste artigo.

SUBSEÇÃO II
DO VALE-TRANSPORTE
DO AUXÍLIO TRANSPORTE (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)
(Vide Decreto nº 10.787/1994)

Art. 76 O vale-transporte será devido ao servidor em atividade que optar pelo seu recebimento, e
destinar-se-á a custear os deslocamentos da residência para o trabalho e vice-versa, na forma
estabelecida em regulamento.
§ 1º O vale-transporte será concedido, mensalmente, podendo ser por antecipação, pela utilização do
sistema de transporte coletivo público e urbano, vedado o uso de transportes seletivos e especiais.
§ 2º O vale-transporte será custeado pelo servidor e pela administração direta, autárquica ou
fundacional, nas seguintes condições:
I - 2,5% (dois e meio por cento) incidente sobre o vencimento do servidor, desde que este corresponda
a valor igual ou inferior e 02 (duas) vezes o menor vencimento pago na administração direta,
autárquica ou fundacional do Município, pelo respectivo órgão ou entidade de sua lotação, no que
exceder, para uma quantidade fixa de 50 (cinquenta) vales por mês;
II - 6,0% (seis por cento) incidente sobre o vencimento do servidor que perceba além do patamar
mencionado no inciso anterior ou que, mesmo percebendo valor igual ou inferior a 02 (duas) - vezes o
menor vencimento pago pela administração direta, autárquica ou fundacional, deseje adquirir
quantidade superior a 50 (cinquenta) vales/mês, sujeitas, em ambos os casos, à comprovação da
necessidade de deslocamentos em razão da localização da residência e do local de trabalho, e pelo
órgão ou entidade de sua lotação, no que exceder.
§ 3º Os órgãos da administração direta, autárquica e fundacional que proporcionem, por meios próprios
ou contratados, o deslocamento integral de seus servidores, ficam dispensados de conceder o vale-
transporte, assegurando-se lhe, ainda, a cobrança da participação do benefício, na forma estabelecida
no parágrafo anterior.

O auxílio transporte será devido ao servidor municipal em atividade e destinar-se-á a cobrir


Art. 76 -
despesas com transportes nos deslocamentos da residência para o trabalho e vice-versa. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 1º O auxílio transporte, de natureza indenizatória, será concedido mensalmente ao servidor municipal


ocupante de cargo efetivo ou de cargo em comissão da administração direta, autárquica e fundacional,
em pecúnia, através de folha de pagamento, sendo custeado com recursos do órgão ou entidade de
origem do servidor. (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 2º O auxílio transporte não será incorporado ao vencimento, remuneração, provento ou pensão do


servidor para nenhum efeito, não será configurado como rendimento tributável e não terá incidência de
contribuição para o Plano de Seguridade Social, assim como não será caracterizado como salário
utilidade ou prestação salarial in natura. (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 3º Excluem-se do benefício do auxílio transporte os servidores lotados em órgãos ou entidades da


administração direta, autárquica e fundacional que proporcionem, por meios próprios ou contratados, o
deslocamento integral de seus servidores. (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 4º O valor do auxílio transporte será:

I - o decorrente da diferença entre o valor de 50 (cinquenta) tarifas e o que exceder a: (Redação dada
pela Lei Complementar nº 45/2007)

I - o decorrente da diferença entre o resultado do produto de 2 (duas) tarifas e a quantidade dos dias
úteis do mês, e o que exceder a: (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

a) 2,5% (dois vírgula cinco por cento) do vencimento do servidor, desde que este corresponda a valor
igual ou inferior a 2 (duas) vezes o menor vencimento pago na administração direta, autárquica e
fundacional do Município;
b) 6% (seis por cento) do vencimento do servidor que perceba além do patamar mencionado na alínea
anterior; (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

II - o decorrente da diferença entre o valor de 90 (noventa) tarifas e o que exceder 6% (seis por cento)
do vencimento do servidor, quando em razão da localização da residência e do local de trabalho,
devidamente comprovada, seja necessário utilizar mais de 2 (dois) transportes/dia. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 45/2007)

II - o decorrente da diferença entre o resultado do produto de 4 (quatro) tarifas e a quantidade dos dias
úteis do mês e o que exceder a 6% (seis por cento) do vencimento do servidor; e quando, em razão da
localização da residência e do local de trabalho, devidamente comprovada, seja necessário utilizar
mais de 2 (dois) transportes/dia. (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

SUBSEÇÃO III
DO VALE-REFEIÇÃO
DO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)
(Regulamentada pelo Decreto nº 9869/1992 nº 10.252/1993 nº 14.404/2003)

Art. 77O vale-refeição será devido ao servidor em atividade que trabalhe em 02 (dois) turnos diários e
que optar pelo seu recebimento.
§ 1º O vale-refeição será concedido mensalmente, por antecipação.
§ 2º O vale-refeição será custeado pelo servidor, em percentual variável segundo o seu nível de
remuneração, e pelo Município, de modo a estabelecer-se uma participação média no custo global do
benefício de 30% (trinta por cento) e 70% (setenta por cento), respectivamente.
§ 3º A forma e condições de concessão do vale-refeição serão definidas em regulamento.

Art. 77 O auxílio alimentação é um benefício concedido, mensalmente, por dia trabalhado, ao servidor
municipal ocupante de cargo efetivo e de cargo em comissão da Administração Direta, Autárquica e
Fundacional em regime de 08 (oito) horas diárias, mediante opção individual, com a finalidade de
auxiliar seus gastos com alimentação. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 1º A concessão do auxílio alimentação será feita em pecúnia, através da folha de pagamento e terá
natureza indenizatória. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 2º O auxílio alimentação não será:

a) incorporado ao vencimento, remuneração, provento ou pensão;


b) configurado como rendimento tributável e nem sofrerá incidência de contribuição para o Plano de
Seguridade Social do servidor municipal;
c) caracterizado como salário utilidade ou prestação salarial in natura. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 34/2003)

§ 3º O auxílio alimentação será custeado com recursos do Órgão ou Entidade de origem do servidor.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 4º O valor do auxílio alimentação será o decorrente da diferença entre o valor da cartela com 22
(vinte e dois) vales refeição e o valor do percentual de desconto referente á participação do servidor no
custo do referido benefício, na forma percebida na data de publicação desta Lei Complementar,
devendo sua revisão ocorrer através de ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 34/2003)

§ 5º O servidor que acumule cargo ou emprego na forma da Constituição Federal fará jus á percepção
de um único auxílio alimentação, mediante opção. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 6º Não fará jus ao auxílio alimentação o servidor:

a) em licença para tratar de interesses particulares;


b) em gozo de licença prêmio;
c) afastado por doença em pessoa da família por um período superior a 30 (trinta) dias;
d) afastado por doença por mais de 30(trinta) dias;
e) em licença gestante ou adotante. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 7º A concessão do auxílio alimentação dar-se-á conforme o disposto em regulamento, que


estabelecerá, ainda, o prazo máximo para a substituição do vale refeição na forma até então concedida
pelo auxílio alimentação em pecúnia, condicionado seu pagamento inicial à apresentação do termo de
opção declarada pelo servidor. (Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

§ 8º Fica assegurada a concessão de auxílio-alimentação aos servidores ocupantes do cargo de


Profissional de Atendimento Integrado, nas áreas de qualificações de Médico e Enfermeiro, e do cargo
de Técnico em Serviços de Saúde, na área de qualificação de Técnico de Enfermagem, quando
atuando no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em regime de plantão, nos termos do
regulamento. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 66/2017)

§ 8º Fica assegurada a concessão de auxílio-alimentação aos servidores públicos municipais quando


atuando no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Unidade de Pronto Atendimento, em regime
de plantão, nos termos do regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

SEÇÃO IV
DAS GRATIFICAÇÕES E DOS ADICIONAIS

Art. 78Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, os servidores públicos poderão fazer
jus às seguintes gratificações e adicionais:

I - gratificação pelo exercício de cargo em comissão;

II - gratificação pelo exercício de função de confiança;

III - gratificação de produção;

IV - participação no produto da arrecadação fiscal;

IV - Gratificação de Produtividade Fiscal; (Redação dada pela Lei Complementar nº 28/2000)

V - gratificação suplementar;

VI - gratificação de periferia ou local de difícil acesso; (Regulamentada pelo Decreto nº 18.310/2008)

VII - décimo-terceiro salário;

VIII - adicional pela prestação de serviços extraordinários;

IX - adicional noturno;

X - adicional de férias;

XI - adicional por tempo de serviço;

XII - adicional de periculosidade;

XIII - adicional de insalubridade;

XIV - adicional pelo exercício de atividades penosas;

XV - Gratificação de Incentivo e Qualidade e Produtividade dos Serviços de Saúde; (Redação


acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

XVI - Adicional por Hora/Plantão; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992) (Revogado
pela Lei Complementar nº 59/2013)

XVII - Participação no Produto de Arrecadação decorrente da Fiscalização nas Áreas de Controle e


Ordenamento do Uso do Solo, Vigilância Sanitária, Meio Ambiente, Serviços Públicos ou Transportes
Públicos; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

XVIII - Gratificação de Incentivo à Melhoria da Qualidade e Produtividade dos Empreendimentos e


Obras Públicas. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

XVIII - gratificação de Incentivo à Produtividade e Qualidade; (Redação dada pela Lei Complementar nº
29/2001)
XIX - gratificação pela participação em operações especiais; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 30/2001)

XX - Gratificação da Produção, percebida pelo Procurador Municipal, conforme definida no inciso II, do
art. 26 da Lei Complementar nº 3/91; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 33/2002)

XXI - Gratificação de Incentivo ao Desempenho Gerencial; (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 33/2002)

XXII - Gratificação por Atividades de Instrutoria; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
33/2002)

XXIII - Gratificação por Avanço de Competências. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
33/2002)

XXIV - Gratificação de Risco; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 40/2005)

XXIV - Gratificação de Risco; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 42/2005)

XXV - Gratificação de Dedicação Exclusiva. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 40/2005)

XXV - Gratificação pelo exercício de atividades na Defesa Civil. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 42/2005)

XXVI - Gratificação pelo exercício de atividades de apoio às ações de defesa civil. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 45/2007)

XXVII - Gratificação por Atividades Especiais de Motociclista. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 47/2009) (Gratificação regulamentada pelo Decreto nº 20.585/2010)

XXVIII - Gratificação por Desempenho de Funções Especiais. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 53/2011)

XXIX - gratificação de plantão; (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 59/2013)

XXX - adicional de incentivo à prevenção e educação no trânsito. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 59/2013)

XXXI - Gratificação por Exercício de Atividade Sistêmica de Gestão; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 69/2017)

XXXII - Gratificação de Produtividade dos Serviços de Assistência Social; (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 69/2017)

XXXIII - Gratificação por Desempenho de Funções Médico-Periciais e de Saúde e Segurança


Ocupacional. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 69/2017)

XXXIV - Gratificação de Estímulo à Participação em Projetos Urbanísticos de Arquitetura e de


Engenharia. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 70/2018)

§ 1º A Gratificação por Desempenho de Funções Médico-Periciais e de Saúde e Segurança


Ocupacional é devida ao servidor público municipal ocupante de cargo efetivo de Analista em Saúde
Ocupacional e Perícia Médica, lotado e em exercício na área da Secretaria Municipal de Gestão,
responsável pela formulação e controle da execução da política de previdência e assistência médica,
social e saúde ocupacional do servidor público municipal. (Redação acrescida pela Lei Complementar
nº 69/2017)

§ 2º A gratificação estabelecida no § 1º deste artigo corresponderá ao valor resultante da aplicação do


percentual de 80% (oitenta por cento) sobre o valor percebido a título de vencimento pelo servidor
municipal. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 69/2017)

§ 3º Deixando o servidor de exercer sua atividade funcional em área da Secretaria Municipal de


Gestão, responsável pela formulação e controle da execução da política de previdência e assistência
médica, social e saúde ocupacional do servidor público municipal, prevista no § 1º deste artigo,
cessará, automaticamente, o pagamento da respectiva gratificação. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 69/2017)

§ 4º Não fará jus à percepção da Gratificação por Desempenho de Funções Médico-Periciais e de


Saúde e Segurança Ocupacional o servidor que:

I - tiver sofrido penalidade disciplinar de suspensão por tempo superior a 10 (dez) dias;

II - afastado por motivo das licenças previstas nos incisos IV, V, VI, VII, VIII, IX do art. 110 da Lei
Complementar nº 1/91 e suas alterações posteriores;

III - que tenha no mês quantidade de faltas superior às facultadas pela Lei Complementar nº 01/91, art.
135. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 69/2017)

§ 5º A gratificação a que se refere o § 1º deste artigo não se incorpora ao vencimento nem integrará o
provento de aposentadoria do servidor. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 70/2018)

§ 6º O valor da Gratificação por Desempenho de Funções Médico-Periciais e de Saúde e Segurança


Ocupacional somente integrará a remuneração do servidor para efeito de pagamento do adicional de
férias e 13º salário, proporcionalmente aos meses de sua percepção, durante o exercício. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 70/2018)

SUBSEÇÃO I
DA GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO

Art. 79 O servidor ocupante de cargo em comissão fará jus, independentemente de opção, ao maior
valor entre o vencimento atribuído a este cargo, exclusivamente, ou à remuneração do seu cargo
efetivo ou emprego público acrescida de 50% (cinquenta por cento) do valor do vencimento do
respectivo cargo em comissão, a título de gratificação pelo exercício de cargo em comissão,
ressalvados os casos previstos no Art. 104 desta Lei.

§ 1º Poderá o servidor optar, expressamente, pela remuneração do seu cargo efetivo ou emprego
público acrescida da diferença entre o valor do vencimento do cargo em comissão e esta remuneração,
a título, também, de gratificação pelo exercício de cargo em comissão.

§ 2º A opção de que trata o parágrafo anterior terá vigência a partir do primeiro dia do mês
subsequente ao seu deferimento.

Art. 80 O empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista do Município ou servidor


de órgão ou entidade da União, do Estado ou de outro Município, nomeado para cargo em comissão
fará jus à gratificação prevista na forma do artigo anterior.

§ 1º Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista do Município ou servidor


de órgão ou entidade da União do Estado ou de outro Município que, na forma dos respectivos regimes
jurídicos, já tenha incorporado vantagem pessoal pelo exercício de cargo em comissão ou função de
confiança, ao ser novamente nomeado para cargo ou função de confiança será assegurada, sem
prejuízo da vantagem pessoal, a percepção do equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do valor da
gratificação do novo cargo, ou 50% (cinquenta por cento) da nova função, conforme o caso. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 2º Caso o valor resultante do somatório do valor de 25% (vinte e cinco por cento) da gratificação do
novo cargo ou de 50% (cinquenta por cento) da nova função, acrescido da parcela correspondente à
vantagem pessoal seja inferior ao valor da gratificação pelo exercício do cargo em comissão ou função
de confiança que o empregado público esteja ocupando, será assegurada a diferença entre o valor
desta última e o daquele somatório a título de complementação da gratificação. (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 3º No caso de nomeação ou designação para o mesmo cargo em comissão ou função de confiança,


no qual se deu a incorporação de vantagem pessoal, o empregado municipal somente fará jus à
gratificação correspondente se decorridos, no mínimo, 12 (doze) meses entre a data da nova
nomeação ou designação e aquela em que tenha sido exonerado ou dispensado do mesmo cargo em
comissão ou função de confiança. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 45/2007)

Art. 81 Durante o período em que o empregado ou servidor referido no artigo anterior, estiver em
exercício do cargo de provimento em comissão, fica sujeito às normas estabelecidas nesta Lei, salvo
naquilo que for incompatível com o regime jurídico a que estiver submetido no sou órgão ou entidade
de origem.

SUBSEÇÃO II
DA GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA

Art. 82 A gratificação pelo exercício de função de confiança será percebida exclusivamente pelo
servidor público municipal, da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de função de
confiança, cumulativamente com o vencimento e vantagens do seu cargo.

§ 1º Excetua-se do disposto neste artigo o exercício de funções de confiança que sejam privativas de
profissionais de saúde, cuja designação poderá recair em servidor público federal, estadual ou de outro
município. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

§ 1º Excetua-se do disposto neste artigo o exercício de funções de confiança que sejam privativas de
profissionais de saúde, bem como daquelas vinculadas às Coordenadorias de Distritos Sanitários, e
demais unidades integrantes do Sistema Único de Saúde - SUS, cuja designação poderá recair em
servidor público federal, estadual ou de outro Município. (Redação dada pela Lei Complementar nº
26/1999)

§ 2º Os valores da gratificação referida neste artigo serão estabelecidos em lei, respeitada a ordem
hierárquica organizacional a que corresponda a função. (Parágrafo Único transformado em § 2º pela
Lei Complementar nº 7/1992)

SUBSEÇÃO III
DA GRATIFICAÇÃO DE PRODUÇÃO
(Regulamento aprovado pelo Decreto nº 9925/1992 nº 11.433/1996 nº 12.598/2000)

Art. 83 A gratificação de produção é devida aos servidores integrantes do Grupo Ocupacional Fisco,
com atribuições específicas de instrução, diligência, informação de processo administrativo-tributário e
perícia fisco-contábil.
Art. 83 A gratificação de produção é devida aos servidores integrantes do Grupo Ocupacional Fisco,
com atribuições específicas de instrução, diligência, informação de processo administrativo-tributário e
perícia fisco-contábil, bem como aos servidores integrantes do Grupo Ocupacional Técnico
Administrativo Fazendário, com atribuições específicas de informação de processo de avaliação e
revisão de imóveis. (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)
§ 1º Fica vedada a concessão da gratificação referida neste artigo nos casos em que o servidor seja o
próprio interessado ou autuante do processo, quando no exercício de cargo em comissão ou função de
confiança, ou quando integrante do Conselho Municipal de Contribuintes.
§ 2º O valor da gratificação a que se refere este artigo será fixado com base na Unidade Fiscal Padrão
- UFP, de acordo com os critérios a serem estabelecidos pelo Poder Executivo.
Art. 83 A gratificação de produção é devida ao servidor integrante do Grupo Ocupacional Fisco ou
Técnico Administrativo Fazendário, lotado em unidade com atribuição específica de formular diretrizes
técnicas e normativas, dirigir, coordenar, supervisionar, controlar e avaliar os serviços de tributação e
fiscalização, bem como de arrecadar recursos financeiros. (Redação dada pela Lei Complementar nº
9/1992)
Art. 83 A Gratificação de Produção devida ao servidor integrante do Grupo Ocupacional Fisco,
Técnico Administrativo Fazendário e Auditor Interno, lotado em unidade com atribuição específica de
formular diretrizes técnicas e normativas, dirigir, coordenar, supervisionar, controlar e avaliar os
serviços de tributação e fiscalização, bem como de arrecadar recursos financeiros e controlar os gastos
públicos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 45/2007)

Art. 83 A Gratificação de Produção é devida ao servidor integrante do Grupo Fisco, lotado em


unidades com atribuições específicas de formular diretrizes técnicas e normativas, dirigir, coordenar,
supervisionar, executar, controlar e avaliar os serviços de administração fazendária, controle interno e
correição. (Redação dada pela Lei nº 61/2014) (Regulamentado pelo Decreto nº 30.452/2018)

§ 1º Fica vedada a concessão da gratificação referida neste artigo nos casos em que o servidor esteja
no exercício de cargo em comissão ou função de confiança, ou quando integrante do Conselho
Municipal de Contribuintes. (Redação dada pela Lei Complementar nº 9/1992)
§ 1º Para os ocupantes do cargo de Auditor Fiscal ou de Auditor de Tributos e Rendas Municipais, o
valor da gratificação será fixado com base em pontuação por atividades, com limite em 100 (cem)
pontos, definidos em ato do Chefe do Poder Executivo, vedado o pagamento àqueles que se
encontrem no exercício de cargo em comissão, função de confiança, ou quando integrante do
Conselho Municipal de Contribuintes. (Redação dada pela Lei Complementar nº 28/2000)
§ 1º Para os ocupantes do cargo de Auditor Fiscal ou de Auditor de Tributos e Rendas Municipais, o
valor da gratificação será fixado com base em pontuação por atividades, com limite em 200 (duzentos)
pontos, definidos em ato do Chefe do Poder Executivo, vedado o pagamento àqueles que se
encontrem no exercício de cargo em comissão, função de confiança ou quando integrante do Conselho
Municipal de Contribuintes. (Redação dada pela Lei Complementar nº 35/2004)
§ 1º Para os ocupantes do cargo de Auditor Fiscal ou de Auditor de Tributos e Rendas Municipais, em
extinção, o valor da gratificação será fixado com base em pontuação por atividades realizadas ou por
exercício de cargo em comissão, função de confiança, ou quando integrante do Conselho Municipal de
Tributos, com limite em 250 (duzentos e cinquenta) pontos, definidos em Ato do Chefe do Poder
Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

§ 1º Para os ocupantes do cargo de Auditor Fiscal ou de Auditor de Tributos e Rendas Municipais, em


extinção, o valor da gratificação será fixado com base em pontuação por atividades realizadas ou por
exercício de cargo em comissão, função de confiança, ou quando integrante do Conselho Municipal de
Tributos, com limite em até 290 (duzentos e noventa) pontos, na forma do regulamento. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 71/2018)

§ 2º O valor da gratificação a que se refere este artigo será fixado com base nos critérios de rateio do
montante resultante da multiplicação do índice correspondente a 0,8% (oito décimos por cento) pelo
total da arrecadação dos tributos intitulados IPTU, ITIV, ISS, TLT, IVVC, na forma e condições a serem
definidas através de ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº
9/1992)
§ 2º O Valor da gratificação a que se refere este artigo será ficado com base nos critérios de rateio do
montante resultante da multiplicação do índice correspondente a até 1% (um por cento) pelo total da
arrecadação dos tributos intitulados IPTU, ITIV, ISS, IVVC, na forma e condição a serem definidas
através de ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 18/1996)
§ 2º Para os ocupantes dos cargos de Técnico Fazendário, Auxiliar de Tributação e Assistente
Fazendário, o valor da gratificação será fixado com base nos critérios de rateio do montante resultante
da multiplicação do índice correspondente a até 0,55 % (cinquenta e cinco centésimos por cento) pelo
total da arrecadação dos impostos de competência do Município, na forma e condição a serem
estabelecidas em ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº
28/2000)
§ 2º Para os ocupantes do cargo de Agente Fazendário o valor da gratificação será fixado com base
nos critérios de rateio do montante resultante da multiplicação do índice correspondente a até 0,60 %
(sessenta centésimos por cento) pelo total da arrecadação dos impostos de competência do Município,
na forma e condição a serem estabelecidas em ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 46/2007) (Regulamentado pelo Decreto nº 18.276/2008)
§ 2º Para os ocupantes do cargo de Agente Fazendário o valor da gratificação será fixado com base
nos critérios de rateio do montante resultante da multiplicação do índice correspondente a até 0,60%
(sessenta centésimos por cento) pelo total da arrecadação dos impostos de competência do Município,
na forma e condição a serem estabelecidas em ato do Chefe do Poder Executivo, vedado o pagamento
àqueles que se encontrem no exercício de cargo em comissão, função de confiança, ou quando
integrante do Conselho Municipal de Contribuintes. (Redação dada pela Lei Complementar nº 53/2011)

§ 2º Para os ocupantes do cargo de Agente Fazendário, o valor da gratificação será fixado com base
em pontuação, por atividades realizadas ou por exercício de cargo em comissão e função de
confiança, com limite em até 165 (cento e sessenta e cinco) pontos, na forma do regulamento, não se
configurando, para tanto, a instituição de nova espécie de gratificação. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 71/2018)

§ 3º Para os ocupantes do cargo de Auditor Interno, o valor da gratificação será fixado com base em
pontuação, com limite em 200 pontos, definidos em ato do Chefe do Poder Executivo, vedado o
pagamento àqueles que se encontrem no exercício de cargo em comissão, função de confiança ou
quando integrantes do Conselho Municipal de Contribuintes. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 45/2007) (Regulamentado pelo Decreto nº 18.275/2008 nº 19.345/2009)
§ 3º Para os ocupantes do cargo de Auditor Interno, o valor da gratificação será fixado com base em
pontuação, por atividades realizadas ou por exercício de cargo em comissão, função de confiança, ou
quando integrante do Conselho Municipal de Tributos, com limite em 200 (duzentos) pontos, definidos
em Ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

§ 3º Para os ocupantes do cargo de Auditor Interno, o valor da gratificação será fixado com base em
pontuação, por atividades realizadas ou por exercício de cargo em comissão e função de confiança, ou
quando integrante do Conselho Municipal de Tributos, com limite em até 230 (duzentos e trinta) pontos,
na forma do regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 71/2018) (Regulamentado pelo
Decreto nº 30.454/2018)

§ 4º Para os ocupantes do cargo de Analista Fazendário o valor da gratificação será fixado com base
em pontuação por atividades, com limite em 200 (duzentos) pontos, definidos em ato do Chefe do
Poder Executivo, vedado o pagamento àqueles que se encontrem no exercício de cargo em comissão,
função de confiança, ou quando integrante do Conselho Municipal de Contribuintes. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 46/2007) (Regulamentado pelo Decreto nº 18.277/2008)
§ 4º Para os ocupantes do cargo de Analista Fazendário o valor da gratificação será fixado com base
em pontuação por atividades realizadas ou por exercício de cargo em comissão, função de confiança,
ou quando integrante/ do Conselho Municipal de Tributos, com limite em 200 (duzentos) pontos,
definidos em Ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

§ 4º Para os ocupantes do cargo de Analista Fazendário, o valor da gratificação será fixado com base
em pontuação por atividades realizadas ou por exercício de cargo em comissão e função de confiança,
ou quando integrante do Conselho Municipal de Tributos, com limite em até 230 (duzentos e trinta)
pontos, na forma do regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 71/2018)

SUBSEÇÃO IV
DA PARTICIPAÇÃO NO PRODUTO DA ARRECADAÇÃO FISCAL

Art. 84 O servidor integrante do Grupo Ocupacional Fisco, com atribuições específicas de fiscalização
de tributos e rendas municipais, terá direito a 15% (quinze por cento) sobre o produto da arrecadação
decorrente dos autos de infração por ele lavrados, inclusive os inscritos na dívida ativa, desde que
efetivamente pagos.
Parágrafo Único. Nos casos de auto de infração lavrados por mais de um servidor, o valor resultante do
percentual a que se refere este artigo deverá ser rateado entre os mesmos. (§ 1º transformado em
Parágrafo Único Lei Complementar nº 7/1992)
§ 2º Ressalva-se do disposto no "caput" deste artigo, especificamente em relação à exigência de
efetivo recolhimento ao erário municipal, a possibilidade de concessão de adiantamento de parcela
dessa vantagem ao servidor autuante, por ocasião da inscrição do crédito tributário na dívida ativa, na
forma definida em legislação específica. (Revogado pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 84 O servidor ocupante do cargo de Auditor Fiscal ou de Auditor de Tributos e Rendas Municipais,
integrantes do Grupo Ocupacional Fisco, terá direito a uma Gratificação de Produtividade Fiscal
equivalente a 10% (dez por cento) do produto da arrecadação decorrente de notificação fiscal ou auto
de infração resultante da ação direta do servidor fiscal e por ele lavrado, inclusive os inscritos na dívida
ativa, desde que efetivamente pago.

Parágrafo Único. No caso de notificação fiscal ou auto de infração lavrado por mais de um servidor, o
valor resultante do percentual a que se refere este artigo deverá ser rateado entre os mesmos, em
igual proporção. (Redação dada pela Lei Complementar nº 28/2000)

SUBSEÇÃO V
DA GRATIFICAÇÃO SUPLEMENTAR
(Vide regulamentação dada pelo Decreto nº 11.924/1998 nº 22.167/2011)

Art. 85 A gratificação suplementar é devida ao ocupante do cargo de Auditor Fiscal e de Auditor de


Tributos e Rendas Municipais, quando no exercício de cargo em comissão ou de função de confiança,
no âmbito da Coordenadoria de Administração Tributária, da Secretaria Municipal da Fazenda, ou
quando designado para integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, na forma da Lei.
Art. 85 A gratificação suplementar é devida aos ocupantes dos cargos de Auditor Fiscal, de Auditor de
Tributos e Rendas Municipais e Técnico Fazendário, quando no exercício de cargo em comissão ou
função de confiança, no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda, ou em virtude de designação para
integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, tudo de acordo com normas e critérios a serem
estabelecidos por ato do Chefe do Poder Executivo.
Parágrafo Único. A gratificação a que se refere o artigo poderá, também, ser atribuída ao Auditor Fiscal
e ao Auditor de Tributos e Rendas Municipais quando convocados, em número não excedente a 10
(dez), para desenvolver atividades de natureza tributário-fiscal ou fazendária, de duração temporária,
consideradas, a juízo do titular daquela Secretaria, como de relevante interesse para a Fazenda
Municipal, de acordo com critérios a serem estabelecidos pelo Chefe do Poder Executivo. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 23/1997)
Art. 85 A gratificação suplementar é devida aos ocupantes dos cargos de Auditor Fiscal, de Auditor de
Tributos e Rendas Municipais, de Analista Fazendário e de Auditor Interno, quando no exercício de
cargo em comissão ou função de confiança, no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda, ou em
virtude de designação para integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, tudo de acordo com
normas e critérios a serem estabelecidos por ato do Chefe do Poder Executivo.
Art. 85 A gratificação suplementar é devida aos ocupantes dos cargos de Auditor Fiscal, de Auditor de
Tributos e Rendas Municipais, de Analista Fazendário e de Auditor Interno, quando no exercício de
cargo em comissão ou função de confiança, no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda ou em
virtude de designação para integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, assim como na hipótese de
serem cedidos para ocupar cargo de provimento em comissão de Diretor Geral de Planejamento,
Tecnologia e Inovação da Gestão e cargos de provimento em comissão na Diretoria Central de
Planejamento Orçamentário, tudo de acordo com normas e critérios a serem estabelecidos por ato do
Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 48/2009)
Art. 85 A gratificação suplementar é devida aos ocupantes dos cargos de Auditor Fiscal, de Auditor de
Tributos e Rendas Municipais, de Analista Fazendário, de Auditor Interno e de Agente Fazendário,
quando no exercício de cargo em comissão ou função de confiança, no âmbito da Secretaria Municipal
da Fazenda, ou em virtude de designação para integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, assim
como na hipótese de serem cedidos para ocupar cargo de provimento em comissão de Diretor Geral
de Planejamento, Tecnologia e Inovação da Gestão e cargos de provimento em comissão na Diretoria
Central de Planejamento Orçamentário, no âmbito da Secretaria Municipal de Planejamento,
Tecnologia e Gestão, tudo de acordo com normas e critérios a serem estabelecidos por ato do Chefe
do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 53/2011) (Vide Decreto nº 22.167/2011)
Art. 85 A gratificação suplementar é devida aos ocupantes dos cargos de Auditor Fiscal, de Auditor de
Tributos e Rendas Municipais, de Analista Fazendário, de Auditor Interno, de Agente Fazendário e de
Analistas de Processos Organizacionais, estes últimos desde que redistribuídos para a Secretaria
Municipal da Fazenda até a publicação desta Lei, quando no exercício de cargo em comissão ou
função de confiança, no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda, ou em virtude de designação para
integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, assim como na hipótese de serem cedidos para ocupar
cargo de provimento em comissão de Diretor Geral de Planejamento, Tecnologia e Inovação da Gestão
e cargos de provimento em comissão na Diretoria Central de Planejamento Orçamentário, no âmbito
da Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão, tudo de acordo com normas e critérios
a serem estabelecidos por ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei Complementar nº
56/2012)

Art. 85 A Gratificação Suplementar é devida aos servidores municipais ocupantes dos cargos de
Auditor Fiscal; de Auditor de Tributos e Rendas Municipais; de Analista Fazendário; de Auditor Interno;
de Agente Fazendário; de Analista de Gestão Pública Municipal; de Analista de Planejamento,
Infraestrutura e Obras Públicas Municipais; e de Agente de Suporte Operacional, estes três últimos
desde que tenham sido redistribuídos para a Secretaria Municipal da Fazenda até a data de publicação
da Lei Complementar nº 56/2012, quando no exercício de cargo em comissão ou função de confiança,
no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ) e da Controladoria Geral do Município (CGM),
ou em virtude de designação para integrar o Conselho Municipal de Contribuintes, assim como na
hipótese de serem cedidos para ocupar cargo de provimento em comissão da Diretoria-Geral de
Orçamento, no âmbito da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE), tudo de acordo com normas e
critérios a serem estabelecidos por Ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 61/2014) (Vide Decreto nº 22.746/2012 nº 25.291/2014 nº 26.022/2015)

Parágrafo Único. A gratificação a que se refere este artigo poderá, também, ser atribuída ao Auditor
Fiscal e ao Auditor de Tributos e Rendas Municipais, quando convocados em número não excedente a
20 (vinte), para desenvolver atividades de natureza tributário-fiscal ou fazendária consideradas, a juízo
do titular da Secretaria Municipal da Fazenda, como de relevante interesse da Fazenda Municipal.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 85-A Gratificação Suplementar é devida aos servidores municipais ocupantes dos cargos de
Auditor Fiscal; de Auditor de Tributos e Rendas Municipais; de Analista Fazendário; de Auditor Interno;
de Agente Fazendário; de Analista de Gestão Pública Municipal; de Analista de Planejamento,
Infraestrutura e Obras Públicas Municipais, e de Agente de Suporte Operacional; estes três últimos
desde que tenham sido redistribuídos para a Secretaria Municipal da Fazenda até a data de publicação
da Lei Complementar nº 56/2012, quando no exercício de cargo em comissão ou função de confiança,
no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ) e da Controladoria Geral do Município (CGM),
ou em virtude de designação para integrar o Conselho Municipal de Tributos, conforme normas e
critérios a serem estabelecidos por Ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 65/2017)

Art. 85-A Gratificação Suplementar é devida aos servidores municipais ocupantes dos cargos de
Auditor Fiscal, de Auditor de Tributos e Rendas Municipais, de Analista Fazendário, de Auditor Interno,
de Agente Fazendário, de Analista de Gestão Pública Municipal, de Analista de Planejamento,
Infraestrutura e Obras Públicas Municipais e de Agente de Suporte Operacional; estes três últimos
desde que tenham sido redistribuídos para a Secretaria Municipal da Fazenda até a data de publicação
da Lei Complementar nº 65/2017, quando no exercício de cargo em comissão ou função de confiança,
no âmbito da Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ), da Controladoria Geral do Município (CGM),
da Diretoria de Previdência da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE) e da Procuradoria Geral do
Município, ou em virtude de designação para integrar o Conselho Municipal de Tributos, conforme
normas e critérios a serem estabelecidos por Ato do Chefe do Poder Executivo. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 68/2017)

SUBSEÇÃO VI
DA GRATIFICAÇÃO DE PERIFERIA OU LOCAL DE DIFÍCIL ACESSO
(Regulamentada pelo Decreto nº 11.410/1996)

Art. 86O servidor municipal em exercício em unidade de saúde situada em zona de periferia ou em
local de difícil acesso, poderá fazer jus à percepção de uma gratificação no valor correspondente à
10% (dez por cento) do seu vencimento, na forma e condições a serem estabelecidas em regulamento.

§ 1º A caracterização das zonas de periferia e dos locais, de difícil acesso, para efeito de concessão da
referida, gratificação, será feita com base em estudos desenvolvidos pelo órgão de planejamento
urbano do Município.

§ 2º Não fará jus à gratificação referida no artigo, o servidor:

I - nomeado em virtude de concurso público regionalizado e cujo exercício tenha ocorrido em unidade
de saúde para a qual tenha feito opção, no ato da inscrição;

II - que more próximo ao local de trabalho.

§ 3º A gratificação referida no artigo não se incorpora ao vencimento ou provento, para qualquer efeito,
nem servirá de base para cálculo de outras vantagens.

SUBSEÇÃO VII
DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO

Art. 87O décimo terceiro salário corresponderá a 1/12 (um doze avos) do Vencimento e vantagens de
caráter permanente devidos em dezembro, por mês de efetivo exercício no serviço público municipal,
no respectivo ano.

Art. 87 O décimo terceiro salário corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o
servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de efetivo exercício no serviço público municipal, no
respectivo ano. (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)

§ 1º A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de trabalho, será havida como mês integral.
§ 2º No caso de remuneração composta de vantagem de caráter temporário, cujo valor seja variável,
deverá ser considerada a média aritmética dos valores percebidos sob tal título, no respectivo
exercício. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

§ 3º É extensivo ao inativo o décimo terceiro salário, que será pago no mês de dezembro, tomando-se
como base o valor do provento devido neste mês. (§ 2º transformado em § 3º pela Lei Complementar
nº 7/1992)

Art. 88 O décimo terceiro salário será pago até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.

Parágrafo Único. Juntamente com o pagamento do mês de junho, o servidor receberá, a título de
adiantamento do décimo terceiro salário, metade da remuneração definida no "caput" do Art. 87 desta
Lei, a que faça jus neste mês, importância que será compensada quando do pagamento da referida
vantagem no mês de dezembro.

Parágrafo Único. Juntamente com o pagamento do mês de junho ou do mês de seu aniversário, o
servidor receberá, a título de adiantamento do décimo terceiro salário, metade da remuneração líquida
a que faria jus no mês requerido, calculada na forma definida no caput do art. 87 desta Lei
Complementar, por cada mês de efetivo exercício, importância que será compensada quando do
pagamento da referida vantagem no mês de dezembro, na forma do regulamento. (Redação dada pela
Lei Complementar nº 43/2007)

Art. 89 O servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, quando exonerado, perceberá o décimo
terceiro salário proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculado sobre o vencimento e
vantagens de caráter permanente do último mês trabalhado no Município.

Parágrafo Único. Não fará jus ao décimo terceiro salário o servidor demitido ou exonerado de ofício.

Parágrafo Único. Fará jus ao décimo terceiro salário proporcional o servidor demitido ou exonerado de
ofício, após um ano do exercício da função. (Redação dada pela Lei Complementar nº 26/1999)

SUBSEÇÃO VIII
DO ADICIONAL PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EXTRAORDINÁRIOS

Art. 90A remuneração do serviço extraordinário será superior a da hora normal, em 50% (cinquenta
por cento) dos dias úteis.

§ 1º os serviços extraordinários prestados em horário compreendido entre as 22 (vinte e duas) horas


de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte, bem como aos sábados, domingos e feriados, serão
remunerados com o acréscimo de 100% (cem por cento) sobre a hora normal diurna.

§ 2º Somente será permitido o serviço extraordinário para atender situações excepcionais e


temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas diárias.

§ 3º A prestação de serviços extraordinários somente será possível quando previamente autorizada


pela autoridade competente, e não poderá, em qualquer hipótese, ultrapassar 240 (duzentos e
quarenta) horas no ano.

§ 3º A prestação de serviços extraordinários somente será possível quando previamente autorizada


pela autoridade competente. (Redação dada pela Lei Complementar nº 7/1992)

§ 4º O adicional pela prestação de serviço extraordinário em nenhuma hipótese será incorporado ao


vencimento, nem integrará o provento de aposentadoria do servidor.

SUBSEÇÃO IX
DO ADICIONAL NOTURNO

Art. 91A hora noturna de trabalho prestada entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco)
horas do dia seguinte, terá a remuneração acrescida de 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora
normal diurna, à título de adicional noturno.

Parágrafo Único. O serviço extraordinário realizado na jornada noturna será remunerado na forma do
Art. 90, sem prejuízo do adicional noturno.

SUBSEÇÃO X
DO ADICIONAL DE FÉRIAS

Art. 92O servidor municipal ao entrar em gozo de férias, fará jus a 50% (cinquenta por cento) do valor,
resultante da soma do seu vencimento e do respectivo adicional por tempo de serviço, ou a 1/3 (um
terço) do valor do seu vencimento e vantagens pecuniárias habitualmente percebidas, de acordo com o
que lhe for mais vantajoso, como adicional de férias, pago juntamente com a remuneração do mês
imediatamente anterior.

§ 1º O adicional de férias será devido apenas uma vez em cada período aquisitivo, no caso de
servidores públicos com o direito a mais de um período de férias anuais.

§ 2º O servidor público em regime de acumulação lícita perceberá o adicional de férias calculado na


forma do "caput" deste artigo, para cada cargo.

SUBSEÇÃO XI
DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

Art. 93O adicional por tempo de serviço é devido ao servidor à razão de 3% (três por cento) por biênio
de efetivo exercício na administração direta, autárquica ou fundacional, de ambos os Poderes do
Município, incidente, exclusivamente, sobre o vencimento do seu cargo efetivo, até o limite de 51%
(cinquenta e um por cento), observando-se o disposto no § 3º do art. 68 desta Lei.

Parágrafo Único. O adicional de que trata este artigo será devido a partir do mês imediato aquele em
que o servidor completar o biênio e será pago automaticamente.

SUBSEÇÃO XII
DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE
(Vide Decreto nº 9703/1992)

Art. 94O Servidor que habitualmente exercer atividades consideradas perigosas ou permanecer em
área de risco fará jus a um adicional de 30% (trinta por cento) incidente sobre o vencimento do seu
cargo efetivo.
§ 1º As atividades perigosas e áreas de risco, para efeito de concessão do adicional de periculosidade,
serão definidas em regulamento, conforme legislação específica.

§ 2º A percepção do adicional de periculosidade é incompatível com a do adicional de insalubridade e


com a do adicional pelo exercício de atividades penosas, prevalecendo aquele que for mais vantajoso
ao servidor.

§ 3º Deixando o servidor de exercer atividade perigosa, ou eliminado seu risco, cessará,


automaticamente, o pagamento do adicional de periculosidade.

Art. 95 É vedado o trabalho da servidora gestante ou lactante em atividades ou operações


consideradas perigosas.

SUBSEÇÃO XIII
DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
(Vide Decreto nº 9703/1992)

O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecida


Art. 96
em regulamento, assegurará ao servidor a percepção de adicional de insalubridade, respectivamente
de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) sobre o menor vencimento
do Quadro de Pessoal da Administração Direta do Poder Executivo Municipal sobre o vencimento base
de cada servidor, segundo se classifique nos graus máximo, médio e mínimo. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 12/1994)

Parágrafo Único. Cessará o pagamento do adicional de insalubridade sempre que o servidor deixar de
exercer atividade ou operação insalubre, ou quando eliminadas ou neutralizadas as causas da
insalubridade.

Art. 97 São consideradas atividades ou operações insalubres, aquelas que por sua natureza,
condições ou método de trabalho, exponham os servidores a agentes nocivos à saúde, acima da
tolerância fixada, em razão da natureza e do tempo de exposição aos seus efeitos.

Art. 98 O regulamento definirá as atividades e operações insalubres, os limites de tolerância aos


agentes nocivos, os meios de proteção e o tempo máximo de exposição do servidor a esses agentes,
conforme legislação específica.

Art. 99 Os servidores que no exercício de suas atribuições, operem, direta e permanentemente, cora
raio X e substâncias radioativas, próximas às fontes de irradiação, farão jus ao adicional de
insalubridade à razão de 40% (quarenta por cento) incidente sobre o vencimento do seu cargo efetivo.

Art. 100 A percepção do adicional de insalubridade é incompatível com a dos adicionais de


periculosidade e pelo exercício de atividades penosas, aplicando-se, na hipótese, o disposto no
parágrafo 2º do Art. 94, desta Lei.

SUBSEÇÃO XIV
DO ADICIONAL PELO EXERCÍCIO DE ATIVIDADES PENOSAS

Art. 101 O servidor que habitualmente exercer atividades consideradas anormalmente cansativas ou
desgastantes fará jus a um adicional de 10% (dez por cento), incidente sobre o menor vencimento do
Quadro de Pessoal da Administração Direta do Poder Executivo Municipal.
§ 1º As atividades penosas, para efeito de concessão do adicional de que trata este artigo, serão
definidas em regulamento, conforme legislação específica.

§ 2º O pagamento do adicional cessará, automaticamente, quando o servidor deixar de exercer as


atividades penosas, provisória ou definitivamente.

§ 3º A percepção do adicional pelo exercício de atividades penosas é incompatível com a dos


adicionais de periculosidade e de insalubridade, aplicando-se na hipótese, o disposto no § 2º, do Art.
94, combinado com o Art. 100, desta Lei. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 30/2001)

Art. 102 A percepção do adicional pelo exercício de atividades penosas é incompatível com a dos
adicionais de periculosidade e de insalubridade, aplicando-se, na hipótese, o disposto no parágrafo 2º,
do Art. 94, combinado com o Art. 100, desta Lei.

SUBSEÇÃO XVI
DO ADICIONAL DE INCENTIVO À PREVENÇÃO E EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO (Redação acrescida
pela Lei Complementar nº 59/2013)

Art. 102-A O adicional de incentivo à prevenção e educação no trânsito é devido ao servidor municipal
em exercício na Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador - TRANSALVADOR, e tem por
finalidade o incentivo às ações de prevenção a sinistros e educação para o trânsito do cidadão usuário
da via pública e do transporte urbano, visando sempre o trânsito seguro.

Art. 102-A O Adicional de Incentivo à Prevenção e Educação no Trânsito é devido ao servidor


municipal lotado e em exercício na Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) e na
Diretoria-Geral de Transporte da Secretaria Municipal de Mobilidade (SEMOB), tendo por finalidade o
incentivo às ações de prevenção a sinistros e educação para o trânsito do cidadão usuário da via
pública e do transporte urbano, visando sempre ao trânsito seguro. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 61/2014)

§ 1º O adicional de incentivo à prevenção e educação no trânsito será concedido mensalmente em


valor único para todos os servidores indicados no caput, e será calculado à base de 13% (treze por
cento) sobre o primeiro nível de vencimento do cargo de agente de fiscalização, na área de
qualificação de agente de fiscalização do trânsito e transporte.

§ 1º O Adicional de Incentivo à Prevenção e Educação no Trânsito será concedido mensalmente em


valor único para todos os servidores indicados no caput, e será calculado à base de 20% (vinte por
cento) sobre o primeiro nível de vencimento do cargo de Agente de Trânsito e Transporte, na área de
qualificação de Agente de Trânsito e Transporte. (Redação dada pela Lei Complementar nº 62/2014)

§ 2º O servidor não fará jus à percepção da vantagem de que trata este artigo nas seguintes hipóteses:

I - quando obtiver mais de 3 (três) faltas injustificadas no mês;

II - quando sofrer sanção disciplinar;

III - quando estiver em gozo das licenças previstas nos incisos V, VI, VII, VIII e IX do art. 110 desta Lei
Complementar.

§ 3º O adicional de incentivo à prevenção e educação no trânsito não se incorpora ao vencimento do


servidor para nenhum efeito, bem como para cálculo de qualquer vantagem, exceto adicional de férias
e décimo terceiro salário.
§ 4º O adicional de incentivo à prevenção e educação no trânsito será regulamentado por ato do Chefe
do Poder Executivo, que poderá definir critérios que assegurem a efetividade das ações previstas no
caput. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 59/2013)

SUBSEÇÃO XV
DA GRATIFICAÇÃO PELA PARTICIPAÇÃO EM OPERAÇÕES ESPECIAIS (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 30/2001)

Art. 102 A gratificação pela participação em operações especiais será percebida pelo servidor público
municipal, da administração direta, autárquica e fundacional, que vier a ser designado para atuar em
operações assim definidas por Decreto, para atender necessidades transitórias ou circunstanciais;

§ 1º O Decreto definirá o objetivo e a duração da operação especial, indicando o limite de gastos por
Secretaria e Entidade envolvidas, cabendo ao Chefe do Poder Executivo autorizar as tabelas de
funções e os valores das respectivas gratificações.

§ 2º As listas dos servidores indicados de acordo com as respectivas qualificações e capacidades para
atender às atividades previstas no Decreto serão elaboradas pelas Secretarias nas quais estejam
lotados e encaminhadas para a Secretaria Municipal da Administração, que implementará o pagamento
da gratificação.

§ 3º A gratificação pela participação em operações especiais é vantagem temporária, que não se


incorpora ao vencimento, nem serve de base para recolhimento de contribuição Previdenciária.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 30/2001)

§ 4º A gratificação de que trata este artigo será estendida aos servidores de órgãos e entidades de
outras unidades da Federação cedidos ou postos à disposição do Município e aos servidores
temporários, contratados sob Regime Especial de Direito Administrativo, quando designados para atuar
nas operações especiais definidas por ato do Poder Executivo Municipal. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 59/2013)

Capítulo III
DA ESTABILIDADE ECONÔMICA

Art. 103 O servidor público municipal, efetivo, após completar 10 (dez) anos consecutivos ou
intermitentes, de exercício de cargo em comissão ou função de confiança, terá direito a continuar a
perceber, quando exonerado ou dispensado, a gratificação pelo exercício do cargo em comissão ou da
função de confiança, correspondente ao cargo ou função de maior hierarquia que tenha exercido
ininterruptamente por, no mínimo, 2 (dois) anos, a título de estabilidade econômica.

Art. 103 O servidor público municipal, efetivo, após completar 10 (dez) anos, consecutivos ou
intermitentes, de exercício de cargo em comissão ou de função de confiança, terá direito a perceber,
quando exonerado ou dispensado, a título de estabilidade econômica, valor correspondente a 50%
(cinquenta por cento) do vencimento do cargo em comissão ou 100% (cem por cento) da gratificação
pelo exercício da função de confiança, em qualquer caso, de maior hierarquia, que tenha exercido,
initerruptamente, no período estabelecido por no mínimo, 02 (dois) anos. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 7/1992)

§ 1º Será computado, para efeito de estabilidade econômica, o tempo de serviço prestado por servidor
municipal no exercício do Cargo de Secretário do Município ou de Procurador Geral do Município do
Salvador. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 26/1999)

§ 1º Será computado, para efeito de estabilidade econômica, o tempo de serviço prestado por servidor
municipal no exercício do Cargo de Secretário do Município ou de Procurador Geral do Município do
Salvador, desde que exercido por no mínimo 12 (doze) meses ininterruptos. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 46/2007)

§ 1º Será computado, para efeito de estabilidade econômica o tempo de serviço prestado por servidor
público municipal no exercício dos Cargos de Secretário do Município, Procurador Geral do Município
do Salvador, Subsecretário Municipal, Subprocurador Geral do Município e Controlador Geral do
Município do Salvador, desde que exercido por, no mínimo, 12 (doze) meses ininterruptos. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 53/2011)

§ 2º O valor da estabilidade econômica, nos casos em que o servidor municipal tenha exercido, no
decênio, pelo período mínimo de 02 (dois) anos o Cargo de Secretário do Município ou de Procurador
Geral do Município, corresponderá a 50% (cinquenta por cento) do vencimento do Cargo em Comissão
de Subsecretário do Município ou de Subprocurador Geral do Município, respectivamente. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 26/1999)

§ 2º O valor da estabilidade econômica, nos casos em que o servidor municipal tenha exercido, no
decênio, pelo período mínimo de 12 (doze) meses ininterruptos o Cargo de Secretário do Município ou
de Procurador Geral do Município, corresponderá a 50% (cinquenta por cento) do vencimento dos
respectivos cargos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 46/2007)

§ 3º O tempo de serviço prestado por servidor efetivo, cedido para exercer cargo em comissão ou
função de confiança em empresa pública ou sociedade de economia mista do Município do Salvador,
será computado para efeito de estabilidade econômica. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
45/2007)

§ 3º O tempo de serviço prestado por servidor público municipal em cargo de comissão ou função de
confiança em empresa pública ou sociedade de economia mista do Município do Salvador, ou no Poder
Legislativo, será computado para efeito de estabilidade econômica e revisão da estabilidade
econômica, conforme o caso. (Redação dada pela Lei Complementar nº 46/2007)

§ 4º A estabilidade ocorrerá obedecendo ao valor do símbolo do cargo ou função previsto na Lei nº


6149/2000 (Plano de Cargos e Vencimentos) que mais se aproxime do nível hierárquico do cargo em
comissão ou da função de confiança exercidos na respectiva empresa pública ou sociedade de
economia mista, não podendo exceder o valor do símbolo correspondente ao cargo de maior hierarquia
na administração direta, conforme tabela de correlação disponibilizada pelo Sistema Integrado de
Recursos Humanos - SIRH/SEAD. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 45/2007)

§ 4º A estabilidade econômica ocorrerá obedecendo ao valor do símbolo do cargo ou função, previsto


na Lei nº 6149/2000 (Plano de Cargos e Vencimentos) que mais se aproxime do nível hierárquico do
cargo em comissão ou da função de confiança, exercidos na respectiva empresa pública ou sociedade
de economia mista, ou no Poder Legislativo, não podendo exceder o valor do símbolo correspondente
ao cargo de maior hierarquia na administração direta, conforme tabela de correlação disponibilizada
pelo Sistema Integrado de Recursos Humanos - SIR/SEAD. (Redação dada pela Lei Complementar nº
46/2007)

Se após a aquisição da estabilidade econômica, o servidor for nomeado ou designado para o


Art. 104
mesmo ou para outro cargo em comissão ou função de confiança, ser-lhe-á assegurada, sem prejuízo
da vantagem da estabilidade econômica, a percepção de gratificação pelo exercício de cargo em
comissão ou função de confiança, conforme o caso, nos seguintes percentuais:

Art. 104 Se após a aquisição da estabilidade económica o servidor for nomeado para outro cargo em
comissão ou função de confiança, ser-lhe-á assegurada, sem prejuízo da vantagem da estabilidade
econômica, a percepção de gratificação pelo exercício de cargo em comissão ou função de confiança,
conforme o caso, nos seguintes percentuais; (Redação dada pela Lei Complementar nº 35/2004)

I - 25% (vinte cinco por cento) incidente sobre o valor do vencimento do cargo em comissão que esteja
exercendo;

II - 50% (cinquenta por cento) incidente sobre o valor da gratificação da função de confiança que esteja
exercendo.

§ 1º No caso de nomeação ou designação para o mesmo cargo em comissão ou função de confiança


em relação ao qual se deu a estabilidade econômica, o servidor somente fará jus à gratificação referida
nos incisos I e II do artigo, conforme o caso, se decorridos, no mínimo, 12 (doze) meses entre a data
da nova nomeação ou designação e aquela em que tenha sido exonerado ou dispensado do mesmo
cargo em comissão ou função de confiança.

§ 1º Havendo interesse da Administração Municipal na permanência do servidor no cargo em comissão


ou função de confiança ocupado á data da aquisição do direito á estabilidade econômica, fica
dispensada a exoneração ou dispensa referida no art. 103, com direito á percepção do valor
correspondente a estabilidade econômica a partir da data de publicação do ato de seu reconhecimento
e da gratificação prevista nos incisos I e II deste artigo, conforme o caso. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 35/2004)

§ 2º Ao servidor em atividade que tenha estabilidade econômica e que vier a exercer, por mais de 02
(dois) anos ininterruptos, cargo em comissão ou função de confiança de nível de vencimento ou de
gratificação mais elevado, fica assegurado o direito de alterar para este, o nível de situação de sua
estabilidade, quando exonerado ou dispensado do respectivo cargo ou função.

§ 2º Ao servidor em atividade que tenha estabilidade econômica e que vier a exercer, por mais de 02
(dois) anos ininterruptos, cargo em comissão ou função de confiança de nível de vencimento ou de
gratificação mais elevado, fica assegurado o direito de alterar para este o nível de situação de sua
estabilidade. (Redação dada pela Lei Complementar nº 37/2005)

§ 3º No caso de haver adquirido Estabilidade Econômica em cargo ou função de nível


hierarquicamente inferior ao de cargo ou função para a qual venha a ser nomeado ou consignado, e
desde que o valor resultante do somatório da parcela correspondente à vantagem prevista no Art. 103
desta Lei e o da gratificação a que aludem os incisos I e II deste artigo, conforme o caso, seja inferior
ao valor da gratificação pelo exercício de cargo em comissão ou função de confiança que esteja
ocupado, será assegurada ao servi dor a diferença entre o valor desta última e o daquele somatório, a
título de complementação da gratificação de que trata os Arts. 79 e 82 desta Lei, enquanto perdurar tal
situação. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

§ 4º A parcela de que cuida o inciso I deste artigo será incorporada à remuneração do servidor público
municipal, para todos os efeitos legais, após 02 (dois) anos consecutivos de exercício do cargo em
comissão no qual se deu a estabilidade econômica. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
51/2010)

§ 5º Adquirida a estabilidade econômica, o servidor que tiver optado pelo recebimento do valor integral
do cargo de provimento em comissão poderá incorporar este valor, se continuar no exercício do cargo
por, pelo menos, mais 03 (três) anos. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 53/2011)

Capítulo IV
DAS FÉRIAS
Art. 105 O servidor público fará jus, anualmente, ao gozo de 30 (trinta) dias de férias.

§ 1º Para o primeiro período aquisitivo serão exigidos 12 (doze) meses de exercício.

§ 2º É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.

§ 3º As férias serão programadas e concedidas, atendida a conveniência do serviço, pela autoridade


competente.

§ 4º Nenhuma unidade administrativa poderá ter mais de 1/3 (um terço) de servidores em gozo de
férias, salvo nas hipóteses de férias coletivas, observando-se, sempre, o interesse do serviço.

Art. 106 O servidor público que opere direta e permanentemente aparelhos de Raio X ou com
substâncias radioativas gozará, obrigatoriamente, 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre
de atividade profissional, proibida, em qualquer hipótese, acumulação.

Quando razões de interesse público o exigirem, a autoridade competente poderá suspender a


Art. 107
concessão do gozo de férias, que deverá ser reprogramada para época oportuna.

Art. 108 Em nenhuma hipótese o servidor poderá permanecer em serviço, sem gozo de férias, por
período superior a 23 (vinte e três) meses.

Parágrafo Único. Alcançado o período de 23 (vinte e três) meses sem gozo de férias, o servidor se
afastará do exercício das funções do seu cargo, comunicando o fato, por escrito, à autoridade
competente. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 109 As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção
interna ou surto epidêmico, garantindo-se o reinicio imediato do seu gozo, tão logo cesse o motivo
determinante da interrupção.

Capítulo V
DAS LICENÇAS

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 110 Conceder-se-á ao servidor público licença:

I - para tratamento de saúde e por acidente em serviço;

II - à gestante, lactante e adotante;

III - em decorrência de paternidade;

IV - por motivo de doença em pessoa da família;

V - para o serviço militar;

VI - para concorrer a cargo eletivo;

VII - para desempenho de mandato classista;


VIII - para tratar de interesses particulares;

IX - prêmio ou especial.

§ 1º As licenças previstas nos incisos VII e VIII, deste artigo, não se aplicam ao ocupante de cargo em
comissão ou de função de confiança.

§ 2º O servidor não integrante do quadro de pessoal de órgão ou entidade do Município, que esteja no
exercício de cargo em comissão, não terá direito ao gozo das licenças previstas nos incisos V, VI, VII e
VIII deste artigo.

§ 3º As licenças para tratamento de saúde e por acidente em serviço, à gestante, lactante e adotante e
por motivo de doença em pessoa da família serão precedidas de inspeção médica oficial do Município.

Art. 111 AS licenças de que tratam os incisos I e IV do artigo anterior, serão concedidas por período de
duração máxima de até 90 (noventa) dias, prorrogáveis tantas vezes quantas necessárias.

§ 1º Findo o prazo da licença para tratamento de saúde e por acidente em serviço, o servidor retornará
automaticamente ao exercício do seu cargo ou poderá submeter-se a nova perícia, cujo laudo médico
concluirá pela sua volta ao serviço, pela prorrogação da licença, pela readaptação ou pela
aposentadoria.

§ 2º A licença para tratamento de saúde e por acidente em serviço poderá ser prorrogada a pedido ou
de ofício.

§ 3º O pedido de prorrogação deve ser apresentado até 48 (quarenta e oito) horas antes de findo o
prazo da licença; se indeferido contar-se-á como de licença o período compreendido entre o dia de seu
término e o do conhecimento oficial do despacho denegatório.

§ 4º Quando o pedido de prorrogação for apresentado depois de findo o prazo da licença, o período
compreendido entre o dia de seu término e o do conhecimento oficial do despacho será considerado
como de falta injustificada.

Art. 112O servidor que se encontrar licenciado nas hipóteses previstas nos incisos I, II, III, IV, VI e VII,
do Art. 110, desta Lei, não poderá durante o período, dedicar-se a qualquer atividade remunerada, sob
pena de cassação imediata da licença, com perda total da remuneração, até que reassuma o exercício
do cargo, sem prejuízo de outras penalidades disciplinares.

§ 1º Em se tratando de licença para tratamento de saúde de ocupante de dois cargos públicos, em


regime de acumulação legal, a licença poderá ser concedida em apenas um deles, quando o motivo
prender-se, exclusivamente, ao exercício de um dos cargos.

§ 2º O servidor em licença para trato de interesses particulares não poderá exercer atividade
remunerada em outros órgãos ou entidades da administração do próprio Município, salvo a hipótese de
acumulação legal, sob pena de cassação imediata da licença.

§ 3º Na hipótese de acumulação legal prevista no parágrafo anterior, o servidor em licença para trato
de interesses particulares não poderá ter aumentada a sua carga horária normal no órgão ou entidade
em que permaneça em exercício.

Art. 113 O servidor em licença médica não será obrigado a interrompê-la em decorrência dos atos de
provimento de que trata o Art. 92 desta Lei.
SEÇÃO II
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE E POR ACIDENTE EM SERVIÇO

Art. 114 Será concedida ao servidor público licença para tratamento de saúde e por acidente em
serviço, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica.

Parágrafo Único. Durante os primeiros 30 (trinta) dias de licença o servidor será remunerado pelos
cofres do Município; após esse prazo passará a perceber auxílio-doença a ser pago pelo órgão
previdenciário do Município, nas condições e valores determinados pela Lei de Seguridade Social do
servidor municipal suspendendo-se, automaticamente, o pagamento pelo órgão de origem. (Revogado
pela Lei Complementar nº 34/2003)

Art. 115 A perícia a que se refere o artigo anterior será feita por médico do órgão oficial de inspeção do
Município, na forma que dispuser o regulamento, inclusive para fins da concessão do auxílio-doença.

§ 1º Sempre que for necessária, a inspeção médica será feita na própria residência do servidor ou no
estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.

§ 2º A concessão de licença por prazo superior a 30 (trinta) dias dependerá de inspeção por junta
médica oficial do Município.

Art. 116O servidor não poderá permanecer em licença para tratamento de saúde por prazo superior a
24 (vinte e quatro) meses, exceto nos casos considerados recuperáveis, a critério da junta médica
oficial.

§ 1º Expirado o prazo previsto neste artigo, o servidor será submetido a nova perícia e aposentado, se
julgado inválido para o serviço público e se não puder ser readaptado. O tempo necessário à inspeção
médica será, excepcionalmente, considerado como de prorrogação da licença.

§ 2º O servidor poderá ser imediatamente aposentado por invalidez, caso a perícia efetuada por uma
junta médica oficial de, no mínimo, 3 (três) médicos, concluir pela irrecuperabilidade de seu estado de
saúde, e pela impossibilidade de permanecer em atividade.

Art. 117 No processamento das licenças para tratamento de saúde, será observado o devido sigilo
sobre os laudos e atestados médicos, em consonância com o que estabelece o código de ética
médica, sem prejuízo do acesso às informações básicas para efeito de controle estatístico das licenças
e para instrução de sindicâncias ou inquéritos administrativos.

Art. 117 No processamento das licenças para tratamento de saúde, será observado o devido sigilo
sobre os laudos e atestados médicos, em consonância com o que estabelece o código de ética
médica, sem prejuízo do acesso às informações básicas para efeito de controle estatístico das licenças
e para instrução de sindicâncias ou inquéritos administrativos.

Parágrafo único. Para fins de concessão de benefícios previdenciários, nos laudos médicos emitidos
constará a identificação do CID e a causa da incapacidade, resguardado o sigilo do processo
administrativo, sob pena de responsabilização funcional do servidor que descumprir seu dever de
sigilo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 70/2018)

Art. 118 Considerado apto, em perícia médica, o servidor reassumirá imediatamente o exercício do
seu cargo, computando-se como faltas injustificadas os dias de ausência ao serviço.

No curso da licença poderá o servidor requerer nova perícia, caso se julgue em condições de
Art. 119
reassumir o exercício ou com direito à aposentadoria.
Parágrafo Único. A qualquer tempo, no curso da licença, a perícia médica poderá, de ofício, reavaliar o
servidor.

Parágrafo Único. A qualquer tempo, a perícia médica poderá, de ofício, proceder á reavaliação do
servidor, independentemente de estar ou não licenciado. (Redação dada pela Lei Complementar nº
34/2003)

Art. 120 Ao servidor acometido de turbeculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira,
hansenismo, psicose epiléptica, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de
Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado do mal de Paget (osteiste
deformante), síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) ou outras doenças que a lei indicar, com
base na medicina especializada, será concedida licença quando a inspeção médica, feita
obrigatoriamente por uma junta, não concluir pela necessidade imediata da aposentadoria.

Art. 120 Ao servidor acometido de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira,
hansenismo, psicose epiléptica, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de
Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado do mal de Paget (osteíte
deformante), síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), mal de Alzheimer, esclerose múltipla,
hepatite "C" ou outras doenças que a lei indicar, com base na medicina especializada, será concedida
licença quando a inspeção médica, feita obrigatoriamente por uma junta, não concluir pela necessidade
imediata da aposentadoria. (Redação dada pela Lei Complementar nº 46/2007)

Parágrafo Único. Em decorrência de qualquer das doenças previstas neste artigo, e que tenham sido
adquiridas após o SEU ingresso no serviço público do Município, será garantida ao servidor a
percepção de proventos integrais.

Art. 121 Para fins de concessão de licença, considera-se acidente em serviço o dano físico ou mental
sofrido pelo servidor, que se relacione direta ou indiretamente com o exercício das atribuições
inerentes ao cargo.

§ 1º Equipara-se ao acidente em serviço o dano:

a) decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício de suas atribuições;
b) sofrido no percurso da sua residência para o trabalho ou vice-versa;
c) sofrido no percurso para o local de refeição ou de volta dele, no intervalo do trabalho.

§ 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica ao acidente sofrido pelo servidor que, por interesse
pessoal, tenha interrompido ou alterado o seu percurso.

Art. 122 A prova do acidente será feita em processo regular, devidamente instruído, inclusive
acompanhado de declaração das testemunhas do evento, cabendo à perícia médica do Município
descrever o estado geral do acidentado, mencionando as lesões produzidas, bem como as possíveis
consequências que poderão advir do acidente.

Parágrafo Único. Cabe ao chefe imediato do servidor adotar as providências necessárias para o início
do processo regular de que trata este artigo, no prazo de 10 (dez) dias, contados do evento.

SEÇÃO III
DA LICENÇA À GESTANTE, À LACTENTE E À ADOTANTE

Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, a partir
Art. 123
do nascimento, sem prejuízo de sua remuneração.
Art. 123 Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, a partir
do oitavo mês de gestação, de acordo com a sua conveniência ou por recomendação do órgão oficial
de inspeção médica do Município, sem prejuízo de sua remuneração. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 7/1992)

Art. 123 Será concedida licença á servidora gestante por 180 (cento e oitenta) dias consecutivos, a
partir do oitavo mês de gestação, de acordo com a sua conveniência ou por recomendação do órgão
oficial de inspeção médica do Município, sem prejuízo de sua remuneração. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 47/2009)

§ 1º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do dia imediato ao parto.

§ 2º No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a exame
médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício do cargo.

§ 3º No caso de aborto não criminoso, atestado por médico oficial ou particular, a servidora terá direito
a 30 (trinta) dias de licença para repouso.

§ 4º À servidora gestante, durante o período de gravidez, e exclusivamente por recomendação do


Órgão oficial de inspeção médica do Município, é assegurado o desempenho de funções compatíveis
com a sua capacidade laborativa, sem prejuízo de seu vencimento e demais vantagens.

§ 5º A licença quando requerida após o parto será concedida a partir da data do nascimento, mediante
a apresentação do registro civil. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 47/2009)

§ 6º Será considerado falta grave o exercício de qualquer atividade remunerada e/ou o fato de a
servidora manter a criança em creche ou organização similar, durante o período da licença. (Redação
acrescida pela Lei Complementar nº 47/2009)

§ 6º A licença gestante de servidora temporária, contratada através do Regime Especial de Direito


Administrativo, e de servidora ocupante de cargo em comissão, ambas vinculadas ao Regime Geral de
Previdência Social, será estendida por mais 60 (sessenta) dias consecutivos, sem prejuízo de sua
remuneração. (Redação dada pela Lei Complementar nº 69/2017)

§ 7º Apenas a extensão prevista no parágrafo anterior será custeada pelo Município do Salvador.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 69/2017)

§ 8º Nos casos de natimorto e aborto não criminoso, quando tratar de servidora mencionada na
hipótese do § 6º deste artigo, deverão ser observadas as regras estabelecidas pelo Regime Geral de
Previdência Social. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 69/2017)

Art. 124 Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6 (seis) meses, a servidora lactante terá
direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos, de meia hora cada. (Revogado pela Lei
Complementar nº 47/2009)

Art. 125 A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança com até 15 (quinze) dias de
nascimento terá direito a licença remunerada de 120 (cento e vinte) dias, para ajustamento do adotado
ao novo lar.
Parágrafo Único. A partir do 15º dia de nascimento, a licença será concedida na seguinte proporção:
a) Do 16º dia do nascimento até o 120º 90 (noventa) dias de licença;
b) Acima de 120 dias do nascimento até o limite máximo de 5 (cinco) anos - 30 (trinta) dias de licença.

Art. 125 A servidora que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, será
concedida licença maternidade visando o ajustamento do adotado no novo lar.
§ 1º No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano, o período de licença será de 120
(cento e vinte) dias.
§ 2º No caso de adoção ou guarda de criança a partir de 1 (um) ano e até 8 (oito) anos de idade, a
licença maternidade será de 60 (sessenta) dias.
§ 3º A licença maternidade só será concedida mediante apresentação do Termo Judicial de Guarda á
adotante ou guardiã. (Redação dada pela Lei Complementar nº 35/2004)

Art. 125 O servidor que adotar ou obtiver guarda judicial de criança com até 1 (um) ano de idade terá
direito à licença remunerada de 180 (cento e oitenta) dias para ajustamento do adotado ao novo lar. RE
778.889, rel. min. Roberto Barroso, julgamento em 10-3-2016, DJE de 1º-8-2016. (Informativo 817,
Plenário, Repercussão Geral)

§ 1º No caso de adoção ou guarda judicial de crianças a partir de 1 (um) ano até 8 (oito) anos de idade,
a licença será de 90 (noventa) dias.

§ 2º A licença adotante só será concedida mediante apresentação do Termo Judicial de Guarda á


adotante ou guardiã.

§ 3º Em caso de adoção por cônjuges ou companheiros, ambos servidores públicos, a licença de que
trata o caput deste artigo será concedida na forma seguinte:

a) ao servidor adotante que assim a requerer, nos prazos estabelecidos no caput e § 1º do artigo
supra;
b) 05 (cinco) dias ao servidor, cônjuge ou companheiro adotante, que assim o requerer. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 47/2009)

SEÇÃO IV
DA LICENÇA PATERNIDADE

Art. 126 A licença-paternidade será concedida ao servidor pelo parto de sua esposa ou companheira,
para fins de dar-lhe assistência, durante o período de 5 (cinco) dias consecutivos, a contar do
nascimento do filho.

SEÇÃO V
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA

Art. 127 O servidor poderá obter licença por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, pais, filhos
e enteados mediante comprovação médica, desde que prove ser indispensável a sua assistência
pessoal e que esta não poderá ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo.

§ 1º A comprovação da necessidade do acompanhamento do doente pelo servidor será feita através


da assistência social do Município.

§ 2º A licença será concedida, com vencimento e vantagens de caráter permanente até 6 (seis) meses,
consecutivos ou não, no período de 1 (um) ano, a contar do seu início; excedendo esse prazo, a
licença será com 2/3 (dois terços) do vencimento e vantagens de caráter permanente até 12 (doze)
meses, quando cessa o direito a este tipo de licença, pela mesma causa.

§ 3º Não se considera assistência pessoal ao doente a representação, pelo servidor, dos seus
interesses econômicos ou comerciais.
SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR

Art. 128 Ao servidor que for convocado para o serviço militar obrigatório ou para outros encargos de
segurança nacional, será concedida licença com vencimento e vantagens de caráter permanente, salvo
se optar pela remuneração do serviço militar.

§ 1º A licença será concedida à vista do documento que comprove a incorporação.

§ 2º Concluído o serviço militar, o servidor terá o prazo de 10 (dez) dias para reassumir o exercício ao
cargo, findo o qual os dias de ausência serão considerados como de faltas injustificadas.

SEÇÃO VII
DA LICENÇA PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO

Art. 129 O servidor terá direito à licença remunerada a partir do registro de sua candidatura e até o dia
seguinte ao da eleição, para a promoção de sua campanha a mandato eletivo, na forma da legislação
eleitoral, sem prejuízo da percepção do seu vencimento e das vantagens de caráter permanente.

Parágrafo Único. Para a obtenção da licença a que se refere este artigo, é suficiente a apresentação
da certidão do registro da candidatura, fornecida pelo cartório eleitoral.

SEÇÃO VIII
DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA

Art. 130 É assegurado ao servidor o direito à licença para o desempenho de mandato em


confederação, associação ou sindicato representativo da sua categoria, sem prejuízo de seu
vencimento e das vantagens de caráter permanente.

Art. 130 É assegurado ao servidor o direito à licença para o desempenho de mandato em


confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional ou sindicato representativo da
categoria, sem prejuízo de seu vencimento e das vantagens de caráter permanente. (Redação dada
pela Lei Complementar nº 7/1992)

§ 1º Ao ocupante de cargo em comissão ou exercente de função de confiança não se concederá a


licença de que trata este artigo.

§ 1º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 26/1999)

§ 2º As entidades referidas no "caput" deste artigo terão que representar, exclusivamente, servidores
públicos. (Suprimido pela Lei Complementar nº 11/1993)

§ 2º As entidades referidas no caput deste artigo terão que representar, exclusivamente, servidores
públicos. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 26/1999)

§ 2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição. (§ 3º
transformado em § 2º pela Lei Complementar nº 11/1993)
§ 3º Ao ocupante de cargo em comissão ou exercente de função de confiança não se concederá a
licença de que trata este artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 26/1999)

SEÇÃO IX
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES

Art. 131A critério da administração, poderá ser concedida ao servidor estável licença para tratar de
interesses particulares, sem remuneração, pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos, não se
computando, o tempo de licença para nenhum efeito.

§ 1º Não será concedida licença para tratar de interesses particulares quanto tal concessão implicar
em reposição de servidor, seja a que título for.

§ 2º O servidor aguardará em exercício a concessão da licença.

§ 3º Não se concederá nova licença antes de decorridos 2 (dois) anos do término da anterior, seja qual
for o período da concessão inicial.

§ 4º A licença prevista neste artigo não será concedida ao servidor nomeado, antes de completar 2
(dois) anos de exercício, nem ao servidor que esteja respondendo a processo administrativo ou que
esteja obrigado à devolução ou indenização aos cofres públicos, a qualquer título.

Art. 132 A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor, na hipótese
prevista no § 2º do Art. 112 desta Lei, ou pela Administração, nos casos de calamidade pública,
comoção interna ou surto epidêmico.

SEÇÃO X
DA LICENÇA PRÊMIO OU ESPECIAL

Art. 133Após cada quinquênio de efetivo exercício no serviço público, contados na forma do Art. 140
desta Lei, o servidor fará jus a 3 (três) meses de licença-prêmio ou especial, como incentivo à
assiduidade, com direito à percepção do seu vencimento e vantagens de caráter permanente.

§ 1º Não se concederá licença prêmio ou especial se o servidor houver, em cada quinquênio:

I - sofrido pena de prisão, mediante sentença judicial;

II - afastado por licença.

§ 2º Ressalvam-se do disposto no inciso II, do parágrafo anterior, as licenças prêmio ou especial, para
tratamento de saúde ou por acidente em serviço, à gestante, lactante e adotante, paternidade, para
concorrer a cargo eletivo e para desempenho de mandato classista, cujos afastamentos, à exceção da
licença prêmio ou especial, suspenderão a contagem do tempo para o período aquisitivo.

§ 2º Ressalvam-se do disposto no inciso II, do parágrafo anterior, as licenças prêmio ou especial; para
tratamento de saúde ou por acidente sem serviço; à gestante, lactante e adotante; paternidade; por
motivo de doença em pessoa da família, quando remunerada; para concorrer a cargo eletivo e para
desempenhos de mandato classista, cujos afastamentos, à exceção da licença prêmio ou especial,
suspenderão a contagem do tempo para o período aquisitivo. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 7/1992)
§ 3º As faltas injustificadas ao serviço, bem como as decorrentes de penalidades disciplinares de
suspensão, retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de 10 (dez) dias
para cada falta.

§ 4º O gozo da licença prêmio ou especial ficará condicionado à conveniência do serviço, devendo,


entretanto, ser concedida em um período máximo de 18 (dezoito) meses, a contar da aquisição do
direito.

§ 5º O número de servidores em gozo simultâneo de licença prêmio ou especial não poderá ser
superior a 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade.

O servidor que não desejar gozar do benefício da licença prêmio ou especial, terá direito ao
Art. 134
cômputo em dobro do tempo da licença, para efeito de aposentadoria. (Revogado pela Lei
Complementar nº 34/2003)

Capítulo VI
DO ABONO DE FALTAS

Art. 135 Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço.

I - por dois dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue,
devidamente comprovada, e, por um dia, para apresentação obrigatória em órgão militar;

I - Por 03 (três) dias em cada 06 (seis) meses de trabalho, e, caso de doação voluntária de sangue,
devidamente comprovada, e, por 01 (um) dia, para apresentação obrigatória em órgão militar;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 21/1997)

I - Por 03 (três) dias a cada 06 meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue,
devidamente comprovada; e, por 01 (um) dia, para apresentação obrigatória em órgão militar.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 59/2013)

II - até 7 (sete) dias consecutivos, por motivo de:

a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos ou enteados, menores sob
sua guarda ou tutela e irmãos.

Capítulo VII
DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 136 É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público prestado à administração direta,
às autarquias e às fundações públicas do Município do Salvador, desde que remunerado.

Art. 137 A apuração do tempo de serviço será feita em dias, convertidos em anos, à razão de 365
(trezentos e sessenta e cinco) dias por ano, salvo quando bissexto.

§ 1º Serão computados os dias de efetivo exercício à vista de registros próprios que comprovem a
frequência do servidor.

§ 2º Feita a conversão, os dias restantes, até 182 (cento e oitenta e dois), não serão computados,
arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de aposentadoria. (Vide
decisão do STF - ADIN 609/DF)

Art. 138 Além das ausências ao serviço previstas no Art. 135 desta Lei, são consideradas como de
efetivo exercício, salvo nos casos expressamente definidos em lei específica, os afastamentos em
virtude de:

I - férias;

II - júri e outros serviços obrigatórios por lei;

III - desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, exceto para progressões
horizontais e vertical;

IV - licença para o serviço militar;

V - licença prêmio OU especial;

VI - licença à gestante, lactante e à adotante;

VII - licença-paternidade;

VIII - licença para tratamento de saúde ou por acidente em serviço;

IX - licença para o desempenho de mandato classista, exceto para progressões horizontal e vertical;

X - licença para concorrer a cargo eletivo;

XI - participação em programa de treinamento regularmente instituído, inclusive em programa de


formação inicial que se constitui em segunda etapa do concurso público, bem como em caso de
aperfeiçoamento e especialização, desde que seja de interesse do serviço público e vinculado ao
exercício do cargo, quando devidamente autorizado o afastamento;

XII - participação em congressos ou em outros certames culturais, técnicos e científicos, quando


autorizado o afastamento.

XIII - interregna entre a exoneração de um cargo, dispensa ou rescisão de contrato com órgão público
do Município e o exercício em outro cargo público municipal, quando se constituir de dias não úteis.

XIV - afastamento preventivo, se inocentado ao final;

XV - prisão por ordem judicial quando vier a ser considerado inocente;

XVI - licença por motivo de doença em pessoa da família, no período em que for remunerada.
(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992)

Parágrafo Único. Nas hipóteses dos afastamentos indicados nos incisos VI, VII, VIII, IX e X, deste
artigo, observar-se-á o disposto no § 2º do Art. 133 desta Lei.

Art. 139 O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para
os efeitos de aposentadoria e de disponibilidade.

Art. 140Contar-se-á, para fins de percepção do adicional por tempo de serviço e gozo de licença
prêmio, o tempo de serviço prestado a órgãos ou entidades da administração direta, autárquica e
fundacional do Município.
Art. 141 Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade.

I - o período de licença por motivo de doença em pessoa da família, no período em que for
remunerada; (Revogado pela Lei Complementar nº 7/1992)

II - o tempo de serviço prestado a instituição de caráter privado que tiver sido transformada em
entidade ou órgão do serviço público do Município;

III - o afastamento por aposentadoria ou disponibilidade;

IV - o período de cessão do servidor para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança na


administração pública da União, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Estados ou dos Municípios.

Parágrafo Único. Será computado exclusivamente para aposentadoria o tempo de serviço prestado
pelo servidor em atividade privada, submetida ao regime previdenciário federal, hipótese em que os
sistemas previdenciários se compensarão financeiramente.

Art. 142 É vedada a contagem cumulativa do tempo de serviço prestado, simultaneamente, em dois ou
mais cargos, funções ou empregos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos
Municípios e às suas autarquias e fundações públicas.

Capítulo VIII
DA DISPONIBILIDADE

Art. 143 Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade remunerada, até o seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Art. 144Restabelecido o cargo, ainda que modificada a sua denominação, nele será obrigatoriamente
aproveitado o servidor público posto em disponibilidade.

Art. 145 O servidor público em disponibilidade que se tornar inválido será aposentado,
independentemente do tempo de serviço prestado.

Capítulo IX
DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 146 Ao servidor público é assegurado o direito de:

I - requerer, para defesa de direito ou de interesse legítimo;

II - representar contra abuso ou desvio de poder e para preservar o princípio da legalidade, moralidade,
publicidade e impessoalidade dos atos administrativos;

III - pedir reconsideração do ato ou decisão;

IV - recorrer a instância superior contra decisões de sua chefia.

Parágrafo Único. O sindicato tem legitimidade para requerer, representar, pedir reconsideração ou
recorrer de decisões, para defesa dos direitos e interesses, coletivos, ou individuais da categoria de
servidores que representa.
Art. 147 O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidir, em razão da matéria, e
por intermédio daquela a que o servidor estiver imediatamente subordinado.

Art. 148 A representação será obrigatoriamente apreciada pela autoridade superior àquela contra a
qual é interposta.

Art. 149O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que houver expedido o ato ou proferido
a primeira decisão, não podendo ser renovado.

Parágrafo Único. É de 15 (quinze) dias, contados a partir da ciência do ato ou da decisão, o prazo para
apresentação de pedido de reconsideração.

Art. 150O requerimento ou o pedido de reconsideração deve ser despachado no prazo de 5 (cinco)
dias e decidido dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 151 Cabe recurso:

I - do indeferimento do pedido de reconsideração;

II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.

§ 1º O recurso é dirigido à autoridade imediatamente superior àquela que tiver expedido o ato ou
proferido a decisão recorrida e, sucessivamente em escala ascendente, às demais autoridades,
considerado o Prefeito Municipal ou o Presidente da Câmara Municipal, conforme o caso, como
instância final.

§ 2º O recurso será encaminhado através da autoridade recorrida, que poderá reconsiderar a decisão
ou mantendo-a, encaminhá-lo à autoridade superior.

§ 3º É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição do recurso, a contar da publicação ou ciência, pelo
interessado, da decisão recorrida.

§ 4º O recurso será decidido no prazo de 30 (trinta) dias de sua interposição.

Art. 152O pedido de reconsideração ou o recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo
da autoridade recorrida, em despacho fundamentado.

Parágrafo Único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da


decisão retroagirão à data do ato ou decisão impugnada.

Art. 153 O direito de pleitear na esfera administrativa prescreve:

I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou


aos que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;

II - em 2 (dois) anos, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalha, contados da data da
exoneração ou demissão;

III - em 120 (cento e vinte) dias nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei;

Art. 154O prazo da prescrição contar-se-á da data da publicação oficial do ato impugnado ou da data
da ciência pelo interessado, com prevalência da que primeiro ocorrer.

§ 1º O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, suspendem a prescrição.

§ 2º Suspensa a prescrição, o prazo recomeçará a correr pelo restante do prazo original, no dia em
que cessar a suspensão.

Art. 155 A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada por nenhuma autoridade.

Art. 156O ingresso em juízo não determina a suspensão, na instância administrativa, do pleito
formulado pelo servidor, salvo se assim o recomendar a Procuradoria Geral do Município.

Art. 157 Para o exercício do direito do petição, é assegurado ao servidor vista do processo
administrativo ou documento, na unidade administrativa.

Parágrafo Único. Ao advogado do servidor faculta-se vista do processo, nos termos da legislação
federal.

Art. 158 A administração pode rever seus atos e anulá-los, a qualquer tempo, quando eivados de
ilegalidade.

Art. 159São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo motivo de força
maior, devidamente justificado e provado.

TÍTULO IV
DO REGIME DISCIPLINAR

Capítulo I
DOS DEVERES

Art. 160 Além do exercício das atribuições do cargo, são deveres do servidor público:

I - lealdade às instituições constitucionais e administrativas a que servir;

II - observância das normas legais e regulamentares;

III - cumprimento das ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

IV - atendimento, com presteza e correção:

a) ao público em geral;
b) à expedição de certidão requerida para a defesa de direito e esclarecimento de situações;
c) às requisições para a defesa da fazenda pública.

V - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do


cargo;

VI - zelar pela economia e conservação do patrimônio público que lhe for confiado;

VII - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;

VIII - ser assíduo e pontual ao serviço;

IX - proceder com urbanidade;

X - providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento funcional, a sua declaração de
família;
XI - representar contra ilegalidade, abuso ou desvio de poder.

Capítulo II
DAS PROIBIÇÕES

Art. 161 Ao servidor público é proibido:

I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização;

II - retirar, sem previa anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da


repartição;

III - recusar fé a documentos públicos;

IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo de execução de serviço;

V - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades e atos da administração pública,


em informação, parecer ou despacho, admitindo-se, porém, a crítica sob o ponto de vista doutrinário ou
da organização do serviço, em trabalho assinado;

VI - cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações de
emergência e transitórias;

VII - obrigar outro servidor a filiar-se à associação profissional ou sindical, ou a partido político;

VIII - manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;

IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem;

X - participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil ou exercer


comércio, e nessa qualidade, transacionar com o Município;

XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de
benefícios previdenciários ou assistenciais de parente até o segundo grau, e de cônjuge ou
companheiro;

XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas
atribuições;

XIII - praticar usura, sob qualquer de suas formas;

XIV - proceder de forma desidiosa;

XV - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de
encargo que seja da sua competência ou de seu subordinado;

XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;

XVII - exercer qualquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com
o horário de trabalho.
Capítulo III
DA ACUMULAÇÃO

Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, é vedada a acumulação remunerada


Art. 162
de cargos, empregos ou funções públicas.

§ 1º A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações


públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista da União, do Distrito Federal, dos
Estados, dos Territórios e dos Municípios.

§ 2º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionada à comprovação da compatibilidade de


horários.

Art. 163O servidor que acumular licitamente dois cargos de carreira, quando investido em cargo de
provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos, a menos que um deles
apresente em relação ao cargo comissionado o requisito de compatibilidade de horários, hipótese em
que se manterá afastado apenas de um cargo efetivo.

Art. 164 Verificada, em processo administrativo, a acumulação proibida, e provada a boa fé, o servidor
optará por um dos cargos, empregos ou funções.

§ 1º Provada a má-fé, o servidor perderá os cargos, empregos ou funções que venha exercendo e
restituirá aos cofres públicos o que tiver percebido indevidamente.

§ 2º Na hipótese do parágrafo anterior, e sendo um dos cargos, empregos ou funções exercido em


outro órgão ou entidade, fora do âmbito do Município, a demissão será comunicada ao órgão ou
entidade para as providências necessárias.

Capítulo IV
DAS RESPONSABILIDADES

Art. 165 O servidor público responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições.

Art. 166A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte
em prejuízo à fazenda pública, inclusive autarquias ou fundações públicas ou a terceiros.

§ 1º A indenização de prejuízo causado à fazenda pública, inclusive autarquias ou fundações públicas,


salvo no caso de dolo ou falta grave, poderá ser feita na forma prevista no parágrafo único do Art. 63
desta Lei.

§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a fazenda pública,


inclusive autarquias e fundações públicas, em ação regressiva.

§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores do servidor e contra eles será
executada até o limite do valor da herança recebida.

Art. 167 A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao servidor, nessa
qualidade.

Art. 168 A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no


desempenho do cargo ou função.

Art. 169As sanções civis, penais e disciplinares poderão acumular-se, sendo umas e outras
independentes entre si.

Art. 170 A absolvição criminal só afasta a responsabilidade civil ou administrativa do servidor se


concluir pela inexistência do fato ou lhe negar autoria.

Capítulo V
DAS PENALIDADES

Art. 171 São penas disciplinares:

I - advertência;

II - suspensão;

III - demissão;

IV - cassação de disponibilidade ou aposentadoria;

V - destituição de cargo em comissão ou função de confiança.

Art. 172Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração
cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou
atenuantes o os antecedentes funcionais do servidor.

Art. 173 A advertência será aplicada, por escrito, nos casos de violação de proibição constante dos
incisos I a VIII, do Art. 161 desta Lei, de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamento
ou norma interna, e nos de desobediência a ordem superior, exceto quando manifestamente ilegal, que
não justifique imposição de penalidade mais grave.

Art. 174 A suspensão será aplicada em caso de reincidência específica das faltas punidas com
advertência e em caso de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a pena de
demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.

Parágrafo Único. Será punido com suspensão de 15 (quinze) dias, o servidor que injustificadamente,
recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade, competente, cessando os
efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

Art. 175 As penalidades de advertência de suspensão terão seus registros cancelados após decurso
de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse
período, praticado nova infração disciplinar.

Parágrafo Único. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos para a auferição de
quaisquer direitos ou vantagens.

Art. 176 A demissão será aplicada ao servidor nos seguintes casos:

I - crime contra a administração pública;

II - abandono de cargo;
III - inassiduidade habitual;

IV - improbidade administrativa;

V - incontinência pública, conduta escandalosa e embriaguez habitual;

VI - insubordinação grave em serviço;

VII - ofensa física, em serviços a servidor ou a particular salvo em legítima defesa própria ou de
outrem;

VIII - revelação de segredo apropriado em razão do cargo;

IX - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio público municipal;

X - corrupção;

XI - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, quando comprovada a má fé;

XII - transgressão a qualquer dos incisos IX, XII, XV e XVII, do Art. 161, desta Lei.

Art. 177 A demissão, nos casos dos incisos IV, IX e X, do artigo anterior, implicará na indisponibilidade
dos bens e no ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 178 Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço, por mais de 30
(trinta) dias consecutivos.

Art. 179 Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por 60
(sessenta) dias, interpoladamente, durante o período de 12 (doze) meses.

Art. 180O ato de imposição de penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da
sanção disciplinar.

Parágrafo Único. A demissão será aplicada com a nota "a bem do serviço público" quando decorrente
da transgressão de qualquer dos incisos I, IV, IX e X do Art. 176, ou quando houver circunstância
agravante prevista no Art. 184 desta Lei.

Art. 181 Será cassada a disponibilidade ou aposentadoria do servidor que houver praticado, na
atividade, falta punível com a demissão, ou que no prazo legal não entre em exercício do cargo em que
tenha revertido ou sido aproveitado, uma vez provada, em processo disciplinar, a inexistência de
motivo justo.

Art. 182 Será destituído o ocupante de cargo em comissão ou função de confiança que pratique
infração disciplinar punível com suspensão ou demissão.

Art. 183 A demissão incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público,
dependendo das circunstâncias atenuantes ou agravantes, pelo período de:

I - 5 (cinco) a 10 (dez) anos, quando for qualificada;

II - 2 (dois) a 4 (quatro) anos, quando for simples.

Art. 184 São circunstâncias agravantes da pena:

I - a premeditação;
II - a reincidência;

III - o conluio;

IV - a continuação;

V - o cometimento do ilícito;

a) mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte o processo disciplinar;


b) com abuso de autoridade;
c) durante o cumprimento da pena;
d) em público.

Art. 185 São circunstâncias atenuantes da pena:

I - tenha sido mínima a cooperação do servidor no cometimento da infração;

II - tenha o servidor:

a) procurado, espontaneamente e, com eficiência, logo após o cometimento da infração, evitar-lhe ou


minorar-lhe as consequências ou ter, antes do julgamento, reparado o dano civil;
b) cometido a infração sob coação de superior hierárquico a quem não tenha podido resistir, ou sob
influência de emoção violenta, provocada por ato injusto de terceiros;
c) confessado espontaneamente a autoria da infração ignorada ou imputada a outrem;
d) mais de 5 (cinco) anos de serviço com bom comportamento, antes da infração.

Art. 186 As penas disciplinares serão aplicadas:

I - pelo Prefeito Municipal, pelo Presidente da Câmara Municipal e pelo dirigente superior de autarquia
ou fundação pública, quando se tratar de demissão de servidor, vinculado ao respectivo Poder ou
entidade;

II - pelo secretário municipal ou autoridade equivalente, quando se tratar de suspensão superior a trinta
dias;

III - pelo chefe da repartição e outras autoridades, na forma dos respectivos regimentos ou
regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão por até 30 (trinta) dias;

IV - pela autoridade que houver feito a nomeação ou designação, quando se tratar de demissão de
cargo em comissão ou destituição de função de confiança;

V - pela autoridade competente para nomear ou aposentar, quando se tratar de cassação de


aposentadoria ou disponibilidade.

Art. 187 A ação disciplinar prescreverá:

I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou


disponibilidade e destituição de cargo em comissão ou de função de confiança;

II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;

III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.

§ 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.

§ 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas


também como crime.

§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo administrativo disciplinar suspende a


prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

§ 4º Suspenso o curso da prescrição, este recomeçará a correr, pelo prazo restante, a partir do dia em
que cessar a suspensão.

TÍTULO V
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

Capítulo I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a


Art. 188
sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurado ao
acusado ampla defesa.

Art. 189 As denúncias sobre irregularidade serão objeto de apuração, desde que confirmada a
autenticidade.

Parágrafo Único. Quando o fato narrado não configurar infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia
será arquivada, por falta de objeto.

Art. 190 A apuração da irregularidade poderá ser efetuada:

I - de modo sumário, se o caso configurado for passível de aplicação da penalidade prevista no inciso I,
do Art. 171 desta Lei, quando a falta for confessada, documentalmente provada ou manifestamente
comprovada;

II - através de sindicância, como condição preliminar a instauração de processo administrativo, em


caráter obrigatório, nos casos cujo enquadramento ocorra nos incisos II a V, do Art. 171 desta Lei;

III - por meio de processo administrativo, sem preliminar, quando a falta enquadrada em um dos
dispositivos aludidos no inciso anterior for confessada, documentalmente provada ou manifestamente
comprovada.

Capítulo II
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO

Art. 191 Decorrido o prazo previsto nos Arts. 196 e 202, desta Lei, sem que seja apresentado o
relatório correspondente, a autoridade competente deverá promover a responsabilização dos membros
da comissão respectiva. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 7/1992, e alterada a
numeração dos artigos subsequentes)

Art. 192 Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da
irregularidade, a autoridade instauradora do processo administrativo disciplinar poderá ordenar o seu
afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da
remuneração.
Parágrafo Único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus
efeitos, ainda que não concluído o processo.

Capítulo III
DA SINDICÂNCIA

Art. 193 A sindicância será instaurada por ordem do chefe da unidade administrativa a que estiver
subordinado o servidor, podendo constituir-se em peça ou fase do processo administrativo respectivo.

Art. 194 Promoverá a sindicância uma comissão designada pela autoridade que a houver
determinado, composta de 3 (três) servidores estáveis, de reconhecida experiência administrativa e
funcional.

§ 1º Ao designar a comissão, a autoridade indicará, dentre os seus membros, o respectivo presidente.

§ 2º O presidente da comissão designará um dos membros para secretariá-la, sem prejuízo do direito
de voto.

Art. 195 A comissão, sempre que necessário, dedicará todo tempo do expediente aos trabalhos da
sindicância.

Art. 196A sindicância administrativa deverá ser iniciada dentro de 3 (três) dias, contados da ciência do
ato designatório dos membros da comissão, e será concluída no prazo de até 30 (trinta) dias,
improrrogáveis.

Art. 197 A comissão deverá ouvir as pessoas que tenham conhecimento ou que possam prestar
esclarecimentos a respeito do fato, bem como proceder a todas as diligências que julgar convenientes
à sua elucidação.

Art. 198 Ultimada a sindicância, remeterá a comissão, à autoridade que a instaurou, relatório que
configure o fato, indicando o seguinte:

I - se há irregularidade cometida ou não;

II - caso haja, quais os dispositivos legais violados e se há presunção de autoria.

Parágrafo Único. O relatório não deverá propor qualquer medida, excetuada a de abertura de processo
administrativo, limitando-se a responder aos quesitos deste artigo.

Art. 198Decorrido o prazo previsto no Art. 195 desta Lei, sem que seja apresentado o relatório, a
autoridade competente deverá promover a responsabilidade dos membros da comissão. (Excluído
deste Capítulo, e transferido para o Capítulo I, em forma de Art. 191, pela Lei Complementar nº 7/1992)

Art. 199 A autoridade competente deverá pronunciar-se sobre a sindicância no prazo máximo de 10
(dez) dias, a partir da data do recebimento do relatório.

Capítulo IV
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

Art. 200 O processo administrativo disciplinar será instaurado por determinação do secretário
municipal ou autoridade equivalente, da autoridade competente da Câmara Municipal ou do dirigente
superior das autarquias e fundações públicas.

Parágrafo Único. O processo precederá a aplicação das penas previstas no Art. 171, ressalvado o
disposto no inciso I, do Art. 190 desta Lei.

Art. 201 Promoverá o processo uma comissão designada pela autoridade que houver determinado a
sua instauração, e que será composta por 3 (três) servidores estáveis, de reconhecida experiência
administrativa e funcional, vedada a designação do chefe imediato do servidor para essa finalidade.

§ 1º Do ato de designação constará a indicação do membro da comissão que deverá presidi-la.

§ 2º A comissão será secretariada por um servidor estável, designado pelo presidente da comissão.

§ 3º A comissão, sempre que necessário, dedicará todo o tempo do expediente aos trabalhos do
processo administrativo.

Art. 202O processo administrativo deverá ser iniciado dentro de 3 (três) dias, contados da publicação
do ato designatório doe membros da comissão, no diário oficial do Município, e deverá estar concluído
no prazo de 60 (sessenta) dias, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias
o exigirem.

Parágrafo Único. As reuniões da comissão serão registradas em atas, que deverão detalhar as
deliberações adotadas.

Art. 203 Na fase do processo, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações,


investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a
técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.

Art. 204 É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo, pessoalmente ou por


intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e formular quesitos, quando
se tratar de prova pericial, inclusive indicando assistente técnico.

§ 1º O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente


protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.

§ 2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independa de


conhecimento especial de perito.

As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da


Art. 205
comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos.

Parágrafo Único. Se a testemunha for servidor público, o mandado será feito através do chefe da
repartição onde serve, com indicação do dia e hora marcados para a inquirição.

Art. 206 O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha
trazê-lo por escrito.

§ 1º As testemunhas serão inquiridas separadamente.

§ 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á a acareação entre


os depoentes.

§ 3º A reinquirição das testemunhas pelo procurador do acusado somente poderá ser feita por
intermédio do presidente da comissão.

Art. 207 Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado,
observados os procedimentos previstos nos Arts. 205 e 206 desta Lei.

§ 1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que
divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles.

§ 2º O procurador do acusado poderá assistir ao seu interrogatório, sendo-lhe vedado interferir nas
perguntas e respostas.

Art. 208 Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à
autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial do Município, da qual
participará, pelo menos, um médico psiquiatra.

Parágrafo Único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apensado ao
processo principal, após a expedição do laudo pericial.

Art. 209 Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com especificação
dos fatos a ele imputados e das respectivas provas.

§ 1º O indiciado será citado, por mandado expedido pelo presidente da comissão, para apresentar
defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se lhe vista do processo na repartição,
observando o disposto no Art. 157 e seu parágrafo desta Lei.

§ 2º O prazo de defesa poderá ser prorrogado, pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.

§ 3º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-
se-á da data declarada em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação ou por quem for
designado para tal providência.

Art. 210O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde
poderá ser encontrado.

Art. 211 Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado no
diário oficial do Município, por 03 (três) vezes consecutivas e 01 (uma) vez em jornal de grande
circulação, para apresentar defesa.

Parágrafo Único. Na hipótese deste artigo o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias, a partir da
última publicação do edital.

Art. 212 Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo
legal.

§ 1º A revelia será declarada por termo nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa.

§ 2º Para defender o indiciado revel, o presidente da comissão designará um servidor estável para
atuar como defensor dativo, de cargo de nível igual ou superior ao do indiciado.

Art. 213 Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças
principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção.

§ 1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor.

§ 2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou


regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.

Art. 214 O processo disciplinar, com o relatório da comissão será remetido à autoridade que
determinou sua instauração, para julgamento.

Capítulo V
DO JULGAMENTO

Art. 215 No prazo de 30 (trinta) dias, contados do recebimento do processo a autoridade julgadora
proferirá a sua decisão.

§ 1º Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade que determinou a instauração do


processo, este será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo.

§ 2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade


competente para a imposição da pena mais grave.

§ 3º Se a penalidade prevista for a de demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o


julgamento caberá ao Prefeito Municipal, ao Presidente da Câmara ou ao dirigente superior da
autarquia ou fundação pública.

Art. 216 A autoridade julgadora deverá acatar o relatório da comissão, salvo quando contrário à prova
dos autos.

Parágrafo Único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade
julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la, ou isentar o servidor
público de responsabilidade.

Art. 217Verificada a existência de vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou
parcial do processo e ordenará a constituição de outra comissão, para instauração de novo processo.

Parágrafo Único. A autoridade julgadora designará nova comissão se considerar que os fatos não
foram devidamente apurados, reabrindo-se, em consequência, todos os prazos do processo
administrativo.

Art. 218 O julgamento fora do prazo não implica em nulidade do processo.

Art. 219 Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato
nos assentamentos individuais do servidor público.

Art. 220Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo administrativo disciplinar será
remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal, ficando traslado na repartição.

Art. 221 O servidor que responde a processo administrativo disciplinar somente poderá ser exonerado
do cargo, a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e cumprimento da
penalidade aplicada, se for o caso, e se esta não importar em demissão.

Art. 222 As decisões proferidas em processos administrativos serão, obrigatoriamente, publicadas no


diário oficial do Município.

Capítulo VI
DA REVISÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

Art. 223 O processo administrativo disciplinar poderá ser revisto, a pedido ou de ofício, observada a
prescrição prevista no Art. 187 desta Lei, quando forem aduzidos fatos ou circunstâncias susceptíveis
de justificar a inocência do servidor punido ou a inadequação da penalidade aplicada.

Parágrafo Único. Tratando-se de servidor falecido, desaparecido ou incapacitado para requerer, a


revisão poderá ser solicitada por qualquer pessoa, que comprove legítimo interesse.

Art. 224 No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.

Art. 225A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que
requer elementos novos, ainda não apreciados no processo originário.

Art. 226 O requerimento de revisão, devidamente instruído, será dirigido ao Chefe do Poder
competente, que decidirá sobre o pedido.

§ 1º Deferida a revisão, o Chefe do Poder competente despachará o requerimento ao órgão ou


entidade onde se originou o processo, para a constituição da comissão, na forma prevista no Art. 201
desta Lei.

§ 2º É impedido de funcionar na revisão quem integrou a comissão do processo administrativo.

Art. 227 A revisão correrá em apenso ao processo originário.

Art. 228A comissão revisora terá o prazo de até 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos,
prorrogável por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem.

Art. 229 Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e os
procedimentos próprios da comissão do processo administrativo.

Art. 230 O julgamento da revisão caberá ao Chefe do Poder que a deferiu, e será feito no prazo de 30
(trinta) dias, do recebimento do processo.

Parágrafo Único. Antes do julgamento, poderá a autoridade determinar a realização de diligências, com
a interrupção do prazo fixado no "caput" deste artigo, que começará a correr pelo seu início, quando
concluídas as diligências.

Art. 231 Julgada procedente a revisão, a autoridade competente poderá alterar a classificação da falta
disciplinar, modificando a pena, absolver o servidor ou anular o processo.

§ 1º A absolvição implicará no restabelecimento de todos os direitos perdidos pelo servidor em virtude


da penalidade aplicada, exceto em relação à destituição de cargo em comissão ou de função de
confiança, hipótese em que ocorrerá apenas a conversão da penalidade em exoneração.

§ 2º Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da penalidade imposta.

TÍTULO VI
DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL DO SERVIDOR

Capítulo I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 232 O Município manterá, através de órgão próprio, Plano de Previdência e Assistência Social
para o servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, submetido ao regime jurídico
de que trata esta Lei, e para os seus dependentes.
§ 1º O Plano de Previdência o Assistência Social visa dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o
servidor e seus dependentes, assegurando os meios indispensáveis à sua manutenção, por motivo de
incapacidade, acidente em serviço, idade avançada, tempo de serviço, doenças, encargos familiares e
prisão ou morte daquele de quem dependiam economicamente.

§ 2º O Plano de que trata este artigo será definido na Lei de Seguridade Social dos Servidores
Públicos do Município, que conterá os benefícios, de caráter pecuniário, e os serviços, de caráter
assistencial, a seguir discriminados:

I - quanto ao servidor:

a) aposentadoria;
b) amparo à invalidez;
c) amparo à velhice;
d) auxílio-natalidade;
e) salário-família;
f) auxílio-doença;

II - quanto aos dependentes:

a) pensão;
b) pecúlio;
c) auxílio-funeral;
d) auxílio-reclusão;

III - quanto ao servidor e aos seus dependentes:

a) assistência médico-hospitalar;
b) assistência odontológica;
c) assistência social;
d) assistência financeira.

§ 3º Durante o período em que o servidor estiver auferindo o auxílio-doença, o seu afastamento


funcional rege-se, para todos os efeitos, pelas normas estabelecidas nesta Lei.

§ 4º Os serviços indicados no inciso III, deste artigo, poderão ser prestados diretamente pelo órgão
previdenciário do Município, ou através de convênio, na forma estabelecida em regulamento.

Art. 233 Todos os servidores, submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei, são segurados
obrigatórios da Previdência Social do Município, mediante contribuição.

Parágrafo Único. O servidor cedido, nos termos dos Art. 53 e 54, continuará contribuindo para o regime
de previdência de que trata esta Lei.

Capítulo II
DA APOSENTADORIA

Art. 234 O servidor público será aposentado:

I - por invalidez permanente, com proventos integrais, quando motivada por acidente em serviço,
moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas no Art. 120, desta Lei, e,
proporcionais, nos demais casos;
II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de
serviço;

III - voluntariamente:

a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta), se mulher, com proventos
integrais;
b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em função de magistério, se professor, e aos 25 (vinte e
cinco), se professora, com proventos integrais;
c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de serviço;
d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta), se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo da serviço.

§ 1º Nos casos de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas, Lei


Complementar Federal poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, alíneas "a" e "c", deste
artigo.

§ 2º O ocupante de cargo de provimento em comissão será aposentado quando invalidado em serviço,


em virtude de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificadas no Art. 120, desta Lei.

§ 3º O servidor que tenha estado investido em cargo de provimento em comissão durante 35 (trinta e
cinco) anos, mesmo interrompidos, se do sexo masculino, ou 30 (trinta) anos, se do sexo feminino, fará
jus à aposentadoria.

§ 4º Os proventos da aposentadoria a que se referem os §§ 2º e 3º deste artigo, serão definidos na Lei


de Seguridade Social do Município e terão por base o vencimento do cargo em comissão ou a
gratificação prevista no Art. 79, desta Lei.

Art. 235 A aposentadoria compulsória será automática e declarada por ato, com vigência a partir do
dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade limite de permanência no serviço ativo.

Parágrafo Único. O servidor não poderá, sob qualquer pretexto, permanecer no serviço ativo a partir do
dia imediato em que completar 70 (setenta) anos de idade.

Art. 236 A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do
respectivo ato.

Parágrafo Único. Na hipótese de aposentadoria com base no inciso III, alíneas "a" e "b", do Art. 234
desta Lei, o servidor que a requerer, juntando certidão do tempo de serviço, expedida pelo órgão
competente, será afastado do exercício de suas funções a partir da protocolização do pedido,
considerando-se como de licença remunerada o período compreendido entre o afastamento e a
publicação do respectivo ato.

Parágrafo Único - Na hipótese de aposentadoria com base no inciso III, alíneas "a" e "b" do art. 234
desta Lei, o servidor interessado, juntando certidões de tempo de serviço e de contribuição, expedidas
pelo órgão competente, será afastado do serviço, mediante requerimento, sem prejuízo da
renumeração, até a publicação do respectivo ato aposentador, desde que observadas uma das
seguintes condições:

I - quando submetido o processo instruído para análise da Procuradoria Geral do Município de


Salvador, o competente parecer jurídico não for emitido no prazo de 90 (noventa) dias, hipótese em
que ficará o servidor sujeito ao ressarcimento ao erário se o direito à aposentadoria não for
reconhecido;
II - quando, depois de emitido o parecer de que trata o inciso I, o ato aposentador não for expedido em
até 60 (sessenta) dias. (Redação dada pela Lei Complementar nº 68/2017)

Art. 237Os proventos da aposentadoria serão fixados de acordo com a legislação previdenciária do
Município, obedecido o limite máximo de remuneração estabelecida no Art. 61 desta Lei.

Art. 238 Os critérios de revisão dos proventos ou rendas mensais na inatividade, na forma da Lei,
obedecerão, além do disposto no parágrafo único do Art. 57 desta Lei, aos seguintes princípios:

I - os reajustamentos dos proventos ou rendas mensais na inactividade dar-se-ão na mesma data e na


mesma proporção, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em actividade, em relação
a todos quantos, em igualdade de condições, estiverem situados encargos iguais, transformados ou
reclassificados;

II - extensão aos inativos de quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos


servidores em atividade.

TÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Capítulo Único

Art. 239 O dia do servidor público será comemorado a 28 de outubro.

Art. 240 Podem ser instituídos, no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, das autarquias e das
fundações públicas do Município, além dos previstos nos respectivos planos de carreira e vencimentos,
os seguintes incentivos funcionais:

I - prêmios pela apresentação do ideias, inventos ou trabalhos que favoreçam o aumento da


produtividade e a redução de custos operacionais;

II - concessão de medalhas, diplomas de honra ao mérito, condecorações e elogios a servidores que


se tenham destacado por relevantes serviços prestados à administração pública;

III - Acréscimo Salarial (AS) atribuído aos Servidores do Poder Legislativo, obedecidos os critérios e
limites definidos no Decreto Legislativo nº 440/91. (Redação acrescida pela Lei Complementar nº
4/1991)

Art. 241 Os prazos previstos nesta Lei são contados em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e
incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil seguinte, o prazo vencido no
dia em que não haja expediente.

Art. 242 Por motivo de crença religiosa ou convicção política ou filosófica, nenhum servidor poderá ser
privado de quaisquer de seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do
cumprimento de seus deveres.

Art. 243 É assegurado ao servidor público o direito à livre associação sindical.

Art. 244 O direito de greve será exercido nos termos e limites definidos em Lei Complementar Federal.

Art. 245 Considera-se família do servidor, além do cônjuge e filhos, pessoas que vivam às suas
expensas, quando devidamente comprovado.
Parágrafo Único. Equipara-se ao cônjuge, a companheira ou companheiro que comprove união estável
como entidade familiar.

TÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Capítulo Único

Art. 246Os atuais servidores, regidos pela Lei nº 403, de 18 de agosto de 1953, ou pela Consolidação
das Leis do Trabalho, da administração direta, das autarquias ou das fundações públicas do Município,
ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei.

§ 1º Excluem-se do disposto neste artigo os contratados por prazo determinado, os bolsistas, os


estagiários, os credenciados, os prestadores de serviço e os ocupantes de outras funções temporárias.

§ 2º OS contratos de trabalho dos servidores referidos no "caput" deste artigo ficam automaticamente
extintos.

§ 3º Os empregos dos servidores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho ficam transformados
em cargos públicos e os seus atuais ocupantes ficam nos mesmos enquadrados.

§ 4º Os servidores integrantes do Grupo Magistério, cujos empregos foram transformados em cargos


públicos na forma do § 3º deste artigo, passam a ser regidos pela Lei nº 3594, de 19 de dezembro de
1985 e legislação posterior.

§ 5º O tempo de serviço do servidor público municipal em exercício de cargo em comissão ou função


de confiança, anterior à publicação desta Lei, será contado para fins de obtenção do direito à
estabilidade econômica, prevista nos Arts. 103 e 104 desta Lei, ficando a sua concessão condicionada
à exoneração ou dispensa verificada após a data da sua vigência. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 7/1992)

Art. 247 Os cargos em comissão e as funções de confiança existentes nos órgãos ou entidades
referidas no "caput" do artigo anterior, passam a ser regidos por esta Lei.

Art. 248 A movimentação dos saldos das contas dos servidores optantes pelo Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço, bem assim a das contas dos servidores não-optantes, obedecerá ao que dispuser a
legislação federal, inclusive no tocante aos recolhimentos das contribuições pertinentes e demais
obrigações do Município.

Art. 249Os servidores que antes do advento desta Lei não eram segurados da Previdência Social do
Município passam a contribuir para o IPS na forma e percentuais atualmente estabelecidos, até a
edição da nova Lei de Seguridade Social dos Servidores Públicos do Município.

Art. 250O servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, da administração direta, autárquica
ou fundacional do Município, aposentado antes da vigência desta Lei, continuará submetido ao regime
geral da previdência social a que se vinculava, para todos os efeitos legais.

Art. 251Até o advento da nova Lei de Seguridade Social a que se refere o § 2º, do Art. 232 desta Lei,
os benefícios previdenciários e os serviços assistenciais dos servidores municipais continuarão regidos
pela LEI Nº 2456, de 15 de janeiro de 1973, com as alterações posteriores.

Parágrafo Único. O salário família, até a edição da nova Lei de Seguridade Social, será pago na forma
e condições estabelecidas nos planos de carreira e vencimentos.

Art. 252Aos servidores integrantes do Grupo Magistério aplicam-se, subsidiária e


complementarmente, as disposições desta Lei.

Parágrafo Único. Dentro de 120 (cento e vinte) dias, a contar da vigência desta Lei, o Chefe de Poder
Executivo encaminhará a Câmara Municipal Projetos de Lei instituindo um novo Estatuto e Plano de
Carreira e Vencimentos dos servidores do Grupo Magistério.

Art. 253 Os adicionais e as gratificações atualmente atribuídos aos servidores, e não previstos no Art.
78 desta Lei, serão automaticamente extintos, quando da implantação do Plano de Carreira e
Vencimentos dos servidores da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Poder Executivo,
observados os princípios estabelecidos no parágrafo único do Art. 57 e no Art. 59, desta Lei.

Parágrafo Único. Excetuam-se do disposto neste artigo as gratificações e os adicionais inerentes aos
servidores do Grupo Magistério, até a implantação do respectivo Plano de Carreira e Vencimentos.

Art. 254 Dentro de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da vigência desta Lei, deverá ser apresentado
Projeto de Decreto Legislativo dispondo sobre o Plano de Carreira e Vencimentos dos servidores da
Câmara Municipal do Salvador.

Parágrafo Único. Os adicionais e as gratificações atualmente atribuídos aos servidores da Câmara


Municipal do Salvador, e não previstos no Art. 78 desta Lei, serão automaticamente extintos, quando
da implantação do Plano de Carreira e Vencimentos a que alude o "caput" deste artigo.

Art. 255 Ao servidor público municipal que se encontra no exercício de cargo em comissão ou função
de confiança, com data anterior a 31.12.90, e que, até o final de 1991, vier a completar o tempo do
permanência requerida, até a data de publicação desta Lei, para auferição da estabilidade econômica
em cargo ou função, fica assegurado o direito à percepção da vantagem prevista no Art. 103 desta Lei,
segundo os critérios e condições até então vigentes.

Art. 256 O Chefe do Poder Executivo e o Presidente da Câmara Municipal, no âmbito de suas
respectivas competências, expedirão os atos necessários à plena execução das disposições desta Lei.

Parágrafo Único. Até que sejam expedidos os atos de que trata este artigo, continua em vigor a
regulamentação existente, excluídas as disposições que conflitem com as da presente Lei,
modifiquem-na ou, de qualquer modo, impeçam o seu integral cumprimento.

Art. 257Os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista do Município que
estejam exercendo funções de confiança na administração direta, autárquica ou fundacional, privativas
de servidor destes órgãos ou entidades, continuarão a exercê-las até a sua dispensa, vedada nova
designação a partir da vigência desta Lei.

Art. 258 O servidor público da administração direta, autárquica ou fundacional que se encontre à
disposição de empresa pública ou de sociedade de economia mista do Município, deverá retornar ao
órgão ou entidade de erigem, no prazo de 90 (noventa) dias, à contar da publicação desta Lei, com o
vencimento e vantagens previstas no Art. 78 desta Lei e nos Planos de Carreira e Vencimentos, salvo
se estiver exercendo cargo em comissão ou função de confiança, hipótese em que se aplica o Art. 53 e
parágrafos, desta Lei.

§ 1º O servidor referido neste artigo poderá optar pela sua permanência definitiva na empresa pública
ou sociedade de economia mista em que se encontre, passando a integrar o quadro de pessoal
respectivo, com submissão ao regime jurídico da CLT, mediante pedido de exoneração ou dispensa do
cargo efetivo de que seja titular no órgão ou entidade de origem, contando-se o seu tempo de serviço
para fins dos benefícios previstos no regulamento da entidade cessionária.
§ 2º A exoneração prevista no parágrafo anterior somente será efetivada se houver concordância da
empresa pública ou sociedade de economia mista na admissão do servidor em seus quadros.

§ 3º Não havendo a concordância referida no parágrafo anterior, o servidor deverá retornar ao órgão de
origem no prazo improrrogável previsto no "caput" deste artigo.

§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo ao servidor que, embora mantenha vínculo de trabalho com a
administração direta, autárquica ou fundacional, seja contratado por empresa pública ou sociedade de
economia mista do Município, salvo no caso de acumulação legal.

Art. 259O empregado de empresa pública ou sociedade de economia mista que esteja à disposição
da administração direta, autárquica ou fundacional, à data de promulgação, desta Lei, poderá
permanecer na situação em que se encontra, vedado o pagamento pelo Órgão ou entidade
cessionário, de complementação salarial ou qualquer outro título, salvo em decorrência de exercício de
cargo em comissão ou função de confiança, observadas as disposições constantes do Decreto
Municipal nº 8629, de 26 de junho de 1990.

Art. 260 O servidor público da administração direta do Poder Executivo ou de suas autarquias e
fundações públicas que se encontra à disposição da Câmara Municipal do Salvador, com data anterior
a 17 de dezembro de 1990, inclusive no exercício de cargo em comissão ou função de confiança,
poderá fazer opção, no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da publicação da Lei que instituir o Plano
de Carreira e Vencimentos do Poder Executivo, pelo seu enquadramento definitivo no quadro de
pessoal do Poder Legislativo, em cargo de atribuições iguais ou assemelhados. (Suprimido pela Lei
Complementar nº 10/1993)

Art. 261 As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão à conta das verbas próprias do
orçamento do exercício de 1991, ficando o Chefe do Poder Executivo autorizado a abrir os créditos
adicionais necessários.

Art. 262 Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 263 Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a Lei nº 403, de 18 de agosto de


1953, com as suas alterações posteriores.

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DO SALVADOR, em 15 de março de 1991.

ROMÁRIO DE OLIVEIRA BATISTA


Secretário Municipal de Administração

FERNANDO PEDREIRA CARRERA ESCARIZ


Secretário Municipal de Comunicação Social

DIRLENE MATOS MENDONÇA


Secretária Municipal de Educação

ELÁDIO GOMES DA SILVA


Secretário Municipal de Transportes Urbanos

ENEIDE CERQUEIRA CAZAES


Secretária Municipal da Educação em exercício

ANTÔNIO ROBERTO SILVA DANTAS


Secretário Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil

GERALDO ASSUNÇÃO TAVARES


Secretário Municipal da Terra e Habitação
CLEBER ISAAC SOUZA SOARES
Secretário Municipal de Infra Estrutura Urbana

MARIA DEL CARMEN FIDALGO


Secretária Municipal de Ação Social

ANTÔNIO CARLOS DE CAMPOS BARBOSA


Secretário Municipal de Serviços Públicos

Data de Inserção no Sistema LeisMunicipais: 12/11/2018


Nota: Este texto disponibilizado não substitui o original publicado em Diário Oficial.
4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

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LEI ORGÂNICA
(Atualizada até a Emenda nº 34)

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SALVADOR/BA.

TÍTULO I
DO MUNICÍPIO

Capítulo I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O Município de Salvador, Capital do Estado da Bahia, reger-se-á por esta Lei Orgânica e
pelas leis que adotar, respeitados os princípios constitucionais.

Parágrafo Único - Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de


nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, orientação sexual, atividade profissional,
religião, convicção política, filosófica, deficiência física, mental, sensorial, aparência pessoal, ou
qualquer singularidade ou condição social, ou ainda por ter cumprido pena.

Art. 2º O Município do Salvador dividir-se-á, na forma da lei, em unidades regionalizadas,


objetivando a descentralização administrativa e a otimização da execução de obras e prestação
dos serviços de interesse local.

Art. 3ºSão poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o


Executivo.

Art. 4º A sede do Município é a Cidade de Salvador.

Art. 5º São símbolos do Município os atualmente em vigor e os que forem adotados por lei.

Art. 6º São princípios que fundamentam a organização do Município:

I - o pleno exercício da autonomia municipal;

II - a cooperação articulada com os demais níveis de governo, com outros municípios e com
entidades regionais que o Município integre ou venha a integrar;

III - o exercício da soberania e a participação popular na administração municipal e no controle


de seus atos;

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4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

IV - a garantia de acesso de todos os munícipes, de forma justa e igualitária, aos bens e


serviços públicos que assegurem as condições essenciais de existência digna;

V - a defesa e a preservação do território, dos recursos naturais e do meio ambiente;

VI - a preservação dos valores e da história da população, fundamentada no reconhecimento e


assimilação da pluralidade étnica, cultural e religiosa, peculiares à sua formação;

VII - a probidade na administração.

Capítulo II
DA COMPETÊNCIA

Art. 7º Ao Município do Salvador compete:

I - dispor sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e a estadual no


que couber;

II - elaborar o orçamento, prevendo a receita e fixando a despesa, com base em planejamento


adequado, observando a divisão do Município em regiões administrativas na forma da lei;

III - instituir e arrecadar tributos, fixar tarifas, estabelecer e cobrar preços e aplicar suas rendas,
sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em
lei;

IV - criar, organizar e suprimir unidades administrativas regionais, observada a legislação


pertinente;

V - dispor, mediante plebiscito popular, sobre qualquer alteração territorial, na forma de lei
estadual, preservando sempre a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano;

VI - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços


públicos de interesse local;

VII - estabelecer as servidões administrativas necessárias aos seus serviços;

VIII - dispor sobre a administração, utilização e alienação dos seus bens, cabendo-lhe:

a) adquirir bens, inclusive através de desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou


interesse social;
b) aceitar legados e doações;
c) dispor sobre concessão, permissão, cessão e autorização de uso dos seus bens;

IX - regulamentar a utilização de logradouros públicos, especialmente no perímetro urbano:

a) prover sobre transporte coletivo urbano, que poderá ser operado através de concessão ou
permissão;
b) prover sobre os serviços de táxis;
c) fixar locais para estacionamento de veículos, inclusive em áreas de interesse turístico e de

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lazer;
d) fixar e sinalizar os limites das zonas de silêncio, de trânsito e de tráfego em condições
especiais;
e) disciplinar os serviços de carga e descarga, fixar os tipos, dimensões e tonelagem máxima
permitida a veículos que circulem em vias públicas municipais;
f) prover sobre a denominação, numeração e emplacamento de logradouros públicos, vedada a
utilização de nome, sobrenome ou cognomes de pessoas vivas;

X - sinalizar as vias urbanas e estradas municipais, bem como regulamentar e fiscalizar sua
utilização;

XI - prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos, coleta, remoção, destino e
aproveitamento do lixo;

XII - prover sobre o fornecimento de iluminação das vias e logradouros do Município e galerias
de águas pluviais;

XIII - estabelecer normas sobre prevenção e combate de incêndios;

XIV - regulamentar, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes, anúncios, faixas e emblemas,


bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda, nos locais
sujeitos ao poder de polícia municipal;

XV - dispor sobre o depósito e venda de animais, mercadorias e coisas móveis apreendidas em


decorrências de transgressão da legislação municipal;

XVI - dispor sobre o registro, vacinação e captura de animais;

XVII - disciplinar e fiscalizar as atividades relacionadas com a exploração de mercados e


matadouros e manter e fiscalizar feiras livres em todos os bairros de Salvador;

XVIII - regulamentar e fiscalizar jogos esportivos, espetáculos e divertimentos públicos,


observadas as prescrições legais;

XIX - dispor sobre o serviço funerário e de cemitério, sua administração e fiscalização, cabendo-
lhe, também, conforme vier a dispor lei específica, promover, a suas expensas, todas as
condições necessárias ao sepultamento de corpos, dos quais os parentes ou responsáveis
sejam pessoas evidentemente necessitadas;

XX - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários para funcionamento de


estabelecimentos industriais, comerciais e de prestação de serviços, cabendo-lhe, inclusive:

a) conceder, renovar ou revogar alvará de licença para localização e funcionamento;


b) conceder licença para o exercício do comércio eventual e ambulante;
c) fiscalizar as condições sanitárias e de higiene dos estabelecimentos, a qualidade das
mercadorias, bem como dos veículos destinados ao transporte de produtos de origem animal ou
vegetal e da distribuição de alimentos.

XXI - fiscalizar as instalações sanitárias, as de máquinas e motores, de gás e elétricas, inclusive

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4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

domiciliares, bem como regulamentar e fiscalizar as instalações e funcionamento de


ascensores;

XXII - elaborar e aprovar, por lei, o Plano Diretor do Município;

XXIII - estabelecer normas de edificação, loteamento, desmembramento, arruamento,


saneamento urbano e planos urbanísticos específicos, bem como as limitações urbanísticas
convenientes ao ordenamento e ocupação de seu território;

XXIV - interditar edifícios, construções ou obras em ruína, em condições de insalubridade ou de


insegurança e, diretamente, demolir, restaurar ou reparar quaisquer construções que ameacem
a saúde ou a incolumidade da população;

XXV - fiscalizar os quintais e terrenos baldios, notificando os proprietários a mantê-los asseados,


murados e com as calçadas correspondentes a suas testadas devidamente construídas, sob
pena de execução direta pela administração e, sem prejuízo de sanções previstas em lei,
cobrança do custo respectivo ao proprietário omisso;

XXVI - tombar bens, documentos, obras e locais de valor artístico e histórico, as paisagens
naturais, bem como cultivar a tradição de festas populares e as de caráter cívico;

XXVII - dispor sobre as áreas verdes e reservas ecológicas e unidades de lazer do Município;

XXVIII - criar e manter estabelecimentos para o ensino nos variados graus, observada a
prioridade para o ensino fundamental;

XXIX - promover a prática desportiva;

XXX - dispor sobre o regime jurídico único de seus servidores;

XXXI - amparar a maternidade, a infância, a adolescência, os idosos, os deficientes e os


desvalidos, coordenando e orientando os serviços sociais no âmbito do Município;

XXXII - proteger a infância e a juventude contra toda a exploração e fatores que possam
conduzí-la ao abandono físico, moral e intelectual, promovendo os meios de assistência em
todos os níveis, aos menores abandonados;

XXXIII - promover as ações necessárias para restringir a mortalidade e morbidez infantis, bem
como medidas de higiene social que impeçam a propagação de doenças transmissíveis;

XXXIV - promover a construção e manutenção de creches, especialmente nos bairros populosos


e carentes da cidade;

XXXV - incentivar e apoiar a pesquisa e aplicação de tecnologia alternativa no âmbito da


atividade humana, objetivando a redução de custos administrativos e a satisfação das
necessidades básicas das comunidades carentes;

XXXVI - incentivar e apoiar a criação de cooperativas de educação, de produção de alimentos,


saúde, habitação popular, consumo e outras formas de organização da população que tenham

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4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

por objetivo a realização de programas que promovam o ser humano em toda a sua dimensão;

XXXVII - estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos;

XXXVIII - exercitar o poder de polícia administrativa, bem como organizar e manter os serviços
de fiscalização necessários ao seu exercício;

XXXIX - celebrar convênios para execução de suas leis e serviços.

Art. 8º Compete ao Município, em comum com a União, o Estado e o Distrito Federal,


observadas as normas de cooperação fixadas em lei complementar:

I - zelar pela guarda da Constituição, das instituições democráticas e conservar o patrimônio


público;

II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de


deficiência;

III - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;

IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens e


edificações de valor histórico, artístico e cultural;

V - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os


monumentos, as edificações, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

VII - proteger a fauna e a flora, em especial as espécies ameaçadas de extinção;

VIII - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais


e de saneamento básico;

IX - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração


social dos setores desfavorecidos;

X - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de


recursos hídricos e minerais em seus territórios.

Capítulo III
DOS BENS MUNICIPAIS

Art. 9º Constitui patrimônio do Município seus direitos, ações, bens móveis e imóveis e as
rendas provenientes do exercício das atividades de sua competência e da prestação dos seus
serviços.

Art. 10 A alienação de bens municipais, subordinada à existência de interesse público


devidamente justificado, será sempre precedida de avaliação e obedecerá as seguintes normas:

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I - quando imóveis, será precedida de autorização legislativa, dispensada a concorrência nos


casos de doação, permuta, investidura, dação em pagamento e integralização ao capital da
empresa pública ou sociedade de economia mista de que o Município seja majoritário;

II - quando móveis, dependerá de licitação, dispensada esta nos casos de permuta, doação e
ações que serão vendidas em bolsa, após autorização legislativa;

III - será também dispensada de autorização legislativa e concorrência a alienação de área ou


lote até 120.00m² destinada a habitação de pessoa comprovadamente pobre se atendido o
preço mínimo fixado em avaliação administrativa, não sendo permitida a alienação de mais de
uma área ou lote à mesma pessoa.

Art. 11 O Município, observado o interesse público, promoverá, através de investidura, a


alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultado de obras
públicas ou modificações de alinhamentos, dispensadas a autorização legislativa para áreas de
até 300.00m² e a concorrência quando atendido o preço mínimo fixado em avaliação
administrativa.

§ 1º Quando a área remanescente, por sua localização, interessar a mais de uma propriedade
limítrofe, será exigida a concorrência, salvo se houver renúncia expressa dos demais
interessados.

§ 2º Caso o proprietário lindeiro não manifeste interesse pela aquisição da área remanescente,
o Município proibirá o seu uso.

§ 3º Para efeitos do estabelecido nos parágrafos anteriores, o Executivo identificará as áreas


remanescentes e desenvolverá as ações que se fizerem necessárias à sua alienação.

Art. 12 Os bens do Município somente poderão ser doados a entidades de direito público, a
instituições de assistência social e sociedades cooperativas de interesse social, ainda assim
mediante autorização legislativa e estabelecimento de cláusula de reversão, para os casos de
desvio de finalidade ou de não realização, dentro do prazo de 2 (dois) anos contados a partir da
efetivação da doação, das obras necessárias ao cumprimento de sua finalidade.

Parágrafo Único - Lei especial estabelecerá outros requisitos e condições para efetivação das
doações.

Art. 13 Para efeito de alienação ou concessão do direito real de uso de bens imóveis
municipais, a avaliação administrativa será processada tomando-se por base os preços vigentes
no mercado imobiliário. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16)

Parágrafo Único - A Lei poderá estabelecer condições facilitadas de pagamento, na hipótese de


alienação ou concessão de direito real de uso de terrenos integrantes de programas
habitacionais para populações de baixa renda.

Art. 14O Município poderá conceder direito real de uso de seus bens imóveis, mediante prévia
avaliação, autorização legislativa e processo licitatório. (Redação dada pelas Emendas à Lei
Orgânica nº 16 e nº 21)

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4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

§ 1º A concessão de direito real de uso mediante remuneração ou imposição de encargo, terá


por objeto, apenas, terrenos para fins específicos de urbanização, edificação, cultivo de terra ou
outra utilização de interesse manifestamente social.

§ 2º Na hipótese de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito


de programas habitacionais de interesse social ou de regulação fundiária de interesse social,
desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública, a concessão de direito real de
uso para fins de moradia poderá ser outorgada de forma gratuita, dispensada a autorização
legislativa e a licitação para imóveis de área ou fração ideal de terreno não superior a 250m²
(duzentos e cinquenta metros quadrados) (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 21)

§ 3º Na hipótese de fração ideal de terrenos ou bens imóveis construídos e efetivamente


utilizados como locais de realização de quaisquer cultos religiosos, a concessão de direito real
de uso será outorgada de forma gratuita, dispensada a autorização legislativa e a licitação para
áreas de terreno não superior a 250m2 (duzentos e cinquenta metros quadrados), nos imóveis
situados em áreas objeto de programas públicos de regularização fundiária social. (Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 26)

Art. 15O uso dos bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante cessão, permissão e
autorização, conforme o caso, desde que atendido o interesse público.

§ 1º A cessão de uso será feita sempre a prazo determinado, através de:

I - contrato administrativo, mediante concorrência, com remuneração ou imposição de encargos,


quando pessoa jurídica de direito privado. A concorrência poderá ser dispensada quando o uso
se destinar a concessionária de serviço público, a entidades assistenciais, ou verificar-se
relevante interesse público, devidamente justificado;

II - ato administrativo, gratuitamente ou em condições especiais, independente de concorrência,


quando pessoa jurídica de direito público, autarquias municipais, empresa pública e sociedade
de economia mista de que o Municipal seja majoritário.

§ 2º A permissão de uso, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita sempre a
título precário, por ato administrativo, mediante remuneração ou com imposição de encargos.

§ 3º A autorização de uso, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita a título
precário mediante remuneração ou com imposição de encargos, por ato administrativo e para
atividade ou uso específico, em caráter eventual.

Art. 16Atendido o interesse público, o uso de qualquer bem público municipal por associação
representativa de bairro será gratuito desde que devidamente autorizado pelo Legislativo e
aprovado pelo Executivo.

§ 1º Somente poderão ser beneficiadas as associações sem fins lucrativos, devidamente


registradas, reconhecidas de utilidade pública e com, no mínimo, um ano de fundação.

§ 2º Lei específica regulará os prazos e condições gerais de uso de bens municipais pelas
associações referidas neste artigo.

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Art. 17 Os bens objeto de concessão, permissão, cessão e autorização de uso terão


atualizadas, permanentemente, suas condições contratuais, de sorte que reflitam,
objetivamente, remuneração ou encargo compatível com os resultados econômicos auferidos
pelos respectivos beneficiários.

Art. 18 É vedado ao Município a constituição de enfiteuse, subordinando-se às existentes, até


sua extinção, às disposições da legislação federal pertinente, inclusive no tocante ao direito de
resgate do aforamento.

Art. 19 O Município, considerado o interesse público, poderá admitir à iniciativa privada, a título
oneroso, conforme o caso, o uso do subsolo ou do espaço aéreo de logradouros públicos para a
construção de passagens ou equipamentos destinados a segurança ou conforto dos transeuntes
e usuários ou para outros fins de interesse urbanístico.

Art. 20 O Executivo Municipal manterá atualizado cadastro de bens imóveis municipais de


domínio pleno, aforados, arrendados ou submetidos a contratos de concessão, permissão,
cessão, autorização de uso, devidamente documentado, devendo uma cópia desse cadastro
ficar permanentemente à disposição da Câmara de Vereadores.

TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES MUNICIPAIS

Capítulo I
DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I
DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 21 Compete à Câmara:

I - privativamente:

a) eleger a Mesa, bem como destituí-la na forma regimental;


b) decretar estado de calamidade pública, por um prazo de trinta dias se assim o requerer 2/3
(dois terços) de seus membros;
c) elaborar o Regimento Interno;
d) deliberar, através de Resoluções, sobre assuntos de sua economia interna, e, por meio de
Decretos Legislativos, nos casos que criem, alterem ou extingam cargos dos seus servidores,
fixem respectivos vencimentos, bem assim nos demais casos de sua competência;
e) prorrogar as sessões;
f) conceder licença aos vereadores, e declarar, nos casos previsto nesta lei, a perda dos
respectivos mandatos;
g) tomar e julgar as contas do prefeito;
h) fixar os subsídios dos vereadores, do prefeito, do vice-prefeito, dos secretários e do
procurador geral, observando os limites previstos em lei;
i) conceder licença ao prefeito para ausentar-se do Município por mais de trinta dias;
j) designar Comissão de Vereadores para proceder a inquérito sobre fatos determinados e do
interesse do Município, sempre que o requerer a maioria absoluta de seus membros;
k) julgar o prefeito e os vereadores, nos casos previstos em lei;

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l) apreciar vetos, somente podendo rejeitá-los através decisão da maioria absoluta dos seus
membros;
m) representar perante os poderes públicos do Estado ou da União;
n) representar contra o prefeito;
o) apresentar votos de pesar, congratulações, indicações e requerimentos a autoridades e
personalidade diversas;
p) conceder honrarias a pessoas que, reconhecida e comprovadamente, tenham prestado
relevantes serviços ao Município;
q) preservar sua competência legislativa, denunciando os atos normativos do Executivo
excedentes do poder regulamentar;
r) autorizar mediante pronunciamento favorável da maioria absoluta dos seus membros,
consulta plebiscitária requerida pelo Executivo, por qualquer dos vereadores da Câmara ou por
dois por cento do eleitorado do Município;
s) fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta e
fundações públicas, acompanhando sua gestão e avaliando seu resultado operacional, com
auxílio do Tribunal de Contas dos Municípios;
t) autorizar o Poder Executivo Municipal a celebrar convênios, acordos e consórcios com a
União, o Estado, outros municípios e entidades privadas em geral;
u) autorizar o prefeito, por deliberação da maioria absoluta dos seus membros, a contrair
empréstimos, regulando-lhes as condições e respectiva aplicação.

§ 1º A Câmara Municipal, pelo seu presidente ou qualquer de suas Comissões, pode convocar
secretário municipal, procurador geral ou titulares de entidades autárquicas, fundações,
empresas públicas e sociedade de economia mista para, no prazo de oito dias, prestar
pessoalmente, ou de 30 (trinta) dias, por escrito, informações sobre assuntos previamente
determinados, importando crime contra administração pública a ausência sem justificação
adequada ou prestação de informações falsas.

§ 2º Constituem honrarias previstas na letra "p" do presente artigo:

a) Título de Cidadão da Cidade de Salvador àqueles que tenham relevantes serviços prestados
à Cidade de Salvador, mas nela não tenham nascido;
b) Medalha Thomé de Souza, concedida àqueles nascidos ou não no Município de Salvador,
que tenham relevantes serviços prestados à esta cidade;
c) Comenda Maria Quitéria, concedida às mulheres que tenham prestado serviços relevantes à
Cidade de Salvador.
d) Medalha Zumbi dos Palmares, outorgada às pessoas que tenham prestado relevantes
serviços à Cidade de Salvador e ao Estado da Bahia, no combate ao racismo, discriminação e
intolerância de qualquer gênero;(Redação acrescida pela Emenda à Lei Orgânica nº 23)

II - Com a sanção do prefeito, aprovar e deliberar especialmente sobre:

a) orçamento e abertura de créditos adicionais;


b) sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
c) criação e extinção de cargos públicos e fixação dos respectivos vencimentos e vantagens
inerentes ao Executivo Municipal;
d) planos gerais e programas financeiros;
e) alienação de bens imóveis e concessão de direito real de uso;
f) o Plano Diretor do Município;

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g) isenções de tributos e de outros benefícios fiscais;


h) divisão territorial do município;
i) alteração da estrutura organizacional da administração municipal;
j) aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação ou legados sem encargos;
k) denominação de vias e logradouros públicos.

SEÇÃO II
DOS VEREADORES

Art. 22 O mandato de vereador é remunerado dentro dos limites e critérios fixados em lei,
observadas as normas constitucionais aplicáveis. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
nº 14)

§ 1º O mandato do vereador será remunerado, na forma fixada pela Câmara Municipal, em cada
legislatura, para a subsequente, estabelecido como limite máximo, o valor percebido como
remuneração em espécie pelo prefeito.

§ 2º A ajuda de custo, correspondente ao valor do subsídio, é devida ao Vereador no inicio e no


fim de cada sessão legislativa, não sendo devida, por mais de uma vez, ao suplente
reconvocado na mesma sessão legislativa.

Art. 23Os vereadores têm imunidade parlamentar na jurisdição do Município, sendo invioláveis
por suas opiniões, palavras e votos.

§ 1º Desde a expedição do diploma, os vereadores não poderão ser presos, salvo flagrante
delito de crime inafiançável, ser processados criminalmente sem prévia licença da Câmara
Municipal.

§ 2º O indeferimento de pedido de licença ou ausência de deliberação suspende a prescrição,


enquanto durar o mandato.

§ 3º No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro de 24 horas à


Câmara Municipal, para que, pelo voto secreto da maioria dos seus membros, resolva sobre a
prisão e autoria, ou não, à formação de culpa.

§ 4º O vereador não será obrigado a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas,


em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhe confiaram tais informações,
podendo ter acesso a documentos ou diligenciar em qualquer secretaria ou entidade da
administração indireta.

Art. 24 Ao vereador é vedado: (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 13)

I - desde a diplomação:

a) celebrar contrato com pessoa de direito público, entidade autárquica, sociedade de economia
mista, empresa pública ou concessionária de serviço público local, salvo quando obedecer a
normas uniformes;
b) aceitar cargo, emprego ou função da administração pública municipal, direta ou
descentralizada, salvo em decorrência de concurso público.

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II - desde a posse:

a) ser proprietário ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato, ou pessoa
jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar, na área municipal, cargo, função ou emprego de que seja demissível "ad nutum";
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea "a"
do inciso I deste artigo;
d) estabelecer domicílio fora do município durante o exercício do mandato;
e) exercer outro cargo eletivo federal, estadual ou municipal;
f) integrar Conselhos Municipais.

Art. 25 A infringência de qualquer das proibições do artigo anterior importará na perda do


mandato, a ser decretada pela Câmara através de voto de 2/3 dos seus membros, por iniciativa
do prefeito, da Mesa da Câmara, de qualquer vereador ou, ainda pelo Judiciário.

Art. 26O vereador que, sem justo motivo, deixar de comparecer à sessão do dia ou ausentar-
se no momento de votação das matérias da Ordem do Dia, deixará de perceber um trinta-avos
do subsídio e da representação.

Art. 27Perderá o mandato o vereador que deixar de comparecer, em cada período legislativo
anual, à terça parte das sessões ordinárias da Câmara Municipal, salvo por motivo de doença
comprovada, licença ou missão autorizada pela edilidade, ou ainda, deixar de comparecer a
cinco sessões extraordinárias, convocadas pelo prefeito, por escrito, mediante prova de
recebimento para apreciação de matéria urgente, assegurada ampla defesa, em ambos os
casos.

Art. 28 Nos casos de morte, renúncia ou nos demais previstos em lei, a extinção de mandato de
vereador será declarada pelo presidente da Câmara, na primeira sessão após a comprovação
do ato extintivo, cabendo ao suplente com direito à vaga, obtê-la do Judiciário, se ocorrer
omissão do presidente:

Art. 29 Suspender-se-á o exercício do mandato do vereador:

I - em razão de sentença definitiva transitada em julgado;

II - pela decretação de prisão preventiva.

Art. 30 A Câmara poderá cassar o mandato do vereador que:

I - proceder de modo incompatível com o decoro parlamentar;

II - utilizar-se do mandato para prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa;

III - incidir em qualquer das proibições do artigo 27.

§ 1º O processo de cassação do mandato do vereador deverá obedecer o estabelecido em lei


federal.

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§ 2º O presidente da Câmara afastará de suas funções o vereador acusado, desde que a


denúncia seja recebida pela maioria absoluta da Câmara.

Art. 31 O Vereador poderá licenciar-se:

I - para desempenhar funções de Ministro de Estado, Secretário de Estado, Secretário do


Município da Cidade de Salvador, Superintendente, Diretor Presidente e Presidente de
autarquias, empresas públicas e de sociedade de economia mista da União, dos Estados e do
Município da Cidade de Salvador, incluindo a assunção de cargos eletivos de suplência e/ou por
decisão judicial provisória, enquanto perdurar esta condição;

II - a licença de que trata este artigo estende-se aos cargos de superintendências regionais da
União e aos cargos, inclusive regionais, de Presidente, Superintendente, Diretor Executivo,
Diretor-Superintendente e
Diretor-Geral das entidades parestatais criadas por lei. (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 34)

Art. 32 A renúncia de vereador far-se-á por comunicação escrita, com firma reconhecida,
dirigida à Câmara, tornando-se efetiva com a sua transcrição na ata da sessão em que for lida.

Parágrafo Único - Opor-se-á a renúncia tácita ao mandato quando o vereador ou o suplente não
prestar compromisso dentro de trinta dias da instalação da legislatura, ou, em igual prazo, não
atender à convocação da Mesa, salvo a hipótese de prorrogação concedida pela Câmara.

Art. 33 Convocar-se-á o suplente nos casos de renúncia ou morte, investidura na função de


prefeito ou de secretário do Município ou quando licenciado por período igual ou superior a
cento e vinte dias por motivo de doença, ou para, sem remuneração, tratar de interesses
particulares.

Art. 34 No ato da posse, bem como ao término do mandato, o vereador deverá apresentar
declaração do seu patrimônio, a ser transcrita em livro próprio, constando de ata o seu resumo.

SEÇÃO III
DA INSTALAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO

Art. 35 A Legislatura terá a duração de 04 (quatro) anos, devendo a Câmara reunir-se,


anualmente, em dois períodos, em cada Sessão Legislativa Ordinária, nas mesmas datas
fixadas pela Constituição da República Federativa do Brasil para as reuniões do Congresso
Nacional.

§ 1º Independentemente de convocação, no primeiro dia útil subsequente à data do mês de


fevereiro de cada ano, fixada constitucionalmente para início do primeiro período da Sessão
Legislativa Ordinária do Congresso
Nacional, instalar-se-á a Sessão Legislativa Ordinária da Câmara Municipal de Salvador,
quando, então, o Prefeito fará a leitura da Mensagem.

§ 2º A Câmara elegerá, a 02 de janeiro do primeiro ano da Legislatura, a Mesa Executiva,


constituída de 01 (um) Presidente, 03 (três) VicePresidentes, 04 (quatro) Secretários, 01 (um)
Corregedor, 01(um) Ouvidor e 01

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(um) Ouvidor Substituto para o mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo
cargo na eleição imediatamente subsequente, observando-se:

I - a eleição da Mesa será realizada em primeira convocação com a presença de, pelo menos,
2/3 (dois terços) dos Vereadores que compõem a Câmara;

II - no caso de empate na votação para cargos da Mesa, proceder-se-á a novo escrutínio, e,


permanecendo inalterada a situação entre os postulantes aos referidos cargos, será proclamado
eleito o candidato mais votado no último pleito municipal em que se elegeu.

§ 3º À Mesa, dentre outras atribuições, compete:

I - propor Projetos de Lei que criem ou extingam cargos dos serviços da Câmara e fixem os
respectivos vencimentos;

II - elaborar e expedir, mediante ato, a discriminação analítica das dotações orçamentárias da


Câmara, bem como alterá-las quando necessário;

III - apresentar Projetos de Lei dispondo sobre abertura de créditos suplementares ou especiais,
através de anulação parcial ou total da dotação da Câmara;

IV - suplementar, mediante ato, as dotações do orçamento da Câmara, observado o limite da


autorização constante da Lei Orçamentária, desde que os recursos para sua cobertura sejam
provenientes de anulação total ou parcial de suas dotações orçamentárias;

V - nomear, promover, comissionar, conceder gratificações, licenças, pôr em disponibilidade,


exonerar, demitir, aposentar e punir funcionários ou servidores da Secretaria da Câmara
Municipal, nos termos da lei;

VI - declarar a perda do mandato de Vereador, de ofício, ou por provocação de qualquer de seus


membros, ou por partido político representado na Câmara, nas hipóteses previstas em lei,
assegurado pleno direito de defesa;

VII - outras atividades previstas no Regimento da Câmara.

§ 4º A eleição para a renovação da Mesa Executiva será regulada pelo Regimento Interno da
Câmara Municipal.

§ 5º O primeiro período de cada Sessão Legislativa não será interrompido sem a aprovação do
Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, e o segundo período não será interrompido
sem a aprovação do Projeto de
Lei do Orçamento Anual -LOA (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 33)

Art. 36Na composição das Comissões Permanentes atender-se-á tanto quanto possível, à
representação proporcional dos partidos políticos.

§ 1º Nenhum vereador poderá fazer parte de mais de 03 (três) comissões;

§ 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:

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I - opinar sobre projeto de lei, na forma do Regimento;

II - discutir e aprovar iniciativas do Executivo que dependam de autorização da Câmara;

III - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;

IV - acompanhar, junto ao governo, os atos de regulamentação, zelando por sua completa


adequação;

V - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos


ou omissões das autoridades ou entidades públicas;

VI - solicitar depoimento e informações de qualquer agente da administração.

Art. 37 As sessões da Câmara serão públicas, salvo quando ocorrer motivo relevante,
reconhecido pelo voto de 2/3 (dois terços) dos seus membros. Quando a votação for secreta,
fica assegurado o direito de declaração de voto.

Parágrafo Único - Será secreta a votação, nos seguintes casos:

I - julgamento do prefeito e vereadores;

II - deliberação sobre projetos vetados e contas do prefeito;

III - eleição da Mesa.

Art. 38 As sessões serão realizadas no Paço Municipal nos dias úteis estabelecidos no
Regimento Interno da Câmara, só podendo ser instaladas com a presença de no mínimo 1/3
(um terço) do colegiado.

§ 1º Reputar-se-á nula a sessão que se realizar em desacordo com as exigências deste artigo.

§ 2º As deliberações da Câmara, excetuando os casos previstos nesta lei, serão tomadas por
voto majoritário, presente a maioria absoluta dos vereadores.

§ 3º Os atos da Câmara Municipal de Salvador serão publicados no órgão oficial do Município


ou do Estado ou, em caso de urgência, em qualquer jornal de circulação diária do Município de
Salvador.

Art. 39 Somente pelo voto de, no mínimo, 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara,
consideram-se aprovados as deliberações sobre:

I - destituição de componentes da Mesa;

II - aquisição de bens por doação ou legados, ambos se com encargos ou ônus para o
município;

III - suspensão, extinção ou exclusão de crédito tributário;

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IV - isenção de impostos municipais;

V - mudança de local de funcionamento da Câmara, comprovado o impedimento de acesso ao


recinto do Paço Municipal;

VI - modificação territorial do Município;

VII - cassação do mandato de vereador;

VIII - alteração desta lei;

IX - alienação de bens imóveis;

X - rejeição de parecer prévio do Tribunal de Contas.

Art. 40O presidente da Câmara exercerá o direito de voto quando a votação for secreta ou se
ocorrer empate na votação da matéria submetida à apreciação do plenário.

Art. 41 O presidente, com aprovação do plenário, poderá requisitar policiamento que deverá
ficar à sua disposição para garantir a ordem no recinto das sessões.

Art. 42Dependerá de proposta escrita qualquer alteração ao Regimento Interno, em 2 (duas)


discussões, com interstício de 2 (dois) dias, considerando- se a matéria aprovada pelo voto da
maioria absoluta da Câmara.

Art. 43A Câmara poderá ser convocada, extraordinariamente, pelo seu presidente, nos casos
de decretação de estado de sítio, estado de emergência e de intervenção federal, ou a
requerimento de 2/3 (dois terços) de seus membros, ou ainda por solicitação do chefe do Poder
Executivo Municipal.

SEÇÃO IV
DO PROCESSO LEGISLATIVO

Art. 44 O Processo Legislativo compreende a elaboração de:

I - Emenda à Lei Orgânica;

II - Leis complementares;

III - Leis ordinárias;

IV - Decretos Legislativos;

V - Resoluções.

Art. 45 Esta Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço do número de vereadores;

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II - do chefe do Executivo;

III - dos munícipes que representem, no mínimo, 5% do eleitorado.

§ 1º A proposta será discutida e votada em dois turnos, com interstício mínimo de 10 dias,
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, dois terços dos votos dos vereadores.

§ 2º A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara de Vereadores, com o
respectivo número de ordem.

§ 3º A matéria constante da proposta da emenda rejeitada ou havida por prejudicada não


poderá ser objeto de nova proposta no mesmo período legislativo.

SEÇÃO V
DAS LEIS

Art. 46 A iniciativa das leis complementares e ordinárias, salvo os casos de competência


privativa, cabe ao vereador, Comissão da Câmara Municipal, ao prefeito e por proposta de 5%
do eleitorado, no mínimo.

Art. 47O prefeito poderá enviar à Câmara Municipal projetos de lei sobre qualquer matéria, os
quais se o solicitar serão apreciados em regime de urgência, dentro de 45 dias a contar do seu
recebimento.

§ 1º A solicitação do prazo mencionado neste artigo poderá ser feita depois da remessa do
projeto e em qualquer fase de seu andamento.

§ 2º Na falta, será incluído na pauta, automaticamente, nas 10 (dez) sessões subsequentes ao


final das quais, não tendo sido apreciado, será sobrestada a deliberação quanto as demais
proposições para que ultime a votação na próxima sessão subsequente.

§ 3º O prazo fixado neste artigo não corre nos períodos de recesso da Câmara.

Art. 48 Nenhum projeto será submetido a discussão sem audiência e parecer da Comissão
competente, salvo quando da sua própria iniciativa.

§ 1º Os projetos de lei, de decreto legislativo ou de resolução, além de constarem da Ordem do


Dia, deverão ser publicados com antecedência de 48 (quarenta e oito) horas de sua discussão,
exceto nos casos de urgência concedida por membros da Câmara.

§ 2º Os projetos de lei e de resolução serão submetidos a 03 (três) discussões, os oriundos de


comissões ou do Executivo, a 02 (duas) discussões; os decretos legislativos, indicações,
requerimentos e moções, a discussão única.

§ 3º Projeto encaminhado às comissões será incluído em pauta por determinação do presidente,


ou a requerimento de qualquer vereador, se o parecer não for apresentado até 10 (dez) sessões
ordinárias da Câmara.

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§ 4º O projeto de lei encaminhado por iniciativa popular será apresentado na Ordem do Dia da
Câmara e deverá ser apreciado no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, a contar do seu
recebimento pela Câmara Municipal. Decorrido esse prazo, o projeto irá automaticamente à
votação sobrestada as demais, independente de pareceres.

§ 5º Não tendo sido votado projeto de lei de iniciativa popular quando do encerramento da
sessão, será considerado reinscrito, de pleno direito, na sessão seguinte da mesma legislatura,
ou na primeira sessão da legislatura subsequente.

§ 6º O Regimento Interno da Câmara deverá prever, forma que assegure a defesa da proposta
de emenda ou projeto de lei de iniciativa popular, em Comissão ou Plenário, por um dos seus
signatários.

Art. 49 Aprovado em redação final, será o projeto enviado ao prefeito que, aquiescendo, o
sancionará no prazo de 15 (quinze) dias úteis, determinando a sua publicação.

§ 1º Se o prefeito considerar o projeto inconstitucional, ilegal ou contrário ao interesse público,


opor-lhe-á veto total ou parcial, dentro de 15 (quinze) dias, encaminhando ao presidente da
Câmara os motivos do veto.

§ 2º Decorrida a quinzena, o silêncio do prefeito, importará em sanção ao projeto, cumprindo ao


presidente da Câmara promulgá- lo e determinar sua publicação no caso do Poder Executivo
não o sancionar dentro do prazo de 48 horas.

§ 3º Se vetado, com a indispensável justificativa, será o projeto encaminhado à Câmara, onde,


em discussão única, com ou sem parecer, será votado dentro do prazo de 15 (quinze) dias úteis,
contados a partir do recebimento, somente podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta
dos vereadores.

§ 4º Decorrido o prazo do parágrafo anterior, sem deliberação, o veto será incluído na Ordem do
Dia da sessão imediata subsequente, sobrestadas as demais proposições até a votação final.

§ 5º Rejeitado o veto, o projeto vetado, no todo ou em parte será promulgado pelo presidente da
Câmara que promoverá sua publicação, no caso do Poder Executivo não o sancionar dentro do
prazo de 48 horas.

Art. 50 Não poderão ser renovados, no mesmo período legislativo anual, projetos rejeitados
pela Câmara, bem como aqueles cujos vetos tenham sido aceitos.

Parágrafo Único - Excetuam-se do disposto neste artigo os projetos que no mesmo período
legislativo forem de iniciativa da maioria absoluta dos membros da Câmara ou do prefeito
municipal.

Art. 51Os projetos de lei não poderão tratar de matéria estranha ao enunciado da respectiva
ementa, e quando da iniciativa do prefeito, serão acompanhados de mensagem fundamentada.

Capítulo II
DO PODER EXECUTIVO

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SEÇÃO I
DO PREFEITO

Art. 52 O Poder Executivo é exercido pelo prefeito, competindo-lhe:

I - representar o Município em juízo ou fora dele;

II - apresentar projetos de lei à Câmara;

III - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, e expedir regulamento para sua fiel execução;

IV - vetar, no todo ou em parte, projetos de lei aprovados pela Câmara;

V - baixar decretos e demais atos administrativos fazendo-os publicar em órgãos oficiais;

VI - enviar à Câmara, até 30 de setembro de cada ano, projeto de lei do orçamento anual;

VII - nomear seus auxiliares diretos e, em cada unidade funcional, os ordenadores de empenho,
despesa e liquidação;

VIII - convocar extraordinariamente a Câmara Municipal, em caso de urgência ou relevante


interesse público;

IX - decretar desapropriação e intervenção em empresas concessionárias de serviço público;

X - contrair empréstimos e oferecer garantias;

XI - observar e fazer cumprir as leis, resoluções e regulamentos administrativos;

XII - apresentar anualmente à Câmara, na abertura do período legislativo ordinário, relatório das
atividades;

XIII - prestar contas relativas ao exercício anterior na forma da lei;

XIV - pronunciar-se sobre os requerimentos da Câmara, em até 15 (quinze) dias do recebimento


da solicitação;

XV - dirigir, superintender e fiscalizar serviços de obras municipais;

XVI - promover a arrecadação dos tributos, preços públicos e tarifas devidos ao Município,
dando-lhes a publicação adequada;

XVII - administrar os bens municipais, promover a alienação, deferir permissão, cessão, ou


autorização de uso, observadas as prescrições legais;

XVIII - permitir, conceder ou autorizar a execução dos serviços públicos por terceiros quando
não possível ou conveniente ao interesse público a exploração direta pelo Município;

XIX - autorizar despesas e pagamentos de conformidade com as dotações votadas pela

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Câmara;

XX - decidir sobre requerimentos, reclamações e representações;

XXI - prover os cargos públicos, contratar, exonerar, demitir, aposentar, colocar em


disponibilidade e praticar os demais atos relativos à situação funcional dos seus servidores,
respeitado o Estatuto do Funcionário Público e as prescrições legais;

XXII - requisitar às autoridades do Estado o concurso de força policial para cumprimento de


suas determinações estabelecidas na lei;

XXIII - celebrar convênios, acordos e consórcios com a União, o Estado, outros Municípios e
entidades privadas;

XXIV - promover, com prévia autorização da Câmara, a emissão de títulos de dívida pública;

XXV - promover o tombamento dos bens do Município;

XXVI - transigir com terceiros, em juízo, inclusive nos casos de responsabilidade civil, e celebrar
acordos com devedores, ou credores do Município, ou transações preventivas ou extintivas de
litígio, se comprovada, em processo regular, manifesta vantagem para o Município;

XXVII - abrir créditos suplementares e especiais com autorização legislativa;

XXVIII - abrir créditos extraordinários, mediante decreto, nos casos em que a lei indicar;

XXIX - promover processo por infração das leis e regulamentos municipais e impor as sanções
respectivas;

XXX - encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e contas exigidas em lei;

XXXI - providenciar, obedecidas as normas urbanísticas vigentes, o emplacamento de vias e


logradouros públicos;

XXXII - aplicar multas previstas em leis e contratos, bem como relevá-los quando impostos
irregularmente;

XXXIII - colocar à disposição, da Câmara os recursos correspondentes às suas dotações


orçamentárias e a ela destinados na forma prevista nesta Lei;

XXXIV - delegar competência aos seus auxiliares imediatos;

XXXV - decretar a intervenção e requisição de bens e serviços;

XXXVI - fixar os preços dos serviços prestados pelo Município e os relativos à concessão,
cessão, permissão ou autorização de uso de seus bens e serviços;

XXXVII - fixar tarifas dos serviços públicos de sua competência;

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XXXVIII - dispor sobre a estrutura e organização dos órgãos da administração municipal,


mediante autorização da Câmara Municipal;

XXXIX - solicitar à Câmara licença para ausentar-se do Município por tempo superior a 30
(trinta) dias;

XL - aceitar e receber legados e doações salvo quando se tratar de encargos, que dependerá de
autorização da Câmara;

XLI - praticar quaisquer atos de interesse do Município que não estejam reservados à
competência privativa da Câmara Municipal.

Art. 53 Substituirá o prefeito, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-


Prefeito. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 7)

§ 1º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas em lei, auxiliará o
Prefeito sempre que for por ele convocado para missões especiais.

§ 2º Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância dos respectivos


cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Chefia do Poder Executivo o
Presidente da Câmara e o Vereador mais idoso.

§ 3º Vagando os cargos do Prefeito, do Vice-Prefeito, far-se-á eleição 90 (noventa) dias depois


de aberta a última vaga.

§ 4º Ocorrendo a vacância nos últimos 2 (dois) anos de mandato, a eleição para ambos os
cargos será feita 30 (trinta) dias depois de aberta a última vaga pela Câmara Municipal, na
forma da Lei.

Art. 54 O prefeito perderá o cargo nos seguintes casos:

I - por extinção quando:

a) perder os direitos políticos;


b) não prestar contas de sua administração, nos termos da lei.

II - por cassação através do voto de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal
quando:

a) incidir em infração político-administrativa, nos termos do art. 56;

III - por renúncia.

Parágrafo Único - O prefeito terá assegurada ampla defesa, na hipótese do inciso II.

Art. 55O prefeito e seus auxiliares incorrerão em crime de responsabilidade quando atentarem
contra as Constituições Federal ou Estadual, a Lei Orgânica do Município, o livre exercício dos
outros poderes, inclusive os direitos políticos, sociais e individuais, a probidade na

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administração, a Lei Orçamentária, ficando sujeito à suspensão do exercício de suas funções, à


destituição e perda de mandato e a outras decisões judiciais.

SEÇÃO II
DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS

Art. 56 Junto ao prefeito, funcionará como órgão de coordenação e representação uma


secretaria, a cujo secretário compete:

I - assessorar direta e imediatamente o prefeito no desempenho de suas atribuições e, em


especial, nos assuntos referentes à administração em geral;

II - promover a divulgação dos atos e atividades da administração municipal;

III - acompanhar a tramitação de projetos de lei na Câmara com a participação das secretarias e
demais órgãos da administração no que se refere aos projetos de lei submetidos à sanção do
prefeito;

IV - referendar os atos do prefeito.

Art. 57 Os secretários do Município são auxiliares diretos de confiança do prefeito, sendo


responsáveis pelos atos que praticarem ou referendarem no exercício do cargo.

Art. 58 Poderão exercer os cargos indicados no artigo anterior os brasileiros no gozo de seus
direitos civis e políticos, que farão declaração pública de bens, no ato de posse e no término do
exercício do cargo.

Art. 59 Ficam sujeitos a punição os secretários e dirigentes de órgãos públicos que violarem os
direitos constitucionais ou cometerem crimes administrativos, ou corrupção, tráfico de influência
ou omissão dolosa. O crime não prescreve com o afastamento ou demissão do cargo.

Art. 60 Compete aos secretários:

I - supervisionar, coordenar, orientar, dirigir e fazer executar os serviços de sua Secretaria, de


acordo com o planejamento geral da administração;

II - expedir instruções para execução das leis e regulamentos;

III - apresentar proposta parcial para elaboração da lei do Orçamento e, até o dia 31 de janeiro,
relatório dos serviços de sua Secretaria;

IV - Comparecer à Câmara, dentro de 08 (oito) dias, quando convocado para pessoalmente


prestar informações;

V - delegar atribuições aos seus subordinados;

VI - referendar os atos do prefeito.

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SEÇÃO III
DA PROCURADORIA

Art. 61A Procuradoria Geral do Município é a instituição que representa o município, judicial ou
extrajudicial, cabendo-lhe, ainda, exercer as atividades de consultoria e assessoramento do
Poder Executivo e, privativamente, administrar e executar a dívida ativa.

Parágrafo único. A Procuradoria Geral do Município tem por Chefe o Procurador-Geral do


Município, auxiliar direto da confiança do Prefeito, por ele nomeado dentre os integrantes da
carreira de Procurador do Município, de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada.
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 25)

Art. 62 A Procuradoria Fiscal do Município é órgão da estrutura da Procuradoria Geral,


competindo-lhe a representação judicial ou extrajudicial, a consultoria e o assessoramento
jurídico ao Município, em matéria tributária e não tributária, de sua competência.

Art. 63 A Procuradoria do Meio Ambiente, Patrimônio, Urbanismo e Obras é também órgão


integrante da estrutura da Procuradoria Geral do Município, competindo-lhe a representação
judicial e extrajudicial do Município, bem como a consultoria e o assessoramento jurídico nas
áreas de meio ambiente, patrimônio, urbanismo e obra de sua competência, cabendo-lhe ainda,
a consultoria e assessoramento do Poder Executivo e privativamente a orientação do exercício
do poder de polícia na área de sua competência.

Art. 64 As Procuradorias Fiscal e do Meio Ambiente, Patrimônio, Urbanismo e Obras do


Município serão dirigidas por procuradores integrantes da carreira de procurador do Município,
de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada, indicados pelo prefeito.

Art. 65 Ao procurador geral compete, dentre outras atribuições:

I - defender e representar, em juízo ou fora dele, o Município;

II - dirigir e supervisionar os serviços da Procuradoria Geral e supervisionar as Procuradorias


Fiscal e do Meio Ambiente, Patrimônio, Urbanismo e Obras e demais procuradorias
especializadas;

III - emitir parecer sobre questões jurídicas em processo submetido a seu exame;

IV - prestar assistência jurídica ao Executivo Municipal nas áreas de sua competência;

V - avocar a defesa da Fazenda Municipal em qualquer ação ou processo, ou atribuí-la a


procurador especialmente designado;

VI - dirigir, supervisionar e orientar os serviços de assistência jurídica das autarquias, fundações,


empresas públicas e sociedades de economia mista municipais, nas áreas de sua competência.

Art. 66 Ao procurador chefe da Procuradoria Fiscal compete:

I - a representação judicial do Município e a sua defesa extrajudicial, bem como assessoramento


jurídico dos órgãos da administração, em matéria fiscal tributária e não tributária;

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II - dirigir e supervisionar os serviços da Procuradoria Fiscal;

III - avocar a defesa da Fazenda Municipal em qualquer ação ou processo, ou atribuí-la a


procurador especialmente designado;

IV - dirigir, supervisionar e orientar os serviços de anuência jurídica das autarquias, fundações,


empresas públicas e sociedades de economia mista municipais, nas áreas de sua competência.

V - apresentar semestralmente relatório circunstanciado de suas atividades ao procurador geral


do Município.

Ao procurador chefe da Procuradoria do Meio Ambiente, Patrimônio, Urbanismo e Obras


Art. 67
compete:

I - a representação judicial do Município e a sua defesa extrajudicial, bem como o


assessoramento jurídico dos órgãos da administração, em matéria relativa ao meio ambiente,
sua proteção e utilização; ao patrimônio, urbanismo, planejamento, ordenamento urbano,
ocupação e uso do solo e obras do Município;

II - dirigir e supervisionar os serviços da Procuradoria;

III - avocar a defesa do Município em qualquer ação ou processo, ou atribuí-la a procurador


especialmente designado;

IV - dirigir, supervisionar e orientar os serviços de assistência jurídica das autarquias, fundações,


empresas públicas e sociedades de economia mista municipais, nas áreas de sua competência;

V - apresentar, semestralmente, relatório circunstanciado de suas atividades, ao procurador


geral do Município.

Art. 68A consultoria e o assessoramento jurídico das autarquias, fundações empresas públicas
e sociedades de economia mista competem às respectivas procuradorias.

Art. 69 A carreira de procurador, a organização e o funcionamento das procuradorias serão


disciplinados em lei, dependendo o respectivo ingresso de classificação em concurso público de
provas e títulos.

Art. 70 Os vencimentos dos cargos de procurador de 1ª e 2ª classes corresponderão, sempre,


respectivamente, a 50% (cinqüenta por cento) e 45% (quarenta e cinco por cento) da
remuneração mensal atribuída ao cargo de procurador geral, devendo ser procedidos os
reajustamentos, para efeito de observância dessa correspondência, automática e
coincidentemente, nas épocas dos aumentos dos servidores municipais.

TÍTULO III
A ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

Capítulo I
DO PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO URBANO E HABITAÇÃO

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SEÇÃO I
DO PLANEJAMENTO URBANO

Art. 71 O Município, atendendo às peculiaridades locais e às diretrizes estaduais e federais,


promoverá o desenvolvimento urbano através de um processo de planejamento, levado a efeito
pelo sistema de planejamento municipal, visando aos seguintes objetivos:

I - promoção das medidas necessárias à cooperação e articulação de atuação municipal com a


dos demais níveis de governo;

II - criação das condições necessárias a adequada distribuição espacial da população e das


atividades sócio-econômicas e culturais, em especial a de baixa renda;

III - estímulo e garantia de participação da comunidade em todas as fases do processo de


planejamento, desenvolvimento e organização territorial e espacial do Município;

IV - ordenação da expansão dos núcleos urbanos;

V - estruturação do crescimento urbano;

VI - integração e complementariedade de atividades urbanas e rurais, públicas e privadas;

VII - garantia a qualquer cidadão de acesso aos serviços básicos de infra- estrutura e
equipamentos urbanos e comunitários adequados;

VIII - otimização e atribuição de finalidade aos imóveis municipais;

IX - otimização dos equipamentos e infra-estrutura urbana, evitando deseconomias no processo


de urbanização;

X - cumprimento da função social da propriedade imobiliária urbana:

a) oportunidade de acesso à propriedade imobiliária urbana e à moradia;


b) justa distribuição dos benefícios e ônus do processo de urbanização;
c) prevenção e correção das distorções de valorização da propriedade urbana;
d) prevenção da especulação imobiliária;
e) adequação do direito de construir às normas urbanísticas;

XI - controle do uso do solo visando evitar:

a) a utilização inadequada dos imóveis urbanos;


b) a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;
c) adensamentos inadequados à infra-estrutura e aos equipamentos urbanos e comunitários
existentes ou previstos;
d) a ociosidade do solo urbano edificável;
e) a deterioração das áreas urbanizadas;
f) a ocorrência de desastres naturais especialmente nas encostas;
g) a deterioração da imagem ambiental, natural ou construída.

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XII - adequação da política fiscal e financeira aos objetivos do desenvolvimento urbano;

XIII - recuperação dos investimentos públicos municipais, mediante contribuição de melhoria e


outras cobranças que o Plano Diretor determinar, pagos diretamente ao Município pelos
proprietários dos imóveis beneficiados;

XIV - proteção, preservação e recuperação do meio ambiente e do patrimônio cultural, de modo


a privilegiar os investimentos geradores do bem-estar geral e a fruição de bens pelos diferentes
segmentos sociais;

XV - adequação dos investimentos públicos aos objetivos do desenvolvimento urbano,


notadamente quanto ao sistema viário, transporte, habitação e saneamento;

XVI - proteção, preservação e recuperação do patrimônio histórico, artístico, arqueológico,


paisagístico e ecológico;

XVII - estímulo à participação da iniciativa privada na urbanização e no processo de


desenvolvimento urbano;

XVIII - promoção do turismo como fator de desenvolvimento econômico;

XIX - incentivo à participação popular no processo de desenvolvimento urbano.

Parágrafo Único - Como sistema de planejamento, compreende-se o conjunto de órgãos,


normas, recursos humanos e técnicos, à coordenação da ação planejada da administração
municipal.

SEÇÃO II
DO PLANO DIRETOR

Art. 72 As ações do Poder Público Municipal relativas ao processo de planejamento


permanente, deverão ser desenvolvidas de acordo com a seguinte orientação coordenada:

I - avaliação da realidade presente e análise dos planos, programas e projetos existentes para
caracterização de problemas e identificação das necessidades prioritárias de intervenção
pública;

II - fornecimento de subsídios necessários para a criação de alternativas e definição de diretrizes


gerais da política de desenvolvimento urbano;

III - estabelecimento dos meios para operacionalização e compatibilização entre si dessas


diretrizes;

IV - elaboração de programas e projetos executivos, controle de sua implantação e avaliação


dos resultados, reiniciando o ciclo.

Art. 73 O Município terá aprovado por lei o seu Plano Diretor de Desenvolvimento e de
Expansão Urbana, peça fundamental da gestão municipal que conterá as diretrizes gerais,
objetivando ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-

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estar e a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.

Art. 74A elaboração do Plano Diretor, bem como sua revisão, atualização, complementação e
ajustamento são da iniciativa e atribuição do Executivo, por intermédio de seus órgãos de
planejamento, e dele deverá constar, como conteúdo básico:

I - análise e diagnóstico dos sistemas urbanos do município;

II - projeções relativas à demanda real de equipamentos, infra-estrutura, serviços urbanos e


atividades econômicas em geral para os horizontes estudados;

III - diretrizes relativas à estrutura urbana, uso e ocupação do solo, zoneamento, áreas de
interesse social e especial infra-estrutura urbana, além das diretrizes sócio-econômicas,
financeiras e administrativas.

Art. 75 O Executivo Municipal deverá promover a revisão e atualização do Plano Diretor a cada
decurso de oito anos após a sua aprovação pela Câmara Municipal, podendo o mesmo sofrer
complementações e ajustamentos antes do prazo estabelecido neste artigo, sem prejuízo da
revisão e atualização prevista nesta lei.

Art. 76Os planos específicos, programas e projetos urbanísticos criados ou implantados pelo
Município deverão observar as diretrizes gerais estabelecidas no Plano Diretor de
Desenvolvimento Urbano.

Art. 77 O Município elaborará as normas a serem observadas no planejamento urbano, no


ordenamento do uso e da ocupação do solo, as quais deverão guardar harmonia com as
diretrizes gerais previstas no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e se constituirão no seu
instrumento de operacionalização.

Art. 78 Os órgãos e entidades federais e estaduais deverão compatibilizar sua atuação no


Município com as diretrizes e prioridades estabelecidas no Plano Diretor de Desenvolvimento
Urbano.

Art. 79 O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano será elaborado pelo órgão de


planejamento municipal, cabendo-lhe para esse efeito, a coordenação dos procedimentos de
todos os órgãos da administração direta e indireta, que serão co-responsáveis pela sua
preparação, cabendo-lhe ainda, o controle de sua implementação e a avaliação de seus
resultados.

Quando da elaboração e/ou atualização do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e


Art. 80
dos planos específicos, o órgão de planejamento municipal deverá assegurar, durante todo o
processo, a participação da comunidade, pela Câmara Municipal, e dos setores públicos, que
poderão se manifestar de acordo com a regulamentação a ser fixada, devendo ser
representados:

I - a comunidade, pelas entidades representativas de qualquer segmento da sociedade;

II - a Câmara Municipal, pelos seus membros, no Conselho de Desenvolvimento Urbano, e,


através de representantes de sua comissões permanentes;

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III - o setor público, pelos órgãos da administração direta e indireta municipal, estadual e federal.

SEÇÃO III
DO DESENVOLVIMENTO URBANO

A política de desenvolvimento urbano a ser formulada pelo Município, fica vinculada ao


Art. 81
atendimento das funções sociais da cidade e da propriedade e ao bem-estar de seus habitantes.

§ 1º Para efeito do desenvolvimento urbano, o Município poderá se utilizar dos seguintes


instrumentos:

I - de caráter tributário e financeiro, entre estes:

a) imposto predial e territorial, progressivo no tempo e diferenciado por zonas e outros critérios
de ocupação e uso do solo;
b) taxas e tarifas diferenciadas em função de projetos de interesse social e serviços públicos
oferecidos;
c) contribuição de melhoria;
d) fundos destinados ao desenvolvimento urbano;

V - incentivos e benefícios fiscais a programas e empreendimentos de notório alcance social;

II - de caráter jurídico:

a) desapropriação, por interesse social ou utilidade pública, em especial a destinada à


urbanização e reurbanização;
b) servidão administrativa;
c) limitação administrativa;
d) inventários, registros e tombamentos de imóveis;
e) concessão do direito real de uso;
f) transferência do direito de construir;
g) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios;
h) concessão, através da aprovação de planos ou programas urbanísticos especiais, de índices
e parâmetros urbanísticos mais permissivos que os estabelecidos, mediante contraprestação;
i) direito de preempção ou preferências, caso institucionalizado por lei federal e regulamentado
por lei municipal;
j) discriminação de terras públicas;
l) declaração de área de preservação ou proteção ambiental;
m) usucapião especial nos termos do artigo 183 da Constituição Federal;
n) usucapião coletivo nos termos do parágrafo 3º do artigo 169 da Constituição Estadual;
o) concessão de uso especial para fins de moradia. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
nº 16)

§ 2º A utilização dos instrumentos de caráter tributário e financeiro se fará na forma da lei.

Art. 82 A desapropriação, a servidão administrativa, a limitação administrativa, o tombamento


de bens e o direito real de concessão de uso regem-se pela legislação federal que lhes é
própria.

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§ 1º As desapropriações poderão abranger as áreas contíguas necessárias ao desenvolvimento


da obra a que se destina e as zonas que se valorizarem extraordinariamente em conseqüência
da realização do serviço, devendo a declaração de utilidade pública compreendê-las,
mencionando quais as indispensáveis à realização das obras e as que se destinam a posterior
revenda.

§ 2º Nas desapropriações específicas para urbanização e reurbanização, o valor de revenda das


áreas remanescentes não poderá ser superior ao do custo das obras para o Município,
acrescidos dos custos da desapropriação. Dar-se-á, nos casos de reurbanização, prioridade à
manutenção no mesmo local dos moradores expropriados, ficando-lhes assegurada a
preferência para aquisição dos imóveis resultantes do programa.

Art. 83 O proprietário de terreno considerado pelo poder público como de interesse do


patrimônio histórico, artístico, arqueológico ou paisagístico, poderá exercer em outro local, ou
alienar a terceiros o direito de construir previsto na legislação de uso do solo do Município e
ainda não utilizado, desde que transfira, sem ônus, ao poder público, a área considerada como
de interesse público.

§ 1º A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao poder público imóvel
seu ou parte dele, para fins de implantação de infra-estrutura urbana, equipamentos urbanos ou
comunitários, ou utilização pelo próprio Município.

§ 2º As indenizações devidas pelo poder público em razão de desapropriação de imóveis para


implantação de infra-estrutura ou equipamentos urbanos ou comunitários, poderão ser
satisfeitas através da concessão ao proprietário, da faculdade prevista neste artigo.

§ 3º Para efeito de transferência do direito de construir considerar-se-ão sempre os valores de


avaliação do imóvel a ser doado à Prefeitura e o valor de avaliação do terreno para o qual o
aludido direito de construir será transferido.

§ 4º A área construída a ser transferida será diretamente proporcional ao valor do metro


quadrado do terreno a ser doado e inversamente proporcional ao valor do metro quadrado do
terreno para o qual será transferido o direito de construir. Existindo construções, acessões ou
benfeitorias no terreno doado, o valor dessas será considerado para apuração do valor do seu
metro quadrado.

§ 5º A avaliação será dispensada quando a transferência se referir a imóveis situados na


mesma zona ou região de concentração de uso e de ocupação do solo.

§ 6º Dependerá de prévia autorização da Câmara Municipal a aplicação pelo Executivo do


instrumento previsto neste artigo sempre que resultar em modificação:

I - que importe no dobro do índice de utilização da zona;

II - do número de pavimentos ou cota, previstos para a zona;

III - da taxa de ocupação prevista para a zona.

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§ 7º O Executivo, na aplicação do instrumento referido neste artigo, observará, ainda, em


qualquer hipótese:

I - a largura dos logradouros públicos decorrentes da instalação da atividade;

II - a preservação do patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico e do meio ambiente;

III - o impacto urbanístico da implantação do empreendimento no tocante à saturação da


capacidade viária do contorno, à qualidade ambiental e à paisagem urbana;

IV - os usos previstos na legislação urbanística.

Art. 84 Para assegurar o aproveitamento dos equipamentos urbanos existentes e o efetivo


cumprimento da função social da propriedade, lei municipal definirá o conceito de solo urbano
não utilizado e determinará os procedimentos e prazo para o parcelamento, edificação ou
utilização compulsória e as sanções cabíveis para a hipótese de desacolhimento.

Art. 85 O Município facultará aos proprietários de terrenos contidos em planos urbanísticos que
definam parâmetros mais permissivos, propostas para utilização dos mesmos mediante
contraprestação em espécie.

Art. 86 Os recursos a que se refere o artigo anterior, exigidos em contraprestação,


corresponderão ao incremento econômico gerado pela utilização dos novos parâmetros,
apurados e definidos o valor e a forma de pagamento segundo critérios estabelecidos pelo
Executivo.

Art. 87 As alterações supervenientes a esta lei, de índices ou parâmetros urbanísticos que


importem utilização mais permissiva do solo que a atualmente permitida, seja em decorrência da
alteração de leis urbanísticas, seja em razão da aprovação de novos planos urbanísticos,
importará, sempre, no pagamento de contraprestação ao Município pelo proprietário para que
este possa beneficiar-se dos novos índices ou parâmetros, assegurado o seu direito de usar ou
ocupar, sem ônus, o seu terreno, segundo os índices ou parâmetros vigentes na data da
alteração ou aprovação das novas leis ou planos urbanísticos.

Art. 88 As disposições constantes das leis que regulam o uso e a ocupação do solo prevalecem
sobre as normas urbanísticas convencionais, inclusive as constantes de termo de acordo e
compromisso firmado com o Município.

Art. 89 Os recursos obtidos através da utilização dos instrumentos de desenvolvimento urbano


referidos nesta lei serão destinados à recuperação de centros históricos, à construção de
habitações populares, à regularização de situação fundiária de áreas ocupadas por população
de baixa renda, à preservação de encostas ou à realização de obras de infra-estrutura que
favoreçam à população de baixa renda, mediante a construção ou contribuição, se for o caso a
fundos específicos.

Art. 90 Não será admitida urbanização que impeça o acesso público às praias e ao mar.

Art. 91 Observada a legislação federal, nos parcelamentos de solo, o Executivo poderá, em


substituição à doação no local, das áreas institucionais previstas em lei, admitir a doação em

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outro local, desde que:

I - a área entregue em substituição seja segundo avaliação administrativa de valor, no mínimo


equivalente àquela inserida no parcelamento do solo que seria objeto da doação;

II - as áreas entregues em substituição correspondam a, no mínimo, três vezes mais que aquela
que seria objeto da doação;

III - a manutenção na área objeto do parcelamento de, no mínimo, metade do percentual de


áreas verdes previsto na lei de ocupação e uso do solo;

IV - a área a ser entregue em substituição àquela objeto de doação, sirva à construção de


habitações populares, equipamentos públicos e comunitários, preservação do meio ambiente,
de interesse do patrimônio histórico, cultural, paisagístico e ecológico.

Art. 92 Na elaboração de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano, o


Município, sem prejuízo de outras formas de participação, assegurará a participação da
comunidade através do Conselho de Desenvolvimento Urbano - CONDURB, que será
constituído com a representação de órgãos públicos, entidades profissionais, associações de
classe e 1 (um) membro do Conselho de Meio Ambiente na forma da lei.

Parágrafo Único - O CONDURB contará na sua composição com dois representantes titulares e
dois suplentes do Poder Legislativo, havendo substituição de titulares de seis em seis meses,
sendo que a escolha dos mesmos será feita em plenário.

SEÇÃO IV
DA HABITAÇÃO

Art. 93 O Município promoverá e dará apoio à criação de cooperativas, associações e outras


formas de organização da população que tenham por objetivo a construção de habitações e
equipamentos comunitários, colaborando mediante assistência técnica e financeira.

Art. 94 O Município estimulará a implantação de loteamentos e empreendimentos habitacionais


destinados à população de baixa renda, estabelecendo incentivos à iniciativa privada entre
estes:

I - elaboração gratuita de projetos;

II - implantação de infra-estrutura simplificada.

Art. 95 O Município desenvolverá uma política habitacional voltada para o atendimento da


população de baixa renda, promovendo a urbanização e a implantação de empreendimentos
habitacionais destinados a esta população, assegurado:

I - a redução do preço final das unidades imobiliárias;

II - destinação exclusiva àqueles que não sejam proprietários de outro imóvel residencial.

Art. 96 O Município desenvolverá ações no sentido de promover a regularização de

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loteamentos ou parcelamentos de solo irregulares, observando, para tanto, as normas


constantes da legislação federal.

Capítulo II
DAS EDIFICAÇÕES E OBRAS PÚBLICAS

Art. 97O Município terá o seu código de edificações que regulará o exercício das atividades de
construção.

Art. 98 Nas edificações e parcelamentos de solo deverão ser observadas as normas de


ordenação, ocupação e uso do solo, cabendo ao Município fiscalizar a sua adequação às
aludidas normas e ao atendimento dos requisitos da técnica, estética, segurança, salubridade e
solidez, observadas as disposições constantes do Código de Edificações e da Lei de
Ordenamento e Ocupação do Uso do Solo.

Art. 99A execução de obras públicas será precedida sempre do respectivo projeto básico
elaborado e aprovado segundo normas técnicas adequadas, sob pena de suspensão de sua
despesa ou de invalidade de sua contratação, ressalvadas as situações prevista em lei.

Art. 100É facultado ao Município nas licitações e contratos administrativos para construção e
realização de obras públicas satisfazer o preço ajustado através de:

I - exploração via concessão da obra por prazo determinado e sob fiscalização do Poder
Público;

II - transferência de propriedade das áreas remanescentes ou especialmente destinadas à


incorporação;

III - dação em pagamento de bens imóveis municipais;

IV - cessão de uso de bens imóveis municipais.

Parágrafo Único - Nenhuma obra pública já iniciada poderá deixar de ser concluída sem que
haja prévia aprovação do Poder Legislativo e ampla ciência à comunidade das razões que
justificarem seu abandono.

Art. 101 O Município, na forma da lei, criará mecanismos que assegurem aos portadores de
deficiência física acesso adequado aos logradouros públicos, edifícios e praias, bem como aos
próprios particulares abertos à população em geral, com mecanismos especializados.

Art. 102 Lei municipal disciplinará que os empreendimentos e edificações de luxo contenham
obra de arte de autor de comprovada habilidade profissional.

Capítulo III
DOS ATOS ADMINISTRATIVOS

SEÇÃO I
DOS ATOS ADMINISTRATIVOS

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Art. 103 A administração pública direta, indireta ou fundacional na prática de atos


administrativos, observará as prescrições constitucionais, o disposto nesta lei e demais normas
pertinentes e atenderá aos princípios básicos de legalidade, moralidade, finalidade e
publicidade.

Os atos administrativos externos deverão ser publicados no órgão oficial do Município


Art. 104
para que produzam os seus efeitos regulares. A publicação dos atos normativos poderá ser
resumida.

A lei fixará prazos para a prática dos atos administrativos e estabelecerá os recursos
Art. 105
adequados à sua revisão, indicando seus efeitos e a forma de processamento.

Art. 106 O Município terá os livros que forem necessários ao registro de seu expediente.

Art. 107 O Município assegurará a todos os cidadãos o direito de:

I - receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo
ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do
Estado;

II - obter nas repartições públicas, independentemente do pagamento de taxas, certidão de atos,


contratos, decisões e pareceres, para defesa de direitos e esclarecimentos de situações de
interesse pessoal;

III - peticionar aos poderes públicos, independentemente do pagamento de taxas, em defesa de


direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder.

Art. 108As informações, esclarecimentos ou certidões a que se refere o artigo anterior serão
fornecidos pela administração no prazo máximo de vinte dias úteis, sob pena de
responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a prestação ou expedição.

Parágrafo Único - No mesmo prazo a administração deverá atender às requisições judiciais, se


outro não for fixado pela autoridade judiciária.

O Município poderá emitir títulos de divida pública, mediante autorização legislativa e


Art. 109
observadas as disposições estabelecidas pela legislação federal.

Art. 110 O Município, na forma da lei, instituirá mecanismos que assegurem a participação da
comunidade na administração municipal e no controle de seus atos, através de conselhos,
colegiados, entidades, representantes de classe, prevendo, dentre outros os seguintes:

I - audiências públicas;

II - fiscalização da execução orçamentária e das contas públicas;

III - recursos administrativos coletivos;

IV - plebiscito;

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V - iniciativa de projetos de lei.

Art. 111 A publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas, feitas pelos órgãos
públicos municipais, deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos.

Art. 112 A administração pública tem o dever de anular seus próprios atos, quando ilegais e a
faculdade de revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, visando ao interesse
público, resguardados o direito adquirido e o devido processo legal.

Art. 113A autoridade ou servidor público que, ciente de vício invalidador de ato administrativo,
deixar de saná-lo ou de adotar providências para que o órgão ou agente competente o faça,
incorrerá nas penalidades administrativas de lei, por sua omissão, sem prejuízo da
responsabilidade civil e criminal.

Art. 114 Os atos de improbidade administrativa importarão na suspensão dos direitos públicos,
a perda da função pública, a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

SEÇÃO II
DAS LICITAÇÕES E CONTRATOS MUNICIPAIS

Art. 115 Observadas as normas gerais estabelecidas pela União, lei municipal disciplinará o
regime de licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienação.

§ 1º Nas licitações a cargo da administração direta e indireta municipal, observar-se-ão, sob


pena de nulidade, os princípios da isonomia, publicidade, moralidade, vinculação ao instrumento
convocatório e julgamento objetivo.

§ 2º Nos contratos administrativos celebrados pelo Município manter-se-á, sempre, a relação


que as partes pactuarem inicialmente, entre os encargos do contratado e a retribuição da
administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a
manutenção do seu inicial equilíbrio econômico e financeiro.

Art. 116 A execução de obras públicas será sempre precedida do respectivo projeto básico e
previsão dos recursos, sob pena de nulidade, ressalvadas as situações previstas em lei.

SEÇÃO III
DOS SERVIÇOS MUNICIPAIS

Art. 117 Incumbe ao Município, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, a


prestação de serviço público.

§ 1º O Município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde


que executados em desconformidade com o ato ou contrato, bem como aqueles que se
revelarem insuficientes para o atendimento ao usuário.

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§ 2º A permissão, cessão de uso e a concessão do direito real de uso de bens municipais para
execução de serviços públicos, reger-se-ão pelas normas contidas na presente Lei.

Art. 118 A concessão, contratada mediante concorrência pública, ou a permissão de serviço


público ou outorgada por ato administrativo, com vistas à plena satisfação dos usuários,
obedecerá os seguintes princípios:

I - obrigação de manter serviço adequado;

II - fixação e revisão periódica de tarifas que permitam o melhoramento e a expansão dos


serviços e assegurem o equilíbrio econômico e financeiro do contrato;

III - fiscalização permanente dos serviços;

IV - intervenção imediata na empresa, quando devidamente comprovada a má prestação do


serviço;

V - direitos e reclamação dos usuários.

Art. 119 A concessão ou permissão para a exploração do transporte coletivo urbano poderá ser
atribuída em caráter de exclusividade, quando assim for tecnicamente recomendável.

Somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas, sociedades de
Art. 120
economia mista, autarquias ou fundações públicas.

Parágrafo Único - Depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias


das entidades mencionadas neste artigo, assim como a participação de qualquer delas em
empresa privada.

Art. 121 As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadores de serviços
públicos responderão pelos danos que seus agentes ou prepostos, nessa qualidade, causarem
a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Art. 122O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum mediante convênio
com o Estado, a União ou entidades de direito público ou privado, ou mediante consórcio com
outros municípios, com autorização prévia da Câmara Municipal.

Capítulo IV
DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

Art. 123 O Município estabelecerá em lei o Regime Jurídico Único de seus servidores,
atendendo às disposições, aos princípios, aos direitos que lhes são aplicáveis pela Constituição
Federal e pelo Estatuto do Funcionário Público Municipal, a ser aprovado.

Art. 124 São direitos dos servidores públicos, além dos previsto na Constituição Federal:
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 1)

I - o piso salarial da Prefeitura Municipal será de um salário mínimo e meio;

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II - irredutibilidade do salário ou vencimento;

III - licença não remunerada para tratamento de interesse particular;

IV - licença remunerada à gestante, nos termos da Constituição Federal, extensiva à servidora


que vier a adotar criança, perdurando o benefício até que se completem cento e vinte dias do
nascimento;

V - licença paternidade, nos termos fixados em lei;

VI - licença para tratamento de saúde;

VII - licença especial, na forma da lei;

VIII - adicional por tempo de serviço correspondente a 3% (três por cento) por biênio de efetivo
exercício na administração direta, autárquica, fundacional e na Câmara de Vereadores deste
Município, incidente sobre o vencimento do cargo de provimento efetivo, até o limite de 51%
(cinqüenta e um por cento);

IX - contagem, para fins de percepção de adicional por tempo de serviço e gozo de licença
prêmio ou especial, de todo o tempo de serviço prestado a órgãos ou entidades da
administração direta, autárquica ou fundacional deste Município;

X - salário-família por dependente;

XI - readaptação, na forma da lei;

XII - contagem em dobro dos períodos de licença-prêmio não gozadas, para efeito de
aposentadoria;

XIII - garantia de licença parental para o atendimento de cônjuge, filho, pai ou mãe doente,
mediante comprovação da necessidade, conforme indicação médica;

XIV - garantia de salário nunca inferior ao piso, para os que percebem remuneração variável;

XV - décimo terceiro salário, com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

XVI - gozo de férias anuais remuneradas com 50% (cinqüenta por cento) a mais do valor do
vencimento e do adicional por tempo de serviço, ou, se maior, 1/3 (um terço) a mais do
vencimento e das vantagens habitualmente percebidas pelo servidor, com adiconal de férias;

XVII - disponibilidade remunerada, com vencimento integral em caso de extinção ou declaração


de desnecessidade do cargo até o aproveitamento em cargo equivalente;

XVIII - licença-prêmio de três meses por quinquênio de serviços prestados à administração


direta, autarquias e fundações, assegurado o recebimento integral das gratificações percebidas,
ininterruptamente, há mais de dois anos;

XIX - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e

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segurança;

XX - proibição de diferença de salário e de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor,
estado civil, convicção política ou religiosa;

XXI - adicional de remuneração às atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

XXII - afastamento imediato de suas funções, do servidor que juntando certidão de tempo de
serviço expedido pelo órgão competente, requerer aposentadoria com proventos integrais;

XXIII - isenção de contribuição para o Instituto de Previdência dos servidores aposentados e


pensionistas, na forma da lei;

XXIV - aperfeiçoamento pessoal e funcional, mediante cursos, treinamento e reciclagem, para


melhor desempenho das funções, vinculando essas ações aos planos de cargos, salários e
sistemas de carreira;

XXV - garantia de que nenhum servidor público sofrerá punição disciplinar sem que seja ouvido
através de sindicância ou processo administrativo, sendo-lhe assegurado direito de defesa;

XXVI - proteção do mercado de trabalho da mulher nos termos da lei;

XXVII - assistência médica e previdenciária, compreendendo:

a) amparo a invalidez;
b) amparo a velhice;
c) pensão;
d) auxílio reclusão;
e) auxílio natalidade;
f) pecúlio;
g) assistência social;

XXVIII - garantia ao homem, à mulher e seus dependentes do direito de usufruir dos benefícios
previdenciários decorrentes de contribuição do cônjuge ou companheiro;

XXIX - estabilidade econômica definida em lei;

XXX - auxílio doença na forma da lei;

XXXI - auxílio educação extensivo aos dependentes;

XXXII - participação na gerência de fundos e entidades para as quais contribuem, na forma da


lei;

XXXIII - reajuste salarial mensal nunca inferior aos índices oficiais para correção de salários;

XXXIV - garantia a todos os servidores de formação universitária atingir o último nível funcional
da tabela específica, assegurado o salário mínimo profissional;

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XXXV - garantia de adaptação funcional à gestante nos casos em que houver recomendação
médica, sem prejuízo dos seus vencimentos e demais vantagens do cargo;

XXXVI - os valores incorporados por cargos em comissão ou função gratificada de funcionários


municipais já estabilizados, correspondem respectivamente, aos valores atribuídos aos
ocupantes dos respectivos cargos e funções;

XXXVII - ascensão nos quadros de carreira definidos no Plano de Cargos e Salários, dos
servidores que preencham os requisitos de promoção, independente de restrição de vagas, sem
que implique no aumento total das vagas existentes na função;

XXXVIII - é assegurado aos servidores públicos e às suas entidades representativas o direito de


reunião nos locais de trabalho em comum acordo com a administração;

XXXIX - remuneração de jornada extraordinária, a no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o
valor da hora normal e de no mínimo 100% (cem por cento) para a jornada noturna, sábados,
domingos e feriados.

Art. 125É garantido o direito à livre associação sindical. O direito de greve será exercido nos
termos e limites definidos em lei própria.

Parágrafo Único - É garantida a disponibilidade do servidor para o exercício de mandato eletivo


em diretoria de entidades sindicais representativas da categoria, sem prejuízo da remuneração
do cargo, emprego ou função pública nos Poderes Executivo e Legislativo, na forma da lei.

Art. 126 A lei assegurará ao servidor público municipal que comprovadamente não for
proprietário de bem imóvel no município de Salvador, a isenção do pagamento do Imposto
Sobre a Transmissão e Venda de Bem Imóvel que se destina à sua residência ou de sua família.

Art. 127 A investidura em cargo ou emprego público na administração direta e indireta,


dependerá de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declarado em lei de livre nomeação e
exoneração.

§ 1º o prazo de validade do concurso público será de 2 (dois) anos, a partir da homologação,


prorrogável por uma vez, por igual período.

§ 2º enquanto o concurso se encontrar dentro do prazo de validade e tenha candidatos a serem


chamados, não se realizará novo concurso público, sob pena de nulidade.

Art. 128 São estáveis, após 2 (dois) anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em
virtude de concurso público.

§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial ou mediante


processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.

§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado e o
eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.

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§ 3º Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em


disponibilidade remunerada até seu adequado aproveitamento.

Art. 129 Não será admitido vinculação ou equiparação de qualquer natureza para efeito de
contribuição do pessoal de serviço público, respeitado o princípio da isonomia para os cargos
que tenham idênticas prerrogativas e equivalência de atribuições.

Art. 130O Município observará os limites de remuneração estabelecidos em lei para os seus
servidores, na conformidade do artigo 37, inciso XI da Constituição Federal, excluídas as
vantagens de caráter individual.

Art. 131 Suprimido. (Suprimido pela Emenda à Lei Orgânica nº 22)

Art. 132Lei específica reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência física e definirá os critérios de sua admissão que se dará mediante
concurso público.

Art. 133 O servidor será aposentado:

I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrentes de acidente em


serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei, e
proporcionais, nos demais casos;

II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo


de serviço;

III - voluntariamente:

a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta) anos, se mulher, com
proventos integrais;
b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e 25 (vinte e
cinco), se professora, com proventos integrais;
c) aos 30 (trinta) anos de serviço se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher, com proventos
proporcionais a esse tempo.

§ 1º A lei estabelecerá critérios para aposentadoria especial, no caso de exercício de atividades


consideradas penosas, insalubres ou perigosas;

§ 2º A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários.

§ 3º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente


para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade.

§ 4º Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma data,


sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade e estendidos aos inativos
quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade,
inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que
se deu a aposentadoria.

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§ 5º O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos


do servidor falecido, reajustável nas mesmas proporções e datas em que ocorra atualização da
remuneração dos servidores em atividade, observado o disposto no parágrafo anterior, ficando
estipulado que nenhuma pensão será inferior ao piso salarial.

Art. 134A revisão geral da remuneração dos servidores públicos far-se-á sempre na mesma
data e com os mesmos índices.

Art. 135 É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver
compatibilidade de horários:

I - a de dois cargos de professor;

II - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

III - a de dois cargos privativos de médico.

Parágrafo Único - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange


autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo
Poder Público.

Art. 136 Os acréscimos pecuniários percebidos pelo servidor público não serão computados
nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou
idêntico fundamento.

Art. 137A lei assegurará aos servidores da administração direta, isonomia de vencimento entre
cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo poder ou entre servidores dos
Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à
natureza ou ao local de trabalho.

Art. 138Os cargos públicos serão criados por lei que fixará sua denominação, padrão de
vencimento, condições de provimento e indicará os recursos pelos quais serão pagos seus
ocupantes.

Parágrafo Único - A criação e extinção dos cargos da Câmara, bem como a fixação e alteração
de seus vencimentos, dependerão de Projeto de Decreto Legislativo.

Art. 139 O servidor municipal será responsável civil, criminal e administrativamente pelos atos
que praticar no exercício de cargo ou função ou a pretexto de exercê-lo.

Art. 140 O servidor municipal poderá exercer mandato eletivo, obedecidas as disposições legais
vigentes.

Art. 141 Os titulares de órgãos da administração da Prefeitura deverão atender convocação da


Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre assuntos de sua competência.

Art. 142 O Município estabelecerá, por lei, o regime previdenciário de seus servidores.

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Art. 143A atribuição de vantagens ao servidor que decorram do exercício da função ou cargo
para o qual foi transferido, somente prevalecerá, para fins de aposentadoria, caso a
transferência se tenha verificado a, no mínimo, dois anos antes da referida aposentadoria.

Art. 144 Os funcionários dos Poderes Executivo e Legislativo, ao passarem para um regime
jurídico único, por força da Constituição Federal, serão efetivados com mais de 5 (cinco) anos e,
se admitidos por concurso público, com dois anos de serviço.

Art. 145 A lei reservará percentual de cargos e empregos públicos municipais para as pessoas
que cumpriram pena em presídios, reformatórios, colônias penais e outros estabelecimentos
similares, definindo critérios de recrutamento, seleção e admissão, mediante concurso público.

Art. 146 Fica garantida a participação dos sindicatos de trabalhadores nas ações de vigilância
sanitária nos locais de trabalho dos órgãos municipais.

TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO

Capítulo I
DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

SEÇÃO I
DOS PRINCÍPIOS GERAIS

Art. 147 Aplica-se ao sistema tributário municipal os princípios e normas gerais da Constituição
Federal, da Constituição Estadual, desta Lei Orgânica, das leis complementares e das demais
leis que deva observar.

Art. 148 A receita pública municipal será constituída por tributos, preços e outros ingressos.

Art. 149 Os preços públicos serão fixados pelo Executivo, observadas as normas gerais de
Direito Financeiro e aprovados pela Câmara Municipal.

Art. 150 Compete ao Município instituir:

I - os impostos de sua competência;

II - taxas em razão do poder de polícia, ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços


públicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua
disposição;

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas;

IV - contribuição, cobrada de seus servidores, para custeio, em benefício destes, de sistemas de


previdência e assistência social, observado o disposto no art. 149 da Constituição Federal.

§ 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para
conferir efetivamente a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos

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termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

§ 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

SEÇÃO II
DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 151 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Município:
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 03)

I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situações equivalentes,


proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida,
independente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos gerados ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

V - instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins
lucrativos, dos clubes sociais e esportivos, considerados de utilidade pública, atendidos os
requisitos da lei e devidamente registrados na respectiva federação estadual;
d) livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão;

VI - Respeitado o disposto no Art. 150 da Constituição Federal, bem assim na legislação


complementar específica, instituir tributo que não seja uniforme em todo o seu território, admitida
a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-
econômico entre as diferentes regiões do Município;

§ 1º A proibição do inciso V, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas ou


mantidas pelo poder público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados
aos seus fins especiais ou deles decorrentes.

§ 2º As proibições do inciso V, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda


e aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas
aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de
preços ou tarifas pelo usuário.

§ 3º As proibições expressas no inciso V, alíneas, "b" e "c", compreendem somente o patrimônio

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e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

Art. 152 É vedada a cobrança de taxas:

I - pelo exercício do direito de petição ao poder público em defesa de direitos ou contra


ilegalidade ou abuso de poder;

II - para a obtenção de certidões em repartições públicas para defesa de direitos e


esclarecimentos de interesse pessoal.

SEÇÃO III
DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS

Art. 153 Compete ao Município instituir impostos sobre:

I - a propriedade predial e territorial urbana;

II - transmissão "intervivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou
acessão física, situados em seu território, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de
garantia, bem como cessão de direitos à sua aquisição;

III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;

IV - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, I, "b" da Constituição


Federal, definidos em lei complementar;

§ 1º o imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos termos da lei, de forma a
assegurar o cumprimento da função social da propriedade.

§ 2º o imposto previsto no inciso II:

a) não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa


jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de
fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade
preponderante do adquirente foi a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens
imóveis ou arrendamento mercantil;
b) incide sobre as operações referidas, em relação aos imóveis situados neste Município.

SEÇÃO IV
DAS ISENÇÕES, ANISTIA E REMISSÃO DE TRIBUTOS

Art. 154Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito


presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser
concedido mediante lei especifica, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas,
aprovadas por, no mínimo, dois terços dos membros da Câmara, observado o disposto em Lei
Complementar a que se refere a Constituição Federal. (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 18)

§ 1º A concessão ou ampliação de incentivo ou beneficio a que se refere o caput que implicar

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em renúncia fiscal deverá:

I - ser acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que


deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes;

II - atender ao disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias;

III - atender a, pelo menos, uma das seguintes condições:

a) demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da


Lei Orçamentária e não afetará as metas de resultados fiscais previstas na Lei de Diretrizes
Orçamentárias; ou
b) estar acompanhada de medidas de compensação no período mencionado no inciso I, por
meio de aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de
calculo, majoração ou criação de tributos ou contribuição.

§ 2º A concessão ou ampliação do incentivo que decorrer da condição a que se refere a alínea


"b" do inciso III, só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas.

§ 3º Não se considera renúncia de receita:

I - o cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao do respectivo custo de cobrança;

II - o incentivo fiscal concedido em caráter geral ou por prazo certo visando ao interesse público.

§ 4º A concessão de incentivo fiscal não gera direito adquirido e será revogada de ofício sempre
que se apure que o beneficiário:

I - não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições exigidas por Lei; ou

II - não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos legais para a sua concessão.

Art. 155 O Município não concederá, em nenhuma hipótese, qualquer dos benefícios ou
incentivos mencionados no art. 154: (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 18)

I - que não visem ao interesse público e social da comunidade; (Redação dada pela Emenda à
Lei Orgânica nº 18)

II - em caráter pessoal;

III - de taxas de serviços públicos ou de contribuição de melhoria;

IV - a pessoas em débito com a Fazenda Pública Municipal;

V - sem que seja fixado prazo, que não poderá ser superior a 10 (dez) anos. (Redação dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 18)

Parágrafo Único - O Município dispensará às microempresas e às empresas de pequeno porte,


constituídas sob as leis brasileiras, assim definidas por critérios estabelecidos em regulamento

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municipal, tratamento jurídico diferenciado, visando incentivá-las pela simplificação, eliminação


ou redução de suas obrigações administrativas ou tributárias. (Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 18)

SEÇÃO V
DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS

Art. 156 Fica o Poder Executivo autorizado a acompanhar o cálculo das cotas e a liberação de
sua participação nas receitas tributárias a serem repartidas pela União e pelo Estado, nos
termos da lei complementar.

Art. 157 O Poder Executivo divulgará, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação,
o montante de cada um dos tributos arrecadados e os recursos recebidos, os valores de origem
tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio do fundo de
participação.

Art. 158 Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias destinadas aos órgãos do


Poder Legislativo serão entregues até o dia 20 de cada mês, na forma como estabelecido na Lei
das Diretrizes Orçamentárias.

Capítulo II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS

Art. 159 A administração financeira e patrimonial do Município, inclusive a arrecadação de


tributos e rendas, será exercida pelo Poder Executivo, através de seus órgãos de controle
interno, criados por lei.

Art. 160 As importâncias pagas em atraso pela administração pública direta ou indireta,
fundações e empresas sob o controle do Município e suas subsidiárias, terão seus valores
corrigidos monetariamente, "pró-rata tempore", a partir dos respectivos vencimentos, até a data
do efetivo pagamento, sem prejuízo das demais cominações previstas em lei ou contrato.

§ 1º Havendo pagamento de qualquer importância sem o acréscimo imposto neste artigo, a


diferença devida continuará a ser atualizada monetariamente até a sua integral e efetiva
liquidação.

§ 2º Os contratos vigentes e celebrados até a data da promulgação desta lei, terão suas
cláusulas e condições revisadas para a sua adequação ao disposto neste artigo;

§ 3º O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, às medições relativas a obras e serviços


executados, pendentes de pagamento até a data da promulgação desta lei.

§ 4º As despesas dos órgãos da administração direta e das entidades da administração indireta,


inclusive fundações, deverão ser discriminadas com clareza e alocadas segundo as regiões
administrativas.

§ 5º No que diz respeito à receita proveniente do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a
proposta orçamentária deverá vir acompanhada de demonstrativos que indiquem sua
arrecadação nas regiões administrativas.

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Art. 161 Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá por regiões administrativas, bairros ou
distritos, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública municipal para as despesas
de capital e outras dela decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º A proposta orçamentária será acompanhada de demonstrativos do efeito sobre receitas e


despesas decorrentes de isenções, anistias, remissões e benefícios outros de natureza
financeira e tributária.

§ 3º A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração


pública municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, que
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributária e estabelecerá a política de fomento.

§ 4º O Poder Executivo e a Câmara Municipal publicarão, até trinta dias após o encerramento de
cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária da receita e da despesa.

§ 5º Os planos e programas municipais, distritais, de bairros, regionais e setoriais previstos


nesta Lei Orgânica serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pela
Câmara Municipal, após discussão com entidades da comunidade.

§ 6º A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos Poderes Legislativo e Executivo, seus fundos, órgãos e
entidades instituídas e mantidas pelo poder público;

II - o orçamento de investimentos das empresas em que o Município, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculadas
da administração direta e indireta.

§ 7º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão e à fixação da


despesa, não se incluindo na proibição, a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação da receita, nos termos da lei.

Art. 162 Obedecerá às disposições da lei complementar federal especifica a legislação


municipal referente a:

I - exercício financeiro;

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II - vigência, prazos, elaboração e organização do plano plurianual, da Lei de Diretrizes


Orçamentárias e da lei orçamentária anual;

III - normas de gestão financeira e patrimonial de funcionamento da administração direta e


indireta, bem como instituição de fundos.

Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, à proposta


Art. 163
do orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pela Câmara Municipal na forma
do Regimento Interno, respeitados os dispositivos deste artigo.

§ 1º Caberá à Comissão Permanente de Finanças:

I - examinar e emitir parecer sobre os projetos e propostas referidos neste artigo e sobre as
contas apresentadas anualmente pelo prefeito;

II - examinar e emitir parecer sobre planos e programas municipais, distritais, de bairros,


regionais e setoriais previstos nesta Lei Orgânica e exercer o acompanhamento e a fiscalização
orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões da Câmara Municipal criadas de
acordo com o artigo.

§ 2º As emendas só serão apresentadas perante a Comissão de Finanças, que sobre elas


emitirá parecer escrito, sendo apreciadas pelo Plenário da Câmara, na forma regimental.

§ 3º As emendas à proposta do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem, somente


podem ser aprovadas caso:

I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias;

II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de


despesa, excluídas as que incidam sobre:

a) dotações para pessoal e seus encargos;


b) serviço da dívida municipal;

III - sejam relacionadas:

a) com a correção de erros ou omissões;


b) com os dispositivos do texto da proposta ou do projeto de lei.

§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas


quando incompatíveis com o plano plurianual.

§ 5º O prefeito poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificações dos
projetos e propostas a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na comissão,
da parte cuja alteração é proposta.

§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, de diretrizes e do orçamento anual, serão enviados


pelo prefeito à Câmara Municipal, obedecendo os seguintes prazos:

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I - o do plano plurianual, na forma da lei complementar;

II - o de diretrizes orçamentárias, até o dia 15 de maio para o exercício subsequente;

III - o do orçamento anual, até o dia 30 de setembro, para o exercício do ano seguinte.

§ 7º Aplicam-se aos projetos e propostas mencionadas neste artigo, no que não contrariar o
disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.

§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição da proposta anual, ficarem


sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Art. 164 São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos


orçamentários ou adicionais;

III - a concessão de aval ou garantias para operações de crédito realizados por empresas ou
entidades não controladas pelo Município, salvo caso de aprovação específica pela Câmara
Municipal;

IV - a vinculação da receita de impostos a órgãos, fundos ou despesas, ressalvados os casos


previstos na Constituição Federal;

V - a abertura de crédito adicional suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa e


sem indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de


programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII - a utilização, em qualquer hipótese, de recursos do orçamento anual para suprir


necessidades ou cobrir "déficit" de entidades da administração descentralizada ou de fundos
sem autorização legislativa específica;

VIII - concessão ou utilização de créditos ilimitados;

IX - a instituição de fundo de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado
sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime
de responsabilidade.

§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem


autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, incorporados ao orçamento de
exercício financeiro subsequente.

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§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitido para atender as despesas


imprevisíveis e urgentes decorrentes de calamidade pública, pelo prefeito.

Art. 165A despesa com pessoal ativo e inativo do Município, não poderá exceder aos limites
estabelecidos em lei complementar.

Parágrafo Único - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação


de cargos ou alteração de estrutura de carreira, bem como a admissão de pessoal a qualquer
título, pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações mantidas
pelo Poder Público Municipal, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender as projeções de despesas de


pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na Lei das Diretrizes Orçamentárias, ressalvadas as


empresas públicas e as sociedades de economia mista.

Capítulo III
DA FAZENDA PÚBLICA

Art. 166A Fazenda Pública compreende e será representada em juízo ou fora dele, pelas
Procuradoria Geral, Procuradoria Fiscal e Procuradoria do Meio Ambiente, Patrimônio,
Urbanismo e Obras, nas áreas de suas competências.

Art. 167 A dívida ativa será cobrada e supervisionada pela Procuradoria Fiscal.

Art. 168 As Procuradorias Geral, Fiscal e do Meio Ambiente, Patrimônio, Urbanismo e Obras,
poderão, no interesse do Município e mediante autorização do chefe do Executivo Municipal,
celebrar transação preventiva ou extintiva de lide.

Art. 169Até quando encerrado o exercício financeiro, os devedores do crédito tributário não
recebidos serão inscritos em dívida ativa, que será encaminhada nos trinta dias subsequentes à
Procuradoria Fiscal, a quem compete a coordenação dos trabalhos de cobrança amigável e
execução.

Parágrafo Único - Inscrito o crédito tributário em dívida ativa só será permitido o seu
recebimento mediante guia expedida pela Procuradoria Fiscal, ou pelo cartório de execução,
devidamente visada por um dos procuradores fiscais.

Art. 170 Sempre que o interesse público exigir, ouvindo a Procuradoria correspondente, o
prefeito poderá determinar a contratação de serviços jurídicos especializados para cobrança do
crédito tributário e da dívida ativa, além de pareceres e serviços de especialistas nos variados
ramos do direito.

Capítulo IV
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, ORÇAMENTÁRIA FINANCEIRA E PATRIMONIAL

Art. 171 A fiscalização contábil, orçamentária, financeira e patrimonial do Município e das

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entidades da administração indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,


aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Câmara Municipal,
mediante controle externo pelo sistema de controle interno de cada poder.

Parágrafo Único - Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre, dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais o
Município responda ou que, em nome deste assuma obrigações de natureza pecuniária.

Art. 172 O controle externo da Câmara Municipal será exercido com auxílio do Tribunal de
Contas dos Municípios, através de parecer prévio sobre as contas que o prefeito e a Mesa da
Câmara deverão prestar anualmente, e de inspeções e auditorias em órgãos e entidades
públicas. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 09)

§ 1º As contas deverão ser apresentadas até noventa dias do encerramento do exercício


financeiro.

§ 2º Apresentadas as contas, o presidente da Câmara as colocará pelo prazo de sessenta dias


à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar- lhes
a legitimidade, na forma da lei.

§ 3º Vencido o prazo do parágrafo anterior, as contas e as questões levantadas serão enviadas


ao Tribunal de Contas, para emissão do parecer prévio.

§ 4º Recebido o Parecer Prévio, a Comissão Permanente de Fiscalização sobre ele e sobre as


contas dará seu parecer em 30 (trinta) dias, excluídos os períodos de recesso parlamentar.

§ 5º Findo o prazo do parágrafo anterior sem deliberação da Comissão Permanente, o Parecer


Prévio emitido pelo Tribunal de Contas dos Municípios será incluído na Ordem do Dia da
Sessão imediatamente subsequente, sobrestadas as demais proposições.

§ 6º Somente pela decisão de dois terços dos Membros da Câmara Municipal deixará de
prevalecer o Parecer Prévio do Tribunal de Contas.

Art. 173 A Comissão Permanente de Fiscalização, diante de indícios de despesas não


autorizadas, ainda que sob forma de investimentos não programados ou de subsídios não
aprovados ou tomando conhecimento de irregularidade ou ilegalidade, poderá solicitar da
autoridade responsável que no prazo de cinco dias preste os esclarecimentos necessários.

§ 1º Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a Comissão


Permanente de Fiscalização solicitará ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a
matéria, em caráter de urgência.

§ 2º Entendendo o Tribunal de Contas irregular a despesa ou o ato ilegal, a Comissão


Permanente de Fiscalização se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão
à economia pública, proporá à Câmara Municipal a sua sustação.

Art. 174 Os Poderes Legislativo e Executivo manterão, na esfera de suas respectivas


competências, sistema de controle interno com a finalidade de:

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I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos do Município;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência da gestão


orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem
como da aplicação de recursos públicos municipais por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias bem como dos direitos e
haveres do Município;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Art. 175Constará do Orçamento do Município, dotação para pagamento da dívida municipal, no


que se refere ao pagamento dos precatórios na forma estipulada na Constituição.

TÍTULO V
DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL

Capítulo I
PRINCÍPIOS GERAIS

Art. 176 O Município, em conformidade com os princípios constitucionais, atuará no sentido da


promoção do desenvolvimento econômico e social, que assegure a elevação do nível de vida e
bem-estar da população, conciliando a liberdade de iniciativa com os ditames da justiça social,
cabendo-lhe:

I - conceder especial atenção ao trabalho como fator principal da produção de riquezas e atuar
no sentido de garantir o direito ao emprego e justa remuneração;

II - exercer, como agente normativo e regulador da atividade econômica, as funções de


planejamento, fiscalização, controle e incentivo, sendo livre a iniciativa privada;

III - dispensar às micro-empresas e às empresas de pequeno porte, tratamento jurídico


diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação, redução ou eliminação de suas
obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, na forma da lei;

IV - promover e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico;

V - promover a defesa do consumidor;

VI - assegurar o respeito à propriedade privada e atribuição de função social da propriedade


urbana;

VII - a defesa do meio ambiente;

VIII - a redução das desigualdades sociais.

§ 1º É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independente de


autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previsto em lei.

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§ 2º O planejamento governamental terá caráter determinante para o setor público e será


indicativo para o setor privado.

§ 3º A exploração de atividade econômica pelo Município não será permitida, salvo quando
motivada por relevante interesse coletivo, na forma da lei.

§ 4º Na aquisição de bens e serviços, o poder público municipal dará tratamento preferencial, na


forma da lei, a empresas brasileiras de capital nacional, principalmente às de médio e pequeno
porte.

§ 5º O Município de Salvador, na forma que a lei estipular, manterá serviços de orientação e


ajuda aos migrantes desempregados, sem endereço certo, garantindo-lhes acolhimento, abrigo
noturno digno, saúde e alimentação durante sua estada no Município, o que poderá ser feito em
albergues destinados a esse fim.

A família, como base da sociedade, tem especial proteção do Município, que manterá
Art. 177
programas destinados a assegurar:

I - o planejamento familiar, como livre decisão do casal, fundado nos princípios da dignidade da
pessoa humana e da paternidade responsável, competindo ao Município propiciar recursos
educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada, qualquer forma coercitiva por
parte de instituições oficiais ou privadas;

II - a orientação psico-social às famílias de baixa renda;

III - os mecanismos para coibir, com prioridade absoluta, a violência no âmbito das relações
familiares, e toda a forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão da
criança e do adolescente;

IV - o reconhecimento da maternidade e paternidade como relevantes funções sociais, e aos


pais os meios necessários ao acesso a creches e ao provimento da educação,
profissionalização, saúde, alimentação, segurança e lazer dos seus filhos;

V - o reconhecimento da família como espaço preferencial para o atendimento da criança, do


adolescente e do idoso, incentivando a valorização dos vínculos familiares e comunitários;

VI - o cumprimento da legislação referente ao direito à creche, estabelecendo formas de


fiscalização da qualidade do atendimento às crianças e de sanções para os casos de
inadimplemento;

VII - o incentivo à criação e manutenção de creches comunitárias, especialmente voltadas à


população carente;

VIII - o acolhimento e a guarda de crianças e adolescentes órfãos ou abandonadas, em regime


familiar.

Parágrafo Único - O Município criará, na forma da lei, o Conselho Municipal de Promoção dos
Direitos e Defesa da Criança e Adolescente, responsável pela implementação da prioridade

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absoluta dos direitos da criança e do adolescente.

O Município, na forma da lei, assegurará à mulher qualidade de vida compatível com a


Art. 178
dignidade humana e o seu acesso à educação, profissionalização, mercado de trabalho,
comunicação, saúde, esporte e lazer, competindo-lhe:

I - adotar mecanismos para coibir a violência e a discriminação sexual ou social contra mulher;

II - a assistência ao pré-natal, parto e puerpério, incentivo ao aleitamento, além de assistência


clínica ginecológica, controle de prevenção do câncer ginecológico e doenças sexualmente
transmissíveis;

III - a assistência, em caso de aborto previsto em lei ou seqüelas de abortamento;

IV - a fiscalização da produção, distribuição e comercialização de processos químicos ou


hormonais e artefatos de contracepção, proibindo a comercialização daqueles em fase de
experimentação;

V - a assistência médica, saúde e psicológica e a criação de abrigos para mulheres vítimas de


violência sexual, prioritariamente as carentes.

Parágrafo Único - É vedada, a qualquer título, a exigência de atestado de esterilização, testes


de gravidez ou quaisquer outras imposições que atentem contra os preceitos constitucionais
concernentes aos direitos individuais, ao princípio de igualdade entre os sexos e a proteção à
maternidade.

Art. 179Compete ao Município, a família e a sociedade, o dever de amparar as pessoas idosas,


assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e
garantindo-lhes o direito à vida.

§ 1º Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente nos seus lares;

§ 2º O Município instituirá programas de preparação para a aposentadoria, especialmente dos


seus servidores, e criará centros de lazer e amparo à velhice.

Art. 180 É dever do Município assegurar aos deficientes físicos a plena inserção na vida
econômica e social, criando mecanismos para o total desenvolvimento de suas potencialidades,
inclusive, mediante:

I - incentivo a empresas públicas e privadas a absorverem mão-de-obra de pessoas portadoras


de deficiência;

II - programas de prevenção, atendimento especializado e treinamento para o trabalho e a


convivência;

III - facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos com a eliminação de preconceitos e
obstáculos arquitetônicos.

Art. 181 Compete ao Município valorizar a presença da comunidade afro- brasileira em seu

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território, coibindo a prática do racismo.

Parágrafo Único - A rede municipal de ensino e os cursos de formação e aperfeiçoamento do


servidor público municipal, incluirão, nos seus programas, conteúdos que valorizem a
participação do negro na formação histórica da cidade e da sociedade brasileira.

Capítulo II
DA EDUCAÇÃO

Art. 182 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada pelo Município, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento
da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 183 Compete ao Município, em conjunto com os poderes públicos federal e estadual,
assegurar o ensino público gratuito e de qualidade, em todos os níveis, acessível a todos sem
nenhum tipo de discriminação por motivos econômicos, ideológicos, culturais, sociais e
religiosos e deficiência física, mental ou sensorial. (Redação dada pelas Emendas à Lei
Orgânica nº 02 e nº 05)

§ 1º O Município atuará, prioritariamente, no ensino fundamental, não podendo atuar no ensino


superior enquanto não estiverem atendidas noventa por cento das necessidades dos graus
anteriores, sob pena de responsabilidade.

§ 2º O Município assegurará, com o apoio técnico financeiro dos poderes públicos federal e
estadual, vagas suficientes para atender toda a demanda de creches, ensino pré-escolar e
educação infantil e de primeiro grau.

§ 3º O ensino da religião será de livre opção dos educandos ou de seus responsáveis legais.

§ 4º O Município incluirá no currículo escolar da rede oficial de ensino, as disciplinas Iniciação


Musical, Artes Cênicas e Educação Artística, objetivando desenvolver a sensibilidade, a
capacidade criadora do educando e a habilidade para o trabalho em grupo.

§ 5º É obrigatório o fornecimento da merenda escolar em todos os estabelecimentos da rede


municipal de ensino fundamental, inclusive no turno noturno e pelos estabelecimentos
conveniados.

§ 6º É vedada a adoção de livro didático que dissemine qualquer forma de discriminação ou


preconceito.

§ 7º Será garantido aos jovens e adultos acesso ao ensino fundamental público gratuito,
cabendo ao Município prover e garantir o oferecimento do ensino noturno regular, adequado às
condições de vida e trabalho desta população.

§ 8º Na rede municipal de ensino é vedada a cobrança de taxas ou contribuições de qualquer


natureza, sob pena de responsabilidade.

§ 9º O Executivo Municipal, através da Secretaria de Educação, promoverá anualmente


campanhas com vistas à erradicação do analfabetismo.

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§ 10 O Município planejará e realizará periodicamente cursos de reciclagem e atualização do


corpo docente e dos especialistas da rede municipal de ensino, obedecendo aos seguintes
critérios:

I - integração destes cursos às diretrizes do planejamento em execução;

II - obrigatoriedade de participação quando realizados no período letivo;

III - participação facultativa quando realizados fora do período letivo.

§ 11 O Município recenseará bienalmente a população escolarizável do Município, com a


finalidade de orientar a política de expansão da rede pública e a elaboração do plano municipal
de educação.

§ 12 Os estabelecimentos municipais de ensino observarão os limites pedagógicos na


composição de suas turmas.

§ 13 As unidades municipais de ensino adotarão, obrigatoriamente, livros didáticos que não


sejam descartáveis, incentivando o reaproveitamento dos mesmos.

§ 14 O Município promoverá o desporto educacional na sua rede de ensino, regulamentando a


prática da disciplina Educação Física Escolar.

§ 15 O poder público municipal promoverá a implementação de escola de tempo integral com


áreas de esporte, lazer e estudos, priorizando os setores da população de baixa renda,
estendendo- se, progressivamente, a toda a rede municipal.

Art. 184 O ensino no Município tem como base o conhecimento e o processo científico
universal, que assegurará uma educação pluralista e oferecerá aos educandos condições de
acesso às diferentes concepções filosóficas, sociais e econômicas.

Art. 185 O sistema de ensino do Município integrado ao Sistema Nacional de Educação tendo
como fundamento a unidade escolar, será organizado com observância das diretrizes comuns
estabelecidas nas legislações federal, estadual e municipal e as peculiaridades locais.

Art. 186 A gestão do ensino público municipal será exercida de forma democrática, garantindo-
se a representação de todos os segmentos envolvidos na ação educativa, na concepção,
execução de controle e avaliação dos processos administrativos e pedagógicos.

Parágrafo Único - A organização e funcionamento de órgãos colegiados, eleições diretas para


diretores e vice de unidades escolares devem ser asseguradas, garantindo a gestão
democrática e a autonomia da unidade escolar, a partir de eleições diretas para diretores e vice-
diretores.

As funções normativas, deliberativas e consultivas, referentes à educação, na área de


Art. 187
competência do Município, serão exercidas pelo Conselho Municipal de Educação.

Art. 188 Os Conselhos Regionais de Ensino, criados em cada região administrativa, serão

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compostos de oito membros, cada, como órgão de natureza colegiada e representativa da


sociedade com atribuições consultivas e fiscalizadora, com atuação regionalizada, nas seguintes
proporções:

I - 1/4 (um quarto) indicado pelo Executivo Municipal;

II - 1/4 (um quarto) indicado pelo Legislativo Municipal;

III - 2/4 (dois quartos) indicados, proporcionalmente, pelas entidades representativas dos
trabalhadores em educação, dos estudantes e dos pais da região.

Art. 189 Os Conselhos terão estruturas definidas em regimentos próprios aprovados pelo
Executivo Municipal.

Art. 190 Os diretores e vice-diretores das escolas públicas municipais de 1º grau serão
escolhidos através de eleições diretas pela comunidade escolar.

Art. 191 Fica criado o Fundo Municipal de Educação, sendo-lhe destinados os recursos
previstos na Constituição Federal e os provenientes de outras fontes definidas em lei.

§ 1º As verbas públicas destinadas à educação municipal nunca serão inferiores a 25% da


receita de impostos, compreendidas neste percentual as verbas provenientes de transferências.
Esses recursos devem voltar-se para garantir a plena satisfação da demanda de vagas e o
desenvolvimento do ensino.

§ 2º Às escolas filantrópicas, confessionais ou comunitárias, comprovadamente sem fins


lucrativos e que ofereçam ensino gratuito, poderá ser destinado um percentual máximo de três
por cento dos recursos de que trata este artigo, quando a oferta de vagas na rede pública oficial
for insuficiente. (Regulamentado pela Lei nº 4608/1992)

§ 3º É vedada a transferência de recursos públicos municipais às escolas de iniciativa privada.

Art. 192 A matrícula na rede municipal será efetuada exclusivamente quando do ingresso do
aluno na 1ª série e depois na 5ª, prevalecendo a mesma para as 4ª séries iniciais e 4ª séries
finais do 1º grau, respectivamente.

Art. 193 O servidor público municipal é obrigado a apresentar duas vezes por ano atestado de
que os filhos menores de 15 anos estão matriculados e estudando.

Art. 194 O Poder Público Municipal deve garantir o funcionamento de bibliotecas públicas
descentralizadas e com acervo em número suficiente para atender à demanda dos educandos.

Art. 195 O Município garantirá a educação não diferenciada para ambos os sexos, eliminando
do seu conteúdo práticas discriminatórias, não só nos currículos escolares, como no material
didático utilizado.

Art. 196 É dever do Município garantir o atendimento das crianças de zero a seis anos em
creches e pré-escolar.

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Parágrafo Único - Entende-se por creche um equipamento social com função educacional e de
guarda, assistência, alimentação, saúde e higiene, atendida por equipe de formação
interdisciplinar.

Art. 197 O Município manterá atualizado o Arquivo Municipal.

Art. 198 Fica criada a Conferência Municipal de Educação, que reunir-se-á bienalmente com a
finalidade de apreciar o Plano Municipal de Educação.

§ 1º O Plano Municipal de Educação, de duração plurianual, será elaborado em consonância


com os planos nacional e estadual, visando à articulação e ao desenvolvimento de ensino e a
integração das ações desenvolvidas pelo Poder Público, que conduzam à:

I - erradicação do analfabetismo;

II - universalização do atendimento escolar;

III - melhoria da qualidade do ensino;

IV - orientação para o trabalho;

V - promoção humanística, cultural, artística, científica e tecnológica.

§ 2º A Conferência Municipal de Educação deverá ser convocada pelo Conselho Municipal de


Educação e terá a participação de todos os segmentos envolvidos com a educação.

§ 3º A política municipal de educação deverá ser elaborada para um período não inferior a 4
(quatro) anos, Plano Quadrienal de Educação.

Art. 199 Será garantido, na forma da lei, um plano único de carreira para todos os trabalhadores
em Educação de modo a garantir a valorização da qualificação e da titulação do profissional do
magistério, independente do nível escolar em que atua, assegurando-se:

I - piso salarial;

II - incentivos financeiros por titulação, qualificação, dedicação exclusiva, tempo de serviço e


local de trabalho;

III - garantia ao trabalhador em Educação do acesso às condições necessárias a sua reciclagem


e atualização;

IV - liberação de percentual de carga horária semanal do professor para atividades extra-classe.

Parágrafo Único - Para os efeitos deste artigo são considerados profissionais do magistério os
professores e os especialistas em educação.

Art. 200 O Município manterá programa para erradicação do analfabetismo, coordenado pela
Secretaria Municipal de Educação.

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Art. 201Aos servidores públicos municipais matriculados em cursos noturnos de formação


educacional e, de comprovada freqüência, será facultado ausentar-se da sua função uma hora
antes do término do expediente para possibilitar sua locomoção e preparação das atividades
educacionais, sem prejuízo de sua remuneração e demais vantagens.

Art. 202 Nos 10 (dez) primeiros anos de promulgação desta Lei Orgânica, o Município
desenvolverá esforços com a mobilização de todos os setores organizados da sociedade e com
a aplicação de pelo menos 50% dos recursos a que se refere o art. 212 da Constituição Federal
para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental.

Art. 203O planejamento do ensino será de caráter permanente e envolverá necessariamente,


em todas as suas fases, os segmentos responsáveis por sua aplicação e avaliação, em especial
docentes e especialistas, independente de estarem lotados no órgão central de educação ou
nas unidades escolares.

Capítulo III
DA SAÚDE

Art. 204 A saúde é direito de todos e dever do Município que integra com a União e o Estado o
Sistema Único Descentralizado de Saúde, cujas ações e serviços públicos, na sua circunscrição
territorial, são por ele dirigidos, objetivando:

I - o bem-estar físico, mental e social do indivíduo e da coletividade e a eliminação ou redução


do risco de doenças ou outros agravos à saúde;

II - o acesso universal e igualitário às ações e serviços, para a promoção, proteção e


recuperação e reabilitação da saúde, observadas as necessidades específicas dos diversos
segmentos da população;

III - o atendimento integral, com prioridade para ações preventivas sem prejuízo dos serviços
assistenciais;

IV - assegurar condições dignas de trabalho, saneamento, habitação, alimentação, educação,


transporte e lazer;

V - proteger o meio ambiente e controle da poluição ambiental;

VI - assegurar o atendimento integral a saúde da mulher, incluindo o planejamento familiar.

Art. 205 As ações de saúde são de natureza pública, devendo sua execução ser feita
preferencialmente através de serviços oficiais.

Art. 206 O volume mínimo dos recursos destinados à saúde pelo município corresponderá,
anualmente, a quinze por cento da respectiva receita.

Art. 207 O Município promoverá, quando necessário, reciclagem e aperfeiçoamento


profissional, em todos os níveis, para os seus servidores.

Art. 208 O Município manterá o Conselho Municipal de Saúde, órgão deliberativo e fiscalizador

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da política de saúde municipal, constituído proporcionalmente de:

I - gestores do sistema;

II - sindicato de trabalhadores;

III - associações comunitárias;

IV - entidades representativas das classes empregadoras;

V - entidades representativas de profissionais de saúde.

Art. 209Compete ao Município fiscalizar e supervisionar alimentos de qualquer natureza desde


a sua origem até o seu consumo.

Art. 210 O Sistema Municipal de Saúde será financiado com recursos do orçamento da
seguridade social do Município, do Estado, da União e outros.

Art. 211 Cabe ao Município integrar-se com as ações de vigilância sanitária, com as demais
esferas do governo, garantindo a participação dos sindicatos de trabalhadores nessas ações,
nos locais de trabalho.

Art. 212 Fica criada a Conferência Municipal de Saúde a ser convocada pelo Conselho
Municipal de Saúde.

Art. 213 A Secretaria de Saúde e Assistência Social manterá um sistema de unidades móveis
de saúde, com serviços médicos e odontológicos.

Art. 214 A assistência à saúde é livre a iniciativa privada, obedecidos os requisitos da lei e as
diretrizes da política de saúde.

Art. 215 Os postos de saúde do Município estarão equipados para o fornecimento gratuito de
carteira de saúde à população.

Art. 216 As instituições privadas poderão participar de forma supletiva do SUS segundo
diretrizes, mediante contrato de direito público ou convênios, tendo preferência as entidades
filantrópicas de utilidade pública e sem fins lucrativos.

Capítulo IV
DA POLÍTICA AGRÍCOLA E ABASTECIMENTO ALIMENTAR

Art. 217A política agrícola e de abastecimento alimentar do Município será planejada e


executada na forma da lei, com a participação efetiva dos setores de produção, comercialização,
armazenamento e de transporte, observada a competência federal e estadual sobre a matéria.

São objetivos da política agrícola e do abastecimento alimentar do Município: (Redação


Art. 218
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 04)

I - dinamizar e expandir a economia, através do aumento da oferta de alimentos, incorporando

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ao processo produtivo terras inexploradas e melhorando a produtividade de mão-de-obra e das


terras já trabalhadas;

II - criação de novas oportunidades de trabalho, de forma a ampliar o mercado interno e reduzir


o nível de pobreza absoluta;

III - estimular o uso da propriedade como bem de produção;

IV - integrar as áreas de produção de alimentos com as do mercado consumidor, envolvendo,


prioritariamente, o extrato de pequenos produtores com as organizações de mercadores de
bairros;

V - oferecer assistência técnica aos pequenos produtores, especialmente de hortigranjeiros;

VI - incentivo a implantação e manutenção de hortas comunitárias e criação de animais de


pequeno porte;

VII - fiscalizar o abate de animais e a comercialização de alimentos;

VIII - desenvolver ações voltadas para o combate à fome e o atingimento de condições plenas
de segurança alimentar.

Art. 219 O Município, mediante Lei, instituirá o Conselho Municipal de Abastecimento,


Agricultura e Segurança Alimentar com competência para elaborar planos anuais que visem o
desenvolvimento e expansão da produção agropecuária, a organização do abastecimento
alimentar e o desenvolvimento de ações voltadas para o combate à fome. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 04)

Capítulo V
DO MEIO AMBIENTE

Ao Município compete proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de


Art. 220
suas formas, de modo a assegurar o direito de todos ao meio ambiente ecológico equilibrado,
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras
gerações.

§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito incumbe ao Município:

I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das


espécies e ecossistemas; definir espaços territoriais do Município e seus componentes a serem
especialmente protegidos, e a forma da permissão para alteração e supressão, vedada qualquer
utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; controlar a
produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem
risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

II - promover a educação ambiental na sua rede de ensino e a conscientização da comunidade


para a preservação do meio ambiente;

III - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua

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função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam animais a crueldade;

IV - estimular ações de educação sanitária e ambiental para a comunidade;

V - combater a poluição urbana, em todas as suas formas, inclusive a visual e sonora.

§ 2º É assegurada a participação popular em todas as decisões relacionadas ao meio ambiente


e o direito à informação sobre essa matéria através de entidades ligadas a questão ambiental,
na forma da lei.

§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores a


sanções, na forma da lei, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

Art. 221 O Município instalará, na forma da lei, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, em
prazo máximo de seis meses após promulgada esta Lei, órgão superior de administração de
qualidade ambiental, proteção, controle e desenvolvimento do meio ambiente e uso adequado
dos recursos naturais, para organizar, coordenar e integrar as ações de organismos da
administração pública e da iniciativa privada.

Art. 222 O Município, na forma da lei, formulará um Plano Municipal de Meio Ambiente e
através de seus órgãos de administração direta e indireta promoverá:

I - a conscientização pública para a proteção do meio ambiente, estabelecendo programa


sistemático de educação ambiental em todos os níveis de ensino e nos meios de comunicação
de massa;

II - o amplo acesso da comunidade informando sobre as fontes e causas da poluição e


degradação ambiental e qualidade do meio ambiente, os níveis de poluição, a presença de
substâncias potencialmente danosas à saúde nos alimentos, água, ar e solo e as situações de
riscos de acidente;

III - o estabelecimento e controle dos padrões de qualidade ambiental;

IV - a exigência, na forma da lei, para instalação de obras ou atividade potencialmente


causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a
que se dará publicidade;

V - a preservação, a diversidade e a integridade do patrimônio biológico e genético, fiscalizando


as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

VI - a definição de espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos,


representativos de todos os ecossistemas originais do Município, vedada a utilização que
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

VII - a proteção da fauna e da flora, em especial, as espécies ameaçadas de extinção,


fiscalizando a extração, captura, produção, transporte, comercialização e consumo de seus
espécimes e subprodutos, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua
função ecológica, provoquem sua extinção ou submetam os animais à crueldade;

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VIII - a fiscalização e o controle sobre veículos, que devem manter sua emissões dentro dos
padrões definidos por lei;

IX - o estabelecimento de critérios, identificação das áreas de risco geológico, especialmente


nos perímetros urbanos e a recuperação de áreas degradadas;

X - a promoção das medidas judiciais e administrativas, responsabilizando os causadores de


poluição ou de degradação ambiental, podendo punir ou interditar temporária ou definitivamente
a instituição causadora de danos ao meio ambiente;

XI - o estabelecimento, na forma da lei de tributação das atividades que utilizem recursos


ambientais e que impliquem potencial ou efetiva degradação;

XII - a arborização urbana, utilizando, preferencialmente, essenciais nativas regionais e espécies


frutíferas;

XIII - o controle e a fiscalização da produção, estocagem, transporte, comercialização e


utilização de substâncias que comportem risco efetivo ou potencial para a vida e o meio
ambiente, incluindo materiais geneticamente alteráveis pela ação humana e fontes de
radioatividade;

XIV - a fiscalização das concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e


minerais em seu território;

XV - o estímulo à utilização de tecnologias economizadoras, bem como de fontes energéticas


alternativas que possibilitem a redução das emissões de poluentes;

XVI - requisitar a realização periódica de auditorias no sistema de controle da poluição e


prevenção de riscos de acidentes, nas instalações e atividades de significativo potencial
poluidor, incluindo a avaliação detalhada dos efeitos de sua operação sobre a qualidade física,
química e biológica dos recursos ambientais, bem como sobre a saúde dos trabalhadores e da
população afetada;

XVII - implementar política setorial visando à coleta, transporte, tratamento e disposição final de
resíduos sólidos, líquidos e gasosos, urbanos e industriais, com ênfase nos processos que
envolvam sua reciclagem;

XVIII - estimular e promover, na forma da lei, o reflorestamento ecológico em áreas degradadas,


objetivando especialmente a proteção de encostas e dos recursos hídricos, a fixação de índices
mínimos de cobertura vegetal.

Art. 223 São áreas de preservação permanente, como definidas em lei:

I - os manguesais;

II - as áreas estuarinas;

III - os recifes de corais;

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IV - as dunas e restingas;

V - as áreas de proteção das nascentes e margens dos rios;

VI - as áreas que abriguem exemplares da fauna, da flora e de espécies ameaçadas de extinção


bem como aquelas que sirvam como local de pouso ou reprodução de espécies migratórias;

VII - as reservas de flora apícola, compreendendo suas espécies vegetais e enxames silvestres;

VIII - as cavidades naturais subterrâneas e cavernas;

IX - as encostas sujeitas a erosão e deslizamento.

Art. 224 Constituem patrimônio municipal e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de
condições que assegurem o manejo adequado do meio ambiente, inclusive quanto ao uso de
seus recursos naturais, históricos e culturais:

I - o Centro Histórico de Salvador;

II - as praias;

III - os Parques de Pituaçu, Pirajá e São Bartolomeu, Abaeté, Dunas, o Dique do Tororó e o
Parque da Cidade, e outros sítios históricos.

Art. 225 O Poder Público Municipal, na forma da lei, estabelecerá planos que visem à
preservação de diques, lagos e lagoas existentes no Município, não permitindo, sob qualquer
hipótese, aterramento e esgotamento sanitários no seu interior, observadas as determinações
da lei.

§ 1º A exploração comercial desses locais somente será permitida se obedecer a padrões


explícitos que assegurem a harmonia da paisagem e a manutenção do usufruto público.

§ 2º O direito ao ambiente saudável inclui o ambiente de trabalho, ficando o Município obrigado


a garantir e proteger o trabalhador contra toda e qualquer condição nociva à saúde física e
mental.

Art. 226 É vedado, no território do Município:

I - a fabricação, comercialização e utilização de substâncias que emanem cloro-flúor-carbono;

II - a fabricação, comercialização, transporte e utilização de equipamentos e artefatos bélicos


nucleares;

III - o depósito de resíduos nucleares ou radioativos, gerados fora dele;

IV - a localização, em zona urbana, de atividades industriais capazes de produzir danos à saúde


e ao meio ambiente. Em desacordo com o disposto neste inciso, deverão transferir-se para
áreas apropriadas, no prazo máximo de 5 anos;

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V - o lançamento de resíduos hospitalares, industriais e de esgotos residenciais, sem


tratamento, diretamente em praias, rios, lagos e demais cursos d`água, devendo os expurgos e
dejetos, após conveniente tratamento, sofrer controle e avaliação de órgãos técnicos
governamentais quanto aos teores de poluição;

VI - a implantação e construção de indústrias que produzem resíduos poluentes, de qualquer


natureza, em todo o litoral do Município, compreendendo a faixa de terra que vai de preamar até
cinco mil metros para o interior;

VII - a incineração de lixo a céu aberto, em especial de resíduos hospitalares;

VIII - a fabricação, comercialização ou utilização em seu território, de novos combustíveis, sem


aprovação prévia da Câmara Municipal.

Para os efeitos do estabelecido no artigo anterior, o Município através do Executivo,


Art. 227
promoverá:

I - a identificação de atividades industriais situadas nas zonas urbanas predominantemente


residenciais, capazes de produzir danos à saúde ou ao meio ambiente, que deverão ser
estimuladas ou obrigadas a se transferir para local melhor adequado no prazo de cinco anos;

II - a identificação de hospitais, indústrias e esgotos residenciais que lançam, sem tratamento,


resíduos e dejetos diretamente em praias, rios, lagos e demais cursos d`água, os quais
passarão a sofrer controle e avaliação pelo Município e serão ratificados, para a adoção das
providências necessárias ao saneamento das irregularidades.

Parágrafo Único - Para os efeitos deste artigo, o Executivo Municipal buscará o desenvolvimento
de ações conjuntas com o Estado, especialmente no que tange à cobrança e exigibilidade das
penalidades definidas na legislação estadual de proteção ambiental para as hipóteses de ações
predatórias ao meio ambiente.

Art. 228 O Município elaborará e operará um Plano Diretor de Áreas Verdes de Lazer, que
deverá corresponder aos padrões de distribuição e estratificação da população, de acordo com
o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, o qual deverá integrar as massas vegetais e vazios
aproveitáveis para tais finalidades, adotando-se quanto possível um sistema unitário e contínuo.

§ 1º O Plano Diretor de Áreas Verdes, espaço aberto à recreação, será de iniciativa do


Executivo e aprovado pela Câmara Municipal.

§ 2º O Município, em seguida a aprovação do Plano Diretor de Áreas Verdes e Lazer, aprovará a


legislação pertinente a áreas verdes com base nas diretrizes gerais fixadas neste plano,
consolidando-o, complementando-o, se for o caso.

§ 3º O Município buscará integrar os esforços da comunidade, na organização e manutenção


das áreas verdes, bem como na arborização dos logradouros.

§ 4º O Município poderá conceder incentivos para os empreendimentos que propiciem a


manutenção de áreas arborizadas, ou de valor ecológico notável.

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§ 5º O Município envidará os esforços necessários, junto a todas as esferas de governo,


objetivando extinguir todos os lançamentos, "in natura", de esgotos domiciliares, dejetos
industriais, lixo urbano e resíduos de embarcações marítimas na Baía de Todos os Santos e no
Litoral Atlântico especialmente os resíduos de petróleo provenientes de transbordos ou lavagens
de tanques, aplicando-se sanções aos causadores de prejuízos ambientais.

Art. 229 O Poder Executivo elaborará e operará um Plano Diretor de Saneamento, a ser
aprovado pela Câmara Municipal e obrigatório para as empresas concessionárias ou
permissionárias dos serviços públicos, que o deverão atender rigorosamente, não sendo
permitida a renovação da concessão ou permissão nos casos de infrações.

Art. 230 A criação de unidades ou parques de conservação por parte do Poder Público, com
finalidade de preservar a integridade de exemplares dos ecossistemas, será imediatamente
seguida de desapropriação e dos procedimentos necessários à regularização fundiária, bem
como da implantação de estruturas e fiscalização adequada.

Art. 231A administração municipal e concessionárias de serviço público, publicarão relatório


semestral de monitoragem da qualidade da água distribuída à população.

Art. 232 É vedada a instalação de aterro sanitário, usina de reaproveitamento e depósito de lixo,
em locais inadequados que não estejam de acordo com pareceres técnicos competentes,
inclusive em rotas de tráfego, evitando-se acidentes.

Parágrafo Único - Para os efeitos do estabelecido neste artigo, o Município, no prazo de 180
dias a partir da publicação desta lei, através do Executivo, promoverá a desativação do aterro
sanitário e depósito de lixo, no qual se deverá instalar usina de reaproveitamento para local que
se adeque às exigências desta lei, cujo espaço aéreo não sirva de rotas de aviação.

Art. 233 O Município elaborará o Código de Defesa do Meio Ambiente.

§ 1º O código referido no "caput" deste artigo será de iniciativa do Conselho Municipal de Meio
Ambiente e aprovado pela Câmara Municipal.

§ 2º O código definirá as penalidades decorrentes de sua violação.

Art. 234 A lei definirá os critérios e métodos de recomposição ambiental bem como as
penalidades impositivas aos infratores, independente da obrigação que lhe incumbirá de arcar
com todas as despesas necessárias à integral recuperação dessas áreas.

Art. 235O Município deverá consultar o Conselho Municipal do Meio Ambiente quando da
concessão de licenças para obras e atividades com potencial de impacto ambiental, nos casos
não apreciados pelos órgãos congêneres do Estado e União.

Art. 236 Os lançamentos finais dos sistemas públicos e particulares de coleta de esgotos
sanitários deverão ser precedidos no mínimo de tratamento primário completo na forma da lei.

§ 1º Fica vedada a implantação de sistemas de coleta conjunta, e águas pluviais e esgotos


domésticos ou industriais.

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§ 2º As atividades poluidoras deverão dispor de bacias próprias de contenção para as águas de


drenagem, na forma da lei.

Capítulo VI
DO TRANSPORTE

Art. 237Compete ao Município o planejamento e controle dos serviços de transporte coletivo,


cuja execução poderá ser efetuada diretamente ou por concessão ou permissão, observadas as
prescrições contidas nesta lei.

Art. 238 O transporte coletivo deverá ter uma tarifa condizente com o poder aquisitivo da
população e que assegure a justa remuneração do capital, permitindo o melhoramento, a
expansão e a qualidade dos serviços e propicie o equilíbrio econômico financeiro do contrato
respectivo.

O transporte coletivo é um serviço público essencial a que todo cidadão tem direito,
Art. 239
sendo de responsabilidade do Poder Público Municipal o planejamento, o gerenciamento, e a
operação do mesmo.

Art. 240 O Município estabelecerá Plano Diretor de Transportes Urbanos, definindo normas e
diretrizes de planejamento e execução do sistema de transporte coletivo, conforme o Plano
Diretor de Desenvolvimento Urbano.

Art. 241 Os planos de transportes devem priorizar:

I - o atendimento à população de baixa renda;

II - a observância dos padrões de segurança e manutenção dos veículos;

III - a observância das normas de proteção ambiental, relativas a poluição sonora e atmosférica;

IV - a observância de normas relativas ao conforto, á saúde e à segurança dos passageiros e


operadores dos veículos.

Art. 242 O ônus dos custos dos serviços de transportes coletivos deverá ser assumido por
todos que usufruem do benefício mesmo que de forma indireta como o comércio, a indústria, os
governo federal, estadual e municipal, na forma que a legislação complementar determinar.

Art. 243 O Município promoverá programas de educação para o trânsito.

Art. 244 Fica o Poder Executivo obrigado a encaminhar à Câmara Municipal a planilha de
custos antes de decretar qualquer aumento de tarifa.

Art. 245 Fica mantida a Empresa Municipal de Transporte Coletivo como reguladora e
operadora do sistema coletivo de transporte.

Art. 246 As cargas de alto risco somente poderão ser transportadas na zona urbana após
vistoria e licença da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e observadas as medidas de
segurança estabelecidas por lei e resoluções dos órgãos técnicos.

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Art. 247 Fica assegurada a gratuidade nos transportes coletivos urbanos: (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 06)

I - aos maiores de sessenta e cinco anos, mediante apresentação de documento oficial de


identificação;

II - aos policiais militares, quando fardados, limitados a dois por veículo;

III - aos deficientes, visual, mental e físico de coordenação motora, comprovadamente carentes,
previamente autorizados pelo Conselho Municipal de Deficientes e o Órgão Gestor dos
Transportes Urbanos.

Parágrafo Único - Fica mantida a meia passagem para os estudantes regularmente matriculados
nos estabelecimentos das redes pública e privada, devidamente reconhecidos.

Art. 248O Município promoverá a substituição gradativa de combustíveis poluentes por fontes
energéticas não poluentes - gás natural - , dos veículos das empresas de transporte coletivo
urbano.

Art. 249Lei municipal disporá sobre o percentual da frota do sistema de transporte coletivo, que
será progressivo à demanda real dos usuários portadores de deficiências.

Parágrafo Único - A elaboração desta lei deverá ser precedida de ampla consulta ao conjunto da
sociedade organizada, especialmente às entidades de deficientes e aos organismos de apoio
aos mesmos.

Art. 250 Fica mantido o Conselho Municipal de Transporte, com caráter consultivo, fiscalizador
e deliberativo da política de transporte e será composto com número de membros definidos em
lei, da seguinte forma: (Regimento Interno aprovado pelo Decreto nº 11.173/1995)

I - 1/4 indicado pelo Executivo Municipal;

II - 1/4 indicado pelo Legislativo Municipal;

III - 2/4 indicados proporcionalmente pelas entidades representativas dos trabalhadores e da


sociedade civil.

§ 1º De dois em dois anos cessará o mandato de metade dos membros do Conselho, permitida
a recondução por uma só vez.

§ 2º A lei definirá as competências e formas de funcionamento do Conselho.

Capítulo VII
DA SEGURANÇA

Art. 251 A segurança do cidadão e da sociedade é de vital interesse para o pleno


desenvolvimento das funções sociais da cidade e bem-estar dos seus habitantes.

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Art. 252 Fica criada a guarda municipal destinada à:

I - proteção dos bens do Município;

II - disciplina do trânsito;

III - proteção ao meio ambiente, à propriedade e equipamentos urbanos;

IV - colaboração com o cidadão, objetivando desenvolver o convívio social, civilizado e fraterno.

A atividade policial não poderá subordinar-se a interesse de facção político-partidária,


Art. 253
devendo o seu comando ser exercido por oficial da Polícia Militar do Estado de patente
compatível com a função.

Art. 254 O Município, em colaboração com o Estado e a União, criará mecanismo para garantir
a execução de uma política de combate e prevenção da violência contra a mulher e o menor,
nos limites da sua competência.

Art. 255A atividade do salva-vidas, por seus meios, processos e técnicas, constitui-se em fator
básico para a segurança coletiva e individual no âmbito marítimo, fluvial, lacustre, desportivo e
recreativo, cabendo ao Município, na forma da lei, regulamentar o exercício da profissão do
salva-vidas.

Art. 256 O Município criará, na forma da lei, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da
Pessoa Humana, com a finalidade de investigar as denúncias de violação dos direitos humanos
no território do Município, encaminhando-as aos órgãos pertinentes e propondo soluções gerais
compatíveis.

§ 1º No exercício de suas funções e a fim de bem cumprir sua finalidade, o Conselho de Defesa
dos Direitos da Pessoa Humana deve ordenar perícias.

§ 2º O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana será composto por oito
conselheiros, nomeados pelo chefe do Poder Executivo pelo prazo de dois anos, sendo:

I - dois indicados pelo Executivo;

II - dois indicados pela Câmara;

III - dois indicados pela OAB;

IV - dois indicados pelas entidades gerais da sociedade civil.

Capítulo VIII
DA CULTURA

Art. 257 O Município criará, na forma da lei, o Conselho Municipal de Cultura, órgão
deliberativo, normativo e fiscalizador das ações culturais no âmbito do Município, composto por
representantes dos Poderes Executivo e Legislativo e majoritariamente por representantes de
entidades culturais, profissionais da área cultural e outros segmentos da sociedade civil.

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Art. 258 Na política de revitalização dos seus sítios históricos, o município observará os
seguintes pontos como prioridade básica, dentre outros, para elaboração e execução de
qualquer projeto ou atividade:

I - o compromisso com o desenvolvimento e promoção social das comunidades locais;

II - o estímulo à permanência e locação de grupos que desenvolvem atividades culturais,


comerciais, artesanais e outras, concernentes com as tradições da cultura local.

Art. 259 A gestão do Carnaval será exercida de forma democrática, garantindo-se a


representação de todos os segmentos envolvidos na concepção, controle e avaliação dos
processos administrativos e financeiros.

Art. 260 O Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares será um órgão de
natureza colegiada e representativa das entidades, órgãos públicos e da sociedade, com
atribuições normativa, fiscalizadora e deliberativa. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
nº 29)

Art. 261 O Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares será composto
democraticamente nas seguintes proporções:

I – 01 (um) representante do Executivo Municipal;

II – 01 (um) representante da Empresa Salvador Turismo – Saltur;

III – 01 (um) representante da Fundação Gregório de Mattos;

IV – 01(um) representante da Secretaria Municipal de Saúde;

V – 01(um) representante do Poder Legislativo;

VI - 01(um) representante da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia;

VII - 01(um) representante da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia;

VIII - 01(um) representante da Polícia Militar;

IX - 01(um) representante da Empresa de Turismo da Bahia – Bahiatursa;

X - 01(um) representante do Juizado de Menores;

XI - 01(um) representante da Federação dos Clubes Carnavalescos da Bahia;

XII - 01 (um) representante da Associação dos Blocos de Salvador;

XIII - 01 (um) representante da Associação dos Blocos de Trios;

XIV - 01 (um) representante dos Blocos Afros;

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XV - 01(um) representante dos Afoxés;

XVI - 01 (um) representante dos Blocos de Percussão;

XVII – 01(um) representante dos Blocos de Índios e Travestidos;

XVIII - 01(um) representante da União das Entidades de Samba da Bahia;

XIX – 01(um) representante da Associação dos Blocos Alternativos;

XX - 01(um) representante da Associação Baiana de Trios Independentes;

XXI - 01(um) representante da Associação Carnavalesca das Entidades de Sopro e Percussão;

XXII - 01(um) representante da Associação Baiana dos Camarotes;

XXIII - 01 (um) representante do Sindicato dos Músicos;

XXIV - 01 (um) representante da Associação dos Barraqueiros de Festas Populares;

XXV - 01 (um) representante do Sindicato dos Vendedores Ambulantes e Feirantes de Salvador;

XXVI - 01 (um) representante da Associação dos Proprietários de Equipamentos de som,


iluminação e infraestrutura;

XXVII - 01 (um) representante da Associação Baiana de Imprensa;

XXVIII - 01 (um) representante da Associação dos Artistas Plásticos Modernos da Bahia;

XXIX - 01 (um) representante do Conselho Baiano de Turismo;

XXX - 01 (um) representante da Associação Brasileira de Entretenimento – Seção Bahia;

XXXI- 01 (um) representante da Associação Baiana do Mercado Publicitário;

XXXII - 01 (um) representante dos Conselhos Comunitários Regionais.

Parágrafo único. A Coordenação Executiva do Carnaval será composta de 03 (três)


coordenadores, sendo 01 (um) eleito pelo Conselho do Carnaval e Outras Festas Populares, 01
(um) indicado pelo Governador do Estado e 01 (um) pelo Prefeito Municipal, não sendo
permitida a recondução do primeiro. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 29)

Art. 262 O Município garantirá a todos pleno acesso às fontes de cultura, apoiando e
incentivando a produção, valorização e difusão das manifestações culturais, assegurando:

I - as manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos formadores da comunidade


soteropolitana, vedada qualquer forma de discriminação;

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II - a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação independente


de censura;

III - a dinamização, criação e conservação de espaços culturais, especialmente em bairros


carentes;

IV - os meios para condução pelas próprias comunidades das manifestações culturais


populares, tradicionais e contemporâneas;

V - o intercâmbio cultural e artístico com outros municípios e Estados;

VI - a criação e manutenção de incentivos, inclusive fiscais, objetivando o investimento privado


na área do Centro Histórico e seu beneficiamento;

VII - a ação cultural e educativa permanente, visando prevenir e combater a discriminação e


preconceitos.

Art. 263 O Município deverá criar e manter, em cada região administrativa, espaços públicos
devidamente equipados e acessíveis para as diversas manifestações culturais da população.

Parágrafo Único - É vedada a extinção de espaço cultural público, sem a criação, na mesma
região administrativa, de outro equivalente.

Art. 264 O Município, através de seus órgãos e pesquisadores, fica obrigado a manter viva a
história da Cidade, de suas instituições e tradições.

Art. 265 É assegurada a preservação e autonomia da produção cultural independente.

Art. 266 Ficam sob proteção do Município os conjuntos e sítios históricos paisagísticos,
artísticos, arqueológicos, paleontológicos, ecológicos e científicos tombados pelo Poder Público
Municipal.

Art. 267 O Município preservará a integridade, a respeitabilidade e a permanência dos valores


culturais e artísticos afro-brasileiros.

Capítulo IX
DO ESPORTE E LAZER

Art. 268 Cabe ao Município apoiar e incrementar as práticas desportivas na comunidade.

Art. 269 O Município promoverá a construção de equipamentos de parques infantis, centros de


juventude e de idosos com locais de lazer, notadamente em bairros populares.

Art. 270 Os serviços municipais de esportes e recreação se integrarão com as atividades


culturais do Município, visando à implantação e ao desenvolvimento do turismo.

Art. 271 O Município incentivará o lazer como forma de promoção e integração social. (Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 10)

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Parágrafo Único - Aos estudantes regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino,


reconhecidos oficialmente, mediante apresentação de identidade estudantil e aos deficientes
físicos, mediante identificação fornecida pelo Conselho Municipal de Deficientes, fica
assegurado abatimento de 50% em casas de diversões, espetáculos, praças esportivas e
similares, exceto clubes sociais.

Art. 272 É vedado ao Município custear, a qualquer título, o esporte profissional.

Art. 273O Município, na forma da lei, adotará mecanismos que assegurem o pleno acesso dos
portadores de deficiências ao esporte, cultura e lazer.

Capítulo X
DA SEGURIDADE E ASSISTÊNCIA SOCIAL

Art. 274 A Seguridade Social compreende o conjunto integrado de ações de iniciativa do Poder
Público Municipal e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos à saúde,
previdência e assistência social.

Art. 275 O Município promoverá, com recursos da seguridade social, observadas as normas
gerais da União, os programas governamentais de assistência social.

§ 1º As entidades beneficentes e de assistência social sediadas no território do Município


poderão integrar os programas referidos neste artigo.

§ 2º A comunidade, por meio de suas organizações representativas, participará da formulação


de política e no controle das ações, em todos os níveis.

Art. 276 Os servidores da administração direta, autarquias, fundações municipais e Câmara


Municipal, terão, para efeito de aposentadoria, computados o tempo de serviço prestado na
administração pública estadual e federal e na atividade privada, rural e urbana. (Redação dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 08)

Parágrafo Único - O tempo de serviço a que se refere o artigo anterior será contado e
computado de acordo com a legislação federal pertinente, não sendo admitida:

I - contagem em dobro ou em outras condições especiais;

II - acumulação de tempo de serviço público com o de atividades privadas quando concomitante.

Art. 277 Os proventos de aposentadoria serão revistos sempre na mesma proporção e data em
que se modificar a remuneração dos servidores ativos, sendo também estendidos aos inativos
quaisquer benefícios ou vantagens concedidas posteriormente aos servidores em atividade,
inclusive quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que
se tiver dado a aposentadoria, na forma da lei.

Parágrafo Único - O reajustamento dos proventos e renda mensal do servidor aposentado ou


que venha a se aposentar, obedecerá ao seguinte critério:

I - as parcelas integrantes dos proventos e renda mensal na inatividade, relativas a vencimento

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ou salário, deverão ser de igual valor econômico do vencimento ou salário do cargo ou função
que o servidor ocupava quando da aposentadoria, observado o disposto no "caput" deste artigo;

II - as parcelas referentes à estabilidade econômica, à complementação salarial, à gratificação


de função pelo exercício de cargo ou função de confiança, devem guardar correspondência aos
valores do vencimento do cargo em comissão ou da gratificação atribuída à função de confiança
a que sejam relacionadas;

III - as demais parcelas não expressamente contempladas serão sempre atualizadas de modo
que seja mantida, sempre, a proporcionalidade registrada no momento da aposentação, entre o
valor de cada uma delas e a do vencimento do cargo no qual se aposentar ou que venha a se
aposentar.

Art. 278 A lei assegurará pensão por morte do segurado homem ou mulher, ao cônjuge ou
companheiro e dependentes, reajustável na mesma proporção e datas da atualização dos
aposentados.

Art. 279 Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho
do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo.

Art. 280A gratificação natalina é assegurada aos aposentados e pensionistas e terá por base o
valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano.

Capítulo XI
DO NEGRO (REDAÇÃO DADA PELA EMENDA À LEI ORGÂNICA Nº 15)

Art. 281 Salvador é a Capital mais negra do País e historicamente marcada pela presença da
comunidade Afro-Brasileira, constituindo a prática do racismo crime inafiançável e imprescritível,
sujeito a pena de reclusão, nos termos da Constituição Federal.

Art. 282 A rede municipal de ensino incluirá em seus programas, conteúdo de valorização e
participação do negro na formação histórica da sociedade brasileira.

Art. 283 Caberá ao Município dar apoio às pesquisas sobre a cultura afro- brasileira.

Sempre que for veiculada publicidade institucional no âmbito deste Município com mais
Art. 284
de duas pessoas participando, será assegurada a inclusão de uma da raça negra.

Art. 285 É vedada a utilização de termos que caracterizem discriminação, em anúncios de


classificados de emprego neste Município.

As escolas da rede pública municipal destinarão os turnos de suas aulas, no dia 20 de


Art. 286
novembro de cada ano, para o desenvolvimento de palestras, estudos e trabalhos sobre a
importância da Consciência Negra.

ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

O prefeito da Cidade de Salvador e os membros da Câmara Municipal prestarão o


Art. 1º
compromisso de manter, defender e cumprir esta Lei Orgânica, no ato e na data de sua

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4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

promulgação.

Art. 2ºA Câmara Municipal de Salvador, compor-se-á de 41 (quarenta e um) vereadores eleitos
pelo sufrágio direto e universal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 17)

Art. 3º O Município comemorará a data da fundação da Cidade, 29 (vinte e nove) de março.

Art. 4º O Município implantará, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da promulgação
desta Lei, as suas regiões administrativas.

Os equipamentos comunitários e prédios públicos deverão apresentar a seguinte


Art. 5º
denominação: "PROPRIEDADE DO POVO DA CIDADE DE SALVADOR".

Art. 6º A lei criará o Centro Administrativo Municipal - CAM.

Art. 7º O Município promoverá a informatização dos seus serviços, aproveitando sempre o


material humano já vinculado em suas respectivas áreas.

Art. 8ºOs servidores públicos sujeitos ao Regime Jurídico Único de pessoal serão regidos pelo
Estatuto dos Servidores Públicos Municipais.

Art. 9º Os tributos municipais pagos por pessoas jurídicas, deverão ser efetuados, quando
possível, com a emissão de apenas um documento.

Art. 10Os servidores públicos municipais da administração direta e autárquica e das fundações
públicas, em exercício na data da promulgação desta Lei Orgânica, há pelo menos cinco anos
continuados, não admitidos na forma regulada pelo art. 37 da Constituição Federal, são
considerados estáveis no serviço público.

Art. 11 Fica assegurado aos servidores municipais da administração centralizada, com mais de
cinco anos de efetivo exercício municipal, bacharéis em Direito, que tenham exercido em órgão
colegiado, como membros titulares, atribuições de natureza jurídica tributária, até a data da
instalação dos trabalhos da Lei Orgânica Municipal, isonomia de remuneração e vantagens com
os atuais titulares.

Até que seja aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias, trinta por cento, no mínimo, do
Art. 12
orçamento da seguridade social, excluído o seguro- desemprego, serão destinados ao setor de
saúde.

Art. 13 Dentro de cento e oitenta dias, a contar da promulgação desta Lei, o Município
promoverá a revisão dos direitos dos servidores públicos inativos e pensionistas e a atualização
dos proventos e pensões a eles devidos, a fim de ajustá-los ao disposto nesta Lei e na
Constituição Federal.

Art. 14 O prazo para fixação de proventos não ultrapassará a sessenta dias, contados do ato da
aposentadoria.

§ 1º Durante o lapso de tempo entre o ato da aposentadoria e a fixação dos proventos, a


provisão do segurado nunca será inferior a sessenta por cento do seu maior rendimento, nos

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últimos doze meses.

§ 2º O disposto neste artigo aplicar-se-á no caso de fixação de pensão.

Art. 15 Ficam equiparados a função de professor, para os efeitos do art. 133, III, b, desta Lei, os
instrutores e docentes das escolas profissionais e de ensino artesanal.

Art. 16 O Município celebrará, através do seu órgão previdenciário, convênio com entidades
públicas de financiamento para a construção de habitações destinadas a servidores que não
possuem casa própria, observada a política nacional de habitação.

Art. 17 A administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos.

Art. 18 Os benefícios de prestação continuada, mantidos pelo Instituto de Previdência de


Salvador na data da promulgação desta Lei Orgânica, terão seus valores revistos, a fim de que
seja restabelecido o poder aquisitivo, expresso em cota percentual igual a que tinham na data
de sua concessão, obedecendo-se a esse critério de atualização no artigo seguinte.

Parágrafo Único - As prestações mensais dos benefícios atualizados de acordo com este artigo
serão devidas e pagas a partir do sétimo mês a contar da promulgação desta Lei.

Art. 19Os projetos de lei relativos à organização da seguridade social, os planos de custeio e
de benefício serão apresentados, no prazo máximo de 06 (seis) meses da promulgação desta
Lei Orgânica à Câmara Municipal, que os apreciará, também, no prazo de 06 (seis) meses.

Parágrafo Único - Os planos serão implantados, progressivamente, nos doze meses seguintes.

Art. 20 O Poder Executivo no prazo de doze meses, a contar da promulgação desta Lei,
cadastrará logradouros, prédios e equipamentos públicos, e atribuirá nova designação em caso
de multiplicidade, prevalecendo o critério da tradição e da importância para o sistema viário da
cidade.

Art. 21O Município, até o prazo de 06 (seis) meses, contados da promulgação desta Lei, criará
condições para que todos os estabelecimentos da rede municipal de ensino estejam aptos para
o recebimento da merenda escolar, de acordo com as condições exigidas pelo órgão federal
pertinente.

Art. 22 No prazo de cento e oitenta dias, contados da promulgação desta Lei, o Município
definirá a estrutura, o funcionamento, composição e recursos destinados ao funcionamento do
Conselho Municipal de Promoção dos Direitos e Defesa da Criança e do Adolescente.

Art. 23 Serão consideradas consolidadas e dados os respectivos títulos de posse às invasões


urbanizadas com mais de 10 (dez) anos de existência.

A primeira atualização a que se refere o art. 21 da presente lei deverá estar efetivada no
Art. 24
prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses, contados de sua promulgação.

Art. 25 Até que lei municipal regule sobre a matéria, somente entrarão em circulação novos

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equipamentos de transporte coletivo quando, pelo menos, o percentual mínimo de 5% (cinco por
cento) da frota, que circulará em áreas prioritárias definidas pelo Executivo, esteja adaptado ao
livre acesso e circulação de pessoas portadoras de deficiência, inclusive paraplégicos.

Art. 26 Fica criado o Conselho Municipal de Entorpecentes, que será regulamentado por lei.

Art. 27 O Município promoverá a criação de Guarda Mirim Municipal.

Os estabelecimentos de ensino municipal de Salvador, terão obrigatoriamente que ter


Art. 28
um plano de educação especial para deficientes que requeiram este tipo de educação.

Parágrafo Único - Ao deficiente que não requerer atendimento ao plano citado no artigo anterior
e que tenha que estudar em local, não possível, tecnicamente, de adaptação, serão dadas todas
as possibilidades de acesso à sala de aula, devendo esta ser colocada em andar inferior, em
caso de existência de mais de um andar.

Art. 29Esta Lei Orgânica fica submetida a um processo de revisão geral a cada quatro anos, a
contar da data de sua promulgação.

Art. 30 Considera-se adaptada à presente Lei toda a legislação ordinária vigente no Município,
ficando revogados os dispositivos legais incompatíveis e aqueles em relação aos quais esta Lei
tenha atribuído novo tratamento.

Art. 31 Aquele que, até 30 de junho de 2001, possui como seu, por 05 (cinco) anos,
ininterruptamente e sem oposição, até 250m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) de
imóvel público situado em área urbana, utilizando-o para sua moradia ou da sua família, tem
direito à concessão de uso especial para fins de moradia em relação ao bem objeto da posse,
desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou
rural. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16)

§ 1º A concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma gratuita ao
homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil.

§ 2º O direito que trata este artigo não será reconhecido ao concessionário mais de uma vez.

§ 3º Para efeitos deste artigo, o herdeiro legítimo continua de pleno direito, na posse de seu
antecessor, desde que já resida no imóvel por ocasião da abertura da sucessão.

§ 4º O direito de concessão de uso especial para fins de moradia é transferível por ato inter
vivos e causa mortis. A transferência por atos inter vivos somente considerar-se-á operada
mediante a prévia e expressa anuência do município.

Art. 32 Nos imóveis públicos municipais de que trata o art. 31, com mais de 250m² (duzentos e
cinqüenta metros quadrados), que até 30 de junho de 2001, estavam ocupados, por 05 (cinco)
anos, ininterruptamente e sem oposição, por população de baixa renda para sua moradia,
quando não for possível identificar os terrenos ocupados por possuidores individuais, a
concessão de uso especial para fins de moradia será conferido de forma coletiva, desde que
estes não sejam proprietários ou concessionários, qualquer título, de outro imóvel urbano ou
rural neste município. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16)

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4/30/2019 Lei Orgânica de Salvador - BA

§ 1º O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo e pelo anterior,
acrescentar sua posse à de seu antecessor, desde que ambas sejam contínuas.

§ 2º Na concessão de uso especial para fins de moradia será atribuída fração ideal de terreno a
cada possuidor, independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe, salvo hipótese
de acordo escrito entre os ocupantes, estabelecendo frações ideais diferenciadas.

§ 3º A fração ideal atribuída a cada possuidor não poderá ser superior a 250m² (duzentos e
cinqüenta metros quadrados).

§ 4º Aplica-se o disposto nos parágrafos do art. 31 à hipótese de concessão de uso especial de


que trata este artigo.

O Poder Executivo, mediante decreto, definirá o conceito de população de baixa renda.


Art. 33
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16)

Art. 34 O título de concessão de uso especial para fins de moradia será obtido pela via
administrativa, perante o órgão competente da Administração Pública ou, em caso de recusa ou
omissão deste, pela via judicial. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 16)

Parágrafo Único - O direito de concessão de uso especial, para fins de moradia, extingue-se no
caso de o concessionário dar ao imóvel destinação diversa da moradia, para si ou sua família.

Art. 35É facultado ao Poder Executivo dar autorização de uso àquele que, até 30 de junho de
2001, possui como seu, por 05 (cinco) anos, ininterruptamente e sem oposição, até 250m²
(duzentos e cinqüenta metros quadrados) de imóvel público situado em área urbana, utilizando-
o para fins comerciais ou misto, observado os critérios definidos em Lei. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 16)

§ 1º A autorização de uso de que trata este artigo, será concedida de forma gratuita para as
pequenas e micro empresas e de forma onerosa para as empresas de médio e grande porte.

§ 2º O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua
posse à de seu antecessor, contanto que ambas sejam contínuas.

§ 3º É facultado ao Poder Executivo assegurar o exercício do direito de que trata o caput deste
artigo em outro local na hipótese do imóvel ocupado ser:

I - de uso comum do povo;

II - destinado a projeto de urbanização

III - de interesse de defesa nacional, da preservação ambiental e de proteção dos ecossistemas


naturais;

IV - situado em via de comunicação;

V - situado em local que possa acarretar, consoante parecer do órgão técnico competente, risco

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à vida e à saúde dos ocupantes.

Art. 36As isenções de tributos concedidas por leis específicas, vigorarão pelo prazo de 10
(dez) anos, contado da data em que, respectivamente, entraram em vigor. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 18)

Data de Inserção no Sistema LeisMunicipais: 17/07/2014

Nota: Este texto disponibilizado não substitui o original publicado em Diário Oficial.

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