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Governador

Márcio França

Secretário da Educação Presidente


João Cury Neto Luiz Miguel Martins Garcia
Secretária-Adjunta Vice-presidente
Cleide Bauab Eid Bochixio Márcia Aparecida Bernardes
Chefe de Gabinete Secretário de Coordenação Técnica
Amauri Gavião Almeida Marques da Silva Andrei Alberto Muzel
Subsecretária de Articulação Regional Secretária de Articulação
Valesca Penteado de Toleto Honora Cristiana Mercadante Esper Berthoud
Coordenadora da Escola de Formação Secretária de Finanças
e Aperfeiçoamento dos Professores Denise Jacob de Paula
Cristina de Cassia Mabelini da Silva Secretário de Assuntos Jurídicos
Coordenadora de Gestão da Educação Celso Fernando Iversen
Básica

Celia Maria Monti Viam Rocha

Coordenador de Gestão de Recursos Humanos

José Carlos Francisco

Coordenador de Informação, Monitoramento

e Avaliação Educacional

Cyntia Lemes da Silva Gonçalves da Fonseca

Coordenador de Infraestrutura e Serviços Escolares

Julio Cesar Forte Ramos

Coordenador de Orçamento e Finanças

William Bezerra de Melo


FICHA TÉCNICA DO CURRÍCULO PAULISTA

Coordenador Estadual SEE- Coordenadora de Etapa da Educação


SP:
Infantil
Herbert Gomes da Silva
Maria Regina dos Passos Pereira
Coordenador Estadual UNDIME-SP
Coordenadora de Etapa do Ensino
Maridalva Oliveira Amorim Bertacini
Fundamental - Anos Iniciais

Andréa Fernandes de Freitas

Coordenadora de Etapa do Ensino


Fundamental - Anos Finais

Gisele Nanini Mathias

Articulador UNDIME-SP

Leandro Vitoriano da Silva

Analista de Gestão

Rafael Furtado Vitoi Policiano

Redatores
História: Danilo Wenseslau Ferrari; Fernando
Educação Infantil: Eliani Ragonha,
Henrique Martins, Viviane Pedroso
Olivelton da Silva Lima; Tamira Paula Torres
Domingues Cardoso.
Martins.
Concepção do Currículo e das Dimensões
Língua Portuguesa: Gisele Maria
Integradoras da Aprendizagem: Herbert
Souza Barachati; Kátia Regina Pessoa; Liliane
Gomes da Silva, Maridalva Oliveira Amorim
Pereira da Silva Costa.
Bertacini, Gisele Nanini Mathias, Andréa
Língua Inglesa: Jucimeire de Souza Fernandes de Freitas
Bispo; Percival Tadeu Figueiredo.
Concepção de Educação Integral: Fabiana
Arte: Carlos Eduardo Povinha; Luiz Cristine P. dos Santos, Helena Cláudia S.
Carlos Tozetto. Achilles, Valéria Arcari Muhi, Valdete Ramos
de O. Melo, Tânia Gonçalves, Teresinha
Educação Física: Maria Carolina Morais da Silva e demais colaboradores.
Rebuá Ribeiro; Sandra Pereira Mendes.
Elaboração das Dimensões Integradoras
Matemática: Arlete Aparecida Oliveira da Aprendizagem: Andréa Fernandes de
de Almeida; Maria Adriana Pagan; Wagner Freitas; Andréia Cristina Barroso Cardoso;
Luis Paes Coelho. Carlos Eduardo Povinha; Eleuza Guazzelli;
Ciências: Analúcia de Oliveira Morales Edimilson de Moraes Ribeiro; Eugenio
Vilha; Edimilson de Moraes Ribeiro; Borges de Carvalho; Fabiana Cristine Porto
Eleuza Guazzelli; Gisele Nanini Mathias; dos Santos; Gisele Nanini Mathias; Herbert
Herbert Gomes da Silva. Gomes da Silva; Jucimeire de Souza Bispo;
Kátia Regina Pessoa; Maria Adriana Pagan;
Geografia: Andréia Cristina Barroso Sandra Pereira Mendes; Tânia Gonçalves.
Cardoso; Laís Barbosa Moura Modesto
Texto introdutório de Ensino Religioso:
Renato Ubirajara dos Santos Botao

… e todos os 74.229 participantes do Estado e dos 612 Municípios Paulistas.


CARTA DO SECRETÁRIO E DO PRESIDENTE DA
UNDIME
Prezado(a) professor(a),

Ao publicar a primeira edição do Currículo Paulista, manifestamos a


expectativa de que as orientações didático-pedagógicas nela
contidas contribuam para que se efetivem situações de aprendizagem desde a
Educação Infantil e em cada componente que integra o Ensino Fundamental
nas escolas da rede pública.

Preparados por especialistas de cada área do conhecimento, com


a valiosa participação crítica e propositiva dos profissionais do ensino e
da comunidade - realizada através das consultas públicas - o Currículo
Paulista constitui orientação básica para o trabalho do professor em sala
de aula. Esperamos que seja utilizado como instrumento para alavancar o
ensino de qualidade, objetivo primordial desse projeto, realizado graças ao
regime de colaboração entre o Estado e os Municípios de São Paulo.

Resultado de esforço contínuo no sentido de apoiar e mobilizar os


professores para alcançar a excelência na Educação Básica no Estado de
São Paulo, o Currículo Paulista se desdobrará em documentos de
orientações complementares e na formação docente. Projetos e
orientações técnicas complementarão a proposta pedagógica, fornecem
apoio aos professores e gestores para que sua aplicação seja
constantemente atualizada, mantendo uma base comum de conhecimentos,
habilidades e competências, aberta às diversidades do alunado, às
especificidades das escolas e os desafios da contemporaneidade.

Contamos com o acolhimento e a colaboração de vocês, pois seu


trabalho cotidiano engajado será indispensável à consolidação de práticas
docentes transformadoras. Esperamos que o material preparado contribua
para valorizar o ofício de ensinar e que possibilite formar crianças e jovens
com igualdade e equidade.

Bom trabalho!

João Cury Neto Luiz Miguel Garcia

Secretário da Educação do Estado Presidente da União Nacional dos


Dirigentes Municipais de Ensino de
de São Paulo
São Paulo
CARTA DA COORDENAÇÃO ESTADUAL DE SÃO
PAULO

Prezados Professores e Gestores,

Este é o Currículo Paulista. É chegada a hora da mobilização de todos


para a sua implementação. Esse é o desafio para o ano de 2019, que é um ano
de estudo e avaliação das propostas, para os ajustes necessários, com a
participação de todos os professores e gestores, para que em 2020 tenhamos
um currículo mais afinado à representatividade do Estado de São Paulo, como
foi intencionado na sua construção.
Pela primeira vez temos um currículo pensado para a Educação
Básica. Partindo dos princípios da Base Nacional Comum Curricular –
BNCC e das características da educação paulista, são articuladas as etapas
da Educação Infantil e dos 9 anos do Ensino Fundamental, prevendo a
integração do Ensino Médio.
O currículo enseja a participação e as contribuições do movimento
de consulta pública e seminários regionais, que deram voz a todos os cantos
do Estado, por meio de seus representantes em uma verdadeira
colaboração democrática e ética, como a nossa educação merece!
Esperamos que todos sintam-se representados em cada um dos
elementos que o compõem.

Coordenação
SUMÁRIO

O Currículo Paulista 8
Processo de construção do Currículo Paulista 10
Contexto histórico e regime de colaboração 14
O papel da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo 15
O papel da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Ensino de São Paulo
16
Um Currículo de Educação Integral comprometido com seu tempo 17
Competências gerais da Educação Básica 21
Progressão das Habilidades 23
Cultura Digital 25
Avaliação 27
Dimensões Integradoras da Aprendizagem: Uma outra concepção central do
currículo 28
Comunicação/Oralidade, Leitura e Escrita 30
Espaços, Tempos e Movimentos 30
Ética, Diversidade e Sustentabilidade 31
Convivência e Solidariedade 32
Estrutura do Currículo Paulista 32

Área de Ciências Humanas 37

Componente Geografia 40
Organizador curricular 55
Componente História 200
Organizador curricular 212

Organizador das Dimensões Integradoras da Aprendizagem 323


O CURRÍCULO PAULISTA

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEESP) e a União


Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de São Paulo
(UNDIME/SP), seguindo no compromisso público de propor percursos para
a melhoria do ensino e aprendizagem, apresentam o Currículo Paulista
como documento orientador da Educação Básica nas escolas dos municípios
e do Estado de São Paulo. Com a homologação da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) para toda a Educação Básica iniciou-se uma nova etapa de
construção curricular no Estado de São Paulo.

Esta nova etapa teve início em 2018, quando a Secretaria de Estado da


Educação de São Paulo (SEESP) e a União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação de São Paulo (UNDIME/SP) efetivaram, em regime de
colaboração e por meio de um conjunto de ações, oportunidades para que
todas as redes de educação e sociedade pudessem participar da construção
curricular.

O regime de colaboração tem como objetivo romper a fragmentação


das políticas educacionais e contribuir com as aprendizagens dos estudantes
para melhorar a qualidade da educação além de pensar na integração da
Educação Infantil com o Ensino Fundamental e deste com o Ensino Médio.
O processo colaborativo que envolveu diversos atores educacionais, como
redatoras e redatores municipais e estaduais, estudantes, professoras e
professores, gestoras e gestores, dirigentes, familiares e sociedade civil, que
se caracterizam como coautoras e coautores deste documento.

A partir dos direitos de aprendizagem propostos na BNCC, os


redatores alinharam diversos documentos curriculares de Municípios e do
Estado, que resultaram no documento base, que foi para uma consulta
online.1 Com 90,8%

1 Familiares, professores, gestores, dirigentes, estudantes e


representantes das universidades e
da sociedade civil fizeram as suas contribuições somando um total de 44.443 pessoas, que puderam contribuir
com 2.557.779 participações em cada parte do documento e 103.425 sugestões para os textos introdutórios, as
habilidades dos componentes curriculares do Ensino Fundamental e os objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento da Educação Infantil. Estas foram incorporadas e discutidas em 87 seminários regionais com a
participação de 29.786 professores e gestores. Este público envolveu a representatividade de 597 municípios, além
da rede pública estadual.
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de aprovação, foi possível articular sugestões e contribuições com o
conhecimento pedagógico dos currículos em curso como referência,
acrescidos de experiências escolares de sucesso. A partir destes recursos, a
SEESP e a UNDIME/SP deram início a uma contínua produção e divulgação
de subsídios, em regime de colaboração, para que as escolas do Estado e
dos Municípios participassem, de forma qualificada, da construção do
currículo.

O Currículo Paulista é direcionado para os seguintes objetivos:

Assegurar os direitos de aprendizagem de todos os estudantes


paulistas, garantindo o que está previsto na BNCC, dando
continuidade aos documentos que o antecederam e
contextualizando as competências e as habilidades com as
especificidades do Estado de São Paulo.
Trazer os princípios orientadores para uma escola que busca
o desenvolvimento pleno de seus estudantes, por meio de
um currículo de Educação Integral, indispensável na formação
dos indivíduos em suas dimensões: biológica, afetiva, social,
cultural e profissional no mundo contemporâneo.
Reafirmar os princípios de colaboração e democracia que
deram origem ao documento.
Subsidiar a construção de materiais de apoio e
programas específicos de modo a valorizar as experiências das
diversas redes e compartilhar o conhecimento produzido por
todos.
Valorizar a Proposta Pedagógica de cada escola do território.

O Currículo Paulista apresenta, assim, os objetivos orientadores para


uma escola comprometida com seu tempo, contextualizada, na qual
assegura-se a aprendizagem para todos os estudantes, considerando
aspectos sociais, culturais, intelectuais, físicos, corporais e afetivos
voltados aos desafios presentes e futuros que se apresentam (e se
reapresentam) na vida cotidiana dos estudantes.
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Processo de Construção do Currículo Paulista

A partir de 2017, com a homologação da BNCC, as redes de ensino


passaram
a ter uma referência nacional, plural, contemporânea, que estabeleceu com
clareza o conjunto de aprendizagens essenciais e os direitos de
aprendizagem, tornando obrigatório a elaboração ou adequação dos
currículos em todo o território nacional.

Dessa forma, apresentar um currículo alinhado à BNCC é integrar


a política nacional, estadual e municipal da Educação Básica, criando
condições favoráveis para alinhamentos e fomento a ações fundamentais à
educação, tais como:

A formação de professores;


O desenvolvimento da política de avaliação mais justa;
A elaboração de conteúdos educacionais passíveis de serem
reconhecidos em todo o território nacional;
O estabelecimento de critérios para a oferta de
infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da
educação;
Patamar comum de aprendizagem para todos os
estudantes, considerando sistemas, redes e escolas.
Por um princípio de representatividade, houve a necessidade de iniciar
o processo a partir dos documentos já existentes no território paulista e de
uma ampla participação dos profissionais da educação e de toda a
sociedade civil

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para sua construção. Ou seja, procurou-se trazer para o Currículo Paulista
a representatividade da população, sempre à luz das aprendizagens
essenciais articuladas ao contexto do território de São Paulo.

Nesse sentido, a partir da leitura dos vários currículos recebidos das


redes municipais e da rede estadual, foram feitas análises e comparações entre
estes e a BNCC, considerando os direitos de aprendizagem e os campos de
experiências na Educação Infantil, bem como as habilidades e os objetos do
conhecimento no Ensino Fundamental, redigiu-se a primeira versão de um
organizador curricular, disponibilizada para consulta pública, que após,
realizadas as devidas adequações, subsidiou os seminários regionais.

As contribuições da consulta e dos seminários viabilizaram a escrita


do Currículo Paulista, envolvendo as sugestões de diversos segmentos
da educação e da sociedade paulista em um processo de construção
colaborativa.2

2
As contribuições provenientes da consulta foram analisadas por uma equipe de redatores, coautores
desse currículo. Todas foram classificadas de acordo com 08 Critérios de Não Elegibilidade e os que não se
enquadravam neles foram considerados “Elegíveis” a serem incorporados ao documento. N1 - Sugestões a
materiais e currículos anteriores a V0, conforme segue: N2 -
Comentários que não possibilitam o aprimoramento da V0; N3 - Comentários a respeito de Infraestrutura Física,
Recursos Didáticos e Recursos Humanos; N4 - Sugestões registradas em local inadequado; N5 - Comentários ou
solicitações de formação inicial ou continuada de profissionais da educação; N6 - Comentários com
manifestação política e/ou partidária fora do contexto da V0; N7 - Replicação de competências, habilidades e
direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento sem alteração, sugestão ou justificativa; N8 -
Comentários que atentam contra a dignidade humana e a legislação vigente. As informações coletadas em
alguns dos critérios de não exigibilidade serão utilizados na construção de subsídios para documentos
complementares e ações de formação ou levantamento de indicadores para as redes de ensino.
11
Número de participantes para texto introdutório, Educação Infantil e
componentes do Ensino Fundamental.

Número de sugestões da consulta pública on-line.

12
Taxa de aprovação dos componentes na Consulta Pública por Texto
Introdutório, por componente e Educação Infantil

13
CONTEXTO HISTÓRICO E REGIME DE COLABORAÇÃO

Em 2017, com a homologação da BNCC para a Educação Infantil e


Ensino Fundamental, a educação paulista iniciou um ciclo de reflexão e
planejamento de suas políticas públicas educacionais, voltadas para
assegurar as aprendizagens essenciais que toda cidadã e cidadão devem
desenvolver ao longo da Educação Básica. Sob este princípio, a SEESP
e a UNDIMESP reforçaram seu regime de colaboração, planejando uma
série de ações para a construção do Currículo Paulista. As ações partem
de uma linha histórica preexistente no território de São Paulo,
considerando a continuidade e aprimoramento das políticas educacionais
do Estado de São Paulo e dos Municípios Paulistas.

A respeito do regime de colaboração, a Constituição Federal de


1988 prevê, em seu artigo 211, que “a União, os Estados e os Municípios
organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino”. A Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/1996) traz em seus
princípios os diferentes papeis dos entes federados – ou seja, Municípios,
Estados e a União – para garantir acesso à Educação de qualidade em todo o
território nacional.

Lembramos, ainda, que as estratégias da Meta 7 do Plano Nacional


de Educação (PNE) indica a pactuação como ferramenta para definir as
diretrizes pedagógicas, a criação de indicadores de avaliação, de índices de
qualidade de serviços e de formação de professores das
redes. Além disso, ao definir objetivos para o Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (IDEB), a meta estabelece uma ação coordenada entre
redes e sistemas de ensino, de forma a qualificar o indicador geral do país
quanto à aprendizagem e quanto a melhorar o fluxo escolar, considerando
que muitos estudantes passam por transições entre Redes Municipais e
Estaduais ao longo de sua vida.

Fundamentados no contexto apresentado, que demanda um regime


de colaboração no atendimento da população do Estado de São Paulo, a
SEESP e a UNDIMESP uniram-se frente ao desafio do desenvolvimento da
educação por meio da construção do Currículo Paulista.
14
O Papel da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo - SEESP

A política educacional da SEESP estava expressa em seu


referencial curricular desde 2008, quando se iniciou o processo de
implementação do Currículo Oficial de São Paulo, contemplando as
áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências
Humanas, fundamentado no desenvolvimento de habilidades e competências
necessárias para compreender, viver e conviver no mundo contemporâneo.

Especificamente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o “Programa


Ler e Escrever” e o “Projeto Educação Matemática nos Anos Iniciais – EMAI”
compreenderam ações articuladas que inclui formação de professores,
professores coordenadores e técnicos, acompanhamento das aprendizagens,
elaboração e distribuição de materiais pedagógicos, entre outros subsídios,
constituindo-se em política pública voltada a promover a melhoria do ensino
nessa etapa da Educação Básica. A meta proposta é ver plenamente
alfabetizadas todas as crianças com até sete anos de idade (2º ano do Ensino
Fundamental). Após a aquisição da escrita alfabética, busca-se garantir que
adquiram as competências necessárias para adequar seu discurso oral e
escrito às diferentes situações comunicativas, intenções e interlocutores.
Por fim, espera-se que tenham desenvolvido seu raciocínio lógico-
matemático. Essas ações abarcam o “Programa de Integração
Estado/Município”, que oferece parceria técnico-pedagógica e distribuição
de materiais didáticos para o desenvolvimento de ações educacionais
nas escolas das redes públicas municipais.

No Ensino Fundamental dos Anos Finais e no Ensino Médio, a SEESP,


por meio do “Programa São Paulo faz Escola”, produziu Cadernos do Professor
e do Aluno que apresentam situações de aprendizagem ou sequências
didáticas, organizadas por componente curricular, semestre, ano e série. Os
Cadernos orientam a gestão da aprendizagem em sala de aula, oferecendo
sugestões de metodologias e estratégias de trabalho, experimentações,
projetos coletivos, atividades extraclasse e estudos interdisciplinares, além de
sugestões para a avaliação e a recuperação da aprendizagem. Ainda, o
Caderno do Gestor
15
propiciou ocasião para se refletir e colocar em prática ações de organização do
cotidiano escolar.

O Papel da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de São


Paulo – UNDIME SP

Devido à dimensão territorial do Estado de São Paulo e a sua


organização política, a UNDIMESP, com sua missão de articular,
mobilizar e integrar Dirigentes Municipais de Educação para construir e
defender a educação pública com qualidade social, tem assumido papel e
participação fundamental na construção de uma política educacional em
regime de colaboração para a construção de um currículo para o Estado.

Neste processo de corresponsabilização pela (re)elaboração curricular,


a UNDIMESP assegura a unidade da ação institucional, afirmando a
diversidade e o pluralismo. Também garante o princípio da gestão
democrática, que tem como base: ações pautadas pela ética,
transparência, legalidade e impessoalidade; autonomia frente a governos,
credos e outras instituições; e visão sistêmica na organização da educação.

É importante destacar que, em relação ao currículo da Educação Infantil,


há propostas e experiências curriculares diversas em todos os Municípios do
Estado de São Paulo, que, uma vez mapeadas, serviram para discussão e
construção de um diagnóstico que subsidiou o currículo proposto no regime de
colaboração com o SEESP.

Diante do exposto destaca-se que, a partir do regime de colaboração


estabelecido, a SEESP e a UNDIMESP, por meio dos seminários, possibilitou
interlocuções e proposituras referentes à Educação Integral, ao
desenvolvimento de competências, a progressão da aprendizagem e
questões relativas à coerência, a unidade e integralidade do documento, para
introdução, Educação Infantil, Matemática Anos Iniciais, Matemática Anos
Finais, Língua Portuguesa Anos Iniciais, Língua Portuguesa Anos
Finais, Ciências da Natureza, História, Geografia, Arte, Língua Inglesa,
Educação Física e Ensino Religioso.
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A partir do trabalho dos redatores que alinharam a BNCC, os currículos
dos Municípios e do Estado e as contribuições oriundas da consulta pública on-
line e dos seminários regionais presenciais, surge o Currículo Paulista, em seis
volumes:

Volume 1 – Educação Infantil

Volume 2 – Ensino Fundamental – Linguagens e suas Tecnologias.

Volume 3 – Ensino Fundamental – Matemática e suas Tecnologias.

Volume 4 – Ensino Fundamental – Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Volume 5 – Ensino Fundamental – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Volume 6 – Ensino Fundamental – Ensino Religioso.

Um Currículo de Educação Integral comprometido com seu tempo

Em uma sociedade em constante mudanças, percebe-se a


diversidade sociais e culturais, meios de interação e comunicação, relações
de trabalho, novas profissões, avanços científicos e tecnológicos, nas mais
diversas áreas da vida humana, incluindo novas formas de se relacionar com
o conhecimento por meios digitais, que exigem cidadãos e cidadãs preparados
para participar e intervir no mundo em que vivem.

Nesse contexto plural, dar significado a aquilo que se aprende na vida


escolar envolve, como previsto na BNCC, “um olhar inovador e inclusivo a
questões centrais do processo educativo: o que aprender, para que
aprender, como ensinar, como promover redes de aprendizagem
colaborativa e como avaliar o aprendizado”, e ainda, compreender que o
acesso ao conhecimento e aos bens culturais é um direito de todas e todos.

Em resposta às necessidades de rever o processo


educativo, é importante refletir o que é Currículo, a quem se destina e o
significado dele para aqueles que ensinam e para quem aprende. Esta
reflexão, que deve ser contínua na
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educação, confere legitimidade ao processo de ensinar e de aprender e,
ao mesmo tempo, realça as características compartilhadas do compromisso
com uma educação pública de qualidade, que promova a igualdade de
direitos e a equidade em seus processos.

A BNCC preconiza a concepção de que, quando o Currículo explicita


para a Educação Básica os direitos que devem ser asseguradas para todos(as)
os(as) cidadãos(ãs), expressa a igualdade
educacional, estabelecendo as aprendizagens
essenciais que devem ser consideradas e atendidas. Isso incluí,
também, que todos (as) devem ter acesso ao ingresso e permanência
garantindo seu direito de aprender.

Ainda, mesmo assegurando as aprendizagens essenciais para toda


a Educação Básica, deve ser obrigatória a concepção de que as
necessidades para o desenvolvimento das aprendizagens não são iguais
para todos (as) estudantes, ou seja, a equidade deve estar presente em
todos os âmbitos da escola.

Quando o Currículo adquire forma e significado na relação de


quem ensina e de quem aprende, é que a escola se constitui como espaço
privilegiado de formação e transformação, ao (re)organizar e ampliar
vivências e novas experiências, respeitando o contexto onde a
aprendizagem ocorre de forma a fazer sentido para a vida dos estudantes.
Assim, pautado pelo seu compromisso social, o Currículo Paulista não poderia
ser de outra forma, que não um currículo de Educação Integral.

Considerando a Educação Integral como princípio, o Currículo passa a


trazer orientações que vão muito além de um conjunto de
conteúdos, habilidades e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
Abre-se espaço para que sejam discutidos, ampliados e aprofundados
conjuntos de orientações para integração curricular, bem como meios para
melhorar as relações humanas e permitir o desenvolvimento do projeto de
vida individual e coletivo, entre outros aspectos capazes de promover uma
sociedade melhor e mais inclusiva, além de atender às especificidades de cada
estudante.

O Currículo Paulista, alinhado a BNCC, envolve práticas que considerem:

A formação e o desenvolvimento humano global, em sua


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complexidade, integrando as dimensões intelectual (cognitiva),
física e afetiva.
Uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente,
do jovem e do adulto, de suas ações e pensamentos;
Que considere o professor em sua pluralidade e integralidade
no âmbito pessoal e profissional;
Uma educação que acolha e reconheça as pessoas em
suas singularidades e diversidades;
A escola, como espaço de aprendizagem, de cultura e
de democracia inclusiva, em suas metodologias para o ensino
e a aprendizagem;
A não discriminação, o não preconceito e o respeito às
diferenças. A partir das perspectivas apresentadas, o Currículo deve ser
observado,
repensado e refletido na escola, por todas e todos envolvidos no
processo educacional, uma vez que a orientação de um currículo incide
nos fazeres técnicos de docentes, estudantes, equipe gestora e funcionários,
nas relações humanas no interior da escola e no seu entorno. Também,
se reflete no acompanhamento dos processos e procedimentos, nas
formas e tempos de atualização e mudança de práticas, alterando a
importância de materiais e espaços de ensino e de aprendizagem.

Deve-se planejar os percursos dos alunos na escola para garantir


uma formação integral que possibilite desenvolver sua autonomia para
gerenciar a própria aprendizagem (aprender a aprender), para a
transposição dessa aprendizagem em intervenções concretas e solidárias
(aprender a fazer e a conviver) e para o processo da construção de sua
identidade, aprimorando as capacidades de situar-se e perceber-se na
diversidade, de pensar e agir no mundo (aprender a ser). Ao considerar
a autonomia e a construção da identidade como pontos fundamentais
da Educação Básica, fomenta-se a construção de espaços para a
articulação entre o desenvolvimento das dimensões intelectual,
socioemocional, física e cultural.

Assim diferenciado, o espaço escolar é canal privilegiado para ampliação


de conhecimento – decorrente das vivências e das etapas da aprendizagem
formal – considerando-se o legado histórico, científico, cultural ao longo dos
19
tempos, que deve ser apresentado; conhecido e reconhecido por meio do
Currículo.

O Currículo Paulista se concretizará nas diversas atividades realizadas


nos diferentes espaços da escola que, intrinsicamente são espaços de
aprendizagem, e ainda naqueles que ultrapassam os muros físicos. Isto
também ocorre na medida em que a escola orienta e promove atividades em
ambientes não formais de aprendizagem, tais como museus e ainda naqueles
considerados objetos de pesquisa, de estudos do meio e em outras atividades
articuladas ao seu entorno e à comunidade em geral, considerada a
diversidade de territórios e contextos. Assim, não existe atividade
extracurricular pois todas as atividades desenvolvidas pela escola devem ser
planejadas de acordo com o Currículo, sendo, portanto, curriculares, incluindo
aquelas relacionadas à avaliação.

O ensino deve considerar a necessidade de vincular a escola à


vida, envolvendo todos os componentes curriculares e os campos de
experiência e aprendizagem em toda a Educação Básica, e que por muitos
anos tem sido uma tarefa dificultosa.

É necessário mudar o olhar que se tem sobre o (a) estudante,


considerando suas potencialidades, interação com o meio, deixando a cultura
do indivíduo e avançando para o sujeito, enquanto cidadão (ã), com todas
as variáveis que o envolve e o consolida numa sociedade democrática.

Assegurando-se como um currículo de Educação Integral, há


um elemento fundamental, previsto intencionalmente para a Educação Básica,
que possibilita criar pontes que possam ligar estudantes aos
conhecimentos produzidos e testados na prática: a aprendizagem colaborativa.

Este processo deve ser capaz de promover a empatia, a colaboração e


a resolução de problemas, tanto no contexto do ensino e da aprendizagem
como também no contexto da formação docente. Para tanto, a
aprendizagem colaborativa, potencializa a progressão e complexidade do
que se aprende e requer valorização do diálogo e da escuta crítica.

Professoras e professores devem assumir o compromisso de promover


uma experiência de aprendizagem coesa, estruturada, intencional,
compromissada e problematizadora, para possibilitar o protagonismo dos (as)
20
estudantes, desenvolvendo um conjunto de competências que
envolvam colaboração, respeito, pensamento crítico,
resolução de problemas, responsabilidade e
autoconhecimento.

Todos os fundamentos apresentados requerem dos docentes e


equipe gestora práticas voltadas à equidade e à igualdade para crianças,
adolescentes, jovens e adultos – com respeito e com atenção adequados à
Educação Especial, à Educação de Jovens e Adultos, à Educação do Campo,
à Educação Escolar Indígena e à Educação Escolar Quilombola.

Competências Gerais para a Educação Básica

Em um Currículo que tem como objetivo desenvolver competências


e habilidades em todo o percurso da Educação Básica, há a exigência de
um entendimento comum sobre competência. Assim, consideramos
fundamental observar a orientação da BNCC sobre competência:

Competência é definida como a mobilização de


conhecimentos (conceitos e procedimentos),
habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais),
atitudes e valores para resolver demandas complexas da
vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo
do trabalho.

A partir desta definição, apresenta-se as 10 Competências Gerais da


BNCC para a Educação Básica:

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o


mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a
realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma
sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das


ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a
21
criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular
e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base
nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às


mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção
artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras,


e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos
das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e
partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes
contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e


comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se


de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações
próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da
cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia,
consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para


formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns
que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global,
com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e
do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e


emocional, compreendendo- se na diversidade humana e reconhecendo suas
emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a


cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos
direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos
e de grupos sociais,

22
seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de
qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,


flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em
princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Posto que a educação se dá no processo de vida do estudante,


é importante reconhecer a inter-relação entre as Competências Gerais e
as Habilidades propostas, e desenvolver intencionalmente essa estrutura em
todo movimento educacional proposto.

Progressão das Habilidades

No Currículo Paulista, a Educação Infantil, passa a ser reconhecida como


uma importante etapa da Educação Básica, a partir dos Direitos
de Aprendizagem, indicados nos Campos de Experiência; que por sua
vez apontam quais experiências são fundamentais e devem ser
desenvolvidas de forma a contribuir para que a criança aprenda e se
desenvolva.

No Ensino Fundamental, são apresentadas, as cinco áreas


de conhecimento: Linguagem e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e
suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Matemática e
suas Tecnologias e Ensino Religioso; com as respectivas competências, assim
como os componentes curriculares e as competências específicas de cada um
deles. Dessa forma, durante o percurso escolar do estudante, as áreas e
componentes devem interagir contribuindo para a Educação Integral,
considerando o desenvolvimento cognitivo, que inclui o emocional, de
forma intencional, respeitando as diversidades da comunidade escolar e do
seu entorno.

A progressão das habilidades é compreendida pela relação entre


o processo cognitivo e o objeto do conhecimento ao se mobilizar uma ação
no percurso das aprendizagens dos (as) estudantes, iniciando nos bebês para
toda a vida. O Currículo Paulista, de forma didática, para assegurar onde ser
quer chegar ao promover as aprendizagens e construir competências,
organiza as

23
habilidades nos diversos períodos e etapas da Educação Básica, tornando-
as mais complexas e aprofundadas a medida que o(a) estudante percorre
sua trajetória escolar.

A progressão respeita o atendimento das especificidades dos bebês,


das crianças, dos adolescentes que passam por uma série de
mudanças relacionadas a aspectos físicos, biológicos, cognitivos,
afetivos, sociais, emocionais, entre outros. Essas mudanças, impõem
desafios à prática docente e devem ser consideradas nas progressões das
habilidades como modo de significar aquilo que se aprende e respeitar a
construção da identidade e desenvolvimento da autonomia dos sujeitos.

Conforme a BNCC, há uma atenção dedicada às mudanças próprias


dessa fase de transição entre infância e adolescência, que demandam a
compreensão do adolescente como sujeito em desenvolvimento, com
singularidades e formações culturais e de identidades próprias, que devem
estar contempladas nas práticas escolares diferenciadas, capazes de atender
suas necessidades e diferentes modos de inserção social.

Ainda, a BNCC propõe aos Anos Iniciais uma articulação com a


Educação Infantil, por meio da valorização das situações lúdicas de
aprendizagem, prevendo tanto a progressiva sistematização das
experiências quanto o desenvolvimento de novas formas de relação
com o mundo, novas possibilidades de ler, de formular hipóteses e de
elaborar conclusões sobre os fenômenos, buscando a construção do
conhecimento.

Nessa fase o estudante se encontra num processo de desenvolvimento


que repercute em suas relações consigo mesmo, com os outros e com o
mundo, na afirmação de sua identidade e no reconhecimento de suas
potencialidades. É momento apropriado para estimular o pensamento
criativo, lógico e crítico fazendo uso de tecnologias, de informação e
comunicação possibilitando a ampliação de sua compreensão, do mundo e
das relações entre indivíduos e com a natureza, fortalecendo sua
capacidade de questionar, argumentar e interagir em diversas situações.

Destaca-se que nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, o aluno


deve ser envolvido em práticas diversificadas de letramento, por meio da leitura
24
e escrita com foco na apropriação do sistema de escrita alfabética de modo
articulado ao desenvolvimento das habilidades do Currículo.

Na transição dos estudantes do 5º ano para o 6º ano, estão


presentes tradicionalmente mudanças na estrutura escolar e na forma de
concebê-los nessa etapa do ensino. O Currículo, mesmo sendo da
Educação Básica, enfrentará as rupturas decorrentes da diferenciação
dos componentes curriculares.

É necessário fazer as articulações entre os anos para que a progressão


das habilidades continue interligada na trajetória do(a) estudante, assegurando
que aqueles que encontrem dificuldades para o desenvolvimento da sua
proficiência, recebam apoios fundamentais e mediados, de modo intencional,
pelos professores, recuperando o ritmo da aprendizagem e evitando rupturas, a
fim de garantir maiores condições de sucesso, principalmente do 5º para o 6º
ano.

O Currículo Paulista apresenta em sua progressão das habilidades


o objetivo de proporcionar ao estudante um processo de constantes interações
nas relações entre os objetos de conhecimento e o desenvolvimento das
habilidades, buscando fomentar uma aprendizagem colaborativa, pautada na
convivência corresponsável, e contribuindo para a construção da
identidade e para o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos.

O enfoque, dado para os Anos Finais, concretiza a Educação Integral, e


ainda, expressa a identidade do segmento de modo a assegurar os direitos de
aprendizagem dos estudantes, respeitando seu contexto e enfatizando a sua
postura protagonista. Nesta etapa da Educação Básica conforme destaca a
BNCC deve-se “fortalecer a autonomia desses adolescentes, oferecendo-lhes
condições e ferramentas para acessar e interagir criticamente com diferentes
conhecimentos e fontes de informação”.

Cultura Digital

No momento de pensar no que ensinar, deve-se considerar que os (as)


estudantes colocam-se de modo diverso na sociedade, de forma a estabelecer

25
novas conexões com seus pares, com o ambiente, construído e natural, sendo
influenciados e influenciando os aspectos socioeconômicos e culturais.

Há que se considerar e valorizar a tecnologia na escola e na vida


do estudante, como o uso das Tecnologias Digitais de Informação e
Comunicação – TDIC e Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC que
correspondem a todas as tecnologias que interferem e fazem a mediação
de todos os processos de comunicação e informação. Trata-se do uso de
recursos tecnológicos integrados entre si, como por exemplo, hardware,
software e telecomunicações, nas investigações, no ensino e na
aprendizagem.

A cultura digital envolve o uso ético, crítico e criativo das ferramentas


tecnológicas tendo em vista a comunicação, o compartilhamento de
informações e conhecimentos. Assim, os (as) estudantes são levados a
resolver situações problematizadoras e a exercer o protagonismo e a autoria.

Movimentar-se por um mundo digital exige o enfrentamento de


professores(as) e estudantes para participar de um meio
computacional, utilizando ferramentas digitais, linguagem de programação e
a produção de mídias, permeado por um pensamento que envolva o domínio
de algoritmos e análise de dados, com consciência do impacto que pode ser
causado na vida das pessoas, compreendendo que a inclusão digital
também é um direito na construção da sociedade contemporânea.

O uso de tecnologias digitais está presente nas habilidades que


compõem as unidades temáticas do Currículo Paulista desde os Anos Iniciais
perpassando pelos Anos Finais do Ensino Fundamental. As tecnologias
digitais estão agregadas ao currículo como recurso pedagógico e como forma
de proporcionar aos estudantes novas aprendizagens, modificando as
aulas ao favorecer aprendizagens colaborativas e o uso de ferramentas
que podem inovar o processo de ensino e da aprendizagem,
complementando outras abordagens didáticas no desenvolvimento das
habilidades.

Dada a importância das ferramentas digitais é fundamental investir neste


quesito quando se trata da formação de professores de forma que o uso da
tecnologia seja contextualizada, aproximando a sala de aula da sociedade
da informação no qual todos estamos inseridos. Ainda, pela sua capacidade
de

26
interação, pode intensificar o relacionamento entre professor e estudante,
que passam a encontrar formas diferentes de compartilhar conhecimentos
distintos, além daquelas que são usualmente predominantes, como o livro
didático, mas que se complementam em relação ao uso de tecnologias.

A BNCC enfatiza as significativas mudanças sociais que a cultura digital


promove nas sociedades contemporâneas.

Em decorrência do avanço e da multiplicação das tecnologias de informação


e comunicação e do crescente acesso a elas pela maior disponibilidade
de computadores, telefones celulares, tablets e afins, os estudantes
estão dinamicamente inseridos nessa cultura, não somente como
consumidores. Os jovens têm se engajado cada vez mais como
protagonistas da cultura digital, envolvendo-se diretamente em novas
formas de interação multimidiática e multimodal e de atuação social em
rede, que se realizam de modo cada vez mais ágil.

Mesmo reconhecendo que ainda temos desafios quanto a infraestrutura


e o acesso a todas as tecnologias do mundo digital, o Currículo Paulista
resguarda a importância de se prever e assegurar o compromisso com o
desenvolvimento de uma atitude crítica do estudante em relação à
“multiplicidade de ofertas midiáticas e digitais”, reconhecer o potencial de
comunicação e interação das tecnologias e o compartilhamento de significados
e conhecimento entre os professores e os estudantes.

Avaliação

Ao se pensar em um currículo por objetivos de


desenvolvimento, competências e habilidades, a avalição deve ser
concebida como meio de acompanhar, orientar e reorientar o
desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes paulistas. Essa é uma
perspectiva importante do Currículo.

O processo de avaliação, deve considerar o uso de instrumentos e


formas de registros diversificadas para se observar, no
desenvolvimento da
27
aprendizagem, princípios que contribuam para a Educação Integral dos
estudantes.

Para o professor, a avaliação deve ser utilizada como um fundamento


que permeia o processo do ensino e da aprendizagem, trazendo subsídios para
rever seu plano pedagógico, reorientando a partir do contexto do (a) aluno
(a), a tempo de assegurar os direitos de aprendizagem no período escolar
no qual se encontra, assumindo um cunho qualitativo, voltado à compreender
os resultados expressos a curto e longo prazo, explícitos e ocultos, garantindo
a progressão das proficiências nas habilidades e a progressão das
habilidades ao longo dos anos.

A avaliação integra e constitui um espaço crítico-reflexivo da prática


docente, possibilitando para as aprendizagens coerência com os
princípios educacionais de desenvolvimento pleno, a partir do percurso
realizado (a) pelo estudante entre o que se almeja e o que se concretiza.
Esta perspectiva contrapõem a cultura de avaliação como medida e
verificação, tornando-se um processo humanizador, que se compromete de
modo ético na formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Da
mesma forma os processos de recuperação e de aprofundamento dos
estudos devem ser considerados como momentos para ampliar e
diversificar o tratamento das habilidades e a abordagem de conteúdos
previstos.

Para concretizar essa proposta do Currículo, é necessária a utilização de


vários tipos de instrumentos de avaliação, de forma que as habilidades
previstas no Currículo Paulista tornam-se indicadores no processo avaliativo
de onde se quer chegar, sendo importante para a gestão pedagógica em sala
de aula, como também para a gestão escolar e na elaboração de
políticas públicas, concretizando o monitoramento e o acompanhamento do
princípio de assegurar aprendizagens essenciais a todos os(as) estudantes
paulistas.

Dimensões Integradoras da Aprendizagem: uma outra concepção central


do currículo

Não há como promover o desenvolvimento pleno de cada estudante


sem realizar uma integração contínua entre os diversos componentes
curriculares, sob a perspectiva da Educação Integral, ao longo da
Educação Básica. O

28
Currículo Paulista, além da organização prevista pela BNCC, apresenta
uma outra organização focada nas inter-relações das habilidades, as quais
possuem objetos de conhecimento que explicitam intenções voltadas
para a Comunicação/Oralidade, Leitura e Escrita; Espaços, Tempos e
Movimentos; Ética, Diversidade e Sustentabilidade;
Convivência e Solidariedade, denominadas como Dimensões
Integradoras da Aprendizagem.

As Dimensões Integradoras da Aprendizagem são um


conjunto organizado de habilidades que desenvolvem transversalmente os
objetos de conhecimento, relacionados à uma perspectiva da trajetória do
estudante, a partir das áreas de conhecimento e campos de experiência,
integrando-os para além do componente.

Elas foram pensadas como formas de enfocar algumas


intencionalidades, que compõem de modo complementar, fundamentos
importantes para o desenvolvimento da Educação Integral.

As dimensões oportunizam ainda, o trabalho com projetos, bem como


a formação de professores independente de sua área de atuação específica,
de modo complementar e alinhado à perspectiva do trajeto das
aprendizagens. Elas comunicam ano a ano, com cada componente uma
possibilidade entre outras de conhecer o currículo por um recorte de
habilidades que representam todas as áreas do conhecimento.

De natureza contextual, as Dimensões Integradoras da Aprendizagem


têm o objetivo de iniciar no currículo a integração de diversos
conhecimentos, na organização do Currículo Paulista, respeitando a
progressão de habilidades, as temáticas e os contextos que permeiam os
distintos componentes curriculares.

As quatro dimensões interagem de modo complementar, que de


modo articulado e dinâmico, não apresenta linearidade organizacional,
nem fragmentações. Cada uma delas compõem um núcleo interdisciplinar
a ser considerado em cada etapa ou ano da Educação Básica.

As habilidades, propostas, foram planejadas para promover


o desenvolvimento integral da aprendizagem, articulando-se de modo
intencional para favorecer a prática pedagógica, referenciada a partir de
um vértice do currículo, um núcleo comum que valoriza perspectivas mais
amplas do que a do

29
componente encerrado em si. Essas habilidades, a serem desenvolvidas
pelos diferentes componentes curriculares ao longo da Educação Básica,
podem se repetir nas quatro dimensões por conter interfaces entre si, o que
implica que não são exclusivas de uma única dimensão, mas para
resguardar a intencionalidade, foram apresentadas didaticamente em um
modo dentre outros possíveis de organização delas.

 Comunicação/Oralidade, Leitura e Escrita


O ser humano é constituído na Linguagem. Nesse sentido, a dimensão
Comunicação/Oralidade, Leitura e Escrita, perpassa todos as
competências e habilidades do currículo e tem como perspectiva
formar estudantes multiletrados. Para tanto, da ênfase as experiências
na linguagem e na comunicação relacionadas às diversas manifestações e
interações humanas em todos os seus espaços de vivência.

Propõe que haja uma intencionalidade em se trabalhar com a cultura,


as mídias e as linguagens conhecidas no contexto do aluno, ampliando-
o e fomentando a crítica, a pluralidade ea ética, próprias da vida
democrática. Busca alinhar habilidades em diferentes componentes que
propiciam a produção de textos diversos, que orientem a ampliação do
repertório cultural de cada estudante. Por ser uma perspectiva que
valoriza o multiletramento deve considerar variadas produções, que envolva
o uso de tecnologias digitais.

 Espaços, Tempos e Movimentos


A constituição do humano na linguagem envolve a sua corporalidade
e existência biopsicossocial, o que possibilita diferentes percepções, modos
e perspectivas do mundo. O desenvolvimento das habilidades, como
manifestação humana, é envolvido por referenciais do contexto que
expressam formas de perceber o tempo e o existir nos espaços, a partir
de diferentes medidas, organizações e relações. Isso pode ser
percebido no modo como são organizadas em cada indivíduo as vivências
escolares, a passagem do tempo, as manifestações comportamentais, as
diferentes relações, os significados atribuídos ao conhecimento, as projeções
futuras, a valorização do passado, que
30
subsidiam a constituição da identidade e dão sentido aos aspectos sociais.

Assim, a dimensão Espaços, Tempos e Movimentos envolve um


conjunto de habilidades que explicitam e desenvolvem a relação de
organização das aprendizagens, permeadas pelos modos como o aluno
concebe o tempo e o espaço, suas unidades de organização
ou medidas. Também parte do princípio de expor que esses modos de existir
são percebidos e construídos socialmente em diferentes momentos, tanto no
âmbito das áreas do conhecimento, quanto das relações voltadas às
aprendizagens.

A organização do espaço no tempo pode assumir diferentes


conformações a partir das possibilidades de movimento instauradas pelo ser
humano. Dessa forma, tempo e espaço podem assumir plasticidade, ao
se modificar conforme as experiências vividas, o que leva a significação do
contexto na aprendizagem, além de permear a trajetória escolar
ampliando-se nas relações com o conhecimento, que dão sentido para
aquilo que se aprende, compreendendo e interagindo (movimentando-se),
nas estruturas sociais, culturais, biológicas e psicológicas construídas
pelos sujeitos social e individualmente.

 Ética, Diversidade e Sustentabilidade


A dimensão Ética, Diversidade e Sustentabilidade comporta conjunto
de habilidades que explicitam e desenvolvem o compromisso do estudante
consigo, com o outro e com o meio, a partir das demandas da sociedade
contemporânea e de outras mobilizações próprias da natureza humana em
relação à saúde, à diversidade e à sustentabilidade, tendo como pano de fundo
a ética nessas relações.

Depende de uma necessária articulação contida na sustentabilidade, que


diz respeito ao ambiental, ao social, à economia, ao espiritual, à política e
ao cultural, exigidas para se estabelecer uma educação cidadã, responsável,
crítica e participativa, princípios do Currículo Paulista, articulando-se as
outras dimensões, voltada para a construção de um presente e de um
futuro sustentáveis, sadios e socialmente justos.
31
 Convivência e Solidariedade
As competências socioemocionais são transversais a todo o currículo. No
entanto, tendo em vista os desafios de uma sociedade que necessita de
reflexão crítica sobre a forma que estabelece as relações e a
comunicação entre pessoas, a dimensão Convivência e Solidariedade,
organiza e destaca habilidades que tem como foco o desenvolvimento
de atitudes, valores e comportamentos interpessoais para a construção de
uma sociedade entrelaçada e permeada pela ética humana. Trata-se do
“fazer” humano em sociedade, envolvendo uma ação relacional e a vivência
de atitudes e valores associados ao conviver “com” e o viver
“em”, incorporadas de forma intencional ao Currículo.

Essa dimensão assegura a concretização de uma


experiência significativa de aprendizagem que respeite o contexto nas relações
interpessoais e promova as outras três dimensões, atribuindo um significado
fundamental na construção do fazer humano, no cotidiano escolar, seja no
desenvolvimento de atividades e projetos.

O conjunto de habilidades de cada dimensão é apresentada em um


quadro, por ano, ao final dos organizadores curriculares de cada componente.

Estrutura do Currículo Paulista

O Currículo Paulista está estruturado em seis volumes, sendo um


volume referente a Educação Infantil e cinco volumes referentes ao
Ensino Fundamental, contemplando as cinco áreas do conhecimento.

Os princípios e características próprios da Educação Infantil, bem como


das áreas de conhecimento e componentes curriculares do Ensino
Fundamental estão apresentados em textos introdutórios próprios, que
lançam luz sobre aspectos fundamentais das aprendizagens em cada
momento da Educação Básica, bem como articulações importantes entre as
etapas e entre as áreas de conhecimento, a fim de demonstrar a unidade e a
integralidade do Currículo.
Para apresentar e destacar os campos de experiência na Educação
Infantil e as habilidades no Ensino Fundamental, foram estruturados
os

32
organizadores curriculares. O organizador busca, por meio da apresentação
das aprendizagens esperadas em cada etapa do ensino, exemplificar,
conectar e tornar o contexto da aprendizagem mais significativo,
fundamentando-se nas realidades do território paulista e do tempo nos quais
as aprendizagens devem ocorrer.

Especificamente no Ensino Fundamental, a perspectiva interdisciplinar ou


aprofundada dos objetos do conhecimento e indicações sobre o uso
de metodologias e estratégias didático-pedagógicas
diversificadas estão apresentadas na escrita das
habilidades e nas orientações complementares, de forma a garantir a
equidade, igualdade e protagonismo dos estudantes, por meio da progressão
de aprendizagens e do desenvolvimento integral.

Também se observa que as habilidades e as


orientações complementares indicam possibilidades de práticas, situações e
procedimentos que motivem e engajem cada estudante
nas aprendizagens, tendo como referência a sociedade e a cultura digital na
qual estão inseridos, proporcionando uma relação de ensino e aprendizagem
no contexto em que elas devem ocorrer.

É importante destacar que, por ser um referencial para todas as redes


e escolas do território do Estado de São Paulo, o Currículo Paulista possui
seus organizadores curriculares estruturados por ano de escolaridade em
todos os componentes do Ensino Fundamental. Não apresenta as habilidades
e objetos do conhecimento por bimestre ou trimestre, respeitando a autonomia
das redes e escolas em sua forma de organização do ano letivo.

Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e as habilidades


são acompanhados por códigos alfanuméricos que os identificam. A estrutura
dos códigos de referência das habilidades da BNCC foi mantida, para que, em
caso de necessidade, seja possível observar sua correlação com às do
Currículo Paulista.

Assim, a estrutura do código segue as normativas abaixo:


33
Código alfanumérico para a Educação Infantil

Código alfanumérico para o Ensino Fundamental

Algumas habilidades da BNCC foram desmembradas, neste caso foi


acrescentada uma letra ao final do código. Por exemplo: o código
EF03CI03B, indica EF- Ensino Fundamental; 03 - ano; CI - Ciências; 03-
Número da habilidade; B – indica que é um desdobramento da habilidade
de Ciências
34
EF03CI03.

Para as habilidades criadas especificamente para o Currículo Paulista,


manteve-se a mesma normativa do código alfanumérico acrescida de
um asterisco ao final, indicando que aquela habilidade não tem
correspondência na BNCC.

Isto posto, esclarecemos que a Secretaria da Educação do Estado de São


Paulo e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de São
Paulo com esta publicação, buscam incentivar a comunidade escolar
para o desenvolvimento de competências e habilidades de forma refletida
e estruturada, orientada a atender as demandas do nosso tempo e promover
políticas públicas capazes de apoiar a comunidade escolar para uma
Educação Básica significativa para todos.

Por fim, esperamos que o Currículo Paulista possa, mais do que orientar
e inspirar o trabalho pedagógico, ser um instrumento de apoio e reflexão nesta
nova etapa da Educação Básica.

35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do
Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. Disponível em: <
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91
_2016.pdf>. Acesso em 08 de jul. de 2018.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base.


Brasília: MEC/CONSED/UNDIME, 2018. Disponível em: <
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/bncc-
20dez-site.pdf >. Acesso em: 06 jul. 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de


2010. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de
9 (nove) anos. Disponível em <
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10.pdf>. Acesso em 08 jul.
2018.

BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente. Brasília: Senado Federal,


Coordenação de Edições Técnicas, 2017.

SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Para uma


política de educação integral na rede pública estadual paulista.
Publicação: SEESP. Maio de 2018.

36
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS

A área de Ciências Humanas no Currículo Paulista engloba os componentes


de Geografia e História.1 Nessa área o estudante terá a oportunidade de
compreender as relações entre o tempo, o espaço, a sociedade e a natureza, de
forma sempre contextualizada e significativa. Assim os componentes visam
contribuir para uma formação ética e crítica e que permite ao
estudante reconhecer suas responsabilidades na produção do espaço social e
geográfico, no cuidado com si, com o outro e com o planeta.

O documento tem como objetivo referenciar o trabalho das professoras


e professores das redes estaduais e municipais de ensino no desenvolvimento
das competências específicas de Ciências Humanas e habilidades dos
componentes da área. Nesse sentido, é importante o trabalho articulado entre os
componentes e com outras áreas de conhecimento.

Desse modo, retomamos as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular no


que se refere a área de Ciências Humanas. destacando alguns pontos fundamentais:

“A área de Ciências Humanas contribui para que os alunos desenvolvam


a cognição in situ, ou seja, sem prescindir da contextualização marcada
pelas noções de tempo e espaço, conceitos fundamentais da área.
Cognição e contexto são, assim, categorias elaboradas conjuntamente,
em meio a circunstâncias históricas específicas, nas quais a diversidade
humana deve ganhar especial destaque, com vistas ao acolhimento da
diferença. O raciocínio espaço-temporal baseia-se na ideia de que o ser
humano produz o espaço em que vive, apropriando-se dele em determinada
circunstância histórica.
A capacidade de identificação dessa circunstância impõe-
se como condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie os
significados das ações realizadas no passado ou no presente, o que o torna
responsável tanto pelo saber produzido quanto pelo controle dos fenômenos
naturais e históricos dos quais é agente.”2
O ensino dos componentes Geografia e História valoriza as
Dimensões Integradoras da Aprendizagem: Leitura, Escrita e Oralidade;
Espaços, Tempos e Movimentos; Ética, Diversidade e Sustentabilidade;
Convivência e Solidariedade, alinhadas a educação integral. Nesse sentido,
essas dimensões são fundamentais para que o estudante compreenda criticamente
o mundo em que vive, propondo ações

1
Este texto é uma versão aprimorada da V1 e foi realizada em novembro de 2018.
2
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a base. Brasília: MEC/
CONSED/ UNDIME, 2017. (Versão homologada) p. 351.
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc (acesso em 17/10/2018)

37
de intervenção para o desenvolvimento de uma sociedade justa, democrática,
igualitária, inclusiva e sustentável.

Ao longo da Educação Básica, a área de Ciências Humanas contribui para que


de forma gradativa os estudantes ampliem o repertório de leitura de mundo social e
natural, tendo como ponto de partida a reflexão sobre a sua inserção singular e as
suas relações no seu lugar de vivência, considerando, posteriormente, as conexões
com tempos e espaços mais amplos.

Os organizadores curriculares dos componentes da área de


Ciências Humanas apresentam habilidades que garantem o desenvolvimento das
dimensões citadas, oferecendo caminhos para um trabalho interdisciplinar
e transdisciplinar, inclusive com outras áreas de conhecimento.

Considerando o processo de ensino e aprendizagem, no Ensino


Fundamental, Geografia e História apresentam fundamentos teóricos-
metodológicos que priorizam nos Anos Iniciais o levantamento do
conhecimento prévio e do cotidiano dos estudantes para o
desenvolvimento cognitivo dentro componente, onde,
progressivamente, o estudante possa conectar esse conhecimento a tempos
e espaços mais distantes. Podemos observar na unidade temática de Geografia
“O sujeito e o seu lugar no mundo” e de História nas unidades temáticas “Mundo
pessoal: meu lugar no mundo”, “Mundo pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo”
e “O lugar em que vive”; que ambos componentes principiam seus estudos no
particular mantendo essa abordagem do 1º ao 3º ano.

Nos anos finais se mantem a articulação entre temas abordados tanto em


Geografia como em História nas habilidades que devem ser desenvolvidas. Temos
no 6º ano as modificações na paisagem e a relação dos seres humanos com a
natureza em diferentes tempos, sobretudo dos povos originários e das primeiras
civilizações. Já no 7º ano são abordados pelos componentes as questões sobre as
transformações ocorridas no Brasil com os processos econômicos gerados pela
colonização e a configuração do território, o reconhecimento da diversidade de
povos na construção do Brasil e a transição do mercantilismo para o capitalismo.

Embora em temporalidades distintas (Geografia na contemporaneidade e


História no século XIX), no 8º ano, ambas tratam em suas habilidades questões
que envolvem conflito, transformação e sociedade nos territórios brasileiro,
latino-americano e africano. Por fim, no 9º ano temas como fronteiras, conflitos entre
nações,
38
resistência, direitos universais e reflexões sobre a sustentabilidade possibilitam o
desenvolvimento de um trabalho conjunto na área.

As competências específicas da área de Ciências Humanas asseguram, para


os seus componentes, os direitos fundamentais de aprendizagem de modo
pormenorizado que levam ao desenvolvimento das competências gerais previstas
pela BNCC para toda a Educação Básica.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS

1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à


diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.

2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informacional com base nos
conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e
no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo
contemporâneo.

3. Utilizar conhecimentos geográficos e históricos para identificar, comparar e explicar a intervenção


do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e desenvolvendo a
autonomia e o senso crítico ético. Dessa forma propor ideias, individuais e coletivas, bem como
ações sustentáveis (nas dimensões ambientais, econômicas, culturais e sociais) que contribuam
para a transformação espacial, social e cultural de modo a participar efetivamente e de forma
protagonista das dinâmicas da vida.

4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e às
diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências
Humanas, promovendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos
sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer
natureza.

5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em espaços variados, e


eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados.

6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e
defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência
socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e
a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e


tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço-
temporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo
e conexão.
39
GEOGRAFIA

A Base Nacional Comum Curricular estabelece para o componente os


conhecimentos, as competências e as habilidades que se espera que todos
os estudantes desenvolvam no decorrer do ensino fundamental, juntamente
aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana
integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

O contato intencional e orientado com os conhecimentos geográficos é


uma oportunidade para compreender o mundo em que se vive, na medida em que
esse componente curricular aborda as ações humanas construídas nas
distintas sociedades existentes nas diversas regiões do planeta. Para fazer a leitura
do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, os
estudantes precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o
raciocínio geográfico.

Na Educação Básica, a Geografia permite ao estudante ler e interpretar o


espaço geográfico por meio das formas, processos, dinâmicas e os fenômenos e a
entender as relações entre as sociedades e a natureza em um mundo complexo e
em constante transformação.

[...] a Geografia, entendida como uma ciência social, que estuda o


espaço construído pelo homem, a partir das relações que estes mantêm
entre si e com a natureza, quer dizer, as questões da sociedade, com
uma “visão espacial”, é por
excelência uma disciplina formativa, capaz de
instrumentalizar o aluno para que exerça de fato a sua cidadania. [...]
Um cidadão que reconheça o mundo em que vive, que se compreenda
como indivíduo social capaz de construir a sua história, a sua sociedade,
o seu espaço, e que consiga ter os mecanismos e os instrumentos
para tanto. (CALLAI, 2001, p.134)

É importante reconhecer que o ensino de Geografia passou por crises e


renovações, e que as tensões, contradições e inspirações advindas de
diferentes concepções do pensamento geográfico por meio das influências da
Geografia Clássica ou Tradicional, a Geografia Neopositivista ou Positivismo
Lógico ou Geografia Teórico-Quantitativa, a Geografia Crítica e a Geografia
Humanista e Cultural entre outras contribuíram para a consolidação da
Geografia Escolar e refletiram no processo de ensino-aprendizagem e na
construção de políticas públicas educacionais. Dessa forma, no ensino de
Geografia, observa-se uma expressiva
40
pluralidade de concepções téoricas-medotológicas que orientaram a prática docente
e fundamentaram a elaboração de propostas curriculares.

As transformações observadas apresentam pontos importantes para reflexão


sobre os conteúdos, metodologias e estratégias de avaliação, e sobretudo, caminhos
para superar a dicotomia historicamente construída entre a Geografia Física e a
Humana, que ainda persiste nos dias atuais, especialmente na educação básica.

Contudo, apesar do reconhecimento das diferentes contribuições, o


atual currículo apresenta um viés de temáticas e abordagens mais próximas da
Geografia Crítica, Humanista e Cultural, sobretudo quando optamos por enfatizar a
necessidade de se refletir e fazer escolhas conscientes e sustentáveis no mundo
vivemos diante dos desafios contemporâneos.

O Currículo Paulista de Geografia no Ensino Fundamental Anos Iniciais e


Finais, está organizado com base nos principais conceitos da
Geografia contemporânea, diferenciados por níveis de complexidade. Embora o
espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que
os estudantes dominem outros conceitos operacionais e que expressam
aspectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e
paisagem.

Diante da complexidade do espaço geográfico, o ensino de Geografia na


contemporaneidade tem o desafio que articular teorias, pressupostos éticos-
políticos da educação e caminhos metodológicos para que o estudante aprenda a
pensar e a reconhecer o espaço por meio de diferentes escalas e tempos,
desenvolvendo raciocínios geográficos, o pensamento espacial e construindo novos
conhecimentos.

Pensar espacialmente, compreendendo os conteúdos e


conceitos geográficos e suas representações, também envolve o
raciocínio, definido pelas habilidades que desenvolvemos para
compreender, a estrutura e a função de um espaço e descrever sua
organização e relação a outros espaços, portanto, analisar a ordem, a
relação e o padrão dos objetos espaciais. (CASTELLAR, 2017, p. 164)

O raciocínio geográfico, está relacionado com uma maneira de exercitar


o pensamento espacial por meio de princípios fundamentais: Analogia - um
fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das
semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade
terrestre; Conexão -um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas
sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes;
Diferenciação - é a variação dos

41
fenômenos de interesse da geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o
clima), resultando na diferença entre áreas; Distribuição - exprime como os
objetos se repartem pelo espaço; Extensão - espaço finito e contínuo delimitado
pela ocorrência do fenômeno geográfico; Localização - posição particular de um
objeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um
sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações
espaciais topológicas ou por interações espaciais); Ordem - ordem ou arranjo
espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de
estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o
produziu.

O ensino de Geografia mobiliza competências e habilidades por meio de


diferentes linguagens, de princípios e dos conceitos estruturantes
espaço geográfico, paisagem, lugar, território e região e outras
categorias que contemplam a natureza, a sociedade, o tempo, a cultura, o trabalho
e as redes entre outros, considerando as suas diversas escalas. Outro conceito
estruturante refere-se à educação cartográfica que deve perpassar todos os anos
do Ensino Fundamental. Quanto às categorias, especialmente no que se refere à
natureza e sociedade, é necessário aprofundar o estudo sobre os fundamentos
do pensamento científico e filosófico.

Para entender o ensino, a prática do ensino de Geografia, é preciso


pensar, pois, nas bases da ciência de referência. Na atualidade, a ciência
geográfica tem passado por algumas mudanças. A Geografia é um
campo do conhecimento científico multidimensional, sempre buscou
compreender as relações que se estabelecem entre o homem e a
natureza e como essas relações vêm constituindo diferentes espaços ao
longo da história. Hoje, mais do que nunca, essa busca leva ao
surgimento de uma pluralidade de caminhos. As relações sociais, as
práticas sociais geram e são geradas por espacialidades complexas, que
demandam diferentes olhares, ampliando consideravelmente o campo
temático e os problemas tratados pela Geografia. E o ensino dessa
disciplina, o que tem a ver com essa realidade? As preocupações que
orientam a produção científica da Geografia no âmbito acadêmico são as
mesmas que norteiam a estruturação da disciplina escolar? Sim e não.
Sim, porque as duas têm a mesma base epistemológica; não, porque na
escola existem influências diversas que dão um contorno peculiar a essa
área do conhecimento. O que valida a geografia escolar é a sua base, sua
ciência de referência. (CAVALCANTI, 2012, p. 90)

O conceito central do ensino de Geografia, consiste no estudo do espaço


geográfico, que pode ser entendido como produto das relações sociais,
econômicas, políticas, culturais, simbólicas e ambientais que nele se
estabelecem. Nessa perspectiva, as relações estabelecidas entre os objetos
naturais e os construídos pela atividade humana, são regulados pelo “tempo da
natureza” (processos bioquímicos e

42
físicos, responsáveis pela produção e interação dos objetos naturais) e pelo
“tempo histórico” (marcas acumuladas pela atividade humana como produtora de
artefatos sociais). O espaço
geográfico ainda pode ser entendido como resultado da trama entre objetos técnicos e
informacionais, fluxos de matéria e informação, que se manifestam e atuam sobre
uma base física. Para SANTOS (2008) a natureza do espaço é a soma do resultado
material acumulado das ações humanas através do tempo e, de outro, animado
pelas ações atuais que lhe atribuem um dinamismo e uma funcionalidade.

A paisagem tem sido tomada como um primeiro foco de análise, como ponto
de partida para aproximação de seu objeto de estudo que é o espaço
geográfico. Pode ser definida como a unidade visível do real e que incorpora todos
os fatores resultantes da construção natural, social e cultural. Para SANTOS
(1997), a paisagem pressupõe, também, um conjunto de formas e funções em
constante transformação, seus aspectos “visíveis”, mas, por outro lado, as formas
e as funções indicam a estrutura espacial, em princípio, “invisível”, e resulta sempre
do casamento da paisagem com a sociedade. Já para VITTE (2007), o conceito
de paisagem se manifesta como polissêmico e resultado de uma
representação filosófica e social, onde cada sociedade, por meio de sua
cultura, imprime uma particular plasticidade à natureza que é produzida pela
intencionalidade social. Enquanto para AB’SABER (2003), as paisagens têm
sempre o caráter de herança de processos (fisiográficos e biológicos), de atuação
antiga, remodelados e modificados por processos de atuação recente. São uma
herança, um patrimônio coletivo dos povos que, historicamente os modificaram ao
longo do tempo e do espaço.

A definição de lugar está cada vez mais complexa, global e dinâmica. O lugar
pode ser entendido como o espaço que se torna próximo do indivíduo, constituindo-
se como o lugar do pertencimento, encontros, experiência, dimensão afetiva,
identidade, subjetividade e do simbólico. No contexto atual, a sociedade depara-se
com um conjunto de acontecimentos que ultrapassam as fronteiras do local, pois são
eventos globais, mas sua repercussão se materializa no lugar. Aliás, o lugar é o
depositário final dos eventos (SANTOS, 2003). Ainda para o autor (2008), o lugar
abarca uma permanente mudança, decorrente da própria lógica da sociedade e das
inovações técnicas que estão sempre transformando o espaço geográfico.

Com relação ao território pode ser considerado sinônimo de espaço


vivido, apropriado, usado, delimitado que configura os aspectos políticos,
econômicos, ambientais e culturais. O território não é apenas a configuração política
de um Estado-

43
Nação, mas sim o espaço construído pela formação social. Segundo
RAFFESTIN (1993) o território não poderia ser nada mais que o produto dos
atores sociais. São eles que produzem o território, partindo da realidade inicial
dada, que é o espaço. Ainda para o autor, o território é definido com base em um
sistema composto por nós e redes, de forma que constrói uma estrutura
conceitual, como limite, fronteiras, vizinhança, territorialidade entre outros. Já
para HAESBAERT (2007) o território é sempre múltiplo, diverso, complexo e
imerso em relações de dominação e/ou de apropriação sociedade-espaço,
desdobra-se da dominação político-econômica mais concreta e funcional à
apropriação mais subjetiva e/ou cultural-simbólica.

O conceito de região, tradicionalmente, entendida como uma parte da


superfície da Terra, dimensionada segundo escalas territoriais
diversificadas, caracterizada pelos elementos da natureza ou como uma paisagem
e sua extensão territorial, onde se entrelaçam os componentes humanos e
natureza. Ao longo da história, o conceito foi reformulado e está associado à
ideia de território amplo, regionalização, divisão do espaço, à localização,
extensão de um fenômeno entre outros.

Outro conceito estruturante refere-se à educação cartográfica, visto que


a linguagem cartográfica tem um papel importante no processo de aprendizagem
em Geografia, no sentido, de contribuir para o desenvolvimento de
habilidades necessárias para o entendimento das interações, dinâmicas,
relações e dos fenômenos geográficos em diferentes escalas e para a formação
da cidadania e da criticidade e autonomia do estudante.

A cartografia escolar vem se estabelecendo como um


conhecimento construído nas interfaces entre Cartografia, Educação e
Geografia. No entanto, a cartografia escolar abrange conhecimentos e
práticas para o ensino de conteúdos originados na própria
cartografia, mas que se caracteriza por lançar mão de visões de
diversas áreas. Em seu estado atual, pode referir-se a formas de se
apresentar conteúdos relativos ao espaço-tempo social, a concepções
teóricas de diferentes áreas de conhecimento a ela relacionadas, a
experiências em diversos contextos culturais e a práticas com tecnologias
da informação e comunicação. (ALMEIDA, 2011, p. 07)

Para CASTELLAR (2001) a cartografia é considerada uma linguagem,


um sistema de código de comunicação imprescindível em todas as esferas
da aprendizagem em Geografia, articulando fatos e conceitos. Ressalta-se que
também pode ser entendida como técnica e pode se tornar uma metodologia
inovadora na medida que permite relacionar conteúdos, conceitos e fatos. A
alfabetização

44
cartográfica ao ensinar a ler em Geografia cria condições para que o estudante
leia o espaço vivido e escreva sobre um determinado fenômeno observado. Ao
apropriar-se da leitura, o estudante compreende a realidade vivida, consegue
interpretar os conceitos implícitos no mapa relacionando com o real, aplicando
o pensamento espacial e o raciocínio geográfico.

Esse processo de alfabetização cartográfica ocorre de forma gradual, em


função da complexidade das relações, dinâmicas e fenômenos estudados e da
faixa etária do estudante e da necessidade de construção de referenciais
espaciais. Na infância, o estudante experimenta o grafismo como forma de
expressão e o desenho pode ser considerado uma das primeiras manifestações,
e em seguida, com um repertório ampliado representa cartograficamente o
espaço tendo como base elementos presentes no seu lugar de vivência.
Desde modo, ao reconhecer os elementos constituintes do espaço e as inter-
relações com outros espaços, o estudante amplia o seu repertório conceitual
e metodológico, construindo os conhecimentos geográficos e cartográficos no
decorrer do Ensino Fundamental, e posteriormente, no Ensino Médio.

As novas tecnologias no ensino de Geografia apresentam novas formas


de observar o espaço em diversas escalas, subsidiando a compreensão das
relações ambientais, sociais, econômicas, políticas e culturais em diferentes
tempos. As Geotecnologias revelam expressivo potencial didático-pedagógico e têm
possibilitado cada vez mais que o estudante tenha o acesso à diferentes dados e
representações gráficas e cartográficas produzidas pelo Sensoriamento
Remoto, Sistemas de Informações Geográficas (SIG), Sistema de
Posicionamento Global (GPS) e Cartografia Digital.

Nesse conjunto de possibilidades para o fortalecimento do ensino de


Geografia, destaque-se que a Cartografia Inclusiva tem contribuído na
aprendizagem dos estudantes. Contudo, ainda há obstáculos para as pessoas com
deficiência visual, conforme expõe CARMO e SENA (2018, p. 104)

A maior parte das representações gráficas disponível está em


formato impresso ou digital, ou seja, destina-se às pessoas com visão
normal. Se considerarmos as pessoas com necessidades educacionais
especiais, o grupo que encontra os maiores obstáculos, sobretudo, na área
de ensino da Geografia é o das pessoas com deficiência visual, pela
importância da visualização do espaço geográfico, de suas representações
e das abstrações inerentes a essa disciplina que necessitam ser
representadas. As informações e análises geográficas podem ser obtidas
por meio dos textos que utilizam as linguagens verbal, escrita ou oral, no
entanto, é necessário
45
que essas informações sejam apresentadas também em
linguagem gráfica/cartográfica. Por isso, o
desenvolvimento de imagens e
representações gráficas adaptadas à forma tátil torna-se indispensável
para uma Geografia que pretenda ser inclusiva.

As orientações sobre Cartografia Tátil, por exemplo, originalmente pensada


para estudantes que apresentam deficiência visual, pode ser mais um recurso
didático adaptado para se explorar outras potencialidades dos demais
estudantes, numa situação de efetiva inclusão, atentam-se para as diferentes
possibilidades de aprendizagem.

Considerando os pontos destacados, a educação cartográfica contribui com a


educação para cidadania por meio de uma aprendizagem
significativa, contextualizada e inclusiva, em que os estudantes mobilizam diversas
competências, habilidades e conhecimentos para ler e interpretar o espaço
geográfico.

Diante do exposto, é imprescindível que o professor se reconheça como


mediador no processo de ensino-aprendizagem, de forma que possa contribuir com
a formação de cidadãos reflexivos, críticos, autônomos e transformadores da
realidade local, regional e global, apresentando possibilidades para a ampliação de
repertório teórico-metodológico e a formação integral dos estudantes. Para que
isso ocorra é importante a apropriação de novos caminhos metodológicos para
um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, criativo e interessante.
Nos dias atuais, as metodologias ativas (aprendizagem baseada em projetos,
aprendizagem baseada em problemas, ensino híbrido, gamificação, entre outras)
são possibilidades para o fortalecimento do ensino de Geografia, no sentido que
apresentam estratégias para o desenvolvimento das competências específicas de
Geografia, da área de Ciências Humanas e interdisciplinares e transversais.
Para o desenvolvimento destas estratégias é imprescindível que o professor
busque aprimoramento constante de sua formação, o que pode consolidar a
autonomia docente.

Ao mesmo tempo, é preciso também que o estudante se reconheça como


um sujeito que vive em um mundo contraditório e desafiador e que tem
responsabilidades na construção de uma sociedade justa, igualitária e
sustentável. Assim, os seus conhecimentos prévios, experiências, percepções e
memórias individuais e coletivas são essenciais para a construção dos
conhecimentos geográficos. O desenvolvimento de conteúdos e temáticas
relacionadas, por exemplo, à crise socioambiental, ao desenvolvimento
econômico, relações internacionais, a globalização, a diversidade cultural, aos
desastres naturais, os conflitos, o agronegócio, as políticas públicas

46
territoriais, as correntes migratórias, as mudanças climáticas aproximam o
estudante de outras escalas de análise e fenômenos geográficos. Assim sendo, os
estudantes ampliam o repertório de leitura de mundo e são estimulados a pensar
espacialmente, tendo como referências os espaços cotidianos, espaços físicos
e sociais e a desenvolver os raciocínios geográficos baseados nos princípios da
analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.

Partindo desses pressupostos, é fundamental o desenvolvimento de atividades


no decorrer do Ensino Fundamental que favoreçam a realização de estudos no
entorno da escola e a outros lugares de referência para o estudante. O trabalho de
campo e/ou atividades extraclasses, por exemplo, consistem em atividades
curriculares que visam estimular a pesquisa e que contribuem com a construção de
significados para o estudante acerca dos arredores da sua escola, residência e
lugares de vivência do seu município e/ou região. Os estudantes têm a oportunidade
de vivenciar experiências pedagógicas significativas e dinâmicas, de forma a
compreender na prática um conteúdo e/ou temática desenvolvido na sala de aula,
através da investigação, reflexão, interação e da construção de
conhecimentos. Dessa forma, cabe à equipe gestora e ao professor planejar junto
aos estudantes os roteiros dessas atividades. O estudo poderá ser realizado no
quarteirão, no bairro, o fundo de vale mais próximo, em uma praça entre outros;
e se houver possibilidade, no município, em um distrito industrial, um prédio
público e seus arredores, uma área de mata nativa ou uma comunidade
tradicional. Porém, é fundamental, que os envolvidos façam um reconhecimento do
local, a fim de planejar com detalhes cada etapa da ação. Devemos considerar
que, o estudo do entorno da escola é uma proposta metodológica
interdisciplinar e transversal, e não é uma metodologia exclusiva da Geografia,
sendo assim, é imprescindível que a atividade seja desenvolvida de forma integrada
com outros componentes e áreas de conhecimento.

A Geografia possibilita o desenvolvimento do domínio da espacialidade,


reconhecimento dos princípios e leis que regem os tempos da natureza e o
tempo social, conexões dos componentes físico-naturais e das ações
antrópicas, compreensão das relações entre os eventos geográficos em
diferentes escalas, utilização de conhecimentos geográficos para agir de
forma ética e solidária, reconhecimento da diversidade e as diferenças e a
investigação e resolução de problemas da vida cotidiana, consolidando um
processo de alfabetização científica e cartográfica e articulação com diferentes
áreas do conhecimento.
47
Considerando as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular e do Currículo
do Paulista, o ensino de Geografia requer materiais pedagógicos específicos no
desenvolvimento das atividades, como tais: mapas (Mundo e Brasil - exemplos:
político-administrativo, agricultura, indústria, biomas, clima, demografia,
geomorfologia, geologia, hidrogeologia, urbanização, solos, terras indígenas,
unidades de conservação; uso da terra entre outros) - (incluindo mapas táteis/Braille
e no formato digital), Globo Terrestre - Político e Físico (incluindo globo tátil/Braille),
Maquetes (incluindo tátil), Bússola, Atlas Geográfico Escolar, Jogos (incluindo no
formato digital), GPS, Mostruário de rochas, minerais e solos, Lupa, Termômetros,
Pluviômetros, Câmera fotográfica, Filmes e documentários, Livros, revistas e jornais,
Equipamentos de multimídia (Datashow, notebook, tablets e ferramentas de
realidade aumentada), Programas de geoprocessamento e cartografia digital
(Terra View, Spring, Quantum Gis, Google Earth, etc), Mapoteca entre outros.

Dessa forma, o componente de Geografia dialoga com as Dimensões


Integradoras da Aprendizagem: Comunicação/Oralidade, Leitura e Escrita;
Espaços, Tempos e Movimentos; Ética, Diversidade e Sustentabilidade; e
Convivência e Solidariedade apresentadas no Currículo Paulista. Essas dimensões
tem o objetivo de compor um núcleo de aprendizagem baseado em habilidades
integradoras, que podem ser entendidas, como as aquelas que apresentam uma
natureza contextual e que se aproximam dos temas integradores e que foram
organizadas para promover o desenvolvimento dos processos cognitivos e a
interdisciplinaridade. Ressalta-se que essas habilidades pertencem a diferentes
componentes e áreas do conhecimento do Ensino Fundamental.

O documento curricular visa dialogar com a realidade da comunidade local e


regional, à luz de aspectos como características demográficas, naturais, políticas
e econômicas e elementos socioculturais do estado, assim como temas
contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e
global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Entre esses temas,
destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/1990)3, educação
para o trânsito (Lei nº 9.503/1997)4, educação ambiental (Lei nº 9.795/1999)5,
Parecer CNE/CP nº

3
Disponível em: http://www 2.cam ara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8069-13-julho-1990-372211-norma-pl.html (Acesso em
29/11/2018)
4
Disponível em: http://ww w.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Com pilado.htm (Acesso em 29/11/2018)
5
Disponível em: http://www .planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9795.htm (Acesso em 29/11/2018)

48
14/20126 e Resolução CNE/CP nº 2/2012)7, educação alimentar e nutricional (Lei
nº 11.947/2009)8, processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei
nº 10.741/2003)9, educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009)10,
Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/2012)11, educação das
relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e
indígena (Leis nº 10.639/200312 e 11.645/200813, Parecer CNE/CP nº 3/200414 e
Resolução CNE/CP nº 1/2004)15, o desenvolvimento sustentável dos povos e
comunidades tradicionais (Decreto nº 6.040, de 07 de fevereiro de 2007)16, bem
como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educação
financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer
CNE/CEB nº 11/201017 e Resolução CNE/CEB nº 7/201018), Política Nacional de
Proteção e Defesa Civil (PNPDC) - (Lei no 12.608/2012)19. Essas temáticas são
contempladas no ensino de Geografia e em habilidades de componentes
curriculares de outras áreas do conhecimento, cabendo às escolas, de acordo com
suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada e transversal.

Um dos caminhos para trabalhar com os temas contemporâneos e atender a


legislação vigente consiste na implementação da Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável baseada em um conjunto de programas, ações
e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países
membros rumo ao desenvolvimento sustentável econômico, social e ambiental. A
Agenda 2030 propõe 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
e 169 metas correspondentes e sua implementação ocorrerá no período 2016-
203020.

6
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=c om_docman&vi ew=d ownload&alias=10955- pcp014-
12&Item id=30192 (Acesso em 29/11/2018)
7
Disponível em: http://c onferenci ainfanto.mec.gov.br/im ages/conteudo/iv-cnijma/diretr izes.pdf (Acesso em 29/11/2018)
8
Disponível em: http://www .planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11947.htm (Acesso em 29/11/2018)
9
Disponível em: http://ww w.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.741.htm (Acesso em 29/11/2018)
10
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decr eto/D7037.htm (Acesso em 29/11/2018)
11
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdoc uments/rcp001_12.pdf (Acesso em 29/11/2018)
12
Disponível em: http://www.planalto.gov.br /ccivil_03/LEIS/2003/L10.639.htm (Acesso em 29/11/2018)
13
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645.htm (Acesso em 29/11/2018)
14
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdoc uments/cnec p_003.pdf (Acesso em 29/11/2018)
15
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res 012004.pdf (Acesso em 29/11/2018)

16
Disponível em: http://ww w.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/D ecreto/D 6040.htm (Acesso em 29/11/2018)
17
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=c om_docman&view=download&alias=6324-pceb011-
10&Item id=30192 (Acesso em 29/11/2018)
18
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdoc uments/rceb007_10.pdf (Acesso em 29/11/2018)
19
Disponível em: http://www .planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011- 2014/2012/Lei/L12608.htm (Acesso em 29/11/2018)
20
Disponível em: https://nacoesunidas.org/pos 2015/agenda2030/ (Acesso em 29/11/2018)

49
No contexto da aprendizagem do Ensino Fundamental – Anos Iniciais em
Geografia, será necessário considerar o que estudantes aprenderam na
Educação Infantil, em articulação com os saberes de outros componentes
curriculares e áreas de conhecimento, no sentido de consolidação do processo
de alfabetização e letramento e desenvolvimento de diferentes raciocínios. É
importante, na faixa etária associada a essa fase do Ensino Fundamental, o
desenvolvimento da capacidade de leitura por meio de fotos, desenhos,
plantas, maquetes e as mais diversas representações. Assim, a partir dos
lugares de vivência, os estudantes desenvolvem a percepção e o domínio do
espaço, noções de pertencimento, localização, orientação e organização das
experiências e vivências em diferentes locais, sendo que os conceitos
articuladores, como paisagem, região e território, vão se integrando e
ampliando as escalas de análise.

Enquanto no Ensino Fundamental – Anos Finais, pretende-se garantir


a continuidade e a progressão das aprendizagens do Ensino Fundamental –
Anos Iniciais em níveis crescentes de complexidade da compreensão conceitual a
respeito da produção social do espaço, a transformação do espaço em território
usado, o desenvolvimento de conceitos estruturantes do meio físico natural, as
relações entre os fenômenos no decorrer dos tempos da natureza e as
alterações ocorridas em diferentes escalas de análise. Assim, por meio da
articulação com a História e com outros componentes das áreas de
conhecimento e da utilização de diferentes representações cartográficas e
linguagens, nos Anos Finais, consolida-se um processo de aprendizado que
amplia caminhos para práticas de estudo provocadoras e desafiadoras, em
situações que estimulem a curiosidade, a reflexão, a resolução de problemas e o
protagonismo.

O Organizador Curricular de Geografia foi estruturado a partir das


competências específicas de Geografia, unidades temáticas, objetos de
conhecimento/conteúdos, habilidades da BNCC do Ensino Fundamental Anos
Iniciais e Finais e das contribuições das consultas públicas realizadas no estado
de São Paulo. No organizador curricular constam as habilidades para cada ano
do Ensino Fundamental com observações complementares que consistem em
recomendações e sugestões, tais como: indicações de tipos de recursos
pedagógicos, possibilidades de trabalho integrado com habilidades de outras
áreas, articulação com as competências específicas e contextualização de
conteúdos entre outros.

50
As competências específicas de Geografia o para o Ensino
Fundamental previstas na BNCC apontaram caminhos para a construção do
Organizador Curricular de Geografia e o desenvolvimento das habilidades indicadas
para cada ano:

1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/ natureza e exercitar o


interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas;
2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a
importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso
dos recursos da natureza ao longo da história;
3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na
análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão,
diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem;
4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas,
de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que
envolvam informações geográficas;
5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender
o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar
ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem
conhecimentos científicos da Geografia;
6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos
de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao
outro, sem preconceitos de qualquer natureza;
7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência
e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios
éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

Essas competências dialogam com os direitos éticos, estéticos e


políticos presentes na BNCC, no sentido que asseguram o
desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais
para a vida no século XXI por meio das dimensões fundamentais para a perspectiva
de uma educação integral: aprendizagem e conhecimento, pensamento científico,
crítico e criativo, repertório cultural, comunicação, cultura digital, trabalho e
projeto de vida, argumentação, autoconhecimento e autocuidado, empatia e
cooperação, e responsabilidade e cidadania.

Para isso, o Currículo Paulista de Geografia apresenta cinco unidades


temáticas para o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano): “O sujeito e seu lugar no
mundo”, “Conexões e escalas”, “Mundo do trabalho”, “Formas de representação e
pensamento espacial” e “Natureza, ambientes e qualidade de vida”.
51
Para tanto, a abordagem dessas unidades temáticas deve ser
realizada integradamente, uma vez que a situação geográfica não é apenas
um pedaço do território, uma área contínua, mas um conjunto de
relações. Portanto, a análise de situação resulta da busca de
características fundamentais de um lugar na sua relação com outros
lugares. Assim, ao se estudarem os objetos de aprendizagem de
Geografia, a ênfase do aprendizado é na posição relativa dos objetos
no espaço e no tempo, o que exige a compreensão das características de
um lugar (localização, extensão, conectividade, entre outras),
resultantes das relações com outros lugares. Por causa disso, o
entendimento da situação geográfica, pela sua natureza, é o
procedimento para o estudo dos objetos de aprendizagem pelos alunos.
Em uma mesma atividade a ser desenvolvida pelo professor, os alunos
podem mobilizar, ao mesmo tempo, diversas habilidades de diferentes
unidades temáticas. (BRASIL, 2017, p. 363).

As cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental foram organizadas


em uma construção progressiva dos conhecimentos geográficos, trabalhando os
objetivos e os conteúdos a partir de diferentes linguagens e fomentam um ensino
pautado na investigação e significativo e na resolução de problemas, com ênfase na
aprendizagem dos conceitos e princípios geográficos. É fundamental uma atenção
cuidadosa na transição do 5º ano (anos iniciais) para o 6º ano (anos finais) e na
transição do 9º ano para a 1ª série do Ensino Médio, no que se refere à progressão
das habilidades e complexidade dos conceitos e conteúdos trabalhados na
Geografia.

A unidade temática “O sujeito e seu lugar no mundo”, tem como foco


do aprendizado as noções de pertencimento e identidade. Nos anos iniciais,
prioriza alfabetização cartográfica e a relação do sujeito na escala da vida
cotidiana e em comunidade, enquanto nos anos finais, o enfoque é a relação do
sujeito e a ampliação de escalas, Brasil e Mundo, destacando a importância da
formação do cidadão crítico, democrático e solidário.

A unidade temática “Conexões e escalas”, tem como foco do aprendizado


a articulação de diferentes espaços e escalas de análise, relações existentes entre
os níveis local e global. Nos anos iniciais, a perspectiva é abordar as interações
entre sociedade e meio físico-natural, enquanto nos anos finais, prioriza-se o
estudo da produção do espaço geográfico a partir de diferentes interações
multiescalares.

A unidade temática “Mundo do trabalho”, tem como foco do aprendizado


a reflexão sobre atividades e funções socioeconômicas e o impacto das novas
tecnologias. Nos anos iniciais, o enfoque são os processos e técnicas construtivas,
uso de diferentes materiais, funções socioeconômicas e setores da economia,
enquanto nos anos finais, são abordados os processos de produção no
espaço agrário

52
e industrial, as novas tecnologias e a revolução técnico-científico-informacional e as
diferentes representações utilizadas como ferramentas da análise espacial.

A unidade temática “Formas de representação e pensamento espacial”, tem


como foco do aprendizado a ampliação gradativa da concepção do que é um mapa e
de outras formas de representação gráfica, aprendizagens que envolvem o raciocínio
geográfico. Nos anos iniciais, são trabalhados os princípios do raciocínio geográfico,
destacando as contribuições da alfabetização geográfica, e nos anos finais, amplia-
se o repertório do estudante por meio diferentes linguagens, priorizando o domínio
da leitura e elaboração de mapas e gráficos.

A unidade “Natureza, ambientes e qualidade de vida”, tem como foco do


aprendizado a articulação da geografia física e da geografia humana, com
destaque para a discussão dos processos físico-naturais do planeta Terra. Nos
anos iniciais, prioriza-se o estudo da percepção do meio físico-natural, as
intervenções na natureza e os impactos socioambientais, enquanto nos anos finais,
são trabalhados conceitos mais complexos para tratar da relação natureza e
atividades antrópicas, nos contextos urbano e rural.

Portanto, de modo geral, nas unidades temáticas os elementos relacionados


ao exercício da cidadania, proposição de ações de intervenção na realidade,
protagonismo, projeto de vida, aproximação com saberes científicos e relações de
alteridade. A progressão das habilidades amplia e aprofunda a complexidade ao
longo do percurso formativo, considerando que o desenvolvimento de
habilidades em Geografia prevê alinhamento com os demais componentes da
área de Ciências Humanas, componentes de outras áreas de conhecimento,
temas integradoras e transversais e que a linguagem cartográfica perpassa
todos os anos do Ensino Fundamental, visando estimular os estudantes para
continuar seus estudos e preparar os estudantes para os desafios do mundo
contemporâneo.
53
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ed. Ateliê Editorial, 2003. 151p.
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Educação. Brasília, 2017. 600 p. Disponível:
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HAESBAERT, Rogério. Território e multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, Rio de
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Encontro Nacional de Geógrafos, 13., 2004 Goiânia. Anais. Goiânia, GO, 2004.
RAFFESTIN, C. Por uma geografia do poder. Tradução de Maria Cecília França. São
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São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências
Humanas e suas tecnologias / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês
Fini; coordenação de área, Paulo Miceli. – 1. ed. atual. – São Paulo: SE, 2011. 152 p.
VITTE, A. C. O desenvolvimento do conceito de paisagem e a sua inserção na
Geografia Física. Mercator, v 6, n. 11, p. 71-78, 2007.
54
UNIDADES OBJETOS DE
ANO HABILIDADES ORIENTAÇÕES COMPLEMENTARES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
(EF01GE01A)
Descrever
características As habilidades contribuem para que o estudante compreenda os
observadas de seus seus lugares de vivência, relacionando-os com o seu cotidiano.
lugares de vivência Inicialmente o estudante observa sua vida, família, escola, rua,
(moradia, escola, bairro, bairro, cidade etc. — a escala pode ir se ampliando
rua entre outros.), sucessivamente. É possível relacionar os temas do ensino de
identificando Geografia primeiramente com o que há de mais próximo para
semelhanças e depois incluir o mais distante. Podendo também explicitar as
diferenças entre esses diferentes formas de moradias e indicar características que
lugares. podem ser observadas — das casas, apartamentos, moradias em
(EF01GE01B) área urbana, rural, litorânea etc. É interessante para o estudante
Reconhecer nos lugares comparar casa e escola, diferenciar suas funções e perceber as
de vivência a semelhanças e as diferenças que os espaços possuem. É
O sujeito e O modo de vida importante, ainda, que o estudante observe se os lugares
diversidade de
seu lugar no 1º das crianças em sofreram alguma alteração, por exemplo, construíram mais um
indivíduos e de grupos
mundo diferentes lugares cômodo na casa, a rua foi alargada ou asfaltada, entre outras, de
sociais como indígenas,
quilombolas, caiçaras forma que o estudante possa estar atento a alterações no espaço
entre outros, em que vive, estuda ou brinca e como ele entende estas
reconhecendo o sentido mudanças (o espaço ficou mais amplo, mais restrito, mais ou
de pertencimento do menos colorido, etc) e que ele possa manifestar a sua opinião.
lugar onde vive, Observar e formular hipóteses, a partir dos trajetos que faz no
valorizando as cotidiano, sobre as dificuldades que as pessoas podem encontrar
memórias e saberes para se locomover/ transitar e quais pessoas podem ter mais ou
locais. (EF01GE01C) menos dificuldades e os motivos. As habilidades possuem
Observar e formular interface com as competências específicas de Geografia 01, 06 e
hipóteses, a partir dos 07 e com o ODS 11 que trata de cidades e comunidades
trajetos realizados no sustentáveis.
cotidiano, sobre as
dificuldades que as
pessoas podem

55
locomover/transitar e
quais pessoas podem
ter mais ou menos
dificuldades e os
motivos.
(EF01GE02A) Identificar
semelhanças e
diferenças entre jogos e A habilidade explicita cantigas de rodas, jogos coletivos e
brincadeiras (individuais brincadeiras individuais, entre outros. Pode-se, também, incluir o
e coletivos) de diferentes jogo, o brinquedo e a brincadeira, que são fundamentais na
épocas e lugares, educação infantil, para a aprendizagem cartográfica. Para isso, é
O sujeito e conhecendo as noções O modo de vida
interessante propor jogos e brincadeiras que auxiliam na
seu lugar no 1º de lateralidade e das crianças em aprendizagem da lateralidade e espacialidade, componentes
mundo espacialidade, diferentes lugares fundamentais para esta fase da criança e para a aprendizagem
explorando as relações em Geografia. A habilidade possui interface com o componente
projetivas, as regras de de Educação Física e com as competências específicas de
convívio e promovendo Geografia 04, 06 e 07.
o respeito à pluralidade
cultural.
(EF01GE03A)
Reconhecer as funções
As habilidades apresentam situações de convívio em diferentes
do espaço público de
espaços permitem ao estudante estabelecer relações a partir do
uso coletivo, como as
seu deslocamento pelo espaço vivido. Pode-se considerar a
praças, os parques e a
identificação das regras de convívio para os diferentes lugares:
O sujeito e escola, e distinguir e Situações de
comparar os diferentes escola, praças etc., além do cuidado que se deve ter com os
seu lugar no 1º convívio em
usos desses espaços, espaços públicos e de uso coletivo. É possível, ainda, explicitar os
mundo diferentes lugares
tanto para o lazer quanto espaços a serem relatados e comparados no entorno da escola
para outras atividades, ou a partir das relações de vizinhança no bairro. As habilidades
como encontros, possuem interface com as competências específicas de Geografia
reuniões, aulas entre 03.
outras.

56
(EF01GE03B)
Reconhecer o sentido de
pertencimento do lugar
onde vive, valorizando
as memórias e saberes
locais.

A habilidade explicitamente voltada à construção coletiva das


(EF01GE04A) Elaborar, regras, normas e acordos para o convívio na escola, na sala de
coletivamente, acordos, aula e em seus ambientes coletivos. Além disso, pode-se referir
regras e normas de ao aprendizado da responsabilidade sobre o lugar e o outro no
convívio em diferentes convívio social, associado à identificação de lugares (como casa,
espaços (casa, bairro, escola, bairro, praças) a partir de suas características e com suas
O sujeito e sala de aula, escola, Situações de normas específicas. Pode-se considerar, ainda, incluir as regras
seu lugar no 1º áreas de lazer entre convívio em de trânsito como exemplo para leis e sinalizações que garantam a
mundo outros), considerando as diferentes lugares organização e a convivência no espaço vivido. Há, aqui,
regras gerais pré- oportunidade de trabalho interdisciplinar com as habilidades
existentes, o cuidado (EF01LP21), da Língua Portuguesa; (EF12EF04), da Educação
com os espaços Física; e (EF01HI04), da História, associadas a identificação,
públicos e os tipos de discussão e produção de textos sobre regras de convivência e
uso coletivo. sua importância. A habilidade possui interface com as
competências específicas de Geografia 06 e 07.

57
(EF01GE05A) Observar
a paisagem, por meio
dos sentidos da visão, As habilidades são marcadas pelo princípio da conexão que
audição, olfato, tátil e estimula a compreensão da relação do meio físico-natural com a
paladar, nos lugares de sociedade. Isso vai permitir explicar, conhecer e compreender os
vivência descrevendo os arranjos das paisagens a partir da localização e da distribuição de
elementos e fenômenos e objetos. É possível considerar o estudo do tempo e
interpretando os ritmos sua relação com o antes, o agora e o depois a partir do histórico
da natureza (dia e noite, familiar, da vida cotidiana, das questões próprias da escola e da
Conexões e variação de temperatura Ciclos naturais e dinâmica local. Pode-se também considerar os ciclos da natureza
1º e umidade entre outros). a vida cotidiana
escalas associados à vida cotidiana do estudante, por exemplo, o uso de
(EF01GE05B) diferentes roupas para diferentes climas, as atividades distintas
Reconhecer por meio de que são realizadas em diferentes tempos e lugares etc. Há, aqui,
imagens, canções e/ou oportunidade de trabalho interdisciplinar com as habilidades
poesias as semelhanças (EF01MA16), (EF01MA17), (EF01MA18), da Matemática; e
e diferenças dos lugares (EF01CI05), de Ciências, relacionadas à observação da
de vivência do estudante passagem do tempo. As habilidades possuem interface com as
com lugares de outras competências específicas de Geografia 01, 03 e 06.
regiões do estado de
São Paulo e do Brasil.
(EF01GE06A) As habilidades possibilitam contemplar a associação entre as
Reconhecer e descrever diferentes moradias e os distintos povos que delas se utilizaram
os tipos de construções em diferentes espaços e tempos, destacando os materiais de que
que o estudante são feitas as construções (palafitas, barracos — de pau a pique,
existentes nos percusos, Diferentes tipos de alvenaria —, sobrados, edifícios entre outros). É interessante
Mundo do comparando as de trabalho destacar, ainda, como vivem os moradores de metrópoles de todo

trabalho diferenças e existentes no seu o planeta, como vivem os moradores nos arredores da cidade,
semelhanças, dia a dia além de reconhecer as características de moradias na cidade e na
considerando as região do aluno. Pode-se incluir o debate sobre o direito à
diferentes técnicas e moradia digna para todos os cidadãos. É interessante que o
materiais utilizados em estudante no seu trajeto observe se existem padrões em certas
sua produção. construções, se ele encontra com trabalhadores da construção

58
(EF01GE06B) Identificar civil e/ou vendedores ambulantes, entre outros. As habilidades
os objetos presentes no apresentam o desafio para que o estudante observe como o
cotidiano por meio da espaço em que ele reside tem sido ocupado (através das
comparação de construções) ao mesmo tempo que ele possa refletir sobre os
tamanhos, formas, cores objetos mais utilizados no seu cotidiano e as tecnologias
e funcionalidades utilizadas. As habilidades possuem interface com a competência
(brinquedos, roupas, específica de Geografia 02.
mobiliários entre outros),
investigando as
tecnologias empregadas
para a sua construção.

Essa habilidade considera o aprofundamento dos processos e


técnicas construídos pelas sociedades em distintos tempos e
quais tipos de trabalho foram surgindo ou se extinguindo com o
(EF01GE07A) Identificar
passar dos anos. Afinal, é importante para o estudante entender
e descrever os tipos de Diferentes tipos
que as pessoas vivem e trabalham em um espaço, situam-se
Mundo do atividades de trabalho de trabalho
1º nele, ocupam lugares, e esse espaço comumente é visto como
trabalho realizadas dentro da existentes no seu
algo estático, pronto e acabado, mas é resultado de uma
escola, no seu entorno e dia a dia dinâmica e historicidade. Dessa maneira, pode-se problematizar
lugares de vivência. as diferenças entre trabalhos a partir do vivido e conhecido pelo
estudante. A habilidade possui interface com a competência
específica de Geografia 03.

59
(EF01GE08A) Identificar
em contos literários,
histórias inventadas e/ou
brincadeiras elementos Neste conjunto de habilidades, pode-se utilizar diferentes
da paisagem e os narrativas (livros literários, lendas etc.) para construir mapas
itinerários, mentais e desenhos que expressem relação espacial e que
representando-os por apresentem elementos que permitam localizar no espaço. Dessa
meio de mapas mentais forma, é importante destacar que elaborar mapas não é tarefa
e ou desenhos. simples para os estudantes. É possível, ainda, explicitar
(EF01GE08B) Elaborar habilidades espaciais (introdução à alfabetização cartográfica), a
Formas de mapas mentais, partir de jogos que trabalham noções espaciais (como quebra-
representação desenhos e ou Pontos de
1º cabeças) e brincadeiras em grupo que favoreçam o pensar sobre
e pensamento maquetes referência
a parte e o todo, do mais simples ao mais complexo. Da mesma
espacial representando, os maneira, podem ser ampliadas as habilidades relativas ao estudo
lugares de vivência e os e compreensão das noções espaciais (frente e atrás, esquerda e
diversos trajetos direita, em cima e embaixo, dentro e fora) tendo o corpo, a sala e
(itinerários) a escola como primeiras referências espaciais. A habilidade
(EF01GE08C) Produzir possui interface com o componente de Educação Física e
mapas e ou croquis para possuem interface com a competência específica de Geografia
representar objetos da 04.
escola e do entorno,
criando referências
espaciais.

60
As habilidades apresentam a valorização da expressão corporal
para o desenvolvimento das noções de lateralidade sendo
fundamental para esse momento do percurso formativo. O
pensamento espacial é responsável por orientar o próprio corpo
(EF01GE09A)
do estudante em relação a objetos, lugares e pessoas, por isso, é
Reconhecer o próprio
importante relacionar o estudo das noções espaciais com
corpo como referencial
movimentos do corpo. É importante prever o uso de croquis para
de localização,
iniciar o trabalho de cartografia, propondo ao estudante
explorando as noções
representar a escola a partir dos elementos mais usados, como o
de lateralidade e
portão de entrada, a sala de aula, o pátio, o estacionamento, a
espacialidade.
cozinha e os banheiros. A representação pode ser feita com
Formas de (EF01GE09B) Identificar
desenho, croqui ou mapa; o importante é explorar as habilidades
representação a sua posição em Pontos de
1º relativas ao desenvolvimento do pensamento espacial com
e pensamento relação aos objetos da referência noções espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e
espacial escola e do entorno,
embaixo, dentro e fora). Pode-se relacionar esta habilidade com a
registrando de diferentes
(EF01GE08). Há, aqui, oportunidade de trabalho interdisciplinar
formas as noções de
com a habilidade (EF01MA01), da Matemática, no que se refere a
posicionamento (frente,
localização de objetos no espaço. Há, ainda, outras
atrás, entre, perto,
oportunidades de trabalho interdisciplinar com as habilidades
longe, dentro e fora) e
(EF15AR08), (EF15AR10), da Arte; (EF12EF07), (EF12EF11),
de lateralidade (direita e
(EF35EF07), (EF35EF09), da Educação Física; (EF01MA11), da
esquerda).
Matemática, associadas à experimentação, descrição e
representação de movimentos de pessoas e objetos no espaço.
As habilidades possuem interface com a competência específica
de Geografia 04.
(EF01GE10A) A habilidade destaca as noções relativas à percepção do meio
Reconhecer nos lugares físico-natural associadas aos ritmos da natureza. É o caso, por
Natureza,
de vivência os aspectos Condições de exemplo, de associar mudanças de vestuário e hábitos
ambientes e
1º físicos naturais, vida nos lugares alimentares em sua comunidade à variação de temperatura ao
qualidade de
identificando os de vivência longo do ano, assunto que será explorado na habilidade
vida
fenômenos climáticos (EF01GE11). Pode-se, ainda, complementar a habilidade com o
(variações de reconhecimento de manifestações da natureza em outras

61
temperatura, ação do paisagens. Seria interessante também incluir a reflexão sobre
vento, radiação entre questões ambientais a partir de problemas locais observáveis nos
outros) e hidrográficos locais de vivência, como, por exemplo, a rua que se enche de
(chuva, inundações água quando chove. Outra possibilidade é contemplar agendas
entre outros. locais/regionais, como o uso e ocupação do solo, ou
urbanas/rurais, como reconhecer a transformação da paisagem
pela ação humana. A habilidade possui interface com a
competência específica de Geografia 01.
(EF01GE11A) Observar
A habilidade explora a forma como o estudante e a sua
e descrever as
comunidade se vestem e alimentam, na perspectiva de
mudanças de vestuários
reconhecer hábitos e sua forma de agir e de pensar, além de
e hábitos alimentares
características ambientais e estruturas sociais. Pode-se
em sua comunidade
durante o ano, contemplar a habilidade como a identificação de semelhanças e
Natureza,
decorrentes das Condições de diferenças entre as vestimentas e os hábitos alimentares do
ambientes e
1º mudanças de estações vida nos lugares passado e do presente. Ainda, é possível identificar e explicar as
qualidade de
do ano, da variação de de vivência transformações dos hábitos alimentares em diferentes períodos
vida
temperatura e umidade (por exemplo, atualmente, o consumo de comidas industrializadas
no ambiente, é maior, mas nem sempre foi assim). A habilidade possui interface
reconhecendo com as competências específicas de Geografia 01 e 02 e com os
instrumentos e ODS 03 que trata de saúde e bem estar e 12 que trata de
marcadores de tempo. consumo e produção responsáveis.
(EF02GE01A) A habilidade considerar que o estudo das migrações é uma
Reconhecer a história oportunidade para trabalhar com diferentes grupos em um dado
dos povos originários do lugar. É importante considerar os modos de vida dos grupos
bairro e/ou comunidade, Convivência e sociais distintos, a diferença entre cidade e campo, a relação
O sujeito e descrevendo a influência cultural existente entre os modos de vida e também reconhecer as
interações entre
seu lugar no 2º dos migrantes internos e mudanças dos hábitos de vida de um mesmo lugar, apresentando
pessoas na
mundo externos que a importância da técnica para a transformação do local. O estudo
comunidade
contribuíram para da migração pode ser reforçado com o estudo das histórias
modificação, familiares, promovendo uma inter-relação com as disciplinas de
organização e/ou Arte e História. Esta habilidade pode também ser trabalhada

62
construção do espaço articuladamente à habilidade (EF02GE02) da mesma unidade
geográfico. temática, com o intuito de conhecer outros povos e grupos para
reafirmar a identidade do estudante a partir da diversidade
geográfica, étnica e cultural da população. A habilidade possui
interface com as competências específicas de Geografia 01 e 03.

(EF02GE02A) Identificar A habilidade considera a inserção de temas relacionados à


diferentes aspectos de educação patrimonial do lugar (podendo ser a escola, o bairro, a
costumes e tradições de cidade e/ou a região). Pode-se fazer perguntas tais quais: Como
diferentes populações foi o processo de formação desses lugares? Quem foram os
e/ou grupos sociais primeiros moradores? De onde vieram? Quais práticas culturais
inseridas no bairro e/ou Convivência e de tradições e costumes que os moradores do bairro preservam
O sujeito e
comunidade em que interações entre até os dias atuais? Quais tradições dos moradores respeitam as
seu lugar no 2º
vive, reconhecendo a pessoas na diferenças? Esta habilidade pode também ser trabalhada junto à
mundo
importância do respeito comunidade habilidade (EF02GE01) da mesma unidade temática, com o intuito
às diferenças no que se de conhecer outros povos e grupos para reafirmar a identidade do
refere à diversidade estudante a partir da diversidade geográfica, étnica e cultural da
étnica, geográfica e população. As habilidades possuem interface com as
cultural. competências específicas de Geografia 01, 02, 03 e 06.

63
(EF02GE03A) Conhecer
os tipos de meio de
transporte e de
comunicação utilizados
em diferentes lugares e
períodos, descrevendo
como eles influenciam o
processo de conexão As habilidades apresentam o tema comunicação e transporte,
entre povos e lugares. sendo uma oportunidade para trabalhar a aproximação do local e
(EF02GE03B) Comparar do global. É possível incluir a investigação da história de
as diferenças e transformação da comunicação e do transporte para que os
semelhanças dos meios estudantes compreendam, a partir de fatos, questões inerentes à
de locomoção/transporte globalização. O mundo está nos lugares, e a percepção dessa
e as suas finalidades, máxima geográfica ocorre a partir das redes de transporte e
considerando os comunicação. Se for adequado, é possível identificar os
Riscos e cuidados
O sujeito e impactos transportes característicos de cada região brasileira em sintonia
nos meios de
seu lugar no 2º socioambientais com a produção e consumo da cidade e do campo, ou fazer a
transporte e de
mundo decorrentes, como a relação de transporte e ambiente, considerando o aumento dos
comunicação
poluição do ar, sonora meios de transporte individuais em detrimento dos coletivos
entre outros, e propondo (atualmente há muitos carros nas cidades e isso gera vários
alternativas sustentáveis problemas que afetam a qualidade de vida). Pode-se prever a
para a mobilidade. discussão sobre a desigualdade de acesso ao transporte e aos
(EF02GE03C) Comparar meios de comunicação. As habilidades possuem interface com as
as diferenças e competências específicas de Geografia 03, 05 e 07 e com os
semelhanças dos meios ODS 11 que aborda as cidades e comunidades sustentáveis e o
de comunicação, 13 que aborda a ação contra a mudança global do clima.
considerando as
mudanças nas relações
humanas em diferentes
escalas e tempos.
(EF02GE03D) Identificar
e compreender as

64
normas e regras do
trânsito, discutindo os
riscos para a vida e as
formas de prevenção
para um trânsito seguro.

(EF02GE04A)
Reconhecer A habilidade considera os modos de vida dos diversos grupos
semelhanças e sociais, em especial dos povos e/ou comunidades tradicionais, a
diferenças e Experiências da diferença entre cidade e campo, além da relação cultural existente
Conexões e particularidades nos comunidade no entre as formas de vida. Pode-se complementar a habilidade para
2º hábitos das pessoas em
escalas tempo e no reconhecer as mudanças dos modos de vida de um mesmo lugar,
diferentes lugares e espaço apresentando a importância da técnica para a transformação do
tempos, nas relações local. A habilidade possui interface com as competências
com a natureza e no específicas de Geografia 01, 03 e 06.
modo de viver

65
(quilombolas,
assentados, indígenas,
caiçaras entre outros)
em escala local, regional
e global.

A habilidade contempla as características do lugar e da região em


(EF02GE05A) Identificar que o estudante está inserido e também as mudanças e
as mudanças e as permanências da paisagem ao longo do tempo. Espera-se que o
permanências ocorridas estudante perceba que a identidade cultural se expressa nos
na paisagem dos modos de vida, nos hábitos, costumes, tradições, enfim, no
lugares de vivência próprio jeito de viver e nas relações que as pessoas estabelecem
Conexões e Mudanças e
2º (moradia, bairro e/ou com o meio. É possível considerar um resgate histórico do lugar a
escalas permanências
entorno da escola), partir de fotografias, pinturas, filmes, entrevistas, além de registros
comparando os e memórias que podem ser contadas pelos moradores mais
elementos constituintes antigos do bairro. A dinâmica da mudança da paisagem pode ser
um mesmo lugar em feita também para além do bairro em que vive. A habilidade
diferentes tempos. possui interface com as competências específicas de Geografia
03 e 05.
(EF02GE06A)
Reconhecer, a partir da
própria experiência
familiar, escolar e/ ou de
comunidade que as A habilidade aponta possibilidades para que o estudante
atividades sociais se Tipos de trabalho
Mundo do investigue eventos cotidianos e as variações de seu significado no
2º realizam em diferentes em lugares e
trabalho tempo e no espaço. A habilidade possui interface com as
momentos e espaços tempos diferentes
competências específicas de Geografia 01 e 02.
(os lugares e os tempos
para as atividades
realizadas na semana,
no mês e no ano

66
considerando as aulas,
as refeições, o sono,
períodos de
comemoração, os
eventos culturais, entre
outros).

(EF02GE07A)
Reconhecer as
características da
atividade extrativista e
os recursos naturais
obtidos a partir desta As habilidades propõe que os estudantes conheçam a origem de
atividade e as diferentes alguns produtos do cotidiano oriundos da atividade extrativista e
possibilidades de também a relação com o consumo da água, que é um produto de
utilização, em diferentes extração mineral. Pode-se também explicitar os impactos
lugares. ambientais resultantes das atividades. Pode-se complementar a
(EF02GE07B) Identificar habilidade com a reflexão sobre como diferentes sociedades
Tipos de trabalho interagem com a natureza na construção de seu espaço,
Mundo do os impactos
2º em lugares e identificando as singularidades do lugar em que se vive, bem
trabalho socioambientais
tempos diferentes como semelhanças e diferenças com relação a outros lugares. As
ocasionados pelas
atividades extrativistas, habilidades possuem interface com as competências específicas
reconhecendo exemplos de Geografia 02, 05, 06 e 07 e com os ODS 02 que aborda a
de práticas, atitudes e questão da fome e da agricultura sustentável, 06 que trata da
comportamentos que água potável e saneamento e o 12 que aborda a questão do
promovam a consumo e produção responsáveis.
conservação e
preservação da
natureza.
(EF02GE07C) Conhecer
como diferentes

67
sociedades interagem
com a natureza,
relacionando com as
diversas atividades
econômicas, em
especial com o
extrativismo, mineração,
agricultura, pecuária e a
indústria.

(EF02GE08A)
As habilidades tratam do uso de diferentes recursos, como
Reconhecer as
fotografias, croquis, maquetes, mapas, imagens aéreas entre
diferentes formas de
outros para que o estudante exercite as noções de lateralidade,
representações, como
orientação e a localização. É importante compreender que o
desenhos, mapas
ensino das noções espaciais é uma forma de atender a diversas
mentais, maquetes,
Formas de Localização, necessidades da alfabetização geográfica: das mais cotidianas
croquis, globo, plantas,
representação orientação e (como chegar a um lugar que não se conhece, entender um
2º mapas, cartas e
e pensamento representação trajeto urbano ou rural, ou compreender o curso dos mananciais)
imagens (aéreas e de
espacial espacial às mais específicas (como delimitar áreas de plantio,
satélite) para
compreender zonas de influência do clima, identificar limites,
representar
fronteiras e divisas). O ensino das formas de representação pode
componentes da
criar oportunidades para o conhecimento da linguagem
paisagem dos lugares
cartográfica nos dois sentidos: como pessoas que representam e
de vivência.
codificam o espaço e como leitores das informações expressas.
(EF02GE08B) Elaborar

68
maquete da sala de aula As habilidades possuem interface com as competências
e/ou de residência específicas de Geografia 04.
utilizando as relações
topológicas e projetivas.

(EF02GE09A) Identificar
objetos e lugares de
As habilidades que exploram a linguagem cartográfica etão
vivência (escola e
associadas ao conceito de lugar. É possível explicitar que sejam
moradia) em imagens
trabalhadas as relações topológicas e projetivas para se
aéreas (visão oblíqua) e
reconhecer as referências. Pode-se, por exemplo, elaborar
mapas (visão vertical).
(EF02GE09B) maquete da sala de aula para que os alunos possam exercitar a
Formas de Localização,
Representar visão oblíqua e vertical. O contato com imagens, cartas e mapas
representação orientação e
2º cartograficamente os em diferentes escalas e de diferentes espaços contribui para a
e pensamento representação
lugares de vivência, alfabetização cartográfica do estudante. Há, aqui, oportunidade
espacial espacial
explorando os de trabalho interdisciplinar com as habilidades (EF02MA14), da
elementos naturais e Matemática; e (EF02CI01), de Ciências, no que se refere à
culturais da paisagem e observação de objetos do cotidiano, suas características, formas
utilizando os recursos e representações. As habilidades possuem interface com as
como legenda, cor, título competências específicas de Geografia 04.
e escala.

69
(EF02GE10A) Aplicar As habilidades contribuem para o aprofundamento do
princípios de localização desenvolvimento das noções de lateralidade e alfabetização
e posição de objetos cartográfica. Este conteúdo permite trabalhar com a vida cotidiana
(referenciais espaciais, dos estudantes, o espaço e as relações na escola. Pode-se iniciar
como frente e atrás, a aprendizagem do princípio de lateralidade em sala ou na escola,
esquerda e direita, em com jogos e brincadeiras, para que o estudante possa progredir
Formas de cima e embaixo, dentro Localização, com relação à habilidade nos anos subsequentes. É possível
representação e fora) por meio de orientação e prever situações de aprendizagem a partir da problematização de
2º localização de objetos ou com brincadeiras de localização que
e pensamento representações representação
espacial espaciais da sala de espacial podem ser estratégias de aprendizagem para as referências
aula, da escola e/ou dos espaciais: por exemplo, com um plano de coordenadas no pátio
trajetos. da escola ou na sala de aula, o estudante deve encontrar objetos
(EF02GE10B) Identificar a partir das referências espaciais, inclusive utilizando o próprio
os pontos cardeais e corpo. As habilidades possui interface com o componente de
colaterais, utilizando Educação Física e com as competências específicas de Geografia
diferentes referências. 04.
(EF02GE11A)
As habilidades propõe o reconhecimento da importância do solo
Reconhecer a
para a sobrevivência dos diferentes seres vivos e também a
importância do solo e da
relação da vida com a água. O solo é a camada mais superficial
água para as diferentes
da crosta terrestre, que se formou por meio da ação de agentes
formas de vida, tendo
do meio físico, como, por exemplo, sol, chuva e calor, que
como referência o seu
Os usos dos transformaram rochas em terra. É fundamental focar no
Natureza, lugar de vivência, e
recursos naturais: reconhecimento dos diferentes tipos de solo, relacionando-os ao
ambientes e comparando com outros
2º solo e água no desenvolvimento de determinadas culturas do campo e da cidade.
qualidade de lugares.
campo e na Nesse sentido, o estudante tmabém tem a oportundiade de
vida (EF02GE11B) Identificar
cidade reconhecer a importânica da água no que diz respeito aos usos
os diferentes usos do
múltiplos, atividades econômicas e a necessidade de
solo e da água nas
preservação. As habilidades possuem interface com as
atividades cotidianas e
competências específicas de Geografia 01, 06 e 07 e com os
econômicas
(extrativismo, ODS 06 que trata da água potável e saneamento, 11 cidades e
mineração, agricultura, comunidades sustentáveis e 14 que trata da vida na água.

70
pecuária e indústria
entre outros),
relacionando com os
impactos
socioambientais
causados no cotidiano
da cidade e do campo.

A habilidade retoma os lugares de vivência de cada grupo,


(EF03GE01A)
buscando identificar as contribuições culturais, sociais e
Reconhecer a
econômicas. Pode-se, então, considerar incluir povos e
diversidade social
comunidades tradicionais que habitaram e habitam na
percebida na
comunidade e no município, ampliando os estudos para outras
comunidade, no bairro e
escalas geográficas. Há, aqui, oportunidade de trabalho
nos meios de interdisciplinar com as habilidades (EF03LP25), (EF35LP20),
comunicação, (EF03LP26), da Língua Portuguesa; (EF03MA26), (EF03MA27),
A cidade e o
O sujeito e reconhecendo e EF03MA28), da Matemática; (EF03CI06), (EF03CI09), de
campo:
seu lugar no 3º identificando alguns Ciências; e (EF03HI03), da História, associadas à coleta, leitura,
aproximações e
mundo aspectos culturais dos comparação e interpretação de dados, com apoio de recursos
diferenças
povos indígenas, multissemióticos, incluindo gráficos e tabelas. Há, também,
quilombolas, ribeirinhos, oportunidade de trabalho com as habilidades (EF35LP11), da
extrativistas, ciganos, Língua Portuguesa; (EF03HI07) e (EF03HI08), da História, no que
entre outros que vivem se refere especificamente a identificação de características
em diferentes espaços regionais, urbanas e rurais, respeitando as diversas variedades
(cidade, campo, linguísticas. A habilidade possui interface com as competências
florestas entre outros). específicas de Geografia 06 e 07.

71
(EF03GE02A) Identificar
marcas de contribuição
cultural e econômica de As habilidades consideram as origens dos grupos sociais que
grupos sociais de contribuíram cultural e economicamente para o lugar de vivência
diferentes origens, em do estudante — as comunidades tradicionais que habitavam a
diferentes tempos e região e também os povos provenientes dos novos fluxos
lugares, em especial migratórios. É importante também reconhecer os diferentes
certos aspectos da modos de vida das populações em distintos locais e os traços
linguagem usada no A cidade e o culturais que cada grupo compartilha com o lugar. Pode-se, ainda,
O sujeito e cotidiano em seus campo: trabalhar com as histórias familiares e com a história do município
seu lugar no 3º lugares de vivência. aproximações e para reconhecer a importância que cada grupo tem no lugar e na
mundo (EF03GE02B) Identificar diferenças região. O desenvolvimento dessas habilidades promove a
as atividades dimensão da identidade e diversidade cultural da competência
econômicas existentes geral 3 da BNCC. Há, aqui, oportunidade de trabalho
no lugar de vivência, interdisciplinar com as habilidades (EF15AR25), da Arte; e
estabelecendo (EF03GE02), da Geografia, associadas ao reconhecimento do
comparações entre as patrimônio histórico e cultural. A habilidade possui interface com
atividades desenvolvidas as competências específicas de Geografia 06 e 07.
nos espaços urbanos e
rurais.
(EF03GE03A) Comparar A habilidade considera o estudo dos diferentes modos de vida de
de modo a compreender povos tradicionais em distintos lugares, e também os grupos
a diversidade cultural, os sociais que vivem, trabalham e contribuem para o
modos de vida indígena, desenvolvimento do município, região e/ou país, como as
A cidade e o
O sujeito e quilombola, caiçara, comunidades extrativistas, ribeirinhas e as comunidades de
campo:
seu lugar no 3º ribeirinhos entre outros, agricultura familiar. É possível apresentar os variados aspectos
aproximações e
mundo incluindo ao do próprio dos modos de vida, diferenciando desde os hábitos alimentares e
diferenças
estudante, a partir de aspectos de moradias até as tradições de cada comunidade e
diferentes aspectos grupo étnico com representação no território brasileiro. Esta
culturais (exemplo: habilidade permite trabalhar com o respeito à diversidade cultural
moradia, alimentação, e promove a consciência multicultural indicada pela competência

72
vestuário, tradições e geral 3 da BNCC. A habilidade possui interface com as
costumes). competências específicas de Geografia 06 e 07.

(EF03GE04A)
Reconhecer o que são
A habilidade propõe uma retomada ao estudo da paisagem e a
processos naturais,
sua relação com o lugar, visto que esse conceito está sendo
históricos e culturais
trabalhado desde o 1º ano. Pode-se considerar o uso de
observados nos lugares Paisagens
de vivência, fotografias, filmes, pinturas entre outros para problematizar em
Conexões e naturais e
3º investigando como primeiro plano a paisagem como algo do visível, com destaque
escalas antrópicas em
atuam na produção e na para os elementos naturais e culturais presentes na paisagem, de
transformação
mudança das paisagens forma a garantir que ela seja compreendida como produto da
naturais e antrópicas, ação humana.A habilidade possui interface com as competências
comparando-os a outros específicas de Geografia 01, 02 e 06.A
lugares.
A habilidade considera que o trabalho transforma a paisagem e
(EF03GE05A) Identificar
possibilita o estudo das mudanças e permanências da paisagem
alimentos, minerais e
de um lugar, cidade ou região, como resultado da extração de
outros produtos
matéria-prima. Além disso, abre caminhos para tratar dos tipos de
cultivados e extraídos da matéria-prima e as atividades de trabalho desenvolvidas em
natureza, estabelecendo diferentes lugares. Pode-se também considerar apresentar os
Mundo do relações com atividades Matéria-prima e
3º diferentes tipos de indústria existentes no município e/ou região
trabalho formais e informais de indústria
onde o estudante está inserido para garantir a inclusão de
trabalho e produção pautas/temas locais que podem ajudar a compreender a dinâmica
artística e comparando industrial e o mundo do trabalho. Há, aqui, oportunidade de
essas atividades de trabalho interdisciplinar, com a habilidade (EF03CI10), de
trabalho em diferentes Ciências, no que se refere à identificação de diferenças no solo e
lugares. agricultura de diversos locais e seu impacto na vida. Além da

73
produção industrial é importante que o estudante reconheça que
outras atividades como a artesanal e a artística também
participam da transformação da paisagem, inclusive, na
manutenção de certas práticas extrativistas. A habilidade possui
interface com as competências específicas de Geografia 01, 02,
03 e 05 e com os ODS 08 que trata do trabalho decente e
crescimento econômico e o 15 que aborda a vida terrestre.

(EF03GE06A)
As habilidades propõe o desenvolvimento de noções como a
Reconhecer imagens
visão oblíqua e a visão vertical (trabalhadas na habilidade
bidimensionais e
EF02GE09) para trabalhar com imagens tridimensionais
tridimensionais
(maquete) e imagens bidimensionais, como mapas, cartas e
estabelecendo
croquis. A habilidade (EF03GE07) compõem feições próximas na
diferenças.
Formas de aprendizagem desta habilidade e, por essa razão, pode ser
(EF03GE06B)
representação Representações interessante que sejam trabalhadas integradas, a fim de garantir a
3º Interpretar diferentes
e pensamento cartográficas problematização necessária para a alfabetização cartográfica
tipos de representação
espacial prevista para esta etapa. Há, aqui, oportunidade de trabalho
cartográfica a partir do
interdisciplinar, com as habilidades (EF03MA19), da Matemática;
plano bidimensional
(EF03CI07), de Ciências; e (EF03HI09), da História, no que se
(mapa) e tridimensional
refere à compreensão e utilização da linguagem cartográfica. As
(maquete), tendo como
habilidades possuem interface com a competência específica de
referência o seu lugar de
Geografia 04.
vivência.

74
A habilidade aproxima-se da habilidade (EF03GE06) e propõe o
trabalho com o alfabeto cartográfico (ponto, linha e área), a
construção da noção de legenda, proporção e escala para
garantir a compreensão da lateralidade. Pode-se considerar
identificar e interpretar imagens bidimensionais (legendas em
(EF03GE07A) mapas, plantas e croquis) e também em modelos tridimensionais
Reconhecer e elaborar (legendas de maquetes) em diferentes tipos de representação
Formas de cartográfica partindo do que está próximo do estudante, como a
legendas com símbolos
representação Representações sala de aula e a escola, para, então, incluir o que está mais
3º (ponto, linha, área entre
e pensamento cartográficas distante. Ao apresentar imagens bidimensionais, é interessante
outros) em diferentes
espacial considerar o uso de tecnologias como fotografias aéreas e
tipos de representações
e escalas cartográficas. imagens de satélites. Há, aqui, oportunidade de trabalho
interdisciplinar, com as habilidades (EF03MA19), da Matemática;
(EF03CI07), da Ciência; e (EF03HI09), da História, no que se
refere a compreensão e utilização da linguagem cartográfica. A
habilidade possui interface com a competência específica de
Geografia 04.

75
(EF03GE08A) Conhecer
a relação entre consumo
e a produção de
resíduos, reconhecendo
que o consumo
As habilidades apresentam referências para abordar a questão
excessivo e o descarte
dos padrões de produção e consumo no Brasil. No
inadequado acarreta
desenvolvimento das habilidades é importante considerar a
problemas
produção (familiar, industrial e comercial) de resíduos, além do
socioambientais em
descarte inadequado e falta de tratamento. É fundamental que os
diferentes lugares.
estudantes conheçam o debate sobre o tema e as soluções que já
(EF03GE08B) Conhecer
foram pensadas. Dessa forma, pode-se contemplar habilidades
e propor ações para o
relacionadas à associação entre consumo excessivo e a produção
consumo consciente e
de resíduos, assim, como da escola e da comunidade, a fim de
responsável,
que o estudante possa construir propostas para um consumo
Natureza, considerando a
Produção, consciente e responsável, considerando a ampliação de hábitos,
ambientes e ampliação de hábitos,
3º circulação e atitudes e comportamentos para repensar o consumo, reduzir,
qualidade de atitudes e
consumo reutilizar e reciclar diferentes materiais consumidos em casa, na
vida comportamentos de
escola e/ou no entorno. É possível considerar a relação entre a
redução, reuso e
geração de resíduos com problemas sociambientais, como
reciclagem de materiais
poluição das águas. Recomenda-se o uso de diferentes
consumidos em casa, na
linguagens, como músicas, reportagens, fotografias e imagens,
escola, bairro e/ou
exercitando o multiletramento do estudante. As habilidades
comunidade entre
possuem interface com as competências específicas de Geografia
outros.
01, 05, 06 e 07, assim como com os ODS 03 que trata de saúde e
(EF03GE08C) Conhecer
bem-estar, 06 que aborda água potável e saneamento, 11 que
a atuação de grupos
trata de cidades e comunidades sustentáveis e 12 que aborda o
sociais e instituições no
consumo e produção sustentáveis.
enfrentamento dos
problemas
socioambientais no
município e em
diferentes lugares.

76
A habilidade considera a água como bem finito e recurso
econômico. É importante apresentar ao estudante sua dinâmica e
importância para a vida (consumo, agricultura e indústria entre
outras atividades). Pode-se contemplar habilidades relativas à
discussão dos problemas socioambientais provocados pelo uso
dos recursos naturais, especialmente da água, na agricultura, na
indústria e nas atividades cotidianas. Pode-se, também, privilegiar
o questionamento quanto ao destino da água descartada pela
indústria e, ainda, quanto à distribuição, disponibilidade e
(EF03GE09A) Analisar a utilização de água no espaço vivido, na no município, região, país
distribuição, e no planeta face às suas condições naturais de oferta e
disponibilidade da água, obtenção. É possível, ainda, identificar os cuidados necessários
Natureza, para utilização da água na agricultura. O desenvolvimento de
a sua importância no Impactos das
ambientes e temas desta habilidade permite a construção de elementos sobre
3º cotidiano das famílias e atividades
qualidade de a responsabilidade com o ambiente, uma vez que pondera as
das atividades agrícolas, humanas
vida consequências das ações da sociedade sobre o meio. Além
industriais entre outras,
em diferentes lugares do disso, promove a investigação sobre hábitos, atitudes e
Brasil. comportamentos voltados para a conservação e preservação da
água. Esse conjunto de temas favorece a articulação do trabalho
com a competência geral 10, em sua dimensão de
responsabilidade e cidadania para o aluno conhecer princípios
éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. As
habilidades possuem interface com as competências específicas
de Geografia 01, 06 e 07, assim como com os ODS 03 que trata
de saúde e bem-estar, 06 que aborda água potável e
saneamento, 11 que trata de cidades e comunidades sustentáveis
e 12 que aborda o consumo e produção sustentáveis.

77
(EF03GE10A)
Reconhecer a
importância da água
para a agricultura,
As habilidades, assim como a (EF03GE09), referem-se à temática
pecuária e geração de
da água. É necessário o estudante compreenda a importância da
energia, relacionando
água, desde a alimentação, cultivo de plantas até a geração de
aos impactos
energia, agricultura e potabilidade. Pode-se, ainda, explicitar
socioambientais em
Natureza, habilidades relacionadas ao debate sobre o impacto das
diferentes lugares. Impactos das
ambientes e atividades econômicas urbanas e rurais sobre o ambiente físico-
3º (EF03GE10B) Investigar atividades
qualidade de natural. A habilidade possui interface com as competências
a existência de ações humanas
vida específicas de Geografia 01, 06 e 07, assim como com os ODS
sustentáveis no
03 que trata de saúde e bem-estar, 06 que aborda água potável e
município e no estado
saneamento, 11 que trata de cidades e comunidades
de São Paulo
sustentáveis, 12 que aborda o consumo e produção sustentáveis
relacionados com a
e 14 que trata da vida na água.
preservação e
conservação das
nascentes e matas
ciliares.
(EF03GE11A) Identificar
e comparar os diferentes
A habilidade assegurar ao estudante a identificação, de
impactos
problemas socioambientais a partir da escala local para
socioambientais (erosão,
compreender, posteriormente, o tema em outras escalas, como a
Natureza, deslizamento,
Impactos das região, o país e até os problemas socioambientais que afetam o
ambientes e escoamento superficial
3º entre outros) que podem atividades planeta todo. É importante reconhecer que os temas relacionados
qualidade de
ocorrer em áreas humanas as essas habilidades são referentes a impactos ambientais rurais
vida
urbanas e rurais, a partir e urbanos. A habilidade possui interface com as competências
do desenvolvimento e específicas de Geografia 01, 05, 06 e 07 e com o ODS 11 que
avanço de algumas trata de cidades e comunidades sustentáveis.
atividades econômicas.

78
(EF04GE01A) Identificar
e selecionar em seus
lugares de vivência, a
partir de histórias
familiares e/ou da
comunidade, elementos
de distintas culturas A habilidade contempla a oportunidade de trabalho interdisciplinar
(indígenas, afro- com as habilidades (EF15AR03), da Arte; (EF04HI10), da História,
O sujeito e brasileiras, de outras Território e
associadas ao reconhecimento e valorização da diversidade de
seu lugar no 4º regiões do país, latino diversidade
influências na cultura brasileira, local ou regional. A habilidade
mundo americanas, europeias, cultural possui interface com as competências específicas de Geografia
asiáticas, entre outras), 03, 06 e 07.
valorizando o que é
próprio em cada uma
delas e as contribuições
para a formação da
cultura local, regional e
brasileira.

79
(EF04GE02A) Descrever
processos migratórios
internos e externos
(europeus, asiáticos,
africanos e latino
As habilidades trabalham com as histórias familiares dos
americanos) e suas
estudantes, reconhecendo os traços da imigração de diversos
contribuições para a
locais a partir dos seus hábitos, com perguntas como: de onde
formação da sociedade
vieram seus avós? quais os traços familiares que podem ser
brasileira, relacionando
reconhecidos dos antepassados? Quais povos contribuíram para
o processo migratório no
formar o povo e a cultura do Brasil, com hábitos, palavras, ritmos
município, no Estado de
musicais, comidas, festas e padrões de moradias. A relação das
São Paulo e no território
O sujeito e Processos influências dos povos que ajudaram a formar o Brasil de hoje
brasileiro.
seu lugar no 4º migratórios no pode ser realizada por meio de atividades, jogos e brincadeiras de
(EF04GE02B) Conhecer
mundo Brasil origem desses mesmos grupos. Há, aqui, oportunidade de
a formação territorial do
trabalho interdisciplinar com a habilidade (EF04HI11), associada
Brasil a partir das
ao estudo de processos migratórios. Há, também, oportunidade
influências de diferentes
de trabalho com as habilidades (EF15AR03), da Arte; (EF04HI10),
povos, valorizando as
contribuições para a da História, associadas ao reconhecimento e valorização da
formação da sociedade diversidade de influências na cultura brasileira, local ou regional.
brasileira (idioma, As habilidades possuem interface com as competências
literatura, relhiosidade, específicas de Geografia 01 e 03.
hábitos alimentares,
ritmos musicais, festas
tradicionais entre
outros).

80
(EF04GE03A) Conhecer
a organização político
administrativa do As habilidades contemplam as unidades político-administrativas,
município, distinguindo de forma que o estudante possa conhecer como é organizado o
funções e papéis dos território brasileiro. É possível, ainda, explicitar a organização
órgãos do poder público política do município e do estado, além da questão da
e canais de participação Instâncias do
representatividade dos agentes públicos. Esses temas são
O sujeito e social na gestão, poder público e
fundamentais para o aprofundamento do conceito de território e
seu lugar no 4º incluindo a Câmara de canais de
para o exercício de cidadania que o ensino de Geografia pode
mundo Vereadores e Conselhos participação
promover, além de contribuir para o trabalho das competências
Municipais. social
gerais da BNCC de Responsabilidade e cidadania para que os
(EF04GE03B) Identificar alunos possam agir pessoal e coletivamente com autonomia e
os elementos responsabilidade. As habilidades possuem interface com as
relacionados a competências específicas de Geografia 06 e 07.
diferentes formas de
regionalização do Brasil.
A habilidade considera que a cidade e o campo formam o
município e possuem características diferentes, porém,
complementares. A produção de alimentos e a indústria, por
exemplo são correlacionadas e podem ser pensadas a partir do
(EF04GE04A)
consumo. Para o estudo da cidade, do município e da relação
Reconhecer a
campo e cidade, é importante explicitar habilidades relativas a
interdependência do
reconhecer as especificidades e analisar a interdependência entre
Conexões e campo e da cidade, Relação campo e o campo e a cidade, considerando fluxos econômicos, de

escalas considerando fluxos cidade produção, circulação da produção e dinâmica de informações, de
econômicos, de
ideias e de pessoas. É possível também comparar as
informações, de ideias e
características do trabalho no campo e na cidade, a partir da
de pessoas.
escala local e regional, para discutir o processo de produção
(transformação de matérias-primas), circulação e consumo de
diferentes produtos. A habilidade possui interface com as
competências específicas de Geografia 03 e 05.

81
(EF04GE05A) Conhecer
a organização político
administrativa e
distinguir unidades
As habilidades podem ser desenvolvidas com apoio do Atlas
político-administrativas
Escolar, apresentando o Brasil político, a divisão regional e a
oficiais (Distrito,
base municipal. Além disso, algumas questões podem nortear o
Município, Unidades da
debate: Como é formado e administrado um município? Quem
Federação e Regiões),
Unidades político- são os funcionários e quais são os cargos que ocupam os
Conexões e reconhecendo os
4º administrativas representantes? É importante distinguir funções e papéis dos
escalas conceitos de limite e
do Brasil órgãos do poder público municipal, executivo, judiciário e
fronteira.
legislativo. Esse tema pode ser acompanhado das noções
(EF04GE05B)
espaciais de orientação, localização e expansão. As habilidades
Reconhecer a partir de
possuem interface com as competências específicas de Geografia
representações
03 e 04.
cartográficas as
definições de limite e
fronteira, em diferentes
escalas.
(EF04GE06A) Identificar As habilidades que permitem ao estudante conhecer onde estão e
e descrever as como são formados os territórios indígenas e quilombolas do
características das Brasil para poder descrever suas características e distinguir os
diferentes etnias, dos territórios. É importante aprender a história da formação dos
grupos e dos troncos quilombos no Brasil para que o aluno reconheça os territórios
indígenas e dos étnicos como símbolo de resistência. Pode-se, ainda, apresentar
Conexões e quilombolas no território Territórios étnico- as diferentes etnias, grupos e troncos indígenas presentes no
4º brasileiro, reconhecendo Brasil. Há, aqui, oportunidade de trabalho interdisciplinar com a
escalas culturais
e valorizando distintos habilidade (EF15AR25), da Arte, no que se refere a conhecer
aspectos culturais diversos territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como
desses povos terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos.
tradicionais. As habilidades possuem interface com as competências
(EF04GE06B) específicas de Geografia 03, 06 e 07, e também com o ODS 16
Reconhecer as que trata da paz, justiça e instituições eficazes.

82
particularidades
territórios étnico-
culturais existentes no
município, no Estado de
São Paulo e no Brasil,
tais como terras
indígenas e de
comunidades
remanescentes de
quilombos,
reconhecendo a
legitimidade da
demarcação desses
territórios.
(EF04GE07A) Comparar
as características do A habilidade pode ser desenvolvida com o apoio de imagens e
trabalho no campo e na narrativas orais e escritas, assim o estudante tem a oportundiade
cidade em épocas de conhecer atividades realizadas no campo e na cidade,
distintas. contemplando outras habilidades relativas às ao mundo do
(EF04GE07B) trabalho, em especial no que se refere ao campo tecnológico.
Reconhecer e analisar Outro ponto que pode ser explorado refere-se à interdependência
as características do Trabalho entre o rural e o urbano, a partir dos fluxos econômicos, de
Mundo do
4º processo de no campo e produção, de circulação e da dinâmica de informações, de ideias
trabalho
industrialização, na cidade e de pessoas. Essa análise pode ser iniciada a partir da escala
discutindo os impactos local e regional, a fim de discutir o processo de produção
econômicos, sociais e (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de
ambientais dos diferentes produtos, em especial no Estado de São Paulo. As
processos produtivos habilidades possuem interface com as competências específicas
(laranja, cana-de-açúcar, de Geografia 03 e 05 e com o ODS 12 que trata de consumo e
soja entre outros) no produção sustentáveis.
Estado de São Paulo e

83
em outras regiões do
Brasil.

(EF04GE08) Descrever
o processo de produção,
circulação e consumo de A habilidade retoma a habilidade (EF04GE04A), ampliando
diferentes produtos, possibilidades para tratar da relação entre os processos de
reconhecendo as etapas produção, circulação e consumo de diferentes produtos, além de
da transformação da explorar as cadeias produtivas de bens e alimentos, de forma que
matéria-prima em Produção,
Mundo do possibilite ao estudante compreender a relação com a produção
4º produção de bens e circulação e
trabalho de resíduos, a partir da escala local e regional. A habilidade
alimentos e comparando consumo possui interface com as competências específicas de Geografia
a produção de resíduos, 03 e 05 e com os ODS 11 que trata de cidades e comunidades
no seu município, sustentáveis e o 12 que trata de consumo e produção
Estado de São Paulo e sustentáveis.
em outras regiões do
Brasil.
(EF04GE09A) Identificar As habilidades asseguram o desenvolvimento da compreensão de
os pontos cardeais, que os pontos cardeais são meios de orientação no espaço
Formas de colaterais e terrestre utilizados em diversos instrumentos, tais como as
representação subcolaterais como Sistema de bússolas e os mapas. É necessário, ainda, permitir que o

e pensamento referenciais de orientação estudante possa ter, partir dos pontos cardeais, pontos colaterais
espacial orientação espacial, a e subcolaterais a correta consciência do lugar que ocupa no
partir dos lugares de espaço e da sua posição relativa em relação a ele. A
vivência. aprendizagem do sistema de direção pode ser realizada a partir

84
(EF04GE09B) Utilizar as da problematização de questões cotidianas, para saber onde se
direções cardeais na localiza, por exemplo, a escola, o mercado, a Câmara de
localização de Vereadores, a prefeitura e o hospital entre outros locais da
componentes físicos e cidade. Há, aqui, oportunidade de trabalho interdisciplinar com as
humanos nas paisagens habilidades (EF04MA20), da Matemática; (EF04CI09) e
rurais e urbanas. (EF04CI10), de Ciências, relevantes para a compreensão dos
pontos cardeais a partir da observação da rotação do sol e das
projeções de sua sombra. A habilidade possui interface com as
competências específicas de Geografia 04.
As habilidades retomam as noções de visão frontal, oblíqua e
(EF04GE10A) vertical para o trabalho de alfabetização cartográfica que se
Reconhecer e comparar espera desenvolver no 4º ano. Seria interessante comparar tipos
mapas temáticos variados de mapas, identificando suas características, finalidades,
(econômicos, políticos, diferenças e semelhanças, assim como identificar elementos em
demográficos, históricos outros materiais, como plantas dos bairros ou regiões de vivência
e físicos entre outros), dos estudantes, para o exercício da localização de elementos da
identificando as paisagem e também para introduzir o sistema de orientação,
características, as trabalhado na habilidade (EF04GE09), associado à leitura de
Formas de diferenças e as mapas. É possível retomar as imagens bidimensionais
Elementos trabalhadas no ano anterior e propor jogos e brincadeiras que
representação semelhanças, a partir
4º constitutivos dos auxiliem na compreensão da orientação, localização e
e pensamento dos lugares de vivência.
mapas lateralidade. O avanço nos níveis de leitura de mapas permite ao
espacial (EF04GE10B)
Reconhecer e identificar estudante tornar-se reflexivos e críticos, na medida que exploram
diferentes formas de variados tipos de representação, como as imagens de satélite,
representação, como as fotografias entre outros. Pode-se também criar situações-
imagens de satélite, problema para que o estudante desvende, a partir do mapa do
fotografias aéreas, município ou do bairro, a localização de lugares. A escala pode
planta pictórica, planta, ser variada, desde que a situação-problema seja criada para que
croqui cartográfico entre o estudante possa desenvolver o pensamento espacial e o
outros. raciocínio geográfico. As habilidades possuem interface com as
competências específicas de Geografia 04.

85
A habilidade permite identificar as características das paisagens a
partir dos elementos naturais e antrópicos (relevo, cobertura
(EF04GE11A) Observar
vegetal, rios, entre outros). É importante trabalhar com os
e distinguir nos lugares
conceitos de conservação, preservação e restauração de áreas
de vivência as naturais. Outro ponto que requer atenção refere-se à
características das transformação das áreas naturais e a questão da degradação
paisagens, relacionando socioambiental. Questões e situações-problema podem facilitar a
Natureza,
com as feições de Conservação compreensão daquilo que é mais distante da realidade do
ambientes e
4º relevo, os tipos de e degradação estudante. Há, aqui, oportunidade de trabalho interdisciplinar com
qualidade de
cobertura vegetal entre da natureza a habilidade (EF04HI05), da História, no que se refere a
vida
outros, discutindo identificação de mudanças na natureza causadas por diferentes
propostas para sociedades. A habilidade possui interface com as competências
preservação e específicas de Geografia 01, 05, 06 e 07, e também com os ODS
conservação de áreas 11 que trata de cidades e comunidades sustentáveis, 12 que trata
naturais. de consumo e produção sustentáveis, 14 que trata da vida na
água e 15 que aborda a vida terrestre.
(EF05GE01A) Descrever
e analisar dinâmicas
As habilidades estimulam o desenvolvimento relativo a
populacionais a partir do
identificação das principais características da população brasileira
município e da unidade
a partir, sobretudo, dos fluxos migratórios, movimentos de
da federação,
estabelecendo relações migração interna e imigração no país. Os conteúdos relativos à
entre os fluxos formação do povo brasileiro e à ocupação do território auxiliam a
O sujeito e migratórios internos e compreender as desigualdades socioeconômicas existentes no
Dinâmica
seu lugar no 5º externos e o processo Brasil. É importante, ainda, que o conteúdo e os temas
populacional
mundo de urbanização no relacionados a esta habilidade sejam baseados na leitura de
território brasileiro. gráficos, tabelas, mapas e com apoio de documentários, filmes,
(EF05GE01B) fotografias, entrevistas, pinturas entre outros. As habilidades
Compreender as possuem interface com as competências específicas de Geografia
desigualdades 03 e 05 e com o ODS 10 que trata da redução das desigualdades
socioeconômicas, a e 16 que aborda a paz, justiça e instituições eficazes.
partir da análise de

86
indicadores
populacionais (renda,
escolaridade,
expectativa de vida,
mortalidade e
natalidade, migração
entre outros) em
diferentes regiões
brasileiras.

(EF05GE02A) Identificar
diferenças étnico-raciais
As habilidades juntamente com a (EF05GE01A e EF05GE01B),
e étnico-culturais e
permitem aprofundar os estudos sobre população, migração,
desigualdades sociais
grupos étnico-raciais e étnico-culturais em relação ao uso do
entre grupos em
território. Para compreender a dinâmica populacional e também
diferentes territótios.
as diferenças étnico-raciais e étnico-culturais, é importante
(EF05GE02B)
permitir ao estudante descrever e analisar a composição da
Reconhecer a Diferenças étnico- população brasileira e caracterizá-la quanto à sua distribuição
O sujeito e multiplicidade de grupos raciais e étnico- territorial nas unidades da Federação, estabelecendo relações
seu lugar no 5º étnico-raciais e étnico- culturais e entre migrações e condições de infraestrutura. Pode-se destacar
mundo culturais, a partir do desigualdades as causas das migrações e a relação com as desigualdades
convício social e de sociais socioterritoriais. É possível, ainda, identificar diferenças étnico-
outros contextos,
culturais e desigualdades sociais entre grupos nos diferentes
relacionando
territórios, regiões e municípios. Pode-se utilizar a base
semelhanças e
cartográfica para reafirmar o estudo do Brasil político e regional.
diferenças e analisando
As habilidades possuem interface com as competências
as desigualdades sociais
específicas de Geografia 03, 05, 06 e 07.
entre esses grupos em
diferentes territórios.

87
(EF05GE03A) Conhecer
os conceitos de cidade,
forma, função, hierarquia
e rede urbana,
identificando as
mudanças sociais,
econômicas e
As habilidades asseguram a análise das interações entre a cidade
ambientais provocadas
e o campo e entre cidades na rede urbana. Pode-se, ainda, incluir
relacionadas ao
a análise da associação entre atividades econômicas e os
Conexões e crescimento das Território, redes e
5º espaços rurais e urbanos para caracterizar e diferenciar o uso do
escalas cidades. urbanização
território. A habilidade possui interface com as competências
(EF05GE03B) Descrever
específicas de Geografia 02, 03 e 05 e com o ODS 11 que trata
o processo histórico e
de cidades e comunidades sustentáveis.
geográfico de formação
de sua cidade,
comparando-as com
outras cidades da região
e do Brasil, analisando
as diferentes formas e
funções.
A habilidade inclui os diferentes tipos de cidades e a sua forma
(EF05GE04A) Identificar
urbana (volumetria). É possível apresentar os diferentes tipos de
e interpretar as
crescimento de uma cidade: linear, radial e planejado. Também
características do
pode-se relacionar cidades e redes com o sistema de transportes
processo de
no Brasil (rodoviário, ferroviário, aquático e aéreo) e os meios de
Conexões e urbanização no Brasil, a Território, redes e comunicação. É importante estimular a criatividade, com

escalas partir das mudanças urbanização habilidades relativas a desenhar e representar o crescimento das
políticas, culturais, cidades e as redes formadas pelas cidades a partir da produção,
sociais, econômicas e comércio e circulação, como parte da aprendizagem cartográfica.
ambientais entre a A habilidade possui interface com as competências específicas de
cidade e o campo. Geografia 05.

88
(EF05GE05A)
Identificar, no contexto
do desenvolvimento
tecnológico, as
mudanças nos setores
agropecuário, indústrial,
comercial e de serviços,
assim como nas formas
de trabalho e as funções As habilidades contemplam a questão da ampliação da tecnologia
nestes contextos. e como os meios de comunicação modificam hábitos e costumes
(EF05GE05B) nas cidades e no campo. Dessa forma, é possível problematizar a
Relacionar o papel da questão sobre a tecnologia (televisão, internet, smartphone,
tecnologia e satélites) no cotidiano do estudante para reconhecer a
comunicação na importância dessa ferramenta na interação entre cidade e campo.
Trabalho e
Mundo do interação entre cidade e Para acompanhar a transformação da paisagem, pode-se incluir
5º inovação
trabalho campo, discutindo as base cartográfica da rede urbana que apresente as mudanças
tecnológica
transformações espaciais ocorridas em uma fração temporal. Também é
ocorridas nos modos de importante relacionar temas sobre crescimento urbano e
vida da população e nas problemas socioambientais. As habilidades possuem interface
formas de consumo de com as competências específicas de Geografia 03, 04 e 05 e com
diferentes produtos e os ODS 9 que trata de indústria, inovação e infraestrutura e o 11
serviços, em diferentes que aborda as cidades e comunidades sustentáveis.
períodos.
(EF05GE05C)
Reconhecer, em
diferentes lugares e
regiões brasileiras, as
desigualdades de
acesso à tecnologia, à
produção e ao consumo.

89
(EF05GE06A) Identificar
e comparar, utilizando
diferentes recursos
iconográficos e
narrativas, as mudanças
ocorridas no que refere
à ampliação das redes
de transportes,
discutindo os tipos de As habilidades asseguaram o desenvolvimento das questões
energia e tecnologias relacionadas ao trabalho e a produção e podem ser apresentadas
utilizadas e as a partir das mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento
influências na circulação Trabalho e tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos
Mundo do de pessoas, produtos e inovação
5º serviços. Nessa perspectiva, é possível ainda, apresentar as
trabalho serviços, em diferentes tecnológica desigualdades de acesso à tecnologia, à produção e ao consumo
lugares e tempos. no Brasil a partir da base territorial. As habilidades possuem
(EF05GE06B) Identificar interface com as competências específicas de Geografia 03 e 04
os diferentes meios de e 05 e ao ODS 9 que trata de indústria, inovação e infraestrutura.
comunicação,
caracterizando os tipos
de tecnologias
associadas e
comparando as
mudanças nas relações
humanas e no consumo
de produtos e serviços.

90
(EF05GE07A) Identificar
os diferentes tipos de
energia utilizados na
produção industrial,
agrícola e extrativa e no
cotidiano das
populações.
(EF05GE07B)
Reconhecer a matriz As habilidades, assim como as habilidades anteriores, compõem
energética brasileira, a unidade temática ‘Mundo do Trabalho’, que se apresentam,
comparando os tipos de neste ano, muito próxima do debate sobre as inovações
energia utilizadas e os tecnológicas, próprias da sociedade contemporânea. Pode-se
impactos apresentar aos estudantes a relação do trabalho com transporte,
socioambientais Trabalho e
Mundo do energia, comércio, produção e serviços. É possível usar os dados
trabalho
5º relacionados a cada tipo inovação sobre regiões brasileiras de produção de energia e consumo para
em diferentes regiões tecnológica
ampliar o repertório do estudante na leitura de imagens, gráficos e
brasileiras. tabelas, assim como outros materiais de apoio. As habilidades
(EF05GE07C) Identificar possuem interface com as competências específicas de Geografia
as principais fontes de 03 e 05 e com o ODS 9 que trata de indústria, inovação e
energia utilizadas no seu infraestrutura.
município e no Estado
de São Paulo,
analisando os impactos
socioambientais e
propondo alternativas
sustentáveis para
diversificar a matriz
energética.

91
(EF05GE08A)
Reconhecer A habilidade requer retomada do conceito do conceito de
transformações de paisagem urbana e rural em diferentes períodos. Os recursos
Formas de
paisagens nas cidades, podem ser facilmente adaptados às realidades locais; o
representação Mapas e imagens
5º comparando sequência importante é estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes
e pensamento de satélite
de fotografias, cidades, utilizando mapas temáticos, imagens de satélite,
espacial fotografias aéreas e fotografias e representações gráficas. A habilidade possui
imagens de satélite de interface com as competências específicas de Geografia 04.
épocas diferentes.
(EF05GE09A) A habilidade está associada ao desenvolvimento das habilidades
Estabelecer conexões e anteriores, mas com destaque para a representação cartográfica.
Formas de
hierarquias entre Representação A leitura e interpretação de mapas podem ser acompanhadas de
representação
5º diferentes cidades, das cidades e do atividades que favoreçam a utilização de ferramentas digitais que
e pensamento
utilizando mapas espaço urbano contribuem para o desenvolvimento das competências gerais 4 e
espacial temáticos e 5 da BNCC. A habilidade possui interface com as competências
representações gráficas. específicas de Geografia 04.
A habilidade contempla que na compreensão da dinâmica
(EF05GE10A)
ambiental, a partir do uso da natureza e da apropriação dos
Reconhecer de forma
recursos, é importante contemplar algumas formas de poluição
sensorial os atributos da
dos cursos de água e dos oceanos para que os estudantes
qualidade ambiental e possam identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem
algumas formas de no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes,
poluição dos cursos de destruição do patrimônio histórico etc.). Pode-se resgatar o ciclo
Natureza,
água e dos oceanos da água ou ciclo hidrológico para o estudante perceber o caminho
ambientes e Qualidade
5º (esgotos, efluentes que a água percorre. Além disso, é possível apontar as formas de
qualidade de ambiental
industriais, marés poluição das águas superficiais e também das subterrâneas
vida
negras etc.), a partir do associadas ao lixo doméstico, ao lançamento irregular de esgoto
seu lugar de vivência, (doméstico e industrial) e ao uso de produtos químicos na
comparando estas mineração, indústria e agricultura entre outros. A partir da
informações de outros atualidade do tema é importante que os estudantes possam ter a
lugares veiculadas pela oportunidade de pesquisar com a finalidade de formar opinião e
imprensa como notícias tomar posição em relação aos problemas socioambientais. A

92
de jornais, revistas, habilidade possui interface com as competências específicas de
entre outros. Geografia 05 e 06. Há interface com os ODS 03 que trata da
saúde e bem estar, 06 que aborda água potável e saneamento,
11 que trata das cidades e comunidades sustentáveis, 14 que
aborda vida na água e 15 que trata da vida terrestre.

A habilidade reúne temas, conteúdos e questões que


proporcionam ao estudante pensar sobre atributos da questão
ambiental, identificando problemas que ocorrem no entorno da
(EF05GE11A) Registrar
escola, no bairro e nos lugares de vivência e permanência. É
problemas
possível complementar com habilidades que se refiram
socioambientais que
especificamente à necessidade de, na área ambiental, atuar pela
ocorrem no entorno da
coletividade, com responsabilidade, senso crítico e exercício de
escola e da residência
ética e cidadania, promovendo o trabalho a partir do enfoque da
Natureza, (lixões, indústrias
competência geral 10 da BNCC, especialmente na dimensão da
ambientes e poluentes, destruição do Diferentes tipos
5º consciência socioambiental promotora da responsabilidade e
qualidade de patrimônio histórico de poluição cidadania. Há, aqui, oportunidade de trabalho interdisciplinar com
vida etc.), identificando as
a habilidade (EF05CI05), da Ciência, associada à criação de
diferentes origens e
soluções para problemas ambientais próximos à vida cotidiana do
discutindo e propondo
aluno. A habilidade possui interface com as competências
soluções (inclusive
específicas de Geografia 03, 05 e 06. Há interface com os ODS
tecnológicas) para esses
03 que trata da saúde e bem estar, 06 que aborda água potável e
problemas.
saneamento, 11 que trata das cidades e comunidades
sustentáveis, 14 que aborda vida na água e 15 que trata da vida
terrestre.

93
(EF05GE12A) Identificar Essa habilidade, assim como as habilidades (EF05GE10) e
órgãos do poder público (EF05GE11), oferece a oportunidade de debate sobre a
e canais de participação responsabilidade do poder público e a necessidade de canais de
social responsáveis por participação social para buscar soluções para a melhoria da
buscar soluções para a qualidade de vida (com debates sobre mobilidade, moradia e
Natureza, melhoria da qualidade direito à cidade). É possível referir-se às questões ambientais
ambientes e de vida (meio ambiente, Gestão pública da especificamente no contexto da cidade e do campo (as duas
5º mobilidade, moradia,
qualidade de qualidade de vida escalas espaciais trabalhadas no 5º ano). Além disso, pode-se
vida saúde, trabalho) e inserir uma habilidade prevendo a participação ativa do aluno no
discutir as propostas debate e na proposição, implementação e avaliação de solução
implementadas por para problemas locais e regionais. A habilidade possui interface
esses órgãos que com as competências específicas de Geografia 06 e 07. A
afetam a comunidade habilidade possui interface com as competências específicas de
em que vive. Geografia 03, 05, 06 e 07.
(EF06GE01A) A habilidade (EF06GE01A) retoma os conceitos estruturantes da
Reconhecer o conceito Geografia trabalhados no Ensino Fundamental Anos Iniciais,
de paisagem, como paisagem, lugar e espaço geográfico. Nessa perspectiva, a
descrevendo elementos habilidade (EF06GE01A) apresenta possibilidades para a
constitutivos, compreensão da composição de uma determinada paisagem por
comparando as meio do reconhecimento dos seus elementos humanos e naturais,
modificações e das dinâmicas que promoveram modificações e a atuação de
relacionando com a diferentes grupos sociais, neste processo, a partir do lugar de
O sujeito e vivência do(a) estudante. Desta forma, o(a) estudante, poderá
atuação de diferentes Identidade
seu lugar no 6º compartilhar os seus conhecimentos, percepções e críticas sobre
grupos sociais e os sociocultural
mundo o seu lugar de vivência e inclusive reconhecer-se como agente
usos, nos lugares de
vivência, em diferentes transformador do espaço geográfico, oportunizando, dessa forma,
tempos. o o aprimoramento de habilidades relacionadas ao
(EF06GE01B) Elaborar desenvolvimento do pensamento crítico e resolução de
hipóteses para explicar problemas. Na habilidade (EF06GE01B), ao elaborar hipóteses,
as mudanças e o(a) estudante ampliará o seu repertório a partir dos relatos de
permanências ocorridas colegas e/ou leitura de textos e/ou vídeos e fotografias utilizados
em uma dada paisagem, para contextualizar as modificações que ocorreram em outros

94
em diferentes lugares e lugares do município (da escola). A habilidade diz respeito a
tempos. interpretar os diferentes usos dos lugares (urbanos, rurais,
industriais, turísticos entre outros) em diferentes tempos e as
formas de manifestações culturais, naturais, econômicas, sociais
e ambientais. A habilidade possui interface com o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 11, que trata de cidades e
assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e
sustentáveis e com as competências específicas de Ciências
Humanas 03 e 05 e as competências específicas de Geografia 02
e 03. O uso de fotografias (incluindo aéreas), pinturas, imagens
de satélites, vídeos/documentários, desenhos, representações
cartográficas, textos, gráficos entre outros são recursos
importantes para apoiar o desenvolvimento desta habilidade.

95
A habilidade (EF01GE02A) contempla as relações historicamente
construídas pelas diferentes sociedades na apropriação da
natureza, transformação das paisagens e constituição de
territórios. Ao evidenciar os povos originários ou comunidades
tradicionais (Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros,
Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de
Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses,
Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros,
Caiçaras, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos,
Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros,
Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia,
(EF06GE02A) Analisar entre outros) e está baseada no Decreto nº 6.040, de 07 de
modificações de fevereiro de 2007 que institui a Política Nacional de
paisagens por diferentes Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades
tipos de sociedades, Tradicionais. Pretende-se ampliar o repertório do estudante, no
O sujeito e com destaque para os sentido de contribuir com a compreensão de que esses grupos
Identidade
seu lugar no 6º povos originários ou possuem formas próprias de organização social, ocupam e usam
sociocultural
mundo comunidades territórios e recursos naturais como condição para a sua
tradicionais, reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica,
estabelecendo utilizando conhecimentos, inovações e práticas geradas e
comparações, em transmitidas pela tradição. Sugere-se ao\à professor(a) realizar
diferentes tempos. um levantamento prévio junto aos estudantes sobre a localização
dos povos originários ou comunidades tradicionais no Estado de
São Paulo e no município (da escola), de forma a contextualizar
as atividades propostas. Outra recomendação refere-se à
discussão sobre os ritmos da natureza e os ritmos da ação
humana na apropriação dos recursos naturais e na transformação
das paisagens, destacando as influências dos saberes
tradicionais de diferentes povos para preservação e conservação
da natureza em contrapartida com a sociedade de consumo. Além
disso, recomenda-se ainda no desenvolvimento desta habilidade,
que por meio de registros históricos e geográficos, o(a)s

96
estudantes possam identificar semelhanças e diferenças entre
espaços urbanos e rurais, observando os elementos que
compõem o relevo, a hidrografia e a vegetação e a sua relação
com os elementos humanos, bem como as características das
construções encontradas no município (escola), destacando a
presença ou não da verticalização e a ocupação desordenada nas
cidades, assim como as condições socioambientais, possíveis
desastres e as influências multiculturalidades presentes. Nesse
momento, é possível introduzir uma discussão sobre aspectos
relacionados ao planejamento urbano e ambiental na produção do
espaço geográfico, explorando inclusive as questões relacionadas
à ocorrência de desastres socioambientais no município (da
escola) e as consequências para a população. Recomenda-se o
uso de pinturas, fotografias (incluindo as aéreas), imagens do
Google Earth, desenhos, representações cartográficas, textos,
vídeos, gráficos entre outros, como recursos importantes para
apoiar o desenvolvimento desta habilidade. Esta habilidade tem
relação direta com a (EF06GE01) e espera-se que os estudantes
possam identificar e interpretar mudanças ocorridas em diferentes
paisagens. Para o melhor desenvolvimento desta habilidade,
sugerimos a realização de um trabalho interdisciplinar com o
componente de História, habilidade (EF06HI05) que trata da
descrição e análise das modificações na natureza e paisagem
causadas por diferentes sociedades, em especial os povos
originários. A habilidade possui interface com as temáticas de
Educação Ambiental e Sustentabilidade, Educação em Redução
de Riscos e Desastres (RRD), Educação em Direitos Humanos,
com as habilidades socioemocionais voltadas para o
desenvolvimento da empatia, pertencimento e pensamento crítico,
e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 que trata de
cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes
e sustentáveis e com as competências específicas de Ciências

97
Humanas 03 e 05 e as competências específicas de Geografia
02, 03 e 05.

98
(EF06GE03A) Descrever Na habilidade (EF06GE03A), recomenda-se uma
e caracterizar os contextualização das noções básicas da astronomia, como as
movimentos de rotação características do sistema solar e dos planetas, especialmente
e translação do planeta retomando as particularidades do planeta Terra, no que diz
Terra, identificando as respeito aos movimentos de rotação e translação e a
consequências desses interpretação dos fusos horários. Há, aqui, oportunidade de
movimentos (sucessão trabalho interdisciplinar com a habilidade (EF06CI14), Ciências,
de dia e noite,as no que se refere a observação e compreensão dos movimentos
estações do ano e fusos da Terra. A habilidade (EF06GE03B) retoma o estudo da
horários). atmosfera, ampliando as noções desenvolvidas nos Anos Iniciais,
Relações entre os a partir da interpretação dos elementos que interferem na
Conexões e (EF06GE03B)
6º componentes circulação geral da atmosfera e outros fenômemos decorrentes da
escalas Caracterizar a atmosfera
físico-naturais interface com outras esferas terrestres (litosfera, hidrosfera,
e suas camadas
(troposfera, estratosfera, biosfera e criosfera). O uso de fotografias (incluindo aéreas),
mesosfera, termosfera e imagens de satélite, desenhos, representações cartográficas,
exosfera), relacionando vídeos, textos, gráficos entre outros são recursos importantes
com aspectos da para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A habilidade
circulação geral da possui interface com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
atmosfera, zonas 13 que visa tornar medidas urgentes para combater a mudança
climáticas, elementos do clima e seus impactos e com a competência específica de
formadores do clima e Ciências Humanas 07 e com as competências específicas de
os padrões climáticos. Geografia 01, 04 e 05.

99
Na habilidade (EF06GE04A) prioriza a compreensão das
interações entre ser homem e natureza, a partir da identificação e
explicação dos processos geológicos e hidrológicos que ocorrem
nas bacias hidrográficas. Para desenvolver as habilidades,
recomenda-se o estudo das eras geológicas, de forma a
compreender a origem da crosta e a formação dos continentes,
identificando as características da litosfera e analisando as
interações da dinâmica interna e externa da Terra, inclusive
destacando os tipos de desastres naturais. Neste contexto, é
importante considerar as unidades e as diferentes formas do
relevo terrestre, analisando as semelhanças e diferenças entre
(EF06GE04A) tipos de rochas, minerais e minérios. Além disso, é fundamental
Reconhecer os relacionar o relevo com a hidrografia, desenvolvendo o conceito
elementos da bacia de bacia hidrográfica, a disponibilidade e distribuição de água no
hidrográfica do município (da escola) e na região, de forma que o(a)s estudantes
Relações entre os possam ampliar conhecimentos sobre o papel dos orgãos
Conexões e município e da região,
6º componentes públicos, comitês de bacias hidrográficas entre outros na gestão
escalas descrevendo as
influências dos agentes físico-naturais dos recursos hídricos. Além disso, é fundamental assegurar a
endógenos e exógenos abordagem sobre as influências dos agentes endógenos e
e da ação humana no exógenos e da ação humana no modelado do relevo,
modelado do relevo. comparando, por exemplo, a ocorrência de chuvas em ambientes
com vegetação e sem vegetação, a questão da
impermeabilização dos espaços urbanos, as diferenças entre
escoamento superficial direto e indireto, assim como as causas de
erosão e alagamento e inundação. A habilidade possui interface
com as temáticas de Educação Ambiental e Sustentabilidade,
Educação em Redução de Riscos e Desastres (RRD), com o
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 que visa assegurar a
disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para
todos e pode ser articulada à habilidade (EF06GE09) que trata da
confecção de modelos tridimensionais de microbacias e
processos de escoamento e formação do modelado da superficie

100
terrestre. Está relacionada às competências específicas de
Ciências Humanas 03, 05, 06 e 07 e às competências específicas
de Geografia 01, 02, 05, 06 e 07. O uso de fotografias (incluindo
aéreas), vídeos, imagens de satélite, desenhos, representações
cartográficas, textos, gráficos entre outros são recursos
importantes para apoiar o desenvolvimento desta habilidade.

101
Nesta habilidade (EF06GE05A) recomenda-se retomar a definição
de natureza, ambiente e paisagem para posteriormente
apresentar o conceito de ecossistema, bioma e recursos naturais.
Na introdução do assunto, sugere-se uma apresentação das
(EF06GE05A)
características de cada bioma brasileiro (cerrado, caatinga, mata
Reconhecer, identificar e
atlântica, pampa, pantanal, amazonia, entre outros), de forma que
caracterizar os biomas,
o(a) estudante conheça as particularidades dos biomas
ecossistemas e os
presentes no Estado de São Paulo, na região e município (da
recursos naturais
escola). Espera-se que o(a)s estudantes possam compreender o
presentes no território
conceito de bioma, identificando fragilidades ambientais a partir
brasileiro, relacionando
do reconhecimento de características da distribuição de flora e
com os componentes
fauna, associadas a relevo, solos e macro-climas. Já as
climáticos, hidrográficos,
habilidades (EF06GE05B e EF06GE05C) apresenta
tipos de solo, relevo e
possibilidades para explorar as diferentes problemáticas
formações vegetais.
socioambientais, como o desmatamento do Cerrado e na Mata
(EF06GE05B) Identificar Relações entre os
Conexões e Atlântica. Assim, o(a)s estudantes são instigado(a)s a analisarem
6º as generalidades e componentes
escalas criticamente as intervenções nos biomas brasileiros, em especial
singularidades que físico-naturais no Estado de São Paulo. Outro ponto, a considerar refere-se à
caracterizam os biomas
questão que no desenvolvimento desta habilidade, é possível
brasileiros, em especial
abordar a importância das unidades de conservação existentes
no Estado de São Paulo.
nos vários biomas, suas funções e sua importância na educação
(EF06GE05C) Analisar
ambiental. O uso de fotografias (incluindo aéreas), imagens de
as problemáticas
satélite, desenhos, representações cartográficas, textos, vídeos,
socioambientais e
gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar o
discutindo os impactos
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
produzidos pela
com o componente de Ciências e com as temáticas de Educação
intervenção humana, em
Ambiental e Sustentabilidade, Educação em Redução de Riscos e
especial no Estado de
Desastres (RRD), as habilidades socioemocionais voltadas para o
São Paulo.
desenvolvimento do pertencimento, responsabilidade e
pensamento crítico, com o Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável 15 que trata da proteção, recuperação e promoção do
uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma

102
sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e
reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade,
oportunizando, neste sentido, o aprimoramento de habilidades
relacionadas ao desenvolvimento do pensamento crítico e
resolução de problemas. Está relacionada às competências
específicas de Ciências Humanas 03, 05, 06 e 07 e às
competências específicas de Geografia 01, 02, 05, 06 e 07.

103
A habilidade (EF06GE06A) possibilita ampliar o estudo sobre as
transformações observadas nas paisagens, sejam elas urbanas
e/ou rurais e a apropriação da natureza por meio da utilização dos
recursos naturais. No desenvolvimento desta habilidade,
recomenda-se trabalhar com o recorte do munípio da escola,
(EF06GE06A) Identificar ampliando para a escala regional e construindo relações com o
as características das território brasileiro. A inclusão dos temas relacionados a esta
transformações das habilidade permite aos estudantes compreender as modificações,
paisagens naturais e os impactos e as transformações na paisagem a partir da ação
antrópicas, relacionando humana e do desenvolvimento da indústria, da agropecuária, do
com desenvolvimento da comércio e de serviços em geral. Nesta habilidade, espera-se que
agropecuária e da os estudantes possam reconhecer as transformações ocorridas
industrialização e nas paisagens a partir do trabalho, seja pelo desenvolvimento da
discutindo a produção agropecuária e/ou indústria. Além disso, possibilita analisar
de novos espaços de criticamente as definições de cidade, campo, rural, as novas
Transformação
produção e as configurações dos espaços de produção, e sobretudo, as
Mundo do das paisagens
6º problemáticas características específicas do setor de serviços e sua influência
trabalho naturais e
socioambientais. no mundo contemporâneo, relacionando a expansão do mercado
(EF06GE06B) Analisar antrópicas
consumidor e o papel da mídia. Assim, abre caminhos para o(a)s
as definições estudantes reconhecerem as técnicas e práticas sustentáveis
tradicionais de cidade, desenvolvidas na agricultura, discutindo as características da
campo, urbano e rural, produção orgânica e emprego de tecnologias limpas, em
considerando o alcance contraponto, à monocultura e uso intensivo de agrotóxicos. O uso
do mercado consumidor de fotografias (incluindo aéreas), vídeos, pinturas, imagens de
e dos diferentes meios satélite, desenhos, representações cartográficas, textos, gráficos
de comunicação no entre outros são recursos importantes para apoiar o
mundo contemporâneo. desenvolvimento desta habilidade. Há, aqui, oportunidade de
trabalho interdisciplinar com a habilidade (EF06HIO5), História,
no que se refere a descrição e análise das modificações na
natureza e paisagem causadas por diferentes sociedades, em
especial os povos originários e com o componente de Ciências. A
habilidade também possui interface com o tema transversal da

104
Educação Ambiental e Sustentabilidade, Educação para Direitos
Humanos, com as habilidades socioemocionais voltadas para o
desenvolvimento resolução de problemas e pensamento crítico,
com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 que visa
assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis e
com as competências específicas de Ciências Humanas 02, 03 e
05 e as competências específicas de Geografia 02, 03, 05 e 06.

105
A habilidade retoma o desenvolvimento da história da agricultura
como fator revolucionário da conversão da condição humana
nômade para sedentária, a fim de construir evolutivamente a
noção de cidade, grupamentos de produção e divisão social do
trabalho, ampliando para as questões relacionadas com o
surgimento das cidades e com o início da vida urbana para que
o(a)s estudantes possam reconhecer as características das
mudanças que ocorreram com a natureza em diferentes lugares e
tempos tendo como referência as mudanças no mundo do
trabalho e emprego da tecnologia. As mudanças podem ser
percebidas a partir da própria moradia do(a) estudante, ao
(EF06GE07A) Analisar o questionar e pesquisar como eram as casas antes e como elas
processo de são hoje, (em relação a dimensões, materiais e técnicas). Ainda,
urbanização, quais os hábitos alimentares e as transformações que ocorreram,
identificando os entre outros elementos que modificaram a interação do homem
Transformação
impactos com a natureza ao longo do tempo. Nesta habilidade, espera-se
Mundo do das paisagens
6º socioambientais, que os estudantes possam identificar as características da vida
trabalho naturais e
reconhecendo os fatores urbana e na paisagem rural e as mudanças que ocorreram com o
antrópicas
de vulnerabilidade e tempo na relação do ser humano com a natureza. Quais as
aplicando os conceitos modificações que ocorreram na vida urbana e na vida do campo.
de percepção e redução Ocorreu a ocupação das áreas de várzeas ou morros entre
de riscos e desastres. outros? O que é a especulação imobiliária? Quais instrumentos
urbanísticos são considerados para o planejamento urbano? O
uso de fotografias, imagens de satélite, desenhos, vídeos,
representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. A habilidade possui interface com as temáticas de
Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução
de Riscos e Desastres (RRD) e também pode ser trabalhada a
partir das perpectivas dos instrumentos urbanísticos: Estatuto da
Cidade e Plano Diretor, das metas do Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 11 que trata de cidades e

106
assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e
sustentáveis, das habilidades socioemocionais voltadas para o
desenvolvimento da empatia, pertencimento, pensamento crítico,
resolução de problemas, responsabilidade, colaboração e
comunicação e com as competências específicas de Ciências
Humanas 02, 03 e 05 e as competências específicas de
Geografia 02, 03, 05 e 06.

107
(EF06GE08A)
Neste conjunto de habilidades, a proposta é retomar conceitos da
Reconhecer a
Cartografia desenvolvidos no Ensino Fundamental Anos Iniciais,
importância da
como escala, sistema de coordenadas, mapas temáticos entre
Cartografia como uma
outros. Em especial, o conceito de escala será aprofundado e
forma de linguagem para
trabalhar em diferentes espera-se que o(a)s estudantes possam reconhecer que a escala
escalas espaciais as é a razão entre a distância medida no real correspondente e que
representações locais, a escala de um mapa é sempre uma redução e não uma
regionais e globais do ampliação. Pode-se incluir atividades com mapas de pequenas e
espaço geográfico. grandes escalas, além de representações variadas que permitam
(EF06GE08B) aos estudantes exercitar a construção e a interpretação da
Reconhecer o medida e distâncias na superficie terrestre. Nesta habilidade,
significado da espera-se que o(a)s estudantes possam medir distâncias com o
seletividade na uso de escala. Para tanto, é necessário saber que a escala
representação Fenômenos cartográfica é um importante elemento presente nos mapas,
Formas de
cartográfica e a distinção naturais e sociais sendo utilizada para representar a relação de proporção entre a
representação
6º entre mapas e imagens representados de área real e a sua representação. É a escala que indica quanto de
e pensamento
de satélites diferentes um determinado espaço geográfico foi reduzido na representação.
espacial
(EF06GE08C) Identificar maneiras Existem dois tipos de escala, isto é, duas formas diferentes de
os pontos cardeais e representá-la: a escala numérica e a escala gráfica. A numérica,
colaterais, aplicando como o próprio nome sugere, é utilizada basicamente por
técnicas de orientação números; já a gráfica utiliza-se de uma esquematização. Neste
relativa e o sistema de momento, é importante utilizar diferente mapas, fotografias aéreas
coordenadas e imagens de satélite que podem ser obtidas em sites como o
geográficas para Google Maps e programas como o Google Earth. Recomenda-se
determinar a posição também o uso de desenhos, vídeos, croquis, textos, gráficos entre
absoluta dos lugares. outros recursos. A habilidade possui interface com o componente
(EF06GE08E) de Matemática e com a competência específica de Ciências
Reconhecer a diferença Humanas 07 e com as competências específicas de Geografia 03
entre a escala gráfica e e 04, e também com o desenvolvimento de habilidades
a escala numérica, socioemocianais voltadas para a comunicação, pensamento
medindo distâncias na crítico e resolução de problemas.

108
superfície pelas escalas
gráficas e numéricas dos
mapas, utilizando a
noção de
proporcionalidade/escala
para a elaboração de
diversas formas de
representação
cartográfica.
(EF06GE08F) Inferir
título mais adequado
para uma representação
cartográfica;
reconhecendo o
significado da legenda
para a representação
dos fenômenos
geográficos.
(EF06GE08G)
Reconhecer técnicas de
representação utilizadas
na cartografia temática;
em especial a diferença
entre mapas de base e
mapas temáticos.

109
A habilidade (EF06GE09A) diz respeito a produzir maquetes,
associadas a mapas, para os estudantes compreendam a relação
de tridimensionalidade e bidimensionalidade a partir do relevo. As
maquetes, utilizando preferencialmente escalas geográficas e
partindo de cartas topográficas, ampliam a compreensão sobre as
curvas de nível, os tipos de relevo, a localização e a origem dos
cursos de água, a disposição da vegetação, distribuídos na
superficie da Terra entre outros. Recomenda-se incluir a
(EF06GE09A) Identificar construção de maquetes (modelos tridimensionais) da escola, do
as diferentes bairro ou do entorno. Nesse momento, é importante considerar
representações do materiais reutilizados e a possibilidade de utilização de aplicativos
planeta Terra e de sua para a podução de maquetes. A habilidade (EF06GE09B) trata do
superficie, seus bloco-diagrama, como um dos recursos utilizados na
elementos e suas representação do relevo, assim, pode-se incluir a elaboração do
estruturas. Fenômenos perfil do relevo (da cidade, da região ou de outra porção do
Formas de (EF06GE09B) naturais e sociais espaço) com o seu uso. Sugere-se que o(a) estudante comece
representação Reconhecer, interpretar representados de com o terreno real do projeto, de modo a fotografar, desenhar

e pensamento e elaborar modelos diferentes (croquis) e observar suas barreiras naturais (aclives, declives
espacial tridimensionais, blocos- maneiras ondulações). Com a cópia da planta baixa e dos croquis, é
diagramas e perfis possível elaborar a maquete. Caso, seja possível, recomenda-se
topográficos e de um estudo do meio para coleta de subsídios para o
vegetação, visando à desenvolvimento da habilidade. Há, aqui, oportunidade de
representação de trabalho interdisciplinar com a habilidade (EF06CI11), de
elementos e estruturas Ciências, no que se refere a compreensão e elaboração de
da superfície terrestre. representações do planeta Terra e de sua superfície, seus
elementos e suas estruturas. Neste momento, recomenda-se a
utilização de fotografias aéreas, imagens de satélite que podem
ser obtidas em sites como o Google Maps e programas como o
Google Earth. Recomenda-se também o uso de desenhos,
croquis, textos, gráficos entre outros recursos. A habilidade possui
interface com o componente de Matemática e com a competência
específica de Ciências Humanas 07 e com as competências

110
específicas de Geografia 03 e 04, e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para resolução de
problemas e pensamento crítico.

111
As habilidades (EF06GE10A) e (EF06GE10B) estão relacionadas
às esferas: biosfera, atmosfera, hidrosfera e litosfera, que
interagem e determinam a qualidade da vida em todos os níveis.
Espera-se que os estudantes possam compreender os elementos
da biosfera para explicar os tipos e usos do solo e a sua relação
da água, a partir do munícipio da escola, ampliando para a escala
regional e Estado de São Paulo. É preciso conhecer cada forma
de uso do solo e da água para poder explicar os benefícios e
(EF06GE10A) Identificar também os prejuízos causados por esse uso em cada lugar e
os fatores de formação, tempo. Recomenda-se apresentar as formas de uso do solo,
os tipos e usos dos relacionando-o com as apropriações para o plantio e cultivo. O(a)
solos, relacionando com estudante deve conhecer e explicar as características dos
a disponibilidade de Sistemas Agroflorestais (SAFs), rotação de terras, terraceamento,
água, em diferentes plantio direto e reflorestamento, analisando as potencialidades e
lugares e tempos. fragilidades desses métodos e técnicas, assim como reconhecer o
Natureza, (EF06GE10B)
ambientes e Biodiversidade e papel do solo na regulação e equilíbrio ambiental, enfatizando a
6º Interpretar diferentes importância da cobertura vegetal, discutindo os fatores que
qualidade de ciclo hidrológico
problemáticas ocasionam a erosão hídrica do solo e seus efeitos. Recomenda-
vida socioambientais, tais se o uso de diferentes recursos, de fotografias (incluindo aéreas),
como o desmatamento, imagens de satélite, representações cartográficas, vídeos, textos,
queimadas, uso de como os jornalísticos e literários, gráficos entre outros. A
agrotóxicos, escassez habilidade possui interface com o componente de Ciências, com
hídrica entre outras as temáticas de Educação Ambiental e Sustentabilidade,
interferem na qualidade Educação em Redução de Riscos e Desastres (RRD) e com o
do solo. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 que visa acabar com
a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e
promover a agricultura sustentável e o ODS 6 que visa por meio
de diferente metas assegurar a disponibilidade e gestão
sustentável da água e saneamento para todas e todos. A
habilidade está articulada com as competências específicas de
Ciências Humanas 03, 06 e 07 e com as competências
específicas de Geografia 01, 02, 04, 05 e 06 e com as habilidades

112
socioemocionais voltadas para o desenvolvimento da empatia,
pertencimento, pensamento crítico, resolução de problemas,
responsabilidade, colaboração e comunicação.

113
A habilidade (EF06GE11A) consiste na ampliação da reflexão
sobre a interação sociedade e natureza. Deve-se analisar as
práticas humanas e as dinâmicas ambientais e climáticas
considerando a biodiversidade e as relações humanas em escala
local, regional, nacional e mundial (município, Estado de São
(EF06GE11A) Analisar Paulo, território brasileiro e/ou regiões do planeta). Além disso,
distintas interações das pode-se identificar e analisar as áreas de maior ocupação
sociedades com a populacional e econômica considerando as condições de relevo,
natureza, com base na hidrografia, vegetação e solo entre outros aspectos. Os temas
distribuição dos relacionados a habilidade poderão ser inseridos a partir do
componentes físico- conhecimento sobre como é feita a distribuição da população na
naturais, incluindo as ocupação e na relação com a biodiversidade no seu local de
transformações da vivência e no mundo. A habilidade (EF06GE11B) propõe ao
biodiversidade e estudante refletir sobre como a sociedade se apropriou da
Natureza, alterações climáticas, natureza na ocupação das áreas rurais e urbanas e como é a
ambientes e em diferentes lugares. Biodiversidade e relação do ser humano com a natureza no ambiente onde se vive
6º (EF06GE11B) e trabalha. Assim, recomenda-se a identificação e mapeamento
qualidade de ciclo hidrológico
vida Relacionar as áreas de ameaças e perigos (naturais e antrôpicos) no lugar de vivência
verdes com a ocupação que podem gerar desastres, relacionando-os com ações de
urbana, analisando a prevenção e proteção. Há, aqui, oportunidade de trabalho
ocorrência de desastres interdisciplinar com a habilidade (EF06MA32), da Matemática, no
sociambientais que se refere utilização e compreensão da sistematização e
(inundações, tabulação de dados socioambientais. Recomenda-se o uso de
rompimento de diferentes recursos, de fotografias (incluindo aéreas), imagens de
barragens, satélite, representações cartográficas, fotografias, vídeos, textos
deslizamentos de como os jornalísticos e literários, gráficos entre outros. A
encostas entre outros). habilidade possui interface com as temáticas de Educação
Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução de Riscos
e Desastres (RRD) e também pode ser trabalhada a partir das
perpectivas dos instrumentos urbanísticos: Estatuto da Cidade e
Plano Diretor e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 15
que visa por meio de difertentes metas proteger, recuperar e

114
promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de
forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e
reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
Está relacionada às competências específicas de Ciências
Humanas 03, 05, 06 e 07 e às competências específicas de
Geografia 01, 02, 05, 06 e 07, e com as habilidades
socioemocionais voltadas para o desenvolvimento da empatia,
pertencimento, pensamento crítico, resolução de problemas,
responsabilidade, colaboração e comunicação.

115
Na habilidade (EF06GE12A), o(a)s estudantes retomam a
habilidade (EF06GE04A) e aprofundam os conhecimentos sobre
a formação da rede hidrográfica no Estado de São Paulo,
(EF06GE12A) Identificar ampliando para a escala nacional, sul-americana e mundo. É
as principais bacias importante destacar que sobre o território definido como bacia
hidrográficas no Brasil e hidrográfica é que se desenvolvem as atividades humanas,
no mundo, relacionando inclusive as relacionadas à geração de energia e ao
a geração de energia e abastecimento e onde ocorrem os impactos socioambientais.
abastecimento com as Ainda nesta habilidade, é possível contextualizar as estruturas
transformações urbanas. dos Sistemas Nacional e Estadual de Gerenciamento de
(EF06GE12B) Recursos Hídricos e conhecer as Unidades de Gerenciamento de
Reconhecer os Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (UGRH), ampliando
desastres as discussões sobre a atuação dos órgãos públicos, o papel dos
socioambientais Comitês de Bacias Hidrográficas e da sociedade civil na gestão
Natureza, ocasionados pela descentralizada e participativa dos recursos hídricos. A Lei n.
construção de grandes Atividades 9.433/1997 tem entre os fundamentos da Política Nacional de
ambientes e
6º usinas hidrelétricas, humanas e Recursos Hídricos a água como um bem de domínio público,
qualidade de
barragens, remoção de dinâmica climática dotado de valor econômico, cujos usos prioritários são o
vida
mata ciliar entre outros. abastecimento humano e dessedentação de animais e cuja
(EF06GE12C) Analisar, gestão deve tomar como unidade territorial a bacia
a partir da idetificação hidrográfica.Espera-se, ainda nesta habilidade, que o(a)s
das bacias hicrográficas estudantes compreendam o conceito de água como bem público
e do reconhecimento e recurso hídrico, discutindo a questão da finitude e valor
das possibilidades de econômico a partir dos aspectos ambientais, sociais, econômicos,
desastres políticos e culturais. Nessa perspectiva, recomenda-se uma
socioambientais, as análise crítica acerca dos usos múltiplos da água, o conceito de
possibilidades de água virtual e os exemplos de uso sustentável da água em
recuperação, de cada diferentes contextos: residencial, processos industriais, agricultura
bacia hidrográfica. entre outros. As habilidades (EF06GE12B) e (EF06GE12C)
propõe aprofundamento sobre a ocorrência de desastres
socioambientais, dando ênfase para as consequências para as
populações atingidas e as formas de recuperação. O uso de

116
fotografias (incluindo aéreas) , imagens de satélites, desenhos,
representações cartográficas, textos,vídeos, gráficos entre outros
são recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. A habilidade possui interface com o componente de
Ciências e com as temáticas de Educação Ambiental e
Sustentabilidade, Educação em Redução de Riscos e Desastres
(RRD) e Educação em Direitos Humanos e com o ODS 6 que visa
por meio de diferente metas assegurar a disponibilidade e gestão
sustentável da água e saneamento para todas e todos. Está
relacionada às competências específicas de Ciências Humanas
03, 05, 06 e 07 e às competências específicas de Geografia 01,
02, 05, 06 e 07.

117
As habilidades (EF06GE13A) e (EF06GE13B) retomam as
habilidades desenvolvidas na unidade temática Conexões e
Escalas, considerando que as questões relacionadas às
temáticas físico-naturais, a partir da escala local e regional serão
relacionadas com as dinâmicas climáticas na escala nacional-
mundial. Nessa perspectiva, recomenda-se ao estudante, a
retomada das noções de clima, tempo atmosférico, variações de
(EF06GE13A) temperatura, previsões do tempo, a partir do lugar de vivência
Diferenciar fenômenos do(a) estudante, e ao mesmo tempo, que acesse informações de
naturais relacionados à outras regiões. O(a)s estudantes deverão aprofundar os seus
própria dinâmica da conhecimentos sobre as dinâmicas climáticas, analisando as
Terra e fenômenos vantagens e desvantagens das práticas humanas, especialmente
provocados pela ação no espaço urbano. Assim, é importante que os(as) estudantes
humana. demonstrem conhecimento sobre o conceito de crescimento
Natureza, (EF06GE13B) Analisar urbano, os tipos de impactos socioambientais urbanos, o que são
Atividades mudanças climáticas (inclusive deve conhecer os diferentes
ambientes e diferentes fenômenos
6º humanas e posicionamentos científicos sobre essas mudanças) e as
qualidade de climáticos (radiação
dinâmica climática repercursões em diferentes escalas. Para que isso ocorra,
vida solar, a radiação ultra-
violeta, o aquecimento sugere-se a aplicação de conhecimentos com base nos dados e
global, El Niño, La Niña, informações extraídos dos produtos do geoprocessamento para
Efeito Estufa e Camada interpretar os fenômenos meterológicos: formação de nuvens,
de Ozônio entre outros) tipos de precipitação, tornados, furacões, Zona de Convergência
e as consequências para do Atlântico Sul, Zona de Convergência Intertropical e Sistemas
as populações. de Alta e Baixa Pressão entre outros. Há, aqui, oportunidade de
trabalho interdisciplinar com a habilidade (EF06MA32), da
Matemática, no que se refere utilização e compreensão de dados
socioambientais e com o componente de Ciências. Recomenda-
se o uso de diferentes recursos, de fotografias, imagens de
satélite, vídeos, representações cartográficas, fotografias, textos
jornalísticos e literários, gráficos entre outros. A habilidade
também possui interface com as temáticas de Educação
Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução de Riscos

118
e Desastres (RRD) e também pode ser trabalhada a partir das
perpectivas dos instrumentos urbanísticos: Estatuto da Cidade e
Plano Diretor, por meio das habilidades socioemocionais voltadas
para o desenvolvimento da empatia, pertencimento, pensamento
crítico, resolução de problemas, responsabilidade, colaboração e
comunicação e do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11
que trata de cidades e assentamentos humanos inclusivos,
seguros, resilientes e sustentáveis e 13 que visa tomar medidas
urgentes para combater a mudança climática e seus impactos e
com a competência específica de Ciências Humanas 07 e com as
competências específicas de Geografia 01, 04 e 05.

119
Neste conjunto de habilidades (EF07GE01A), (EF07GE01B),
(EF07GE01C) e (EF07GE01D), recomenda-se a retomada do
(EF07GE01A) Analisar o
conceito de território trabalhado nos Anos Iniciais. Para
processo de formação
aprofundar os conhecimentos sobre o processo de formação
do território brasileiro,
territorial do Brasil, sugere-se a utilização de cartas medievais e
interpretando as
portulanas para a compreensão das demarcações de limites e
demarcações de limites
fronteiras no Brasil e países vizinhos, em diferentes períodos.
e fronteiras, em
Nesse sentido, propõe-se que o(a) estudante reconheça aspectos
diferentes períodos.
da formação territorial do Brasil, com destaque para as questões
(EF07GE01B) Identificar
histórico-geográficas, processos migratórios e características
em registros histórico-
populacionais diante da diversidade étnico-cultural presentes e
geográficos, as
marcadas nos distintos territórios, de forma a compreender o
diferentes formas de
processo de regionalização do território brasileiro. Assim,
organização político-
recomenda-se a utilização de materiais produzidos pelo Instituto
administrativa e
Ideias e Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) que apresentam a
O sujeito e regionalização do Brasil,
em diferentes períodos. concepções sobre evolução da divisão territorial do Brasil, assim como outras
seu lugar no 7º informações e dados importantes sobre esse tema. Há, aqui,
(EF07GE01C) a formação
mundo
Reconhecer em diversas territorial do Brasil oportunidade para o trabalho interdisciplinar com as habilidades
(EF07Hl10) e (EFO7HI1), da História, associadas ao estudo da
produções culturais
formação territorial do Brasil. Pode-se dar ênfase os conceitos de
diferentes elementos da
paisagem e região, esclarecendo o sentido e as diversas
paisagem e da cultura
possibilidades de se regionalizar um espaço. Em especial, a
regional brasileira.
habilidade (EF07GE01C) propõe o trabalho com produções
(EF07GE01D) Analisar
culturais das diferentes regiões brasileiras, como a poesia,
por meio de exemplos
música, teatro, alimentação, entre outras que contribuem para a
extraídos dos meios de
formação das paisagens. Já a habilidade (EF07GE01D) está
comunicação, ideias e
relacionada à reflexão sobre as imagens e os estereótipos de
estereótipos acerca das
formados das paisagens no processo de formação territorial do
paisagens e da
país, assim como as características da sua diversidade étnico-
formação territorial do
cultural presentes na formação da sociedade brasileira.Para isso,
Brasil.
o(a) estudante deverá utilizar exemplos advindos dos meios de
comunicação a fim de avaliar essas ideias a respeito das

120
paisagens e dos elementos de formação da população brasileira.
O uso de fotografias, vídeos, imagens de satélite, desenhos,
representações cartográficas, textos, gráficos, tabelas entre
outros são recursos importantes para apoiar o desenvolvimento
destas habilidades. As habilidades também possui interface com a
temática Educação em Direitos Humanos, na perspectiva dos
elementos da formação da população brasileira e com as
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, comunicação e valorização da
diferença. Também pode ser associada com a competência
específica de Ciências Humanas 01, 04 e 06 e com as
competências específicas de Geografia 02 e 03.

121
A habilidade (EF07GE02A) apresenta possibilidades para que
o(a)s estudantes possam conhecer e avaliar criticamente a
formação do território brasileiro, a partir dos conceitos de Estado,
nação, país, povo, sociedade e cidadania, inclusive,
caracterizando os fluxos econômicos e populacionais e suas
(EF07GE02A) Analisar a tensões históricas e contemporâneas, em especial no Estado de
influência dos fluxos São Paulo. Nesse momento, é fundamental reconhecer o conceito
econômicos e de região, de forma a identificar as influências das diferentes
populacionais na atividades econômicas na organização e na regionalização do
formação território brasileiro. Além disso, reforça a necessidade de
socioeconômica, identidicar as características e dinâmicas geográficas dos fluxos
discutindo os conflitos e de produção industrial e agropecuária, inclusive, discutindo as
as tensões históricas e transformações que ocorreram nas formas de uso e apropriação
contemporâneas no do espaço agrário e industrial ao longo da história brasileira. A
Brasil, em especial no habilidade (EF07GE02B) trata da investigação da origem e do
Estado de São Paulo. destino dos movimentos migratórios - internos e externos, dos
Conexões e Formação
7º (EF07GE02B) Analisar
escalas territorial do Brasil tipos de migrações, tais como: sazonais, pendulares, forçadas,
os processos migratórios espontâneas entre outras, além das condições, tipos de ocupação
internos e externos, econômica e escolaridade da população do país, considerando os
reconhecendo as diferentes grupos étnicos, raciais e culturais, os modos de vida
contribuições dos povos das populações urbano-industriais, rurais e das populações
indígenas, africanos, tradicionais. É importante considerar a desigualdade social e a
europeus, asiáticos diferença entre culturas na organização dos espaços. Deve-se,
entre outros para a ainda, compreender a relação entre ocupação territorial e disputas
formação da sociedade intra e inter - grupos. Pode-se investir nas questões relativas à
brasileira, em diferentes diversidade étnico-cultural da região de vivência do estudante,
regiões brasileiras e destacando quem foram os primeiros habitantes e como ocorreu a
períodos. ocupação territorial da sua região. Deve-se conhecer as principais
características naturais e culturais do território brasileiro, assim
como os aspectos do processo histórico de sua formação. Há,
aqui, oportunidade para o trabalho interdisciplinar com as
habilidades (EF07HI12), (EF07HI 13), (EF07HI14) e (EF07HI16),

122
da História, associadas a investigação, caracterização e análise
da influência de diferentes fluxos econômicos e populacionais na
formação teritorial do Brasil. O uso de fotografias, vídeos,
imagens de satélite, desenhos representações cartográficas,
textos, gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar
o desenvolvimento destas habilidades. A habilidade possui
interface o tema transversal Educação em Direitos Humanos e
habilidades socioemocionais voltadas para o desenvolvimento da
empatia, pertencimento e pensamento crítico. Também pode ser
associada com a competência específica de Ciências Humanas
01, 04 e 06 e com as competências específicas de Geografia 02 e
03.

123
As habilidades (EF07GE03A) e (EF07GE03B) asseguram que
o(a)s estudantes retomem os conhecimentos adquiridos no
desenvolvimento da habilidade (EF06GE02A) as principais
características dos povos tradicionais e demais grupos sociais
(EF07GE03A) Identificar para construir argumentos sobre suas territorialidades. É
e selecionar, em primordial relembrar que povos originários ou comunidades
registros histórico- tradicionais (Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros,
geográficos, as Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de
características do povos Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses,
indígenas, comunidades Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros,
remanescentes de Caiçaras, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos,
quilombolas, de povos Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros,
das florestas e do Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia,
cerrado, de ribeirinhos e entre outros), são definidos como grupos que possuem formas
caiçaras, entre outros próprias de organização social, ocupam e usam territórios e
Conexões e grupos sociais do campo Formação recursos naturais como condição para a sua reprodução cultural,

escalas e da cidade. territorial do Brasil social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos,
(EF07GE03B) Analisar e inovações e práticas geradas e transmitidas pela tradição. Nesse
interpretar, por meio de contexto, é fundamental destacar a questão da luta pelo
diferentes aspectos reconhecimento de direitos e pela demarcação de terras dessas
étnicos e culturais, a comunidades. Essa habilidade possui interface com a Lei
produção de 11.645/2008 altera a Lei 9.394/1996, modificada pela Lei
territorialidades, 10.639/2003, a qual estabelece as diretrizes e bases da educação
discutindo os direitos nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
legais de cada obrigatoriedade da temática “História e cultura afro-brasileira e
comunidade e/ou grupo, indígena”. Recomenda-se, se possível, que o(a)s estudantes
nas diferentes regiões participar de de trabalhos de campo, para conhecer exemplos de
brasileiras e períodos. comunidades tradicionais, nas suas respectivas regiões, de forma
a valorizar a cultura e as contribuições dessas comunidades. Há,
aqui, oportunidade para o trabalho interdisciplinar com as
habilidades (EF07HI10) e (EF07HI11) da História, no que se
refere ao estudo da formação territorial do Brasil. Sendo assim, é

124
importante que o(a)s estudantes conheçam as contribuições
desses povos para a formação da sociedade brasileira. Outro
ponto de atenção compreende a produção de territorialidades que
são compreendidas como o poder exercido por um grupo em
dado espaço geográfico, e é a junção das características culturais
desse grupo. As comunidades remanescentes de quilombos são,
por exemplo, grupos sociais cuja identidade étnica os distingue do
restante da sociedade brasileira; sua identidade é base para sua
organização, sua relação com os demais grupos e sua ação
política. A autonomia e a construção da identidade devem ser
enaltecidas nesta habilidade para que os estudantes reconheçam
e diferenciem as territorialidades dos povos indígenas,
quilombolas, ribeirinhos, povos das florestas e demais grupos
sociais do campo e da cidade. Para apresentar as características
de cada grupo, é possivel considerar o uso de mapas temáticos
das comunidades, grupos étnicos, terras indígenas e etnias. O
uso de fotografias, imagens de satélites, desenhos e outras
representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. A habilidade possui interface com o tema tranversal de
Educação em Direitos Humanos e habilidades socioemocionais
voltadas para o desenvolvimento da empatia, pertencimento,
cooperação, responsabilidade e pensamento crítico e com o
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 que visa por meio de
diversas metas promover sociedades pacíficas e inclusivas para o
desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para
todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas
em todos os níveis. Também pode ser associada com a
competência específica de Ciências Humanas 01, 03, 04 e 06 e
com as competências específicas de Geografia 01, 02 e 03.

125
(EF07GE04A) A habilidade (EF07GE04A) consiste em compreender e avaliar
Reconhecer a criticamente as influências dos diferentes grupos étnicos-racial e
diversidade étnico-racial cultural na formação da sociedade brasileira. Propõe-se a
e cultural, a partir das apresentação dos fluxos migratórios contemporâneos, distribuição
características dos dos grupos étnicos pelo território brasileiro e origem étnica e
povos indígenas, desigualdade socioespacial (alocação e condição social dos
africanos, europeus, grupos indígenas, quilombolas, caiçaras etc.). Há, aqui,
latino-americanos e oportunidade para o trabalho interdisciplinar com as habilidades
asiáticos entre outras, (EF07HI10) e (EF07HI11), da História, no que se refere ao estudo
interpretando as da formação territorial do Brasil. Já a habilidade (EF07GE04B)
contribuições culturais, trata do reconhecimento das contribuições dos africanos para a
linguísticas, políticas e formação da sociedade brasileira nas diversas áreas e amplia
econômicas para a Características da para a abordagem sobre os movimentos de resistência. O uso de
Conexões e fotografias, imagens de satélites, desenhos, representações
7º formação da territorial do população
escalas cartográficas, vídeos, textos, gráficos entre outros são recursos
Brasil. brasileira
(EF07GE04B) importantes para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A
Reconhecer a história habilidade possui interface com o tema tranversal de Educação
dos africanos, em Direitos Humanos, habilidades socioemocionais voltadas para
resgatando as o desenvolvimento da empatia, pertencimento e pensamento
contribuições nas áreas crítico e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 03 que
social, econômica e visa assegurar um vida saudável e promover o bem-estar para
política na formação da todos, em todas as idades e com 11 que visa por meio de
sociedade brasileira e diversas metas tornar as cidades e os assentamentos humanos
discutindo a atuação de inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. A habilidade
movimentos de também pode ser associada com a competência específica de
resistência na Ciências Humanas 01, 03, 04 e 06 e com as competências
atualidade. específicas de Geografia 01, 02, 03 e 07.

126
As habilidades (EF07GE05A) e (EF07GE05B) consistem em
conhecer, diferenciar e avaliar criticamente as mudanças do
período mercantilista para o capitalismo. Considerando que o
capitalismo surgiu como um modelo econômico na transição do
periodo medieval para a Idade Moderna, espera-se que os
estudantes possam analisar a superação do modo de produção
(EF07GE05A) Analisar feudal, o renascimento comercial e a expansão do comércio
fatos e situações através do mar, para compreender as alterações ocorridas no
representativas da período de transição do mercantilismo para o capitalismo. Desta
transição do forma, é possivel explicitar fatos da história que contribuiram para
mercantilismo para o as alterções ocorridas no período mercantilista e no advento do
capitalismo, capitalismo. O(a) estudante deve compreender que o surgimento
identificando e do capitalismo comercial foi marcado principalmente pela
descrevendo aspectos expansão ultramarina colonização do novo mundo (continente
econômicos, políticos, Produção, africano, asiático e americano), políticas mercantilistas (a estas se
Mundo do culturais e ambientais, circulação e vinculava a acumulação primitiva de capital, metalismo, balança
7º comercial favorável) e ao surgimento das primeiras potências
trabalho em diferentes lugares. consumo de
(EF07GE05B) Aplicar mercadorias europeias: Portugal e Espanha. Compreender o histórico de
conhecimentos formação do capitalismo é necessário para indentificar as
geográficos para relações que se seguem no mundo atual com o processo de
identificar fenômenos globalização. Há, aqui, oportunidade para o trabalho
socioespaciais interdisciplinar com a habilidade (EF07HI17), da História,
representativos das associada ao estudo da passagem do mercantilismo para o
primeiras fases do capitalismo. O uso de fotografias, imagens de satélites, desenhos,
processo de representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
globalização. recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. A habilidade possui interface com o tema transversal
Educação Ambiental e Sustentabilidade, com o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 08 que visa promover o
crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável,
emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; com o
ODS 09 que visa construir infraestrutruras resilientes, promover a

127
industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. A
habilidade também pode ser associada com a competência
específica de Ciências Humanas 02, 05 e 07 e com as
competências específicas de Geografia 02, 03 e 05.

128
A habilidade (EF07GE06A) propõe investigar e relacionar
diferentes aspectos da produção de mercadorias com a
distribuição desigual de riquezas e como essa questão tem
(EF07GE06A) Investigar reflexos no consumo. A geografia da produção, da circulação e do
a apropriação dos consumo preocupa-se basicamente com as modificações que a
recursos naturais pelas atividade econômica produz no espaço, seja na cidade ou campo.
diferentes sociedades, Propõe-se incluir a aprendizagem das repercussões territoriais de
analisando como os tripé (produção, circulação e consumo). É importante, ainda,
processos produtivos, a considerar a influência do advento das tecnologias no mundo da
circulação e o consumo produção e da comunicação, inclusive, das mídias sociais, em
de mercadorias diferentes lugares e tempos.Assim, é importante que o(a)
provocam impactos estudante faça a comparação da produção, circulação e consumo
socioambientais e de mercadorias produzidas nas diferentes fases do capitalismo,
influem na distribuição analisando os impactos econômicos, sociais, culturais, políticos e
de riquezas, em Produção, ambientais, inclusive, a partir do seu lugar de vivência. Há, aqui,
Mundo do diferentes lugares. circulação e oportunidade de trabalho interdisciplinar com a habilidade
7º (EF07GE06B) Analisar (EF07HI14), da História, no que se refere a descrição e discussão
trabalho consumo de
aspectos do mercadorias de atividades econômicas em diferentes sociedades e lugares. A
desenvolvimento habilidade (EF07GE06B) diz respeito a identificar, analisar e
sustentável, debater os impactos socioambientais das ações do ser humano
reconhecendo nas esferas da produção, circulação e consumo, alertando para a
processos produtivos necessidade de se adotar um uso consciente e responsável dos
sustentáveis e recursos. Apesar desta maior consciência do consumidor sobre a
discutindo formas de importância da responsabilidade socioambiental, ainda existem
consumo consciente e empresas que não adotam formas de produção com menor
responsável e caminhos impacto ambiental. O uso de fotografias, vídeos, imagens de
para a construção de satélite, desenhos, representações cartográficas, textos, gráficos
sociedades entre outros são recursos importantes para apoiar o
sustentáveis. desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com o componente de Ciências, com o tema transversal
Educação Ambiental e Sustentabilidade, com as habilidades
socioemocionais voltadas para o desenvolvimento do pensamento

129
crítico, responsabilidade, cooperação, comunicação, e com o
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 que por meio de
metas visa promover o crescimento econômico sustentado,
inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho
decente para todas e todos e do ODS 12 que trata de assegurar
padrões de produção e de consumo sustentáveis. A habilidade
também pode ser associada com a competência específica de
Ciências Humanas 02, 05 e 07 e com as competências
específicas de Geografia 02, 03 e 05.

130
A (EF07GE07A) apresenta possibilidades para o(a) estudante
entender e avaliar criticamente como transporte e comunicação
alteram a configuração do território brasileiro, influenciando os
processos produtivos. Para analisar a influência e o papel das
(EF07GE07A) redes de transporte na configuração do território brasileiro, é
Categorizar as redes de necessário compreender que os meios de transporte são um dos
transporte e principais elementos para garantir a infraestrutura, ou seja, o
comunicação, suporte material para o crescimento e expansão das redes. Da
analisando as alterações mesma forma, as redes de comunicação permitem o contato com
na configuração do outros e o acesso rápido a qualquer parte do globo de forma
território e influências instantânea. A habilidade (EF07GE07B) apresenta possibilidades
nos processos para estudar as redes geográficas, pois envolvem locais da
produtivos, em superfície terrestre conectados e/ou interligados, e essas
diferentes regiões conexões podem ser materiais, digitais e culturais, e envolvem o
brasileiras. fluxo de informações, mercadorias, conhecimentos, valores
Mundo do (EF07GE07B) Analisar Desigualdade culturais, entre outros. As redes de comunicação no mundo

trabalho como as redes de social e o trabalho globalizado, estão cada vez mais rápidas e eficientes, permitindo
transporte e a comunicação e o acesso rápido a qualquer parte do globo de
comunicação redefinem forma instantânea, assim como as de transporte que reduzem as
o uso do território, distâncias e otimiza o tempo das pessoas no deslocamento.
conferindo novas Recomenda-se ampliar as discussões para a questão das
possibilidades aos fluxos desigualdades de acesso às redes de comunicação produzidas
materiais (objetos, em diferentes territórios, assim como aprofundar os estudos
mercadorias, pessoas) e acerca da relação entre a Geografia, as redes e o turismo. O uso
imateriais (dados, de fotografias, imagens de satélite, desenhos, vídeos,
informação, representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
comunicação) em escala recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
global. habilidade. A habilidade possui interface com o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 8 que por meio de metas visa
promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e
sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para
todas e todos e do ODS 12 que trata de assegurar padrões de

131
produção e de consumo sustentáveis. A habilidade também pode
ser associada com a competência específica de Ciências
Humanas 02, 05 e 07 e com as competências específicas de
Geografia 02, 03 e 05.

132
A habilidade (EF07GE08A) diz respeito a reconhecer, identificar e
relacionar a industrialização e a tecnologia com as mudanças
socioeconômicas no território brasileiro. Para isso, deve-se
apresentar as fases e as características do processo de
industrialização no Brasil, as relações entre trabalho e consumo,
identificando características dos espaços segundo esses dois
(EF07GE08A) componentes. Partindo da análise do processo de modernização
Estabelecer relações do território brasileiro com o avanço das técnicas, da agropecuária
entre os processos de e da indústria recomenda-se a discussão sobre os elementos
industrialização e associados aos indicadores socioeconômicos, como exemplo, o
inovação tecnológica, Produto Interno Bruto (PIB), a distribuição de renda, o Índice de
analisando as Desenvolvimento Humano (IDH), entre outros. Todos esses
transformações elementos poderão auxiliar na interpretação do espaço local, das
socioeconômicas, regiões administrativas e geoeconômicas do Brasil. Pode-se
políticas, culturais e utilizar documentários, mapas e imagens que permitam ao
ambientais do território estudante reconhecer as alterações espaciais segundo a lógica
Mundo do brasileiro. Desigualdade

trabalho (EF07GE08B) social e o trabalho econômica. A habilidade (EF07GE08B) permite ao estudante
conhecer e explorar a localização e as características dos
Caracterizar os espaços espaços industriais-tecnológicos no território brasileiro, além da
industriais-tecnológicos, oportunidade de estudar as políticas governamentais voltadas
discutindo o papel das para esse setor. Há, aqui, oportunidade para o trabalho
políticas governamentais interdisciplinar com as habilidades (EF07CI01) e (EF07CI06), do
no Brasil com relação à componente de Ciências, no que se refere ao estudo das
criação e/ou expansão transformações tecnológicas e suas relações com a história, a
dos centros tecnológicos sociedade e a economia. O uso de fotografias, imagens de
e de pesquisa, em satélite, desenhos, representações cartográficas, textos, vídeos,
diferentes períodos. gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 que por meio
de metas visa promover o crescimento econômico sustentado,
inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho
decente para todas e todos e do ODS 12 que trata de assegurar

133
padrões de produção e de consumo sustentáveis. A habilidade
também pode ser associada com a competência específica de
Ciências Humanas 02, 05 e 07 e com as competências
específicas de Geografia 02, 03 e 05 e habilidades
socioemocionais voltadas para o desenvolvimento do pensamento
crítico e resolução de problemas.

A habilidade (EF07GE09A) consiste em entender a leitura de


(EF07GE09A) mapas temáticos e históricos, bem como produzi-los. Deve-se
Interpretar e elaborar concentrar no mapeamento e estudo da população e da economia
mapas temáticos com brasileira. Para isso, é necessário que o estudante saiba
base em informações diferenciar os códigos de representação cartográfica, a relação
Formas de demográficas e entre escala e a possibilidade de representação dos fenômenos,
representação econômicas, Mapas temáticos escala e a expressão de dados espaciais por meio de gráficos. É
7º importante considerar a cartografia como linguagem para
e pensamento identificando e utilizando do Brasil
espacial padrões espaciais, expressão dos temas e conteúdos indicados e que as tecnologias
regionalizações e digitais sejam acessadas e aplicadas no desenvolvimento desta
analogias espaciais habilidade. O desenvolvimento da cartografia pode ser acrescido
existentes no Estado de de análises sobre iconografias de diferentes formas de trabalho
São Paulo e no Brasil. no campo e na cidade e também para a reflexão e leitura de
tabelas e gráficos sobre a distribuição de produtos, produção

134
agrícola, distribuição de terras, organização do território a partir
dos grupos sociais e comunidades, entre outros. Pode-se
considerar o desenvolvimento integrado desta habilidade com as
(EF07GE02), (EF07GE03) (EF07GEO5) e (EF07GE06) para
identificar padrões espaciais, regionalizações e analogias
espaciais existentes em diferentes escalas geográficas. O uso de
fotografias, imagens de satélite e áereas, desenhos, vídeos,
textos, entre outros podem ser recursos são importantes no apoio
das atividades propostas a partir desta habilidade. Também pode
ser associada com a competência específica de Ciências
Humanas 07 e com a competência específica de Geografia 04 e
com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas
para a comunicação, pensamento crítico e resolução de
problemas.
As habilidades (EF07GE10A) e (EF07GE10B) consistem em
(EF07GE10A)
produzir e entender a leitura de gráficos, tabelas e histogramas a
Identificar, selecionar e
partir de dados socioeconômicos das regiões brasileiras,
organizar os indicadores
relacionando os temas e conteúdos com a leitura gráfica. Isso
socioeconômicos
objetiva favorecer a interpretação de dados gráficos, o
extraídos de diferentes multiletramento e a cultura digital de interpretação de dados,
fontes, comparando as assim como a possibilidade de discutir as influências desses
desigualdades sociais e indicadores na vida da população e a formulação de políticas
Formas de
econômicas públicas. Pode-se considerar o desenvolvimento integrado desta
representação Mapas temáticos
7º apresentadas nas habilidade com a (EF07GE09A), (EF07GE02A) e (EF07GE03A).
e pensamento do Brasil
regiões brasileiras, em Há, ainda, oportunidade de trabalho interdisciplinar com a
espacial
diferentes períodos. habilidade (EF07MA37), da Matemática, associada a
(EF07GE10B) Elaborar interpretação e análise de gráficos. O uso de fotografias, imagens
e interpretar gráficos e de satélite, vídeos, desenhos, representações cartográficas,
histogramas, com base textos, entre outros podem ser recursos são importantes no apoio
em dados das atividades propostas a partir desta habilidade. Também pode
socioeconômicos das ser associada com a competência específica de Ciências
regiões brasileiras. Humanas 07 e com a competência específica de Geografia 04 e

135
habilidades socioemocionais voltadas para o desenvolvimento do
pensamento crítico e resolução de problemas.

A habilidade (EF07GE11A) e (EF07GE11B) está relacionada às


habilidades (EF06GE05A) e (EF06GE05B) no que diz respeito
aos biomas brasileiros, porém apresenta o conceito de domínio
(EF07GE11A) Conhecer morfoclimático. Desta forma, essa habilidade possibilita a
e aplicar o conceito de ampliação da identificação, compreensão e qualificação das
domínio morfoclimático, dinâmicas dos componentes fisico-naturais do Brasil, associando
identificando as as alterações desses componentes com a distribuição no território
dinâmicas dos nacional. O estudo pode permitir aos estudantes a comparação
componentes físico- das alterações espaciais ao longo do tempo a partir das
Natureza, naturais no território características da biodiversidade dos biomas e domínios
ambientes e brasileiro. Biodiversidade e morfoclimáticos. Deve-se pensar em questões relativas a quais
7º (EF07GE11B) são as características de cada domínio, no que diferem e se
qualidade de ciclo hidrológico
vida Reconhecer e avaliar a assemelham e qual a distribuição de cada um. Pode-se
importância da apresentar o mapa da regionalização dos domínios
distribuição dos recursos morfoclimáticos no Brasil e as principais características de cada
naturais e da região a partir dos seus componentes físico-naturais: clima, solo
biodiversidade, nos fauna, flora, relevo, entre outros. É importante considerar a
diversos biomas relação entre as atividades econômicas, a forma de apropriação e
brasileiros. o manejo dos recursos naturais e suas consequências na
degradação dos domínios morfoclimáticos brasileiros,
investigando práticas sustentáveis para preservação e
conservação ambiental, além da identificação da ocorrência de

136
desastres socioambientais nos diferentes domínios
morfoclimáticos do Brasil, analisando as consequências sociais,
culturais, políticas e econômicas e influências para as populações.
Há, aqui, oportunidade para o trabalho interdisciplinar com a
habilidade(EF07CI07), do componente de Ciências, associada a
caracterização dos principais ecossistemas brasileiros. O uso de
fotografias, imagens de satélite, vídeos, desenhos,
representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. A habilidade possui interface com os temas
transversais Educação Ambiental e Sustentabilidade, Educação
em Redução de Riscos e Desastres e com o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 15 que por meio de um conjunto de
metas visa proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas,
combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra
e deter a perda de biodiversidade. Também pode ser associada
às competências específicas de Ciências Humanas 03, 04, 06 e
07 e com as competências específicas de Geografia 01, 02, 04,
05 e 06 e habilidades socioemocionais voltadas para o
desenvolvimento do pensamento crítico e resolução de
problemas.

137
A habilidade (EF07GE12A) consiste em conhecer e diferenciar
unidades de conservação, a partir do município (da escola),
(EF07GE12A)Conhecer ampliando a escala para a região e território brasileiro. O Sistema
a organização do Nacional de Unidades de Conservação (SNUC - Lei 9.985/2000)
Sistema Nacional de consiste no conjunto de unidades de conservação (UC) federais,
Unidades de estaduais e municipais, sendo composto por 12 categorias que se
Conservação (SNUC), diferenciam quanto à forma de proteção e usos permitidos, tais
comparando os tipos de como: aquelas que precisam de maiores cuidados, pela sua
Unidades de fragilidade e suas particularidades, e aquelas que podem ser
Conservação e utilizadas de forma sustentável e conservadas ao mesmo tempo.
discutindo as vantagens Propõe-se apresentar a biodiversidade brasileira a partir das
e desvantagens para a características gerais da distribuição de cada bioma e domínios
conservação, morfoclimáticos, tendo como ponto de partida as unidades de
preservação e a conservação, parques e áreas do entorno do município ou
Natureza, restauração da presentes no estado ou na região do(a) estudante. A habilidade
ambientes e diversidade de Biodiversidade (EF07GE12B) contempla que no caso do Estado de São Paulo é
7º importante aprofundar o estudo acerca da Mata Atlântica, Cerrado
qualidade de ecossistemas naturais brasileira
vida nas regiões brasileiras e as Zonas de Tensão, que consistem no ecótono resultante do
(EF07GE12B) Analisar a contato entre os fronteiriços Biomas Mata Atlântica e Cerrado. É
atuação das instituições importante relacionar as formas de apropriação dos biomas com o
públicas e da sociedade avanço urbano-industrial-agropecuário para reconhecer e
civil organizada na identificar os seus impactos ambientais. Isso deverá permitir ao
formulação de políticas estudante localizar, diferenciar e questionar a finalidade da
públicas ambientais, criação de Unidades de Conservação, Parques, Reservas
identificando os Extrativas etc, analisando a questão da proteção das
diferentes instrumentos características relevantes de natureza geológica, morfológica,
de gestão territorial do geomorfológica, espeleológica, arqueológica, paleontológica e
patrimônio ambiental no cultural. Deve-se, ainda, relacionar a criação dessas unidades
Estado de São Paulo e ambientais à condição socioeconômica e ao respeito cultural das
no Brasil populações do entorno e cumprimento das normas legais do
SNUC e o papel de diferentes grupos de meio ambiente. Outro
aspecto importante está relacionado ao reconhecimento das

138
unidades de conservação na proteção dos recursos naturais, na
subsistência de populações tradicionais, de forma que contribuem
com a manutenção da cultura, ao papel de incentivo para o
desenvolvimento de atividades de pesquisa científica, estudos e
monitoramento ambiental. Recomenda-se ao estudante conheça
as ações dos diferentes movimentos ambientalistas (sociedade
civil) que se organizaram para criação e defesas destas unidades
e outros mecanismos de preservação ambiental, no território
brasileiro. O uso de fotografias, imagens de satélite e áereas,
desenhos, representações cartográficas, textos, gráficos entre
outros são recursos importantes para apoiar o desenvolvimento
desta habilidade. A habilidade possui interface com os temas
transversais Educação Ambiental e Sustentabilidade, Educação
em Redução de Riscos e Desastres e com o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 15 que por meio de um conjunto de
metas visa proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas,
combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra
e deter a perda de biodiversidade. Também pode ser associadas
às competências específicas de Ciências Humanas 03, 05, 06 e
07 e com as competências específicas de Geografia 01, 02, 03,
04, 05, 06 e 07 e habilidades socioemocionais voltadas para o
desenvolvimento do pensamento crítico e resolução de
problemas.

139
A habilidade (EF08GE01A) propõe uma reflexão crítica sobre a
aproximação entre Demografia e Geografia, visto que são
voltadas para o estudo da população. Assim, é imprescindível que
o(a) estudante conheça os conceitos relacionados às dimensões,
(EF08GE01A) Descrever estatísticas, estrutura e distribuição das diversas populações e
e distinguir os conceitos reconheça Geografia das Populações como uma discussão da
da demografia, espacialidade básica, na superfície terrestre, das populações
analisando a humanas do planeta, especialmente por meio de representações
aproximação com a cartográficas. Nessa perspectiva, um dos objetivos é contribuir
Geografia das com a ampliação de leitura de mundo do(a) estudante, abrindo
Populações na análise possibilidades para comparar realidades nacionais diversas que
dos processos se expressam na escala mundial, identificando o perfil
populacionais. populacional de cada região do planeta. Além disso, recomenda-
(EF08GE01B) se uma contextualização sobre as políticas de planejamento
Distribuição da familiar, como exemplo: o malthusianismo e outras correntes
Identificar e descrever população
O sujeito e práticas por diferentes países. A habilidade (EF08GE01B)
as rotas de dispersão da mundial e
seu lugar no 8º consiste em reconhecer os fatores (condicionantes) que
população humana e os deslocamentos
mundo impulsionam os fluxos migratórios, como os conflitos e as guerras,
principais fluxos populacionais
migratórios, analisando a necessidade de áreas de cultivo e pastagens, a busca por
os fatores históricos, melhores condições fisico-climáticas etc. Deve-se, ainda, explicar
políticos, econômicos, os fatores naturais e humanos que influenciam a distribuição
culturais e mundial da população. As habilidades prevêm também que isso
condicionantes físico- seja feito considerando diferentes épocas da história,
naturais associados à considerando que a migração compreende o movimento de
distribuição, pelos pessoas ou grupos de um lugar para outro através de uma
continentes, em fronteira política ou administrativa e que são motivadas e/ou
diferentes períodos. desejam se instalar definitiva ou temporariamente em um
diferente do de origem. A migração, portanto, faz parte da história
da humanidade. Há vários motivos para que uma migração
ocorra: mudanças climáticas, desastres naturais, conquistas
militares, insegurança em sua terra de origem, perseguição,
povoamento de um novo território, insatisfação com o governo de

140
seu país, crise econômica, esperança de encontrar melhores
condições de vida em outro local, oportunidade de trabalho ou de
estudos, entre outros. Espera-se que o(a)s estudantes descrevam
as principais rotas de migração e compreendam a natureza
distinta de cada processo, tais como: a diferença ocorreu os
processos de migração dos europeus para a América e dos
africanos para a América, a migração forçada durante a Segunda
Guerra Mundial e as migrações recentes de refugiados na Ásia e
na Europa, por exemplo. Assim, será possível identificar
processos econômicos, políticos, naturais e culturais relacionados
à dinâmica populacional, relacionando com as dimensões sociais
resultantes da distribuição populacional, em diferentes regiões do
planeta, ao mesmo tempo, reconhecer situações de xenofobia e
ascensão com as políticas anti-imigratórias em diversos países. O
uso de fotografias, imagens de satélite, desenhos, vídeos,
representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. Há, aqui, oportunidade de trabalho interdisciplinar com
a habilidade (EF08HI03), da História, no que se refere a descrição
e analise dos impactos da Revolução Industrial e a relação com
os fluxos migratórios. A habilidade possui interface com o tema
transversal Educação em Direitos Humanos e Educação em
Redução de Riscos e Desastres (RRD), assim como o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 16 que por meio de metas visa
promover sociedades pacíficas e inclusivas para o
desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para
todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas
em todos os níveis e com o desenvolvimento de habilidades
socioemocionais voltadas para a empatia, pertencimento,
cooperação, valorização da diferença e pensamento crítico.

141
A habilidade (EF08GE02) retoma o trabalho iniciado na habilidade
(EF08GE01) sobre o estudo das migrações, assim, espera-se
que, nesta habilidade, o(a)s estudantes possam associar as
histórias familiares a partir de movimentos dos fluxos migratórios
a partir do seu lugar de vivência, ampliando a análise de outros
exemplos disponíveis no território brasileiro, no sentido de
compreender a dinâmica de ocupação do lugar e a importância da
diversidade na formação territorial e populacional do Brasil, a
(EF08GE02A) Descrever partir da vinda de haitianos, bolivianos, nigerianos, chineses,
e comparar as correntes coreanos, venezuelanos entre outros e também das migrações
migratórias internas, no Brasil. Ainda nessa habilidade, é possível, por
contemporâneas, exemplo, relacionar os fluxos migratórios e as influências nos
Diversidade e
O sujeito e selecionando e setores produtivos, assim como a questão dos direitos humanos.
dinâmica da
seu lugar no 8º analisando fatos, O uso de fotografias, vídeos, imagens de satélite, desenhos
população
mundo situações e influências representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
mundial e local
dos migrantes no recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
território brasileiro e em habilidade. A habilidade possui interface com o tema transversal
outras regiões do Educação em Direitos Humanos e Educação em Redução de
planeta. Riscos e Desastres (RRD), assim como o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 16 que por meio de metas visa
promover sociedades pacíficas e inclusivas para o
desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para
todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas
em todos os níveis e com o desenvolvimento de habilidades
socioemocionais voltadas para a empatia, pertencimento,
cooperação, valorização da diferença e pensamento crítico.

142
A habilidade (EF08GE03A) consiste em reconhecer e avaliar a
dinâmica demográfica com base em aspectos populacionais. Para
isso, o(a)s estudantes ampliam o repertório para trabalhar com os
indicadores: população absoluta, taxa de fecundidade, taxa de
(EF08GE03A)
mortalidade, taxa de natalidade, taxa de mortalidade infantil, taxa
Reconhecer e aplicar os
de crescimento da população, crescimento efetivo (taxa de
indicadores
crescimento natural + taxa de crescimento migratório), esperança
demográficos,
de vida ao nascer, rendimento, cor e/ou raça, razão de sexo,
analisando as mudanças
população economicamente ativa, taxa de escolarização,
e as implicações sociais,
densidade demográfica, migrações e projeções demográficas. É
culturais, políticas,
importante considerar que a abordagem deste tema possibilita ao
ambientais e
estudante coletar informações demográficas, econômicas e
econômicas, a partir do
sociais sobre a totalidade da população de uma área definida,
contexto da transição
exercitando a capacidade de analisar os aspectos da dinâmica
demográfica, em
Diversidade e demográfica e, posteriormente, comparar os dados de um lugar
O sujeito e diferentes regiões do
dinâmica da com outro para conhecer o comportamento populacional de um
seu lugar no 8º planeta.
população local, região ou país. A habilidade (EF08GE03B) possibilita ao
mundo (EF08GE03B) Analisar a
mundial e local estudante contato com dados e informações para associar
dinâmica populacional,
padrões populacionais distintos (estrutura etária, em especial)
relacionando às
com as condições de desenvolvimento econômico e social dos
transformações
países do continente americano e africano (focos do 8º ano) e de
tecnológicas,
outras diferentes regiões do planeta. Nessa perspectiva, é
indicadores de qualidade
fundamental identificar geograficamente características e
de vida e nível de
dinâmicas dos fluxos populacionais, relacionando-os com o
desenvolvimento
processo de urbanização e as mudanças no modo de vida, na
socioeconômico e
economia, na infraestrutura urbana, na relação com a natureza, e
ambiental, de países
sobretudo, compreender os fatores do crescimento demográfico e
distintos, em diferentes
do envelhecimento populacional em diferentes regiões do planeta,
regiões do planeta.
discutindo o papel das políticas públicas e suas consequências.
(problemáticas provenientes destes processos, como as questões
previdenciárias e orçamentárias. O uso de fotografias, vídeos,
imagens de satélite, desenhos representações cartográficas,

143
textos, gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar
o desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com o tema transversal Educação em Direitos Humanos e
Educação em Redução de Riscos e Desastres (RRD) e também o
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 que trata de
assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas
e todos, em todas as idades e o ODS 11 que visa tornar as
cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros,
resilientes e sustentáveis e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, valorização da diferença e
pensamento crítico.

144
(EF08GE04A) Comparar A habilidade (EF08GE04A) pode ser desenvolvida a partir da
a formação territorial de compreensão dos elementos histórico-geográficos representativos
países latino- da heranças pré-colombiana e colonial no processo de
americanos, a partir das colonização da América Latina e das características das correntes
influências pré- de povoamento. Recomenda-se também comparar com as
colombiana e colonial, correntes de povoamento da América Anglo-Saxônica. Nesse
estabelecendo sentido, o(a) estudante conhece as raízes culturais dos povos que
semelhanças e colonizaram o continente, para em seguida, ampliar os seus
diferenças socioculturais conhecimentos sobre as correntes migratórias contemporâneas e
entre as correntes de as principais políticas migratórias, em diferentes períodos. As
povoamento. habilidade (EF08GE04B) e EF08GE04C) retomam a questão das
(EF08GE04B) problemáticas econômicas, políticas, sociais, culturais e
O sujeito e Selecionar, comparar e ambientais e a relação com as políticas migratórias, na
seu lugar no analisar processos perspectiva de abordar as políticas migratórias e os direitos
mundo migratórios Diversidade e humanos, em diferentes países da América Latina. Dessa forma,
Diversidade e contemporâneos, dinâmica da a habilidade diz respeito a identificar, conhecer e entender os
8º fluxos de migração que acontecem na América Latina. Para isso,
dinâmica da discutindo as população
população características dos mundial e local é necessário compreender os conceitos de migração, de
mundial e movimentos voluntários emigração e de imigração. Deve se caracterizar diferentes tipos
local e forçados, assim como de migração: permanente, temporária e sazonal; externa e
fatores e áreas de interna; intracontinental e intercontinental; clandestina e legal;
expulsão e atração no éxodo rural, a fim de explicar as principais consequências das
continente americano, migrações nas áreas de partida e nas áreas de chegada. É
em especial na América possível caracterizar os grandes ciclos migratórios internacionais
Latina. por meio da interpretação de mapas com os fluxos migratórios,
(EF08GE04C) relacionando esta habilidade com a (EFO8GE18) e a
Comprender os fluxos (EF08GE19). O uso de fotografias, imagens de satélite, vídeos,
de migração que desenhos, representações cartográficas, textos, gráficos entre
acontecem na América outros são recursos importantes para apoiar o desenvolvimento
Latina, relacionando desta habilidade. A habilidade possui interface com o componente
com as problemáticas de História e com o tema transversal Educação em Direitos
econômicas, políticas, Humanos e Educação em Redução de Riscos e Desastres (RRD)

145
sociais, culturais e e com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais
ambientais. voltadas para a empatia, pertencimento, cooperação, valorização
da diferença, resolução de problemas e pensamento crítico.

146
A habilidade (EF08GE05A) retoma conceitos trabalhados
anteriormente, mas na perspectiva da geopolítica e análise dos
confitos contemporâneos. Para isso, é necessário conhecer os
conceitos estruturantes da geopolitica e compreendê-la como o
conjunto de ações e práticas realizadas no âmbito do poder,
geralmente envolvendo os Estados Nacionais no sentido de
promover o gerenciamento e o controle de seus territórios.
Destaca-se no desenvolvimento o estudo das motivações
relacionadas aos conflitos e tensões na América e na África. É
importante identificar e diferenciar os conceitos de Estado, nação
(EF08GE05A) e território e relacionar esses conceitos na análise de diferentes
Reconhecer e aplicar os realidades históricas. Pode-se aplicar os conceitos a partir da
conceitos de Estado, análise de documentos como notícias e/ou reportagens. A
nação, território, governo aprendizagem desses temas pode também ser iniciada com a
Corporações e
e país, analisando os ideia de "território", porque ela provavelmente será considerada
organismos
conflitos e tensões na mais simples pelos estudantes. Para que, isso ocorra,
Conexões e internacionais e
8º contemporaneidade, recomenda-se um estudo prévio sobre o processo histórico de
escalas do Brasil na
com destaque para as
ordem econômica formação territorial da América e da África e a configuração
situações geopolíticas regional, identificando os conflitos étnicos-raciais e culturais, por
mundial
na América e na África e meio de registros geográficos e históricos, como as
suas múltiplas representações cartográficas. Outro ponto que requer atenção,
regionalizações a partir trata-se da seleção de possíveis soluções para situações-
do pós-guerra. problema representativas dos conflitos e tensões ocorridos ou em
curso na América e África. O uso de fotografias, imagens de
satélite, aéreas, desenhos, textos, gráficos entre outros são
recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. Há, aqui, oportunidade para o trabalho interdisciplinar
com a habilidade (EF08HI06), da História, associada a aplicação
dos conceitos de Estado, nação, território e pais para a
compreensão da ordem internacional. A habilidade possui
interface com o tema transversal Educação em Direitos Humanos
e com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais

147
voltadas o pertencimento, cooperação, valorização da diferença e
pensamento crítico.

148
A habilidade (EF08GE06A) retoma as habilidades (EF07GE05A) e
(EF07GE05B) ampliando o repertório sobre o processo de
globalização. Nesse momento, é importante resgatar os
conhecimentos acerca do funcionamento da sociedade capitalista
e os elementos que estimulam e aceleram o processo de
globalização, para que o(a) estudante possa localizar, selecionar
(EF08GE06A) e comparar argumentos e ideias com base em diferentes fontes
Interpretar fatos, dados, que tratam das manifestações da globalização, em diferentes
situações, problemas ou regiões. Dentre as diversas manifestações, sugere-se atenção à
fenômenos do processo produção de desigualdades socioespaciais, inclusive a partir do
de globalização, seu lugar de vivência. A habilidade (EF08GE06B) diz respeito a
discutindo as diferentes compreender e avaliar criticamente o trabalho das organizações
formas de expressão e mundais em relação à realidade dos países do continente
manifestações culturais, Americano e Africano. Para isso, é interessante apresentar as
políticas, econômicas, Corporações e
organismos instituições que atuam no âmbito geopolítico, econômico e
ambientais e sociais, em humanitário no contexto global, como ONU, OMC, Otan, FMI,
Conexões e diferentes lugares. internacionais e
8º Banco Mundial, OIT e OCDE entre outros. Nessa perspectiva, é
escalas (EF08GE06B) Analisar a do Brasil na
atuação das ordem econômica primordial que o(a) estudante diferncie as principais
mundial características do comércio mundial, interpretando o papel da
organizações mundiais Organização Mundial do Comércio (OMC) como reguladora das
nos processos de relações comerciais na escala mundial, o papel das redes
integração cultural e geográficas que constroem o espaço econômico mundial, os
econômica, fundamentos políticos e técnicos de organizações econômicas
reconhecendo marcas multilaterais nas sociedades contemporâneas, analisando as
desses processos, em regras que regulam os fluxos internacionais de mercadorias, além
especial nos contextos de reconhecer o significado histórico e geográfico da Organização
americano e africano. das Nações Unidas (ONU), por meio das ações e programas
voltados para a população mundial. Desse modo, as habilidades
contemplam as características da recente ampliação da
integração geoeconômica global com o objetivo de estabelecer
um ordenamento das relações intranacionais de poder e
influência política. É importante, ainda, considerar a utilização de

149
notícias e/ou reportagens que circulam cotidianamente nas redes
sociais, noticiários de TV, jornais entre outros, de forma crítica e
coerente com o tema estudado. O uso de fotografias, imagens de
satélite, aérea, desenhos, vídeos, representações cartográficas,
textos, gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar
o desenvolvimento das habilidades. As habilidades possuem
interface com os temas transversais Educação em Direitos
Humanos e Educação Ambiental e Sustentabilidade, e também
com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 12 que visa
assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis 17
que visa fortalecer os meios de implementação e revitalizar a
parceria global para o desenvolvimento sustentável e com o
desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas para a
empatia, pertencimento, cooperação, responsabilidade,
valorização da diferença e pensamento crítico.

150
A habilidade (EF08GE07A) retoma conceitos da geopolítica, mas
no contexto das relações dos Estados Unidos da América com os
países que integram os BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e
África do Sul, em especial com o Brasil e a China. Nesse sentido,
o desenvolvimento da habilidade possibilita iniciar a identificação
de situações representativas do mundo contemporâneo e as
influências de nações na manutenção do sistema mundial vigente,
considerando as particularidades dos diferentes territórios. Além
(EF08GE07A) Analisar disso, recomenda-se contextualizar o papel das diferentes
os impactos potências e superpotências e seu papel exercidos na velha e
geoeconômicos, nova ordem mundial e a discussão sobre a ordem mundial
geoestratégicos e contemporânea do século XXI que se caracteriza-se por um
geopolíticos da movimento contínuo e dinâmico entre os atores constituintes do
ascensão dos Estados Corporações e cenário internacional. Há, aqui, oportunidade para o trabalho
Unidos da América no organismos interdisciplinar com a habilidade (EF08HI06), da História,
Conexões e cenário internacional, internacionais e associada a aplicação dos conceitos de Estado, nação, território e
8º país para a compreensão da ordem internacional. Esta habilidade
escalas discutindo a posição de do Brasil na
liderança global e em ordem econômica diz respeito a identificar, compreender e avaliar criticamente os
relação com os países mundial efeitos da ascensão dos EUA no mundo, especialmente na
que integram o BRICS – relação com o Brasil e a China. Para isso, espera-se que o(a)s
Brasil, Rússia, Índia, estudantes possam analisar, a partir da relação existente no
China e África do Sul, ambito geoeconômico, geoestratégico e geopolítico dos Estados
em especial com o Brasil Unidos da América, a situação e a posição do Brasil e da China.
e a China. Espera-se que o(a)s estudantes possam selecionar argumentos e
conhecimentos sobre a questão geopolítica relacionada às
questões políticas, econômicas e estratégicas do cenário mundial.
Pode-se considerar a inserção dos temas geopolíticos,
geoestratégicos e geoeconônicos dos BRICs, associados à
habilidade (EF08GE09), com destaque para o Brasil e a China, a
partir da análise dos impactos da relação que esses países
mantêm com os Estados Unidos da América. Pode-se levantar
questionamentos sobre qual é a posição no cenário mundial de

151
liderança dos Estados Unidos, quais as relações existentes entre
o Brasil e a China, e entre China Brasil e Estados Unidos, assim
como a respeito dos BRICS e qual a importância, a função e o
sentido da regionalização mundial frente às questões
estratégicas, políticas e econômicas. Pode-se apresentar esses
temas e conteúdos a partir da cartografia para que o(a0s
estudantes possam considerar na análise a questão geoespacial,
assim como o uso de fotografias, imagens de satélite, aéreas,
desenhos, textos, gráficos entre outros para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com o tema transversal Educação em Direitos Humanos e
Educação Ambiental e Sustentabilidade, e também com os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 12 que visa assegurar
padrões de produção e de consumo sustentáveis 17 que visa
fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria
global para o desenvolvimento sustentável e com o
desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas para a
empatia, pertencimento, cooperação, valorização da diferença,
resolução de problemas e pensamento crítico.

152
A habilidade (EF08GE08A) diz respeito a compreender e avaliar
criticamente o processo de globalização nos países da América
Latina, incluindo Brasil, e os países do continente africano frente
ao processo de globalização e ao período técnico-científico-
informacional. Espera-se que o(a)s estudantes compreendam o
cenário geopolítico entre os países latino-americanos e africanos
(EF08GE08A) com as potências tradicionais, potências emergentes, em especial
Selecionar e organizar os Estados Unidos. Pode-se apresentar aos estudantes as
indicadores características gerais dos países que integram o continente
socioeconômicos de africano e fazer um reconhecimento sumário desses países,
países da América Corporações e identificando área, população, língua e capital. O mesmo deve ser
Latina e da África, organismos realizado com os países da América Latina para possibilitar a
Conexões e comparando-os com os internacionais e
escalas 8º análise da situação do Brasil e dos países da África e da América
de potências do Brasil na Latina diante do processo de globalização e da potência
tradicionais, potências ordem econômica estadunidense. O uso de fotografias, imagens de satélite, aérea,
emergentes e a ordem mundial desenhos, vídeos, representações cartográficas, textos, gráficos
mundial contemporânea entre outros são recursos importantes para apoiar o
e relacionando com a desenvolvimento das habilidades. Há, aqui, oportunidade para o
ordem mundial trabalho interdisciplinar com as habilidades (EF08HI06) e
contemporânea. (EF08HI09) da História, associadas a compreensão da ordem
internacional. A habilidade possui interface com o tema
transversal Educação em Direitos Humanos e com o
desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas para a
empatia, pertencimento, cooperação, valorização da diferença e
pensamento crítico.

153
A habilidade (EF08GE09A) retoma o contexto dos BRICS diante
da potência estadunidense, contudo espera-se que o(a) possa
identificar e compreender a situação da produção, distribuição e
comercialização entre os BRICS e os Estados Unidos a partir das
referências e padrões econômicos mundiais. Pode-se considerar
a identificação de cada país que participa dos BRICS (Brasil,
Rússia, índia, China e África do Sul), com atenção às
características de cada um no que tange à produção agrícola e
(EF08GE09A) industrial. Espera-se que o(a)s estudantes possam investigar com
Identificar, comparar e detalhes cada país para poder analisar os padrões de produção,
analisar os padrões distribuição, circulação e intercâmbio de produtos, inclusive sobre
econômicos mundiais de a situação dos BRICS diante dos Estados Unidos no que se
produção, distribuição e Corporações e refere à produção agrícola e industrializada e quais as relações
intercâmbio dos organismos comerciais de distribuição e intercâmbio entre os países dos
Conexões e BRICSe os Estados Unidos. Nesse momento, é possível
produtos agrícolas e internacionais e
escalas 8º contextualizar as relações no continente americano, em especial,
industrializados, tendo do Brasil na
como referência os ordem econômica entre os países latino-americanos e abordar o papel dos blocos
Estados Unidos da mundial regionais na nova ordem internacional. O uso de fotografias,
América e os países dos vídeos, imagens de satélite, desenhos, representações
BRICS (Brasil, Rússia, cartográficas, textos, gráficos entre outros são recursos
Índia, China e África do importantes para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A
Sul). habilidade possui interface com o tema transversal Educação em
Direitos Humanos e Educação Ambiental e Sustentabilidade, e
também com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 12
que visa assegurar padrões de produção e de consumo
sustentáveis 17 que visa fortalecer os meios de implementação e
revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável e
com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas
a cooperação, comunicação, responsabilidade, resolução de
problemas e pensamento crítico.

154
A habilidade (EF08GE10A) consiste em identificar, compreender e
avaliar criticamente ações dos movimentos sociais no Brasil,
assim como perceber no que se assemelham e se diferenciam
dos movimentos sociais dos países latino-americanos. Espera-se
que o(a)s estudantes possam analisar os conflitos, tensões e
ações dos movimentos, além de distinguir as ações do campo e
da cidade, e as pautas e reivindicações de cada grupo. Pode-se
apresentar a relação dos movimentos sociais e as pautas de
reivindicação por melhores condições de moradia, de trabalho no
campo e na cidade entre outros. É importante que o(a)s
(EF08GE10A) Identificar estudantes conheçam as origens e natureza das ações, tensões e
as origens dos conflitos dos movimentos sociais brasileiros e latino-americanos.
movimentos sociais, do Corporações e Estudar os movimentos sociais favorece o desenvolvimento das
campo e da cidade, organismos competências gerais 3 e 10 da BNCC, considerando que o(a)
Conexões e discutindo as ações e internacionais e estudante tem acesso à diferentes posicionamentos sobre a
escalas 8º
conflitos relacionados à do Brasil na realidade do Brasil e de países vizinhos, exercendo a consciência
atuação de diferentes ordem econômica multicultural e o respeito a diversidade, além de compreender a
grupos, no Brasil e em mundial importância da cidadania. O uso de fotografias, imagens de
outros países latino- satélite, vídeos, desenhos representações cartográficas, textos,
americanos. gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. Há, aqui, oportunidade de
trabalho interdisciplinar com a habilidade (EF08HI11), da História,
no que se refere a compreensão de ações e conflitos de
diferentes movimentos sociais latino-americanos, em diferentes
períodos. A habilidade possui interface com o tema transversal
Educação em Direitos Humanos e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, valorização da diferença,
comunicação e pensamento crítico.

155
A habilidade (EF08GE11A) assegura a compreensão e avaliação
critíca dos conflitos e tensões que vão, muitas vezes, além da
própria noção de Estado, como a constituição de organizações
regionais e mecanismos internacionais. Considerando que a
habilidade (EF08GE05) aplicou os conceitos de Estado, nação,
território, governo e país para o entendimento de conflitos e
tensões na contemporaneidade, a habilidade desenvolve a função
dos organismos internacionais e regionais de cooperação nas
regiões de conflitos e tensões no continente latino-americano,
(EF08GE11A) Identificar com destaque para o trabalho realizado pela ONU (Organização
áreas de conflitos e das Nações Unidas), pela FAO (Organização das Nações Unidas
tensões nas regiões de para a Alimentação e a Agricultura) e pelas Associações de
fronteira do continente Ajudas Humanitárias que prestam assistência e suporte aos
latino-americano, Corporações e imigrantes e refugiados. Pode-se incluir os temas desta habilidade
analisando o papel de organismos a partir do mapa de conflitos em países da America Latina e
Conexões e organismos internacionais e campos de refugiados. Pode-se espacializar as tensões das
8º internacionais e regiões de fronteira, com destaque para as imigrações latino-
escalas do Brasil na
regionais de cooperação ordem econômica americanas, os refugiados de países em conflitos, como é o caso
nesses cenários e mundial da Venezuela, ou problemas decorrentes da falta de emprego,
examinando as oportunidades de vida com dignidade e o papel das organizagões
consequências para as internacionais de cooperação e assistência nessas regiões.É
populações dos países importante o questionamento sobre como vivem as populações
envolvidos. em regiões de fronteira no continente latino-americano. O uso de
fotografias, imagens de satélite, vídeos, desenhos,
representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
habilidade. A habilidade possui interface com o tema transversal
Educação em Direitos Humanos e Educação em Redução de
Riscos e Desastres (RRD) e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, valorização da diferença,
comunicação e pensamento crítico.

156
A habilidade (EF08GE12A) apresenta aos estudantes a formação
dos blocos regionais de integração no continente americano:
Mercosul, OEA, OEI, Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina,
Aladi, entre outros. Espera-se que o(a) estudante possa entender
como ocorre a formação dos blocos e qual a importância que
(EF08GE12A) Comparar esses organismos de integração do território americano e as
e compreender as principais características. É importante considerar o
características dos desenvolvimento da compreensão sobre o papel dos blocos
Corporações e
principais organismos de econômicos na integração regional no continente americano, em
organismos
integração do território quais blocos o Brasil está integrado e qual papel e função que
Conexões e internacionais e
8º americano, comparando desempenha. Esta habilidade apresenta as marcas da integração
escalas do Brasil na
as atuações e discutindo
ordem econômica latino-americana para que o(a)s estudantes possam compreender
a importância da e analisar os objetivos desses organismos (Mercosul, OEA,
mundial
formação de blocos OEI,Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina, Aladi, entre outros)
regionais, em especial e perceber que a integração busca a comercialização da
para a América Latina. produção agrícola, industrial e de serviços. O uso de fotografias,
imagens de satélite, desenhos, representações cartográficas,
textos, gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar
o desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com o tema transversal Educação em Direitos Humanos.

157
Espera-se, com esta habilidade (EF08GE13A), que o(a)s
estudantes possam reconhecer as características do mundo do
trabalho na atualidade a partir da dinâmica e da influência do
desenvolvimento científico e tecnológico que altera as relações e
os tipos de trabalho do campo e da cidade no mundo e, em
especial, na América e na África. Considerando que o(a)s
estudantes já conhecem as características do setor primário,
(EF08GE13A) Identificar secundário e terciário da economia, é importante analisar
as principais criticamente o desenvolvimento das técnicas e da ciências na
características do configuração dos espaços urbanos e rurais. Assim, é importante
desenvolvimento analisar as transformações do mundo do trabalho, as novas
científico e tecnológico, configurações de empregos, inclusive em tempos flexíveis, o
analisando as Os diferentes advento de novas tecnologias, as mudanças ocorridas nas
influências na contextos e os relações de trabalho a partir dos movimentos migratórios. O uso
Mundo do caracterização de fotografias, imagens de satélite, vídeos, desenhos
8º meios técnico e
trabalho econômica do espaço representações cartográficas, textos, gráficos entre outros são
tecnológico na
mundial (as produção recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
características do habilidade. A habilidade possui interface com os temas
mundo do trabalho), em transversais Educação em Direitos Humanos, Educação
especial na América e Ambiental e Sustentabilidade, e também com os Objetivos de
na África, em diferentes Desenvolvimento Sustentável 12 que visa assegurar padrões de
períodos. produção e de consumo sustentáveis, ODS 17 que visa fortalecer
os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o
desenvolvimento sustentável e ODS 9 que visa construir
infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e
sustentável e fomentar a inovação. A habilidade pode ser
associada às competências específicas de Ciências Humanas 02,
03, 04 e 06 e com as competências específicas de Geografia 01,
03, 04 e 06.

158
Nesta habilidade (EF08GE14A), é voltada para análise dos
processos atuais da produção e das atividades econômicas em
geral, sendo necessário que o(a)s estudantes compreendam que,
na escala global, a tendência de desconcentração é resultante da
industrialização de vastas regiões do mundo, em especial no
Sudeste Asiático e na América Latina, e que ocupam fatias
significativas da produção industrial mundial em muitos setores,
tais como: têxtil (China e Índia), automobilístico Estados Unidos,
(EF08GE14A) América do Sul, Coreia do Sul e México) entre outros. A
Identificar, comparar e habilidade prevê que o Brasil seja destaque na análise desses
relacionar os processos processos econômicos. É importante que o(a)s estudantes
de desconcentração, conheçam o panorama atual das atividades econômicas dos
Os diferentes Estados Unidos e China em especial, compreendê-las no contexto
descentralização e
contextos e os da nova ordem mundial para poder analisar os processos de
Mundo do recentralização das
8º meios técnico e desconcentração e descentralização da produção. O(a) estudante
trabalho atividades econômicas a
tecnológico na pode levantar questionamentos, como exemplos: onde é feita a
partir do capital
produção produção, como ocorre a integração da produção, distribuição e
estadunidense e chinês
em diferentes regiões no circulação e qual a relação do Brasil na ordem mundial da
mundo, com destaque produção com os Estados Unidos e a China, e assim por diante.
para o Brasil. Para isso, é interessante ampliar as pesquisas sobre os países,
mas, sobretudo, os fluxos de descentralização e
desconcentração, apontando as redes, as interdependências e as
ligações. O uso de fotografias, imagens de satélite, vídeos,
desenhos representações cartográficas, textos, gráficos entre
outros são recursos importantes para apoiar o desenvolvimento
desta habilidade. A habilidade possui interface com os temas
transversais Educação em Direitos Humanos e Educação
Ambiental e Sustentabilidade.

159
Como ponto de partida para o desenvolvimento da habilidade
(EF08GE15A) é necessário retomar o significado e a importância
da água e de seu ciclo para a sociedade, em sua relação com
condições socioambientais, sabendo qualificar as múltiplas formas
de uso resultantes da intervenção humana, e posteriormente,
identificar os principais mananciais de água da América Latina
(por exemplo: rios, lagos, represas e lençóis freáticos, aquíferos)
para que os estudantes possam compreender e avaliar
criticamente a importância dos recursos hídricos. Deve-se listar os
principais usuários da água na região, como indústrias,
(EF08GE15A) Identificar residências, atividades agrícolas entre outros, e debater sobre as
a distribuição dos condições em que esses consumidores devolvem a água aos
principais recursos mananciais após o uso. Deve-se, ainda, identificar os principais
hídricos da América problemas relativos ao abastecimento da água, como
Transformações esgotamento e poluição das fontes de água, conflitos no uso dos
Latina, analisando as
do espaço na recursos, dentre outros, bem como reconhecer os sistemas de
Mundo do implicações
8º sociedade recursos hídricos da América Latina e as maiores dificuldades
trabalho socioambientais
urbano-industrial relacionadas à gestão e comercialização da água. Espera-se que
resultantes das formas
na América Latina os estudantes possam reconhecer as principais bacias
predatórias do seu uso e
discutir os desafios hidrográficas da América Latina e identificar a importância do
relacionados à gestão Aquífero Guarani, Bacias do rio da Prata, do Amazonas e do
das águas. Orinoco, sistemas de nuvens na Amazônia e nos Andes, entre
outros e também das sub-bacias, microbacias e territórios
diversos que nelas interagem, reconhecendo, a situação dos
recursos hídricos na América Latina. É possível aproveitar para
comparar documentos e ações propostas por diferentes
instituições sociais e políticas no enfrentamento de problemáticas
relacionadas à questão da água, na América Latina. O uso de
fotografias, imagens de satélite, vídeos, desenhos representações
cartográficas, textos, gráficos entre outros são recursos
importantes para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A
habilidade possui interface com as temáticas de Educação

160
Ambiental e Sustentabilidade, Educação em Redução de Riscos e
Desastres (RRD) e com o Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável 6 que visa assegurar a disponibilidade e gestão
sustentável da água e saneamento para todos e o ODS 11 que
visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos,
seguros, resilientes e sustentáveis e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, valorização da diferença,
responsabilidade, resolução de problemas e pensamento crítico.

161
A habilidade (EF08GE16A) consiste em conhecer e avaliar
criticamente as problemáticas urbanas, principalmente às
relacionadas à estrutura da população e de condições de vida e
de trabalho, comuns às cidades latino-americanas, em especial às
grandes cidades. No desenvolvimento desta habilidade o(a)
estudante tem a oportunidade de estudar e analisar as
desigualdades sociais e compreender a como é a distribuição de
renda nos países latino-americanos, analisando o papel das
políticas públicas e examinando as possíveis soluções. Nessa
perspectiva, é fundametal que o(a) estudante reconheça e aplique
o conceito de cidade e urbanização, associando com o processo
(EF08GE16A) de concentração demográfica na América Latina, em especial no
Selecionar, identificar, contexto brasileiro. A América Latina representa uma das regiões
comparar e analisar as do planeta com significatica riqueza natural e sociocultural, porém,
problemáticas Transformações é evidente a destruição maciça das bacias hidrográficas, a
Mundo do socioambientais, do espaço na degradação acentuada das condições ambientais nas zonas
trabalho 8º culturais, econômicas e sociedade costeiras e mares territoriais, o desmatamento, a contaminação
políticas decorrentes do urbano-industrial das águas e do ar, a perda da identidade cultural e das tradições,
processo de na América Latina condições de vulnerabilidade e seu potencial para os riscos de
urbanização nas cidades desastres socioambientais, entre outros. A América Latina e o
latino-americanas, em Caribe são as regiões mais urbanizadas do mundo, mas também
especial nas brasileiras. algumas das menos povoadas em relação ao seu território. Quase
80% de sua população vivendo em cidades, uma proporção
superior à do grupo de países mais desenvolvidos. É importante
que o(a)s estudantes reconheçam os desafios do debate sobre
população e condições de vida na América Latina para analisar os
principais problemas da vida urbana desses países, de forma a
refletir a partir do seu lugar de vivência. Neste caso, é
interessante relacionar o processo de industrialização e as
características urbanas de diferentes metrópoles e regiões
metropolitanas no Brasil, comparando com as principais cidades
latino-americanas. O uso de fotografias, imagens de satélite,

162
vídeos, desenhos representações cartográficas, textos, gráficos
entre outros são recursos importantes para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com os temas transversais Educação em Direitos Humanos,
Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução
de Risco e Desastre (RRD) e com o Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável 11 que visa tornar as cidades e os assentamentos
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis e com o
desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas para a
empatia, pertencimento, cooperação, valorização da diferença e
pensamento crítico.

163
A habilidade (EF08GE17A) diz respeito a analisar, ou seja,
compreender e avaliar criticamente as formas de apropriação do
espaço urbano, a partir de processos como exlusão social e a
segregação urbana também chamada de segregação
socioespacial. Nessa perspectiva, é possível que o(a) estudante
reconheça elementos que caracterizam o processo de
periferização ou marginalização, em que determinadas pessoas
e/ou grupos sociais por fatores econômicos, culturais, históricos,
ambientais se distribuem no espaço. é fundamental ressaltar que
as formas mais comuns de segregação são a formação de
(EF08GE17A) Analisar favelas, habitações em áreas irregulares, cortiços e áreas de
as diferenças na invasão entre outros. Espera-se que o(a)s estudantes possam
apropriação dos conhecer as características da situação urbana em diferentes
espaços urbanos, cidades da América Latina para analisar essa segregação
relacionando-as com os Transformações socioespacial, inclusive nas médias e pequenas cidades. Por isso,
processos de exclusão do espaço na é importante comparar, a partir de representações cartográficas,
Mundo do
8º social e segregação sociedade as redes urbanas, associando com as características da
trabalho
socioespacial e as urbano-industrial hierarquia urbana das principais cidades da América Latina, em
políticas públicas de na América Latina especial no Brasil. Deve-se considerar que uma das causas da
planejamento urbano segregação urbana é a oposicão entre centro e periferia, que
encontradas na América constitui-se a partir da formação de novas centralidades no
Latina, em especial no espaço urbano. O(a)s estudantes devem distinguir as diferentes
Brasil. formas de moradias na cidade e o processo de periferização,
reconhecendo, nos espaços centrais, os locais de disputas por
moradia, as segregações espaciais, a marginalização das
pessoas e dos espaços e a necessidade de pensar as zonas de
riscos para moradias. Fica evidente a relação com da segregação
socioespacial com percepção de riscos e desastres
socioambientais, propondo formas de prevenção a partir das
perspectivas do conceito de cidades sustentáveis e resilientes.
Sendo interessante, que o(a) estudante possa identificar, analisar,
selecionar e estimar a população vulnerável por exposição aos

164
perigos originários de fenômenos naturais e induzidos pela ação
humana, nas cidades latino-americanas; e inclusive ampliar as
suas pesquisas e investigação sobre os fenômenos geodinâmicos
existentes nas Américas e seu potencial na geração de risco de
desastres. Nesse momento, o(a)s estudantes podem elaborar
mapas de percepção de riscos ambientais (envolvendo aspectos
das vulnerabilidades e perigos do lugar), se apropriando da
cartografia social. De modo, será possível identificar e relacionar
os fundamentos da cidadania e da democracia, do presente e do
passado, aos valores éticos e morais na vida cotidiana nos
espaços urbanos no contexto da América Latina, além de
identificar situações nas quais os direitos básicos dos cidadãos
não são usufruídos por todos os segmentos da sociedade nos
espaços urbanos, aplicando os fundamentos defendidos na
Declaração Universal dos Direitos Humanos. O uso de fotografias,
imagens de satélite, vídeos, desenhos, representações
cartográficas, textos, gráficos entre outros são recursos
importantes para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A
habilidade possui interface com os temas transversais Educação
em Direitos Humanos, Educação Ambiental e Sustentabilidade e
Educação em Redução de Risco e Desastre (RRD) e com o
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 que visa tornar as
cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros,
resilientes e sustentáveis e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, valorização da diferença e
pensamento crítico.

165
A habilidade (EF08GE18A) consiste em produzir mapas ou outras
representações cartográfica que apresentem as dinâmicas do
(EF08GE18A) Elaborar campo e da cidade e que permitam aos estudantes analisarem as
mapas ou outras formas redes e o ordenamento territorial de uso e ocupação do solo na
de representação América e África. Sugere-se a linguagem cartográfica como base
cartográfica para para obtenção de informações pelo(a)s estudantes, ainda, como
Formas de analisar as redes e as Cartografia: meio de expressão das investigações sobre os temas propostos
representação dinâmicas urbanas e anamorfose, de ordenamento territorial da América e África. O uso de
8º fotografias, imagens de satélite, vídeos, desenhos, textos, gráficos
e pensamento rurais, ordenamento croquis e mapas
espacial territorial, contextos temáticos da entre outros são recursos importantes para apoiar o
culturais, modo de vida e América e África desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
usos e ocupação do com os temas transversais Educação em Direitos Humanos,
solo, na América e na Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução
África. de Risco e Desastre (RRD) e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a comunicação,
resolução de problemas e pensamento crítico.
A habilidade (EF08GE19A) possui relação direta com a
(EF08GE18). A aprendizagem sobre anamorfose geográfica ou
cartográfica pode ser compreendida como uma forma de
representação do espaço geográfico em que há a distorção da
(EF08GE19A) proporcionalidade entre os territórios para adequá-los aos dados
Interpretar cartogramas, quantitativos que norteiam o mapa. O cartograma é uma
Cartografia: modalidade específica, dentro da cartografia, que consiste em
Formas de mapas esquemáticos
anamorfose, representar um território indicando de maneira proporcional os
representação (croquis) e anamorfoses
8º croquis e mapas valores de determinado fenômeno. Espera-se que o(a)s
e pensamento geográficas com
temáticos da estudantes possam compreender as diferentes informações
espacial informações geográficas
América e África geográficas da América e da África a partir de cartogramas que
acerca da América e da
África. considerem, por exemplo: produção de petróleo, importação e
exportação e anamorfoses que trabalhe com a população urbana
e rural na América e na África. É importante destacar que no
desenvolvimento desta habilidade os conhecimentos sobre a
visualização, interpretação e comparação de formas de

166
representação cartográfica de fenômenos quantitativos e
ordenados na escala global e a identificação de anamorfoses
geográficas para analisar diferentes fenômenos serão
aprofundados. Recomenda-se acessar os produtos do
Sensoriamento Remoto, Cartografia Digital, Sistema de
Informações Geográficas e Sistema de Posicionamento Global. O
uso de fotografias, imagens de satélite, fotografias aéreas, vídeos,
desenhos, textos, gráficos entre outros são recursos importantes
para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A habilidade
possui interface com o tema transversal Educação Ambiental e
Sustentabilidade e com o desenvolvimento de habilidades
socioemocionais voltadas para a comunicação, resolução de
problemas e pensamento crítico.

167
A habilidade (EF08GE20A) consiste em comparar os aspectos
populacionais, urbanos, políticos, ambientais, econômicos dos
países da América e da África para compreender e avaliar
criticamente as desigualdades sociais e econômicas e a situação
de produção e circulação de produtos e economia. Espera-se que
o(a) estudante possa refletir e debater sobre as questões de
desigualdade dos povos nestes continentes. A América é o
continente com maior extensäo latitudinal, com a segunda maior
área e o terceiro quantitativo populacional mais numeroso. É o
(EF08GE20A) Analisar continente com maior extensão no sentido norte-sul, sendo único
características de países a ocupar todas as faixas climáticas do planeta também pelos dois
e grupos de países da trópicos (Cancer e Capricórnio). Pode-se apresentar, os aspectos
Identidades e populacionais da América, as suas divisões regionais,
América e da África no
interculturalidades colonização, ocupação e economia, e os aspectos físicos do
que se refere aos
regionais: continente. A África é o segundo maior quantitativo populacional e
Natureza, aspectos populacionais,
Estados Unidos o terceiro maior continente do mundo, e o único situado em todos
ambientes e urbanos, políticos e
8º da América, os hemisférios da terra: norte, sul, leste e oeste. Para que os
qualidade de econômicos e
América estudantes possam analisar o papel da África hoje, é necessário
vida ambientais, discutindo
espanhola e apresentar a divisão regional da África com suas particularidades,
as desigualdades sociais
portuguesa e especificidades, regionalidades e contrastes. A África é um
e econômicas e as
África continente conhecido pela sua pobreza, contudo rico em riquezas
pressões sobre a
natureza e suas naturais e ainda conserva graves problemas sociais, como a
riquezas. desnutrição, o analfabetismo e a mortalidade infantil. O uso de
fotografias, imagens de satélite, vídeos, desenhos, textos, gráficos
entre outros são recursos importantes para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com os temas transversais Educação em Direitos Humanos,
Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução
de Risco e Desastre (RRD) e com o Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável 11 que visa tornar as cidades e os assentamentos
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis e ODS 15
que visa proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos

168
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas,
combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra
e deter a perda de biodiversidade. A habilidade pode ser
associada às competências específicas de Ciências Humanas 01,
02, 03, 04, 05 e 06 e com as competências específicas de
Geografia 01, 03, 04, 05 e 06 e e com o desenvolvimento de
habilidades socioemocionais voltadas para a empatia,
pertencimento, cooperação, valorização da diferença e
pensamento crítico.

A habilidade (EF08GE21A) diz respeito a refletir sobre a


(EF08GE21A) Analisar o importância da Antártica no contexto geopolítico, ressaltando a
papel ambiental e Identidades e relevância dos países da América do Sul juntamente com a
territorial da Antártica no interculturalidades Antártica, nas pesquisas sobre o ambiente global. Espera-se que
contexto geopolítico, sua regionais: o(a) estudante possa compreender a importância desse
Natureza,
relevância para os Estados Unidos continente, que corresponde a aproximadamente 70% das
ambientes e
8º países da América do da América, reservas de água doce da Terra. Além dessa disponibilidade de
qualidade de água doce, a preservação dessa região é fundamental tanto para
Sul e seu valor como América
vida a manutenção da vida de espécies que habitam os oceanos
área destinada à espanhola e
pesquisa e à portuguesa e quanto para manter o nivel dos oceanos. Deve-se considerar que
compreensão do África a Antártica é uma região com características peculiares,
ambiente global. desempenhando papel fundamental para o equilíbrio ambiental do
planeta. Ao estudar esse continente, é importante a utilização do

169
mapa-mundi. O(a)s estudantes devem refletir sobre o fato de que
as geleiras da Antártida correspondem a uma porção exponencial
das reservas de água doce do planeta, além de sua importância
para a vida de espécies que habitam os oceanos. O uso de
fotografias, vídeos, imagens de satélite, desenhos, textos, gráficos
entre outros são recursos importantes para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com os temas transversais Educação Ambiental e
Sustentabilidade e Educação em Redução de Risco e Desastre
(RRD) e habilidades socioemocionais relacionadas ao
desenvolvimento do pensamento crítico.

(EF08GE22A) Comparar As habilidades (EF08GE22A), (EF08GE22B) e (EF08GE22C)


dados e informações consistem em compreender e reconhecer que a economia dos
geográficas relevantes países da América Latina tem suas principais atividades
acerca dos recursos produtoras voltadas para o setor primário, que corresponde à
naturais e diferentes produção de produtos agropecuários, extração vegetal, animal e
fontes de energia na mineral. E importante entender os recursos naturais renováveis e
América Latina. a capacidade de produção de energia energia hidrelétrica, solar,
(EF08GE22B) Analisar eólica, geotérmica, maremotriz, biocombustíveis dos países da
a relevância dos Diversidade América Latina, assim como relacionar a produção de matéria-
Natureza,
principais recursos ambiental e as prima, uso e cooperação entre os países do Mercosul e outros
ambientes e
8º naturais, relacionando transformações blocos regionais. É importante considerar que o território
qualidade de
com os tipos de usos e nas paisagens na americano é rico em recursos naturais vegetais, animais e
vida
os processos de América Latina minerais, e essa diversidade é explorada de várias maneiras.
cooperação entre os O(a)s estudantes devem, assim, conhecer as características dos
países do Mercosul e países da América Latina para analisar se há uma rede de
outros blocos regionais cooperação no que se refere à produção de energia e uso de
da América Latina. matérias-primas. Nessa perspectiva, considera-se a identificação
(EF08GE22C) Analisar dos tipos de fontes de energia, analisando desequilíbrios na
relações conflituosas em produção e no uso das diversas formas de energia no mundo; a
razão de interesses extração de informações de diferentes fontes para exemplificar e

170
contraditórios entre explicar formas de utilização e consequências do uso
produtores e usuários indiscriminado das distintas fontes de energia, e analisar dados
das formas de energia e em diversas fontes que digam respeito às consequências
recursos naturais, ambientais da atividade energética global e no Brasil. O uso de
selecionando fotografias, imagens de satélite e áereas, desenhos, textos,
argumentos com vistas a gráficos entre outros são recursos importantes para apoiar o
identificar áreas do desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
planeta suscetíveis a com o componente de Ciências e com os temas transversais
danos ambientais Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação em Redução
decorrentes da extração de Risco e Desastre (RRD) e com o Objetivo de Desenvolvimento
e do uso de fontes Sustentável 12 que visa assegurar padrões de produção e de
energéticas, em especial consumo sustentáveis e o ODS 13 que visa tomar medidas
na América Latina. urgentes para combater a mudança climática e seus impactos e
com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas
para a empatia, pertencimento, cooperação, valorização da
diferença e pensamento crítico.

Na habilidade (EF08GE23A) o(a) estudante amplia o estudo


sobre as diferentes paisagens existentes na América Latina,
(EF08GE23A) Identificar percebendo a diversidade: cadeia de montanhas (Cordilheira dos
paisagens da América Andes), florestas tropicais (Amazônia), pradarias, desertos do
Latina e associá-las, por Atacama, especialmente por meio da linguagem cartográfica. É
Diversidade possível incluir as características das paisagens das regiões da
Natureza, meio da cartografia, aos
ambiental e as América Latina e associá-las aos diferentes povos e lugares:
ambientes e diferentes povos da
8º região, com base em transformações povos atacamenhos, as diversas etnias e tribos indígenas das
qualidade de
aspectos da nas paisagens na florestas tropicais entre outros. O uso de fotografias, imagens de
vida
geomorfologia, da América Latina satélite, vídeos, desenhos, textos, gráficos entre outros são
biogeografia e da recursos importantes para apoiar o desenvolvimento desta
climatologia. habilidade. A habilidade possui interface com os temas
transversais Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação
em Redução de Risco e Desastre (RRD) e com o

171
desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas para a
comunicação e pensamento crítico.

A habilidade (EF08GE24) diz respeito a reconhecer e avaliar


criticamente as características produtivas dos países latino-
americanos, como a exploração mineral na Venezuela; agricultura
de alta especialização e exploração mineira no Chile; circuito da
carne nos pampas argentinos e no Brasil; circuito da cana-de-
açúcar em Cuba; polígono industrial do sudeste brasileiro e
plantações de soja no centro-oeste; maquiladoras mexicanas,
entre outros. Como América Latina, entende-se o conjunto de
(EF08GE24A) Analisar países marcados pela herança colonial ibérica. Esses países
as principais possuem algumas condições comuns, como o fato de terem sido
caracteristicas colonizados por países latinos. Considerando que os estudantes
Diversidade
Natureza, produtivas dos países já estudaram os países latino-americanos nas habilidades
ambiental e as
ambientes e latino-americanos anteriores, neste momento, espera-se que possam fazer essa
8º transformações
qualidade de estabelecendo
nas paisagens na análise mais específica. É importante considerar a relação entre
vida comparações entre a as escolhas produtivas dos diferentes países latino-americanos e
exploração mineral, América Latina
a condição socioeconômica da população, considerando as
agricultura e pecuária características produtivas diante das necessidades do mercado
entre outras. interno dos países, as condições de trabalho e a distribuição de
renda. O uso de fotografias, vídeos, imagens de satélite,
desenhos, textos, gráficos entre outros são recursos importantes
para apoiar o desenvolvimento desta habilidade. A habilidade
possui interface com os temas transversais Educação em Direitos
Humanos, Educação Ambiental e Sustentabilidade e Educação
em Redução de Risco e Desastre (RRD) e com o Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 12 que visa assegurar padrões de

172
produção e de consumo sustentáveis e o ODS 13 que visa tomar
medidas urgentes para combater a mudança climática e seus
impactos. A habilidade pode ser associada às competências
específicas de Ciências Humanas 02, 03, 04 e 06 e com as
competências específicas de Geografia 01, 03, 04 e 06 e
habilidades socioemocionais relacionadas ao desenvolvimento do
pensamento crítico.

A habilidade (EF09GE01A) diz respeito a compreender e avaliar


criticamente a hegemonia europeia. O continente europeu teve
papel preponderante na organização do mundo contemporâneo,
(EF09GE01A) Analisar
com relevante atuação na Guerra Fria e nos momentos
criticamente de que
posteriores. Espera-se que os estudantes possam analisar ações
forma a hegemonia
a reestruturação da economia global após os anos 1980, os
europeia foi exercida em A hegemonia diferentes processos de produção e da organização da economia
O sujeito e várias regiões do europeia na atual (que inclui a formação de blocos econômicos. Espera-se que
seu lugar no 9º planeta, notadamente economia, na o estudante reconheça o percurso do continente europeu diante
mundo em situações de política e na das adversidades de conflitos, guerras e disputas e sua influência
conflitos, intervenções cultura cultural. Pode-se incluir o histórico de formação e consolidação do
militares e/ou influência mapa da Europa pós Segunda Guerra Mundial, que auxilia a
cultural, em diferentes compreender o panorama atual, para analisar a hegemonia que a
tempos e lugares. Europa exerce em outras regiões do mundo. É importante
introduzir a formação e a organização da economia global a partir
do continente europeu para que os alunos possam conhecer o

173
percurso de consolidação da hegemonia e a formação da União
Europeia. O uso de fotografias, imagens de satélite, fotografias
aéreas, desenhos, representações cartográficas, textos, gráficos
entre outros são recursos importantes para apoiar o
desenvolvimento desta habilidade. A habilidade possui interface
com o tema transversal Educação em Direitos Humanos, assim
como o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 que por
meio de metas visa promover sociedades pacíficas e inclusivas
para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à
justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e
inclusivas em todos os níveis. A habilidade está associada com a
competência específica de Ciências Humanas 01, 02, 05 e 06 e
com as competências específicas de Geografia 02, 03, 04 e 05 e
com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais voltadas
para a empatia, pertencimento, cooperação, valorização da
diferença e pensamento crítico.
A habilidade (EF09GE02A) assegura que os estudantes possam
compreender e avaliar criticamente a atuação das corporações
(EF09GE02A) Analisar a internacionais e das organizações econômicas mundiais na vida
atuação das da população. As organizações internacionais são órgãos
corporações multilaterais responsáveis pela integração, inter-relação e acordos
internacionais e das envolvendo diversos países. Pode-se incluir a aprendizagem do
organizações escopo e rede de atuação das corporações e organizaçöes
O sujeito e Corporações e internacionais. Além disso, o estudante deve compreender que as
econômicas mundiais,
seu lugar no 9º organismos organizações internacionais surgiram, em sua maioria, na
em diferentes regiões,
mundo discutindo as influências internacionais segunda metade do século XX, e se consolidaram como
na vida da população importantes atores no cenário internacional de integração
em relação ao consumo, geoeconômica global com a missão de estabelecer um
cultura, mobilidade entre ordenamento das relações intranacionais de poder e influência
outros. política. O uso de fotografias, imagens de satélite e áereas,
desenhos representações cartográficas, textos, gráficos entre
outros são recursos importantes para apoiar o desenvolvimento

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199
HISTÓRIA

A Base Nacional Comum Curricular estabelece para o componente os


conhecimentos, as competências e as habilidades que se espera que todos
os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica, juntamente aos
propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana
integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

O saber histórico na sala de aula, tem se caracterizado por um


duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por
meio do passado.21 De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos
questionamentos dos tempos atuais. Com tal processo, pretende-se contribuir com
a construção das identidades, dos diferentes grupos que constituem a sociedade.

Os velhos marcos históricos estão sendo revistos, mesmo


que paulatinamente, podendo-se introduzir uma história da Antiguidade
pelas sociedades indígenas, pela diversidade de uma história
econômica da agricultura ou por uma história social pelo trabalho
escravo criador das riquezas que sustentam o sistema capitalista
do mercantilismo ao neoliberalismo, de uma história das sociedades
constituídas antes do aparecimento da escrita, da formação de uma
civilização americana miscigenada.22

É preciso lembrar que apesar de na tradição historiográfica e acadêmica a


história factual já estar superada há quase um século, há ainda remanescentes
desse factualismo no ensino de História. Temos que nos atentar que o professor
não é um transmissor de conhecimento e os estudantes seres passivos que apenas
absorvem o saber. Na BNCC, e mesmo antes dela com os PCNs, o professor é o
mediador do

21
Desde os Annales se entende que o historiador é também fruto do seu tempo e que toda investigação
histórica e, consequentemente, toda narrativa histórica é fruto de perguntas realizadas por um ser social que só
as pensou graças aos paradigmas do tempo presente. O manual metodológico que organizou essas práticas
historiográficas foi o livro “Apologia da História”, de Marc Bloch. Décadas depois o historiador Michel de
Certeau recupera a necessidade de nos atermos ao fato de que mesmo se tratando do passado o texto
fatidicamente traz elementos do presente de quem o escreveu. Chamado por De Certeau de “operação
historiográfica” esse processo é a junção da “relação entre um lugar (um recrutamento, um meio, uma
profissão, etc.), procedimentos de análise (uma disciplina) e a construção de um texto (uma literatura).
(CERTEAU, 1982)
BLOCH, Marc. Apologia da história, ou, O ofício do historiador. Tradução: André Telles. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed., 2001.
CERTEAU, Michel de. A escrita da História. Tradução de Maria de Lourdes Menezes. 2ed. Rio de
Janeiro: Forense Universitária, 1982. p.66.
22
BITTENCOURT, Circe Fernandes. “Reflexões sobre o ensino de História”. In: Estudos Avançados, 32
(93). São Paulo: USP, 2018. pp.127-149.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v32n93/0103-4014-ea-32-93-0127.pdf (acesso em novembro
de 2018)

200
conhecimento e o estudante é um ser ativo no seu processo de aprendizagem
e também na forma de ensinar do professor. Essa forma de aprender e ensinar
são fundamentais dentro de uma concepção integral de educação e
contribuem na formação protagonista do estudante.

A aprendizagem de história é um exercício importante de humanização


e socialização, pois nos coloca em contato com o outro por meio do conhecimento
de outras experiências humanas, em lugares e épocas distintas.

Um dos principais objetivos que a BNCC apresenta para o componente


curricular é estimular a autonomia de pensamento por meio do reconhecimento
da existência de diferentes sujeitos, histórias, condutas, modos de ser, agir e
pensar sobre o mundo.23 Tal percepção estimula o pensamento crítico, pois
ajuda a compreender que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar
nos quais vivem, o que sintetiza uma operação fundamental na construção do
conhecimento histórico, qual seja a contextualização.

A resistência dos homens à perda de si e seu esforço de auto-afirmação


constituem-se como identidade mediante representações de
continuidade, com as quais relacionam as experiências do tempo com
as intenções do tempo.24

Um dos desafios que se coloca no Ensino Fundamental é a necessidade


de estudantes e professores assumirem uma “atitude historiadora”,25 dando
destaque ao uso das fontes históricas em suas diferentes linguagens26. Realizando
progressivas

23
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a base. Brasília: MEC/
CONSED/ UNDIME, 2017. (Versão homologada) p. 398.
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc (acesso em 27/11/2018)
24
RUSEN, Jörn. Razão histórica: Teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de
Estevão de Rezende Martins. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. p.66.
25
Ibidem, BRASIL, BNCC, 2017, p.396.
Op. cit. RUSEN, 2001.
26
É também com Bloch e com os Annales que se amplia, já em 1929, a noção de fontes históricas, que passa a
ser todo o vestígio deixado pelo homem, desde documentos oficiais a relatos orais. Atualmente podemos
classificar as fontes históricas ou os documentos históricos em: escritas (cartas, jornais, inventários, e etc.);
orais (entrevistas, relatos e etc.); imateriais (como festas, saberes populares e tradição oral) e materiais
(tais como: objetos, construções e indumentária); audiovisuais (inclusive ficcionais); cartográficas e
iconográficas (pinturas, desenhos, fotografias, entre outros). As fontes ou documentos históricos são como
pistas de um crime para um detetive ou sintomas de uma doença para um médico como nas analogias
apresentadas por Carlo Ginzburg sobre o paradigma indiciário, pois para ele:
“O historiador é, por definição, um investigador para quem as experiências,
no sentido rigoroso do termo, estão vedadas.” (GINZBURG, 1989. p. 180)
Ibidem BLOCH, 2001.
BURKE, Peter (org.). A escola dos Annales, 1929-1989: a revolução francesa na historiografia. São
Paulo: Editora Unesp, 1991.
GINZBURG, Carlo. A micro-história e outros ensaios. Tradução de Antonio Narino. Rio de Janeiro:
Editora Difel, 1989.

201
operações cognitivas com as fontes para descrevê-las, analisá-las, compará-
las, questioná-las, produzindo um discurso sobre o passado e compará-lo com
outros discursos já produzidos. É possível também ir a campo com os estudantes:
observar contextos, entrevistar pessoas, consultar arquivos, bibliotecas,
centros de documentação, visitar os lugares de memória, os museus, explorar
acervos digitais, coletar e analisar materiais e, por fim, criar seus próprios registros
(como por exemplo até mesmo centros de memória na própria escola) analisando e
propondo soluções.

O termo “atitude historiadora” é utilizado na BNCC, no texto introdutório


de História, e se refere ao movimento do (a) professor (a) e do estudante em
se posicionarem como sujeitos frente ao processo de ensino e aprendizagem,
fazendo uso da comparação, contextualização e interpretação das fontes,
estimulando a reflexão histórica sobre a sociedade na qual se vive.

Podemos também pensar a atitude historiadora, no processo de partirmos


do cotidiano do estudante para o passado como desdobramentos da
“consciência histórica”. Jörn Rüsen, pesquisador alemão nos trouxe o conceito de
“consciência histórica” que para ele é o fundamento da ciência histórica. Essa
“consciência” seria inerente ao ser humano e um resultado das suas interações com
o tempo, portanto o contato de todos com a História se daria antes mesmo do
conhecimento sobre os fatos históricos, como decorrência de um processo de
existência e sobrevivência humana.

[...] A consciência histórica é, pois, guiada pela intenção de dominar o tempo


que é experimentado pelo homem como ameaça de perder-se na
transformação do mundo e dele mesmo. O pensamento histórico é,
por conseguinte, ganho de tempo, e o conhecimento histórico é tempo
ganho. (RUSEN, 2001.p.60)

A aprendizagem de História, enquanto componente da área de


Ciências Humanas no Ensino Fundamental, se alinha às propostas e caminhos do
componente de Geografia, possibilitando um trabalho articulado nas escolas, por
meio de métodos investigativos em comum e de temáticas semelhantes.
(Re)conhecer, identificar,
pesquisar, classificar, comparar, diferenciar, interpretar, compreender, analisar, refleti
r criticamente, criar/produzir a respeito das sociedades humanas em diferentes
tempos e espaços mobilizando diferentes linguagens (textuais, iconográficas,
cartográficas, materiais, orais, sonoras e audiovisuais) são propostas dos dois
componentes.
O Currículo Paulista propõe que estudantes e professores (as) se coloquem
como produtores de conhecimento crítico e respeitoso em relação a diversidade

202
humana. Desse modo, os estudantes também devem assumir o papel protagonista
no processo de aprendizagem para se tornarem agentes de transformações no
meio social, desde os anos iniciais de escolarização e aperfeiçoando-se por toda
sua vida. Todo esse processo contribui para a formação integral27 do estudante, que,
de acordo com a BNCC:

(...) Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e


ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a
complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com
visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva)
ou a dimensão afetiva.

(...)

Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de


educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere
à construção intencional de processos educativos que
promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as
possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os
desafios da sociedade contemporânea. Isso supõe considerar as
diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas juvenis e seu
potencial de criar novas formas de existir.

Assim, a BNCC propõe a superação da fragmentação


radicalmente disciplinar do conhecimento, o estímulo à sua aplicação
na vida real, a importância do contexto para dar sentido ao que
se aprende e o protagonismo do estudante em sua aprendizagem e
na construção de seu projeto de vida. 28

O Organizador Curricular de História está disposto por anos. Em cada


ano encontramos colunas contendo os itens: unidades temáticas, habilidades e
objetos do conhecimento, e uma coluna de orientações complementares, específica
no Currículo Paulista. Cabe observar que a coluna de habilidades foi colocada
antes dos objetos do conhecimento, modificando a ordem da BNCC. Esta
mudança enfatiza a importância de se trabalhar os processos cognitivos por
meio dos objetos do

27
Além da BNCC a educação integral do estudante também nos remete aos 4 Pilares da Educação,
apresentada no relatório da UNESCO para a educação no século XXI, onde se apresenta uma educação
para além da aprendizagem sobre técnicas e onde os saberes essenciais são: aprender a conhecer, aprender a
ser, aprender a conviver e aprender a fazer.
DELORS, Jacques (org.). Educação um tesouro a descobrir – Relatório para a Unesco da
Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Brasília: UNESCO, 2010.
Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.pdf (acesso em novembro de 2018)
28
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a base. Brasília: MEC/
CONSED/ UNDIME, 2017. (Versão homologada) p. 14 e 15.
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc (acesso em 27/11/2018)
203
conhecimento, que são organizados em unidades temáticas. O conjunto
de habilidades, por sua vez, permite o desenvolvimento progressivo das
competências específicas de História, da área das Ciências Humanas e da BNCC.

As orientações complementares são comentários sobre as habilidades e


que apresentam possíveis caminhos e métodos de trabalho para o
desenvolvimento das propostas do Currículo. Essas orientações não devem ser
vistas como limitadores do trabalho do (a) professor(a) que permanece
sendo o(a) responsável pelo planejamento das aulas e desenvolvimento das
habilidades.

Mesmo mantendo o código da BNCC, o organizador apresenta as habilidades


em uma sequência que visa o melhor entendimento, contextualização e progressão
dos conhecimentos históricos.

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano, a escala de


observação movimenta-se do particular para o geral. Assim, no ciclo de
alfabetização (1º e 2º ano), propõe-se o estudo do contexto do estudante: o
conhecimento de si, do outro, da família, da escola e da comunidade, em
continuidade aos saberes desenvolvidos na Educação Infantil, por meio do campo
de experiência “O eu, o outro, o nós”. No 3º ano, amplia-se o objetivo para a
trajetória do município e dos grupos que o formaram. 29

No 4º e 5º ano há uma alteração significativa tendo em vista o


que tradicionalmente é aprendido nesta fase, em que se desprende da
história do particular e da localidade de onde se vive para percorrer tempos e
espaços mais longínquos. Tal mudança apresenta-se como possibilidade de
melhorar a articulação com os anos finais do Ensino Fundamental, diminuindo o
descompasso entre as duas etapas da escolarização. Assim, alguns temas
geralmente trabalhados no 6º ano migraram para o 4º e 5º, como o surgimento
dos seres humanos e o nomadismo, tendo como ponto de partida o tempo
presente marcado por intensos e sucessivos movimentos migratórios. Outros
objetos de conhecimento - dentre eles o aparecimento da escrita, da
agricultura e de outras tecnologias - também podem garantir esta progressão.

No Currículo Paulista, algumas habilidades foram criadas com o objetivo de


desenvolver aprendizagens sobre o percurso histórico do estado de São Paulo e da

29
Entendemos que a criança nos anos iniciais do ensino fundamental está no processo de alfabetização e que
as atividades de registro podem ser realizadas além da escrita, ou com o auxílio do (a) professor (a) e da família.
204
sua população. A temática já faz parte do currículo do Ensino Fundamental
(anos iniciais) em algumas redes municipais, contudo, polêmicas historiográficas
fizeram parte da escrita da história e da construção da identidade paulista
ficarem, com o tempo, fora do componente. Certa historiografia do passado
elaborou uma visão do estado como “locomotiva do progresso” no país,
transformando em mitos e heróis, alguns de seus personagens, como o
bandeirante.30 Não é o que propõe este Currículo, que estimula a compreensão
das diversidades e ambiguidades desta região e sua cultura, e que possibilita
o trabalho crítico sobre as imagens historiograficamente criadas no passado sobre o
estado de São Paulo.

Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, a abordagem


cronológica, mais comum, foi preservada como na BNCC. Além das temáticas
tradicionais31, com ênfase nas experiências brasileiras e latino-americanas,
procurou-se destacar o papel das mulheres, além do engajamento e das conquistas
dos grupos marginalizados na história. Lembremos que todos os grupos têm sua
contribuição sociocultural e econômica e devem ser igualmente reconhecidos e
respeitados. O tratamento destas questões tem por objetivo conhecer as
diferenças, valorizar convivência respeitosa entre todos e todas e superar
desigualdades historicamente construídas.

Outros temas podem ser incluídos no desenvolvimento das habilidades


do Currículo Paulista. O (A) professor(a) tem liberdade para adaptar o currículo
de História de acordo com cada realidade escolar, a cultura local, a partir do
cotidiano dos estudantes e das suas vivências. É preciso compreender que o seu
trabalho é

30
Essa produção de exaltação foi sobretudo produzida para a comemoração do IV Centenário de São Paulo,
onde tivemos como lançamento a coleção que posteriormente ficou conhecida como a biografia da cidade de
São Paulo “História e Tradições da Cidade de São Paulo” de Ernani Silva Bruno, obra que procura
trazer, de forma cronológica, todos os acontecimentos marcantes sobre a cidade desde a sua
fundação até às vésperas do lançamento do livro.
A historiadora Kátia Abud escreveu sobre a noção de superioridade que foi associada aos bandeirantes em
sua tese.
ABUD, Kátia Maria. O sangue intimorato e as nobilíssimas tradições: a construção de um símbolo paulista:
o Bandeirante. Tese de doutorado, FFLCH, 1985.
BRUNO, Ernani Silva. História e Tradições da Cidade de São Paulo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.
GLEZER, Raquel. Historiografia paulista: transformações e persistências. In: Antigos & Modernos:
diálogos sobre a (escrita da) história. São Paulo, 2007.
Disponível em: http://www.fflch.usp.br/dh/heros/cursos/antigos/simposio/ index2.html
(acesso em novembro de 2018)
31
Antiguidade Clássica, Feudalismo, Formação dos Estados Nacionais Europeus, Expansão Marítima
e Colonização, Revoluções Burguesas, Independências Coloniais, Imperialismo, Guerras Mundiais, entre
outros, relacionados ao que o historiador Collingwood chamou de quadripartismo histórico (Idade Antiga,
Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea).
COLLINGWOOD, R.G. A Ideia de História. Lisboa: Presença / Martins Fontes, 1978.

205
fundamental na formação integral dos estudantes e requer uma reflexão sobre todo o
processo de desenvolvimento da aprendizagem.

Estas questões aparecem em duas competências específicas elaboradas como


acréscimo, para além daquelas apresentadas pela BNCC:

8. Compreender e questionar as relações étnicas, combatendo o racismo e


a xenofobia. Tratar com equidade as diferentes culturas de modo a valorizar
a história e a cultura africana, afro-brasileira, imigrante e indígena, bem
como suas contribuições para o desenvolvimento social, cultural,
econômico, científico, tecnológico e político.

9. Compreender, identificar e respeitar as diversidades,


questionando estereótipos, conhecendo a importância dos movimentos
sociais e, dessa forma, contribuir para a formação de uma sociedade
igualitária, empática, que preze pelos valores da convivência humana e que
garanta direitos.32

Também criamos a competência 10:

10. Identificar e questionar discursos que estimulam o consumismo e


a construção da identidade por meio do ter e do parecer em detrimento do
ser, bem como refletir sobre as implicações destes hábitos,
atitudes e comportamentos nas relações humanas e apropriação da
natureza e os impactos socioambientais. Buscar práticas sustentáveis
nas dimensões ambientais, econômicas, culturais e sociais, bem como
a conservação, preservação restauração do meio ambiente.33

32
Essa competência é validada através de diferentes parâmetros legais tais como a própria Constituição de
1988, partindo do princípio básico nela assegurado no seu artigo 5º, que diz que “Todos são iguais perante a
lei, sem distinção de qualquer natureza”.
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.
Disponível em: https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_15.12.2016/art_5_.asp (Acesso
em novembro de 2018)
BRASIL, PORTARIA Nº 202, DE 10 DE MAIO DE 2018. Brasília: Ministério de Estado dos
Direitos Humanos, 2018. Disponível em:
http://www.mdh.gov.br/biblioteca/lgbt/portaria-no-202-2018-institui-o-pacto-nacional-de-enfrentamento-
a-violencia-lgbtfobica/view (Acesso em novembro de 2018).
33
O tema da sustentabilidade tem aparecido cada vez mais como item de extrema importância nos encontros
dos estados nacionais desde a década de 90 do século XX, se materializando na atualidade no
documento “Transformando nosso mundo: agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”, que traz 17
objetivos globais para o desenvolvimento sustentável do planeta, dando responsabilidades diretas aos estados
nacionais e para que as pessoas busquem uma vida mais sustentável em todos os âmbitos de sua existência.
206
A competência 10 deve incentivar a problematização e a reflexão das ações
do cotidiano e o debate dos problemas da sociedade moderna, sobretudo em
relação ao consumo e ao desperdício. Essa competência deve contribuir na
promoção de um projeto de vida que valorize o bem-estar próprio, o bem comum,
a responsabilidade social e a consciência cidadã para um mundo sustentável. Para
isso é importante que o (a) professor (a) apresente diferentes maneiras que a
humanidade se relaciona com o ambiente e estimule que os estudantes
proponham e construam alternativas de desenvolvimento sustentável.

A seguir apresentamos as competências do componente de História,


desde aquelas que já constavam na BNCC, mas que no Currículo Paulista
aparecem com algumas modificações, e também as três competências novas
criadas para que possam contribuir ainda mais na formação integral do estudante:

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de


transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo
do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.

2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de


transformação, refletindo manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem
como problematizando os significados das lógicas de organização cronológica.

3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos,


interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias,
exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.

4. Identificar interpretações que expressam visões de diferentes sujeitos, culturas e povos


com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios
éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus


significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
Refletir sobre a historicidade e os aspectos políticos e econômicos das consequências dos
movimentos populacionais, como as formas de opressão, exclusão, resistência e transculturação,
possibilitando o desenvolvimento de uma cultura de paz.

6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos da produção historiográfica.

ONU. Transformando nosso mundo: agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova York: ONU,
2015. Disponível em: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/ (acesso em novembro de 2018)

207
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação, posicionando-se de
modo consciente, crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados na
contemporaneidade e quais as consequências para os diferentes grupos ou estratos sociais.

8. Compreender e questionar as relações étnicas, combatendo o racismo e a xenofobia. Tratar com


equidade as diferentes culturas de modo a valorizar a história e a cultura africana, afro-brasileira,
imigrante e indígena, bem como suas contribuições para o desenvolvimento social, cultural,
econômico, científico, tecnológico e político.

9. Compreender, identificar e respeitar as diversidades, questionando estereótipos, conhecendo a


importância dos movimentos sociais e, dessa forma, contribuir para a formação de uma sociedade
igualitária, empática, que preze pelos valores da convivência humana e que garanta direitos.

10. Identificar e questionar discursos que estimulam o consumismo e a construção da identidade por
meio do ter e do parecer em detrimento do ser, bem como refletir sobre as implicações destes hábitos,
atitudes e comportamentos nas relações humanas e apropriação da natureza e os impactos
socioambientais. Buscar práticas sustentáveis nas dimensões ambientais, econômicas, culturais
e sociais, bem como a conservação, preservação restauração do meio ambiente.

O Currículo Paulista trouxe elementos para que o estudante tenha


uma compreensão sobre a sociedade no tempo e no espaço, identificando as
origens e processos das problemáticas contemporâneas, a fim de que ao longo dos
nove anos do Ensino Fundamental o estudante se reconheça como sujeito
histórico e compreenda suas relações de pertencimento em uma sociedade plural,
contraditória e complexa. Por meio desse reconhecimento o estudante poderá se
tornar capaz de criar consciência, se desenvolvendo como protagonista e tendo
maiores subsídios para intervir de forma crítica, ética, solidária, empática e
responsável no meio em que vive.

208
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOCUMENTOS OFICIAIS

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a base. Brasília:


MEC/ CONSED/ UNDIME, 2017. (Versão homologada) p. 398.

Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc (Acesso em


novembro de 2018)

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Agradecimentos

Contribuíram para a realização das ações de construção do Currículo Paulista:

Em especial a Secretária-Adjunta da SEE/SP Cleide Bauab Eid Bochixio, o


Presidente da UNDIME/SP Luiz Miguel Martins Garcia.

O Comitê de Planejamento de Implementação da BNCC em São Paulo, o Comitê


Executivo Estadual e a Comissão Estadual de Implementação da BNCC.

A Coordenadora Celia Maria Monti Viam Rocha e toda equipe da Coordenadoria


de Gestão da Educação Básica – CGEB da SEE/SP

Ao Gabinete do Secretário e da Secretária-Adjunta da SEE/SP

Ao Departamento Administrativo da SEE/SP.

A Diretora Sônia de Gouveia Jorge, do Centro de Ensino Fundamental dos Anos


Iniciais - CEFAI

A Diretora Ana Joaquina Simões Sallares de Matos Carvalho, do Centro de Ensino


Fundamental dos Anos Finais, de Ensino Médio e de Educação Profissional - CEFAF

O Ministério da Educação – MEC.

Os leitores críticos e as equipes curriculares do CEFAF, CEFAI e DEGEB, que serão


devidamente creditados na versão homologada.

Pelo apoio à Fundação Lemann e ao Instituto Ayrton Senna.

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