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CHINA ESTUDO SOBRE AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS PARA PRODUTOS E SERVIÇOS BRASILEIROS 2008 Copyright ©

CHINA

ESTUDO SOBRE AS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS PARA PRODUTOS E SERVIÇOS BRASILEIROS

2008

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Alessandro G. Teixeira PRESIDENTE DA APEX-BRASIL Maurício Borges DIRETOR DE NEGÓCIOS Ricardo Schaefer DIRETOR DE

Alessandro G. Teixeira PRESIDENTE DA APEX-BRASIL

Maurício Borges DIRETOR DE NEGÓCIOS

Ricardo Schaefer DIRETOR DE PLANEJAMENTO E GESTÃO

Marcos Tadeu Caputi Lélis COORDENADOR DA UNIDADE DE INTELIGÊNCIA COMERCIAL (UIC)

COLABORAÇÃO Articulação Internacional Assessoria Econômica Mercados Regionais e Centros de Negócios Unidade de Comunicação e Marketing Unidade de Gestão do Conhecimento Unidade de Imagem e Acesso a Mercados Unidade de Inteligência Competitiva Unidade de Projetos

SEDE Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco B, Edifício CNC, 10 º andar. CEP 70041-902 Brasília – DF Tel. 55 (61) 3426.0202 Fax. 55 (61) 3426.0263 E-mail: ic@apexbrasil.com.br

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© 2008 Apex-Brasil Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

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Autoras: Aline Rigelo Peixoto Suelma Rosa dos Santos

Apoio: Ana Paula Repezza Rafaela Albuquerque

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SUMÁRIO EXECUTIVO D evido ao tamanho e ao dinamismo, o mercado chinês apresenta oportunidades para

SUMÁRIO EXECUTIVO

D evido ao tamanho e ao dinamismo, o mercado chinês apresenta oportunidades

para a comercialização de diversos produtos brasileiros. Ainda que as exportações brasileiras para aquele país tenham crescido significativamente nos últimos anos, a participação do Brasil nesse mercado ainda é modesta, ou seja, 1,92% do market share chinês. É importante destacar que o Brasil foi, em 2007, o 14º maior fornecedor para a China.

Participação do Brasil nas importações chinesas 2,0% 1,92% 1,8% 1,6% 1,54% 1,63% 1,42% 1,51% 1,4%
Participação do Brasil nas importações chinesas
2,0%
1,92%
1,8%
1,6%
1,54%
1,63%
1,42%
1,51%
1,4%
1,2%
1,02%
1,0%
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Fonte: GTA/GTIS. Elaboração: UIC/Apex-Brasil.

Além de os empresários brasileiros estarem pouco familiarizados com o mercado chinês, outros desafios impõem-se aos que se interessam em comercializar com esse “gigante”. A decisão de se exportar para esse país deve levar em conta, dentre outros pontos, o impacto dos custos de transporte e logística na competitividade brasileira. Embora a China apresente índices de performance logística superiores aos do Brasil, os custos influenciados pela distância entre os dois países costumam incidir, fortemente, no preço dos produtos brasileiros.

Índices de performance logística 4,5 1 Cingapura 4 8 Hong Kong 3,5 14 EUA 3
Índices de performance logística
4,5
1
Cingapura
4
8
Hong Kong
3,5
14
EUA
3
30
China
2,5
39
Índia
2
61
Brasil
1,5
1
99
Russia
0,5
0
Obs: Os índices de performance logística variam entre 0 e 5, sendo 5 o melhor resultado.
Fonte: Logistics Performance Index/ Banco Mundial. Elaboração: UIC/Apex-Brasil.

Atualmente, a maior parte das exportações brasileiras para a China está concentrada em commodities e em produtos com baixo valor agregado. Espera-se, entretanto, que o Brasil aproveite as oportunidades que têm surgido em outros setores, já que apenas 8% dos produtos brasileiros exportados para tal destino em 2007 foram os manufaturados; ressaltando-se que 75% dos produtos importados pelos chineses, nesse mesmo ano, enquadram-se nesta categoria.

Performance logística - Brasil e China 4,0 3,7 3,5 3,4 3,4 3,3 3,2 China 3,0
Performance logística - Brasil e China
4,0
3,7
3,5
3,4
3,4
3,3
3,2
China
3,0
3,0
3,0
Brasil
3,1
2,9
2,8
2,8
2,5
2,6
2,6
2,4
2,0
Obs: Os índices de performance logística variam en tre 0 e 5, sendo 5 o melhor resultado.
Fonte: Logistics Performance Index/ Banco Mundial. Elaboração: UIC/Apex-Brasil.

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Exportações brasileiras para a China por valor agregado 100% US$ 0,88 bi US$ 0,87 bi
Exportações brasileiras para a China por valor agregado 100% US$ 0,88 bi US$ 0,87 bi
Exportações brasileiras para a China por valor agregado
100%
US$ 0,88 bi
US$ 0,87 bi
US$ 0,97 bi
US$ 1,14 bi
US$ 0,52 bi
US$ 1,17 bi
US$ 1,28 bi
US$ 1,94 bi
80%
US$ 1,00 bi
US$ 0,44 bi
US$ 1,23 bi
US$ 1,08 bi
60%
40%
US$ 6,21 bi
US$ 7,93 bi
US$ 4,67 bi
US$ 1,55 bi
US$ 3,23 bi
US$ 2,27 bi
20%
0%
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Básicos
Semimanufaturados
Manufaturados
Fonte: SECEX/MDIC. Elaboração: UIC - APEX Brasil

Apesar do crescimento das importações chinesas de produtos brasileiros, a participação brasileira nas importações chinesas não chega a 1% em nenhum dos setores apontados.

Importações chinesas por valor agregado 100% 80% US$ 247 bi US$ 343 bi US$ 448
Importações chinesas por valor agregado
100%
80%
US$ 247 bi US$ 343 bi US$ 448 bi US$ 517 bi US$ 612 bi US$ 713 bi
60%
40%
US$ 54 bi
US$ 31 bi
US$ 37 bi
US$ 27 bi
20%
US$ 16 bi
US$ 33 bi
US$ 21 bi
US$ 50 bi
US$ 142 bi
US$ 189 bi
US$ 86 bi
US$ 113 bi
0%
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Básicos
Semimanufaturados
Manufaturados
Fonte: GTA/GTIS. Elaboração: UIC - Apex-Brasil.

Entre os setores mais importadores da economia chinesa, em 2007, destacam-se:

máquinas e motores, petróleo, materiais elétricos e eletro-eletrônicos e instrumentos de precisão, que juntos
máquinas e motores, petróleo, materiais
elétricos e eletro-eletrônicos e instrumentos de
precisão, que juntos representam quase
metade das importações do país.
Principais Produtos Importados pela China - 2007
1 MÁQUINAS E MOTORES
14%
19%
2 PETRÓLEO
3 MATERIAIS ELÉTRICOS E
ELETRO-ELETRÔNICOS
4 INSTRUMENTOS DE PRECISÃO
3%
13%
5 PRODUTOS MINERAIS
4%
6 PRODUTOS QUÍMICOS
6%
7 PLÁSTICOS E SUAS OBRAS
12%
8 METAIS NÃO FERROSOS
6%
9 PRODUTOS METÁLURGICOS
7%
9%
7%
10 TÊXTEIS
Outros
Fonte: GTIS/GTA. Elaboração: UIC - Apex-Brasil.

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De acordo com a matriz de atratividade i , a maioria dos setores brasileiros apresenta

De acordo com a matriz de atratividade i , a maioria dos setores brasileiros apresenta desempenho positivo no mercado chinês. Vale frisar que, nesses setores, há crescimento médio das exportações brasileiras e crescimento médio das importações mundiais chinesas, entre 2002 e 2007, positivos. Para alguns setores – frutas, peles, tintas, produtos químicos, massas e preparação

alimentícia, borracha e suas obras, farinha para animais e metais não-ferrosos – o aumento das exportações brasileiras supera o crescimento das importações totais chinesas. Esses setores estão aumentando sua participação no mercado e caracterizam-se, portanto, como boas oportunidades.

PRINCIPAIS OPORTUNIDADES PARA PRODUTOS BRASILEIROS NA CHINA

Matriz de atratividade para setores Mercado-alvo: China CRESCIMENTO (X; Y) Aviões: 166%; 21% Valor de
Matriz de atratividade para setores
Mercado-alvo: China
CRESCIMENTO (X; Y)
Aviões: 166%; 21%
Valor de Referência = US$ 5 bi
Produtos minerais
60%
Instrumentos de Precisão
Metais não ferrosos
Metais e pedras
40%
preciosas
Borracha e suas obras
Produtos químicos
Ferramentas e Talheres
Higiene e Cosméticos
Carne de aves
Plásticos e suas obras
Máquinas e motores
Sucos
20%
Frutas
Massas e preparações alimentícias
Calçados e suas partes
Peles e couros
Papel e Celulose
Tintas
Farinhas para animais
Vidro e suas obras
Chocolates, balas
e confeitos
Madeiras e cortiças
Produtos metalúrgicos
0%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Taxa de crescimento médio anual das exportações brasileiras do setor para a China 2002/2007
Fonte: GTIS. Elaboração: UIC APEX-Brasil
Copyright © 2008 Apex Brasil
Taxa de crescimento médio anual das importações mundiais do setor pela China
2002/2007
  US$   Exportação do Brasil para China 2007 (US$ FOB) I m p o
 

US$

  Exportação do Brasil para China 2007 (US$ FOB) I m p o r t
 

Exportação do Brasil para China 2007 (US$ FOB)

Importação chinesa do mundo

Exportação brasileira para o mundo

Part. do Brasil nas imp. chinesas (%) 2007

Total 2007

Var. %

Total 2007

Var. %

 

(US$ CIF)

06/07

(US$ FOB)

06/07

   

Total

10.748.813.792

956.261.491.133

20,8%

160.649.072.830

16,9%

1,1%

Grupos gestores

Setores

Setores

           

Selecionados

6.170.946.350

445.647.793.091

22%

79.002.032.441

18,4%

1,4%

 

CHOCOLATES, BALAS E CONFEITOS

790.738

110.844.166

12%

297.903.452

-2%

0,7%

CARNE DE AVES

13.060.784

946.227.921

103%

5.019.108.787

45%

1,4%

Alimentos Bebidas

FARINHAS PARA ANIMAIS

5.146.657

1.245.675.052

9%

233.546.263

37%

0,4%

e Agronegócio

FRUTAS

1.833.294

912.354.498

24%

915.363.616

32%

0,2%

MASSAS ALIMENTÍCIAS E PREPARAÇÕES ALIMENTÍCIAS

8.517.412

938.186.877

21%

669.344.358

41%

0,9%

SUCOS

56.444.950

146.116.305

48%

2.374.044.988

51%

38,6%

 

AVIÕES

69.510.878

10.486.089.760

-4%

5.067.575.668

47%

0,7%

Máquinas e

             

Equipamentos

BORRACHA E SUAS OBRAS

55.446.794

9.589.315.522

13%

2.036.467.634

26%

0,6%

MÁQUINAS E MOTORES

235.271.658

119.497.586.172

9%

11.528.051.162

6%

0,2%

Tecnologia e

INSTRUMENTOS DE PRECISÃO

18.090.461

71.003.841.294

18%

742.384.597

16%

0,0%

Saúde

PRODUTOS QUÍMICOS

129.576.045

53.067.578.084

22%

5.477.767.189

24%

0,2%

 

CALÇADOS E SUAS PARTES

2.234.603

726.325.966

19%

2.038.057.371

4%

0,3%

HIGIENE PESSOAL E COSMÉTICOS

10.556.777

875.394.830

33%

630.418.939

16%

1,2%

Moda

METAIS E PEDRAS PRECIOSAS

8.185.554

6.254.895.398

35%

1.243.136.311

19%

0,1%

PELES, PELETERIA E COUROS E SEUS ARTEFATOS(EXCETO CALÇADOS E SUAS PARTES)

491.553.864

6.862.135.963

9%

2.353.215.098

16%

7,2%

 

FERRAMENTAS, TALHERES E OUTRAS OBRAS DE METAIS

6.680.374

3.443.901.532

15%

732.248.840

20%

0,2%

MADEIRAS, CORTIÇAS E OBRAS DE TRANÇARIA

133.761.094

7.951.884.521

22%

3.337.929.473

6%

1,7%

METAIS NÃO-FERROSOS

224.996.442

42.659.107.137

43%

4.995.061.842

13%

0,5%

Casa e Construção Civil

PAPEL E CELULOSE

444.207.626

13.870.367.590

22%

4.726.373.367

18%

3,2%

PRODUTOS METÁLURGICOS

347.015.283

31.032.201.307

15%

11.105.706.138

8%

1,1%

 

PRODUTOS MINERAIS

3.893.698.180

56.952.448.624

66%

12.759.638.785

23%

6,8%

TINTAS

12.794.268

3.804.701.026

8%

371.560.714

11%

0,3%

VIDRO E SUAS OBRAS

1.572.614

3.270.613.546

10%

347.127.849

22%

0,0%

Fonte: GTIS/GTA. Elaboração: UIC/Apex Brasil.

Alguns setores como os relacionados à construção civil deparam-se com um momento bastante favorável. Devido ao boom nessa área, o mercado chinês demanda grandes quantidades desses produtos. No caso do Brasil, percebe-se que existem oportunidades para diversos setores desse complexo. Insumos como aço, ferro e cobre representam as maiores exportações brasileiras, mas podem alavancar a venda de outros produtos relacionados. Ações de promoção comercial desse segmento podem gerar considerável impacto nas exportações brasileiras para o país.

A expansão da produção industrial chinesa demanda importação de máquinas e equipamentos, o que gera oportunidades significativas para as empresas brasileiras. Uma forma para que haja uma grande expansão do setor é estabelecer uma boa rede de relacionamentos com médias e grandes empresas dessa esfera no mercado. Nesse sentido, a presença das empresas brasileiras na China pode ser um diferencial competitivo.

Na China, os investimentos na área de saúde ainda são baixos. Apesar do aumento da renda per capta, o número de médicos e enfermeiras no país não tem aumentado. Por conseguinte, o país necessita de diversos produtos utilizados na área da saúde, o que pode gerar oportunidades para as exportações brasileiras desse grupo. Os setores de alimentos brasileiros ainda enfrentam algumas dificuldades para entrar no mercado chinês. O governo da China impõe medidas que dificultam o acesso ao país. Ademais, critérios pouco objetivos adotados pelos órgãos aduaneiros e de fiscalização, eventualmente, prejudicam as exportações brasileiras. A alternativa, freqüentemente, utilizada pelas empresas é a triangulação da exportação por meio de Hong Kong.

Para a moda, existem dois mercados muito distintos na China: o de luxo e o que busca melhores preços. O setor de luxo está crescendo significativamente, mas há uma preferência por produtos de marcas de grande destaque internacional, como as grifes

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européias. O mercado de produtos mais acessíveis está sendo amplamente abastecido por países asiáticos que
européias. O mercado de produtos mais
acessíveis está sendo amplamente abastecido
por países asiáticos que podem oferecer
preços mais baixos.
Comércio de Serviços
100.000
92.000
80.000
74.404
que Hong Kong destacou-se, em 2007, como
um dos cinco principais destinos das
exportações brasileiras de serviços nessa área.
Considerando-se o provável papel de
Hong Kong na intermediação financeira das
exportações de serviços para a China, esses
números indicam a relevância do mercado
chinês para os serviços brasileiros.
62.433
60.000
Exportações brasileiras de serviços
46.733
250
39.744
40.000
33.334
30.430
19.462
200
16.047
20.000
12.584
9.498
10.447
9.322
9.551
22
2
10
6
2
6
10
150
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Importações Chinesas
Exportações Brasileiras
Exportações Brasireiras para aChina
100
Fonte: FMI e BACEN. Elaboração: UIC – Apex-Brasil.
50
Em termos de exportação de serviços,
a principal oportunidade brasileira encontra-se
na categoria serviços a empresas – mais
especificamente em exportação na
subcategoria serviços profissionais. Vale notar
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
China
Hong Kong
Fonte: FMI. Elaboração: UIC – Apex-Brasil.
Exportações Brasileiras de Serviços para a China
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006*
Serviços financeiros
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1,09
1,55
Royalties e licenças
0,00
1,11
1,57
0,00
0,00
0,00
0,00
Outros serviços a empresas
0,00
2,82
2,39
2,26
5,99
8,49
18,81
Serviços governamentais
1,95
5,95
1,95
0,00
0,00
0,00
1,96
Fonte: Bacen. Elaboração:
UIC – Apex-Brasil.
*Dados Preliminares.
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US$ Milhões
US$ Milhões
US$ Milhões
Quarenta e cinco por cento das exportações brasileiras para a China destinam-se às cidades de
Quarenta e cinco por cento das
exportações brasileiras para a China destinam-se
às cidades de Qingdao, Nanjing e Shanghai,
localizadas na costa leste do país. Essas mesmas
cidades também figuram entre as quatro maiores
cidades importadoras do país.
Dada a extensão territorial e o modelo de
desenvolvimento, cada região chinesa deve ser
tratada como um mercado com características
próprias. Com isso, há a necessidade de
estratégias de inserção e atividades promocionais
específicas.
Participação das províncias nas importações totais chinesas*
*excluindo Hong Kong e Macau
25
Valores relativos a 2007
Total importado pela China: US$ 956
Total importado pelas cidades selecionadas: US$ 948,6
bilhões
bilhões
20
15
10
5
0
Fonte: GTIS. Elaboração: UIC Apex-Brasil
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Participação % em 2007
Shanghai; 20,12
Shenzhen; 14,83
Nanjing; 12,56
Qingdao; 7,10
Huangpu; 7,01
Tianjin; 5,62
Ningbo; 4,64
Guangzhou; 3,86
Beijing; 3,71
Dalian; 3,13
Hangzhou; 2,53
Gongbei; 2,52
Xiamen; 1,92
Zhanjiang; 1,26
Manzhouli; 0,79
Nanning; 0,74
Shijiazhuang; 0,69
Urumqi; 0,64
Fuzhou; 0,63
Wuhan; 0,58
Haikou; 0,53
Chengdu; 0,44
Changchun; 0,42
Shantou; 0,42
Jiangmen; 0,37
Hefei; 0,33
Tiayuan; 0,32
Chongqing; 0,29
Shenyang; 0,29
Zhengzhou; 0,24
Changsha; 0,23
Hohhot; 0,23
Lanzhou; 0,23
Nanchang; 0,22
Harbin; 0,19
Xi'na; 0,16
Kunming; 0,14
Yinchuan; 0,05
Guiyang; 0,03
Xining; 0,03
Lhasa; 0,00
Participação das exportações brasileiras nas importações das províncias chinesas* *excluindo Hong Kong e Macau
Participação das exportações brasileiras nas importações das províncias
chinesas*
*excluindo Hong Kong e Macau
30%
Valores relativos a 2007
Total exportado pelo Brasil para a China: US$ 18,3 bilhões
Total exportado pelo Brasil para as cidades selecionadas: US$ 17,0 bilhões
25%
20%
15%
10%
5%
0%
Fonte: GTIS. Elaboração: UIC Apex-Brasil
Matriz de atratividade para setores na China
Distrito: Shangai
60%
Crescimento (x;y; Importações mundiais
totais)
Metais e pedras preciosas
Café
Massas: 444%;41%; US$ 370 mi
Cacau: 153%; 42%; US$ 93 mi
Prod. Limpeza: 120%; 33%; US$ 762 mi
50%
Metais não ferrosos
Materiais elétricos e eletroeletrônicos
Higiene e Cosméticos
40%
Produtos minerais
Instrumentos de Precisão
Colas e enzimas
Borracha e suas obras
30%
Obras de pedra
Gordura e óleos animais
Obras diversas
Plásticos e suas obras
Impressos
Semente
Prod. metalúrgicos
Produtos farmacêuticos;
Produtos químicos
Vidro e suas obras
20%
Peles e couros
Soja
Chocolates, balas e confeitos
Fumo
Tintas
Máquinas e motores
Sucos
Farinhas para animais
10%
Têxteis
Madeiras e cortiças
Valor de Referência = US$ 1 bi
0%
-10%
10%
30%
50%
70%
90%
Taxa de crescimento médio anual das exportações brasileiras do setor para o distrito 2002/2007
Copyright © 2007 APEX-Brasil
Fonte: GTIS. Elaboração: UIC APEX-Brasil
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Taxa de crescimento médio anual das importações mundiais do setor pelo distrito 2002/2007
Qingdao; 25,19%
Nanjing; 10,18%
Shanghai; 9,40%
Ningbo; 6,73%
Dalian; 6,66%
Shijiazhuang; 5,48%
Tianjin; 5,33%
Hangzhou; 4,37%
Nanning; 3,69%
Huangpu; 3,47%
Guangzhou; 3,03%
Shenzhen; 2,87%
Wuhan; 2,83%
Zhanjiang; 2,53%
Hefei; 1,82%
Xiamen; 1,51%
Chongqing; 0,80%
Changsha; 0,75%
Zhengzhou; 0,65%
Tiayuan; 0,56%
Nanchang; 0,54%
Jiangmen; 0,36%
Gongbei; 0,33%
Beijing; 0,29%
Harbin; 0,18%
Haikou; 0,15%
Shantou; 0,10%
Fuzhou; 0,09%
Guiyang; 0,06%
Changchun; 0,03%
Yinchuan; 0,02%
Shenyang; 0,01%
Kunming; 0,01%
Chengdu; 0,01%
Xi'na; 0,00%
Hohhot; 0,00%
Lanzhou; 0,00%
Urumqi; 0,00%
Xining; 0,00%
Matriz de atratividade para setores na China Distrito: Qingdao 80% Produtos minerais Veículos automotores e
Matriz de atratividade para setores na China Distrito: Qingdao 80% Produtos minerais Veículos automotores e
Matriz de atratividade para setores na China
Distrito: Qingdao
80%
Produtos minerais
Veículos automotores e partes
Valor de Referência = US$ 1 bi
60%
Instrumentos de Precisão
Sucos
Borracha e suas
obras
Metais não ferrosos
40%
Soja
Plásticos e suas obras
Materiais elétricos e
eletroeletrônicos
Papel e Celulose
Produtos de limpeza
Tintas
Máquinas e motores
20%
Peixes e
Têxteis
Crustáceos
Produtos químicos
Madeiras e cortiças
Peles e couros
Crescimento (x;y; importações mundiais)
Produtos metalúrgicos: 241%; 23%; US$ 2,1 bi
Gorduras e óleos animais: 126%; 23%; US$ 294
0%
-10%
10%
30%
50%
70%
90%
110%
Taxa de crescimento médio anual das exportações brasileiras do setor para o distrito 2002/2007
Fonte: GTIS. Elaboração: UIC APEX-Brasil
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Taxa de crescimento médio anual das importações mundiais do setor pelo distrito
2002/2007
Crescimento (x;y;importações mundiais) Têxteis: 288%; 24%; US$ 1,9 bi 110% Metais e pedras preciosas Valor
Crescimento (x;y;importações mundiais)
Têxteis: 288%; 24%; US$ 1,9 bi
110%
Metais e pedras preciosas
Valor de Referência = US$ 1 bi
80%
Produtos minerais
Máquinas e motores
50%
Soja
Papel e Celulose
Produtos químicos
20%
Produtos minerais
Produtos metalúrgicos
-10%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
-10%
Taxa de crescimento médio anual das exportações brasileiras do setor para o distrito 2002/2007
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Fonte: GTIS. Elaboração: UIC APEX-Brasil
Taxa de crescimento médio anual das importações mundiais do setor pelo distrito
2002/2007

Matriz de atratividade para setores na China Distrito: Nanjing

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Uma parte significativa das exportações de produtos brasileiros para a China é triangulada por Hong

Uma parte significativa das exportações de produtos brasileiros para a China é triangulada por Hong Kong e, eventualmente, por Taiwan e Macau. Isso se deve a expertise dessas regiões, que se abriram ao comércio exterior antes da China continental e a acordos que trazem condições de comércio privilegiadas. Essa opção deve ser considerada na formulação de estratégia de acesso ao mercado chinês pelas empresas brasileiras.

Em 2007, o Brasil exportou para Hong Kong US$ 1,3 bilhão, o que equivale a mais de 12% das exportações para a China continental. Mais da metade das exportações brasileiras para Hong Kong é composta pelo Capítulo 2 do sistema harmonizado, que se refere a carnes e miudezas comestíveis. Dentro desse grupo, cerca de 57% das exportações são do produto SH6 020714 – pedaços e miudezas comestíveis de galos e galinhas da espécie doméstica, congelados.

Exportações brasileiras para China e região 14.000 0,71 816 12.000 1.336 0,57 759 10.000 0,36
Exportações brasileiras para China e região
14.000
0,71
816
12.000
1.336
0,57
759
10.000
0,36
1.030
826
8.000
888
6.000
10.749
8.400
US$ Milhões

4.000

2.000

0

6.834

2005

China

Hong Kong

2006

2007

Taiwan

Macau

Fonte: GTIS/GTA.

Elaboração: UIC - Apex-Brasil.

Exportações brasileiras para Hong Kong - 2007 18% 58% 9% 3%
Exportações brasileiras para Hong Kong - 2007
18%
58%
9%
3%

12%

Carnes e Miudezas Comestíveis Peles e Couros Outros Produtos de Origem Animal Diversos Máquinas e Materiais Elétricos, Aparelhos de Som, Imagem, Televisão e Acessórios Outros

Fonte: GTIS/GTA.

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Matriz de atratividade para setores na China Distrito: Hong Kong 25% Material esportivo Valor de
Matriz de atratividade para setores na China Distrito: Hong Kong 25% Material esportivo Valor de
Matriz de atratividade para setores na China
Distrito: Hong Kong
25%
Material esportivo
Valor de Referência = US$ 5 bi
Petróleo
Metais não ferrosos
Materiais elétricos e
20%
eletroeletrônicos
Metais e pedras preciosas
Carne bovina
Carne suína
15%
Aviões
Produtos farmacêuticos
Café
10%
5%
Crescimento (x;y; Importações mundiais totais)
Impressos: 128%;13%;US$ 1,27 bi
0%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
Taxa de crescimento médio anual das exportações brasileiras do setor para o distrito 2002/2007
Fonte: GTIS. Elaboração: UIC APEX-Brasil
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Taxa de crescimento médio anual das importações mundiais do setor pelo distrito
2002/2007

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ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 18 1.1. O BJETIVO 18 1.2. N OTA METODOLÓGICA 18 2. PERFIL

ÍNDICE

1.

INTRODUÇÃO

18

1.1.

OBJETIVO

18

1.2.

NOTA METODOLÓGICA

18

2.

PERFIL DA CHINA

19

2.1.

ÁREA E LOCALIZAÇÃO

19

2.2.

PRINCIPAIS CIDADES

19

2.3.

POPULAÇÃO (2007)

19

2.4.

DADOS SÓCIO-ECONÔMICOS

20

2.5.

PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA DA CHINA (2006)

20

2.6.

TOTAL IMPORTADO – 2007:

20

2.7.

TOTAL EXPORTADO – 2007 6 :

20

2.8.

PRINCIPAIS PAÍSES FORNECEDORES (2007) 6:

20

2.9.

PRINCIPAIS PAÍSES DE DESTINO (2007) 6 :

20

3.

CARACTERÍSTICAS DO PAÍS

21

3.1.

ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

21

3.2.

ECONOMIA

21

3.3.

EVOLUÇÃO DAS INDÚSTRIAS PRIMÁRIA, SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA

24

3.4.

INVESTIMENTOS

25

3.5.

QUESTÕES ECONÔMICO-SOCIAIS

26

3.6.

POPULAÇÃO

26

3.7.

PECULIARIDADES CULTURAIS

27

4.

VISÃO DO MERCADO

28

4.1.

PARTICULARIDADES DO MERCADO

28

4.2.

CONSUMO

28

4.3.

PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E PRIVADA NO MERCADO CHINÊS

32

4.4.

COMPRAS GOVERNAMENTAIS

33

4.5.

CARACTERÍSITCAS DO COMÉRCIO

33

5.

CARACTERÍSTICAS REGIONAIS

35

5.1.

IMPORTAÇÕES POR REGIÃO CHINESA

37

5.2.

ZONAS DE LIVRE COMÉRCIO E ZONAS DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÕES

38

6.

ASPECTOS ADUANEIROS E LOGÍSTICOS

39

6.1.

PROCEDIMENTOS PARA EXPORTAR PARA A CHINA

39

6.1.1

Tarifas de importação e barreiras não-tarifárias

39

6.1.2

Trâmites aduaneiros

40

6.2.

LOGÍSTICA E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

42

6.2.1.

Índice de performance logística

42

6.2.2

Características da logística e distribuição na China

44

7.

IMPORTAÇÕES CHINESAS

47

7.1.

IMPORTAÇÕES CHINESAS POR VALOR AGREGADO

49

8.

COMÉRCIO BRASIL – CHINA

50

8.1.

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS PARA A CHINA POR VALOR AGREGADO

51

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8.2. P ARTICIPAÇÃO DO B RASIL NAS IMPORTAÇÕES CHINESAS 52 9. MATRIZ DE ATRATIVIDADE 53

8.2.

PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NAS IMPORTAÇÕES CHINESAS

52

9.

MATRIZ DE ATRATIVIDADE

53

10.

PRINCIPAIS OPORTUNIDADES IDENTIFICADAS

57

10.1.

ALIMENTOS, BEBIDAS E AGRONEGÓCIOS

58

10.1.1

Carne de aves

59

10.1.2

Chocolates, balas e confeitos

61

10.1.3

Farinhas para animais

62

10.1.4

Frutas

63

10.1.5

Massas alimentícias

64

10.1.6

Sucos

65

10.2.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

67

10.2.1

Aviões

67

10.2.2.

Borrachas e suas obras

68

10.2.3

Máquinas e motores

70

10.3.

TECNOLOGIA E SAÚDE

73

10.3.1

Produtos químicos

74

10.3.2

Instrumentos de precisão9

76

10.4.

MODA

77

10.4.1

Calçados e suas partes

78

10.4.2

Higiene pessoal e cosméticos

79

10.4.3

Metais e pedras preciosas

80

10.4.4

Peles e

couros

82

10.5.

CASA E CONSTRUÇÃO CIVIL

83

10.5.1

Ferramentas, talheres e outras obras de metais

84

10.5.2

Madeiras e cortiças

85

10.5.3

Metais não-ferrosos

87

10.5.4

Papel e celulose

88

10.5.5

Produtos

metalúrgicos

90

10.5.6

Produtos

minerais

92

10.5.7

Tintas

94

10.5.8

Vidro e suas obras

95

11.

COMÉRCIO VIA HONG KONG

96

11.1.

IMPORTAÇÕES MUNDIAIS DE HONG KONG

97

11.2.

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS PARA HONG KONG

101

11.3.

MATRIZ DE ATRATIVIDADE PARA HONG KONG

104

12.

EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS

106

12.1.

IMPORTAÇÕES CHINESAS DE SERVIÇOS

107

12.2.

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE SERVIÇOS

108

12.3.

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE SERVIÇOS PARA A CHINA

110

12.3.1.

Outros serviços a empresas

111

12.3.2.

Serviços financeiros

113

12.3.3.

Royalties e direitos de licença

114

13.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

114

14.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

116

14.1.

SÍTIOS CONSULTADOS:

116

ANEXOS

 

118

ANEXO I – PRINCIPAIS ACORDOS EM VIGOR ENTRE CHINA E BRASIL

118

ANEXO II – FEIRAS

120

ANEXO III – AÇÕES PARA O MERCADO CHINÊS PLANEJADAS NO ÂMBITO DOS PROJETOS DA APEX-BRASIL

123

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A NEXO IV – P RINCIPAIS ÓRGÃOS RELACIONADOS AOS TRÂMITES ALFANDEGÁRIOS DA C HINA 124

ANEXO IV – PRINCIPAIS ÓRGÃOS RELACIONADOS AOS TRÂMITES ALFANDEGÁRIOS DA CHINA

124

ANEXO V – CONTATOS IMPORTANTES

125

1.

Representações diplomáticas e consulares

125

1.1

Na

China

125

1.2

No

Brasil

126

2.

Governo chinês

 

127

3.

Câmaras de comércio e associações setoriais

129

4.

Empresas de transportes

131

5.

Companhias aéreas

132

6.

Principais bancos

 

132

6.1

Bancos locais da China

133

ANEXO V – LISTA DE IMPORTADORES CHINESES

136

1. Carne de aves

 

136

2. Produtos alimentícios

137

3. Calçados

 

139

4. Borrachas

141

5. Aviões

142

6. Frutas

142

7. Máquinas e motores

144

8. Metais e pedras preciosas

146

9. Papel e celulose

 

151

10. Peles e couros

153

11. Plásticos

154

12. Produtos

cerâmicos

157

13. Produtos

minerais

160

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1. INTRODUÇÃO O presente estudo mostra um panorama do mercado chinês com suas características e

1.

INTRODUÇÃO

O presente estudo mostra um panorama do mercado chinês com suas características e peculiaridades. São focadas as relações comerciais entre Brasil e China e, em especial, os setores com maiores oportunidades para a entrada dos produtos brasileiros nesse país.

1.1. Objetivo

O objetivo principal deste estudo é identificar oportunidades de negócios para as empresas brasileiras no mercado chinês, com vistas a estimular a ampliação da pauta de exportação de produtos brasileiros para esse país.

1.2. Nota metodológica

Tendo em vista o modelo político e econômico adotado pela China, o país ainda apresenta algumas peculiaridades na coleta e divulgação de dados estatísticos. Eventualmente, as estatísticas chinesas apresentam variação entre os dados apresentados por diferentes órgãos do governo e, em alguns casos, os dados acabam sendo retificados após a publicação.

Além disso, os dados das importações chinesas relatados pelo governo chinês diferem substancialmente dos dados das exportações brasileiras para a China apresentados pelo governo brasileiro. Enquanto a China declara ter importado, em 2007, US$ 18.342.163.709, o Brasil declara ter exportado para a China US$ 10.748.813.792, o que representa uma diferença de 41%.

Parte dessa variação deve-se ao fato de o Brasil informar suas exportações em FOB – incoterm que não inclui os valores de frete e seguro – e a China informar suas importações em CIF – que inclui esses valores. Tendo em mente que os custos com frete do Brasil para a China são deveras elevados, isso justifica grande parte da alteração nos dados.

Contudo, nem sempre as alterações podem ser justificadas por custos de transporte e seguro. Em diversos casos, há diferenças nas quantidades reportadas e, para alguns produtos, as exportações declaradas pelo Brasil são substancialmente maiores do que as importações declaradas pela China. Esse é o caso do Capítulo 03 do sistema harmonizado – Peixes e frutos do mar –, em que a China declara ter importado US$ 419.180 do Brasil e o Brasil declara ter exportado US$ 2.416.522 para a China em 2007 – nesse caso os dados brasileiros são 476% maiores que os chineses.

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Vale notar que essas variações não ocorrem somente em relação ao Brasil. Em 2007, as

Vale notar que essas variações não ocorrem somente em relação ao Brasil. Em 2007, as exportações do Japão e da Coréia do Sul 1 foram reportadas, respectivamente, 18% e 21% maiores do que o informado pela China. Por outro lado, os dados reportados pela China são 1.215% menores dos que os informados por Hong Kong.

Tomando-se isso como base, esse estudo considera os dados informados pelo governo brasileiro para análise dos produtos exportados do Brasil para a China. Já os dados das importações totais da China são informados pelo próprio país 2 .

Outro ponto que deve ser observado é o alto volume de reimportação da China. Isso se deve, em grande parte, ao fato de a comercialização de produtos com as zonas de processamento de exportação ser considerada uma exportação ocorrida com origem e destino sendo a China.

2. PERFIL DA CHINA

2.1. Área e localização

Com uma superfície de aproximadamente 9,6 milhões de Km², a China é o terceiro maior país do mundo em termos de área terrestre. O país está localizado ao norte do Hemisfério Oriental, na região sudeste da Eurásia, na região centro-oriental da Ásia, e a oeste do Oceano Pacífico.

2.2. Principais cidades

Xangai, Pequim, Tianjin; Shenyang, Wuhan, Guangzou, Shandong.

2.3. População (2007) 3

Estimativa de 1,32 bilhões de habitantes.

1 Segundo o ranking apresentado pela China, Japão e Coréia do Sul são os maiores exportadores para o país. Alternativamente, se forem levadas em consideração as exportações reportadas por outros países para a China, Hong Kong torna-se seu principal parceiro comercial.

2 Isso pode gerar diferenças no market share dos produtos brasileiros na China e, por isso, essa variável teve peso reduzido na identificação das oportunidades para os produtos brasileiros nesse país.

3 FMI – Fundo Monetário Internacional.

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2.4. Dados sócio-econômicos ∑ Moedas 4 : Yuan (CYN) ou Renmimbi (RMB) – 7,29 CYN/USD

2.4. Dados sócio-econômicos

Moedas 4 : Yuan (CYN) ou Renmimbi (RMB) – 7,29 CYN/USD

Inflação (2007): 4,75%

Produto interno bruto – PIB – (2007): US$ 3,41 trilhões

PIB per capita (2007 est.) 1 : US$ 2.460

Crescimento do PIB (2007 est.) 1 : 11,5%

Investimento direto estrangeiro – IED – (2005) 3 : US$ 72,4 bilhões

Índice de desenvolvimento humano: áreas urbanas: 0.81; e áreas rurais 0.67

2.5. Principais setores da economia da China (2006) 5

Indústria: 47,0% do PIB

Serviços: 41,1% do PIB

Agricultura: 11,9 % do PIB

2.6. Total importado – 2007 6 :

US$ 956 bilhões

2.7. Total exportado – 2007 6 :

US$ 1.218 bilhões

2.8. Principais países fornecedores (2007) 6:

Japão (14,0%), Coréia do Sul (10,9%), Taiwan (10,6%), Estados Unidos da América – EUA – (7,3%) e Alemanha (4,7%).

2.9. Principais países de destino (2007) 6 :

EUA (19,1%), Hong Kong (15,1%), Japão (8,4%), Coréia do Sul (4,6%) e Alemanha (4,0%).

4 X-Rates.com.

5 Banco Mundial.

6 Global Trade Atlas (GTA)/Global Trade Information Service (GTIS).

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3. CARACTERÍSTICAS DO PAÍS 3.1. Organização político-administrativa A China construiu sua cultura há mais de

3. CARACTERÍSTICAS DO PAÍS

3.1. Organização político-administrativa

A China construiu sua cultura há mais de 4.000 anos e sua unificação política remota a 221 A.C., sendo que sua

influência política no continente asiático existe desde essa época. Desde a dinastia Han, que controlava o país na época de sua fundação até a queda do império 7 , a China foi um dos países mais desenvolvidos tecnologicamente.

O Partido Comunista da China está no poder desde a revolução comunista de Mao Tse Tung que resultou na

fundação da República Popular da China, em 1949. Apesar das mudanças econômicas, o país continua com uma organização política marxista centrada nesse único partido.

O

e

culto religioso, são incipientes.

planejamento estatal vigora com rigor. No país não se pode considerar que haja liberdade política, a censura

a manipulação de dados (inclusive os estatísticos) são comuns e algumas liberdades pessoais, como o livre

Administrativamente, a China é dividida em 23 províncias (incluindo Taiwan); 5 regiões autônomas e 4 municipalidades subordinadas diretamente ao governo central e 2 regiões administrativas especiais (Hong Kong

e Macau).

ordenamento jurídico do país é composto por leis fundamentais do estado, leis básicas, leis comuns, leis e

O

normas administrativas e leis e normas locais.

Atualmente, a China vive sua quarta geração de liderança política, tendo como chefe de estado Hu Jintao, que assumiu o poder em 2003. Ele é também líder do Partido Comunista da China.

3.2. Economia

O reconhecimento da China como economia de mercado pela OMC deu-se em 2001; tal processo iniciou-se em 1978. Este estava focado em três pilares: adaptação ao mercado; privatização das estatais menores e abertura de capital das estatais maiores.

7 A China foi um império por cerca de 2 mil anos e a queda desse regime ocorreu em 1911.

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Os relatórios do International Comparison Programme, do Banco Mundial, divulgados em 2008, mostram que, levando-se
Os relatórios do International Comparison Programme, do Banco Mundial, divulgados em 2008,
mostram que, levando-se em consideração a paridade do poder de compra, a China é a segunda
maior economia mundial, atrás apenas dos EUA. De acordo com dados do FMI (ver tabela a seguir),
estima-se que o PIB PPP do país foi de US$ 11,6 trilhões em 2007.
Portanto, em 2007, o PIB chinês cresceu 11,4%, em comparação com 11,1% de 2006. Nos últimos
cinco anos, o crescimento do PIB foi superior a 10%. As previsões do Banco Mundial, de fevereiro de
2008, são de que nesse ano o PIB chinês cresça em torno de 9,6%. Em setembro de 2007, imaginava-
se que esse crescimento seria de 10,8%.
Já o PIB chinês, calculado também pela paridade do poder de compra 8 , era de US$ 11,6 trilhões em
2007 (estimativa), o que equivale a 85% do PIB per capta dos EUA nesse ano. A tabela abaixo traz a
evolução da participação do PIB Chinês no PIB mundial conforme a paridade de poder de compra
entre os anos de 2004 e 2008 (previsão). O gráfico a seguir mostra a participação das maiores
economias no PIB mundial calculado por essa metodologia.
Evolução da participação chinesa no PIB mundial com base na
paridade de poder de compra
2007
2008
2004
2005
2006
(estimativa)
(previsão)
13,68%
14,39%
15,08%
15,83%
16,55%
Fonte: International Monetary Fund, World Economic Outlook Database, October 2007.
Elaboração: UIC - Apex-Brasil
8 A paridade do poder de compra corresponde à taxa de câmbio entre duas moedas, calculada de acordo com a quantidade
de cada moeda que é necessária para adquirir um determinado conjunto de produtos e serviços idênticos no país a que
pertence cada moeda. Esse parâmetro é muito utilizado para comparar o poder de compra e bem-estar social entre
diferentes países.
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PIB pela paridade de poder de compra - 2007 18,7% 1 EUA 2 China 3
PIB pela paridade de poder de compra - 2007
18,7%
1 EUA
2 China
3 Índia
40,3%
4 Japão
5 Alemanha
16,0%
6 Reino Unido
7 França
8 Brasil
6,5%
Demais
2,8%
6,0%
2,8%
3,1% 3,7%
Fonte:Fonte: FMI.FMI. Elaboração:Elaboração: UICUIC -- Apex-Brasil.Apex-Brasil.
*estimativ*estimativaa
As medidas macro-econômicas em vigor devem garantir à China uma inflação moderada. A inflação
acumulada entre dezembro de 2006 e novembro de 2007 foi de 6,9%.
Como medida para conter a inflação, o Yuan já foi valorizado em 14% entre julho de 2005 – quando o
país deixou de ter o câmbio fixo para adotar uma flutuação controlada – e o fim de 2007. Espera-se
uma valorização do Yuan de cerca de 8% em 2008. Também houve aumento das taxas de juros pelo
Banco do Povo, mas essas permanecem abaixo da inflação.
A tabela abaixo traz os principais indicadores econômicos da China entre 2004 e 2007 (estimativa),
além de previsões para o ano de 2008.
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Principais Indicadores Econômicos

 
 

2007

2008

 

2004

2005

2006

(estimativa)

(previsão)

PIB, preços correntes (RMB bilhões)

15.988

18.387

21.087

24.689

28.221

 

PIB, preços correntes (US$ bilhões)

1.932

2.244

2.645

3.249

3.713

PIB, preços correntes (% crescimento)

10,1

10,4

11,1

11,5

10,0

 

PIB per capita , preços correntes (US$)

1.486

1.716

2.013

2.460

2.798

PIB com base na paridade de poder de compra (US$ bilhões)

7.769

8.854

10.147

11.606

12.989

 

PIB per capta com base na paridade de poder de compra (US$)

5.977

6.771

7.722

8.788

9.786

Inflação, preço ao consumidor no fim do período (% anual)

3,2

1,4

2

5,7

3,5

 

Balanço fiscal

-1,3

-1,2

-0,5

-0,6

-0,9

(% PIB)

Balanço de conta corrente (% PIB)

69

161

250

379

453

Balanço da conta capital (US$ bilhões)

138

47

-3

100

80

Reserva em moedas estrangeiras (US$ bilhões)

610

819

1.066

1.529

1.987

 

Fonte: FMI e Banco Mundial. Elaboração UIC - Apex-Brasil

 

3.3.

Evolução das indústrias primária, secundária e terciária

 

agricultura chinesa cresceu cerca de 4% na primeira metade de 2007, graças aos altos índices de investimento em infra-estrutura e desenvolvimento. O governo elevou o investimento na área

A

 

agrícola em 37,5% no primeiro semestre de 2007. Calcula-se que, em 2008, a produção agrícola cresça 5,4%.

Prevê-se que o crescimento industrial seja de 10,8% em 2008 9 . Os setores que apresentaram maior evolução foram o automobilístico, o de equipamentos eletrônicos e o de materiais para construção.

O

setor de serviços cresceu 10,6% em 2007.

Um crescimento de 10,5% é esperado para o ano de

2008, devido, principalmente, aos jogos olímpicos sediados no país.

 

Em percentual de participação no total do PIB chinês, o setor primário tem perdido espaço para o terciário. Já a participação do setor secundário oscilou pouco na última década. O gráfico a seguir ilustra a participação de cada setor na composição do PIB chinês entre os anos de 1997 e 2006.

 

9 Contudo, essa previsão pode ser frustrada como reflexo da turbulência financeira mundial gerada pela crise imobiliária dos Estados Unidos da América.

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Composição do PIB Chinês 100% 34% 36% 80% 38% 39% 40% 39% 41% 41% 40%
Composição do PIB Chinês 100% 34% 36% 80% 38% 39% 40% 39% 41% 41% 40%
Composição do PIB Chinês
100%
34%
36%
80%
38%
39%
40%
39%
41%
41%
40%
40%
60%
48%
40%
46%
46%
46%
45%
45%
46%
46%
48%
49%
20%
18%
18%
16%
15%
14%
14%
13%
13%
13%
12%
0%
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Setor Primário
Setor Secundário
Setor Terciário
Fonte: China Statistical Yearbook2007. Elaboração: UIC - Apex-Brasil.

Investimentos

3.4.

tamanho e o dinamismo da economia chinesa têm atraído cada vez mais investidores estrangeiros.

Em 2007, a China foi a principal receptora de investimentos externos, com US$ 79 bilhões injetados

O

em sua economia.

A

empresas domésticas pagam cerca de 33%. Por causa dos protestos das empresas locais, em 2008, essas taxas serão igualadas em 25%. Também cedendo aos apelos locais, em 2007, o governo voltou a aplicar tarifas de 30% para cerca de 200 tipos de equipamentos industriais que usufruíam de isenção.

taxa média de impostos pagos por empresas estrangeiras situadas na China é de 15%, enquanto

governo chinês divulga que o investimento no país equivale a 45% de seu PIB e que cresce 25% ao

O

ano. Contudo, a grande maioria dos analistas suspeita que esses números estejam superestimados.

Por outro lado, o governo tem encorajado os empresários nacionais a investirem no exterior como forma de garantir acesso facilitado a insumos e matérias-primas.

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3.5. Questões econômico-sociais Os altos índices de desemprego e de subemprego causam grande preocupação na

3.5. Questões econômico-sociais

Os altos índices de desemprego e de subemprego causam grande preocupação na China. Aproximadamente 25 milhões de empregos serão criados em 2008 para absorver parte da massa de trabalhadores desempregados, muitos deles vindos das áreas rurais. Anualmente, por volta de 8 milhões de trabalhadores migram destas regiões para as áreas urbanas em busca de melhores condições e salários.

Há 20 anos, a distribuição de renda chinesa era similar a da Suécia e a da Alemanha. Atualmente, porém, o nível de desigualdade está entre os piores do mundo. A principal diferença dá-se entre famílias rurais e urbanas. Contudo, esse problema foi amenizado no ano passado: enquanto que em 2006, a renda per capita das famílias da área rural cresceu 7,4% e a das famílias das áreas urbanas elevou-se 10,4%; em 2007 o crescimento real dos salários foi de 18,8% nas áreas rurais e de 13,2% nas áreas urbanas.

O sistema de pensão da China é caótico e tende a piorar com o envelhecimento da população. Em

2015, o país deve ter mais de 233 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

O governo está preocupado com os custos ambientais na China, os quais foram estimados em cerca

de 10% da produção econômica do país em 2006.

3.6. População

A população chinesa é a maior do mundo, com cerca de 1,3 bilhões de pessoas. Apesar de ter havido uma desaceleração na taxa de crescimento, a mesma continua positiva.

Habitam o país pessoas de 56 nacionalidades e etnias diferentes. No entanto, mais de 90% da população é da etnia Han.

Em 2001, cada lar tinha em média 3,1 pessoas. A média salarial difere bastante entre a zona rural e urbana: em 2001, na primeira, era de RMB 2.366; enquanto que na última era RMB 6.859.

A idade média dos chineses era de 34 anos em 2005; comparando-se à média de 28 anos em 1995.

Com a melhoria na qualidade dos tratamentos médicos, os chineses estão vivendo mais; aqueles com

mais de 65 anos representam mais de 8% da população.

A escolaridade dos chineses é equivalente à encontrada em outros países em desenvolvimento. Em

2001, 6,7% da população era de analfabetos; 35,7% tinham educação primária; 34,0%, ensino fundamental; 11,1%, ensino médio e 3,6%, ensino superior.

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Entretanto, à exceção da elite, a qualidade dos profissionais que ingressam no mercado de trabalho ainda apresenta alguns problemas. As universidades são bastante teóricas e, em alguns casos, o ensino baseia-se em conhecimento já superado.

Faltam aos graduados habilidades práticas demandadas no ambiente de negócios moderno, como computação e línguas estrangeiras. Assim, apesar de a mão-de-obra pouco qualificada ser barata e abundante – custa cerca de um terço do valor encontrado nos demais países asiáticos –, é difícil encontrar profissionais qualificados, bem como mantê-los, devido ao alto custo.

Está havendo grande êxodo rural na China. Enquanto, em 1990, 74% da população era rural; em 2005, apenas 57% mantiveram-se no campo. A previsão é a de que, em 2015, os números invertam- se e a maior parte do povo chinês viva nas cidades. A tabela abaixo mostra a porcentagem de população urbana e rural na China entre 1990 e 2015 (previsão).

 

População Urbana e Rural (%)

 
 

2010

2015

 

1990

1995

2000

2005

(previsão)

(previsão)

 

Urbana

26,4

29

36,2

42,7

47,2

50,4

 

Rural

73,6

71

63,8

57,3

52,8

49,6

Fonte: Euromonitor International.

Elaboração: UIC APEX Brasil.

 

3.7.

Peculiaridades culturais

 

Na China, jantares e happy hours são fases fundamentais do processo de negociação e das relações comerciais. Esses são os momentos em que a maioria das dificuldades encontradas durante a negociação desfazem-se. A troca de presentes também é importante na construção dos relacionamentos.

A

expressão guanxi é famosa e refere-se a uma forte rede de relacionamentos baseada em troca de

favores pessoais – o que é muito comum na China. Aliás, os chineses consideram obrigatória a

retribuição de favores e entendem o guanxi como uma prática natural e legal.

 

negociação de preços é considerada a parte mais importante. Posições diretas, que não deixam margem para flexibilização, não são levadas muito a sério já que é esperado que haja ampla barganha.

A

É

importante ter em mente que os chineses estão acostumados a uma cultura baseada no taoísmo,

confucionismo e budismo. Eles são, consideravelmente, burocráticos; com relações de poder bem

 

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definidas, evitam riscos, são coletivistas, resistentes a mudanças, não são objetivos, comunicam-se de maneira

definidas, evitam riscos, são coletivistas, resistentes a mudanças, não são objetivos, comunicam-se de maneira ambígua e investem pouco em criatividade.

4. VISÃO DO MERCADO

O mercado Chinês sofreu grandes transformações nos últimos anos. Tais mudanças foram impulsionadas pela abertura econômica e pelas peculiaridades que apresenta. Assim, para a realização de negócios com a China, é essencial entender suas características, as quais são mencionadas a seguir.

4.1. Particularidades do mercado

A abertura do mercado chinês evoluiu muito a partir da sua entrada para a OMC em 2001. Tanto barreiras tarifárias como não-tarifárias destinadas à importação foram reduzidas. Entretanto, o ambiente de negócio no país é, de fato, complicado. As principais dificuldades de acesso a esse mercado têm sido a corrupção e a falta de proteção à propriedade intelectual.

Em termos de corrupção, a China alcançou o índice 3,3 no Transparency International's Global Corruption Perception Index 2006, em uma escala em que 10 significava menos corrupto e 0, mais corrupto.

Por outro lado, o sistema chinês de proteção à propriedade intelectual tem evoluído aos poucos. Da mesma forma, a proteção à propriedade privada foi reforçada pela Lei de Direito à Propriedade, aprovada em março de 2007.

Dado o tamanho da China, a localização dos negócios é de fundamental importância. Há grandes variações entre uma região e outra – tanto nos hábitos de consumo como no viés administrativo.

Por ter um sistema bancário fraco, fora das grandes cidades, poucos chineses têm conta bancária e cartões de crédito. Há escassez de oferta de capital para consumo privado no país, já que a maior parte do crédito disponível é direcionada às empresas estatais.

4.2. Consumo

Para os próximos 10 anos, uma grande expansão do consumo é esperada, guiada pela combinação do aumento dos salários e do salário mínimo, maiores lucros e ampliação do investimento

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governamental em áreas rurais. Estima-se que o número de famílias ganhando mais que US$ 5 mil por ano cresça 24% ao ano. Cerca de 5,8 milhões de famílias chinesas já possuem o estilo “ocidental” de consumo, com renda superior a US$ 10 mil por ano.

Preocupações com a inflação fizeram com que produtos como petróleo, eletricidade e água tivessem seus preços congelados em 2007. Produtos alimentícios como óleo, macarrão, carne e ovos também passaram pelo controle de preços.

Os itens que mantêm alta a inflação na China estão concentrados nos setores de alimentos e energia. De fato, a alimentação é o principal item nos gastos das famílias chinesas e seu consumo tem aumentado. Independente da alta dos preços, a tendência é de que o consumo nesse setor não diminua.

Nota-se também que o consumo está concentrado nas zonas urbanas da China, o que se deve ao desnível econômico entre a população urbana e a rural do país. Em ambos os casos, o crescimento anual do consumo chama a atenção. De 2006 para 2007, o consumo em lares urbanos aumentou17% e, em lares rurais, 13%.

Nas tabelas e gráficos a seguir são mostradas, para área urbana e para área rural, as principais categorias de produtos consumidos na China entre 2004 e 2006 e a participação de cada categoria no consumo chinês em 2006.

 

Consumo doméstico na China - Área urbana

 

(bilhões de US$)

 
 

2004

2005

2006

 

Alimentos

18.473

20.308

22.951

Habitação

8.167

9.491

11.066

 

Artigos recreativos, educacionais e culturais

6.838

7.405

8.603

Transporte e comunicação

5.550

6.668

8.125

 

Saúde e cuidados pessoais

5.010

5.852

6.572

Vestuário

4.528

5.378

6.395

 

Utilidades domésticas

2.720

3.021

3.560

Serviços financeiros

1.852

2.132

2.532

 

Seguro

1.260

1.485

1.864

Outros

1.609

1.803

2.426

 

Total

56.007

63.541

74.093

Fonte: China Statistical Yearbook 2007.

Elaboração: UIC - APEX-Brasil.

 

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Consumo doméstico na China - área urbana 2006 Alimentos 2% 3% 3% 5% Habitação 31%
Consumo doméstico na China - área urbana
2006
Alimentos
2%
3%
3%
5%
Habitação
31%
9%
Artigos recreativos,
educacionais e culturais
Transporte e comunicação
Saúde e cuidados pessoais
9%
Vestuário
Utilidades domésticas
11%
15%
Serviços financeiros
Seguro
12%
Outros
Fonte: China Statistical Yearbook2007. Elaboração: UIC - Apex-Brasil.
Consumo doméstico na China - Área rural
(bilhões de US$)
2004
2005
2006
Alimentos
9.525
9.924
10.764
Habitação
3.436
4.111
4.815
Artigos recreativos, educacionais e
culturais
2.286
2.523
2.699
Transporte e comunicação
1.778
2.092
2.554
Saúde e cuidados pessoais
1.223
1.461
1.733
Vestuário
1.109
1.269
1.486
Utilidades domésticas
824
952
1.119
Serviços financeiros
386
450
549
Seguro
139
165
207
Outros
532
555
587
Total
21.238
23.501
26.514
Fonte: China Statistical Yearbook 2007.
Elaboração: UIC - APEX-Brasil.
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Consumo doméstico na China- área rural 2006 Alimentos 2% 1% 2% 4% Habitação 6% 41%
Consumo doméstico na China- área rural
2006
Alimentos
2% 1% 2%
4%
Habitação
6%
41%
6%
Artigos recreativos,
educacionais e culturais
Transporte e comunicação
Saúde e cuidados pessoais
10%
Vestuário
Utilidades domésticas
10%
Serviços financeiros
Seguro
18%
Outros
Fonte: China Statistical Yearbook2007. Elaboração: UIC - Apex-Brasil.
Com vistas a demonstrar o consumo de bens eletrônicos e automóveis, a planilha abaixo traz a
quantidade média desses produtos encontrada em lares chineses.
Bens em lares chineses
Quantidade de bens em cada 100 lares
Lares
Urbanos
Lares Rurais
Ar condicionados
80,7
6,4
Automóveis
3,4
Cameras
46,9
Computadores
41,5
2,1
Rádio Hi-Fi
28,8
Telefones celulares
137
50,2
Motocicletas
25
41
Refrigeradores
90,7
20,1
Televisão
134,8
105,7
Fonte: China Statistical Abstract 2006, apud How to Export to The
People’s Republic of China/ MRE. Elaboração: UIC - Apex-Brasil.
Tendo em vista a grande diferença entre o consumo nas diversas regiões chinesas, a tabela a seguir
traz o nível de despesa doméstica por região em 2006. Nela, são discriminados os valores das áreas
urbanas e rurais de cada região.
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Nível de despesa doméstica chinesa por região - 2006

 
 

US$ dólares

 

Região

Todos lares

Lares rurais

Lares urbanos

Beijing

2.106

961

2.324

 

Tianjin

1.327

599

1.576

Hebei

621

342

1.131

 

Shanxi

608

307

1.014

Inner Mongolia

728

354

1.136

 

Liaoning

870

434

1.175

Jilin

717

373

1.025

Heilongjiang

646

320

930

 

Shanghai

2.630

1.273

2.799

Jiangsu

1.042

617

1.448

Zhejiang

1.401

791

1.994

 

Anhui

558

307

997

Fujian

983

539

1.470

 

Jiangxi

524

353

998

Shandong

882

444

1.406

 

Henan

582

335

1.117

Hubei

695

356

1.135

Hunan

690

386

1.190

 

Guangdong

1.360

528

1.873

Guangxi

544

312

991

 

Hainan

595

351

965

Chongqing

680

294

1.134

 

Sichuan

565

323

1.043

Guizhou

439

205

1.068

 

Yunnan

512

269

1.077

Tibet

366

229

918

 

Shaanxi

499

276

1.134

Gansu

478

236

1.028

Qinghai

531

267

939

 

Ningxia

642

306

1.094

Xinjiang

528

251

989

 

Fonte: China Statistical Yearbook 2007.

Elaboração: UIC - APEX-Brasil.

4.3.

Participação pública e privada no mercado chinês

 

O crescimento da China baseia-se, em grande parte, na abertura econômica e no desenvolvimento do setor privado. Desde 1984, o governo chinês tem seguido um plano de privatização das empresas

 

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estatais. Atualmente, diversas empresas já foram privatizadas; havendo, inclusive, empresas estrangeiras com participação em antigas firmas estatais.

Por outro lado, o governo mantém o controle de empresas de setores considerados sensíveis, como os relacionados à segurança nacional e a matérias-primas estratégicas (como petróleo, carvão e cereais). O órgão local, que gere as privatizações, é a Comissão Nacional de Gestão dos Ativos Estatais.

Como pode ser observado na tabela abaixo, entre 1999 e 2003, houve aumento gradual e significativo

da

participação de empresas privadas na economia chinesa.

 
 

Evolução da Participação dos Setores Público e Privado na China

 

Setores Não Rurais (%)

 
 

Público de

Público de

 

Ano

Privado

Público

Controle Estatal

Controle Coletivo

1999

45,3

54,7

40,1

14,7

 

2000

47,7

52,3

39,6

12,7

2001

51,8

48,2

37,1

11,2

 

2002

54,6

45,4

35,2

10,1

2003

57,1

42,9

34,1

8,8

 

Fonte: ABIMAQ. China e o seus Efeito sobre a Indústria de Máquinas e Equipamentos do Brasil. Elaboração UIC - Apex-Brasil.

4.4.

Compras governamentais

 

O

Ministério de Finanças da China informa que as compras governamentais do país em 2006

totalizaram RMB 300 bilhões, o que equivale a US$ 37 bilhões. Isso representa um aumento de quase

2% em relação ao ano anterior.

 

A

legislação que regula as compras governamentais é a Lei de Aquisições Governamentais da

República Popular da China, promulgada em 29 de junho de 2002. Essa lei passou a vigorar em 1º de janeiro de 2003 e amplia expressivamente o conjunto de compras governamentais sujeitas a controle

do

governo.

 

4.5.

Caracterísitcas do Comércio

 

A China é o segundo maior exportador mundial (com US$ 1.218 bilhões exportados em 2007), atrás apenas da Alemanha (que exportou US$ 1.327 bilhões nesse ano). Em termos de importações, a China ocupa a terceira posição (tendo importado US$ 956 bilhões em 2007), após os EUA (US$ 1.953 bilhões) e Alemanha (US$ 1.059 bilhões).

 

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O superávit no comércio exterior manteve-se favorável em 2007, garantindo facilidade ao crédito na China.
O superávit no comércio exterior manteve-se favorável em 2007, garantindo facilidade ao crédito na China.
O superávit no comércio exterior manteve-se favorável em 2007, garantindo facilidade ao crédito na China.

O superávit no comércio exterior manteve-se favorável em 2007, garantindo facilidade ao crédito na

China. Contudo, a oferta de crédito teve seu crescimento desacelerado.

Quanto à demanda, a expectativa é que o foco passe a ser o consumo interno e que a China deixe de depender das suas exportações e dos investimentos externos para garantir seu crescimento. O aumento nas importações chinesas corrobora para a tendência de o superávit comercial do país diminuir. As importações chinesas estão crescendo, principalmente, no valor dos produtos importados.

Em termos de oferta, espera-se que as exportações de produtos industrializados percam espaço para

o comércio de serviços. No último trimestre de 2007, as exportações de produtos chineses tiveram o menor crescimento desde 2002. Em 2008, a tendência é que, entre outros fatores, a aplicação de impostos de exportação, que foram introduzidos em 2007, e a desaceleração econômica de importantes parceiros comercias da China – como o mercado americano e o europeu – façam com que suas exportações continuem diminuindo.

O padrão dos produtos exportados pela China também está mudando. Nos últimos anos, mais da

metade das exportações do país eram de produtos de baixo valor agregado. Atualmente, calcula-se que 30% das exportações chinesas são de produtos de alta-tecnologia. As empresas multinacionais continuam sendo as principais responsáveis pela produção com maior valor agregado: são delas 60% dos lucros com exportações de alta tecnologia da China.

O quadro abaixo traz alguns indicadores referentes ao comércio internacional da China.

Indicadores do Comércio Exterior

2007 2008

2006 (estimativa)

(previsão)

Comércio exterior

Exportação de bens e serviços

21,7%

16,9%

14,4%

(crescimento)

Importação de bens e serviços

19,8%

18,1%

16,5%

Comércio exterior

Exportação de bens e serviços

39,0%

39,9%

41,3%

(participação no PIB)

Importação de bens e serviços

32,9%

34,0%

35,6%

 

Balanço de contas correntes

207,9

229,0

229,1

· como porcentagem do PIB

7,8%

7,2%

6,3%

Números do comércio

Balança comercial

177,6

175,9

165,3

(US$ bilhões)

Serviços: crédito

86,4

101,5

165,3

Serviços: débito

- 98,6

-110,4

-129,1

Serviços: balança

-12,2

-8,8

-9,5

Fonte: Economist Intelligence Unit.

Elaboração: UIC APEXBrasil.

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5. CARACTERÍSTICAS REGIONAIS Na China as diferenças regionais são tantas que o exportador deve planejar

5. CARACTERÍSTICAS REGIONAIS

Na China as diferenças regionais são tantas que o exportador deve planejar seu posicionamento considerando as diversas localidades como se fossem mercados diferentes. Além de distintos, os mercados regionais são distantes e independentes, o que traz mais ênfase às estratégias com foco regional.

As cidades com maior consumo são Pequim, Xangai, Guangzhou, Tianjin, Wuhan e Chongqing. Já as áreas mais desenvolvidas são o Golfo de Bohai (corredor Pequim – Tianjin), o Delta do Yangzé (Xangai, Nanjing e Hangzhou) e o Delta do Rio Pérola (Guangdong e Fujian). Além de possuírem renda mais elevada, os habitantes dessas regiões são mais receptivos a produtos estrangeiros.

Tendo em vista as limitações logísticas e de infra-estrutura do interior do país e a falta de hábito de se consumir produtos importados, são poucas as importações para regiões como Qinghai, Tibet ou Mongólia Interior.

A fim de se compreender as peculiaridades regionais, encontram-se na tabela seguinte indicadores de cada região como população, PIB, IED e comércio exterior, referentes ao ano de 2005.

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Diferenças Regionais (2005)

 
 

Comércio

 

População

(milhões)

% do total

PIB

(RMB

bilhões)

% do total

IED (US$

bilhões)

exterior (US$

milhões)

 

Norte

Pequim

15,4

1,2

669

3,8

61

53.486

 

Tianjin

10,4

0,8

370

2,0

57

54.632

Hebei

68,5

5,2

1.010

5,5

22

19.328

 

Shanxi

33,6

2,6

4.180

2,3

8

9.093

Mongolia Interior

23,9

1,8

390

2,1

13

5.304

 

Nordeste

Liaoning

42,2

3,2

801

4,4

82

47.037

 

Jilin

27,2

2,1

362

2,0

21

7.362

Heilongjiang

38,2

2,9

551

3,0

11

10.469

 

Leste

Xangai

17,8

1,4

915

5,0

201

181.505

 

Jiangsu

74,8

5,7

1.831

10,0

266

238.475

Zhejiang

49,0

3,7

1.344

7,3

102

123.811

 

Anhui

61,2

4,7

538

2,9

16

9.264

Fujian

35,4

2,7

657

3,6

75

56.799

 

Jiangxi

43,1

3,3

406

2,2

19

4.959

Shandong

92,5

7,1

1.852

10,1

79

89.115

 

Sudeste

Henan

93,8

7,2

1.059

5,8

21

9.066

 

Hubei

57,1

4,4

652

3,6

26

9.993

Hunan

63.3

4.8

651

3,6

16

6.960

 

Guangdong

91.9

7,0

2.237

12,2

289

439.184

Guangxi

46,6

3,6