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Física Básica

Capítulo 1

1) (P. 29) Qual das alternativas a seguir não pode ser considerada uma grandeza física?

a) Pressão
b) Comprimento
c) Aceleração angular
d) Torque
e) Mesa

Mesa é um objeto, e não uma grandeza física.

2) (P.29) No SI a unidade de pressão é o pascal (Pa). Esta é uma grandeza com uma
quantidade muito grande de unidades e diversos sistemas de unidades. Das unidades
relacionadas a seguir, qual corresponde também a unidade de pressão?

a) kg/m³
b) N.m/atm
c) psi
d) lbf/in³
e) bar.m²

A unidade da grandeza física conhecida como pressão é representada por força sobre
certa área. Psi é a medida de pressão no Sistema Inglês, e significa pound force per
square inch, ou libra force por polegada quadrada.

3) (P.29) Todas as unidades de medidas são convencionais. Caso a unidade de tempo utilizasse
o sistema decimal o nosso ano teria 10 meses e não 12. Supondo que seu salário fosse R$ 1
000,00 mensais no sistema hexagesimal, qual deveria ser seu salário no sistema decimal?

a) R$ 1 200,00
b) R$ 1 300,00
c) R$ 1 400,00
d) R$ 1 500,00
e) R$ 1 600,00

Se o seu salário no sistema hexagesimal é de R$1000,00 mensais, você recebe em um


ano R$12 000,00. No sistema decimal, o ano teria 10 meses, ao invés de 12. Então,
dividindo seu salário anula de R$12 000,00 pelos 10 meses do ano, seu salário seria de
R$1 200,00 mensais.

4) (P.30) A libra esterlina ou simplesmente libra (em inglês: pound sterling) é a moeda oficial
do Reino Unido. Desde 15 de Fevereiro de 1971 e da adoção do sistema decimal ela é
dividida em 100 pence (singular: penny). Antes dessa data, uma libra esterlina valia 20
shillings (que valiam por sua vez 12 pence cada um), ou 240 pence. Ao comprar um jornal
que custasse, antes de 1971, 5 pence (5p), e você desse uma nota de 1 libra esterlina (£1),
qual seria o troco correto?
a) 18 shillings
b) 215 pence
c) 1 pound e 19 shillings
d) 19 shillings e 7 pence
e) 25 shillings e 1 penny

Se você pagou o jornal com uma nota de 1 libra, devemos diminuir o valor de 5
pence para saber qual o troco. Cada libra vale 20 shilling, que por sua vez vale 12
pence. Diminuindo os 5 pence do jornal dos 12 pence que compõe 1 shilling, ficamos
com 7 pence. Como não temos mais 1 shilling inteiro, restaram 19 shillings. Então, o
troco a ser recebido é 19 shillings e 7 pence.

5) (P.30) A seguir estão escritos 5 dados de experiências realizadas em um laboratório de


física. Destas, qual delas está escrita de forma errada?

a) 75 °C
b) 125 Km/H
c) 1 h 24 min 35 s
d) 2 680,79 mW
e) 27o 46’ 12”

A unidade de quilômetros deve ser escrita com letra minúscula.


Capítulo 2

1) (P.50) Indique a afirmativa correta:

a) Os algarismos significativos são todos os visíveis no instrumento e mais um duvidoso.


b) Somente os algarismos visíveis de uma medida são significativos.
c) Todos os algarismos de uma medida são duvidosos.
d) Em um instrumento onde a menor escala é o milímetro, o algarismo visível vai somente
até o centímetro.
e) Para que um instrumento de medida seja confiável é necessário que ele possua um
algarismo duvidoso impresso em sua escala.

2) (P.50) Qual a leitura correta quando estamos utilizando um instrumento de medida que
possui a menor escala igual ao centímetro?

a) 0,5698 mm
b) 127,29 cm
c) 2,4 m
d) 35,6 dm
e) 26,8 cm

26 cm é a leitura que fazemos no instrumento, e o algarismo depois da vírgula é nosso


algarismo duvidoso.

3) (P.50) A tabela que segue indica as medidas feitas por um operador de instrumento.
Determine o valor provável da medida feita:

Número da
M1 M2 M3 M4 M5 M6 M7
Medida
Peso do
0,236 0,231 0,235 0,234 0,234 0,232 0,238
Objeto (N)

a) 0,233 N
b) 0,234 N
c) 0,2342857 N
d) 0,2343 N
e) 0,235 N

∑ 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎𝑠
𝑉𝑃 =
𝑁º 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎𝑠

𝑀1 + 𝑀2 + 𝑀3 + 𝑀4 + 𝑀5 + 𝑀6 + 𝑀7
𝑉𝑃 =
7

0,236 + 0,231 + 0,235 + 0,234 + 0,234 + 0,232 + 0,238 1,64


𝑉𝑃 = =
7 7

𝑉𝑃 = 0,234 𝑁
4) (P.51) Um operador de instrumento de medida encontrou o valor de uma medida igual
1045,32 bar. Sabendo que o valor provável da amostra total encontrada foi 1037,56 bar,
qual o desvio percentual cometido pelo operador?

a) – 7,76 bar
b) 0,742 %
c) 0,748 %
d) 7,76 %
e) 1,49 %

𝑑
𝑑𝑃 = 𝜌 × 100 𝜌= 𝑑 = |𝑀 − 𝑉𝑃 |
𝑉𝑃

|𝑀 − 𝑉𝑃 |
𝑑𝑃 = × 100
𝑉𝑃

|1045,32 − 1037,56|
𝑑𝑃 = × 100
1037,56

𝑑𝑃 = 0,74790%
𝑑𝑃 ≅ 0,748%

5) (P.51) Qual dos valores abaixo está com o arredondamento errado, sabendo que queremos
padronizar os valores deixando-os com apenas uma casa decimal? Utilize a forma de
arredondamento oficial para este exercício.

a) 46,26548 ⇒ 46,3
b) 2,82984 ⇒ 2,8
c) 1278,45 ⇒ 1278,4
d) 96,749 ⇒ 96,8
e) 68,7238 ⇒ 68,7

Como o primeiro número a ser desprezado é menor que 5, o número que o precede
fica inalterado.
Capítulo 3
1) (P.74) Utilizamos um micrômetro para fazer a medida da espessura de um pedaço de vidro.
A figura que segue mostra esta situação. Dos valores a seguir, qual o que melhor indica a
espessura do vidro?

a) 2,723 mm
b) 2,220 mm
c) 0,220 mm
d) 5,224 mm
e) 22,50 mm

Cada risco na parte superior da régua do micrômetro indica 1 mm, e os riscos na parte
inferior indicam 0,5 mm. Na parte superior podemos ver dois riscos, o que indica 2
mm. Após o último risco na parte superior da régua, vemos um risco na parte inferior,
o que indica mais 0,5 mm. Então, até agora temos 2,5 mm. No tambor do micrômetro,
cada risco indica 0,1 mm. O risco central transversal da régua indica onde deve ser
feita a leitura do tambor. Neste caso, vemos que o risco central encontrasse um pouco
acima da linha que indica 0,22 mm. Somando-se com a medida já obtida através da
régua, e comparando com as opções fornecidas, o resultado que melhor indica a
espessura do vidro é 2,723 mm.

2) (P.74) A melhor leitura feita para a figura abaixo, utilizando a escala em milímetros, é:

a) 5,31 mm
b) 6,95 mm
c) 11,35 mm
d) 44,00 mm
e) 47,00 mm
 O gabarito do livro está
errado, a resposta correta
está a seguir.
O zero do nônio se encontra logo após a oitava risca, então temos 8 milímetros. No
nônio, o risco que melhor corresponde ao risco da régua é o décimo oitavo risco, que
representa 0,90 milímetros. Somados aos 8 milímetros iniciais, temos 8,90 mm.

3) (P.75) Indique o melhor valor em polegadas correspondente à leitura da medida na figura


abaixo:

1
a) "
4
b) 2,4 ”
19
c) "
58
𝟐𝟓
d) "
𝟑𝟐
3
e) 1 “
16

Como o zero do nônio encontra-se antes do valor 1 in, isto indica que a medida é
𝟏
maior que 0 in e menor que 1 in. Cada ponto que aparece na régua indica 𝟒 in. Como
𝟑
temos 3 pontos antes do valor de 1 in, devemos somar 𝟒 in. Entre o último ponto da
régua e o zero do nônio não temos nenhum risco, então podemos passar direto para a
𝟏
medida do nônio. Cada risco do nônio indica in. O risco que melhor coincide com o
𝟏𝟐𝟖
𝟒
risco da régua é o 4º risco, então devemos adicionar 𝟏𝟐𝟖 in. Então, nossa medida será:

𝟑 𝟒
𝑴= +
𝟒 𝟏𝟐𝟖

𝟗𝟔 + 𝟒
𝑴=
𝟏𝟐𝟖

𝟏𝟎𝟎
𝑴=
𝟏𝟐𝟖

𝟐𝟓
𝑴= 𝒊𝒏
𝟑𝟐
4) (P.75) Qual a espessura do grafite da lapiseira? Faça a leitura da medida indicada na figura
do micrômetro abaixo.

a) 70,00 mm
b) 20,00 mm
c) 7,00 mm
d) 2,70 mm
e) 0,70 mm

O risco inferior indica 0,5 mm. No tambor, o risco indica 0,2 mm. Então, a medida da
espessura do grafite é de 0,70 mm.

5) (P.76) Indique o valor em polegadas correspondente à leitura da medida na figura abaixo:

5
a) 𝑖𝑛
16
39
b) 𝑖𝑛
128
1
c) 𝑖𝑛
32
𝟏𝟕
d) 𝒊𝒏
𝟔𝟒
3
e) 𝑖𝑛
4

O zero do nônio esta antes do valor de 1 in da régua, então a medida fica entre 0 e 1
𝟏
in. Como na régua vemos 1 ponto antes do zero do nônio, devemos adicionar 𝟒 in no
valor da medida. No nônio, o valor que melhor coincide com o risco da régua é o 2º
𝟐
risco, então devemos adicionar 𝟏𝟐𝟖 in na medida. Logo, nossa medida será de:

𝟏 𝟐 𝟑𝟐 + 𝟐
𝑴= + =
𝟒 𝟏𝟐𝟖 𝟏𝟐𝟖

𝟑𝟒 𝟏𝟕
𝑴= = 𝒊𝒏
𝟏𝟐𝟖 𝟔𝟒
Capítulo 4

1) (P.89) O dinamômetro é um instrumento de medida de força. Ele funciona pelo


deslocamento de uma das extremidades de uma mola, tendo a outra extremidade fixa a
uma escala. Quando um objeto de massa 40 g é pendurado no suporte do dinamômetro,
ele deforma 5 milímetros. Podemos afirmar que a constante elástica da mola utilizada é,
em N/m:

a) 0,8
b) 8
c) 80
d) 800
e) Outro valor diferente

𝒎∙𝒈
𝒌=
Dados: ∆𝒚
Massa = 40 g
Δy = 5 mm 𝟎, 𝟎𝟒 ∙ 𝟏𝟎
𝒌=
Aceleração Gravitacional = 10 m/s 𝟓 × 𝟏𝟎−𝟑

𝒌 = 𝟖𝟎 𝑵⁄𝒎

2) (P.89) Os verdureiros utilizam balanças semelhantes a um dinamômetro, isto é,


instrumentos que funcionam a partir da deformação de uma mola, que pode ser helicoidal
ou não. Certa balança de verdureiro tem uma constante elástica igual a 600 N/m. Ao sofrer
uma deformação de 5 cm, qual a massa, em kg, do produto que o verdureiro está
vendendo?

a) 0,3
b) 1,2
c) 3,0
d) 12,0
e) 30,0

𝒎∙𝒈
𝒌=
Dados: ∆𝒚
k = 600 N/m 𝒎 ∙ 𝟏𝟎
Δy = 5 cm →0,05 m 𝟔𝟎𝟎 =
𝟎, 𝟎𝟓
g = 10 m/s²
𝟔𝟎𝟎 ∙ 𝟎, 𝟎𝟓
𝒎= = 𝟑 𝒌𝒈
𝟏𝟎

3) (P.89) O dinamômetro é um instrumento utilizado para medir o peso de um objeto. Um


dinamômetro consiste basicamente de uma mola pendurada em um suporte e uma escala
externa que indica o valor do peso colocado no mesmo. Esses instrumentos, para
funcionarem corretamente, devem respeitar:
a) A lei de Coulomb.
b) A lei das alavancas.
c) O torque associado à mola.
d) A associação de molas estabelecida.
e) A lei de Hooke.

Segundo o enunciado da lei de Hooke, “As forças deformantes são proporcionais às


deformações elásticas produzidas.”

4) (P.90) Ao associarmos molas em série a constante elástica das mesmas fica:

a) Menor;
b) Igual;
c) Maior;
d) O dobro;
e) A metade.

Quanto maior o número de molas associadas em série, menor será a constante


elástica do sistema. Ou seja, um objeto de mesmo peso provoca uma deformação
maior não sistema de molas.

5) (P.90) As molas da suspensão de alguns caminhões, são feixes de barras de aço. Estas
molas estão associadas em paralelo para que a sua constante elástica seja:

a) A metade;
b) Menor;
c) Igual;
d) Maior;
e) O dobro.

Molas associadas em paralelo aumentam a constante elástica do sistema, por isso a


suspensão de alguns caminhões é composta de uma série de barras de aço.
Capítulo 5
1) (P.101) Qual deve ser o comprimento de um relógio de pêndulo para que ele tenha um
período de 1 segundo, em um local onde a aceleração gravitacional vale 9,81 m/s² (nível do
mar)?

a) 78 cm
b) 0,4985 m
c) 24,85 cm
d) 62 mm
e) Outro valor diferente

4𝜋² ∙ 𝑙
𝑔=
𝑇²

Dados: 𝑔 ∙ 𝑇²
𝑙=
T=1s 4𝜋²
g = 9,81 m/s²
9,81 ∙ 12
𝑙=
4𝜋 2

𝑙 = 0,2485 𝑐𝑚 → 24,85 𝑚
2) (P.101) Das grandezas relacionadas abaixo, as que influenciam no período de um pêndulo
simples são:

a) Massa do pêndulo e comprimento do fio.


b) Amplitude do movimento e massa do pêndulo.
c) Comprimento do pêndulo e aceleração gravitacional.
d) Aceleração gravitacional local e amplitude do movimento.
e) Massa do pêndulo e aceleração gravitacional.

Apenas o comprimento do pêndulo e a aceleração gravitacional influenciam no


período do pêndulo, como pode ser visto na equação do pêndulo.

3) (P.101) O período de oscilação de uma mola depende da constante elástica da mola e do


valor da aceleração gravitacional local. Mantendo a aceleração da gravidade constante (não
alterando a altitude do lugar), podemos afirmar que quanto maior a constante elástica de
uma mola o período de oscilação será:

a) A metade;
b) O dobro;
c) Maior;
d) Igual;
e) Menor.

Quanto maior a constante elástica de uma mola, mais rápido será seu movimento de
oscilação, ou seja, menor será seu período.
4) (P.102) Qual a palavra abaixo completa corretamente a frase: “Um relógio de pêndulo
fabricado próximo de Machu Picchu, cidade colombiana situada a 2400 metros de altitude
acima do nível mar, onde a aceleração gravitacional é menor do que em cidades que ficam
no nível do mar, para não atrasar nem adiantar, deve ter um comprimento …………… que um
relógio que funciona normalmente no nível do mar.

a) Menor;
b) Igual;
c) Maior;
d) O dobro;
e) A metade.

Com um comprimento menor de pêndulo, o relógio consegue funcionar com o mesmo


período que um relógio ao nível do mar.

5) (P. 102) Abaixo você encontra a figura de seis pêndulos que podem ser utilizados para
montar um relógio. Escolha qual deles seria mais apropriado usar se quiséssemos que
nosso relógio andasse o mais rápido possível, isto é, estivesse sempre adiantado em relação
aos outros.

(A) (B) (C) (D) (E) (F)

Quanto menor o comprimento do pêndulo, menor o período do relógio, fazendo com


que ele ande mais rápido, isto é, sempre adiantado.
Capítulo 6
1) (P. 109) Qual o comprimento de uma circunferência que possui um diâmetro de 123,5 mm?

a) 776,0 mm
b) 582,0 mm
c) 388,0 mm
d) 258,6 mm
e) 129,32 mm²

O comprimento da circunferência pode ser calculado por 𝐶 = 𝜋 ∙ 𝑑


𝐶 = 𝜋 ∙ 123,5
𝐶 ≅ 388,0 𝑚𝑚

2) (P. 109) Uma esfera tem o comprimento de sua circunferência igual a 245,6 mm. Determine
o volume total desta esfera:

a) 245,6 mm³
b) 5,0 x 105 mm³
c) 2,5 x 105 mm³
d) 6 400 mm²
e) 5,62 x 103 cm³

𝟒
O volume de uma esfera é dado pela equação 𝑽 = 𝟑 ∙ 𝝅 ∙ 𝑹³

𝒅 𝑪
Sabemos que 𝑹 = 𝟐 e também sabemos que 𝒅 = 𝝅

Então juntando todas equações, temos:

𝟒 𝑪
𝑽= ∙𝝅∙( )³
𝟑 𝟐∙𝝅

𝟒 𝟐𝟒𝟓, 𝟔
𝑽= ∙𝝅∙( )³
𝟑 𝟐∙𝝅

𝑽 ≅ 𝟐, 𝟓 × 𝟏𝟎𝟓 𝒎𝒎³

3) (P. 110) A tabela a seguir indica alguns valores encontrados em uma atividade experimental
em laboratório. Determine o melhor valor a ser interpolado entre os terceiro e quarto valor
da tabela que corresponda em Y ao valor 50 em X:

Medidas Valor X Valor Y


1 24 128
2 36 147
3 41 166
4 67 219
5 88 252
a) 108
b) 168
c) 170
d) 208
e) 180
 Mais detalhes desta questão podem ser encontrados em vídeo na biblioteca da turma.

𝒙 − 𝒙𝒏−𝟏 𝟓𝟎 − 𝒙𝟑
𝜽= =
𝒙𝒏 − 𝒙𝒏−𝟏 𝒙𝟒 − 𝒙𝟑

𝟓𝟎 − 𝟒𝟏
𝜽= = 𝟎, 𝟑𝟒𝟔𝟏
𝟔𝟕 − 𝟒𝟏

𝜽−𝟏 𝜽−𝟐
𝒚 = 𝒚𝟑 + 𝜽 {𝒂𝟐 + [𝒃𝟑 + ]}
𝟐 𝟑

𝒂𝟐 = 𝒚𝟒 − 𝒚𝟑 = 𝟐𝟏𝟗 − 𝟏𝟔𝟔 → 𝒂𝟐 = 𝟓𝟑

𝒃𝟑 = 𝒂𝟑 − 𝒂𝟐 = 𝟑𝟑 − 𝟓𝟑 → 𝒃𝟑 = −𝟐𝟎

𝟎, 𝟑𝟒𝟔𝟏 − 𝟏 𝟎, 𝟑𝟒𝟔𝟏 − 𝟐
𝒚 = 𝟏𝟔𝟔 + 𝟎, 𝟑𝟒𝟔𝟏 {𝟓𝟑 + [−𝟐𝟎 + ]}
𝟐 𝟑

𝒚 = 𝟏𝟖𝟔, 𝟔𝟔𝟗

4) (P.110) Qual a fração própria θ para o valor 43 segundos da tabela abaixo?

Medida 1 2 3 4 5 6
Tempo (s) 10 20 30 40 50 60
Posição
88 140 192 239 286 338
(cm)

a) 0,3
b) 0,4
c) 0,5
d) 0,6
e) 0,7

𝒙 − 𝒙𝒏−𝟏 𝟒𝟑 − 𝟒𝟎
𝜽= =
𝒙𝒏 − 𝒙𝒏−𝟏 𝟓𝟎 − 𝟒𝟎

𝜽 = 𝟎, 𝟑 𝒔

5) (P.111) Segundo a interpolação de Newton, qual o melhor valor mais adequado a ser
interpolado para a pressão que corresponda a um volume igual a 445 ml, utilizando a tabela
abaixo, extraída de uma experiência que relaciona o volume ocupado por um gás dentro de
um recipiente em função da pressão exercida sobre o mesmo? Como sugere a tabela, vá
até a segunda diferença.
Medidas Volume (ml) Pressão (mm-Hg) a b

1 456,3 786,5

2 453,9 792,4

3 448,7 801,6

4 439,1 815,4

5 417,9 862,7

6 408,5 874,2

a) 814,9
b) 811,3
c) 805,0
d) 802,6
e) 801,2

Completando a tabela:

Medidas Volume (ml) Pressão (mm-Hg) a b

1 456,3 786,5
5,9
2 453,9 792,4 3,3
9,2
3 448,7 801,6 4,6
13,8
4 439,1 815,4 33,5
47,3
5 417,9 862,7 -35,8
11,5
6 408,5 874,2

𝒙 − 𝒙𝒏−𝟏
𝜽=
𝒙𝒏 − 𝒙𝒏−𝟏

𝟒𝟒𝟓 − 𝟒𝟒𝟖, 𝟕
𝜽= = 𝟎, 𝟑𝟖𝟓𝟒
𝟒𝟑𝟗, 𝟏 − 𝟒𝟒𝟖, 𝟕

𝜽−𝟏 𝜽−𝟐
𝒚 = 𝒚𝟑 + 𝜽 {𝒂𝟐 + [𝒃𝟑 + ]}
𝟐 𝟑
𝟎, 𝟑𝟖𝟓𝟒 − 𝟏 𝟎, 𝟑𝟖𝟓𝟒 − 𝟐
𝒚 = 𝟖𝟎𝟏, 𝟔+, 𝟎𝟑𝟖𝟓𝟒 {𝟏𝟑, 𝟖 + [𝟑𝟑, 𝟓 + ]}
𝟐 𝟑

𝒚 = 𝟖𝟎𝟑, 𝟎𝟏𝟒𝟕 ≅ 𝟖𝟎𝟐, 𝟔 𝒎𝒎 − 𝑯𝒈


Capítulo 7
1) (P. 127) Uma chapa de cobre de 2 m² é utilizada em um coletor plano de energia solar. Ela é
pintada com uma tinta preta cuja massa especifica após a secagem é de 1,7 g/cm³. A
espessura da camada de tinta é da ordem de 5 μm. Qual a massa de tinta seca existente
sobre a chapa?

a) 17 g
b) 25 g
c) 34 g
d) 58 g
e) 129 g

𝒎
𝝁= (𝟏) 𝑽 = 𝑨 ∙ 𝒉 (𝟐)
𝑽
Dados: 𝟐 →𝟏
A = 2 m² 𝒎
µ = 1,7 g/cm³ 𝝁=
𝑨∙𝒉
h = 5 µm
𝒎=𝑨∙𝒉∙𝝁
𝒎 = 𝟐𝒙𝟏𝟎𝟒 ∙ 𝟓𝒙𝟏𝟎−𝟒 ∙ 𝟏, 𝟕
𝒎 = 𝟏𝟕 𝒈

2) (P. 128) Misturam-se dois líquidos A e B. O líquido A possui volume de 120 cm³e densidade
0,78 g/cm³. O líquido B possui volume de 200 cm³ e densidade 0,56 g/cm³. Qual é a
densidade da mistura?

a) 1,34 g/cm³
b) 1,005 g/cm³
c) 0,67 g/cm³
d) 0,6425 g/cm³
e) 0,22 g/cm³

𝒎𝑨 + 𝒎𝑩
𝝆𝒎 = ∗𝒎 =𝑽∙𝝆
Dados 𝑽𝑨 + 𝑽𝑩
ρA = 0,78 g/cm³ (𝑽𝑨 ∙ 𝝆𝑨 ) + (𝑽𝑩 ∙ 𝝆𝑩 )
VA = 120 cm³ 𝝆𝒎 =
𝑽𝑨 + 𝑽𝑩
ρB = 0,56 g/cm³
VB = 200 cm³ (𝟏𝟐𝟎 ∙ 𝟎, 𝟕𝟖) + (𝟐𝟎𝟎 ∙ 𝟎, 𝟓𝟔)
𝝆𝒎 =
𝟏𝟐𝟎 + 𝟐𝟎𝟎

𝝆𝒎 = 𝟎, 𝟔𝟒𝟐𝟓 𝒈/𝒄𝒎³
3) (P. 128) Existem duas soluções de um mesmo sal. A massa especifica da primeira é 1,7 g/cm3, e
a da segunda, 1,2 g/cm3. Determine quantos litros devemos utilizar de cada uma das soluções
para fazer 1,0 l de uma solução de massa especifica de 1,4 g/cm3?

a) V1 = 0,6 l e V2 = 0,4 l
b) V1 = 0,4 l e V2 = 0,6 l
c) V1 = 0,5 l e V2 = 0,5 l
d) V1 = 0,2 l e V2 = 0,8 l
e) V1 = 0,8 l e V2 = 0,2 l

Dados

µ1 = 1,7 g/cm³
µ2 = 1,2 g/cm³
VT = 1,0 l
µm = 1,4 g/cm³

𝒎𝑨 + 𝒎𝑩
𝝆𝒎 = ∗𝒎=𝑽∙𝝆
𝑽𝑨 + 𝑽𝑩
(𝑽𝑨 ∙ 𝝆𝑨 ) + (𝑽𝑩 ∙ 𝝆𝑩 )
𝝆𝒎 =
𝑽𝑨 + 𝑽𝑩
(𝟏𝟐𝟎 ∙ 𝟎, 𝟕𝟖) + (𝟐𝟎𝟎 ∙ 𝟎, 𝟓𝟔) 𝒈
𝝆𝒎 = = 𝟎, 𝟔𝟒𝟐𝟓 ⁄ 𝟑
𝟏𝟐𝟎 + 𝟐𝟎𝟎 𝒄𝒎
𝑽𝑻 = 𝑽𝟏 + 𝑽𝟐
𝑽𝟏 + 𝑽𝟐 = 𝟏 𝒍
𝑽𝟏 = 𝟏𝒍 − 𝑽𝟐
𝒎𝟏 + 𝒎𝟐 (𝑽𝟏 ∙ 𝝁𝟏 ) + (𝑽𝟐 ∙ 𝝁𝟐 )
𝝁𝑻 = → 𝝁𝑻 =
𝑽𝟏 + 𝑽𝟐 𝑽𝟏 + 𝑽𝟐
[(𝟏𝒍 − 𝑽𝟐 ) ∙ 𝝁𝟏 ] + (𝑽𝟐 ∙ 𝝁𝟐 )
𝝁𝑻 =
𝟏
(𝝁𝟏 − 𝑽𝟐 𝝁𝟏 ) + (𝑽𝟐 ∙ 𝝁𝟐 )
𝝁𝑻 =
𝟏
(𝟏, 𝟕 − 𝟏, 𝟕𝑽𝟐 ) + (𝟏, 𝟐𝑽𝟐 )
𝟏, 𝟒 =
𝟏
𝟏, 𝟒 = 𝟏, 𝟕 − 𝟎, 𝟓𝑽𝟐
𝟎, 𝟓𝑽𝟐 = 𝟏, 𝟕 − 𝟏, 𝟒
𝟎, 𝟑
𝑽𝟐 = = 𝟎, 𝟔 𝒍
𝟎, 𝟓
𝑽𝟏 = 𝟏 − 𝑽𝟐
𝑽𝟏 = 𝟏 − 𝟎, 𝟔
𝑽𝟏 = 𝟎, 𝟒 𝒍
4) (P. 128) Um cubo de gelo foi formado solidificando completamente 57,6 g de H2O. Qual a
medida da aresta do cubo, sendo a densidade do gelo 0,90 g/cm³?

a) 1 cm
b) 2 cm
c) 3 cm
d) 4 cm
e) 5 cm

Dados
m = 57,6 g
ρ = 0,90 g/cm³

𝒎 𝒎
𝝆= → 𝑽= 𝑽 = 𝒂³
𝑽 𝝆
𝒎
𝒂𝟑 =
𝝆
𝟑 𝒎
𝒂= √
𝝆

𝟑 𝟓𝟕, 𝟔
𝒂= √
𝟎, 𝟗
𝒂 = 𝟒 𝒄𝒎

5) (P. 129) Um recipiente cheio de álcool (de massa específica de 0,80 g/cm3) apresenta massa de
30 g e, completamente cheio de água (1,0 g/cm3), tem massa de 35 g. A capacidade do
recipiente é, em cm3?

a) 5 cm³
b) 10 cm³
c) 15 cm³
d) 20 cm³
e) 25 cm³

𝒎 𝒎𝑨𝑳
ÁLCOOL ≫ 𝝁 = ≫ = 𝟎, 𝟖 ≫ 𝒎𝑨𝑳 = 𝟎, 𝟖𝑽
𝑽 𝑽
𝒎𝑨𝑮
ÁGUA ≫ = 𝟏 ≫ 𝒎𝑨𝑮 = 𝟏𝑽
𝑽

RECIPIENTE (mx)
𝒎𝑨𝑮 + 𝒎𝒙 = 𝟑𝟓
{
𝒎𝑨𝑳 + 𝒎𝒙 = 𝟑𝟎
𝒎𝑨𝑮 − 𝒎𝑨𝑳 = 𝟓
𝟏𝑽 − 𝟎, 𝟖𝑽 = 𝟓
𝟎, 𝟐𝑽 = 𝟓
𝟓
𝑽=
𝟎, 𝟐
𝑽 = 𝟐𝟓 𝒄𝒎³
Capítulo 8

1) (P. 143) A diferença de pressão entre o fundo de um lago, de profundidade H, e um ponto


situado a 3/2H da superfície vale 8 x 104 N/m². Qual a profundidade do lago?

a) 24 m
b) 16 m
c) 12 m
d) 8m
e) 5,33 m

Dados: 𝟐𝒉
𝝁𝑯𝟐𝑶 ∙ 𝒈 ∙ 𝒉 − 𝝁𝑯𝟐𝑶 ∙ 𝒈 ∙ = 𝟖 × 𝟏𝟎𝟒
µH2O = 1 000 kg/m³ 𝟑
g = 9,8 m/s² 𝟐𝒉
𝟏 𝟎𝟎𝟎 ∙ 𝟗, 𝟖 ∙ 𝒉 − 𝟏 𝟎𝟎𝟎 ∙ 𝟗, 𝟖 ∙
PS = 8x104 N/m² 𝟑
= 𝟖 × 𝟏𝟎𝟒
𝟗 𝟖𝟎𝟎𝒉 − 𝟔 𝟓𝟑𝟑𝒉 = 𝟖 × 𝟏𝟎𝟒
𝟖 × 𝟏𝟎𝟒
𝒉= = 𝟐𝟒, 𝟒𝟗 𝒎
𝟑 𝟐𝟔𝟔

2) (P. 143) Com um máximo de expiração, um estudante, soprando de um lado de um manômetro


cujo líquido é a água, produz um desnível de 65 cm entre os dois ramos do tubo manométrico.
Nessas condições pode-se afirmar que a pressão efetiva exercida pelos pulmões do estudante é
de:

a) 65 N/m²
b) 650 N/m²
c) 6 500 N/m²
d) 65 000 N/m²
e) 650 000 N/m²

Dados: 𝑷 = 𝝁𝑯𝟐𝑶 ∙ 𝒈 ∙ 𝒉
h = 0,65 m 𝑷 = 𝟏𝟎𝟎𝟎 ∙ 𝟏𝟎 ∙ 𝟎, 𝟔𝟓
µH2O = 1 000 kg/m³ 𝑷 = 𝟔 𝟓𝟎𝟎 𝑵/𝒎²

3) (P.143) A superfície congelada de um lago tem espessura de 2 metros. Um esquimó desejando


pescar faz um furo nessa camada de gelo. A densidade da água, no estado líquido, é 1 g/cm3 e a
do gelo é 0,9 g/cm3. O comprimento mínimo da linha que o esquimó deve usar para que seja
possível pescar é de:

a) = 20 cm
b) < 20 cm
c) > 20 cm
d) < 10 cm
e) > 10 cm
Dados: 𝑬=𝑷
ρH2O = 1,0 g/cm³ 𝑬 = 𝝆𝑯𝟐𝑶 ∙ 𝒈 ∙ 𝑽𝑯𝟐𝑶
ρGELO = 0,9 g/cm³ 𝑷 = 𝝆𝑮𝑬𝑳𝑶 ∙ 𝒈 ∙ 𝑽𝑮𝑬𝑳𝑶
hGELO = 2 m 𝝆𝑯𝟐𝑶 ∙ 𝒈 ∙ 𝑽𝑯𝟐𝑶 = 𝝆𝑮𝑬𝑳𝑶 ∙ 𝒈 ∙ 𝑽𝑮𝑬𝑳𝑶
𝟏 ∙ 𝑽𝑯𝟐𝑶 = 𝟎, 𝟗 ∙ 𝑽𝑮𝑬𝑳𝑶
𝑽=𝑨∙𝒉
𝟏, 𝟎 ∙ 𝑨 ∙ 𝒉𝑯𝟐𝑶 = 𝟎, 𝟗 ∙ 𝑨 ∙ 𝒉𝑮𝑬𝑳𝑶
𝒉𝑯𝟐𝑶 = 𝟎, 𝟗 ∙ 𝟐 = 𝟏, 𝟖 𝒎

4) (P.144) Um líquido A tem densidade 0,50 g/cm³ enquanto outro líquido B, miscível no líquido A,
tem densidade 0,80 g/cm³. Misturando-se um volume V do líquido B com um volume 2V do
líquido A, determine a densidade da mistura.

a) 0,40 g/cm³
b) 0,55 g/cm³
c) 0,58 g/cm³
d) 0,60 g/cm³
e) 0,65 g/cm³

Dados: 𝒎𝑨 + 𝒎𝑩
𝝆𝒎 =
ρA = 0,50 g/cm³ 𝑽𝑨 + 𝑽𝑩
ρB = 0,80 g/cm³
VA = 2V (𝑽𝑨 ∙ 𝝆𝑨 ) + (𝑽𝑩 ∙ 𝝆𝑩 )
𝝆𝒎 =
VB = V 𝑽𝑨 + 𝑽𝑩

(𝟐𝑽 ∙ 𝟎, 𝟓𝟎) + (𝑽 + 𝟎, 𝟖𝟎)


𝝆𝒎 =
𝟐𝑽 + 𝑽

𝑽 + 𝟎, 𝟖𝑽
𝝆𝒎 =
𝟑𝑽

𝟏, 𝟖𝑽
𝝆𝒎 = = 𝟎, 𝟔𝟎 𝒈/𝒄𝒎³
𝟑𝑽

5) (P.144) Uma esfera, de material homogêneo tem 2 cm de diâmetro e massa igual a M. Qual o
diâmetro de uma outra esfera, do mesmo material e também homogênea, de massa igual a 64
M?

a) 4 cm
b) 8 cm
c) 16 cm
d) 32 cm
e) 64 cm
Dados: 𝒎
𝝁=
d1 = 2 cm 𝑽
m1 = M
m2 = 64M 𝝁𝟏 = 𝝁𝟐
r2 = ? 𝒎𝟏 𝒎𝟐
=
𝑽𝟏 𝑽𝟐

𝟒
𝑽𝑬𝑺𝑭𝑬𝑹𝑨 = 𝝅𝒓³
𝟑

𝒎𝟏 𝒎𝟐
=
𝟒𝝅𝒓𝟏 ³⁄ 𝟒𝝅𝒓𝟐 ³⁄
( 𝟑) ( 𝟑)

𝟑 ∙ 𝒎𝟏 𝟑 ∙ 𝒎𝟐
=
𝟒𝝅𝒓𝟏 ³ 𝟒𝝅𝒓𝟐 ³

𝟑∙𝑴 𝟑 ∙ 𝟔𝟒𝑴
=
𝟒 ∙ 𝝅 ∙ 𝟏³ 𝟒 ∙ 𝝅 ∙ 𝒓𝟐 ³

𝟑𝑴 𝟏𝟗𝟐𝑴
=
𝟒𝝅 𝟒𝝅𝒓𝟐 ³

𝟒𝝅𝒓𝟐³ 𝟏𝟗𝟐𝑴
=
𝟒𝝅 𝟑𝑴

𝟑 𝟏𝟗𝟐𝑴
𝒓𝟐 = √
𝟑𝑴

𝒓𝟐 = 𝟒 𝒄𝒎

𝒅 = 𝟐 ∙ 𝒓 = 𝟐 ∙ 𝟒 = 𝟖 𝒄𝒎
Capítulo 9
Exercícios sobre Cinemática

1) (P. 159) Qual é a velocidade média, em km/h, de uma pessoa que percorre 1 200 m em 20 min?

Dados ∆𝑺
𝑽=
ΔS = 1200 m ∆𝒕
Δt = 20 min → 1200 s
𝟏𝟐𝟎𝟎
𝑽= = 𝟏 𝒎/𝒔
𝟏𝟐𝟎𝟎

𝑽 = 𝟏 × 𝟑, 𝟔 = 𝟑, 𝟔 𝒌𝒎/𝒉

2) (P. 159) Um móvel se desloca de um ponto A até um ponto B (AB = d) com velocidade média de
10 m/s, e do ponto B até um ponto C (BC = 2d) com velocidade média de 30 m/s. Determine a
velocidade média desse móvel no percurso AC.

Dados ∆𝑺𝟏 + ∆𝑺𝟐


𝑽𝒎𝑭 =
ΔS1 = d ∆𝒕𝟏 + ∆𝒕𝟐
Vm1 = 10 m/s
ΔS2 = 2d ∆𝑺
𝒕=
Vm2 = 30 m/s 𝑽𝒎

∆𝑺𝟏 + ∆𝑺𝟐
𝑽𝒎𝑭 =
∆𝑺 ∆𝑺
( 𝟏⁄𝑽 + 𝟐⁄𝑽 )
𝒎𝟏 𝒎𝟐

𝒅 + 𝟐𝒅
𝑽𝒎𝑭 =
(𝒅⁄𝟏𝟎 + 𝟐𝒅⁄𝟑𝟎)

𝟑𝒅 𝟑𝒅
𝑽𝒎𝑭 = =
𝟑𝒅 + 𝟐𝒅 𝟓𝒅
( 𝟑𝟎 ) (𝟑𝟎)

𝟑𝒅
𝑽𝒎𝑭 = 𝟑𝟎 ∙
𝟓𝒅

𝑽𝒎𝑭 = 𝟏𝟖 𝒎/𝒔
3) (P. 159) Um automóvel parte do repouso e atinge a velocidade de 108 km/h após um tempo de
5 s. Calcule a aceleração escalar média do automóvel nesse intervalo de tempo, em m/s².

Dados: ∆𝑽 𝟑𝟎
÷𝟑,𝟔
𝒂= =
ΔV = 108 km/h → 30 m/s ∆𝒕 𝟓
Δt = 5 s
𝒂 = 𝟔 𝒎/𝒔²

4) (P. 159) Um móvel realiza um MRUV e sua velocidade varia com o tempo de acordo com a
função V = – 20 + 4 . t. Para esse móvel, determine:

a) Sua velocidade no instante t = 4 s;

𝑽(𝟒) = −𝟐𝟎 + 𝟒 ∙ 𝟒
𝑽(𝟒) = −𝟒 𝒎/𝒔

b) O instante em que atingirá a velocidade de 20 m/s;

𝟐𝟎 = −𝟐𝟎 + 𝟒𝒕

𝟐𝟎 + 𝟐𝟎
𝒕=
𝟒

𝒕 = 𝟏𝟎 𝒔

c) O instante em que ocorrerá a inversão no sentido do movimento.

𝟎 = −𝟐𝟎 + 𝟒𝒕

𝟐𝟎
𝒕=
𝟒

𝒕=𝟓𝒔

5) (P. 159) Um móvel realiza um MRUV regido pela função horária, S = 3 + 2.t – t² (SI). Para este
móvel determine:

Comparando com a equação horária da posição do movimento retilíneo uniformemente


variado:
𝒂𝒕²
𝑺 = 𝑺𝟎 + 𝑽𝟎 𝒕 +
𝟐
𝑺 = 𝟑 + 𝟐𝒕 − 𝒕²

a) A posição inicial; 3 m
b) A velocidade inicial; 2 m/s
c) A aceleração; 2 m/s²
d) A função da velocidade;

𝝏𝑺
𝑽=
𝝏𝒕
𝝏(𝟑 + 𝟐𝒕 − 𝒕𝟐 )
𝑽=
𝝏𝒕

𝑽 = 𝟐 − 𝟐𝒕

e) A posição e a velocidade do móvel no instante t = 2 s;

𝑺(𝟐) = 𝟑 + 𝟐 ∙ 𝟐 − (𝟐)²
𝑺(𝟐) = 𝟑 𝒎

𝑽(𝟐) = 𝟐 − 𝟐 ∙ 𝟐
𝑽(𝟐) = −𝟐 𝒎/𝒔

f) O instante em que o móvel inverte o sentido do movimento;

𝟎 = 𝟐 − 𝟐𝒕

𝟐
𝒕=
𝟐

𝒕=𝟏𝒔

g) O instante em que o móvel passa pela origem dos espaços.

𝟎 = 𝟑 + 𝟐𝒕 − 𝒕𝟐 → −𝒕𝟐 + 𝟐𝒕 + 𝟑 = 𝟎
𝒂 = −𝟏
𝒃=𝟐
𝒄=𝟑

−𝒃 ± √𝒃𝟐 − 𝟒 ∙ 𝒂 ∙ 𝒄
𝒕=
𝟐∙𝒂

−𝟐 ± √𝟐𝟐 − 𝟒 ∙ (−𝟏) ∙ 𝟑
𝒕=
𝟐 ∙ (−𝟏)

−𝟐 ± √𝟏𝟔
𝒕=
−𝟐

−𝟐 − 𝟒 −𝟔
𝒕′ = =
−𝟐 −𝟐

𝒕′ = 𝟑 𝒔
6) (P. 160) Um rapaz estava dirigindo uma motocicleta a uma velocidade de 72 km/h quando
acionou os freios e parou em 4,0 s. Qual o módulo da aceleração imprimida à motocicleta pelos
freios?

Dados ∆𝑽 𝟐𝟎
÷𝟑,𝟔
𝒂= =
ΔV = 72 km/h → 20 m/s ∆𝒕 𝟒
Δt = 4 s
𝒂 = 𝟓 𝒎/𝒔²

7) (P. 160) Um móvel em MRUV parte do repouso e atinge a velocidade de 20 m/s. Sendo a
aceleração do móvel é 2 m/s², determine a distância percorrida por esse móvel.

Dados 𝑽𝟐 = 𝑽𝟐𝟎 + 𝟐 ∙ 𝒂 ∙ ∆𝑺
V0 = 0 𝟐𝟎𝟐 = 𝟎𝟐 + 𝟐 ∙ 𝟐 ∙ ∆𝑺
V = 20 m/s 𝟒∆𝑺 = 𝟒𝟎𝟎
a = 2 m/s²
𝟒𝟎𝟎
∆𝑺 =
𝟒

∆𝑺 = 𝟏𝟎𝟎 𝒎

8) (P. 160) Um móvel desloca-se obedecendo à equação horária S = 10 - 10.t + 5.t2, onde o espaço
S é medido em metros e o instante t, em segundos. Determine a velocidade deste móvel no
instante t = 4,0 s?

𝝏𝑺 𝝏(𝟏𝟎 − 𝟏𝟎𝒕 + 𝟓𝒕𝟐 )


𝑽(𝒕) = =
𝝏𝒕 𝝏𝒕

𝑽(𝒕) = −𝟏𝟎 + 𝟏𝟎𝒕


𝑽(𝟒) = −𝟏𝟎 + 𝟏𝟎 ∙ 𝟒
𝑽(𝟒) = 𝟑𝟎 𝒎/𝒔

9) (P. 160) Um móvel descreve um movimento retilíneo uniformemente acelerado numa trajetória
retilínea e suas posições variam no tempo de acordo com a equação S = 20 + 2.t + 2.t², onde S é
medido em metros e t em segundos. Determine o instante em que o móvel ocupa a posição 240
metros.

𝟐𝟒𝟎 = 𝟐𝟎 + 𝟐𝒕 + 𝟐𝒕²
𝟎 = 𝟐𝟎 − 𝟐𝟒𝟎 + 𝟐𝒕 + 𝟐𝒕²
𝟐𝒕𝟐 + 𝟐𝒕 − 𝟐𝟐𝟎 = 𝟎

−𝟐 ± √𝟐𝟐 − 𝟒 ∙ 𝟐 ∙ (−𝟐𝟐𝟎)
𝒕=
𝟐∙𝟐

−𝟐 ± √𝟏𝟕𝟔𝟒
𝒕=
𝟒
−𝟐 + 𝟒𝟐 𝟒𝟎
𝒕′ = =
𝟒 𝟒

𝒕′ = 𝟏𝟎 𝒔

10) (P. 160) Um balão na Capadócia sobe verticalmente com movimento uniforme. 6 s após a
partida, o piloto abandona uma pedra que alcança o solo 9 s depois de sair do balão.
Determine de que altura, em metros, a pedra foi abandonada (adote g = 10 m/s²).

Dados
tBALÃO = 6 s
tPEDRA = 9 s
g = 10 m/s²

A função horária da posição da pedra é a seguinte:

𝒈𝒕²
𝒉 = 𝒉𝟎 + 𝑽𝟎 𝒕 +
𝟐

Fazemos as seguintes observações:


 A altura do final da pedra será o solo, portanto h = 0 m;
 A altura inicial da pedra (de onde ela foi abandonada), é a mesma altura em que o
balão está após 6 segundos de subida;
 A velocidade inicial da pedra é a mesma velocidade de subida do balão;
 Como a pedra está inicialmente subindo, sua velocidade inicial é positiva. E como a
aceleração gravitacional tem sentido contrário ao movimento da pedra, leva
consigo o sinal negativo.

Para continuar, precisamos montar a equação da velocidade do balão. Como o problema nos
informa que o balão sobre com movimento uniforme, a equação que representa sua
velocidade é a seguinte:
𝒉
𝑽=
𝒕𝑩𝑨𝑳Ã𝑶

Já dissemos que a altura inicial da pedra é a mesma altura em que o balão se encontra após
6 segundos, e também que a velocidade inicial da pedra é a mesma velocidade de subida do
balão. Para facilitar os cálculos futuros, vamos reescrever a equação da velocidade do balão:

𝒉𝟎
𝑽𝟎 =
𝒕𝑩𝑨𝑳Ã𝑶

Desta forma, podemos unir a função horária da posição com a equação da velocidade do
balão de forma mais fácil. Substituindo a velocidade inicial da pedra pela velocidade do
balão, teremos:

𝒉𝟎 𝒈𝒕𝑷𝑬𝑫𝑹𝑨 ²
𝒉 = 𝒉𝟎 + ∙ 𝒕𝑷𝑬𝑫𝑹𝑨 −
𝒕𝑩𝑨𝑳Ã𝑶 𝟐

Agora, podemos substituir os dados do problema e dar continuidade ao cálculo:


𝒉𝟎 𝟏𝟎 ∙ 𝟗²
𝟎 = 𝒉𝟎 + ∙𝟗−
𝟔 𝟐

𝟑𝒉𝟎
𝟒𝟎𝟓 = 𝒉𝟎 +
𝟐

𝟐𝒉𝟎 + 𝟑𝒉𝟎
𝟒𝟎𝟓 =
𝟐

𝟒𝟎𝟓 ∙ 𝟐 = 𝟓𝒉𝟎

𝟖𝟏𝟎
𝒉𝟎 =
𝟓

𝒉𝟎 = 𝟏𝟔𝟐 𝒎

Então, a pedra foi abandonada de uma altura igual a 162 metros.

Exercícios
1) (P. 160) Em 10 min, certo móvel percorre 12 km. Nos 15 min seguintes, o mesmo móvel
percorre 20 km e nos 5 min que se seguem percorre 4 km. Sua velocidade média em m/s,
supondo constante o sentido do movimento, é:

a) 10 m/s
b) 12 m/s
c) 17 m/s
d) 18 m/s
e) 20 m/s

Dados ∑ ∆𝑺
× 𝟏 𝟎𝟎𝟎 𝑽𝒎 =
ΔS1 = 12 km → 12 000 m ∑ ∆𝒕
×𝟔𝟎
Δt1 = 10 min → 600 s 𝟏𝟐 𝟎𝟎𝟎 + 𝟐𝟎 𝟎𝟎𝟎 + 𝟒 𝟎𝟎𝟎
× 𝟏 𝟎𝟎𝟎 𝑽𝒎 =
ΔS2 = 20 km → 20 000 m 𝟔𝟎𝟎 + 𝟗𝟎𝟎 + 𝟑𝟎𝟎
×𝟔𝟎
Δt2 = 15 min → 900 s 𝟑𝟔 𝟎𝟎𝟎
× 𝟏 𝟎𝟎𝟎 𝑽𝒎 =
ΔS3 = 4 km → 4 000 m 𝟏 𝟖𝟎𝟎
×𝟔𝟎
Δt3 = 5 min → 300 s
𝑽𝒎 = 𝟐𝟎 𝒎/𝒔

2) (P. 161) Dois carros, A e B, estão juntos no instante zero e movem-se, então, de acordo com o
diagrama abaixo. Podemos afirmar que:

a) Os carros A e B têm movimentos uniformes.


O carro B tem movimento uniforme variado.
b) Os móveis não irão mais se encontrar.
Os móveis se encontram novamente após o início
do movimento.
c) O encontro dos móveis dar-se-á no instante 10s
d) O encontro dos móveis dar-se-á no instante 20s

𝑺𝑨 = 𝑺𝑩

𝑺𝑨 = 𝑺𝟎𝑨 + 𝑽𝑨 ∙ 𝒕
𝒂𝒕²
𝑺𝑩 = 𝑺𝟎𝑩 + 𝑽𝟎𝑨 ∙ 𝒕 +
𝟐
∆𝑽 𝟖
𝒂= = = 𝟎, 𝟒 𝒎/𝒔²
∆𝒕 𝟐𝟎

𝒂𝒕²
𝑺𝟎𝑨 + 𝑽𝑨 ∙ 𝒕 = 𝑺𝟎𝑩 + 𝑽𝟎𝑩 ∙ 𝒕 +
𝟐

𝟎, 𝟒𝒕²
𝟎+𝟒∙𝒕=𝟎+𝟎∙𝒕+
𝟐

𝟒𝒕 = 𝟎, 𝟐𝒕²
𝟎, 𝟐𝒕𝟐 − 𝟒𝒕 = 𝟎

−(−𝟒) ± √(−𝟒)𝟐 − 𝟒 ∙ 𝟎, 𝟐 ∙ 𝟎
𝒕=
𝟐 ∙ 𝟎, 𝟐

𝟒 ± √𝟏𝟔
𝒕=
𝟎, 𝟒

𝟒+𝟒
𝒕′ =
𝟎, 𝟒

𝒕′ = 𝟐𝟎𝒔

e) Os carros A e B têm movimentos uniformemente variados.


O carro A tem movimento uniforme constante.

3) (P. 161) A aceleração de um móvel informa sobre a maneira como a velocidade varia. Dizer que
a aceleração de um móvel é 2 m/s² significa que:

a) O móvel percorre 2 m por segundo.


b) Em cada segundo o móvel percorre uma distância que é o dobro da
percorrida no segundo do anterior.
c) A velocidade do móvel varia 2 m/s em cada segundo.
d) A velocidade do móvel varia 2 m em cada segundo.
e) A velocidade do móvel varia 2 m/s em cada segundo ao quadrado.

A cada segundo, a velocidade do móvel aumenta 2 m/s.


4) (P. 161) O movimento de uma partícula se faz segundo a equação horária:
S = 2 . t² - 5 . t + 10 (SI)
Assinale a alternativa correta:

a) A aceleração da partícula é 2 m/s2.


b) A posição inicial da partícula é 10 m.
c) A velocidade inicial da partícula é 5 m/s.
d) A velocidade inicial da partícula é – 10 m/s.
e) A posição inicial da partícula é 2 m.

Devemos comparar a equação horária dada com a equação horária padrão do movimento
retilíneo uniformemente variado. Reorganizando a equação dada no problema e
comparando com a equação padrão, temos:

𝑺 = 𝟏𝟎 − 𝟓𝒕 + 𝟐𝒕²

𝒂𝒕²
𝑺 = 𝑺𝑶 + 𝑽𝑶 ∙ 𝒕 +
𝟐

Logo, podemos ver que a aceleração da partícula é de 4m/s², a posição inicial é de 10 m e a


velocidade inicial é de -5 m/s. Analisando as opções dadas, a resposta correta é a letra b.

5) (P. 162) Lança-se um corpo verticalmente para cima. No instante em que ele atinge a altura
máxima podemos afirmar que:

a) Velocidade nula e aceleração não nula;


b) Possui velocidade e aceleração nulas;
c) Velocidade e aceleração não nulas;
d) Velocidade não nula e aceleração nula;
e) Velocidade máxima.

Enquanto o corpo sobe, sua velocidade vai diminuindo. Quando o corpo atinge sua altura
máxima, sua velocidade é igual a zero. A aceleração permanece constante durante todo o
movimento, ou seja, o corpo perde velocidade enquanto sobe, e ganha velocidade
enquanto desce.
Capítulo 10
Teste
1) (P. 171) Uma pessoa está em uma ponte, sobre uma estrada de ferro, e observa um trem que
se aproxima em movimento retilíneo e uniforme. Quando o trem está a uma distância de 30 m
da vertical que passa pela pessoa, ela abandona uma laranja que atinge o solo 4 m à frente do
trem. A altura da queda é de 20 m. Considerando |g| = 10 m/s² e desprezando os efeitos do ar
sobre a laranja, calcule:

a) O tempo de queda da laranja;

Dados 𝒈𝒕²
𝑺 = 𝑺𝟎 + 𝑽𝟎 ∙ 𝒕 +
S = 20 m 𝟐
g = 10 m/s²
t=? 𝟏𝟎𝒕²
𝟐𝟎 = 𝟎 + 𝟎𝒕 +
𝟐

𝟐𝟎 = 𝟓𝒕²

𝟐 𝟐𝟎
𝒕= √
𝟓

𝒕=𝟐𝒔

b) O módulo da velocidade com que a laranja colide no solo;

𝑽 = 𝑽𝟎 − 𝒂𝒕
𝑽 = 𝟎 − 𝟏𝟎 ∙ 𝟐
𝒎
𝑽 = −𝟐𝟎
𝒔

c) O módulo da velocidade do trem.

Dados ∆𝑺 𝑺 − 𝑺𝟎
𝑽= =
S=4m 𝒕 𝒕
S0 = 30 m
t=2s 𝟒 − 𝟑𝟎 −𝟐𝟔
𝑽= =
𝟐 𝟐

𝑽 = −𝟏𝟖 𝒎/𝒔
|𝑽| = 𝟏𝟖 𝒎/𝒔
2) (P. 172) Um corpo é lançado obliquamente para cima com velocidade vo = 50 m/s, numa direção
que faz um ângulo θ com a horizontal, tal que sen θ = 0,80 e cos θ = 0,60. Adotando |g| = 10
m/s², e desprezando a resistência do ar, determine o módulo da velocidade deste corpo no
instante correspondente a 2 segundos.

Em X Em Y

𝑽𝒙 = 𝑽𝒐 𝐜𝐨𝐬 𝜽 𝑽𝟎𝒚 = 𝑽𝟎 𝐬𝐢𝐧 𝜽


𝑽𝒙 = 𝟓𝟎 ∙ 𝟎, 𝟔𝟎 𝑽𝟎𝒚 = 𝟓𝟎 ∙ 𝟎, 𝟖𝟎
𝑽𝒙 = 𝟑𝟎 𝒎/𝒔 𝑽𝟎𝒚 = 𝟒𝟎 𝒎/𝒔

Como estamos desprezando a resistência 𝑽𝒚 = 𝑽𝟎𝒚 − 𝒈𝒕


do ar, a velocidade em x será sempre a
𝑽𝒚 = 𝟒𝟎 − 𝟏𝟎 ∙ 𝟐
mesma.
𝑽𝒚 = 𝟐𝟎 𝒎/𝒔

Utilizando o Teorema de Pitágoras, teremos:

𝑽𝟐 = 𝑽𝟐𝒙 + 𝑽𝒚 ²

𝟐
𝑽 = √𝑽𝟐𝒙 + 𝑽𝟐𝒚

𝟐
𝑽 = √𝟑𝟎𝟐 + 𝟐𝟎²

𝑽 = 𝟑𝟔, 𝟎𝟓 𝒎/𝒔

3) (P. 173) Calcule o alcance horizontal de uma bala de canhão disparada com velocidade inicial de
módulo 500 m/s a 45º com a horizontal, no vácuo. Considere |g| = 10 m/s².

Dados 𝑽𝒐 ²
𝑹= ∙ 𝐬𝐢𝐧 𝟐𝜽
V0 = 500 m/s 𝒈
Θ = 45°
g = 10 m/s² 𝟓𝟎𝟎𝟐
𝑹= ∙ 𝐬𝐢𝐧(𝟐 ∙ 𝟒𝟓°)
𝟏𝟎

𝑹 = 𝟐𝟓 𝟎𝟎𝟎 𝒎
4) (P. 173) Um ponto material foi lançado no vácuo sob um ângulo de tiro de 30° e atingiu o vértice
de sua trajetória após 5 segundos. Determine a velocidade de lançamento. Considere |g| = 10
m/s².

Dados 𝑽𝟎𝒚 = 𝑽𝒐 𝐬𝐢𝐧 𝜽


θ = 30° 𝑽𝒚 = 𝑽𝟎𝒚 + 𝒈𝒕
t=5s
Vy = 0 m/s 𝑽𝒚 = 𝑽𝒐 𝐬𝐢𝐧 𝜽 + 𝒈𝒕
𝟎 = 𝑽𝟎 𝐬𝐢𝐧 𝟑𝟎° + 𝟏𝟎 ∙ 𝟓

−𝟓𝟎
𝑽𝟎 = = −𝟏𝟎 𝒎/𝒔
𝐬𝐢𝐧 𝟑𝟎°

|𝑽𝟎 | = 𝟏𝟎𝟎 𝒎/𝒔

5) (P. 173) De dois pontos A e B situados a uma distância de 50 sobre o solo horizontal, lançam-se,
simultaneamente, dois projéteis: um do ponto A, no plano vertical que passa por AB, com
velocidade inicial que forma um ângulo de 30º com a horizontal, e outro do ponto B, com
velocidade inicial de100 m/s, verticalmente para cima, como indica a figura ao lado. Considere
|g| = 10 m/s². Calcule:

a) A velocidade inicial do projétil A


para que ele atinja o projétil B;

Para os dois projéteis se


encontrarem, eles devem
ocupar a mesma posição. Logo:
𝒚𝑨 = 𝒚𝑩

𝒈𝒕²
𝒚𝑨 = (𝑽𝟎𝑨 𝐬𝐢𝐧 𝜽) ∙ 𝒕 −
𝟐

𝒈𝒕²
𝒚𝑩 = 𝑽𝟎𝑩 ∙ 𝒕 −
𝟐

𝒈𝒕𝟐 𝒈𝒕²
(𝑽𝟎𝑨 𝐬𝐢𝐧 𝜽) ∙ 𝒕 − = 𝑽𝟎𝑩 ∙ 𝒕 −
𝟐 𝟐

𝑽𝟎𝑨 𝐬𝐢𝐧 𝜽 = 𝑽𝟎𝑩

𝑽𝟎𝑩
𝑽𝟎𝑨 =
𝐬𝐢𝐧 𝜽

𝟏𝟎𝟎
𝑽𝟎𝑨 =
𝐬𝐢𝐧 𝟑𝟎°

𝑽𝟎𝑨 = 𝟐𝟎𝟎 𝒎/𝒔


b) O instante de encontro a partir do lançamento e a posição vertical acima do solo. Despreze a
resistência do ar.

𝒙 = 𝑽𝟎 𝐜𝐨𝐬 𝜽 ∙ 𝒕

𝒙
𝒕=
𝑽𝒐 𝐜𝐨𝐬 𝜽

𝟓𝟎𝟎
𝒕=
𝟐𝟎𝟎 ∙ 𝐜𝐨𝐬 𝟑𝟎

𝒕 ≅ 𝟎, 𝟐𝟗 𝒔

𝒈𝒕²
𝒚𝑩 = 𝑽𝟎𝒚 ∙ 𝒕 −
𝟐

𝟏𝟎 ∙ 𝟎, 𝟐𝟗²
𝒚𝑩 = 𝟏𝟎𝟎 ∙ 𝟎, 𝟐𝟗 −
𝟐

𝒚𝑩 ≅ 𝟐𝟖, 𝟓𝟖 𝒎

6) (P. 173) Uma máquina possui uma roda dentada de raio R = 20 cm, que gira com velocidade
constante, e executa 300 rotações por minuto. Calcule a frequência, o período, a velocidade
angular e a velocidade linear de um ponto situado na periferia da roda.

𝑵 𝟑𝟎𝟎
𝒇= = = 𝟓𝟎 𝑯𝒛
𝒕 𝟔𝟎

𝝎 = 𝟐𝝅𝒇 = 𝟐𝝅 ∙ 𝟓𝟎 = 𝟑𝟏, 𝟒𝟏 𝒓𝒂𝒅/𝒔

𝑽 = 𝝎 ∙ 𝑹 = 𝟑𝟏, 𝟒𝟏 ∙ 𝟎, 𝟐 = 𝟔, 𝟐𝟖 𝒎/𝒔

Exercícios
1) (P. 173) A figura representa um projétil que é lançado do ponto A, segundo um ângulo de 30°
com a horizontal, com uma velocidade vo = 100 m/s, e atinge o ponto D. Sabendo que AB =
152,6 m, BC = 55 m, determine o tempo, em segundos, que o projétil levou para atingir o ponto
D.
(|g| = 10 m/s²)
a) 11,0
b) 12,6
c) 16,2
d) 25,3
e) 37,8

Dados 𝒈𝒕²
𝒚 = 𝒚𝟎 + 𝑽𝟎𝒚 𝒕 −
θ = 30° 𝟐
V0 = 100 m/s
BC = y0 = 55 m 𝒈𝒕𝟐
− + 𝑽𝟎𝒚 𝒕 + 𝒚𝟎 − 𝒚 = 𝟎
𝟐

𝑽𝟎𝒚 = 𝑽𝟎 𝐬𝐢𝐧 𝜽

𝒈𝒕𝟐
− + (𝑽𝟎 𝐬𝐢𝐧 𝜽) ∙ 𝒕 + 𝒚𝟎 − 𝒚 = 𝟎
𝟐

𝟏𝟎𝒕𝟐
− + (𝟏𝟎𝟎 ∙ 𝐬𝐢𝐧 𝟑𝟎) ∙ 𝒕 + 𝟓𝟓 − 𝟎
𝟐
=𝟎

−𝟓𝒕𝟐 + 𝟓𝟎𝒕 + 𝟓𝟓 = 𝟎

−𝟓𝟎 ± √𝟓𝟎𝟐 − 𝟒 ∙ (−𝟓) ∙ 𝟓𝟓


𝒕=
𝟐 ∙ (−𝟓)

−𝟓𝟎 ± √𝟑𝟔𝟎𝟎
𝒕=
−𝟏𝟎

−𝟓𝟎 − 𝟔𝟎 −𝟏𝟏𝟎
𝒕′ = =
−𝟏𝟎 −𝟏𝟎

𝒕′ = 𝟏𝟏 𝒔

2) (P. 173) Ainda em relação ao exercício anterior, qual a distância CD, em metros?

a) 952,6
b) 800,0
c) 543,2
d) 476,3
e) 400,0

𝒙 = 𝑽𝒙 ∙ 𝒕
𝑽𝒙 = 𝑽𝟎 𝐜𝐨𝐬 𝜽 𝑪𝑫 = 𝒙 − 𝑨𝑩
𝒙 = (𝑽𝟎 𝐜𝐨𝐬 𝜽) ∙ 𝒕 𝑪𝑫 = 𝟗𝟓𝟐, 𝟔 − 𝟏𝟓𝟐, 𝟔
𝒙 = (𝟏𝟎𝟎 ∙ 𝐜𝐨𝐬 𝟑𝟎) ∙ 𝟏𝟏 𝑪𝑫 = 𝟖𝟎𝟎 𝒎
𝒙 = 𝟗𝟓𝟐, 𝟔 𝒎
3) (P. 173) A velocidade angular do movimento do ponteiro das horas vale:

a) π/24 rad/h
b) π/12 rad/h
c) π/6 rad/h
d) π/4 rad/h
e) π/3 rad/h

𝝎 = 𝟐𝝅𝒇

𝑵 𝟏
𝒇= =
𝒕 𝟏𝟐

𝟏
𝝎 = 𝟐𝝅
𝟏𝟐

𝝅 𝒓𝒂𝒅
𝝎=
𝟔 𝒉

4) (P. 174) A figura que segue representa duas polias, 1 e 2, de raios R1 e R2, sendo R1 menor que
R2, interligadas por meio de uma correia inextensível. Com relação a esse sistema, pode-se
afirmar:

a) As velocidades angulares são


iguais;
b) As frequências das duas polias
são iguais;
c) A frequência da polia 1 é menor
que o da polia 2;
d) O período da polia 1 é menor
que o da polia 2;
e) A velocidade linear na borda da
polia 1 é maior que na borda da polia 2.

5) (P. 174) A figura que segue mostra um sistema de engrenagem com três discos acoplados, cada
um girando em torno de um eixo fixo. Os dentes dos discos são do mesmo tamanho e o número
deles ao longo de sua circunferência é o seguinte: X = 30 dentes, Y = 10 dentes e, Z = 40 dentes.
Se o disco X dá 12 voltas, o disco Z dará:

a) 1
b) 4
c) 9
d) 16
e) 144
Como o disco y está entre o disco x e o disco z, ele pode ser desconsiderado, pois apenas
leva o movimento do disco x para o disco z, sem interferir nos mesmos.
Podemos calcular o número de voltas do disco z em função do número de voltas do disco x
através de duas simples regra de três.

Para o disco x Para o disco z

𝟏 𝒗𝒐𝒍𝒕𝒂 → 𝟑𝟎 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔 𝟒𝟎 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔 → 𝟏 𝒗𝒐𝒍𝒕𝒂


𝟏𝟐 𝒗𝒐𝒍𝒕𝒂𝒔 → 𝒙 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔 𝟑𝟔𝟎 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔 → 𝒚 𝒗𝒐𝒍𝒕𝒂𝒔

𝒙 = 𝟏𝟐 ∙ 𝟑𝟎 𝟒𝟎𝒚 = 𝟑𝟔𝟎
𝒙 = 𝟑𝟔𝟎 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔
𝟑𝟔𝟎
𝒚=
𝟒𝟎

𝒚 = 𝟗 𝒗𝒐𝒍𝒕𝒂𝒔