Você está na página 1de 4

DIREITO DAS SUCESSÕES

AULA DIA 09/02/18

Prof. Deilton Ribeiro Brasil

e-mail: deilton.ribeiro@terra.com.br

Bibliografia:

NERY, Rosa Maria de Andrade; NERY júnior; Nelson Instituições de direito civil SP:rt, 2017, vol.
VI.

Avaliação: 1º Prova 20 + 10 de exercícios


2º Prova 20 + 10 de exercícios
Prova Final 40

Conceito: É o ramo do direito civil cujas normas regulamenta a transferência do patrimônio do


morto ao herdeiro, em virtude de lei ou testamento. A palavra sucessão significa substituir uma
pessoa a outra que vai assumir suas obrigações e adquirir seus direitos.

Base constitucional: art. 5, XXX, CF art. 5º XXII CF.

Sucessão: intervivos (direito das obrigações), causa mortes. Esse patrimônio (ativo e passivo)
chama-se espólio. Transmissão: art. 1586 CC.

Mors omnia solvit – com a morte tudo acaba.


De cujos – o falecido.
A transferência pode ser por lei ou testamento.
Se a pessoa falece sem deixar bens tem que fazer o inventário negativo.
Ab intestato - sem deixar testamento de ultima vontade.
Não existe herança de pessoa viva.
A herança não pode ser transmitida por contrato.
Inventário: natureza jurídica: Procedimento administrativo voluntário que não comporta questões
complexas.
Inventário extrajudicial: feito no cartório.
Art. 10 da Lindb
Art. 376 do CPC.

Espécies de Sucessão:

a) Testamentária – Se houve testamento, a sucessão testamentária predomina sobre a sucessão


legítima (1788), dentro dos limites da lei (1789 e 1845). A liberdade de testar não é absoluta, pois
metade é dos filhos, pais e cônjuges (1857 e § 1º).
A sucessão pode ser a título universal ou a título singular, nesta teremos a figura legado ( coisa
certa). Quem sucede a título universal é o herdeiro ( 1997 e 1784).

b) Legítima : prevalece a disposição da lei se alguém morre sem testamento ou se o testamento for
invalidado (1829). A sucessão legítima prevalece sobre a testamentária.
1- A gente nunca acha que vai morrer;
2 – Fazer um testamento pode ser caro;
3 – Se a gente morre sem testamento, a lei já beneficia os filhos (1788).
Obs.: In extremes mortes, significa quando a pessoa que não tem descendentes e está no leito da
morte, pode deixar o testamento para seu cuidador.

AULA 16/02/2018

Varão e virago. NÃO usar virago: é machona.


A sentença passou em julgado. NÃO transitou em julgado.
NÃO proteste por provas.
Colação: os bens trazidos para o inventário.
Direito de sucessões – São as normas que tratam da transmissão do patrimônio do
morto a seus sucessores em virtude da lei ou do testamento; transmite-se o patrimônio,
ou seja, eventuais dívidas também, mas o herdeiro só paga as dívidas até o limite dos
bens recebidos (art. 1792 CC) – espólio.
Princípios:
- Respeito a vontade do testador, morto (art. 1899 CC)
- Atribuição da herança a parentes ou familiares do falecido – art. 1789, 1845, §1º do art.
1857 CC.
- Igualdade entre os quinhões da herança ou princípio da divisão necessária – art. 1849,
2006; §6º do art. 227 CF.
- Pacta corvina. Com o falecimento do ascendente o filho já pode negociar seu
quinhão/fração de herança, doando ou vendendo a terceiros, mesmo antes da partilha
(art. 1793, exige escritura pública pois a herança é tida como coisa imóvel. Cessão de
direitos hereditários. A partilha tem que ser levada a registro – é ato constitutivo e
declaratório.

Abertura da sucessão.
Requisito: apresentação do atestado de óbito.
1- A morte de alguém (1785 CC)
2- A vocação hereditária feita pelo falecido se deixou testamento, ou feita pela lei
(1788, 1798).
Arrolamento – quando se tratar de bens de menores monta.

- A pose dos bens da herança deve ficar com o inventariante (1991 CC), mas até o
inventário ser ajuizado a posse deve ficar com o cônjuge (1797 CC)
- Eventual turbação ou esbulho aos bens do espólio pode ser combatido por qualquer
herdeiro na condição de possuidor indireto (parágrafo único do 1791 CC).
- Aceitação ou renúncia da herança:
 Aceitação é o ato pelo qual o sucessor manifesta sua vontade de receber a
herança ou legado.
Espécies:
 Expressa: feita por qualquer documento escrito. Para que o documento
tenha valor jurídico tem que ser assinado por duas testemunhas com nome
legível e endereça das testemunhas.
 Tácita: o sucessor assume comportamentos típicos de herdeiro (art. 1805).
 Presumida: um terceiro interessado força o herdeiro a se manifestar se vai
aceitar ou não (1807; 1813 CC). Por credor por exemplo. Penhora nos autos
do inventário – colocar no rosto dos autos da penhora.
É negócio jurídico unilateral (depende da vontade do herdeiro) e puro (a aceitação
é simples) 1808 CC.
Somente com a partilha e seu registro que é feita a transmissão dos bens.
AULA 23/02/2018

Efeitos da Renúncia:

1) Efeito retroativo: a renúncia retroage ao dia da morte de modo que o renunciante como se nunca
tivesse sido chamado à sucessão.

2) Os filhos do renunciante não herdam em seu lugar, os filhos do renunciante não poderão aceitar a
herança do avô (art. 1811).

Na sucessão testamentária a parte do renunciante vai para o substituto previsto no testamento (arts.
1947 e 1829).

Herança jacente: quando não se conhecem os herdeiros que possam dela cuidar, assim o juiz para
evitar a ruína desses bens, nomeia um curador para arrecadar e administrar os bens do falecido (art.
1819). Concluído o inventário sem o surgimento de herdeiros, a herança se torna vacante e os bens
passam para o município (arts. 1823 e 1824).
A jacência é uma fase provisória que culmina ou com a entrega dos bens aos herdeiros que vierem a
surgir, ou com a declaração da vacância e a transferência ao Poder Público.

Indignidade e deserdação:

Todos podem suceder (1798) inclusive uma empresa pode suceder uma pessoa física (1799, II)Arts.
1801 e 1802..

Indignidade: é a pregação do direito de suceder alguém por tê-lo ofendido ou a seus familiares
(1814). O indigno não tem afeto e nem solidariedade pelo que sofre esta pena civil.

AULA 02/03/18

Deserdação: O efeito é o mesmo da indignidade, punir quem ofendeu o falecido, pois o deserdado
fica excluído da sucessão. Art. 1781

Diferenças:
1) A indignidade vem prevista em lei como a vontade presumida do extinto, atingindo qualquer
herdeira; a deserdação é declarada em testamento, é a vontade real do falecido e só atinge herdeiros
necessários. Art. 1961, 1845)

2) Só vamos encontrar a deserdação na sucessão testamentária (1964), já a indignidade pode ocorrer


tanto na sucessão testamentária como má legítima.

3) Os casos de deserdação além do conhecido 1814 ( Numerus clausus) estão no 1962 e 1963.

- Herdeiro aparente é aquele que parece mas não é. É aquele que está na condição de herdeiro mas
que por um fato novo, deixa de ser. Ex.: A pessoa falece e não tem filhos, deixando a herança para o
irmão, ai aparece um suposto filho, tendo que comprovar por meio de exames.
Numerus clausus: fechados
Numerus apertus> abertos
Sucessão legítima: dá-se quando na falta de testamento defere-se o patrimônio do morto a seus
herdeiros necessários e facultativos (1788). Essa relação preferencial tem o nome de de vocação
hereditária (1829).

Herdeiros necessários (1845)

Herdeiros facultativos parentes colaterais, irmãos, tios, sobrinhos e pessoas até o 4º grau. A
companheira também herda, mas em situação inferior a do cônjuge. Concubina e namoradas nada
herdam.

AULA 09/03/18

Sucessão do Cônjuge

Na sucessão legítima, o cônjuge se tornou herdeiro necessário, sendo elevado a mesma condição
dos filhos e dos pais ( art. 1845)

Antigamente o cônjuge era mero herdeiro facultativo (art. 1787, 1846)

Necessário distinguir meação de herança. Quando alguém enviúva, parte do patrimônio do morto é
do sobrevivente por direito próprio e não por herança.

Regime de casamento:

1) Separação obrigatória (1641) – o viúvo não tem meação ( 1687) e nem herança (1829, I), só lhe
cabe direito real de habitação (1831);

2) Separação convencional – o sobrevivente n]ao tem meação ( 1687) mas tem herança (1829, I);

3) Comunhão parcial de bens – o viúvo tem meação (1658), mas caso se divorcie não tem direito
aos bens do cônjuge ( 1659, I), todavia, com a viuvez, o sobrevivente alcança estes bens por serem
bens particulares dos cônjuge ( 1829, I).

4) Participação final dos aquestos - Regime complicado suas regras assemelham-se às da comunhão
parcial de bens.

5) Comunhão universal: o viúvo tem meação de tudo 9 1667), então não precisa herdar nada
(1829, I).

Sucessão de companheiro – aquele que verse em união estável, sem impedimento para casar ( 1727
e 1790).
- O companheiro não vai herdar como o cônjuge casado, apesar dos art. 1725, 1790 companheiro
não é herdeiro necessário.

- morto o companheiros, o sobrevivente tem meação mais a herança, apenas sobre os bens
adquiridos onerosamente durante a união estável.