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Uma solene advertência de Deus

28 de Maio de 2004 by Pr. Hernandes in Sermões1 348 0

Referência: LUCAS 13.6-9

A notícia de duas tragédias (V. 1-5): l) matança dos galileus no templo por Pilatos e 2) o
acidente na torre de Siloé.

Havia a noção errada de que a morte violenta estava ligada a um grande pecado.

Jesus refuta e diz que a desgraça dos outros não pode ser motivo nem de gorgulho nem
de julgamento cruel. É antes, uma advertência para aqueles que ficam a criticar.

Devemos olhar para os desastres da vida: terremotos, assaltos, seqüestras, assassinatos,


falência, enfermidade, desastres, como um constante chamado de Deus ao
arrependimento = Amós 4.6-12 = Fome – seca – pragas – doenças – guerra – terremoto
= contudo não vos convertestes a mim, diz o Senhor. “…prepara-te ó Israel para te
encontrares com o Senhor teu Deus.”

É estranho que estejamos mais interessados no destino dos outros do que na nossa
própria condição: l) São poucos os que se salvam? 2) E quanto a este? Perguntou Pedro
a Jesus sobre João.

Jesus diz para os judeus: Se vocês não se arrependerem vão perecer igual os galileus
esmagados por Pilatos, igual aqueles que foram soterrados no desabamento da torre de
Siloé. Há um mal que está trazendo perigo a vocês. Se vocês não mudarem de vida este
mal será inevitável.

A parábola é para explicar a necessidade urgente do arrependimento. É para dizer que


você ainda tem uma chance de Deus antes de acontecer uma tragédia. Deus ainda está
disposto a lhe dar uma oportunidade.

VEJAMOS AS LIÇÕES DESTA PARÁBOLA:


I. PRIVILÉGIOS IMPORTA EM RESPONSABILIDADE

1. A figueira foi plantada – v. 6 = Mt 15.13 = “Toda planta que meu Pai Celestial não
plantou será arrancada.” Esta figueira não estava ali por acaso. Você faz parte do plano
eterno de Deus. Ele escolheu você. Chamou-o e o salvou.

2. A figueira estava em lugar de destaque – v. 6 = Ela estava no meio da vinha. Deus


também nos deu lugar de honra. Somos cabeça e não cauda. Somos filhos. Somos
herdeiros. Somos luzeiros do mundo. Somos o povo que dá sentido a existência no
mundo. Somos sal. Somos luz. Perfume. Menina dos olhos de Deus.
3. A figueira estava em solo fértil – v. 6 = Temos tudo da parte de Deus para produzir
fruto = temos a Palavra, a Oração, o Poder do Espírito Santo. Fomos plantados junto aos
ribeiros de águas. Fomos plantados em Cristo.

4. A figueira tinha elevação ensolarada – v. 6 = Ela se elevava bem acima da vinha. O


firmamento lhe pertencia todo. Ela se destacava na aparência: Beleza, pompa, folhagem.
Temos templos, conforto, pessoas cultas. Desfrutamos de todas as bênçãos dos céu.

5. A figueira tinha maturidade – v. 6,7 = Esta figueira depois de adulta, o dono vai a ela
3 anos consecutivos. Ela teve ampla oportunidade de produzir fruto. A quanto tempo
você está na igreja? A quanto tempo você é crente? Quantos frutos você já produziu?
Muitos estão sem frutos. Secos. Enterrando os talentos.

6. Deus espera frutos da nossa vida – v. 7 =

a) Ele procura fruto e não folha = Deus não se satisfaz com aparência, faixada, beleza
exterior. Ele quer fruto. Doutrina sem vida, fé sem obra, palavra sem prática não
agradam a Deus.

b) Ele tem o direito de esperar fruto = Ele nos plantou. Ele cuidou de nós. Ele nos amou.
Ele nos deu Seu Filho. Ele mandou-nos o Espírito Santo. Ele nos deu Sua Palavra. Ele
coloca o seu poder ao nosso dispor. Ele nos capacitou com dons.

c) o propósito de Deus é encontrar em nós muito fruto – Jo 15.8

II. A INOPERÂNCIA É UM CONVITE AO DESASTRE

1. A esterilidade não é um mal neutro, mas desastroso – v. 7 = A figueira só estava


tirando força e substância da terra e em troca não estava produzindo nada. Ela retirava
de outras árvores por meio de sombra e absorção, o calor e a seiva. Quando somos
estéreis e inoperantes, prejudicamos a obra de Deus. “ou você é benção ou é maldição;
ou ajunta ou espalha; ou é por Cristo ou contra Cristo.”

2. A inoperância e esterilidade são uma negação da fé que professamos = Porque sou


crente? Porque venho à igreja? O que deus espera de mim?

a) Quando eu não dou fruto, eu ocupo o lugar inutilmente.

b) Quando a figueira não tem fruto, ela mente, porque tem folha sinal de fruto

c) Quando a figueira não tem fruto, ela frustra o dono que fez nela um grande
investimento.

d) Quando o figueira não tem fruto, as pessoas passam fome perto dela.
e) Quando a figueira não tem fruto, ela frustra o seu propósito de dar glória a Deus – v.
7

3. A esterilidade crônica enseja uma intervenção radical de Deus = “Pode cortá-la”. Jo


15.2 “Todo ramo que estando em mim não der fruto, Ele o corta.”

III. O EVANGELHO DA GRAÇA NOS OFERECE UMA SEGUNDA


OPORTUNIDADE

o Hoje é dia de restauração. De volta. De acerto.

o Se você se sente seco, vazio, afastado, sem fruto, é hora de acertar sua vida com Deus.
Exemplo: a) O filho pródigo = um novo começo para os afastados; b) Pedro =
restauração depois de caído; c) Éfeso = volta ao primeiro amor, aos que estão
trabalhando mas sem intimidade com Deus.

1. A eficácia da intercessão de Jesus – v. 8 = Jesus intercede por você como intercedeu


por Pedro. Ele conhece suas frustrações, suas quedas, ele ainda clama em seu favor.

2. O perdão de Deus – v. 7,8 = Suspende o castigo já decretado. Deixe-a este ano =


perdão. Jacó = vamos começar tudo outra vez. Deus apaga as suas transgressões. Ele
não leva em conta seus pecados. Não menospreze a paciência e a bondade de Deus.

3. O investimento de Deus para sua restauração – v. 8 = Deus oferece não apenas


perdão a você. Ele investe em você.

a) Escave ao redor – v. 8 = É preciso abrir sulcos – Isso às vezes dói, fere, mexe, corta
raízes, desinstala muita coisa acomodada.

b) Ponha adubo – v. 8 = Como Deus revitaliza nossas raízes? Pela Palavra, oração,
jejum, comunhão, testemunho. Não jogue fora estes recursos de Deus.

o Deus está dando à nossa igreja uma nova oportunidade: ser uma igreja viva, santa,
alegre, acolhedora, evangelizadora, missionária.

o Deus está lhe dando uma segunda oportunidade no seu casamento – na sua relação
com os seus pais, com seus filhos.

o Vamos voltar ao primeiro amor. A porta do arrependimento ainda não se fechou. Este
é o grito e o soluço do coração de Deus.

IV. A PACIÊNCIA DE DEUS TEM LIMITES – EXISTE UMA OPORTUNIDADE


FINAL – v. 9
1. Deus ainda o julgamento, mas não o anula a não ser que haja arrependimento = Deus
sempre deu chances ao homem para se arrepender antes do juízo. Exemplo: DILÚVIO,
SODOMA, NÍNIVE, NA SEGUNDA VINDA DE CRISTO.

2. O machado já está posto à raiz das árvores = Se deixarmos passar as oportunidades.


Se endurecermos nosso coração à voz de Deus. Se continuarmos omissos, inoperantes e
estéreis. Nós mesmos estaremos lavrando nossa sorte e seremos cortados e arrancados
da vinha de Deus. Se rejeitarmos a restauração o juízo será inevitável e inapelável.

CONCLUSÃO

A parábola não tem conclusão = você decide!


Se você se sente uma figueira estéril, cortada, seca = o Deus dos milagres pode fazer
você frutificar, como fez a vara seca de Arão florescer. Amém!

Rev. Hernandes Dias Lopes.